Gente de guerra. Origem, cotidiano e resistência dos soldados do exército da Companhia das Índias Ocidentais no Brasil ( )

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1 Gente de guerra Origem, cotidiano e resistência dos soldados do exército da Companhia das Índias Ocidentais no Brasil ( ) Bruno Romero Ferreira Miranda

2 GENTE DE GUERRA: Origem, cotidiano e resistência dos soldados do exército da Companhia das Índias Ocidentais no Brasil ( ) Proefschrift ter verkrijging van de graad van Doctor aan de Universiteit Leiden, op gezag van Rector Magnificus prof.mr. P.F. van der Heijden, volgens besluit van het College voor Promoties te verdedigen op woensdag 9 november 2011 klokke uur door Bruno Romero Ferreira Miranda geboren te Recife, Brazilië in 1981

3 Promotor: Prof. dr. Gert J. Oostindie Co-promotor: Mw. dr. Marianne L. Wiesebron Overige leden: Prof. dr. Henk den Heijer Prof. dr. José Manuel Santos Pérez (Universidad de Salamanca) Mw. dr. Cátia Antunes

4 Aos meus pais.

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6 Hunger und Durst, auch Hitz und Kält, Arbeit und Armut, wie es fällt, Gewalttat, Ungerechtigkeit Treiben wir Landsknecht allezeit. Der abenteuerliche Simplicissimus Teutsch, 1669.

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8 vii Índice Agradecimentos Lista de imagens, gráficos, mapas e tabelas Abreviaturas ix xi xii Introdução 1 Delimitação do objeto de estudo 10 Justificativa 10 Quadro teórico & Revisão de literatura 13 Fontes 19 Estrutura do trabalho 25 Observações gerais 26 Parte I Origens 29 Capítulo 1: Soldados da Companhia das Índias Ocidentais ( ) Número de recrutados Origem geográfica Origem social Perfil social dos recrutados (faixa etária, estado civil & opção religiosa) 59 Conclusão 67 Anexos 69 Capítulo 2: Engajamento na Companhia das Índias Ocidentais Recrutamento Motivos de atração para o engajamento Informações sobre o local de destino 103 Conclusão 110 Parte II Condições de vida cotidiana dos militares da WIC no Brasil 113 Capítulo 3: O provimento das tropas Munições de boca A paga Alojamento 173 Conclusão 184

9 viii Capítulo 4: Vida e morte no exército da Companhia Baixas por doença, ferimento e morte Doenças entre as tropas da WIC Ferimentos infligidos Assistência aos feridos e doentes 210 Conclusão 226 Capítulo 5: A faina Rotinas e obrigações a serviço da WIC Carreira e possibilidades fora da WIC 249 Conclusão 269 Parte III Cotidiano e resistência 273 Capítulo 6: Desordens, deserções e motins Ordem, indisciplina e regras de conduta Deserções e motins 305 Conclusão 326 Epílogo & Considerações gerais 329 Anexos Pequena biografia de militares que estiveram no Brasil entre 1624 e Patentes, salários e ajuda de custo de membros do exército da Companhia das Índias Ocidentais ( ) 352 Glossário 353 Fontes e literatura 359 Samenvatting 386 Abstract 392 Curriculum vitae 397

10 ix Agradecimentos Esse trabalho não poderia ter sido realizado sem a ajuda e dedicação de familiares, amigos, colegas e instituições. Uma grande quantidade de pessoas me auxiliou nos anos de expatriação e em momentos precedentes. A elas, faço sinceros agradecimentos. Um agradecimento especial à minha esposa, Larissa de Menezes, que sacrificou muito para me acompanhar nessa longa jornada e que suportou com muita paciência, carinho e compreensão todos os estresses de um doutorando. Seu suporte não limitou-se ao dia-a-dia, mas na leitura, correção e editoração do texto. O trabalho teria sido outro caso você não tivesse entrado em minha vida. Na academia, ainda no Brasil, também encontrei gente disposta a ceder seu tempo além da amizade em meu benefício. Da graduação ao mestrado, recebi apoio, crítica e incentivo de professores e amigos como Luiz Severino da Silva, José Luiz Mota Menezes, Kalina Vanderlei Paiva da Silva, Virgínia Almoêdo de Assis, Marcus Carvalho e Marcos Galindo. A professora Virgínia, aliás, acompanhou à distância, enquanto tutora, todo o desenvolvimento desta pesquisa desde o projeto até o manuscrito final, além de ter sido minha orientadora no doutorado na Universidade Federal de Pernambuco, do qual me desliguei para fazer a pesquisa integralmente nos Países Baixos. Na Europa, recebi o apoio incomensurável dos meus orientadores, Gert J. Oostindie e Marianne L. Wiesebron, que aceitaram o desafio de orientar um desconhecido com o desejo de estudar o Brasil Holandês e me ajudaram a elaborar essa pesquisa. Também pude contar, além da análise rigorosa do texto e das traduções feitas, com a amizade e suporte de Benjamin Nicolaas Teensma, figura de notável saber. Sou igualmente agradecido à amiga lusitana Cátia Antunes, por todos os conselhos, observações perspicazes sobre o trabalho e prosas animadas sobre os nossos países e famílias. Na Universidade de Leiden, obtive ainda a ajuda do pesquisador Henk den Heijer. Contei também com as observações do professor da Universidade de Salamanca José Manuel Santos Pérez, que acompanhou o surgimento desta pesquisa desde o Recife. Agradeço também a Pedro Cardim, José Paulo Oliveira e Costa da Universidade Nova de Lisboa, Patrício Silva e Raymond Buve da Universidade de Leiden por tomarem parte na comissão de oposição. Sou muito agradecido aos amigos com quem convivi na Universidade de Leiden, na Holanda ou em Recife. Um agradecimento especial a: Andreas Weber, pelo companheirismo e por sempre ser solícito em sanar minhas inúmeras dúvidas nas traduções de textos da língua alemã; Carlos Alberto Asfora, pelas entusiasmadas conversas sobre a história do Brasil Holandês

11 x e pelo suporte e incentivo; Daniel Breda, pela amizade e pelos anos de trabalho em parceria e também por descobrir nosso segundo professor de neerlandês em Recife; Daniel Vieira, pela amizade e conversas vespertinas na universidade, que me ajudaram a maturar muitas das idéias desenvolvidas na pesquisa; Lucia Xavier, companheira de arquivo que contribuiu imensamente para esse trabalho, sempre sugerindo documentos e dando dicas de tradução e transcrição dos manuscritos; Jimmy Mans, pela amizade e pelas tardes de prosa em neerlandês; Maíra Chinelatto, pelos artigos fotografados na Universidade de São Paulo e pelas animadas conversas nos seus efêmeros três meses de passagem pela Holanda e Alexander Bick, pelo compartilhamento de dados e questionamentos inteligentes e incisivos. Também tenho muito o que agradecer a Marijke Wissen-van Staden, por ter me tratado como um filho durante esses quase quatro anos e me auxiliado com os mais variados problemas externos à vida na academia. O trabalho também teria me tomado muito mais tempo caso eu tivesse chegado aos Países Baixos sem os fundamentos da língua neerlandesa. A Antonius Snijders (in memorian), pelas lições nas sextas-feiras de manhã na sacristia da Igreja de Nossa Senhora do Livramento, na Várzea do Capibaribe, meu bairro de infância, e Jaap de Boer, pelos anos de aulas de neerlandês e conversas das mais variadas, sempre arrematadas com um borrel de aguardente preparada com especiarias adquiridas na feira de Casa Amarela. A Ton Harmsen, Tanja Simons, Judith Nobels Universidade de Leiden e Kees Stal Arquivo Municipal de Haia, pelas valiosas lições de paleografia e pelo auxílio na leitura de textos neerlandeses do século XVII. A vários amigos e colegas que forneceram algum auxílio e incentivo durante todos os anos de Holanda. Obrigado a Agus Suwignyo, Alicia Schrikker, Alistair Bright, Ana Jardim, Anna-Maria Verhagen, Barbara Consolini, Camila Pimentel, Christiano Randau, Diederick Kortlang, Ernst van den Boogaart, Filipa Isabel Ribeiro da Silva, Femme Gaastra, Jaap Jacobs, Jeffrey Pijpers, José Birker, Julian Hajduk, Julio César Bastida, Karwan Fatah-Black, Leonard Blussé, Lodewijk Hulsman, Mariana Françozo, Michiel van Groesen, Maurits Ebben, Murari Kumar Jha, Natalie Everts, Oscar Hefting, Pepijn Brandon, Peter Meel, Rene Hamelink, Roelof van Gelder, Tatiana Hamelink e Wei-Chung Cheng. Agradeço à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) pelo financiamento integral da pesquisa feita entre fins de 2007 e 2011 e ao Coimbra Group, pelo auxílio dispensado durante minha primeira visita de pesquisa nos Países Baixos, no começo de 2007.

12 xi Lista de imagens, gráficos, mapas e tabelas Capa Porto Calvo, autor desconhecido, detalhe de gravura, ca In Montanus, Arnoldus. De Nieuwe en Onbekende Wereld: of Beschryving van America en t Zuid-Land. Amsterdam: Jacob Meurs, 1671 Imagem 1 Fragmento da carta-ração de 1638 instituída na Ata Diária do Alto e Secreto Conselho em 4 de dezembro de Imagem 2 Trecho do panfleto Beneficien voor de Soldaten gaende naer Brasil de 1647, no qual foram especificados os alimentos a serem oferecidos semanalmente aos soldados da Companhia, bem como o valor equivalente em dinheiro 128 Imagem 3 Detalhe da gravura de Frans Post Ostium Fluminis Paraybae 147 Imagem 4 Detalhe da gravura de Frans Post Arx Principis Guilielmi 147 Imagem 5 Detalhe da gravura de autor desconhecido que ilustra o livro de Johannes de Laet, Historie ofte iaerlijk verhael van de verrichtinghen der geoctroyeerde West-Indische Compagnie 164 Imagem 6 Caerte van de Haven Pharnambocqve met de Stadt Mouritius en dorp Reciffo ende bijleggende forten met alle gelegentheden van dien. NA, VEL H Imagem 7 Detalhe do desenho Stadt Nostre Signora de Conception. Autor desconhecido. Ca NA, 4.VEL Imagem 8 Detalhe do mapa Porto Calvo. Christoffel Arciszewski, UBL-COLL.BN Imagem 9 Trecho do panfleto Beneficien voor de Soldaten gaende naer Brasil de 1647 onde foram listados os valores das indenizações por perda de membros oferecidas aos soldados da Companhia 209 Imagem 10 Grondt teyckeningh van het Eylant Antoni Vaaz het Recif ende vastelandt aende haven van Pernambuco in Brasil, soodanigh als die tegenwoordigh voor de Westindische Comp.e met Schansen Redouten ende andre werken syn voorsien, in Caert gebracht door den Ingenieur Andreas Drewisch Bongesaltensis [Langesaltensis] in Julio A.o Nationaal Archief, VEL 711, Julho de Imagem 11 Movimentos em momentos aleatórios necessários para o manuseio apropriado de um arcabuz. Gravuras da versão francesa da obra Wapenhandlinghe van roers, musquetten ende spiessen: achtervolgende de ordre van Sijn Excellentie Maurits Prince van Orangie 243 Imagem 12 Detalhe do desenho de Christoffel Arcizweski 244 Imagem 13 Detalhe da gravura Praelium prope Portum Calvum 244 Gráfico 1 Número de militares da WIC no Brasil doentes ou feridos nos meses de janeiro, fevereiro, julho e dezembro do ano de Gráfico 2 Número de militares da WIC no Brasil doentes, feridos ou incapacitados nos anos de 1634, 1635, 1639, 1649, 1650 e Mapa 1 Brasil sob ocupação da Companhia das Índias Ocidentais 5 Mapa 2 Cidades de origem mais citadas da amostragem de soldados a serviço da WIC no Brasil 46 Tabela 1 Amostragem mínima coletada do envio/chegada anual de militares do exército a serviço da WIC no Brasil, entre os anos de 1629 e Tabela 2 Amostragem do quantitativo anual de militares do exército a serviço da WIC no Brasil, entre os anos de 1630 e Tabela 3 Origem geográfica de militares da WIC que serviram no Brasil entre 1632 e

13 xii Abreviaturas AHU Arquivo Histórico Ultramarino (Lisboa) COLL.BN Bodel Nijenhuis Collectie (Leiden) CU Conselho Ultramarino DN Dagelijkse Notulen van den Hoogen en Secreten Raad in Brazilië GAA Gemeentearchief Rotterdam (Roterdã) KB Koninklijk Bibliotheek (Haia) KHA Koninklijk Huisarchief (Haia) NA Nationaal Archief (Haia) NA Notarieel Archief OBP Overgekomen Brieven en Papieren uit Brazilië en Curaçao ONA Oud Notarieel Archief SAA Stadsarchief Amsterdam (Amsterdã) SG Staten-Generaal UBL Universiteitsbibliotheek Leiden (Leiden) VOC Oost Indische Compagnie WIC West Indische Compagnie

14 Introdução

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16 Gente de guerra 3 Por cerca de vinte e cinco anos, no século XVII, a Companhia das Índias Ocidentais (WIC West Indische Compagnie) ocupou parte da região Nordeste do Brasil. Empresa de capital privado que obteve do governo da República das Províncias Unidas dos Países Baixos, em junho de 1621, o monopólio do comércio e a autorização para conquistar terras e navegar em águas situadas de ambos lados do Oceano Atlântico entre a Terra Nova e o estreito de Magalhães e entre o Trópico de Câncer e o Cabo da Boa Esperança, ela foi criada como uma arma contra a monarquia Habsburga, com quem as Províncias Unidas travavam um longo confronto conhecido por Guerra dos Oitenta Anos ( ). 1 O objetivo primário dessa companhia de comércio neerlandesa era minar as bases da economia ultramarina ibérica que alimentavam o império espanhol e seu poderio militar e, ao mesmo tempo, abrir os portos das colônias espanholas e portuguesas para as embarcações mercantes das Províncias Unidas. O interesse no Brasil estava relacionado principalmente à possibilidade de auferir lucros com açúcar, tabaco e madeira de tinta, produtos estes já distribuídos na República por meio de negociações diretas, embora esporádicas, de neerlandeses nos portos brasileiros e, sobremaneira, indiretamente através de uma rota de comércio que conectava cidades neerlandesas aos portos portugueses, por sua vez inseridos em um importante comércio triangular entre Portugal, Países Baixos e cidades do Mar do Norte e Báltico. 2 Incorporado à coroa espanhola em decorrência da crise dinástica portuguesa de 1580, o Brasil era visto ainda como uma área de posição subalterna na escala das prioridades militares do governo de Madri, e, portanto, mais suscetível a uma investida militar bem organizada. 3 O direcionamento da guerra neerlandesa ao Brasil está atrelado à relação comercial entre a República e Portugal, datada de fins do século XVI, que permitiu o acesso dos Países Baixos aos produtos provenientes do Brasil, embora estes tenham chegado aos portos do Norte da Europa em um momento muito anterior, sendo levados por mercadores flamengos muito ativos em portos ibéricos e em terras brasileiras. Essas mercadorias passaram a adquirir importância para o comércio neerlandês quando começaram a abundar nos Países Baixos por efeito de um afluxo de imigrantes para as regiões da Zelândia e Holanda, principalmente flamengos afetados 1 Octroy By de Hooghe Mogende Heeren Staten Generael verleent aende West-Indische Compagnie in date den derden Junij Mette Ampliatien van dien, ende Het accord tusschen de Bewint-hebberen ende Hooft-participanten vande selve Compagnie, met approbatie vande Hoog: ende Mog: Heeren Staten Generael ghemaeckt. s Graven-Haghe: By de Weduve, ende Erfghenamen van wijlen Hillebrant Jacobssz. Van Wouw, Ordinaris Druckers vande Hog: Mog: Heeren Staten Generael, Ver também: Boxer, Charles Ralph. Os holandeses no Brasil: [London, 1957] Recife: Companhia Editora de Pernambuco - CEPE, 2004, pp. 1-44; Heijer, Henk den. De geschiedenis van de WIC. [Zutphen, 1994] Zutphen: Walburg Pers, 2002, pp ; Wätjen, Hermann. O Domínio Colonial Holandês no Brasil. Um capítulo da história colonial do século XVII. [Gotha, 1921] 3ª Edição. Recife: Companhia Editora de Pernambuco - CEPE, 2004, pp Ebert, Christopher. Dutch trade with Brazil before the Dutch West India Company, In Postma, Johannes; Enthoven, Victor (Eds.). Riches from Atlantic Commerce. Dutch Transatlantic Trade and Shipping, Leiden/Boston: Brill, 2003, pp Ver também: Sluiter, Engel. Dutch Maritime Power and the Colonial Status Quo, The Pacific Historical Review, University of California Press, Vol. 11, n. 1, 1942, pp Mello, Evaldo Cabral de (Org.). O Brasil holandês ( ). São Paulo: Penguin Classics, 2010, p. 29.

17 4 Introdução pela guerra em Flandres e gente de outras cidades ligadas ao comércio Atlântico (Colônia, Hamburgo, Londres, Rouen, La Rochelle). 4 O comércio entre o Brasil e os Países Baixos ocorreu em uma complexa conjuntura política até o início do armistício de doze anos entre a jovem República e a Espanha ( ). Durante o período anterior a esse acordo, o trato neerlandês viu-se afetado por vários embargos impostos pela Coroa Habsburga. Essas interdições não foram capazes de frear as transações comerciais porque elas continuaram a ser feitas por meio de agentes em Portugal, conquanto elevassem os custos de frete e aumentassem os riscos de apreensão de navios por fiscais reais. Com o fim da trégua e a ampliação do controle Espanhol nos portos lusos, além da instigação de um partido da guerra sob os auspícios do estatuder (stadhouder) Maurits van Nassau ( ), Príncipe de Orange, e de calvinistas militantes, a idéia de criar uma companhia de comércio aos moldes da Companhia das Índias Orientais (VOC - Oost Indische Compagnie) capaz de fazer frente à Espanha em seus domínios e defender os interesses de mercadores neerlandeses saiu do papel e culminou em uma série de ataques ao Atlântico espanhol e português. 5 A primeira séria investida da Companhia das Índias Ocidentais contra o Brasil, cujo litoral era bem conhecido em razão de relações comerciais anteriores, deu-se com a invasão de Salvador, sede do Governo Geral no Brasil, em 1624, mas durou apenas um ano e acarretou em prejuízo para a WIC, cuja tropa foi incapaz de sair da cidade de Salvador por imposição de um forte cerco levantado pelos habitantes locais até a chegada da poderosa armada luso-espanhola sob o comando de D. Fadrique de Toledo Osório, que forçou a capitulação da Companhia. 6 Após uma incrível recuperação financeira da Companhia em decorrência da captura da frota espanhola da prata, em 1628, a Companhia arquitetou um novo golpe contra o Brasil. Seria a vez da capitania donatarial de Pernambuco sucumbir diante de uma poderosa armada proveniente dos Países Baixos. 7 Olinda, sede da capitania de Pernambuco, e Recife, porto da dita Vila, foram rapidamente conquistados em Iniciar-se-ia um longo conflito que se arrastaria até janeiro de 1654, quando o governo da WIC no Brasil entrou em acordo com luso-brasileiros. Entre os anos de 1630 e 1654, as tropas da Companhia das Índias Ocidentais ocuparam as principais praças costeiras do Nordeste do Brasil, em sua maioria importantes locais de 4 Ebert, Christopher. Dutch trade with Brazil before the Dutch West India Company, , p Ibidem, pp ; Heijer, Henk den. The Dutch West India Company, In Postma, Johannes; Enthoven, Victor (Eds.). Riches from Atlantic Commerce, pp ; Israel, Jonathan Irvine. Dutch Primacy in World Trade, [1989] Oxford: Clarendon Press, 2002, pp Boxer, Charles Ralph. Os holandeses no Brasil: , pp ; Wätjen, Hermann. O Domínio Colonial Holandês no Brasil, pp ; Para mais detalhes sobre a invasão de Salvador, ver: Boxer, Charles Ralph. Salvador de Sá and the Struggle for Brazil and Angola London: The Athlone Press, 1952, pp ; Edmundson, George. The Dutch Power in Brazil ( ). Part I The Struggle for Bahia ( ). In The English Historical Review, Oxford University Press, Vol. 11, n. 42, 1896, pp Boxer, Charles Ralph. Os holandeses no Brasil: , pp

18 Gente de guerra 5 penetração do território produtor de açúcar, além de importantes cabeças de ponte para a prática de lucrativo corso no Atlântico Sul. 8 A história da WIC no Brasil pode ser dividida em três fases distintas: conquista ( ), expansão ( ) e declínio ( ). Mapa 1 Brasil sob ocupação da Companhia das Índias Ocidentais Na fase inicial, sobretudo nos dois anos subseqüentes à tomada de Olinda e Recife, as tropas estiveram reclusas nessas duas localidades sem livre-acesso ao interior por efeito de um dispositivo militar montado pelos moradores, composto de uma combinação de forças convencionais concentradas em uma praça forte o Arraial do Bom Jesus e de contingentes móveis que ocupavam postos avançados, ou estâncias, que cercavam e impediam a saída da tropa da Companhia com escaramuças. O objetivo era manter os neerlandeses reclusos nas praçasfortes até que fosse possível uma intervenção naval. Essa estratégia de guerra lenta era fruto da inépcia financeira luso-espanhola em montar uma esquadra capaz de expulsar um inimigo poderoso, tal qual havia sido feito alguns anos antes em Salvador. O ônus da defesa da capitania 8 Mesmo sem controlar completamente a zona açucareira, a presença de tropas e embarcações da Companhia na região era suficiente para dificultar os portugueses de plantar, escoar e embarcar o produto para a Europa. O estado quase permanente de guerra não sustou os lucros da Companhia com o comércio de pau-brasil, açúcar, tabaco e outros gêneros. Mello, Evaldo Cabral de. Olinda restaurada. Guerra e açúcar no Nordeste, [Rio de Janeiro, 1975] 2 a Edição, Rio de Janeiro: Topbooks, 1998, pp

19 6 Introdução de Pernambuco e das regiões adjacentes incidia sobre os moradores, que foram bem sucedidos em segurar o exército da WIC até Nesse período, a tropa só havia sido capaz de fincar seus pés em uma ponta de terra na ilha de Itamaracá (1631). Sofreu também reveses militares na Paraíba, Rio Grande, Rio Formoso e Cabo de Santo Agostinho. 9 A guerra de escaramuças nas vizinhanças de Olinda e Recife foi lentamente suplantada pela WIC na medida em que ela usou seu poder naval para desembarcar tropas no interior, em posições longe das bases de apoio da resistência, o que impossibilitava os locais de fazer uma oposição eficiente. Apesar da liberdade de ação dessas expedições puramente predatórias, que visavam claramente intimidar os moradores a entrar em acordo com a Companhia e destruir as bases de sustentação do exército de resistência, a tropa da WIC continuou sem acesso à zona produtora e permaneceu extremamente dependente do envio de munições de boca da Europa, problema este nunca sanado com eficiência. Mesmo com a mudança de estratégia do exército invasor, melhor observada a partir de 1633, o impasse militar que caracterizava a guerra no Brasil era extremamente danoso para Companhia, a qual não estava compensando financeiramente os avultados gastos para a conquista de um território que julgara anteriormente fácil de ser conquistado, haja vista as precárias condições de defesa nos anos prévios à invasão. 10 Apesar dos custos, a estratégia de contraguerrilha produziu os resultados desejados e a WIC lentamente tomou importantes posições, como a fortaleza dos Três Reis Magos (rebatizada de Ceulen) no Rio Grande, em 1633, os fortes Santa Catarina de Cabedelo (Margareta), Santo Antônio e a cidade de Filipéia de Nossa Senhora das Neves (Frederick Stadt), na Paraíba, em Essas conquistas foram seguidas de uma maior interiorização no território e da adesão dos moradores à Companhia, principalmente quando o Arraial do Bom Jesus base central da guerrilha e o Cabo de Santo Agostinho onde estava o principal porto do exército de resistência para o recebimento de reforços e escoamento do açúcar produzido na região foram sitiados e conquistados em Tais derrotas acarretaram uma debandada de parte da população junto com as tropas, as quais tentaram manter o Sul da capitania de Pernambuco enquanto aguardavam reforços substanciais para conter a ofensiva da WIC. 9 Mello, Evaldo Cabral de. Olinda restaurada, pp ; Mello, Evaldo Cabral de (Org.). O Brasil holandês ( ), pp ; Ver também as discussões feitas por Pedro Puntoni a respeito da guerra brasílica, conforme a denominação dada pelo capitão-donatário de Pernambuco Duarte Coelho: Puntoni, Pedro. As guerras no Atlântico Sul: A ofensiva holandesa ( ). In Barata, Manuel Themudo; Teixeira, Nuno Severiano (Dir.). Nova História Militar de Portugal. Volume 2. Lisboa: Círculo de Leitores, 2004, pp ; Puntoni, Pedro. A arte da guerra no Brasil: tecnologia e estratégia militares na expansão da fronteira da América Portuguesa ( ). In Castro, Celso; Izecksohn, Vitor; Kraay, Hendrik (Org.). Nova história militar brasileira. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2004, pp Ver por exemplo o panfleto Motivos porque a Companhia das Índias Ocidentais deve tentar tirar ao Rei da Espanha a terra do Brasil de 1623, escrito por Jan Andries Moerbeeck: Redenen, waeromme de West-Indische Compagnie dient te trachten het Landt van Brasilia den Coninck van Spangien te ontmachtigen, en dat ten eersten. t Amsterdam, By Cornelis Lodewijksz. vander Plasse, Boeck-vercooper op de hoeck vande Beurs inden Italiaenschen Bybel. Anno 1624, motivo IV.

20 Gente de guerra 7 Esses reforços chegam ao Brasil em fins de 1635 e o comando do exército, então nas mãos de Matias de Albuquerque, irmão do donatário de Pernambuco, foi passado a D. Luís de Rojas y Borja. Com uma tropa inadequadamente aprovisionada, Rojas y Borja vai apenas reforçar a posição da resistência em Porto Calvo até ser derrotado em Mata Redonda, em janeiro de 1636, pelo exército da WIC. Morto Rojas y Borja, seu substituto, Giovanni Vicenzo de San Felice, o conde de Bagnuoli, passou a utilizar Porto Calvo como ponto central da resistência. De lá passaram a sair os grupos de guerrilheiros para atacar os engenhos do interior de Pernambuco, Itamaracá e Paraíba. Eles podiam ter perdido sua principal base em 1635, mas privaram a Companhia de reestruturar a indústria açucareira com persistentes ataques às plantações. Porto Calvo voltaria para as mãos da Companhia em 1637 e o exército de resistência seria empurrado para o outro lado do rio São Francisco, embora isso não tenha sido capaz de obstar por completo as ações dos campanhistas luso-brasileiros em Pernambuco e na Paraíba. O período entre 1637 e 1644, sob o governo de Johan Maurits van Nassau-Siegen, 11 seria marcado por uma extraordinária expansão do território da WIC e pela reconstrução do sistema produtivo arrasado pela guerra através da concessão de empréstimos vultuosos. Ainda em 1637, a Companhia estendeu sua fronteira para o Norte, ocupando uma cabeça de ponte no Ceará. Com a necessidade de repor a mão de obra escrava dos engenhos, em sua maior parte evadida durante o conflito, a WIC também partiu para a conquista de importantes entrepostos do trato de escravos na África Ocidental. Expedições saídas do Recife capturaram São Jorge da Mina (Elmina), em agosto de 1637, Luanda, agosto de 1641, e São Tomé, em outubro de Antes da aquisição dessas duas últimas praças, Nassau, pressionado pela Companhia a atacar a Bahia, tentou tomar a sede do governo-geral do Brasil, Salvador, em 1638, mas falhou após um cerco de aproximadamente um mês. Durante seu governo foi repelida ainda uma tentativa ibérica de retomar o Brasil. A esquadra de D. Fernão de Mascarenhas, o conde da Torre, não conseguiu desembarcar o grosso de suas tropas na região, após uma série de batalhas navais ao longo do litoral nordestino. Logo após a restauração portuguesa (dezembro de 1640) e a assinatura de uma trégua na guerra do Brasil entre Portugal e as Províncias Unidas, em 1641, a Nova Holanda, nome oficial da conquista neerlandesa, chegou a sua extensão máxima com a ocupação, sem oposição, de parte de Sergipe e de São Luís (novembro de 1641), no Maranhão. Recife exercia 11 Johan Maurits van Nassau-Siegen ( ), nascido em Dillenburg, Alemanha, era filho do segundo casamento de Johan VII van Nassau-Siegen ( ), filho de Johan VI van Nassau-Dillenburg ( ), irmão de Willem I ( ), de Zwijger (o Silencioso), Príncipe de Orange. Johan Maurits van Nassau-Siegen era conhecido por Nassau, de Braziliaan (o Brasileiro), para diferenciá-lo do seu famoso homônimo, o Prins Maurits van Nassau ( ), que sucedeu seu pai Willem I, de Zwijger, após seu assassinato. O Príncipe de Orange, Willen I, era tioavô de Nassau-Siegen e Maurits van Nassau era padrinho de Nassau-Siegen. Para mais informações sobre Johan Maurits van Nassau-Siegen (de Braziliaan), ver: Mello, Evaldo Cabral de. Nassau: governador do Brasil holandês. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.

21 8 Introdução sua função de base central da WIC para ataques no Atlântico Sul e Caribe e até mesmo para regiões mais distantes. De lá saiu a frota de ataque ao Chile em 1643, com o objetivo de criar uma base à navegação da Companhia das Índias Orientais e de procurar metais preciosos. Ela retorna no princípio de 1644 sem conseguir qualquer resultado válido. Depois da saída de Nassau, em maio de 1644, a insatisfação e antagonismo entre os moradores e a Companhia tornaram-se mais latentes e culminaram com a rebelião dos moradores em meados de Muitas praças e regiões controladas pela WIC foram rapidamente retomadas à exceção de São Luís, que já havia caído quando Nassau ainda se encontrava no Brasil. Entre 1645 e 1646, a ocupação ficou restrita às praças e fortificações costeiras no Recife, Itamaracá, Paraíba, Rio Grande e a ilha de Fernando de Noronha. 12 Essa situação não mudaria até janeiro de 1654, quando a WIC deixou definitivamente de ter controle sobre o Brasil. Antes de chegar nesse estado, a Companhia sofreu pesadas derrotas em Santo Antão (Tabocas) e no antigo engenho de Charles de Tourlon (Casa Forte), em agosto de Várias posições ao Sul de Pernambuco foram perdidas para os rebeldes e, apesar dos reforços substanciais em tropas enviados e das tentativas de romper o cerco levantado pelos insurrectos, que culminaram nas duas batalhas de Guararapes (1648 e 1649), as forças da Companhia permaneceram cercadas até sua capitulação por um dispositivo semelhante ao montado pelo exército de resistência nos primeiros anos de ocupação. 13 Enquanto esteve no Brasil, a WIC enfrentou sérios problemas financeiros. Estes foram agravados ainda mais pelo conflito quase incessante, obrigando-a a operar sob permanente risco de falência. Já no ano de 1633, os grandes custos da guerra tinham levado membros dos Estados Gerais a advogar uma negociação com a Espanha e o abandono do Brasil. Depois de seis anos de conflito, a Companhia acumulava uma dívida de 18 milhões de florins e, para financiar a guerra, o corpo de diretores da WIC os Senhores XIX terminaram por fazer empréstimos com elevados juros de 6%. Mesmo vencendo as tropas inimigas, a Companhia não conseguia ressarcir seus gastos por causa da destruição da zona produtora, o que a obrigou a fazer pesados investimentos para reconstruir o sistema econômico. A falta de colonos e de um plano de colonização também a impossibilitava de prover e defender seu território sem custos extremos. Quando a rebelião irrompeu em 1645, a Companhia estava falida e dependia do suporte dos Estados Gerais o parlamento das Províncias Unidas para montar uma esquadra de socorro. 12 As tropas da WIC foram expulsas do Ceará em 1644, mas em 1649 a cabeça de ponte foi recuperada. 13 Este sucinto e descritivo histórico da WIC no Brasil foi feito com objetivo de situar o leitor temporalmente em alguns dos eventos ocorridos em 1630 e Muitos desses episódios serão citados posteriormente. Para mais informações ver: Boxer, Charles Ralph. Os holandeses no Brasil: ; Mello, Evaldo Cabral de (Org.). O Brasil holandês ( ); Mello, Evaldo Cabral de. Olinda restaurada. Guerra e açúcar no Nordeste, ; Mello, José Antônio Gonsalves de. Tempo dos Flamengos. Influência da ocupação holandesa na vida e na cultura do norte do Brasil. [1947] 4ª Edição. Recife: Topbooks, 2001; Wätjen, Hermann. O Domínio Colonial Holandês no Brasil.

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