Sistemas DWDM: Visão Sistêmica Atual. Este tutorial apresenta uma visão sistêmica da tecnologia DWDM, incluindo a teoria e a composição modular.

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Sistemas DWDM: Visão Sistêmica Atual. Este tutorial apresenta uma visão sistêmica da tecnologia DWDM, incluindo a teoria e a composição modular."

Transcrição

1 Sistemas DWDM: Visão Sistêmica Atual Este tutorial apresenta uma visão sistêmica da tecnologia DWDM, incluindo a teoria e a composição modular. Jair Lisboa dos Santos Engenheiro Eletricista, com ênfase em Eletrônica e Telecomunicações (CEFET-PR 1989) e pós-graduado em Sistemas de Fotônica (UFPE 2004). Atuou durante 15 anos na área de Telecomunicações como instrutor no Centro de Treinamento Werner von Siemens, da Siemens Telecomunicações de Curitiba (PR), com enfoque em Sistemas de Transmissão Óptico e via Rádio, além de Sistemas de Acesso (ADSL e GPON). Ministrou cursos Alemanha, Irlanda, Portugal, África do Sul, Chile, Colômbia e Bolívia. Trabalhou em Munique, Alemanha, durante 1 ano (1997) na elaboração e instrutoria de cursos na Siemens Training Institute. Atualmente faz parte do quadro de funcionários da Petrobrás, atuando como Engenheiro de Telecomunicações na área de Projetos e Padronização de Telecomunicações. Categoria: Redes Ópticas Nível: Intermediário Enfoque: Técnico Duração: 40 minutos Publicado em: 28/07/2008 1

2 Sistemas DWDM: Introdução Espectro Eletromagnético para Transmissão Óptica A distinção entre as ondas eletromagnéticas é feita pela freqüência ou pelo comprimento de onda. Matematicamente a freqüência (f em Hz), o comprimento de onda (l em metros) e a velocidade da onda no vácuo (c0 = 3x108 m/s) estão relacionadas pela seguinte equação: l= c0/f. O espectro óptico está dividido em três faixas denominadas de banda ultravioleta, banda visível e banda infravermelha. As bandas ultravioleta e infravermelha não são visíveis pelo ser humano. As radiações usadas atualmente em comunicações ópticas estão na faixa da luz infravermelha, com comprimento de onda variando de 800nm a 1700nm. Janelas de transmissão Figura 1: Espectro Eletromagnético para Transmissão Óptica. Ao analisarmos os possíveis comprimentos para a transmissão de sinais, devemos observar também as propriedades da fibra. As fibras ópticas não transmitem sinais de uma forma eficaz em todos os comprimentos de onda, somente em alguns intervalos, também conhecidos como janelas de transmissão. Hoje em dia, normalmente a 2ª janela (aprox nm), a 3ª janela (Conventional band ou C-band) de 1530 a 1565 nm e a 4ª janela (Long band ou L-band) de 1565 a 1620 nm são utilizadas. 2

3 Figura 2: Janelas de Transmissão. DWDM O DWDM (Dense Wavelength Division Multiplexing - multiplexação densa por divisão de comprimento de onda) é uma tecnologia que pode combinar dezenas de canais em uma única fibra, economizando fibras e equipamentos de transmissão. O espaçamento entre os canais pode ser de 200 GHz (1.6 nm), 100 GHz (0,8 nm), 50 GHz (0,4 nm), podendo chegar a 25 GHz (0,2 nm). Os sistemas DWDM utilizam comprimentos de onda entre aproximadamente 1500 nm e 1600 nm e apresentam alta capacidade de transmissão por canal (hoje 40 Gbit/s), podendo alcançar 1 Tbit/s na transmissão de dados sobre uma fibra óptica. Dentro das janelas de transmissão a ITU-T define em sua recomendação G.692 [1] o espectro de utilização para a tecnologia DWDM. Na verdade, não os comprimentos de onda, mas as freqüências foram definidas. Existe ainda uma subdivisão de espectro em Blue Band (Banda Azul) e Red Band (Banda Vermelha). Além dos canais úteis, existem comprimentos de onda reservados aos canais de supervisão óptica OSC (Optical Supervisory Channel) em 1510nm, fora da banda C e desacoplado dos amplificadores ópticos EDFA (Erbium-Doped Fiber Amplifier - amplificador de fibra dopada a érbio). Os canais de supervisão conectam os elementos da rede DWDM e satisfazem aproximadamente as mesmas funções dos cabeçalhos no sistema SDH (Synchronous Digital Hierarchy - hierarquia digital síncrona). Bandas de comprimento de onda/espaçamento de freqüência No exemplo abaixo, o Equipamento DWDM usa um máximo de 40 comprimentos de onda dentro da C-band, com espaçamento de freqüência de 100 GHz (0.1 THz): 3

4 Figura 3: Sub-bandas de Comprimento de Onda. Os canais são agrupados em sub-bandas, sendo que cada sub-banda tem 4 canais, de acordo com as freqüências abaixo: Tabela 1: Freqüências e Comprimentos de Onda das Sub-bandas. Frequency (THz) Channels Wavelength (nm) Sub-band Frequency (THz) Channels Wavelength (nm) C C C C Sub-band C06 C07 C08 C09 4

5 C C10 5

6 Sistemas DWDM: Arquitetura de Hardware I Existem várias possibilidades para projetar sistemas com diferentes números de canais para o Begin-of-Life (BOL) ou para o End-of-Life (EOL), permitindo então configurações de sistema com eficiência no custo durante o ciclo de vida completo do sistema. A próxima figura mostra um exemplo do equipamento com freqüência/comprimento de onda e multiplexação/demultiplexação de 40 canais. Todavia, outras estruturas são possíveis para suportar outra contagem de canal EOL, como por exemplo, 12, 20 e 32. Figura 4: Arquitetura de Equipamento DWDM. Módulo Controlador Este módulo fornece funções de controle e monitoração central do sistema, armazenamento das 6

7 configurações em uma memória FEPROM, assim como prover interfaces Ethernet Q e QF para o sistema de gerência remoto e local. Amplificadores Para fins de amplificação é utilizado com freqüência o EDFA. Esses sistemas consistem basicamente de um pump laser, um dispositivo acoplador para interfacear o sinal com a luz do pump laser, e uma fibra dopada a érbio de muitos metros de comprimento. Um pump laser na faixa de 980nm ou 1480nm eleva os elétrons dos íons de érbio de um nível de energia E1 para um nível maior de energia. No próximo passo os elétrons caem para um nível energético ligeiramente menor E2. Finalmente o fenômeno da emissão induzida é utilizado. Um fóton do sinal passa pelo elétron, conseqüentemente o elétron cai para o seu estado inicial de energia E1 e enquanto isso ocorre, um fóton de mesma freqüência é emitido. Desta forma temos o sinal amplificado. Figura 5: Amplificador de Fibra Dopada a Érbio. Desvantagens: Vantagens: A amplificação não é linear na banda. Para ajustar todos os canais para um mesmo nível, talvez seja necessário utilizar atenuadores ópticos variáveis (VOAs - Variable Optical Attenuators) para realizar a pré-ênfase em cada canal individualmente; A potência total de saída é constante, independente do número de canais transmitidos. Isso significa que quanto mais canais, menor será a potência por canal e menor será o possível hop, ou seja: Ptotal = Pcanal + (10log N), onde N é o número total de canais. Amplificação simultânea de toda a área de 1550nm; Há possibilidade de ganhos superiores a 30 db, sendo aplicável para enlaces em longa distância. Módulos Amplificadores de Linha Os módulos amplificadores de linha fornecem a amplificação do sinal apresentando um bloco de ganho com um ou dois laser pumps, acesso inter-estágios para compensação de dispersão e um controle de ganho. Os módulos amplificadores de linha são divididos em três tipos de amplificação: inline, booster e pré-amplificador. Opcionalmente pode-se inserir um amplificador Raman (Raman amplifier). 7

8 Figura 6: Módulos amplificadores. O Equipamento DWDM utiliza módulos Amplificadores de Linha Booster, Pre-amplifier e Inline Amplifier para alcances curtos, médios e longos. O módulo amplificador booster contém um amplificador óptico para C-band e é usado em sites terminal e intermediário para amplificação do sinal de linha de saída. Existe somente um booster para cada direção de transmissão. O módulo pré-amplificador contém um amplificador óptico para C-band e é usado em sites terminal e intermediário para amplificação do sinal de linha de entrada antes de alimentar o estágio demultiplexador. Existe somente um pré-amplificador para cada direção de transmissão de um OMS (Optical Multiplex Section - Seção Multiplex Óptica). O ganho dos módulos é incrementado por módulos pump do tipo Raman. O módulo amplificador inline contém um amplificador óptico para C-band e é usado em inline sites para amplificação óptica do sinal. O ganho dos módulos é incrementado por módulos pump tipo Raman. Os módulos amplificadores também têm uma conexão interna de barramento ao canal supervisório óptico (OSC - Optical Supervisory Channel) (EOW, acesso a canal de usuário e funções de controle desligamento automático dos lasers). Amplificadores de Linha para Longo Alcance (Long Span) O EDFA estágio 1 é otimizado para a amplificação de um sinal de potência baixo e, portanto, para amplificação de baixo ruído. Com um filtro tipo GFF (Gain Flattening Filter) e um VOA automaticamente controlado entre os estágios EDFA 1 e 2, um excelente nivelamento de ganho é conseguido sobre um largo espectro de ajustes de ganho. Os pontos de acesso inter-estágio entre os estágios EDFA1 e EDFA3 permitem opcionalmente a interconexão de um módulo Dispersion Compensation Fiber (DCF) ou um módulo Fiber Bragg Grating (FBG) dependendo do tipo de escolha de fibra e requerimentos de compensação por dispersão da rede. O EDFA estágio 2 faz a amplificação final do sinal DWDM antes dele reentrar na fibra, permitindo um máximo alcance. Adicionalmente existe um estágio 3 de amplificação, com acesso opcional para um módulo Raman Pump 8

9 externo, para amplificação extra em aplicações com vãos muito longos e/ou alto número de canais ópticos. Toda a atenuação incorrida por qualquer dispositivo óptico inter-estágio já está calculada no budget do link óptico. Uma interface de monitoração externa (External Monitor) para a conexão de um Analisador de Espectro Óptico (Optical Spectrum Analyzer - OSA) está também disponível para funções de monitoração externa do sinal especialmente para realizar a equalização dos sinais a serem transmitidos (processo de pré-ênfase). O amplificador também tem funções de monitoração interna do sinal on-board (Internal Monitor) para funções de shutdown (desligamento) dos lasers. A terminação OSC é feita localmente no cartão e a informação de controle é digitalmente direcionada para o módulo Controlador. Espalhamento Raman Estimulado Figura 7: Módulo amplificador de longo alcance. Segundo as teorias quânticas modernas todas as coisas existentes, seja matéria ou energia, se propagam como uma onda e interagem com outras entidades como uma partícula. Em outras palavras, no nível quântico energia e matéria interagem entre si. O efeito de espalhamento de energia chamado Espalhamento Raman Estimulado (Stimulated Raman Scattering - SRS) é um efeito não linear inerente à própria fibra, devido às colisões inelásticas na fibra entre fótons e fônons ópticos. Fônons são partículas derivadas da vibração de elétrons. Como em um jogo de bilhar, um fóton pode bater em um fônon perdendo um pouco de sua (do fóton) energia para o fônon. De forma análoga um fônon pode atingir um fóton e adicionar um pouco de sua (do fônon) energia ao fóton. O resultado é o aparecimento de dois picos após o espalhamento, um menor (com freqüência mais alta) e um maior (com freqüência mais baixa), pois os fótons com freqüência mais alta possuem mais energia e esta é passada, após o espalhamento, aos fótons de baixa freqüência (menor energia) através dos choques com os fônons. Pode-se dizer, então que, se dois comprimentos de onda diferentes são injetados em uma fibra, o SRS será responsável pela transferência de energia do comprimento de onda com freqüência mais alta para o comprimento de onda com freqüência mais baixa. Quanto maior o espaçamento entre canais, maior será o efeito Raman, pois maior será a diferença entre as freqüências. 9

10 Amplificador Raman/Brillouin Figura 8: Espalhamento Raman Estimulado. Os espalhamentos Raman e Brillouin podem ser utilizados para amplificação. A base da amplificação Raman é o efeito de espalhamento de energia explicado no item anterior. Em contraste com os amplificadores de fibra (EDFA), estes amplificadores geralmente são colocados no lado do receptor, havendo um bombeamento na direção contrária. Uma das maiores vantagens é que esses amplificadores podem ser utilizados em toda a banda, de 1300nm a 1600nm, dependendo do comprimento de onda do pump laser. O ganho pode alcançar de 10 a 14 db. Para fins práticos, costuma-se fazer uma analogia deste efeito ao de uma gangorra, onde pulando em um lado, iremos imediatamente levantar o outro lado. No caso da amplificação pelo Efeito Raman, o outro lado da gangorra, onde uma faixa de sinais será amplificada, situa-se a aproximadamente 100 nm acima do comprimento de onda do pump laser (1460 nm). Figura 9: Amplificador Raman/Brillouin. Módulos Raman Pump 10

11 O módulo Raman pump deve ser inserido na interface de recepção de linha. Alternativamente, o mesmo espaçamento do amplificador pode ser atingido com potência de saída EDFA mais baixa por canal, permitindo um número de canais total mais alto. Para certos links onde os efeitos não-lineares limitam o aumento do número de vãos, uma redução da potência do canal decresce os efeitos não lineares, e então permite um número mais alto de vãos. Os amplificadores Raman são preferivelmente aplicados em vão extra longo. Os sinais pump dos diodos laser são primeiramente multiplexados de 2 diferentes comprimentos de onda, e a luz pump multiplexada é direcionalmente acoplada dentro da fibra carregando o sinal de tráfego recebido. Pelo ajuste apropriado de potência para os dois comprimentos de onda pump, um espectro de ganho plano pode ser atingido por diferentes tipos de fibra. A potência do pump laser é controlada via diodos monitores externos e a potência de saída é configurada por software. Todos os pump lasers são também controlados por temperatura para manter sua estabilidade. Dois ports ópticos de monitoração são fornecidos, um monitora a potência de saída Raman e o outro monitora a potência na linha. Para desligamento automático (Automatic Power Shut Down - APSD) uma detecção on board da freqüência de portadora OSC é projetada. O sinal OSC é embaralhado para ter potência da portadora de sinal suficiente para fornecer a função APSD. Multiplexador e Demultiplexador Óptico Figura 10: Módulo Raman Pump. Um multiplexador óptico pode ser construído como uma associação de filtros ópticos ou como um dispositivo isolado. O objetivo é extrair os canais originais do sinal DWDM. As propriedades requeridas para este dispositivo são as mesmas que as do filtro: isolamento e distorção do sinal. Contudo, deve-se considerar o número de canais e a largura de banda. O mais simples e conhecido demultiplexador óptico é o prisma. Utilizando-se o efeito da dispersão (diferentes velocidades da luz para diferentes comprimentos de onda), a luz é dividida em seus componentes espectrais. A função da grade difratora é similar à do prisma. A diferença, porém, é que aqui a interferência é fator importante. A luz é também dividida em suas 11

12 componentes espectrais. Outra técnica tem base nos princípios de difração e interferência óptica. Ao incidir numa grade de difração, cada comprimento de onda que compõe o feixe de luz policromática é difratado em diferentes ângulos e, assim, para pontos diferentes no espaço. Para focalizar estes feixes dentro de uma fibra, podem-se usar lentes. Módulos Filtro Figura 11: Multiplexador/Demultiplexador Óptico. Os Módulos Filtro atuam como multiplexadores/demultiplexadores (módulos bidirecionais) provendo a divisão da onda primária ou agregação de todos os sinais de transponders e permitindo o acesso (add/drop) para um conjunto particular de comprimentos de onda de uma fibra óptica, enquanto passa os comprimentos de onda restantes. Consiste de componentes ópticos passivos incluindo componentes elétricos somente para a identificação do módulo. O módulo filtro F4 básico consiste de um filtro fixo com 4 canais bidirecionais, oferecido em 10 diferentes variantes (sub-bandas C1-C10) para cobrir o plano de comprimentos de onda de 40 canais completo. O módulo filtro fixo e de sub-banda F4 consiste de um filtro de sub-banda e 1 filtro fixo correspondente com 4 canais bidirecionais, oferecido em 10 diferentes variantes (sub-bandas C1-C10) para cobrir o plano de comprimentos de onda de 40 canais completo. Figura 12: Módulo Filtro Fixo e de Sub-Banda F4. O módulo filtro F8 consiste de um filtro red/blue e 2 filtros de sub-banda bidirecionais, sendo oferecidos em 2 filtros de banda para as sub-bandas C5 e C6 e filtro red/blue que separa as bandas C1-C4 das sub-bandas 12

13 C7-C10. Figura 13: Módulo Filtro F8. Exemplo de multiplexação/demultiplexação utilizando o filtro acima: Figura 14: Exemplo de Multiplexação/Demultiplexação com o Filtro F8. O módulo filtro F16 consiste de 4 filtros de banda cascateados, bidirecionalmente, sendo oferecido em 2 variantes para as sub-bandas C1-C4 (blue band) e sub-bandas C7-C10 (red band), respectivamente. Estrutura de Filtros EOL Figura 15: Módulo Filtro F16. 13

14 Baseado no número de canais ópticos EOL necessários na rede DWDM, estruturas de filtros com custo otimizado são oferecidos para a multiplexação/demultiplexação de canais ópticos. A figura abaixo ilustra a estrutura de filtro básico para EOL=12 com o caminho upgrade do primeiro canal (grupo) ao último canal (grupo). As 3 sub-bandas de 4 canais (Cxx) são localizadas dentro de uma região plana da banda do amplificador óptico. O caminho do upgrade permite qualquer ordem de upgrade para as 3 sub-bandas de 4 canais (C5, C6 ou C8). Figura 16: Estrutura de filtros para EOL=12. A figura abaixo ilustra a estrutura de filtro básico para EOL=20 com o caminho do upgrade do primeiro canal (grupo) ao último canal (grupo). O caminho do upgrade permite qualquer ordem de upgrade para estas sub-bandas. Existem 2 subtipos para esta estrutura de filtro, dependendo de qual sub-banda é added/dropped como a primeira sub-banda (C07 ou C08). Os módulos requeridos para o add-drop ou interconexão dos correspondentes comprimentos de onda são necessários dentro da árvore de filtros. Para mais que 4 sub-bandas de configuração BOL, o módulo F8 com o splitter de banda red/blue é requerido. 14

15 Figura 17: Estrutura de filtros para EOL=20. A figura abaixo ilustra a estrutura de filtro básico para EOL=40 com o caminho do upgrade do primeiro canal (grupo) ao último canal (grupo). O caminho do upgrade permite qualquer ordem de upgrade para estas sub-bandas. Os módulos requeridos para o add-drop ou interconexão dos correspondentes comprimentos de onda são necessários dentro da árvore de filtros. O módulo F8 com o splitter de banda red/blue é sempre requerido. Entre 12 a 24 canais, um cartão de filtro de sub-banda F16 (red ou blue) é requerido. Até 40 canais, um cartão de filtro de sub-banda F8 e dois F16 (red ou blue) são requeridos. Módulos Transponder Figura 18: Estrutura de filtros para EOL=40. O Transponder adapta a taxa arbitrária do sinal óptico do equipamento cliente SDH ou Ethernet e mapeia seu comprimento de onda ao canal DWDM escolhido (linha) compatível com o plano de freqüências padronizado pelas normas ITU-T. Podem ser empregados lasers sintonizáveis ou fixos no lado cliente e no lado linha. O Módulo Transponder é usado para cada extremo dos links DWDM assim como interface bidirecional entre uma interface de cliente e uma interface de linha. O modo regenerador do módulo Transponder fornece a função regeneradora 3R (re-amplification, re-shaping, re-timing de um canal de sinal óptico) entre ambos os ports de linhas OTU1. 15

16 Figura 19: Transponder. O Equipamento DWDM pode suportar uma configuração mesclada de Transponders com clientes Gigabit Ethernet, 2.5 Gbit/s, 10 Gbit/s e 40 Gbit/s. As interfaces de cliente óptica Ethernet 1Gbit/s, SDH/Sonet 2.5 Gbit/s do módulo Transponder são equipados com módulos SFP (Small Form-Factor Pluggable) que executam uma conversão óptico-elétrica em ambas as direções do sinal. Para interfaces de Ethernet/SDH 10 Gbit/s, o Transponder é equipado com módulos XFP. Os lasers utilizados nas interfaces de linha podem ter comprimentos de onda fixos ou então sintonizáveis, dando mais flexibilidade ao projeto e à logística. Exemplo para o Transponder 2.5 Gbit/s Figura 20: Módulos SFP e XFP. No caso de sinais de cliente Gigabit Ethernet (GE), 2 sinais de cliente são mapeados dentro de um payload de um canal óptico OTU1 (de acordo com a ITU-T G.806 e G.709), via procedimento de mapeamento genérico GFP-T e multiplexação de quadro GFP. Este mapeamento evita qualquer mapeamento intermediário dentro de camadas SDH/SONET, simplificando o gerenciamento de serviços GE. 16

17 Figura 21: Exemplo para o Transponder 2.5 Gbit/s. 17

18 Sistemas DWDM: Arquitetura de Hardware II Módulo Variable Optical Attenuator (VOA) O Equipamento DWDM utiliza o seguinte módulo VOA, que é um atenuador variável óptico que utiliza internamente um motor de passo. O módulo VOA tem aplicação em pré-ênfase e de-ênfase, equalizando o nível de potência automaticamente, sendo usada por canal ou por sub-banda. Possui um range de atenuação que varia de 0 a 20 db em uma banda de operação de comprimento de onda de 1528 a 1610 nm. Figura 22: Módulo VOA. Atenuação e Dispersão na Fibra óptica Atenuação representa a perda de potência óptica dentro da fibra do ponto de transmissão ao ponto de recepção do sinal óptico. A atenuação na fibra óptica também é dependente do seu comprimento de onda, como mostra o exemplo abaixo para Standard Single Mode Fiber (G.652): Figura 23: Atenuação Óptica. A dispersão é baseada no fato de que diferentes comprimentos de onda viajam em diferentes velocidades no interior da fibra. Pode-se definir a dispersão como a tendência de alargamento que os pulsos ópticos têm quando passam pela fibra óptica. 18

19 Como conseqüência torna-se mais difícil distinguir um pulso recebido como sendo 1 ou 0. Este efeito é chamado de interferência intersimbólica (Inter-Symbol-Interference - ISI). A dispersão é medida em ps/nm e o coeficiente de dispersão de uma fibra é medido em ps/nm-km (pico segundos por nanômetro por quilômetro). Figura 24: Dispersão Óptica. Dispersão de Modo de Polarização (PMD Polarization Mode Dispersion) A dispersão de modo de polarização ou PMD é uma propriedade fundamental da fibra óptica monomodo em que a energia do sinal a um dado comprimento de onda é composta por dois modos de polarização ortogonais com velocidades de propagação ligeiramente diferentes. A PMD causa sérias deteriorações na capacidade de transmissão dos sistemas, incluindo o espalhamento de pulso. Este efeito pode ser comparado com o da dispersão cromática, cujo fenômeno é relativamente estável. Em contrapartida, a PMD de fibras ópticas monomodo em qualquer comprimento de onda do sinal é instável, forçando os projetistas de sistemas a fazer as previsões estatísticas de PMD no sistema de transmissão digital. A PMD é causada pela assimetria no eixo de diâmetro do núcleo (seção transversal elipsoidal ao invés de circular) resultante do processo de fabricação, por tensão externa na instalação dos cabos ou até mesmo pela dilatação causada pela temperatura. Nos sistemas convencionais a PMD não é relevante, mas nos sistemas DWDM que utilizam comprimentos de ondas extremamente pequenos a PMD se torna um fator limitante especialmente em relação à taxa de transmissão. Dispersion Compensation Module (DCM) Figura 25: Dispersão de Modo de Polarização. Um pequeno comprimento de fibra com um coeficiente de dispersão de valor oposto ao da fibra utilizada é 19

20 introduzido no enlace de transmissão. Esta fibra geralmente vem enrolada em uma bobina e é usada como um módulo para ser conectado ao inter-estágio do amplificador óptico. Os módulos DCM são primariamente usados para agir contra a dispersão cromática do sinal viajante através da fibra óptica. Esta dispersão cromática tem o efeito de espalhar a largura do pulso do sinal levando a interferência inter-simbólica, não mais permitindo um reconhecimento apurado de um único bit 1 ou bit 0. Figura 26: Módulo de Compensação de Dispersão. Os módulos DCM contêm bobinas de Dispersion Compensating Fiber (DCF) ou Fiber Bragg Grating (FBG), que têm características de dispersão oposta comparadas à fibra usada para a transmissão do sinal, SSMF ou LEAF, comprimindo então o sinal para uma melhor performance óptica. A estratégia de selecionar módulos DCM é altamente dependente do sistema e é influenciada pelos efeitos do limite de performance óptica. Para o Fiber Bragg Grating, o índice de refração pode variar linearmente. Como resultado, comprimentos de onda mais longos são refletidos antes e comprimentos de ondas curtos são refletidos mais tarde. Os FBG s são baseados na tecnologia chirped fiber grating e oferecem muito menos perda de inserção e efeitos não lineares mais baixos comparado ao DCF. Figura 27: Fiber Bragg Grating (FBG). A grade de Bragg é um pedaço de fibra com índice refrativo modulado. O pulso de luz é refletido na FBG. As grades são construídas de tal forma que componentes espectrais diferentes são refletidos em diferentes posições espaciais. Isto resulta em diferentes tempos de atraso para diferentes componentes espectrais. 20

21 Figura 28: Princípio do FBG. Quadros OTN A Optical Transmission Network (OTN), de acordo com a Recomendação ITU-T G.709, define os seguintes blocos: Optical Payload Unit (OPU): consiste do payload do client acrescido do OPU Overhead (OPU-OH), o qual é necessário para mapear o sinal client dentro da OPU; Optical Data Unit (ODU): é a estrutura necessária para transportar o OPU. O ODU consiste do payload do OPU acrescido do ODU Overhead (ODU-OH). O ODU-OH fornece funções de monitoramento da conexão da camada path; Optical Transmission Unit (OTU): condiciona a ODU para a transmissão óptica. Consiste da ODU, mais o OPU Overhead (OTU-OH), mais o bloco Forward Error Correction (FEC). O OTU-OH fornece funções de monitoramento da conexão da camada section; Optical Channel (OCh): várias seções overhead são adicionadas ao sinal de cliente, o qual junto com o FEC forma o Optical Transport Unit (OTU). O OTU é carregado então por um único comprimento de onda como um Optical Channel (OCh); Non-Associated Overhead: como múltiplos comprimentos de onda são transportados sobre a OTN, um overhead deve ser adicionado para habilitar a funcionalidade de gerenciamento do OTN. Uma vez que o optical channel é formado, um adicional OH não associado é adicionado aos comprimentos de onda OCh, o qual forma a Optical Multiplexing Sections (OMS) e a Optical Transmission Sections (OTS); Optical Multiplexing Sections (OMS): na camada OMS, o payload OMS e o Non-Associated Overhead (OMS OH) são transportados. O payload OMS consiste de OCh s multiplexados. O OMS-OH, embora indefinido neste ponto, suporta a monitoração da conexão e assiste a provedores de serviço na solução e isolamento de falhas na OTN; Optical Transmission Sections (OTS): na camada OTS, o payload OTS e o OTS Overhead (OTS-OH) são transportados. Similar ao OMS, o OTS transporta as seções multiplexadas opticamente. O OTS-OH, embora não completamente definido, é usado para funções de manutenção e operação. A camada OTS permite ao operador da rede executar trabalhos de monitoração e manutenção entre NEs, os quais incluem: OADMs, multiplexers, demultiplexers e optical switches. 21

22 Figura 29: OTN (Optical Transmission Network). Elementos de Rede A OTN (Optical Transport Network) é composta de um ou mais caminhos ópticos. Um máximo de 40 canais pode ser transmitido em uma única fibra óptica ao longo de um caminho óptico. Um caminho óptico compreende várias seções, como mostrado na figura abaixo. Neste exemplo, todo o tráfego é enviado do ONN-T ao ONN-T oposto, compreendendo então um único caminho óptico. A OTS (Optical Transport Section) representa uma seção de transporte óptica. E a OMS (Optical Multiplex Section) representa uma seção multiplex óptica. Aplicações Figura 30: Elementos de Rede. O Equipamento DWDM pode ser usado em qualquer tipo de topologia, ponto a ponto, cascata, anel ou mescla: 22

23 Figura 31: Aplicações. Optical Network Node - Terminal O ONN-T (Terminal) é o nó de terminação óptica para a realização de um Terminal flexível. Usado para multiplexar e demultiplexar todos os canais ópticos. O ONN-T termina uma seção multiplex óptico (OMS). Optical Network Node - Interconnect O ONN-I (Interconnect) é o nó de interconexão óptica para a realização de um OADM ou um ROADM. Os canais ópticos podem ser passados como tráfego expresso entre os links DWDM west e east ou podem ser extraídos (add-drop) de cada link. A arquitetura do equipamento OADM e ROADM suporta opcionalmente uma separabilidade física East/West para a limitação de possível interrupção de tráfego em caso de falhas de equipamento, isto é, uma falha ou remoção de um módulo carregando tráfego afeta a maioria da rota de tráfego do lado East ou West, dependendo de qual lado o módulo de tráfego está ativo. A figura abaixo mostra um exemplo da arquitetura de filtros para um OADM com 100% add-drop para 40 canais. 23

24 Figura 32: Arquitetura de filtros para um OADM com 100% add-drop para 40 canais. O ROADM é um multiplexador add-drop óptico configurável é um elemento que adiciona a capacidade de cross-conexão do tráfego remotamente de um sistema DWDM na camada de comprimento de onda. Isto permite que comprimentos de ondas individuais carregando canais de dados sejam adicionados ou retirados de uma fibra de transporte sem a necessidade de converter os sinais dos canais DWDM para sinais eletrônicos e retornar novamente para sinais ópticos ou mesmo através de conexões ópticas manuais. O planejamento da atribuição dos comprimentos de onda não necessita ser realizado durante o desenvolvimento do sistema, podendo ser feito quando requerido. Optical Line Repeater (OLR) Figura 33: ROADM O OLR ou ILA (In-Line Amplifier) é um NE DWDM que é usado para amplificar o sinal óptico, consistindo de um módulo amplificador óptico in-line por direção de transmissão. A compensação de dispersão (DCM), o módulo Raman pump e o módulo externo pump podem opcionalmente fazer parte do OLR. O OLR termina duas seções de transporte óptica (OTS). 24

DWDM A Subcamada Física da Rede Kyatera

DWDM A Subcamada Física da Rede Kyatera DWDM A Subcamada Física da Rede Kyatera José Roberto B. Gimenez Roteiro da Apresentação Tecnologia DWDM A rede Kyatera SC09 Bandwidth Challenge Conclusão Formas de Multiplexação em FO TDM Time Division

Leia mais

Este tutorial apresenta as características e as aplicações das Redes WDM.

Este tutorial apresenta as características e as aplicações das Redes WDM. Redes WDM Este tutorial apresenta as características e as aplicações das Redes WDM. Carlos Eduardo Almeida Freitas Engenheiro de Teleco (FEI/01), tendo atuado especificamente na área de Redes Ópticas,

Leia mais

Infraestrutura para Redes de 100 Gb/s. André Amaral Marketing andre.amaral@padtec.com Tel.: + 55 19 2104-0408

Infraestrutura para Redes de 100 Gb/s. André Amaral Marketing andre.amaral@padtec.com Tel.: + 55 19 2104-0408 Infraestrutura para Redes de 100 Gb/s 1 André Amaral Marketing andre.amaral@padtec.com Tel.: + 55 19 2104-0408 Demanda por Banda de Transmissão: 100 Gb/s é Suficiente? Demanda por Banda de Transmissão:

Leia mais

WDM e suas Tecnologias

WDM e suas Tecnologias Universidade Federal do Rio de Janeiro Escola Politécnica Departamento de Eletrônica e Computação EEL 878 Redes de Computadores I Turma EL1-2004/1 Professor: Otto Carlos Muniz Bandeira Duarte Aluna: Mariangela

Leia mais

4 Redes Metropolitanas

4 Redes Metropolitanas 4 Redes Metropolitanas O dimensionamento de uma rede de acesso preparada para as demandas atuais e futuras que utilize determinada tecnologia capaz de oferecer elevada largura de banda aos usuários finais,

Leia mais

Plataforma LightPad i6400g

Plataforma LightPad i6400g Plataforma LightPad i6400g Transporte óptico convergente de alta capacidade Product Brochure Plataforma LightPad i6400g Através da Plataforma LightPad i6400g, a Padtec disponibiliza ao mercado uma solução

Leia mais

PROJETO DE DIPLOMAÇÃO

PROJETO DE DIPLOMAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL ESCOLA DE ENGENHARIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELÉTRICA AQUILES MACEDO DIAS PROJETO DE DIPLOMAÇÃO ANÁLISE DE PROJETOS DE REDES METROPOLITANAS WDM Porto Alegre

Leia mais

1 Fibra Óptica e Sistemas de transmissão ópticos

1 Fibra Óptica e Sistemas de transmissão ópticos 1 Fibra Óptica e Sistemas de transmissão ópticos 1.1 Introdução Consiste em um guia de onda cilíndrico, conforme ilustra a Figura 1, formado por núcleo de material dielétrico (em geral vidro de alta pureza),

Leia mais

Apostilas de Eletrônica e Informática SDH Hierarquia DigitaL Síncrona

Apostilas de Eletrônica e Informática SDH Hierarquia DigitaL Síncrona SDH A SDH, Hierarquia Digital Síncrona, é um novo sistema de transmissão digital de alta velocidade, cujo objetivo básico é construir um padrão internacional unificado, diferentemente do contexto PDH,

Leia mais

PROPOSTA DE PRÁTICAS LABORATORIAIS COM OS EQUIPAMENTOS DWDM DO LABORATÓRIO ÓPTICO OPTIX.

PROPOSTA DE PRÁTICAS LABORATORIAIS COM OS EQUIPAMENTOS DWDM DO LABORATÓRIO ÓPTICO OPTIX. TRABALHO DE GRADUAÇÃO PROPOSTA DE PRÁTICAS LABORATORIAIS COM OS EQUIPAMENTOS DWDM DO LABORATÓRIO ÓPTICO OPTIX. ISRAEL LARA AMARAL RAPHAEL DOS REIS AUGUSTO Brasília, Fevereiro de 2010 UNIVERSIDADE DE BRASILIA

Leia mais

26. Dentre as dimensões a seguir, núcleo/casca, quais representam tipicamente fibras monomodo e fibras multimodos, respectivamente?

26. Dentre as dimensões a seguir, núcleo/casca, quais representam tipicamente fibras monomodo e fibras multimodos, respectivamente? CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS CÓDIGO 05 UCs de Eletrônica e/ou de Telecomunicações 26. Dentre as dimensões a seguir, núcleo/casca, quais representam tipicamente fibras monomodo e fibras multimodos, respectivamente?

Leia mais

Caracterizador Automatizado de Máscara de Potência de Amplificadores Ópticos para Redes WDM Reconfiguráveis

Caracterizador Automatizado de Máscara de Potência de Amplificadores Ópticos para Redes WDM Reconfiguráveis Caracterizador Automatizado de Máscara de Potência de Amplificadores Ópticos para Redes WDM Reconfiguráveis Uiara C. Moura, Juliano R. F. Oliveira, Rafael L. Amgarten, Getúlio E. R. Paiva e Júlio C. R.

Leia mais

REDES DE TELECOMUNICAÇÕES

REDES DE TELECOMUNICAÇÕES Hierarquia Digital Plesiócrona (PHD) REDES DE TELECOMUNICAÇÕES SDH (Synchronous Digital Hierarchy) Engª de Sistemas e Informática UALG/FCT/ADEEC 2003/2004 1 Redes de Telecomunicações Hierarquia Digital

Leia mais

TÉCNICAS DE ACESSO MÚLTIPLO NO DOMINIO ÓPTICO. José Valdemir dos Reis Junior

TÉCNICAS DE ACESSO MÚLTIPLO NO DOMINIO ÓPTICO. José Valdemir dos Reis Junior TÉCNICAS DE ACESSO MÚLTIPLO NO DOMINIO ÓPTICO José Valdemir dos Reis Junior ROTEIRO Gerações das redes PON Componentes das Redes Ópticas Passivas Técnicas de acesso múltiplo nas redes PON: - Acesso Multiplo

Leia mais

Davidson Rodrigo Boccardo flitzdavidson@gmail.com

Davidson Rodrigo Boccardo flitzdavidson@gmail.com Fundamentos em Sistemas de Computação Davidson Rodrigo Boccardo flitzdavidson@gmail.com Camada Física Primeira cada do modelo OSI (Camada 1) Função? Processar fluxo de dados da camada 2 (frames) em sinais

Leia mais

Sistema de comunicação óptica. Keylly Eyglys Orientador: Adrião Duarte

Sistema de comunicação óptica. Keylly Eyglys Orientador: Adrião Duarte Sistema de comunicação óptica Keylly Eyglys Orientador: Adrião Duarte História A utilização de transmissão de informação através de sinais luminosos datam de épocas muito remotas. Acredita-se que os gregos

Leia mais

Sistemas de Comunicação Óptica

Sistemas de Comunicação Óptica Sistemas de Comunicação Óptica Mestrado em Engenharia Electrotécnica e e de Computadores Docente : Prof. João Pires Objectivos Estudar as tecnologias que servem de base à transmisssão óptica, e analisar

Leia mais

Camada Física. Bruno Silvério Costa

Camada Física. Bruno Silvério Costa Camada Física Bruno Silvério Costa Sinais Limitados por Largura de Banda (a) Um sinal digital e suas principais frequências de harmônicas. (b) (c) Sucessivas aproximações do sinal original. Sinais Limitados

Leia mais

DWDM, CWDM, ROADM e Sistemas Ópticos Coerentes Fundamentos, Tecnologia, Testes e Atualidades

DWDM, CWDM, ROADM e Sistemas Ópticos Coerentes Fundamentos, Tecnologia, Testes e Atualidades DWDM, CWDM, ROADM e Sistemas Ópticos Coerentes Fundamentos, Tecnologia, Testes e Atualidades TREINAMENTO TECNOLÓGICO A tecnologia WDM (Multiplexagem por Divisão de Comprimento de Onda) revolucionou o mercado

Leia mais

PASSIVE OPTICAL NETWORK - PON

PASSIVE OPTICAL NETWORK - PON PASSIVE OPTICAL NETWORK - PON É uma solução para a rede de acesso, busca eliminar o gargalo das atuais conexões entre as redes dos usuários e as redes MAN e WAN. A solução PON não inclui equipamentos ativos

Leia mais

As redes de comunicações da Eletronorte e as possíveis parceiras

As redes de comunicações da Eletronorte e as possíveis parceiras As redes de comunicações da Eletronorte e as possíveis parceiras Manaus, Janeiro de 2015 Necessidade de meio de comunicação pelas linhas de transmissão de energia elétrica Sistemas de Potência exigem o

Leia mais

Comunicação de Dados. Aula 9 Meios de Transmissão

Comunicação de Dados. Aula 9 Meios de Transmissão Comunicação de Dados Aula 9 Meios de Transmissão Sumário Meios de Transmissão Transmissão guiada Cabo par trançado Coaxial Fibra ótica Transmissão sem fio Ondas de rádio Micro ondas Infravermelho Exercícios

Leia mais

Multiplexação. Multiplexação. Multiplexação - FDM. Multiplexação - FDM. Multiplexação - FDM. Sistema FDM

Multiplexação. Multiplexação. Multiplexação - FDM. Multiplexação - FDM. Multiplexação - FDM. Sistema FDM Multiplexação É a técnica que permite a transmissão de mais de um sinal em um mesmo meio físico. A capacidade de transmissão do meio físico é dividida em fatias (canais), com a finalidade de transportar

Leia mais

Redes de Dados e Comunicações. Prof.: Fernando Ascani

Redes de Dados e Comunicações. Prof.: Fernando Ascani Redes de Dados e Comunicações Prof.: Fernando Ascani Redes Wireless / Wi-Fi / IEEE 802.11 Em uma rede wireless, os adaptadores de rede em cada computador convertem os dados digitais para sinais de rádio,

Leia mais

TI Aplicada. Aula 05 Redes de Computadores (parte 2) Prof. MSc. Edilberto Silva edilms@yahoo.com http://www.edilms.eti.br

TI Aplicada. Aula 05 Redes de Computadores (parte 2) Prof. MSc. Edilberto Silva edilms@yahoo.com http://www.edilms.eti.br TI Aplicada Aula 05 Redes de Computadores (parte 2) Prof. MSc. Edilberto Silva edilms@yahoo.com http://www.edilms.eti.br Conceitos Básicos Equipamentos, Modelos OSI e TCP/IP O que são redes? Conjunto de

Leia mais

Ementa. LPE13 - Operação e Manutenção da Plataforma DWDM LightPad i1600g. LPE14 - Interface do usuário da Gerência Central LightPad i1600g

Ementa. LPE13 - Operação e Manutenção da Plataforma DWDM LightPad i1600g. LPE14 - Interface do usuário da Gerência Central LightPad i1600g Ementa Treinamento: LPE13 - Operação e Manutenção da Plataforma DWDM LightPad i1600g + LPE14 - Interface do usuário da Gerência Central LightPad i1600g Duração: 5 dias. Pré-requisito: conhecimento básico

Leia mais

Comunicação sem fio - antenas

Comunicação sem fio - antenas Comunicação sem fio - antenas Antena é um condutor elétrico ou um sistema de condutores Necessário para a transmissão e a recepção de sinais através do ar Na transmissão Antena converte energia elétrica

Leia mais

O capítulo 1 faz um overview sobre o mercado de telecomunicações, suas limitações e desenvolvimentos tecnológicos.

O capítulo 1 faz um overview sobre o mercado de telecomunicações, suas limitações e desenvolvimentos tecnológicos. 1. INTRODUÇÃO A indústria das comunicações tem passado, nos últimos anos, mundialmente, por profundas transformações. A liberação, desregulamentação, expansão global tornaram-se características de todos

Leia mais

Transporte Ethernet 100 Gb: Preparando a Rede para Serviços de Banda Larga

Transporte Ethernet 100 Gb: Preparando a Rede para Serviços de Banda Larga Transporte Ethernet 100 Gb: Preparando a Rede para Serviços de Banda Larga Este tutorial apresenta o padrão Ethernet, que está se tornando a solução preferida para introduzir serviços novos e múltiplos

Leia mais

Transmissão e Multiplexação. Rodolfo I. Meneguette

Transmissão e Multiplexação. Rodolfo I. Meneguette Transmissão e Multiplexação Rodolfo I. Meneguette Redes de Acesso e Meios Físicos P: Como conectar os sistemas finais aos roteadores de borda? Redes de acesso residencial redes de acesso institucional

Leia mais

SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO ÓPTICA : INICIAR A PROPOSTA DA DISSERTAÇÃO DE MESTRADO EM DISCIPLINA OPTATIVA, DURANTE PERÍODO DE AQUISIÇÃO DE CRÉDITOS.

SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO ÓPTICA : INICIAR A PROPOSTA DA DISSERTAÇÃO DE MESTRADO EM DISCIPLINA OPTATIVA, DURANTE PERÍODO DE AQUISIÇÃO DE CRÉDITOS. SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO ÓPTICA : INICIAR A PROPOSTA DA DISSERTAÇÃO DE MESTRADO EM DISCIPLINA OPTATIVA, DURANTE PERÍODO DE AQUISIÇÃO DE CRÉDITOS. Sandra Maria Dotto Stump sstump@mackenzie.com.br Maria Aparecida

Leia mais

Local Multipoint Distribuition Service (LMDS)

Local Multipoint Distribuition Service (LMDS) Local Multipoint Distribuition Service (LMDS) Este tutorial apresenta a tecnologia LMDS (Local Multipoint Distribuition Service), acesso em banda larga para última milha por meio de rádios microondas.

Leia mais

Padtec S/A. Início de operação em Agosto de 2001. Maior fabricante de sistemas de transmissão óptica no Brasil. Faturamento 2014: R$ 406M.

Padtec S/A. Início de operação em Agosto de 2001. Maior fabricante de sistemas de transmissão óptica no Brasil. Faturamento 2014: R$ 406M. Padtec S/A Início de operação em Agosto de 2001. Maior fabricante de sistemas de transmissão óptica no Brasil. Faturamento 2014: R$ 406M. Fornecedor global: equipamentos e soluções vendidas em mais de

Leia mais

Redes de Computadores

Redes de Computadores Redes de Computadores Parte II: Camada Física Dezembro, 2012 Professor: Reinaldo Gomes reinaldo@computacao.ufcg.edu.br Meios de Transmissão 1 Meios de Transmissão Terminologia A transmissão de dados d

Leia mais

Tecnologia de Transmissão de Rádio e Óptica para Telecomunicações. Abel Ruiter Gripp

Tecnologia de Transmissão de Rádio e Óptica para Telecomunicações. Abel Ruiter Gripp Tecnologia de Transmissão de Rádio e Óptica para Telecomunicações Abel Ruiter Gripp Agenda História Portfolio Mercado Labs P&D Principais produtos GPON WDM Radio Ponto a Ponto Gerência Conscius AsGa -

Leia mais

2 Métodos de Medida da PMD

2 Métodos de Medida da PMD em Enlaces Ópticos 12 2 Métodos de Medida da PMD Teoria básica de medição da PMD discutida na referência 6, Test and Measurements. Neste capítulo serão abordados os aspectos mais importantes dos métodos

Leia mais

10. GENERALIZED MPLS (GMPLS)

10. GENERALIZED MPLS (GMPLS) 10. GENERALIZED MPLS (GMPLS) 10.1 INTRODUÇÃO GMPLS é baseado nos conceitos desenvolvidos para MPLS e, em particular, nos aspectos relativos ao plano de controlo de MPLS. GMPLS pretende disponibilizar um

Leia mais

Redes de Dados. Aula 1. Introdução. Eytan Mediano

Redes de Dados. Aula 1. Introdução. Eytan Mediano Redes de Dados Aula 1 Introdução Eytan Mediano 1 6.263: Redes de Dados Aspectos fundamentais do projeto de redes e análise: Arquitetura Camadas Projeto da Topologia Protocolos Pt - a Pt (Pt= Ponto) Acesso

Leia mais

PROJETO DE DIPLOMAÇÃO

PROJETO DE DIPLOMAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL ESCOLA DE ENGENHARIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELÉTRICA FELIPE MOREIRA BRAGA PROJETO DE DIPLOMAÇÃO SISTEMA DE GERÊNCIA DE REDES ÓPTICAS Porto Alegre (2011) UNIVERSIDADE

Leia mais

Sistema de Supervisão de Rede Óptica

Sistema de Supervisão de Rede Óptica WORKSHOP sobre TELECOMUNICAÇÕES DO RIO MADEIRA Soluções para LT de Longa Distância Sistema de Supervisão de Rede Óptica Paulo José Pereira Curado Gerente de Tecnologia de Rede Óptica 17/03/2010 Sumário

Leia mais

2 Meios de transmissão utilizados em redes de telecomunicações 2.1. Introdução

2 Meios de transmissão utilizados em redes de telecomunicações 2.1. Introdução 2 Meios de transmissão utilizados em redes de telecomunicações 2.1. Introdução Atualmente, as estruturas das redes de comunicação são classificadas conforme a escala: rede de acesso, rede metropolitana

Leia mais

1 Problemas de transmissão

1 Problemas de transmissão 1 Problemas de transmissão O sinal recebido pelo receptor pode diferir do sinal transmitido. No caso analógico há degradação da qualidade do sinal. No caso digital ocorrem erros de bit. Essas diferenças

Leia mais

RCTS Lambda. Manual de utilização

RCTS Lambda. Manual de utilização RCTS Lambda Manual de utilização Dezembro de 2009 RCTS Lambda Manual de utilização EXT/2009/Área de Redes Dezembro de 2009 ÍNDICE 1 SUMÁRIO EXECUTIVO... 1 2 INTRODUÇÃO... 2 2.1 Enquadramento... 2 2.2 Audiência...

Leia mais

Cabeamento Óptico 14/03/2014. Vantagens de utilização. Noções Ópticas. Vantagens de utilização. Sistema de comunicação Fibra. Funcionamento da Fibra

Cabeamento Óptico 14/03/2014. Vantagens de utilização. Noções Ópticas. Vantagens de utilização. Sistema de comunicação Fibra. Funcionamento da Fibra Cabeamento Óptico Fundamentos de Redes de Computadores Prof. Marcel Santos Silva Vantagens de utilização Total imunidade às interferências eletromagnéticas; Dimensões reduzidas; Maior segurança no tráfego

Leia mais

Redes de Computadores. Prof. André Y. Kusumoto andrekusumoto.unip@gmail.com

Redes de Computadores. Prof. André Y. Kusumoto andrekusumoto.unip@gmail.com Redes de Computadores Prof. André Y. Kusumoto andrekusumoto.unip@gmail.com 2/16 Nível Físico Tem a função de transmitir uma seqüência de bits através de um canal e comunicação. Este nível trabalha basicamente

Leia mais

Este tutorial apresenta os conceitos básicos e características das Redes SDH.

Este tutorial apresenta os conceitos básicos e características das Redes SDH. Redes SDH Este tutorial apresenta os conceitos básicos e características das Redes SDH. (Versão revista e atualizada do tutorial original publicado em 15/09/2003) Huber Bernal Filho Engenheiro de Teleco

Leia mais

Redes Ópticas Passivas. Rodovias Sistemas de ITS

Redes Ópticas Passivas. Rodovias Sistemas de ITS Redes Ópticas Passivas Rodovias Sistemas de ITS Fibra Óptica Meio Ideal para Backbones e Redes de Acesso Arquitetura Rede de Acesso PON para Operadoras & ISP TECNOLOGIA PON Padronização ITU & IEEE ITU-T

Leia mais

Prof. Samuel Henrique Bucke Brito

Prof. Samuel Henrique Bucke Brito - Cabeamento Óptico (Norma ANSI/TIA-568-C.3) www.labcisco.com.br ::: shbbrito@labcisco.com.br Prof. Samuel Henrique Bucke Brito Meio de Transmissão Meio de transmissão é o caminho físico (enlace) que liga

Leia mais

5 Comportamento Dinâmico de um EDFA com Ganho Controlado sob Tráfego de Pacotes

5 Comportamento Dinâmico de um EDFA com Ganho Controlado sob Tráfego de Pacotes 86 5 Comportamento Dinâmico de um EDFA com Ganho Controlado sob Tráfego de Pacotes No capítulo anterior estudamos a resposta do EDFA sob variações lentas da potência em sua entrada e vimos que é possível

Leia mais

Redes de Computadores

Redes de Computadores Introdução Redes de Computadores Marco Antonio Montebello Júnior marco.antonio@aes.edu.br Rede É um conjunto de computadores chamados de estações de trabalho que compartilham recursos de hardware (HD,

Leia mais

Multiplexador Óptico Deriva/Insere Reconfigurável (ROADM) para redes WDM

Multiplexador Óptico Deriva/Insere Reconfigurável (ROADM) para redes WDM Multiplexador Óptico Deriva/Insere Reconfigurável (ROADM) para redes WDM Júlio César R. F. de Oliveira *, Luis Renato Monte, Juliano R. F. de Oliveira, Roberto Arradi, Giovanni C. dos Santos, Alberto Paradisi

Leia mais

Plataforma LightPad i6400g

Plataforma LightPad i6400g Plataforma LightPad i6400g Transporte óptico convergente de alta capacidade Product Brochure 2 Os desafios da convergência de serviços A crescente demanda dos usuários finais por serviços broadband de

Leia mais

Agenda WWW.PARKS.COM.BR

Agenda WWW.PARKS.COM.BR Agenda Localização de aplicações GPON no espectro eletromagnético; Principio Fibra Óptica ; Ângulos de inserção; Relação Comprimento de onda e atenuação; Vantagens de aplicação de fibra e GPON; Cuidados;

Leia mais

ANÁLISE DA PLANICIDADE DO GANHO DE AMPLIFICADORES HÍBRIDOS COM BOMBEAMENTO RESIDUAL RESUMO

ANÁLISE DA PLANICIDADE DO GANHO DE AMPLIFICADORES HÍBRIDOS COM BOMBEAMENTO RESIDUAL RESUMO 13 ANÁLISE DA PLANICIDADE DO GANHO DE AMPLIFICADORES HÍBRIDOS COM BOMBEAMENTO RESIDUAL Márcia da Mota Jardim Martini 1 Fernando Almeida Diniz 2 Leonardo Paganotto 3 RESUMO Neste trabalho são estudadas

Leia mais

Prof. Manuel A Rendón M

Prof. Manuel A Rendón M Prof. Manuel A Rendón M Tanenbaum Redes de Computadores Cap. 1 e 2 5ª. Edição Pearson Padronização de sistemas abertos à comunicação Modelo de Referência para Interconexão de Sistemas Abertos RM OSI Uma

Leia mais

Neste capítulo trataremos das propriedades gerais de um laser, bem como das características de um laser a fibra de cavidades acopladas.

Neste capítulo trataremos das propriedades gerais de um laser, bem como das características de um laser a fibra de cavidades acopladas. 3 Laser a Fibra Neste capítulo trataremos das propriedades gerais de um laser, bem como das características de um laser a fibra de cavidades acopladas. 3.1 Propriedades Gerais A palavra LASER é um acrônimo

Leia mais

8 Otimização do Desempenho do EDFA num Sistema Óptico de Armazenamento de Pacotes por Linha de Atraso

8 Otimização do Desempenho do EDFA num Sistema Óptico de Armazenamento de Pacotes por Linha de Atraso 122 8 Otimização do Desempenho do EDFA num Sistema Óptico de Armazenamento de Pacotes por Linha de Atraso Nas redes WDM, os pacotes são encaminhados entre os diferentes nós da rede até o seu destino desde

Leia mais

5 Utilização de grafeno em domínio óptico

5 Utilização de grafeno em domínio óptico 84 5 Utilização de grafeno em domínio óptico 5.1 Introdução O presente capítulo descreve como o grafeno interage com o meio optico e destaca os procedimentos realizados para a introdução de grafeno em

Leia mais

Segunda Lista de Exercícios

Segunda Lista de Exercícios INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA Segunda Lista de Exercícios 1. Qual é a posição dos meios de transmissão no modelo OSI ou Internet? Os meios de transmissão estão localizados abaixo

Leia mais

III.2. CABLE MODEMS CARACTERÍSTICAS BÁSICAS UNIDADE III SISTEMAS HÍBRIDOS

III.2. CABLE MODEMS CARACTERÍSTICAS BÁSICAS UNIDADE III SISTEMAS HÍBRIDOS 1 III.2. CABLE MODEMS III.2.1. DEFINIÇÃO Cable modems são dispositivos que permitem o acesso em alta velocidade à Internet, através de um cabo de distribuição de sinais de TV, num sistema de TV a cabo.

Leia mais

Possíveis soluções para o gargalo da última milha são: instalação de fibra óptica diretamente para todos os clientes; uso de tecnologia de rádio

Possíveis soluções para o gargalo da última milha são: instalação de fibra óptica diretamente para todos os clientes; uso de tecnologia de rádio 1 Introdução O estudo da propagação óptica no espaço livre recebeu considerável impulso após a Segunda Guerra Mundial com a descoberta do laser. Os cientistas iniciaram diversas pesquisas nessa área com

Leia mais

Sistemas de Distribuição de CATV e Antenas Coletivas

Sistemas de Distribuição de CATV e Antenas Coletivas Sistemas de Distribuição de CATV e Antenas Coletivas O objetivo deste tutorial é conhecer os componentes utilizados em sistemas de distribuição de CATV (TV à cabo) e antenas coletivas, usadas para a recepção

Leia mais

TECNOLOGIAS DE MULTIPLEXAÇÕES ÓPTICAS - WDM

TECNOLOGIAS DE MULTIPLEXAÇÕES ÓPTICAS - WDM Comunicação Óptica autores Daniel Policarpo dpaguia@yahoo.com.br Fábio Bolandim Fabiobolandim@hotmail.com Umberto Rebouças umbertocelos@gmail.com Rodrigo Adriano rodriggoadriano@gmail.com Roberto da Silva

Leia mais

Certificação de redes ópticas de 10GbE

Certificação de redes ópticas de 10GbE CABEAMENTO ESTRUTURADO Certificação de redes ópticas de 10GbE 70 RTI DEZ 2008 JDSU (Brasil) As redes ópticas baseadas em 10GbE exigem um bom processo de certificação. O artigo a seguir detalha os principais

Leia mais

Caracterização e análise de desempenho dos amplificadores ópticos Raman discretos em sistemas de comunicações ópticas na banda O

Caracterização e análise de desempenho dos amplificadores ópticos Raman discretos em sistemas de comunicações ópticas na banda O UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Palmerston Donizzeti Taveira Caracterização e análise de desempenho dos amplificadores ópticos Raman discretos em sistemas de comunicações ópticas na banda O Trabalho

Leia mais

Dispositivos de rede. roteador bridge. switch. switch ATM. transceiver repetidor

Dispositivos de rede. roteador bridge. switch. switch ATM. transceiver repetidor Dispositivos de rede roteador bridge switch switch ATM transceiver repetidor hub 1 Meios físicos Os meios físicos são considerados componentes da camada 1. Tudo de que se encarregam são bits (por exemplo,

Leia mais

REDES DE ACESSO ÓPTICO

REDES DE ACESSO ÓPTICO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE SANTA CATARINA CAMPUS DE SÃO JOSÉ CURSO SUPERIOR TECNOLÓGICO EM SISTEMAS

Leia mais

1 Introdução. 1.1. Motivação

1 Introdução. 1.1. Motivação 15 1 Introdução Esta dissertação dedica-se ao desenvolvimento de um analisador de erro para Redes Ópticas através da utilização de circuitos integrados programáveis de última geração utilizando taxas que

Leia mais

Meios físicos Os meios físicos

Meios físicos Os meios físicos Meios físicos Os meios físicos são considerados componentes da camada 1. Se encarregam daquilo que diz respeito à representação física são bits (por exemplo, voltagem ou pulsos de luz). 1 Representação

Leia mais

Administração de Sistemas de Informação Gerenciais

Administração de Sistemas de Informação Gerenciais Administração de Sistemas de Informação Gerenciais UNIDADE V: Telecomunicações, Internet e Tecnologia Sem Fio. Tendências em Redes e Comunicações No passado, haviam dois tipos de redes: telefônicas e redes

Leia mais

Exercícios do livro: Tecnologias Informáticas Porto Editora

Exercícios do livro: Tecnologias Informáticas Porto Editora Exercícios do livro: Tecnologias Informáticas Porto Editora 1. Em que consiste uma rede de computadores? Refira se à vantagem da sua implementação. Uma rede de computadores é constituída por dois ou mais

Leia mais

(Versão revista e atualizada do tutorial original publicado em 15/03/2004)

(Versão revista e atualizada do tutorial original publicado em 15/03/2004) Sistemas de Distribuição de CATV e Antenas Coletivas O objetivo deste tutorial é conhecer os componentes utilizados em sistemas de distribuição de CATV (TV à cabo) e antenas coletivas, usadas para a recepção

Leia mais

André Aziz (andreaziz.ufrpe@gmail.com) Francielle Santos (francielle.ufrpe@gmail.com) Noções de Redes

André Aziz (andreaziz.ufrpe@gmail.com) Francielle Santos (francielle.ufrpe@gmail.com) Noções de Redes André Aziz (andreaziz.ufrpe@gmail.com) Francielle Santos (francielle.ufrpe@gmail.com) Noções de Redes Noções de Redes: Estrutura básica; Tipos de transmissão; Meios de transmissão; Topologia de redes;

Leia mais

TELECOMUNICAÇÕES BRASILEIRAS S.A. Pregão nº: 3/2010 - Eletrônico (SRP)

TELECOMUNICAÇÕES BRASILEIRAS S.A. Pregão nº: 3/2010 - Eletrônico (SRP) TELECOMUNICAÇÕES BRASILEIRAS S.A. Pregão nº: 3/2010 - Eletrônico (SRP) Item: 1 - EQUIPAMENTO MULTIPLEX OPTICO Qtde Solic: 37 Valor ERICSSON TELECOMUNICACOES S A. 3.288,35 ZTE DO BRASIL COMERCIO, SERVICOS

Leia mais

PROJETO DE REDES www.projetoderedes.com.br

PROJETO DE REDES www.projetoderedes.com.br PROJETO DE REDES www.projetoderedes.com.br Curso Tecnológico de Redes de Computadores Disciplina: Infraestrutura de Redes de Computadores - 1º período Professor: José Maurício S. Pinheiro AULA 03 Cabeamento

Leia mais

RFP DWDM entre São Paulo Rio de Janeiro

RFP DWDM entre São Paulo Rio de Janeiro RFP DWDM entre São Paulo Rio de Janeiro Sumário 1 Objetivo... 3 2 Escopo... 3 3 Descrição Hardware e Requisitos solicitados... 4 3.1 Instalação:... 5 3.2 Funcionalidade da Transmissão:... 5 4 Serviços...

Leia mais

Julliana de Oliveira Pinto jopinto@cbpf.br Cristiano Pinheiro Machado cmachado@cbpf.br

Julliana de Oliveira Pinto jopinto@cbpf.br Cristiano Pinheiro Machado cmachado@cbpf.br Julliana de Oliveira Pinto jopinto@cbpf.br Cristiano Pinheiro Machado cmachado@cbpf.br Marcelo Portes de Albuquerque marcelo@cbpf.br Márcio Portes de Albuquerque mpa@cbpf.br Nilton Alves Jr. naj@cbpf.br

Leia mais

O Padrão Ethernet. Prof. José Gonçalves Pereira Filho Departamento de Informática/UFES zegonc@inf.ufes.br

O Padrão Ethernet. Prof. José Gonçalves Pereira Filho Departamento de Informática/UFES zegonc@inf.ufes.br O Padrão Ethernet Prof. José Gonçalves Pereira Filho Departamento de Informática/UFES zegonc@inf.ufes.br Origens O início do desenvolvimento da tecnologia Ethernet ocorreu nos laboratórios da Xerox PARC,

Leia mais

MASSACHUSETTS INSTITUTE OF TECHNOLOGY SLOAN SCHOOL OF MANAGEMENT. Fatores Tecnológicos, Estratégicos e Organizacionais

MASSACHUSETTS INSTITUTE OF TECHNOLOGY SLOAN SCHOOL OF MANAGEMENT. Fatores Tecnológicos, Estratégicos e Organizacionais MASSACHUSETTS INSTITUTE OF TECHNOLOGY SLOAN SCHOOL OF MANAGEMENT 15.565 Integração de Sistemas de Informação: Fatores Tecnológicos, Estratégicos e Organizacionais 15.578 Sistemas de Informação Global:

Leia mais

Estrutura de um Rede de Comunicações. Redes e Sistemas Distribuídos. Tarefas realizadas pelo sistema de comunicação. Redes de comunicação de dados

Estrutura de um Rede de Comunicações. Redes e Sistemas Distribuídos. Tarefas realizadas pelo sistema de comunicação. Redes de comunicação de dados Estrutura de um Rede de Comunicações Profa.. Cristina Moreira Nunes Tarefas realizadas pelo sistema de comunicação Utilização do sistema de transmissão Geração de sinal Sincronização Formatação das mensagens

Leia mais

Exercícios de Redes de Computadores Assuntos abordados: Conceitos gerais Topologias Modelo de referência OSI Modelo TCP/IP Cabeamento 1.

Exercícios de Redes de Computadores Assuntos abordados: Conceitos gerais Topologias Modelo de referência OSI Modelo TCP/IP Cabeamento 1. Exercícios de Redes de Computadores Assuntos abordados: Conceitos gerais Topologias Modelo de referência OSI Modelo TCP/IP Cabeamento 1. (CODATA 2013) Em relação à classificação da forma de utilização

Leia mais

REDES DE COMPUTADORES II. Ricardo José Cabeça de Souza www.ricardojcsouza.com.br

REDES DE COMPUTADORES II. Ricardo José Cabeça de Souza www.ricardojcsouza.com.br REDES DE COMPUTADORES II Ricardo José Cabeça de Souza www.ricardojcsouza.com.br REDE PÚBLICA x REDE PRIVADA Rede Pública Circuitos compartilhados Rede Privada Circuitos dedicados Interligação entre Dispositivos

Leia mais

ni.com Série de conceitos básicos de medições com sensores

ni.com Série de conceitos básicos de medições com sensores Série de conceitos básicos de medições com sensores Medições de temperatura Renan Azevedo Engenheiro de Produto, DAQ & Teste NI Henrique Sanches Marketing Técnico, LabVIEW NI Pontos principais Diferentes

Leia mais

CAB Cabeamento Estruturado e Redes Telefônicas

CAB Cabeamento Estruturado e Redes Telefônicas MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA CAMPUS SÃO JOSÉ SANTA CATARINA CAB Cabeamento Estruturado e Redes Telefônicas

Leia mais

Há dois tipos de configurações bidirecionais usados na comunicação em uma rede Ethernet:

Há dois tipos de configurações bidirecionais usados na comunicação em uma rede Ethernet: Comunicação em uma rede Ethernet A comunicação em uma rede local comutada ocorre de três formas: unicast, broadcast e multicast: -Unicast: Comunicação na qual um quadro é enviado de um host e endereçado

Leia mais

Tratamento do sinal Prof. Ricardo J. Pinheiro

Tratamento do sinal Prof. Ricardo J. Pinheiro Fundamentos de Redes de Computadores Tratamento do sinal Prof. Ricardo J. Pinheiro Resumo Modulação e demodulação Técnicas de modulação Analógica AM, FM e PM. Digital ASK, FSK e PSK. Multiplexação e demultiplexação

Leia mais

Padtec S/A. Início de operação em Agosto de 2001. Maior fabricante de sistemas de transmissão óptica no Brasil.

Padtec S/A. Início de operação em Agosto de 2001. Maior fabricante de sistemas de transmissão óptica no Brasil. Padtec S/A Início de operação em Agosto de 2001. Maior fabricante de sistemas de transmissão óptica no Brasil. Fornecedor global: equipamentos e soluções vendidas em mais de 40 países. Produtividade: receita

Leia mais

Graduação Tecnológica em Redes de Computadores. Infraestrutura de Redes de Computadores

Graduação Tecnológica em Redes de Computadores. Infraestrutura de Redes de Computadores Graduação Tecnológica em Redes de Computadores Infraestrutura de Redes de Computadores Euber Chaia Cotta e Silva euberchaia@yahoo.com.br Graduação Tecnológica em Redes de Computadores Conceitos Euber Chaia

Leia mais

REDES DE COMPUTADORES II. Ricardo José Cabeça de Souza www.ricardojcsouza.com.br

REDES DE COMPUTADORES II. Ricardo José Cabeça de Souza www.ricardojcsouza.com.br REDES DE COMPUTADORES II Ricardo José Cabeça de Souza www.ricardojcsouza.com.br Surgiu final década de 1980 Tecnologia de comutação em infraestrutura redes RDSI-FL(B-ISDN) Recomendação I.121 da ITU-T(1988)

Leia mais

Informática. Prof. Macêdo Firmino. Redes de Computadores. Macêdo Firmino (IFRN) Informática Novembro de 2011 1 / 41

Informática. Prof. Macêdo Firmino. Redes de Computadores. Macêdo Firmino (IFRN) Informática Novembro de 2011 1 / 41 Informática Prof. Macêdo Firmino Redes de Computadores Macêdo Firmino (IFRN) Informática Novembro de 2011 1 / 41 Sistema Computacional Macêdo Firmino (IFRN) Informática Novembro de 2011 2 / 41 O que é

Leia mais

Bateria REDES MPU Prof. Walter Cunha http://www.waltercunha.com/blog http://twitter.com/timasters http://br.groups.yahoo.com/group/timasters/

Bateria REDES MPU Prof. Walter Cunha http://www.waltercunha.com/blog http://twitter.com/timasters http://br.groups.yahoo.com/group/timasters/ Bateria REDES MPU Prof. Walter Cunha http://www.waltercunha.com/blog http://twitter.com/timasters http://br.groups.yahoo.com/group/timasters/ STJ 2008 Com relação a transmissão de dados, julgue os itens

Leia mais

2- Conceitos Básicos de Telecomunicações

2- Conceitos Básicos de Telecomunicações Introdução às Telecomunicações 2- Conceitos Básicos de Telecomunicações Elementos de um Sistemas de Telecomunicações Capítulo 2 - Conceitos Básicos de Telecomunicações 2 1 A Fonte Equipamento que origina

Leia mais

P R E F Á C I O. Direitos Autorais: Marcas:

P R E F Á C I O. Direitos Autorais: Marcas: P R E F Á C I O Este é um produto da marca GTS Network, que está sempre comprometida com o desenvolvimento de soluções inovadoras e de alta qualidade. Este manual descreve, objetivamente, como instalar

Leia mais

TRANSMISSÃO DE DADOS

TRANSMISSÃO DE DADOS TRANSMISSÃO DE DADOS Aula 4: Multiplexação Notas de aula do livro: FOROUZAN, B. A., Comunicação de Dados e Redes de Computadores, MCGraw Hill, 4ª edição Prof. Ulisses Cotta Cavalca

Leia mais

REDES DE COMPUTADORES Prof. Ricardo Rodrigues Barcelar http://www.ricardobarcelar.com.br

REDES DE COMPUTADORES Prof. Ricardo Rodrigues Barcelar http://www.ricardobarcelar.com.br - Aula 1- MODELO DE CAMADAS 1. INTRODUÇÃO A compreensão da arquitetura de redes de computadores envolve a compreensão do modelo de camadas. O desenvolvimento de uma arquitetura de redes é uma tarefa complexa,

Leia mais

Elaborou todas as especificações e realizou testes completos em equipamentos DWDM, no Brasil, Argentina, Suécia, França, Alemanha e Áustria.

Elaborou todas as especificações e realizou testes completos em equipamentos DWDM, no Brasil, Argentina, Suécia, França, Alemanha e Áustria. Evolução do FEC e suas aplicações nas Redes Ópticas. Neste Tutorial iremos descrever de forma simplificada o que vem a ser FEC, seus conceitos, aplicações passadas, presentes e futuras e, os benefícios

Leia mais

1 Redes de comunicação de dados

1 Redes de comunicação de dados 1 Redes de comunicação de dados Nos anos 70 e 80 ocorreu uma fusão dos campos de ciência da computação e comunicação de dados. Isto produziu vários fatos relevantes: Não há diferenças fundamentais entre

Leia mais

Meios Físicos de Transmissão

Meios Físicos de Transmissão Meios Físicos de Transmissão O meios de transmissão diferem com relação à banda passante, potencial para conexão ponto a ponto ou multiponto, limitação geográfica devido à atenuação característica do meio,

Leia mais

REDES DE COMPUTADORES

REDES DE COMPUTADORES REDES DE COMPUTADORES Prof. Esp. Fabiano Taguchi http://fabianotaguchi.wordpress.com fabianotaguchi@gmail.com COMUTAÇÃO CIRCUITOS PACOTES É necessário estabelecer um caminho dedicado entre a origem e o

Leia mais