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1 Commodity Insight Agosto de 2013 Analistas Thadeu Silva Diretor de Inteligência de Mercado Pedro Verges Analista de Mercado Natália Orlovicin Analista de Mercado t Vagner Horita Estagiário de Inteligência de Mercado Etanol de milho é viável no Brasil? Brasil e EUA são hoje os maiores produtores de etanol, com um market share conjunto em torno de 75% do mercado mundial. Entretanto, os dois países apresentam diferenças fundamentais em seus processos produtivos. Ao passo que no Brasil quase todo etanol é produzido a partir dos açúcares da cana, nos EUA a matéria prima predominante é o milho, do qual o amido é extraído e fermentado. Apesar da alta produtividade da cadeia sucroalcooleira, tanto em sua fase agrícola como industrial, o etanol da cana não consegue se estabelecer como uma alternativa viável nas localidades distantes dos centros produtores. Atualmente, apenas em quatro estados (Goiás, Mato Grosso, Paraná e São Paulo) é vantajoso abastecer com etanol hidratado e não com gasolina automotiva (considerando que para ser economicamente viável abastecer com etanol, é necessário que seu preço fique abaixo de 70% do preço da gasolina). Nesse cenário, abre-se espaço para a análise de alternativas para a produção de etanol. Uma opção que vem sendo seguidamente cogitada é a produção do etanol de milho no Brasil. Puxado por preços competitivos do milho, redução dos custos de produção associados a essa tecnologia e a produção em expansão no Brasil, o etanol de milho pode vir a ser uma realidade não tão distante no país. Nesse Insight descreveremos quais são os fatores que podem incentivar ou ameaçar o desenvolvimento da produção de etanol de milho no Brasil. 60 Produção total etanol (milhões de m³) Brasil e EUA FCStone do Brasil Consultoria em Futuros e Commodities USA Brasil Av. José Bonifácio Coutinho Nogueira, 150 Ala Oeste Sala 203 Jd. Madalena CEP: Campinas-SP Fonte: MAPA e RFA/USA. Elaboração: INTL FCStone 1

2 Fatores de competitividade do etanol de milho nos EUA Ao longo da última década, os EUA foram capazes de multiplicar sua produção de etanol. Baseando-se no milho e utilizando uma política clara de incentivo aos combustíveis renováveis, em pouco tempo o país ultrapassou o Brasil no volume de produção. Antes questionado por sua baixa eficiência energética e competição com alimentos, o etanol de milho vem ganhando cada vez mais espaço com o aumento da eficiência na conversão e aumento da produção de grãos. Os principais fatores que vêm dando essa competitividade ao etanol de milho nos EUA são a disponibilidade de energia cada vez mais barata proveniente do gás natural de xisto e a valorização do etanol combustível. Outros fatores com relevante importância são os preços dos subprodutos, como o DDG (Dried Distillers Grains), custos de capital, incentivo governamental e perfil de endividamento dos produtores. A tecnologia predominantemente utilizada nas plantas produtoras de etanol dos EUA é a que utiliza o processo seco de produção. A diferença entre os processos seco e molhado reside no pré-tratamento da matéria prima, que no processo seco é moída diretamente a partir do grão, ao passo que no processo molhado o grão é imerso em uma solução ácida para a liberação dos amidos. Nos EUA, a escala mínima de produção associada a um resultado positivo do negócio gira em torno de 40 milhões de galões/ano ou mais, o equivalente a aproximadamente 150 milhões de litros/ano ou mais. Cenário brasileiro para a produção de etanol a partir do milho O setor sucroalcooleiro nacional é um dos mais importantes setores agroindustriais do país, possuindo extensa área cultivada de cana e alta produtividade agrícola e industrial, principalmente no Centro-Sul. Todavia, o etanol ainda não foi capaz de se tornar uma alternativa viável em todo o território nacional. Altos custos de logística e estagnação no crescimento da produção impedem que o biocombustível seja competitivo em regiões distantes do centro produtivo. Por exemplo: hoje é vantajoso abastecer com etanol em apenas quatro estados brasileiros, São Paulo, Goiás, Mato Grosso e Paraná. Por outro lado, a produção brasileira de milho tem apresentado elevada taxa de crescimento. Nos últimos 37 anos, a produção nacional de milho passou de 19 milhões de toneladas, em 1976, para 79 milhões de toneladas na safra que se encerra em Ao longo dos últimos 10 anos, porém, a intensidade desse crescimento se tornou mais forte, em função da maior produção do milho na safra de inverno (conhecida como safrinha). Com isso, a produção dobrou de tamanho desde 2004 e o volume produzido na safrinha ultrapassou o da safra principal. Apesar desse forte crescimento nos últimos anos, ainda há muito espaço para o aumento da produção de milho no Brasil, principalmente porque o milho pode ser cultivado com outras culturas no mesmo ano-safra. Por exemplo, considerando que as áreas utilizadas no plantio de soja, algodão e milho na safra de verão possam servir 2

3 Produção (mil ton) Produtividade (kg/ha) para o plantio do milho na safrinha (atualmente apenas parte dessa área é utilizada), 73 milhões de toneladas adicionais de milho poderiam ser produzidas, levando a produção brasileira total a 152 milhões de toneladas anuais. Isso sem considerar aumentos de produtividade. Evolução da Produção e da Produtividade de Milho no Brasil , , , , , ,0 - Produção Produtividade Fonte: Conab. Elaboração: INTL FCStone. Atualmente, os principais entraves ao aumento da produção de milho no Brasil vêm da falta de demanda e dos sérios problemas logísticos para o escoamento e exportação do cereal. Dessa forma, a produção de etanol de milho poderia incentivar o crescimento do cultivo de milho em áreas hoje subutilizadas na safra de inverno. Cabe ressaltar que o Brasil possui, desde a década de 1980 com o desenvolvimento do Proálcool, uma completa infraestrutura de distribuição e venda do biocombustível em todo território. Esse fato, associado ao potencial de consumo de biocombustíveis dado pela introdução em ampla escala da tecnologia flex-fuel na frota automotiva brasileira, facilitaria o escoamento de qualquer adicional na produção de etanol. Ademais, crescente pressão para o reajuste do preço da gasolina no Brasil, nivelandoo aos preços internacionais, torna cada vez mais atrativo o mercado de etanol combustível. Competitividade do etanol de milho no Brasil Nesse estudo, estimamos qual é a rentabilidade de uma planta produtora com capacidade de processamento toneladas de milho por ano, demandando assim um investimento estimado na ordem de R$241 milhões, incluindo-se os custos com obra civil, armazenagem, máquinas e equipamentos e preparação do terreno. Considerou-se que o terreno é fruto de doação do município onde será instalada a planta, portanto a custo zero. Premissas adicionais encontram-se detalhadas a seguir: 3

4 Relação de capital próprio/capital de terceiros de 60%/40%; Taxa de juros nominal de financiamento de 6,5%; Necessidade de capital de giro anual estimada em R$ 55 milhões, com custo anual de 9%; Câmbio fixado a R$ 2,40/dólar. Alguns fatores de eficiência também foram considerados. Para cada tonelada de milho seriam produzidos 375 litros de etanol, 240 toneladas de DDG e 18 litros de óleo. Com esses fatores, a unidade produziria, por ano, cerca de m 3 de etanol, toneladas de DDG e toneladas de óleo. O fator de capacidade de utilização da indústria foi de 100% da capacidade instalada ao ano. Os dados de preço de etanol em cada localidade foram retirados do site da ANP Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. Foram consultados os preços nas distribuidoras de cada estado, dos quais foram descontados R$ 0,20 de margem de contribuição (da distribuidora) por litro de etanol. Ademais, foram consultados preços de milho nas praças de Lucas do Rio Verde (MT), Rio Verde (GO), Passo Fundo (RS), Dourados (MS) e Uberlândia (MG). São médias para 2013 e para os últimos 48 meses. Os custos de energia térmica são baseados no custo da lenha, valendo R$12,50/MBtu. A energia elétrica foi cotada a partir da média do custo industrial para cada estado analisado no ano de Como custo de mão de obra, estimou-se um total de 32 funcionários, com salário médio de R$4.000,00 ao mês. Ademais, os implementos usados na produção, como leveduras, enzimas e desnaturantes, representaram um custo de R$ 0,0774/litro de etanol produzido. Seguindo essas premissas e aplicando o modelo para cinco praças nos dois períodos analisados vemos um resultado positivo para o investimento em uma planta industrial para conversão de milho em etanol, como ilustrado na tabela abaixo. Rentabilidade das plantas produtoras de etanol do milho anos MT 30,9% 30,6% GO 4,6% 12,7% RS 18,0% 26,8% MS 17,2% 24,7% MG 7,3% 14,1% Fonte: INTL FCStone O estudo indica bons resultados no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e também no Rio Grande do Sul. 4

5 No que tange aos dois primeiros (MT e MS), a rentabilidade atrativa é impulsionada pela ampla oferta de milho, o que serve para pressionar o preço do cereal nas praças em questão. Já no Rio Grande do Sul, o bom indicativo de rentabilidade do negócio foi estimulado pelo elevado preço do etanol, mais caro neste estado do que nos demais analisados (dado a atual distância da região em relação aos grandes centros produtores). Como esperado, os dois fatores com maior impacto sobre a rentabilidade do negócio são o preço do milho e o custo da energia. Pequenas mudanças nesses fatores já têm impactos significativos sobre o resultado financeiro do empreendimento e podem ser considerados fatores de risco do projeto. Dessa forma, mantendo-se o atual cenário, o investimento na construção de uma planta de etanol de milho no Brasil tem retorno positivo e pode ser considerado um empreendimento viável. Gostou deste Insight? Entre em contato com a nossa equipe de Projetos Especiais e obtenha mais informações sobre o assunto. Renato Dias Projetos Especiais

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