V. 4, N. 1, jan./jun. 2003

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "V. 4, N. 1, jan./jun. 2003"

Transcrição

1 1 V. 4, N. 1, jan./jun. 2003

2 2 Universidade Federal de Mato Grosso UFMT Reitor Paulo Speller Vice-Reitor José Eduardo Aguilar S. do Nascimento Pró-Reitora de Programas de Pós-Graduação Marinêz Isaac Marques Pró-Reitor de Pesquisa Paulo Teixeira de Sousa Júnior Diretora do ICHS Tereza Cristina Cardoso de Souza Higa Chefe do Departamento de História Tereza Marta Presotti Guimarães Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em História Maria Adenir Peraro Comissão Editorial João Carlos Barrozo Maria Adenir Peraro Luiza Rios Ricci Volpato Secretaria Executiva Matildes Dias Koike Conselho Consultivo Artur César Isaia UFSC Carlos Alberto Rosa UFMT Fernando A. Novais UNICAMP Hilda Pívaro Standniky UEM Ivan Aparecido Manuel UNESP Janaína Amado UnB Otávio Canavarros UFMT Kátia Abud USP Margarida de Souza Neves PUC/Rio Antônio Torres Montenegro UFPE Nanci Leonzo UFMS Paulo Miceli UNICAMP Regina Beatriz Guimarães Neto UFMT

3 3 ISSN V. 4, N. 1, jan./jun REVISTA DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO UFMT

4 4 Copyright by Programa de Pós-graduação em História da UFMT, Reservados todos os direitos. Os artigos são de inteira responsabilidade de seus autores. Territórios e Fronteiras Revista do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Mato Grosso, vol. 4 n. 1 jan-jun/2003 Cuiabá-MT. Semestral 158 p. ISSN Projeto Gráfico, Capa e Editoração Eletrônica Carlini & Caniato Revisão Ortográfica Aquiles Lazzarotto (português) Programa de Pós-Graduação em História ICHS Universidade Federal de Mato Grosso Avenida Fernando Corrêa da Costa, s/n Campus Universitário Coxipó da Ponte CEP: Cuiabá MT Telefax: (65)

5 5 Sumário Apresentação... 7 ARTIGOS O episódio das invasões holandesas no Brasil: história, memória, mistérios Ronaldo Vainfas Regional vs. national history: rethinking categories from a comparative perspective Barbara Weinstein Fronteiras e Missões coloniais: continuidades e oposições culturais Arno Alvarez Kern Imagens dos índios Paresi no espelho do colonizador ( ) Loiva Canova Rio Sepotuba: ambiente de poaia e de terra fértil Carlos Edinei de Oliveira Manifestações rupestres do Mato Grosso: elementos contextuais dos abrigos Tereza Ramalho de Azevedo Cunha Identidade regional no Sertão do Tocantins Maria do Espírito Santo Rosa Cavalcante Timbre e espaço-tempo musical Roberto Victorio NOTÍCIAS DO PROGRAMA: Resumos de dissertações de mestrado

6 6

7 7 Apresentação Territórios e Fronteiras vai gradativamente conquistando seu espaço como veículo de divulgação dos trabalhos de pesquisa de estudiosos da História. No presente número, além de textos de professores e alunos do Programa de Mestrado da Universidade Federal de Mato Grosso, são publicados artigos originários de outras universidades do Brasil e um da Universidade de Maryland (Estados Unidos). Preservando o eixo de análise da Revista, o número 1 de seu volume 4 mantém o foco em discussões que enfatizam a análise sobre territórios e fronteiras, porém aglutina textos ou recortes diversos, indo do estudo da presença dos holandeses no Nordeste do Brasil Colonial à interpretação sobre o tempo musical, permitindo a aplicação das reflexões sobre espaço e limites. Em O episódio das invasões holandesas no Brasil: história, memória, mistérios, Ronaldo Vainfas revisita a historiografia clássica que versa sobre a presença holandesa no Brasil no século XVI, constatando que a mesma privilegia a análise da insurreição e expulsão dos neerlandeses em detrimento do estudo da invasão em Pernambuco Colonial. Ao refletir sobre os vários significados do referido episódio, Vainfas levanta importantes considerações metodológicas ao longo do texto, com destaque às propostas de análise acerca do tema numa perspectiva da micro-história. Bárbara Weinstein, em Regional vs. National history: rethinking categories from a comparative perspective, promove discussão a respeito da história regional, enfatizando a premência dos estudiosos em rever, elucidar, as categorias regional x nacional, ressaltando como tais categorias foram construídas historicamente na perspectiva positivista e neo-marxista. Para a autora seria importante que historiadores atentassem para esta oposição, buscando descobrir as suposições políticas e culturais que designam uma narrativa histórica como regional e uma outra como nacional. Arno Alvares Kern, por sua vez, em Fronteiras e missões coloniais: continuidades e oposições, analisa a complexidade das fronteiras culturais nos amplos espaços fronteiriços da América do Sul durante o período colonial do século XVI ao XVIII. Em tais espaços, tidos pelo autor como novas realidades, se mesclaram características sociais oriundas das tradições ameríndias e européias, numa síntese nova em contínua transformação. Cooptação, aculturação, dominação e dizimação foram algumas das formas diferenciadas

8 8 de relações sócio-culturais estabelecidas pelas sociedades européias ibéricas com as variadas populações indígenas. Neste universo, o autor dá destaque às experiências históricas dos jesuítas na inserção dos indígenas Guarani. Demonstra o autor como o modus vivendi e os rituais foram sendo substituídos por novas práticas trazidas pelos missionários, assim como foram reinterpretados e reacomodados os novos traços culturais importados. Na busca de entender o sistema de classificação adotado pelos colonizadores sobre os índios Paresi e, inclusive, avaliar de que modo essa classificação serviu às práticas colonizadoras, Loiva Canova, em Imagens dos índios Paresi no espelho do colonizador ( ), buscou analisar, a partir de um conjunto de fontes, tais como crônicas, memórias de sertanistas e de representantes da administração portuguesa do século XVIII, a significação histórica da construção das imagens dos índios. Tidos como gentios de assento, asseados, belos, habilidosos na caça e na confecção de apetrechos de guerra, os Paresi, foram valorizados pelo colonizador, segundo a autora, em razão das muitas semelhanças culturais com o homem branco, o que teria propiciado o seu apresamento. Em Rio Sepotuba: ambiente da poaia e de terra fértil, Carlos Edinei de Oliveira adentra no universo da poaia povoado de relações com a natureza e de histórias registradas na memória coletiva dos poaeiros para observar as representações construídas acerca do Vale do Sepotuba. Relatos orais, recenseamento e registros do expedicionário Nicolau Badariotti permitem ao autor construir uma nova leitura sobre o Vale e o município de Tangará da Serra, espaço de fronteira em que o hibridismo cultural se faz presente. Tereza Ramalho de Azevedo Cunha, em instigante artigo denominado Manifestações rupestres do Mato Grosso: elementos contextuais dos abrigos, apresenta características geográficas e históricas de manifestações rupestres observadas nos abrigos Ferraz Egreja, Vermelhos, Alvorada, complexo dos abrigos Perdida, Santa Elina e Veado Perdido. Tais manifestações encontram-se numa correlação visual com aquelas situadas no painel do sítio arqueológico Veado Perdido, na cidade de Juscimeira, MT, em cuja posterior análise semiótica foram levadas em conta as categorias eidéticas, cromáticas e topológicas propostas por A. J. Greimas, por serem estas advindas do objeto de cunho relacional. Maria do Espírito Santo Rosa Cavalcante, em Identidade Regional no sertão de Tocantins, analisa as trajetórias políticas do norte de Goiás na construção de sua autonomia política e administrativa em Estado do Tocantins, a partir de 1988, e já identificadas em 1821, no governo independencista do

9 9 norte de Goiás. A construção do discurso autonomista foi associada às denúncias do passado de abandono tanto administrativo quanto de segurança pública e a referências às peculiaridades da região norte, diferenciadas das do centro-sul de Goiás. Na análise, a autora indaga a respeito dos valores que foram resgatados na memória do norte goiano para a defesa do discurso autonomista. Por fim, em Timbre e espaço-tempo musical, Roberto Victorio aborda a mudança ocorrida na escrita musical a partir do início do século XX, momento em que o processo criativo teria, segundo o autor, passado a concentrar-se nas inúmeras possibilidades tímbricas, provocando um salto da escrita musical e da notação como um todo. Para o autor, a busca das possibilidades tímbricas teria sido o fator delimitante da escrita musical no universo sonoro que se abriu sobre o mundo da criação musical, possibilitando-nos uma aproximação da verdadeira intenção da obra de arte. Neste aspecto, Roberto Victorio nos brinda com a análise do desvendamento da música ritual Bororo, observando que as representações ocorridas durante o ciclo funerário Bororo acabam por diluir a fronteira entre os planos material e imaterial, percebendo-se que a notação atinge o que o autor denomina de notação ritualística. Denota, ainda, que a música Bororo é não somente a música do tempo que transita na esfera trifásica de concepção, ou do tempo que se (des)materializa em devir musical, mas do tempo que (pré)existe na memória perdida dos homens. Para finalizar, na seção Notícias do Programa, são apresentados resumos de dissertações defendidas no decorrer dos últimos três anos, a exemplo de Misturando Sabores: alimentação na Vila Real do Senhor Bom Jesus do Cuiabá ( ), de autoria de Luzinéia Guimarães Alencar; Entre caminhos e memórias: narrativas e cotidianos de itinerantes rumo a Poxoréu-MT (primeira metade do século XX), de Nileide Souza Dourado; e, por fim, de João Ivo Puhl, O tempo do grilo: posseiros na gleba São Domingos, A história da luta pela terra no Vale do Guaporé- MT, Em seu próximo número, a Territórios e Fronteiras abordará a temática urbana, estando aberta aos estudiosos para a divulgação de suas pesquisas. Esperamos contar com a contribuição de pesquisadores das demais áreas para que possamos continuar estabelecendo o interessante diálogo interdisciplinar presente nas revistas anteriores e no Programa como um todo. A Comissão Editorial

10 10

11 11 O episódio das invasões holandesas no Brasil: história, memória, mistérios Ronaldo Vainfas* Resumo O artigo traça um panorama geral sobre as invasões holandesas no Brasil no século XVII e analisa, com mais especificidade, alguns processos, a exemplo da comunidade luso-sefardita do Recife e o conflito entre os índios potiguares, bem como o papel de alguns personagens históricos, como Henrique Dias e o jesuíta Manuel de Moraes. Abstract This article offers a general view on the Dutch invasion in Brazil during the seventeenth century and analyses, particullarly, certains processes, like the Recife s luso-sephardic community and the conflict amidst the Potiguares Indians, and also the role of certains historical personages, like Henrique Dias and he Jesuit Manuel de Morais. Palavras-chave: invasões holandesas comunidade luso-sefardita do Recife Índios Potiguares Keywords: Dutch Invasion Recife s luso-sephardic community Potiguares Indians. * Professor Titular de História Moderna da Universidade Federal Fluminense. O presente artigo é, com ligeiras modificações, o texto apresentado na conferência de abertura da II Semana de História, Cuiabá, organizada pela ANPUH-MT em parceria com o Programa de Pós-Graduação, Mestrado em História da Universidade Federal de Mato Grosso, em novembro de REV. TERRITÓRIOS E FRONTEIRAS PROG. DE PÓS-GRAD. EM HISTÓRIA UFMT V.4 N.1 JAN./JUN. 2003

12 12 As chamadas invasões holandesas no Brasil constituem tema clássico de nossa história e foram durante muito tempo episódio que mereceu enorme atenção de nossos historiadores. Atualmente, pelas lacunas e mistérios que envolve e pelos sentidos que na própria época a presença holandesa deixou na memória social, o tempo dos flamengos tem sido cada vez mais revistado pela historiografia. Se formos buscar a monumentalização deste episódio em nossa historiografia clássica, ninguém menos de que Francisco Adolfo de Varnhagen dedicou um livro inteiro ao assunto, publicado em 1871, a História das lutas com os holandeses no Brasil desde 1624 a Foi neste livro que Varnhagen ao menos uma vez rendeu tributo ao plano de Von Martius, quem, na década de 1840, no seu Como se deve escrever a História do Brasil, disse que a chave da nossa história residia na fusão das raças branca, índia e negra, nesta ordem de importância. Pois Varnhagen, que já tinha rascunhado suas idéias a respeito na História Geral do Brasil, viu exatamente esta prova da brasilidade miscigenada na aliança entre o branco André Vidal de Negreiros, o negro Henrique Dias e o índio Felipe Camarão contra o que chamava de invasor holandês. O vulgarizador desta mitologia foi, porém, Joaquim Manoel de Macedo, autor das Lições de história do Brasil para uso dos alunos do Imperial Colégio de Pedro II, livro publicado em A luta contra os holandeses, entre 1645 e 1654, seria, na verdade, o primeiro episódio de uma história verdadeiramente brasileira, pois foram brasileiros de todas as raças os que lutaram pelo Brasil contra os estrangeiros. Quantos de nós não leram isto ou algo semelhante em manuais didáticos de história do Brasil, antigos e modernos? Em nossa historiografia antiga, nem mesmo mestre Capistrano de Abreu, tão crítico de Varnhagen, escapou desta mitologia, ao dizer, nos seus Capítulos de História Colonial, que Holanda e Olinda representavam o mercantilismo e o nacionalismo. Venceu o espírito nacional. Vencedores dos flamengos, que tinham vencido os espanhóis, os combatentes de Pernambuco sentiamse um povo, e um povo de heróis 1. Nossa historiografia clássica sempre enfatizou e celebrou, portanto, nem tanto a invasão de Pernambuco em 1630, mas a insurreição pernambucana e a expulsão dos flamengos entre 1645 e O episódio da invasão andou sempre por ali, lastimado, como fasto constrangedor. Só o fato de se considerar o episódio holandês como invasão mostra bem o sentido oficial da inter- 1 Abreu, Capistrano de. Capítulos de história colonial. 6. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1976, p. 96.

13 pretação predominante. Um sentido que atribuía aos portugueses o direito legítimo de possuir o Brasil e, mais ainda, uma visão da história brasileira como seguidora fiel da portuguesa. Os holandeses eram, pois, estrangeiros, e os que os ajudaram nesta empresa não poderiam ser senão traidores. Embora muitos, na verdade, tivessem se passado para o lado holandês nas guerras pernambucanas, o emblema da traição foi o célebre Calabar Domingos Fernandes Calabar desertor das tropas portuguesas, em 1632, que se bandeou para o lado flamengo até ser recapturado, garroteado e esquartejado por ordens de Matias de Albuquerque. Traidor dos portugueses, viraria uma espécie de anti-herói na belíssima peça de Chico Buarque e Ruy Guerra, intitulada com este mesmo nome sonoro: Calabar. Se abandonarmos, porém, o espírito nacionalista que a história oficial emprestou ao episódio holandês, eivada das mitologias construídas na memória pernambucana seiscentista, veremos que a teia do fato é aí muito complexa. O episódio da conquista de Pernambuco pelos holandeses possuiu vários significados, na própria época, segundo os atores envolvidos, suas perspectivas e interesses. A invasão holandesa do Brasil foi, em primeiro lugar, um capítulo da história das Províncias Unidas dos Países Baixos, o que dele faz um capítulo da história moderna da Europa. De maneira muito geral, podemos dizer que a guerra pernambucana é um capítulo menor das Guerra dos Trinta Anos na Europa ( ), na qual holandeses e espanhóis obviamente combateram em lados opostos. Mas foi também, mais particularmente, um desdobramento da própria independência dos Países Baixos calvinistas contra a dominação dos Habsburgo, que reinavam na Espanha e no Santo Império. Neste caso, os conflitos se deram contra a Espanha de Felipe II, que herdara os domínios flamengos de seu pai, Carlos V. Zeloso em defender o catolicismo contra o calvinismo, bem como em manter o controle econômico da região, Felipe II enviou o Duque de Alba à frente de poderoso exército, em 1565, responsável pela dura repressão dos calvinistas. Milhares deles foram condenados à morte, 60 mil ao desterro. Isto provocou, não um recuo, mas o acirramento da resistência flamenga nas províncias do norte, que proclamaram sua independência, ao derrotarem os espanhóis na década de No início do século XVII, sob a liderança do Príncipe Guilherme de Orange, fundaram a República das Províncias Unidas dos Países Baixos, da qual a Holanda era a mais poderosa e mais rica. Foram estas províncias calvinistas, lideradas pela holandesa, que urdiram o plano de conquistar o Brasil. Mas por que o Brasil dos portugueses? Isto 13

14 14 nos leva ao segundo significado do episódio da invasão, que dele faz um capítulo também da chamada União Ibérica. Morto D. Sebastião em Alcácer- Quibir, em 1578, Felipe II assumiria o trono português em 1580, após o interregno do Cardeal D. Henrique, dando início ao longo período de dominação espanhola em Portugal e nos seus domínios ultramarinos. Entre eles, o Brasil, mas não só o Brasil, pois os holandeses se lançaram contra diversos domínios hispano-portugueses do planeta. Piratearam no Caribe as frotas das Índias carregadas de ouro e prata, quando estas se preparavam para regressar a Sevilha ou Cádiz. Conquistaram diversas praças no Oriente: Ormuz foi conquistada pelos persas com apoio holandês, em 1622; em 1630, os próprios holandeses tomaram pela primeira vez o Ceilão. Mesmo depois da restauração portuguesa a ofensiva holandesa prosseguiu: Malaca, em 1641; outra vez o Ceilão, em 1656; Malabar, em 1663, que era o nó do comércio dos tecidos do Guazarate. No caso do Brasil, a ofensiva partiu de uma companhia comercial, que na época era também militar: a Companhia das Índias Ocidentais, fundada em Sua ambição maior: conquistar a Bahia, capitania rica na produção de açúcar e ainda por cima sede do governo hispano-português no Brasil. Tentaram, mas não conseguiram, em 1624, conquistar a Bahia, o que os fez mudar de planos e tentar a invasão de Pernambuco, seis anos depois. Deixaram de lado o aspecto político da invasão, mas não abriram mão do açúcar. O terceiro grande significado da conquista holandesa de 1630 reside, assim, no que disse Evaldo Cabral de Mello, no seu Olinda restaurada (1975): foram guerras do açúcar, guerras pelo controle das regiões produtoras de açúcar e sua distribuição na Europa. Neste sentido, a disputa pelo açúcar, também ela, integra um quadro geral de disputas pelos monopólios e possessões coloniais que marcaram as relações européias no século XVII: disputa pelo açúcar do Brasil, pelos tecidos do Guazarate, no Malabar, pelas sedas e especiarias da Índia, pelo ouro e prata da América. Disputas na terra e no mar, entre o ribombar de canhões, cercos a fortalezas, assalto a frotas e galeões. Os grandes oponentes desta primeira metade do século XVII: os holandeses calvinistas, de um lado, os espanhóis católicos, de outro. No fundo do quadro, os portugueses, aliados e, ao mesmo tempo, submetidos aos espanhóis até Temos aí um quadro muito geral sobre as diversas faces do episódio da conquista de Pernambuco pelos holandeses. Um episódio cuja inteligibilidade se encontra no cenário europeu: nas guerras de religião entre católicos e calvinistas; nas guerras econômicas de tipo mercantilista entre as potências européias; na guerra particular das Províncias calvinistas pela independência contra a Espanha dos Habsburgo, da qual o Brasil então fazia parte como

15 domínio ultramarino. Tais conflitos envolveriam a Europa, a Ásia e a América, e dizer isto significa tentar retirar o episódio das mitologias proto-nacionalistas que o monumentalizaram entre nossos historiadores oitocentistas. O único tipo de nacionalismo presente na invasão holandesa de Pernambuco foi o que confrontou a Holanda e a Espanha. Mesmo aí, com muitas reservas. Do lado espanhol, antes de se tratar de um moderno nacionalismo empunhado por alguma espécie de Estado Nacional, o que sobressaía eram os intereses da Coroa Habsburgo em Espanha, sua identidade católica, suas perspectivas imperiais. Do lado holandês, antes de uma nação moderna, pontificava a união da nobreza e da burguesia flamengas, unidas pelo calvinismo e pelos interesses comerciais. Afinal, foi a Companhia das Índias Ocidentais que arquitetou, financiou e decidiu todas as operações obra de grandes acionistas, portanto, e não apenas de estadistas no sentido mais estrito. Muitas decisões militares foram tomadas, na realidade, na assembléia de acionistas flamengos, sediada em Amsterdam. A guerra pernambucana, que era filha das guerras européias e prima das guerras asiáticas, seria irmã gêmea das guerras africanas. Melhor dizendo, das guerras angolanas, pois em 1641 Luanda seria conquistada pelos holandeses. A Companhia das Índias Ocidentais, após muito relutar, chegou à conclusão de que não seria possível manter a lucratividade dos negócios açucareiros em Pernambuco sem conquistar a fonte principal de abastecimento de escravos negros e assim Angola passou a integrar o império comercial holandês no Atlântico Sul. Fato muito importante foi esta conquista de Angola, à qual poucos prestaram atenção ao tratar do período holandês. Sem Angola, a dominação holandesa em Pernambuco estaria condenada. Conquistada em 1641, Angola seria o esteio dos holandeses em Pernambuco; reconquistada pelos portugueses, depois da própria Restauração portuguesa, em 1648, sua perda sinalizaria a derrota de A razão é óbvia: sem Angola os escravos ficaram mais caros, aumentando o endividamento dos senhores escravistas que permaneceram em Pernambuco, daí sua insatisfação crescente, prelúdio da insurreição. De modo que o episódio holandês no Brasil também constituiu um importante capítulo da história da África, e disso trataram o grande Charles Boxer em vários livros, e mais recentemente Luis Felipe Alencastro em seu O trato dos viventes (2000). Até aqui a macro-história, o jogo das potências européias, os grandes conflitos religiosos, um cenário envolvendo quatro continentes e muitos interesses econômicos. Mas o episódio holandês tem muito a nos ensinar no 15

16 16 miúdo, numa perspectiva que, reduzindo a escala de observação, resvala para a micro-análise. Uma micro-análise que, no entanto, oferece excelentes possibilidades para se compreender a história geral. E assim, vale dizer que o episódio holandês foi, em vários sentidos, um capítulo da história dos índios no Brasil. E falar de índios é falar muito pouco ou quase nada, pois foi grande a complexidade das alianças e cisões ali envolvidas. Cisões entre potiguares, de um lado, e os ditos tapuias, de outro, a maior parte dos quais auxiliou os holandeses desde 1630 até Cisões no próprio interior dos potiguares. Vale contar em breves palavras a história de três índios potiguares que protagonizaram esses eventos. Em primeiro lugar, Pedro Poti, guerreiro potiguar, parente de Felipe Camarão, líder indígena que chefiaria parte dos índios desta nação contra os holandeses na Insurreição Pernambucana. Mas Pedro Poti seguiu caminho oposto: converteu-se ao calvinismo e lutou ao lado dos holandeses. Ainda em 1625, parte dos potiguares havia se aproximado dos holandeses na Paraíba, onde estes desembarcaram fugidos da Bahia, após o fracasso da conquista da Bahia, tentada um ano antes. Pedro Poti seguiu para a Holanda junto a um grupo de seis índios de sua nação. Passou anos em Amsterdam, onde aprendeu holandês e foi instruído na fé calvinista. Ainda na Holanda, redigiria uma Declaração, em 1628, exortando Felipe Camarão para que aderisse aos holandeses contra os perversos portugueses, que escravizavam e matavam os de sua nação. É documento raríssimo que figura entre os primeiros registros etno-históricos dos índios do nordeste, publicado nos Anais da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, em Com o sucesso da invasão holandesa em Pernambuco, em 1630, Pedro Poti tornou-se regedor dos índios potiguares na Paraíba e foi mobilizado em campanhas militares contra os portugueses e seus aliados indígenas. Na segunda batalha dos Guararapes, em 19 de fevereiro de 1649, foi aprisionado e posto a ferros pelos portugueses numa enxovia localizada no Cabo de Santo Agostinho, onde permaneceu meses a pão e água. Consta que sofreu torturas alternadas com promessas de honrarias caso passasse para o lado português, abjurando do calvinismo. Mas Pero Poti resistiu e morreu a bordo do navio que o conduzia preso para Lisboa, em O segundo, Antônio Paraupaba, também potiguar, companheiro de Pedro Poti no exílio holandês, também se converteu ao calvinismo e lutou com bravura pelos holandeses contra os portugueses. Com o sucesso da invasão holandesa em Pernambuco, em 1630, Antônio Paraupaba adquiriu posto de comando, sendo também elevado a regedor dos índios potiguares, no Rio

17 17 Grande do Norte, e mobilizado em campanhas militares. A derrota dos holandeses, em 1654, deixou Paraupaba e seus liderados em situação dificílima. Refugiou-se na serra do Ibiapaba, no Ceará, e conseguiu fugir para a Holanda num navio corsário. Ali redigiu suas curtas memórias em holandês, solicitando auxílio para os potiguares do Brasil que havia liderado, ou seja, os súditos bons e firmes do Estado e Religião Reformada de Cristo. É um dos raríssimos documentos escritos por um índio do Brasil Colonial, ora depositado na Biblioteca de Haia 2. Em terceiro lugar, o herói oficial, Felipe Camarão. Antônio Felipe Camarão era índio potiguar nascido no Rio Grande do Norte, em Foi elevado por Varnhagen à categoria de herói nacional por ter lutado bravamente ao lado dos portugueses contra os holandeses, e por isso transformado em mito pelo papel desempenhado na guerra que teria esboçado a nacionalidade brasileira. A história real é, porém, mais complexa. Felipe Camarão era uma das principais lideranças potiguares do nordeste. Havia estudado com os jesuítas, conhecia um pouco de latim e também aprendeu o holandês. Felipe Camarão manteve-se fiel aos portugueses desde o início. Lutou nas guerras de resistência após a vitória holandesa em 1630, prestando valioso auxílio às tropas de Matias de Albuquerque. Em 1636 salvou as tropas portuguesas de completa derrota em batalha. Em 1637 participou da famosa batalha de Porto Calvo ao lado dos terços de Henrique Dias, enfrentando tropas comandadas pelo próprio Maurício de Nassau. Nesta fase da guerra teve reconhecida sua lealdade pelo rei Felipe III, que lhe concedeu o hábito de Cavaleiro da Ordem de Cristo, o direito de usar o título de Dom e brasão de armas, com soldo de capitão-mor dos índios e tença de 40 mil réis. Com o início da Insurreição Pernambucana sua atuação atingiu o apogeu, sobretudo pelo auxílio prestado a André Vidal de Negreiros na primeira batalha dos Guararapes, em A longa guerra seria vencida pelos portugueses, em 1654, e os potiguares do partido holandês sucumbiriam, como disse, junto com os flamengos. Pedro Poti, apriosionado e morto, em Antônio Paraupeba, exilado na Holanda, morreria em Mas o próprio Felipe Camarão, chefe da facção brasiliana dos índios, morreria antes deles, não chegando a ver a vitória final portuguesa. Acometido de febre maligna, faleceria em Arraial Novo, Pernambuco, em O documento foi traduzido por P. Souto Maior e publicado na Revista do Instituto do Ceará, v. XXVI, p , 1912.

18 18 Morto, porém herói e enobrecido, além de celebrizado na historiografia brasileira tradicional. Quantos estudantes de história pelo menos não ouviram falar de Felipe Camarão? Desafio qualquer um a abrir a página de qualquer livro didático de qualquer época, no capítulo das guerras pernambucanas, e ali verão o nome de Felipe Camarão. E de Pedro Poti ou de Antônio Paraupaba, quantos terão ouvido falar? Episódios celebrizados, episódios esquecidos, assim se contrói uma certa memória que a história deve enfrentar. Passando dos índios aos negros, entra em cena Henrique Dias. Durante a guerra contra os holandeses, no meado do século XVII, Henrique Dias, negro forro, ofereceu auxílio a Matias de Albuquerque para combater os inimigos. Comandando um exército de negros libertos, participou de forma decisiva de várias frentes, contribuindo para libertar Pernambuco, em Era natural de Pernambuco, nascido em data incerta, possivelmente entre 1575 e início do século XVII, não se sabe se escravo ou livre. Depois de 1635, tendo os holandeses ocupado o território, Henrique Dias permaneceu em Pernambuco, sendo nomeado, por Carta Régia de 21 de junho de 1636, governador dos negros com a missão de queimar canaviais e fustigar os holandeses. Reconvocado em 1645, Henrique Dias e Felipe Camarão, o chefe potiguar, retornaram ao campo de batalha. Na oportunidade, Dias prometeu não ostentar o Hábito de Cristo oferecido pelo rei antes de ver a restauração de Pernambuco. No mesmo ano, tomou a casa de um flamengo que possuía uma torre alta, próxima à cidade Maurícia. O arraial dos pretos, como ficou conhecido, tornou-se um baluarte que repelia, diariamente, as ofensivas holandesas. Depois da vitória final dos luso-brasileiros, em 1654, recebeu comenda de D. João IV, o hábito da Ordem de Cristo, além da repartição de algumas fazendas e propriedades em Pernambuco e dois mil cruzados em dinheiro para serem repartidos entre seus soldados. Em março de 1656 viajou a Portugal para requerer satisfação por serviços prestados, visto que o prêmio era muito inferior ao recebido pelos demais restauradores. Pediu foros de fidalgo para si e seus genros, além da alforria para os soldados e oficiais escravos que haviam lutado sob o seu comando. A questão foi resolvida pelo Conselho Ultramarino que, alforriando os negros combatentes, indenizou, modestamente, os proprietários menores e obteve a manumissão dos senhores ricos. Um negro, portanto, conseguiu, por serviços prestados, a alforria de seus parentes e companheiros de luta, e ainda alcançou a nobilitação, num tempo em que vigiam os férreos estatutos de pureza de sangue. Tornou-se um dos mitos da restauração pernambucana, celebrizado por historiadores antigos como símbolo da presença da raça negra na brasilidade irrompida

19 19 nesta guerra, como nos conta Gonsalves de Mello em seu Henrique Dias: governador dos crioulos, negros e mulatos do Brasil (1988). Celebrizado no século XIX, acabaria execrado pela historiografia do século XX, inspirada no movimento negro, como traidor da raça: uma espécie de anti-zumbi. Neste vai-e-vem de lealdades e infidelidades históricas, imaginárias ou mitológicas, um caso fantástico é o do jesuíta Manuel de Morais. Nascido em São Paulo, por volta de 1596, falava fluentemente o tupi, estudou no Colégio dos Jesuítas na Bahia e fez todos os votos da Companhia. No final da década de 1620 atuou como superior da aldeia inaciana de São Miguel, em Pernambuco, ao que parece com máxima eficiência. Após a invasão holandesa, em 1630, permeneceu firme no seu posto e chegou a pegar em armas com destaque. Foi capitão geral dos índios e comandante de Felipe Camarão até ser destituído do posto por tramas de eclesiásticos e outros capitães. Continuou, porém, na luta de resistência na Paraíba, até cair prisioneiro dos holandeses, em 1635, fato que mudou radicalmente o curso de sua vida. Abandonou, então, o catolicismo, aderiu ao calvinismo e prestou inúmeros serviços aos holandeses, trajando-se como leigo, escarnecendo dos prisioneiros portugueses. Não fez nenhuma questão, vale dizer, de seguir o voto de castidade e teve vida dissoluta, segundo diziam. Foi por isso expulso da Companhia e processado pela Inquisição, à revelia, que o condenou à fogueira, sendo queimado simbolicamente em efígie, em auto-de-fé realizado em Lisboa, em Era tido pelos católicos como o maior herege e apóstata que a Igreja de Deus possuía naqueles dias. Condenado pela Inquisição de Lisboa, Manuel de Morais viveu algum tempo no Recife holandês, sendo depois enviado para a Holanda. Casou-se ali duas vezes, em ambas com esposa calvinista, tendo ao todo três filhos. Enviuvou da primeira e abandonou a segunda esposa uma das mais lindas do país, regressando a Pernambuco. Dedicou-se, então, ao comércio do pau-brasil com os holandeses, levando a madeira do interior para o Recife à custa do trabalho indígena. Estourando a Insurreição Pernambucana, em 1645, caiu prisioneiro dos portugueses e aí mudou novamente de lado e serviu como capelão dos portugueses em várias batalhas. Mas acabou preso e enviado a Lisboa para ser outra vez julgado no Santo Ofício por suas heresias passadas. Abjurou de todas as culpas, mas foi sentenciado ao cárcere. Doente, teve a pena suspensa, em 1648, falecendo em O processo do Padre Manuel de Morais encontra-se no Arquivo Nacional da Torre do Tombo. Inquisição de Lisboa, Apartados, processo Foi publicado na Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, 1908.

20 20 O caso de Manuel de Morais, que passou de jesuíta a calvinista, sinaliza a tremenda complexidade do episódio holandês em matéria de religião. Assim como o padre largou o catolicismo em favor do calvinismo, como, aliás, o fizeram alguns índios, houve holandeses que se converteram ao catolicismo para casar com mulheres católicas, mulheres bem dotadas da nobreza da terra, filhas dos senhores do açúcar, inclusive muitos oportunistas que haviam comprado em leilão as terras dos que fugiram para a Bahia depois de Mas nada ilustra melhor a verdadeira Babel religiosa do Pernambuco holandês do que a trajetória dos cristãos-novos e dos judeus do Recife; quer dizer, o renascimento do judaísmo que havia sido erradicado do mundo ibérico desde o final do século XV. Vale dizer que cristãos-novos portugueses que se haviam refugiado em Amsterdam no início do século XVII retornaram ao judaísmo ali e não só ajudaram a financiar a invasão de Pernambuco como atuaram decisivamente no domínio holandês. Possuíam cerca de 10% do capital inicial da Companhia flamenga e muitos deles migraram para Pernambuco depois de Afinal, não custa lembrar, eles eram portugueses ou filhos de portugueses. Foram ativos comerciantes no Recife, a ponto de uma das principais ruas da cidade ficar conhecida como rua dos judeus (Jodenstraat), depois rebatizada ironicamente como Rua do Bom Jesus. Falantes de português e holandês, foram importantíssimos para o governo flamengo e ainda mais no tráfico de escravos, sobretudo depois da conquista de Luanda, em 1641, alcançando o número de 1450 pessoas em No campo religioso, transferiram para o Recife duas congregações judaicoportuguesas de Amsterdam, a Kabal Kadosh Zur Israel e a Kabal Kadosh Maghen Abraham, sendo que a primeira, conhecida como Sagrada Congregação Arrecife de Israel fundou a primeira sinagoga das Américas, em O primeiro rabino do Novo Mundo foi um judeu português, Isac Aboab da Fonseca, que chegou ao Recife em Foi o primeiro escritor judeu nas Américas, autor de Levantei um monumento aos milagres de Deus, e foi um dos maiores responsáveis pelas conversões de inúmeros cristãos-novos do Brasil ao judaísmo. Inúmeros cristãos-novos, que antes da dominação holandesa eram suspeitos de judaizar, porém mal conheciam o judaísmo, de repente viram de perto os autênticos judeus. Judeus que falavam português como eles, eram também de origem sefardita, mas conheciam hebraico, liam o Talmud, freqüentavam sinagogas públicas. Se tem razão Anita Novinsky ao dizer que o cristão-novo era um homem dividido em sua identidade 4, nunca isto foi mais 4 Novinsky, Anita. Cristãos-novos na Bahia. São Paulo: Perspectiva, 1972, p. 162.

A Presença Estrangeira no Período Colonial. A Disputa pelas Novas Terras

A Presença Estrangeira no Período Colonial. A Disputa pelas Novas Terras A Presença Estrangeira no Período Colonial. A Disputa pelas Novas Terras O descobrimento de novas terras e riquezas (o pau-brasil) estimulou a cobiça de várias nações européias que iniciavam as suas aventuras

Leia mais

AS INVASÕES FRANCESAS

AS INVASÕES FRANCESAS AS INVASÕES FRANCESAS 2ª invasão 1612 Maranhão Fundação da França Equinocial e a Cidade de São Luís Comandante Daniel de La Touche Obs: esse período Portugal passava para domínio espanhol 1ª invasão Rio

Leia mais

Invasões Holandesas. 1630 uma armada holandesa ocupou Olinda e o Recife.

Invasões Holandesas. 1630 uma armada holandesa ocupou Olinda e o Recife. Invasões Holandesas A dependência holandesa do açúcar brasileiro era enorme; Entre 1625 e 1630 a Holanda dedicou-se aos ataques de corsários, no litoral brasileiro e região do Caribe, chegando a ocupar

Leia mais

O Brasil holandês http://www.youtube.com/watch?v=lnvwtxkch7q Imagem: Autor Desconhecido / http://educacao.uol.com.br/biografias/domingos-fernandescalabar.jhtm DOMINGOS CALABAR Domingos Fernandes

Leia mais

AS INVASÕES FRANCESAS

AS INVASÕES FRANCESAS AS INVASÕES FRANCESAS 2ª invasão 1612 Maranhão Fundação da França Equinocial e a Cidade de São Luís Comandante Daniel de La Touche Obs: esse período Portugal passava para domínio espanhol 1ª invasão Rio

Leia mais

João Paulo I O NORDESTE COLONIAL. Professor Felipe Klovan

João Paulo I O NORDESTE COLONIAL. Professor Felipe Klovan João Paulo I O NORDESTE COLONIAL Professor Felipe Klovan A ECONOMIA AÇUCAREIRA Prof. Felipe Klovan Portugal já possuía experiência no plantio da cana-de-açúcar nas Ilhas Atlânticas. Portugal possuía banqueiros

Leia mais

COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E CULTURA PROJETO DE LEI Nº 530, DE 2011

COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E CULTURA PROJETO DE LEI Nº 530, DE 2011 COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E CULTURA PROJETO DE LEI Nº 530, DE 2011 (Do Senado Federal Senador Marco Maciel) Inscreve os nomes de Francisco Barreto de Menezes, João Fernandes Vieira, André Vidal de Negreiros,

Leia mais

Os Domínios Estrangeiros sobre o Brasil Colonial

Os Domínios Estrangeiros sobre o Brasil Colonial Os Domínios Estrangeiros sobre o Brasil Colonial Franceses, Ingleses e Holandeses Prof. Alan Carlos Ghedini O princípio: competição nos mares Portugal e Espanha chegaram primeiro à corrida das Grandes

Leia mais

1530 O regime de capitanias hereditárias é instituído por D. João III. Primeira expedição colonizadora chefiada por Martim Afonso de Sousa.

1530 O regime de capitanias hereditárias é instituído por D. João III. Primeira expedição colonizadora chefiada por Martim Afonso de Sousa. Vera, Use a seguinte legenda: Amarelo: o documento para o link encontra-se neste site: http://www.info.lncc.br/wrmkkk/tratados.html Rosa: o documento para o link encontra-se neste site: http://www.webhistoria.com.br

Leia mais

História do Brasil Colônia

História do Brasil Colônia História do Brasil Colônia Aula VII Objetivo: a expansão e a consolidação da colonização portuguesa na América. A) A economia política da colônia portuguesa. Em O tempo Saquarema, o historiador Ilmar R.

Leia mais

Superioridade ibérica nos mares

Superioridade ibérica nos mares 2.ª metade do século XVI Superioridade ibérica nos mares PORTUGAL Entre 1580 e 1620 ESPANHA Império Português do oriente entra em crise devido a Escassez de gentes e capitais Grande extensão dos domínios

Leia mais

COLÉGIO XIX DE MARÇO excelência em educação

COLÉGIO XIX DE MARÇO excelência em educação COLÉGIO XIX DE MARÇO excelência em educação 1ª PROVA PARCIAL DE HISTÓRIA Aluno(a): Nº Ano: 8º Turma: Data: 02/04/2011 Nota: Professora: Ivana Valor da Prova: 50 pontos Assinatura do responsável: Orientações

Leia mais

TEMA F.1 O IMPÉRIO PORTUGUÊS E A CONCORRÊNCIA INTERNACIONAL

TEMA F.1 O IMPÉRIO PORTUGUÊS E A CONCORRÊNCIA INTERNACIONAL TEMA F.1 O IMPÉRIO PORTUGUÊS E A CONCORRÊNCIA INTERNACIONAL A partir de meados do séc. XVI, o Império Português do Oriente entrou em crise. Que fatores contribuíram para essa crise? Recuperação das rotas

Leia mais

CENTRO CULTURAL DE BELÉM. PALESTRAS SOBRE HISTÓRIA DE PORTUGAL Janeiro Março de 2015. Segunda Parte Época Moderna

CENTRO CULTURAL DE BELÉM. PALESTRAS SOBRE HISTÓRIA DE PORTUGAL Janeiro Março de 2015. Segunda Parte Época Moderna CENTRO CULTURAL DE BELÉM PALESTRAS SOBRE HISTÓRIA DE PORTUGAL Janeiro Março de 2015 Segunda Parte Época Moderna Nuno Gonçalo Monteiro Instituto de Ciências Sociais Universidade de Lisboa Quarta Sessão

Leia mais

MÓDULO 03 CICLOS ECONÔMICOS E REBELIÕES COLONIAIS

MÓDULO 03 CICLOS ECONÔMICOS E REBELIÕES COLONIAIS MÓDULO 03 CICLOS ECONÔMICOS E REBELIÕES COLONIAIS 3.1- A AGROMANUFATURA AÇUCAREIRA O COMPLEXO AÇUCAREIRO ( XVI / XVII ) - Pré-condições favoráveis( solo, clima, mão-deobra,mercado externo ) - Participação

Leia mais

Aluno(a): Nº. Professor: Barros Antônio Guimarães Dutra Série: 3ª. Disciplina:História(p1,2º. Bimestre ) Data da prova: 30/04/2014

Aluno(a): Nº. Professor: Barros Antônio Guimarães Dutra Série: 3ª. Disciplina:História(p1,2º. Bimestre ) Data da prova: 30/04/2014 Lista de Exercícios Pré Universitário Uni-Anhanguera Aluno(a): Nº. Professor: Barros Antônio Guimarães Dutra Série: 3ª. Disciplina:História(p1,2º. Bimestre ) Data da prova: 30/04/2014 01. (Fatec-SP) Não

Leia mais

Crises na Colônia Portuguesa e a Chegada da Família Real. Prof.ª viviane jordão

Crises na Colônia Portuguesa e a Chegada da Família Real. Prof.ª viviane jordão Crises na Colônia Portuguesa e a Chegada da Família Real Prof.ª viviane jordão INTRODUÇÃO Na segunda metade do século XVIII, novas ideias começaram a se difundir pela América portuguesa. Vindas da Europa,

Leia mais

Economia e Sociedade Açucareira. Alan

Economia e Sociedade Açucareira. Alan Economia e Sociedade Açucareira Alan Características coloniais gerais Colônia de exploração Existência de Pacto Colonial Monopólio Economia de exportação de produtos tropicais Natureza predatória extrativista,

Leia mais

500 anos: O Brasil - Império na TV

500 anos: O Brasil - Império na TV 500 anos: O Brasil - Império na TV Episódio 01: A Corte desembarca na Colônia Resumo O episódio A Corte Desembarca na Colônia narra os acontecimentos históricos que envolveram a transferência da corte

Leia mais

EDITAL DE CONTRATAÇÃO DE PROFESSOR HORISTA

EDITAL DE CONTRATAÇÃO DE PROFESSOR HORISTA EDITAL DE CONTRATAÇÃO DE PROFESSOR HORISTA 1) Sociologia II A Escola de Ciências Sociais / CPDOC da FGV-RJ informa a abertura de processo seletivo para a contratação de um professor horista para a disciplina

Leia mais

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO FACULDADE DE EDUCAÇÃO JOÃO FÁBIO PORTO. Diálogo e interatividade em videoaulas de matemática

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO FACULDADE DE EDUCAÇÃO JOÃO FÁBIO PORTO. Diálogo e interatividade em videoaulas de matemática UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO FACULDADE DE EDUCAÇÃO JOÃO FÁBIO PORTO Diálogo e interatividade em videoaulas de matemática São Paulo 2010 JOÃO FÁBIO PORTO Diálogo e interatividade em videoaulas de matemática

Leia mais

2. (Pucrs 2014) Considere as afirmações abaixo sobre a crise do Antigo Sistema Colonial e a Independência do Brasil (1822).

2. (Pucrs 2014) Considere as afirmações abaixo sobre a crise do Antigo Sistema Colonial e a Independência do Brasil (1822). 1. (Enem 2014) A transferência da corte trouxe para a América portuguesa a família real e o governo da Metrópole. Trouxe também, e sobretudo, boa parte do aparato administrativo português. Personalidades

Leia mais

Como citar este artigo Número completo Mais artigos Home da revista no Redalyc

Como citar este artigo Número completo Mais artigos Home da revista no Redalyc Diálogos - Revista do Departamento de História e do Programa de Pós-Graduação em História ISSN: 1415-9945 rev-dialogos@uem.br Universidade Estadual de Maringá Brasil de Alencar Arnaut de Toledo, Cézar

Leia mais

A FORTALEZA DE SANTA CATARINA Em 1586, o governo de Frutuoso Barbosa reconheceu a necessidade urgente de se construir um forte para a defesa da

A FORTALEZA DE SANTA CATARINA Em 1586, o governo de Frutuoso Barbosa reconheceu a necessidade urgente de se construir um forte para a defesa da / / A CONQUISTA DO TERRITÓRIO Até a metade do século XVI, navegantes franceses frequentavam o nordeste brasileiro e se davam muito bem com os nativos: trocavam quinquilharias pelo pau-brasil, de cuja casca

Leia mais

Sérgio Pinto Monteiro*

Sérgio Pinto Monteiro* Sérgio Pinto Monteiro* Em 15 de fevereiro de 1630 o nordeste brasileiro começava a viver o pesadelo da invasão dos holandeses da Companhia das Índias Ocidentais. Nesse dia, a cidade de Recife acordou sob

Leia mais

1.Na casa negra do Rossio

1.Na casa negra do Rossio traicao 4a prova 12.05.08 10:56 AM Page 9 1.Na casa negra do Rossio Portugal, dezembro de 1645. Era o quinto aniversário da Restauração portuguesa após sessenta anos de dominação espanhola (1580-1640),

Leia mais

REFORMA E CONTRARREFORMA. Professor Sebastião Abiceu 7º ano Colégio Marista de Montes Claros

REFORMA E CONTRARREFORMA. Professor Sebastião Abiceu 7º ano Colégio Marista de Montes Claros REFORMA E CONTRARREFORMA Professor Sebastião Abiceu 7º ano Colégio Marista de Montes Claros INTRODUÇÃO A Reforma Religiosa e o Renascimento ocorreram na mesma época e expressam a grande renovação de ideias

Leia mais

HISTÓRIA - 1 o ANO MÓDULO 12 O BRASIL HOLANDÊS (1630 54)

HISTÓRIA - 1 o ANO MÓDULO 12 O BRASIL HOLANDÊS (1630 54) HISTÓRIA - 1 o ANO MÓDULO 12 O BRASIL HOLANDÊS (1630 54) Como pode cair no enem (ENEM) Rui Guerra e Chico Buarque de Holanda es-creveram uma peça para teatro chamada Calabar, pondo em dúvida a reputação

Leia mais

A Revolução Puritana

A Revolução Puritana A Revolução Puritana O que foi a Revolução Puritana A Revolução Puritana, ocorrida na Inglaterra entre 1641 e 1649, originou pela primeira vez a constituição de uma República (1649-1658) em solo inglês.

Leia mais

Resoluções das Atividades

Resoluções das Atividades Resoluções das Atividades Sumário Módulo 1 A conquista da América, a história cultural dos povos indígenas e africanos e a economia açucareira...1 Módulo 2 A mineração no Período Colonial, as atividades

Leia mais

MERCANTILISMO (7a. Parte) Mercantilismo e Violência

MERCANTILISMO (7a. Parte) Mercantilismo e Violência MERCANTILISMO (7a. Parte) Mercantilismo e Violência CURSO: Administração DISCIPLINA: Comércio Exterior FONTE: DIAS, Reinaldo. RODRIGUES, Waldemar. Comércio Exterior Teoria e Gestão. Atlas. São Paulo: 2004.

Leia mais

MATERIAL COMPLEMENTAR DE HISTÓRIA PROF. ROSE MARY OLIVEIRA LIMA 8º ANO ENSINO FUNDAMENTAL

MATERIAL COMPLEMENTAR DE HISTÓRIA PROF. ROSE MARY OLIVEIRA LIMA 8º ANO ENSINO FUNDAMENTAL MATERIAL COMPLEMENTAR DE HISTÓRIA PROF. ROSE MARY OLIVEIRA LIMA 8º ANO ENSINO FUNDAMENTAL OS VÁRIOS PROCESSOS DE EXPANSÃO DA COLONIZAÇÃO PORTUGUESA. EXTENSÃO DO TERRITÓRIO BRASILEIRO O Brasil é o 5º maior

Leia mais

A novidade é que o Brasil não é só litoral É muito mais é muito mais que qualquer zona sul Tem gente boa espalhada por este Brasil Que vai fazer

A novidade é que o Brasil não é só litoral É muito mais é muito mais que qualquer zona sul Tem gente boa espalhada por este Brasil Que vai fazer CAUSAS: Acirramento da concorrência comercial entre as potências coloniais; Crise das lavouras de cana; Estagnação da economia portuguesa na segunda metade do século XVII; Necessidade de encontrar metais

Leia mais

BRASIL E ESTADOS UNIDOS: relações comerciais e linguístico-culturais

BRASIL E ESTADOS UNIDOS: relações comerciais e linguístico-culturais BRASIL E ESTADOS UNIDOS: relações comerciais e linguístico-culturais Autor(a): João Corcino Neto Coautor(es): Suzana Ferreira Paulino Email: jcn1807iop@gmail.com Introdução As relações comerciais entre

Leia mais

A era dos impérios. A expansão colonial capitalista

A era dos impérios. A expansão colonial capitalista A era dos impérios A expansão colonial capitalista O século XIX se destacou pela criação de uma economia global única, caracterizado pelo predomínio do mundo industrializado sobre uma vasta região do planeta.

Leia mais

Colonização Portuguesa. Prof. Osvaldo

Colonização Portuguesa. Prof. Osvaldo Colonização Portuguesa Prof. Osvaldo A chegada dos Portugueses Portugal e depois Espanha se tornaram pioneiros nas chamadas Grandes Navegações Portugal buscou contornar a África para tentar chegar ao Oriente

Leia mais

EUROPA BRASIL SÉCULO XIX AMÉRICA O BRASIL NO FINAL DO SÉCULO XVIII SÉCULO XVIII FINAL DA IDADE MODERNA

EUROPA BRASIL SÉCULO XIX AMÉRICA O BRASIL NO FINAL DO SÉCULO XVIII SÉCULO XVIII FINAL DA IDADE MODERNA O BRASIL NO FINAL DO SÉCULO XVIII SÉCULO XVIII FINAL DA IDADE MODERNA EUROPA Expansão dos Ideais Iluministas Revolução Francesa Fim do Antigo regime Ascensão da Burguesia ao poder Revolução Industrial

Leia mais

Portugal e Brasil no século XVII. Domínio espanhol no Brasil(1580-1640)

Portugal e Brasil no século XVII. Domínio espanhol no Brasil(1580-1640) Portugal e Brasil no século XVII Domínio espanhol no Brasil(1580-1640) O domínio espanhol. Em 1580, o rei de Portugal, D. Henrique, morreu sem deixar herdeiros ( fim da dinastia de Avis) surgiram disputas

Leia mais

Escravidão e Relações Diplomáticas Brasil e Uruguai, século 19

Escravidão e Relações Diplomáticas Brasil e Uruguai, século 19 Escravidão e Relações Diplomáticas Brasil e Uruguai, século 19 Keila Grinberg * Este paper está inserido no projeto de pesquisa que venho desenvolvendo atualmente sobre escravidão e formação das relações

Leia mais

Exercícios de Economia Açucareira, União Ibérica e O Brasil Holandês

Exercícios de Economia Açucareira, União Ibérica e O Brasil Holandês Exercícios de Economia Açucareira, União Ibérica e O Brasil Holandês 1. (Enem) O açúcar e suas técnicas de produção foram levados à Europa pelos árabes no século VIII, durante a Idade Média, mas foi principalmente

Leia mais

RECUPERAÇÃO FINAL 2015 HISTÓRIA 7º ano

RECUPERAÇÃO FINAL 2015 HISTÓRIA 7º ano História/15 7º ano Turma: 3º trimestre Nome: Data: / / 7ºhis303r RECUPERAÇÃO FINAL 2015 HISTÓRIA 7º ano 3º trimestre Aluno(a), Seguem os conteúdos trabalhados no 3º trimestre. Como base neles você deverá

Leia mais

Responsabilidade Social no Ensino em Administração: um estudo exploratório sobre a visão dos estudantes de graduação

Responsabilidade Social no Ensino em Administração: um estudo exploratório sobre a visão dos estudantes de graduação Renata Céli Moreira da Silva Responsabilidade Social no Ensino em Administração: um estudo exploratório sobre a visão dos estudantes de graduação Dissertação de Mestrado Dissertação apresentada ao Programa

Leia mais

MINERAÇÃO E REVOLTAS NO BRASIL COLONIAL

MINERAÇÃO E REVOLTAS NO BRASIL COLONIAL MINERAÇÃO E REVOLTAS NO BRASIL COLONIAL Portugal: crises e dependências -Portugal: acordos comerciais com a Inglaterra; -Exportação de produtos brasileiros; -Tratado de Methuen: redução fiscal para os

Leia mais

SER NEGRO NO CEARÁ UM OLHAR SOBRE AS COMUNIDADES QUILOMBOLAS PARA O DIGITAL MUNDO MIRAIRA

SER NEGRO NO CEARÁ UM OLHAR SOBRE AS COMUNIDADES QUILOMBOLAS PARA O DIGITAL MUNDO MIRAIRA SER NEGRO NO CEARÁ UM OLHAR SOBRE AS COMUNIDADES QUILOMBOLAS PARA O DIGITAL MUNDO MIRAIRA Izaura Lila Lima Ribeiro 1 Maria de Lourdes Macena Filha 2 RESUMO Este artigo versa sobre o papel dos negros na

Leia mais

Capitanias Hereditárias Governo Geral Economia Colonial Escravidão

Capitanias Hereditárias Governo Geral Economia Colonial Escravidão Capitanias Hereditárias Governo Geral Economia Colonial Escravidão As Capitanias Hereditárias Grandes faixas de terra doadas pelo rei à nobreza e pessoas de confiança. Os Capitães Donatários eram os homens

Leia mais

De que jeito se governava a Colônia

De que jeito se governava a Colônia MÓDULO 3 De que jeito se governava a Colônia Apresentação do Módulo 3 Já conhecemos bastante sobre a sociedade escravista, especialmente em sua fase colonial. Pouco sabemos ainda sobre a organização do

Leia mais

500 anos: O Brasil Colônia na TV

500 anos: O Brasil Colônia na TV 500 anos: O Brasil Colônia na TV Episódio 5: A Conquista da terra e da gente Resumo O episódio 5, A Conquista da terra e da gente, parte da série 500 anos: O Brasil Colônia na TV, apresenta o processo

Leia mais

A defesa militar da Amazônia. Quem defendia a Amazônia brasileira, antes de o Brasil existir como nação

A defesa militar da Amazônia. Quem defendia a Amazônia brasileira, antes de o Brasil existir como nação A defesa militar da Amazônia Celso Castro e Adriana Barreto de Souza Quem defendia a Amazônia brasileira, antes de o Brasil existir como nação independente? A pergunta, contraditória em seus próprios termos,

Leia mais

A missão da Igreja Protestante holandesa no Nordeste converteu centenas de índios, que se tornaram fiéis à religião cristã reformada

A missão da Igreja Protestante holandesa no Nordeste converteu centenas de índios, que se tornaram fiéis à religião cristã reformada Índios protestantes no Brasil holandês A missão da Igreja Protestante holandesa no Nordeste converteu centenas de índios, que se tornaram fiéis à religião cristã reformada Na urgência de encontrar aliados

Leia mais

Construção do Espaço Africano

Construção do Espaço Africano Construção do Espaço Africano Aula 2 Colonização Para melhor entender o espaço africano hoje, é necessário olhar para o passado afim de saber de que forma aconteceu a ocupação africana. E responder: O

Leia mais

NEGROS EM SOBRAL NO SÉCULO XIX (1880-1884): UM ESTUDO SOB A ÓTICA DA HISTÓRIA E DO DIREITO

NEGROS EM SOBRAL NO SÉCULO XIX (1880-1884): UM ESTUDO SOB A ÓTICA DA HISTÓRIA E DO DIREITO NEGROS EM SOBRAL NO SÉCULO XIX (1880-1884): UM ESTUDO SOB A ÓTICA DA HISTÓRIA E DO DIREITO Sabrina Nascimento de Carvalho, Universidade Estadual Vale do Acaraú - UVA, sabrinaerarisson@hotmail.com Rárisson

Leia mais

Mineração e a Crise do Sistema Colonial. Prof. Osvaldo

Mineração e a Crise do Sistema Colonial. Prof. Osvaldo Mineração e a Crise do Sistema Colonial Prof. Osvaldo Mineração No final do século XVII, os bandeirantes encontraram ouro na região de Minas Gerais Grande parte do ouro extraído era de aluvião, ou seja,

Leia mais

The Indigenous Population of Brazil 1991 Population Census

The Indigenous Population of Brazil 1991 Population Census The Indigenous Population of Brazil 1991 Population Census Authors: Nilza Oliveira Martins Pereira (principal author), Tereza Cristina Nascimento Araujo, Valéria Beiriz, Antonio Florido- IBGE The definition

Leia mais

CADERNO DE ATIVIDADES. História

CADERNO DE ATIVIDADES. História COLÉGIO ARNALDO 2015 CADERNO DE ATIVIDADES História Aluno (a): 4º ano: Turma: Professor (a): Valor: 20 pontos Conteúdo de Recuperação O que é História. Identificar a História como ciência. Reconhecer que

Leia mais

Colonização Portuguesa. Prof. Osvaldo

Colonização Portuguesa. Prof. Osvaldo Colonização Portuguesa Prof. Osvaldo Tratado de Tordesilhas de 1494 Terras pertencentes à Espanha Terras pertencentes a Portugal A ficção do Descobrimento Principais povos Indígenas no Brasil No Brasil,

Leia mais

A expansão da América Portuguesa

A expansão da América Portuguesa 8 ANO A/B RESUMO DA UNIDADE 1 DISCIPLINA: HISTÓRIA PROFESSORA: SUELEM *Os índios no Brasil A expansão da América Portuguesa Violência contra os povos indígenas; - Doenças, trabalho forçado; - Foram obrigados

Leia mais

SÉCULO XVII A INGLATERRA INCENTIVOU A COLONIZAÇÃO DAS TERRAS NORTE- AMERICANAS INCENTIVANDO A VINDA DE EMIGRANTES INGLESES

SÉCULO XVII A INGLATERRA INCENTIVOU A COLONIZAÇÃO DAS TERRAS NORTE- AMERICANAS INCENTIVANDO A VINDA DE EMIGRANTES INGLESES A GUERRA DE INDEPENDÊNCIA DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA ANTECEDENTES SÉCULO XVII A INGLATERRA INCENTIVOU A COLONIZAÇÃO DAS TERRAS NORTE- AMERICANAS INCENTIVANDO A VINDA DE EMIGRANTES INGLESES NESSA ÉPOCA

Leia mais

Revista HISTEDBR On-line

Revista HISTEDBR On-line do livro: ASSUNÇÃO, P. Negócios Jesuíticos: O cotidiano da administração dos bens divinos. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2004. 512 p. por Flávio Massami Martins Ruckstadter Mestrando

Leia mais

HISTÓRIA COMENTÁRIO DA PROVA

HISTÓRIA COMENTÁRIO DA PROVA COMENTÁRIO DA PROVA De uma forma geral, a prova foi boa com questões claras e bem articuladas. Louvável a intenção de cobrar reflexões sobre a históriografia, bem como a de revisitar o passado a partir

Leia mais

América: a formação dos estados

América: a formação dos estados América: a formação dos estados O Tratado do Rio de Janeiro foi o último acordo importante sobre os limites territoriais brasileiros que foi assinado em 1909, resolvendo a disputa pela posse do vale do

Leia mais

1 REGISTRO, Tânia Cristina. O arranjo de fotografias em unidades de informação: fundamentos teóricos e

1 REGISTRO, Tânia Cristina. O arranjo de fotografias em unidades de informação: fundamentos teóricos e Michelle Cartolano de Castro Ribeiro. Catolicismo e Espiritismo: potenciais de pesquisa a partir do Fundo José Pedro Miranda (Centro Universitário Barão de Mauá pós-graduando) O espaço de estudo usado

Leia mais

América Colonial Portuguesa (sécs. XVI-XVIII)

América Colonial Portuguesa (sécs. XVI-XVIII) América Colonial Portuguesa (sécs. XVI-XVIII) 1) Período Pré-Colonial Trinta anos sem projeto de colonização (1500-1530) Interesses voltados para o comércio com o Oriente Desapontamento quanto às potenciais

Leia mais

CRISE DO ESCRAVISMO. O Brasil foi o último país da América Latina a abolir a escravidão.

CRISE DO ESCRAVISMO. O Brasil foi o último país da América Latina a abolir a escravidão. CRISE DO ESCRAVISMO A Dinamarca foi o primeiro país Europeu a abolir o tráfico de escravos em 1792. A Grã-Bretanha veio a seguir, abolindo em 1807 e os Estados Unidos em 1808. O Brasil foi o último país

Leia mais

1) Em novembro de 1807, a família real portuguesa deixou Lisboa e, em março de 1808, chegou ao Rio de Janeiro. O acontecimento pode ser visto como:

1) Em novembro de 1807, a família real portuguesa deixou Lisboa e, em março de 1808, chegou ao Rio de Janeiro. O acontecimento pode ser visto como: 1) Em novembro de 1807, a família real portuguesa deixou Lisboa e, em março de 1808, chegou ao Rio de Janeiro. O acontecimento pode ser visto como: a) incapacidade dos Braganças de resistirem à pressão

Leia mais

PROVA BIMESTRAL História

PROVA BIMESTRAL História 7 o ano 4 o bimestre PROVA BIMESTRAL História Escola: Nome: Turma: n o : Leia o trecho da carta de Pero Vaz de Caminha, escrivão da armada de Pedro Álvares Cabral, escrita em maio de 1500 para o rei português

Leia mais

Guião A. Descrição das actividades

Guião A. Descrição das actividades Proposta de Guião para uma Prova Grupo: Ponto de Encontro Disciplina: Inglês, Nível de Continuação, 11.º ano Domínio de Referência: Um Mundo de Muitas Culturas Duração da prova: 15 a 20 minutos 1.º MOMENTO

Leia mais

HISTORIA DE PORTUGAL

HISTORIA DE PORTUGAL A. H. DE OLIVEIRA MARQUES HISTORIA DE PORTUGAL Manual para uso de estudantes e outros curiosos de assuntos do passado pátrio EDITORIAL PRESENÇA ÍNDICE GERAL PREFACIO 11 INTRODUÇÃO AS RAÍZES DE UMA NAÇÃO

Leia mais

6ª 10 4/out/11 HISTÓRIA 4º. Valor: 80

6ª 10 4/out/11 HISTÓRIA 4º. Valor: 80 6ª 10 4/out/11 HISTÓRIA 4º Valor: 80 1. A invasão holandesa no Nordeste brasileiro, ao longo do século XVII, está relacionada com a exploração de um produto trazido para o Brasil pelos portugueses. Que

Leia mais

Provão. História 5 o ano

Provão. História 5 o ano Provão História 5 o ano 61 Os reis portugueses governaram o Brasil à distância, até o século XIX, porém alguns acontecimentos na Europa mudaram essa situação. Em que ano a família real portuguesa veio

Leia mais

ENEM 2014 - Caderno Rosa. Resolução da Prova de História

ENEM 2014 - Caderno Rosa. Resolução da Prova de História ENEM 2014 - Caderno Rosa Resolução da Prova de História 5. Alternativa (E) Uma das características basilares do contato entre jesuítas e os povos nativos na América, entre os séculos XVI e XVIII, foi o

Leia mais

A formação da monarquia inglesa na Baixa Idade Média, mais precisamente no século XII, na época da Guerra dos Cem anos.

A formação da monarquia inglesa na Baixa Idade Média, mais precisamente no século XII, na época da Guerra dos Cem anos. HISTÓRIA 8º ANO A formação da monarquia inglesa na Baixa Idade Média, mais precisamente no século XII, na época da Guerra dos Cem anos. Por volta do século XIII, o rei João sem terras estabeleceu novos

Leia mais

Capital Humano e Capital Social: Construir Capacidades para o Desenvolvimento dos Territórios

Capital Humano e Capital Social: Construir Capacidades para o Desenvolvimento dos Territórios UNIVERSIDADE DE LISBOA FACULDADE DE LETRAS DEPARTAMENTO DE GEOGRAFIA Capital Humano e Capital Social: Construir Capacidades para o Desenvolvimento dos Territórios Sandra Sofia Brito da Silva Dissertação

Leia mais

01-A GRAMMAR / VERB CLASSIFICATION / VERB FORMS

01-A GRAMMAR / VERB CLASSIFICATION / VERB FORMS 01-A GRAMMAR / VERB CLASSIFICATION / VERB FORMS OBS1: Adaptação didática (TRADUÇÃO PARA PORTUGUÊS) realizada pelo Prof. Dr. Alexandre Rosa dos Santos. OBS2: Textos extraídos do site: http://www.englishclub.com

Leia mais

COLÉGIO MARISTA DE BRASÍLIA Educação Infantil e Ensino Fundamental Aluno(a): 8º Ano: Nº Professor(a): Data: / / Componente Curricular: HISTÓRIA

COLÉGIO MARISTA DE BRASÍLIA Educação Infantil e Ensino Fundamental Aluno(a): 8º Ano: Nº Professor(a): Data: / / Componente Curricular: HISTÓRIA COLÉGIO MARISTA DE BRASÍLIA Educação Infantil e Ensino Fundamental Aluno(a): 8º Ano: Nº Professor(a): Data: / / Componente Curricular: HISTÓRIA 2011/HIST8ANOEXE2-PARC-1ºTRI-I AVALIAÇÃO PARCIAL 1º TRIMESTRE

Leia mais

23 Os jesuítas e os índios guaranis Estamos acostumados a ver na televisão, jornais e revistas, passeios para visitar as regiões das missões

23 Os jesuítas e os índios guaranis Estamos acostumados a ver na televisão, jornais e revistas, passeios para visitar as regiões das missões 23 Os jesuítas e os índios guaranis Estamos acostumados a ver na televisão, jornais e revistas, passeios para visitar as regiões das missões jesuíticas. Nos mostram fotografias de igrejas destruídas, em

Leia mais

Israel e o mundo Árabe

Israel e o mundo Árabe Israel e o mundo Árabe Leonardo Herms Maia¹ Regina Cohen Barros² Para uma compreensão espacial e econômica deste assunto, irei abordar temas principais que nos mostram como Israel se tornou uma grande

Leia mais

POVOS INDÍGENAS NO BRASIL. Professor Sebastião Abiceu 7º ano Colégio Marista São José Montes Claros - MG

POVOS INDÍGENAS NO BRASIL. Professor Sebastião Abiceu 7º ano Colégio Marista São José Montes Claros - MG POVOS INDÍGENAS NO BRASIL Professor Sebastião Abiceu 7º ano Colégio Marista São José Montes Claros - MG Conhecendo os povos indígenas Para conhecer melhor os povos indígenas, é importante estudar sua língua.

Leia mais

Observe as imagens, que pertencem ao manuscrito de um cronista inca, "Guaman Poma de Ayala" (1526-1614). (1,5)

Observe as imagens, que pertencem ao manuscrito de um cronista inca, Guaman Poma de Ayala (1526-1614). (1,5) Observe as imagens, que pertencem ao manuscrito de um cronista inca, "Guaman Poma de Ayala" (1526-1614). (1,5) Leia as afirmações seguintes, a respeito dos incas e marque a afirmativa INCORRETA. a) Tinham

Leia mais

História. baseado nos Padrões Curriculares do Estado de São Paulo

História. baseado nos Padrões Curriculares do Estado de São Paulo História baseado nos Padrões Curriculares do Estado de São Paulo 1 PROPOSTA CURRICULAR DA DISCIPLINA DE HISTÓRIA Middle e High School 2 6 th Grade A vida na Grécia antiga: sociedade, vida cotidiana, mitos,

Leia mais

Investidas...pág. 02. Johann Mauritius van Nassau...pág. 03. Batalhas dos Montes Guararapes... pág. 03. BIBLIOGRAFIA...pág. 07

Investidas...pág. 02. Johann Mauritius van Nassau...pág. 03. Batalhas dos Montes Guararapes... pág. 03. BIBLIOGRAFIA...pág. 07 Índice Invasões holandesas... pág. 02 Investidas...pág. 02 Maurício de Nassau...pág. 02 Insurreição Pernambucana... pág. 03 Johann Mauritius van Nassau...pág. 03 Batalhas dos Montes Guararapes... pág.

Leia mais

Os negros na formação do Brasil PROFESSORA: ADRIANA MOREIRA

Os negros na formação do Brasil PROFESSORA: ADRIANA MOREIRA Os negros na formação do Brasil PROFESSORA: ADRIANA MOREIRA ESCRAVIDÃO ANTIGA A escravidão é um tipo de relação de trabalho que existia há muito tempo na história da humanidade. Na Antiguidade, o código

Leia mais

Mensagem aos Nossos Irmãos Estadunidenses!

Mensagem aos Nossos Irmãos Estadunidenses! Mensagem aos Nossos Irmãos Estadunidenses! Armindo Abreu Armindo Augusto de Abreu (Especial para o MV-Brasil) Vocês, caros irmãos estadunidenses, estão chocados e aborrecidos com estas imagens? www.armindoabreu.ecn.br

Leia mais

1º Período UNIDADE 1. Exercícios; A aventura de navegar

1º Período UNIDADE 1. Exercícios; A aventura de navegar 1º Período UNIDADE 1 A aventura de navegar Produtos valiosos Navegar em busca de riquezas Viagens espanholas Viagens portuguesas Ampliação O dia a dia dos marinheiros Conhecer as primeiras especiarias

Leia mais

A MULHER INDIGENA NA UNIVERSIDADE: UM ESTUDO DE CASO SOBRE AS ESTUDANTES INDÍGENAS DA UFPR SETOR LITORAL

A MULHER INDIGENA NA UNIVERSIDADE: UM ESTUDO DE CASO SOBRE AS ESTUDANTES INDÍGENAS DA UFPR SETOR LITORAL A MULHER INDIGENA NA UNIVERSIDADE: UM ESTUDO DE CASO SOBRE AS ESTUDANTES INDÍGENAS DA UFPR SETOR LITORAL Valéria dos Santos de Oliveira5 Resumo: Este estudo teve por objetivo problematizar a questão de

Leia mais

Terra Papagalli é uma obra ficcional dos escritores brasileiros de José Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta, publicada pela primeira vez em 1997

Terra Papagalli é uma obra ficcional dos escritores brasileiros de José Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta, publicada pela primeira vez em 1997 1 Terra Papagalli é uma obra ficcional dos escritores brasileiros de José Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta, publicada pela primeira vez em 1997 pela Editora Objetiva. Misturando fatos históricos

Leia mais

SILVA, Maria Beatriz Nizza da (Org.). História de São Paulo colonial. São Paulo: Ed. UNESP, 2009. 346p.

SILVA, Maria Beatriz Nizza da (Org.). História de São Paulo colonial. São Paulo: Ed. UNESP, 2009. 346p. Histórias da capitania de São Paulo SILVA, Maria Beatriz Nizza da (Org.). História de São Paulo colonial. São Paulo: Ed. UNESP, 2009. 346p. Denise A Soares de Moura * São Paulo de 1532 a 1822. 290 anos

Leia mais

GUIÃO Domínio de Referência: CIDADANIA E MULTICULTURALISMO

GUIÃO Domínio de Referência: CIDADANIA E MULTICULTURALISMO PROJECTO PROVAS EXPERIMENTAIS DE EXPRESSÃO ORAL DE LÍNGUA ESTRANGEIRA - 2005-2006 Ensino Secundário - Inglês, 12º ano - Nível de Continuação 1 1º Momento GUIÃO Domínio de Referência: CIDADANIA E MULTICULTURALISMO

Leia mais

Recuperação Final História 7º ano do EF

Recuperação Final História 7º ano do EF COLÉGIO MILITAR DOM PEDRO II SEÇÃO TÉCNICA DE ENSINO Recuperação Final História 7º ano do EF Aluno: Série: 7º ano Turma: Data: 08 de dezembro de 2015. LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES ABAIXO. 1. Esta prova

Leia mais

A PRESENÇA NEGRA NO PARÁ: RESENHA DE UM

A PRESENÇA NEGRA NO PARÁ: RESENHA DE UM R E S E N H A A PRESENÇA NEGRA NO PARÁ: RESENHA DE UM TRABALHO PIONEIRO SALLES, VICENTE. O NEGRO NO PARÁ. SOB O REGIME DA ESCRAVIDÃO. 3ª EDIÇÃO. BELÉM: INSTITUTO DE ARTES DO PARÁ, 2005. JOSÉ MAIA BEZERRA

Leia mais

Escola Básica e Secundária das Lajes do Pico História e Geografia de Portugal 2º Ciclo Ano Lectivo 2007/2008

Escola Básica e Secundária das Lajes do Pico História e Geografia de Portugal 2º Ciclo Ano Lectivo 2007/2008 Escola Básica e Secundária das Lajes do Pico História e Geografia de Portugal 2º Ciclo Ano Lectivo 2007/2008 Conteúdos Ano Lectivo Período Lectivo Tema A-A península Ibérica: dos primeiros povos à formação

Leia mais

O design de cartazes no Cinema Marginal e na Pornochanchada

O design de cartazes no Cinema Marginal e na Pornochanchada Simone Albertino da Silva O design de cartazes no Cinema Marginal e na Pornochanchada Dissertação de Mestrado Dissertação apresentada ao Programa de Pós- Graduação em Design do Departamento de Artes e

Leia mais

Transição da condição colonial para o país livre

Transição da condição colonial para o país livre Transição da condição colonial para o país livre ERA COLONIAL (1521-1810): Conhecido como Nova Espanha, a maior parte das terras era comandada por proprietários espanhóis. Economia e política mexicanas

Leia mais

Revista Eletrônica Acolhendo a Alfabetização nos Países de Língua Portuguesa ISSN: 1980-7686 suporte@mocambras.org Universidade de São Paulo Brasil

Revista Eletrônica Acolhendo a Alfabetização nos Países de Língua Portuguesa ISSN: 1980-7686 suporte@mocambras.org Universidade de São Paulo Brasil Revista Eletrônica Acolhendo a Alfabetização nos Países de Língua Portuguesa ISSN: 1980-7686 suporte@mocambras.org Universidade de São Paulo Brasil SOUSA, Lázaro Mariano de Reseña de "A África Ensinando

Leia mais

1º ano. A reconquista ibérica e as grandes navegações Capítulo 10: Item 2 A revolução comercial Capítulo 12: Item 3 O Novo Mundo Capítulo 10: Item 2

1º ano. A reconquista ibérica e as grandes navegações Capítulo 10: Item 2 A revolução comercial Capítulo 12: Item 3 O Novo Mundo Capítulo 10: Item 2 1º ano O absolutismo e o Estado Moderno Capítulo 12: Todos os itens A reconquista ibérica e as grandes navegações Capítulo 10: Item 2 A revolução comercial Capítulo 12: Item 3 O Novo Mundo Capítulo 10:

Leia mais

EXPANSÃO TERRITORIAL DO BRASIL

EXPANSÃO TERRITORIAL DO BRASIL EXPANSÃO TERRITORIAL DO BRASIL Foi a conquista e ocupação do interior do território, além dos limites do Tratado de Tordesilhas. Essa expansão foi responsável pela extensão territorial do Brasil de hoje.

Leia mais

GUIÃO A. What about school? What s it like to be there/here? Have you got any foreign friends? How did you get to know them?

GUIÃO A. What about school? What s it like to be there/here? Have you got any foreign friends? How did you get to know them? GUIÃO A Prova construída pelos formandos e validada pelo GAVE, 1/7 Grupo: Chocolate Disciplina: Inglês, Nível de Continuação 11.º ano Domínio de Referência: Um Mundo de Muitas Culturas 1º Momento Intervenientes

Leia mais

Saulo de Souza Ladeira. Técnica, território e ensino a distância: Articulações histórico-teóricas. Dissertação de Mestrado

Saulo de Souza Ladeira. Técnica, território e ensino a distância: Articulações histórico-teóricas. Dissertação de Mestrado Saulo de Souza Ladeira Técnica, território e ensino a distância: Articulações histórico-teóricas Dissertação de Mestrado Dissertação apresentada ao Programa de Pósgraduação em Geografia da PUC-Rio como

Leia mais

Angola; católicos; Estado Novo português; independência política.

Angola; católicos; Estado Novo português; independência política. 9 Resumo Este artigo destaca a estratégia adotada pelo Estado Novo português (1933-1974) em prol da defesa da soberania política colonial em Angola que se traduziu na censura na prisão e no exílio dos

Leia mais

Non Nobis Domine, Non Nobis, Sed Nomini Tuo ad Gloriam! ( Não por nós Senhor, não por nós, mas para a glória de Teu nome! )

Non Nobis Domine, Non Nobis, Sed Nomini Tuo ad Gloriam! ( Não por nós Senhor, não por nós, mas para a glória de Teu nome! ) TEMPLÁRIOS Non Nobis Domine, Non Nobis, Sed Nomini Tuo ad Gloriam! ( Não por nós Senhor, não por nós, mas para a glória de Teu nome! ) No ano 1071 os turcos mulçumanos tomaram Jerusalém. Na Europa, a Igreja

Leia mais

VERIFICAÇÃO GLOBAL 4 HISTÓRIA 2ª ETAPA 7 a SÉRIE OLÍMPICA ENSINO FUNDAMENTAL

VERIFICAÇÃO GLOBAL 4 HISTÓRIA 2ª ETAPA 7 a SÉRIE OLÍMPICA ENSINO FUNDAMENTAL 1. Analise os quesitos a seguir e assinale, nos itens I e II, a única opção correta: (1,0 ponto) I. Observe a tirinha do Hagar e o texto de Alberto Caeiro: Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode

Leia mais