PLANO ESTRATÉGICO PARA A ORGANIZAÇÃO DE REDES INTERSETORIAIS DE ATENÇÃO ÀS MULHERES EM SITUAÇÃO DE RISCO PARA A VIOLÊNCIA DE GÊNERO

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1 PLANO ESTRATÉGICO PARA A ORGANIZAÇÃO DE REDES INTERSETORIAIS DE ATENÇÃO ÀS MULHERES EM SITUAÇÃO DE RISCO PARA A VIOLÊNCIA DE GÊNERO Maio

2 COMPONENTES DO GRUPO DE TRABALHO RESPONSÁVEL PELA ELABORAÇÃO DO DOCUMENTO: Carmen C. Moura dos Santos SESA Carmen Regina Ribeiro Mov. de Mulheres Patricia D. Torres Matile SESA Sandra Lia L. B. Barwinski Mov. De Mulheres Terezinha Maria Mafioletti Mov. De Mulheres e SESA 2

3 APRESENTAÇÃO Este documento é resultado da reivindicação de um conjunto de entidades e movimentos de mulheres para que o poder público tome à frente na organização de um trabalho intersetorial de atenção às mulheres em suas demandas por saúde e por garantia de direitos. É preciso reforçar a luta contra a violência de gênero e por um atendimento humanizado às necessidades das mulheres, de todas as idades, enquanto cidadãs, com identidade própria, e titulares de direitos e de deveres. Trata-se de uma proposta de constituição de Redes Intersetoriais, Interdisciplinares e Multiprofissionais de atenção às mulheres, definindo composição, responsabilidades institucionais, atividades e fluxos de atendimento. O documento foi elaborado tomando como ponto de partida o relato histórico das políticas, ações e serviços já em andamento, propondo a ampliação e implementação dos mesmos. 3

4 1 CONTEXTUALIZAÇÃO DO PROBLEMA 1.1 HISTÓRICO A atenção às mulheres em situação de violência de gênero no Estado do Paraná como uma política pública é relativamente recente. Apenas a partir da formulação da Política Nacional e da possibilidade de investimentos federais nesta área é que começa a se delinear uma proposta estadual de atuação. Até então, algumas reivindicações dos movimentos sociais de mulheres eram atendidas, às vezes sem garantia de continuidade. Londrina foi pioneira no Paraná, para a criação de uma Secretaria Especial da Mulher e implantação de um serviço nesta área, mantendo-se atuante ao longo dos últimos anos. Criado em abril de 1993, o Centro de Referência e Atendimento à Mulher - CAM, possui equipe de profissionais das áreas do direito, serviço social e psicologia, oferecendo atendimento interdisciplinar a mulheres em situação de violência. Em 1999 o Conselho Estadual de Saúde do Paraná CES-PR aprova Resolução - nº 10/99 que assegura serviços que atendam ao aborto legal. Porém, esta resolução só se tornou efetiva três anos mais tarde, apenas para Curitiba e Região Metropolitana com a implantação da Referência hospitalar para a violência sexual. Em março de 2001, a Comissão de Saúde da Mulher do Conselho Estadual de Saúde do Paraná apresenta o Plano Estratégico para a Organização de Serviços de Atendimento às Mulheres que sofrem Violência, no Estado do Paraná, e passa a organizar a Rede de Serviços de Atendimento às Mulheres, Crianças e Adolescentes. O Plano aprovado gera duas novas resoluções do CES/PR: a de nº 14/01, que estabelece a Política de Atenção às Mulheres que sofrem violência, e a de nº 15/01, que cria o Comitê Gestor Estadual Interinstitucional da Rede com a participação de Secretarias de Estado da Saúde, da Justiça, da Criança e Assuntos da Família, da Segurança Pública, incluindo entidades como a OAB, CRP, CRM, Conselho Estadual da Mulher, Fórum Popular de Mulheres, União Brasileira de Mulheres, entre outras. Este trabalho resultou na elaboração, em 2002, do Protocolo de Atendimento da Rede de Atenção às Mulheres, às Crianças e aos Adolescentes Vítimas de Violência, com especificação dos procedimentos, responsabilidades e fluxos interinstitucionais, para todos os casos de violência contra estes segmentos e com detalhamento técnico operacional para o atendimento à violência sexual. Neste mesmo ano, o trabalho da Rede Interinstitucional gerou o estabelecimento de uma parceria entre a Secretaria do Estado da Saúde - SESA e a Secretaria do Estado da Segurança Pública SESP, possibilitando a realização da perícia em vítimas de violência sexual nos hospitais de referência. A Resolução Conjunta nº 02/2002, assinada pelos dois Secretários definiu responsabilidades, cabendo à SESA a disponibilização de médicos para atuação junto ao Instituto Médico Legal IML, em regime de plantão. Ao IML coube a tarefa de capacitar os referidos médicos e viabilizar a sua atividade na rotina da Instituição. O Departamento da Polícia Civil emitiu uma Ordem de Serviço de nº 06/2002, determinando a priorização da apuração das infrações penasi 4

5 decorrentes de violência sexual contra a mulher, o procedimento de requisição imediata dos exames periciais ao IML, por meio de correio eletrônico ou fac-simile, enfim, a obediência ao fluxo estabelecido na Resolução Conjunta nº 02/2002 SESA/SESJ. A Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba firmou parceria com os Hospitais de Referência para atendimento à violência sexual ocorrida até 72 horas. Desta ação conjunta, interinstitucional, nasceu e se firmou um trabalho - que se mantém ativo de atendimento a vítimas de violência sexual (incluindo-se homens) no âmbito da Capital e da Região Metropolitana. O fluxo racionalizador implantado permite o encaminhamento, a qualquer dia e hora, da vítima diretamente ao hospital, quando o fato ocorreu há até 72 horas. Cabe ao hospital solicitar por telefone à Delegacia da Mulher a requisição dos exames periciais, bem como informar ao médico da equipe SESA/IML de plantão a chegada do/a paciente. Com a requisição enviada por fax pela Delegacia da Mulher e a presença do médico da SESA/IML e da equipe do hospital, é realizada, ao mesmo tempo, a coleta dos exames periciais e o atendimento médico à vítima. Dessa forma, evita-se múltiplas intervenções, repetição do relato do ocorrido pela vítima e a eventual perda de provas periciais, sem prejuízo do atendimento em tempo hábil para a profilaxia das DST/AIDS, do uso de contraceptivos de emergência e os demais procedimentos constantes do protocolo. Além da eficiência, destaque-se o aspecto de humanização que esse fluxo proporciona à vítima. Em 2002 a Secretaria Municipal de Saúde implantou o Programa Mulher de Verdade, voltado para a atenção à mulher vítima de violência. Elaborou o Protocolo de Atendimento viabilizando a parceria com os três Hospitais de Referência e desenvolvendo o processo de capacitação dos profissionais que atuam nas unidades de saúde e nos respectivos hospitais. Assumiu também a proposta de articulação de entidades e serviços, na perspectiva de construção da Rede de Atenção à Mulher sob Violência de Gênero. Em Curitiba também está implantada, desde o ano de 2000, a Rede de Proteção à Criança e ao Adolescente em Situação de Risco para a Violência, composta pelas Secretarias Municipais da Saúde, Educação, Fundação de Ação Social, Instituto Municipal de Administração Pública que compõem a Coordenação Municipal da Rede. Outros organismos municipais e organizações parceiras participam da Rede nas várias instâncias. Em 2003, com a mudança de gestão no âmbito estadual, a Rede Interinstitucional foi desarticulada. No ano de 2006, implantou-se um novo serviço - o Centro de Referência de Atendimento à Mulher em Situação de Violência de Curitiba - resultante da ação da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres do Governo Federal, vinculado à Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania, ao Conselho Estadual da Mulher do Paraná e à Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba. Tem como âmbito de atuação a Região Metropolitana de Curitiba e oferece atendimento psicológico, social, jurídico e de orientação às mulheres em situação de violência doméstica e familiar. A equipe do Centro de Referência retomou a articulação da Rede de Atendimento na Região Metropolitana. Tem logrado êxito no esforço de articular os serviços existentes e estimular a organização onde não existem, bem como, de aproximar as organizações não governamentais e os movimentos sociais do processo de construção da Rede de Atenção à Mulher. Um rápido balanço da Rede de Atendimento à Mulher em Situação de Violência na Região Metropolitana de Curitiba, mostra que os Municípios de maior porte encontram-se 5

6 em fase de planejamento e articulação institucional para a implantação da Política de Atenção nesta área. Alguns já definiram protocolos de atendimento e respectivos fluxos e iniciaram a sensibilização e capacitação de suas equipes como é o caso de Colombo, Campo Largo, Araucária e São José dos Pinhais. Outros ainda estão em uma fase inicial como Fazenda Rio Grande que está aguardando o início de funcionamento do CREAS e Almirante Tamandaré que iniciou a mobilização das instituições. Piraquara já possui a Rede de Proteção organizada desde início de 2007, voltada para crianças, adolescentes, mulheres e idosos, vítimas de violência, com ênfase na violência doméstica e familiar. A estrutura da Rede segue a experiência de Curitiba, com uma Coordenação Municipal e 09 Redes Locais. De modo geral, os municípios estão organizando seus serviços e suas redes partindo de uma articulação entre a área da saúde e a área da assistência social e envolvendo outros parceiros como a Educação, a Delegacia da Mulher onde esta existe, o Judiciário e o Ministério Público da Comarca, o Conselho Tutelar, a área da Cultura, a Defensoria Pública, entre outros. Com a criação do Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (13ª Vara Criminal da Comarca de Curitiba), em 2007, competente para processar, julgar e executar causas decorrentes da aplicação da Lei Maria da Penha (Lei nº /2006), ampliou-se a Rede e estabeleceu-se uma articulação entre os serviços e a Justiça em Curitiba. No restante do Estado, mesmo sem a criação de Varas Criminais específicas, a Lei Maria da Penha trouxe uma maior aproximação entre os serviços de atendimento às mulheres em situação de violência e a Justiça, como se percebe por relatos trazidos pelos Municípios. Em Piraquara, por exemplo, o Centro de Referência realiza reunião mensal com a juíza para tratar dos casos atendidos pelo Centro SITUAÇÃO ATUAL Passaremos a relatar alguns dados relativos aos atendimentos efetuados a mulheres em situação de violência de gênero de Curitiba e Região Metropolitana, os quais permitem uma visão da magnitude do problema. No Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher tramitaram, em seus primeiros 10 meses de funcionamento, 171 ações penais em andamento, inquéritos policiais, foram concedidas 719 medidas protetivas e ou de representação e ralizadas audiências com 885 pessoas ouvidas. A Delegacia Especializada da Mulher de Curitiba atendeu casos no período de 22 de setembro a 31 de dezembro de O Centro de Referência e Atendimento à Mulher, de março de 2006 a dezembro de 2008, atendeu 908 mulheres com retornos. No período de 2003 a 2006, foram notificados um total de casos pelo conjunto de serviços (Unidades de Saúde, Hospital do Trabalhador, Centro de Referência de Atendimento à Mulher e Hospitais de Referência para violência sexual), sendo casos de violência sexual, 548 de violência física, 295 de violência verbal e 256 de violência psicológica. A situação nas demais regiões do Estado do Paraná pode ser observada nos dados de ocorrências policiais registradas nas Delegacias da Mulher, no período de janeiro a abril de 2007, na tabela seguinte: 6

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8 DEPARTAMENTO DA POLICIA CIVIL DO ESTADO DO PARANÁ GRUPO AUXILIAR DE PLANEJAMENTO SETOR DE ESTATÍSTICA OCORRÊNCIAS POLICIAIS REGISTRADAS NAS DELEGACIAS DA MULHER DO ESTADO DO PARANÁ - JAN A ABR/2007 DELEGACIAS DA Curitiba S.J.dos Araucária Foz do Umuarama Paranavaí Maringá Londrina Ponta Guarapuava Campo Cascavel MULHER Pinhais Iguaçu Grossa Mourão Bol.Oc. Registrados I.P.Instaurados T.C.I.P Ameaça Atent.Viol. Ao Pudor Cal. Inj. e Difamação Estupro Lesão Corporal Racismo 1 Seq. Cárc. Privado Tent. De Homicídio 1 1 Homicídio Doloso 1 Les.Corp.seg de Morte Tortura Outros TOTAL Fonte: Relatórios Mensais GAP - DPC/PR 8

9 3 OBJETIVOS Geral: Estruturar de forma descentralizada no Estado, redes interinstitucionais e interdisciplinares, integrando instituições e serviços para prestar acolhimento e atendimento à mulher em situação de violência de gênero, de forma integral, envolvendo para tal, as áreas da saúde, da assistência social, da segurança pública e de garantia de direitos, da justiça e entidades da sociedade civil que têm na defesa da mulher seu foco de ação. Específicos: - desenvolver parcerias e formas de organização e funcionamento da Rede, respeitando as especificações institucionais; - estabelecer protocolo comum de atendimento e fluxos compatíveis com as necessidades e condições das mulheres, com foco no atendimento integral e humanizado; - sensibilizar e capacitar os gestores e os profissionais dos diversos serviços para o atendimento humanizado às mulheres em situação de violência e para o trabalho em rede; - implantar a ficha de notificação obrigatória da violência em todos os serviços de saúde; - implantar um sistema de informações sobre a violência contra a mulher que contemple as informações registradas nos demais serviços que compõem a rede; - desenvolver programas de orientação, educação e de prevenção à violência contra a mulher e de promoção da cultura da paz; 4 BASE CONCEITUAL Para o enfrentamento da violência contra a mulher, é necessária uma base conceitual clara que possibilite a compreensão homogênea entre a multiplicidade de parceiros que se pretende mobilizar, de diferentes áreas envolvidas. Serão utilizados conceitos legais, partindo-se da premissa de que a omissão, tal qual o silêncio e a impunidade, é cúmplice da violência, e de que a violência contra as mulheres constitui-se em violação aos direitos humanos, porque assim declarou a ONU na Conferência das Nações Unidas sobre os Direitos Humanos.

10 SEXO E GÊNERO: Para tornar-se homem ou mulher é preciso submeter-se a um processo que chamamos de socialização de gênero, baseado nas expectativas que a cultura tem em relação a cada sexo. Dessa forma, a identidade sexual é algo construído que transcende o biológico. O sistema de gênero ordena a vida nas sociedades contemporâneas a partir da linguagem, dos símbolos, das instituições e hierarquias da organização social, da representação política e do poder. Com base na interação desses elementos e de suas formas de expressão, distinguem-se os papéis do homem e da mulher na família, na divisão do trabalho, na oferta de bens e serviços e até na instituição e aplicação das normas legais. A estrutura de gênero delimita também o poder entre os sexos. Mesmo quando a norma legal é de igualdade, na vida cotidiana encontramos a desigualdade e a iniqüidade na distribuição do poder e da riqueza entre homens e mulheres. O conceito de gênero, portanto, dá conta de explicar a dificuldade que homens e mulheres sentem em assumir as relações desiguais e as agressões nas relações entre os sexos como manifestações de violência. VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES. CONCEITO. FORMAS. A segunda metade do Século XX é marcada pela realização de diversas Conferências Internacionais, as quais enunciaram e definiram direitos humanos mínimos. Podem ser destacadas, por marcos legais, as seguintes convenções, aprovadas pela ONU e ratificadas pelo Brasil: Convenção sobre a Eliminação de todas as formas de Discriminação Racial, Convenção para a Eliminação de todas as Formas de Discriminação contra a Mulher, Convenção sobre os Direitos da Criança, Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher (Convenção de Belém do Pará). Esta última, a Convenção de Belém do Pará, tem especial importância por definir a Violência contra a mulher como: qualquer ação ou conduta, baseada no gênero, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto no âmbito público como no privado. A violência de gênero, contra a mulher, é ampla, pois pode ou não ocorrer no espaço doméstico e/ou familiar e ser praticada ou não por familiares, ou seja, inclui violência física, sexual e psicológica: a) que tenha ocorrido dentro da família ou unidade doméstica ou em qualquer outra relação interpessoal, em que o agressor conviva ou haja convivido no mesmo domicílio que a mulher e que compreende, entre outras, estupro, violação, maus-tratos e abuso sexual; b) que tenha ocorrido na comunidade e seja perpetrada por qualquer pessoa e que compreende, entre outros, violação, abuso sexual, tortura, maus tratos de pessoas, tráfico de mulheres, prostituição forçada, seqüestro e assédio sexual no lugar de trabalho. 10

11 A violência doméstica e familiar é a forma mais frequente de violência contra as mulheres, de elevado custo econômico e social e passível de prevenção, se abordada como sério problema social, complexo e dinâmico. Para coibi-la necessário o seu enfrentamento multidisciplinar, intersetorial e interinstitucional. A família, convencional ou não, é a instituição primeira e fundamental na formação do Cidadão e requer, sob pena de todos os demais investimentos e medidas punitivas do Estado serem ineficazes, ações efetivas de prevenção na área da saúde, educação, justiça, segurança pública, trabalho e ação social, enfocando a integralidade do ser humano. A Constituição Federal de 1988, ao tratar da especial proteção à família, estabeleceu no art. 226, 8º, que: "O Estado assegurará a assistência à família na pessoa de cada um dos que a integram, criando mecanismos para coibir a violência no âmbito de suas relações." Em agosto de 2006, fruto do árduo trabalho dos movimentos feministas e de mulheres, foi sancionada a LEI MARIA DA PENHA (nº /2006). Esta Lei cria mecanismos para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos do 8º do art. 226 da Constituição Federal, da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Violência contra a Mulher, da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher e de outros tratados internacionais ratificados pela República Federativa do Brasil; dispõe sobre a criação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher; e estabelece medidas de assistência e proteção às mulheres em situação de violência doméstica e familiar. Segundo a Lei Maria da Penha, violência doméstica e familiar contra a mulher é qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause a morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial I - no âmbito da unidade doméstica, compreendida como o espaço de convívio permanente de pessoas, com ou sem vínculo familiar, inclusive as esporadicamente agregadas; II - no âmbito da família, compreendida como a comunidade formada por indivíduos que são ou se consideram aparentados, unidos por laços naturais, por afinidade ou por vontade expressa; III - em qualquer relação íntima de afeto, na qual o agressor conviva ou tenha convivido com a ofendida, independentemente de coabitação. Referida lei enumera exemplificativamente algumas formas de violência: I - VIOLÊNCIA FÍSICA: Qualquer conduta que ofenda a integridade ou a saúde corporal da mulher (empurrão, rasteira, mordida, tapa, soco, torção, corte, queimadura, golpes com objetos). II - VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA: Qualquer conduta que cause dano emocional e diminuição da auto-estima ou que prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar as ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, 11

12 perseguição contumaz, insulto, chantagem, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação; III - VIOLÊNCIA SEXUAL: Qualquer conduta que a constranja a presenciar, a manter ou a participar de relação sexual não desejada, mediante intimidação, ameaça, coação ou uso da força; que a induza a comercializar ou a utilizar, de qualquer modo, a sua sexualidade, que a impeça de usar qualquer método contraceptivo ou que a force ao matrimônio, à gravidez, ao aborto ou à prostituição, mediante coação, chantagem, suborno ou manipulação; ou que limite ou anule o exercício de seus direitos sexuais e reprodutivos; IV - VIOLÊNCIA PATRIMONIAL: Qualquer conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades (quebrar móveis e eletrodomésticos, atirar objetos pela janela, rasgar roupas e documentos, ferir e matar animais de estimação); V - VIOLÊNCIA MORAL: Qualquer conduta que configure calúnia (imputar falsamente fato definido como crime), difamação (imputar fato ofensivo à sua reputação) ou injúria (ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro). Estas várias formas também se manifestam quando a violência é cometida contra a mulher por pessoa estranha as suas relações familiares e fora da sua unidade doméstica, também podendo ser chamada de violência extrafamiliar, e engloba todas as demais ações que resultem em dano físico, emocional, sexual, moral, provocadas por pessoas conhecidas ou desconhecidas da vítima. Há ainda, dentro do campo da violência os casos de Auto-agressão que se caracteriza por situações de suicídio ou tentativa de suicídio, ou seja, a agressão praticada pela vítima contra si mesma. VIOLÊNCIA INSTITUCIONAL Trata-se da violência exercida pelo próprio serviço público, ou por seus concessionários, quando dificultam o acesso aos serviços, quando prestam estes serviços com baixa qualidade, quando abusam da autoridade em virtude das relações desiguais de poder entre profissionais e usuários(as). Esse tipo de violência pode se manifestar por diversas formas, como: peregrinação por diversos serviços até receber o atendimento, frieza, rispidez e falta de escuta; discriminação, preconceito; desqualificação do saber prático; violência física, como negar acesso à anestesia como forma de punição, uso de medicamentos para adequar o paciente às necessidades do serviço, diagnósticos imprecisos e subestimação das manifestações emocionais/psíquicas como sintomas de estados patológicos, entre outros. 12

13 5 CONSTRUÇÃO DA REDE DE ATENÇÃO A construção de uma rede de atenção implica necessariamente na implementação do conceito de integração setorial e de complementaridade entre os diversos serviços, sejam públicos, privados, filantrópicos, comunitários, da esfera municipal, estadual ou federal. A rede como padrão organizacional é uma forma de organização democrática constituída de elementos autônomos, interligados de maneira horizontal e que cooperam entre si. (Cássio Martinho). Romper com o trabalho setorizado e isolado requer uma nova dinâmica, um novo pensamento com foco na complexidade e na diversidade que caracterizam os grupos sociais junto aos quais se pretende atuar. É preciso compreender os problemas como resultado da dinâmica social, vivida por pessoas, famílias e grupos sociais que interagem em um determinado território. É preciso integrar saberes para compreender a complexidade desta dinâmica, para traçar estratégias de atuação conjunta com o objetivo de impactar determinados problemas. Atuar em rede requer uma metodologia de trabalho que rompa com restrições burocráticas, estabeleça co-responsabilidades institucionais, privilegie a integralidade das ações e a visão do todo. Parte dos serviços necessários para a construção de uma rede de atendimento já existe, tanto na área social, da saúde como na área da segurança pública ou da justiça. Há necessidades específicas de implantação, reforço e ampliação de programas, complementação de equipamentos e medicamentos e especialmente capacitação de pessoal para o atendimento às vítimas de violência, para a realização de programas e ações de prevenção à violência de gênero e para o gerenciamento da rede na perspectiva da sua manutenção dentro dos princípios de intersetorialidade e integralidade. Portanto, as maiores dificuldades não estão na base material de serviços, mas principalmente na capacitação de pessoal e na disposição político-administrativa de atuar de forma integrada e intersetorial. Este é, portanto o grande desafio a ser trabalhado na construção da Rede de Atendimento à Mulher em Situação de Violência. 6 - RESPONSABILIDADES E ATRIBUIÇÕES INSTITUCIONAIS Dada a diversidade de problemas e necessidades apresentadas pelas vítimas de violência, a porta de entrada na Rede de Atenção pode se dar de diferentes formas e por diferentes serviços. Por isso, é essencial que todas as instituições e seus profissionais estejam sensibilizados para acolher as vítimas de violência e capacitados para orientá-las sobre os procedimentos básicos a serem tomados. 13

14 6. 1 RESPONSABILIDADES E PROCEDIMENTOS COMUNS A TODAS AS INSTITUIÇÕES COMPONENTES DE REDE DE ATENÇÃO reconhecer os sinais de violência, especialmente da violência doméstica, mantendo seus profissionais sensibilizados e capacitados para tal; acolher as mulheres, as crianças e os adolescentes vítimas de violência de forma humanizada, sem preconceitos e juízos de valor; garantir a necessária privacidade durante o atendimento, estabelecendo um ambiente de confiança e respeito; manter sigilo sobre as informações prestadas pela vítima ou pelo seu responsável, repassando a outro profissional ou outro serviço, apenas as informações necessárias para garantir o atendimento adequado; ouvir atentamente o relato feito pela vítima ou pelo seu responsável, de forma a poder avaliar a possibilidade de risco de vida ou de repetição da violência sofrida, bem como, as necessidades de atendimento que o caso requer; prestar o atendimento necessário de acordo com a especificidade de atuação do serviço e encaminhar a outros serviços quando a situação requerer outro tipo de intervenção ou ajuda; garantir que os casos de violência contra crianças e adolescentes (0 a 18 anos) sejam devidamente notificados ao Conselho Tutelar da localidade, nos termos do art. 13 do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei n o 8.069/1990), que tornou obrigatória a comunicação de todos os casos de suspeita ou confirmação de maus-tratos contra crianças e adolescentes, sem prejuízo de outras providências legais, sob pena de ser-lhe aplicada a pena prevista no art. 245, da referida Lei; Informar e orientar as vítimas e os responsáveis quando se tratar de criança ou de adolescente, sobre a importância do registro policial do fato e da realização do exame de corpo de delito, nos casos de violência física e/ou sexual RESPONSABILIDADES E PROCEDIMENTOS DE ACORDO COM A ESPECIFICIDADE DE ATUAÇÃO DE CADA ÁREA Área da Saúde Unidades Básicas incluir a violência, especialmente a violência de gênero como um dos critérios para a identificação de população de risco para atendimento priorizado na Unidade de Saúde; notificar os casos de violência, conforme determinação do Ministério da Saúde registrar as informações no prontuário médico, dando ênfase ao 14

15 relato do fato: quando, onde e como aconteceu a violência, quem foi o provável agressor, tipo e características do dano apresentado, etc 1 ; encaminhar para serviços especializados quando o caso requerer: - nos casos de violência sexual, encaminhar imediatamente à unidade de referência responsável por este atendimento; - lesões mais graves que exijam atendimento especializado, como: queimaduras de maior gravidade; traumas cranianos ou fraturas; suspeita de lesão de órgãos internos; estado de choque emocional; agendar retorno para atendimento e/ou visita domiciliar com o objetivo de acompanhamento do caso, com a participação das equipes de Saúde da Família, PACS entre outros; prestar atendimento em saúde mental às vítimas e aos agressores, ou encaminhá-los a serviços especializados; incentivar a criação de grupos de apoio às vítimas, aos agressores e às famílias, com foco principal nos aspectos psicosociais ; receber os casos encaminhados por outros serviços e prestar o atendimento e acompanhamento necessários. Hospitais, Unidades de Pronto Atendimento (24 HS) e Ambulatórios Especialidades de identificar as situações de violência e acolher as vítimas, quando se tratar de procura direta, ou quando não percebidas pela unidade básica; atender aos casos de violência de acordo com a característica e complexidade do serviço, agendar os retornos necessários e encaminhar para acompanhamento na unidade básica; identificar os casos de violência sexual e encaminhá-los imediatamente para a unidade de referência para violência sexual; notificar os casos atendidos, conforme determina o Ministério da Saúde, registrando as informações com ênfase ao relato do fato: quando, onde e como aconteceu a violência, quem foi o provável agressor, tipo e características do dano apresentado, etc.*; manter a criança e o adolescente hospitalizado até a chegada do Conselho Tutelar ou de outra autoridade competente, em casos de suspeita de violência familiar, quando é detectado risco de vida. Unidade de Referência para Violência Sexual atender as vítimas encaminhadas por outros serviços ou por procura direta, 1 Tais registros poderão ser solicitados posteriormente pela autoridade policial ou judicial, especialmente na ausência de exames periciais, uma vez que a vítima poderá registrar queixa até seis meses após o ocorrido. 15

16 obedecendo, rigorosamente, o protocolo especificado na segunda parte do presente documento; solicitar, por telefone, à Delegacia de Polícia Civil previamente definida, a requisição para a realização do Exame de Corpo de Delito, fornecendo as informações necessárias para tal; solicitar, por telefone, a presença do médico perito para a realização do Exame de Corpo de Delito; aguardar a presença do médico perito para a realização, em conjunto, do exame ginecológico e coleta de materiais, sempre que as condições clínicas da vítima permitirem; manter crianças e adolescentes sob proteção do serviço, sempre que se suspeitar de violência sexual doméstica, cuja família não apresenta condições de garantir a proteção necessária, até a chegada do Conselho Tutelar ou outra autoridade competente; realizar o aborto previsto em lei em casos de gravidez resultante de estupro, ou garantir que esse procedimento seja executado por unidade hospitalar de referência, de acordo com o protocolo apresentado na segunda parte do presente documento Área de Segurança, Justiça e Garantia de Direitos. Polícia Civil / Delegacias identificar as situações de violência e acolher as vítimas, de forma humanizada; registrar as informações; encaminhar as vítimas de violência sexual com menos de 72 horas do ocorrido que procurarem diretamente a Delegacia, à Unidade de Referência para Violência Sexual, munidas da requisição para a realização de Exame de Corpo de Delito; emitir a requisição para a realização do Exame de Corpo de Delito para as vítimas de violência sexual atendidas diretamente na Unidade de Referência para a Violência Sexual, mediante solicitação, por telefone, da referida Unidade; nomear médico vinculado à Rede de Atenção às Mulheres em situação de Violência, previamente definido, como perito legista, sempre que não houver médico legista na região, ou quando o Instituto Médico Legal não tiver possibilidade de deslocamento para a realização do Exame de Corpo de Delito na Unidade de Referência para a Violência Sexual; realizar os procedimentos policiais pertinentes e fornecer as orientações e encaminhamentos necessários às vítimas ou a seus responsáveis. Cumprir as atribuições que lhe cabe no cumprimento das medidas protetivas conforme dispõe a Lei Maria da Penha. 16

17 Polícia Civil / IML realizar exames de Corpo de Delito nas vítimas de violência sexual nas Unidades de Referência, mediante deslocamento, em tempo hábil, do médico legista a estas unidades; capacitar médicos indicados pela Rede de Atenção às Mulheres, em situação de violência, para a realização de exames periciais e emissão de laudos relativos à violência sexual, garantindo o devido suporte técnico e operacional para tal, sempre que não existir o serviço do IML na região, ou quando este serviço não apresenta disponibilidade para o atendimento das vítimas nas Unidades de Referência; priorizar e garantir privacidade e ambiente adequado, para o atendimento a mulheres, crianças e adolescentes, quando estes necessitam realizar Exames de Corpo de Delito nas dependências do IML, conforme os preceitos de humanização do atendimento e exige o Estatuto da Criança e do Adolescente; informar e orientar as vítimas sobre os serviços de atendimento médico, social e jurídico disponíveis no Município, ou região. Polícia Militar atender a mulher, a criança e o adolescente que está sofrendo violência, acolhendo a vítima, protegendo-a e encaminhando para o atendimento adequado. realizar o policiamento preventivo e ostensivo em áreas e horários de risco para a violência. Justiça e Promotoria Pública garantir os direitos de atendimento médico, social e jurídico às vítimas de violência quando as demais instituições públicas deixarem de cumprir este papel; aplicar a legislação pertinente, em especial as medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha; requisitar prontuários médicos, fichas de atendimento social, laudos emitidos por profissionais dos serviços de atendimento especializado, como peças legais dos processos, com base na Lei Maria da Penha Área da Assistência Social identificar situações de violência e acolher as vítimas; encaminhar para abrigos apropriados quando a mulher e/ou os filhos estão 17

18 sofrendo risco de vida e não podem contar com o apoio e proteção de familiares ou amigos; prestar atendimento jurídico ou encaminhar para outros serviços que prestam este tipo de assistência; avaliar as necessidades apresentadas pelas vítimas (alimentação, moradia, emprego, vagas em creches e escolas, etc) providenciando atendimento adequado; desenvolver programas de orientação e acompanhamento familiar com vistas a ajudar as famílias que vivem situações de conflito familiar, ou dificuldades na educação de seus filhos; desenvolver programas voltados para a prevenção da violência familiar: orientação para a obrigatoriedade da denúncia ao Conselho Tutelar da localidade dos casos de suspeita ou confirmação de violência contra crianças e adolescentes por parte de profissionais da educação e saúde e por parte da comunidade (Lei n o 8.069/1990, arts. 13 e 245); envolvimento da comunidade e da mídia em programas de combate é violência doméstica; incentivo à implantação de grupos de ajuda; implantação de grupos de orientação familiar junto à clientela das escolas, creches e programas sociais, etc Área da Educação Unidades de Ensino Fundamental e Médio identificar situações de violência contra crianças e adolescentes ou contra a mulher, na medida em que são referidas por seus alunos; denunciar ao Conselho Tutelar quando se tratar suspeita ou confirmação de violência contra crianças e adolescentes (Lei n o 8.069/1990, arts. 13 e 245); orientar as famílias quanto aos procedimentos e encaminhamentos em casos de violência de gênero; desenvolver programas de prevenção à violência envolvendo seus alunos, professores, pais e a comunidade. Universidades desenvolver pesquisas, análises na área da violência; desenvolver propostas para a capacitação de profissionais; participar de atividades de capacitação; incluir nos currículos dos cursos afins, conteúdos específicos relativos ao reconhecimento, atendimento e prevenção da violência. 18

19 Outras Instituições Uma gama variada de instituições poderá compor a Rede, com atribuições importantes tanto no que diz respeito às ações preventivas/educativas como no atendimento às vítimas de violência. Dentre estas instituições destacam-se: Sociedades Científicas no desenvolvimento de pesquisas, na análise de necessidades, na avaliação de resultados, no ensino e capacitação de profissionais para atuação na área, na elaboração de propostas de intervenção, etc. Igrejas - através das pastorais, grupos comunitários, grupos de evangelização, etc., que apresentam grande penetração nas comunidades; Organizações não Governamentais que atuam na área de educação popular, defesa de direitos e prestação de serviços sociais; Conselhos Comunitários e Associações como: Conselhos Comunitários de Segurança; Conselho da Condição Feminina, Conselhos de Saúde: Associações de Moradores; Associações de Pais e Mestres; etc.; Meios de Comunicação de Massa, participando de campanhas de prevenção da violência; exercendo o controle ético sobre matérias, programas, comerciais, com vistas a não exacerbar a violência, a não estimular precocemente a sexualidade de crianças e adolescentes, o preconceito racial e de gênero, o machismo, a não estimular o consumo de drogas incluindo-se álcool e tabaco, a estimular a defesa dos direitos de cidadania, a promover a cultura da paz. 7 FLUXOGRAMA PARA O ATENDIMENTO E ENCAMINHAMENTOS Os Fluxogramas apresentados a seguir procuram ilustrar e sintetizar a sequência dos passos para o atendimento das vítimas de violência, considerando duas situações possíveis: 1) os serviços de saúde sejam o primeiro serviço a ser procurado pelas vítimas, ou 2) as Delegacias de Polícia sejam o primeiro serviço a ser procurado em caso de violência contra mulheres, crianças e adolescentes. 19

20 FLUXOGRAMA: VIOLÊNCIA EM GERAL Prestadores de serviços de saúde: Unidades de Saúde, Hospitais, Clínicas, Consultórios, etc. Notificar todo tipo de violência em idade de 0 à 18 anos (Cons. Tutelar ou SOS Criança.) Adulto: informar Rede de Apoio à Mulher: Familiar/Social/Jurídico c/ autorização da vítima. Gravidade do caso Tipo de Violência Violência Sexual Até 72 horas. Unidade de Saúde realiza Anticoncepção de Emergência e encaminha para Unidade de Referência Continuidade Serv. Saúde Delegacia de Plantão Hospital Referência realiza exames laboratoriais Prevenção DST/AIDS Hepatite B * Solicita req. da Delegacia e aciona perícia de plantão. Delegacia Encaminha para Perícia/IML. SIM Acompanhamento pelo Serviço de Referência Gravidez? NÃO Acompanhamento Psicossocial SIM Deseja continuar a gravidez? NÃO Pré-Natal Acompanhamento - Controle das DST e AIDS (6 meses) Acompanhamento psicossocial NÃO Adoção Possibilidade de aborto SIM Hospital de referência p/ aborto 20

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