MANUAL DE INSTRUÇÃO PARA PREENCHIMENTO DA PLANILHA TRIMESTRAL DE RESÍDUOS ENTREGA ANUAL DA SEMMA (JANEIRO DE CADA ANO)

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1 MANUAL DE INSTRUÇÃO PARA PREENCHIMENTO DA PLANILHA TRIMESTRAL DE RESÍDUOS ENTREGA ANUAL DA SEMMA (JANEIRO DE CADA ANO) CÓD. MAN01 ESCLARECIMENTOS INICIAIS Em nível municipal, além da necessidade de se primar pela preservação ambiental, o controle do licenciamento ambiental tem por objetivo o acompanhamento dos procedimentos administrativos ambientais, desde a expedição da competente licença ambiental até o monitoramento de toda atividade da empresa, no que tange ao processo produtivo e geração de passivos ambientais. A legislação federal destaca que o meio ambiente é o conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas. Desta maneira, é importante que o Município atue de forma a prevenir a agressão ao meio ambiente, vistoriando e monitorando as atividades da empresa licenciada, para evitar o caráter repressor, que ocorre no momento de um dano ambiental. A licença ambiental é o ato administrativo pelo qual o órgão ambiental competente condiciona, restringe e estabelece as medidas de controle ambiental que deverão ser obedecidas pelo empreendedor para localizar, instalar, ampliar e operar empreendimentos ou atividades utilizadoras dos recursos ambientais consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras, ou aquelas que, sob qualquer forma, possam causar degradação ambiental. O Município de Caxias do Sul compreende que a importância do licenciamento ambiental está relacionada a: 1. Do ponto de vista do empreendedor: comprovar para fornecedores, clientes e para a sociedade, que a empresa licenciada respeita o meio ambiente e atende aos requisitos estabelecidos pela Política Nacional do Meio Ambiente; e como forma de obter financiamentos. 2. Do ponto de vista do poder público: instrumento de fiscalização; instrumento de gestão ambiental, que possibilita a execução de politicas públicas locais. Mas a tarefa mais desafiadora para os municípios no tocante à expedição da licença ambiental é o controle da empresa pós-emissão da licença. A Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Caxias do Sul observa, assim, durante o monitoramento da empresa após emissão da licença ambiental: 1. Emissões atmosféricas: a poluição atmosférica ocorre a partir de alterações ocasionadas por meio da contaminação por gases, partículas sólidas, líquidas em suspensão, material biológico ou energia, e que podem causar impacto no meio ambiente, inclusive na saúde do ser humano. Exemplo do que é monitorado: caldeiras; queima de resíduos; odor (pintura, resina, etc.); particulados/fuligem; ruído. 2. Efluentes líquidos: o processo produtivo decorrente das atividades industriais ocasiona a geração de efluentes, os quais podem poluir o solo e a água se lançados de modo indevido no ambiente. A caracterização, quantificação, tratamento e/ou o acondicionamento adequados antes da disposição final no meio ambiente são determinados de acordo com a composição física, química e/ou biológica, o volume, a potencialidade e a toxicidade dos produtos gerados. Página 1 de 6

2 O Laudo de Coleta e a Análise de Efluentes são documentos exigidos pela Licença Ambiental, dependendo do processo produtivo da empresa. Tais documentos permitem verificar se cada substância utilizada no processo produtivo encontra-se dentro dos parâmetros legalmente estabelecidos. Destacase que o tratamento dos efluentes é responsabilidade da empresa e necessita ser acompanhado de um responsável técnico. O Relatório Técnico assinado pelo responsável técnico da ETE deverá conter: *Para cada tratamento realizado: a) data e horário de início e fim do tratamento; b) data e horário de início e fim do descarte do efluente tratado; c) quantidade de efluente tratado; d) produtos químicos utilizados; e) ph inicial e final. *Laudos de Coleta e de Análise de Efluentes *Comprovantes. 3. RESÍDUOS: Classificação: *Classe I (perigosos): são aqueles que apresentam risco à saúde pública e ao meio ambiente, e que podem ser inflamáveis, corrosivos, tóxicos, reativos e patogênicos. Ex.: óleo, tinta, solvente, lodo e resíduos ou embalagens que entraram em contato com estes (ex.: jornal contaminado com tinta). *Classe IIA (não perigosos): são resíduos não inertes que apresentam propriedades como biodegradabilidade, combustibilidade e solubilidade. Ex.: papel, papelão e plásticos, metais, resíduos têxteis não contaminados. * Classe IIB (inertes antiga Classe III): são aqueles que não se decompõe prontamente. Ex.: caliça (restos de construção), tijolo, terra e areia. Por que separá-los? a) porque é exigência legal; b) facilita a reciclagem, o reuso; c) evita contaminação; d) permite a organização e controle da produção; e) reduz os gastos da empresa. Armazenamento: É o acondicionamento e armazenagem dos resíduos em local apropriado nas dependências da empresa até que ocorra a sua destinação final, com o propósito de evitar incêndio, contaminação do solo e/ou da água, danos à vegetação e/ou às pessoas. PLANILHAS: Para controle eficaz e preventivo dos resíduos gerados pelas empresas, o Licenciamento Ambiental exige o preenchimento das planilhas trimestrais. Página 2 de 6

3 O que deve ser observado durante o preenchimento das planilhas trimestrais? Para cada resíduo (Classe II e Classe I) deve ser identificada a quantidade enviada para destino final. Se é efetuado o armazenamento na própria empresa, deve ser informada a quantidade armazenada (forma e local do armazenamento). Com relação ao destino final dos resíduos, a empresa deverá informar para onde vai o resíduo: - Reciclagem / Reprocessamento; - Reaproveitamento interno; - Aterro sanitário / Aterro industrial; - Tratamento; - Incorporação em solo agrícola. A empresa também deverá informar os dados de quem recebe o resíduo, a Licença de Operação do recebedor, assim como seu endereço. Juntamente às planilhas, a empresa deverá enviar CÓPIA dos seguintes documentos: - Nota fiscal de saída do resíduo; - Nota fiscal do destinatário do resíduo; - Declarações, se não houver nota fiscal Ex.: recicladores; - Certificado de coleta de óleo lubrificante usado; - Para Classe I, há necessidade de Manifesto de Transporte de Resíduos (MTR). 1. Identificação do empreendedor PREENCHIMENTO DA PLANILHA TRIMESTRAL PASSO A PASSO Preencher razão social do empreendimento, CNPJ e número da Licença de Operação (LO). 2. Período da informação Informar o ano das informações prestada através de planilha (escreva o número) e o período trimestral para o qual as informações estão sendo prestadas (Marque com um X ). 3. Informações sobre o resíduo gerado no período *PREENCHIMENTO DE PLANILHA PARA RESÍDUOS CLASSE I: Resíduos Classe I são os resíduos classificados como perigosos, em função de suas características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade e patogenicidade. Podem representar riscos à saúde e ao meio ambiente. *PREENCHIMENTO DE PLANILHA PARA RESÍDUOS CLASSE II: Resíduos Classe II podem ser Não-Inertes ou Inertes: Não-Inertes: são os resíduos que não apresentam periculosidade, porém não são inertes; podem ter propriedades tais como: combustibilidade, biodegradabilidade ou solubilidade em água. São Página 3 de 6

4 basicamente os resíduos com as características do lixo doméstico. Inertes: são os resíduos que não se degradam ou não se decompõem quando dispostos no solo, são resíduos como restos de construção, os entulhos de demolição, pedras e areias retirados de escavações. 3.1 Resíduo Especificação do tipo de resíduo gerado no período trimestral informado. Nome usual do resíduo. 3.2 Quantidade enviada Informar a quantidade total do resíduo especificado enviado para terceiros durante o trimestre assinalado. Usar as unidades mais convenientes para cada caso. Por Exemplo: quilos, toneladas, litros, metros cúbicos. 3.3 Quantidade armazenada Informar a quantidade total do mesmo resíduo descrito anteriormente que se encontra armazenado na empresa na data de preenchimento da planilha. Usar as unidades mais convenientes para cada caso. Por exemplo: quilos, toneladas, litros, metros cúbicos. 3.4 Armazenamento *Forma de armazenamento: informar de que forma os resíduos estão acondicionados. Por exemplo: tambores, bombonas, caçambas, containers, tanques, a granel, fardos, sacos plásticos, etc. *Local de armazenamento: Informar em que local da empresa os resíduos estão armazenados. Por exemplo: depósito externo, área fechada, área aberta sem telhado, área aberta com telhado, área com piso impermeabilizado, área com contenção de vazamentos, etc. 3.5 Destino final *Identificação da empresa para a qual está sendo enviado o resíduo descrito anteriormente. *Nome: informar a Razão Social da empresa que está recebendo o resíduo. *CNPJ/CPF: informar o CNPJ da empresa que está recebendo o resíduo ou o CPF no caso de pessoa física; *Nº LO: número da Licença de Operação da empresa e órgão emitente da mesma. *Endereço: endereço da empresa ou da pessoa física a quem está sendo destinado o resíduo. 4. Informações sobre o Preenchimento da Planilha *Data do preenchimento: data em que foi preenchida a planilha. *Responsável legal pela empresa: especificar o nome da pessoa legalmente responsável pelo empreendimento. *Assinatura do responsável legal pela empresa: assinatura do mesmo responsável descrito anteriormente. Página 4 de 6

5 EXEMPLOS DE RESÍDUOS SÓLIDOS INDUSTRIAIS Exemplos de Resíduos Sólidos Industriais Classe I Resíduos perigosos por apresentarem inflamabilidade Resíduos perigosos por apresentarem corrosividade Resíduos perigosos por apresentarem reatividade Resíduos perigosos por apresentarem patogenicidade Outros resíduos perigosos especificar Resíduos e lodos de tinta da pintura industrial. Lodos de sistema de tratamento de águas residuárias da pintura industrial. Bifenilas Policloradas PCB s. Embalagens contaminadas com PCBs inclusive transformadores e capacitores Resíduo de catalisadores não especificados na Norma NBR Resíduo oriundo de laboratórios industriais (produtos químicos) não especificados na Norma NBR Embalagens vazias contaminadas não especificados na Norma NBR Solventes contaminados (especificar o solvente e o principal contaminante) Óleo lubrificante usado Fluido hidráulico Óleo de corte e usinagem Óleo usado contaminado em isolação ou na refrigeração Resíduos oleosos do sistema separador de água e óleo Serragem e pó de couro contendo cromo Lodo de estações de tratamento de efluentes de curtimento ao cromo Restos e borras de tintas e pigmentos Resíduo de limpeza com solvente na fabricação de tintas Lodo de ETE da produção de tintas Resíduos de laboratórios de pesquisa de doenças Borra do re-refino de óleos usados (borra ácida) Resíduo têxtil contaminado Papel contaminado Serragem contaminada Borra de retífica Exemplos de Resíduos Sólidos Industriais Classe II Resíduos de restaurante (restos de alimentos) Resíduos gerados fora do processo industrial (escritório, embalagens, etc.) Sucata de metais ferrosos Embalagens metálicas (latas vazias) Tambores metálicos Sucata de metais não ferrosos (latão, etc.) Embalagens de metais não ferrosos (latas vazias) Resíduos de papel e papelão Resíduos de plásticos polimerizados de processo Bombonas de plástico, não contaminadas Filmes e pequenas embalagens de plástico Resíduos de borracha Resíduos de acetato de etil vinila (EVA) Página 5 de 6

6 Resíduos de poliuretano (PU) Espumas Resíduos de madeira contendo substâncias não tóxicas Resíduos de materiais têxteis Resíduos de minerais não metálicos Cinzas de caldeira Escória de fundição de alumínio Escória de produção de ferro e aço Escória de fundição de latão Escória de fundição de zinco Areia de fundição Resíduos de refratários e materiais cerâmicos Resíduos de vidros Resíduos sólidos compostos de metais não tóxicos Resíduos sólidos de estações de tratamento de efluentes contendo material biológico não tóxico Resíduos sólidos de estações de tratamento de efluentes contendo substâncias não tóxicas Resíduos pastosos de estações de tratamento de efluentes contendo substâncias não tóxicas Fibra de vidro Outros resíduos não perigosos Resíduos orgânico de processo (sebo, soro, ossos, sangue, outros da indústria alimentícia, etc.) Resíduos de frutas (bagaço, mosto, casca, etc.) Escória de jateamento contendo substâncias não tóxicas Resíduos de sistema de controle de emissão gasosa contendo substâncias não tóxicas (precipitadores, filtros de manga entre outros) Produtos fora da especificação ou fora do prazo de validade contendo substâncias não perigosas DÚVIDAS PODEM SER DIRIMIDAS NO SETOR DE CONTROLE AMBIENTAL DA SEMMA. TELEFONE: Página 6 de 6

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