III A NOVA HOLANDA A CHEGADA DOS HOLANDESES: INVADIR PARA COBRAR O INVESTIMENTO FEITO

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1 34 PARTE I DOIS PROJETOS AMBICIOSOS A NOVA HOLANDA III A NOVA HOLANDA A CHEGADA DOS HOLANDESES: INVADIR PARA COBRAR O INVESTIMENTO FEITO A História Militar, nem sempre lembrada, nos mostra que, à época do descobrimento do Brasil, as batalhas vinham ocorrendo sem a maior parte dos tradicionais princípios e limites honoríficos de outrora. Em alguns momentos, lutavase na base do vale-tudo. Antes, na Idade Média, a honra e a respeitabilidade do cavaleiro e do soldado eram consideradas centrais no momento do embate. As tropas que a Companhia das Índias Ocidentais enviaram para invadir Pernambuco eram compostas de um misto de nobres, soldados profissionais e muitos mercenários. A tão decantada invasão de Olinda reafirmou essa tendência de um estilo de luta baseado em objetivos racionais, no sentido de uma razão instrumental (Rouanet, 1987), de vencer a qualquer preço. A honra em batalha ficara reduzida a um mero formalismo (por exemplo: depois de arrasar as forças do inimigo, ir ao encontro do que restou dele com rolos de papel a serem assinados os termos de rendição e receber algum objeto que simbolizasse a sua derrota geralmente a espada do comandante). Hoje, os princípios da guerra estão em tratados e convenções diplomaticamente acertados pela maior parte das nações, embora nem sempre respeitados. O ataque a Olinda foi feito com tal superioridade numérica e bélica que o famoso desembarque na praia de Pau Amarelo que não era avistada de Olinda e o bombardeio precipitado e desleal sobre as tropas portuguesas em torno do Recife apenas serviram de reafirmação do caráter de desregramento parcial das guerras modernas. Aliás, o poder da artilharia dos invasores era maior. Os tiros de certos canhões holandeses iam mais longe, e os navios e soldados que traziam eram muito mais numerosos. Uma surpresa posterior, porém, aguardava os invasores. Talvez aprendida com os indígenas ao longo de décadas de escaramuças e massacres, a tática, até então desconhecida pelo menos pela cultura militar oficial, da guerra de guerrilha (ou guerra brasílica, como veremos adiante) foi usada para infernizar e atemorizar os flamengos. Por vários anos, os galegos ficaram espremidos no Recife, na ponta do seu istmo, com alguma presença ainda na ilha de Antonio Vaz, que denominariam mais tarde Mauriciópolis, atual região do bairro de São José e do antigo Cais de Santa Rita, que ainda é chamado assim. Ficar escondido atrás de moitas repletas de mosquitos, suportando calores terríveis, com fome e frio à noite, não era nada fácil, mas foi parte da tática de resistência portuguesa. Emboscar os flamengos quando se afastavam do Recife em busca de água ou alimentos, como frutas e peixes, matando-os talvez a pancada ou facada, requeria muita paciência e concentração. Até os holandeses reconheceram que os pernambucanos eram um osso duro de roer numa guerra: não desistiam nunca; atrapalhavam e aterrorizavam sempre. A resposta luso- brasileira iniciou então a técnica militar da guerrilha, que é atribuída erradamente aos nacionalistas, que só fariam a independência dos EUA século e meio depois. Talvez possamos pensar em levantar hipótese supondo que os judeus que deixaram o Recife com a derrota holandesa tenham levado o conhecimento dessas técnicas para Manhattan. Lá, contudo, os embates com os nativos locais também foram uma constante. Índios norte-americanos, como os daqui, também fustigavam os colonos como podiam: usando ataques rápidos e localizados, evitando-se ou desconhecendo-se a batalha formal em campo aberto. Para uma compreensão conceitual do tema, é importante notar que a expansão das companhias de comércio e do livre mercado com apoio de um forte braço militar foi a junção coincidente de um fator anterior, agora aprofundado (a desvalorização da honra na batalha em si), com a necessidade de associar as formas de luta e os custos da empreitada guerreira com a expectativa imediata de lucro de investidores: acionistas e/ou empresários. Os holandeses, com a sua companhia de comércio, e os portugueses, com seus governantes espanhóis (era a época da União Ibérica), sabiam muito bem que a guerra se tornara um desdobramento dos negócios capitalistas modernos. Não era mais uma questão de honra, pois já não se combatia pelas primogenituras em si ou pelo prestígio formal da Coroa ou ainda pelo predomínio territorial nobiliárquico, como alguns séculos antes. Era, agora sim, no caso que nos interessa aqui, uma invasão para ampliar o comércio e manter as manufaturas

2 35 Convento de Santo Antônio, no início da Rua do Imperador. Concluído em 1613 e transformado em forte durante a invasão holandesa, é, talvez, a edificação mais antiga do Recife ainda de pé.

3 36 PARTE I DOIS PROJETOS AMBICIOSOS A NOVA HOLANDA...eis o Recife, sol de todo o sistema solar da planície: daqui é uma estrela ou aranha, o Recife... João Cabral de Melo Neto, De avião do invasor e seus sócios e aliados abastecidos de matéria-prima para o enriquecimento do açúcar. Os holandeses invadiram Pernambuco para repor suas perdas econômicas causadas pela Espanha, que, já tendo anexado Portugal, proibira o envio do açúcar brasileiro para refino na Holanda. Os mercadores portugueses de há muito freqüentavam portos do norte da Europa. A sociedade de investidores flamengos com o empreendimento do açúcar não era de se estranhar. As relações comerciais entre Portugal e Flandres (região hoje dividida entre Holanda, Bélgica e França), por exemplo, teriam se iniciado, como nos lembra Gilberto Freyre ao citar João Lúcio de Azevedo, não muito depois de 1184 (Freyre, 1999, p. 197). Era, pois, uma tradição comercial de quatro séculos que os espanhóis, no domínio sobre Portugal, haviam interrompido. O RECIFE POR DEVER Leonardo Dantas Silva Como bem demonstrou José Antônio Gonsalves de Mello, arrecife é a forma antiga do vocábulo recife, ambos originários do árabe ar-racif, que significa calçada, caminho pavimentado, linha de escolhos, dique, paredão, cais, molhe. Em sua forma arcaica, arracefe, o vocábulo é encontrado desde 1258 e, a partir de 1507, aparece como arrecife, que, ainda no século XVI, é também consignado como recife, segundo registra o dicionarista José Pedro Machado. (...) A regra geral ensina que todo topônimo originário de um acidente geográfico é antecedido pelo artigo definido. Adverte Gonsalves de Mello, antes citado: Porque se originou de um acidente geográfico o recife ou o arrecife, a designação do Recife não prescinde do artigo definido masculino: o Recife, nunca Recife, e não em Recife, derecife, para Recife. O CONCEITO DE CIDADE DO RECIFE E SUAS DIFERENÇAS COM OLINDA Àépoca, ao contrário de Olinda, que era relativamente bem organizada, o Recife ainda era um povoado feio: águas paradas, malcheirosas, lama, mato e pés-de-pau raquíticos aparecendo de qualquer jeito e em qualquer lugar. Ninguém, antes de Maurício de Nassau*, acreditava que fosse possível fundar ali uma cidade. Se, para Duarte Coelho, Olinda era a encarnação de Portugal revivido na Nova Lusitânia (alta, tortuosa e aristocrática), para Nassau só uma outra cidade, parecida com Amsterdã, poderia receber a sede do governo da Nova Holanda. Essa cidade era o Recife: baixa, plana, cercada de águas, à beira do oceano, porto profundo, ideal para atracamento de embarcações maiores, mercantil, enfim. Aliás, a etimologia da palavra Amsterdã tem simbologia aquática, literalmente: dique do rio Amstel, denotando a ligação entre a função prática dos canais que foram construídos no Recife com seu caráter simbólico ao fazer lembrar a metrópole flamenga deixada pelos invasores em sua terra natal. A grande dificuldade da nova urbe era, porém, inegável: não havia ali água doce de boa qualidade para beber. Era necessário trazê-la de fora, basicamente de Olinda. A água vinha pelo istmo * NOTA DOS AUTORES: Este Maurício de Nassau que veio governar Pernambuco teve um homônimo com o qual às vezes o confundem. O outro Maurício de Nassau era filho de Guilherme, o Taciturno, e irmão de Frederico Henrique. Os dois irmãos foram capitãesgenerais do exército dos Estados Gerais na luta pela Independência da Holanda contra a Espanha. Esse outro Nassau morreu em 1625.

4 PARTE I DOIS PROJETOS AMBICIOSOS A NOVA HOLANDA 37 ou pelo rio. O domínio do istmo e de sua margem oposta (atuais bairro de Santo Amaro e Complexo de Salgadinho) era crucial aos que desejassem o controle tranqüilo do Recife. No fim da guerra de expulsão dos flamengos, esse ponto fraco foi pressionado de várias formas, inclusive na Batalha do Forte das Salinas. Ali, o Recife holandês sucumbiu ante a ação militar de brasileiros e portugueses que cercaram e cortaram os últimos atalhos continentais que talvez ainda restassem para o suprimento holandês. Para o Recife sob domínio do invasor, fortalecido por eles não só do ponto de vista militar, vieram artífices e artesãos da Europa: ferreiros, carpinteiros, alfaiates, pedreiros, além de soldados. Os fazeres se tornavam urbanos, retirando tais atividades do controle cotidiano dos senhores de terras. Havia um clima de uma Babel ora pagã, ora cristã: falava-se holandês, alemão, norueguês, inglês... E falava-se mal dos recifenses: adiante da Rua do Bom Jesus (que na época se chamava Rua do Bode, por causa da vizinhança de judeus), estariam os mais vis bordéis do mundo, nos quais um homem que os adentrasse nunca mais tornaria ao caminho correto, nas palavras do reverendo calvinista Joachim Soler (1999). Monumento em homenagem à Batalha do Forte das Salinas, ao lado do Cemitério dos Ingleses, em Santo Amaro.

5 38 PARTE I DOIS PROJETOS AMBICIOSOS A NOVA HOLANDA Placa da Rua do Bom Jesus, primeira rua do Recife. Ces collines que j avais déjà saluée à Pernambuco comme une apparition de la terre promise, je les retrouvai à Bahia e plus tard à Rio de Janeiro, toujours inondées de lumières et des parfums. Essas colinas que eu já havia saudado em Pernambuco como uma aparição da terra prometida, eu as encontrei na Bahia e mais tarde no Rio de Janeiro, sempre inundadas de luzes e de perfumes. Adolphe d Assier, viajante francês, ExposiçãoLe Brésil Contemporain, Paris, Já a urbanização de Olinda havia sido adaptada da tradição do medievo europeu ou português em particular: ruas sinuosas, ausência de planejamento urbano como o entendemos hoje em dia, espaços amplos para a cena dos templos católicos e posição estratégica para a defesa. Os prédios iam-se sucedendo simplesmente, localizando-se meio aleatoriamente e servindo para o que a vontade do dono mandasse. Havia muitos becos, vielas e ruas estreitas, como se pode testemunhar caminhando em sua parte histórica ainda hoje, pois sua derrocada diante da ascensão do Recife ajudou a preservar-lhe parte de sua arquitetura original. O Recife não ficava no alto, mas tinha muralha e fortes. O medo de ataques era uma constante na Europa Moderna e em suas respectivas colônias. Jean Delumeau abre seu clássico História do Medo no Ocidente descrevendo uma outra cidade moderna, o que nos dá uma noção do medo cotidiano de ataques, tão comuns por séculos a fio(!): No século XVI, não se entrava facilmente à noite em Augsburgo. Montaigne, que visita a cidade em 1580, maravilha-se diante da porta falsa que, graças a dois guardas, controla os viajantes que chegam depois do pôr-do-sol. Estes vão de encontro, em primeiro lugar, a uma poterna de ferro que o primeiro guarda, cujo quarto está situado a mais de cem passos dali, abre de seu alojamento graças a uma corrente de ferro que, por um caminho muito longo e cheio de curva, puxa uma peça também de ferro. Passado este obstáculo, a porta volta a fechar-se bruscamente. O visitante transpõe em seguida uma ponte coberta (...) e chega a uma pequena praça onde declina sua identidade e o endereço onde ficará alojado (...). O guarda, com um toque de sineta, adverte então um companheiro, que aciona uma mola situada numa galeria próxima ao seu quarto. (...) Para além da ponte levadiça abre-se uma grande porta (...). Através dela o estrangeiro tem acesso a uma sala onde se vê encerrado, só e sem luz. Mas uma outra porta (...) permite-lhe entrar numa segunda sala onde há luz e lá descobre um vaso de bronze que pende de uma corrente. Ele aí deposita o dinheiro de sua passagem. O (segundo) porteiro puxa a corrente, recolhe o vaso, verifica a soma depositada pelo visitante. Se não está de acordo com a tarifa fixada, ele o deixará de molho até o dia seguinte. (...) Detalhe importante (...): sob as salas e as portas, existe um grande porão para alojar quinhentos homens de armas com seus cavalos, no caso de qualquer eventualidade. Se for o caso, são enviados para a guerra sem a chancela do povo da cidade. Delumeau, 1997, ps. 11 e 12. O ambiente de medo do ataque ou cerco não era menor nas colônias portuguesas, mas não havia recursos para a construção de estruturas tão portentosas quanto a de Augsburgo. A fragilidade do Recife ficou patente na invasão holandesa, bem como o medo da população pernambucana, que, em parte, fugiu das áreas urbanas. Olinda, aliás, não esqueçamos, acabou incendiada pelos soldados da Companhia.

6 PARTE I DOIS PROJETOS AMBICIOSOS A NOVA HOLANDA 39 Waerdenburch não teve dúvidas quando do desembarque dos soldados de Oquendo: em 24 de novembro de 1631 evacuou a cidade de Olinda e, em seguida, incendiou-a. Olinda transformou-se em um símbolo para os moradores da terra: símbolo de resistência aos invasores. Apesar de, mais tarde, ter se transformado, o Recife, no centro comercial, e a Ilha de Antônio Vaz, no local de residência dos burgueses ricos e do Conde de Nassau, sente-se o desejo dos pernambucanos de fazer ressurgir a sua velha capital, reedificá-la e restituir-lhe o antigo esplendor. Verdade seja dita que não o conseguiram, mas tentaram-no. Mais tarde foram impedidos de reconstruir em Olinda por um edital do conde. Gonsalves de Mello, 2001, pp. 52 e 53. Para ter mais segurança e prosperidade, as cidades iniciavam uma era da racionalização do espaço e do fluxo de pessoas e mercadorias. Fortalecer melhor e organizar o próprio Recife foram noções que os holandeses implantaram. Foi durante o domínio holandês, principalmente com o Conde Maurício de Nassau Siegen, que se implantou a lógica renascentista da urbanidade nos conceitos de quadra, de quarteirão, de ruas simétricas, prédios para os pobres, para os órfãos, mercados públicos, etc. Sob influência do Renascimento, as cidades flamengas deveriam se expandir em forma de estrela ou de um tabuleiro de xadrez. O Recife foi planejado para se assemelhar a Amsterdã, voltada para a burguesia. A este propósito, convém não confundir a colonização holandesa com o episódio Maurício de Nassau. Assim como Duarte Coelho, Nassau preferia colonizar o Nordeste, em vez de simplesmente ocupá-lo militarmente e cuidar do comércio de açúcar como, a propósito, fizeram seus sucessores no governo. A invasão holandesa causou o primeiro boom imobiliário do Recife: a ponta do istmo, onde nasceu a cidade (atual ilha do Recife), não tinha espaço nem físico nem sociocultural para tantos funcionários da Companhia das Índias Ocidentais e seus militares. Muitos deles tinham um estilo de vida calvinista bastante austero e ascético, incompatível com o ambiente portuário relativamente livre do pequeno Recife. Surgiram, então, tentando mesmo assim acomodá-los, casas construídas umas sobre as outras, em andares. Eram muito estreitas na frente e compridas para dentro. Foram os primeiros sobrados do Recife (os famosos sobrados magros, compridos, escuros que, segundo Capiba, na música Recife, Cidade Lendária, dá gosto de ver ). Há prédios que ainda lembram um pouco esse estilo urbano geral nos arredores do Marco Zero, na Rua do Bom Jesus, por exemplo. Talvez os últimos sobrados e casas de aspecto holandês que possam OLINDA, CIDADE ETERNA Olinda, cidade heróica, Monumento secular da velha geração. Olinda, serás eterna E eternamente viverás No meu coração. Quisera ver-te no passado, Olinda! Quando ainda eras cheia de ilusões. Para contemplar a tua paisagem, Para olhar teus mares, Ver teus coqueirais, Pular na rua com a meninada, Brincar de roda e de cirandinha, Depois subir a ladeira do mosteiro, Rezar a Ave-maria e nada mais. Olinda eterna! Olinda eterna! Letra e música de Capiba Vista panorâmica de Olinda.

7 40 Olinda (à esquerda), de inspiração urbanística portuguesa, com seu traçado de ruas estreitas e tortuosas; e o Recife flamengo, de ruas ortogonais, a exemplo do conjunto formado pela Rua do Imperador e suas transversais.

8 PARTE I DOIS PROJETOS AMBICIOSOS A NOVA HOLANDA 41 ter sobrevivido à Restauração Pernambucana tenham sido destruídos no início do século XX, quando o porto passou por enorme reforma urbana. As edificações dos primórdios da capital pernambucana mostraram-se insalubres, mal-ventiladas e apertadas. Adoecia-se muito no Recife. O preço da moradia subia assustadora e constantemente já naquele período, e bairros mais distantes, de casas mais simples e baratas, feitas de madeira, muitas vezes pré-fabricadas na Europa, apareceram. O negócio do fazer imobiliário já tinha então, como hoje, duas vertentes básicas: uma voltada para os homens de posse, funcionários e homens livres de renda razoável, e outra voltada para moradias populares. De madeira, em geral. Os flamengos de menor renda iam morar naquilo que os portugueses de Olinda consideravam a mais indigna das residências: cousa parca. Casa decente, de pedra e cal, era obra portuguesa, com certeza, e de qualidade superior. Até hoje subsiste, no estilo arquitetônico nordestino, a predileção por pedras nobres, cerâmicas de diversos tipos revestindo o chão e, onde possível, as paredes. Soleiras de porta e parapeitos de janelas em pedra são considerados mais elegantes e ricos. Casa distinta deveria ter seu telhado em quatro águas, e não em duas, como faziam os holandeses. Edificações em madeira, no Nordeste, precisam enfrentar este outro adversário: a lembrança histórica que associou o uso da tábua à pobreza, seja de parte dos invasores estrangeiros ou da maioria da gente já estabelecida na terra. Nassau implantou o primeiro serviço de bombeiros, combateu as poças de lama e a água parada nas ruas obrigando os moradores a espalharem areia sobre elas, além de proibir jogar lixo nas vias públicas: ele deveria ser depositado nas praias (lugar que não interessava a ninguém na época). RECIFE, CIDADE LENDÁRIA Letra e música de Capiba Eu ando pelo Recife Noites sem fim. Percorro bairros distantes sempre a escutar Luanda, Luanda, onde estás? É a alma de preto a penar. Recife, cidade lendária, de pretas de engenho Cheirando a bangüê. Recife dos velhos sobrados Compridos, escuros, Faz gosto de se ver! Recife, teus lindos jardins Recebem a brisa que vem do alto-mar. Recife, teu céu tão bonito Tem noites de lua Pra gente cantar. Recife de cantadores Vivendo da glória em pleno terreiro, Recife de maracatus Dos tempos distantes de Pedro I, Responde ao que vou perguntar: O que é feito dos teus lampiões Onde, outrora, boêmios cantavam Suas lindas canções? Sobrados magros, no Bairro do Recife.

9 42 PARTE I DOIS PROJETOS AMBICIOSOS A NOVA HOLANDA AS LEIS DE NASSAU: ADMITE-SE MUITO, EXIGE-SE MUITO, DESOBEDECE-SE OUTRO TANTO Nassau trouxe um constrangimento para os pernambucanos: havia o costume de evitar prisão e cumprimento de sentenças judiciais através da entrega de dinheiro às autoridades. Quem podia pagar escapava da Justiça. O Conde passou a exigir o cumprimento da lei, para vexame dos portugueses. Maurício também permitiu que judeus tivessem sinagoga embora o culto devesse acontecer de portas fechadas, como já estavam avisados os católicos quanto às suas missas. Mas ninguém obedecia direito a essas ordens. Era proibido casar judeu com católico, e, se alguém de sangue judeu tivesse filhos com um cristão, a criança deveria ser educada no cristianismo. Padres católicos não poderiam celebrar casamentos. Só calvinistas. Já nos engenhos, no momento da botada da cana, apareciam os padres católicos para benzer a produção. Era um escândalo, uma reclamação só. Pior ficava a situação nos dias de procissão católica: eram várias centenas de católicos desfilando diante de algumas dezenas de funcionários e militares protestantes. A propalada liberdade de culto do período holandês nem sempre foi fácil nem simples. Outro incômodo por ele causado foi a exigência de plantar mandioca para alimentação de todos no engenho incluindo os escravos, com excedente previsto para alimentar a população do Recife. Os senhores de engenho reclamavam que assim não haveria escravo para cuidar da cana; sempre estava uma porção deles ocupada em fazer covas de mandioca. A cana apodreceria no eito, e a Companhia não pagava com dinheiro pela farinha que ia para o Recife, mas com títulos de crédito seus, que poderiam perder o valor. Bom para eles, ruim para o produtor. E a temperatura social subia... Reconheça-se que o Nordeste colonial quase sempre padeceu de um desabastecimento crônico de alimentos. O que se comia geralmente vinha de Portugal. Quase toda a terra fértil nordestina era usada para plantar cana. O norte de Alagoas tinha áreas de exceção, com plantio de hortaliças, frutas e existência de rebanhos próximos do litoral. Nassau almejava garantir o envio dessa produção para o Recife. A fome era um fantasma em Pernambuco, devido ao aproveitamento irracional das terras. Mas, principalmente na Nova Holanda, ela ainda costumava fazer vítimas às dezenas. DOIS MUNDOS, DUAS ÉTICAS Quando os homens da Companhia pisaram o solo pernambucano, trouxeram consigo para os trópicos a vivência de um dos conflitos religiosos mais profundos da Civilização Ocidental. Trata-se da que opôs a Ética Reformada Protestante à tradicional Ética Católica, agora também (contra) reformada. Esse conflito cultural é tão importante quanto as disputas pelo ouro branco que brota dos canaviais. Nas ruas do Recife, duas formas de civilizar o mundo se chocaram entre tentativas de convívio e encarniçadas lutas sangrentas. A vitória portuguesa fez o Brasil como é hoje. Hoje em dia, pelo Recife afora, é muito comum ouvir a afirmativa: Se os holandeses tivessem ficado, isso aqui era outra coisa.... Nem sempre o interlocutor sabe que coisa seria essa. Na verdade, ninguém pode saber com exatidão, pois a História não se escreve na condicional. Foi no consagrado A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo que Max Weber (2004) colocou a questão da relação entre religião e negócios nos primórdios do que ele conceituou como o Capitalismo Moderno. Para ele, a chamada Reforma Protestante criou um conjunto ascético de princípios que favoreciam e incentivavam esse capitalismo. Não tanto com os luteranos, mesmo levando em conta seu conceito teológico de vocação, muito mais com os calvinistas (como muitos dos que vieram viver no Pernambuco sob domínio holandês) é que a Reforma associou-se ao capital. Calvino governou o mundo com o poder do Consistório, órgão por ele criado para disciplinar e comandar rigorosamente a vida dos habitantes de Genebra. O calvinismo radicalizou no sentido de ir às raízes a Reforma enquanto um conjunto de ações voltado para o mundo. O crente, considerado pecador, cujo saber deve provir do conhecimento da sabedoria de Deus, admitia sua dupla predestinação: o homem é salvo ou condenado independentemente de suas obras, pois já nasce predestinado. Contudo, o sucesso no trabalho e nos negócios é um indicador provável de sua boa predestinação, uma graça divina. Essa ética dura voltava-se para o mundo vivido (lebenswelt) e incluía o respeito ao trabalho duro, à frugalidade (impedir demonstrações de

10 PARTE I DOIS PROJETOS AMBICIOSOS A NOVA HOLANDA 43 ostentação e luxúria), à poupança de recursos excedentes com (re)investimento apenas no negócio e ao pagamento em dia do crédito recebido. O famoso Benjamin Franklin resumiu bem a ética e o espírito capitalista que inspirava a Reforma, que era a mesma dos holandeses que habitaram Pernambuco e o governaram na primeira metade do século XVII: Lembra-te de que tempo é dinheiro (...). Lembra-te de que o dinheiro é procriador por natureza e fértil. (...) Lembra-te que como diz o ditado um bom pagador é dono da bolsa alheia. (...) Guarda-te de pensar que tudo que possuis é propriedade tua e de viver como se fosse. Nessa ilusão, incorre muita gente que tem crédito. (...) Quem perde cinco xelins não perde só essa quantia, mas tudo o que com ela poderia ganhar aplicando-a em negócios o que, ao atingir o jovem uma certa idade, daria uma soma bem considerável. Weber, 2004, pp. 43 e 44. Essa visão de mundo esteve presente na cobrança das dívidas feita de maneira mais contundente e menos hábil no período pós-nassau e na supressão do pagamento para escapar de penas por crimes cometidos. Até quando os holandeses incendiaram Olinda sem ver qualquer profanação a Deus na destruição dos templos, como ressalta o cronista Gaspar Barléu (1974), o mesmo conflito cultural religioso se mostrou em sua dimensão cotidiana. Esses dois mundos eram inconciliáveis. Foi a ação abnegada de Nassau que veio a Pernambuco para afastar-se da disputa pela primogenitura com seu meio-irmão João Siegen, que o derrotara que pode levar a pensar que o domínio holandês foi uma era maravilhosa de prosperidade e harmonia. De qualquer forma, a convivência com homens da Reforma serviu para marcar a cultura pernambucana do fazer com a relativa rigidez contábil e orçamentária dos funcionários da Companhia.

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