CAPÍTULO I SEÇÃO I - DAS ATIVIDADES DE ENSINO

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1 Resolução CsA nº.163/2009 Normatiza a alocação de carga horária dos docentes do quadro temporário da Universidade Estadual de Goiás. A 104ª Plenária do Conselho Acadêmico CsA da Universidade Estadual de Goiás UEG, no uso de suas atribuições estatutárias e regimentais e considerando que: 1. Lei Estadual , de 27 de julho de 2000; 2. Decreto Estadual nº 6961 de 29 de julho de 2009, publicado no DOE de 4 de agosto de 2009, que limita o montante financeiro para temporários; 3. Que atualmente aproximadamente 80% do quadro docente pertence ao quadro temporário; 4. O Art. 20 da Lei nº , de 1º de junho de 2001; 5. A necessidade de definir critérios para alocação de carga horária docente e criar parâmetros quantitativos de forma que as Pró-Reitorias estabeleçam indicadores acadêmicos institucionais, que conduzam a primazia dos cursos e programas da UEG; 6. A necessidade de estabelecer critérios que possibilitem equalizar as atividades acadêmicas nas Unidades Universitárias da UEG, respeitadas as suas particularidades. R E S O L V E: Art 1º - O Quadro Temporário de Docentes da UEG é formado por professores do Ensino Superior contratados por tempo determinado, conforme a Lei Estadual , de 27 de julho de 2000, sendo imprescindível a atuação dos mesmos em efetiva regência. 1º Para contratação do professor será exigido um mínimo de 6 horas semanais de atividades de ensino. 2º A composição da sua jornada de trabalho será de acordo com as horas de trabalho estabelecidas para as atividades desenvolvidas até o limite de 26 horas semanais. Art 2º - Para a composição da carga horária, o docente em contrato temporário, desenvolverá atividades de ensino e poderá desenvolver atividades de pesquisa, extensão e/ou gestão, de acordo com os critérios estabelecidos nesta resolução. CAPÍTULO I SEÇÃO I - DAS ATIVIDADES DE ENSINO Art 3º -As atividades de ensino compreendem as ações dos docentes diretamente vinculadas aos cursos de graduação regulares, ofertados pela UEG, compreendendo: Ι. Ι Ι. Aulas (efetiva regência); Atividades de orientação. Art 4º - A Coordenação de Curso deverá encaminhar, nos meses de junho e novembro, à direção da UnU o planejamento semestral/anual relativa a operacionalização da matriz curricular. A UnU encaminhará a PrG para análise e aprovação, que posteriormente encaminhada à PrA, o limite de carga horária de ensino que poderá ser alocada para cada UnU.

2 SUBSEÇÃO I DAS AULAS Art 5º - As atividades de ensino relativas às aulas, ou seja, a efetiva regência refere-se à carga horária destinada ao ensino dos conteúdos curriculares teóricos e práticos das disciplinas previstas nas matrizes curriculares dos cursos regulares de graduação na UEG. I. A divisão de turmas para aulas práticas, só será permitida em função do espaço físico dos laboratórios, da limitação de equipamentos disponíveis ou da real necessidade de maior acompanhamento do trabalho do aluno por parte do professor, devendo ser devidamente justificada e a solicitação encaminhada à Pró-Reitoria de Graduação para parecer. Cada turma deverá ser composta de no mínimo 15 alunos e para se configura como divisão de turmas, as aulas práticas deverão ocorrer semanalmente; Nos cursos de Licenciatura em que a Prática como Componente Curricular constitui-se diluída nas disciplinas da matriz curricular, não será computada carga horária específica e/ou separada para a mesma; Nos casos de disciplinas temáticas, como AEA (Atividades de Enriquecimento e Aprofundamento), a carga horária prevista poderá ser distribuída entre dois docentes, conforme discriminado no projeto pedagógico do curso; IV. As disciplinas eletivas ou optativas, para serem oferecidas, deverão ter um mínimo de 10 (dez) alunos matriculados em cada turma. V. O oferecimento de turmas especiais deverá seguir as normas específicas da PrG. Parágrafo Único: Situações específicas sobre atribuição de carga horária de ensino deverão ser encaminhadas à PrG para deliberação. Art 6º - É de responsabilidade do docente, a elaboração do plano de ensino da(s) disciplina(s) que ministra e sua atualização bibliográfica, o controle dos registros acadêmicos, a elaboração e correção de trabalhos e provas, a aplicação e correção de provas de 2ª chamada, revisão de provas quando solicitado, entre outros, de acordo com o calendário acadêmico da UnU. Art 7º - A participação em reuniões para as quais seja convocado é obrigatória, conforme previsto no Regimento Geral da UEG SUBSEÇÃO II DAS ATIVIDADES DE ORIENTAÇÃO Art 8º - As atividades de ensino relativas à orientação referem-se à carga horária destinada ao acompanhamento dos alunos em Trabalho de Conclusão de Curso e Estágio Curricular Supervisionado. Art 9º - A carga horária destinada ao docente para orientação de trabalho de conclusão de curso (TCC), na graduação, será de 1 (uma) hora semanal por aluno, durante no máximo 2 (dois) semestres letivos ou 1 (um) ano, limitando-se ao máximo 08 (oito) alunos para cada docente, e deverá ser lançado no campo orientação. 1º Não será disponibilizada carga horária para orientação de trabalho de conclusão de curso, ao docente que não possuir, no mínimo, o título de especialista. 2º O professor deverá registrar os encontros semanais de orientação do aluno na Unidade Universitária, sendo sua freqüência registrada para efeito de comprovação. Art 10. A carga horária para orientação de estágio curricular supervisionado será computada conforme a modalidade do curso e deverá ser lançado no campo orientação:

3 a) Para acompanhamento e supervisão de estágio curricular obrigatório nos cursos de licenciatura: I - Poderá ser computada até 12 (doze) horas semanais, por professor orientador, para turma composta por no mínimo 15 alunos; II - O professor não poderá orientar mais do que 1 (uma) turma de estágio supervisionado por semestre ou ano letivo. b) Os cursos de bacharelado ou tecnológicos, que necessitarem da atuação do professor orientador para acompanhamento e supervisão de estágio curricular obrigatório deverão seguir os critérios: I - Nos cursos em que é prevista na matriz curricular a disciplina de Estágio Supervisionado, com espaço e carga horária específicos, será observado o mesmo critério das demais disciplinas curriculares, e neste caso a carga horária semanal prevista na matriz curricular deverá ser lançada no campo sala de aula; II Nos cursos em que não é prevista na matriz curricular a disciplina de Estágio Supervisionado, poderá ser computada até 4 (quatro) horas semanais por professor, para turma composta de no mínimo 15 alunos e deverá ser lançado no campo orientação. Parágrafo Único: Situações específicas sobre orientação de trabalho de conclusão de curso e estágio supervisionado deverão ser encaminhadas à PrG para deliberação. Art 11. A coordenação de curso deverá encaminhar à direção da Unidade Universitária, antes do fechamento da planilha de carga horária, a relação dos professores orientadores de estágio e TCC, juntamente com a listagem nominal de todos os orientandos, para o registro de sua carga horária. E se solicitado encaminhar à PrG. SEÇÃO II - DAS ATIVIDADES DE PESQUISA Art 12. Para os fins previstos nesta resolução, consideram-se atividades de pesquisa aquelas relacionadas à produção de conhecimentos científicos básicos, aplicados e tecnológicos. Art 13. Para ser computada carga horária o professor deverá ter seu projeto aprovado junto a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PrP): I. Professores graduados e especialistas, não poderão alocar carga horária para o desenvolvimento de projetos de pesquisa, conforme previsto pela PrP; O docente do quadro temporário poderá alocar carga horária para projetos de pesquisa aprovados desde que tenha um mínimo de 8 (oito) horas de sala de aula; Para o docente do quadro temporário a carga horária será de no máximo 8 (oito) horas semanais, independente do número de projetos internos aprovados na PrP; Art 14. Para detalhes da regulamentação sobre os procedimentos para apresentação, aprovação, acompanhamento e encerramento de projetos de pesquisa, o professor deverá consultar as resoluções específicas sobre o assunto na página da PrP. Art 15. A PrP deverá encaminhar à PrA, nos meses de junho e dezembro, a carga horária total de projetos de pesquisa aprovados que poderá ser alocada para cada UnU. SEÇÃO III DAS ATIVIDADES DE EXTENSÃO

4 Art 16. Serão consideradas Atividades de Extensão as ações de caráter comunitário, não remuneradas, de iniciativa do docente e discente de interesse Institucional. Art 17. As ações de extensão são articuladas com o ensino e a pesquisa de forma indissociável e desenvolvidas de acordo com as diretrizes estabelecidas pela Pró-Reitoria de Extensão (PrE), por meio das seguintes modalidades: a) Programa; b) Projeto. Art 18. Para ser computada carga horária para uma das atividades mencionadas no Art. 17, o professor deverá ter a mesma aprovada junto a PrE. Art 19. Para cada ação de extensão deverá ser indicado um docente que se responsabilizará pela elaboração, execução, acompanhamento e demais solicitações que se fizer pela ação. Art 20. Para alocar carga horária para as atividades de extensão, o professor deverá ter em sala de aula uma carga horária mínima equivalente a do projeto. Art 21. A carga horária para o professor executor da ação, não poderá ultrapassar a 8 (oito) horas semanais, independente do número de ações aprovadas. Parágrafo Único: O professor executor do programa de extensão receberá uma carga horária de até 18 horas semanais. Art 22. Para o acompanhamento dos alunos no desenvolvimento dos 20% das atividades complementares, previstas nas matrizes curriculares, com atividades de extensão, conforme previsto na Resolução CsA nº30/2008, o professor orientador receberá a carga horária de até 4 horas semanais, sendo no máximo 2 (dois) professores por curso, com titularidade mínima de especialista. Art 23. A ação de extensão deverá envolver, necessariamente, a participação de discentes regularmente matriculados na Universidade Estadual de Goiás, vivenciando a relação ensinoaprendizagem a partir da interlocução com os problemas da sociedade, em conformidade com as Resoluções CsA 001/2006 de 24/02/2006 e CsA 030/08. Art 24. Para detalhes da regulamentação sobre os procedimentos para apresentação, aprovação, acompanhamento e encerramento de ações de extensão, o professor deverá consultar as resoluções específicas sobre o assunto, na página da PrE. Art 25. A PrE deverá encaminhar à PrA, nos meses de junho e dezembro, a carga horária total das modalidades de extensão aprovadas que poderá ser alocada para cada UnU. SEÇÃO IV DAS ATIVIDADES DE GESTÃO Art 26. Serão consideradas como Atividades de Gestão aquelas relativas à coordenação de ações de natureza administrativo-pedagógica, desenvolvidas em cada curso, Unidades Universitárias e/ou Administração Superior da UEG: I. Coordenação de Curso de Graduação; IV. Coordenação Pedagógica; Coordenação Adjunta de Estágio Supervisionado; Coordenação Adjunta de Trabalho de Conclusão de Curso; V. Coordenação Adjunta de Extensão; VI. Coordenação Adjunta de Pesquisa.

5 1º - As Coordenações referidas nos incisos I, II, V e VI possuem vinculação administrativa à Diretoria da Unidade e pedagógica às Pró-Reitorias a que estiverem afetas as suas atividades, enquanto que as demais Coordenações possuem vinculação administrativa à Diretoria da Unidade e pedagógica à Coordenação do Curso a que estiverem vinculadas suas áreas de atuação. 2º - Somente as Unidades Universitárias com 3 (três) ou mais cursos completos em atividade, não estando incluídos os cursos em fase de extinção, terão direito ao Coordenador Pedagógico, cujo nome deverá ser aprovado no Conselho Acadêmico da UnU e referendado pela PrG; 3º - Para atender as especificidades de cada UnU poderão ser criadas outras coordenações adjuntas desde que atenda aos critérios de carga horária previstos nesta seção e não ultrapasse o limite de carga horária de gestão liberada para cada UnU, conforme Art. 36, e aprovadas no CaU. Art 27. O docente em contrato temporário poderá exercer atividades de gestão desde que atenda aos seguintes critérios: 1º - Para as funções de Coordenador de Curso e Coordenador Pedagógico, o docente deverá ministrar, no mínimo, 1 (uma) disciplina na Unidade Universitária onde exercer a função. Tanto as disciplinas que ministrar quanto qualquer outra atividade que o Coordenador de Curso e o Coordenador Pedagógico venham a executar, a carga horária estará incluída no cômputo da carga horária total atribuída ao docente que ocupa tal função. 2º - Para cada função de Coordenador Adjunto, nomeado em portaria, poderá ser computada de 4 (quatro) até 8 (oito) horas semanais, de acordo com a necessidade, disponibilidade de tempo do docente e verificado o limite de carga horária de gestão disponibilizada para a Unidade Universitária; 3º - Para exercer as funções referidas no 2º, é necessário que: - o docente tenha no mínimo 8 (oito) horas semanais de efetivo exercício em sala de aula; - o nome do docente tenha sido aprovado no Conselho Acadêmico da Unidade Universitária; - o docente tenha titulação mínima de Especialista, à exceção da função da Coordenação Adjunta de Pesquisa em que a titulação mínima exigida é de Mestre. Art 28. Mediante portaria do Reitor, o docente do quadro temporário, poderá exercer funções de Assessoria da Reitoria, Assessoria das Pró-Reitorias, Coordenação Administrativa ou Acadêmica vinculada a Reitoria, Pró-Reitorias ou Diretoria. Art 29. As atividades de gestão devem ser desenvolvidas na Instituição ou vinculadas a ela, sendo a freqüência docente registrada e arquivada em seu dossiê, para efeito de comprovação. Art 30. A direção da UnU deverá encaminhar à PrA, antes do fechamento da planilha de carga horária, a listagem nominal dos professores com suas respectivas funções. CAPÍTULO II SEÇÃO I - DOS LIMITES REFERENCIAIS DA NORMATIZAÇÃO DA DISTRIBUIÇÃO DE CARGA HORÁRIA DOCENTE Art 31. A carga horária do docente será constituída pelo somatório das atividades de ensino, pesquisa, extensão e gestão e não poderá ultrapassar a 26 horas semanais. Parágrafo Único: As horas excedentes não são cumulativas, nem remuneradas a qualquer título. Art 32. O acompanhamento da distribuição de carga horária docente na Universidade far-seá a partir dos dados individuais registrados, com periodicidade mensal, na Planilha Mensal de Carga

6 Horária Docente. A consolidação desses dados, em diferentes níveis de agregação será realizada pelo sistema SIGAD (Sistema Gerencial de Atividades Docentes). Art 33. Para distribuição da carga horária individual, serão incorporados ao sistema SIGAD de banco de dados, os limites relativos à distribuição da carga horária contratual dos docentes do quadro temporário aprovado anualmente/semestralmente por cada Pró-Reitoria, de acordo com o regime de funcionamento dos cursos na UnU. Art 34. O não enquadramento da distribuição de carga horária do docente dentro de qualquer dos limites estabelecidos por esta resolução, implica na não aceitação, pelo sistema, da digitação do dado correspondente. Art 35. Por meio de mecanismos próprios de avaliação, as Pró-Reitorias quantificam a carga horária docente admissível em suas atividades. Esses dados são importados para o SIGAD para composição das planilhas de carga horária docente. Art 36. Os limites para a distribuição da carga horária, para cada Unidade Universitária seguirá os seguintes critérios: I. A carga horária de ensino da UnU será estabelecida com base nas matrizes curriculares dos cursos e nas normas estabelecidas nesta resolução e encaminhada à PrG para análise e aprovação; IV. A carga horária de pesquisa da UnU será estabelecida com base no relatório de aprovação dos projetos de pesquisa pela PrP; A carga horária de extensão da UnU será estabelecida com base no relatório de aprovação das modalidades de extensão pela PrE; A carga horária de gestão da UnU, excluída a carga horária destinada ao Diretor, Coordenadores de Curso e Pedagógicos, será estabelecida pela PrA, por meio de instrução normativa e cujos critérios serão reavaliados e publicados anualmente até o mês de dezembro. Art 37. Os casos omissos serão resolvidos pelas respectivas Pró-Reitorias. Art 38. Esta Resolução revoga: I. Na integra a Resolução CsU nº45 de 04 de dezembro de 2001; Os artigos que se referem aos docentes temporários das Resoluções CsU nº.14 de 18 de março de 2004 e CsA nº.18 de 17 de março de 2004; O 1º do Art. 5º e o Art. 6º da Resolução CsA nº.008/2008 no que se refere aos docentes temporários. Art. 39º. Esta resolução entra em vigor a partir da data da sua aprovação, assinatura e publicação. Dê ciência e Cumpra-se. 104ª Plenária do Conselho Acadêmico da Universidade Estadual de Goiás, em Anápolis, aos dez dias do mês de dezembro de dois mil e nove. Prof. Luiz Antônio Arantes Presidente do CsA

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