Market Timing. Uma Abordagem Comparativa de Métodos de Análise. de Pontos de Inversão. Catarina Filipa Martins Nascimento

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1 Market Timing Uma Abordagem Comparativa de Métodos de Análise de Pontos de Inversão Catarina Filipa Martins Nascimento Dissertação de Mestrado em Gestão, apresentada à Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra Orientador: Prof. Doutor Marques Mendes Julho de 2014

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3 Catarina Filipa Martins Nascimento Market Timing Uma Abordagem Comparativa de Métodos de Análise de Pontos de Inversão Dissertação de Mestrado em Gestão, apresentada à Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra para obtenção do grau de Mestre. Orientador: Prof. Doutor António José Marques Mendes Coimbra, 2014

4 Resumo O presente trabalho aborda a problemática do market timing e compara duas técnicas de análise de tendência e pontos de inversão uteis para o Market Timing. Os métodos analisados têm a designação de processo Bry and Boschan e Zig Zag. Este estudo foi feito para o índice S&P 500 no período Os resultados obtidos para variações de 7% e 12% sugerem que o método Zig Zag é mais adequado, pois a maior parte dos pontos de inversão detetados estão mais ajustados à série temporal analisada. Classificação JEL: G12, G17 Palavras chave: Market Timing, Bull and Bear, ZigZag, Bry and Boschan, S&P 500. Abstract This dissertation looks at the issue of the market timing and compares two techniques which are useful for analyzing the trends and the reversal points needed for Market Timing. The two methods compared were the Bry Boschan process and Zig Zag. This study was conducted for the S&P 500 index over the period The results obtained for variations of 7% and 12% suggest that the Zig Zag method is more appropriate because most of the reversal points detected were more adjusted to the time series analyzed. JEL Classification: G12, G17 Key Words: Market Timing, Bull and Bear, Zig Zag, Bry and Boschan, S&P 500. ii

5 Siglas e Acrónimos BB- Bry and Boschan CS Curva de Spencer MCD Média Convergente Divergente MMS Média Móvel Simples NASDAQ - National Association of Securities Dealers Automated Quotations NBER - National Bureau of Economic Research NYSE - New York Stock Exchange S&P 500 Standard & Poor s 500 SADIF - STP Analytics for Decisions in Investment and Finance ZZ Zig Zag iii

6 Lista de Figuras Figura 1 Série temporal com aplicação de Pitchfork, adaptado do stockcharts Figura 3 - Série temporal com aplicação dos arcos de Fibonacci, adaptada do StockCharts Figura 2 - Série temporal com aplicação de Pitchfork, adaptado de stockcharts Figura 4 - Série temporal de 5 ondas de impulso Figura 5 - Série temporal de 5 ondas impulso e 3 de correção Figura 6 - Série temporal de um movimento inicial descendente Figura 7 - Série temporal em zigzag Figura 8 Série Temporal em Flat Figura 9 Série Temporal em Triângulo Figura 10 - Série temporal de 5 ondas impulso, 3 correção e outas subondas Figura 11 - Série Temporal do Índice S&P 500 no período de 28/01/2008 a 26/03/ Figura 12 - Série Temporal do S&P 500 com o Zig Zag de 7% e de 12% Figura 13 - Série temporal do primeiro passo do método BB Figura 14 - Série temporal do S&P 500 com o filtro MMS do 2º passo do método BB Figura 15 - Série Temporal S&P 500 com o Filtro da Curva de Spencer após 2º passo do método BB Figura 16 - Série Temporal do S&P 500 com a aplicação do método BB Figura 17 Série Temporal do S&P 500 com aplicação do método BB Figura 18 - Série Temporal do S&P 500 com aplicação do método Zig Zag e Bry and Boschan iv

7 Lista de Tabelas Tabela 1 - Adaptado do livro Mastering Elliot Wave Principles de Constance Brown, Tabela 2 - Adaptado do livro Mastering Elliot Wave Principles de Constance Brown, Tabela 3 Dados do método BB de NBER e conversão para o método em estudo Tabela 4 Adaptada de Bry and Boschan 1971, NBER Tabela 5 Pontos de mudança dos métodos Zig Zag e BB Tabela 6 Investimento de 10 milhões USD no período da amostra aplicado ao método BB e Zig Zag Lista de Equações Equação 1 Equação do desvio-padrão Equação 2 Equação da Curva de Spencer Equação 3 Equação da média móvel simples Equação 4 Equação da média convergente divergente Equação 5 Fórmula da rendibilidade da venda de 5% da quantidade de ações investidas Equação 6 Fórmula do lucro do investimento Equação 5 Fórmula do cupão OT Equação 6 Fórmula da venda OT v

8 Agradecimentos No culminar desta importante etapa da minha vida, não podia deixar de mencionar o meu sincero agradecimento a todos aqueles que de alguma forma contribuíram para a conclusão desta dissertação. Ao meu orientador, Professor Doutor Marques Mendes, pela orientação científica, conselhos, sugestões e criticas. Um igual agradecimento, ao Mestre Dinis Santos, pela orientação, apoio, dedicação, paciência, disponibilidade, criticas e sugestões. Ao Coordenador de Mestrado do Curso de Gestão, Luis Dias, e ao Professor Doutor Sousa Andrade, por toda a disponibilidade e apoio prestado. A todos os que não foram referidos, mas que contribuíram quer de forma direta ou indireta para o meu desenvolvimento pessoal e profissional, um enorme obrigado. vi

9 Sumário 1-Introdução Revisão da literatura Técnicas utilizadas para o market timing O ZIG-ZAG como Ferramenta na análise de pontos de inversão O Método Bry and Boschan como Ferramenta na análise de pontos de inversão Metodologia Dados Método ZigZag Método Bry and Boschan Comparação dos resultados obtidos com os dois métodos Exemplos de aplicação dos dois métodos Resultados Conclusão Referências Bibliográficas

10 1- Introdução As alterações nos ciclos associados aos mercados de títulos, têm sido alvo de grande escrutínio nas ultimas décadas. As bolsas de valores permitem obter lucros, que parecem fáceis, bem como o oposto. Atualmente, é recorrente os investidores fazerem previsões de mercado para tomarem decisões de investimento, isto é, através de modelizações e da análise de informações económico-financeiras, prever o futuro pelo qual um título irá convergir e assim investir, ou não, conforme o resultado da análise. O presente trabalho tem o intuito de analisar a metodologia e resultados obtidos através de duas técnicas de análise de tendência e pontos de inversão que auxiliam ao Market Timing. Os métodos a comparar têm a designação de processo Bry and Boschan e ZigZag. Esses métodos têm como objetivo crucial, e em particular neste estudo, detetar pontos de inversão de tendência numa série temporal. A comparação é feita com base numa previsão para o período dos dados aplicados, de forma a entender qual o método que se fosse utilizado para a análise, em tempo real, seria o mais fiável numa previsão de mercado. Assim, aquele que obtiver os resultados mais próximos de um movimento descendente ou ascendente da cotação do índice para um período real, será o mais apropriado. Tal como, o que apresentar um retorno de investimento superior será o método mais eficiente. Esse retorno de investimento será realizado com base em dois casos hipotéticos de investimento no índice S&P 500 e o ETF SPY que replica o índice S&P 500, tendo em consideração obrigações de tesouro, com aplicação dos métodos em estudo. A técnica de Zig Zag, tal como a análise das médias móveis, é muito popular entre investidores por ser considerada um método comum e simples, bastante utilizado para análise de títulos do mercado financeiro. Por outro lado, o método Bry and Boschan (BB), por norma é usado para análises de ciclos económicos tendo em consideração variáveis macroeconómicas. No entanto, foi neste estudo utilizado para a deteção de pontos de inversão com base no índice S&P

11 Os pontos de mudança ou inversão, para além de serem estudados em ações de mercado, também são estudados na análise dos ciclos económicos. A importância do estudo dos ciclos, em especial os ciclos económicos, com base em indicadores macroeconómicos, e na sua relação com os pontos de mudança, em séries temporais, advém do facto de estes refletirem o comportamento de um título, um país, ou, até, de uma entidade supranacional. Assim, neste estudo aplicou-se uma estratégia que foi desenvolvida para séries temporais de foro macroeconómico numa série temporal de um índice de mercado. A metodologia desta pesquisa foca-se no desenvolvimento do método BB com base em médias móveis, e como já mencionado na sua análise com o método Zig Zag através de duas estratégias para perceber qual o melhor método a ser utilizado por qualquer investidor na tomada de decisão num investimento de mercado, de forma a obter o melhor investimento possível. Este estudo revelou que o método Zig Zag em comparação com o BB apresenta melhores resultados, pois a maior parte dos pontos de inversão detetados estão mais próximos da série S&P 500 do que no método BB e segundo a análise dos casos hipotéticos resulta num maior retorno para o investidor. No entanto, dependendo do horizonte temporal, longo, médio ou curto, do investimento um método poderá ou não ser mais eficiente. De salientar que não é o objetivo desta dissertação estudar a relação entre ciclos de mercado e ciclos económicos, nem analisar as vantagens dos dois métodos em termos previsionais. Este trabalho encontra-se organizado como se segue: Inicialmente, é efetuada uma revisão da literatura relevante para os dois métodos acima mencionados. De seguida, é apresentada a metodologia de trabalho e os dados que constituem a amostra. Posteriormente, são expostos os resultados da comparação dos dois métodos que foram realizados e um caso hipotético de investimento para avaliar qual a melhor técnica na análise de pontos de mudança e consecutivamente para um retorno de investimento superior tendo em consideração a amostra deste estudo. Finalmente, procede-se a uma análise conclusiva com levantamento de novas hipóteses para estudos futuros. 2

12 2- Revisão da literatura O sistema económico-financeiro em que vivemos é um sistema complexo que contém muitos fatores, é difícil, se não impossível, pré-determinar os preços futuros com precisão. Da mesma forma, à primeira vista, ações que parecem ser "acessíveis" podem converter-se facilmente numa situação inversa. O que leva a que o investidor não consiga prever essas movimentações. Uma das principais razões pelo qual é tão difícil escolher o investimento mais correto é porque infelizmente, os preços das ações nem sempre se movem pelas razões mais lógicas. O Market Timing é então o nome associado à temporização de mercado, é uma estratégia que tenta prever os movimentos futuros de preços através do uso de várias ferramentas de análise técnica e fundamental (Knight, 2011). De acordo com Pinheiro (2014), a análise técnica é o estudo dos movimentos passados dos preços e dos volumes de negociação de ativos financeiros, com o objetivo de fazer previsões sobre comportamento futuro dos preços. Baseia-se no principio de que os preços da cotação das ações, em determinada data futura, são influenciados pelos preços passados, sendo possível, então, prever a tendência de movimentação desses valores em determinado período de tempo. A teoria de Charles Dow 1 (1887) - que foi um dos pioneiros na utilização da análise técnica - afirma que eventos passados podem determinar eventos futuros; a configuração gráfica dos preços tende a relacionar-se com a direção que eles tomarão no futuro, ou seja, antes de um movimento significativo de alta ou baixa nas cotações de determinada ação, ocorrem formações que sinalizam previamente a movimentação que deverá ocorrer em relação a determinada ação (Vidotto, Migliato, & Zambon, 2009). 1 Charles Henry Dow em 1887 desenvolveu a Teoria Charles Dow, que se baseia no desempenho do Índice Dow Jones Industrial e do Índice Dow Jones Transportation, menciona que o mercado está numa tendência ascendente/descendente se um destes indíces ultrapassar um importante máximo ou quebrar um minímo, repetitivamente, acompanhado ou seguido pelo outro. 3

13 Numa análise fundamental avalia-se a saúde financeira das empresas, projeta-se resultados futuros e determina-se o preço mais próximo do valor efetivo das ações. Para isso, os analistas, entre outros interessados, levam em consideração todos os fatores macroeconómicos e microeconómicos que influenciam o desempenho da empresa. Market timing é então uma previsão com base em ferramentas para perceber quais os melhores momentos para investir na bolsa. Fazendo uma analogia, se a previsão de tempo for de chuva, a tendência será ir buscar um chapéu de chuva antes de sair de casa. Um guarda-chuva mantém a pessoa protegida da chuva, de se molhar, enquanto que o market timing tenta impedir que o investimento que fez na bolsa de mercado não seja rentável (Gould, 2004). A questão de haver ou não o Market Timing poderá ser respondida com a seguinte pergunta: É possível prever o futuro? A resposta curta é "Não". Mas, no longo prazo, é possível realizar avaliações do mercado futuro e da atividade económica. Isto é, fazer várias suposições do que poderá acontecer com a informação que a pessoa detém. Sendo que a análise é subjetiva, os mesmos critérios podem levar a que vários investidores tomem decisões diferentes devido à sua visão de mercado e experiência. Para saber se o investimento irá ter rentabilidade, é comum usar-se o Market Timing para, pelo menos, ter uma ideia sobre onde o título será subvalorizado e quando intervir. Assim, com essa estratégia chegar-se-á ao que o investidor acredita serem intervalos possíveis de um bom investimento. Sendo que o bom investimento é designado aqui como a menor perda ou ganho possível que adveio da utilização do Market Timing. O benefício real de saber o que vai acontecer é que a decisão final de comprar/vender ou não investir em certo título é, obviamente, melhor do que se não tivesse essa informação, a probabilidade de perda era considerada com certeza mais elevada. 4

14 Esta estratégia tem defensores e opositores, opositores esses que defendem a utilização da estratégia Buy and Hold, o oposto do Market Timing. De acordo com Robert Shiller (Karmin & Sesit, 2002), o Market Timing é uma missão quase impossível para todos os que não são especialistas na matéria, não é uma ciência exata e é considerado até por especialistas uma estratégia irracional e ridicularizada. O Buy and Hold, defendido por Warren Buffett, menciona que sempre que haja uma boa empresa deve-se comprar o título e esperar até se conseguir obter uma boa rentabilidade, sendo muito fiável porque é uma empresa saudável onde se espera que o título possa aumentar ou diminuir mas nunca abaixo ou acima de certos valores. Segundo Edelman (2008), no seu livro The Lies About Money: Why You Need to Own the Portfolio of the Future refere-se ao estudo publicado na edição de fevereiro de 2011 do Jornal Financial Analyst em que a estratégia de Buy and Hold bate o Market Timing em 99,8% do tempo. Significando que em 1000 pessoas que usam a estratégia Market Timing, 2 delas têm sucesso, derrubando a hipótese de que a técnica Buy and Hold era eficaz a 100%. Assim, tendo em consideração esses 0,2% de sucesso, aspira-se perceber como atender a essa percentagem por meio do Market Timing, mais especificamente através dos períodos de bear and bull. O intuito deste estudo prende-se em perceber a melhor e mais prática metodologia a aplicar para conseguir prever pontos de mudança no mercado bolsista. 1. Mas quais são as técnicas mais utilizadas para retirar o máximo partido desta estratégia? 2. Será que existem ferramentas que ajudam à aplicação cuidada destes princípios? A resposta é sim. Este trabalho irá abordar algumas destas ferramentas de modo a poder tirar algumas ilações sobre a sua utilização e técnicas de abordagem. 5

15 2.2 Técnicas utilizadas para o market timing Para tirar partido das imperfeições do mercado é necessário utilizar técnicas e ferramentas especializadas que permitam obter ganhos que não se obteriam de outro modo. Assim, numa primeira fase surge a escolha da técnica a utilizar. Muitas vezes a escolha provém de uma maior facilidade em manusear certos tipos de ferramentas ou, por outro lado, pela clareza da informação e simplicidade da execução. Em termos gerais, excluindo o timing dos eventos empresariais, existem três formas para realizar o Market Timing que são conhecidas por day trading, análise bull and bear e arbitragem estatística. Muito brevemente, referente ao day trading, esta forma de investimento foca-se numa análise gráfica de alta frequência. Quanto à arbitragem estatística, esta baseia-se no aproveitamento da divergência entre dois títulos, onde os investidores apostam na convergência dos títulos independentemente da evolução do mercado, (estratégia neutra, pois não tem em conta as variações do mercado), lucrando duplamente com o investimento se feito e previsto corretamente. Por último, na análise bull and bear, identificam-se pontos de inversão; quando é que um título irá ser corrigido, isto é, numa situação hipotética em que o título está a baixar/subir a cotação no mercado, faz-se previsão do momento da possível subida/descida do mesmo. Segundo The Vanguard Group (Lauricella, 2009), os períodos de bear são todas as variações do preço do título, num período mínimo de 2 meses, abaixo dos 20% enquanto os períodos bull são variações acima dos 20%, tendo como referência o índice Down Jones Industrial Average (DJIA daqui para a frente). Quando se verifica que estamos num período de bull pretende-se então determinar quando é que irá ocorrer uma bolha especulativa, o chamado crash, no período de bull e assim sucessivamente quando estamos num período de bear. Quando a variação da cotação dos títulos é abaixo dos 5/7% designa-se por pull back, de 7% a 15%, market correction e quedas superiores a 50% são normalmente são acompanhadas por uma recessão como aconteceu em 1929 e 2008, nos Estados Unidos da América. 6

16 O nosso trabalho irá estar mais na análise bull and bear, uma vez que iremos estudar os pontos de inversão de uma série temporal do S&P 500 através de duas técnicas distintas, uma mais comum, e outra menos utilizada para este tipo de estudo, de modo a inferir sobre a utilização da segunda. 2.3 O ZIG-ZAG como Ferramenta na análise de pontos de inversão Existem inúmeras estratégias utilizadas para calcular pontos de inversão em séries temporais. Algumas têm capacidade de previsão e outras não. Entre elas, existe a técnica Zig Zag. Esta técnica é, sem dúvida, das mais utilizadas pelos investidores não institucionais. Assim, ela tem como grande vantagem ajudar o investidor/analista a compreender quando é que o mercado está num período de bear ou de bull e com base nessa análise proveniente de gráficos tomar a sua decisão de investimento. A ferramenta/técnica Zig Zag é uma ferramenta que conecta movimentos ascendentes e descendentes, alternados com uma variação de preço superior a uma percentagem pré-definida de preço (Leandro Martins, 2010). É uma técnica de metodologia simples onde se procura obter/antever pontos de mudança/inversão em séries temporais. Para ter a certeza de que é um ponto de mudança, é preciso ter pelo menos uma variação de 5% (filtra todas as pequenas variações de preços e só mostra os movimentos de 5% ou mais). Este indicador, o Zig Zag, inclui teoria de base muito significativa. Alguns exemplos mais complexos são as equações de Fibonacci, Andrews Pitchfork, Ondas de Elliot, entre outros. No final dos anos trinta, Alan Andrews desenvolveu uma técnica com base no que ele chamou de teoria "linha mediana". Esta técnica mais tarde evoluiu e ficou conhecida como Andrews Pitchfork, porque se assemelha à forma de uma forquilha (Ron Jaenisch, 2013). Segundo Dologa (2009), que publicou o livro Integrated Pitchfork Analisis Basic to Intermediate Level, a Técnica Pitchfork é uma ferramenta de tendência que consiste em três pontos e linhas. Há uma linha de tendência de média no centro com duas linhas de tendência paralelas equidistantes de cada lado. O primeiro ponto selecionado marca o início da linha mediana. Os pontos numero 2 e 3 definem a largura da área Pitchfork. O ponto 1 e 7

17 o ponto médio entre os pontos 2 e 3, como tal, a linha mediana começa no ponto 1, e divide os pontos 2 e 3. Estas linhas são desenhadas, selecionando três pontos, geralmente com base em movimentos altos ou baixos. Isto dá origem a reversões aquando os preços saem da área Pitchfork, o que exige que se calcule um novo conjunto de três pontos e consecutivamente três linhas de Pitchfork. No entanto, por vezes, a linha mediana precisa de ser ajustada de modo a estabelecer uma inclinação realista. Se as linhas paralelas são demasiado íngremes pode-se dar uma quebra das mesmas, se forem muito planas não será possível capturar a tendência (Greenblatt, 2011). Assim, o mais importante é criar a área que contém a ação do preço durante um período considerável. Na figura 1 apresentada abaixo (Fonte: stockcharts), o Pitchfork vermelho é muito íngreme, logo a tendência não reverteu quando os preços movidos abaixo da linha de tendência de baixa no final de abril. A alternativa era a base da linha mediana em meados do baixo dezembro. Isso cria um Pitchfork mais plano, que é mais realista para uma tendência de alta. Tal como acontece com as linhas de tendência normais, linhas de tendência íngremes são mais facilmente quebradas. A validade do Pitchfork azul foi confirmada quando os preços atingiram resistência na linha de tendência superior no início de abril e encontrou apoio na linha de tendência mais baixa no início de maio, para o caso considerado no gráfico de exemplo, como se analisa na figura 1. 8

18 Os preços devem alcançar a linha mediana numa base regular durante uma Figura 1 Série temporal com aplicação de Pitchfork, adaptado do stockcharts. tendência de alta ou baixa. O grau de inclinação da área depende da colocação dos três pontos de desenho, em particular o ponto 1, que é o início da linha mediana. Mesmo que um ponto geralmente comece com uma reação de alta ou baixa, às vezes é necessário ajustar o ponto 1 para assegurar um canal de preço realista. Infelizmente, não há regras rígidas para a colocação desse ponto. O fracasso em alcançar esta linha mostra a fraqueza subjacente que poderia prenunciar uma inversão da tendência (Jaenisch, 2012). Uma quebra acima da linha superior é um sinal de compra. Linhas inferiores estendem-se a partir do ponto 1 até ao ponto 2. Uma quebra abaixo da linha de limite inferior age como um sinal de venda. Na figura 2 mostra-se uma linha inferior estendendo-se a partir de julho de baixa e uma linha superior estendendo-se a partir da alta de novembro. 9

19 Além do estudo de Andrews Pitchfork, Leonardo Fibonacci, que foi um matemático que nasceu na Itália por volta de 1170, também fez pesquisas sobre os chamados números de Fibonacci. Estes números têm sido usados de modo a antecipar mudanças nas tendências de preços. Figura 3 - Série temporal com aplicação de Pitchfork, adaptado de stockcharts. Rodrigo Puga & Rodrigues em 2010, no livro Formação de Traders, escreveu sobre esses estudos de Fibonacci. Segundo ele, e como se observa na figuras 3 (Fonte: StockCharts), a metodologia dos arcos de Fibonacci consiste na criação de semicírculos que se estendem a partir de uma linha de tendência entre dois pontos extremos (normalmente um movimento ascendente ou descendente em determinado período, ou uma onda de Elliott). Três arcos são então desenhados, centrados no segundo ponto extremo, para que eles cruzem a linha de tendência para os números de Fibonacci de 38,2%, 50% e 61,8%. A extremidade superior da linha é considerada como 0%, se este é um movimento para cima e o ponto mais baixo, se este é um movimento descendente. A figura 3 mostra claramente uma linha de base azul desenhada a partir do início ao fim de uma tendência de subida. A tomada Figura 2 - Série temporal com aplicação dos arcos de Fibonacci, adaptada do StockCharts. 10

20 de decisão básica para essa técnica consiste no rompimento de uma dessas linhas desenhadas. Em 1202, Fibonacci publicou o livro Liber Abaci sobre os famosos números de que é conhecido. Em 2002, o livro foi traduzido para Inglês por Laurence Singler, Springer. Mais tarde, outros autores, como Alfred S. Posamentier, Ingmar Lehmann em 2007, tal como Maurício Zahn em 2011, publicaram os livros The Fabulous Fibonacci Numbers e Sequência de Fibonacci e o Número de Ouro, respetivamente. Esses famosos números de Fibonacci são uma sequência de números, em que cada número sucessivo é a soma dos dois números anteriores: 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55, 89, 144, 233, etc (Bureau, 2013). Estes números possuem um número intrigante de inter-relações, como o fato de um número dividido pelo número anterior aproximar-se de 1,618, por exemplo: 34/21 = 1, /34 = 1, /55 = 1,6181 Um número dividido pelo segundo maior número aproxima-se de 0,6180, dando o exemplo: 21/34 = 0, /55 = 0, /89 = 0,6179 O exemplo em cima demonstra a base para a retração de 61,8% de Fibonacci. Para a base da retração de 0,382, verifica-se que, um número dividido por mais dois números mais altos aproxima-se de 0,3820, segue o exemplo: 21/55 = 0, /89 = 0,

21 55 / = 144 = 3819 Além disso, observe que 1-0,618 = 0,382. Por último, a base de retração para 23,6%, menciona que um número dividido por mais três lugares mais altos aproxima-se de 0,2360, por exemplo: 13/55 = 0, /89 = 0, /144 = 0, /233 = 0,2361 Como outras ferramentas de análise de mercado, os estudos de Fibonacci não são infalíveis e deve ser combinado com outros indicadores de confiabilidade, para confirmar as mudanças ou tendências (Rodrigo Puga & Rodrigues, 2010). Contudo, se o preço está perto ou toca uma linha não significa necessariamente que a tendência irá inverter. Inspirado pela Teoria de Charles Dow e por observações encontradas, Elliott, foi mais além analisando a natureza fractal dos mercados e concluiu que o movimento do mercado de ações poderia ser previsto por meio da observação e identificação de um padrão repetitivo de ondas. A Teoria das Ondas de Elliott foi descoberta por Ralph Nelson Elliott em 1993 (Cortez, 2003). Fractais são estruturas matemáticas, que se repetem infinitamente quando vistas numa escala cada vez menor. Basicamente, os fractrais são estruturas que podem ser divididas em partes, em que cada uma é uma cópia muito semelhante do todo. Os matemáticos gostam de chamar esta propriedade de "auto-similaridade". Na década de 1980, Benoit Mandelbrot provou a existência dos fractais no livro "The Fractal Geometry of Nature". Mandelbrot reconheceu a estrutura fractal em numerosos objetos e formas da natureza. Mais recentemente, Mandelbrot descobriu a possibilidade de modelar o mercado financeiro através dos fractais (Jamieson, 2004). 12

22 Os números Fibonacci são a base matemática para a Teoria das Ondas de Elliott de Cada um dos ciclos que Elliott define são compostos de uma contagem total da onda que caem dentro da sequência de números de Fibonacci. Praticantes da onda Elliott utilizam a determinação da contagem de onda em conjugação com os números de Fibonacci para prever o tempo de duração e amplitude de movimentos futuros no mercado que variam entre minutos e horas a anos e décadas (Beckhman, 2014). Elliot identificou as características específicas de cada padrão de onda e fez previsões detalhadas dos próximos movimentos da bolsa de valores baseadas nos padrões que ele tinha previamente encontrado. Isolou padrões de movimentos, ou ondas, que aparecem nos valores dos preços das ações e que são repetitivos em forma, mas não necessariamente repetitivos no tempo e em amplitude. Ele nomeou, definiu e ilustrou estas ondas. Descreveu como estas estruturas se juntam para formar versões maiores dos mesmos padrões e como estes, por sua vez se ligam para formar novos modelos, semelhantes aos anteriores só que de maior tamanho, e, assim por diante. É isto, que caracteriza a natureza fractal do princípio de Elliott. Nesta teoria existem duas ondas, um padrão de cinco ondas de impulso na direção da tendência principal e um padrão de correção de três ondas contra a tendência principal, isto é, um padrão de onda

23 Na figura 4, apresentam-se as 5 ondas designadas de impulso. Em que a onda 1,3 e 5 são ascendentes e a 2 e 4 descendentes. Haverá sempre uma dessas ondas mais comprida do que as outras que Elliot menciona ser frequentemente a quinta onda. Figura 4 - Série temporal de 5 ondas de impulso. Após as 5 ondas, inicia-se o padrão ABC. Isto é, a tendência das cinco ondas são corrigidas por três ondas subsequentes, como se verifica na figura 5. Figura 5 - Série temporal de 5 ondas impulso e 3 de correção. 14

24 Figura 6 - Série temporal de um movimento inicial descendente. Só porque temos usado o mercado de alta como principal exemplo, não significa que a Teoria Elliott Wave não funcione em mercados de baixa. O padrão de onda 5-3 pode estar assim, como se exemplificada na figura 6. Segundo Elliot, existem vinte e um padrões de correção de ABC que vão do mais simples ao mais complexo. Por exemplo, existe o movimento de formação Zig Zag, é um movimento muito íngreme no preço que vai contra a tendência predominante. A onda B é geralmente a menor comparada às ondas A e C, como se observa na figura 7. Este padrão de Zig Zag pode acontecer duas ou até três vezes numa correção (2-3 padrões Zig Zag ligados entre si). Tal como todas as outras ondas, cada uma delas no padrão Zig Zag podem ser divididas em padrões de cinco ondas. Figura 7 - Série temporal em zigzag. 15

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