AJES- FACULDADE DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS E ADMINISTRAÇÃO DO VALE DO JURUENA ESPECIALIZAÇÃO EM GESTÃO EM AUDITORIA, PERÍCIA E LICENCIAMENTO AMBIENTAL 8,5

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1 AJES- FACULDADE DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS E ADMINISTRAÇÃO DO VALE DO JURUENA ESPECIALIZAÇÃO EM GESTÃO EM AUDITORIA, PERÍCIA E LICENCIAMENTO AMBIENTAL 8,5 INFRA-ESTRUTURA DA REDE DE ESGOTO SANITÁRIO DO MUNICÍPIO DE NOVA XAVANTINA-MT Adriano Leão Borges ORIENTADOR: Ilso Fernandes do Carmo ÁGUA BOA/2012

2 AJES- FACULDADE DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS E ADMINISTRAÇÃO DO VALE DO JURUENA ESPECIALIZAÇÃO EM GESTÃO EM AUDITORIA, PERÍCIA E LICENCIAMENTO AMBIENTAL INFRA-ESTRUTURA DA REDE DE ESGOTO SANITÁRIO DO MUNICÍPIO DE NOVA XAVANTINA-MT Adriano Leão Borges ORIENTADOR: Ilso Fernandes do Carmo Monografia como exigência parcial para a obtenção do título de Especialização em Gestão em Auditoria e Perícia Ambiental. ÁGUA BOA/2012

3 AGRADECIMENTOS Agradeço primeiramente a Deus, pela proteção durante toda minha trajetória, dando-me força para que eu pudesse vencer cada obstáculo de cabeça erguida. Á toda minha família pelo incentivo, apoio, carinho e zelo, nesta e em todas as outras caminhadas. A todos os meus amigos pelo apoio e pelos momentos de descontração. Aos meus colegas pelo companheirismo e pelo respeito. A todos os professores pelo exemplo de profissionalismo, por compartilharem experiência e conhecimento. Ao proprietário e ao gerente da empresa de tratamento de água e esgoto sanitário de Nova Xavantina/MT por ter fornecido todas as informações necessária para o desenvolvimento da pesquisa. A todas as pessoas que contribuíram de forma direta e indireta para a elaboração deste trabalho. Á todos meu muito obrigado!

4 RESUMO O saneamento básico visa garantir melhores condições de vida para as pessoas e reduzir a contaminação e a proliferação de doenças, dentre os procedimentos mais utilizados temos o tratamento de água, limpeza de ruas e avenidas, canalização e tratamento de esgoto, dentre outros. Baseado nisso o presente trabalho teve por objetivo identificar a infra-estrutura da rede de esgoto sanitário do município de Nova Xavantina, Mato Grosso. Para a realização da pesquisa foi realizado primeiramente um levantamento bibliográfico em livros, artigos, revistas, internet, entre outros, para a construção do referencial teórico, posteriormente foi aplicado um questionário com perguntas abertas e fechadas relacionadas ao assunto para gerente da concessionária responsável pelo tratamento do esgoto sanitário da cidade e realizado um levantamento documental, constatando-se que a rede de esgoto do município não chega a todas as residências, atendendo apenas uma pequena parcela da população, mas que a mesma passa por um processo de expansão, o sistema de tratamento de esgoto sanitário utilizado é o Sistema de Tratamento Biológico tipo Australiano e o corpo receptor dos efluentes é o Rio Das Mortes. Palavras-chave: esgoto sanitário, tratamento de esgoto, poluição das águas, efluentes.

5 SUMÁRIO INTRODUÇÃO REFERENCIAL TEÓRICO POLUIÇÃO DAS ÁGUAS ESGOTO TIPOS DE ESGOTO TIPOS DE SISTEMA DE ESGOTO COMPOSICÃO DO ESGOTO TRATAMENTO DE ESGOTO SANITÁRIO METODOLOGIA ANÁLISE E RESULTADOS CONCLUSÃO REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANEXOS... 22

6 INTRODUÇÃO CONTEXTUALIZAÇÃO O saneamento básico é um conjunto de procedimentos que visa proporcionar uma situação higiênica saudável para os habitantes, garantindo melhores condições de vida para as pessoas, reduzindo a contaminação e proliferação de doenças, dentre os procedimentos podemos citar o tratamento de água, limpeza pública de ruas e avenidas, canalização e tratamento de esgotos e coleta e tratamento de resíduos orgânicos e materiais (SANEAMENTO BÁSICO, 2012). As águas após serem utilizadas pelo ser humano apresentam suas características naturais alteradas e de acordo com seu uso (comercial, industrial ou doméstico) as mesmas apresentarão características diferentes e serão designadas genericamente de esgoto, ou águas servidas. Existem diversos tipos de esgotos, dentre eles temos o esgoto doméstico (oriundo das residências com a lavagem de roupas, utensílios de cozinhas, banhos e descargas), pluvial (resultado das águas das chuvas) e industrial (produzido basicamente em empresas, lavanderias, shoppings, indústrias e fábricas) e para cada tipo de esgoto existe um tratamento especifico para que a água seja limpa e possa ser reutilizada para outros fins (DESENTUPIDORA, 2012). Em 2008 mais da metade dos domicílios brasileiros, ou seja, 32 milhões de residências não tinham ligação com a rede de esgoto. No estado de São Paulo a rede chega a 78,4% das residências, enquanto no Maranhão é encontrada em somente 1,4% das moradias. No mesmo ano foi constatado que apenas 28,5% dos municípios brasileiros possuíam rede de esgoto. Dos 34,8 milhões de brasileiros que vivem em municípios sem rede coletora 44% são nordestinos. O Distrito Federal possui 86,3% dos domicílios ligados à rede de esgoto e em Mato Grosso o índice de coleta de esgoto é muito baixo, contemplando apenas 5,4% das moradias (VEJA, 2012). No Brasil apenas 10% de todo o esgoto produzido são tratados. Nas regiões metropolitanas e nas grandes cidades é despejada uma grande quantidade de esgoto sem tratamento nos rios e mares, resultando na poluição das águas.

7 06 Segundo BRAIN (2012), a solução para o problema poluição das águas seria a implantação de uma estação de tratamento de esgoto que retire os poluentes mais importantes presentes nas águas servidas para que os mesmos não afetem a qualidade da água. PROBLEMATIZAÇÃO O esgoto não tratado quando lançado nas águas favorece o crescimento de algas e o crescimento excessivo das algas pode impedir a penetração da luz e sujar a água, além disso, as bactérias decompositoras do material orgânico acabam consumindo o oxigênio da água e a falta de oxigênio acaba levando os peixes à morte e os sólidos que ficam suspensos no esgoto tornam a água escura e isso pode afetar a capacidade de respiração e a visão de alguns peixes. Tais fatores contribuem para a destruição da capacidade de um rio ou lago manter a subsistência de todas as formas de vidas dele dependente (BRAIN, 2012). Atualmente tem se observado uma maior preocupação em relação aumento da poluição das águas, causado principalmente pelo lançamento indevido de materiais indesejáveis no solo que acabam atingindo o lençol freático e pelos esgotos que muitas vezes são lançados em rios, lagos e até mesmo no mar sem tratamento. Nas cidades localizadas próximo a rios a situação é mais preocupante, pois o fato de esgotos clandestinos serem lançados nos corpos d água pode gerar a poluição das águas em um curto espaço de tempo. Diante desse contexto faz se necessário conhecer a infra-estrutura da rede de esgoto sanitário de Nova Xavantina/MT, município este localizado as margens do Rio das Mortes famoso por ser um dos rios mais limpos do mundo, bem como o sistema de tratamento utilizado e o destino final de todo o material coletado e tratado pela rede. OBJETIVOS GERAL Identificar a infra-estrutura da rede de esgoto sanitário do município de Nova Xavantina, Mato Grosso.

8 07 ESPECÍFICOS - Levantar os projetos referentes à rede de esgoto sanitário do município; - Identificar o sistema de tratamento do esgoto sanitário adotado no município; - Identificar a destino final do material coletado pela rede de esgoto do município. DELIMITAÇÃO DA PESQUISA A pesquisa foi realizada junto à concessionária responsável pelo tratamento de água e esgoto sanitário do município de Nova Xavantina/MT. As informações foram obtidas por meio de entrevista semi-estruturada com o gerente da empresa e da obtenção da planta de toda a rede de esgoto sanitário implantada no município. JUSTIFICATIVA A poluição das águas tem sido um problema para a nossa sociedade. O governo vem nos últimos anos tentando atrair o interesse da opinião pública para tal situação, mas a falta de fundos acaba agravando o problema. Além disso, as indústrias vêm cada vez mais poluindo sem qualquer medida protecionista imposta pelo governo. Os esgotos sanitários são grandes contribuintes para a poluição das águas, principalmente quando são lançados de forma indiscriminada e sem tratamento no solo ou em algum corpo d água (lago, rio, mar, entre outros). Como apenas 10% de todo o esgoto produzido no país é tratado à maioria do material que é transportado pela rede de esgoto ou eliminado de forma clandestina acaba indo parar nas fontes de água potável. Além disso, existe no país um número elevado de cidades que ainda não possui uma rede de esgoto sanitário, ocasionando além da contaminação das águas a contaminação dos solos. A pesquisa tem o intuito de identificar à infra-estrutura formal da rede de esgoto sanitário do município, bem como identificar o sistema de tratamento e o destino final do mesmo, tendo em vista que tais fatores são fundamentais para

9 08 prevenir a contaminação do solo e da água do município, levando em consideração principalmente o fato de que a cidade foi fundada nas margens do Rio das Mortes (um dos rios mais limpos do mundo) que abastece a cidade. ESTRUTURA DO TRABALHO Para uma melhor compreensão do tema o trabalho foi dividido em cinco capítulos, ficando distribuídos da seguinte maneira: No capítulo 1 foi desenvolvido o referencial teórico que deu suporte a pesquisa. No capitulo 2 é descrito a metodologia utilizada para o levantamento dos dados da pesquisa e a análise dos mesmos. No capítulo 3 é realizada a análise e discussão dos dados, interpretação e resultados obtidos. Encerra-se o trabalho com a conclusão e a resposta para a problematização.

10 1. REFERENCIAL TEÓRICO 1.1 POLUIÇÃO DAS ÁGUAS De acordo com SPERLING (2005), a poluição das águas nada mais é do que a adição de substâncias que alterem direta ou indiretamente a natureza de um corpo d água de forma que prejudique os usos legítimos que dele são feitos. Os principais agentes poluidores da água são os sólidos em suspensão; matéria orgânica biodegradável; nutrientes como o fósforo e o nitrogênio; organismos patogênicos como os Coliformes; matéria orgânica não biodegradável como os pesticidas, alguns detergentes e produtos farmacêuticos; metais como o cobre, o zinco, o níquel e o mercúrio e, sólidos inorgânicos dissolvidos (SPERLING, 2005). Os poluentes podem atingir os corpos d água de duas formas, são elas a poluição pontual e a poluição difusa. Na poluição pontual os poluentes atingem o corpo d água de forma concentrada e na poluição difusa os poluentes entram em contato com o corpo d água de forma distribuída ao longo de parte de sua extensão, esse tipo de poluição é típico da poluição veiculada pela drenagem pluvial, que descarregada no corpo d água de forma distribuída e não concentrada em um único ponto (SPERLING, 2005). 1.2 ESGOTO Esgoto é um termo utilizado para caracterizar os dejetos provenientes dos diversos usos da água, sendo um grande transmissor de doenças e um dos maiores geradores de poluição, quando é lançado diretamente no meio ambiente gera forte odor, além disso, pode conter bactérias nocivas como a Escherichia coli, causadora de doenças, que pode infectar a água tornando um risco para a saúde. (SAEP, 2012). A rede de esgoto sanitário trata-se de um conjunto de obras com o intuito de coletar os dejetos das casas oriundo dos banheiros, lavatórios, pias e lavanderias e dar a eles um destino final. (SAAE, 2012A).

11 10 Para evitar a contaminação dos solos e das águas todo o esgoto coletado pela rede deve ser levado para a estação de tratamento, que trata os dejetos antes de lançá-los no seu destino final, garantindo assim que não haja poluição. (SAAE, 2012). 1.3 TIPOS DE ESGOTO Existem basicamente três tipos de esgoto gerados na cidade, são eles os esgotos domésticos, os esgotos industriais e os esgotos pluviais. O esgoto doméstico é resultado da água potável utilizada para o banho, para lavar louça e para todas as outras atividades domésticas (SAAD, 2012B). O esgoto industrial é resultado da água utilizada nos processos de produção industrial (SAAD, 2012B). O esgoto pluvial é resultado das águas das chuvas após passarem pelos telhados, ruas e jardins (SAAD, 2012B). 1.4 TIPOS DE SISTEMA DE ESGOTO Existem três sistemas de esgoto, são eles o sistema unitário, o sistema separador e o sistema misto. O sistema unitário consiste na coleta dos três tipos de esgotos, o pluvial, o doméstico e industrial em um único coletor, esse sistema é pouco utilizado, pois tem um custo de implantação e de tratamento mais elevado (ESGOTO, 2012). Além disso, o sistema unitário apresenta alguns inconvenientes como problemas em regiões tropicais, devido às precipitações serem muito intensas; poluição dos corpos receptores, pois devido os sistemas de tratamento não poderem ser dimensionados para suprir toda a vazão dos esgotos e da chuva em períodos críticos o material acaba extravasando para o corpo receptor sem tratamento e pode ocorrer problemas de mau cheiro em algumas partes do sistema (bocas de lobo) (IRION e SILVEIRA, 2012). No sistema separador o esgoto pluvial fica separado do esgoto industrial e do esgoto doméstico. O sistema separador é o mais utilizado no Brasil, o seu custo

12 11 de implantação é menor, pois as águas pluviais são menos prejudiciais quando comparadas ao esgoto doméstico e o industrial que necessitam de um tratamento prévio antes de se juntarem. (ESGOTO, 2012). No sistema separador em principio as águas pluviais não deveriam chegar aos coletores, mas devido às ligações clandestinas e os defeitos nas instalações isso ocorre com certa freqüência. O sistema separador pode ainda ser do tipo convencional ou alternativo. (IRION E SILVEIRA, 2012). E no sistema misto a rede de esgoto recebe o esgoto sanitário e uma parte das águas da chuva (ESGOTO, 2012). 1.5 COMPOSICÃO DO ESGOTO A composição dos esgotos vai depender de fatores como o uso das águas de abastecimento e varia de acordo com o clima de cada região, com os hábitos e as condições sócio-econômicas da população e da presença de efluentes industriais, infiltração das águas pluviais, idade das águas servidas entre outros. (ESGOTO, 2012). No caso dos esgotos domésticos aproximadamente 99,9% da sua composição são líquidos e o restante 0,1% são materiais sólidos, contendo basicamente matéria orgânica e mineral, tanto em solução quanto em suspensão, contêm ainda quantidade elevada de bactérias e outros organismos patogênicos e não patogênicos. (ESGOTO, 2012). Nos esgotos ainda podem ser encontrados alguns produtos que são jogados indevidamente descarga abaixo como estopas, chupetas e outros materiais relacionados á crianças, objetos de higiene feminina como absorvente, preservativos usados e produtos tóxicos de origem industrial entre outros. (ESGOTO, 2012). 1.6 TRATAMENTO DE ESGOTO SANITÁRIO Para que se evite a contaminação das águas antes do esgoto sanitário ser lançado no corpo receptor que pode ser um rio, um lago ou o mar, seria ideal um

13 12 tratamento para a retirada dos sólidos grosseiros e dos contaminantes presentes. (ESGOTO, 2012). De acordo com EDUCAÇÃO (2012), uma das formas mais eficiente de tratar o esgoto sanitário seria passá-lo por 13 etapas de antes de ser lançado no corpo receptor. Dentre as etapas temos: - A grade grosseira que é utilizada para impedir a passagem de materiais maiores; - A elevatória de esgoto bruto que prepara o material para a grade média; - A grade média que é utilizada para a eliminação de materiais menores; - A caixa de areia utilizada para a retirada da areia contida no esgoto; - O decantador primário que é responsável pela eliminação de resíduo sedimentável dos esgotos; - O tanque de aeração que alia agitação do esgoto com o ar, denominada lodos ativados ; - O decantador secundário que é responsável pela retirada dos sólidos; - A elevatória de retorno de lodo que realiza o recolhimento do decantador secundário e encaminha a bombas, retornando aos tanques de aeração; - A elevatória de lodo primário responsável pela retirada do lodo para dentro dos adensadores de gravidade e digestores; - A retirada do sobrenadante, nessa etapa o líquido é separado do lodo e retorna ao inicio do processo; - Os adensadores de gravidade que é responsável pela coleta de efluentes que é enviado para um sistema de coleta de efluentes da fase sólida; - Os digestores que é onde ocorre o processo de transformação do lodo em matéria altamente mineralizada, com carga orgânica e bactérias patogênicas reduzida; - O secador térmico que é o local em que o lodo recebe uma elevação de sólidos até o mínimo de 33%, e é encaminhado para a agricultura e aterros sanitários.

14 2. METODOLOGIA A pesquisa foi realizada junto à concessionária responsável pelo tratamento de água e esgoto sanitário do município de Nova Xavantina, Mato Grosso. A empresa é responsável pelo tratamento da água e esgoto sanitário há 11 anos, a mesma tem autorização para exercer tal função por um período de 20 anos no município. Neste capítulo será abordada a metodologia utilizada para a realização do estudo, bem como o tipo de pesquisa, a concepção da pesquisa, o escopo utilizado, os instrumentos utilizados para a coleta dos dados, tipo de amostragem e o tratamento dos dados. O trabalho apresenta uma abordagem qualitativa, segundo GODOY (1995), na abordagem qualitativa diversos tipos de dados são abordados e analisados para que se possa entender um fenômeno. Para o autor o estudo qualitativo pode ser conduzido por diferentes caminhos, iniciando-se de questões mais amplas que vão se aclareando no decorrer da pesquisa, além disso, nesse tipo de abordagem é permitido aos investigadores utilizarem a imaginação e a criatividade para proporem outros trabalhos que explorem novos enfoques. De acordo com RUIZ (2004), a pesquisa qualitativa é dependente do ponto de vista do pesquisador, ou seja, ela é mais interpretativa, ao contrário da pesquisa quantitativa que é mais descritiva. A concepção da pesquisa é exploratória, que de acordo com DUARTE (2012), possibilita uma maior familiaridade entre o pesquisador e o tema abordado, visto que o mesmo ainda é pouco conhecido e pouco explorado. E por se tratar de uma pesquisa bastante específica, pode-se dizer que ela assume a forma de estudo de caso, sempre em consonância com outras fontes que servirão como base ao tema abordado, como é o caso da pesquisa bibliográfica e das entrevistas com pessoas que têm experiência prática com o assunto abordado. Quanto ao escopo foi realizada inicialmente uma pesquisa bibliográfica por meio de livros, artigos, internet, revistas, entre outros. De acordo com BONI e QUARESMA (2005), de uma forma geral a pesquisa bibliográfica é um apanhado de trabalhos relacionados com o tema escolhido capazes de fornecer dados atuais e relevantes. Posteriormente, foi realizado um estudo de caso com visita na empresa

15 14 responsável pelo tratamento do esgoto sanitário do município. Segundo GÜNTHER (2006), em um estudo de caso é possível utilizar procedimentos tanto qualitativos quanto quantitativos. Para a obtenção dos dados foi realizada uma entrevista semi-estruturada com o gerente da empresa, o mesmo foi escolhido por ser considerado informantechave para o tema abordado. As entrevistas semi-estruturadas são uma combinação de perguntas abertas e fechadas, no qual o entrevistado tem a possibilidade de discorrer sobre o tema proposto. Nesse caso o pesquisador deve seguir algumas questões previamente elaboradas, mas as perguntas devem ser feitas na forma de uma conversa informal, tomando se o cuidado de dirigir sempre que possível a discussão para o assunto de interesse. A principal vantagem dessa técnica é que quase sempre é produzida uma amostra mais satisfatória da população de interesse, outra vantagem da entrevista semi-estruturada é a possibilidade de correção de alguns enganos dos informantes, que muitas vezes não poderiam ser corrigidas em caso de questionário escrito. (BONI e QUARESMA, 2005). Para BARRETO (2012), o informante chave é aquele que está mais interado do assunto, ou seja, aquele que pode passar informações mais precisas. Segundo a autora a entrevista com o informante-chave acaba contribuindo para a delimitação do foco da pesquisa. Além do questionário aplicado foi realizada também uma pesquisa (levantamento) documental, em que o proprietário forneceu a planta de toda a rede implantada de esgoto sanitário do município. De acordo com GODOY (1995), na pesquisa documental três fases são fundamentais: a pré-análise, que pode ser considerada a fase de identificação e definição dos procedimentos a serem seguidos; a exploração do material, que nada mais é do que a execução das decisões tomadas anteriormente; e tratamento de resultados que consiste na interpretação final do material analisado. A análise dos dados foi realizada com a interpretação das respostas obtidas por meio do questionário aplicado e do levantamento documental.

16 3. ANÁLISE E RESULTADOS O estudo de caso foi realizado junto á concessionária que atua no tratamento de água e esgoto sanitário do município de Nova Xavantina, Mato Grosso. A empresa atua no setor desde meados 2001, prestando serviço para mais 2 municípios e 2 distritos municipais, com capacidade instalada de produzir mais de 10,8 milhões de litros/dia de água tratada. Para a realização da pesquisa foi necessária a aplicação de um questionário ao gerente da empresa (informante-chave), a obtenção da planta de toda a rede de esgoto do município, que foi cedida pelo proprietário da empresa. Com a planta da rede de esgoto sanitário do município (Figura 1) em mãos pode-se observar que quando a empresa assumiu a mesma possuía um pouco mais de 10,5 mil metros de extensão, atualmente a empresa já implantou aproximadamente 16 mil metros de rede no município e segundo informações do próprio gerente a concessionária tem projetos para ampliação da rede de esgoto sanitário (Figura 2), principalmente porque dos 2 setores (Setor Xavantina e Setor Nova Brasília) que existem no município apenas 1 (Setor Nova Brasília) possui rede formal de esgoto sanitário. Além disso, no único setor atendido pela empresa não são todos os bairros que possuem instalada rede de esgoto sanitário formal, podendo ser observado na planta uma maior concentração da rede nos setores mais próximos a região central da cidade. Segundo MOCELIN (2011), em Nova Xavantina/MT os presidentes dos bairros, principalmente dos que se encontram no Setor Xavantina pedem urgência da concessionária responsável pelo tratamento de esgoto sanitário na instalação da rede nos mesmos, pois devido à presença de fossas a céu aberto ou que extravasam no período chuvoso, é comum a proliferação de mosquitos, que provocam doenças, e ainda liberam odores insuportáveis. Durante a entrevista o gerente informou que para a implantação da rede de esgoto sanitário no Setor Xavantina será necessário um estudo técnico para a implantação do sistema, isso devido ás condições topográficas e geológicas da região, tendo em vista que a maiorias das ruas do setor é coberta por laje de rocha, dificultando assim a construção da rede, não havendo ainda data prevista para o

17 16 inicio da implantação da rede no setor e que num período de 10 a 30 anos a empresa pretende ter contemplado 70% dos munícipes com a rede de coleta do esgoto sanitário. Ao ser questionado sobre o sistema de tratamento de esgoto adotado pela empresa, o gerente relatou que todo o esgoto sanitário captado pela rede é encaminhado a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) e que o sistema adotado para o tratamento é o Sistema de Tratamento Biológico Tipo Australiano, constituído de dois pré-tratamento com duas caixas de areia, dois cestos de lixos e duas lagoas de estabilização. A empresa adota tal sistema devido às condições climáticas do município serem favoráveis e propicias para o bom funcionamento do sistema, além do mais esse processo é simples e necessita de pouca mão-de-obra, sendo um dos mais utilizados nos municípios brasileiros. Inicialmente todo o esgoto sanitário captado pela rede é direcionado para uma estação de pré-tratamento (Figura 3), onde contém um poço de limpeza (Figura 4), uma caixa de areia (Figura 5) e um cesto de lixo (Figura 6) que tem por objetivo a retirada dos materiais inorgânicos, tais como resto de construção, pedra, cascalho, areia, sacos plásticos, entre outros. Posteriormente todo o efluente passa por outra caixa de areia e por outro cesto de lixo com dimensões maiores do que os anteriores. E antes do efluente ser encaminhado para as lagoas de estabilização ele passa por outra caixa de areia que possui em anexo um vertedor mecânico medidor de vazão para medir a quantidade de efluentes que são recepcionados nas lagoas de estabilização. De acordo com PACHECO E WOLFF (2004), no sistema australiano de tratamento de esgoto as lagoas de estabilização são tanques grandes escavados no solo, nos quais os esgotos fluem constantemente e são tratados por processos naturais. Nas lagoas de estabilização são encontradas algas e bactérias, que coexistem em um processo de simbiose, dessa forma o esgoto é tratado por meio da decomposição da matéria orgânica pelas bactérias. A profundidade da lagoa anaeróbica é de 3 a 5 metros, reduzindo a penetração de oxigênio produzido na superfície para as demais camadas. O sistema de tratamento tipo australiano é um dos mais utilizados, formado por lagoas facultativas, lagoas anaeróbicas, seguidas das lagoas de maturação.

18 17 O sistema operacional da empresa tem apenas duas lagoas: lagoa facultativa e a lagoa de maturação. Segundo o gerente a lagoa facultativa tem praticamente a mesma finalidade da lagoa anaeróbica, com um diferencial, enquanto as lagoas anaeróbicas precisam ter de 3 a 5 metros de profundidade as facultativas precisam ter de 1,5 a 3 metros, atendendo perfeitamente a demanda da população da cidade que é pequena, em torno de 20 mil habitantes. Além disso, por serem mais rasas as lagoas facultativas não atingem o lençol freático. A lagoa facultativa (Figura 7) da concessionária em questão possui 128,7 metros de comprimento por 72,6 metros de largura, 2,4 metros de profundidade. De acordo com o gerente a terraplanagem dessa lagoa foi realizada por uma máquina retro escavadeira, uma moto niveladora tipo patrola e um rolo compactador, posteriormente a mesma foi toda revestida por argila para a impermeabilização do subsolo. A lagoa normalmente opera com uma lâmina de 1 a 2 metros, estabelecendo na superfície um ambiente aeróbio e no fundo um ambiente anaeróbio. Sendo assim, o lodo que é depositado no fundo da lagoa é degradado anaerobicamente e a matéria orgânica que fica na superfície é degradada aerobicamente. O gerente relatou ainda que logo após o efluente passar pela lagoa facultativa e antes de ser lançado no corpo receptor o mesmo é encaminhado para a lagoa de maturação que possui 104,1 metros de comprimento e 54,6 metros de largura, 1,3 metros de profundidade e opera com uma lâmina de liquido de 0,5 a 1 metro. Nessa lagoa ocorre o polimento do efluente antes dele ser lançado no corpo receptor, funcionando como um tratamento complementar de efluentes secundários. Por apresentar uma pequena profundidade a lagoa de maturação permite um contato maior do efluente com os raios ultravioletas, reduzindo assim a concentração dos Coliformes. Em relação ao destino final do material coletado pela rede de esgoto sanitário o gerente informou que após o tratamento o destino dos efluentes, ou seja, o corpo receptor seria o rio que abastece cidade, conhecido como Rio das Mortes (Figuras 8 e 9), que além de abastecer a cidade com água, atrai turista do mundo todo (Figura 10), sendo ainda fonte de alimento e renda para parte da população que sobrevive da pesca (Figura 11).

19 18 Foi perguntado também ao gerente se a empresa se preocupa com o fato de que a utilização do Rio das Mortes como corpo receptor pode contribuir para a contaminação das águas, levando em consideração principalmente o fato de que a própria empresa utiliza a mesma para fornecer água tratada para a população local, ele respondeu que a empresa adota um sistema de tratamento de esgoto bastante eficaz e que faz de tudo para que não ocorra contaminação da água do rio. E que tal tipo de tratamento tem eficiência de 80 a 90% e que o restante ao ser lançado no rio a própria natureza é capaz de eliminar e que no corpo receptor existem milhares de vidas aquáticas que se encarregam do processo. O gerente complementou ainda que o fato da empresa estar ampliando a rede de esgoto sanitário do município contribui de forma direta para a prevenção da contaminação não apenas da água, mas também do solo, pois ainda existe muito esgoto sanitário clandestino na cidade, e que um dos objetivos da empresa é reduzir tais esgotos clandestinos. Durante a entrevista o gerente relatou ainda que no município de Nova Xavantina a rede de esgoto sanitário é independente da rede de esgoto pluvial (responsável pelo transporte da água da chuva), ou seja, o sistema de esgoto utilizado seria a separador, que é o mais utilizado no Brasil, por ser o sistema que apresenta o menor custo de implantação. A prefeitura municipal segundo ele seria a responsável pela rede de esgoto pluvial. Por fim, numa conversa informal com o proprietário ele relatou que a palavra de ordem do momento é reuso e que a empresa está iniciando um projeto de reutilização da água tratada pela de rede de esgoto sanitário para a irrigação de algumas culturas, o projeto já está em andamento e em breve o mesmo será uma realidade.

20 CONCLUSÃO Com o aumento da preocupação da população de um modo geral com a poluição as empresas acabam tendo que se adaptar e utilizar-se de tecnologias que reduzam ao máximo os impactos causados no meio ambiente. E com o tratamento de esgoto não poderia ser diferente, pois o mesmo está entre um dos maiores poluidores do solo e da água. Atualmente, as próprias empresas que até pouco tempo eram as maiores responsáveis pela poluição das águas estão trabalhando de forma mais consciente. Na empresa estudada, pode-se observar que há uma maior consciência por parte dos responsáveis em relação à poluição da água, principalmente porque a água potável é o carro-chefe da empresa. De acordo com os dados levantados durante a pesquisa pode-se observar que a rede de esgoto sanitário de Nova Xavantina/MT não contempla todas as residências, ou seja, não atende a grande maioria da população, mas a empresa responsável está trabalhando para sua expansão e que em alguns anos a cidade terá boa parte da rede já implantada, isso é o que garante o gerente. O sistema de tratamento de esgoto sanitário adotado na cidade é o Sistema de Tratamento Biológico Tipo Australiano, que é um dos mais utilizado no país e ideal para as condições ambientais da região, além disso, é um processo simples que atende a demanda do município e utiliza pouca mão-de-obra. E como é na grande maioria das cidades construídas nas margens de rios o destino final dos efluentes da rede de esgoto sanitário de Nova Xavantina/MT é o Rio das Mortes que também é o responsável pelo abastecimento de água da cidade. Esta pesquisa apresentou a situação atual da rede de esgoto sanitário de Nova Xavantina, identificou o sistema de tratamento de esgoto sanitário utilizado e o destino final dos efluentes. Fatores esses que devem ser levados em consideração para se prevenir a contaminação das águas.

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