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1 UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS UNISOL UNIVERSIDADE SOLIDÁRIA SÃO PAULO,

2 EQUIPE UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL UNIVERSIDADE SOLIDÁRIA PROJETO "APA NASCENTES DO ARICANDUVA" 2012 SÃO PAULO,

3 1. O MEIO FÍSICO DA BACIA DO ARICANDUVA Neste relatório abordaremos aspectos socioambientais da Vila Bela, bairro localizado nos distritos Iguatemi e São Rafael vide anexo A (SME, 2010), subprefeitura de São Mateus, Zona Leste do município de São Paulo. Destacaremos nesta seção os aspectos físicos da área em estudo, situada na bacia hidrográfica do rio Aricanduva. 1.1 Hidrografia: a bacia hidrográfica do rio Aricanduva O rio Aricanduva é um curso d água com aproximadamente 20 km de extensão, suas nascentes estão localizadas próximas à divisa com o município de Mauá e deságua na margem esquerda do rio Tietê entre os distritos da Penha e Mooca (PSP, 2012). A bacia hidrográfica 1 deste rio abrange uma área de drenagem de 100 km² no setor leste-sudeste (ESE) do município de São Paulo, com largura entre 5 e 6 Km (SIGRH, 2012), abarcando os distritos do Iguatemi, Tiradentes, São Rafael, São Mateus, Parque do Carmo, José Bonifácio, Artur Alvim, Penha, Tatuapé, Carrão, Sapopemba, Aricanduva e Vila Formosa (UNICSUL, 2011). As altitudes nas quais se desenvolve o rio Aricanduva variam de 905 m, nas nascentes, a 720 m na foz; a declividade do talvegue (entre 0,025 m/m e 0,005 m/m) é maior no alto curso suavizando-se no médio e baixo curso. Além do ribeirão Rincão/Gamelinha os afluentes da margem direita são pouco expressivos, entretanto, os cursos d água da margem esquerda apresentam porte maior, sendo destacado o rio Caaguaçu 2, situado no curso médio do rio Aricanduva (SIGRH, 2012). O rio Aricanduva, depois do Tamanduateí, é o mais expressivo afluente da margem esquerda do rio Tietê (AB SABER, 2007); estes rios integram a Unidade de Gerenciamento de Recursos Hídricos (UGRHI) e ao Comitê de Bacias Hidrográficas do Alto Tietê (vide anexo B). Segundo o Sistema de Informações para o Gerenciamento de Recursos Hídricos do Estado de São Paulo (SIGRH, 2012) a 1 Bacia hidrográfica é definida como conjunto de terras drenadas por um rio principal e seus afluentes (GUERRA; GUERRA, 2003, p. 76). 2 Popularmente a toponímia utilizada é rio Caaguaçu, entretanto, o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) do estado de São Paulo, se refere a este curso d água como rio Caaguaçu, sendo assim, neste relatório usaremos esta denominação (SIGRH, 2012). 3

4 UGRHI 06 Alto Tietê é a mais crítica na disponibilidade de água superficial, e observa-se a ocorrência de inundações ao longo dos três rios supracitados, além do Pirajussara e afluentes destas drenagens Rio Caaguaçu O bairro Vila Bela é drenado pelo rio Caaguaçu e seus afluentes; conforme o relatório da Unicsul (2010) ao sul do distrito de São Rafael, próximo à divisa do distrito Iguatemi e ao aterro São João está localizada uma das nascentes do rio Caaguaçu. Fig. 1: Trecho do rio Caaguaçu - Vila Bela. Fonte: Juliana Freire Santos, Nas margens dos rios e córregos da microbacia 3 do rio Caaguaçu há pouca vegetação, sendo notada a presença de mata de capoeira 4, e em alguns casos, resíduos sólidos descartados nos cursos d água e pneus para conter as enxurradas e prevenir o solapamento das margens, conforme pode ser observado nas fig. 2 e 3. 3 Segundo Martin apud Araujo e Pinese (2012), microbacia hidrográfica se refere a uma área entre um fundo de vale e os interflúvios (divisores de água) que demarcam os limites das águas das chuvas que alcançarão o fundo de vale. 4 Capoeira é uma vegetação secundária que surge após a destruição da cobertura vegetal (RODRIGUES, 2005). 4

5 Fig. 2: Margem do rio Caaguaçu mata de capoeira e resíduos sólidos Fonte: Juliana Freire Santos, Fig. 3: Margem de córrego afluente do rio Caaguaçu. Utilização de pneus para a contenção de enxurradas Fonte: Juliana Freire Santos, Segundo alguns moradores, em 2011, ocorreram inundações no rio Caaguaçu quando as águas fluviais ocuparam moradias que estão localizadas nas margens (vide fig. 4). 5

6 Fig. 4: Moradias em situação de risco Fonte: Juliana Freire Santos, Conforme foi atestado pelo questionário aplicado pela equipe Unicsul (2012), para alguns moradores as drenagens que recortam o bairro não representam nenhuma importância, sendo reconhecidas como esgoto e depósito de lixo, outros ainda consideram os problemas oriundos de inundações e aguardam o cumprimento de projetos de canalizações e instalação de avenidas sobre os cursos d água. 1.2 Geologia A porção oriental do território brasileiro, na qual está localizado o estado de São Paulo, se encontra sobre um complexo cristalino, composto principalmente por rochas magmáticas e metamórficas, denominado escudo cristalino. Entretanto, em algumas áreas deste embasamento cristalino estendem-se coberturas sedimentares, como a Bacia Sedimentar de São Paulo (IPT, 1981a). Neste contexto geológico, ao longo da extensão da bacia do rio Aricanduva encontram-se três estruturas geológicas, apresentadas no mapa de Relevo e Geologia na Bacia do Aricanduva (anexo C): cobertura aluvial e coluvial 5 quaternária, sedimentos terciários da Bacia de São Paulo e embasamento Pré Cambriano (UNICSUL, 2011). 5 Entende-se por cobertura aluvial uma extensão ocupada por detritos e sedimentos carregados e depositados pelos rios, e coluvial quando são transportados pela ação da gravidade (GUERRA; GUERRA, 2003). 6

7 Segundo o Relatório de Campo do projeto APA Nascentes do Aricanduva (2011) a cobertura aluvial e coluvial quaternária é composta, principalmente, por areias, argilas e conglomerados, depositados nas calhas dos rios, constituindo as planícies de inundação, ocorrendo nas cotas entre 720 e 750 metros de altitude. A Bacia de São Paulo também é formada por conglomerados, areias e argilas, no entanto, é intersectada pelos sedimentos das formações Itaquaquecetuba, São Paulo e Resende (UNICSUL, 2011), e ocorre nas cotas entre 750 e 850 metros. O embasamento Pré-Cambriano, por sua vez, é constituído, sobretudo, por granitos e gnaisses (GUERRA; GUERRA, 2003). 1.3 Geomorfologia A bacia hidrográfica do rio Aricanduva, como também todos os seus afluentes, estão situados, do ponto de vista regional, na Província Geomorfológica do Planalto Atlântico, caracterizada por terras altas constituídas predominantemente por rochas cristalinas recortadas pelas bacias sedimentares de São Paulo e Taubaté. Esta província está dividida em zonas e subzonas e a área que nos interessa localiza-se na zona do Planalto Paulistano (anexo D), que apresenta relevo suavizado, com altitudes que variam entre 715 e 900 metros, conforme o mapa de Divisão Geomorfológica do Estado de São Paulo do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT, 1981). Na área centro-norte do Planalto Paulistano está localizada a bacia sedimentar de São Paulo, na qual se desenvolve o rio Tietê e alguns de seus principais tributários (IPT, 1981), tais como o rio Tamanduateí e Aricanduva. Mais especificamente, a bacia hidrográfica do rio Aricanduva, localiza-se na subzona do Planalto Paulistano, denominada colinas de São Paulo, na qual há a predominância de colinas pequenas e morrotes (IPT, 1981). Entretanto, a área que pertence à Subprefeitura de São Mateus está localizada, sobretudo, na estrutura geológica do embasamento Pré-Cambriano, caracterizados por feições decorrentes de processos erosivos, que apresentam altitudes elevadas se comparadas à Bacia de São Paulo, tais como morros médios (UNICSUL, 2011). 7

8 1.3.1 Análise geomorfológica do Morro do Cruzeiro e bairro Vila Bela Durante pesquisa de campo realizada no primeiro semestre de 2012, pela equipe Unicsul, observou-se próximo às nascentes do rio Caaguaçu, nas encostas do Morro do Cruzeiro, o processo de formação de piping, conforme observado nas fig. 5 e 6. Estes dutos se formam por conta da dissolução e carreamento dos minerais em meio subsuperficial, ocorrendo o desenvolvimento destes dutos, pode haver o colapso do solo localizado acima e a consequente formação de uma voçoroca (GUERRA; GUERRA, 2003). Fig. 5: Dutos (piping) Fonte: Juliana Freire Santos, Fig. 6: Duto (piping) Fonte: Juliana Freire Santos,

9 Em campo também observamos, numa encosta próxima ao Morro do Cruzeiro, a existência de uma cicatriz decorrente de um deslizamento de terra planar (fig. 7). Considerando, portanto, a tendência à ocorrência de movimentos de massa, acreditamos que a área é inadequada para ocupação, entretanto, conforme visto na fig. 8, as vertentes e interflúvios próximos ao Morro do Cruzeiro estão sendo ocupados por moradias. Fig. 7: Cicatriz de deslizamento de terra Fonte: Juliana Freire Santos, Fig. 8: Remanescente de Mata Atlântica ao lado de área desmatada e ocupada Fonte: Juliana Freire Santos,

10 A área em estudo, segundo análise em campo (2012), se caracteriza por relevo acidentado, vertentes inclinadas e vales estreitos, com ausência de planícies de inundação. Os topos das encostas atuam como divisores de água das chuvas, distribuindo o escoamento superficial entre o rio Caaguaçu e seus tributários; como o solo, no Vila Bela e bairros vizinhos, está impermeabilizado por conta da pavimentação das vias, construções e ausência de vegetação, o fluxo de água que alcança o rio e córregos é maior. Fig. 9: Vista dos interflúvios do rio Caaguaçu Fonte: Juliana Freire Santos, Sendo assim, o Morro do Cruzeiro e o seu entorno estão suscetíveis a processos erosivos, tais como a formação de piping e a possível evolução para voçorocas; e também a movimentos de massa nas vertentes dos morros. E, devido aos processos de ocupação e urbanização das encostas próximas ao rio Caaguaçu e seus afluentes, que contribuem para o incremento do escoamento superficial das águas pluviais por conta da impermeabilização do solo, e a configuração dos vales, as margens e as estreitas várzeas destes cursos d água são passíveis de sofrerem enchentes e inundações. 10

11 1.4 Vegetação Aproximadamente ha do território paulista foi recoberto por Mata Atlântica, caracterizada por formação arbórea densa (UNICSUL, 2011). Segundo Usteri apud Prefeitura do Município de São Paulo (PMSP, 2002), a área que pertence ao município apresentava vegetação de várzea, campos e floretas (Mata Atlântica floresta tropical). Entretanto, devido ao processo de periferização ocorreu intenso desmatamento das áreas verdes (PMSP, 2002). Portanto, atualmente, a cobertura vegetal paulistana se resume a fragmentos da vegetação natural secundária, remanescentes de Mata Atlântica e de campos naturais, que estão preservados nos extremos do município (Serra da Cantareira zona Norte e APAs do Carmo e Iguatemi zona Leste); parques, praças e arborização viária vide anexo E (PMSP, 2002). Conforme observado nas fig. 7, 8 e 10 há remanescente de Mata Atlântica no Morro do Cruzeiro e seu entorno, no entanto, a vegetação da área está sofrendo pressão por conta da demanda por moradias. A presença de embaúbas, árvores com a copa prateada, atesta a ocorrência de desmatamento e consequente formação de mata secundária (vide fig. 10). Fig. 10: Mata Atlântica e embaúbas Fonte: Juliana Freire Santos,

12 Ainda devido ao intenso processo de ocupação, as margens e as vertentes dos cursos d água da área em estudo foram desmatadas restando resquícios de capoeira (mata secundária). 1.5 Clima O clima do município de São Paulo é afetado pelas Massas Tropicais Atlânticas (MTA) e Polares (MPA), oscilando a temperatura entre 15,1ºC e 25,2ºC, atingindo a média de 19,5ºC e índices pluviométricos de aproximadamente 1500mm ao ano (INMET, apud UNICSUL, 2010). Considerando a altitude, o tipo de relevo e a localização geográfica, especificamente, o clima da área em estudo pode ser definindo como Tropical de Altitude, com regimes pluviométricos bem definidos (LISTO; VIEIRA, 2009). Segundo SIGRH (2012) na bacia do Aricanduva a média anual pluviométrica é de 1300 e 1400 mm, havendo concentração de chuvas entre os meses de outubro e março. 12

13 2. A URBANIZAÇÃO E O PROCESSO DE OCUPAÇÃO/SP SÃO MATEUS Nesta seção serão discutidas questões sobre o processo de ocupação do bairro Vila Bela, como também problemáticas relacionas ao uso da água, destinação dos resíduos sólidos, transporte e acesso à educação e a equipamentos de lazer. 2.1 A Vila Bela ocupação e população Urbanização em São Paulo O município de São Paulo formou-se em 1554 a partir do atual pátio do colégio, como explica Caio Prado Junior (1983) localizado na região central da cidade, posição esta estratégica por estar na parte mais alta de uma colina sendo um local de ampla defesa contra o ataque de índios. Formado por ascendência jesuítica com administração e política teve seu primeiro núcleo de povoamento e desenvolvimento da vila. Com um grande planalto com altura referente a 800 m, tendo esta base os rios Tamanduateí e Pinheiros a margem esquerda, ambos afluentes do rio Tietê, tem sua vertente mais importante formada por um pequeno maciço espigão com direções de leste-oeste da cidade, cercado por várzeas que o isolam, criando assim barreiras naturais. A ocupação da cidade se deu inicialmente no maciço principal tendo estradas vindas de leste-norte, como principais elos entre as chácaras as quais aos poucos foram se tornado pequenas vilas e futuramente bairros residenciais. Estas estradas foram os principais meios de comunicação entre as vilas criadas tendo futuramente seus nomes de localização Rua Brigadeiro Tobias, Florêncio de Abreu, Rua da Consolação e Avenida Liberdade, sendo formados os primeiros núcleos de crescimento da cidade (ver anexo F). Contudo existiam as várzeas 6 onde o rio Tietê transbordava largamente no período das chuvas, mas que acabou sendo ocupado por operários que não podiam comprar suas casas na parte alta da colina, tendo como moradores os grandes cafeicultores, comerciantes e industriais, e a partir disso sendo criados os bairros ao longo das margens do rio, como explica Prado Jr (1983, p.74): 6 Segundo o autor Aziz Ab Saber (2007, p.35) são vastos terrenos planos e pantanosos. 13

14 Em resumo, São Paulo compõe- se hoje de num núcleo central que ocupa o maciço cercado pelas várzeas do Tietê, do Tamanduateí e do Pinheiros e de uma auréola de bairros que se instalaram numa parte destas várzeas, e transpondo- as, vão alargar-se pelas elevações da outra margem. Bairros que nasceram, em sua grande maioria, ao acaso, sem plano de conjunto; frutos da especulação de terrenos em lotes e a prestações. Até os meados do século XIX como explica Aziz Ab Saber (2007) por se tratar de uma área de várzea, com terraços fluviais, alagável e terrenos de baixas colinas, e baratos, sendo ocupadas por chácaras, sítios, vendolas de beira de estrada e terrenos baldios. Esta área de várzea como explica Margarida Maria Andrade (1991) mantinha um extenso campo de inundação entre o rio e a cidade que compreendia o transbordamento do rio no período de cheias, década de 1920, compreendendo hoje ao Parque Dom Pedro. Uma área designada além-tamanduateí por estar na parte leste do rio Tamanduateí o que compreendia o cinturão de chácaras no entorno do núcleo central urbano. Estes núcleos de povoamento foram se desenvolvendo ao longo do período histórico tendo como destaque no cenário urbano, diversos bairros como: Brás, Mooca, Belenzinho, Bom Retiro, Barra Funda, entre outros. Com o crescimento dos bairros nas áreas de várzea por conta dos terrenos baratos atraíram também indústrias e a construção da estrada de ferro A Estrada de Ferro São Paulo Railway a qual foi responsável pelo surgimento de pequenas vilas formadas inicialmente por trabalhadores, aos poucos dotadas de comércio e infraestrutura formando cidades. Em 1867 iniciou o tráfego entre a cidade de Santos e São Paulo tendo alterações no projeto inicial para ampliação das estações, depósito de locomotivas, armazéns e oficinas alcançando Jundiaí em A construção de novas estações ocorreu após 1880 devido a solicitações de povoados próximos da ferrovia, estas estações ferroviárias atraiam para si as atividades de oficinas e armazéns, o que resultava quase sempre em atividades urbanas em seu entorno; e sugeriam a abertura de novos caminhos. 14

15 Os engenheiros ferroviários segundo Ab Saber (2007) procuraram assentar os trilhos nos terrenos mais enxutos, pertencente aos terraços fluviais, evitando os terrenos aluviais alagadiços, que gerou a estrutura urbana dos bairros refletindo as condições do relevo regional. A penetração urbana nas terras de além- Tamanduateí favorecidas por essa linha férrea, que tinha o cruzamento de suas linhas antigas São Paulo Railway com a E. F. São Paulo- Rio de Janeiro formaram o Brás, favorecendo a criação deste novo bairro, sendo posteriormente desenvolvidos os bairros da Mooca, Belenzinho e Pari como explica Ab Saber (2007, p. 186): A industrialização e sua expansão, ao longo das ferrovias e dos terrenos vagos desses bairros mais modestos, facilitando a extensão da urbanização por enormes áreas, redundando na conurbação extensiva de todos os antigos núcleos que pontilhavam o caminho. Desta forma esta linha férrea motivou a grande concentração industrial nas proximidades, colocando a ferrovia como meio de escoamento da matéria- prima proveniente das próprias indústrias que se instalaram na região, desenvolvendo assim os bairros que nela se atrelaram, dando os primeiros passos ao início da urbanização na cidade de São Paulo. No início da década de 1930, o município de São Paulo já contava com um milhão de habitantes. Em decorrência desse crescimento, não só as chácaras que rodeavam a cidade foram loteadas e urbanizadas como houve a derrubada das vigorosas matas existentes no seu território, pouco exploradas no século XIX. Dessas matas, sobretudo da várzea das regiões de São Miguel e de Mogi das Cruzes, saia à madeira para as construções, assim como a lenha e carvão vegetal (Bomtempi, 1970, p. 155). Com a intensificação da urbanização, espaços distintos começam a ser criados, identificando seus moradores de formas opostas, divididos entre os bairros de classes baixa, média e alta. A periferia surge quando ocorre uma alta elevação do valor dos terrenos do centro da cidade, fazendo com que os moradores com menor poder aquisitivo 15

16 procurem moradias com valores acessíveis, porém, em áreas distantes e desprovidas de infraestrutura. Mesmo grandes Indústrias procuraram nas periferias dos bairros terrenos baratos próximos às margens do rio Tietê, gerando crescimento populacional na região, como por exemplo, a empresa Nitro-Quimica Brasileira, instalou-se na várzea do rio, na região de São Miguel, na década de Até então esse bairro tinha uma população pequena, distribuída ao redor das olarias, nas proximidades do rio. A chegada da indústria resultou no aumento populacional do bairro, que passou a contar com arruamento em todas as direções (ver anexo G e H que exibem a diferenciação entre a urbanização antes e o pós Nitro-Quimica Brasileira). As antigas chácaras foram fragmentadas "em milhares de pequenos lotes onde se ergueram modestas casas, sempre por terminar (Bomtempi, 1970, p. 160) Ocupação e urbanização na região de São Mateus A expansão da mancha urbana e o crescimento populacional da cidade estão diretamente relacionados ao desenvolvimento econômico. Esta relação é importante para que se compreenda o processo de ocupação dos chamados anéis exterior e periférico do município 7. A área urbanizada da cidade de São Paulo, que em 1930 era de 10 Km2, expande-se para 20 Km 2 em 1954 e 550 km 2 em 1965, atingindo 900 km2 em 1988 (KOWARICK; ROLNIK; SOMEKH, 1991, p apud PASTERNAK, 2010). 7 Distritos que foram os anéis da cidade: Anel Central: Bela Vista, Consolação, Liberdade, República, Santa Cecília e Sé. Anel Interior: Barra Funda, Belém, Bom Retiro, Brás, Cambuci, Jardim Paulista, Mooca, Pari, Perdizes, Pinheiros e Vila Mariana. Anel Intermediário: Água Rasa, Alto de Pinheiros, Campo Belo, Carrão, Cursino, Ipiranga, Itaim Bibi, Lapa, Moema, Penha, Sacomã, Saúde, Tatuapé, Vila Guilherme e Vila Leopoldina. Anel Exterior: Aricanduva, Butantã, Cachoeirinha, Cangaíba, Casa Verde, Cidade Ademar, Freguesia do Ó, Jabaguara, Jaçanã, Jaguará, Jaguaré, Limão, Mandaqui, Morumbi, Pirituba, Rio Pequeno, Santana, São Domingos, São Lucas, Sapopemba, Tremembé, Tucuruvi, Vila Formosa, Vila Maria, Vila Matilde, Vila Medeiros, Vila Prudente e Vila Sônia. Anel Periférico: Anhanguera, Artur Alvim, Brasilândia, Campo Grande, Campo Limpo, Capão Redondo, Cidade Dutra, Cidade Líder, Cidade Tiradentes, Ermelino Matarazzo, Grajaú, Guaianazes, Iguatemi, Itaim Paulista, Itaquera, Jaraguá, Jardim Ângela, Jardim Helena, Jardim São Luis, José Bonifácio, Lajeado, Marsillac, Parelheiros, Parque do Carmo, Pedreira, Perus, Ponte Rasa, Raposo Tavares, Santo Amaro, São Mateus, São Miguel, São Rafael, Socorro, Vila Andrade, Vila Curuçá e Vila Jacuí. 16

17 Entre os anos de 1940 e 1960, a população do município de São Paulo cresceu a taxas superiores a 5%, recuando para 4,79% ao ano, e a 3,66% no intervalo entre Os anéis exterior e periférico foram os que mais receberam moradores: das 2,2 milhões de pessoas que viviam no município entre 1960 e 1970, 43% alocaram-se no anel periférico e 41%, no anel exterior (porcentagem que subiu para 55% durante os anos 70). Com isso, o número de loteamentos irregulares nos anéis periféricos também aumentou. No período , o anel periférico do município respondia por 54% dos 690 loteamentos irregulares registrados na capital quase 300 mil moradores vivendo em lotes irregulares. A existência do loteamento irregular tem o reconhecimento pelo poder público mas não sua aprovação. O caráter irregular do loteamento ocorre em razão de irregularidades urbanísticas e jurídicas. As situações podem ser de ordem técnica, relativa ao cumprimento de diretrizes do parcelamento que tange à implantação do loteamento e às condições de dotação de infraestrutura; jurídica, quanto à garantia do direito de propriedade, inerente à forma de aquisição, destinação e localização do terreno; e administrativa, que diz respeito às condições de registro do parcelamento do solo e seu cadastro, permitindo o controle da ocupação do solo, da circulação e dos serviços urbanos. Entre 1941 a 1980, a região leste contribuiu fortemente para a expansão periférica dos lotes irregulares. Como decorrência do desequilíbrio entre a densa ocupação residencial e a oferta de empregos, os distritos ali criados tornaram-se dormitórios para camadas populares. A partir dos anos 1980, cada vez mais os loteamentos irregulares alocam-se na periferia distante: na década de 1980, 71%; na década de 1990, 82%; e na primeira década de 2000, 91%. Segundo aponta PASTERNAK (2010), entre 1980 e 1990, a produção de lotes populares, regulares e irregulares, apresentou uma redução. Mas a partir dos anos 90, voltou a crescer, passando de lotes a.a. para anuais. No início do século XXI, o vetor leste continuou concentrando a maioria dos lotes irregulares 71%, somando Na região leste, Iguatemi é o distrito que apresenta a maior proporção de lotes irregulares, respondendo por 5,33% do total do anel periférico, seguido de Lajeado, com 3,85%, Itaquera, com 3,71%, e Cidade Líder, com 3,13%. No Iguatemi 17

18 a maior incidência de loteamentos data dos anos 90. Essa é a situação que caracteriza a área estudada nesse trabalho. Os distritos de São Mateus (13km²), Iguatemi (19,6km²) e Parque São Rafael13,2km², cuja gestão é competência da subprefeitura de São Mateus, estão incluídos na Macroárea de Urbanização e Qualificação, uma das quatro divisões da Macrozona de Estruturação e Qualificação Urbana. A região localiza-se no extremo oriental da zona leste de São Paulo, distante 22 km da Praça da Sé e faz divisa ao norte com Itaquera, Vila Formosa e Aricanduva; ao sul com Mauá e Santo André; a leste com Guaianases e a oeste com a Vila Prudente (ver anexos I e J). Essa macroárea abrange distritos em que a urbanização não se completou, com incidência de loteamentos irregulares e ausência de infraestrutura de transportes, serviços e equipamentos públicos. Nesses distritos, o Plano Diretor Estratégico do Município de São Paulo (PDE) objetiva a promoção da urbanização e regularização fundiária dos assentamentos habitacionais populares dotando-os de infraestrutura completa, com estímulo à construção de habitações de interesse social (HIS), estrutura viária e melhoria do acesso de transporte coletivo, criação de novas centralidades com a implantação de equipamentos e serviços, zoneamento e estímulo à geração de empregos, através de distintos instrumentos urbanísticos. O instrumento urbanístico utilizado pelo município para promover a regularização de loteamentos irregulares, em que a densidade populacional é elevada, é a delimitação dessas áreas e sua transformação em Zonas Especiais de Interesse Social (Zeis), que definem normas especiais de parcelamento, uso e ocupação do solo e de edificações. O resulta em um modelo de urbanização distinto um para a classe média e outro para a população pauperizada da cidade (PASTERNAK, 2010). Conforme avalia Suzana Pasternak: Os loteamentos irregulares foram um bom negócio imobiliário, aproveitando-se da expansão e valorização da terra urbana. Mas, além de problemas ambientais e da dificuldade da extensão das redes de infraestrutura, a clandestinidade e a irregularidade impedem o registro e a obtenção de escritura pelos compradores. As conquistas na luta pela titulação foram fruto da luta de compradores que iniciaram um forte movimento 18

19 popular pela regularização de parte da cidade que continuava ilegal. A história do surgimento do bairro de São Mateus é ilustrativa nesse sentido. No século XIX, a região de São Mateus era a fazenda chamada Rio das Pedras, de propriedade de Antonio Cardoso de Siqueira que a havia adquirido de João Francisco Rocha, dividindo posteriormente em glebas. Em 1946, uma gleba de 50 alqueires foi comprada pela família Bei (Mateo e Salvador), surgindo então a Fazenda São Mateus. Dois anos mais tarde, com a valorização do solo urbano, a fazenda foi dividida em lotes rapidamente vendidos. Desse impulso aliado ao incremento dos loteamentos irregulares, teve origem o bairro de São Mateus (SUBPREFEITURA DE SÃO MATEUS). A Loteadora Bei doava telhas e tijolos aos novos proprietários que faziam suas casas através de mutirão. A organização dos moradores para reivindicar a implantação de infraestrutura no bairro aconteceu em 1950, com forte grau de mobilização também no que tange às questões ambientais que caracterizam a área. Medidas de compensação ambiental, em razão da instalação de um aterro sanitário na região e da avenida Jacú Pêssego são mostras da importância da coesão da comunidade em torno dos interesses coletivos (sobre regularização de lotes ver anexo I). Outro exemplo é o histórico de ocupação de São Rafael, que teve início na década de 60, com o loteamento de pequenos terrenos vendidos a famílias de trabalhadores que migravam de outros municípios do estado de São Paulo para trabalhar na região do ABC, período de grande crescimento da indústria automobilística. O distrito abrigava família de classe média e média baixa. Na década de 70, a administração municipal assentou na divisa do Parque São Rafael com o Jardim Vera Cruz moradores removidos da Favela Vergueiro então localizada próxima à Vila Mariana, na zona sul da cidade que, mais tarde, deu lugar à Chácara Klabin, bairro de alto padrão. Pesquisa realizada em 2004 pela Fundação Seade apontou o distrito como o mais populoso do município, com cerca de 136 mil habitantes. No período entre 1991 e 2004, a área apresentou taxa média de crescimento populacional de 3,3% ao ano. A ocupação aconteceu marcadamente nos limites do distrito através de invasões de famílias de baixa renda (GAZETA SÃO MATEUS). 19

20 2.1.3 Vila Bela O projeto deste ano da Universidade Solidária - APA Nascentes do Aricanduva vem sendo realizado no Jardim Vila Bela, na região do distrito Iguatemi. A ocupação da área teve início em 1994 e, quatro anos mais tarde, já se encontravam famílias residindo ali. Em 2008, um levantamento da Promotoria do Ministério Público do Estado de São Paulo, apontou a existência de oito mil famílias, num total de 40 mil pessoas. Uma ação possessória instaurada em 1995 e julgada procedente, com liminar favorável à remoção forçada. No início de 2009, a reintegração de posse foi indeferida, em segunda instância, pelo Tribunal de Justiça de São Paulo em razão do impacto social negativo da ação. A observação da paisagem durante os trabalhos de campo dão evidência de uma ocupação já consolidada e mais antiga, pela presença de construções de alvenaria, paredes pintadas, telhados e também de invasões recentes, sobretudo às margens do rio Caaguaçu. A região conta com uma associação comunitária, a Associação de Moradores do Jardim Vila Bela, que tem se mobilizado pela implantação de serviços e equipamentos públicos. Em 2010, através de Ação Judicial, obtiveram direito à regularização da rede de água e esgoto pela Sabesp que, segundo a agente de saúde, Luciana cobre cerca de 80 das moradias. Atualmente, as moradias estão em processo de regularização fundiária 8 no Resolo, da Prefeitura Municipal de São Paulo. De acordo com a agente Luciana, os lotes serão pagos pelos moradores à família do proprietário, mas ela não soube informar o valor. Um grupo interdisciplinar, Terra Nova Regularização Fundiária, acompanha o processo. 8 O Processo Administrativo (PA ) permite a abertura do processo de licitação na modalidade concorrência, para contratação de serviços especializados de arquitetura e engenharia visando a elaboração de projetos para regularização de três loteamentos, entre os quais o Jardim Harmonia/Vila Bela. (DEPUTADO ADRIANO DIOGO). 20

21 De acordo com as entrevistas realizadas no local, 23% dos moradores são nascidos na Bahia, 14, 9% são nascidos em São Paulo e os demais migraram de outros municípios do Estado de São Paulo, distritos da capital paulista e outros estados como Minas Gerais, Piauí, Maranhão, Ceará, Pernambuco, Goiás, Paraíba e Sergipe. De acordo com a agente Luciana, uma imigração recente é de famílias de bolivianos que trabalham com costura. Embora os números não sejam exatos, estimam-se mais 350 bolivianos vivendo em Vila Bela. Também no trabalho de campo, pudemos apurar que as invasões continuam acontecendo. Flagramos a construção de um barraco de madeira às margens do rio Caaguaçu para abrigar parentes de moradores já residentes na área que estariam chegando da Bahia. Outra observação importante foram placas anunciando a venda de lotes, que não são regularizados, como demonstrado na fig. 11. Fig. 11: Vila Bela loteamentos irregulares Fonte: Denise Aparecida Lopes, Com relação à renda mensal dos entrevistados a média é de R$ 700,00. As regiões de trabalho são variadas, contemplando desde a própria região e o distrito São Mateus, até bairros mais distantes como: Perdizes, Parque D. Pedro, Jaçanã, Brás, Anhangabaú, Santa Cecília e Pinheiros. A média de pessoas por unidade habitacional apurada nas entrevistas é de três pessoas e renda familiar é, na maioria dos casos, mantida por duas pessoas. 2.2 Áreas de risco Vila Bela: principais processos 21

22 Na região do Vila bela, São Paulo, são encontrados evidentes áreas de risco, que abortam principalmente inundações, áreas de declividade (encostas e topos de morros) e deslizamento de terra, tornando o assentamento humano sujeito a sofrer riscos naturais do local, usado também o termo de movimento de massa 9, pois são locais que sofrem mudanças movendo-se vertente abaixo devido ação da força da gravidade. Para classificação do movimento de massa baseia-se no material dominante, conteúdo de fluido e velocidade de movimento, e como principais fatores influentes temos a natureza dos materiais, declividade e estabilidade da encosta, assim como o conteúdo de água. Podemos então classificar os movimentos de massas citados abaixo que são encontrados na região do Vila Bela Escorregamento planares São caracterizados como um dos mais comuns movimentos de massa, esse fenômeno é um tipo de erosão e ocorre nas áreas urbanas principalmente devido o enorme crescimento da urbanização de áreas já sujeitas a escorregamentos, e o risco durante as chuvas se tornam ainda mais elevados. Sendo ele um solo propenso a deslizamentos, rasos e frágeis quando são induzidos pela água sedem a ação da gravidade. Fig. 12: Possíveis Movimentos de Massa Vila Bela 9 Movimentos de massa: transporte coletivo de material rochoso e/ou de solo, onde a ação da gravidade tem papel preponderante, podendo ser potencializado ou não, pela ação da água (GUERRA;MARÇAL, 2006 :75) 22

23 Fonte: Larissa Carneiro, Na imagem acima se pode observar a ocorrência de movimentos de massas planares, apesar de terem sido fotografadas em um dia seco, com ausência de chuvas recentes, pode se observar a declividade da vertente, sendo a primeira atrás de uma residência, que também se utilizou do solo 10 para construir uma parte da casa, e a segunda imagem trata-se de um local em qual há terrenos abertos ao lado, e construções residenciais acima da vertente 11, mostrando possíveis deslizamentos Escorregamentos rotacionais Os escorregamentos rotacionais caracterizam-se por uma superfície e ruptura curva ao longo da qual se dá um movimento rotacional do maciço do solo. A ocorrência destes movimentos está associada geralmente à existência de solos espessos e homogêneos, como os decorrentes da alteração de rochas argilosas. O início do movimento muitas vezes é provocado pela execução de cortes nas bases destes materiais, como na implantação de uma estrada, ou para construção de edificações, ou ainda pela erosão fluvial no sopé da vertente. Fig. 13: Possível Movimento Rotacional no Vila Bela 10 Solo: A ligação entre o manto vivo e o esqueleto mineral do substrato geológico (COSTA, 2004, p.14). 23

24 Fonte: Larissa Carneiro, Na fig. 13 é possível verificar um possível movimento rotacional no declive, nota-se a forma arredondada presente Talude de corte Taludes de corte são retirada de matérias de uma superfície, podendo ser natural devido à ação geológica ou intempéries (chuva, sol, vento, etc.) e em caso da área urbana são chamadas de taludes artificiais por serem formadas pela ação humana. São uteis e muito utilizadas em minas a céu aberto e em barragens de reservatório de água, porém o uso de talude em local de aclive/declive para a construção de casas sem supervisão de especialistas torna o local uma área de risco, devido à facilidade de deslizamento. Há também taludes de corte inclinado, que são barreiras. Fig. 14: Corte de talude com construção no topo da vertente. Fonte: Larissa Carneiro, Na fig. 14 observamos um evidente talude de corte de aproximadamente 10 m de altura, na primeira está a casa a qual está construída sob a vertente, olhando para a escada, que dá acesso a casa, percebe-se sua grande inclinação, e plantas como coqueiros, palmeiras e pata de elefante no topo do aclive. Na segunda 11 Vertente (Talude, Encosta): superfície inclinada, não horizontal, sem apresenta qualquer conotação genética ou locacional (CHRISTOFOLETTI,1980, p. 26). 24

25 imagem observasse melhor o corte de talude feito e o estoque de materiais e utensílios não utilizados que são deixados no terreno. Fig. 15 Taludes de corte muito inclinado Fonte: Larissa Carneiro, As imagens acima mostram taludes de corte muito inclinados, a primeira já apresentado sinais de movimentos de terra, e as seguintes é o mesmo terreno e consegue observar duas construções: uma ao topo da vertente, e outra ainda em fase de construção Arruamento-escoamento e curvas de nível O escoamento de água fluvial naturalmente ocorre da parte superior para o fundo do vale, normalmente em uma velocidade mais lenta e percorrendo a vegetação. Porém quando a vegetação e o local são alterados surgem vias inadequadas para o escoamento, acelerando a velocidade da decida água. 25

26 Fig. 16 Possível situação de escoamento. Fonte: Larissa Carneiro, Nas imagens acima nota-se uma rua inclinada de fácil escoamento em dias chuvosos, água a qual cai direto ao córrego Caguaçú, a segunda imagem mostra a forma precária de escoamento de água nas ruas paralelas ao córrego, passando em frente às casas Danos gerais Além dos riscos da região Vila Bela referente a escorregamentos, esta área também sofre com os problemas das chuvas, principalmente na região próxima ao rio Caaguaçu, onde já foram registradas inundações que afetaram principalmente as casas próximas às margens, assim como problemas de escoamento já que as ruas não são pavimentadas. O rio Caaguaçu é natural, retilíneo e deságua no rio Aricanduva, corta uma rua não pavimentada sem sistemas de drenagem ou canalização, tendo uma cobertura com solo exposto, vegetação e lixão. Um dos principais problemas encontrados no Vila Bela são as casas construídas perto de encostas, taludes que podem desmoronar a qualquer momento, principalmente em épocas de chuvas. As casas são feitas de alvenaria, mas não tem segurança algumas para os moradores, não só pela forma a qual foram construídas, mas principalmente pelo local inadequado. O Vila Bela tem áreas urbanas onde vivem as famílias pobres, geralmente, há uma distância considerável de escolas, postos de saúde, policiamento e demais 26

27 infraestruturas. Em geral, comunidades e demais bairros surgem de modo gradativo em áreas de terceiros. O Vila Bela teve um crescimento relativamente grande, em relação a certos aspectos, já que o números de residências são grandes. Porém há moradores que querem melhores condições de vida para a região e famílias da comunidade, realizam trabalhos sociais e buscar meios de amenizar as condições precárias Despejo de lixo O despejo de lixo na comunidade do Vila Bela pela população representa hoje um grande problema, pois a dificuldade da coleta de lixo nos becos e vielas, fazem com que o lixo tome conta de algumas parte da região. As coletas são feitas em determinados locais onde o acesso do caminhão é possível, por isso acaba acarretando acumulo de lixos em um só local e apesar de terem latões de lixo dispostos nestes lugares, não é suficiente para a demanda de lixo produzido pelos moradores. Fazendo assim o lixo ficar exposto, podendo causar danos para a saúde das pessoas, além do incomodo do cheiro desagradável e piorando a situação em dias de chuvas. Fig. 17: Despejos de lixo no Vila Bela Fonte: Larissa Carneiro, Vertente é o declive de um dos lados de uma montanha, por onde escoa a água da chuva. Em uma bacia hidrográfica, as vertentes são elementos fundamentais nos terrenos montanhosos, pois contêm grande parte da vegetação e 27

28 estabelecem uma ligação entre o relevo e o leito fluvial. O vertente desmatado, é um terreno sem vegetação o que é muito perigoso. Inundação: Do ponto de vista físico, as chuvas que provocam as inundações são precipitações de grandes volumes de água em um curto período de tempo em uma área relativamente pequena, a área propensa à inundação é uma área geralmente na proximidade de um rio, córrego, lago, baía ou mar, a qual pode ser inundada sob condição adversa. Uma condição adversa pode originar de várias causas, capaz de danificar estruturas ou encostas. Há casas próximas das margues (entre 1,5 à 10 metros), facilitando assim inundação das mesmas. O canal chega a 800 metros, e antigamente quando não existia sistema de esgoto os moradores utilizavam de uma mangueira para buscar água para suas casas, como mostra a foto a seguir. Fig. 18: Mangueira utilizada para buscar água Fonte: Larissa Carneiro, Consta que em julho de 2012 durante uma chuva que apesar de não atingir as casas chegou a 3 metros de altura, a situação mais grave até o momento é a inundação do mês de janeiro de 2010, aonde a chuva chegou a 5 metros de altura, atingindo as casas mais próximas. Apesar de ser um dos problemas, a chuva não é o maior e único agravante desta região, onde facilmente se encontram casas construídas em declive, onde a área de risco é visivelmente encontrada. 28

29 As áreas dispostas desta região são de grande ocupação, havendo sempre movimentação de construção de casas, apesar dos riscos aparentes. As maiorias das casas têm a sua base feita com tijolos de concreto. 2.3 Água, esgoto e resíduos sólidos A água A água é fundamental para a sobrevivência dos seres vivos. Atualmente a água consumida pelos seres humanos muitas das vezes chega às residências após um longo tratamento. Porém existem moradores que não recebem esta água. A água pode vim de forma clandestina podendo ser inadequada para o consumo, causando várias parasitoses. Os serviços de abastecimento de água devem ser melhorados, os moradores devem ter o direito do abastecimento de água, pois há muitos moradores, como será mostrado depois, que não tem acesso a água canalizada, sendo prejudicados em muitas questões. Quando não há o acesso necessário da água, moradores procuram um meio de trazer está água de forma irregular, mais uma vez provando que falta de acesso a água canalizada e tratada existe e que ele precisa urgentemente ser regularizado Tratamento de Água na Região Metropolitana de São Paulo - RMSP A Região Metropolitana de São Paulo RMSP, é abastecida por 28 estações de tratamento das 213 estações de tratamento (ETAs), que funcionam como fábricas para produção de água potável. As outras 185 abastecem os municípios do interior e litoral do estado. São tratados 105 mil litros de água por segundo. Este número pode aumentar com projetos de extensão e melhorias de abastecimento que ainda estão em pauta. Um exemplo é o Sistema Alto Tietê, que deve passar de 10 para 15 mil litros de água por segundo. O processo de tratamento é divido em fases que exige um rígido controle de dosagem de produtos químicos e o acompanhamento dos padrões de qualidade. Na RMSP, o sistema de abastecimento é integrado: 8 complexos são responsáveis pela produção de 67 mil litros de água por segundo, para atender 33 29

30 municípios atendidos pela Sabesp e outros 6 que compram água por atacado (Santo André, São Caetano do Sul, Guarulhos, Mogi das Cruzes, Diadema e Mauá) Os sistemas que abastecem a zona leste da RMPS A zona leste do município de São Paulo é abastecida pelos seguintes sistemas: Alto Tietê O sistema é formado pelos rios Tietê, Claro, Paraitinga, Biritiba, Jundiaí, Grande, Doce, Taiaçupeba-Mirim, Taiaçupeba-Açu e Balainho. O tratamento é realizado na Estação Taiaçupeba e atinge 10 mil litros por segundo, responsáveis pelo abastecimento de cerca de 3,1 milhões de pessoas da Zona Leste da capital e dos municípios de Arujá, Itaquaquecetuba, Poá, Ferraz de Vasconcelos, Suzano, Mauá, Mogi das Cruzes, parte de Santo André e dois bairros de Guarulhos (Pimentas e Bonsucesso). Cantareira É o maior sistema de abastecimento (distrito sistema de abastecimento da RMSP. Na Estação do Guaraú são tratados 33 mil litros de água por segundo, que atendem às necessidades de 8,1 milhões de pessoas das Zonas Norte, Central e partes das Zonas Leste e Oeste da capital, bem como os municípios de Franco da Rocha, Francisco Morato, Caieiras, Osasco, Carapicuíba e São Caetano do Sul, além de parte dos municípios de Guarulhos, A Distribuição de Água A responsabilidade da Companhia de Saneamento Básico do Estado de são Paulo - Sabesp é levar a água até a entrada da residência, onde estão o cavalete e o hidrômetro (o relógio que registra o consumo de água). O morador fica responsável por cuidar das instalações internas e da limpeza e conservação do seu reservatório. A Sabesp também realiza manutenções preventivas nas instalações, para evitar problemas emergenciais. Entre esses trabalhos, estão: a troca de equipamentos, limpeza, desinfecção de reservatórios e conserto de vazamentos A Distribuição da água em Vila Bela 30

31 Há moradores em situação irregular. 72% da população têm água canalizada, como é possível constar no gráfico 1, com os dados da tabela 1. Esta canalização, segundo a moradora Claudia Eli Gomes, ocorreu há cinco anos, antes a água chagava nas casas dos moradores através de uma ligação por uma mangueira preta até o reservatório da Sabesp do Carrãozinho. Como verificado na fig. 19, depois da canalização, a Rua Frutos de Maio permaneceu sem a pavimentação anterior, dificultando o acesso a esta rua. Gráfico 1: Distribuição da água Elaborado por: Renata Amat de Figueiredo, jun Fonte: dados coletados no questionário do Projeto São Mateus, Programa Universidade Solidária, Universidade Cruzeiro do Sul, Meio de Distribuição Moradores Rede pública 47 Poço Distribuição ou Mina da Água 0 31

32 Tabela 1: água Caminhão pipa 1 Rede clandestina 0 Sabesp 5 Não Responderam 12 Total de Moradores Entrevistados 65 Distribuição da Fonte: dados coletados no questionário do Projeto São Mateus, Programa Universidade Solidária, Universidade Cruzeiro do Sul, Fig. 19: Rua Frutos de Maio em más condições após a canalização realizada pela SABESP Vila Bela Fonte: Françoise Egger,

33 Segundo os moradores, a Rua Frutos de Maio, foi pavimentada devido à união dos moradores. Cada morador contribuiu com R$ 100,00 cada, para a pavimentação da rua. Quando a SABESP foi canalizar a água e o esgoto na rua, ela quebrou toda a pavimentação. Após a canalização não foi refeita a pavimentação, deixando a rua em más condições para os moradores, como possível verificar na fig. 19. Conforme dados da pesquisa realizada com 57 moradores de Vila Bela, verificou-se que a água chega às casas de 47 moradores pela rede pública, ou seja, pela Sabesp Esgoto O esgoto começa a ser formado após o uso da água. O resíduos são divididos em 3 tipos diferentes: - os que vêm das residências formam os esgotos domésticos, - os das águas da chuva são chamados de esgotos pluviais e - os formados em fábricas recebem o nome de esgotos industriais. Cada tipo possui substâncias diferentes e são necessários sistemas específicos para o tratamento dos resíduos. Geralmente, o esgoto não tratado contém muitos vetores de doenças como: bactérias, vírus ou fungos. Os sistemas de coleta e tratamento de esgotos são importantes para a saúde pública, porque evitam a contaminação e transmissão de doenças, além de preservar o meio ambiente A coleta de esgotos Nas casas, comércios ou indústrias, ligações com diâmetro pequeno formam as redes coletoras. Estas redes são conectadas aos coletores-tronco (tubulações instaladas ao lado dos córregos), que recebem os esgotos de diversas redes, como é possível visualizar na fig. 20 a seguir. Fig. 20: Rede coletora de esgotos 33

34 Fonte: SABESP. Disponível em: Acesso em: 11 jun.12. Dos coletores-tronco, os esgotos vão para os interceptores, que são tubulações maiores, normalmente próximas aos rios. De lá, o destino será uma Estação de Tratamento, que tem a missão de devolver a água, em boas condições, ao meio ambiente, ou reutilizá-la para fins não potáveis Estação de Tratamento de Esgoto - ETE São Miguel A ETE São Miguel situa-se à margem esquerda do Rio Tietê, nas proximidades do km 25 da Rodovia Airton Senna, ao lado da Companhia Nitroquímica Brasileira. O Sistema São Miguel atende basicamente o extremo leste do município de São Paulo e parte das cidades de Guarulhos, Arujá, Ferraz de Vasconcelos e Itaquaquecetuba. Data de início da operação: 5 de junho de Pessoas beneficiadas: 720 mil habitantes. Vazão média de projeto: 1,5 mil litros por segundo. Vazão atual: 0,8 mil litros por segundo (média 2010). O processo de tratamento é de lodo ativado por alimentação escalonada e em nível secundário, com grau de eficiência de 90% de remoção de carga orgânica. 34

35 Sistema de esgotamento sanitário Os esgotos são transportados para a estação, através de um sistema de esgotamento constituído por interceptores, perfazendo uma extensão de aproximadamente 10 quilômetros O Esgoto em Vila Bela A ETE responsável pelo tratamento de esgoto na Vila Bela seria a ETE São Miguel que atente o extremo leste. Foi constatado que no bairro Vila Bela Os moradores sofrem com a falta da canalização do esgoto, como podemos verificar no gráfico 2, complementado pela tabela 2. A canalização de esgoto no bairro é realizada pelos próprios moradores. Há a existência de fossas. A Sabesp já realizou a implantação da caixa de esgoto, mas não realizou a canalização. Gráfico 2: Destino do esgoto Elaborado por: Renata Amat de Figueiredo, jun

36 Fonte: dados coletados no questionário do Projeto São Mateus, Programa Universidade Solidária, Universidade Cruzeiro do Sul, Segundo moradores, de acordo com o gráfico 2, o esgoto é jogado no córrego próximo ao rio Caaguaçu. Não tem esgoto, vai direto para o córrego. Alguns moradores próximos ao córrego afirmam que quando chove a água entra no quintal, deixando-o cheio de barro. À noite o cheiro é insuportável porque o cheiro sobe pelo ralo. Tabela 2: Destino do esgoto Destino do Esgoto Meio do Destino Moradores Rede Publica 13 Fossa séptica 4 Rio / córrego 19 Rua / Valeta 9 Sabesp 1 Não tem 5 Total de Entrevistados 51 Fonte: dados coletados no questionário do Projeto São Mateus, Programa Universidade Solidária, Universidade Cruzeiro do Sul, Fig. 21: Caixa de esgoto Fonte: Renata Figueiredo, Fig. 22: Rio Caaguaçu em péssimas condições devido aos moradores jogarem esgoto e lixo 36

37 Fonte: Françoise Egger, A moradora Claudia Eli Gomes (37 anos), funcionária do comércio, afirmou que os moradores é que fazem a canalização, como é visto na fig. 21. Pode-se concluir pela informação dada pelo morador Luiz José da Silva que a Sabesp realizou a implantação de caixa de esgoto pronta para a implantação. Enquanto isto cada morador possui sua fossa. Já o morador Elias dos Santos diz que o esgoto é jogado no curso d água próximo (rio Caaguaçu), como é possível ver na fig Resíduos sólidos Abordando a RMSP, a questão dos resíduos sólidos é um dos desafios a serem considerados quando se pensa na gestão deste, pois o excesso de resíduos promove impactos não só ambientais como também sociais. O descarte inadequado destes resíduos se torna um problema, pois a degradação socioambiental é uma das atuais problemáticas encontradas, principalmente quando se aborda em locais do território que tem uma fragilidade maior, pensando neste aspecto, pois o descarte apropriado dos resíduos sólidos se torna mais difícil. Sendo a maior aglomeração urbana do país, é evidente a geração de grande quantidade de resíduos sólidos, exigindo um planejamento adequado de como 37

38 coletar e descartar apropriadamente os resíduos dos domicílios, hospitais, comércios, serviços, indústrias e outros estabelecimentos geradores. Para melhor entendimento da questão, colocamos a seguir algumas explicações referentes ao que são os resíduos sólidos e como é a gestão no município de São Paulo. O enfoque maior será na subprefeitura de São Mateus, com o entendimento de como a questão está apresentada no denominado bairro de Vila Bela, localizado no distrito do Parque São Rafael Resíduos sólidos: esclarecimentos Para melhor entendimento do que são os resíduos sólidos, optamos por utilizar a definição dada pela Lei /2010, [...] material, substância, objeto ou bem descartado resultante de atividades humanas em sociedade, a cuja destinação final se procede, se propõe proceder ou se está obrigado a proceder, nos estados sólidos ou semissólidos, bem como gases contidos em recipientes e líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou em corpos d água, ou exijam para isso soluções técnica ou economicamente inviáveis em face da melhor tecnologia possível (TONANI, 2011, p. 43). Ou seja, os resíduos sólidos podem possuir certa periculosidade, com a exigência de um tratamento e descarte apropriados para não impactar socioambientalmente o território, ou pode ser reutilizado e reciclado, promovendo menor impacto e maior benefício para a sociedade e para o meio ambiente. Os resíduos sólidos são classificados de acordo com sua origem, como podemos ver no quadro 1, a seguir: Quadro 1 Características dos resíduos sólidos Tipo Descrição Responsabilidade pelo gerenciamento Domiciliar Originários de residências Prefeitura Comercial Originários de Prefeitura (definido pela estabelecimentos comerciais e quantidade) 38

39 de serviços Público Originários da limpeza urbana Prefeitura e áreas públicas Serviços de saúde Originários de resíduos Gerador / prefeitura sépticos (que podem conter germes patogênicos) ou assépticos dos serviços d saúde Industrial Originários dos diversos ramos Gerador industriais Portos, aeroportos, terminais Resíduos sépticos e Gerador ferroviários e rodoviários assépticos dos locais Agrícola Resíduos originários das Gerador atividades agrícolas e de pecuária Entulho Resíduos de construção civil Gerador (definido pela quantidade) Elaborado por: Françoise M. Egger, jun Fonte: Prefeitura de São Paulo, 2012a; Tonani, No município de São Paulo, mais especificamente, encontramos todos os tipos de resíduos sólidos, sendo necessário um melhor descarte possível para minimizar os impactos que podem ser gerados por eles. A seguir colocamos algumas das formas de tratamento e destinação, para melhor entender como são as tentativas de solução encontrada. De acordo com Tonani (2011) e do artigo de Alves (2010), temos algumas formas de descarte que são apresentadas a seguir. a) Aterro Sanitário Caracteriza-se por ser local escolhido pelo Poder Público para depósito dos resíduos, mas com infraestrutura apropriada para evitar a poluição do solo e do lençol freático e também para a liberação dos gases provenientes destes, como é possível verificar na fig. 23 a seguir. Outra denominação encontrada é a de aterro controlado. Fig. 23: Aterro sanitário 39

40 Fonte: LIXO.COM.BR, b) Aterro Comum Mais conhecido como lixão, em que não há uma infraestrutura apropriada para receber estes resíduos, impactando diretamente o solo e o lençol freático. Não recebendo tratamento, seu impacto é maior, além da poluição que ocorre pela liberação do chorume, a proliferação de vetores de doenças é maior. c) Incineração É outra forma de descarte encontrada, da qual os resíduos são destruídos por via térmica, reduzindo o volume de resíduos. São interessantes para a destruição de germes encontrados em lixos hospitalares e industriais, porém os gases produzidos por este método podem ser prejudiciais, sendo necessário um tratamento adequado. d) Compostagem Também é uma forma de descarte, que consiste em transformar os resíduos sólidos em composto, método de fermentação de material orgânico para adubação e fertilização. A problemática da compostagem é a necessidade de eliminar parasitas provenientes dos resíduos para evitar futura infecção nos compostos. A vantagem é a redução do volume de resíduos que é descartado para os aterros, já que o material orgânico é coletado separadamente. e) Reciclagem 40

41 É um método de destinação dos resíduos sólidos cuja característica é a do reaproveitamento de determinados materiais para reprocessamento e posterior uso doméstico ou industrial. Para isto, é necessária a coleta seletiva dos resíduos sólidos, através da separação dos materiais que são passíveis de serem reciclados ou reaproveitados. Como colocado por Alves (2010), esta forma de destinação tem o interessante aspecto de minimizar não só os impactos ambientais, mas também os impactos sociais, devido à possibilidade de geração de redá encontrada para os catadores destes materiais, que de acordo com esta, o município possui mais de 25 mil Município de São Paulo: panorama geral a respeito do tratamento dos resíduos sólidos Antes de abordar como a temática acontece no estudo de caso, precisamos entender como ela ocorre no município como um todo, pois as normas a respeito são de uma política pública em comum. No caso do município de São Paulo, a autoridade responsável pela limpeza urbana é a Autoridade Municipal de Limpeza Urbana - AMLURB, vinculado à Secretaria Municipal de Serviços. A responsabilidade do órgão é de gerenciar o serviço de limpeza urbana, como a coleta, varrição de vias públicas, lavagem de monumentos e remoção de entulho (PREFEITURA DE SÃO PAULO, 2012b). De acordo com a prefeitura, são coletados mais de 18 mil toneladas de resíduos sólidos por dia, enquanto 10 mil toneladas são provenientes de domicílios (PREFEITURA DE SÃO PAULO, 2012c). Para a coleta que compete ao município (domiciliar e de vias públicas, comercial, hospitalar e coletivo), são realizadas por duas empresas concessionárias Loga e Ecourbis. De acordo com Jacobi e Besen (2011), a gestão desses resíduos domiciliares é feita por concessão desde Ambas as empresas atualmente contratadas pelo município foram fundadas em 2004 para a prestação de serviços de coleta, transporte, tratamento e destinação final dos resíduos produzidos no município. Como é possível visualizar no mapa do anexo K, as concessionárias dividem seus serviços no município da seguinte forma: enquanto a Loga atua na região noroeste, a Ecourbis atua na região sudeste. 41

42 Já em relação ao destino dos resíduos, como colocado anteriormente, estes são transportados até o aterro sanitário utilizado pelas concessionárias. O município contava com a existência de cinco aterros sanitários que atualmente estão desativados ou recebendo manutenção, entre eles o Aterro Sanitário Bandeirantes (localizado no distrito de Perus), administrado pela Loga, mas desativado desde 2007, e o aterro sanitário São João (localizado no distrito de São Mateus), administrado pela Ecourbis, mas desativado desde Para minimizar riscos de criação de lixões, que são depósitos poluentes e não regularizados, a prefeitura necessita, juntamente com as concessionárias, criar espaços apropriados da maneira mais rápida possível, incluindo a necessidade de depositar estes resíduos em municípios vizinhos. Atualmente, o Município de São Paulo conta com apenas um aterro sanitário em funcionamento e quatro transbordos, sendo um de inerte (antes funcionava como aterro de inertes, ou seja, entulho resultado de construções). Os transbordos, de acordo com Jacobi e Besen (2011), são pontos de destinação intermediária dos resíduos, são pontos onde os resíduos coletados dos caminhões compactadores são descarregados, depois a carreta transporta estes resíduos até o aterro sanitário. Estes transbordos são criados devido à distância entre as áreas de coleta e o aterro. No quadro 2 são colocados os equipamentos públicos destinados à coleta do material pelas concessionárias no município de São Paulo, sua finalidade e localização. Quadro 2 Equipamentos públicos de coleta de resíduos sólidos Unidade Finalidade Endereço Telefone CTL Aterro Sanitário Estrada do Sapopemba, Itatinga Transbordo de Inerte Rua Aniquis s/nº Vergueiro Transbordo Rua Breno Ferraz do Amaral, B Ponte Pequena Transbordo Av. do Estado, Santo Amaro Transbordo Rua Miguel Yunes, Fonte: PREFEITURA DE SÃO PAULO (2012e). Disponível em: p=5459 acessado em:

43 Devido à desativação do Aterro Sanitário Bandeirantes, o material coletado pela Loga se destina ao município de Caieiras, no Aterro Sanitário da CTR Caieiras, localizado no km 33 da Rodovia dos Bandeirantes. Também administra o transbordo Ponte Pequena, localizado no município de São Paulo. Já a Ecourbis, depois da desativação do aterro São João, o material coletado é enviado para o aterro da CTL (Central de Tratamento Leste), no próprio município de São Paulo, também localizado no distrito de São Mateus. A mesma empresa também administra os transbordos Vergueiro e Santo Amaro A subprefeitura de São Mateus e o bairro de Vila Bela Como antes exposto, a concessionária responsável pela coleta dos resíduos sólidos na subprefeitura de São Mateus é a Ecourbis, que é responsável por 18 distritos na região sudeste do município. Mais especificamente o distrito do Parque São Rafael, em que o bairro Vila Bela se encontra, a área é de 13,00 km² com uma população total de habitantes (2010). Em âmbito geral, a subprefeitura de São Mateus, onde o distrito de encontra, é composta pelos distritos de Iguatemi, São Rafael e São Mateus, contando com uma área de 45,80 km² e uma população total de habitantes (2010) de acordo com os dados demográficos da Prefeitura de São Paulo (2012d). De acordo com dados do próprio site da Ecourbis, somente na subprefeitura de São Mateus são coletados mensalmente 8.382,88 toneladas de resíduos domiciliares, porém não há registro de coleta de resíduos seletivos ou diferenciados, podendo-se afirmar que a coleta seletiva não se constitui como uma das opções de descarte para a região. Para entender como é o tratamento da questão dos resíduos sólidos em Vila Bela, verificaremos os serviços prestados e sua atuação na região. Para fins de localização e entendimento da área estudada, o mapa Localização das Caçambas em Vila Bela (Parque São Rafael/SP) mostra o caminho que foi percorrido pelo grupo para realização de questionários e entrevistas a respeito da questão dos resíduos sólidos, e principalmente a localização das duas caçambas encontradas para a coleta da população. 43

44 Como é possível verificar no mapa, ambas as caçambas estão próximas, porém, não comportam a excessiva quantidade de resíduos que são colocados nestas caçambas, como podemos verificar no mapa 1, localizado na rua Barrocada. Entre os serviços realizados pela empresa, está a coleta domiciliar, que é realizada com caminhões compactadores que recolhem o material em horários e locais pré-estabelecidos. Verificamos que este serviço é realizado em algumas ruas, após realizadas as entrevistas no local, no dia 17/04/12, na parte da manhã. De acordo com entrevistados, na rua Peramirim e Frutos de Maio, ambos localizados em São Rafael, este serviço é realizado pela empresa, como é possível visualizar na fig. 24. Quando não é possível a utilização dos caminhões compactadores de tamanho comum, é utilizado o caminhão compacto, devido às dificuldades encontradas na má pavimentação de algumas vias e devido à topografia de algumas áreas, como possível ser visualizado na fig. 25. Mapa 1: Localização das Caçambas em Vila Bela 44

45 Fig. 24: Caminhão compactador da Ecourbis 45

46 Fonte: Françoise Egger, Fig. 25: Má pavimentação e dificuldade de acesso Rua Frutos de Maio Fonte: Françoise Egger, Quando a coleta domiciliar não é possível, a Ecourbis instala contêineres específicos em pontos fixos ao longo das vias públicas, para que o munícipe possa descartar os resíduos sólidos nestes contêineres. Esta atividade permite que o descarte seja mais apropriado, para evitar que a população descarte os resíduos sólidos em locais inapropriados, com rico de impactos socioambientais. É possível ver a instalação destes contêineres na área, como visualizado na fig. 26, porém o excesso dos materiais ultrapassam a capacidade que estes equipamentos possuem, sendo, mesmo assim, capazes de promover impactos, pois 46

47 os resíduos permanecem nas vias públicas, além de atraírem foco de zoonoses, trazendo também riscos para a população que reside próximo a estes locais. Fig. 26: Contêiner da Ecourbis Fonte: Françoise Egger, Além de observar a existência de materiais nas vias públicas, outra problemática encontrada é o descarte dos resíduos sólidos no córrego próximo à Rua Frutos de Maio, como visto na fig. 22, trazendo impactos tanto devido à poluição destas águas, como também devido ao acumulo de materiais que vão interferir na dinâmica natural do córrego, assoreando este e agravando as enchentes que ocorrem, afetando todos os moradores próximos. Outro serviço oferecido pela Ecourbis é a coleta seletiva dos resíduos sólidos, para tentar amenizar a quantidade de volume de material coletado que seria destinado para os aterros sanitários, e receber tratamento adequado. Como constado nos dados do site da empresa, não há a realização deste serviço na subprefeitura de São Mateus. Como constatado em questionário aplicado do Projeto São Mateus, o destino dos resíduos sólidos na região de Vila Bela tem as seguintes características, como mostrado no gráfico 3 a seguir. 47

48 Gráfico 3: Destino dos resíduos sólidos Destinos dos resíduos sólidos 2% 30% Coleta porta a porta Caçamba Rio/Córrego 68% Elaborado por: Françoise M. Egger, jun Fonte: dados coletados no questionário do Projeto São Mateus, Programa Universidade Solidária, Universidade Cruzeiro do Sul, O resultado a respeito do destino dos resíduos sólidos foi baseado em 53 questionários. Podemos perceber que a grande maioria da população da região, 68%, precisa depositar os resíduos em uma caçamba próxima, que é disponibilizada pela própria Ecourbis, como discutido e mostrado no gráfico anterior. Esta situação também foi possível verificar através da entrevista com os moradores Elias dos Santos (56 anos, pedreiro) e Tania Regina de Jesus (48 anos), que mantém a residência em uma viela próxima à Rua Frutos de Maio, e que necessitam levar os resíduos de suas casas até a caçamba mais próxima 12. Utilizando dos dados provenientes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizados para o Censo 2010, verificamos, como constado na fig. 27, que há sim uma maior coleta de resíduos nas caçambas, e como auxílio, foi colocados dois pontos verdes para localizar as duas caçambas na imagem. As áreas de maior coleta, com cores mais escuras, coincidem com a localização das caçambas, ou seja, confirma-se que os moradores entrevistados são em maioria somente favorecidos pela coleta nas caçambas, e não de porta em porta Entrevistas realizadas em A imagem foi copiada do site do Censo 2010 do IBGE, disponível em: acessado em: Os dois pontos verdes acrescentados são referentes à localização das caçambas, baseadas nas informações do mapa realizado da Localização das Caçambas em Vila Bela (Parque São Rafael/SP). 48

49 Fig. 27 Coleta em caçambas de serviço de limpeza Fonte: IBGE, A seguir, 30% afirmam que a coleta de seus resíduos é realizada de porta a porta, pela Ecourbis. O tema também foi discutido e é possível verificar no gráfico 3. Além dos dados coletados, segundo os entrevistados Claudia Eli Gomes (37 anos, funcionária de comércio) e Luiz José da Silva (32 anos, funcionário de pizzaria), situados na Rua Peramirim, esta coleta é feita em dias pré-destinados por caminhões compactadores. Já 2% afirmam que os resíduos são depositados no córrego próximo. A situação é possível de ser constatada no gráfico 3, e de acordo com os entrevistados Elias dos Santos e Tania Regina de Jesus, constam que é realizada tal depósito. A situação, como discutida anteriormente, pode acarretar em poluição e agravar a existência de sedimentos, podendo ocasionar enchentes. Outra avaliação realizada pelo questionário foi na questão da limpeza das ruas, importante para entender como está a situação dos materiais nas vias públicas, como colocado no gráfico 4 a seguir. 49

50 Gráfico 4: Avaliação da limpeza de ruas Fonte: Elaborado por: Françoise M. Egger, jun Fonte: dados coletados no questionário do Projeto São Mateus, Programa Universidade Solidária, Universidade Cruzeiro do Sul, Foram questionadas 63 pessoas para a avaliação das vias públicas. 45% respondeu que a situação era péssima; 18% respondeu que a situação era ruim; 7% afirmou a situação estar regular; 4% respondeu que a situação era boa e 3% ótima. Os 23% restantes não responderam ao questionário. Como é possível constar nos dados do gráfico 4, além de possível visualizar nas imagens anteriores, as vias públicas possuem materiais que são jogados pelos moradores ou que não foi possível ser recolhido por funcionários da Ecourbis nos dias de coleta, acarretando um acumulo de resíduos, que podem ser levados até o córrego ou até as residências por vento ou chuvas. 2.4 Território e saúde A região de São Mateus apresenta os seguintes dados de acordo com as informações tiradas do site da subprefeitura: 50

51 Tabela 3: Dados da região de São Mateus SUBPREFEITURA DISTRITOS ÁREA (KM 2) POP.(2006) POP.(2000) POP.(2010) DENS. DEMOGR.(HAB/KM 2 ) IGUATEMI 19,6 80,35 101, , SÃO MATEUS S. RAFAEL , , , S.MATEUS 13,2 153, , , Fonte: Site da subprefeitura de São Mateus Os serviços da secretaria municipal da saúde que estão disponíveis para população da subprefeitura de São Mateus estão disponíveis nos seguintes estabelecimentos: Quadro 3: estabelecimentos da saúde AMA CONQUISTA III AMA ESPECIALIDADES J TIETE II AMA JARDIM DAS LARANJEIRAS AMA JARDIM SANTO ANDRÉ AMA OSCAR PEREIRA DA SILVA AMA SÃO FRANCISCO II CAPS ad SÃO MATEUS CAPS ADULTO DE SÃO MATEUS CAPS INFANTIL SÃO MATEUS CENTRO DE DIAGNOSTICO POR IMAGEM SÃO MATEUS CEO SÃO FRANCISCO CR EM PLANTAS MEDICINAIS E OUTRAS PRÁTICAS TRADICIONAIS COMPLEMENTARES CTA DST/AIDS SÃO MATEUS NIR / UBS JARDIM TIETE I PA SÃO MATEUS II UBS CARRÃOZINHO 51

52 UBS CDHU PALANQUE UBS JARDIM COLONIAL UBS JARDIM COLORADO - DR. JOSÉ PIRES UBS JARDIM CONQUISTA I UBS JARDIM DA CONQUISTA II UBS JARDIM DA CONQUISTA III UBS JARDIM DAS LARANJEIRAS UBS JARDIM IV CENTENÁRIO UBS JARDIM NOVE DE JULHO UBS JARDIM PARAGUAÇU - DR. GONÇALO FELICIANO ALVES UBS JARDIM ROSELI UBS JARDIM SANTO ANDRÉ UBS JARDIM TIETE I UBS JARDIM TIETE II UBS PARQUE BOA ESPERANÇA UBS PARQUE SÃO RAFAEL - DRA. ORA ROSEN UBS RECANTO VERDE SOL UBS RIO CLARO UBS SANTA BARBARA UBS SÃO FRANCISCO UBS SÃO MATEUS I Legenda: AMA Assistência Médica Ambulatorial CAPS ADULTO Centro de Atenção Psicossocial Adulto CAPS ad Centro de Atenção Psicossocial álcool e drogas CAPS Infantil Centro de Atenção Psicossocial Infantil CEO Centro de Especialidades Odontológicas CR Centro de Referência CTA DST/AIDS Centro de Testagem e Aconselhamento em DST/AIDS NIR Núcleo Integrado de Reabilitação PA Pronto Atendimento UBS Unidade Básica de Saúde A região de São Mateus visitada pelos integrantes do projeto foi o Bairro Vila Bela, onde o atendimento acessível para os moradores era apenas a UBS Rio Claro e UBS Jardim Conquista I. Em situações que envolvem casos mais graves os moradores tem que recorrer ao Hospital de São Mateus e Santa Marcelina. 52

53 A UBS é uma unidade de atendimento, que se caracteriza por ser a porta de entrada do usuário no sistema de saúde e desenvolve ações no âmbito individual e coletivo, abrangendo a promoção da saúde, a prevenção de agravos, o diagnóstico, o tratamento, a reabilitação e a manutenção da saúde. Trata-se de um serviço que acompanha o paciente ao longo de sua vida, cuidando dos problemas mais frequentes da sua população. O usuário pode agendar uma consulta, ou se necessário, procurar a unidade sem agendamento prévio. Este serviço tem uma área de atendimento definida e uma população cadastrada, e compõe o nível primário de atenção a saúde. A UBS pode trabalhar com dois modelos de atenção a Saúde: 1) Estratégia Saúde da Família: nesta unidade básica o trabalho é desenvolvido por equipes que respondem pelas famílias de um território delimitado. As equipes são compostas por médicos de família e comunidade, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e agentes comunitários de saúde. Algumas unidades também contam com equipes de Saúde Bucal, compostas por Cirurgiões Dentistas, Auxiliares de Consultório Dentário e Técnicos de Higiene Dental. Este modelo de reorganização da Atenção Primária acompanha uma tendência mundial. 2) Modelo Tradicional: nesta unidade básica o trabalho é desenvolvido por vários profissionais: assistentes sociais, enfermeiros, dentistas e por médicos (clinico geral, pediatra, ginecologista e obstetra). O atendimento da população se dá por demanda espontânea ou programada, e no Brasil, este modelo vem sendo substituído pela estratégia saúde da família. Podemos observar a distribuição das UBS da cidade de São Paulo no anexo L, e no anexo M temos a distribuição da rede hospitalar na cidade de São Paulo. O governo do estado de São Paulo possui um programa de atendimento domiciliar as famílias, que é chamado PROGRAMA SAÚDE DA FAMÍLIA - PSF este é uma estratégia de reorientação do modelo assistencial, operacionalizada mediante a implantação de equipes multiprofissionais em unidades básicas de saúde. Estas equipes são responsáveis pelo acompanhamento de um número definido de famílias, localizadas em uma área geográfica delimitada. As equipes atuam com ações de promoção da saúde, prevenção, recuperação, reabilitação de doenças e agravos mais frequentes, e na manutenção da saúde desta comunidade. O PSF emerge em 1994 e desde o final da década de 1990 vem sendo assumido pelo 53

54 Ministério da Saúde como a principal estratégia de organização da atenção básica à saúde no país (ELIAS et al., 2006). Este programa foi implantado na Vila Bela, que segundo os agentes comunitários que lá trabalham funciona muito bem. Além do PSF, existem também grupos de orientação que são realizados pelos agentes comunitários para instruir os moradores da comunidade, são eles: Quadro 4: Grupos de orientação GRUPOS SEMANA MÊS ANO Grupo de Hipertensão 4 EQUIPES 1X Grupo de Gestantes 4 EQUIPES 1X Grupo de Verminoses 4 EQUIPES 2X Questionamos os moradores sobre a avaliação que eles davam para o atendimento hospitalar e 59,15% dos entrevistados avaliaram o atendimento como péssimo, como podemos ver abaixo: 54

55 Gráfico 5: Qualidade do atendimento hospitalar Qualidade do atendim ento hospitalar 59,15% 1,40% 8,45% 14% 16,90% otimo bom regular ruim pessimo Gráfico 6: Possíveis causas da avaliação negativa do atendimento hospitalar Possíveis causas da avaliação negativa do atendimento hospitalar 10% 10% 10% 3% 10% 10% poucos médicos falta tudo mais funcionários mais ambulancias 47% melhorias pelo gov demora no atendimento mais postos de saúde A região da Vila Bela carece de profissionais para atender toda a população que necessita de atendimento, além disso, as unidades de atendimento são de difícil acesso aos moradores o que dificulta a procura pelo atendimento fazendo com que as pessoas recorram à automedicação quando são problemas de saúde menos complexos. De acordo com os dados do questionário os moradores desta região acreditam que a principal causa da qualidade do atendimento hospitalar é a quantidade limitada de profissionais. 55

56 Em entrevista com uma das agentes comunitárias do bairro obtivemos a informação de que um dos médicos que a população mais necessita é o psiquiatra, e este, não tem na UBS, pois os profissionais se recusam a trabalhar nesta região. Devido às condições precárias das moradias do bairro da Vila Bela, algumas doenças são mais frequentes, como podemos ver no gráfico abaixo: Gráfico 7: Doenças mais frequentes Doenças mais frequentes Gripe In d ivíd u o s (% ) 35,00% 30,00% 25,00% 20,00% 15,00% 10,00% 30,30% 19,69% 6,06% 7,57% 7,57% 28,78% Doenças respiratórias (bronquite, renite, alergias) Dengue Diarréia 5,00% 0,00% Doenças Hipertensão Não responderam Podemos observar que gripe e doenças respiratórias são as mais frequentes, o que pode ser concluído pela qualidade do ar na região, as ruas não são asfaltadas e possível de ver a nuvem de poeira e terra o tempo todo nas ruas. Isto leva a uma maior probabilidade destes moradores contraírem um maior número de doenças respiratórias. A diarreia pode ser relacionada à falta de esgoto nas casas, os moradores vivem em contato direto com os dejetos que saem nas ruas, e além disso os famosos gatos que são mangueiras que passam pelo meio das ruas para trazer água para os moradores, em algumas situações essas mangueiras se rompem pelo atrito sobre elas, fazendo com que a água utilizada pelos moradores entre em contato com o esgoto o que ocasiona uma contaminação da água. Os moradores contraem verminoses que acabam ocasionando a diarreia. Em consequência dessas informações realizamos um questionário com os moradores da Vila Bela para saber quais seriam as possíveis causas das doenças e obtivemos as seguintes respostas: 56

57 Gráfico 8: Possíveis causas de doenças na região Possíveis causas de doenças na região 11% 5% 14% 23% 20% 27% Lixo Esgoto aberto Alimentação Poluição do ar Falta de saneamento básico Não responderam A região da Vila Bela necessita de saneamento básico para diminuir os casos de doenças e o mínimo de infraestrutura para facilitar a locomoção dos moradores até as unidades de saúde. 2.5 Serviços e comércio Segurança Pública. Com uma população de (censo IBGE 2010) a Subprefeitura de São Mateus (anexo N), tem problemas sérios com a Segurança Pública, com um índice de homicídios dolosos alto em relação às demais subprefeituras, nos últimos onze anos ocorreram em média 1 homicídio doloso a cada 2,85 dias. Colaborando com esta situação constatamos uma carência geral de meios de Lazer, Cultura, serviços de Saúde, ausência de iluminação pública, vias públicas em péssimo estado de conservação, insuficiência do saneamento básico, falta de escolas, inexistência de patrulhamento ostensivo, tanto a pé como motorizado, tudo isso reflete na segurança pública. 57

58 Tabela 4 Dados Demográficos da Subprefeitura de São Mateus Subprefeituras Distritos Área (km²) População (1996) População (2000) População (2010) Densidade Demográfica (Hab/km²) Iguatemi 19,60 80, , São Mateus São Rafael São Mateus 13,00 108, , ,20 153, , TOTAL 45,80 341, , ,319 Fonte: PMSP/IBGE. Acesso em 09 Jun Breve relato do estudo das formas de coleta de dados estatísticos realizado no âmbito policial criou o Sistema Estadual de Coleta de Estatísticas Criminais pela Res SSP-160, de 08/05/2001, tendo como objetivo racionalizar, unificar e aumentar a qualidade das estatísticas produzidas pelas unidades policiais e encaminhadas à Administração Superior da Secretaria da Segurança Pública. Este sistema especifica com maior precisão, clareza e transparência, as estatísticas de ocorrências criminais registradas e disciplina uniformizam e agilizam o fluxo de dados coletados. A partir da criação da rede Intranet da Polícia Civil, foi possível o desenvolvimento do referido Sistema Eletrônico, no qual cada unidade policial encarregada de atividade de polícia judiciária preenche mensalmente suas informações diretamente no Sistema. Foi disponibilizado na página intranet da Polícia Civil, Manual de Orientação para Coleta de Dados com o intuito de padronizar o conteúdo das informações previstas no Sistema. Com este mesmo objetivo, em junho de 2001, foi realizado programa de treinamento para a utilização do Sistema em todos os Departamentos da Polícia Civil do Estado, por equipe de técnicos do Departamento de Análise e Planejamento e do Departamento de Telemática, atualmente Departamento de Inteligência Polícia Civil - DIPOL. Da mesma forma, a Polícia Militar do Estado de São Paulo, por meio da sua Adjuntoria de Informações Quantitativas, setor pertencente ao Estado-Maior, faz a coleta dos dados referentes a todo o trabalho da Corporação via Internet e através de sistema informatizado especialmente criado para esse fim, envia-os à Coordenadoria de Análise e Planejamento. 58

59 Usos (e alguns abusos) das Estatísticas Oficiais de Criminalidade As estatísticas oficiais de criminalidade são utilizadas regularmente em todos os países para retratar a situação da segurança pública, mas devemos lembrar que estes dados devem sempre ser interpretados com prudência, pois os dados oficiais de criminalidade estão sujeitos a uma série de limites de validade e confiabilidade: eles são antes um retrato do processo social de notificação de crimes do que um retrato fiel do universo dos crimes realmente cometidos num determinado local. Para que um crime faça parte das estatísticas oficiais são necessárias três etapas sucessivas: o crime deve ser detectado, notificado às autoridades policiais e por último registrado no boletim de ocorrência. Pesquisas de vitimização realizadas no Brasil sugerem que, em média, os organismos policiais registram apenas um terço dos crimes ocorridos, percentual que varia de acordo com o delito. Além disso, os aumentos das estatísticas oficiais de criminalidade podem estar refletindo flutuações causadas por práticas policiais mais ou menos intensas, ou por modificações de ordem legislativa, ou administrativa. Portanto, por estas e outras razões, nem sempre um aumento dos dados de criminalidade oficiais pode ser interpretado como uma piora da situação de segurança pública, ao contrário, nos locais onde é grande a cifra negra, o aumento nos crimes notificados é considerado um indicador positivo de credibilidade e desempenho policial. É difícil conhecer com precisão a quantidade de crimes que ocorrem na sociedade. O que os governos têm em seus registros policiais são apenas uma estimativa dos crimes ocorridos, estimativa esta que se sabe, de antemão, ser subestimada. O fenômeno da subnotificação, ainda que possa variar em grau de país para país, é algo que atinge a todos: na média dos 20 países pesquisados pelo Instituto Europeu de Criminologia UNICR da Organização das Nações Unidas - ONU - entre 1988 e 1992, levando em conta 10 diferentes tipos de crimes, cerca de 51% dos crimes deixaram de ser comunicados à polícia, variando o percentual em função do tipo de delito. 59

60 Tabela 5: Taxa de Notificação - cidades com + de 100mil habitantes de países selecionados, 1992 Inglaterra Finl. Espanha. Itália C.Rica Brasil Argentina. Roubo de carro 93,9 100,0 80,9 94,9 73,7 91,9 90,3 Furto de dentro do carro 74,3 55,0 29,2 40,1 22,1 18,3 53,8 Vandalismo no carro 35,5 36,1 18,4 14,9 18,2 0,9 18,8 Roubo de moto 93,5 85,7 85,4 76,4 91,7 65,0 79,5 Roubo de bicicleta 74,6 54,6 40,9 27,5 35,7 7,1 41,4 Arrombamento 94,6 75,0 70,8 65,5 50,8 38,4 68,9 Tentativa de arrombamento 55,2 22,2 22,5 20,9 22,5 19,3 40,9 Assalto 52,1 28,6 32,1 37,5 27,6 19,1 42,0 Ofensas sexuais 16,4 11,2 3,6 4,3 9,3 9,8 43,0 Agressão / ameaça 41,7 24,4 24,4 25,4 29,9 11,5 34,4 FONTE: UNICRI / ILANUD São Paulo fechou 2011 com homicídios dolosos (com intenção), 132 a menos que no ano anterior, quando foram registradas mortes intencionais no Estado. A redução de 3,05% levou o Estado a completar o primeiro ano da história recente com taxa de 10 homicídios por grupo de 100 mil habitantes. As informações constam das Estatísticas da Criminalidade, contabilizadas pela Coordenadoria de Análise e Planejamento - CAP, da Secretaria da Segurança Pública SSP/SP. A taxa paulista de homicídios cai para 9,8/100 mil se descontadas 62 mortes em acidentes de trânsito, classificadas como dolosas em decorrência do estado de embriaguez dos motoristas que causaram os acidentes. Em 2010, o Estado registrou 21 mortes em acidentes de trânsito consideradas dolosas. Nos anos anteriores, este tipo de crime era tipificado, em geral, como homicídio culposo (sem intenção). 60

61 Tabela 6: Taxa de delito por 100 mil habitantes Ano Homicídio Doloso Furto Roubo Furto e Roubo de Veículo , , , ,17 Fonte: - Até 2000: Dados da Res SSP 150/ : Dados da Res SSP 160/ , , , , , , , , , , ,51 909, , , ,28 874, , , ,32 962, , , ,73 946, , ,96 981,67 839, , , ,16 724, , , ,14 682, , , ,86 719, , ,19 986,35 692, , ,84 963,82 731,96 Quando estivemos na Vila bela, notei a passagem de várias viaturas da Polícia Militar rondando as ruas principais, Rua Peramirim e a Rua Pedro Medeiros, notei também que há uma Companhia da Polícia Militar na Vila Bela I, perguntado aos moradores, principalmente das ruas secundárias (exemplo a Rua Frutos de Maio) sobre o grau de segurança os mesmos informaram que não há patrulhamento nas ruas da Vila, mas o convívio é tranquilo, pois há um acordo tácito entre os moradores e meliantes, eles não se intrometem nas suas operações e estes não agem no bairro, contra a população local. 61

62 Quando olhamos os números da apuração dos questionários, notamos que 61% dos entrevistados tem como opinião que falta de policiamento é uma grande preocupação, ainda não contabilizando os que não opinaram. Mapa 2: DPs da SPSM. Adaptado por Irineu. A preocupação com Segurança é uma realidade, pois dos maiores problemas elencados pelos moradores, ela ocupada a 3ª colocação vinda atrás apenas de asfalto e esgoto. Existem duas delegacias de polícia, uma no Distrito de São Mateus (49ª DP São Mateus) e outra no Distrito de São Rafael (55ª DP Parque São Rafael,). As ocorrências de Vila bela são registradas na 49ª DP. No distrito de Iguatemi não existe nenhuma Delegacia de Polícia (SSPSP, 2012). Devo ressaltar que num universo de 1407 homicídios dolosos registrados nas duas delegacias responsáveis pela região, no período de Jan2000 a jun2012, menos de 8 registros foram nas ruas da Vila Bela estudada, menos de 1,75%.(SSPSP,2012) 62

63 Tendo como parâmetro as maiores necessidades apontadas pelos moradores fica evidente que; o asfalto é o maior anseio, dentre outras coisas, pois facilitaria de sobremaneira a incursão de patrulhas motorizadas nas ruas secundárias de Vila Bela, que resultaria no atendimento da 3ª maior preocupação daquela população, policiamento ostensivo nas ruas da Vila. Tabela 7: Ocorrências de homicídio doloso na área da subprefeitura São Mateus OCORRÊNCIAS DE HOMICIDIO DOLOSO NA AREA DA SUBPREFEITURA SÃO MATEUS. PERÍODO DE JAN 2000 A 09JUN2012 DP QUANTIDADE DE OCORRÊNCIAS 49ª DP ª DP 546 TOTAL 1407 Elaborado por Irineu. Fonte: SSPSP. Fig. 28: Ruas de difícil acesso para o patrulhamento motorizado Fonte: Denise Aparecida Lopes,

64 Tabela 8: Ocorrências policiais registradas por tipo/item OCORRÊNCIAS POLICIAIS REGISTRADAS POR TIPO/ITEM Ocorrências mensais DP São Mateus Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Total HOMICÍDIO DOLOSO (2) Nº DE VÍTIMAS EM HOMICÍDIO DOLOSO (3) HOMICÍDIO CULPOSO POR ACID TRÂNSITO TENTATIVA DE HOMICÍDIO LESÃO CORPORAL DOLOSA LESÃO CORP CULPOSA POR ACID TRÂNSITO LESÃO CORPORAL CULPOSA - OUTRAS LATROCÍNIO Nº DE VÍTIMAS EM LATROCÍNIO ESTUPRO TRÁFICO DE ENTORPECENTES ROUBO - OUTROS (1) ROUBO DE VEÍCULO ROUBO A BANCO ROUBO DE CARGA FURTO - OUTROS FURTO DE VEÍCULO FONTE: Departamento de Polícia Civil, Polícia Militar e Superintendência da Polícia Técnico-Científica 64

65 Tabela 9: Ocorrências policiais registradas por tipo/item OCORRÊNCIAS POLICIAIS REGISTRADAS POR TIPOITEM Ocorrências mensais DP São Mateus Jan Fev Mar Abr Mai Jun Total HOMICÍDIO DOLOSO (2) Nº DE VÍTIMAS EM HOMICÍDIO DOLOSO (3) HOMICÍDIO DOLOSO POR ACIDENTE DE TRÂNSITO HOMICÍDIO CULPOSO POR ACIDENTE DE TRÂNSITO TENTATIVA DE HOMICÍDIO LESÃO CORPORAL DOLOSA LESÃO CORPORAL CULPOSA POR ACIDENTE DE TRÂNSITO LESÃO CORPORAL CULPOSA - OUTRAS LATROCÍNIO Nº DE VÍTIMAS EM LATROCÍNIO ESTUPRO TRÁFICO DE ENTORPECENTES ROUBO - OUTROS (1) ROUBO DE VEÍCULO (1) Incluído Roubo Carga e Banco. (2) Homicídio Doloso inclui Homicídio Doloso por Acidente de Trânsito. (3) Nº de Vítimas de Homicídio Doloso inclui Nº de Vítimas de Homicídio Doloso por Acidente de Trânsito. ( ) Dados não disponíveis. ROUBO DE CARGA FONTE SSPSP, 2012 FURTO - OUTROS FURTO DE VEÍCULO FONTE: Departamento de Polícia Civil, Polícia Militar e Superintendência da Polícia Técnico-Científica Apesar das providências adotadas pelas autoridades responsáveis pela segurança na Vila Bela, como a criação de uma Cia de Polícia Militar, a infraestrutura viária e a falta de iluminação contribuem de sobremaneira para a manutenção da insegurança na área, há necessidade de programas de integração 65

66 Polícia X Comunidade com ações cívicos sociais (aciso), unindo a população e seus agentes da autoridade e autoridades a fim de planejar e executar esforços em prol da segurança. Diante desses números podemos considerar que a violência e a criminalidade só poderão ser mais bem combatidas com maior investimento do poder público nessa região, provendo ainda um maior efetivo policial, bem como suprir carências socioeducativas. Neste interregno devido a atual situação, 61% dos moradores entrevistados classificaram como ruim ou péssima a segurança pública, ressaltando que não se sentem seguros e que praticamente não há ronda policial Cultura, Esporte e Lazer Na região de São Mateus praticamente não existem equipamentos culturais. A inexistência de bibliotecas, cinemas, teatros, casas de cultura e de shows nessa Subprefeitura, obriga a população local a buscá-los em outras regiões da cidade, somando-se o fato de que o acesso a esses equipamentos fica restringido às pessoas de maior poder aquisitivo. Quanto aos equipamentos de esporte, lazer e recreação são ofertados em número reduzido, sendo que para a Vila Bela não é ofertado, até o momento, nenhum equipamento de lazer, na comunidade existe uma associação cultural que destaca a cultura afra, é muito pouco pela demanda de crianças com necessidades de interagir, crianças com muito tempo ocioso sem local para se distrair e praticar a vida social. Fig. 29: Associação cultural na rua Frutos de Maio, no coração da Vila Bela Fonte: Denise Aparecida Lopes,

67 Muitos moradores se queixaram da falta de equipamentos de lazer, assim como de cultura, principalmente para as crianças, que nos momentos fora da escola não tem muitas alternativas, a não ser ficar na rua, onde não há o mínimo de segurança, devido à inexistência de calçadas e praças. Há pessoas da comunidade que podem e querem dar aulas de violão, guitarra e outros instrumentos musicais, porém não há equipamentos públicos para a aplicação das aulas. Outra forma de lazer na Vila Bela são os salões usados para bailes localizamos o do Cabecinha e o Forró da Loira tendo como gêneros musicais principais : o forró e o funk. Os bares da localidade também servem como ponto de lazer oferecendo nos finais de semana; musica ao vivo e churrascada, tendo uma frequência bastante alta segundo os moradores, que não tem nenhuma outra forma de lazer na comunidade. Verificando os pontos de ocorrência de uso ou tráfico de entorpecentes uma incidência maior, próximos a esses lugares. Fig. 30: Propaganda de música ao vivo e baile Fonte: Irineu Gimenez, Diante do exposto, podemos perceber que faltam políticas públicas eficazes para combater a falta de infraestrutura básica na região da Subprefeitura de São Mateus, pois o que consta no Plano Diretor Estratégico do Município de São Paulo, assim como no Plano Regional Estratégico da Subprefeitura de São Mateus, não está sendo aplicado na realidade dos moradores dessa região, devemos ressaltar 67

68 que esta em fase adiantada à implantação do Parque Gabirobeira, que não esta na área da Vila Bela, mas poderá ser usado pelos moradores devido a sua proximidade, amainando a falta de espaços para lazer. Foi criado também na Zona Leste o comitê de controle de perímetros de interesse ambiental abrangendo as subprefeituras de São Mateus, Cidade Tiradentes e Itaquera, Visando proteger as áreas de interesse ambiental, incluindo os parques do Carmo, Do Rodeio, Da Consciência Negra e os demais parques lineares que estão sendo estruturados naquela região. Diversos outros Parques estão em fase de planejamento e implantação na Zona Leste por compensação ambiental da DERSA (Jacu Pêssego), Parque da Conquista e Parque Gabirobeira e pela ampliação do aterro São João: Cabeceiras do Aricanduva, Morro do Cruzeiro, Linear Nascentes do Aricanduva e Sapopemba. Muitos parques se viabilizarão por incremento de recursos provenientes de Créditos de Carbono, nesta região, sendo que somente o Parque Natural das Cabeceiras do Aricanduva se constituirá em 2,3 milhões de área protegida. Fig. 31: Edificações do futuro Parque Gabirobeira Fonte: Denise Aparecida Lopes, Vislumbra-se um futuro melhor para as áreas de lazer na região, porém muito tem que ser feito pela cultura e esporte que no momento encontra-se em nível zero na localidade de Vila Bela. 68

69 Não há equipamentos de lazer e cultura no distrito do Parque são Rafael (disponível em: Comércio Em relação oferta de emprego de maneira geral o distrito de São Mateus apresenta notável desenvolvimento econômico, esse fato é resultado de algumas particularidades geográficas e históricas, como a proximidade com a região do Grande ABC e a distância significativa em relação ao centro da cidade o que impulsionou nas últimas décadas a formação de um comércio local. Nesse sentido a Avenida Mateo Bei - polo inicial de formação de toda a região - destaca-se como área de enorme concentração de comércio tanto formal quanto de ambulantes, além de serviços. A diferença na quantidade de estabelecimentos entre os distritos é bastante significativa. Enquanto o distrito São Mateus apresenta, pouco mais de estabelecimentos entre comércios e indústrias, os distritos São Rafael e Iguatemi apresentam respectivamente um total de 262 e 259 estabelecimentos. (SEMPLA,2004). O comércio de Vila Bela se caracteriza como de circuito inferior, com pequenos estabelecimentos comerciais, que tem como objetivo principal o abastecimento da população local de gêneros alimentícios de primeira necessidade, pequenos depósitos de material de construção, bem como serviços de pequena monta (funilaria, pintura, salões de estética, LAN house) que em quase sua totalidade são situados na divisa da Comunidade de Vila Bela, (rua Pedro Medeiros e Rua Peramirim),o que chama a atenção é a quantidade de salões de estética 6 (seis), em uma área de aproximadamente m². 69

70 Mapa 3: Concentração comercial na Vila Bela 70

71 Mapa 4: Concentração comercial na Vila Bela 71

72 Fig. 32: Salão de cabeleireiro na rua Peramirirm Fonte: Irineu Gimenez, Fizemos um levantamento do comércio na área de Vila Bela e apuramos o seguinte (ver tabela abaixo): Tabela 10: Comércio na área de Vila Bela Tipo estabelecimento Peramirim Pedro de Medeiros Total Geral Igreja Cabeleireiro Mecânica de autos Lan house Conserto de eletrodomésticos Associação de Moradores Total de Serviços Mercadinho Material de construção Bar / Padaria Loja de roupas/bazar Açougue Bomboniere Material de Limpeza Pizzaria Supermercado Salvados Total Comércio Total Geral

73 Podemos notar que a maior quantidade de estabelecimentos de serviços são as Igrejas (9) e estabelecimentos comerciais a maior quantidade são os mercadinhos (11). Fig. 33: Igreja em Vila Bela Fonte: Irineu Gimenez, Fig. 34: Mercadinho em Vila Bela Fonte: Denise Aparecida Lopes, Na pesquisa de dados realizada em meio eletrônico chamou a atenção à quantidade de pessoas sem rendimentos num universo de na área da subprefeitura de São Mateus. 73

74 Distritos Total (1) Tabela 11: Classes de rendimento nominal mensal Pessoas de 10 anos ou mais de idade Classes de rendimento nominal mensal (salário mínimo) (2) Até ½ Mais de 1/2 a 1 Mais de 1 a 2 Mais de 2 a 5 Mais de 5 a 10 Mais de 10 a 20 Mais de 20 Sem rendimento ( 3) Município de São Paulo São Mateus Iguatemi São Mateus São Rafael Fonte: IBGE, Censo Demográfico O comércio reflete bem o poder aquisitivo da população da Subprefeitura de São Mateus, bem como a dos distritos estudados, com predominância de renda entre 1 e 2 salários mínimos não tendo com isso acesso a produtos e serviços mais sofisticados, alimentam um comercio economicamente modesto Educação Na Vila Bela o acesso à educação é limitado no que tange à oferta de vagas escolares e centros educacionais e culturais. Em pesquisa realizada pela equipe Unicsul no mês de Abril de 2012 entre 47 entrevistados 26 citaram a falta de vagas em escolas e creches como um dos principais problemas da área. A baixa oferta de escolas em geral fica patente no mapa que mostra a distribuição das escolas na subprefeitura de São Mateus. O mapa escolas públicas, ciclos oferecidos mostra a oferta de escolas segundo o nível dos cursos oferecidos. 74

75 Mapa 5: Escolas na subprefeitura de São Mateus Mapa 6: Escolas públicas ciclos oferecidos 75

76 76

77 Ao compararmos a localização das escolas com a concentração populacional por setor censitário constatamos a relação inversa entre maior concentração populacional e concentração de escolas. A localização das escolas quando comparadas com a renda média dos setores censitários mostra maior concentração de escolas nos setores que apontam rendimentos médios comparativamente maiores. Assim, de modo geral podemos afirmar que as escolas se localizam nos locais com maior renda e menor população. A dificuldade advinda da distancia das escolas se mostra de forma mais acentuada no que tange ao Centro de Educação Infantil CEI, da Prefeitura de São Paulo. Fator agravante neste caso é a faixa etária que obriga que as crianças sejam levadas até a escola. A oferta de vagas para o aluno trabalhador pode ser observada no mapa escolas publicas, jovens e adultos. Localizamos na subprefeitura os Centros de Integração de Jovens e Adultos - CIEJA, da Prefeitura de São Paulo e os Núcleos de Alfabetização - MOVA. É importante ressaltar que consideramos a existência de cursos noturnos em todas as escolas estaduais para inserirmos todas no mapa enquanto oferta escolar para o aluno trabalhador, deste modo a possibilidade de algumas das escolas estaduais apontadas no mapa não oferecer cursos noturnos deve ser considerada. Mesmo considerando todas as escolas estaduais enquanto oferta de cursos noturnos podemos observar que das áreas adensadas a Vila Bela é a que tem menor oferta de escolas e a que fica mais distante da maioria das escolas. Deste modo se por um lado existe certa concentração dos núcleos de alfabetização como o MOVA ao pensarmos no aluno trabalhador que pretende retomar ou prosseguir os estudos do ensino fundamental e médio verificamos que a única possibilidade é os cursos noturnos das escolas estaduais e deste ponto de vista a carência de oferta fica mais patente. A oferta de centros de cultura, vivência e lazer representados na região e de forma gratuita pelo Centro Educacional Unificado - CEU da Prefeitura de São Paulo fica comprometida devido à distancia e dificuldade de acesso que acabam por impedirem o uso destes equipamentos pela população da Vila Bela. O mapa CEUs e Escolas Estaduais demonstram essa dificuldade de acesso. Excluído: 77

78 Mapa 7: Localização das escolas versus população 78

79 Mapa 8: Localização das escolas versus renda 79

80 Mapa 9: Escolas públicas jovens e adultos 80

81 Mapa 10: CEUs e escolas estaduais 81

82 2.6 Transportes O Plano Diretor Estratégico (PDE) do município de São Paulo prevê dois grandes princípios referentes ao transporte: que todo cidadão tenha direito a cidade, aos serviços básicos, inclusive ao transporte; e a prioridade ao transporte coletivo público. O PDE ainda afirma que é função social do município a facilitação do deslocamento e acessibilidade com segurança e conforto para todos. Ainda consta no Plano que a função social da propriedade urbana deve seguir algumas exigências, sendo uma delas a distribuição de usos e intensidades de ocupação de solo de forma equilibrada em relação à infraestrutura disponível, aos transportes e ao meio ambiente, de modo a evitar ociosidade e sobrecarga dos investimentos coletivos. No caso do bairro Vila Bela, percebe-se que as diretrizes e exigências principais contidas no PDE não são cumpridas. O bairro, densamente e desordenadamente ocupado, carece de diversos serviços básicos, inclusive com os serviços de transportes coletivos públicos. No caso dos individuais, o uso de transportes não se torna mais facilitado, visto que boa parte das ruas do bairro não é asfaltada. Mesmo assim, o transporte individual acaba sendo a melhor opção. Dessa forma, a questão social imprime sua série de iniquidades nas condições de transportes e trânsito. A primeira delas é a acessibilidade, já que o tempo de acesso ao transporte público, o tempo de espera, tempo dentro do veículo e tempo até o destino final após deixar o veículo dão-se sempre em piores condições para os usuários de transporte público frente aos usuários de automóvel. (BRAGA E SOUZA, 2008, p. 137) Porém, grande parte da população do bairro possui baixa renda. Segundo dados disponíveis no site da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (SEADE), 54,43% da população do distrito de São Rafael recebem entre 0 a 3 salários mínimos. Ou seja, mais da metade dos chefes de família do distrito recebem no máximo R$1866,00, sendo que destes, 15,28% não possuem rendimento nenhum (SEADE, 2000). Portanto, são poucos os que possuem acesso ao automóvel e conseguem utilizá-lo diariamente. De acordo com o questionário aplicado, a falta de transporte coletivo e de transporte escolar gratuito é citada como um dos três maiores problemas de Vila 82

83 Bela. Quando questionados sobre transporte coletivo, muitos moradores avaliaram o serviço como ruim e péssimo, e entre as sugestões estavam a melhoria do serviço, o aumento de linhas e carros, e ainda a diminuição da distância percorrida para acessá-los, visto que as linhas que atendem à população do bairro estão concentradas em apenas um avenida. A seguir, apresenta-se uma tabela com as linhas de ônibus e micro-ônibus que atendem à região: Tabela 12: Linhas de ônibus que atendem Vila Bela Linhas de ônibus que atendem Vila Bela N da Linha Letreiro de Ida Letreiro de Volta Tempo Médio de Viagem Observação 393-H Jd. Santo André Terminal Amaral Gurgel 2h30min Opera apenas no período noturno Terminal São Mateus Jd. da Conquista 1h05min Jd. da Conquista Hospital São Mateus 35min Metrô Belém Jd. da Conquista 1h30min Metrô Carrão Jd. Nova Vitória 1h20min Metrô Itaquera Jd. São Francisco 1h10min Nova Conquista Jd. Guairacá 45min Terminal São Mateus Jd. Vila Carrão 25min Opera apenas das 4h00 às 8h00, de segunda-feira à sexta-feira Fonte: SPTrans (Elaboração: Paula Andreoli, Dentre as citadas na tabela 11, apenas a linha Nova Conquista Jd. Guairacá possui o ponto final próximo ao bairro Vila Bela (vide mapa 10). Todas as outras linhas estão concentradas na Rua Manuel Veloso da Costa. Ao observar o bairro (conforme a Figura 24), percebe-se que grande parte de suas ruas e vielas 83

84 não são regularizadas. Ou seja, formalmente elas não existem. Porém, a imagem aérea mostra que a região é densamente ocupada e distante das paradas de ônibus. Quase metade das linhas de ônibus tem como destino o distrito de São Mateus. Mapa 11: Itinerário da Linha (Nova Conquista Jd. Guairacá) Mapa 12: Bairro Vila Bela Localização das paradas de ônibus 84

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