ALTERAÇÕES NA LEI DO MOTORISTA E DO TAC

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1 J uiz de Fora, 04 de Março de Prezado Associado: ALTERAÇÕES NA LEI DO MOTORISTA E DO TAC O SETCJ F informa as principais alterações introduzidas na Lei /12 (Lei do Motorista), na Lei /07 (Empresas e Transportadores Autônomos de Carga) e Lei 9.503/97 (Código de Trânsito Brasileiro). Estas alterações foram introduzidas através da Lei /2015, publicada no Diário Oficial da União de 03/03/2015, cujo texto integral segue anexo. Direitos dos motoristas profissionais Ter benefício de seguro destinado à cobertura de morte natural, morte por acidente, invalidez total ou parcial decorrente de acidente, traslado e auxílio funeral referentes às suas atividades no valor mínimo correspondente a dez vezes o piso salarial de sua categoria ou valor superior fixado em convenção ou acordo coletivo de trabalho. Este seguro é de contratação obrigatória e custeado pelo Empregador. Exames exigidos na contratação e demissão Remuneração A Lei /15 incluiu os parágrafos 6º e 7º no artigo 168 da CLT (exames admissionais, periódicos e demissionais), sendo exigidos exames toxicológicos do motorista profissional na admissão e no desligamento do empregado. Fica assegurado a confidencialidade dos resultados e o direito à contraprova. O motorista profissional deverá se submeter a exames toxicológicos com janela de detecção mínima de 90 dias e a programa de controle de uso de drogas instituído pelo Empregador pelo menos 1 vez a cada 2 anos e 6 meses. A recusa do empregado será considerada infração disciplinar. É permitida a remuneração do motorista em função da distância percorrida, do tempo de viagem ou da natureza e quantidade de produtos transportados, desde que essa remuneração não comprometa a segurança da rodovia e da coletividade ou viole as normas. Av. Barão do Rio Branco, 2872 Sala 707/708 Centro Juiz de Fora MG (32) Folha 1

2 Jornada A jornada diária de trabalho do motorista profissional será de 8 (oito) horas, podendo ser prorrogada por até 2 (duas) horas extraordinárias. Se houver previsão em convenção ou acordo coletivo de trabalho poderá ser prorrogada a jornada diária de 8 horas por até 4 horas. É considerado como trabalho efetivo o tempo em que o motorista empregado estiver à disposição do Empregador, excluídos os intervalos para refeição, repouso e descanso e o tempo de espera. É vedado ao motorista profissional dirigir por mais de 5 (cinco) horas e meia ininterruptas. Deverá ser observado os 30 (trinta) minutos para descanso a cada 6 horas na condução do veículo, sendo facultado o seu fracionamento desde que o tempo de direção não ultrapasse 5 horas e meia contínuas. Em situações excepcionais em que o tempo de direção ultrapasse às 5 horas e meias, desde que justificada e devidamente registrada, o tempo de direção poderá ser elevado pelo período necessário para que o veículo chegue a um lugar que ofereça segurança, desde que não haja comprometimento da segurança rodoviária. Este intervalo poderá coincidir com o intervalo para refeição ou com o intervalo de 11 horas de descanso. Se não houver previsão contratual, a jornada de trabalho do motorista não tem horário fixo de início, final ou de intervalos. Av. Barão do Rio Branco, 2872 Sala 707/708 Centro Juiz de Fora MG (32) Folha 2

3 Intervalos - É assegurado o intervalo mínimo de 1 (uma) hora para refeição podendo coincidir com o tempo de parada obrigatória na condução do veículo (30 minutos). - Dentro do período de 24 horas, deverá gozar o motorista do descanso de 11 (onze) horas, podendo coincidir com o tempo de parada obrigatória na condução do veículo. Poderá ainda ser fracionado, garantidos, no mínimo, 8 (oito) horas ininterruptas no primeiro período e o gozo remanescente dentro das 16 (dezesseis) horas seguintes ao fim do primeiro período. - Nas viagens de longa distância, assim consideradas aquelas em que o motorista permanece fora da base da empresa e de sua residência por mais de 24 horas, o repouso diário pode ser feito no veículo ou em alojamento com condições adequadas, seja do empregador, do contratante do transporte, do embarcador ou do destinatário ou em outro local. Tempo de espera É considerado tempo de espera as horas em que o motorista ficar aguardando carga ou descarga do veículo nas dependências do embarcador ou do destinatário e o período gasto em fiscalização da mercadoria transportada em barreiras fiscais ou alfandegárias. Estas horas não são computadas como jornada de trabalho (8 horas) e nem como horas extras. - Quando a espera for superior a 2 (duas) horas ininterruptas e for exigida a permanência do motorista junto ao veículo e o local ofereça condições adequadas, o tempo será considerado como de repouso (11 horas), mas remunerado a 30% do salário-hora normal. - Durante o tempo de espera, o motorista poderá realizar movimentações necessárias no veículo, as quais não serão consideradas como parte da jornada, ficando garantido o gozo do descanso de 8 horas ininterruptas. - As horas relativas ao tempo de espera serão indenizadas na proporção de 30% do salário hora-normal. Av. Barão do Rio Branco, 2872 Sala 707/708 Centro Juiz de Fora MG (32) Folha 3

4 Repouso Semanal Remunerado (viagens de longa distância) Nas viagens de longa distância com duração superior a 7 dias, o repouso semanal será de 24 horas por semana ou fração trabalhada sem prejuízo do intervalo para repouso de 11 horas, totalizando 35 horas, usufruído no retorno do motorista à empresa ou ao seu domicílio, salvo quando a empresa oferecer condições adequadas para o efetivo gozo do repouso. - É permitido o fracionamento do repouso semanal em 2 períodos, sendo um destes de no mínimo 30 horas ininterruptas, a serem cumpridos na mesma semana e em continuidade a um período de repouso diário (11 horas), que deverão ser usufruídos no retorno da viagem. - O tempo em que o motorista permanecer espontaneamente no veículo usufruindo dos intervalos de repouso não será computado como jornada de trabalho. - Se for autorizada expressamente a permanência do motorista junto ao veículo após o cumprimento da jornada, será considerado como tempo de espera. - Nos casos em que o empregador adotar 2 motoristas trabalhando no mesmo veículo, o tempo de repouso poderá ser feito com o veículo em movimento, assegurado o repouso mínimo de 6 horas consecutivas fora do veículo em alojamento externo ou, se na cabine leito, com o veículo estacionado, a cada 72 horas. Av. Barão do Rio Branco, 2872 Sala 707/708 Centro Juiz de Fora MG (32) Folha 4

5 Alterações na Lei /07 Prevê a figura do TAC Auxiliar, ou seja, é facultado ao TAC a cessão de seu veículo em regime de colaboração a outro profissional (TAC Auxiliar), não implicando em vínculo de emprego. O pagamento do frete ao TAC deverá ser efetuado por meio de crédito em conta corrente ou poupança ou por outro meio de pagamento regulamentado pela ANTT, sendo que as tarifas bancárias relativas ao pagamento do frete correrão por conta do responsável pelo pagamento. O prazo máximo para carga e descarga será de 5 horas contadas da chegada do veículo ao endereço de destino. Ultrapassado às 5 horas, será devido ao TAC ou à ETC a importância equivalente a R$1,38 (um real e trinta e oito centavos) por tonelada/hora ou fração. Este valor será atualizado anualmente pelo INPC e para o cálculo será considerada a capacidade total do veículo. Tal pagamento é considerado franquia para carga e descarga e deverá ser calculado a partir da hora de chegada na procedência ou no destino. O embarcador e o destinatário da carga são obrigados a fornecer ao TAC documento hábil a comprovar o horário de chegado do caminhão em suas dependências, sob pena de multa (ANTT). Pedágios Os veículos de transporte de cargas que circularem vazios não pagarão taxas de pedágio sobre os eixos que mantiverem suspensos. Av. Barão do Rio Branco, 2872 Sala 707/708 Centro Juiz de Fora MG (32) Folha 5

6 Conversão de penalidades Responsabilidade do embarcador A lei estabelece a conversão, em sanção de advertência: 1) das multas por excesso de peso dos caminhões, recebidas nos últimos dois anos antes da entrada em vigor desta Lei; 2) das penalidades decorrentes de infrações ao disposto na Lei no , de 30 de abril de 2012, que alterou a Consolidação das Leis do Trabalho CLT e 3) das penalidades decorrentes de infrações ao disposto na Lei no , de 30 de abril de 2012, que alterou o Código de Trânsito Brasileiro, aplicadas até a data da publicação desta Lei. O contratante do frete indenizará o transportador por todos os prejuízos decorrentes de infração por transporte de carga com excesso de peso em desacordo com a nota fiscal, inclusive as despesas com transbordo de carga. Tolerância Fica permitida, na pesagem de veículos de transporte de carga e de passageiros, a tolerância máxima de 5% sobre os limites de peso bruto total; e de 10% sobre os limites de peso bruto transmitido por eixo de veículos à superfície das vias públicas Prazo legal para a Lei entrar em vigor Disposição Alterada Início de Vigência Intervalo mínimo de 1 (uma) hora para refeição, podendo esse período coincidir com o tempo de parada obrigatória na condução do veículo parada ou de locais de descanso adequados. estabelecido pela Lei n o 9.503, de 23 de setembro de Código de Trânsito Brasileiro, exceto quando se tratar do motorista profissional enquadrado no 5 o do art. 71 desta Consolidação. Av. Barão do Rio Branco, 2872 Sala 707/708 Centro Juiz de Fora MG (32) Folha 6

7 Dentro do período de 24 (vinte e quatro) horas, são asseguradas 11 (onze) horas de descanso, sendo facultados o seu fracionamento e a coincidência com os períodos de parada obrigatória na condução do veículo estabelecida pela Lei no 9.503, de 23 de setembro de Código de Trânsito Brasileiro, garantidos o mínimo de 8 (oito) horas ininterruptas no primeiro período e o gozo do remanescente dentro das 16 (dezesseis) horas seguintes ao fim do primeiro período. É vedado ao motorista profissional dirigir por mais de 5 (cinco) horas e meia ininterruptas veículos de transporte rodoviário coletivo de passageiros ou de transporte rodoviário de cargas. Observação de 30 (trinta) minutos para descanso dentro de cada 6 (seis) horas na condução de veículo de transporte de carga, sendo facultado o seu fracionamento e o do tempo de direção desde que não ultrapassadas 5 (cinco) horas e meia contínuas no exercício da condução. parada ou de locais de descanso adequados. parada ou de locais de descanso adequados. parada ou de locais de descanso adequados. Av. Barão do Rio Branco, 2872 Sala 707/708 Centro Juiz de Fora MG (32) Folha 7

8 O condutor é obrigado quanto, dentro do período de 24 (vinte e quatro) horas, a observar o mínimo de 11 (onze) horas de descanso, que podem ser fracionadas, usufruídas no veículo e coincidir com os intervalos mencionados no 1o, observadas no primeiro período 8 (oito) horas ininterruptas de descanso. Exames toxicológicos aos condutores das categorias C, D e E para renovação, e habilitação. Exames toxicológicos para Admissão e Demissão de Motorista Profissional. Exames toxicológicos aos condutores das categorias C, D e E com Carteira Nacional de Habilitação com validade de 5 (cinco) anos deverão fazer o exame previsto no 1o no prazo de 2 (dois) anos e 6 (seis) meses a contar da realização do disposto no caput. Exames toxicológicos aos condutores das categorias C, D e E com Carteira Nacional de Habilitação com validade de 3 (três) anos deverão fazer o exame previsto no 1o no prazo de 1 (um) ano e 6 (seis) meses a contar da realização do disposto no caput. As demais disposições. parada ou de locais de descanso adequados. 90 (noventa) dias da publicação da Lei. 1 (um) ano da publicação da Lei. 3 (três) anos e 6 (seis) meses da publicação da Lei. 2 (dois) anos e 6 (seis) meses da publicação da Lei. As demais disposições entram em vigor a partir de 45 dias contados da data de publicação da Lei. Atenção Continuam em vigor as demais normas da Lei /12. Os prazos acima descritos somente serão praticados depois de publicadas relação dos trechos e vias pelos entes públicos. Para maiores esclarecimentos, entrar em contato conosco. Telefone: (32) ou Atenciosamente, SETCJF Av. Barão do Rio Branco, 2872 Sala 707/708 Centro Juiz de Fora MG (32) Folha 8

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