ISAQUE CHANDE COMISSÁRIO CONSELHO NACIONAL DE ELECTRICIDADE M. 15 a 17 de Novembro de 2011 Hotel Avenida Maputo Moçambique

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1 ISAQUE CHANDE COMISSÁRIO CONSELHO NACIONAL DE ELECTRICIDADE M 15 a 17 de Novembro de 2011 Hotel Avenida Maputo Moçambique

2 TEMA:REGULAÇÃO ENERGÉTICA EM MOÇAMBIQUE E AS ALTERAÇÕES COM VISTA A TORNAR OS PROJECTOS DE ELECTRIFICAÇÃO RURAL ECONÓMICAMENTE SUSTENTÁVEIS

3 Sumário I. Visão Geral do Quadro Legal II. Participação do Sector Privado na Electrificação Rural III. Desafios do Subsector de Energias Novas e Renováveis veis IV. Conclusões

4 Visão Geral do Quadro Legal Com a aprovação da Lei 21/97 de 1 de Outubro, Lei de Electricidade, abriu-se espaço o para a participação privada no sector de energia eléctrica; Uma das finalidades da Lei é a de criar o ambiente propício à participação do sector privado no exercício cio do serviço público de fornecimento de energia eléctrica;

5 Visão Geral do Quadro Legal-Continua Continuação Outros instrumentos legais foram sendo aprovados, também, m, com o objectivo de fomentar e operacionalizar a participação do sector privado, dos quais destacamos os seguintes:

6 Visão Geral do Quadro Legal- Continuação Resolução 5/98, de 3 de Março- aprova a Política Energética, segundo a qual, o Governo prossegue uma política de abertura ao investimento privado. Resolução 10/2009, de 4 de Junho- aprova a estratégia de energia que reafirma a vontade de o Governo criar um quadro legal transparente e estável.

7 Visão Geral do Quadro Legal- Continuação Resolução nº62/2009, n de 14 de Outubro, que aprova a Política das Energias Novas e Renováveis, veis, que também, m, destaca a importância do sector privado. Resolução que aprova a Estratégia de Desenvolvimento das Energias Novas e Renováveis veis e define o âmbito de intervenção do sector privado.

8 Visão Geral do Quadro Legal- Continuação O Projecto de Revisão da Lei de Electricidade, ora em debate, visando adequá-la aos desafios do momento, reafirma o papel do sector privado na provisão de serviços modernos de electricidade, com destaque para as comunidades rurais.

9 Visão Geral do Quadro Legal- Continuação O Projecto da Lei de Electricidade, destaca entre outros aspectos, os seguintes: O Papel de cada interveniente do sector, desde o Ministério da Energia aos operadores do sector;

10 Visão Geral do Quadro Legal- Continuação Clarifica e introduz novos processos de procurement para novos empreendimentos energéticos, com destaque para as propostas não solicitadas; Reforça o papel da entidade reguladora no processo de atribuição das concessões e na definição das tarifas de energia eléctrica;

11 Visão Geral do Quadro Legal- Continuação Estabelece os princípios gerais para a definição das tarifas de energia eléctrica visando a sustentabilidade económica do sector. Não obstante, faltarem ainda outros instrumentos, tais como, o sistema de tarifas para as energias novas e renováveis, existe já um quadro legal orientador da intervenção da iniciativa privada no sector eléctrico.

12 II- Electrificação Rural e Participação do Sector Privado em Moçambique É quase consensual, que a electrificação rural em África não só é necessária, como é vital para a transformação e modernização das condições de vida no campo. Porém, também se reconhece, que a electrificação rural é um processo difícil, de grande complexidade e que requer avultados recursos financeiros, fundamentalmente pelos seguintes motivos:

13 II- Electrificação Rural e Participação do Sector Privado em Moçambique-Continuação Grande dispersão da população rural; Níveis de pobreza elevados, e por conseguinte, baixo poder de compra; Níveis de consumo de electricidade baixos;e, Dificuldades no acesso às comunidades afastadas dos Postos Administrativos e Localidades.

14 II- Electrificação Rural e Participação do Sector Privado em Moçambique- Continuação Perante este quadro, a questão que se coloca é Como pode um privado, investir numa área onde aparentemente, o risco é elevado e, com um retorno lento do capital? Acresce, esta dificuldade, o facto de os programas de electrificação rural serem tradicionalmente desenvolvidos com fundos públicos e de organizações internacionais, que não prosseguem fins lucrativos.

15 II- Electrificação Rural e Participação do Sector Privado em Moçambique- Continuação Todavia, considerando a experiência internacional é nossa convicção que a electrificação rural representa um mercado potencial, mas com especificidades próprias. A Política e a Estratégia de Desenvolvimento das Energias Novas e Renováveis, na abordagem de Mercado, identificam as seguintes áreas de intervenção do sector Privado:

16 II- Electrificação Rural e Participação do Sector Privado em Moçambique- Continuação Investimento na difusão de tecnologias e sistemas de energias novas e renováveis; Produção e comercialização de tecnologias das energias novas e renováveis; Provisão de serviços de assistência técnica;

17 II- Electrificação Rural e Participação do Sector Privado em Moçambique Concessão de créditos ao investimento; Desenvolvimento de competências técnicas e administrativas.

18 II- Electrificação Rural e Participação do Sector Privado em Moçambique- Continuação A estratégia aponta como factores-chave de sucesso dos programas de electrificação rural, os seguintes: Identificação dos projectos pelo sector privado e aplicação de tecnologias apropriadas para cada local, com destaque para os sistemas solares fotovoltáicos e centrais mini hidricas; Forte envolvimento das comunidades na definição dos projectos de electrificação rural;

19 II- Electrificação Rural e Participação Privada em Moçambique Pagamento pelos usuários dos consumos de energia na fase de operação do projecto; Forte participação do Estado na coordenação dos projectos e na alocação de recursos sob a forma de subsídios para garantir o retorno do capital privado.

20 III- Principais Desafios do Subsector de Energias Novas e Renováveis veis Estabelecimento de procedimentos de concessão e de licenciamento simplificados; Definição de regimes tarifários adequados e realistas por tipo de tecnologia quer em rede quer off grid.

21 III- Principais Desafios do Subsector de Energias Novas e Renováveis veis -Continuação Desenvolvimento de um código de rede que regule as condições de interligação das fontes renováveis à Rede Nacional e às redes locais. Alocação de fundos pelo Estado de acordo com a dimensão dos planos e programas aprovados.

22 III- Principais Desafios do Subsector de Energias Novas e Renováveis veis-continuação Desenvolvimento de um código de rede que regule as condições de interligação das fontes renováveis à Rede Nacional e às redes locais. Alocação de fundos pelo Estado de acordo com a dimensão dos planos e programas aprovados.

23 IV- Conclusões O Governo prossegue uma política de abertura ao investimento do sector Privado no subsector de Energias Novas e Renováveis; O subsector de Energias Novas e Renováveis oferece largas possibilidades de intervenção do sector Privado na electrificação rural; A intervenção do sector privado é fundamental para complementar os esforços do Governo nos programas de electrificação rural;

24 IV- Conclusões O Governo tem um papel decisivo na coordenação e dinamização dos programas de electrificação rural; É urgente a aprovação dos regimes tarifários especiais aplicáveis às Energias Novas e Renováveis quer seja em rede ou off grid.

25 Fim da apresentação Obrigado Pela Vossa Atenção

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