JARDIM INFÂNCIA ALFARAZES

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1 Projecto O Computador no Jardim-de-Infância JARDIM INFÂNCIA ALFARAZES JARDIM INFÂNCIA BAIRRO DA LUZ JARDIM INFÂNCIA PÓVOA DO MILEU JARDIM INFÂNCIA TORREÃO

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38 1- Designação O Computador no Jardim-de-Infância.porque é evidente que cada vez mais, as crianças são confrontadas em vários locais e em várias situações, com a necessidade de utilizar os meios informáticos.. torna-se pertinente e perante as exigências de uma sociedade cada vez mais informatizada, familiarizar as crianças com os Computadores. a idade é irrelevante, desde que os objectivos estejam adequados às suas capacidades intelectuais e motoras. Se as principais motivações deste projecto, estiverem contidas nestes pequenos excertos, então teremos uma base sólida para darmos continuidade a uma ideia que poderá um dia adquirir maiores dimensões, maior abrangência. Neste momento estamos preocupados com um pequeno Universo de 40 crianças entre os 4 e 5 anos de idade, aos quais pensamos, facilitar a aquisição de conhecimentos, de uma forma mais lúdica, mais colorida e mais interactiva. Para isso será necessário trabalhar em conjunto com as Educadoras, programando e avaliando os resultados das actividades. Será elaborado um pequeno relatório finalizada cada uma dessas actividades e entregue uma grelha de avaliação respeitante a cada um dos alunos e a cada um dos objectivos previstos, no final de cada período lectivo.

39 2- Objectivos Gerais 3- Actividades 1) Executar movimentos rectilíneos com o rato 2) Realiza movimentos circulares com o rato 3) Arrasta objectos pressionando sobre eles com o botão esquerdo do rato 4) Desenvolver a capacidade criativa e o sentido estético em composições livres com figuras geométricas 5) Distribuir objectos segundo características estabelecidas 6) Agrupar objectos segundo algumas das suas propriedades 7) Organizar colecções de objectos 8) Reconhecer a natureza dos objectos 9) Reconhecer a cor como uma propriedade dos objectos 10) Fazer composições com figuras geométricas 11) Pesquisa de situações/vivências Lúdicas - As actividades previstas foram devidamente programadas pelas pessoas envolvidas no projecto. 4- Recursos 1) Humanos 1- Jogos interactivos 2- Desenhos 3- Jogos de recreio 4- Actividades pedagógicas 5- Jogos de coordenação motora - Professor do 1º Ciclo responsável pelo programa Internet nas escolas do 1º ciclo, requisitado na Câmara Municipal da Guarda - Educadora dos Jardins de Infância - Auxiliares dos Jardins de Infância 2) Materiais - Computador portátil - Projector de vídeo - Jogos interactivos - Materiais da sala de aulas - Ratos

40 5- Calendarização - Ao longo do ano, todas as Segundos no J. Infância do Torreão 14h-15h Ao longo do ano, todas as Terças no J. Infância de Alfarazes. 14h-15h Ao longo do ano, todas as Quartas no J. Infância do Bairro da Luz. 14h-15h Ao longo do ano, todas as Quintas no J. Infância Da Póvoa do Mileu 14h-15h Divulgação - Através do site oficial da Câmara Municipal - Através do site oficial da empresa CNOTINFOR 7- Reflexão Reflexões sobre a Informática na Escola. Nos dias actuais, em quase todos os ATL e Jardins de Infância Particulares já se instituiu o uso do computador. Anúncios são feitos apregoando a sua utilização como um diferencial para que os pais de crianças na faixa etária de 2 a 6 anos se sintam maravilhados ante a perspectiva de seus filhos entrarem na Era dos Computadores desde pequeninos. As Escolas acabam utilizando o serviço de terceiros, que dispõem de equipamentos e do conhecimento da informática, mas pouco conhecem do processo de aprendizagem das crianças desta faixa etária. Surge a necessidade de questionar:

41 Queremos o computador nos Jardins de Infância e Actividades de Tempos Livres? A resposta é óbvia, sendo demasiado evidente que as vantagens superam as desvantagens. O desenvolvimento da criança é um processo equilibrado no qual o crescimento intelectual está intimamente vinculado ao crescimento dos aspectos afectivos e sociais, que em hipótese alguma podem ser colocados em segundo plano, pela ênfase dada a aspectos estritamente cognitivos ou até mecanicistas. Infelizmente o que vemos em muitas escolas, ditas de educação infantil, é a criança na "aula de computação" colorindo desenhos prontos na tela, utilizando joguinhos que a punem quando não acerta alguma actividade num determinado número de vezes, deixando-a por exemplo, sem saber o fim da história; repetindo incontáveis vezes um movimento com o mouse, quando ainda não tem o controle motor necessário, dado o seu estágio de desenvolvimento psicomotor. Enfim, até tentando ser adestrada para aprender "computação", como um fim em si mesmo, sem nenhum relacionamento com outras actividades realizadas nos estabelecimentos de educação pré-escolar. Será que nesta idade a criança precisa aprender computadores nestes termos? Quando a Informática Educativa é bem planificada e implantada, a criança só tem a ganhar ao trabalhar com jogos, ou qualquer outro tipo de software que lhe dê possibilidades de aprofundar, reelaborar, ou até iniciar a construção de um conhecimento inserido num contexto que respeite o seu processo de desenvolvimento e por conseguinte esteja em consonância com os objectivos próprios de educação infantil. Por isto torna-se necessário planificar esta informática realmente educativa sendo necessário saber:

42 número de crianças envolvidas número de equipamentos a serem adquiridos ou disponíveis tipos de hardwares e periféricos a serem adquiridos ou disponíveis sistema operativo licenças de uso espaço disponível adequação de instalações eléctricas e físicas investimentos em softwares plano para manutenção dos equipamentos investimento em mobiliário adequado determinação de prioridades para distribuição dos alunos nos equipamentos existentes capacitação dos docentes caso estes venham a trabalhar também a informática com seus alunos, ou contratação de docentes a partir dos requisitos estabelecidos na proposta da escola (não é necessário que o docente seja um especialista em hardware, basta conhecer o computador ao nível de usuário) Princípios didácticos básicos para a utilização do Computador na Educação Pré-Escolar - Não ter como objectivo o ensino da computação pela computação. - As estratégias de utilização devem ser definidas em função da proposta pedagógica da Jardim de Infância em sintonia com o uso dado ao computador. - Ser compreendido pelos docentes como mais uma ferramenta para realizar e/ou complementar a construção de conceitos em quaisquer áreas de actividades, através de uma abordagem lúdica. - Permitir a livre exploração pela criança do computador, como ferramenta para resolver problemas ou realizar tarefas como desenhar, pintar, analisar, classificar, seriar, abstrair, estabelecer relações, escolher alternativas de acção etc. - Ter o projecto da Informática Educativa dirigido por um profissional que tenha não só o conhecimento da máquina e de seus programas, mas que saiba como o aluno constrói o seu conhecimento, as etapas do desenvolvimento infantil, para que se possa realizar escolhas dos softwares adequados.

43 Papel dos Softwares Educativos Construir situações de aprendizagem utilizando o computador exige que os softwares a serem trabalhados possuam características que propiciem actividades nas quais as Crianças apliquem processos que sejam fundamentais para o desenvolvimento do conhecimento, ou seja, saber aprender a aprender. Portanto, entre outras, devem possibilitar às crianças condições que lhes permitam: - elaborar formas de representação em níveis diferenciados; - estabelecer relações entre suas acções e as consequências resultantes; - permitir antecipações de acções propiciar a análise dos resultados das acções praticadas; - desenvolver o planeamento sequencial de acções; - desenvolver acções coordenadas perceptivo- motoras vivenciadas inicialmente com o corpo, incrementando-as com experiências informáticas; - contribuir para o avanço da criança na construção de conceitos como: ordenação, seriação, classificação, quantificação, conservação, reversibilidade, espaço-tempo; - aguçar percepções e desenvolver a curiosidade; - desenvolver a atenção, a concentração e a memória; - aprender construindo habilidades através do entretenimento; - propiciar a interacção do aluno com a máquina através da possibilidade de controlar eventos e perceber o que diferentes controlos irão acarretar; - desenvolver estilo cognitivo pessoal; - atender necessidades de convivência em grupo; - fixar conceitos no seu próprio ritmo fixar conceitos correctos; - tratar o erro de forma construtiva. Como já foi referido anteriormente, a presença dos computadores nos jardins de infância, não significa que encontrámos a receita final para ultrapassar todas as dificuldades assim como não poderemos ver os softwares educativos como o instrumento pedagógico milagroso capaz de ultrapassar todas as limitações de aprendizagem. Será um óptimo instrumento auxiliar da prática pedagógica assim como um contributo para elevar a auto-estima e a autonomia. A dupla formada por professor e computador serão insubstituíveis e inseparáveis. Guarda, 21 de Janeiro de João Luis

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