ESTRUTURAS POLÍTICAS DA COMPANHIA DAS ÍNDIAS OCIDENTAIS NO BRASIL HOLANDÊS

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1 DOI: /4cih.pphuem.550 ESTRUTURAS POLÍTICAS DA COMPANHIA DAS ÍNDIAS OCIDENTAIS NO BRASIL HOLANDÊS Thiago Cavalcante dos Santos/DHI UEM (aluno) Profº. Drº. Sezinando Luiz Menezes/DHI UEM (orientador) INTRODUÇÃO O período de dominação batava no nordeste brasileiro, compreendido entre 1630 e 1654, é comumente chamado pela historiografia como Brasil - Holandês. A importância desse evento deve-se a breve interrupção da estrutura de dominação ibérica no nordeste da América Portuguesa. Os senhores de engenho, elementos influentes e símbolos de poder; também tiveram sua autoridade freada e seu prestigio social abalado, ainda que continuassem sendo dono de grandes propriedades e de um grande numero de escravos. Os anos de dominação holandesa trouxeram novos grupos sociais ao território ocupado. A presença de indivíduos oriundos de diversas cidades européias levou a um crescimento urbano, fazendo com que o Recife fosse considerada a primeira urbe brasileira. Para entendermos sobre o processo de conquista e de transformação no nordeste açucareiro, será necessário entendermos a dinâmica daquela que foi a responsável pelo domínio das terras além mar: a Companhia das Índias Ocidentais, ou simplesmente CIO. Para tanto, faremos uma análise da companhia, mostrando seus antecedentes de formação, os motivos que a conduziram a América Portuguesa e o modelo administrativo adotada por essa empresa no nordeste. OS CONTATOS COM A AMÉRICA PORTUGUESA E A CRIAÇÃO DA COMPANHIA DAS ÍNDIAS OCIDENTAIS O interesse dos holandeses em estabelecer-se na América Portuguesa era antigo e a sua presença em território brasileiro não era um fato inédito. Segundo Schalkwijk (1986) desde o inicio da ocupação pelos portugueses da capitania de Pernambuco havia participações de homens oriundos dos Países Baixos. O autor cita como exemplo um individuo conhecido como Arnau de Holanda, que teria vindo com Duarte Coelho em 1535, e se casou com D. Brites Mendes de Vasconcelos.

2 2876 Watjen (1938) afirma que em 1599, com o acontecimento da União Ibérica, os espanhóis mostravam preocupação com a presença constante de mercadores holandeses no Brasil, e por isso tomaram a medida de fechar os portos da região aos holandeses. Schalkwijk (1986) afirma que em 1601, havia pequenas infiltrações de valões refugiados no Amazonas. Tal afirmativa é corroborado por Netscher (1942) que afirma que esse fato teria possibilitado a fundação de colônias holandesas às margens do Rio Amazonas. A possibilidade da fundação dessas colônias, segundo o autor, levaria ao estabelecimento de neerlandeses em regiões próximas as áreas metalíferas da América Espanhola. Esta informação é compartilhada por Watjen (1938), que afirma que no período de domínio holandês no Brasil a Companhia das Índias Ocidentais procurou realizar investidas em busca desse metal. Conforme Watjen (1938), a idéia de fundar uma companhia de comércio foi originalmente concebida pelo mercador Willem Usselincx. Para Shalckwijk (1986), seu objetivo não era invadir as colônias ibéricas, mas colonizar a terra não ocupada, situada entre as possessões espanholas e portuguesas. Shalkwijk (1986) prossegue em sua analise, afirmando que Usselincx desejava a fundação de colônias agro-pecuárias protestantes no Novo Mundo e não aceitava usar o braço escravo na região colonizada. Tal afirmativa também e corroborada por outros autores, tais como Barleu (1974), Boxer (1961), Netscher (1942), Watjen (1938), e outros. Segundo Schalkwijk (1986), Usselincx era membro ativo da Igreja Cristã Reformada, de orientação calvinista, e por isso defendeu no interior da CIO a idéia de implantar a religião de Calvino no território ocupado. Para tanto, pleiteou a organização de um conselho teológico para auxiliar na formação da futura companhia. Para este mercador (que exerceu seu oficio por um tempo em Portugal e Espanha e conhecendo ali as especiarias e produtos oriundos das possessões ibéricas no Novo Mundo), a colonização não deveria ser apenas comercial, mas também deveria dispor de um elemento missionário. Por conseguinte a Companhia deveria empenhar-se para que os índios aprendessem à língua holandesa. Por sua vez os holandeses deveriam empenhar-se a aprender a língua dos nativos. E necessário mencionarmos que a inspiração de Usselincx para a formação de uma companhia para o Novo Mundo também vinha da próspera Companhia das Índias Orientais que realizava a operação de monopólio comercial nas regiões ocupadas por ela no sudeste asiático. Lentamente, a idéia inicial de ocupar e fundar colônias em regiões desocupadas foi sendo abandonada e se impôs o projeto de se estabelecer em áreas já conquistadas ou ocupadas por meios de saques e pilhagens, buscando atacar colônias espanholas, apossar-se

3 2877 de suas riquezas, e estabelecer algum tipo de ocupação sólida nas áreas conquistadas. Segundo Watjen (1938), os batavos acreditavam que conquistar o Brasil seria uma tarefa simples e fácil, pois, para eles, a colônia lusa não era guardada tão bem pelos espanhóis 1 (Segundo Watjen esse pensamento de certo desleixo dos espanhóis pela América Portuguesa, deve se ao fato de estes estarem mais preocupados com as batalhas de cunho religioso e político travadas no sul dos Países Baixos. Essas batalhas tinham o intuito de evitar a perda de outros territórios, assim como o ocorrido com a parte norte dos Países Baixos). Ao mesmo tempo, a conquista da região possibilitaria lucros com as safras da cana de açúcar, com as possíveis presas a serem conquistadas no Atlântico e sinalizaria como uma ameaça a supremacia da Coroa de Castela na região 2. Segundo Boxer (1961) e Shalkwijk (1986) a CIO teria sido obra de calvinistas emigrados de Flandres, e não dos judeus como defendido por Wiznitzer 3 (1966). Segundo os autores, os judeus de Amsterdã participavam com apenas 1,2% do capital inicial dessa câmara. Boxer (1961) prossegue afirmando foram os calvinistas os que mais interferiram na origem e no desenvolvimento da companhia. Estes calvinistas eram militantes fugidos dos Países Baixos espanhóis (o que hoje seria a Bélgica), no qual Flandres era uma das últimas regiões disputadas entre a Espanha e os Países Baixos 4. À medida em que ultrapassava-se o período inicial de formação da companhia, crescia o numero de novos investidores, especialmente da Zeeland. Tais investidores tinham uma grande expectativa de obtenção de lucros na rendosa pirataria executada pela companhia. OS CONFLITOS INTERNOS E A COMPOSIÇÃO DOS ÓRGÃOS ADMINISTRATIVOS DA CIO Segundo Neme (1971), a Companhia das Índias Ocidentais ordenava que toda autoridade seria delegada a conselheiros políticos. (indivíduos autorizados a fazer ordenanças ou leis que seriam aprovadas ou não pela Assembléia dos XIX). Conforme Boxer (1961), o Conselho dos XIX era o órgão supremo da CIO e sua função era exercer um papel semelhante ao de uma diretoria, que deveria cuidar dos gastos da empresa, eleger representantes para os diversos cargos e fiscalizar a gerencia da possessão neerlandesa em solos nordestinos. Tal Conselho era sustentado por interesses privados de acionistas que escolhiam os diretores da empresa que deveriam compor o quadro normativo desse órgão. Os demais órgãos criados faziam parte de uma rede de estruturas que formavam a CIO

4 2878 e davam a essa seu caráter heterogêneo e ordenava um sentido de ramificações de uma complexa empresa comercial. Dentro da Companhia das Índias Ocidentais, também destacava-se o Conselho Político, que era um órgão dividido internamente entre o Conselho de Guerra e o Conselho de Marinha, o que pode denotar (mas que não é necessariamente) uma característica mais beligerante que comercial da CIO. Posteriormente, em 1636, tal Conselho comportou também o Conselho Eclesiástico. Segundo Rodrigues (1940), esse órgão, de atuação calvinista foi lentamente tomando medidas para erradicar a presença do clero católico em solos recifenses. Um exemplo disso, foi a medida que fechava e bania os conventos jesuíticos sob a alegação de que os mesmos poderiam ser defensores da Coroa de Castela. Tal atitude também interferia na vida da população, já que quem apoiasse ou tivesse alguma relação com os jesuítas tinham seus bens e suas propriedades confiscadas. Como afirmado anteriormente, no interior da CIO ocorriam choques de interesses e conflitos. As divisões internas oriundas de distintos posicionamentos religiosos, políticos e econômicos das provinciais que a compunham, faziam a empresa padecer de unidade em torno das mais diferentes questões. Tal diversidade se refletia no interior do Conselho dos XIX e aparecia de forma incisiva na administração da Companhia no Brasil. A heterogeneidade dos componentes da diretoria da CIO, fazia com que os mesmos trouxessem as diferenças de suas câmaras setentrionais ao Recife, influenciando assim nas decisões que seriam tomadas na Nova Holanda. A explicação para tal divergência deve ser buscada no contexto de formação do Conselho dos XIX. Tal Conselho, ou Assembléia, era composto por membros que representavam as distintas câmaras provinciais que formavam a CIO (Amsterdam, Middelburgo, Rotterdam, Hoorn e Groeninga). De acordo com o capital empregado na empresa, estas câmaras dispunham de oito, quatro ou dois representantes no conselho da Companhia, respectivamente. O décimo nono representante era nomeado pelos Estados Gerais. Segundo Neme (1971) e Boxer (1961), a participação das províncias não ficava apenas na formação da companhia, no incentivo financeiro e no envio de tropas e munições, mas também no aparelho logístico, isto é, o transporte marítimo. Tal transporte era feito de modo rotativo, ou seja, havia um revezamento por parte das províncias no envio de navios, materiais e homens para o Recife. Vista por Sérgio Buarque de Holanda (1963) como uma empresa metódica a CIO

5 2879 enfrentou adversidades que não esperava. Uma das maiores dificuldades era o abastecimento do Brasil holandês. A irregularidade no abastecimento conduziu a períodos de escassez e de inflação. Já em 1631(ou seja, período inicial da ocupação) a CIO se deparou com uma dura realidade: a falta de provisões. Um dos motivos para tal era o método de revezamento das províncias apontado no parágrafo anterior. Outro motivo teria sido os investimentos feitos em uma conquista que se imaginava fácil, mas que na prática não foi. A defesa local dificultava o avanço e o alargamento da conquista neerlandesa sendo necessário tomar medidas para não recuar sua conquista ante a resistência local, para tanto, procurou a companhia tomar dinheiro emprestado nos Estados Gerais. Segundo Neme, (1971) tais recursos eram destinados para equiparação dos navios da CIO, envio de mais navios para a costa nordestina e contratação de mais funcionários. Contudo, diz Boxer (1961), o pagamento dos soldos dos antigos funcionários e o abastecimento da população local não era nesse momento a prioridade da empresa. Ao longo dos anos, o processo de declínio e fragilidade econômica, proporcionado pelo acúmulo de juros dos empréstimos e de alguns insucessos que a conquista proporcionava (adversidades de ordem natural como as travessias oceânicas que muitas das vezes eram marcadas por naufrágios ou por doenças contraídas a bordo; e adversidades de ordem local como o grande numero de vidas perdidas nas batalhas entre neerlandeses e portugueses), foi aumentando gradativamente levando ao esvaziamento de seus armazéns. Segundo Netscher (1942), a situação era tão insustentável que no ano de 1636 a companhia já apresentava um déficit de 18 milhões de florins. Segundo Netscher (1942), o declínio financeiro era decorrente de uma política de guerra arrojada que muitas das vezes deixava com que funcionários ficassem famintos ou despidos. Para Boxer (1961) e Watjen (1938), os gastos que a empresa tinha para equipar navios, armar soldados e ter munições eram incompatíveis com os possíveis lucros que a empresa poderia ter (como dito anteriormente, os possíveis lucros que a CIO poderia ter no inicio da conquista eram dificultados pela forte resistência dada pelos moradores locais frente aos neerlandeses e pelas dificuldades nas travessias marítimas no qual vidas se perdiam através de batalhas ou de naufrágios). Soma-se a isso, o fato de faltar na Companhia das Índias Ocidentais uma estrutura bancária de apoio, algo encontrado na sua co-irma, Companhia das Índias Orientais. A junção desses elementos prejudicava o funcionário ou soldado da CIO, pois eles eram os últimos a serem atendidos em uma possível lista de prioridades da empresa. A fome e carestia desses indivíduos eram agravadas à medida que produtos essenciais da culinária

6 2880 faltavam no Recife e afetavam a população local. Em tese, a relação fome e Brasil Holandês parecia ser paradoxal, afinal a empresa holandesa tinha uma posição exclusivista em torno do comércio de primeira necessidade, e vedava o acesso de negociantes e particulares ao transporte e venda de produtos no Novo Mundo e na Europa. Sendo a dona das terras portuguesas no Novo Mundo, a CIO não queria abrir mão do seu monopólio, que posta em pratica se mostrava ineficiente para atender a população local. Outro motivo apontado por Boxer (1961), para explicar o declínio, a crise e o processo inflacionário que moradores e funcionários estavam submetidos dava-se pelo peso de responsabilidade distribuído entre as províncias da CIO. Como mencionado anteriormente, as províncias revezavam-se entre si no envio de soldados, navios, armas e homens. As dificuldades internas de determinadas províncias acarretava no atraso ou na vinda de navios pobres em alimentos, armas e soldados. Tal particularidade refletia-se nas perdas de batalhas e nos períodos de fome que frequentemente assolavam o Recife. Possivelmente, tal situação também gerava o desconforto da insubordinação, visto que muitos funcionários que para cá vinham tinham que ser submissos a lideres de províncias diferentes das deles. Segundo os relatos de Dussen (1947), Moreau (1979) e Nieuhof (1942), as necessidades de comer ultrapassavam os limites que o físico poderia suportar. Tanto moradores quanto funcionários da CIO se viam as voltas com ausência de víveres e com preços elevados. Tal situação gerava descontentamentos e discutia-se no interior da CIO até que ponto seria interessante manter o monopólio ou se o comércio com o Brasil holandês deveria ser aberto a particulares. Não é difícil imaginar porque o monopólio não era benéfico aos moradores e a CIO. Aos moradores era prejudicial, pois os alimentos eram casos e raros, sendo através desse exclusivismo neerlandês a possibilidade da Companhia obter novos lucros, repor os gastos investidos na conquista, auxiliar no pagamento da sua dívida e diminuir o seu déficit. Com essas quatro prioridades, não era difícil imaginar o porque o monopólio neerlandês era ruim para os moradores. O monopólio transferia para a CIO a responsabilidade de todas as esferas da Nova Holanda (política, comercial e também social), sendo obrigatório a ela tomar cuidados para atender todas as necessidades da população e dos funcionários (algo que não ocorreu em sua totalidade). Além disso, a empresa perdia em renda ao deixar de ganhar com possíveis impostos a serem cobrados de outros mercadores. Por fim, a ineficácia da CIO em prover alimentos gerava também insatisfação entre os próprios funcionários, que além de terem seus

7 2881 soldos atrasados tinham sua alimentação minguada. A decisão, tomada em Haia, levou ao fim do monopólio a fim de evitar um colapso financeiro da CIO e de atenuar a crise pelo qual funcionários e moradores passavam. Paulatinamente, afirma Mello Neto (1988), a situação caminhou para um crescimento do número de mercadores livres e representantes de tais comerciantes na principal cidade da Nova Holanda, Recife. Tais funcionários vinham inicialmente para adquirir ou alugar entrepostos de negócios, e contribuíram para o impulso do comércio recifense, além de povoarem as ruas principais, fundarem firmas, construírem armazéns e permutarem artigos europeus por açúcar e pau Brasil. Segundo Schalkwijk (1986), a situação de crescimento urbano e suas conseqüências, como o alto custo de moradias, fizeram nascer dentro da comunidade calvinista uma campanha para que os mesmos não fossem obrigados a pagar aluguel. Ao olharmos isso vemos a tentativa de uma das estruturas da CIO influenciar a superestrutura. O que queremos dizer com isso, era que os próprios calvinistas que compunham a empresa neerlandesa pressionaram para que a mesma lhes oferecessem regalias que outros funcionários não tinham. Tal afirmação é válida, pois a CIO teria sido originado pelos valões calvinistas do sul dos Estados Gerais, como afirma Shalkjwik (1986) mas também continha elementos de outras partes da Europa e fiéis a outros credos. UMA POLÍTICA ADAPTATIVA? A falta de unidade direção da companhia fez surgir a idéia de modificar a forma de governo da Nova Holanda. A idéia a ser posta em prática seria a concentração de toda a autoridade política nas mãos de um chefe superior de prestígio. Para tanto foi escolhido João Mauricio de Nassau. Ao adotar tal atitude, abandonava toda a descentralização empregada até então. Anteriormente, a empresa dividia seu poder nas mãos de três conselheiros que agiriam como governadores, de modo que cada um era responsável por uma área específica (militar, administrativa e política). Esta não era a primeira alteração na forma de administrar o Brasil. Por diversos meios a CIO buscara mudar seu método de administração. Um exemplo disso foi a forma como o papel do governador foi transformado ao longo do tempo. Segundo Neme (1971), inicialmente o governador era um coronel comandante das tropas de terra, mas com poderes limitados pelo Conselho Político (tal instituição também direcionava os movimentos da campanha de ocupação). Visto como uma figura de poder e prestigio, ainda que limitado, o

8 2882 governador também presidia os tribunais de guerra e julgava delitos. Segundo Barléu (1974), a necessidade de eliminar insubordinações de subalternos, eliminar os focos resistentes e continuar conquistando territórios; foi o que levou a CIO a tomar tal decisão. Ao centralizar o poder em torno de uma figura de respeito e influencia a CIO não apenas mudou a forma de governo, como também mexeu com as estruturas empregadas, isto é, modificou a forma de ação dos elementos que compunham as normas e práxis do governo da Nova Holanda. Para citarmos, uma das estruturas modificadas para se enquadrar a nova forma de governo foi o Conselho Político. Antes da centralização do governo, tal órgão funcionava como um limitador do poder dos governadores da CIO, obstruindo muitas decisões tomadas pelos governantes. Na nova forma de governar, o Conselho Político ainda possuía a exclusividade nas funções judiciárias, mas teve sua atuação reduzido em nível administrativo. Nesse período, 1637, quem passa a ditar as normas e a orientar a forma de governo é o Supremo Conselho Secreto, órgão formado por três importantes diretores (Ceulen, Gijsselingh e Dussen) que agiam como cooperadores e substitutos do conde em sua ausência. Com a redução de importância do Conselho e Político e a formação do Supremo Conselho Secreto vemos que as estruturas que compunham o poder vão lentamente sendo moldadas a uma nova realidade. Em seus esforços para encontrar a melhor forma de administrar os territórios americanos, a maior inovação introduzida no Brasil pelos neerlandeses foi a Câmara dos Escabinos. Cada cidade deveria comportar uma câmara com administradores próprios e com membros divididos entre lusitanos e holandeses, de modo a legalizar o domínio e oferecer vantagens para os antigos dominadores (ainda que, por diversas situações, a presença dos portugueses nas reuniões dessas câmaras tenha sido sempre prejudicada por algum evento fortuito, tais como cuidar dos interesses das áreas produtivas desses senhores). Assim, o que se vê dentro da estrutura de administração da CIO era um governador que atuava na possessão neerlandesa em territórios nordestinos sendo dirigido ou fiscalizado por dois órgãos: o Conselho dos XIX em Amsterdã, e o Supremo Conselho Secreto no Recife. Abaixo da tutela do governador estava a Câmara dos Escabinos que deveria ser um braço político nas cidades dos órgãos já mencionados (Conselho dos XIX e Supremo Conselho Secreto) e do próprio governador. Dessa forma, vemos uma rede interligada de poder e submissão composta hierarquicamente da seguinte forma: Conselho dos XIX, Supremo Conselho Secreto, Governador e Câmara dos Escabinos.

9 2883 A CÂMARA DOS ESCABINOS E O INIMIGO INFILTRADO Segundo Mello Neto (1988), o processo de escolha dos escabinos ocorria da seguinte forma: o escolteto (semelhante a um Presidente da Câmara dos Vereadores, porém, de origem holandesa) elegia entre uma parcela da população urbana os eleitores (em geral, indivíduos que exerciam ofícios), que em reunião enumerava em uma lista quem eles queriam para ser escabino. Tal lista ia para as mãos de Nassau, que apreciava e escolhia os escabinos, que poderiam ser holandeses, brasileiros e portugueses em geral, estes eram senhores de engenho que segundo Calado (1947) não compareciam as sessões por estarem preocupados com seus negócios. O escolteto, além de presidir a Câmara, também era promotor de justiça, chefe de polícia e exator da fazenda. Para Schalkwijk (1986), os abusos cometidos por esses escoltetos contribuíram para acender o estopim da revolta. Ao vermos essa afirmação, podemos compreender o quanto um elemento que compunha a estrutura descentralizadora da CIO (neste caso, o poder regional do escolteto) poderia tomar uma posição que acabava sendo prejudicial a própria empresa holandesa. Sendo o representante local da empresa e podendo tomar medidas que seriam opostos as próprias diretrizes da CIO (tais como evitar a inimizade com os moradores locais), o escolteto acabava possibilitando o levante dos insurgentes contra a sua autoridade local e também contra a autoridade regional da companhia neerlandesa. Segundo Neme (1971), um agravante que piorava a situação de moradores era que os escabinos não tinham formação profissional nem conhecimentos especializados de direito, o que acarretava em uma justiça falha. É importante destacar o papel representado por um escabino em especial. João Fernandes Vieira, um dos indivíduos símbolos do processo de reconquista do território nordestino, tinha uma longa trajetória e história como atuante político no Brasil Holandês. Oriundo de Funchal, na Ilha Madeira, Vieira foi para a região com onze anos e era visto como exemplo de um homem que prosperou na colônia ao ponto de se tornar escabino de Maurícia. Segundo Mello Neto (1947), a situação política de Vieira o fazia conhecedor da realidade interna da CIO. Tinha ele conhecimento dos pontos fracos e fortes, dos erros e acertos que a empresa poderia ter. Nada passava despercebido ao português que exercia um enorme prestigio social entre neerlandeses e lusitanos. Ao inserir João Vieira nessa situação, a CIO propiciava ao seu inimigo a possibilidade de arregimentar informações para os insurgentes. Para Watjen (1938) a posição de Vieira possibilitou a ele usar parte das fraquezas da

10 2884 empresa como um elemento decisivo na desestabilização da companhia neerlandesa. O escabino usou de seu conhecimento interno da CIO para chamar soldados alemães, franceses, ingleses, escoceses, judeus e zeelandeses para passar as fileiras campanhistas. Para o autor, a arma usada para convencê-los a trocar de fileiras era a promessa de pagamento de soldos atrasados e a de pagamento em dobro para que aqueles que trouxessem armas para o lado insurreto. Como grande parte do exército da CIO era composto por mercenários europeus, não é difícil que tal garantia fosse bem vista por esses elementos. Ao mesmo tempo Vieira era o símbolo de uma aristocracia que tinha perdido prestigio, poder; e tinha que conviver com as normas e práxis da CIO (tributações e liberdade religiosa cerceada). Sendo representante desses indivíduos, Vieira acabava sendo o líder da classe que mais devia a CIO, e que não queria mais se submeter às diretrizes da empresa. Segundo Schalkwijk (1986) a dívida de Vieira passava dos mais de trezentos mil florins, sendo considerado pelo relatório apresentado por Dussen (1947), como o segundo homem que mais devia a Companhia das Índias Ocidentais. CONCLUSÃO A análise conduzida até o dado momento nos permite algumas conclusões (provisórias). A primeira era que o interesse neerlandês na América Portuguesa já era um anseio que remonta ao século XVI. Outra constatação acerca do período é que a ocorrência da União Ibérica e a disputa entre Espanha e Estados Gerais anteciparam a vinda da empresa comercial para a América Portuguesa. Um outro aspecto a ser mencionada deve-se a forma como a CIO administrou suas possessões: em meio a disputas internas e resistência dos moradores locais, a empresa foi por diversas vezes levada a repensar a forma de conduzir a Nova Holanda. Por fim, é importante que o crescimento urbano ocorrido no Brasil Holandês levou ao surgimento das primeiras contradições na América Portuguesa entre o campo e a cidade, sendo esse antagonismo visto nas relações do invasor com o senhor de engenho. Notas 1 Não podemos nos esquecer que embora Portugal e suas possessões estavam sob jugo espanhol, os cargos administrativos da colônia portuguesa no Novo Mundo não foram ocupados por castelhanos. Optou-se pela manutenção de portugueses nesses cargos 2 No período que antecede ao Brasil Holandês, a Espanha esteve envolvida em batalhas com a Itália, a França e a Alemanha, além dos Países Baixos. A formação de uma aliança entre os inimigos de Espanha teria sido um importante passo para sua desestruturação na Europa e a queda de seu domínio no Novo Mundo. Ao mesmo tempo, ao que relata Barleu, a conquista da região deveria ser gradativa. Caso não conquistassem o nordeste, deveria a empresa neerlandesa dirigir-se ao Rio de Janeiro; e caso a conquista não ocorresse, deveria a empresa rumar para a região do Prata. Não podemos nos esquecer, que as tentativas neerlandeses de enfraquecer a Coroa

11 2885 de Castela teria ocorrido por outras formas: em primeiro lugar a tentativa mal sucedida de conquistar o Chile em 1643, e em segundo lugar, os diversos saques no Atlântico as embarcações castelhanas que faziam a operação América Espanhola e Coroa. 3 A idéia de que a CIO foi criada por braços de refugiados calvinistas não é unânime entre os historiadores. Em Os Judeus no Brasil Colônia, O brasilianista Arnold Wiznitzer (1966), defende a idéia que a companhia holandesa teria sido idealizada e financiada em sua maioria pelo capital da comunidade judaica de Amsterdã. 4 A CIO era uma criação belga. As perseguições religiosas haviam expelido mais de 100,000 famílias reformadas das províncias meridionais dos Paises Baixos. Esses belgas (gomaristas) desejavam voltar para seus lares e para isso fomentaram guerra contra a Espanha. REFERÊNCIAS BARLÉU, Gaspar. História dos feitos recentemente praticados durante oito anos no Brasil e noutras partes sob o governo do ilustríssimo João Maurício, Conde de Nassau. Trad. Cláudio Brandão. Belo Horizonte: Itatiaia São Paulo: EDUSP, BOXER, Charles Ralph. Os holandeses no Brasil: Trad. Olivério Pinto. Nacional, São Paulo CALADO, Frei Manoel. O Valeroso Lucideno e o Triunfo da liberdade. Recife, 1942 DUSSEN, Adrien Van der. Relatório Sobre As Capitanias Conquistadas No Brasil Pelos Holandeses (1639): Suas Condições Econômicas e Sociais. Rio de Janeiro, HOLANDA, Sergio Buarque de. Raízes do Brasil. 4ª Ed. Editora da UNB, Brasília MELLO NETO, José A. Gonsalves de: Tempo dos Flamengos. José Olympio, Rio de Janeiro MOREAU, Pierre. História das Últimas Lutas no Brasil entre holandeses e portugueses. Edusp, São Paulo. Itatiaia, Belo Horizonte NEME, Mário. Fórmulas Políticas do Brasil Holandês. Difusão Européia do Livro, São Paulo NETSCHER, P.M. Os Holandeses no Brasil. Nacional, São Paulo NIEUHOF, John. Memorável Viagem Marítima e Terrestre ao Brasil. Martins, São Paulo RODRIGUES, José Honório. Civilização Holandesa no Brasil. Nacional, São Paulo SHALKWIJK, Frans Leonard. Igreja e Estado no Brasil Holandês Governo de Pernambuco, Recife WÄTJEN, Hermann. O Domínio Colonial Holandês no Brasil. Nacional, São Paulo WIZNITZER, Arnold. Os Judeus no Brasil Colonial. Pioneira, São Paulo. 1966

12 2886 ZUMTHOR, Paul. A Holanda no Tempo de Rembrandt. Trad. Maria Lucia Machado. Cia das Letras, São Paulo

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