REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO BRASILEIRO

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO BRASILEIRO"

Transcrição

1 REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO BRASILEIRO Hoc facit, ut longos durent bene gesta per annos. Et possint sera posteritate frui. R. IHGB, Rio de Janeiro, a. 173, n. 457, pp , out./dez

2 o conde de BaGnuoLi, salvador da Bahia e Vencedor de Maurício de nassau 149 o CondE de BAGnUolI, SAlVAdoR da BAHIA E VENCEDOR DE MAURICIO DE NASSAU Va s c o Ma r i z 1 Neste período em que festejamos os 150 anos da unificação da Itália, é justo demonstrar o nosso reconhecimento ao ilustre militar napolitano conde de Bagnuoli e a seus soldados italianos por seus feitos militares na Bahia, que fizeram recuar os holandeses de Maurício de Nassau na Bahia e impediram a extensão do domínio holandês no Nordeste brasileiro em momento crucial de nossa história. Quando fui Cônsul do Brasil em Nápoles ( ) interessei-me pelas relações entre o Brasil e o reino de Nápoles e das Duas Sicílias e me espantei com as conexões diretas entre a língua portuguesa e o dialeto napolitano. Esse reino, hoje esquecido, foi fundado no século XII e durou até 1860, por ocasião da unificação e da independência da Itália. Nápoles nos deu, em especial, a imperatriz Teresa Cristina, a boa esposa de D. Pedro II. Logo ao chegar àquela belíssima cidade italiana em 1956, surpreendi-me com o cartaz de um teatro bem defronte ao meu hotel.: A Camarera Nova, com esta exata grafia. Acontece que até hoje permanecem no dialeto napolitano numerosas palavras de origem portuguesa, um pouco deturpadas, mas facilmente reconhecíveis. Os espanhóis, na época, governavam Flandres, Nápoles e o Brasil, além de outras possessões em lugares remotos, onde o sol nunca se punha. Muitos desses soldados luso-brasileiros, levados para Nápoles para guarnecer a cidade e o reino, lá se radicaram, casaram-se com jovens napolitanas e formaram famílias que, bem ou mal, conservam até hoje um pouco do idioma português através dos séculos. A Itália esteve presente no Brasil desde o descobrimento, e o famoso mapa do italiano Cantino muito contribuiu para a exploração de nossa costa. O famoso Amerigo Vespucci, que daria o nome às Américas, aqui esteve duas vezes, em 1502 e 1504, e da ilha do Governador escreveu sua conhecida Lettera ao príncipe florentino Per Luigi Medici, descrevendo as maravilhas de nossa terra. Ele pode até ser considerado o fundador da primeira instalação europeia na baía da Guanabara, na ilha do Governador. Nessa época distante não faltam italianos a recordar, como Sebastiano Caboto, Pigafetta, o armador Marchioni, representante dos Médici em Lisboa, os irmãos Verrazzano, etc. Os irmãos Adorno aqui chegaram em companhia de Martim Afonso de Souza e se encantaram com as possibilidades da terra: começaram 1 Sócio emérito do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. R. IHGB, Rio de Janeiro, a. 173 (457): , out./dez

3 Va s c o Ma r i z logo a construir engenhos para explorar o cobiçado açúcar, que, na época, era valiosíssimo na Europa. Os banqueiros florentinos sempre se sentiram atraídos pelo Brasil e participaram de diversos empreendimentos navais na América do Sul no século XVI, prevendo um grande futuro financeiro para a região recém-descoberta. No século seguinte, os batalhões napolitanos, que vieram a serviço do rei da Espanha para ajudar a expulsar os holandeses do Nordeste, desempenharam um papel importante em nossa história e é o que vamos comentar a seguir. Mais tarde, dois padres matemáticos italianos auxiliaram Alexandre de Gusmão na ampliação do território brasileiro pelo Tratado de Madri, em Assim como os espanhóis levavam soldados brasileiros e portugueses para guarnecer o reino de Nápoles, os espanhóis também escolhiam ilustres militares e competentes nobres napolitanos para missões importantes em outras colônias de seu imenso império. Um bom exemplo foi o do príncipe Carácciolo, de ilustre família napolitana, que serviu como Vice-rei do Peru no século XVIII. Por outro lado, lembro que a governadora de Portugal, representante do rei da Espanha em Lisboa, no período da guerra contra os holandeses no Brasil, era uma italiana, a duquesa de Mântua. Após haver recordado esses interessantes pormenores, passo a comentar de perto esse personagem tão esquecido, o general Giovanni Vincenzo di Sanfelice, conde de Bagnuoli e, depois de morto, príncipe de Monteverde. Ele era muito estimado pelo monarca espanhol e teve papel importante, embora controvertido, na defesa da Bahia e do Nordeste em geral. Em 1933, foi inaugurado um obelisco com três faces na sede da embaixada do Brasil em Roma, que homenageia três personagens italianos ligados ao Brasil: a imperatriz Teresa Cristina, o conde de Bagnuoli e Garibaldi. Compareceram à cerimônia o rei Vittorio Emmanuelle III e uma descendente do general, a duquesa de Bagnuoli. A bibliografia sobre Bagnuoli é pequena, embora as publicações sobre o domínio holandês sejam numerosíssimas e se refiram a ele com frequência, embora sem muitos pormenores. No livro de Evaldo Cabral de Mello, Olinda Restaurada, lemos numerosas citações ao militar napolitano que enriqueceram este nosso estudo. Também o belo livro de Vittorio di Pace, Napoletani nella guerra degli olandesi in Brasil, publicado na Itália nos dois idiomas, nos elucidou diversos aspectos de sua personalidade e comenta com pormenores seu comportamento nas suas três importantes presenças no Brasil durante as campanhas holandesas. Bagnuolo, tal como é conhecido em nossos livros de história, salvou a Bahia mais de uma vez e isso muito contribuiu para a sua fama. Há uma publicação de João Nogueira Jaguaribe sobre nosso 150 R. IHGB, Rio de Janeiro, a. 173 (457): , out./dez. 2012

4 O Conde de Bagnuoli, salvador da Bahia e vencedor de Maurício de Nassau personagem, editada em São Paulo em 1918, que nos aportou algumas novidades. Outras publicações abordam suas atividades no Brasil e.entre elas destaco o livro Italianos no Brasil, de Ricardo Fontana, e Cenni Storici sugli italiani benemeriti del Brasile, editado pela embaixada do Brasil em Roma, que nos trouxeram alguns pormenores interessantes. Existe ainda um artigo sobre suas atividades na revista do IHGB do ano de Giovanni Vincenzo di Sanfelice nasceu em Nápoles em 1575 de uma família de pequena nobreza, tanto que o rapaz entrou para o exército do reino como simples soldado. Se a família fosse importante, certamente ingressaria em academia militar para de lá sair oficial. Não foi o caso. Giovanni era um rapaz inteligente, forte e de estatura média. Consta que era um bom matemático, o que o habilitou a ser um bom oficial de artilharia. Lutou na Calábria, que ajudou a pacificar, e na região de Milão. Pertenceu ao batalhão de guerra do exército real napolitano e em poucos anos galgou vários degraus em sua carreira e chegou a sargento-mor, então uma autoridade militar regional. Em Milão foi indicado a passar ao serviço diretamente da Coroa espanhola no exterior. Sua experiência militar o credenciava a participar nas guerras de Flandres, onde conseguiu ganhar ainda mais experiência e o respeito de seus superiores espanhóis. Participou da batalha de Praga e lá recebeu uma medalha militar por bravura. Lutou depois em Cádiz, ao sul da Espanha, contra os ingleses. Jaguaribe o descreve como um belo homem, de cabeça grande, cabelos separados repartidos à esquerda, olhos vivos, nariz adunco, barba aparada e estatura mediana O livro de Vittorio di Pace tem na capa uma gravura da época com seu retrato. Em Flandres casou-se com uma senhora flamenga, Catarina van Reuss, da casa dos Vandreas, parentes dos príncipes de Orange, que governavam os Paises Baixos. O casal teve três filhos, Marco Antonio e Fabio, que depois combateram no Brasil ao lado do pai, e um terceiro filho que se fez dominicano com o nome de frei Miguel. Toda a família hoje repousa na igreja de Santa Chiara, em Nápoles, e continuam a merecer o respeito da sociedade napolitana. Nossos historiadores habitualmente se referem a ele como conde de Bagnuolo com o final, mas o título nobiliárquico que recebeu de Felipe IV se grafa com i final, tal como se denomina hoje o bairro de Nápoles que leva o seu nome. A esse respeito, lembro que, no início da atual rodovia que vai de Nápoles para Roma, está localizada uma grande área industrial denominada Bagnuoli. Em 1621 acabara a trégua hispano-holandesa e foi fundada a importante Companhia das Índias Ocidentais (WIC), sociedade por ações com matriz em Amsterdã. Três anos depois a Companhia atacou e conquistou a cidade de Salvador. Madrid alarmou-se e organizou a reação contando com o apoio R. IHGB, Rio de Janeiro, a. 173 (457): , out./dez

5 Va s c o Ma r i z de forças de suas diversas colônias, entre as quais Nápoles. Nesse ano de 1624, Sanfelice já era homem maduro, aos 49 anos de idade e com a patente de general de cavalaria. Foi convocado a integrar a importante expedição espanhola que iria combater os holandeses no Brasil, que haviam ocupado facilmente Salvador e causado enormes prejuízos à Coroa espanhola. Lembro que estávamos no período da União Ibérica quando Portugal e o Brasil eram governados desde Madri. Sanfelice estava trabalhando em Milão quando foi encarregado de organizar companhias de guerra. Eram todos voluntários muito jovens, que de lá foram levados a Nápoles e, depois de rápido treinamento, enviados a Cádiz, no sul da Espanha. Lá foram embarcados na frota de D. Fradique de Toledo, que iria combater os holandeses na Bahia. Nessa grande esquadra espanhola de 64 navios e homens, que viajou para o Brasil, havia quatro navios napolitanos que traziam 850 soldados e 50 oficiais. O comandante do contingente napolitano era Carlo Andréa Carácciolo, marquês de Torrecuso, e Sanfelice comandava uma das naus. Os holandeses não haviam encontrado dificuldades em subjugar os arredores de Salvador e depois a própria cidade, ocupados quase sem resistência. O governador se retirara para os arredores de maneira pouco honrosa. Como comentou o historiador inglês Charles Boxer, Havia em funcionamento na região cerca de 350 engenhos, isto é, plantações com maquinárias necessárias à moagem da cana, enquanto que em toda a Holanda só havia 30 refinarias de açúcar. 2 O saque foi imenso e os holandeses levaram caixas de açúcar e enorme quantidade de pau-brasil. Pedro Calmon nos conta que os soldados holandeses enchiam os chapéus de ouro e prata. Ao chegar à Bahia o contingente italiano entrou logo em combate e tiveram a sorte de derrotar os holandeses comandados por Hans Ernst Kiff. O assédio de Salvador demorou cerca de um mês e os problemas da defesa da cidade ocupada preocupavam os holandeses. Curiosamente, os holandeses continuavam a contar com o apoio dos silvícolas, que não gostavam dos portugueses, que sempre desejaram escravizá-los. Por tudo isso e a ambição pelas riquezas que lá se encontravam, os holandeses haviam decidido tentar conquistar a Bahia, o que não foi uma sábia decisão, já que suas forças eram insuficientes. Logo ao chegar, o conde de Bagnuoli reorganizou as forças hispano-luso-brasileiras na Bahia e passou a fazer sortidas nas vizinhanças da capital contra as tropas holandesas. Os comandantes eram o general Von Schkoppe e o almirante Lichthardt e eles haviam aplicado a estratégia da guerra dos 30 anos, fazendo terra rasa no Sergipe. Bagnuoli e o governador-geral tinham 2 BOXER, Charles R. Os holandeses no Brasil. Editora Nacional, São Paulo, 1961, página R. IHGB, Rio de Janeiro, a. 173 (457): , out./dez. 2012

6 O Conde de Bagnuoli, salvador da Bahia e vencedor de Maurício de Nassau suas diferenças, mas acabaram se entendendo e suas tropas infligiram pesadas perdas aos holandeses. O jovem Salvador Corrêa de Sá e Benevides, que depois ficaria famoso, conseguiu incendiar várias naus holandesas com seus índios da Guanabara. Os batavos haviam desembarcado perto de Salvador, na chamada Água de Meninos, e atacaram o Recôncavo. Os estragos que os holandeses lá fizeram foram grandes e tardariam a ser recuperados. O impasse porém demorou e o almirante Piet Heyn chegou a decidir dar um assalto final, mas o conselheiro Gysselingh conseguiu dissuadi-lo. Afinal decidiram retirar as suas tropas, contentando-se com o importante produto dos saques que fizeram nos engenhos do Recôncavo e nas naus portuguesas e espanholas que haviam apresado, mas que compensou amplamente as despesas da expedição. Os italianos estavam conduzidos pelo marquês de Crópani, que, embora idoso, se bateu galhardamente. Depois da vitória, Sanfelice foi nomeado governador provisório da cidade. A vitória sobre os holandeses deu muito prestígio a Bagnuoli, o que lhe foi útil, pois a sua autoridade era frequentemente contestada pelos capitães da terra. No entanto, o jovem padre Antônio Vieira louvou a sua estratégia e também a sua maneira de negociar com os holandeses a sua retirada da Bahia, aonde nunca mais ousaram voltar. Quando afinal a grande esquadra espanhola chegou à Bahia, os holandeses já haviam regressado a Pernambuco. Depois desse sucesso Sanfelice retornou à Europa, onde foi recebido pelo rei da Espanha, que soube recompensar a sua eficiência, fazendo-o conde de Bagnuoli, uma região vizinha a Nápoles. Giovanni foi depois novamente designado para Flandres, onde voltou a participar das guerras locais, já agora como um importante chefe militar espanhol. Em 1628 os holandeses tiveram a sorte de capturar a frota espanhola da prata, em Matanzas, Cuba, o que permitiu à WIC distribuir polpudos dividendos aos acionistas e financiar novo ataque ao Brasil. Dois anos depois os holandeses conquistaram Olinda e o Recife e ergueram ao sul da ilha de Itamaracá o forte Orange. A conquista da Paraíba foi o próximo passo. Estava consolidada a cabeça de ponte neerlandesa. Bagnuoli voltaria ao Brasil seis anos depois, em 1631, no comando de tropas que iriam reforçar Matias de Albuquerque em Pernambuco, onde os brasileiros tinham dificuldades a resistir aos batavos. Ele veio na grande frota do D. Antonio de Oquendo e já tinha então 56 anos, o que na época era o começo da velhice. Duarte de Albuquerque, ao narrar o desembarque dos 300 napolitanos, comentou que Bagnuoli não se descuidou um ápice e que R. IHGB, Rio de Janeiro, a. 173 (457): , out./dez

7 Va s c o Ma r i z sua presença entusiasmou seus vassalos que acudiram com carros, pretos e cavalos. Bagnuoli estava ao lado de Matias de Albuquerque por ocasião do assalto holandês à ilha de Itamaracá, regressando depois ao Arraial do Bom Jesus, em Pernambuco. Defendeu a fortaleza de Nazareth do Cabo e, a partir de 19 de janeiro de 1636, foi investido no comando supremo das tropas de Pernambuco. No ano seguinte sofreu a primeira derrota na batalha de Comendaituba contra forças holandesas duas vezes superiores. Ronaldo Vainfas recorda episódios da campanha na Paraíba: No comando da resistência paraibana estava o governador Antônio de Albuquerque, que recebeu o apoio em pessoa do general italiano, conde de Bagnuoli, adjunto de Matias de Albuquerque, que doente não pôde atuar na batalha. (...) A campanha na Paraíba não caminhou bem. Rendidos os fortes aos holandeses, a resistência portuguesa ficou irremediavelmente comprometida. O conde de Bagnuoli mandou atear fogo às casas de Filipeia (atual João Pessoa), onde havia pau-brasil, açúcar e tabaco, convencido de que a cidade era indefensável e tratou de fugir para o Arraial do Bom Jesus. Os holandeses entraram em Filipeia encontrando-a abandonada. O governador ainda tentou organizar defesa nos engenhos, mas sem sucesso. 3 Bagnuoli desembarcou suas forças em Alagoas e se apressou a defender a região do cabo de Santo Agostinho, onde havia um porto importante ainda em mãos brasileiras para exportar o precioso açúcar para Portugal e Espanha. Bagnuoli participara da batalha de Mata Redonda que foi uma vitória dos holandeses, mas com a morte do comandante-geral espanhol, D. Luís de Rojas y Borja, marquês de Granja, o napolitano assumiu a direção geral das forças espanholas na guerra. Entretanto, suas tropas não eram suficientemente numerosas para enfrentar os batavos e por isso prudentemente Bagnuoli decidiu retirar-se em direção sul, para a região de Porto Calvo, em Alagoas, onde seu sargento-mor Paolo Barnola teve a sorte de apresar e fazer executar o famoso Domingos Fernandes Calabar, notícia que causaria forte efeito psicológico negativo para os holandeses. Bagnuoli demonstrou ainda possuir vigor excepcional, podendo resistir a fadigas e privações. Ele promulgou leis modificando os costumes da guerra, em vigor na época, que considerava bárbaros e selvagens. Em 1633 Bagnuoli firmou convênio com os holandeses para um armistício para troca de prisioneiros, respeito às igrejas e proibição no uso de balas de canhão explosivas, tal como já se havia conseguido em Flandres. Apelou aos batavos, que concordaram, para que libertassem prisioneiros especiais e lhes dessem 3 VAINFAS, Ronaldo. Traição. Companhia das Letras, São Paulo, 2008, pp. 61/ R. IHGB, Rio de Janeiro, a. 173 (457): , out./dez. 2012

8 O Conde de Bagnuoli, salvador da Bahia e vencedor de Maurício de Nassau salvo-condutos. Vittorio di Pace, em seu livro sobre os militares italianos no Brasil, afirmou que os napolitanos trouxeram para o Brasil daquela época uma nova e cavalheiresca concepção de batalha, adotando meios humanitários e iniciativas diretas a reduzir sofrimentos inúteis. Já Evaldo Cabral de Mello afirma que era tal o ressentimento nacionalista entre os oficiais portugueses, a que vinha se juntar a impopularidade de Bagnuoli, que um grupo de oficiais conspirou para prendê-lo. A conjura falhou e Madri se irritou bastante com as reclamações luso-brasileiras, o que viria a contribuir para o reforço da autoridade de Bagnuoli. Aliás, o descontentamento na terra era grande por causa dos impostos espanhóis e os sarcasmos dos fazendeiros não faltavam: Matias escrevia, Duarte dormia e Bagnuoli bebia o dia inteiro...na realidade, o exército de resistência era crescentemente impopular junto à comunidade luso-brasileira que havia optado por permanecer no Brasil holandês. 4 Com essas correrias os habitantes da região sofriam muito. Os donos dos engenhos que aceitavam o domínio holandês eram atacados pelas forças luso-espanholas e pagavam alto preço em vidas, bens e sofrimentos. Rogavam pragas ao conde de Bagnuoli, dizendo que com ele tudo ficou de mal a pior. Varnhagen não deu muito destaque a Bagnuoli em seu famoso livro sobre os holandeses no Brasil, hoje um pouco ultrapassado porque novos documentos foram descobertos desde a sua publicação em Comentando o sítio de Salvador e a campanha de Porto Calvo, o grande historiador e diplomata escreveu que Bagnuoli em vez de apresentar resistência, resolveu empreender uma vergonhosa fuga 5. Um evidente exagero, pois o que ocorreu foi um ato de prudência. Retirou-se porque não dispunha de forças suficientes. Em outro momento, Varnhagen censurou-o por não fortificar corretamente o porto do rio São Francisco. No entanto, outros autores mais recentes elogiaram Bagnuoli, limitando-se a sublinhar que a sua prudência era considerada por vezes como excessiva. Nassau perseguiu-o até o rio São Francisco, mas depois julgou mais prudente regressar a Pernambuco, o que foi considerado uma vitória moral dos italianos sobre o líder holandês. A vitória em Porto Calvo fora completa e Bagnuoli voltou a residir em Salvador e lá, em nome do povo baiano, mandou distribuir cruzados de gratificação às tropas pernambucanas pelo seu bom desempenho. 4 CABRAL DE MELLO, Evaldo. O Brasil Holandês, Companhia das Letras, São Paulo, 2010, p VARNHAGEN, Francisco Adolpho de. História das lutas com os holandeses no Brasil. BI- BLIEX, Rio de Janeiro, 2002, p Apresentação de Arno Wehling. R. IHGB, Rio de Janeiro, a. 173 (457): , out./dez

9 Va s c o Ma r i z Em verdade, no Nordeste o abastecimento era precário e o soldado europeu custava dez vezes mais caro do que o soldado da terra, mas Evaldo Cabral de Melo lembra que o provedor do exército era acusado de roubar a torto e a direito. Bagnuoli se queixava enfaticamente ao rei, em carta de 7 de fevereiro de 1637: Desde que aqui estou há seis anos nunca se deu aos soldados um real. Lembro que os soldados recebiam parte do soldo em tecidos e só em situações de aperto se pagavam os soldos completos. Curiosamente, o militar italiano escreveu ao monarca espanhol, em carta de 3 de junho de 1633, que os soldados da terra eram mais afeitos às delícias do que às armas e (...) se serviam mais dos pés do que das mãos. Essas cartas de Bagnuoli ao rei de Espanha chegavam ao conhecimento dos líderes militares da terra e os deixavam furiosos. A surpreendente prisão de Calabar foi um grande feito da gente de Bagnuoli e uma grande derrota para os batavos. Ele estava marcado para morrer e dificilmente poderia escapar algum dia, não muito distante. Em março de 1635, os holandeses atacaram Porto Calvo, importante povoação hoje em Alagoas, e cidade natal de Calabar. O general italiano se retirara para o sul com suas tropas e o conde polonês Arciszewski não tardou a apossar-se da fortaleza lusa, com auxílio tático de Calabar. Os habitantes da região, aconselhados por Frei Manuel Calado, aceitaram o domínio holandês e os padres católicos foram autorizados a levar suas imagens de santos. Entretanto, os italianos tiveram superioridade momentânea e cercaram um grupo de holandeses, entre os quais estava Calabar, os quais foram obrigados a render-se perto de Porto Calvo. Nos termos da rendição, Calabar ficou à mercê de El-Rei, mas mesmo assim foi submetido a um rápido tribunal militar e condenado a ser enforcado e esquartejado, o que aconteceu no dia 22 de julho de Foi uma grande notícia para o lado luso-ítalo-espanhol e os capitães da terra se rejubilaram com a morte do hábil mameluco. Os luso-italianos se retiraram logo depois, temerosos da próxima chegada de reforços holandeses. Em verdade, Calabar sabia demais e foi morto apressadamente, sem se permitir que dirigisse a palavra ao povo que assistiu ao enforcamento. Como se diria hoje em dia, ocorreu uma verdadeira queima de arquivo. Os holandeses protestaram formalmente contra a violação dos termos de rendição, pois havia ficado acordado que ele deveria ficar à disposição de El-Rei. Matias de Albuquerque alegou que, sem a ratificação do acordo por Madri (e não tinha havido tempo para isso), o acordo não tinha validade. 156 R. IHGB, Rio de Janeiro, a. 173 (457): , out./dez. 2012

10 O Conde de Bagnuoli, salvador da Bahia e vencedor de Maurício de Nassau Bagnuoli trouxera ordem secreta de Felipe IV para que Matias de Albuquerque o consultasse em todas as deliberações importantes. 6 Seu irmão, o donatário Duarte, deixou escrito que Matias tinha de acatar as opiniões de Bagnuoli, mesmo quando suas ideias divergissem. Com sua patente de mestre de campo (general), Bagnuoli não aceitava de bom grado sua subordinação ao irmão do donatário. Aliás, Duarte de Albuquerque não queria abandonar Pernambuco, mas Bagnuoli se recusou a dar-lhe atenção, pois ele só tratava do seu negócio, do seu patrimônio perdido, segundo informou a Madri. Lembro, porém, que o general napolitano comandava no Brasil um exército espanhol bastante heterogêneo, por vezes com tropas esfarrapadas e famintas. Bagnuoli era apegado às regras de guerra europeias e isso levava a gente da terra a pensar em pouca diligência ou em simples traição. As restrições que lhe faziam se referiam à sua cobiça e escassa probidade. Foi acusado até de conluio com o inimigo e troca de presentes com o comando holandês, embora isso fizesse parte do protocolo militar da época. No Maranhão, La Ravardière visitou cordialmente os inimigos portugueses e até ofereceu seu médico particular para cuidar de seus feridos. Maurício de Nassau se correspondia particularmente com seu inimigo, o governador português marquês de Montalvão, e chegou até a enviar-lhe o famoso pintor Eckhout para fazer-lhe o retrato. Por isso, talvez, quando a italiana duquesa de Mântua, governadora de Portugal, encaminhou as queixas dos capitães da terra contra Bagnuoli, Felipe IV não deu atenção às intrigas. O rei tinha grande apreço pelo italiano, assim como os dirigentes holandeses, e Felipe IV o considerava conselheiro prudente e soldado experiente. O monarca teria dito: Se tudo o que há contra o conde de Bagnuoli é o que se diz, seria grande leviandade mandá-lo voltar. 7 No entanto, os brasileiros sempre tiveram má vontade contra ele e o acusavam de peculato e extorsão, embora não de traição. Em 1638 um alto funcionário da Coroa veio à Bahia para investigar as queixas, mas segundo Evaldo Cabral de Mello, é provável que, em vista de seu procedimento inatacável quando do sítio de Salvador, tenha-se posto uma pá de cal no assun- 6 Pedro Calmon em sua História do Brasil, 2º volume, escreveu que Banholo era homem de confiança de el-rei e seu observador nessa guerra, tanto que, constando a desavença, mandou carta de 17/3/1632 dizendo: Sabia Matias de Albuquerque, por caminho de confidente e em direito, que convém a meu serviço a conformidade. Em outra carta real a Matias lê-se:...comunicando tudo com o conde de Bagnuolo. (Página 542) 7 CABRAL DE MELLO, Evaldo. Olinda Restaurada. Editora Topbooks, Rio de Janeiro, 1995, p R. IHGB, Rio de Janeiro, a. 173 (457): , out./dez

11 Va s c o Ma r i z to. Curiosamente, a correspondência de Bagnuoli é sempre pessimista, talvez devido à sua formação profissional europeia. Ele escreveu a El-Rei que havia sido enviado a uma guerra obscura e distante. Sei que vou a uma jornada que de nenhuma maneira me estava bem em ir, porque vou a um lugar onde se pode ganhar pouca reputação, a um clima tão destemperado e numa ocasião em que é mister gastar o que eu não tenho, com incerteza de quando será a volta. Do lado holandês e tampouco do lado luso-brasileiro não havia consenso sobre a utilidade militar dos índios, que se revelavam inferiores na disciplina quanto na produção açucareira. Bagnuoli sustentava em carta à italiana duquesa de Mântua, a governadora de Portugal, de 6 de novembro de 1639, que eles não são para outra coisa senão para que não desertem para o inimigo, e se algumas vezes lutam, muitas não querem. Os holandeses concordavam e se queixavam de que não era possível mantê-los na mesma disciplina e desertam das fileiras como velhacos (relatório Van der Dussen). Aliás Felipe Camarão, que tanto se distinguiu na etapa final da guerra holandesa, reconhecia a deficiência das tropas indígenas. No entanto, havia consenso de que sem o apoio de Calabar e dos indígenas de Manuel de Moraes os holandeses dificilmente teriam conseguido se firmar no Nordeste brasileiro. A decisão de abandonar a ilha de Itamaracá e os fortes da Paraíba foi censurada, mas a verdade é que não havia gente suficiente para defendê-los. Bagnuoli não confiava nos soldados da terra porque os considerava gente inconstante e em verdade poucos tinham habilidade e experiência. O depois notável Henrique Dias, um dos vencedores da guerra dos holandeses, o admirava e se considerava seu discípulo. Bagnuoli escreveu que a gente de Itamaracá, Pernambuco e Paraíba só se alistava com o tento no pagamento antecipado do soldo e, uma vez em ação, desapareciam pelos matos. 8 Em 1635 chegara a Alagoas uma frota com portugueses, espanhóis e mais italianos, entre os quais estava o filho mais velho de Bagnuoli, Marco Antônio, já então sargento-mor. D. Luís de Rojas y Borja durante a batalha de Mata Redonda veio a falecer, o que ensejou a oportunidade para Bagnuoli ascender ao cargo de mestre de campo general. Quando estava em Porto Calvo, Bagnuoli teve notícia de que seu filho faltara com seus deveres disciplinares, mas não hesitou em privar-lhe do comando e enviou-o de volta para a Espanha. Marco Antônio dez anos depois herdou o título de príncipe de Monteverde, concedido a seu pai post mortem pelo rei. Em abril/maio de 1638 ocorreu talvez a ação mais brilhante de Bagnuoli no Brasil. Nassau atacava novamente a Bahia com 3 mil europeus, 10 mil 8 Carta de Bagnuoli ao conde da Torre, de 19 de janeiro de R. IHGB, Rio de Janeiro, a. 173 (457): , out./dez. 2012

12 O Conde de Bagnuoli, salvador da Bahia e vencedor de Maurício de Nassau índios e 30 navios. Em Salvador Bagnuoli continuava às turras com o governador Pedro da Silva sobre qual a melhor maneira de defender a capital. O napolitano estava a 14 km, na torre de Garcia d Ávila. Nassau desembarcou tropas ao norte da cidade, enquanto Bagnuoli fazia cavar trincheiras profundas no caminho. Durante cerca de um mês Nassau sitiou Salvador, ao mesmo tempo em que punha a ferro e fogo o Recôncavo baiano. O impasse era considerável até quando o líder holandês decidiu atacar as defesas de Santo Antônio. Bagnuoli respondeu atacando os holandeses por trás e Nassau não conseguiu progredir. Afinal pediu trégua para retirar os numerosos mortos e feridos, com o que Bagnuoli concordou. Para sua surpresa, enquanto durava a trégua, Nassau decidiu retirar-se aproveitando uma noite de chuva. Cabral de Mello reproduziu no seu citado livro o texto completo do relatório de Nassau à WIC se justificando da derrota. O historiador comentou o episódio: Reforçada pelo exército de resistência expulso do Nordeste, a cidade suportou indomitavelmente o ataque, levando Nassau à desistência depois de realizar sem êxito uma derradeira tentativa na noite de 17 para 18 de maio. Do fracasso do sítio de Salvador data o primeiro desentendimento entre Nassau e a Companhia das Índias Ocidentais. 9 Felipe IV felicitou Bagnuoli vivamente dizendo que ele era o maior soldado que houvera em seu reino. Essa vitória de Santo Antônio teve a maior repercussão e deve ter pesado na memória real para a promoção póstuma de Bagnuoli a príncipe de Monteverde, nas terras de Otranto. No intervalo entre a sua segunda e a terceira permanência no Brasil, Bagnuoli atuou no Caribe à frente de forças espanholas, conseguindo reconquistar as ilhas de Saint Kitts e Nevis. Da terceira vez que veio ao Brasil, em janeiro de 1639, Bagnuoli chegou à Bahia no comando do galeão San Filippo. A esquadra do conde da Torre fora derrotada pelos holandeses, o que de certo modo parecia anular todas as vitórias conseguidas anos antes. Mas Bagnuoli não regressaria à sua pátria. Acabou morrendo em Salvador no ano seguinte, aos 65 anos de idade, e todos recordavam a sua glória de haver feito fugir o grande Maurício de Nassau em Santo Antônio. Por ocasião da independência de Portugal do jugo da Espanha em 1640, as tropas italianas e espanholas no Brasil foram desarmadas e embarcadas para a Europa. Bagnuoli foi convidado a permanecer, em atenção ao mérito de sua defesa da Bahia, mas preferiu continuar a serviço do rei da Espanha. Por isso, foi obrigado a deixar por escrito que não reconhecia o novo domínio 9 CABRAL DE MELLO, Evaldo. Op. cit. p R. IHGB, Rio de Janeiro, a. 173 (457): , out./dez

13 Va s c o Ma r i z português. Não chegou a embarcar de volta à Europa, pois a sua saúde já bastante abalada se deteriorou de vez. Bagnuoli veio a falecer na capital baiana a 26 de agosto de Tinha 65 anos. Depois de sua morte, recebeu do rei da Felipe IV o título de príncipe de Monteverde e em 17 de agosto de 1648, esse título de príncipe e o seu feudo foram transferidos pelo rei da Espanha ao seu filho mais velho Marco Antônio Sanfelice. Era mais uma prova do apreço que os espanhóis lhe devotavam. Durante o terceiro período de sua permanência na Bahia, Bagnuoli adiantara de seu bolso o soldo de tropas espanholas no valor de escudos e o rei, depois de seu falecimento, reembolsou seus herdeiros. Seu filho Fábio, capitão de cavalaria e depois coronel, foi preso pelos portugueses na época da Restauração e teve seus bens seqüestrados, entre os quais os diários de seu pai, que teriam sido muito úteis para estudar os seus comentários sobre as suas campanhas no Brasil. Fábio regressou depois à Itália e faleceu em 1646 na batalha de Porto Ércole. Alguns autores antigos chegaram a escrever que o conde de Bagnuoli falecera em uma batalha na Europa, mas está mesmo comprovado que morreu na Bahia e foi sepultado no convento do Carmo, em Salvador. Seus restos mortais foram mais tarde transferidos para Nápoles, onde descansam na igreja de Santa Chiara. Referências Bibliográficas ALBUQUERQUE COELHO, Duarte. Memórias diárias da guerra do Brasil, 3ª. edição, Recife, BOXER, C.R. Os holandeses no Brasil. Editora Nacional, São Paulo, Notável livro do historiador inglês. CABRAL DE MELLO, Evaldo. Olinda restaurada. Editora Topbooks, Rio de Janeiro, Excelente fonte de informações sobre o período.. O Brasil Holandês. Edição Penguin & Companhia das Letras, São Paulo, Contém textos importantes. CALMON, Pedro. História do Brasil, volume II. Editora José Olympio, Rio de Janeiro, Cenni Storici sugli italiani benemeriti in Brasile. Opúsculo da embaixada do Brasil junto ao Quirinal, Roma, Contém notícias interessantes e foto do citado obelisco. DI PACE, Vittorio. I napoletani nella guerra dei olandesi in Brasile. Editor Fiorentino, Nápoles, R. IHGB, Rio de Janeiro, a. 173 (457): , out./dez. 2012

14 O Conde de Bagnuoli, salvador da Bahia e vencedor de Maurício de Nassau FILAMONDO, R.M. Il gênio belicoso di Napoli. Editado em Nápoles em 1691, em dois volumes. JAGUARIBE, João Nogueira. O conde de Bagnuoli. Editora O Pensamento, São Paulo, Boa biografia. O autor comenta com pormenores as três campanhas de Sanfelice no Brasil. MORAIS, D. Manuel de. A recuperação da cidade de Salvador, na revista do IHGB de 1859, nº 22, anotado por Varnhagen. Várias citações como governador da cidade. VAINFAS, Ronaldo. Traição. Companhia das Letras, São Paulo, VARNHAGEN, Francisco Adolpho de. História das lutas com os holandeses no Brasil. Editora da Biblioteca do Exército (BIBLIEX), Rio de Janeiro, R. IHGB, Rio de Janeiro, a. 173 (457): , out./dez

A Presença Estrangeira no Período Colonial. A Disputa pelas Novas Terras

A Presença Estrangeira no Período Colonial. A Disputa pelas Novas Terras A Presença Estrangeira no Período Colonial. A Disputa pelas Novas Terras O descobrimento de novas terras e riquezas (o pau-brasil) estimulou a cobiça de várias nações européias que iniciavam as suas aventuras

Leia mais

Os Domínios Estrangeiros sobre o Brasil Colonial

Os Domínios Estrangeiros sobre o Brasil Colonial Os Domínios Estrangeiros sobre o Brasil Colonial Franceses, Ingleses e Holandeses Prof. Alan Carlos Ghedini O princípio: competição nos mares Portugal e Espanha chegaram primeiro à corrida das Grandes

Leia mais

Invasões Holandesas. 1630 uma armada holandesa ocupou Olinda e o Recife.

Invasões Holandesas. 1630 uma armada holandesa ocupou Olinda e o Recife. Invasões Holandesas A dependência holandesa do açúcar brasileiro era enorme; Entre 1625 e 1630 a Holanda dedicou-se aos ataques de corsários, no litoral brasileiro e região do Caribe, chegando a ocupar

Leia mais

AS INVASÕES FRANCESAS

AS INVASÕES FRANCESAS AS INVASÕES FRANCESAS 2ª invasão 1612 Maranhão Fundação da França Equinocial e a Cidade de São Luís Comandante Daniel de La Touche Obs: esse período Portugal passava para domínio espanhol 1ª invasão Rio

Leia mais

AS INVASÕES FRANCESAS

AS INVASÕES FRANCESAS AS INVASÕES FRANCESAS 2ª invasão 1612 Maranhão Fundação da França Equinocial e a Cidade de São Luís Comandante Daniel de La Touche Obs: esse período Portugal passava para domínio espanhol 1ª invasão Rio

Leia mais

De que jeito se governava a Colônia

De que jeito se governava a Colônia MÓDULO 3 De que jeito se governava a Colônia Apresentação do Módulo 3 Já conhecemos bastante sobre a sociedade escravista, especialmente em sua fase colonial. Pouco sabemos ainda sobre a organização do

Leia mais

TEMA F.1 O IMPÉRIO PORTUGUÊS E A CONCORRÊNCIA INTERNACIONAL

TEMA F.1 O IMPÉRIO PORTUGUÊS E A CONCORRÊNCIA INTERNACIONAL TEMA F.1 O IMPÉRIO PORTUGUÊS E A CONCORRÊNCIA INTERNACIONAL A partir de meados do séc. XVI, o Império Português do Oriente entrou em crise. Que fatores contribuíram para essa crise? Recuperação das rotas

Leia mais

João Paulo I O NORDESTE COLONIAL. Professor Felipe Klovan

João Paulo I O NORDESTE COLONIAL. Professor Felipe Klovan João Paulo I O NORDESTE COLONIAL Professor Felipe Klovan A ECONOMIA AÇUCAREIRA Prof. Felipe Klovan Portugal já possuía experiência no plantio da cana-de-açúcar nas Ilhas Atlânticas. Portugal possuía banqueiros

Leia mais

Portugal e Brasil no século XVII. Domínio espanhol no Brasil(1580-1640)

Portugal e Brasil no século XVII. Domínio espanhol no Brasil(1580-1640) Portugal e Brasil no século XVII Domínio espanhol no Brasil(1580-1640) O domínio espanhol. Em 1580, o rei de Portugal, D. Henrique, morreu sem deixar herdeiros ( fim da dinastia de Avis) surgiram disputas

Leia mais

MERCANTILISMO (7a. Parte) Mercantilismo e Violência

MERCANTILISMO (7a. Parte) Mercantilismo e Violência MERCANTILISMO (7a. Parte) Mercantilismo e Violência CURSO: Administração DISCIPLINA: Comércio Exterior FONTE: DIAS, Reinaldo. RODRIGUES, Waldemar. Comércio Exterior Teoria e Gestão. Atlas. São Paulo: 2004.

Leia mais

Colonização Portuguesa. Prof. Osvaldo

Colonização Portuguesa. Prof. Osvaldo Colonização Portuguesa Prof. Osvaldo Tratado de Tordesilhas de 1494 Terras pertencentes à Espanha Terras pertencentes a Portugal A ficção do Descobrimento Principais povos Indígenas no Brasil No Brasil,

Leia mais

Há que imaginar a Europa nos séculos XII e XIII como um imenso tabuleiro de

Há que imaginar a Europa nos séculos XII e XIII como um imenso tabuleiro de SEXTA CRUZADA (1228 1229) O Desencadeamento. Desde 1187 Jerusalém permanecia em mãos dos Muçulmanos. Nenhuma das Cruzadas anteriores havia conseguido avanço algum em terra Santa. Desta forma havia a necessidade

Leia mais

1530 O regime de capitanias hereditárias é instituído por D. João III. Primeira expedição colonizadora chefiada por Martim Afonso de Sousa.

1530 O regime de capitanias hereditárias é instituído por D. João III. Primeira expedição colonizadora chefiada por Martim Afonso de Sousa. Vera, Use a seguinte legenda: Amarelo: o documento para o link encontra-se neste site: http://www.info.lncc.br/wrmkkk/tratados.html Rosa: o documento para o link encontra-se neste site: http://www.webhistoria.com.br

Leia mais

Prova bimestral 4 o ANO 2 o BIMESTRE

Prova bimestral 4 o ANO 2 o BIMESTRE Prova bimestral 4 o ANO 2 o BIMESTRE HISTÓRIA Escola: Nome: Data: / / Turma: Pedro Álvares Cabral foi o comandante da primeira expedição portuguesa que chegou ao território que mais tarde receberia o nome

Leia mais

A ARMADA DE SOCORRO E A BATALHA NAVAL DE 1640

A ARMADA DE SOCORRO E A BATALHA NAVAL DE 1640 A ARMADA SOCORRO E A BATALHA NAVAL 1640 Carlos Roberto Carvalho Daróz Introdução Durante o período da União Ibérica, a Holanda, em busca de açúcar e motivada por questões religiosas, resolveu enviar expedições

Leia mais

A FORTALEZA DE SANTA CATARINA Em 1586, o governo de Frutuoso Barbosa reconheceu a necessidade urgente de se construir um forte para a defesa da

A FORTALEZA DE SANTA CATARINA Em 1586, o governo de Frutuoso Barbosa reconheceu a necessidade urgente de se construir um forte para a defesa da / / A CONQUISTA DO TERRITÓRIO Até a metade do século XVI, navegantes franceses frequentavam o nordeste brasileiro e se davam muito bem com os nativos: trocavam quinquilharias pelo pau-brasil, de cuja casca

Leia mais

CADERNO DE ATIVIDADES. História

CADERNO DE ATIVIDADES. História COLÉGIO ARNALDO 2015 CADERNO DE ATIVIDADES História Aluno (a): 4º ano: Turma: Professor (a): Valor: 20 pontos Conteúdo de Recuperação O que é História. Identificar a História como ciência. Reconhecer que

Leia mais

A FORMAÇÃO TERRITORIAL BRASILEIRA: UMA ABORDAGEM HISTÓRICA.

A FORMAÇÃO TERRITORIAL BRASILEIRA: UMA ABORDAGEM HISTÓRICA. A FORMAÇÃO TERRITORIAL BRASILEIRA: UMA ABORDAGEM HISTÓRICA. A UNIÃO IBÉRICA (1580 A 1640) OS DESDOBRAMENTOS DA UNIÃO IBÉRICA Juramento de Tomar Perda de Valor da Linha de Tordesilhas Intensificação das

Leia mais

Sérgio Pinto Monteiro*

Sérgio Pinto Monteiro* Sérgio Pinto Monteiro* Em 15 de fevereiro de 1630 o nordeste brasileiro começava a viver o pesadelo da invasão dos holandeses da Companhia das Índias Ocidentais. Nesse dia, a cidade de Recife acordou sob

Leia mais

Economia e Sociedade Açucareira. Alan

Economia e Sociedade Açucareira. Alan Economia e Sociedade Açucareira Alan Características coloniais gerais Colônia de exploração Existência de Pacto Colonial Monopólio Economia de exportação de produtos tropicais Natureza predatória extrativista,

Leia mais

O Brasil holandês http://www.youtube.com/watch?v=lnvwtxkch7q Imagem: Autor Desconhecido / http://educacao.uol.com.br/biografias/domingos-fernandescalabar.jhtm DOMINGOS CALABAR Domingos Fernandes

Leia mais

COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E CULTURA PROJETO DE LEI Nº 530, DE 2011

COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E CULTURA PROJETO DE LEI Nº 530, DE 2011 COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E CULTURA PROJETO DE LEI Nº 530, DE 2011 (Do Senado Federal Senador Marco Maciel) Inscreve os nomes de Francisco Barreto de Menezes, João Fernandes Vieira, André Vidal de Negreiros,

Leia mais

DATAS COMEMORATIVAS. CHEGADA DOS PORTUGUESES AO BRASIL 22 de abril

DATAS COMEMORATIVAS. CHEGADA DOS PORTUGUESES AO BRASIL 22 de abril CHEGADA DOS PORTUGUESES AO BRASIL 22 de abril Descobrimento do Brasil. Pintura de Aurélio de Figueiredo. Em 1500, há mais de 500 anos, Pedro Álvares Cabral e cerca de 1.500 outros portugueses chegaram

Leia mais

A expansão da América Portuguesa

A expansão da América Portuguesa 8 ANO A/B RESUMO DA UNIDADE 1 DISCIPLINA: HISTÓRIA PROFESSORA: SUELEM *Os índios no Brasil A expansão da América Portuguesa Violência contra os povos indígenas; - Doenças, trabalho forçado; - Foram obrigados

Leia mais

Marcel Gromaire, A Guerra. A partida de soldados portugueses para a guerra.

Marcel Gromaire, A Guerra. A partida de soldados portugueses para a guerra. Marcel Gromaire, A Guerra. A partida de soldados portugueses para a guerra. No início de agosto de 1914, as potências europeias desencadearam um conflito militar que ficou conhecido, entre os contemporâneos,

Leia mais

Memórias de um Brasil holandês. 1. Responda: a) Qual é o período da história do Brasil retratado nesta canção?

Memórias de um Brasil holandês. 1. Responda: a) Qual é o período da história do Brasil retratado nesta canção? Material elaborado pelo Ético Sistema de Ensino Ensino fundamental Publicado em 2012 Prova bimestral 3 o Bimestre 4 o ano história Data: / / Nível: Escola: Nome: Memórias de um Brasil holandês Nessa terra

Leia mais

SAMUEL, O PROFETA Lição 54. 1. Objetivos: Ensinar que Deus quer que nós falemos a verdade, mesmo quando não é fácil.

SAMUEL, O PROFETA Lição 54. 1. Objetivos: Ensinar que Deus quer que nós falemos a verdade, mesmo quando não é fácil. SAMUEL, O PROFETA Lição 54 1 1. Objetivos: Ensinar que Deus quer que nós falemos a verdade, mesmo quando não é fácil. 2. Lição Bíblica: 1 Samuel 1 a 3 (Base bíblica para a história o professor) Versículo

Leia mais

500 anos: O Brasil - Império na TV

500 anos: O Brasil - Império na TV 500 anos: O Brasil - Império na TV Episódio 01: A Corte desembarca na Colônia Resumo O episódio A Corte Desembarca na Colônia narra os acontecimentos históricos que envolveram a transferência da corte

Leia mais

AHU, Alagoas Avulsos, Documento 34(Versão Adaptada) 1

AHU, Alagoas Avulsos, Documento 34(Versão Adaptada) 1 AHU, Alagoas Avulsos, Documento 34(Versão Adaptada) 1 Documento 34 Requerimento do Padre António Correia Pais, sacerdote do habito de São Pedro e morador do termo da vila de Alagoas, ao ouvidor e auditor-geral

Leia mais

Escola Básica de Custóias/ Faculdade de Letras da Universidade do Porto Núcleo de Estágio em História e Geografia 2011/2012 Estagiária: Diana Barroso

Escola Básica de Custóias/ Faculdade de Letras da Universidade do Porto Núcleo de Estágio em História e Geografia 2011/2012 Estagiária: Diana Barroso Escola Básica de Custóias/ Faculdade de Letras da Universidade do Porto Núcleo de Estágio em História e Geografia 2011/2012 Estagiária: Diana Barroso Escola: Básica de Custóias (sede) Ano: 8º ano Turma:

Leia mais

Colégio Marista São José Montes Claros MG Prof. Sebastião Abiceu 7º ano

Colégio Marista São José Montes Claros MG Prof. Sebastião Abiceu 7º ano Colégio Marista São José Montes Claros MG Prof. Sebastião Abiceu 7º ano 1. CARACTERÍSTICAS GERAIS DO PERÍODO COLONIAL Colônia de exploração (fornecimento de gêneros inexistentes na Europa). Monocultura.

Leia mais

Non Nobis Domine, Non Nobis, Sed Nomini Tuo ad Gloriam! ( Não por nós Senhor, não por nós, mas para a glória de Teu nome! )

Non Nobis Domine, Non Nobis, Sed Nomini Tuo ad Gloriam! ( Não por nós Senhor, não por nós, mas para a glória de Teu nome! ) TEMPLÁRIOS Non Nobis Domine, Non Nobis, Sed Nomini Tuo ad Gloriam! ( Não por nós Senhor, não por nós, mas para a glória de Teu nome! ) No ano 1071 os turcos mulçumanos tomaram Jerusalém. Na Europa, a Igreja

Leia mais

Como utilizar este caderno

Como utilizar este caderno INTRODUÇÃO O objetivo deste livreto é de ajudar os grupos da Pastoral de Jovens do Meio Popular da cidade e do campo a definir a sua identidade. A consciência de classe, ou seja, a consciência de "quem

Leia mais

Investidas...pág. 02. Johann Mauritius van Nassau...pág. 03. Batalhas dos Montes Guararapes... pág. 03. BIBLIOGRAFIA...pág. 07

Investidas...pág. 02. Johann Mauritius van Nassau...pág. 03. Batalhas dos Montes Guararapes... pág. 03. BIBLIOGRAFIA...pág. 07 Índice Invasões holandesas... pág. 02 Investidas...pág. 02 Maurício de Nassau...pág. 02 Insurreição Pernambucana... pág. 03 Johann Mauritius van Nassau...pág. 03 Batalhas dos Montes Guararapes... pág.

Leia mais

A defesa militar da Amazônia. Quem defendia a Amazônia brasileira, antes de o Brasil existir como nação

A defesa militar da Amazônia. Quem defendia a Amazônia brasileira, antes de o Brasil existir como nação A defesa militar da Amazônia Celso Castro e Adriana Barreto de Souza Quem defendia a Amazônia brasileira, antes de o Brasil existir como nação independente? A pergunta, contraditória em seus próprios termos,

Leia mais

História do Brasil Colônia

História do Brasil Colônia História do Brasil Colônia Aula VII Objetivo: a expansão e a consolidação da colonização portuguesa na América. A) A economia política da colônia portuguesa. Em O tempo Saquarema, o historiador Ilmar R.

Leia mais

MÓDULO 03 CICLOS ECONÔMICOS E REBELIÕES COLONIAIS

MÓDULO 03 CICLOS ECONÔMICOS E REBELIÕES COLONIAIS MÓDULO 03 CICLOS ECONÔMICOS E REBELIÕES COLONIAIS 3.1- A AGROMANUFATURA AÇUCAREIRA O COMPLEXO AÇUCAREIRO ( XVI / XVII ) - Pré-condições favoráveis( solo, clima, mão-deobra,mercado externo ) - Participação

Leia mais

HERÓIS SEM ROSTOS - A Saga do Imigrante para os EUA Autor: Dirma Fontanezzi - dirma28@hotmail.com

HERÓIS SEM ROSTOS - A Saga do Imigrante para os EUA Autor: Dirma Fontanezzi - dirma28@hotmail.com HERÓIS SEM ROSTOS - A Saga do Imigrante para os EUA Autor: Dirma Fontanezzi - dirma28@hotmail.com TRECHO: A VOLTA POR CIMA Após me formar aos vinte e seis anos de idade em engenharia civil, e já com uma

Leia mais

AJUDA DE MÃE. APOIO DO FUNDO SOCIAL EUROPEU: Através do Programa Operacional da Região de Lisboa e Vale do Tejo (PORLVT)

AJUDA DE MÃE. APOIO DO FUNDO SOCIAL EUROPEU: Através do Programa Operacional da Região de Lisboa e Vale do Tejo (PORLVT) AJUDA DE MÃE APOIO DO FUNDO SOCIAL EUROPEU: Através do Programa Operacional da Região de Lisboa e Vale do Tejo (PORLVT) Objectivos: Informar, apoiar, encaminhar e acolher a mulher grávida. Ajudar cada

Leia mais

Colonização Portuguesa. Prof. Osvaldo

Colonização Portuguesa. Prof. Osvaldo Colonização Portuguesa Prof. Osvaldo A chegada dos Portugueses Portugal e depois Espanha se tornaram pioneiros nas chamadas Grandes Navegações Portugal buscou contornar a África para tentar chegar ao Oriente

Leia mais

JÓ Lição 05. 1. Objetivos: Jô dependeu de Deus com fé; as dificuldades dele o deu força e o ajudou a ficar mais perto de Deus.

JÓ Lição 05. 1. Objetivos: Jô dependeu de Deus com fé; as dificuldades dele o deu força e o ajudou a ficar mais perto de Deus. JÓ Lição 05 1 1. Objetivos: Jô dependeu de Deus com fé; as dificuldades dele o deu força e o ajudou a ficar mais perto de Deus. 2. Lição Bíblica: Jô 1 a 42 (Base bíblica para a história e o professor)

Leia mais

Prova Escrita de História e Geografia de Portugal

Prova Escrita de História e Geografia de Portugal PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA Decreto-Lei nº 139/2012, de 5 de julho Prova Escrita de História e Geografia de Portugal 6º Ano de Escolaridade Prova 05 / 2.ª Fase 12 Páginas Duração da Prova: 90 minutos.

Leia mais

1. Por que o Brasil? Por que o Nordeste?

1. Por que o Brasil? Por que o Nordeste? 1. Por que o Brasil? Por que o Nordeste? Na escolha do Brasil como alvo do ataque empresado pela wic pesou uma variedade de motivos. A América portuguesa constituiria o elo frágil do sistema imperial castelhano,

Leia mais

A novidade é que o Brasil não é só litoral É muito mais é muito mais que qualquer zona sul Tem gente boa espalhada por este Brasil Que vai fazer

A novidade é que o Brasil não é só litoral É muito mais é muito mais que qualquer zona sul Tem gente boa espalhada por este Brasil Que vai fazer CAUSAS: Acirramento da concorrência comercial entre as potências coloniais; Crise das lavouras de cana; Estagnação da economia portuguesa na segunda metade do século XVII; Necessidade de encontrar metais

Leia mais

Reflexões e atividades sobre Ação Social para culto infantil

Reflexões e atividades sobre Ação Social para culto infantil Reflexões e atividades sobre Ação Social para culto infantil Apresentaremos 4 lições, que mostram algum personagem Bíblico, onde as ações praticadas ao longo de sua trajetória abençoaram a vida de muitas

Leia mais

Newton Bignotto. Maquiavel. Rio de Janeiro

Newton Bignotto. Maquiavel. Rio de Janeiro Newton Bignotto Maquiavel Rio de Janeiro Introdução No ano em que nasceu Maquiavel, 1469, Florença vivia um período agitado. Embora ainda fosse formalmente uma república, a cidade era de fato administrada

Leia mais

As Grandes navegações: a conquista da América e do Brasil. Descobrimento ou Conquista?

As Grandes navegações: a conquista da América e do Brasil. Descobrimento ou Conquista? As Grandes navegações: a conquista da América e do Brasil. Descobrimento ou Conquista? Navegar era preciso, era Navegar era preciso navegar... Por quê? O que motivou o expansionismo marítimo no século

Leia mais

- 14Ü'- PONTO 8-23 a LIÇÃO

- 14Ü'- PONTO 8-23 a LIÇÃO - 14Ü'- Faleceu, quasi centenario, em 1592, sendo sepultado na capela-mór da matriz da vila de Santos. Português de origem, dedicou sessenta anos de serviços ao Brasil. A ele se deve o descobrimento do

Leia mais

1) Em novembro de 1807, a família real portuguesa deixou Lisboa e, em março de 1808, chegou ao Rio de Janeiro. O acontecimento pode ser visto como:

1) Em novembro de 1807, a família real portuguesa deixou Lisboa e, em março de 1808, chegou ao Rio de Janeiro. O acontecimento pode ser visto como: 1) Em novembro de 1807, a família real portuguesa deixou Lisboa e, em março de 1808, chegou ao Rio de Janeiro. O acontecimento pode ser visto como: a) incapacidade dos Braganças de resistirem à pressão

Leia mais

Capítulo. Organização político- -administrativa na América portuguesa

Capítulo. Organização político- -administrativa na América portuguesa Capítulo Organização político- -administrativa na América portuguesa 1 O Império Português e a administração da Colônia americana Brasil: 1500-1530 O interesse português pelo território americano era pequeno

Leia mais

UNIFICAÇÃO Ã DA D ITÁLIA

UNIFICAÇÃO Ã DA D ITÁLIA UNIFICAÇÃO DA ITÁLIA SUIÇA PENÍNSULA ITÁLICA ÁUSTRIA ESLOVENIA UNIFICAÇÃO DA ITÁLIA Localizada no centro-sul da Europa. Ao norte, faz fronteira com França, Suíça, Áustria e Eslovênia ao longo dos Alpes.

Leia mais

Comunicar PAPA. Jornal. Bento XVI recebe José Maria Neves no Vaticano. Administração Pública. www.governo.cv

Comunicar PAPA. Jornal. Bento XVI recebe José Maria Neves no Vaticano. Administração Pública. www.governo.cv Jornal Comunicar Administração Pública Governo de Cabo Verde Edição Gratuita Mensal nº18 Setembro de 2010 Edição Especial www.governo.cv www.governo.cv PAPA Bento XVI recebe José Maria Neves no Vaticano

Leia mais

CÂMARA DOS DEPUTADOS COMISSÃO DE VIAÇÃO E TRANSPORTES. (Do Sr. JÂNIO NATAL) Senhor Presidente,

CÂMARA DOS DEPUTADOS COMISSÃO DE VIAÇÃO E TRANSPORTES. (Do Sr. JÂNIO NATAL) Senhor Presidente, COMISSÃO DE VIAÇÃO E TRANSPORTES REQUERIMENTO N O, DE 2011 (Do Sr. JÂNIO NATAL) Requer a realização de Audiência Pública para debater questões relativas à aviação civil brasileira. Senhor Presidente, Requeiro,

Leia mais

A vinda da família real e o governo joanino no Brasil

A vinda da família real e o governo joanino no Brasil A vinda da família real e o governo joanino no Brasil A Europa no século XIX Napoleão realizou uma série de batalhas para a conquista de novos territórios para a França. O exército francês aumentou o número

Leia mais

FO F RMA M ÇÃ Ç O DA D S S MO M NARQUIAS A NACI C ONAIS França e Inglaterra

FO F RMA M ÇÃ Ç O DA D S S MO M NARQUIAS A NACI C ONAIS França e Inglaterra FORMAÇÃO DAS MONARQUIAS NACIONAIS França e Inglaterra Contexto: Cruzadas O Poder Real Ganha Força Burguesia Renascimentos Comercial e Urbano Aliança Rei-Burguesia versus Senhores Feudais e Igreja Os senhores

Leia mais

A Cura de Naamã - O Comandante do Exército da Síria

A Cura de Naamã - O Comandante do Exército da Síria A Cura de Naamã - O Comandante do Exército da Síria Samaria: Era a Capital do Reino de Israel O Reino do Norte, era formado pelas 10 tribos de Israel, 10 filhos de Jacó. Samaria ficava a 67 KM de Jerusalém,

Leia mais

Entrevista com Clínica Maló. Paulo Maló CEO. www.clinicamalo.pt. Com quality media press para LA VANGUARDIA

Entrevista com Clínica Maló. Paulo Maló CEO. www.clinicamalo.pt. Com quality media press para LA VANGUARDIA Entrevista com Clínica Maló Paulo Maló CEO www.clinicamalo.pt Com quality media press para LA VANGUARDIA Esta transcrição reproduz fiel e integralmente a entrevista. As respostas que aqui figuram em linguagem

Leia mais

Portugal na Grande Guerra de 1914-1918. o soldado desconhecido de África é bem mais desconhecido que o da Flandres (Arrifes, 2004: 27) 1

Portugal na Grande Guerra de 1914-1918. o soldado desconhecido de África é bem mais desconhecido que o da Flandres (Arrifes, 2004: 27) 1 Portugal na Grande Guerra de 1914-1918 Nuno Lemos Pires o soldado desconhecido de África é bem mais desconhecido que o da Flandres (Arrifes, 2004: 27) 1 Portugal participou na Grande Guerra em cinco grandes

Leia mais

CRISE DO ESCRAVISMO. O Brasil foi o último país da América Latina a abolir a escravidão.

CRISE DO ESCRAVISMO. O Brasil foi o último país da América Latina a abolir a escravidão. CRISE DO ESCRAVISMO A Dinamarca foi o primeiro país Europeu a abolir o tráfico de escravos em 1792. A Grã-Bretanha veio a seguir, abolindo em 1807 e os Estados Unidos em 1808. O Brasil foi o último país

Leia mais

EUROPA BRASIL SÉCULO XIX AMÉRICA O BRASIL NO FINAL DO SÉCULO XVIII SÉCULO XVIII FINAL DA IDADE MODERNA

EUROPA BRASIL SÉCULO XIX AMÉRICA O BRASIL NO FINAL DO SÉCULO XVIII SÉCULO XVIII FINAL DA IDADE MODERNA O BRASIL NO FINAL DO SÉCULO XVIII SÉCULO XVIII FINAL DA IDADE MODERNA EUROPA Expansão dos Ideais Iluministas Revolução Francesa Fim do Antigo regime Ascensão da Burguesia ao poder Revolução Industrial

Leia mais

Missões para os índios americanos

Missões para os índios americanos Missões para os índios americanos Em busca do Nobre Selvagem A história de missões ameríndias é intrigante: Iniciada pela igreja Católica; Despertou o interesse dos protestantes. Depois de muito zelo e

Leia mais

Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas 10 de Junho de 2010

Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas 10 de Junho de 2010 INTERVENÇÃO DO SENHOR PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE OEIRAS Dr. Isaltino Afonso Morais Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas 10 de Junho de 2010 LOCAL: Figueirinha, Oeiras REALIZADO

Leia mais

CURSINHO PRÓ-ENEM 2015. E-mail: lucianojunior06@hotmail.com Telefone: 9250-8766

CURSINHO PRÓ-ENEM 2015. E-mail: lucianojunior06@hotmail.com Telefone: 9250-8766 CURSINHO PRÓ-ENEM 2015 E-mail: lucianojunior06@hotmail.com Telefone: 9250-8766 Origens A história grega pode ser dividida em quatro grandes períodos: Homérico (séculos XII a VIII a.c.), Arcaico (séculos

Leia mais

Mineração e a Crise do Sistema Colonial. Prof. Osvaldo

Mineração e a Crise do Sistema Colonial. Prof. Osvaldo Mineração e a Crise do Sistema Colonial Prof. Osvaldo Mineração No final do século XVII, os bandeirantes encontraram ouro na região de Minas Gerais Grande parte do ouro extraído era de aluvião, ou seja,

Leia mais

REVOLUÇÃO FRANCESA MCC

REVOLUÇÃO FRANCESA MCC REVOLUÇÃO FRANCESA MCC REVOLUÇÃO FRANCESA. MOVIMENTO BURGUÊS França antes da revolução TEVE APOIO DO POVO Monarquia absolutista Economia capitalista.(costumes feudais) sociedade estamental. 1º Estado-

Leia mais

História do Brasil Colônia. Profª Maria Auxiliadora

História do Brasil Colônia. Profª Maria Auxiliadora História do Brasil Colônia Profª Maria Auxiliadora O PERÍODO PRÉ-COLONIAL (1500 1530) Pau-Brasil Extrativismo Vegetal Fabricação de tintura para tecidos. Exploração nômade e predatória. Escambo com índios.

Leia mais

1. Portugal no século XIV tempo de crise

1. Portugal no século XIV tempo de crise 1. Portugal no século XIV tempo de crise A situação que se viveu em Portugal no século XIV foi de uma situação de crise, e foram vários os fatores que contribuíram para isso: Crise agrária os Invernos

Leia mais

A GUERRA DO PARAGUAI FOI O MAIOR E MAIS SANGRENTO CONFLITO ARMADO OCORRIDO NA AMÉRICA DO SUL PERÍODO= 1864-1870

A GUERRA DO PARAGUAI FOI O MAIOR E MAIS SANGRENTO CONFLITO ARMADO OCORRIDO NA AMÉRICA DO SUL PERÍODO= 1864-1870 Não é possível exibir esta imagem no momento. A GUERRA DO PARAGUAI FOI O MAIOR E MAIS SANGRENTO CONFLITO ARMADO OCORRIDO NA AMÉRICA DO SUL PERÍODO= 1864-1870 É também chamada Guerra da Tríplice Aliança

Leia mais

DAVI, O REI (PARTE 1)

DAVI, O REI (PARTE 1) Bíblia para crianças apresenta DAVI, O REI (PARTE 1) Escrito por: Edward Hughes Ilustradopor:Lazarus Adaptado por: Ruth Klassen O texto bíblico desta história é extraído ou adaptado da Bíblia na Linguagem

Leia mais

COMISSÃO PORTUGUESA DE HISTÓRIA MILITAR PROGRAMA XXII COLÓQUIO DE HISTÓRIA MILITAR

COMISSÃO PORTUGUESA DE HISTÓRIA MILITAR PROGRAMA XXII COLÓQUIO DE HISTÓRIA MILITAR COMISSÃO PORTUGUESA DE HISTÓRIA MILITAR PORTUGAL NA GUERRA PENINSULAR (1812 1815) DO CERCO DE CIUDAD RODRIGO AO CONGRESSO DE VIENA O CAMINHO PARA A DERROCADA DO IMPÉRIO NAPOLEÓNICO PROGRAMA XXII Comissão

Leia mais

Bíblia para crianças. apresenta O SÁBIO REI

Bíblia para crianças. apresenta O SÁBIO REI Bíblia para crianças apresenta O SÁBIO REI SALOMÃO Escrito por: Edward Hughes Ilustradopor:Lazarus Adaptado por: Ruth Klassen O texto bíblico desta história é extraído ou adaptado da Bíblia na Linguagem

Leia mais

Provão. História 5 o ano

Provão. História 5 o ano Provão História 5 o ano 61 Os reis portugueses governaram o Brasil à distância, até o século XIX, porém alguns acontecimentos na Europa mudaram essa situação. Em que ano a família real portuguesa veio

Leia mais

23 Os jesuítas e os índios guaranis Estamos acostumados a ver na televisão, jornais e revistas, passeios para visitar as regiões das missões

23 Os jesuítas e os índios guaranis Estamos acostumados a ver na televisão, jornais e revistas, passeios para visitar as regiões das missões 23 Os jesuítas e os índios guaranis Estamos acostumados a ver na televisão, jornais e revistas, passeios para visitar as regiões das missões jesuíticas. Nos mostram fotografias de igrejas destruídas, em

Leia mais

Superioridade ibérica nos mares

Superioridade ibérica nos mares 2.ª metade do século XVI Superioridade ibérica nos mares PORTUGAL Entre 1580 e 1620 ESPANHA Império Português do oriente entra em crise devido a Escassez de gentes e capitais Grande extensão dos domínios

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 24 Discurso na solenidade de entrega

Leia mais

P/1 Seu Ivo, eu queria que o senhor começasse falando seu nome completo, onde o senhor nasceu e a data do seu nascimento.

P/1 Seu Ivo, eu queria que o senhor começasse falando seu nome completo, onde o senhor nasceu e a data do seu nascimento. museudapessoa.net P/1 Seu Ivo, eu queria que o senhor começasse falando seu nome completo, onde o senhor nasceu e a data do seu nascimento. R Eu nasci em Piúma, em primeiro lugar meu nome é Ivo, nasci

Leia mais

A PREENCHER PELO ALUNO

A PREENCHER PELO ALUNO Prova Final do 1.º e do 2.º Ciclos do Ensino Básico PLNM (A2) Prova 43 63/2.ª Fase/2015 Decreto-Lei n.º 139/2012, de 5 de julho A PREENCHER PELO ALUNO Nome completo Documento de identificação Assinatura

Leia mais

PORTUGUÊS 2 o BIMESTRE

PORTUGUÊS 2 o BIMESTRE AVALIAÇÃO DE CONTEÚDO DO GRUPO VI Unidade Portugal Série: 4 o ano (3 a série) Período: MANHÃ Data: 29/6/2011 PORTUGUÊS 2 o BIMESTRE Nome: Turma: Valor da prova: 3,5 Nota: Eixo temático Proteção ao meio

Leia mais

A primeira razão pela qual Jesus chamou os discípulos foi para que estivessem consigo para que tivesses comunhão com Ele.

A primeira razão pela qual Jesus chamou os discípulos foi para que estivessem consigo para que tivesses comunhão com Ele. 1 Marcos 3:13 «E (Jesus) subiu ao Monte e chamou para si os que ele quis; e vieram a ele. E nomeou doze para que estivessem com ele e os mandasse a pregar, e para que tivessem o poder de curar as enfermidades

Leia mais

REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR-LESTE GABINETE DO PRIMEIRO-MINISTRO

REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR-LESTE GABINETE DO PRIMEIRO-MINISTRO REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR-LESTE GABINETE DO PRIMEIRO-MINISTRO ALOCUÇÃO DE SUA EXCELÊNCIA O PRIMEIRO-MINISTRO, MINISTRO DA DEFESA E SEGURANÇA KAY RALA XANANA GUSMÃO POR OCASIÃO DA VISITA À ACADEMIA

Leia mais

Vida nova Jovens contam como superaram doenças graves. Depois de um câncer de mama aos 23 anos, Dolores Cardoso teve um filho, escreveu um livro e

Vida nova Jovens contam como superaram doenças graves. Depois de um câncer de mama aos 23 anos, Dolores Cardoso teve um filho, escreveu um livro e Sexta Vida nova Jovens contam como superaram doenças graves. Depois de um câncer de mama aos 23 anos, Dolores Cardoso teve um filho, escreveu um livro e mudou o rumo da vida profissional FOLHA DA SEXTA

Leia mais

Prefeito de São Bernardo do Campo: Hoje tem um show no Cedesc, às 18 horas (incompreensível).

Prefeito de São Bernardo do Campo: Hoje tem um show no Cedesc, às 18 horas (incompreensível). , Luiz Inácio Lula da Silva, durante a inauguração da República Terapêutica e do Consultório de Rua para Dependentes Químicos e outras ações relacionadas ao Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack São

Leia mais

30/09/2008. Entrevista do Presidente da República

30/09/2008. Entrevista do Presidente da República Entrevista coletiva concedida pelo Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em conjunto com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, com perguntas respondidas pelo presidente Lula Manaus-AM,

Leia mais

Desafios da maturidade

Desafios da maturidade Desafios da maturidade PATRÍCIA ESTER Ação de extensão da UFMG enfrenta contratempos após trajetória de mais de duas décadas Foto: patientsafetyauthority.org Q uando a velhice chega, poucos sabem para

Leia mais

O PULO DO GATO. Luiz Carlos Bresser-Pereira

O PULO DO GATO. Luiz Carlos Bresser-Pereira O PULO DO GATO Luiz Carlos Bresser-Pereira Entrevista publicada em Synthesis no.3, maio 1992; 4-9. Melhorar de vida tem sido uma preocupação do homem desde o século X, na Idade Média, quando a invenção

Leia mais

ATIVIDADES DE ESTUDOS SOCIAIS 3ª S SÉRIES A-B-C-D

ATIVIDADES DE ESTUDOS SOCIAIS 3ª S SÉRIES A-B-C-D Nome: n.º 3ª série Barueri, / / 2009 Disciplina: ESTUDOS SOCIAIS 2ª POSTAGEM ATIVIDADES DE ESTUDOS SOCIAIS 3ª S SÉRIES A-B-C-D QUEM DESCOBRIU O BRASIL? Foi Pedro Álvares Cabral no dia 22 de abril de 1500!

Leia mais

DANIEL EM BABILÔNIA Lição 69. 1. Objetivos: Ensinar que devemos cuidar de nossos corpos e recusar coisas que podem prejudicar nossos corpos

DANIEL EM BABILÔNIA Lição 69. 1. Objetivos: Ensinar que devemos cuidar de nossos corpos e recusar coisas que podem prejudicar nossos corpos DANIEL EM BABILÔNIA Lição 69 1 1. Objetivos: Ensinar que devemos cuidar de nossos corpos e recusar coisas que podem prejudicar nossos corpos 2. Lição Bíblica: Daniel 1-2 (Base bíblica para a história e

Leia mais

O RISCO ESPREITA, MAIS VALE JOGAR PELO SEGURO

O RISCO ESPREITA, MAIS VALE JOGAR PELO SEGURO ANA MARIA MAGALHÃES ISABEL ALÇADA [ ILUSTRAÇÕES DE CARLOS MARQUES ] O RISCO ESPREITA, MAIS VALE JOGAR PELO SEGURO COLEÇÃO SEGUROS E CIDADANIA SUGESTÃO PARA LEITURA ORIENTADA E EXPLORAÇÃO PEDAGÓGICA DO

Leia mais

A Revolução Puritana

A Revolução Puritana A Revolução Puritana O que foi a Revolução Puritana A Revolução Puritana, ocorrida na Inglaterra entre 1641 e 1649, originou pela primeira vez a constituição de uma República (1649-1658) em solo inglês.

Leia mais

Rio de Janeiro, 10 de junho de 2008

Rio de Janeiro, 10 de junho de 2008 IDENTIFICAÇÃO Rio de Janeiro, 10 de junho de 2008 Humberto Cordeiro Carvalho admitido pela companhia em 1 de julho de 1981. Eu nasci em 25 de maio de 55 em Campos do Goytacazes. FORMAÇÃO Segundo grau Escola

Leia mais

Prof. Cristiano Pissolato. Formação dos Estados nacionais. França

Prof. Cristiano Pissolato. Formação dos Estados nacionais. França Prof. Cristiano Pissolato Formação dos Estados nacionais França Ducado da Normandia sob controle Plantageneta (ING). Ducado da Bretanha administrada pela dinastia Plantageneta (ING) a partir de 1116 porque

Leia mais

HISTÓRIA - 1 o ANO MÓDULO 12 O BRASIL HOLANDÊS (1630 54)

HISTÓRIA - 1 o ANO MÓDULO 12 O BRASIL HOLANDÊS (1630 54) HISTÓRIA - 1 o ANO MÓDULO 12 O BRASIL HOLANDÊS (1630 54) Como pode cair no enem (ENEM) Rui Guerra e Chico Buarque de Holanda es-creveram uma peça para teatro chamada Calabar, pondo em dúvida a reputação

Leia mais

2 COMO E QUANDO SURGIU GUARATIBA?

2 COMO E QUANDO SURGIU GUARATIBA? 2 COMO E QUANDO SURGIU GUARATIBA? Em 1555 os franceses entraram na Baía de Guanabara e se ocuparam de algumas ilhas no intuito de ali fundar o que eles chamavam de França Antarctica. Em 1560, pela primeira

Leia mais

6ª 10 4/out/11 HISTÓRIA 4º. Valor: 80

6ª 10 4/out/11 HISTÓRIA 4º. Valor: 80 6ª 10 4/out/11 HISTÓRIA 4º Valor: 80 1. A invasão holandesa no Nordeste brasileiro, ao longo do século XVII, está relacionada com a exploração de um produto trazido para o Brasil pelos portugueses. Que

Leia mais

REVOLTAS DURANTE A REPÚBLICA VELHA

REVOLTAS DURANTE A REPÚBLICA VELHA REVOLTAS DURANTE A REPÚBLICA VELHA Unidade 2, Tema 2 e 3. Págs. 50 53 Personagem. Pág. 55 e 64 Ampliando Conhecimentos. Págs. 60-61 Conceitos Históricos. Pág. 65 Em foco. Págs. 66-71 GUERRA DE CANUDOS

Leia mais

UM FORTE HOMEM DE DEUS

UM FORTE HOMEM DE DEUS Bíblia para crianças apresenta SANSÃO, UM FORTE HOMEM DE DEUS Escrito por: Edward Hughes Ilustradopor:Janie Forest Adaptado por: Lyn Doerksen O texto bíblico desta história é extraído ou adaptado da Bíblia

Leia mais

Da Espanha à Flórida, em busca de Apalache

Da Espanha à Flórida, em busca de Apalache CAPÍTULO I Da Espanha à Flórida, em busca de Apalache Aos dezessete dias do mês de junho de 1527 partiu do porto de San Lúcar de Barrameda 1 o governador Pánfilo de Narváez, 2 com poder e mandato de Vossa

Leia mais

Ima. Sempre. em Frente. Eric Peleias

Ima. Sempre. em Frente. Eric Peleias Ima Sempre em Frente Eric Peleias Baseado em uma história real CAPÍTULO 1 LETÔNIA, DÉCADA DE 1940. 8 PODEM PARAR DE CAVAR! QUERO TODOS ENFILEIRADOS! O QUE ESTÃO ESPERANDO? ENFILEIRADOS, ANDEM LOGO! MUITO

Leia mais

Era uma vez, numa cidade muito distante, um plantador chamado Pedro. Ele

Era uma vez, numa cidade muito distante, um plantador chamado Pedro. Ele O Plantador e as Sementes Era uma vez, numa cidade muito distante, um plantador chamado Pedro. Ele sabia plantar de tudo: plantava árvores frutíferas, plantava flores, plantava legumes... ele plantava

Leia mais

Os negros na formação do Brasil PROFESSORA: ADRIANA MOREIRA

Os negros na formação do Brasil PROFESSORA: ADRIANA MOREIRA Os negros na formação do Brasil PROFESSORA: ADRIANA MOREIRA ESCRAVIDÃO ANTIGA A escravidão é um tipo de relação de trabalho que existia há muito tempo na história da humanidade. Na Antiguidade, o código

Leia mais