Câmara Municipal de Lisboa

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1 Câmara Municipal de Lisboa - Encontro com Energia Vantagens da Eco-condução e dos Veículos mais Eficientes Galeria Municipal do Montijo 21 de novembro de 2013

2 Sumário da apresentação Introdução Frota do Município de Lisboa Evolução da frota de remoção de RSU a GNC Dados comparativos GNC vs. Gasóleo Desvantagens do GNC A ter em consideração Vantagens do GNC Emissões: Gases e Ruído Conclusões

3 Introdução - os desafios... Em Lisboa são recolhidas diariamente cerca de 876 t de resíduos sólidos urbanos Efectuam-se, em média, durante as 24 horas do dia, 170 circuitos de remoção cada um percorrendo cerca de 100 km População Residente habitantes (INE, CENSUS 2011) População Flutuante = 2x (População residente) Área Lisboa 85 km viaturas afetas ao serviço de remoção de RSU 100 km/dia por circuito 876 t/dia resíduos Postos de Limpeza principais Garagem Freguesias

4 Frota do Município de Lisboa No Município de Lisboa existem 468 viaturas ligeiras e 311 pesadas. - A frota afecta à Limpeza Urbana é composta por 230 viaturas das quais 54 a GNC: Remoção de RSU viaturas das quais 50 a GNC; Lavagem de contentores - 10 viaturas das quais 4 a GNC; Varredoras - 12 viaturas; Porta-contentores - 19 viaturas; Lava-pavimentos - 16 viaturas; Caixa de carga com/sem grua 18 viaturas;

5 Frota da CML a GNC Viaturas de Remoção de RSU 50 viaturas de 19 t de peso bruto e de 14 a 16 m 3 de capacidade, das quais: 37 Iveco Stralis AD190S27 C GNC; 13 Iveco Eurotech MP 190E26P C GNC;

6 Frota da CML a GNC Viaturas de Lavagem de Contentores 4 viaturas de 19 t de peso bruto e 7 m 3 de capacidade: 3 Iveco Stralis AD190S27 C GNC; 1 Iveco Eurotech MP 190E26P C GNC.

7 Aquisição viaturas de 19 t para Limpeza Urbana Indo ao encontro da Estratégia Energético-Ambiental para Lisboa, consignada no Pacto dos Autarcas, a composição da frota municipal tem apostado na sua redução e na substituição de veículos movidos a combustíveis fósseis por outros ambientalmente mais ecológicos. Aliás, já desde 2007 que tem sido dado cumprimento aos objetivos que só foram estabelecidos no Decreto-Lei n.º 140/2010, de 29 de dezembro GNC Gasóleo

8 Aquisição de viaturas a GNC até 2017 Viaturas de Limpeza Urbana Pretende-se que em 2017 a frota de viaturas a GNC tenha mais 23 viaturas de 19 t de peso bruto: 10 Chassis para carroçamento com equipamento RSU com 15 m 3 de capacidade 2 Chassis para carroçamento com equipamento de lavagem de contentores de 7 m 3 de capacidade 8 Viaturas completas para remoção de RSU com 15 m 3 de capacidade 3 Viaturas completas para lavagem de contentores com 7 m 3 de capacidade.

9 Dados Comparativos Por Viatura Gás Natural Comprimido (GNC) Gasóleo Diferença (GNC/Gasóleo) Preço de Aquisição do Chassis 19 t , , ,00 Custo Médio Anual de Manutenção 2.600, ,00 519,00 Custo Médio Anual de Combustível 7.891, , ,36 Custo Médio por km 0,253 0,507 Idade Média da Frota de Remoção de RSU 4 anos 15 anos Estima-se que em cerca de 4 anos, seja anulada a diferença do custo das viaturas face ao preço de aquisição do Gás Natural/Gasóleo e custo de manutenção

10 Características dos combustíveis

11 Dados Comparativos Evolução dos preços em euros, por Nm 3 (GNC) e litro (gasóleo) De realçar que em Outubro de 2011 a carga fiscal sobre o preço do GNC sofreu um aumento de 17% devido à passagem do IVA de 6% para 23%

12 Evolução do consumo da frota RSU de 19 t Nos últimos 6 anos o Município de Lisboa reduziu em 57% o número de viaturas diesel de RSU (14-16 m 3 ) resultando numa diminuição de 57% no consumo de gasóleo rodoviário. Nota: As 39 viaturas a GNC adquiridas em 2009 entraram em funcionamento ao longo de 2010 e inicio de 2011 e as adquiridas em 2012 apenas entraram em funcionamento em 2013

13 Desvantagens na utilização de GNC Preço de aquisição dos chassis; Poucos postos de abastecimento: 4 postos privados; 2 postos públicos (Braga e Mirandela) Oferta ainda limitada. Só 11 fabricantes europeus de viaturas com produtos para GNC e em Portugal para veículos pesados em chassis apenas 2 marcas (Mercedes e Iveco);

14 A ter em consideração... Espaço e capacidade de carga necessários para os depósitos do GNC em viaturas de pequena e média capacidade de carga; Alterações necessárias nas instalações de manutenção da frota (sistema eléctrico e de iluminação antideflagrante por questões de segurança) Especialização de recursos humanos

15 Facilidade de manutenção Viaturas a GNC funcionam segundo ciclo OTTO (o mesmo que motores a gasolina) Apresentam a mesma facilidade de manutenção e componentes que este tipo de motores acrescido do sistema de alimentação a GNC

16 Órgãos sensíveis Na nossa experiencia os órgãos mais sensíveis do sistema GNC: Sistema de escape e catalítico Válvulas do sistema GNC Velas

17 Lubrificantes A capacidade do cárter do óleo de motor é semelhante a qualquer motor de uma viatura de 19 toneladas de peso bruto Os intervalos de revisão são semelhantes a qualquer viatura deste tipo com alimentação tradicional O óleo de motor é diferente terá de respeitar as normas para motores GNC e terá por isso um ligeiro acréscimo de custos

18 Segurança do GNC O GNC não é uma fonte de perigo para o veículo como muita gente pensa. As normas relacionadas com a conversão são extremamente rígidas e seus controlos são melhores do que aqueles relacionados com a maioria das outras partes do veículo. Os componentes do sistema de conversão são testados exaustivamente pelos fabricantes com a finalidade de assegurar uma confiabilidade elevada. Uma característica do GNC é que em caso de escape ocorre uma dissipação rápida para a atmosfera, evitando concentrações de produtos potencialmente perigosos, não é tóxico nem irritante e apresenta um ponto de auto ignição elevado (650ºC). As normas de projeto e construção dos Postos de Serviço são tão ou mais severas do que aquelas empregadas na conversão dos veículos, o que garante normalmente um padrão de segurança nas instalações de GNC no mínimo igual ou superior àquelas encontradas para os combustíveis líquidos.

19 Vantagens económicas do GNC O custo do GNC por km percorrido, é cerca de 50% mais económico comparativamente ao custo do gasóleo Menor desgaste das partes e componentes do motor Consumos de lubrificantes inferiores (mais acentuados se optarmos por um intervalo maior entre trocas)

20 Vantagens ambientais do GNC Redução dos níveis de poluição em virtude da combustão com excesso de ar ser praticamente completa Sistema de abastecimento e alimentação do motor isolado da atmosfera (redução de perdas por manipulação e armazenamento) Redução nas emissões de monóxido de carbono (CO) 20% Redução nas emissões de óxidos de azoto (NOx) em 15% Redução nas emissões de hidrocarbonetos não metânicos (HCnM) em 50% Praticamente eliminando as emissões de benzeno e formaldeídos cancerígenos Redução nas emissões de partículas em 85%.

21 Emissões - comparação (Fonte: DGTREN, Comissão Europeia)

22 Evolução dos limites de emissão NOx

23 Emissão de CO2 O CO 2 não é um gás poluente, não faz mal à saúde, no entanto provoca um efeito de estufa. O GN contém menos carbono por unidade de energia do que qualquer outro combustível fóssil, produzindo, consequentemente, menos emissões de CO 2 por quilómetro percorrido. Apesar de os VGN emitirem metano, que também é um gás de efeito estufa, este será largamente compensado pela redução substancial nas emissões de CO 2, relativamente a outros combustíveis. Assim, a comparação com outros combustíveis é amplamente favorável ao gás natural, como se pode verificar na tabela seguinte:

24 Emissão de CO2

25 Redução anual das emissões As atuais viaturas da frota municipal a GNC consumiram, em 2012, m 3 o que permitiu evitar lançar para a atmosfera: Iveco GNC (EEV) vs. Gasóleo Euro 3 NOx CO + HC + PM CO kg kg kg (Baseado em dados da NGVA, europe)

26 Ruído Entre dois veículos idênticos de RSU, os veículos movidos a GNC emitem menos 9db(A) ruído, comparativamente aos movidos a gasóleo (Medições no Município Lisboa a )

27 Conclusões Os Veículos a GNC constituem uma alternativa atual e económica, tendo uma fiabilidade comparável aos veículos a gasóleo Os veículos a GNC emitem menos ruído, menos poluentes e menos gases de efeito de estufa contribuindo significativamente para a melhoria do ambiente e qualidade de vida das pessoas As reservas de gás natural são substancialmente maiores que as do petróleo, estima-se o dobro, o que constitui uma mais valia em termos de independência energética.

28 Nova Legislação Lei 13/2013 e Portaria 207-A/2013 VEÍCULOS M1 e N1 Os veículos M1 necessitam de exibir no para-brisas canto inferior direito vinheta identificadora, conforme o nº.1 do anexo IV da Portaria 207-A/2013, não se aplicando esta exigência aos N3. A não exibição da vinheta pode ser punível com coima de 60 a 300, no caso de pessoas coletivas os valores triplicam. Em caso de negligência os limites são reduzidos a metade

29 Nova Legislação Lei 13/2013 e Portaria 207-A/2013 VEÍCULOS M2 e M3 Uma vez que os nossos veículos foram adquiridos anteriormente à entrada em vigor da Lei 13/2013 e da Portaria 207-A/2013, estão obrigados a trazerem afixados dístico conforme n.º 3 do anexo IV da referida Portaria. O dístico (em papel autocolante) será colocado na metade direita da traseira do veículo a uma altura não superior a 1.200mm, em caso de impossibilidade, na metade esquerda. Se por razões construtivas não for possível, por despacho do Presidentes do IMT, IP. poderá ser autorizada colocação noutro local, na retaguarda do veículo.

30 Nova Legislação Lei 13/2013 e Portaria 207-A/2013 Inspeções técnicas periódicas e inspeções técnicas extraordinárias Todos os veículos a GN estão obrigados a apresentar certificado atestando que a instalação GN do veículo se encontra em condições. Este documento terá de ter uma data inferior a 30 dias e ser emitido por organismo acreditado pelo Instituto Português de Acreditação, segundo as normas NP EN ISO/IEC para instalações de gás em veículos.

31 Nova Legislação Lei 13/2013 e Portaria 207-A/2013 Reservatórios de GN Os reservatórios não podem ser utilizados por um período superior ao indicado pelo fabricante, que terá de estar gravado e de forma visível na superfície exterior do mesmo, não podendo em todo o caso exceder os 20 anos. No documento de identificação do veículo deverá estar inscrita a data limite de qualquer reservatório nele instalado. Todos os reservatórios devem ostentar em local visível etiqueta amarela com a indicação da data da próxima inspeção em cor preta.

32 Nova Legislação Lei 13/2013 e Portaria 207-A/2013 Instalações de reparação de automóveis a GN Os estabelecimentos terão de ser controlados pelo IMT,IP, nos termos de futura portaria Devem dispor de ventilação natural através de aberturas ao nível do teto e solo Possuir um medidor de concentração de gás. Seguro de responsabilidade civil As entidades reparadores devem possuir seguro que cubra eventuais danos materiais e corporais, com capital mínimo obrigatório de ,00. Anualmente a entidade reparadora terá de demonstrar junto da entidade competente que possui tal seguro.

33 Nova Legislação Lei 13/2013 e Portaria 207-A/2013 Grupos profissionais A legislação define como profissionais habilitados para reparar veículos GN, o mecânico de auto/gás e o técnico de auto/gás. Os referidos profissionais devem possuir título emitido pelo IMT,IP. e os comprovativos devem estar guardados nas instalações dos estabelecimentos de reparação dos veículos de GN. Registo das intervenções Poderá ser solicitado a todo o tempo, pelas entidades fiscalizadoras o registo das intervenções efetuadas ao sistema de GN em veículos.

34 Câmara Municipal de Lisboa Contactos: Telefone: Fax:

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