Governação Novo Código e Exigências da Função Auditoria

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1 Novo Código e Exigências da Função Auditoria Fórum de Auditoria Interna - IPAI 19 de Junho de 2014

2 Direito societário e auditoria interna fontes legais 1. CSC artigo 420,º, n.º 1, i) - fiscalizar a eficácia do sistema de gestão de riscos, do sistema de controlo interno e do sistema de auditoria interna, se existentes. 2. RGICSF (Artigo 116.º-G, n.º 3, a propósito da regulação da comunicação de irregularidades) e do Aviso do Banco de Portugal n.º 10/2007 (relativo à gestão de risco). 3. Norma Regulamentar n.º 14/2005-R do ISP, que regula o estabelecimento dos princípios gerais que devem presidir ao desenvolvimento dos sistemas de gestão de riscos a implementar pelas empresas de seguros (com referência ao requisito independência ). 2

3 Direito societário e auditoria interna fontes legais O que falta? Clarificação do patamar mínimo para obrigatoriedade de auditoria interna Diversificação do enfoque (não apenas na gestão de risco) Reforço do estatuto de independência Clarificação do reporte hierárquico 2

4 Dimensão recomendatória 1. Relatório Cadbury (1992) 2. Recomendações da OCDE (1999 e 2004) 3. Recomendações CMVM (1999 a 2013) 4. Código de Governo das Sociedades do IPCG (2013) 4

5 Relatório Cadbury (1992) 4.39 The function of the internal auditors is complementary to, but different from, that of the outside auditors. We regard it as good practice for companies to establish internal audit functions to undertake regular monitoring of key controls and procedures. Such regular monitoring is an integral part of a company s system of internal control and helps to ensure its effectiveness. An internal audit function is well placed to undertake investigations on behalf of the audit committee and to follow up any suspicion of fraud. It is essential that heads of internal audit should have unrestricted access to the chairman of the audit committee in order to ensure the independence of their position. 5

6 Relatório Cadbury (1992) Internal Control 5.16 The Committee is convinced that an effective internal control system is an essential part of the efficient management of a company. We have already recommended that directors should report on the effectiveness of their system of internal control, and that the auditors should report on their statement. 6

7 Recomendações da OCDE (1999 e 2004) 7. Ensuring the integrity of the corporation s accounting and financial reporting systems, including the independent audit, and that appropriate systems of control are in place, in particular, systems for risk management, financial and operational control, and compliance with the law and relevant standards. Ensuring the integrity of the essential reporting and monitoring systems will require the board to set and enforce clear lines of responsibility and accountability throughout the organisation. The board will also need to ensure that there is appropriate oversight by senior management. One way of doing this is through an internal audit system directly reporting to the board. In some jurisdictions it is considered good practice for the internal auditors to report to an independent audit committee of the board... 7

8 Recomendações CMVM (1999 a 2013) II.2.4. O órgão de fiscalização deve avaliar o funcionamento dos sistemas de controlo interno e de gestão de riscos e propor os ajustamentos que se mostrem necessários. II.2.5. A Comissão de Auditoria, o Conselho Geral e de Supervisão e o Conselho Fiscal devem pronunciar-se sobre os planos de trabalho e os recursos afetos aos serviços de auditoria interna e aos serviços que velem pelo cumprimento das normas aplicadas à sociedade (serviços de compliance), e devem ser destinatários dos relatórios realizados por estes serviços pelo menos quando estejam em causa matérias relacionadas com a prestação de contas a identificação ou a resolução de conflitos de interesses e a deteção de potenciais ilegalidades. 8

9 Código de Governo das Sociedades do IPCG (2013) IV.5. Os sistemas de auditoria interna e de gestão de riscos devem ser estruturados em termos adequados à dimensão da sociedade e à complexidade dos riscos inerentes à sua actividade. Princípio: Tendo por base a estratégia de médio e longo prazo, a sociedade deverá instituir um sistema de gestão e controlo de risco e de auditoria interna que permita antecipar e minimizar os riscos inerentes à actividade desenvolvida. 9

10 Código de Governo das Sociedades do IPCG (2013) Princípio: VII.C. O órgão de fiscalização deve promover uma adequada articulação entre os trabalhos da auditoria interna e da auditoria externa. VII.1.2. O órgão de fiscalização deve, no relatório sobre o governo da sociedade, prestar informação anual sobre o modo como assegurou: (i) Que a estrutura de auditoria interna desempenhou as suas funções com independência e competência; (ii) Que as recomendações e conclusões da auditoria interna e do auditor externo foram tidas em consideração na actividade e relatos da sociedade. 10

11 Conclusões - lei apenas comete ao órgão de fiscalização a supervisão sobre a eficácia do sistema de controlo e auditoria internos; - ao nível legal e recomendatório há maior preocupação com relação com o auditor externo que com o auditor interno; - os códigos de governance parecem querer conferir ao órgão de fiscalização um poder-dever de análise ou de conformação das equipas e/ou dos planos de trabalho da auditoria interna; - preocupação com a independência do auditor interno; - oscilação entre a ideia do reporte funcional e o ser destinatário dos relatórios quando estejam em causa matérias críticas (relacionadas com a prestação de contas a identificação ou a resolução de conflitos de interesses e a deteção de potenciais ilegalidades). 11

12 Caminhos - afirmação da independência dos auditores internos em textos legais; - afirmação do reporte funcional ao órgão de fiscalização (em igualdade de circunstâncias com o CA); - maior intervenção do órgão de fiscalização na planificação dos trabalhos da auditoria interna. 12

13 Obrigado Thank you. 13

14 LISBOA R. Dom Francisco Manuel de Melo, nº21, T F FUNCHAL Av. Zarco, nº2, 2º, T F Em parceria com_ (*) Andreia Lima Carneiro & Associados BRASIL ANGOLA MOÇAMBIQUE MACAU PORTO (*) R. Tenente Valadim, nº215, T F

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