OS HEBRAICOS DA AMAZÔNIA

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1 Henrique Veltman INTRODUÇÃO Em 1981, o Beth Hatefutsot pediu ao fotógrafo Sérgio Zalis, na época aluno da escola de arte Betzalel, em Jerusalém, uma documentação do judaísmo brasileiro. Sérgio veio ao meu encontro, em São Paulo, sem maiores recursos além de sua boa vontade, e eu fiz ver a ele que a comunidade judaica brasileira estava espalhada pelos quatro cantos do país, e seria interessante estabelecer qual comunidade seria objeto de sua pesquisa. Elaboramos uma relação de possíveis registros, e Tel Aviv foi consultada. O Beth, depois de várias reuniões, decidiu-se pelo Norte do Brasil. Em janeiro de 1983, finalmente, o Beth Hatefutsot, o Museu da Diáspora da Universidade de Tel-Aviv,Israel, encomendou-nos a realização de uma documentação sobre o que até então era uma história muito pouco conhecida: a saga dos judeus marroquinos e de seus descendentes, os hebraicos, na longínqua e misteriosa Amazônia. Com o apoio do empresário Israel Klabin, durante um mês, percorremos aquela imensidão, começando por Belém do Pará, seguindo depois para Cametá, às margens do rio Tocantins. Dali, partimos para Abaetetuba, Alenquer, Santarém, Óbidos, Maués, Itacoatiara, Manaus, Porto Velho e Guajará Mirim. Em todos esses lugares, encontramos judeus, descendentes de judeus e registros impressionantes da passagem dos judeus de origem marroquina pela Amazônia. Elaborei um texto, quase crônica, e Zalis produziu as fotos. Com esse material, o Museu de Tel-Aviv realizou, em outubro de 1987, uma exposição sobre os judeus na Amazônia. Essa exposição, que depois percorreu o mundo, de Londres a Paris, Roma a Madri, ao Marrocos e aos Estados Unidos, ainda é desconhecida do público brasileiro. Foi uma das exposições transitórias do Museu, de maior afluência de público. O rei Hassan V, do Marrocos, tomou conhecimento da exposição, daí resultando um convite para que prosseguíssemos em nossas pesquisas sobre a presença judaico-marroquina na Amazônia. Isto aconteceu em 1988, quando uma equipe de televisão, comandada por Fábio Golombek e acompanhada por mim, viajou pelo Marrocos, buscando os elos de ligação entre os judeus, o Marrocos, o Brasil e o Estado de Israel. Dessa viagem resultou um documentário de TV, "Marrocos, uma nova África". Em 1990, a RAI, televisão estatal italiana, encomendou a uma produtora local a realização de um pequeno documentário sobre os hebraicos da Amazônia. Rei Hassan V Esse documentário, produzido por Carlos Nader e dirigido pelo cineasta Henrique Goldman, foi exibido em diversos países, tais como Inglaterra, França, Itália, Bélgica, EUA; Foi exibido pela TV Cultura de São Paulo; em Israel, em 1991, foi o programa especial de Tishabeav (dia de lembrança da queda dos Templos de Jerusalém).

2 UMA PEQUENA HISTÓRIA DOS JUDEUS NO BRASIL A história dos judeus no Brasil deve ser contada a partir do descobrimento ou até mesmo antes disso. Portugal, é bom que se diga nestes tempos de globalização, esteve à frente das expedições ultramarinas porque foi o primeiro Estado-Nação moderno. A primeira revolução burguesa ocorreu lá, em 1383, onde já havia capital comercial que justificasse as expedições. A questão que se coloca, talvez seja: por que tal poderio se desfez em tão pouco tempo? E a resposta é clara: por intolerância religiosa, pelo reacionarismo da aristocracia portuguesa, que expulsou os judeus do país. Para contar a aventura judaica no Brasil, sou obrigado a me repetir. Quem leu minha História dos Judeus em S.Paulo ou a "História dos Judeus no Rio de Janeiro" vai encontrar, aqui, a repetição de alguns fatos. Não há como escapar disso. Afinal, a história é a mesma. Em 1496, os judeus são expulsos de Portugal. Quatro anos antes, os reis católicos, Isabel e Fernando, assinavam o édito da expulsão dos judeus de Castela e Aragão. Ao mesmo tempo que o terror espalhava-se pelas judiarias da Espanha e Portugal, Colombo descobria o Novo Mundo, seguido por Cabral. Não por acaso, os principais tripulantes de Cabral eram judeus: mestre João, médico particular do rei de Portugal e astrônomo, e Gaspar da Gama, o verdadeiro comandante da expedição lusitana. Não por acaso, os principais aventureiros que, na esteira de Colombo, Vasco da Gama e Cabral, seguiram por mares nunca dantes navegados, eram judeus assumidos ou conversos. Uma aventura que começa com a Escola de Sagres e com o infante D.Henrique. Gaspar da Gama Gaspar da Gama, por exemplo, foi personagem de uma aventura só comparável à de Marco Polo. Judeu polonês, de Posna, originário de Jerusalém, passou a vida entre Portugal, Espanha, Índias e África. Aprisionado pelos portugueses, o judeu polonês transformou-se no língua, o intérprete de Vasco da Gama,participando das descobertas nos mares da Índia. Mais tarde, torna-se piloto de Cabral e de Américo Vespúcio, tudo isto tendo como pano de fundo o drama da Inquisição, com a conversão forçada dos judeus. Um estudo dessa personagem, tal como feito pelo historiador Elias Lipiner Z'L, em Gaspar da Gama, um converso na frota de Cabral, mostra-nos que o ambicioso projeto ultramarino português só foi possível graças à participação concreta dos judeus. E mais: os judeus vinculavam o sucesso desses projetos às suas próprias aspirações de redenção, com o restabelecimento da soberania nacional, perdida com a queda do Segundo Templo, na antiga pátria bíblica. Dom Henrique É importante perceber que, paradoxalmente, as perseguições antijudaicas acabaram por fortalecer os empreendimentos portugueses - os filhos de Israel enxergaram nos descobrimentos e nas conquistas uma finalidade e uma escapatória. Os portugueses são a um só tempo os mais arrojados navegantes dos mares e os mais cruéis opressores dos judeus. Decretam expulsões e batismos violentos nunca vistos e, qual açougueiros, cortam e retalham sem piedade a carne da infeliz nação hebraica de Portugal, correspondência do sábio Abraham Halevi, citada pelo escritor Elias Lipiner. Já em 1504, Fernando de Noronha, por conta da Companhia das Índias Ocidentais, um empreendimento judaico-holandês (e, segundo o historiador Leôncio Basbaum, uma primeira iniciativa capitalista), iniciava o transporte regular de pau-brasil entre a Terra de Santa Cruz, Portugal e Europa. Pau-brasil, então conhecido como a madeira judaica. OS HEBRAICOS DA AMAZÔNIA por Henrique Veltman março/

3 Enquanto a Polônia e a Holanda transformavam-se em centros de vida e de sabedoria judaicas, mercê, basicamente, da expulsão dos judeus ibéricos, Caramuru, na Bahia, João Ramalho, em São Vicente, apóiam os primeiros colonizadores do Brasil. INSISTINDO NA TESE Há muitos anos venho defendendo a tese, (nada original, aliás), de que nossas escolas, principalmente as da comunidade judaica, deveriam oferecer aos seus alunos uma matéria extra-curricular, "A história dos judeus no Brasil". Na verdade, nenhum outro país do mundo pode registrar tamanha participação dos judeus ao longo de toda a sua existência. E claro, contribuindo de forma notável para o seu desenvolvimento econômico, político e social. Desde o achamento do Brasil, do qual os judeus participaram nos seus preparativos, até épocas mais recentes, os judeus, aberta ou disfarçadamente, estiveram integrados nos processos de formação da nacionalidade. O período da ocupação holandesa, que para a História oficial foi um desastre para o país, constituiu-se no ponto mais alto do desenvolvimento da coletividade judaica brasileira. E claro, quando, foram expulsos os holandeses, sobreveio a decomposição, o êxodo e a dispersão dos judeus do Brasil. Da mesma forma, as perseguições religiosas da primeira metade do século XVIII, que praticamente não afetaram a população do país, tiveram uma forte influência sobre a vida dos judeus brasileiros. Por fim, mas não menos importante, a implantação do regime liberal no Império, no início do século XIX, a proclamação da Independência,determinou a assimilação quase completa dos judeus. Podemos estabelecer, para melhor compreensão da vida judaica no Brasil, algumas fases bem marcantes, de 1500 a 1900, como muito bem assinalaram vários historiadores, entre eles Salomão Serebrenick, Elias Lipiner e Nachman Falbel, em seus estudos sobre a História judaica do Brasil. Assim, o achamento do Brasil acontece numa época em que Portugal estava no auge da sua expansão no mundo. Mais do que a glória militar ou simplesmente o espírito de aventuras, o que impelia os portugueses às suas expedições marítimas, por "mares nunca dantes navegados", era o espírito comercial que dominava as expedições. Os portugueses visavam quebrar o monopólio que até então, por intermédio das caravanas árabes, mantinham venezianos e genoveses sobre o intercâmbio mercantil com os portos do Levante, e desse modo assegurar a Portugal a posição de centro das grandes atividades econômicas da época, a função de empório de produtos e especiarias intensamente procurados pelos meios consumidores da Europa. Como assinala José Gonçalves Salvador no seu "Os cristãos-novos e o comércio no Atlântico meridional" (Pioneira/Mec,1978) era uma época de profundas mudanças em Portugal. "Nação agrícola, enveredou gradativamente rumo aos mares e se converteu numa monarquia mercantilista. O acontecimento teria sido impossível sem a participação dos judeus, porquanto aos cristãos da velha etnia faltavam a necessária experiência do trato e a mentalidade requerida para os grandes negócios em vista de certas normas baixas pela Igreja". Os judeus figuraram, assim, entre os mais verdadeiros empreendedores do ultramar. Entretanto, fossem quais fossem os móveis do alargamento marítimo de Portugal, o certo é que ele não lograria produzir-se sem o longo período de descobertas e aperfeiçoamentos científicos, que precedeu o grande ciclo das conquistas, e no qual tiveram papel de sumo relevo os sábios da época. Desde o século XII, vinham os judeus da península ibérica se distinguindo nos domínios da matemática, astronomia e geografia, ciências básicas para a arte náutica, especialmente para a navegação oceânica. Por exemplo, Abraham Bar Chia, autor de "Forma da Terra", "Cálculo OS HEBRAICOS DA AMAZÔNIA por Henrique Veltman março/

4 do Movimento dos Astros" e "Enciclopédia"; Abraham Ibn Esra, autor de "Utensílios Éneos", "Tratado do Astrolábio", "Justificação das Tábuas de Kvarismi" e "Tábuas Astronômicas"; João de Luna, autor de "Epítomes de Astrologia" e "Tratado do Astrolábio"; Jacob Ben Machir, autor de "Tratado do Astrolábio" e inventor de um instrumento de observação, o assim chamado "Quadrante de Israel"; Isaque Ibn Said, que elaborou um resumo das obras sobre astronomia dos gregos e árabes; rabi Levi Ben Gerson, o Gersônides autor do "Tratado sobre a Teoria e Prática do Cálculo", "Dos Números Harmônicos", "Tábuas Astronômicas sobre o Sol e a Lua" e "Tratado sobre a Balestilha", além de ter construído dois importantes instrumentos: a câmara escura e o telescópio, cuja invenção, geralmente, é atribuída a terceiros; Isaque Zaddik, autor das "Tábuas Astronômicas", "Tratado sobre Instrumentos astronômicos" e "Instruções para o Astrolábio de Jacob ben Machir". Todo este movimento científico foi fundamental para os projetos dos governantes portugueses de disputar a posição de grande potência naval. O infante D. Henrique, "O Navegador", ao fundar, em 1412, a primeira academia de navegação, a "Escola de Sagres", designou seu diretor um dos mais famosos cartógrafos do século XV, o judeu Yehuda Crescas, que vivia, então, nas Ilhas Baleares, entre a peninsula e o Marrocos. Yehuda Crescas, também conhecido como mestre Jácome de Malorca e apelidado de "El judio de las Brújulas" graças à sua notável experiência na fabricação de bússolas - teve por missão ensinar aos pilotos portugueses os fundamentos da navegação e a produção e manejo de cartas e instrumentos náuticos. Outros cientistas judeus já então famosos prestaram sua colaboração à Escola de Sagres, entre eles José Vizinho, mestre Rodrigo e, sobretudo, Abraham Zacuto, o autor do "Almanaque Perpétuo de todos os Movimentos Celestes", uma figura de grande influência em todas as decisões que diziam respeito aos interesses do Estado, basicamente, às expedições oceânicas, entre elas, a bem sucedida viagem de Vasco da Gama, com a descoberta do caminho marítimo à Índia. Viagem que foi por Zacuto inteiramente planejada. Abraham Zacuto Vale registrar o que diz o Francisco Moreno de Carvalho sobre esta notável figura. Francisco Moreno, médico, pesquisador e historiador da ciência, depois de dez anos de trabalho, está concluindo a transcrição de um manuscrito até agora inédito: o primeiro texto de medicina do Brasil. Trata-se do "Tratado de Medecina que Fez o Doutor Zacuto para seu Filho Levar Consigo Quando se Foy para o Brazil", um guia de medicina escrito em português, em 1638, pelo médico judeu-português Zacuto Lusitano, à intenção de seu filho Jacob Zacut, que veio para Pernambuco, durante a ocupação holandesa, para atuar no tráfico de escravos. "Para a história da medicina no Brasil, esse manuscrito possui uma importância comparável à que a famosa Carta de Pero Vaz de Caminha tem para a história da colonização portuguesa no país", afirma o Francisco Moreno de Carvalho. O documento, preservado em duas cópias também manuscritas, é o registro médico mais antigo de que se tem notícia sobre o Brasil - antes acreditava-se que o mais antigo era de e, por meio de sua publicação e seu estudo, será possível conhecer melhor as práticas terapêuticas utilizadas no país durante o período colonial, do século 17 ao 19, quando nem existiam faculdades de medicina no país, muito menos médicos e hospitais para toda a população. Nessa época, as ervas medicinais e os rituais místico-religiosos - frutos do conhecimento popular herdado da mistura das culturas indígena, africana e européia - eram os únicos remédios contra os males tropicais que afligiam os brasileiros. É nesse contexto que se situa o documento que vem sendo transcrito por Francisco Moreno de Carvalho. Embora redigido como uma guia prático de uso pessoal, o "Tratado" remete aos procedimentos terapêuticos usados no período, tanto no Brasil quanto na Europa. "Zacuto OS HEBRAICOS DA AMAZÔNIA por Henrique Veltman março/

5 Lusitano já havia estudado casos clínicos oriundos do Brasil antes desse manuscrito e publicado, em latim, os usos recém-descobertos de algumas plantas brasileiras".. Doutor em Pensamento Judaico e História da Medicina pela Universidade Hebraica de Jerusalém, em Israel, e versado em sete línguas (entre elas o hebraico fluente), Francisco Moreno de Carvalho foi mais longe em suas pesquisas, percorrendo todo o caminho feito pela comunidade judaica de Portugal na época da conversão forçada dos judeus. Eles foram obrigados, no século 15, a se converter ao Cristianismo. Reunidos em Amsterdã, os cientistas judeus acabaram contribuindo largamente para o desenvolvimento da medicina ocidental, incorporando, inclusive, o conhecimento das ervas medicinais advindo das civilizações pré-colombianas da América do Sul e de países orientais, como a Índia. Acho que não é preciso dizer mais nada para estabelecer o notável papel dos sábios e cientistas judeus do século XV que tornaram possível as viagens transoceânicas e as descobertas realizadas pela frota portuguesa. Cabral A contribuição judaica ao descobrimento de novas rotas e de novas terras para a coroa portuguesa não se limitou ao campo científico de feição preparatória, senão também se traduziu na participação direta das temerárias viagens, nas quais os judeus se revelaram de vital utilidade, graças ao conhecimento que tinham das línguas e costumes de vários países e povos. E foi assim que os judeus tiveram papel importante na expedição que resultou no descobrimento do Brasil. Na frota comandada por Pedro Álvares Cabral, viajaram como conselheiros e especialistas pelo menos dois judeus: Mestre João, médico particular do rei e astrônomo equipado com os instrumentos de Abraham Zacuto, e que tinha como incumbência realizar pesquisas astronômicas e geográficas; e Gaspar de Lemos, também conhecido como Gaspar da Gama e Gaspar das Índias, intérprete e comandante do navio que levava os mantimentos, e justamente considerado pelos historiadores como co-responsável pelo descobrimento do Brasil. Leia-se, para melhor conhecimento desta figura notável, o livro de Elias Lipiner, "Gaspar da Gama, um converso na frota de Cabral". Gaspar de Lemos ou da Gama ou das Índias foi o primeiro explorador do Brasil. Como relata outro Gaspar, o Correia,nas "Lendas da Índia": "El-Rei entregou ao Capitão-mór Gaspar da Gama (Gaspar de Lemos), o judeu, porque sabia falar muitas línguas, a que El-Rei deu alvará de livre e fôrro de sua comédia em terra dez cruzados cada mês, muito lhe recomendando que o servisse com Pedralves Cabral, porque se bom serviço lhe fizesse, lhe faria muita mercê; e porque sabia as coisas da Índia, sempre bem aconselhasse ao Capitão-mór o que fizesse, porque êste judeu tinha dado a El-Rei muita informação das coisas da Índia mórmente de Gôa". Gaspar de Lemos era judeu nascido na Polônia, de onde foi Mestre João expulso ou teve que fugir em 1450, quando criança, por não ter querido sua família converter-se ao cristianismo. Após uma longa peregrinação através da Itália, Palestina, Egito e outras terras, teria resolvido permanecer em Gôa, na Índia, ali adquirindo prestígio e vindo a ocupar a função de capitãomór de uma armada pertencente a um rico mouro na ilha de Arquediva. Foi nessa ilha que Vasco da Gama, em 25 de setembro de 1498, ao regressar de uma viagem à Índia, conheceu Gaspar de Lemos, que se lhe apresentou a bordo como cristão e prisioneiro do poderoso Saboya, proprietário da ilha. Não tendo conseguido burlar a perspicácia de Vasco da Gama, este depressa forçou-o a confessar que tinha sob suas ordens quarenta navios com instruções de Saboya para, na primeira oportunidade, atacar a frota lusitana. No entanto, o incidente acabou gerando uma sólida amizade de Vasco da Gama por Gaspar de Lemos, a quem levou consigo para Portugal, onde o apadrinhou no batismo, deu-lhe o seu OS HEBRAICOS DA AMAZÔNIA por Henrique Veltman março/

6 nome - pelo que passou a chamar-se Gaspar da Gama - e apresentou-o ao rei, D. Manoel, que o fez persona grata na côrte, nomeou-o "cavalheiro de sua casa". Vários historiadores acham que apoiado na sua enorme experiência de viagens marítimas, tivesse Gaspar intencionalmente induzido Pedro Álvares Cabral a afastar-se da África por acreditar na existência de outras terras na direção oeste da vastidão do Oceano. Gaspar da Gama fez jús ao epíteto de "o primeiro explorador da terra", que lhe deu Afrânio Peixoto, e mesmo ao de "co-descobridor do Brasil", que lhe atribuiu Alexandre von Humboldt. OS HEBRAICOS DA AMAZÔNIA Não podemos esquecer, também, a figura do também judeu Bartolomeu Dias, o primeiro a atravessar o Cabo das Bartolomeu Dias Tormentas. Na prática, o homem que possibilitou não apenas a viagem de Vasco da Gama às Índias, mas a própria expedição de Cabral. Foi Bartolomeu quem concebeu a Volta do Mar, o percurso original que, afastando-se da Costa africana, permitiu às naus portuguesas escaparem da calmaria nas proximidades daquele litoral. ERA JOÃO RAMALHO JUDEU? Horácio de Carvalho, jornalista e diretor do Diário Oficial do Estado de São Paulo, afirmava: sim, é judeu.o sinal encontrado na assinatura do velho paulista nada mais seria do que um káf, letra do alfabeto hebraico. O geógrafo Teodoro Sampaio concordou com a tese.o Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo dividiu-se quanto à questão, que permanece em aberto. O fato, porém, é que João Ramalho e seus filhos participaram ativamente da absorção (klitá) dos judeus, primeiros colonizadores do Brasil. O historiador Rocha Pombo admite que João Ramalho tenha vindo antes da descoberta do Brasil, possivelmente em 1497, época da expulsão dos judeus de Portugal. Leôncio Basbaum aponta como iniciativa capitalista pioneira o ciclo do açúcar. Foram os judeus que introduziram a cana-de-açúcar, construíram os engenhos, financiaram toda a operação e transportaram o açúcar demerara (mascavo) para a Europa, onde foi refinado e vendido a peso de ouro. Não ficam apenas no açúcar e no pau-brasil, os judeus colonizadores. Cultivam o fumo, montam os primeiros fornos de fundição e introduzem em 1530, as primeiras oficinas de lapidação de pedras João Ramalho preciosas. E, enquanto na Ibéria fecham-se as garras da Inquisição, no Brasil, seu primeiro educador, o jesuíta José de Anchieta, opõe-se energicamente à instalação de tribunais do Santo Ofício no país. A emigração de judeus e cristãos-novos assume tal vulto que, em 1567, D.Henrique, regente de Portugal, proíbe essa fuga de conversos. O braço da Inquisição era longo e chegou ao Brasil, inicialmente ao Rio de Janeiro e à Bahia. Vínculos de Fogo, de Alberto Dines, e Santa Inquisição, de Elias Lipiner, são dois dos vários livros que tratam do assunto com muita seriedade e emoção. Instalado o Santo Ofício na Bahia, em 1591, os judeus migram. Uma parte foge para São Paulo, outros ainda mais para o sul e uma parte significativa para o Nordeste. Menos de 40 anos depois, os holandeses invadem vitoriosamente Pernambuco e arredores. Os marranos OS HEBRAICOS DA AMAZÔNIA por Henrique Veltman março/

7 baianos retornam ao judaísmo. Maurício de Nassau proclama a igualdade de direitos e a liberdade de culto; fundam-se, imediatamente, duas sinagogas e chegam ao Recife o primeiro rabino das Américas, Isaac Aboab da Fonseca, e o cantor ritual (chazan ou hazan), Moisés Rafael de Aguiar. Zur Israel Sob o domínio holandês, o judaísmo prosperou e afirmou-se. Foi criada a congregação Zur Israel, e marranos e cristãos-novos abandonaram os disfarces. Mas, em 1645, os holandeses são batidos por Henrique Dias e Felipe Camarão. Os judeus fogem com os holandeses. O êxodo dirige-se para as Guianas, as Antilhas e a Nova Holanda. Evidentemente, os judeus fogem, levando suas riquezas materiais e o seu know-how. E não é à toa que o ciclo do açúcar reproduz-se na América Central. O BEQUIMÃO Em 1684, no Maranhão, no norte do Brasil, explodiu, segundo o historiador Varnhagen, a mais séria revolução operada no país. Seu protagonista foi o homem mais popular do Maranhão naqueles tempos, por sua coragem cívica, o judeu Manoel Beckman, autor do primeiro discurso político brasileiro, segundo o historiador João Francisco Lisboa. Beckman, na linguagem da gente simples conhecido simplesmente como o Bequimão, morreu "pelo povo do Maranhão", segundo suas próprias palavras, proferidas antes de subir à forca. Como relata Maria Liberman, em sua tese de Mestrado na USP, "no final do século XVII deu-se no Maranhão uma Revolução, resultante do protesto do povo contra a miséria e a exploração. Neste levante tomaram parte senhores de engenho, clero e povo. Os idealizadores deste levante público foram dois judeus, Manoel e Thomaz Beckman, que sonhavam em mudar as condições de vida da região, pois a população em geral, pobres e ricos, eram prejudicados pela política econômica". Manoel nasceu em Lisboa, pai alemão e mãe portuguesa. Chegou ao Maranhão em 1662, casou-se com Maria de Almeida Cáceres e já em 1668 ocupava o cargo de vereador no Estado. Seu irmão Thomas chegou alguns anos mais tarde, casando-se com Helena de Cáceres, irmã de sua cunhada. Manoel Beckman conduziu o povo na revolta contra as atividades da Companhia de Jesus, contra a Companhia de Comércio do Maranhão e contra a corrupção política dos representantes da Coroa. Foi enforcado sem julgamento em 1684, por ordem do governo. Suas últimas palavras: "Morro feliz pelo povo do Maranhão". Manoel Beckman Há registros de que os descendentes do Bequimão vivem hoje no Brasil e o seu papel heróico ainda continua sem ser estudado nas escolas do país. OS HEBRAICOS DA AMAZÔNIA por Henrique Veltman março/

8 ANTONIO JOSÉ Em 1739, Antonio José da Silva, O Judeu, primeiro e mais destacado homem do teatro brasileiro, em seu tempo, é queimado vivo em Lisboa. Entre as vítimas brasileiras da Inquisição portuguesa, na fase da sua mais negra atuação, figura Antônio José da Silva, nascido no Rio de Janeiro, em Aos oito anos de idade, mudou-se ele com seu pai para Lisboa, para onde acabava de ser enviada como prisioneira a sua mãe, acusada de judaísmo pelos agentes da Inquisição. Em Portugal, freqüentou Antônio José colégio e universidade, sempre revelando excepcionais dotes de inteligência e invulgar pendor literário. Em poucos anos, seu espírito criador enriqueceu a literatura portuguesa de numerosas peças teatrais de singular valor, galgando ele os mais altos degraus da fama e da popularidade. Como de suas peças, genialmente arquitetadas, com freqüência extravasasse um sarcasmo sem rebuços contra a torpe atividade da Inquisição, esta o marcou e não mais descansou no afã de eliminá-lo.e ela conseguiu o seu intento, não obstante o prestígio imenso do poeta. Tentara a princípio intimidá-lo, confiscando-lhe os bens e esmagando-lhe os dedos - ato este praticado na igreja de São Domingos em 13 de outubro de na esperança de que assim não mais viesse a manejar a sua pena mordaz. Vendo, porém, que com isso ainda mais haviam acirrado o seu ódio ao monstruoso tribunal, os inquisidores enredaram Antônio José da Silva numa complicada trama de denúncias e falsos testemunhos, entre os quais o de que ele ria do nome de Cristo, jejuava às segundas e quintas-feiras, vestia roupa limpa aos sábados, e rezava o Padre Nosso substituindo, no fim, o nome de Jesus pelo de Abraão e do Deus de Israel. E assim, inapelavelmente condenado à pena capital em 11 de março de 1739, foi Antônio José da Silva - cognominado "O Judeu" - queimado, em 21 de outubro do mesmo ano, na praça pública, não tendo faltado sequer alguns requintes de crueldade: foram obrigadas a assistir ao ato - a sua mãe, septuagenária, sua mulher e sua filha de quatro anos. O ARRENDAMENTO DO BRASIL Achado o Brasil, o interesse do rei D. Manoel pela nova terra diminuiu drasticamente. A expedição enviada à costa do Brasil no ano de 1501, e que regressou a Portugal em 1502, não apresentou resultados que entusiasmassem o Governo português, que estava muito interessado em ouro, mas no Brasil "nada fôra encontrado de proveito, exceto infinitas árvores de pau-brasil, de canafístula, as de que se tira a mirra e outras mais maravilhas da natureza que seriam longas de referir" (carta de Américo Vespucci a Soderini). O que foi extremamente benéfico aos judeus que, em 1502, propuseram o arrendamento do Brasil por um consórcio dirigido por Fernando de Loronha. Uma proposta para a exploração da nova colônia mediante contrato de arrendamento, a colonização do Brasil a expensas de particulares, sem riscos e sem ônus ou quaisquer encargos para o erário público, e ainda com a possibilidade de lhe serem proporcionados lucros e de ser sustentada a autoridade portuguesa na nova possessão. O acordo, um monopólio de comércio e de colonização, foi firmado em 1503, pelo prazo de 3 anos. Na verdade, era a ação inteligente OS HEBRAICOS DA AMAZÔNIA por Henrique Veltman março/

9 de um grupo de judeus interessado em acomodar centenas, senão milhares de israelitas, refugiados das perseguições anti-semitas que voltavam a se manifestar na Ibéria e outras regiões da Europa e do norte da África. A empresa de Fernando de Loronha passou a enviar seis navios anualmente; iniciou a exploração e o cultivo, a cada ano, de uma nova região de 300 léguas; construiu fortalezas e, claro, comprometeu-se a destinar à Coroa, a partir do segundo ano do arrendamento, a sexta parte das rendas auferidas com os produtos da terra, e, no terceiro ano, a quarta parte das mesmas. Esse contrato foi, com algumas modificações, sucessivamente renovado em 1506, 1509 e 1511, estendendo-se até Em maio de 1503 partiu de Portugal a primeira frota, composta de seis navios, tendo aportado em 24 de junho de 1503 a uma ilha até então desconhecida, que inicialmente recebeu o nome de São João, mais tarde trocado para "Fernando de Noronha", seu descobridor. A ilha lhe foi doada pelo rei em Já nesse mesmo ano, os navios de Fernando de Noronha voltaram para Portugal com enorme carregamento de pau-brasil (também conhecido como a "madeira judaica"). O comércio do pau-brasil durante o arrendamento do Brasil a Fernando de Noronha cresceu muito, exportavam-se nada menos de quintais por ano - e de tal importância econômica ele se revestiu, que deu origem à denominação de "ciclo do pau-brasil", sob a qual é conhecido aquele período, além de ter se tornado o nome definitivo da terra - Brasil. Fernando de Noronha, também chamado Fernão de Noronha ou Fernão de Loronha, foi uma personalidade marcante na vida pública de Portugal. Até 1530, a Coroa pouco se importou com o aproveitamento do Brasil. Aí por volta de 1515, Portugal acordou para a realidade: ou se ocuparia do vastíssimo território do Brasil ou se arriscaria a perder o comércio com ele e, por via de conseqüência, a soberania. O perigo era real, o litoral brasileiro era intensamente freqüentado por corsários franceses, que traficavam com os indígenas, quebrando o monopólio português do pau-detinta. É então que o governo português tomou uma série de medidas. De um lado, organizou armadas guarda-costa, em cujo comando se destacou Cristóvão Jaques; de outro lado, tomou medidas de incentivo à colonização do Brasil, facilitando o embarque de todos quantos quisessem partir como colonos. Um decreto baixado em 1516 por Dom Manuel I, rei de Portugal, estabelece que todo aquele que emigrasse para o Brasil receberia, por conta da Coroa, o equipamento necessário para aí construir um engenho de açúcar, não se tendo o decreto descuidado de ordenar que fosse enviado um perito à nova colônia a fim de dar a necessária assistência. O decreto dizia em dado momento: "Machadinhas, enchadas e outros instrumentos deverão ser dados às pessoas que vão popular o Brasil e um homem experiente e capaz deverá ser enviado ao Brasil para dar início a um engenho de açúcar. Deverá receber toda a assistência e materiais e instrumentos necessários para a construção do engenho". A despeito das facilidades concedidas pelo Governo, sabe-se que eram raros os portugueses cristãos que quisessem emigrar para o Brasil - provavelmente, estavam mais interessados na Índia - daí por que, ao lado de criminosos, condenados ou exilados, se destacaram os voluntários judeus, constituindo a maioria das levas imigratórias. As providências tomada pelo Governo de Portugal deram bons resultados, documentos de 1526 já se referem a direitos alfandegários pagos em Lisboa sobre açúcar importado do Brasil. OS HEBRAICOS DA AMAZÔNIA por Henrique Veltman março/

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