01 GRUPO MARTIFER Mensagem do Conselho de Administração Destaques Principais Indicadores Financeiros Principais Acontecimentos 02 ENQUADRAMENTO

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2 01 GRUPO MARTIFER Mensagem do Conselho de Administração Destaques Principais Indicadores Financeiros Principais Acontecimentos 02 ENQUADRAMENTO Atividade Presença Internacional Histórico Envolvente de Mercado 03 DESEMPENHO FINANCEIRO Análise de Resultados Consolidados Proveitos Operacionais EBITDA e Resultado Líquido Investimento Consolidado Análise da Estrutura de Capital Consolidada 04 ANÁLISE POR SEGMENTO Construção Metálica RE Developer Solar 05 DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS 06 COMPORTAMENTO DA AÇÃO MARTIFER 07 PERSPETIVAS FUTURAS 08 PRINCIPAIS RISCOS Riscos Financeiros Riscos Operacionais Riscos Jurídicos 09 PROPOSTA DE APLICAÇÃO DE RESULTADOS 10 OUTRAS INFORMAÇÕES 2 RELATÓRIO E CONTAS 2014

3 11 DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS 12 NOTAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS 13 DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS 14 NOTAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS RELATÓRIO E CONTAS

4 Nota: Este relatório adota o novo acordo ortográfico. 4 RELATÓRIO E CONTAS 2014

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6 6 RELATÓRIO E CONTAS 2014

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8 01 GRUPO MARTIFER MENSAGEM DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas, Os últimos anos, e sobretudo o ano de 2014, foram especialmente difíceis para as empresas do setor de construção e, em particular, para a Martifer. No entanto, temos tomado medidas para superar as dificuldades atravessadas ao longo dos últimos anos. Em 2014, continuámos a concretizar a estratégia de venda de ativos não core, tendo sido materializada a venda da participação na Nutre e iniciado o processo de venda da Martifer Solar que esperamos concluir durante Na área de Construção Metálica, em 2014: Reforçámos os capitais próprios; Dotámos o Grupo, através da West Sea, de uma infraestrutura que permite perseguir novas oportunidades no segmento naval; Entrámos num novo mercado, a Argélia, com a conquista do projeto Djelfa ; Na área de RE Developer: Concretizámos a venda da Rosa dos Ventos, no Brasil, e assinámos um acordo de venda condicional do Parque Eólico de Gizalki, na Polónia ao Grupo Ikea; Demos um novo fôlego ao projeto Ventinveste com o financiamento obtido para o projeto Âncora. Tendo em conta os passos dados ao longo do ano, estamos mais focados e concentrados nos principais objetivos definidos na estratégia do Grupo: Reforço da presença internacional com enfoque em três geografias core (Europa e Médio Oriente, África e América Latina) e em oportunidades atrativas em mercados com rentabilidade acima da média; Focalização no negócio core de construção metálica (construção metalomecânica, alumínio e vidro, infraestruturas para oil & gas e indústria naval); Adoção de um novo modelo organizacional: Redimensionamento e adequação da estrutura em linha com o reforço da presença internacional; Melhoria dos processos de negócio e da eficiência operacional; Desenvolvimento e retenção dos recursos humanos; Otimização do footprint industrial e ajustamento dos layouts produtivos; Melhoria da situação financeira e da dívida do Grupo: Desinvestimento nos negócios não core e alienação de ativos imobiliários; Redução de cash costs, através de um programa de otimização da estrutura de custos e do fundo de maneio; Redução gradual da dívida e do rácio dívida/ebitda; Adequação da maturidade de inflows da atividade operacional e (des) investimento aos outflows da atividade de financiamento. Acreditamos que a estratégia que temos definida irá levar, no futuro, a uma melhoria da rentabilidade do Grupo. Caro stakeholder, agradecemos, uma vez mais, a confiança depositada. 8 RELATÓRIO E CONTAS 2014

9 DESTAQUES Total de Proveitos Operacionais de 226 M dos quais 201 M na Construção Metálica e 25 M na RE Developer Total de Proveitos Operacionais no 4T2014 com um crescimento de mais de 50 % face ao 3T2014 EBITDA de 6 M, o que corresponde a uma margem EBITDA consolidada de 3 % Resultado Líquido das atividades continuadas fortemente influenciado por reforço de provisões e imparidades (39 M ), bem como, encargos financeiros (30 M ) Resultado Líquido Consolidado atribuível ao Grupo de -94 M muito penalizado pelo resultado líquido de atividades descontinuadas de -31 M, e pelo reforço de provisões e imparidades Redução da Dívida Líquida Consolidada para 283 M, uma redução de 53 M face a 2013 PRINCIPAIS INDICADORES FINANCEIROS M dez-14 dez-13 Var. (%) Proveitos Operacionais 225,8 319,9-29% EBITDA 6,0 15,7-62% Margem EBITDA 3% 5% -2,3 pp Amortizações e depreciações -14,6-14,3-2% Provisões e perdas de imparidade -38,6-28,3-37% EBIT -47,3-26,9-76% Margem EBIT -21% -8% -12,5 pp Resultados financeiros -19,4-34,4 44% Resultados antes de impostos -66,7-61,2-9% Impostos -4,9-3,6-35% Resultados depois de impostos de atividades continuadas -71,5-64,8-10% Resultados de atividades descontinuadas -65,2-5,9 <-100% Atribuível a interesses não controlados -34,4-1,7 <-100% Atribuível ao Grupo -30,7-4,2 <-100% Resultado líquido do exercício -136,7-70,8-93% Atribuível a interesses não controlados -43,2-1,8 <-100% Atribuível ao Grupo -93,5-69,0-36% Resultado por ação -0,957-0,705-36% RELATÓRIO E CONTAS

10 M Capex RLE EBITDA Proveitos Operacionais PRINCIPAIS ACONTECIMENTOS JANEIRO 2014 West Sea assina contrato para a Subconcessão dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo No âmbito de um concurso público internacional, foi adjudicada ao consórcio formado pela Martifer Energy Systems e pela Navalria, sociedades integrantes do grupo Martifer, a Subconcessão da Utilização Privativa do Domínio Público e das Áreas Afetas à Concessão Dominial atribuída à Sociedade Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC). O grupo Martifer, através da sua nova subsidiária West Sea Estaleiros Navais, Lda., pretende desenvolver a sua atividade no mercado nacional e internacional e implementar um projeto de construção e reparação naval, no âmbito do qual se prevê a criação de cerca de 400 novos postos de trabalho ao longo dos próximos 3 anos. Com esta subconcessão, o Grupo aumenta a sua capacidade de construção e reparação naval. A assinatura do contrato decorreu em janeiro de Martifer Solar USA INC e Martifer Aurora Solar LLC iniciaram voluntariamente um processo nos termos do Chapter 11 No dia 21 de janeiro as sociedades participadas Martifer Solar USA INC e Martifer Aurora Solar LLC iniciaram voluntariamente um processo nos termos do Chapter 11 (US Bankrupcy Code). 10 RELATÓRIO E CONTAS 2014

11 FEVEREIRO 2014 Martifer Renewables conclui venda da Rosa dos Ventos No dia 27 de fevereiro, a Martifer Renewables concluiu, através da sua subsidiária Martifer Renováveis Geração de Energia e Participações, S.A. controlada a 55 %, a venda de 100 % das ações da empresa da Rosa dos Ventos Geração e Comercialização de Energia, SA pelo valor total $R70,3m à empresa brasileira CPFL. A Rosa dos Ventos Geração e Comercialização de Energia, SA é a empresa detentora de parques eólicos com capacidade de produção de 14,7 MW de energia. A venda tinha sido acordada entre as partes envolvidas a 18 de junho de MARÇO 2014 Martifer conclui dois novos navios para a Douro Azul A Navalria, subsidiária da Martifer Metallic Constructions, concluiu, em março, a construção dos navios-hotel Viking Hemming e Viking Torgil, para a empresa Douro Azul. Os navios, que irão operar como cruzeiros no rio Douro, foram construídos no prazo de um ano e contam com uma característica distintiva: uma proa arredondada, que torna possível a criação de um deck exterior com capacidade para 42 passageiros. ABRIL 2014 Martifer Metallic Constructions reforça capitais próprios A Martifer Metallic Constructions reforçou, através dos acionistas de referência da Martifer SGPS, os capitais próprios em cerca de 28 milhões de euros. Martifer Solar e Adenium Energy com PPA para parque fotovoltaico na Jordânia A Martifer Solar e a Adenium Energy Capital celebraram um Acordo de Compra de Energia (PPA Power Purchase Agreement) com a utility nacional da Jordânia, NEPCO (National Electric Power Company), para um parque fotovoltaico de 10 MW. A Martifer Solar foi selecionada como developer principal do projeto e ficará encarregue dos serviços de EPC (Engineering, Procurement and Construction). Após a ligação à rede, a Martifer Solar será responsável pelos serviços de Operação e Manutenção (O&M). O projeto será desenvolvido com a Adenium Energy Capital, que irá financiar o projeto com um valor total de cerca de USD $26 milhões. Martifer Solar conclui construção de portefólio fotovoltaico de 78,4 MW para a Lightsource Renewable Energy no Reino Unido A Martifer Solar concluiu a construção de um portefólio fotovoltaico de 78,4 MW no Reino Unido. O cluster é constituído por cinco parques fotovoltaicos localizados nas regiões de Cambridgeshire, Devon, Nottingham e Swindon tendo sido construído para a Lightsource Renewable Energy. RELATÓRIO E CONTAS

12 Assembleia Geral Anual da Martifer SGPS, S.A. Em 28 de abril de 2014 ocorreu a Assembleia Geral Anual da Martifer SGPS, S.A., com a participação de 79,85 % da totalidade do seu capital social, tendo sido aprovadas por unanimidade todas as propostas da Ordem de Trabalhos constante da convocatória. MAIO 2014 WEST SEA toma posse do Estabelecimento da Subconcessão Em 2 de maio de 2014, a sociedade West Sea - Estaleiros Navais, Lda, integrante do grupo Martifer tomou posse do Estabelecimento da Subconcessão no âmbito da Subconcessão da Utilização Privativa do Domínio Público e das Áreas Afetas à Concessão Dominial atribuída à Sociedade Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC). JUNHO 2014 Martifer Renewables celebra acordo de venda condicional do parque eólico de Gizalki ao Grupo Ikea Foi celebrado um acordo de alineação condicional, no âmbito do qual o grupo IKEA irá financiar o desenvolvimento do parque eólico de Gizalki (36 MW), na Polónia, que está pronto a ser construído (ready-to-build). A venda do projeto Gizalki será apenas concluída após a sua construção e ligação à rede. A venda destes ativos enquadra-se na política de rotação de ativos, implementada pela equipa de gestão da Martifer Renewables, área de negócio de RE Developer do grupo Martifer. JULHO 2014 Maioria dos ativos da Martifer Solar USA INC vendidos à BayWa No dia 1 de julho, as dinâmicas do processo de Chapter 11, iniciado pela Martifer Solar USA INC em janeiro, conduziram a que o tribunal do Nevada aprovasse a venda da maioria dos ativos da Martifer Solar USA, Inc. à proponente BayWa por 7,6 milhões de USD. O produto da venda está enquadrado com o book value dos ativos. Martifer Solar completa 8 MW na Ucrânia A Martifer Solar construiu um novo parque PV de 8 MW, denominado Shargorod, na região de Vinnytsia, na Ucrânia. Ventinveste SA assina acordo com Ferrostaal GmbH Em Julho de 2014 foi constituída a sociedade Âncora Wind Energia Eólica, S.A. que visa concretizar a parceria entre a Ventinveste, S.A. e a Ferrostaal, GmbH para o desenvolvimento de projetos eólicos num total de 171 MW no âmbito do consórcio Ventinveste, estando previsto o início da construção após o financial closing, que se perspetiva para o final de RELATÓRIO E CONTAS 2014

13 AGOSTO 2014 Martifer SGPS acorda transmissão da participação na Nutre SGPS A Martifer SGPS decidiu, no primeiro semestre, proceder à venda da participação que detinha na Nutre, SGPS, SA. tendo no início do terceiro trimestre acordado, no âmbito de uma proposta de investimento nessa sociedade apresentada pelo grupo Orchadia, S.A., a transmissão daquela participação. A concretização da operação está sujeita ainda ao cumprimento de diversas condições, (incluindo, entre outras, decisões de Autoridades Governamentais). O valor da transmissão está em linha com o valor do investimento financeiro. SETEMBRO 2014 Martifer SGPS decide focalizar atividade do grupo na construção metálica (Estruturas metálicas, Fachadas em alumínio e vidro, Infraestruturas para Oil & Gas e Indústria naval) A Martifer SGPS decidiu, em setembro, focalizar a atividade do Grupo na construção metálica (Estruturas metálicas, Fachadas em alumínio e vidro, Infraestruturas para Oil & Gas e Indústria naval) e dar cumprimento ao plano ativo de venda da participação de 55 % detida na Martifer Solar. Sendo a venda altamente provável os ativos e passivos da Martifer Solar foram classificados como ativos não correntes detidos para venda e passivos associados aos ativos não correntes detidos para venda, respetivamente, sendo o resultado líquido da Martifer Solar apresentado como resultado de unidades descontinuadas. DEZEMBRO 2014 Ventinveste SA assegura financiamento de 175 milhões de euros para 171,6 MW de energia eólica A Ventinveste assegurou financiamento para a construção de 171,6 MW de energia eólica em Portugal e a entrada em vigor dos contratos para a construção do projeto Âncora, uma parceria estabelecida entre a Ventinveste, SA e a Ferrostaal GmbH. O financiamento de 175 milhões de euros foi assegurado com um sindicato bancário constituído pelos bancos BPI, ING e Santander. A construção dos quatro parques eólicos terá início em dezembro de 2014, prevendo-se que os parques estejam totalmente operacionais no final de Martifer vende 49 % da Nutre A Martifer concluiu a venda da participação de 49 % na subsidiária Nutre, SGPS, S.A. ( Nutre ) à CERES AGRICULTURE HOLDINGS COӦPERATIEF U.A., por 19,6 milhões de euros, dando assim continuidade ao processo de venda dos ativos não core. West Sea assina o primeiro contrato de construção naval A DouroAzul assinou com a West Sea o contrato de construção de um novo navio-hotel para realizar cruzeiros turísticos no Douro, Viking Osfrid, cuja construção começou no início de 2015, prevendo-se que possa estar concluído antes do final do ano. Martifer entra na Argélia com um projeto no setor energético A Martifer Metallic Constructions conquistou um projeto na Argélia, um mercado em grande expansão no setor da construção metálica. Trata-se da construção do refrigerador de uma central termoelétrica a gás, localizada em Djelfa. RELATÓRIO E CONTAS

14 EVENTOS SUBSEQUENTES Desde a data de referência das contas não ocorreram factos que que afetem a informação financeira divulgada. 14 RELATÓRIO E CONTAS 2014

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16 02 ENQUADRAMENTO ATIVIDADE A Martifer iniciou a sua atividade em 1990, no setor das estruturas metálicas. Desde 2014, como consequência da focalização estratégica dos negócios, a Martifer concentrou a sua atividade no setor de Construção Metálica controlada pela Martifer - S.G.P.S., S.A.. O Grupo desenvolve também outras atividades e gere participações financeiras: RE Developer promoção e desenvolvimento de parques eólicos (Martifer Renewables) e Martifer Solar, considerada desde setembro de 2014 como um ativo detido para venda. HOLDING A Martifer - S.G.P.S., S.A. é a holding do Grupo. Com as adaptações ao modelo de governance incrementadas no decurso do ano de 2012, a Martifer - S.G.P.S., S.A. posiciona-se como uma Sociedade Gestora de Participações Financeiras, estabelecendo e definindo regras e políticas de Grupo e monitorizando as atividades das Áreas de Negócio, às quais foi atribuído um maior grau de independência e poder de decisão. As áreas de negócio atuam de forma autónoma, seguindo as orientações estratégicas aprovadas a nível da holding, com base em orçamentos e planos de negócio anuais aprovados pelos administradores executivos da Martifer. No final do ano, a holding e os serviços de suporte contavam com 50 colaboradores. CONSTRUÇÃO METÁLICA A Martifer Metallic Constructions é um player reconhecido globalmente no setor. A empresa está focada em três grandes polos geográficos: Europa e Médio Oriente, África e América Latina, e conta com unidades industriais que lhe permitem, a partir destes polos, construir os projetos mais complexos em locais tão diversificados como, por exemplo, a Amazónia, no Brasil e Jeddah, na Arábia Saudita. As suas unidades industriais estão localizadas em Portugal, na Roménia, em Angola, em Moçambique (em parceria), no Brasil e na Argélia (em parceria). Esta área de negócio centra a sua estratégia de desenvolvimento na diferenciação pela qualidade da engenharia e vocação para projetos de grande complexidade. A Martifer Metallic Constructions espera seguir uma estratégia direcionada recorrendo a parcerias com empresas de segmentos complementares, que lhe permitam não só oferecer soluções mais completas, mas também ganhar uma maior dimensão, principalmente no panorama internacional. Fornece soluções globais e inovadoras de engenharia, nomeadamente nos segmentos de construção metalomecânica, alumínio e vidro, infraestruturas para Oil & Gas e indústria naval (através das subsidiárias Navalria e West Sea). Esta atividade industrial e comercial conta com uma capacidade de produção que lhe permite realizar projetos em vários continentes, sendo que, no final de 2014, contava com colaboradores. 16 RELATÓRIO E CONTAS 2014

17 RE DEVELOPER A Martifer Renewables atua como um developer de energias renováveis, principalmente no desenvolvimento de parques eólicos. Mais do que acumular MWs em exploração, a estratégia da Martifer Renewables assenta numa rigorosa utilização de capitais no desenvolvimento e construção de projetos, tendo implementado uma política de rotação de ativos que pode incidir em ativos que estejam em processo de desenvolvimento, construção ou operação. Esta área de negócio tem atualmente 49 MW de parques solares e eólicos em operação e com contribuições para os Proveitos Operacionais localizados em Espanha e na Roménia. Em Portugal, a empresa controla 50 % de parques eólicos em operação com capacidade de 31 MW, que contribuem para os resultados através de equivalência patrimonial. Em 2014, a Martifer Renewables, através da sua participada Ventinveste, celebrou uma parceria para a construção de 171,6 MW de projetos eólicos em Portugal e acordou a venda do projeto Gizalki, na Polónia, com 36 MW. Desde a sua criação, foram desenvolvidos e construídos mais de 250 MW de ativos renováveis em várias geografias. Seguindo a sua estratégia de asset rotation, esta área teve como parceiros, nos últimos projetos vendidos, empresas de destaque como o IKEA na Polónia ou o Banco Santander e a CPFL no Brasil. Esta área de negócio contava com 35 colaboradores no final do ano e está presente em cinco países: Portugal, Espanha, Roménia, Polónia e Brasil. SOLAR A Martifer Solar desempenha atualmente um papel de liderança na indústria fotovoltaica, devido à sua capacidade de adaptação a um setor em constante mudança e uma experiência comprovada assente na utilização de tecnologia de vanguarda, em qualificações técnicas avançadas e numa equipa competente e motivada. As principais atividades desta área são o desenvolvimento de projetos fotovoltaicos, a instalação de projetos EPC (Engenharia, Procurement e Construção), serviços de O&M especializados e Distribuição de equipamentos PV, através da sua subsidiária MPrime. A Martifer Solar atua em todos os segmentos de mercado: projetos em solo, coberturas, BIPV, micro e minigeração e off-grid. Em operação desde 2006, a Martifer Solar continua a expandir-se internacionalmente, iniciando atividade em novos países. A Martifer Solar está presente em mais de 20 países na Europa, em África, na Ásia e Médio Oriente, na América do Norte e na América do Sul. A Martifer Solar participou na implementação de mais de 560 MW de energia solar fotovoltaica em todo o mundo. Esta área de negócio contava com 304 colaboradores no final de Em setembro de 2014, o Grupo passou a classificar o segmento de negócio Solar (composto pela Martifer Solar, SA e suas participadas) como um ativo não corrente detido para venda. Esta alteração resultou do facto de estar em execução um plano de venda do interesse económico (atualmente de 55 %) do grupo Martifer na Martifer Solar. RELATÓRIO E CONTAS

18 Em suma, atualmente o Grupo está organizado da seguinte forma: 18 RELATÓRIO E CONTAS 2014

19 PRESENÇA INTERNACIONAL RELATÓRIO E CONTAS

20 HISTÓRIA 1990 Em fevereiro de 1990, a Martifer é constituída como sociedade por quotas, com um capital social de aproximadamente euros (4 500 mil escudos) e sede na Zona Industrial de Oliveira de Frades, que se mantém até aos dias de hoje. No final do primeiro ano de atividade, a Martifer contava com 18 colaboradores e um volume de negócios de 240 mil euros A 26 de maio, a empresa, já com mais de 100 colaboradores, é transformada em sociedade anónima alterando a sua estrutura acionista. O capital social da empresa passou a ser detido pela MTO SGPS (atualmente I M SGPS) e pela ENGIL SGPS. Em Portugal decorre a Expo 98, com a participação da Martifer em várias obras, como a torre Vasco da Gama Em novembro, a Martifer dá início ao processo de internacionalização para Espanha, com o objetivo de se afirmar como uma das empresas de referência na construção metálica daquele país A Martifer cria a sua segunda fábrica em Portugal, localizada em Benavente, para dar resposta à construção dos estádios do Euro Em fevereiro de 2003, a Martifer continua com o processo de internacionalização com a criação de uma unidade industrial em Gliwice, na Polónia. Esta entra em laboração no 2.º semestre de Em fevereiro, a Martifer inicia a atividade no setor dos equipamentos para energia renovável, através da Martifer Energia. Esta empresa dedica-se ao fabrico de torres metálicas para aerogeradores eólicos e está instalada na Zona Industrial de Oliveira de Frades. Em novembro, é criada a Martifer SGPS, S.A., que tem como objetivo gerir as participações sociais das empresas do grupo Martifer. 20 RELATÓRIO E CONTAS 2014

21 2005 A atividade de estruturas metálicas alarga o seu mercado de atuação na Europa Central, abrindo delegações na Roménia, República Checa, Eslováquia e Alemanha. Iniciam-se investimentos na área da Agricultura e de Biocombustíveis na Roménia. A Martifer passa a ser um dos acionistas de referência da alemã REpower Systems AG, um dos maiores produtores mundiais de equipamentos para a energia eólica, terminando o exercício com uma participação financeira de 25,4 %. Em junho é constituída a REpower Portugal, tendo em vista o mercado de construção de parques eólicos, assistência e assemblagem de aerogeradores. Em agosto, o grupo Martifer cria mais uma sociedade, denominada de M Energy (hoje, Martifer Renewables) com o principal propósito de centralizar a gestão de todas as atividades na área da promoção de energias renováveis Em março, através do consórcio Ventinveste, a Martifer entrega a candidatura ao concurso para atribuição de licenças para a produção de energia eólica em Portugal. Em maio, dá-se a constituição da Martifer Solar, com objeto social de projeto, conceção, fabrico e instalação de painéis solares. No final do ano, a Martifer recebe o 1.º prémio de excelência pela promoção de novas áreas de investimento e negócio, atribuído pela Câmara de Comércio e Indústria da Roménia Em fevereiro, a Martifer, aliada ao grupo indiano Suzlon, lança uma OPA sobre a REpower. O consórcio passa a controlar 56,93 % da empresa e, fruto do acordo realizado entre a Areva e a Suzlon, passou a controlar 87,1 % dos direitos de voto da REpower. A Martifer acorda vender a sua participação na REpower à Suzlon em 2009 por 270 milhões de euros. O consórcio Ventinveste - constituído pela Martifer, Galp Energia, Enersis, a Efacec e REpower Systems AG - obteve o primeiro lugar da "Fase B do concurso público lançado pelo governo Português para a atribuição de 400 MW de capacidade de injeção e dos respetivos pontos de receção associados à produção de energia elétrica em centrais eólicas. Em junho, concluiu-se a oferta pública inicial da Empresa (IPO). A Empresa recolheu 199 milhões de fundos através de uma oferta de 25 milhões de ações, que foram colocadas no ponto máximo do intervalo de preços, 8,00 por ação. Após o IPO, a Empresa contava com 65 mil novos acionistas. A Martifer Solar formalizou o contrato com a Spire Corporation para o fornecimento chave na mão da linha automatizada de produção de módulos fotovoltaicos com capacidade anual de 50 MW. O Grupo foi ainda distinguido com o prémio "Organic Grower of the Year 2007 pela A.T. Kearney "Global Growth Assessment. RELATÓRIO E CONTAS

22 2008 A Martifer Energy Systems adquire a Navalria. O valor da aquisição ascendeu a 4,7 milhões de euros. O Presidente e o Vice-Presidente da Martifer, Carlos Martins e Jorge Martins, respetivamente, foram os vencedores da segunda edição nacional do prémio atribuído pela Ernst & Young, Entrepreneur of the Year Teve início a produção nas unidades industriais de assemblagem de aerogeradores, de componentes para parques eólicos e de módulos fotovoltaicos A Martifer e a Hirschfeld criam uma Joint Venture para a produção de componentes para energia eólica nos EUA. A fábrica de construções metálicas em Angola ( toneladas de capacidade) inicia a produção no segundo semestre do ano. A Martifer Renewables ultrapassa os 100 MW de capacidade instalada em maio e, já no final do ano, vence 217,8 MW no primeiro leilão eólico realizado no Brasil. Em outubro, o Grupo adota um novo modelo de governo: Carlos Martins assume funções de chairman, Jorge Martins funções de CEO e Mário Couto é nomeado CFO Em março, a Martifer procedeu à alienação de 11 % na Prio Foods e Prio Energy pelo valor de 13,75 milhões de euros, reduzindo, desta forma, a sua participação de 60 % para 49 % do capital social, naquelas empresas e nas respetivas subsidiárias. Ainda nesse mês, a subsidiária Martifer Metallic Constructions adquire 45 % do capital social da Martifer Alumínios à HSF SGPS, passando a deter a totalidade do capital da empresa. Em abril, a Martifer Solar aumenta o seu capital social para 50 milhões de euros, de forma a responder às necessidades de investimento da empresa, fortalecendo a sua estrutura de capital. Em setembro e outubro, a Martifer Solar finaliza a construção dos dois maiores parques fotovoltaicos do continente africano, localizados em Cabo Verde, nas ilhas do Sal e de Santiago. Já no final do ano, e no seguimento da política de rotação de ativos implementada na Martifer Renewables, o Grupo vende os parques que detinha na Alemanha, Bippen e Holleben, com 53,1 MW de capacidade instalada. Ainda em dezembro, a Martifer Solar celebra um acordo com a EDP para a alienação de 60 % da Home Energy. 22 RELATÓRIO E CONTAS 2014

23 2011 A Martifer torna-se numa multinacional com mais de colaboradores em todo o mundo, focada essencialmente em duas áreas de negócio: construção metálica e solar. O Grupo aumentou a sua exposição a mercados fora da europa, com a entrada em mercados promissores. Na construção metálica, destacou-se, no primeiro semestre do ano, o início da construção da fábrica de estruturas metálicas num dos mercados com maior potencial de crescimento para os próximos anos: o Brasil. Na solar, assistimos à adjudicação do primeiro projeto de energia solar fotovoltaica na Índia, em junho. Em fevereiro, e seguindo a orientação estratégica do Grupo de focalização nas suas atividades core, a Martifer vendeu a sua participação de 50 % na REpower Portugal à REpower Systems AG é o ano do pleno funcionamento da fábrica da Martifer Metallic Constructions no Brasil. Com capacidade para produzir toneladas de estrutura metálica por ano, esta fábrica visa dar resposta aos grandes projetos da empresa no Brasil. A Martifer Solar conquista o seu primeiro projeto no Brasil: uma instalação fotovoltaica de 300 kw numa fábrica do grupo General Motors em Joinville, no estado de Santa Catarina. A empresa continuou, também, o seu processo de internacionalização com a entrada na Ucrânia, na Roménia e no México Em 2013, a Martifer Solar constrói o maior parque PV da América Latina (30 MW), no México. A empresa foi responsável pela engenharia, fornecimento e construção do parque, e ficou também encarregue dos posteriores serviços de Operação e Manutenção (O&M). A Martifer Renewables concluiu o terceiro parque eólico na Polónia (Rymanów) para o Grupo Ikea. O parque, com 26 MWp, foi inaugurado em junho. Em novembro, no âmbito de um concurso público internacional, foi adjudicada à Martifer Energy Systems e à Navalria, subsidiárias do grupo Martifer, a subconcessão dos terrenos e infraestruturas dos ENVC. RELATÓRIO E CONTAS

24 2014 No início do ano, a Martifer assina o contrato de subconcessão dos terrenos e infraestruturas dos antigos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC). É em maio que a West Sea, empresa criada pela Martifer para assumir a subconcessão, começa a laborar em Viana do Castelo. Já no final do ano, a West Sea assina o primeiro contrato para construção naval. Ainda em 2014, o Brasil recebe o Campeonato Mundial de Futebol, com a Martifer Metallic Constructions a participar na construção de três estádios: Arena Fonte Nova (Salvador da Bahía), Arena Castelão (Fortaleza) e Arena da Amazônia (Manaus). Também a Martifer Solar esteve presente neste evento, com a construção da cobertura solar fotovoltaica do Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte. 24 RELATÓRIO E CONTAS 2014

25 ENVOLVENTE DE MERCADO ECONOMIA GLOBAL Crescimento Económico As mais recentes previsões para o crescimento económico global apontam para um crescimento superior em 2015 do que para 2014, 3,5 % contra 3,3 % observados ao longo do último ano. Contudo, é flagrante a distinção, em termos de evolução, entre os países desenvolvidos e emergentes, onde de um lado encontramos as economias emergentes a contribuírem de forma significativa para o crescimento mundial, e por outro, as restantes que apresentam crescimentos menos robustos. De facto, contrastando com a estagnação evidente na União Europeia, os países emergentes e os Estados Unidos apresentam crescimentos fortes e consistentes. Estes países revelam-se desta forma como sendo a principal oportunidade, quer para o crescimento, quer para o desenvolvimento de novos projetos. RELATÓRIO E CONTAS

26 O cenário atual, fortemente marcado pela queda dos preços do setor da energia, bem como das restantes commodities, leva a uma segunda e importante distinção: países importadores e exportadores de matérias-primas. Os países importadores beneficiam de preços relativamente mais baratos, contra países exportadores que, com preços mais baixos, reduzem as suas receitas totais. Tendo este facto em consideração, as economias desenvolvidas, nomeadamente a União Europeia, têm interesse em promover políticas que aumentem a sua competitividade comercial face ao resto do mundo. De facto, as políticas levadas a cabo pelo BCE têm exercido fortes pressões sobre a moeda única, que em 2014 depreciou 11 % (face ao dólar). A depreciação da moeda é um importante estímulo às exportações uma vez que permite às economias serem mais competitivas, apresentando termos de troca relativamente mais baratos do que numa situação oposta. Aliado a isto, a tendência decrescente dos preços das matérias-primas também reduz o nível de recursos necessários para a importação. O Banco Central Europeu baixou, também em 2014, as taxas de juro para mínimos históricos, o que para o setor empresarial consiste numa redução significativa dos custos de financiamento, sendo uma oportunidade para realizar novos empreendimentos e projetos que poderiam ser inacessíveis até então. Em síntese: 1. Depreciação do euro em perspetiva para Taxas de juro de referência em mínimos históricos. 3. Queda do preço do petróleo para mínimos de Previsão de crescimento para Portugal de 1,5 %. 5. Renegociação de dívidas soberanas de países europeus em dificuldade, nomeadamente a Grécia, que reduzirá a instabilidade quanto ao futuro da moeda única e deixará de exercer pressões negativas no mercado, por exemplo, quanto às yields das dívidas emitidas. 6. Saída da troika de Portugal, tendo o país alcançado resultados positivos durante todo o programa de ajustamento. 7. Previsão otimista para a inflação de 1,1 %, o que leva a crer que as tensões deflacionistas serão ultrapassadas em 2015, bem como uma redução substancial do desemprego, que tem vindo a diminuir de forma gradual desde As Bond Yields caíram para mínimos históricos, com os investidores a regressarem à dívida soberana. 26 RELATÓRIO E CONTAS 2014

27 Indicadores Globais ( e) f 2015e PIB, Var. % anual EUA 3,0% 1,8% 2,3% 2,2% 2,2% 3,1% Zona Euro 1,9% 1,5% -0,7% -0,4% 0,8% 1,3% Alemanha 3,7% 3,3% 0,7% 0,5% 1,4% 1,5% Portugal 1,9% -1,3% -3,2% -1,4% 1,0% 1,5% Inflação, Var. % anual EUA 1,6% 3,1% 2,1% 1,5% 2,0% 2,1% Zona Euro 1,6% 2,7% 2,5% 1,3% 0,5% 0,9% Alemanha 1,2% 2,5% 2,1% 1,6% 0,9% 1,2% Portugal 1,4% 3,6% 2,8% 0,4% 0,0% 1,1% Taxa de Desemprego, Var. % anual EUA 9,6% 8,9% 8,1% 7,4% 6,3% 5,9% Zona Euro 10,1% 10,2% 11,3% 11,9% 11,6% 11,2% Alemanha 7,1% 6,1% 6,8% 5,3% 5,3% 5,3% Portugal 10,8% 12,7% 15,7% 16,2% 14,2% 13,5% Peso do Défice, % PIB EUA -9,0% -8,7% -7,0% -4,1% -3,4% -3,1% Zona Euro -6,2% -4,1% -3,7% -3,0% -2,5% -2,3% Alemanha -4,1% -0,8% 0,2% -0,2% 0,0% -0,1% Portugal -9,9% -4,4% -6,4% -4,9% -4,0% -2,5% Preço do Crude USD por Barril 84,0 107,4 111,1 110,8 115,0 75,0 Taxas de Juro, Final do ano (%) Taxas de Juro - Fed (Fed Funds) 0,25% 0,25% 0,25% 0,25% 0,75% 0,12% - BCE 1,00% 1,00% 0,75% 0,25% 0,50% 0,05% - BoE 0,50% 0,50% 0,50% 0,50% 0,75% 0,50% Taxas de Juro de longo prazo (10 y Bonds) EUA 3,30% 1,88% 1,76% 3,03% 3,50% 3,00% Zona Euro 2,95% 1,83% 1,32% 1,93% 2,60% 1,60% Reino Unido 3,40% 1,98% 1,83% 3,02% 3,50% 2,90% Taxas de Câmbio, final do ano EUR/USD 1,33 1,30 1,32 1,38 1,35 1,15 FONTE: Reuters, relatórios do FMI, OCDE, INE, Banco Mundial, Banco Central Europeu RELATÓRIO E CONTAS

28 PULSO DE PORTUGAL Portugal saiu bem sucedido, em maio de 2014, do programa de ajustamento delineado pela troika, tendo, no final do terceiro trimestre, apresentando sinais de recuperação económica. O PIB mostrou um crescimento superior ao esperado e o desemprego diminuiu. Estes fatores levam a acreditar que Portugal, apesar das adversidades, tem potencial para crescer e ultrapassar obstáculos. A Comissão Europeia e o Fundo Monetário Internacional elogiaram diversas vezes o desempenho da economia portuguesa ao longo do programa de ajustamento. De acordo com o boletim económico do Banco de Portugal, de dezembro 2014, existem vários indicadores que evidenciam o bom desempenho português: Recuperação dos indicadores de confiança em 2014, tornando-se positivos para a integralidade dos setores da economia portuguesa; O contributo do total do investimento interno e externo para o crescimento do PIB deixou de ser negativo, para passar a ser positivo, sinalizando, por um lado, a forte atratividade da economia portuguesa para investimento estrangeiro e, por outro, a recuperação em termos de investimento interno; Em 2014, a contribuição do volume das importações para o crescimento do PIB decresceu, e cresceu o contributo das exportações, revelando que neste setor Portugal apresenta robustez para os anos vindouros. Projeta-se que irão continuar a crescer em 2015 e 2016, com particular destaque para as exportações de serviços e bens excluindo energia; Para os próximos dois anos o Branco de Portugal estima que o consumo privado, bem como o rendimento disponível, aumentem substancialmente no país face aos seis últimos anos. Portanto, depois do país ter enfrentado um austero programa de ajustamento que necessitou de importantes sacrifícios e do qual saímos bem sucedidos, as previsões são mais do que positivas para os próximos anos. 28 RELATÓRIO E CONTAS 2014

29 De acordo com recentes desenvolvimentos, o principal risco para os países membros da União Europeia prende-se essencialmente com as ameaças de deflação. É importante para as economias evitarem a todo custo situações deflacionistas, sob pena de entrarem numa espiral recessiva. O Banco Central Europeu, entidade responsável pela política monetária da UE e pelo cumprimento do objetivo da inflação abaixo dos 2 %, mas próximo, está de momento a preparar um importante programa de Quantitive Easing que visa, por um lado, aliviar questões relacionadas com as dívidas soberanas europeias e, por outro contrariar as tensões deflacionistas através de uma significativa injeção de liquidez. Apesar das metas para 2014 terem sido cumpridas, Portugal necessita de continuar a demonstrar excelência e seriedade no decorrer de 2015, para que os progressos se continuem a verificar e a acumular. Ambiente de Negócios Para 2015 conseguimos antever uma melhoria do ambiente de negócios, já que, por um lado, se prevê uma subida do PIB mundial e, por outro, se perspetivam aumentos dos negócios internacionais. O facto das economias globais crescerem conjuntamente a um ritmo de 3,8 % sinaliza aumentos de procura de bens e serviços em perspetiva e, em consequência, aumento do número de negócios concretizados. O aumento de negócios internacionais está iminentemente relacionado com a globalização, uma vez que, como já referimos, em cenários como o atual, a estratégia de crescimento das empresas passa pelos países emergentes. AMBIENTE DE NEGÓCIOS PIB MUNDIAL REAL NEGÓCIO INTERNACIONAL ,8 6, ,9 2, ,0 2, ,2 3, ,8 5,0 Fonte: The Economist RELATÓRIO E CONTAS

30 RISCOS DE MERCADO E VOLATILIDADE O principal índice de volatilidade Vix índex fechou 2014 nos 19,2 pontos, depois de ter atingido o máximo do ano em outubro nos 26,25 e o mínimo em julho nos 10,32. O índice tem demonstrado uma tendência decrescente estável desde as fases de maior turbulência económico-financeira, quando atingiu os valores mais elevados nos 79,13 e 42,96 em setembro de 2008 e 2011, respetivamente. VIX INDEX Fonte: Reuters Contudo, identificam-se os seguintes pontos como sendo os principais riscos para 2015 a. Banco Central Europeu não ser bem sucedido no combate à ameaça da deflação que tem assombrado as economias europeias no último trimestre de b. Imposição de medidas avançadas de protecionismo comercial entre países, que passe por impostos às importações e/ou exportações e que, ao reduzir a livre circulação, crie entraves ao decurso das transações e relações comerciais entre empresas de diferentes países. c. Conflitos recorrentes entre a Rússia e a Ucrânia, bem como na Síria, consistindo fontes de instabilidade política nesses países e nos países circundantes. d. Desaceleração das economias emergentes 30 RELATÓRIO E CONTAS 2014

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32 03 DESEMPENHO FINANCEIRO NOTA INTRODUTÓRIA Em setembro de 2014, o Grupo passou a classificar o segmento de negócio Solar (composto pela Martifer Solar, SA e suas participadas) como um ativo não corrente detido para venda. Esta alteração resultou do facto de estar em execução um plano de venda do interesse económico (atualmente de 55 %) do grupo Martifer na Martifer Solar. Estando reunidos os requisitos previstos pela IFRS 5, o contributo para os resultados consolidados da Martifer, proveniente deste segmento, é apresentado numa linha autónoma na demonstração dos resultados consolidados tendo os valores do período homólogo sido ajustados por forma a permitir a comparabilidade. Os contributos dos ativos e dos passivos da unidade operacional, classificada como detida para venda, para a posição financeira consolidada da Martifer estão também apresentados em linhas separadas dos restantes ativos e passivos consolidados do Grupo a 31 de dezembro de A discriminação destes contributos consta das Notas às Demonstrações Financeiras Consolidadas. ANÁLISE DE RESULTADOS CONSOLIDADOS M dez-14 dez-13 Var. (%) Proveitos Operacionais 225,8 319,9-29% EBITDA 6,0 15,7-62% Margem EBITDA 3% 5% -2,3 pp Amortizações e depreciações -14,6-14,3-2% Provisões e perdas de imparidade -38,6-28,3-37% EBIT -47,3-26,9-76% Margem EBIT -21% -8% -12,5 pp Resultados financeiros -19,4-34,4 44% Resultados antes de impostos -66,7-61,2-9% Impostos -4,9-3,6-35% Resultados depois de impostos de atividades continuadas -71,5-64,8-10% Resultados de atividades descontinuadas -65,2-5,9 <-100% Atribuível a interesses não controlados -34,4-1,7 <-100% Atribuível ao Grupo -30,7-4,2 <-100% Resultado líquido do exercício -136,7-70,8-93% Atribuível a interesses não controlados -43,2-1,8 <-100% Atribuível ao Grupo -93,5-69,0-36% Resultado por ação -0,957-0,705-36% 32 RELATÓRIO E CONTAS 2014

33 PROVEITOS OPERACIONAIS PROVEITOS OPERACIONAIS dez-14 dez-13 M PESO M PESO VAR. (%) Martifer Consolidado 225,8 100% 319,9 100% -29% Construção Metálica 200,5 89% 276,1 86% -27% RE Developer 24,7 11% 44,1 14% -44% Outras, Holding e Ajust. 0,6-0,9 0% n.m. Em 2014, os Proveitos Operacionais foram inferiores aos proveitos operacionais de 2013 em 29 %, fixando-se em 226 milhões de euros, sendo 201 milhões na área de Construção Metálica e 25 milhões de euros na área RE Developer. Para os proveitos operacionais da RE Developer 25 milhões de euros contribuíram de forma decisiva os proveitos resultantes da venda de ativos renováveis, essencialmente eólicos, dando continuidade à estratégia de asset rotation. As vendas e prestações de serviços da Construção Metálica continuam a ser penalizadas pela forte recessão do sector de construção, em particular na Europa, que o grupo vem tentando contrariar via internacionalização, apostando de forma clara nos países emergentes que se apresentam como o motor da construção a nível global. De facto, como se pode verificar pelo gráfico abaixo, Portugal representa apenas 24 % do total das vendas e prestações de serviços, resultando os restantes 76 % de quatro regiões diferentes: União Europeia (excluindo Portugal) 32 %, Angola 13 %, Brasil 25 % e Arábia Saudita 6 %. BREAKDOWN VENDAS E PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS 2014 VERSUS 2013 Brasil 25% Arábia Saudita 6% 2014 Portugal 24% Arábia Saudita 13% 2013 Austrália 1% Portugal 25% Brasil 23% Angola 13% Outros 0% União Europeia (outros) 32% Angola 9% Outros 1% União Europeia (outros) 28% RELATÓRIO E CONTAS

34 EBITDA E RESULTADO LÍQUIDO EBITDA dez-14 dez-13 M MARG. M MARG. VAR. (%) Martifer Consolidado 6,0 3% 15,7 5% -62% Construção Metálica -7,3-4% -18,7-7% 61% RE Developer 12,9 52% 35,4 80% -64% Outras, Holding e Ajust. 0,4-1,0 n.m. Em 2014, o EBITDA Consolidado do Grupo reflete um decréscimo significativo, quando comparado com o ano 2013, passando de 16 milhões de euros para os 6 milhões de euros. Este decréscimo do EBITDA resulta essencialmente da redução do EBITDA da RE Developer, que contribuiu de forma muito significativa para o EBITDA do Grupo em 2013, pelas vendas de parques eólicos realizadas naquele exercício económico. Na Construção Metálica, o EBITDA no final de 2014 cifrou-se nos -7 milhões de euros, que comparam com -19 milhões de euros em 2013, apresentando assim uma melhoria muito significativa. Esta área continua a ser fortemente prejudicada pela recessão do setor de construção, em particular na Europa, com consequência direta nas margens praticadas. Os custos adicionais imprevistos nas obras contribuíram também muito negativamente para a performance do período. Na RE Developer, o EBITDA foi de 13 milhões de euros, com uma margem de 52 % vs. 80 % no período homólogo, e resulta essencialmente da venda de parques eólicos. As amortizações e depreciações mantiveram-se praticamente inalteradas, ascendendo a 15 milhões de euros. As provisões e perdas de imparidade para ativos fixos registadas foram de 39 milhões de euros, o que compara com 28 milhões de euros no ano anterior. Os resultados antes de encargos financeiros e impostos (EBIT) atingiram os -47 milhões de euros, o que compara com -27 milhões de euros em Os Encargos Financeiros Líquidos totalizaram 19 milhões de euros, comparáveis com 34 milhões de euros no ano anterior. Os juros líquidos registados foram de 22 milhões de euros, as diferenças de câmbio foram favoráveis em 3 milhões de euros. O Resultado Líquido em 2014 foi de 137 milhões de euros negativos (-71 milhões de euros em 2013) tendo sido fortemente penalizado pelo resultado das atividades descontinuadas (-65 milhões de euros, correspondentes à contribuição do resultado consolidado da Martifer Solar para o Grupo). O Resultado Líquido atribuível ao Grupo em 2014 foi de -94 milhões de euros que compara com -69 milhões em RLE dez-14 dez-13 M PESO M PESO VAR. (%) Martifer Consolidado -136,7 100% -70,8 100% -93% Construção Metálica -68,4 50% -54,2 77% -26% RE Developer 0,6 0% 9,9-14% -94% Solar (atividade descontinuada) * -66,7 49% -7,6 11% <-100% Outras, Holding e Ajust. -2,2-18,8 27% 88% * Resultado Consolidado da Martifer Solar (o contributo para o Grupo foi de -65 milhões de euros). A diferença decorre dos ajustamentos de consolidação, incluídos na linha Outras, Holding e Ajust.. 34 RELATÓRIO E CONTAS 2014

35 INVESTIMENTO CONSOLIDADO O valor do investimento em ativos fixos tangíveis e intangíveis, em 2014, foi de 15 milhões de euros, maioritariamente aplicado na unidade de construção metálica (13 milhões de euros), valor que corresponde essencialmente a investimentos em infraestruturas dando continuidade à estratégia de internacionalização. Capex dez-14 dez-13* M PESO M PESO VAR. (%) Martifer Consolidado 15,0-11% 7,9-11% 90% Construção Metálica 13,3-10% 5,4-8% >100% RE Developer 1,7-1% 2,4-3% -29% Outras, Holding e Ajust. 0,0 0% 0,1 0% n.m. *numa base comparável INVESTIMENTO EM ATIVOS FIXOS TANGÍVEIS E INTANGÍVEIS (M ) 15 8 RELATÓRIO E CONTAS

36 ANÁLISE DA ESTRUTURA DE CAPITAL CONSOLIDADA SITUAÇÃO FINANCEIRA M dez-14 dez-13 VAR. % Ativos Fixos (incluindo Goodwill) 181,7 230,0-21% Outros Ativos não correntes 91,2 164,9-45% Inventários e Devedores Correntes 188,5 322,9-42% Disponibilidades e equivalentes 23,0 39,2-41% Ativos não correntes detidos para venda 148,3 30,8 >100% Ativo Total 632,7 787,8-20% Capital Próprio 40,3 100,0-60% Interesses não controlados -22,9 36,8 n.m. Interesses não controlados associados a ativos detidos para venda -2,1 2,9 n.m. Total do Capital Próprio 15,3 139,7-89% Dívida e leasings não correntes 229,4 236,8-3% Outros passivos não correntes 36,5 37,5-3% Dívida e leasings correntes 76,1 138,1-45% Outros passivos correntes 143,4 224,5-36% Passivos relacionados com ativos não correntes detidos para venda 132,0 11,2 >100% Passivo Total 617,4 648,1-5% O valor total de ativo ascende a 633 milhões de euros (788 milhões a 31 de dezembro de 2013), sendo que o valor dos ativos não correntes totaliza 273 milhões de euros (395 milhões de euros em 2013) O valor do capital próprio a 31 de dezembro de 2014 totalizava 15 milhões de euros que compara com 140 milhões de euros a 31 de dezembro de A redução resulta, essencialmente, do resultado líquido do período, que é parcialmente compensada pelo reforço de capitais próprios da Martifer Metallic Constructions. A autonomia financeira a 31 de dezembro de 2014 é de 2 %. 36 RELATÓRIO E CONTAS 2014

37 DÍVIDA LIQUIDA A Dívida Líquida Consolidada do Grupo (Empréstimos + Leasing Financeiro (+/-) Derivados Disponibilidades e Equivalentes) ascende, a 31 de dezembro de 2014, a 283 milhões de euros, apresentando uma redução de 53 milhões de euros face ao final de Esta variação resulta, quase na totalidade, da decisão do Grupo de vender a Martifer Solar e a consequente classificação como ativo detido para venda (vide nota introdutória). M Construção Metálica RE Developer Holding Solar Martifer Consolidado Dívida bruta * 306 Dívida liquida * 283 Dívida liquida FY *vide nota introdutória Const. Metálica; 114 Holding; 128 RE Developer; 41 Nota: Dívida Líquida = Empréstimos + Leasing Financeiro (+/-) Derivados Disponibilidades e Equivalentes O Grupo continua focalizado no processo de diminuição da Dívida Líquida, como tal, irá continuar empenhado no processo de venda de ativos não core: segmento solar, parques eólicos e, residualmente, pela venda de projetos imobiliários, no decorrer de Adicionalmente e atendendo ao cariz de médio/longo prazo dos investimentos efetuados, o Grupo procurou reestruturar a dívida de forma a que acompanhe a maturidade dos ativos associados, não hipotecando o compromisso decorrente da sua atividade operacional de curto prazo. Nesse sentido, o Grupo tenciona adequar a maturidade de inflows da atividade operacional e de (des) investimento aos outflows da atividade de financiamento. No final de 2014, o Grupo procurou junto das principais instituições financeiras reestruturar a sua dívida através do reescalonamento do vencimento ao longo do tempo, alargando a maturidade média da dívida para a tornar mais coincidente com o grau de permanência dos seus ativos de longo prazo e uma maturidade que permita que os excedentes de tesouraria sejam suficientes para cumprir com as suas responsabilidades. O Grupo tem a expetativa de concluir o processo de negociação durante o primeiro semestre de 2015 RELATÓRIO E CONTAS

38 TENDÊNCIA DE DECRÉSCIMO DA DÍVIDA LÍQUIDA ( M) ESTRUTURA DA DÍVIDA LÍQUIDA curto prazo vs médio/longo prazo Curto Prazo M/L Prazo 26% 74% No final do ano 2014 a estrutura da dívida líquida de Médio e Longo Prazo e de Curto Prazo era de 74 % e 26 %, respetivamente. No que diz respeito ao tipo de taxa inerente à dívida de Médio e Longo Prazo do Grupo, no final de 2014 situava-se nos 2 % taxa fixa e 98 % taxa variável. A dívida de curto prazo, no que respeita à taxa inerente, situava-se nos 18 % taxa fixa e 82 % taxa variável. 38 RELATÓRIO E CONTAS 2014

39 ESTRUTURA DA DÍVIDA TAXA FIXA VS VARIÁVEL 2014 Fixa - Curto Prazo Variável - Curto Prazo Fixa - M/L Prazo Variável - M/L Prazo 18% 2% 82% 98% RELATÓRIO E CONTAS

40 40 RELATÓRIO E CONTAS 2014

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42 04 ANÁLISE POR SEGMENTO CONSTRUÇÃO METÁLICA ANÁLISE SETORIAL De acordo com a análise realizada pela Euroconstruct, publicada em novembro de 2014, após sete anos de intensa recessão no setor da construção, período durante o qual perdeu cerca de 21 % de volume, espera-se uma significativa recuperação, a partir de 2015, para a Europa. Ainda de acordo com a Euroconstruct e com as previsões de crescimento global, espera-se que, apesar de lento, o crescimento no setor da construção seja gradual. Contudo, as previsões apontam inicialmente para um crescimento abaixo da recuperação económica global e posteriormente a situação inversa. PANORAMA INTERNACIONAL A recuperação destaca principalmente o subsetor da construção/engenharia civil, que contrasta com os sub-setores residenciais e não residenciais, que ainda apresentam algumas dificuldades. O cenário difere mediante os territórios. Prevê-se para a Europa de Leste um crescimento de cerca cerca de 3,0 % ao ano nos próximos anos, tendo apresentado em 2014 um crescimento de 4,8 %. Os países ocidentais terão, no entanto, um crescimento menos robusto. Os países emergentes apresentam-se como o motor da construção à escala global. SETOR DA CONSTRUÇÃO E CRESCIMENTO ATUAL DA EUROPA: 42 RELATÓRIO E CONTAS 2014

43 ATIVIDADE A carteira de encomendas no final de 2014 ascende a 245 milhões de euros e está dispersa por vários países. Das adjudicações mais recentes destacam-se os seguintes projetos: No Brasil, o Museu do Amanhã e o Centro Empresarial de S. Paulo CENESP Na Arábia Saudita, a ponte Abi Bakr Em Angola, a fábrica de Cerveja Sodiba Na Argélia, a central de ciclo combinado Djelfa Em Portugal, o Ancora Project e os navios Viking Osfrid e Scenic No Reino Unido, o edifício Kensington CARTEIRA DE ENCOMENDAS POR GEOGRAFIA Geografia Valor (M ) % Africa 74 30% Argélia 13 5% Africa Subsariana 61 25% América Latina 23 9% Europa de Leste 17 7% Médio Oriente 27 11% Europa Ocidental % Construção 79 32% Naval 25 10% TOTAL % RESULTADOS M dez-14 dez-13 VAR. % Proveitos Operacionais 200,5 276,1-27% EBITDA -7,3-18,7 61% Margem EBITDA -4% -7% 3,1 pp Amortizações e depreciações -6,8-7,4 9% Provisões e perdas de imparidade -37,3-8,4 <-100% EBIT -51,4-34,6-49% Margem EBIT -26% -13% -13,1 pp Resultados financeiros -16,7-15,1-10% Resultados antes de impostos -68,1-49,7-37% Impostos -0,3-4,5 92% Resultado líquido do exercício -68,4-54,2-26% Atribuível a interesses não controlados 0,3 0,2 39% Atribuível ao Grupo -68,7-54,4-26% RELATÓRIO E CONTAS

44 Os Proveitos Operacionais da área de Construção Metálica ascenderam a 201 milhões de euros em 2014, em resultado das dificuldades vividas no setor, principalmente na Europa, pese embora o esforço que o grupo vem perseguindo de internacionalização e de focalização em países com crescimento económico e com plano de investimento em infraestruturas. As vendas e prestações de serviços deste segmento continuam focalizadas no mercado externo. Brasil 26% Arábia Saudita 7% Portugal 25% Angola 13% União Europeia 29% Outros 0% O EBITDA no final de 2013 situou-se nos -7 milhões de euros, que compara com -19 milhões de euros em O EBITDA de 2014 foi não só penalizado pela deterioração das condições de mercado na Europa (com efeito nas margens praticadas), como pelos custos de sedimentação em novos mercados e pelos atrasos de algumas obras. O EBIT negativo de 51 milhões de euros registados em 2014 é afetado negativamente pelo reconhecimento de imparidades e provisões para contratos onerosos em Os Encargos Financeiros Líquidos em 2014 ascenderam a 17 milhões de euros (15 milhões de euros em 2013). O Resultado Líquido no final do ano 2014 totalizou -68 milhões de euros, dos quais 0,3 milhões de euros são atribuíveis a interesses não controlados. A Dívida Financeira Líquida da área de Construção Metálica a 31 de dezembro de 2014 atingiu 114 milhões de euros, menos 13 milhões que em 31 de dezembro de O CAPEX total no final de 2014 atingiu os 13 milhões de euros, valor que corresponde a investimentos em infraestruturas dando continuidade à estratégia de internacionalização. 44 RELATÓRIO E CONTAS 2014

45 RE DEVELOPER ANÁLISE SETORIAL O Global Wind Energy Council reporta que novos mercados fora da OCDE continuam a surgir e a fazer a diferença no total do mercado da energia eólica. Embora o mercado continue a ser dominado pela Ásia e pela Europa, preveem que o Brasil atinja o terceiro ou quarto lugar ao longo do próximo ano no ranking do top 10 no que diz respeito a capacidade acumulada instalada. O facto de ser um setor altamente subsidiado, dirigido pelas autoridades e governos nacionais, tem o poder de, por um lado, atrair investidores que carecem de financiamento, por outro, a intervenção dos governos no negócio pode condicionar de forma substancial o desenvolvimento dos projetos. O mercado Europeu diminuiu substancialmente nos últimos anos, em contraste com os fortes investimentos no Brasil onde as autoridades contrataram mais de 10 GW até PANORAMA INTERNACIONAL RELATÓRIO E CONTAS

46 ATIVIDADE A RE Devolper tem atualmente 49 MW de parques solares e eólicos em operação e com contribuições para os Proveitos Operacionais localizados em Espanha e na Roménia. Em Portugal, esta área de negócio controla 50 % de parques eólicos em operação com capacidade de 31 MW, que contribuem para os resultados via método da equivalência patrimonial. Em 2014, a Martifer Renewables, através da sua participada Ventinveste, celebrou uma parceria para a construção de 171,6 MW de projetos eólicos em Portugal, acordou a venda do projeto Gizalki, na Polónia, com 36 MW e concretizou a venda da Rosa dos Ventos (14,7 MW), dando assim continuidade à sua política de rotação de ativos. RESULTADOS M dez-14 dez-13 VAR.% Proveitos Operacionais 24,7 44,1-44% EBITDA 12,9 35,4-64% Margem EBITDA 52% 80% -28 pp Amortizações e depreciações -6,4-5,1-27% Provisões e perdas de imparidade -1,3-19,3 93% EBIT 5,2 11,1-53% Margem EBIT 21% 25% -4,1 pp Resultados financeiros 0,0-1,9 98% Resultados antes de impostos 5,2 9,2-44% Impostos -4,5 0,8 n.m. Resultado líquido do exercício 0,6 9,9-94% Atribuível a interesses não controlados 5,3 0,6 >100% Atribuível ao Grupo -4,7 9,3 n.m. O total de Proveitos Operacionais da RE Developer ascendeu a cerca de 25 milhões de euros e resulta não só dos parques eólicos e solares em operação, num total de 40 MW, localizados, respetivamente, em Espanha e na Roménia, mas também da venda Rosa dos Ventos no Brasil. O EBITDA atingiu os 13 milhões de euros em 2014, apresentando uma redução de 64 % face ao ano anterior, justificada, essencialmente, pelo facto de as vendas de parques eólicos em 2014 terem um impacto menor do que as vendas realizadas no ano transato, mas afetadas também pela redução do número de MWs em operação e pelo impacto negativo da instabilidade do mercado romeno no desempenho do parque de Babadag. O Resultado Líquido do exercício foi positivo em 0,6 milhões de euros em 2014, tendo o resultado atribuível ao Grupo sido negativo no valor de cerca de 5 milhões de euros, em resultado da distribuição de dividendos não proporcional no Brasil. O Investimento total realizado em 2014 foi de 2 milhões de euros e resulta de custos com o desenvolvimento de projetos, principalmente no Brasil, mas também na Polónia. A Dívida Líquida no final 2014 totaliza cerca de 41 milhões de euros, um acréscimo de cerca de 27 milhões de euros face ao ano anterior, justificado pela contratação de dívida afeta aos parques solares em operação em Espanha. 46 RELATÓRIO E CONTAS 2014

47 RESULTADOS DE ATIVIDADES DESCONTINUADAS (SOLAR) Conforme foi referido na nota introdutória do ponto 03 Desempenho Financeiro, em setembro de 2014, o Grupo passou a classificar o segmento de negócio Solar (composto pela Martifer Solar, SA e suas participadas) como um ativo não corrente detido para venda. Esta alteração resultou do facto de estar em execução um plano de venda do interesse económico (atualmente de 55 %) do grupo Martifer na Martifer Solar. Estando reunidos os requisitos previstos pela IFRS 5, o contributo para os resultados consolidados da Martifer, proveniente deste segmento, é apresentado numa linha autónoma na demonstração dos resultados consolidados, e os contributos dos ativos e dos passivos da unidade operacional classificada como detida para venda para a posição financeira consolidada da Martifer, estão também apresentados em linhas separadas dos restantes ativos e passivos consolidados do Grupo a 31 de dezembro de Os resultados de atividades descontinuadas (-65 milhões de euros) correspondem assim ao resultado da Solar apropriado pelo Grupo. Apresentamos abaixo a análise dos principais aspetos do desempenho e da situação deste segmento a 31 de dezembro de ATIVIDADE A carteira de contratos chave na mão (assinados) é de 290 milhões de euros e estão diversificados pela Europa, Ásia, América e África. O posicionamento estratégico da Martifer Solar passa pela focalização em mercados maduros com um enquadramento regulatório favorável e em países emergentes com bom potencial solar para a execução de soluções on e off-grid, sendo importante referir que as margens no segmento solar foram reduzidas ao longo da cadeia de valor, com cortes significativos nos apoios governamentais e um aumento da concorrência. RESULTADOS A Martifer Solar terminou 2014 com um prejuízo de 67 milhões de euros, tendo o contributo para o Grupo ascendido a -65 milhões de euros. M dez-14 dez-13 VAR.% Proveitos Operacionais 119,1 274,7-57% EBITDA -27,2 11,8 n.m. Margem EBITDA -23% 4% -27,1 pp Amortizações e depreciações -2,6-3,1 16% Provisões e perdas de imparidade -19,9-4,9 <-100% EBIT -49,6 3,9 n.m. Margem EBIT -42% 1% -43,1 pp Resultados financeiros -8,3-14,8 44% Resultados antes de impostos -57,9-11,0 <-100% Impostos -8,8 3,3 n.m. Resultado líquido do exercício -66,7-7,6 <-100% Atribuível a interesses não controlados -9,5 1,6 n.m. Atribuível ao Grupo -57,2-9,2 <-100% Os Proveitos Operacionais registaram em 2014 uma redução de 57 % face a 2013, totalizando 119 milhões de euros, sendo esta redução justificada, essencialmente, pelo atraso em projetos no Reino Unido e na Jordânia, e ainda pela redução da atividade em Portugal e na Ucrânia, esta última devido à instabilidade político-militar da região. RELATÓRIO E CONTAS

48 O EBITDA no final de 2014 foi de -27 milhões de euros (cerca de 12 milhões de euros em 2013), com uma margem de -23 % vs. 4 % no período homólogo, principalmente devido aos custos adicionais suportados no projeto do México, decorrentes da destruição parcial do parque após ocorrência de um evento de força maior, e nos Estados Unidos, onde, em janeiro de 2014, as sociedades participadas Martifer Solar USA INC e Martifer Aurora Solar LLC incorreram no Chapter 11. No último trimestre, na sequência da assinatura do acordo settlement, plan support and release agreement, com a consequente perda de controlo destas sociedades, as mesmas deixaram de integrar o perímetro de consolidação, tendo sido reconhecida a perda de todos os ativos não recuperáveis relacionados com as mesmas. O EBIT de 2014 foi fortemente penalizado pela elevada imparidade registada no investimento da FTP Power. Estes factos são os grandes responsáveis pelo elevado prejuízo neste segmento no último trimestre do ano. Os Encargos Financeiros Líquidos em 2014 ascenderam a 8 milhões de euros (em 2013, 15 milhões de euros) sendo a variação explicada pelo não recurso a financiamento por parte de entidades para-financeiras no âmbito do projeto Silverado, cuja alienação ocorreu em finais de O Resultado Líquido do exercício foi negativo em 67 milhões de euros, e é consequência dos efeitos que condicionaram o EBITDA em 2014 e das imparidades e provisões reconhecidas no âmbito da atividade nos Estados Unidos, no México, em Portugal e em Espanha. O Investimento registado em 2014 foi de 1 milhão de euros, sendo explicado essencialmente pela atividade no desenvolvimento de novos projetos no Japão, no Reino Unido, em França, no Chile, entre outros. A Dívida Líquida registada no dia 31 de dezembro foi de 58 milhões de euros, mais 7 milhões de euros que em Apesar da dívida estar relativamente controlada, o aumento de apenas 7 milhões de euros resulta da necessidade de financiamento do CAPEX e apoio à tesouraria nas participadas nos Estados Unidos. 48 RELATÓRIO E CONTAS 2014

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50 05 DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS Durante o exercício de 2014, o nível dos serviços de suporte que a Holding prestou às restantes empresas do Grupo foi semelhante ao de 2013, ano em que grande parte dos serviços que eram prestados pela sociedade foram transferidos para as Áreas de Negócio, na sequência da estratégia de atribuição de maior autonomia, com a consequente descentralização e maior responsabilização daquelas. O resultado líquido da Martifer, SGPS, SA, empresa holding do Grupo, foi negativo em 122 milhões de euros, face a um resultado líquido negativo de 49 milhões de euros no ano anterior. O resultado líquido negativo de 2014 resulta, essencialmente, do reconhecimento de perdas de imparidade nas participações de algumas subsidiárias e associadas. 50 RELATÓRIO E CONTAS 2014

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52 06 COMPORTAMENTO DA AÇÃO MARTIFER PERFORMANCE DA AÇÃO Martifer PSI Fonte: Reuters VOLUME TRANSACIONADO ações Fonte: Reuters As ações da Martifer finalizaram o ano de 2014 a desvalorizar cerca de 73 % com o PSI-20, o principal índice bolsista da Euronext Lisbon, a desvalorizar aproximadamente 27 %, relativamente ao final do ano O preço da ação Martifer fechou o ano nos 0,187 /ação (0,73 /ação no final de 2013). O preço máximo atingido foi de 1,20 /ação (0,82 /ação em 2013) e o mínimo 0,186 /ação (0,45 /ação em 2013). O volume médio diário de ações transacionadas durante 2014 foi de ações ( ações em 2013). A capitalização bolsista da Martifer a 31 de dezembro de 2014 situou-se nos 18 milhões de euros. 52 RELATÓRIO E CONTAS 2014

53 AQUISIÇÃO DE AÇÕES PRÓPRIAS Nos termos e para o efeito do disposto no Regulamento da Comissão de Mercado de Valores Mobiliários nº 5/2008, designadamente os números 1 e 2 do Artigo 11º,confirmamos que a Martifer SGPS, SA não adquiriu em bolsa ações próprias no decorrer de Sendo assim, a posição não foi alterada, detendo o total de ações próprias, representativas de 2,22 % do seu capital social. RELATÓRIO E CONTAS

54 54 RELATÓRIO E CONTAS 2014

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56 07 PERSPETIVAS FUTURAS O Grupo Martifer tem dado importantes passos nos últimos anos, sempre focado nos principais objetivos estratégicos definidos, tendo como principal finalidade a melhoria da rentabilidade e o consequente turnaround do Grupo. Estamos, hoje, focados na área de negócio que deu origem ao Grupo a construção metálica nas suas diversas vertentes: construção metalomecânica, fachadas em alumínio e vidro, infraestruturas para oil & gas e indústria naval. Iniciamos, em 2014, a adoção de um novo modelo organizacional: redimensionamento e adequação da estrutura em linha com o reforço da presença internacional; melhoria de processos e da eficiência operacional; desenvolvimento e retenção de recursos humanos; otimização da capacidade industrial e dos layouts produtivos. Temos procurado melhorar a situação financeira do Grupo: desinvestimento em negócios não core e alienação de ativos imobiliários; redução de cash costs; redução gradual da dívida e do rácio Dívida/EBITDA; adequação da maturidade de inflows da atividade operacional e (des) investimento aos outflows da atividade de financiamento. O Action Plan para 2015 assentará, assim, em 4 objetivos: 1. Adoção de um novo modelo organizacional Redimensionamento e adequação da estrutura Melhoria dos processos e eficiência operacional 2. Descida do endividamento através do desinvestimento em negócios não core e alienação de ativos não core permitindo: Redução dos cash costs Redução gradual da dívida 3. Reforço da presença internacional, com enfoque em três geografias core (Europa e Médio Oriente, África e América Latina) e em oportunidades atrativas em mercados com rentabilidades acima da média. 4. Focalização na área de negócio que deu origem à empresa, construção metálica, nomeadamente nos segmentos de construção metalomecânica, fachadas em alumínio e vidro, infraestruturas para oil&gas e indústria naval. É com base nesta estratégia que o Grupo procura, no presente, fazer face aos desafios que enfrenta, ambicionando garantir a sua sustentabilidade a longo prazo. 56 RELATÓRIO E CONTAS 2014

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58 08 PRINCIPAIS RISCOS RISCOS FINANCEIROS A) RISCO DE PREÇO A volatilidade do preço das matérias-primas constitui um risco para o Grupo, tanto na área de Construção Metálica como na Solar. Alterações do preço do aço e do alumínio afetam a atividade operacional da área de negócio de construção metálica, assim como a evolução de mercado dos preços dos painéis solares podem também influenciar a atividade solar. A Martifer tem procurado mitigar este risco da mesma forma nas duas áreas, ou seja, através de contratos com clientes que permitam repercutir as alterações do preço da matéria-prima no valor pago pelo cliente e garantindo junto dos seus fornecedores preços fixos para projetos de grande dimensão. B) RISCO DE TAXA DE CÂMBIO O risco taxa de câmbio traduz-se na possibilidade de registar perdas ou ganhos em resultado de variações de taxas de câmbio entre diferentes divisas. A internacionalização do Grupo obriga-o a estar exposto ao risco de taxa de câmbio das moedas de diferentes países. A exposição ao risco de taxa de câmbio do Grupo resulta fundamentalmente das atividades operacionais (em que os gastos, rendimentos, ativos e passivos são denominados em moedas diferentes da moeda de relato), das operações realizadas entre essas subsidiárias e outras empresas do Grupo e da existência de transações efetuadas pelas empresas operacionais em moeda diferente da moeda de reporte do Grupo. A política de gestão de risco de taxa de câmbio seguida pelo Grupo tem como objetivo último diminuir ao máximo a sensibilidade dos seus resultados a flutuações cambiais. No âmbito da atividade operacional de todas as subsidiárias, procura-se que as transações sejam realizadas nas respetivas moedas locais. Pela mesma razão, os empréstimos contraídos pelas subsidiárias estrangeiras são preferencialmente contraídos nas respetivas moedas locais. No que respeita à cobertura de risco cambial, as operações de cobertura são esporádicas por se considerar que o seu custo é, por vezes, excessivo face ao nível dos riscos envolvidos. No entanto, sempre que considerado adequado, o Grupo contrata a cobertura de taxas de câmbio por forma a cobrir o risco. Por norma, só são efetuadas operações sobre taxas de câmbio que se destinam a cobrir riscos de posições já existentes ou contratadas e os termos da cobertura são negociados de forma a serem condizentes com os termos do instrumento coberto de forma a maximizar a eficácia da cobertura. C) RISCO DE TAXA DE JURO O risco de taxa de juro traduz a possibilidade de existirem flutuações no montante dos encargos financeiros futuros em empréstimos contraídos devido à evolução do nível de taxas de juro de mercado. O custo da dívida financeira contraída pelo Grupo está indexado a taxas de referência de curto prazo, revistas com uma periodicidade inferior a um ano, e adicionadas de prémios de risco oportunamente negociados. Assim, variações nas taxas de juro podem afetar os resultados do Grupo. 58 RELATÓRIO E CONTAS 2014

59 A exposição do grupo ao risco da taxa de juro advém de passivos financeiros contratados a taxa fixa e/ou taxa variável. No primeiro caso, o Grupo enfrenta um risco de variação do justo valor desses ativos ou passivos na medida em que qualquer alteração das taxas de mercado envolve um custo de oportunidade. No segundo caso tal alteração tem impacto direto no valor dos juros, provocando, consequentemente, variações de caixa. No final de 2014, a dívida de médio e longo prazo exposta a taxa fixa situava-se nos 1,75 % (98,25 % taxa variável), o que compara com 3 % (taxa fixa) e 97 % (taxa variável) em Nos empréstimos de médio e longo prazo mais significativos, o Grupo recorre sempre que considera adequado a empréstimos de taxa fixa ou a instrumentos financeiros derivados de taxa de juro no sentido de gerir a sua exposição a alterações nas taxas de juro vigentes nesses empréstimos. O montante dos empréstimos, prazos de vencimento dos juros e planos de reembolso dos empréstimos subjacentes aos derivados de taxa de juro contratados são em tudo idênticos às condições estabelecidas para os empréstimos contraídos, pelo que configuram relações perfeitas de cobertura. No final do ano de 2014 o grupo procurou junto das instituições financeiras renegociar as taxas de prémio de risco (spread) de forma a permitir uma exposição menor ao risco da taxa de juro e, consequentemente, ir ao encontro dos recursos de tesouraria libertos previstos no projeto de reestruturação. D) RISCO DE LIQUIDEZ O risco de liquidez traduz a capacidade do Grupo fazer face às suas responsabilidades financeiras tendo em conta os recursos financeiros disponíveis. O principal objetivo da política de gestão de risco da liquidez é garantir que o grupo tem ao seu dispor, a qualquer momento, os recursos financeiros suficientes para fazer face às suas responsabilidades e prosseguir as estratégias delineadas, honrando todos os compromissos assumidos com terceiros, através de uma adequada gestão da relação custo maturidade dos financiamentos. Adicionalmente e atendendo ao cariz de médio/longo prazo dos investimentos efetuados, o Grupo procurou reestruturar a dívida de forma a que acompanhe a maturidade dos ativos associados, não hipotecando o compromisso decorrente da sua atividade operacional de curto prazo. Nesse sentido, o Grupo tenciona adequar a maturidade de inflows da atividade operacional e de (des) investimento aos outflows da atividade de financiamento. No final de 2014, o Grupo procurou junto das principais instituições financeiras reestruturar a sua dívida através do reescalonamento do vencimento ao longo do tempo, alargando a maturidade média da dívida para a tornar mais coincidente com o grau de permanência dos seus ativos de longo prazo e uma maturidade que permita que os excedentes de tesouraria sejam suficientes para cumprir com as suas responsabilidades. O Grupo tem a expetativa de concluir o processo de negociação durante o primeiro semestre de 2015 A direção financeira faz o acompanhamento da implementação das políticas de gestão de risco definidas pela administração de forma a garantir que os riscos económicos e financeiros são identificados, mensurados e geridos de acordo com tais políticas. E) RISCO DE CRÉDITO O agravamento das condições económicas globais ou adversidades que afetem as economias a uma escala local, nacional ou internacional podem originar a incapacidade dos clientes do grupo Martifer para saldar as suas obrigações, com eventuais efeitos negativos nos resultados do Grupo. O Grupo encontra-se sujeito ao risco no crédito que concerne à atividade operacional Clientes e outras contas a receber. RELATÓRIO E CONTAS

60 Cientes desta realidade, o Grupo procura avaliar o risco de crédito de todos os seus clientes como racional para o estabelecimento do crédito a conceder, sendo objetivo último assegurar a efetiva cobrança dos créditos nos prazos estabelecidos. Com este objetivo, o Grupo recorre a agências de informação financeira e avaliação de crédito e efetua regularmente análises de risco e controlo de crédito, bem como cobrança e gestão de processos em contencioso, procedimentos essenciais para gerir a atividade creditícia e minimizar a ocorrência de incobráveis. RISCOS OPERACIONAIS A) CONSTRUÇÃO METÁLICA Os riscos operacionais na área de Construção Metálica, que a partir de 2011 passou também a integrar a área de equipamentos para energia, agrupam-se atualmente em três fontes de riscos - risco de cliente, risco de fornecedor e risco externo, que por sua vez se subdivide em problemas específicos. No risco de cliente, podem ser identificadas, por exemplo, questões que possam ocorrer ao nível da contratação, como a falta de convergência na interpretação e aplicação das disposições contratuais, o desagrado ou insatisfação com o serviço/produto e ainda o risco de incumprimento no pagamento do preço estipulado após a entrega dos projetos. No que diz respeito à volatilidade da procura, será de realçar que a área de negócio depende, em parte, do lançamento de concursos públicos para obras de infraestruturas públicas (e.g. pontes, aeroportos, gares). No âmbito dos concursos públicos, a Martifer está sujeita a uma regulamentação complexa, própria de cada país, nomeadamente no que respeita à apresentação de propostas e à elaboração de dossiers administrativos completos com respeito pelo caderno de encargos definido pela entidade contratante, que poderão representar custos acrescidos para o grupo Martifer. É de realçar que, não obstante a referida dependência de concursos públicos, a Martifer tem tido a capacidade de captar negócios não sujeitos a concurso público, reduzindo a sua exposição a este risco. No risco com o fornecedor é de sublinhar que a Martifer Construções, como perita em projetos de engenharia, recorre muitas vezes à subcontratação de outras empresas, que por sua vez podem falhar na execução dos seus contratos e comprometer em efeito dominó o cumprimento do prazo de entrega dos projetos. Ou seja, associado à construção está ainda o risco de eventuais atrasos na entrega de obras, com as inerentes penalizações contratuais. Finalmente, no âmbito dos riscos externos, e sendo certo que a área de Construção Metálica tem uma forte correlação com o crescimento da economia e com a formação bruta de capital fixo, é portanto sensível à atual conjuntura económica. Nesse sentido, o agravamento da crise da dívida soberana na Europa levanta também outros problemas nomeadamente os planos de austeridade que implicam cortes severos e transversais no investimento público e a diminuição significativa de liquidez na totalidade do sistema financeiro, que leva muitas vezes a que, apesar da existência de projetos aliciantes, não exista, porém, o correspondente capital que permita a sua execução. A forma que a área de Construção Metálica encontrou para mitigar estes riscos externos foi através da dispersão dos negócios por diferentes geografias, nomeadamente pela entrada em mercados que registam maiores taxas de crescimento no setor da construção, como o caso do mercado angolano, do mercado brasileiro e do mercado argelino, ou mesmo países de visita como a Arábia Saudita, que permitirão compensar quer os efeitos da recessão económica em Portugal quer o abrandamento económico na Europa. B) SOLAR Na atividade de desenvolvimento e instalação de parques chave na mão, eventuais atrasos na obtenção das licenças necessárias por parte dos clientes finais ou atrasos não antecipados na entrega de equipamentos poderão pôr em causa os calendários inicialmente previstos para a execução dos respetivos projetos. Apesar de contratualmente este tipo de atrasos não ser alvo de penalizações, em alguns casos esta situação pode constituir um risco para o Grupo em virtude das dificuldades de planeamento que pode acarretar. 60 RELATÓRIO E CONTAS 2014

61 Adicionalmente, a crise no mercado financeiro tem vindo a dificultar o acesso a financiamento por parte dos promotores, levando ao adiamento de alguns projetos. A diversificação do negócio ao longo da cadeia de valor e a carteira diversificada de clientes, dentro e fora do Grupo, que vêm sendo adotados, permitirão reduzir o eventual impacto desta situação. Os módulos solares fotovoltaicos produzidos pela empresa são comercializados com uma garantia de produto de 5 anos e garantia de performance de 25 anos, pelo que este segmento está exposto ao risco de reclamações por garantias por períodos muito longos após a venda dos equipamentos. Nesse sentido, eventuais problemas com a qualidade dos produtos ou performance podem implicar custos elevados. A performance dos sistemas solares é também garantida no caso dos módulos que são adquiridos para a construção de parques solares, sendo que, nesta situação, a responsabilidade do Grupo é diminuída porque existe direito de regresso sobre os fornecedores. Por outro lado, muitos equipamentos de produção de módulos solares fotovoltaicos são customizados para matérias-primas específicas, pelo que existe o risco de dependência de fornecedores de matéria-prima chave. O Grupo tem vindo a mitigar este risco através do estabelecimento de contratos de longo prazo para algumas matérias-primas, realizando uma seleção criteriosa dos fornecedores e diligenciando no sentido da obtenção de uma diversificação de fornecedores para cada uma das matériasprimas relevantes do processo produtivo. C) RE DEVELOPER Os índices de produtividade ligados ao negócio das energias renováveis dependem da quantidade de energia produzida pelos parques eólicos e da sua rentabilidade, fatores que dependem da localização dos parques eólicos e das estações do ano (sazonalidade). Uma vez que as turbinas apenas entram em funcionamento quando a velocidade do vento se situa dentro de limites específicos, que variam de acordo com o fabricante e o tipo de turbina, se a referida velocidade não se situar dentro desses limites ou se situar no limiar inferior dos mesmos, a produção de energia nos parques eólicos diminuirá. A disponibilidade e a curva de potência de cada turbina são garantidas contratualmente, sendo estabelecidas indemnizações a serem pagas pelos fornecedores quando a disponibilidade não for satisfeita ou a curva de potência não for atingida. Este risco é mitigado também através da diversificação geográfica dos parques eólicos, o que permite compensar as variações do vento em cada área e manter a quantidade total de energia produzida relativamente estável. LICENCIAMENTO: Os parques eólicos e solares estão sujeitos a rigorosa regulamentação em matéria de desenvolvimento, construção, licenciamento e operação de centrais. Se as autoridades relevantes nas jurisdições em que o Grupo opera deixarem de continuar a apoiar, ou reduzirem o seu apoio ao desenvolvimento de parques eólicos e solares, tais ações poderão ter um impacto significativo sobre a atividade. RISCOS JURÍDICOS A Martifer está sujeita a leis e regulamentos nacionais e locais das várias geografias e mercados onde está presente e que visam assegurar, entre outros, os direitos dos trabalhadores, a proteção do meio ambiente e o ordenamento do território e a manutenção de um mercado aberto e competitivo. Assim, as alterações legislativas e regulatórias que possam abranger as condições de condução das atividades do Grupo e, consequentemente, prejudicar ou impedir o alcance dos objetivos estratégicos implicam a adaptação da Empresa às novas realidades de regulação. A gestão dos riscos jurídicos é efetuada pelos departamentos jurídicos da holding e de cada Área de Negócio do Grupo e monitorizada no âmbito das assessorias legais e fiscais dedicadas às respetivas atividades, que funcionam na dependência da administração e gestão, desenvolvendo as suas competências em articulação com os demais departamentos fiscais e financeiros, de forma a assegurar a proteção dos interesses da Sociedade e, em última instância, dos stakeholders, no respeito estrito pelo cumprimento dos seus deveres legais. RELATÓRIO E CONTAS

62 Os membros que integram os referidos departamentos jurídicos e assessorias possuem formação especializada e participam regularmente em ações de formação e atualização. A assessoria legal e fiscal é igualmente garantida, a nível nacional e internacional, por profissionais externos, selecionados de entre firmas de reconhecida reputação e de acordo com elevados critérios de competência, ética e experiência. 62 RELATÓRIO E CONTAS 2014

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64 09 PROPOSTA DE APLICAÇÃO DE RESULTADOS O Conselho de Administração propõe à Assembleia Geral de Acionistas que o resultado líquido negativo apurado nas demonstrações financeiras individuais no montante de euros, registado no ano de 2014, seja transferido para Resultados Transitados. Oliveira de Frades, 31 de março de 2015 O Conselho de Administração, Carlos Manuel Marques Martins (Presidente) Jorge Alberto Marques Martins (Vice-Presidente) Pedro Nuno Cardoso Abreu Moreira (Vogal do Conselho de Administração) Luís Filipe Cardoso da Silva (Vogal do Conselho de Administração) Arnaldo José Nunes da Costa Figueiredo (Vogal do Conselho de Administração) Jorge Bento Ribeiro Barbosa Farinha (Vogal do Conselho de Administração) Luís Valadares Tavares (Vogal do Conselho de Administração) 64 RELATÓRIO E CONTAS 2014

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66 10 OUTRAS INFORMAÇÕES ATIVIDADE DESENVOLVIDA PELOS MEMBROS NÃO EXECUTIVOS DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Para além de integrar o Conselho de Administração da Martifer SGPS, SA, cada administrador não executivo integra, pelo menos, uma das Comissões nomeadas pelo Conselho de Administração (Comissão do Governo Societário, Comissão de Ética e de Conduta ou Comissão de Risco), cujo regulamento se encontra divulgado no sítio da Internet do Grupo e cujas funções e atividades desenvolvidas ao longo do ano de 2014 se encontram descritas no Relatório de Governo da Sociedade. Durante o ano, os administradores não executivos partilharam e manifestaram opiniões relevantes, relativamente a áreas de negócio específicas, tendo por base o desempenho dos negócios, os riscos incorridos e as perspetivas para o futuro, mantendo uma comunicação regular com os administradores executivos, administradores das áreas de negócios e diretores. AUTORIZAÇÕES CONCEDIDAS A NEGÓCIOS ENTRE A SOCIEDADE E OS SEUS ADMINISTRADORES, NOS TERMOS DO ART. 397.º DO CÓDIGO DAS SOCIEDADES COMERCIAIS Em 2014, realizaram-se os seguintes negócios ou operações significativas em termos económicos entre a Sociedade e os membros dos seus órgãos de administração e de fiscalização: A sociedade participada Martifer Metallic Constructions, SGPS, S.A., foi objeto de um aumento de capital, levado a cabo mediante a entrada no capital da sociedade Vector Diálogo SGPS, S.A., no montante de ,00 euros (nove milhões e setecentos mil euros), na modalidade de novas entradas em dinheiro, com ágio a deliberar, e emissão de (nove milhões e setecentas mil) novas ações, ao portador, com o valor nominal de um euro cada, passando o capital social de ,00 euros (vinte e nove milhões e cinquenta mil euros) para ,00 euros (trinta e oito milhões setecentos e cinquenta mil euros), o qual foi objeto de parecer favorável do Conselho Fiscal da Sociedade, conforme parecer datado de 27 de março de A Sociedade procedeu à alienação de 49 % do capital social que detinha na sociedade NUTRE SGPS, S.A., a uma cooperativa de direito holandês a constituir pelas sociedades CERES INVESTMENTS LIMITED e SEVERIS, SGPS, S.A., tendo por contrapartida a emissão de Loan Notes, com vencimento a 30 de dezembro de A NUTRE SGPS, S.A., pelo balanço de 31 de dezembro de 2013, evidenciava um capital próprio de ,00 Euros, apresentando um passivo de ,00 Euros, estando, assim, financeiramente desequilibrada, necessitando ainda de uma reestruturação da dívida financeira. Considerando que i) o valor da transação de ,00 Euros correspondia ao valor registado no balanço da Sociedade, a 30 de junho de 2014, não se vindo a verificar, no futuro, qualquer perda decorrente desta alienação e ii) o preço excedia largamente o correspondente à participação no capital próprio da NUTRE SGPS, S.A., o Conselho Fiscal emitiu parecer favorável à alienação, em 11 de setembro de OUTRAS INFORMAÇÕES A Martifer SGPS, S.A. não tem dívidas em mora perante o Estado ou quaisquer outras entidades públicas, incluindo a Segurança Social. 66 RELATÓRIO E CONTAS 2014

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68 INFORMAÇÃO OBRIGATÓRIA PARTICIPAÇÕES DOS MEMBROS DE ÓRGÃOS DE ADMINISTRAÇÃO E FISCALIZAÇÃO De acordo com o disposto nos artigos 447º e 448º do Código das Sociedades Comerciais são os seguintes os números de valores mobiliários emitidos pela Martifer SGPS, SA e por sociedades com as quais esta se encontra em relação de domínio ou de grupo, detidos no período de 1 de janeiro de 2014 a 31 de dezembro de 2014, por titulares de órgãos sociais: TITULARES ÓRGÃO SOCIAL N.º DE AÇÕES EM 31/12/2014 Carlos Manuel Marques Martins Conselho de Administração Jorge Alberto Marques Martins Conselho de Administração I M SGPS, S.A. * Conselho de Administração Arnaldo José Nunes da Costa Figueiredo Conselho de Administração Luís Filipe Cardoso da Silva Conselho de Administração MOTA-ENGIL, SGPS, S.A. ** Conselho de Administração Luís Valadares Tavares Conselho de Administração - Jorge Bento Ribeiro Barbosa Farinha Conselho de Administração - Mário Rui Rodrigues Matias*** Conselho de Administração - Manuel Simões de Carvalho e Silva Conselho Fiscal - Carlos Alberto da Silva e Cunha Conselho Fiscal - João Carlos Tavares Ferreira de Carreto Lages Conselho Fiscal - Hermínio António Paulos Afonso Revisor Oficial de Contas em representação da PricewaterhouseCoopers José Carreto Lages Presidente da Mesa da Assembleia Geral - - * Os Administradores Carlos Manuel Marques Martins e Jorge Alberto Marques Martins detêm a totalidade do capital social da I M SGPS, S.A., de cujo Conselho de Administração são igualmente Presidente e Vogal, respetivamente. ** Os Administradores Arnaldo José Nunes da Costa Figueiredo e Luís Filipe Cardoso da Silva são membros do Conselho de Administração da MOTA- ENGIL, SGPS, S.A. *** Renuncia ao mandato em 06 de Janeiro de Cooptação de Pedro Nuno Cardoso Abreu Moreira na mesma data 68 RELATÓRIO E CONTAS 2014

69 FACTOS ENUMERADOS NO ARTIGO 447.º DO CÓDIGO DAS SOCIEDADES COMERCIAIS NOME DO MEMBRO DO ÓRGÃO SOCIAL ÓRGÃO SOCIAL AÇÕES DETIDAS EM 31/12/2014 Carlos Manuel Marques Martins Conselho de Administração Jorge Alberto Marques Martins Conselho de Administração Mário Rui Rodrigues Matias Conselho de Administração 0 Arnaldo Nunes da Costa Figueiredo Conselho de Administração Pedro Nuno Cardoso Abreu Moreira* Conselho de Administração 0 Luís Filipe Cardoso da Silva Conselho de Administração Luis António de Valadares Tavares Conselho de Administração 0 Jorge Bento Ribeiro Barbosa Farinha Conselho de Administração 0 Manuel Simões de Carvalho e Silva Conselho Fiscal 0 Carlos Alberto da Silva e Cunha Conselho Fiscal 0 João Carlos Ferreira de Carreto Lages Conselho Fiscal 0 Juvenal Pessoa Miranda Conselho Fiscal 0 * Cooptado pelo Conselho de Administração da Sociedade, em 06 de Janeiro de 2015, após a renúncia ao cargo do Administrador Mário Rui Rodrigues Matias Carlos Manuel Marques Martins e Jorge Alberto Marques Martins, respetivamente Presidente e Vice-Presidente do Conselho de Administração, além de titulares diretos das ações da Martifer SGPS, S.A., são detentores, em partes iguais, da totalidade do capital social da sociedade I M SGPS, S.A., a qual, por sua vez, em 31 de dezembro de 2014, era detentora de um total de ações da Martifer SGPS, S.A. Transações de ações por parte dos membros dos órgãos sociais em 2014: Membro do órgão de Administração e de Fiscalização Data Aquisições Alienações Preço médio Carlos Manuel Marques Martins* ,198 Carlos Manuel Marques Martins* ,193 Carlos Manuel Marques Martins* ,194 Carlos Manuel Marques Martins* ,196 Carlos Manuel Marques Martins* ,194 Carlos Manuel Marques Martins* ,193 Carlos Manuel Marques Martins* ,194 Carlos Manuel Marques Martins* ,197 Carlos Manuel Marques Martins* ,193 Carlos Manuel Marques Martins* ,190 Carlos Manuel Marques Martins* ,192 *aquisições efetuadas pela sociedade Black & Blue, S.A. (Carlos Manuel Marques Martins é acionista e administrador desta sociedade) RELATÓRIO E CONTAS

70 TITULARES DE PARTICIPAÇÕES QUALIFICADAS De acordo com o disposto na alínea b) do número 1 do artigo 8º do regulamento 5/2008 da CMVM, e dando cumprimento ao artigo 448º do Código das Sociedades Comerciais, abaixo segue a lista dos titulares de participações qualificadas, com indicação do número de ações detidas e percentagem de direitos de voto correspondentes, calculada nos termos do artigo 20º do Código dos Valores Mobiliários, em 31 de dezembro de 2014: ACIONISTAS Nº DE AÇÕES % DO CAPITAL SOCIAL % DOS DIREITOS DE VOTO 1 I M SGPS, SA ,70% 43,63% Carlos Manuel Marques Martins* ,35% 0,35% Jorge Alberto Marques Martins* ,23% 0,24% Total imputável à I M SGPS, SA ,27% 44,22% Mota-Engil SGPS, SA ,50% 38,32% Arnaldo José Nunes da Costa Figueiredo ** ,00% 0,00% Luís Filipe Cardoso da Silva ** ,00% 0,00% Total Imputável à Mota-Engil, SGPS, SA ,51% 38,32% % Direitos de voto = N.º Ações Detidas / (N.º Total Ações - Ações Próprias) * Membro de um órgão social da I M SGPS, SA ** Membro de um órgão social da Mota-Engil SGPS, SA 70 RELATÓRIO E CONTAS 2014

71 DECLARAÇÃO DE CONFORMIDADE NOS TERMOS DA ALÍNEA C) DO NÚMERO I DO ARTº 245 DO CÓDIGO DE VALORES MOBILIÁRIOS Senhores Acionistas, Nos termos previstos na alínea c) do número 1 do artigo 245º do Código dos Valores Mobiliários, informamos que, tanto quanto é do nosso conhecimento: (i) a informação constante no relatório único de gestão expõe fielmente a evolução dos negócios, do desempenho e da posição da Martifer SGPS, S.A., Sociedade Aberta, e das empresas incluídas no perímetro de consolidação, contendo uma descrição dos principais riscos e incertezas com que se defronta; e (ii) a informação constante nas demonstrações financeiras individuais e consolidadas, assim como nos seus anexos, foi elaborada em conformidade com as normas contabilísticas aplicáveis, dando uma imagem verdadeira e apropriada do ativo e do passivo, da situação financeira e dos resultados da Martifer SGPS, S.A., Sociedade Aberta, e das empresas incluídas no perímetro de consolidação. Oliveira de Frades, 31 de março de 2015 O Conselho de Administração, Carlos Manuel Marques Martins (Presidente) Jorge Alberto Marques Martins (Vice-Presidente) Pedro Nuno Cardoso Abreu Moreira (Vogal do Conselho de Administração) Luís Filipe Cardoso da Silva (Vogal do Conselho de Administração) Arnaldo José Nunes da Costa Figueiredo (Vogal do Conselho de Administração) Jorge Bento Ribeiro Barbosa Farinha (Vogal do Conselho de Administração) Luís Valadares Tavares (Vogal do Conselho de Administração) RELATÓRIO E CONTAS

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76 11 DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS CONSOLIDADOS SEPARADAS PARA OS EXERCÍCIOS E TRIMESTRES FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 E 2013 NOTAS ANO 2014 ANO ºTRIMESTRE 2014 (NÃO AUDITADO) 4ºTRIMESTRE 2013 (NÃO AUDITADO) Vendas e prestações de serviços 3, Outros rendimentos operacionais Custo das mercadorias vendidas e matérias consumidas 6 ( ) ( ) ( ) ( ) Subcontratos 7 ( ) ( ) ( ) ( ) Fornecimentos e serviços externos 8 ( ) ( ) ( ) ( ) Gastos com o pessoal 9 ( ) ( ) ( ) ( ) Outros gastos operacionais 10 ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Amortizações e depreciações 3, 18, 19 ( ) ( ) ( ) ( ) Provisões 3, 11 ( ) ( ) ( ) ( ) Perdas de imparidade 3, 11 ( ) ( ) ( ) Resultado operacional 3 ( ) ( ) ( ) ( ) Rendimentos e ganhos financeiros Gastos e perdas financeiros 12 ( ) ( ) ( ) ( ) Ganhos / (perdas) em empresas associadas e emp. Conjuntos 3, ( ) ( ) Resultado antes de imposto sobre o rendimento das unidades operacionais em continuação ( ) ( ) ( ) ( ) Imposto sobre o rendimento 14 ( ) ( ) ( ) Resultado depois de impostos das unidades operacionais em continuação Resultado atribuível às atividades descontinuadas ( ) ( ) ( ) ( ) 28 ( ) ( ) ( ) ( ) Atribuível: - a interesses não controlados 28 ( ) ( ) ( ) ( ) ao Grupo ( ) ( ) ( ) ( ) Resultado líquido do exercício 3 ( ) ( ) ( ) ( ) Atribuível: - a interesses não controlados 29 ( ) ( ) ( ) ( ) ao Grupo ( ) ( ) ( ) ( ) - - Resultado líquido por ação: 16 básico (0,9566) (0,7052) (0,3403) (0,1918) das unidades operacionais em continuação (0,6422) (0,6618) (0,1633) (0,1546) das atividades descontinuadas (0,3144) (0,0435) (0,1770) (0,0372) diluído (0,9566) (0,7052) (0,3403) (0,1918) das unidades operacionais em continuação (0,6422) (0,6618) (0,1633) (0,1546) das atividades descontinuadas (0,3144) (0,0435) (0,1770) (0,0372) Nota: Em Setembro de 2014, o Grupo passou a classificar o segmento de negócio Solar (composto pela Martifer Solar, SA e suas participadas) como um ativo não corrente detido para venda. Estando reunidos os requisitos previstos pela IFRS 5, o contributo para os resultados consolidados da Martifer, proveniente deste segmento, é apresentado numa linha autónoma na demonstração dos resultados consolidados tendo os valores do período homólogo sido ajustados por forma a permitir a comparabilidade. A discriminação destes contributos consta das Notas às Demonstrações Financeiras Consolidadas (Nota 28). Para ser lido com o anexo às demonstrações financeiras 76 RELATÓRIO E CONTAS 2014

77 DEMONSTRAÇÕES DO RENDIMENTO INTEGRAL CONSOLIDADO PARA OS EXERCÍCIOS E TRIMESTRES FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 E 2013 ANO 2014 ANO º TRIMESTRE 2014 (NÃO AUDITADO) 4º TRIMESTRE 2013 (NÃO AUDITADO) Resultado líquido consolidado do exercício ( ) ( ) ( ) ( ) Justo valor de instrumentos financeiros derivados, líquido de imposto ( ) Diferenças cambiais decorrentes de: (i) transposição de demonstrações financeiras expressas em moeda estrangeira; (ii) investimento líquido nas subsidiárias; e (iii) atualização cambial do goodwill ( ) ( ) ( ) Resultados consolidados reconhecidos diretamente no capital próprio ( ) ( ) ( ) Rendimento integral consolidado do período ( ) ( ) ( ) ( ) Atribuível: a interesses não controlados ( ) ( ) ( ) ( ) ao Grupo ( ) ( ) ( ) ( ) Rendimento integral consolidado do período: das unidades operacionais em continuação ( ) ( ) ( ) ( ) das atividades descontinuadas ( ) ( ) ( ) ( ) Nota: Em Setembro de 2014, o Grupo passou a classificar o segmento de negócio Solar (composto pela Martifer Solar, SA e suas participadas) como um ativo não corrente detido para venda. Estando reunidos os requisitos previstos pela IFRS 5, o contributo para os resultados consolidados da Martifer, proveniente deste segmento, é apresentado numa linha autónoma na demonstração dos resultados consolidados tendo os valores do período homólogo sido ajustados por forma a permitir a comparabilidade. A discriminação destes contributos consta das Notas às Demonstrações Financeiras Consolidadas (Nota 28). Para ser lido com o anexo às demonstrações financeiras RELATÓRIO E CONTAS

78 DEMONSTRAÇÕES DA POSIÇÃO FINANCEIRA CONSOLIDADA EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 E 2013 NOTAS ANO 2014 ANO 2013 ATIVO Não corrente Goodwill Ativos intangíveis Ativos fixos tangíveis Propriedades de Investimento Investimentos financeiros em equivalência patrimonial 3, Investimentos financeiros disponíveis para venda Clientes e outros devedores Ativos por impostos diferidos Corrente Existências Clientes Outros devedores Imposto sobre o rendimento 14, Estado e outros entes públicos Outros ativos correntes Caixa e depósitos bancários Derivados Ativos não correntes detidos para venda Total do Ativo CAPITAL PRÓPRIO Capital Prémios de Emissão Ações Próprias ( ) ( ) Reservas ( ) ( ) Resultado líquido do exercício ( ) ( ) Capital próprio atribuível ao Grupo Interesses não controlados 29 ( ) Interesses não controlados associados aos ativos não correntes detidos para venda 28 ( ) Total do capital próprio PASSIVO Não corrente Empréstimos Credores por locações financeiras Fornecedores e Credores diversos Provisões Passivos por impostos diferidos Corrente Empréstimos Credores por locações financeiras Fornecedores Credores diversos Imposto sobre o rendimento Estado e outros entes públicos Outros passivos correntes Derivados Passivos associados aos ativos não correntes detidos para venda Total do Passivo Total do Capital Próprio e Passivo Para ser lido com o anexo às demonstrações financeiras 78 RELATÓRIO E CONTAS 2014

79 DEMONSTRAÇÕES DAS ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO PARA OS PERÍODOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 E 2013 CAPITAL PRÉMIO DE EMISSÃO AÇÕES PRÓPRIAS RESERVAS DE JUSTO VALOR RESERVAS DE COBERTURA RESERVAS DE CONVERSÃO CAMBIAIS OUTRAS RESERVAS RESULTADO LÍQUIDO CAPITAL PRÓPRIO ATRIBUÍVEL AO GRUPO CAPITAL PRÓPRIO ATRIBUÍVEL A ACIONISTAS MINORITÁRIOS Saldo em 1 de Janeiro de ( ) ( ) ( ) ( ) Aplicação do resultado líquido de ( ) RENDIMENTO INTEGRAL DO EXERCÍCIO: Resultado líquido ( ) ( ) ( ) ( ) Diferenças cambiais decorrentes de: (i): transposição de demonstrações financeiras expressas em moeda estrangeira; e (ii) de Investimento líquido nas ( ) - - ( ) ( ) ( ) subsidiárias Atualização do Goodwill em moeda estrangeira ( ) - - ( ) (12.788) ( ) Outras variações no capital próprio da empresa mãe e suas participadas Total do rendimento integral do exercício ( ) - ( ) ( ) ( ) ( ) Outras variações no capital próprio da empresa mãe e suas participadas ( ) - ( ) ( ) ( ) Alterações no perímetro de consolidação ( ) - ( ) ( ) ( ) Transações com interesses não controlados ( ) - ( ) ( ) Saldo em 31 Dezembro de ( ) ( ) ( ) ( ) Saldo em 1 de Janeiro de ( ) ( ) ( ) ( ) Aplicação Resultado Líquido de ( ) TOTAL CAPITAL PRÓPRIO RENDIMENTO INTEGRAL DO EXERCÍCIO: Resultado líquido do exercício ( ) ( ) ( ) ( ) Diferenças cambiais decorrentes de: (i): transposição de demonstrações financeiras expressas em moeda estrangeira; e (ii) de Investimento líquido nas ( ) ( ) subsidiárias Atualização do Goodwill em moeda estrangeira (8.880) (8.880) (7.265) (16.145) Outras variações no capital próprio da empresa mãe e suas participadas ( ) ( ) (58.461) ( ) Total do rendimento integral do exercício ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Aquisição de ações próprias Opções sobre ações - valor dos serviços prestados Aumento de capital em empresas participadas Outras variações no capital próprio da empresa mãe e suas participadas ( ) - ( ) ( ) ( ) Alterações no perímetro de consolidação (58.508) - (58.508) ( ) ( ) Transações com interesses não controlados ( ) Saldo em 31 Dezembro de ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Para ser lido com o anexo às demonstrações financeiras RELATÓRIO E CONTAS

80 DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA CONSOLIDADOS PARA OS EXERCÍCIOS E TRIMESTRES FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 E 2013 ATIVIDADES OPERACIONAIS NOTAS ANO 2014 ANO º TRIMESTRE 2014 (NÃO AUDITADO) 4º TRIMESTRE 2013 (NÃO AUDITADO) Recebimentos de clientes ( ) Pagamentos a fornecedores ( ) ( ) ( ) Pagamentos ao pessoal ( ) ( ) ( ) ( ) Fluxos gerados pelas operações das unidades operacionais em continuação ( ) ( ) ( ) Pagamento/Recebimento de imposto sobre o rendimento ( ) ( ) ( ) Outros receb./pagamentos de atividades operacionais ( ) ( ) Outros fluxos gerados das unidades operacionais em continuação ( ) ( ) Fluxos das atividades operacionais das atividades descontinuadas ( ) ( ) Fluxos das atividades operacionais (1) ( ) ( ) ATIVIDADES DE INVESTIMENTO Recebimentos provenientes de: Investimentos financeiros (0) Ativos intangíveis (65.708) Ativos fixos tangíveis Subsídios ao investimento (1.834) Juros e proveitos similares Outros Pagamentos respeitantes a: Investimentos financeiros 42 - ( ) - - Ativos fixos tangíveis ( ) ( ) ( ) Ativos intangíveis ( ) Outros ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Fluxos das atividades de investimento das atividades descontinuadas Fluxos das atividades de investimento (2) ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO Recebimentos provenientes de: Empréstimos obtidos Aumentos de capital, prest. suplem., prémios de emissão Outros (48.122) ( ) Pagamentos respeitantes a: Empréstimos obtidos ( ) ( ) ( ) ( ) Amortizações de contratos de locação financeira ( ) ( ) ( ) ( ) Juros e custos similares ( ) ( ) ( ) ( ) Reduções de capital e outras reservas 29 ( ) ( ) - Outros ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Fluxos das atividades de financiamento das atividades descontinuadas ( ) ( ) ( ) ( ) Fluxos das atividades de financiamento (3) ( ) ( ) ( ) ( ) Variação de caixa e seus equivalentes (4) = (1) + (2) + (3) ( ) ( ) Variação perímetro e outras variações ( ) ( ) ( ) Efeito das diferenças de câmbio ( ) ( ) Caixa e depósitos bancários no início do período Caixa e depósitos bancários no fim do período das unidades operacionais em continuação das atividades descontinuadas Nota: Em Setembro de 2014, o Grupo passou a classificar o segmento de negócio Solar (composto pela Martifer Solar, SA e suas participadas) como um ativo não corrente detido para venda. Estando reunidos os requisitos previstos pela IFRS 5, o contributo para os fluxos de caixa consolidados da Martifer, proveniente deste segmento, é apresentado em linhas autónomas na demonstração de fluxo de caixa consolidados tendo os valores do período homólogo sido ajustados por forma a permitir a comparabilidade (Nota 28). Para ser lido com o anexo às demonstrações financeiras 80 RELATÓRIO E CONTAS 2014

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82 12 NOTAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS NOTA INTRODUTÓRIA A Martifer, SGPS, S.A., com sede na Zona Industrial, Apartado 17, Oliveira de Frades Portugal ( Martifer SGPS ou Empresa ), e empresas participadas ( Grupo ), têm como atividades principais a construção metálica (Estrutura metálica, Fachadas em Alumínio e Vidro, Infraestruturas para Oil & Gas e Indústria Naval) e a Promoção e Desenvolvimento de Projetos Eólicos (Nota 3). A Martifer SGPS foi constituída em 29 de outubro de 2004, tendo o seu capital social sido realizado através da entrega da totalidade das ações, avaliadas a valores de mercado, que os acionistas do Grupo detinham na Martifer Construções, S.A., participada constituída em 1990 e que nessa altura era a Empresa-mãe do atual Grupo Martifer. A partir de junho de 2007 e após a realização com sucesso de uma Oferta Pública de Subscrição, o Grupo passou a ter as suas ações cotadas na Euronext Lisboa. Em Setembro de 2014, o Conselho de Administração da Martifer SGPS decidiu, no âmbito da estratégia de focalização na área da construção metálica, vender a participação da Martifer Solar (composta pela Martifer Solar, S.A. e suas participadas, atualmente detidas pelo Grupo a 55%). Sendo a venda da participação altamente provável, e estando reunidos os requisitos previstos pela IFRS 5, o Grupo decidiu ao abrigo daquela norma classificar os ativos e passivos desta empresa e participadas como Ativo não corrente detido para venda e Passivos associados a ativos não correntes detidos para venda, respetivamente, sendo o resultado líquido apresentado na rubrica Resultado de atividades descontinuadas (Nota 28). Em 31 de Dezembro de 2014, o Grupo desenvolve a sua atividade essencialmente em Portugal, Espanha, Eslováquia, Roménia, Angola, Brasil, Estados Unidos da América, Moçambique, Irlanda, Bulgária, Holanda, França, Marrocos, Reino Unido, Arábia Saudita, Alemanha, Malta e Argélia. Todos os montantes apresentados nestas notas explicativas são apresentados em Euro (com arredondamentos às unidades), salvo se expressamente referido em contrário. 1. POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS BASES DE APRESENTAÇÃO As demonstrações financeiras anexas respeitam às demonstrações financeiras consolidadas das empresas do Grupo Martifer e foram preparadas de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro ( IFRS ), tal como adotadas pela União Europeia, em vigor para o exercício económico iniciado em 1 de janeiro de Estas correspondem às Normas Internacionais de Relato Financeiro, emitidas pelo International Accounting Standards Board ( IASB ) e interpretações emitidas pelo International Financial Reporting Interpretations Committee ( IFRIC ) ou pelo anterior Standing Interpretations Committee ( SIC ), que tenham sido adotadas na União Europeia. As demonstrações financeiras consolidadas anexas foram preparadas a partir dos registos contabilísticos da Empresa e das suas subsidiárias (Nota 2), no pressuposto da continuidade das operações e tomando por base o custo histórico, exceto para a revalorização de certos ativos não correntes e de certos instrumentos financeiros, que se encontram registados pelo justo valor. As políticas contabilísticas e os critérios de mensuração adotados pelo Grupo no exercício de 2014 foram consistentes com os aplicados pelo Grupo na preparação da informação financeira relativa ao exercício anterior, apresentada para efeitos comparativos, exceto no que respeita às normas e interpretações cuja data de eficácia corresponde aos exercícios iniciados em ou após 1 de janeiro de 2014, da adoção das quais não resultaram impactos significativos no rendimento integral ou na posição financeira do Grupo. 82 RELATÓRIO E CONTAS 2014

83 Adoção de normas e interpretações novas, emendadas ou revistas As seguintes normas, interpretações, emendas e revisões aprovadas ( endorsed ) pela União Europeia e com aplicação obrigatória nos exercícios económicos iniciados em ou após 1 de janeiro de 2014, foram adotadas pela primeira vez no exercício findo em 31 de dezembro de 2014: DATA DE EFICÁCIA IAS 32 Instrumentos financeiros: apresentação IAS 36 Imparidade de ativos IAS 39 Instrumentos financeiros: reconhecimento e mensuração Alterações IFRS 10, 12 e IAS 27: Entidades de investimento IFRS 10 Demonstrações financeiras consolidadas IFRS 11 Acordos conjuntos IFRS 12 Divulgação de interesses em outras entidades Alterações IFRS 10, 11 e 12: Transição IAS 27 Demonstrações financeiras separadas IAS 28 Investimentos em associadas e empreendimentos conjuntos O efeito nas demonstrações financeiras do Grupo do exercício findo em 31 de dezembro de 2014, decorrente da adoção das normas, interpretações, emendas e revisões acima referidas, não foi material. Normas efetivas em ou após 1 de Julho de 2014, ainda não endossadas pela UE As seguintes normas, interpretações, alterações e revisões, foram já emitidas a esta data, embora não se encontrem ainda aprovadas ( endorsed ) pela União Europeia: DATA DE EFICÁCIA IAS 1 Apresentação das demonstrações financeiras IAS 16 e IAS 38 Métodos de cálculo de amortização / depreciação IAS 16 e IAS 41 Agricultura: Plantas que produzem ativos biológicos consumíveis IAS 19 Benefícios dos empregados IAS 27 Demonstrações financeiras separadas Alterações IFRS 10 e IAS 28: venda e contribuição de ativos para associada ou empreendimento conjunto Alterações IFRS 10, 12 e IAS 28: aplicação da isenção de consolidar IFRS 11 Acordos conjuntos Melhorias às normas Melhorias às normas IFRS 9 Instrumentos financeiros IFRS 14 Desvios tarifários IFRS 15 Rédito de contratos com clientes Interpretações e alterações efetivas em ou após 1 de julho de 2014 DATA DE EFICÁCIA Melhorias às normas IFRIC 21 Taxas do Governo ( Levies ) Não são esperados efeitos significativos decorrentes da aplicação destas normas nas Demonstrações Financeiras do Grupo. RELATÓRIO E CONTAS

84 O dia 1 de janeiro de 2004, correspondeu ao início do período da primeira aplicação pelo Grupo dos IAS/IFRS, de acordo com a IFRS 1 Adoção pela Primeira Vez das Normas Internacionais de Relato Financeiro. As demonstrações financeiras consolidadas foram apresentadas em Euro por esta ser a moeda principal das operações do Grupo. As demonstrações financeiras das empresas participadas em moeda estrangeira foram convertidas para Euro de acordo com as políticas contabilísticas descritas na Nota 1 xv). Na preparação das demonstrações financeiras consolidadas, em conformidade com os IAS/IFRS, o Conselho de Administração do Grupo adotou certos pressupostos e estimativas que poderão afetar os ativos e passivos reportados, bem como os rendimentos e gastos incorridos relativos aos períodos reportados (Nota 1 xxvi)). Todas as estimativas e assunções efetuadas pelo Conselho de Administração foram efetuadas com base no seu melhor conhecimento existente à data de aprovação das demonstrações financeiras, e das informações existentes naquela data. As demonstrações financeiras consolidadas anexas foram preparadas para apreciação e aprovação em Assembleia Geral de Acionistas. O Conselho de Administração do Grupo aprovou-as para emissão, no dia 31 de março de 2015, e é sua convicção que as mesmas serão aprovadas sem alterações. BASES DE CONSOLIDAÇÃO São os seguintes os métodos de consolidação adotados pelo Grupo: a) Empresas do Grupo As participações financeiras em empresas nas quais o Grupo detenha, direta ou indiretamente, mais de 50% dos direitos de voto em Assembleia Geral de Acionistas/Sócios e/ou detenha o poder de controlar as suas políticas financeiras e operacionais (definição de controlo utilizada pelo Grupo), foram incluídas nas demonstrações financeiras consolidadas anexas, pelo método de consolidação integral. O capital próprio e o resultado líquido destas empresas correspondente à participação de terceiros nas mesmas, são apresentados na demonstração da posição financeira consolidada (na rubrica de capitais próprios interesses não controlados) e na demonstração dos resultados consolidada (incluída no resultado consolidado líquido atribuível a interesses não controlados), respetivamente. As empresas incluídas nas demonstrações financeiras consolidadas pelo método da consolidação integral encontram-se detalhadas na Nota 2. Nas concentrações empresariais ocorridas após 1 de janeiro de 2004, os ativos e passivos de cada filial (incluindo os passivos contingentes) são identificados ao seu justo valor na data de aquisição conforme estabelecido no IFRS 3. Qualquer excesso / défice do custo de aquisição face ao justo valor dos ativos e passivos líquidos adquiridos é reconhecido, respetivamente, como diferença de aquisição positiva no ativo (Goodwill, ou a somar à respetiva rubrica, que originou a diferença, quando identificada) e no caso de diferença de aquisição negativa (Badwill), após reconfirmação do processo de valorização do justo valor e caso este se mantenha, na demonstração dos resultados do exercício. Os interesses não controlados incluem a proporção dos terceiros no justo valor dos ativos, passivos e passivos contingentes identificáveis à data de aquisição das subsidiárias. Nas concentrações de atividades empresariais que se tenham realizado a partir de 1 de janeiro de 2011 (IFRS 3R), o excesso do custo de aquisição, do justo valor de qualquer participação detida anteriormente à aquisição do controlo e do valor de interesses não controlados, sobre o justo valor dos ativos, passivos e passivos contingentes identificáveis é registado como goodwill. Se o custo de aquisição, o justo valor de qualquer participação detida anteriormente à aquisição do controlo e do valor de interesses não controlados, for inferior ao justo valor dos ativos líquidos da filial adquirida, a diferença é reconhecida diretamente em resultados do exercício. Os custos das transações relativas a concentrações empresariais ocorridas após esta data são reconhecidos em gastos quando incorridos. Transações de alienação ou de aquisição de participações a interesses não controlados não resultam no reconhecimento de ganhos, perdas ou Goodwill, sendo qualquer diferença apurada entre o valor da transação e o valor contabilístico da participação transacionada, reconhecida no Capital próprio. Os resultados negativos gerados em cada período pelas filiais com interesses não controlados, são alocados na percentagem detida aos interesses não controlados, independentemente deste se tornar negativo. 84 RELATÓRIO E CONTAS 2014

85 Os interesses não controlados, reconhecidos no âmbito de uma concentração de atividades empresariais, são mensurados na proporção do justo valor dos ativos líquidos identificáveis, transação a transação. Os resultados das filiais adquiridas ou vendidas durante o exercício estão incluídos nas demonstrações dos resultados desde a data da sua aquisição ou até à data da sua venda. Sempre que necessário, são efetuados ajustamentos às demonstrações financeiras das filiais para adequar as suas políticas contabilísticas às utilizadas pelo Grupo. As transações, os saldos e os dividendos distribuídos entre empresas do Grupo são eliminados no processo de consolidação. Nas situações em que o Grupo detenha, em substância, o controlo de outras entidades criadas com fins específicos, ainda que não tenha participações de capital nessas entidades, as mesmas são consolidadas pelo método de consolidação integral. À data de 31 de dezembro de 2014 não existiam entidades nesta situação. b) Empresas associadas e Empresas conjuntamente controladas Os ativos financeiros em empresas associadas (empresas onde o Grupo exerce uma influência significativa mas não detém o controlo das mesmas através da participação nas decisões financeira e operacional da Empresa - geralmente investimentos representando entre 20% a 50% do capital de uma empresa) e em empresas conjuntamente controladas (empresas onde o grupo partilha o controlo com outros sócios) são registados pelo método da equivalência patrimonial na rubrica Ativos financeiros em equivalência patrimonial. De acordo com o método da equivalência patrimonial, as participações financeiras são registadas pelo seu custo de aquisição, ajustado pelo valor correspondente à participação do Grupo nas variações ocorridas no Capital Próprio e nos resultados líquidos das participadas, por contrapartida de ganhos ou perdas do exercício e pelos dividendos recebidos, líquido de perdas de imparidade acumuladas. Os ativos e passivos de cada participada (incluindo os passivos contingentes) são identificados ao seu justo valor na data de aquisição. Qualquer excesso do custo de aquisição face ao justo valor dos ativos e passivos líquidos adquiridos é reconhecido como diferença de aquisição positiva (Goodwill), sendo adicionada ao valor de balanço do ativo financeiro e a sua recuperação analisada anualmente como parte integrante do ativo financeiro e, no caso de diferença de aquisição negativa (Badwill), após reconfirmação do processo de valorização do justo valor e caso este se mantenha, na demonstração dos resultados do exercício. É efetuada uma avaliação dos ativos financeiros em empresas associadas e empresas conjuntamente controladas quando existem indícios de que o ativo possa estar em imparidade, sendo registada uma perda na demonstração dos resultados sempre que tal se confirme. Quando a proporção do Grupo nos prejuízos acumulados da associada e empresa conjuntamente controlada excede o valor pelo qual o investimento se encontra registado, o investimento é reportado por valor nulo enquanto o capital próprio da associada ou empresa conjuntamente controlada não for positivo, exceto quando o Grupo tenha assumido compromissos para com a entidade, registando nesses casos uma provisão na rubrica do passivo Provisões para fazer face a essas obrigações. Os ganhos não realizados em transações com associadas e empresas conjuntamente controladas são eliminados proporcionalmente ao interesse do Grupo nas mesmas por contrapartida do investimento nessas entidades. As perdas não realizadas são similarmente eliminadas, mas somente até ao ponto em que a perda não evidencie que o ativo transferido esteja em situação de imparidade. As empresas incluídas nas demonstrações financeiras consolidadas pelo método da equivalência patrimonial encontram-se detalhadas na Nota 2. PRINCIPAIS CRITÉRIOS VALORIMÉTRICOS, JULGAMENTOS E ESTIMATIVAS Os principais critérios valorimétricos, julgamentos e estimativas utilizados na preparação das demonstrações financeiras consolidadas do Grupo, nos exercícios apresentados, são os seguintes: i) Diferenças de aquisição positivas (Goodwill) As diferenças positivas entre o custo de aquisição dos investimentos em empresas do Grupo e associadas e o justo valor dos ativos e passivos identificáveis (incluindo os passivos contingentes) dessas empresas à data da sua aquisição, são registadas na rubrica Goodwill (no caso dos investimentos em empresas do Grupo) ou no valor do ativo financeiro em associadas e entidades conjuntamente controladas (no caso dos investimentos em associadas e entidades conjuntamente controladas). RELATÓRIO E CONTAS

86 O Goodwill gerado antes da data de transição para os IFRS (1 de janeiro de 2004) ou o resultante da constituição do Grupo, mantém-se registado pelo seu valor líquido contabilístico, apurado de acordo com o Plano Oficial de Contabilidade, sendo objeto de testes de imparidade no final de cada ano, a partir daquela data. O valor do Goodwill não é amortizado, sendo testado anualmente, no final de cada exercício, para verificar se existem perdas por imparidade, ou seja, se o Goodwill não se encontra registado por um valor superior à sua quantia recuperável. As perdas por imparidade do Goodwill verificadas no exercício são registadas na demonstração dos resultados na rubrica de Perdas de imparidade. A quantia recuperável é a mais alta do preço de venda líquido e do valor de uso. O preço de venda líquido é o montante que se obteria com a alienação do ativo numa transação ao alcance das partes envolvidas, deduzido dos gastos diretamente atribuíveis à alienação. O valor de uso é o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados que se espera resultem do uso continuado do ativo e da sua alienação no final da sua vida útil. A quantia recuperável é estimada para cada ativo individualmente ou, no caso de não ser possível, para a unidade geradora de caixa à qual o ativo pertence. As perdas por imparidade relativas a Goodwill não podem ser revertidas. O Goodwill resultante dos investimentos em empresas do Grupo, entidades conjuntamente controladas e associadas, sediadas no estrangeiro e o justo valor dos ativos e passivos identificáveis dessas empresas à data da sua aquisição, encontram-se registadas na moeda funcional dessas empresas, sendo convertidas para a moeda de relato do Grupo (Euro) à taxa de câmbio em vigor na data da demonstração da posição financeira. As diferenças cambiais geradas nessa conversão são registadas na rubrica do Capital próprio - Reservas de conversão cambiais. As diferenças entre o custo de aquisição dos investimentos em empresas do Grupo e associadas e o justo valor dos ativos e passivos identificáveis dessas empresas à data da sua aquisição, quando negativas, são reconhecidas como ganho na data de aquisição, após reconfirmação do justo valor dos ativos e passivos identificáveis. ii) Ativos não correntes classificados como detidos para venda Os ativos não correntes são classificados como detidos para venda quando o valor dos mesmos for recuperado através de uma operação de venda, ao invés do seu uso continuado. Contudo, tal classificação exige que a transação de venda seja altamente provável, que o ativo se encontre disponível para venda imediata, que o Conselho de Administração do Grupo esteja comprometido com a alienação do mesmo e que a mesma ocorra no curto prazo (normalmente, mas não exclusivamente no prazo de um ano). Os ativos não correntes classificados como detidos para venda são registados ao mais baixo do seu valor contabilístico, ou do seu justo valor, deduzido dos gastos com a sua alienação, sendo, no caso dos ativos fixos afetos à unidade operacional detida para venda, interrompida a depreciação durante tal período. iii) Ativos intangíveis Os ativos intangíveis adquiridos pelo Grupo encontram-se registados ao custo de aquisição, deduzido das amortizações e eventuais perdas de imparidade acumuladas, e só são reconhecidos se forem identificáveis, se possa medir razoavelmente o seu valor e se o Grupo possuir o controlo sobre os mesmos. Os ativos intangíveis são constituídos basicamente por software e direitos de propriedade industrial, sendo os mesmos amortizados pelo método das quotas constantes durante um período de três anos, bem como pelas despesas incorridas com a obtenção de licenças para a exploração de parques eólicos e solares, as quais são amortizadas de acordo com o período das licenças atribuídas (atualmente em 20 anos). As despesas incorridas com o licenciamento de parques eólicos são capitalizadas em ativos intangíveis apenas quando sejam preenchidos os seguintes requisitos: - os estudos de viabilidade económica demonstrem que existirão benefícios económicos futuros; - o Grupo tenha capacidade técnica e financeira para proceder à instalação e exploração dos parques eólicos; e - os gastos afetos à fase de licenciamento dos parques eólicos sejam mensuráveis de forma fiável. Os gastos incorridos pelo Grupo durante a fase de pesquisa e de instalação de parques eólicos são reconhecidos na demonstração dos resultados no momento em que são incorridos. As restantes despesas de investigação são reconhecidas como gasto do exercício em que são incorridas. 86 RELATÓRIO E CONTAS 2014

87 Os ativos intangíveis identificados na aquisição de uma empresa subsidiária são registados separadamente da rubrica de Goodwill se o seu justo valor puder ser estimado com fiabilidade. O custo inicial de tais ativos intangíveis é o seu justo valor na data de aquisição. Após o seu reconhecimento inicial, os ativos intangíveis gerados na aquisição de uma empresa filial, são registados ao custo de aquisição, deduzido das amortizações e eventuais perdas de imparidade acumuladas, da mesma forma que os ativos intangíveis adquiridos pelo Grupo. Tais ativos são amortizados pelo método das quotas constantes, geralmente durante o período em que se espera que benefícios económicos ocorram. iv) Ativos tangíveis Os ativos tangíveis encontram-se registados ao custo de aquisição, deduzido das depreciações e perdas de imparidade acumuladas. As depreciações são imputadas numa base sistemática durante a vida útil estimada dos bens, não sendo os terrenos depreciáveis. Os ativos tangíveis em curso representam ativos ainda em fase de construção / desenvolvimento, encontrando-se os mesmos registados ao custo de aquisição, deduzido de perdas de imparidade acumuladas. Estes ativos tangíveis são depreciados a partir do momento em que os ativos subjacentes se encontrem disponíveis para uso e nas condições necessárias em termos de qualidade e fiabilidade técnica para operar. As depreciações são imputadas numa base sistemática durante a sua vida útil que é determinada tendo em conta a utilização esperada do ativo pelo Grupo, do desgaste natural esperado e da sujeição a uma previsível obsolescência técnica. As taxas de depreciação utilizadas correspondem aos seguintes períodos de vida útil estimada: Edifícios: 20 a 50 anos Equipamentos: Equipamento básico Equipamento de transporte Ferramentas e utensílios Equipamento administrativo 3 a 7 anos 4 a 5 anos 3 a 5 anos 3 a 10 anos Outros ativos fixos tangíveis: Parques eólicos e solares Outros ativos fixos tangíveis 15 a 20 anos 3 a 10 anos As despesas de conservação e reparação que não aumentem a vida útil, nem resultem em benfeitorias ou melhorias significativas nos elementos dos ativos fixos tangíveis, são registadas como gasto do exercício em que ocorrem. v) Locações Os contratos de locação são classificados como (i) locações financeiras se através deles forem transferidos substancialmente todos os riscos e vantagens inerentes à posse do ativo sob locação e como (ii) locações operacionais se através deles não forem transferidos substancialmente todos os riscos e vantagens inerentes à posse do ativo sob locação. A classificação das locações em financeiras ou operacionais é efetuada em função da substância económica e não da forma do contrato. Os ativos tangíveis adquiridos mediante contratos de locação financeira, bem como as correspondentes responsabilidades, são contabilizados pelo método financeiro, reconhecendo o ativo fixo tangível, as depreciações acumuladas correspondentes, conforme definido nas políticas iii) e iv) acima e as dívidas pendentes de liquidação de acordo com o plano financeiro contratual. Adicionalmente, os juros incluídos no valor das rendas e as depreciações do ativo fixo tangível são reconhecidos como gastos na demonstração dos resultados do exercício a que respeitam. Nas locações consideradas como operacionais, as rendas devidas são reconhecidas como gasto na demonstração dos resultados numa base linear durante o período do contrato de locação. vi) Propriedades de investimento As propriedades de investimento compreendem, essencialmente, imóveis e terrenos detidos para auferir rendimento ou valorização do capital, ou ambos, e não para utilização no decurso da atividade corrente dos negócios. RELATÓRIO E CONTAS

88 As propriedades de investimento são inicialmente registadas ao custo de aquisição, acrescido das despesas de compra e registo de propriedade. Após o reconhecimento inicial, as propriedades de investimento são mensuradas pelos seus justos valores, com reconhecimento das alterações de justo valor nos resultados do exercício em que ocorram. Os gastos incorridos (manutenções, reparações, seguros e impostos sobre propriedades), a par dos rendimentos e rendas obtidos com propriedades de investimento, são reconhecidos na demonstração dos resultados do exercício a que se referem. vii) Ativos e passivos financeiros Os ativos e passivos financeiros são reconhecidos na demonstração da posição financeira consolidada quando o Grupo se torna parte contratual do respetivo instrumento financeiro. a) Instrumentos financeiros: O Grupo classifica os ativos financeiros nas seguintes categorias: Ativos financeiros registados ao justo valor através de resultados, Empréstimos e contas a receber, Investimentos detidos até ao vencimento e Ativos financeiros disponíveis para venda. A classificação depende da intenção subjacente à aquisição do investimento. A classificação é definida no momento do reconhecimento inicial e reapreciada numa base trimestral. Ativos financeiros registados ao justo valor através de resultados: esta categoria divide-se em duas subcategorias: ativos financeiros detidos para negociação e investimentos registados ao justo valor através de resultados. Um ativo financeiro é classificado nesta categoria, nomeadamente, se for adquirido com o propósito de ser vendido no curto prazo. Os instrumentos derivados são também classificados como detidos para negociação, exceto se estiverem afetos a operações de cobertura. Os ativos desta categoria são classificados como ativos correntes no caso de serem detidos para negociação ou se for expetável a sua realização num período inferior a 12 meses da data da demonstração da posição financeira; Investimentos detidos até ao vencimento: esta categoria inclui os ativos financeiros, não derivados, com reembolsos fixos ou variáveis, que possuem uma maturidade fixada e cuja intenção do Conselho de Administração é a manutenção dos mesmos até à data do seu vencimento; Ativos financeiros disponíveis para venda: incluem-se aqui os ativos financeiros, não derivados, que são designados como disponíveis para venda ou aqueles que não se enquadrem nas categorias anteriores. Esta categoria é incluída nos ativos não correntes, exceto se o Conselho de Administração tiver a intenção de alienar o investimento num período inferior a 12 meses da data da demonstração da posição financeira. Os investimentos detidos até ao vencimento são classificados como Ativos financeiros não correntes, exceto se o seu vencimento for inferior a 12 meses da data da demonstração da posição financeira. Os ativos financeiros registados a justo valor através de resultados são classificados como ativos financeiros correntes. Todas as compras e vendas de ativos financeiros são reconhecidas à data da transação, isto é, na data em que o Grupo assume todos os riscos e obrigações inerentes à compra ou venda do ativo. Os investimentos são inicialmente reconhecidos ao justo valor mais gastos de transação, sendo a única exceção os ativos financeiros registados ao justo valor através de resultados. Neste último caso, os investimentos são inicialmente reconhecidos ao justo valor e os gastos de transação são reconhecidos na demonstração dos resultados. Os investimentos são desreconhecidos quando o direito de receber fluxos financeiros tiver expirado ou tiver sido transferido e, consequentemente, tenham sido transferidos todos os riscos e benefícios associados. Os ativos financeiros disponíveis para venda e os ativos financeiros registados ao justo valor através de resultados são subsequentemente mensurados ao justo valor. Os ganhos e perdas, realizados ou não, provenientes de uma alteração no justo valor dos Ativos financeiros registados ao justo valor através de resultados são registados na demonstração dos resultados do exercício. Os ganhos e perdas, provenientes de uma alteração no justo valor dos investimentos classificados como disponíveis para venda, são reconhecidos na demonstração do rendimento integral na rubrica de Reservas de justo valor até ao investimento ser vendido, recebido ou de qualquer forma alienado, momento em que o ganho ou perda acumulada é reconhecida na demonstração consolidada dos resultados. O justo valor dos investimentos é baseado nos preços correntes de mercado. Se o mercado em que os investimentos estão inseridos não for um mercado ativo/líquido (investimentos não cotados), o Grupo estabelece o justo valor através de outras técnicas de avaliação como o recurso a transações de instrumentos financeiros substancialmente semelhantes, análises de fluxos financeiros e modelos de opção de preços ajustados para refletir as circunstâncias específicas. O justo valor dos investimentos cotados é calculado com base na cotação de fecho da Euronext à data da demonstração da posição financeira. 88 RELATÓRIO E CONTAS 2014

89 Na determinação do justo valor de um ativo ou passivo financeiro, se existir um mercado ativo, a cotação de mercado é aplicada. Este constitui o nível 1 da hierarquia do justo valor conforme definido na IFRS 13- Justo valor: mensuração e divulgação. No caso de não existir um mercado ativo, o que é o caso para alguns ativos e passivos financeiros, são utilizadas técnicas de avaliação geralmente aceites no mercado, baseadas em pressupostos de mercado. Este constitui o nível 2 da hierarquia do justo valor conforme definido na IFRS 13. A entidade aplica técnicas de avaliação para os instrumentos financeiros não cotados, tais como, derivados, instrumentos financeiros ao justo valor através de resultados e para ativos financeiros disponíveis para venda. Os modelos de valorização que são utilizados mais frequentemente são modelos de fluxos de caixa descontados e modelos de avaliação de opções que incorporam informação de mercado como as curvas de taxa de juro. Para alguns tipos de instrumentos financeiros mais complexos, são utilizados modelos de avaliação mais complexos contendo pressupostos e dados que não são diretamente observáveis em mercado, para os quais a entidade utiliza estimativas e pressupostos internos. Este constitui o nível 3 da hierarquia do justo valor conforme definido na IFRS 13. Os Empréstimos e contas a receber e os Investimentos detidos até ao vencimento são registados ao custo amortizado através do método da taxa de juro efetiva. O Grupo efetua avaliações à data de cada demonstração da posição financeira sempre que exista evidência objetiva de que um ativo financeiro possa estar em imparidade. No caso de instrumentos de capital classificados como disponíveis para venda, uma queda significativa ou prolongada do seu justo valor para níveis inferiores ao seu custo é indicativo de que o ativo se encontra em situação de imparidade. Para os restantes ativos financeiros, indícios objetivos de imparidade podem incluir: - dificuldades financeiras significativas por parte da contraparte para liquidar as suas dívidas; - não cumprimento atempado por parte da contraparte dos créditos concedidos pelo Grupo; - probabilidade elevada que a contraparte entre num processo de falência ou de reestruturação de dívida. Para os ativos financeiros reconhecidos pelo custo amortizado, o montante da imparidade resulta da diferença entre o seu valor contabilístico e o valor atual dos fluxos de caixa futuros descontados à taxa de juro efetiva inicial. O valor contabilístico dos ativos financeiros é reduzido diretamente pelas perdas de imparidade detetadas, com exceção das contas a receber de clientes e outros devedores em que o Grupo constitui uma conta de Perdas de imparidade acumuladas específica para as mesmas. Quando uma conta a receber de clientes e outros devedores é considerada como incobrável a mesma é anulada por contrapartida da conta Perdas de imparidade acumuladas. Recebimentos posteriores de contas a receber de clientes e outros devedores anuladas das demonstrações financeiras são registados a crédito na demonstração dos resultados do exercício. Alterações ocorridas na conta Perdas de imparidade acumuladas são registadas na demonstração dos resultados do exercício. Com exceção dos Ativos financeiros disponíveis para venda, que correspondem a instrumentos de capital noutra entidade, se, num exercício subsequente, ocorrer uma diminuição das Perdas de imparidade acumuladas e se esse decréscimo se dever objetivamente a um evento posterior à data de reconhecimento de tal imparidade, esse decréscimo é registado através da demonstração dos resultados do exercício. b) Clientes e outros devedores As dívidas de Clientes e de Outros devedores não têm implícitos juros e são registadas pelo seu valor nominal deduzido de eventuais perdas de imparidade reconhecidas nas rubricas de Perdas de imparidade acumuladas, por forma a que as mesmas reflitam o seu valor realizável líquido. c) Empréstimos Os empréstimos são registados no passivo pelo valor nominal recebido líquido de comissões com a emissão desses empréstimos. Os encargos financeiros apurados de acordo com a taxa de juro efetiva são contabilizados na demonstração dos resultados de acordo com o princípio da especialização dos exercícios. d) Outras contas a pagar e outras dívidas de terceiros As contas a pagar e a receber correntes, que não vencem juros, são registadas pelo seu valor nominal, que é substancialmente equivalente ao seu justo valor. RELATÓRIO E CONTAS

90 e) Passivos financeiros e instrumentos de capital próprio Os passivos financeiros e os instrumentos de capital próprio são classificados de acordo com a substância contratual da transação. São considerados pelo Grupo instrumentos de capital próprio aqueles em que o suporte contratual da transação evidencie que o Grupo detém um interesse residual num conjunto de ativos após dedução de um conjunto de passivos. São considerados passivos financeiros aqueles em que é expetável que ocorra um pagamento de fundos. f) Instrumentos financeiros derivados O Grupo utiliza instrumentos financeiros derivados na gestão dos seus riscos financeiros unicamente como forma de garantir a cobertura desses riscos, não sendo utilizados instrumentos derivados com o objetivo de negociação. A utilização de instrumentos financeiros derivados encontra-se devidamente aprovada pelo Conselho de Administração do Grupo. Os instrumentos financeiros derivados utilizados pelo Grupo definidos como instrumentos de cobertura de fluxos de caixa respeitam exclusivamente a instrumentos de cobertura de taxa de juro e de taxa de câmbio de empréstimos obtidos. O montante dos empréstimos, prazos de vencimento dos juros e planos de reembolso dos empréstimos subjacentes aos instrumentos de cobertura de taxa de juro e de taxa de câmbio são em tudo idênticos às condições estabelecidas para os empréstimos contratados, pelo que configuram relações perfeitas de cobertura. Os critérios utilizados pelo Grupo para classificar os instrumentos financeiros derivados como instrumentos de cobertura de fluxos de caixa são os seguintes: - Espera-se que a cobertura seja altamente eficaz ao conseguir a compensação de alterações nos fluxos de caixa atribuíveis ao risco coberto; - A eficácia da cobertura pode ser mensurada com fiabilidade; - Existe adequada documentação sobre a transação a ser coberta no início da cobertura; - A transação objeto de cobertura é altamente provável. Os instrumentos de cobertura de taxa de juro (cobertura de cash-flow) e de taxa de câmbio são inicialmente registados pelo seu justo valor, se algum, e subsequentemente reavaliados ao seu justo valor. As alterações de justo valor destes instrumentos, associadas à parcela de cobertura efetiva, são reconhecidas na demonstração do rendimento integral na rubrica Reservas de cobertura Derivados, sendo transferidos para resultados no mesmo período em que o instrumento objeto de cobertura afeta os resultados. A parcela de cobertura não efetiva é registada na demonstração dos resultados do exercício, no momento em que é apurada. A mensuração dos instrumentos financeiros derivados é descontinuada quando o instrumento se vence ou é vendido. Nas situações em que o instrumento derivado deixe de qualificar como instrumento de cobertura, as diferenças de justo valor acumuladas e diferidas reconhecidas na demonstração do rendimento integral na rubrica Reservas de justo valor - Derivados são mantidas no capital próprio, e as mensurações subsequentes são registadas diretamente nas rubricas da demonstração dos resultados. g) Certificados verdes À data da publicação das demonstrações financeiras não existia norma contabilística ou uma interpretação nas Normas Internacionais de Relato Financeiro ( IFRS ) que refira especificamente sobre a contabilização de emissões ou certificados de energias renováveis. Os certificados verdes são instrumentos que aprovam a produção de uma dada quantia de eletricidade proveniente de fontes de energia renováveis. Quando os certificados são recebidos, a empresa reconhece um ativo em Outros ativos financeiros correntes e o correspondente Proveito Diferido. O proveito é reconhecido numa rubrica da demonstração dos resultados quando os certificados verdes são vendidos. Após o reconhecimento inicial, os certificados são avaliados ao preço transacionável disponível à data. No final de cada período, estes são avaliados usando o justo valor a essa data, o qual corresponde à cotação de mercado. A diferença resultante é registada numa rubrica da demonstração dos resultados, como Rendimentos e ganhos financeiros ou como Gastos e perdas financeiras. Os certificados são válidos por um dado período de tempo desde a sua data de emissão (16 meses na Roménia). O valor dos certificados revertido por não ter sido usado dentro do prazo de validade será registado em Gastos e perdas financeiras. 90 RELATÓRIO E CONTAS 2014

91 h) Letras descontadas e contas a receber cedidas em factoring O Grupo desreconhece ativos financeiros das suas demonstrações financeiras, unicamente quando o direito contratual aos fluxos de caixa inerentes a tais ativos já tiver expirado, ou quando o Grupo transfere substancialmente todos os riscos e benefícios inerentes à posse de tais ativos para uma terceira entidade. Se o Grupo retiver substancialmente os riscos e benefícios inerentes à posse de tais ativos, continua a reconhecer nas suas demonstrações financeiras os mesmos, registando no passivo na rubrica de Empréstimos a contrapartida monetária pelos ativos cedidos. Consequentemente, os saldos de clientes titulados por letras descontadas e não vencidas e as contas a receber cedidas em factoring à data de cada demonstração da posição financeira, com exceção das operações de factoring sem recurso, são relevadas nas demonstrações financeiras do Grupo até ao momento do seu recebimento. viii) Caixa e seus equivalentes Os montantes incluídos na rubrica de Caixa e seus equivalentes correspondem aos valores de caixa, depósitos bancários à ordem e a prazo e outras aplicações de tesouraria (com vencimento inferior a três meses, prontamente convertíveis para uma quantia conhecida de dinheiro, para os quais o risco de alteração de valor não é significativo). ix) Inventários As mercadorias, as matérias-primas, subsidiárias e de consumo são valorizadas ao menor do custo médio de aquisição, ou do respetivo valor de mercado (estimativa do seu preço de venda deduzido dos gastos a incorrer com a sua alienação). Os produtos acabados e semiacabados, os subprodutos e os produtos e trabalhos em curso são valorizados ao custo de produção, o qual é inferior ao respetivo valor de mercado. Os custos de produção incluem o custo da matéria-prima incorporada, mão de obra direta e gastos gerais de fabrico. São reconhecidas imparidades sempre que se estima que o valor realizável líquido é inferior ao valor contabilístico, sendo as imparidades reconhecidas na rubrica Outros rendimentos / (gastos) operacionais da Demonstração de Resultados (Nota 10). x) Especialização de exercícios As receitas e despesas são registadas de acordo com o princípio da especialização dos exercícios pelo qual estas são reconhecidas à medida que são geradas, independentemente do momento em que são recebidas ou pagas. As diferenças entre os montantes recebidos e pagos e as correspondentes receitas e despesas são registadas nas rubricas de Outros ativos correntes, Outros ativos não correntes, Outros passivos correntes e Outros passivos não correntes. xi) Rédito O rédito é registado pelo justo valor dos ativos recebidos ou a receber, líquido de descontos e de devoluções expetáveis. a) Reconhecimento de gastos e rendimentos em obras (construção de estruturas metálicas e construção de parques eólicos e solares chave na mão) O Grupo reconhece os resultados das obras, contrato a contrato, de acordo com o método da percentagem de acabamento, a qual é entendida como sendo a relação entre os gastos incorridos em cada obra até uma determinada data e a soma desses gastos com os gastos estimados para completar a obra. As diferenças obtidas entre os valores resultantes da aplicação do grau de acabamento aos rendimentos estimados e os valores faturados, são contabilizadas nas sub-rubricas Trabalhos em curso ou Faturação antecipada, incluídas nas rubricas Outros ativos correntes e Outros passivos correntes, respetivamente. Variações nos trabalhos face à quantia de rédito acordada no contrato são reconhecidas no resultado do exercício quando é provável que o cliente aprove a quantia de rédito proveniente da variação, e que esta possa ser mensurada com fiabilidade. As reclamações para reembolso de gastos não incluídos no preço do contrato são incluídas no rédito do contrato quando as negociações atinjam um estágio avançado de tal forma que é provável que o cliente aceite a reclamação, e que é possível mensurá-la com fiabilidade. Para fazer face aos gastos a incorrer durante o período de garantia das obras, o Grupo reconhece uma provisão para fazer face a tal obrigação legal, a qual é apurada tendo em conta o volume de produção anual e o historial de gastos incorridos no passado com as obras em período de garantia. RELATÓRIO E CONTAS

92 Quando é provável que os gastos totais previstos no contrato de construção excedam os rendimentos definidos no mesmo, a perda esperada é reconhecida imediatamente na demonstração dos resultados do exercício. b) Obras de curta duração Nestes contratos de prestação de serviços, o Grupo reconhece os rendimentos e gastos à medida que se faturam ou incorrem, respetivamente. c) Reconhecimento de gastos e rendimentos na atividade imobiliária Os gastos relevantes com os empreendimentos imobiliários são apurados tendo em conta os gastos diretos de construção, assim como todos os gastos associados à elaboração de projetos e licenciamento das obras. Os gastos imputáveis ao financiamento do empreendimento são também adicionados ao custo dos empreendimentos imobiliários, desde que estes se encontrem em curso. Considera-se, para efeito de capitalização dos encargos financeiros, que o empreendimento está em curso se aguardar decisão das autoridades envolvidas, ou se se encontrar em fase de construção. Caso o empreendimento não se encontre nestas fases é considerado parado e as capitalizações acima referidas são suspensas. O rédito, neste tipo de operações, tem sido gerado e reconhecido, essencialmente, aquando da transferência dos direitos e obrigações associados aos ativos, o que, em regra geral, coincide com a celebração da escritura de venda. d) Reconhecimento de rédito em vendas de mercadorias e produtos acabados O reconhecimento do rédito resultante da venda de mercadorias e de produtos acabados, ocorre unicamente quando todas as condições descritas abaixo se encontrarem cumpridas: - O Grupo transferiu para o comprador todos os riscos e benefícios significativos inerentes à posse dos bens alienados; - O Grupo não retém qualquer envolvimento ou qualquer controlo continuado sobre os bens alienados; - O montante do rédito possa ser estimado de forma fiável; - É provável que os benefícios económicos associados à alienação de tais bens venham a ser recebidos; e - Os gastos incorridos, ou a incorrer, com tal alienação possam ser estimados com fiabilidade. xii) Trabalhos para a própria empresa Os gastos internos (materiais, mão de obra e gastos gerais de fabrico) incorridos na produção de ativos fixos tangíveis são objeto de capitalização apenas quando sejam preenchidos os seguintes requisitos: - os ativos desenvolvidos são identificáveis; - existe forte probabilidade de os ativos gerarem benefícios económicos futuros; e - os gastos de desenvolvimento são mensuráveis de forma fiável. xiii) Gastos com a preparação de propostas Os gastos incorridos com a preparação de propostas em concursos diversos são reconhecidos na demonstração dos resultados do exercício em que são incorridos, em virtude do desfecho das propostas não ser controlável. xiv) Saldos e transações expressos em moeda estrangeira Demonstrações financeiras individuais: Todos os ativos e passivos expressos em moeda estrangeira são convertidos para a moeda de apresentação funcional, utilizando-se as cotações oficiais vigentes na data de reporte. As diferenças de câmbio, favoráveis e desfavoráveis, originadas pelas diferenças entre as taxas de câmbio em vigor na data das transações e aquelas em vigor na data das cobranças, pagamentos ou à data da demonstração da posição financeira, são registadas, pelo seu valor bruto, como ganhos e perdas na demonstração dos resultados do exercício. Demonstrações financeiras consolidadas: Na preparação das demonstrações financeiras consolidadas, os ativos e passivos das demonstrações financeiras das entidades estrangeiras do Grupo são convertidos para Euro utilizando as taxas de câmbio à data de fecho da demonstração da posição financeira. Os gastos e rendimentos, bem como os fluxos de caixa são igualmente convertidos para Euro, utilizando a taxa de 92 RELATÓRIO E CONTAS 2014

93 câmbio média verificada no exercício. Adicionalmente, alguns empréstimos de médio e longo prazo ou sem prazo de reembolso definido, concedidos a participadas que operam em países que não adotam o Euro, foram considerados como parte integrante do investimento líquido do Grupo. As diferenças cambiais resultantes destas conversões são registadas na demonstração do rendimento integral na rubrica Reservas de conversão cambiais. No momento da alienação de tais entidades estrangeiras, as diferenças de conversão cambiais acumuladas são registadas na demonstração dos resultados do exercício. O Goodwill e os ajustamentos para o justo valor dos ativos e passivos adquiridos, resultantes da aquisição de entidades estrangeiras, são tratados como ativos e passivos em moeda estrangeira e são convertidos para Euro utilizando as taxas de câmbio à data de fecho da demonstração da posição financeira. Foram usadas as seguintes taxas de câmbio na preparação das demonstrações financeiras: 1 EQUIVALE A: TAXA DE FECHO TAXA MÉDIA 31 DEZEMBRO DEZEMBRO 2013 EVOLUÇÃO EM % 31 DEZEMBRO DEZEMBRO 2013 EVOLUÇÃO EM % Dólar australiano 1,483 1,542-3,9% 1,472 1,378 6,8% Lev da Bulgária 1,956 1,956 0,0% 1,956 1,956 0,0% Coroa checa 27,735 27,427 1,1% 27,536 25,980 6,0% Zloti polaco 4,273 4,154 2,9% 4,184 4,200-0,4% Novo Leu da Roménia 4,483 4,471 0,3% 4,444 4,419 0,6% Dólar dos Estados Unidos 1,214 1,379-12,0% 1,329 1,328 0,0% Rand da África do Sul 14,035 14,566-3,6% 14,404 12,833 12,2% Real do Brasil 3,221 3,258-1,1% 3,121 2,869 8,8% Baht da Tailândia 39,910 45,178-11,7% 43,147 40,830 5,7% Kwanza Angola 124, ,830-6,7% 130, ,801 2,0% Dirham de Marrocos 10,990 11,237-2,2% 11,151 11,109 0,4% Libra esterlina 0,779 0,834-6,6% 0,806 0,849-5,1% Dólar canadiano 1,406 1,467-4,1% 1,466 1,368 7,1% Metical Moçambique 40,100 40,840-1,8% 41,135 39,662 3,7% Peso Mexicano 17,876 17,912-0,2% 17,655 16,966 4,1% Saudi Riyal (Arábia Saudita)/ SAR 4,560 5,167-11,7% 4,982 4,982 0,0% Chilean Peso 737, ,020 2,2% 756, ,113 14,5% Hryvna(Ucrânia) / (Ukraine) Hryvna 18,975 11,183 69,7% 15,634 10,732 45,7% xv) Impostos sobre o rendimento O imposto sobre o rendimento do exercício inclui o imposto corrente e o imposto diferido, de acordo com a IAS 12. O imposto corrente é calculado com base nos respetivos resultados tributáveis, de acordo com as regras fiscais em vigor no local da sede de cada empresa do Grupo. Os impostos diferidos são calculados com base no método da responsabilidade de balanço e referem-se às diferenças temporárias entre os montantes dos ativos e passivos para efeitos de reporte contabilístico e os seus respetivos montantes para efeitos de tributação, bem como a alguns créditos fiscais atribuídos ao Grupo. Os ativos e passivos por impostos diferidos são calculados e anualmente avaliados utilizando as taxas de tributação em vigor, ou anunciadas para estarem em vigor, à data da reversão das diferenças temporárias. Os ativos por impostos diferidos são registados apenas quando existem expetativas razoáveis de lucros fiscais futuros suficientes para os utilizar. Na data de cada demonstração da posição financeira é efetuada uma reapreciação dos impostos diferidos ativos, sendo os mesmos desreconhecidos sempre que deixe de ser provável a sua utilização futura. O montante de imposto diferido que resulte de transações ou eventos reconhecidos em contas de capital próprio, é registado diretamente nessas mesmas rubricas, não afetando o resultado do exercício. RELATÓRIO E CONTAS

94 xvi) Encargos financeiros com empréstimos obtidos Os encargos financeiros relacionados com empréstimos obtidos são reconhecidos como gasto do exercício de acordo com o princípio da especialização dos exercícios. Os encargos financeiros de empréstimos obtidos diretamente relacionados com a construção de ativos fixos e de alguns inventários (projetos imobiliários) são capitalizados, fazendo parte do custo do ativo. A capitalização destes encargos começa após o início da preparação das atividades de construção ou desenvolvimento do ativo e é interrompida após o início de utilização, no final de produção ou de construção do ativo ou quando o projeto em causa se encontra suspenso. xvii) Provisões As provisões são reconhecidas, quando e somente quando, o Grupo tem uma obrigação presente (legal ou implícita) resultante de um evento passado, seja provável que para a resolução dessa obrigação ocorra uma saída de recursos e o montante da obrigação possa ser razoavelmente estimado. As provisões são revistas na data de cada demonstração da posição financeira e são ajustadas de modo a refletir a melhor estimativa a essa data, tendo em consideração os riscos e incertezas inerentes a tais estimativas. Quando uma provisão é apurada tendo em consideração os fluxos de caixa futuros necessários para liquidar tal obrigação, a mesma é registada pelo valor atual dos mesmos. As provisões constituídas pela empresa resultam, essencialmente de: i) Garantias de construção O Grupo reconhece uma provisão para os custos estimados a incorrer no futuro com a garantia de construção prestada sobre estruturas metálicas os parques, eólicos ou solares, vendidos. Esta provisão é constituída na data da alienação ou da prestação do serviço, afetando o ganho obtida na mesma. No final do período de garantia (em média 5 anos) qualquer valor remanescente da provisão é revertido por resultados do exercício. ii) Contratos onerosos O Grupo reconhece uma provisão para contratos onerosos, na data em que para os contratos de construção em curso se determine que o custo a incorrer para satisfazer a obrigação assumida excede os benefícios económicos estimados. Esta análise é efetuada contrato a contrato de acordo com a informação prestada pelos responsáveis dos projetos. iii) Processos judiciais em curso É reconhecida uma provisão para processos judiciais em curso quando exista uma estimativa fiável de custos a incorrer decorrentes de ações interpostas por terceiros. iv) Ativos financeiros em equivalência patrimonial É reconhecida uma provisão sempre que a empresa participada tem capital próprio negativo e se considera que o Grupo assumiu responsabilidades para além da sua participação no capital. xviii) Subsídios atribuídos pelo Estado Subsídios atribuídos para financiar ações de formação de pessoal e de apoio à contratação são reconhecidos como rendimentos durante o período de tempo durante o qual o Grupo incorre nos respetivos gastos. Subsídios atribuídos para financiar investimentos em ativos são registados como rendimentos diferidos e reconhecidos na demonstração dos resultados, na rubrica de Outros rendimentos operacionais, durante o período de vida útil estimado para os bens subsidiados. xix) Imparidade de ativos que não Goodwill É efetuada uma avaliação de imparidade à data de cada demonstração da posição financeira sempre que seja identificado um evento ou alteração nas circunstâncias que indique que o montante pelo qual um ativo se encontra registado possa não ser recuperado. Sempre que o montante pelo qual um ativo se encontra registado é superior à sua quantia recuperável, é reconhecida uma perda de imparidade, registada na demonstração dos resultados na rubrica de Perdas de imparidade. A quantia recuperável é a mais alta do preço de venda líquido e do valor de uso. O preço de venda líquido é o montante que se obteria com a alienação 94 RELATÓRIO E CONTAS 2014

95 do ativo numa transação ao alcance das partes envolvidas, deduzido dos gastos diretamente atribuíveis à alienação. O valor de uso é o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados que se espera que surjam do uso continuado do ativo e da sua alienação no final da sua vida útil. A quantia recuperável é estimada para cada ativo individualmente ou, no caso de não ser possível, para a unidade geradora de caixa à qual o ativo pertence. A reversão de perdas de imparidade reconhecidas em períodos anteriores é registada quando os motivos que provocaram o registo das mesmas deixaram de existir e, consequentemente, o ativo deixa de estar em imparidade. A reversão das perdas de imparidade é reconhecida na demonstração dos resultados como resultados operacionais. Contudo, a reversão de uma perda de imparidade é efetuada até ao limite da quantia que estaria reconhecida (quer através do custo histórico, quer através do seu valor reavaliado, líquido de amortizações ou depreciações) caso a perda de imparidade não tivesse sido registada em exercícios anteriores. xx) Benefícios aos empregados Remunerações variáveis De acordo com as disposições estatutárias de algumas sociedades do Grupo, os acionistas destas sociedades aprovam em Assembleia-Geral ou uma Comissão de Fixação de Vencimentos eleita pelos acionistas fixa, quando eleita, a remuneração fixa e a remuneração variável a ser distribuída aos membros dos órgãos sociais. As remunerações variáveis são contabilizadas nos resultados do exercício a que respeitam. xxi) Classificação na demonstração da posição financeira Os ativos realizáveis e os passivos exigíveis a mais de um ano da data da demonstração da posição financeira são classificados, respetivamente, como ativos e passivos não correntes. Adicionalmente, pela sua natureza, os Impostos diferidos e as Provisões são classificados como ativos e passivos não correntes. xxii) Ativos e passivos contingentes Os passivos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras consolidadas, sendo os mesmos divulgados, a menos que a possibilidade de uma saída de fundos afetando benefícios económicos futuros seja remota. Um ativo contingente não é reconhecido nas demonstrações financeiras, mas divulgado no anexo quando é provável a existência de um benefício económico futuro. xxiii) Demonstração dos fluxos de caixa A demonstração consolidada dos fluxos de caixa é preparada de acordo com a IAS 7, através do método direto. O Grupo classifica na rubrica Caixa e seus equivalentes os investimentos com vencimento a menos de três meses, prontamente convertíveis para uma quantia conhecida de dinheiro, e para os quais o risco de alteração de valor é insignificante. A demonstração dos fluxos de caixa encontra-se classificada em atividades operacionais, de financiamento e de investimento. As atividades operacionais englobam os recebimentos de clientes, pagamentos a fornecedores, pagamentos a pessoal e outros relacionados com a atividade operacional. Os fluxos de caixa abrangidos nas atividades de investimento incluem, nomeadamente, aquisições e alienações de investimentos em empresas participadas e recebimentos e pagamentos decorrentes da compra e da venda de ativos tangíveis e intangíveis. Os fluxos de caixa abrangidos nas atividades de financiamento incluem, designadamente, os pagamentos e recebimentos referentes a empréstimos obtidos, contratos de locação financeira, e pagamento de dividendos. xxiv) Eventos subsequentes Os eventos ocorridos após a data das demonstrações financeiras que proporcionem informação adicional sobre condições que existiam à data das demonstrações financeiras (adjusting events) são refletidos nas demonstrações financeiras consolidadas. Os eventos após a data das demonstrações financeiras que proporcionem informação sobre condições que ocorram após a data das demonstrações financeiras (non adjusting events), se materiais, são divulgados no anexo às demonstrações financeiras consolidadas. xxv) Julgamentos e estimativas Na preparação das demonstrações financeiras consolidadas, o Conselho de Administração do Grupo baseou-se no melhor conhecimento e na experiência de eventos passados e/ou correntes considerando determinados pressupostos relativos a eventos futuros. RELATÓRIO E CONTAS

96 As estimativas contabilísticas mais significativas refletidas nas demonstrações financeiras consolidadas dos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e de 2013 incluem: - vidas úteis dos ativos tangíveis; - justo valor das propriedades de investimento; - testes de imparidade realizados ao Goodwill; - registo de provisões e perdas de imparidade; - reconhecimento de rendimentos em obras em curso e garantias; - reconhecimento de ativos por impostos diferidos decorrentes de perdas fiscais; - apuramento do justo valor dos instrumentos financeiros derivados. As estimativas foram determinadas com base na melhor informação disponível à data da preparação das demonstrações financeiras consolidadas. No entanto, poderão ocorrer situações em períodos subsequentes que, não sendo previsíveis à data, não foram consideradas nessas estimativas. Alterações a estas estimativas que ocorram posteriormente à data das demonstrações financeiras consolidadas serão corrigidas em resultados de forma prospetiva, conforme disposto pelo IAS 8. xxvi) Gestão dos riscos financeiros A incerteza, característica dominante dos mercados, comporta em si uma variedade de riscos aos quais as atividades do Grupo Martifer se encontram expostas, designadamente, risco de preço, risco de taxa de câmbio, risco de taxa de juro, risco de liquidez e risco de crédito. a) Risco de preço A volatilidade do preço das matérias-primas constitui um risco para o Grupo, tanto na área de Construção Metálica como na Solar. Alterações do preço do aço e do alumínio afetam a atividade operacional da área de negócio de construção metálica, assim como a evolução de mercado dos preços dos painéis solares podem também influenciar a atividade solar. A Martifer tem procurado mitigar este risco da mesma forma nas duas áreas, ou seja, através de contratos com clientes que permitam repercutir as alterações do preço da matéria-prima no valor pago pelo cliente e garantindo junto dos seus fornecedores preços fixos para projetos de grande dimensão. b) Risco de taxa de câmbio O risco da taxa de câmbio traduz-se na possibilidade de registar perdas ou ganhos em resultado de variações de taxas de câmbio entre diferentes divisas. A internacionalização do Grupo obriga-o a estar exposto ao risco de taxa de câmbio das moedas de diferentes países. A exposição ao risco de taxa de câmbio do Grupo resulta fundamentalmente das atividades operacionais (em que os gastos, rendimentos, ativos e passivos são denominados em moedas diferentes da moeda de relato), das operações realizadas entre essas subsidiárias e outras empresas do Grupo e da existência de transações efetuadas pelas empresas operacionais em moeda diferente da moeda de reporte do Grupo. A política de gestão de risco de taxa de câmbio seguida pelo Grupo tem como objetivo último diminuir ao máximo a sensibilidade dos seus resultados a flutuações cambiais. No âmbito da atividade operacional de todas as subsidiárias, procura-se que as transações sejam realizadas nas respetivas moedas locais. Pela mesma razão, os empréstimos contraídos pelas subsidiárias estrangeiras são preferencialmente contraídos nas respetivas moedas locais. No que respeita à cobertura de risco cambial, as operações de cobertura são esporádicas por se considerar que o seu custo é, por vezes, excessivo face ao nível dos riscos envolvidos. No entanto, sempre que considerado adequado, o Grupo contrata a cobertura de taxas de câmbio por forma a cobrir o risco. Por norma, só são efetuadas operações sobre taxas de câmbio que se destinam a cobrir riscos de posições já existentes ou contratadas e os termos da cobertura são negociados de forma a serem condizentes com os termos do instrumento coberto de forma a maximizar a eficácia da cobertura. O montante de ativos e passivos (em Euro) do Grupo registados em moeda diferente do Euro, materialmente relevantes, pode ser resumido como se segue: 96 RELATÓRIO E CONTAS 2014

97 ATIVOS PASSIVOS 1 EQUIVALE A: ANO 2014 ANO 2013 ANO 2014 ANO 2013 Novo Leu (Roménia) Zloti (Polónia) Dólar Americano (E.U.A.) Kwanza (Angola) Real (Brasil) Dirham (Marrocos) Dólar Australiano (Austrália) Coroa Checa (República Checa) Dólar Canadiano (Canadá) Libra Esterlina (Reino Unido) Peso Mexicano (Mexico) Riyal Saudita (Arábia Saudita) Hryvnia (Ucrânia) Os eventuais impactos gerados nas demonstrações financeiras do Grupo pela transposição das demonstrações financeiras das suas subsidiárias, que relatam em moeda diferente do Euro, caso ocorresse uma variação de 1p.p. nas taxas de câmbio acima referidas, podem ser resumidos como se segue (valores em Euro): 1 EQUIVALE A: DEPRECIAÇÃO DA MOEDA LOCAL FACE AO EURO IMPACTO EM RESULTADOS IMPACTO EM CAPITAIS PRÓPRIOS IMPACTO EM RESULTADOS IMPACTO EM CAPITAIS PRÓPRIOS Novo Leu (Roménia) 1% ( ) ( ) Zloti (Polónia) 1% Dólar Americano (E.U.A.) 1% (42.184) Libra Esterlina (Reino Unido) 1% (28.553) (42.039) (53.837) Coroa Checa (República Checa) 1% 719 (154) (680) (1.235) Dirham (Marrocos) 1% (169) Dólar Australiano (Austrália) 1% Kwanza (Angola) 1% (16.013) ( ) (5.937) (98.759) Real (Brasil) 1% (75.308) ( ) (21.649) ( ) Dólar Canadiano (Canadá) 1% (215) Peso Mexicano (México) 1% Riyal Saudita (Arábia Saudita) 1% (3.671) (4.311) (3.178) (265) Hryvnia (Ucrânia) 1% (3.750) (7.088) c) Risco de taxa de juro O risco de taxa de juro traduz a possibilidade de existirem flutuações no montante dos encargos financeiros futuros em empréstimos contraídos devido à evolução do nível de taxas de juro de mercado. O custo da divida financeira contraída pelo Grupo está indexado a taxas de referência de curto prazo, revistas com uma periodicidade inferior a um ano, e adicionadas de prémios de risco oportunamente negociados. Assim, variações nas taxas de juro podem afetar os resultados do Grupo. A exposição do grupo ao risco da taxa de juro advém de passivos financeiros contratados a taxa fixa e/ou taxa variável. No primeiro caso, o Grupo enfrenta um risco de variação do justo valor desses ativos ou passivos na medida em que qualquer alteração das taxas de mercado envolve um custo de oportunidade. No segundo caso tal alteração tem impacto direto no valor dos juros, provocando, consequentemente, variações de caixa. No final de 2014, a dívida de médio e longo prazo exposta a taxa fixa situava-se nos 1,75 % (98,25 % taxa variável), o que compara com 3 % (taxa fixa) e 97 % (taxa variável) em RELATÓRIO E CONTAS

98 Nos empréstimos de médio e longo prazo mais significativos, o Grupo recorre sempre que considera adequado a empréstimos de taxa fixa ou a instrumentos financeiros derivados de taxa de juro no sentido de gerir a sua exposição a alterações nas taxas de juro vigentes nesses empréstimos. O montante dos empréstimos, prazos de vencimento dos juros e planos de reembolso dos empréstimos subjacentes aos derivados de taxa de juro contratados são em tudo idênticos às condições estabelecidas para os empréstimos contraídos, pelo que configuram relações perfeitas de cobertura. No final do ano de 2014 o grupo procurou junto das instituições financeiras renegociar as taxas de prémio de risco (spread) de forma a permitir uma exposição menor ao risco da taxa de juro e, consequentemente, ir ao encontro dos recursos de tesouraria libertos previstos no projeto de reestruturação. A análise de sensibilidade à variação para mais ou menos 1 p.p. na taxa de juro é apresentada na nota 30 Empréstimos. d) Risco de liquidez O risco de liquidez traduz a capacidade do Grupo fazer face às suas responsabilidades financeiras tendo em conta os recursos financeiros disponíveis. O principal objetivo da política de gestão de risco de liquidez é garantir que o grupo tem ao seu dispor, a qualquer momento, os recursos financeiros suficientes para fazer face às suas responsabilidades e prosseguir as estratégias delineadas, honrando todos os compromissos assumidos com terceiros, através de uma adequada gestão da relação custo maturidade dos financiamentos. Adicionalmente e atendendo ao cariz de médio/longo prazo dos investimentos efetuados, o Grupo procurou reestruturar a divida de forma a que acompanhe a maturidade dos ativos associados, não hipotecando o compromisso decorrente da sua atividade operacional de curto prazo. Nesse sentido, o Grupo tenciona adequar a maturidade de inflows da atividade operacional e de (des)investimento aos outflows da atividade de financiamento. No final de 2014, o Grupo procurou junto das principais instituições financeiras reestruturar a sua dívida através do reescalonamento do vencimento ao longo do tempo, alargando a maturidade média da dívida para a tornar mais coincidente com o grau de permanência dos seus ativos de longo prazo e uma maturidade que permita que os excedentes de tesouraria sejam suficientes para cumprir com as suas responsabilidades. O Grupo tem a expetativa de concluir o processo de negociação durante o primeiro semestre de 2015 A direção financeira faz o acompanhamento da implementação das políticas de gestão de risco definidas pela administração de forma a garantir que os riscos económicos e financeiros são identificados, mensurados e geridos de acordo com tais políticas. e) Risco de crédito O agravamento das condições económicas globais ou adversidades que afetem as economias a uma escala local, nacional ou internacional podem originar a incapacidade dos clientes do grupo Martifer para saldar as suas obrigações, com eventuais efeitos negativos nos resultados do Grupo. O Grupo encontra-se sujeito ao risco no crédito que concerne à atividade operacional Clientes e outras contas a receber. Cientes desta realidade, o Grupo procura avaliar o risco de crédito de todos os seus clientes como racional para o estabelecimento do crédito a conceder, sendo objetivo último assegurar a efetiva cobrança dos créditos nos prazos estabelecidos. Com este objetivo, o Grupo recorre a agências de informação financeira e avaliação de crédito e efetua regularmente análises de risco e controlo de crédito, bem como cobrança e gestão de processos em contencioso, procedimentos essenciais para gerir a atividade creditícia e minimizar a ocorrência de incobráveis. xxvii) Gestão dos riscos operacionais a) Construção Metálica Os riscos operacionais na área de Construção Metálica, que a partir de 2011 passou também a integrar a área de equipamentos para energia, agrupam-se atualmente em três fontes de riscos - risco de cliente, risco de fornecedor e risco externo, que por sua vez se subdivide em problemas específicos. 98 RELATÓRIO E CONTAS 2014

99 No risco de cliente, podem ser identificadas, por exemplo, questões que possam ocorrer ao nível da contratação, como a falta de convergência na interpretação e aplicação das disposições contratuais, o desagrado ou insatisfação com o serviço/produto e ainda o risco de incumprimento no pagamento do preço estipulado após a entrega dos projetos. No que diz respeito à volatilidade da procura, será de realçar que a área de negócio depende, em parte, do lançamento de concursos públicos para obras de infraestruturas públicas (e.g. pontes, aeroportos, gares). No âmbito dos concursos públicos, a Martifer está sujeita a uma regulamentação complexa, própria de cada país, nomeadamente no que respeita à apresentação de propostas e à elaboração de dossiers administrativos completos com respeito pelo caderno de encargos definido pela entidade contratante, que poderão representar custos acrescidos para o grupo Martifer. É de realçar que, não obstante a referida dependência de concursos públicos, a Martifer tem tido a capacidade de captar negócios não sujeitos a concurso público, reduzindo a sua exposição a este risco. No risco de fornecedor é de sublinhar que a Martifer Construções, como perita em projetos de engenharia, recorre muitas vezes à subcontratação de outras empresas, que por sua vez podem falhar na execução dos seus contratos e comprometer em efeito dominó o compromisso na entrega on time dos projetos. Ou seja, associado à construção está ainda o risco de eventuais atrasos na entrega de obras, com as inerentes penalizações contratuais. Finalmente, no âmbito dos riscos externos, e sendo certo que a área de Construção Metálica tem uma forte correlação com o crescimento da economia e com a formação bruta de capital fixo, é portanto sensível à atual conjuntura económica. Nesse sentido, o agravamento da crise da dívida soberana na Europa levanta também outros problemas nomeadamente os planos de austeridade que implicam cortes severos e transversais no investimento público e a diminuição significativa de liquidez na totalidade do sistema financeiro, que leva muitas vezes a que, apesar da existência de projetos aliciantes, não exista, porém, o correspondente capital que permita a sua execução. A forma que a área de Construção Metálica encontrou para mitigar estes riscos externos foi através da dispersão dos negócios por diferentes geografias, nomeadamente pela entrada em mercados que registam maiores taxas de crescimento no setor da construção, como o caso do mercado angolano, do mercado brasileiro e do mercado argelino, ou mesmo países de visita como a Arábia Saudita, que permitirão compensar quer os efeitos da recessão económica em Portugal quer o abrandamento económico na Europa. b) Solar Na atividade de desenvolvimento e instalação de parques chave na mão, eventuais atrasos na obtenção das licenças necessárias por parte dos clientes finais ou atrasos não antecipados na entrega de equipamentos poderão pôr em causa os calendários inicialmente previstos para a execução dos respetivos projetos. Apesar de contratualmente este tipo de atrasos não ser alvo de penalizações, em alguns casos esta situação pode constituir um risco para o Grupo em virtude das dificuldades de planeamento que pode acarretar. Adicionalmente, a crise no mercado financeiro tem vindo a dificultar o acesso a financiamento por parte dos promotores, levando ao adiamento de alguns projetos. A diversificação do negócio ao longo da cadeia de valor e a carteira diversificada de clientes, dentro e fora do Grupo, que vêm sendo adotados, permitirão reduzir o eventual impacto desta situação. Os módulos solares fotovoltaicos produzidos pela empresa são comercializados com uma garantia de produto de 5 anos e garantia de performance de 25 anos, pelo que este segmento está exposto ao risco de reclamações por garantias por períodos muito longos após a venda dos equipamentos. Nesse sentido, eventuais problemas com a qualidade dos produtos ou performance podem implicar custos elevados. A performance dos sistemas solares é também garantida no caso dos módulos que são adquiridos para a construção de parques solares, sendo que, nesta situação, a responsabilidade do Grupo é diminuída porque existe direito de regresso sobre os fornecedores. Por outro lado, muitos equipamentos de produção de módulos solares fotovoltaicos são customizados para matérias-primas específicas, pelo que existe o risco de dependência de fornecedores de matéria-prima chave. O Grupo tem vindo a mitigar este risco através do estabelecimento de contratos de longo prazo para algumas matérias-primas, realizando uma seleção criteriosa dos fornecedores e diligenciando no sentido da obtenção de uma diversificação de fornecedores para cada uma das matériasprimas relevantes do processo produtivo. c) RE Developer Os índices de produtividade ligados ao negócio das energias renováveis dependem da quantidade de energia produzida pelos parques eólicos e da sua rentabilidade, fatores que dependem da localização dos parques eólicos e das estações do ano (sazonalidade). Uma vez que as turbinas apenas entram em funcionamento quando a velocidade do vento se situa dentro de RELATÓRIO E CONTAS

100 limites específicos, que variam de acordo com o fabricante e o tipo de turbina, se a referida velocidade não se situar dentro desses limites ou se situar no limiar inferior dos mesmos, a produção de energia nos parques eólicos diminuirá. A disponibilidade e a curva de potência de cada turbina são garantidas contratualmente, sendo estabelecidas indemnizações a serem pagas pelos fornecedores quando a disponibilidade não for satisfeita ou a curva de potência não for atingida. Este risco é mitigado também através da diversificação geográfica dos parques eólicos, o que permite compensar as variações do vento em cada área e manter a quantidade total de energia produzida relativamente estável. LICENCIAMENTO: Os parques eólicos e solares estão sujeitos a rigorosa regulamentação em matéria de desenvolvimento, construção, licenciamento e operação de centrais. Se as autoridades relevantes nas jurisdições em que o Grupo opera deixarem de continuar a apoiar, ou reduzirem o seu apoio ao desenvolvimento de parques eólicos e solares, tais ações poderão ter um impacto significativo sobre a atividade. xxviii) Gestão dos riscos Jurídicos A Martifer está sujeita a leis e regulamentos nacionais e locais das várias geografias e mercados onde está presente e que visam assegurar, entre outros, os direitos dos trabalhadores, a proteção do meio ambiente e o ordenamento do território e a manutenção de um mercado aberto e competitivo. Assim, as alterações legislativas e regulatórias que possam abranger as condições de condução das atividades do Grupo e, consequentemente, prejudicar ou impedir o alcance dos objetivos estratégicos implicam a adaptação da Empresa às novas realidades de regulação. A gestão dos riscos jurídicos é efetuada pelos departamentos jurídicos da holding e de cada Área de Negócio do Grupo e monitorizada no âmbito das assessorias legais e fiscais dedicadas às respetivas atividades, que funcionam na dependência da administração e gestão, desenvolvendo as suas competências em articulação com os demais departamentos fiscais e financeiros, de forma a assegurar a proteção dos interesses da Sociedade e, em última instância, dos stakeholders, no respeito estrito pelo cumprimento dos seus deveres legais. Os membros que integram os referidos departamentos jurídicos e assessorias possuem formação especializada e participam regularmente em ações de formação e atualização. A assessoria legal e fiscal é igualmente garantida, a nível nacional e internacional, por profissionais externos, selecionados de entre firmas de reconhecida reputação e de acordo com elevados critérios de competência, ética e experiência. 2. EMPRESAS INCLUÍDAS NAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 e 2013, as empresas incluídas na consolidação, respetivos métodos de consolidação, bem como as suas sedes sociais e proporção do capital detido, são como se segue: EMPRESAS CONSOLIDADAS PELO MÉTODO INTEGRAL PROPORÇÃO DO CAPITAL DETIDO PELA MARTIFER SGPS Ano 2013 EMPRESA SEDE DESIGNAÇÃO DIRETAMENTE INDIRETAMENTE TOTAL TOTAL Martifer SGPS, S.A. Oliveira de Frades Martifer SGPS Holding Martifer Inovação e Gestão, S.A. Oliveira de Frades Martifer Inovação 100,00% - 100,00% 100,00% Martifer Gestiune Si Servicii, S.R.L. Bucareste Martifer Inovação Roménia 100,00% - 100,00% 100,00% Martifer Metallic Constructions SGPS, S.A. Oliveira de Martifer Metallic Frades Constructions 75,00% - 75,00% 100,00% Martifer - Construções Metalomecânicas, S.A. Oliveira de Frades Martifer Construções - 79,18% 79,18% 100,00% Martifer Mota-Engil Coffey Construction Joint Venture Limited Dublin MMECC 1) - 47,51% 47,51% 60,00% Martifer Construcciones Metálicas España, S.A. Madrid Martifer Espanha - 75,00% 75,00% 100,00% Martifer Construções Metálicas Angola, S.A. Luanda Martifer Angola - 59,06% 59,06% 78,75% Martifer Construction Limited Dublin Martifer Irlanda - 75,00% 75,00% 100,00% 100 RELATÓRIO E CONTAS 2014

101 PROPORÇÃO DO CAPITAL DETIDO PELA MARTIFER SGPS Ano 2013 EMPRESA SEDE DESIGNAÇÃO DIRETAMENTE INDIRETAMENTE TOTAL TOTAL Martifer Polska Sp. Zo.o. Gliwice Martifer Polska - 75,00% 75,00% 100,00% Martifer Constructions, SAS Rungis Martifer França - 75,00% 75,00% 100,00% Martifer Constructii SRL Bucareste Martifer Constructii - 75,00% 75,00% 100,00% Park Logistyczny Biskupice Gliwice Biskupice - 75,00% 75,00% 100,00% Martifer Konstrukcje Sp. Z o.o. Gliwice Martifer Konstrukcje - 75,00% 75,00% 100,00% Martifer Slovakia S.R.O. Bratislava Martifer Slovakia - 75,00% 75,00% 100,00% Sociedade de Madeiras do Vouga, S.A. Albergaria-a-Velha Madeiras do Vouga - 75,00% 75,00% 100,00% Martifer - Gestão de Investimentos, S.A. Oliveira de Frades MGI - 75,00% 75,00% 100,00% Nagatel Viseu, Promoção Imobiliária, S.A. Oliveira de Frades Nagatel Viseu - 75,00% 75,00% 100,00% Martifer Retail & Warehousing Angola, S.A. Luanda Martifer Retail Angola - 75,00% 75,00% 100,00% Martifer Aluminium Pty, Ltd Sidney Sassall - 75,00% 75,00% 100,00% Martifer - Alumínios, S.A. Oliveira de Frades Martifer Alumínios - 75,00% 75,00% 100,00% Martifer Alumínios Angola, S.A. Luanda Martifer Alumínios Angola - 75,00% 75,00% 100,00% Martifer Aluminium Limited Dublin Martifer Aluminium Irlanda - 75,00% 75,00% 100,00% Martifer Aluminium UK Limited Londres Martifer Aluminium Reino Unido - 75,00% 75,00% 100,00% Martifer Aluminium SAS Rungis Martifer Aluminium França - 75,00% 75,00% 100,00% Martifer Alumínios Ltda São Paulo Martifer Alumínios Brasil - 74,99% 74,99% 99,99% Martifer UK Limited Londres Martifer UK - 75,00% 75,00% 100,00% MT Construction Maroc, S.A.R.L. Tânger Martifer Marrocos - 75,00% 75,00% 100,00% Martifer - Construções Metálicas, Ltda. Fortaleza Martifer Brasil - 74,85% 74,85% 99,80% Saudi Martifer Constructions LLC Riade Martifer Arábia Saudita - 75,00% 75,00% 100,00% Martifer Beteiligungsverwaltungs GmbH Viena Martifer GmbH 100,00% - 100,00% 100,00% M City Gliwice Sp. Zo.o Gliwice M City Gliwice - 75,00% 75,00% 100,00% Martifer Energy Systems II, SGPS, S.A. Oliveira de Frades Martifer Energy Systems II 100,00% - 100,00% 100,00% Martifer Energia S.R.L. Bucareste Martifer Energia Roménia - 100,00% 100,00% 100,00% Martifer Energia LLC Kiev Martifer Energia Ucrânia - 100,00% 100,00% 100,00% Martifer Wind Energy Systems LLC San Angelo TX Martifer Wind USA - 100,00% 100,00% 100,00% Martifer Energy Systems PTY Cidade do Cabo Martifer Energia África do Sul - 85,00% 85,00% 85,00% Navalria Docas, Construções e Reparações Navais, S.A. Aveiro Navalria - 100,00% 100,00% 100,00% Gebox, S.A. Ílhavo Gebox - 100,00% 100,00% 100,00% West Sea - Estaleiros Navais, Lda. Oliveira de Frades West Sea - 100,00% 100,00% 100,00% Martifer Global SGPS, S.A. Oliveira de Frades Martifer Global 100,00% - 100,00% 100,00% Martifer Construcciones Peru, S.A. Lima Martifer Peru - 100,00% 100,00% 100,00% Global Holding Limited Zebbug Global Holding Limited - 100,00% 100,00% 100,00% Global Engineering & Construction Limited Zebbug Global Engineering - 100,00% 100,00% 100,00% Martifer Solar SGPS, S.A. Oliveira de Frades Martifer Solar SGPS 100,00% - 100,00% 100,00% Martifer Solar, S.A. Oliveira de Frades Martifer Solar 4) - 55,00% 55,00% 55,00% Martifer Solar Sistemas Solares, S.A. Madrid Martifer Solar Sistemas 4) Solares - 55,00% 55,00% 55,00% Solar Parks Construccion Parques Solares ETVE, S.A. Madrid Solar Parks 4) - 55,00% 55,00% 55,00% Parque Solar Seseña III, S.L. Madrid Seseña III 4) - 55,00% 55,00% 55,00% MTS Solar Sistemas Solares, S.A. Cidade do México Martifer Solar México 4) - 54,45% 54,45% 54,45% Martifer Solar Chile Holding, Lda Santiago do Chile Martifer Solar Chile 4) - 55,00% 55,00% 55,00% Martifer Solar Chile Operaciones Limitada Santiago do Chile Solar Chile Operaciones 4) - 55,00% 55,00% 55,00% Martifer Solar Sistemas Solares Equador S.A. Sangolquí Martifer Solar Equador 4) ,45% Martifer Solar Servicios México Cidade do México Martifer Solar Servicios 4) México - 55,00% 55,00% 55,00% Martifer Solar S.R.L. Milão Martifer Solar Itália 4) - 55,00% 55,00% 55,00% MTS1 S.R.L. Siracusa MTS1 4) - 55,00% 55,00% 55,00% MTS2 S.R.L. Siracusa MTS2 4) - 55,00% 55,00% 55,00% MTS3 S.R.L. Siracusa MTS3 4) - 55,00% 55,00% 55,00% Martifer Solar RO S.R.L. Bucareste Martifer Solar Roménia 4) - 55,00% 55,00% 55,00% Martifer Solar Inc. S. Francisco CA Martifer Inc. 4) - 55,00% 55,00% 55,00% Martifer Solar USA, Inc. Santa Monica CA AEM 6) ,61% Martifer Aurora Solar, LLC Santa Monica CA Solar Aurora 1) 6) ,07% MT Silverado Fund I LLC S. Francisco CA Silverado 1) 4) - 31,42% 31,42% 31,42% Martifer Solar Finance LLC S. Francisco CA Martifer Solar Finance 4) - 55,00% 55,00% 55,00% Martifer Solar Hellas, A.T.E. Atenas PVI 1) 4) - 39,13% 39,13% 39,13% Martifer Solar Angola Luanda Martifer Solar Angola 1) 4) - 41,25% 41,25% 41,25% Martifer Solar N.V. Deerlijk Martifer Solar Bélgica 4) - 55,00% 55,00% 55,00% Martifer Solar UK Limited Londres Martifer Solar UK 4) - 55,00% 55,00% 55,00% MTS Exbury Solar Limited Londres MTS Exbury Solar Limited 4) - 55,00% 55,00% - MTS Manton Manor Solar Limited Londres MTS Manton Manor Solar 4) Limited - 55,00% 55,00% - MTS Stud Farm Solar Limited Londres MTS Stud Farm Solar - 55,00% 55,00% - RELATÓRIO E CONTAS

102 PROPORÇÃO DO CAPITAL DETIDO PELA MARTIFER SGPS Ano 2013 EMPRESA SEDE DESIGNAÇÃO DIRETAMENTE INDIRETAMENTE TOTAL TOTAL Limited 4) MTS Penderi Solar Limited Londres MTS Penderi Solar Limited 4) - 55,00% 55,00% - Martifer Solar S.A.S. Lyon Martifer Solar França 4) - 55,00% 55,00% 55,00% Martifer Solar CZ Praga Martifer Solar República 4) Checa - 55,00% 55,00% 55,00% Home Energy France SAS Lyon Home Energy França 4) - 55,00% 55,00% 55,00% PVGlass S.r.l Milão PVGlass Itália 4) - 55,00% 55,00% 55,00% MPrime Solar Solutions, S.A. Oliveira de Frades Mprime 4) - 55,00% 55,00% 55,00% MPrime GMBH Munique MPrime GMBH 4) - 55,00% 55,00% 55,00% Sol Cativante, Lda. Sever do Vouga Sol Cativante 4) - 55,00% 55,00% 55,00% Martifer Solar Investments, B.V. Amesterdão Martifer Solar Holanda 4) - 55,00% 55,00% 55,00% Martifer Solar Canadá, Ltd. Toronto Martifer Solar Canadá 5) ,00% MTS6 S.R.L. Siracusa MTS6 4) - 55,00% 55,00% 55,00% Martifer Solar SK s.r.o. Dolny Kubin Martifer Solar Eslováquia 4) - 55,00% 55,00% 55,00% Ginosa Solar Farm, S.R.L. Roma Ginosa Solar Farm 4) - 55,00% 55,00% 55,00% Solar Spritehood S.R.L Roma Solar Spritehood 4) - 55,00% 55,00% 55,00% MTS7, S.R.L. Roma MTS7 4) - 55,00% 55,00% 55,00% Canopy - Naos Paris Canopy Naos 4) - 55,00% 55,00% 55,00% Steadfast Fairview Solar, Ltd Andover Steadfast Fairview Solar 4) - 55,00% 55,00% 55,00% Steadfast Molland Solar, Ltd Andover Steadfast Molland Solar 4) ,00% Martifer Solar UA, LLC Kiev Martifer Solar Ucrânia 4) - 55,00% 55,00% 55,00% Inspira Martifer Solar Limited Mumbai Inspira Martifer Solar 1) 4) - 28,05% 28,05% 28,05% Societé Developpement Local SA Dakar Martifer Solar Senegal 1) 4) - 28,05% 28,05% 28,05% Martimak Solar Besiktas Martimak 1) 4) - 44,00% 44,00% 44,00% Martiper Solar Besiktas Martiper 1) 4) - 44,00% 44,00% 44,00% Martifer Solar Singapura PTE. LTD. Singapura Martifer Solar Singapura 4) - 55,00% 55,00% 55,00% Martifer Solar Japan KK Tóquio Martifer Solar Japan 4) - 55,00% 55,00% 55,00% Solariant Portfolio GK One Tóquio Solariant Portfolio GK One 4) - 55,00% 55,00% - EVIVA SOLAR 1 LTD Atenas Eviva Solar 1 4) - 54,90% 54,90% 54,90% EVIVA SOLAR 2 LTD Atenas Eviva Solar 2 4) - 54,90% 54,90% 54,90% MTS Francis Court Solar Limited Londres MTS Francis 2) 4) ,00% MTS Spittleborough Solar Limited Londres MTS Spittleborough 4) ,00% MTS Tonge Solar Limited Londres MTS Tonge 4) - 55,00% 55,00% 55,00% MTS Rydon Solar Limited Londres MTS Rydon 4) ,00% Martifer Solar MZ, S.A. Maputo Martifer Solar Moçambique 1) 4) - 28,05% 28,05% 28,05% Greencoverage Unipessoal, Lda. Oliveira de Frades Greencoverage 4) - 55,00% 55,00% 55,00% Martifer Solar, Ltda Pindamonhangaba Martifer Solar Brasil 4) - 54,45% 54,45% 54,45% Visiontera Unipessoal, Lda Oliveira de Frades Visiontera 4) - 55,00% 55,00% 55,00% Inovsun, Lda. Oliveira de Frades Inovsun 4) ,00% Martifer Solar Middle East Dubai Martifer Solar Middle East 4) - 55,00% 55,00% 55,00% Belive in Bright Unipessoal, LDA. Oliveira de Frades Belive in Bright 4) - 55,00% 55,00% 55,00% Montidílico Unipessoal, LDA. Oliveira de Frades Montidílico 4) ,00% Martifer Renewables SGPS, S.A. Oliveira de Martifer Renewables Frades SGPS 100,00% - 100,00% 100,00% Martifer Renewables, S.A. Oliveira de Frades Martifer Renewables SA - 100,00% 100,00% 100,00% Martifer Renovables ETVE, S.A.U. Madrid Martifer Renovables - 100,00% 100,00% 100,00% Eurocab FV 1 S.L. Madrid Eurocab 1-100,00% 100,00% 100,00% Eurocab FV 2 S.L. Madrid Eurocab 2-100,00% 100,00% 100,00% Eurocab FV 3 S.L. Madrid Eurocab 3-100,00% 100,00% 100,00% Eurocab FV 4 S.L. Madrid Eurocab 4-100,00% 100,00% 100,00% Eurocab FV 5 S.L. Madrid Eurocab 5-100,00% 100,00% 100,00% Eurocab FV 6 S.L. Madrid Eurocab 6-100,00% 100,00% 100,00% Eurocab FV 7 S.L. Madrid Eurocab 7-100,00% 100,00% 100,00% Eurocab FV 8 S.L. Madrid Eurocab 8-100,00% 100,00% 100,00% Eurocab FV 9 S.L. Madrid Eurocab 9-100,00% 100,00% 100,00% Eurocab FV 10 S.L. Madrid Eurocab ,00% 100,00% 100,00% Eurocab FV 11 S.L. Madrid Eurocab ,00% 100,00% 100,00% Eurocab FV 12 S.L. Madrid Eurocab ,00% 100,00% 100,00% Eurocab FV 13 S.L. Madrid Eurocab ,00% 100,00% 100,00% Eurocab FV 14 S.L. Madrid Eurocab ,00% 100,00% 100,00% Eurocab FV 15 S.L. Madrid Eurocab ,00% 100,00% 100,00% Eurocab FV 16 S.L. Madrid Eurocab ,00% 100,00% 100,00% Eurocab FV 17 S.L. Madrid Eurocab ,00% 100,00% 100,00% Eurocab FV 18 S.L. Madrid Eurocab ,00% 100,00% 100,00% Eurocab FV 19 S.L. Madrid Eurocab ,00% 100,00% 100,00% Eviva Energy S.R.L. Bucareste Eviva Roménia - 100,00% 100,00% 100,00% 102 RELATÓRIO E CONTAS 2014

103 PROPORÇÃO DO CAPITAL DETIDO PELA MARTIFER SGPS Ano 2013 EMPRESA SEDE DESIGNAÇÃO DIRETAMENTE INDIRETAMENTE TOTAL TOTAL Eviva Nalbant S.R.O. Bucareste Eviva Nalbant - 100,00% 100,00% 100,00% Eviva Agighiol S.R.L. Bucareste Eviva Agighiol - 99,00% 99,00% 99,00% Eviva Casimcea S.R.O. Bucareste Eviva Casimcea - 99,00% 99,00% 99,00% Premium Management Consulting, S.R.L. Bucareste Premium Management - 85,00% 85,00% 85,00% MW Topolog, S.R.L. Bucareste MW Topolog - 99,00% 99,00% 99,00% Martifer Renewables, S.A. Gliwice Eviva Polónia - 100,00% 100,00% 100,00% Martifer Renewables Pty, Ltd. Sidney Eviva Austrália - 100,00% 100,00% 100,00% Eviva Beteiligungsverwaltungs GmbH Viena Eviva GmbH - 100,00% 100,00% 100,00% Eviva Hidro S.R.L. Bucareste Eviva Hidro 1,00% 99,00% 100,00% 100,00% Martifer Deutschland GmbH Berlim Martifer Deutschland - 100,00% 100,00% 100,00% Wind Farm Odrzechowa Sp. Zo.o Gliwice Wind Odrzechowa - 100,00% 100,00% 100,00% Eviva Gizalki Sp. Zo.o Miastko Eviva Gizalki 5) ,00% Wind Farm Bukowsko Sp. Zo.o Gliwice Wind Farm Bukowsko - 100,00% 100,00% 100,00% Wind Farm Markowa Sp. Zo.o Gliwice Wind Farm Markowa - 100,00% 100,00% 100,00% Wind Farm Lada Sp. Zo.o Gliwice Wind Farm Lada - 100,00% 100,00% 100,00% Wind Farm Jawornik Sp. Zo.o Gliwice Wind Farm Jawornik - 100,00% 100,00% 100,00% Wind Farm Piersno Sp. Zo.o Gliwice Wind Farm Piersno - 100,00% 100,00% 100,00% Wind Farm Oborniki Sp. Zo.o Gliwice Wind Farm Oborniki - 100,00% 100,00% 100,00% Martifer Renewables Brazil B.V. Amesterdão Renewables Holanda - 100,00% 100,00% 100,00% Martifer Renewables Investments ETVE, S.A. Madrid Eurocab ,00% 100,00% 100,00% Martifer Renewables Italy BV Amesterdão Renewables Italy Holanda - 100,00% 100,00% 100,00% Martifer Renewables Brasil Participações LTDA Fortaleza Martifer Renewables Brasil - 100,00% 100,00% 100,00% Vesto EAD Varna Vesto ,00% DVP1 Limited Varna DVP ,00% DVP2 Limited Varna DVP ,00% Martifer Renováveis - Geração de Energia e Participações S.A. Fortaleza Ventania - 55,00% 55,00% 55,00% Eólica Cajueiro da Praia, Ltda. Fortaleza Cajueiro - 55,00% 55,00% 55,00% Eólica Coqueirais, Ltda. Fortaleza Cacimbas ,00% SBER Sociedade Brasileira de Energias Renováveis, Ltda. Fortaleza SBER 1) - 41,25% 41,25% 41,25% Melosa Geração de Energia e Participações, Ltda. Fortaleza Melosa - 55,00% 55,00% 55,00% Eólica Paraipaba, Ltda. Fortaleza Paraipaba ,00% Eólica Chapadão, Ltda. Fortaleza Chapadão ,00% Rosa dos Ventos - Geração e Comercialização de Energia, S.A Fortaleza Rosa dos Ventos 3) ,00% Eólica Macaúbas, Ltda. Fortaleza Macaúbas ,99% Eólica Sobradinho, Ltda. Fortaleza Sobradinho ,99% MSPAR Energia e Participações, SA Barueri MSPAR - 100,00% 100,00% 55,00% Martifer Renewables O&M Sp. z o.o. Gliwice Martifer Renewables O&M - 52,00% 52,00% 52,00% 1) A consolidação destas empresas pelo método integral justifica-se na medida em que o Grupo detém participações em escada com controlo a cada nível. 2) Anterior denominação era MTS Downs Farm Solar Limited. 3) Esta empresa a 31 de Dezembro de 2013 estava classificada como ativo não corrente detido para venda (Nota 28). 4) Esta empresa a 31 de Dezembro de 2014 está classificada como ativo não corrente detido para venda (Nota 28). 5) Esta empresa a 31 de Dezembro de de 2014 consolida pelo método de equivalência patrimonial (Nota 21). 6) Esta empresa a 31 de Dezembro de 2014 desconsolida devido à peda de controlo verificada na sequência da assinatura do acordo settlement, plan support and release agreement. RELATÓRIO E CONTAS

104 EMPRESAS CONSOLIDADAS PELO MÉTODO DE EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL As empresas consolidadas pelo método de equivalência patrimonial, suas sedes sociais e proporção do capital detido, são como se segue: PROPORÇÃO DO CAPITAL DETIDO PELA MARTIFER SGPS Ano 2013 EMPRESA SEDE DESIGNAÇÃO DIRETAMENTE INDIRETAMENTE TOTAL TOTAL Construção Metálica Empresas Associadas: Liszki Green Park, Sp. Zo.o Gliwice Liszki Green Park - 33,75% 33,75% 45,00% Martifer Amal, S.A. Nacala Martifer Amal - 35,00% 35,00% 35,00% Martifer Amal, S.A. Oliveira de Frades Martifer Amal - 30,00% 30,00% 30,00% Martimetal Spa Alger Martimetal - 49,00% 49,00% - Empreendimentos conjuntos:: Promoquatro Investimentos Imobiliários, Lda. Oliveira de Frades Promoquatro - 37,50% 37,50% 50,00% M City Bialystok Sp. Zo.o Gliwice M City Bialystok - 37,50% 37,50% 50,00% M City Radom Sp. Zo.o Gliwice M City Radom - 37,50% 37,50% 50,00% M. City Szczecin Sp. Z o.o. Gliwice M City Szczecin - 37,50% 37,50% 50,00% Solar Empresas Associadas: Parque Solar Seseña I, S.L. Madrid Seseña I 2) - 20,61% 20,61% 20,61% Canaverosa Renovables, SL Madrid Canaverosa 2) - 26,94% 26,94% 26,94% Empresa de Energia Renovable Maria del Sol Norte S.A. Santiago Maria del Sol 2) - 26,95% 26,95% 26,95% MSN Solar Uno SpA Santiago MSN Solar Uno 2) - 26,95% 26,95% 26,95% MSN Solar Dos SpA Santiago MSN Solar Dos 2) - 26,95% 26,95% 26,95% MSN Solar Tres SpA Santiago MSN Solar Tres 2) - 26,95% 26,95% 26,95% MSN Solar Cuatro SpA Santiago MSN Solar Cuatro 2) - 26,95% 26,95% 26,95% MSN Solar Cinco SpA Santiago MSN Solar Cinco 2) - 26,95% 26,95% 26,95% Martifer Solar Canadá, Ltd. Toronto Martifer Solar Canadá 2) - 27,50% 27,50% - Renewables Empresas Associadas: Eviva Gizalki Sp. Zo.o Miastko Eviva Gizalki 3) - 100,00% 100,00% - Empreendimentos conjuntos Ventinveste, S.A. Lisboa Ventinveste SA 6,00% 42,50% 48,50% 46,00% Ventinveste Eólica, SGPS, S.A. Lisboa Ventinveste Eólica 4) ,00% Ventinveste Indústria SGPS, S.A. Oliveira de Frades Ventinveste Indústria ,00% Âncora Wind Energia Eólica, S.A Lisboa Âncora 24,25% 24,25% 0,00% Parque Eólico do Douro Sul, S.A. Lisboa PE Douro Sul - 24,25% 24,25% 46,00% Parque Eólico de Vale do Chão, S.A. Lisboa PE Vale do Chão - 24,25% 24,25% 46,00% Parque Eólico de Torrinheiras, S.A. Lisboa PE Torrinheiras - 48,50% 48,50% 46,00% Parque Eólico do Pinhal do Oeste, S.A. Lisboa PE Pinhal do Oeste - 48,50% 48,50% 46,00% Parque Eólico de Vale Grande. S.A. Lisboa PE Vale Grande - 48,50% 48,50% 46,00% Parque Eólico do Cabeço Norte, S.A. Lisboa PE Cabeço Norte - 48,50% 48,50% 46,00% Parque Eólico da Serra do Oeste, S.A. Lisboa PE Serra do Oeste - 48,50% 48,50% 46,00% Parque Eólico do Planalto, S.A. Lisboa PE Planalto - 48,50% 48,50% 46,00% Eviva Dunowo, Sp. Z o.o. Gliwice Eviva Dunowo - 50,00% 50,00% 50,00% SPEE 3 Parque Eólico do Baião, S.A. Lisboa SPEE 3-50,00% 50,00% 50,00% SPEE 2 Parque Eólico de Vila Franca de Xira, S.A. Oliveira de Frades SPEE 2-50,00% 50,00% 50,00% Parque Eólico da Penha da Gardunha, Lda. Oliveira de Frades PE Penha da Gardunha - 50,00% 50,00% 50,00% Outros Empresas Associadas: Nutre SGPS, S.A. Oliveira de Frades Prio SGPS ,00% Nutre, S.A. Oliveira de Frades Prio Foods ,00% Nutre - Industrias Alimentares, S.A. Oliveira de Frades Prio Alimentar ,00% Nutre MZ. S.A. Maputo Nutre Moçambique ,00% Nutre Farming, S.R.L. Bucareste Nutre Farming Roménia ,00% Prio Agromart S.R.L. Bucareste Prio Agromart ,00% Prio Balta S.R.L. Bucareste Prio Balta ,00% Prio Facaieni S.R.L. Bucareste Prio Facaieni ,00% Prio Ialomita S.R.L. Bucareste Prio Ialomita ,00% Prio Rapita S.R.L. Bucareste Prio Rapita ,00% Nutre Farming West Part S.R.L. Bucareste Nutre West Part ,00% Prio Terra Agricola S.R.L. Bucareste Prio Terra Agricola ,00% Prio Turism Rural S.R.L Bucareste Prio Turism Rural ,00% Agromec Balaciu Bucareste Agromec Balaciu ,60% Miharox S.R.L. Bucareste Miharox ,47% 104 RELATÓRIO E CONTAS 2014

105 PROPORÇÃO DO CAPITAL DETIDO PELA MARTIFER SGPS Ano 2013 EMPRESA SEDE DESIGNAÇÃO DIRETAMENTE INDIRETAMENTE TOTAL TOTAL Zimbrul. S.A. Bucareste Zimbrul ,00% Agrozootehnica. S.A. Bucareste Agrozootehnica ,98% Prio Agrotrans S.R.L. Bucareste Prio Agrotrans ,00% Nutre Brasil LTDA S. Luís do Maranhão Prio Foods Brasil ,00% Prio Extractie S.R.L. Bucareste Prio Extractie ,05% Prio Agro Industries. Sp. Z o.o. Gliwice Prio Polónia ,00% Prio Biocombustibil S.R.L. Bucareste Prio Biocombustibil ,05% Prio Meat S.R.L Bucareste Prio Meat ,00% Prio Foods AJFS Construções, ACE Lisboa Prio Foods ACE ,50% Nutre Farming B.V. Amesterdão Nutre Farming ,00% Bunge Prio Cooperativa U.A. Amesterdão Bunge Prio Cooperativa ,05% Bunge Roménia S.R.L. Buzau Bunge Roménia ,05% Centralrest, Lda Ilhavo Centralrest ,80% Prio Agriculture, B.V. Delft Prio Holanda ,00% Porthold Project Development BV Amesterdão Porthold ,00% Fertilis Agro-Indústrias, Lda Luanda Fertilis ,40% Prio Energy SGPS. S.A. Oliveira de Frades Prio Energy SGPS 1) 5% - 5,00% 10,00% Prio Biocombustíveis. S.A. Oliveira de Frades Prio Biocombustíveis 1) - 5,00% 5,00% 10,00% Prio Energy. S.A. Oliveira de Frades Prio Energy 1) - 5,00% 5,00% 10,00% Mondefin Coimbra Mondefin 1) - 5,00% 5,00% 10,00% Prio Parque de Tanques de Aveiro, S.A. Oliveira de Frades Prio Tanques 1) - 5,00% 5,00% 10,00% Prio.E-Electric, S.A. Oliveira de Frades Prio.E-Electric 1) - 5,00% 5,00% 10,00% PRIO.E - Mobility Solutions, Lda _PT Oliveira de Frades Park Charge 1) - 5,00% 5,00% 10,00% Prio. E SGPS, S.A. Oliveira de Frades Prio E SGPS 1) - 5,00% 5,00% 10,00% Share Motivation, Lda. Oliveira de Frades Share Motivation 1) - 5,00% 5,00% 10,00% IMO 505, Lda Coimbra IMO 505 1) - 5,00% 5,00% - Prio Gas Lisboa, SA Aveiro Prio Gas 1) - 2,50% 2,50% - 1) A consolidação desta empresa pelo método de equivalência patrimonial, justifica-se na medida em que o Grupo detém influência significativa sobre a empresa que detém esta participação, a qual tem depois o mesmo controlo sobre a empresa participada. 2) Esta empresa a 31 de Dezembro de 2014 está classificada como ativo não corrente detido para venda (Nota 28). 3) A consolidação desta empresa pelo método de equivalência patrimonial, justifica-se na medida em que o Grupo detém apenas influência significativa da mesma (Nota 21). 4) Empresa fusionada na Ventinveste, S.A Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2014 e durante o exercício de 2013, as alterações ocorridas no perímetro de consolidação foram como segue: Constituição de empresas: ANO 2014 Construção Metálica Empresas Associadas: Martimetal Spa Solar Empresas Subsidiárias: MTS Exbury Solar Limited MTS Manton Manor Solar Limited MTS Stud Farm Solar Limited MTS Penderi Solar Limited MTS Hill Farm Solar Limited Renewables Empresas Associadas: Âncora Wind Energia Eólica, S.A Outros Empresas Associadas: Prio Gas Lisboa, SA SEDE Argel Londres Londres Londres Londres Londres Lisboa Aveiro RELATÓRIO E CONTAS

106 ANO 2013 Construção Metálica Empresas Subsidiárias: Martifer Aluminium SAS Martifer Alumínios Ltda West Sea - Estaleiros Navais, Lda. Martifer Construcciones Peru, S.A. Global Holding Limited Global Engineering & Construction Limited Empresas Associadas: Martifer Amal, S.A. (Portugal) Solar Empresas Subsidiárias: Martifer Solar Servicios Mexico Martifer Solar Japan KK MTS Francis Court Solar Limited MTS Spittleborough Solar Limited MTS Tonge Solar Limited MTS Rydon Solar Limited Visiontera Unipessoal, Lda Martifer Solar Middle East Belive in Bright Unipessoal, LDA. Montidílico Unipessoal, LDA. Empresas Associadas: MSN Solar Uno SpA MSN Solar Dos SpA MSN Solar Tres SpA MSN Solar Cuatro SpA MSN Solar Cinco SpA FTP Solar LLC Renewables Empresas Subsidiárias: Eólica Macaúbas, Ltda. Eólica Sobradinho, Ltda. MSPAR Energia e Participações, SA Martifer Renewables O&M Sp. z o.o. Outros Empresas Associadas: Nutre Farming West Part S.R.L. SEDE Rungis São Paulo Oliveira de Frades Lima Zebbug Zebbug Oliveira de Frades Cidade do México Tóquio Londres Londres Londres Londres Oliveira de Frades Dubai Oliveira de Frades Oliveira de Frades Santiago Santiago Santiago Santiago Santiago Nova Iorque Fortaleza Fortaleza Barueri Gliwice Bucareste Aquisição de empresas: ANO 2014 Solar Empresas Subsidiárias: Solariant Portfolio GK One Outros: SEDE Tóquio Empresas Associadas: IMO 505, Lda Coimbra 106 RELATÓRIO E CONTAS 2014

107 ANO 2013 Outros Empresas Associadas: Fertilis Agro-Indústrias, Lda SEDE Luanda Alienação / dissolução de empresas: ANO 2014 Solar MTS Spittleborough Solar Limited Montidílico Unipessoal, LDA. Inovsun, Lda. MTS Francis Court Solar Limited MTS Hill Farm Solar Limited MTS Rydon Solar Limited Steadfast Molland Solar, Ltd Martifer Solar Sistemas Solares Equador S.A. Renewables Vesto EAD DVP1 Limited DVP2 Limited Rosa dos Ventos - Geração e Comercialização de Energia, S.A Ventinveste Indústria SGPS, S.A. Eólica Coqueirais, Ltda. Eólica Paraipaba, Ltda. Eólica Chapadão, Ltda. Eólica Macaúbas, Ltda. Eólica Sobradinho, Ltda. Outros Nutre SGPS, S.A. Nutre, S.A. Nutre - Industrias Alimentares, S.A. Nutre MZ. S.A. Nutre Farming, S.R.L. Prio Agromart S.R.L. Prio Balta S.R.L. Prio Facaieni S.R.L. Prio Ialomita S.R.L. Prio Rapita S.R.L. Nutre Farming West Part S.R.L. Prio Terra Agricola S.R.L. Prio Turism Rural S.R.L Agromec Balaciu Miharox S.R.L. Zimbrul. S.A. Agrozootehnica. S.A. Prio Agrotrans S.R.L. Nutre Brasil LTDA Prio Extractie S.R.L. Prio Agro Industries. Sp. Z o.o. SEDE Londres Oliveira de Frades Oliveira de Frades Londres Londres Londres Andover Sangolquí Varna Varna Varna Fortaleza Oliveira de Frades Fortaleza Fortaleza Fortaleza Fortaleza Fortaleza Oliveira de Frades Oliveira de Frades Oliveira de Frades Maputo Bucareste Bucareste Bucareste Bucareste Bucareste Bucareste Bucareste Bucareste Bucareste Bucareste Bucareste Bucareste Bucareste Bucareste S. Luís do Maranhão Bucareste Gliwice RELATÓRIO E CONTAS

108 ANO 2014 Prio Biocombustibil S.R.L. Prio Meat S.R.L Prio Foods AJFS Construções, ACE Nutre Farming B.V. Bunge Prio Cooperativa U.A. Bunge Roménia S.R.L. Centralrest, Lda Prio Agriculture, B.V. Porthold Project Development BV Fertilis Agro-Indústrias, Lda SEDE Bucareste Bucareste Lisboa Amesterdão Amesterdão Buzau Ilhavo Delft Amesterdão Luanda ANO 2013 Solar Empresas Subsidiárias: MTS4 S.R.L. MPrime Italia S.r.l Sol Cativante VII, Lda. Eviva Mepe MTS Trewidland Solar, Ltd Steadfast Apsley Solar, Ltd LRCC La Rad Campo Charro Energias Renováveis, Lda. Renewables Empresas Subsidiárias: Martifer Renewables Bippen GmbH Energia Wiatrowa Sp. Zo.o Outros Empreendimentos Conjuntos: Macquarie Capital Wind Fund Pty Limited SEDE Siracusa Oliveira de Frades Viseu Atenas Londres Andover São Martinho do Porto Berlim Gliwice Sidney Alteração do método de consolidação: Em 2014: MTS 3 - de equivalência patrimonial para integral em virtude do aumento da participação pela Martifer Solar Itália de 49% para 100%. Martifer Solar Canadá - de integral para equivalência patrimonial em virtude da redução da participação pela Martifer Solar Investments B.V. de 100% para 50%. Eviva Gizalki - de integral para equivalência patrimonial em resultado da perda de controlo sobre a mesma, nomeadamente por não gerir autonomamente as suas políticas financeiras e operacionais (Nota 21). Em 2013: Prio Agriculture B.V. (Prio Holanda) - de integral para equivalência patrimonial em virtude da sua venda pela Martifer Renewables SGPS, S.A. à Nutre SGPS, S.A. Porthold Project Development BV (Porthold) - de integral para equivalência patrimonial em virtude da venda da Prio Agriculture B.V. pela Martifer Renewables SGPS, S.A. à Nutre SGPS, S.A. MTS 3 - de integral para equivalência patrimonial em virtude da redução da participação pela Martifer Solar Itália de 100% para 49%. Ventinveste Indústria SGPS, S.A. de integral para equivalência patrimonial em resultado da ausência de controlo sobre a mesma, nomeadamente por não gerir as suas políticas financeiras e operacionais. 108 RELATÓRIO E CONTAS 2014

109 Outras alterações no perímetro de consolidação: Em 2014: MS Par Energia e Participações transferência da participação da Martifer Renováveis, SA para a Martifer Renewables Brasil Participações, Ltda. Prio Energy SGPS - redução da participação pela Martifer SGPS, S.A. de 10% para 5%. Martifer Metallic Constructions SGPS, S.A - redução da participação pela Martifer SGPS, S.A. de 100% para 75%. Martifer Aluminium PTY transferência da participação da Martifer Alumínios, SA para a Martifer Metallic Constructions SGPS, SA. Ventinveste, S.A aumento da participação detida directa e indirectamente pela Martifer SGPS, S.A. de 46% para 48,5% FTP Power LLC (anteriormente designada FTP Solar LLC ) abandono do método de equivalência patrimonial em virtude da perda de influencia significativa (Nota 28). Martifer Solar USA - desconsolida devido à peda de controlo verificada na sequência da assinatura do acordo settlement, plan support and release agreement. Martifer Aurora Solar LLC - desconsolida devido à peda de controlo verificada na sequência da assinatura do acordo settlement, plan support and release agreement. Em 2013: Porthold Project Development BV (Porthold) - aumento da participação pela Prio Agriculture B.V de 55% para 100%. Eviva Gizalki Sp.Zo.o (Eviva Gizalki) aumento da participação da Martifer Renewables SGPS, S.A. de 72% para 100%. Martifer Solar USA, Inc. (AEM) aumento da participação da Martifer Solar Inc. de 63,5% para 99,293%. Eviva Nalbant S.R.O. (Eviva Nalbant) aumento da participação da Eviva Energy S.R.L. de 99% para 100%. Rosa dos Ventos S.A. (Rosa dos Ventos) aumento da participação pela Martifer Renováveis-Geração de Energia e Participações, S.A. de 97,5% para 100%. Prio Energy SGPS - redução da participação pela Martifer SGPS, S.A. de 49% para 10%. PV Glass, SA fusão por incorporação na Martifer Solar S.A PV Glass, Srl alteração da estrutura acionista decorrente da fusão por incorporação da PV Glass na Martifer Solar S.A M City Gliwice Sp. Zo.o aumento da participação pelo Martifer GmbH de 52,6% para 97,8% e aumento de 2% através da Martifer Metallic Constructions, SGPS, S.A. 3. SEGMENTOS OPERACIONAIS Para efeitos de gestão, o Grupo serve-se da sua organização interna como base para o seu reporte da informação por segmentos operacionais. O Grupo está organizado em duas áreas de negócio: Construção Metálica e RE Developer, sendo todas coordenadas e apoiadas pela Martifer SGPS. A área de negócio Construção Metálica inclui as atividades de construção metalomecânicas, fachadas em alumínio e vidro, infra estruturas para Oil & Gas e indústria naval. O segmento RE Developer integra a promoção e desenvolvimento de projetos de energia renovável, com especial enfoque no setor eólico. Os valores incluídos na linha Outros respeitam aos serviços prestados pela Martifer SGPS, S.A., Martifer Inovação e Gestão, S.A. (MIG) e Martifer Gestiune Si Servicii, S.R.L. (MIG RO). Em Setembro de 2014, o Grupo passou a classificar o segmento de negócio Solar (composto pela Martifer Solar, SA e suas participadas) como um ativo não corrente detido para venda. Estando reunidos os requisitos previstos pela IFRS 5, o contributo para os resultados consolidados da Martifer, proveniente deste segmento, é apresentado numa linha autónoma na demonstração dos resultados consolidados tendo os valores do período homólogo sido ajustados por forma a permitir a comparabilidade. A discriminação destes contributos consta das Notas às Demonstrações Financeiras Consolidadas (Nota 28). RELATÓRIO E CONTAS

110 As políticas contabilísticas e os critérios valorimétricos utilizados na preparação da informação por segmentos foram os mesmos das demonstrações financeiras anexas (Nota 1). Em 31 de Dezembro de 2014 e 2013, as vendas e prestações de serviços por segmentos operacionais podem ser analisadas como se segue: VENDAS PARA CLIENTES EXTERNOS VENDAS INTERSEGMENTOS TOTAL ANO 2014 ANO 2013 ANO 2014 ANO 2013 ANO 2014 ANO 2013 Construção Metálica RE Developer Outros Eliminações intersegmentos ( ) ( ) Trabalhos para a própria empresa (Nota 5) ( ) ( ) As vendas e prestações de serviços para clientes externos, por geografia de origem e por segmento apresentam a seguinte decomposição: ANO 2014 ANO 2013 Península Ibérica Construção Metálica RE Developer Outros Europa central Construção Metálica RE Developer Outros Outros mercados Construção Metálica RE Developer As vendas e prestações de serviços, no segmento Metallic Construction diminuíram 30 % para os Euro 178 milhões em 2014, fruto das dificuldades vividas no setor, principalmente na Europa. O grupo está focado em contrariar esta tendência via internacionalização, apostando nos países emergentes. Em 31 de Dezembro de 2014 e 2013, os resultados operacionais antes (EBITDA) e depois de depreciações/amortizações e provisões e perdas de imparidade (EBIT) e o resultado líquido do exercício (RLE) por segmentos operacionais podem ser analisados como se segue: EBITDA EBIT RESULTADO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO ANO 2014 ANO 2013 ANO 2014 ANO 2013 ANO 2014 ANO 2013 Construção Metálica ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) RE Developer Outros ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Atividade não corrente detida para venda (nota 28) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Em 2014 o EBITDA Consolidado do Grupo reflete um decréscimo significativo quando comparado com o ano 2013, passando de 16 milhões de euros para os Euro 6 milhões. Este decréscimo do EBITDA resulta essencialmente da redução do EBITDA da RE Developer que contribuiu de forma muito significativa para o EBITDA do grupo em 2013 pelas vendas de parques eólicos realizadas naquele exercício económico. 110 RELATÓRIO E CONTAS 2014

111 Na Construção Metálica o EBITDA no final de 2014 situou-se nos Euro -7 milhões, apresentando uma melhoria de 63%, que compara com Euro -19 milhões em O EBITDA de 2014 foi não só penalizado pela deterioração das condições de mercado na Europa (com efeito nas margens praticadas) como pelos custos de sedimentação em novos mercados e pelos atrasos de algumas obras. Na RE Developer o EBITDA atingiu os Euro 13 milhões em 2014, apresentando uma redução de 64% face ao ano anterior justificada, essencialmente, pelo facto de as vendas de parques eólicos em 2014 terem um impacto menor que as vendas realizadas no ano transato mas afetadas também pela redução do número de MWs em operação e pelo impacto negativo da instabilidade do mercado romeno no desempenho do parque de Babadag. As perdas e os ganhos em empresas associadas, o valor de balanço dos ativos financeiros em associadas, bem como a constituição e reversão de provisões e perdas de imparidade por segmentos operacionais são como se segue: PERDAS EM EMPRESAS ASSOCIADAS GANHOS EM EMPRESAS ASSOCIADAS VALOR DE BALANÇO DOS INVESTIMENTOS REGISTADOS PELO MÉTODO DE EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL ANO 2014 ANO 2013 ANO 2014 ANO 2013 ANO 2014 ANO 2013 Construção Metálica RE Developer Atividade descontinuada não corrente detida para venda Solar (nota 28) (*) Outros (nota 13) ) Ativo não corrente detido para venda (Nota 28) 2) Ganhos/Perdas em empresas associadas (Nota 13) PROVISÕES E PERDAS DE IMPARIDADE REGISTADAS NO EXERCÍCIO REVERSÕES DE PROVISÕES E PERDAS DE IMPARIDADE REGISTADAS NO EXERCÍCIO ANO 2014 ANO 2013 ANO 2014 ANO 2013 Construção Metálica (nota 11) RE Developer (nota 11) Outros A divisão do ativo líquido total e do passivo do Grupo por segmentos operacionais, em 31 de dezembro de 2014 e em 31 de dezembro de 2013, pode ser analisada como se segue: ATIVO PASSIVO ANO 2014 ANO 2013 ANO 2014 ANO 2013 Construção Metálica RE Developer Holding e MIGs Atividade descontinuada não corrente detida para venda Solar (nota 28) Eliminações intragrupo ( ) ( ) ( ) ( ) O investimento (aquisições de ativos fixos tangíveis e intangíveis) e as depreciações/amortizações do Grupo por segmentos operacionais até 31 de dezembro de 2014 e de 2013 são como se segue: INVESTIMENTO AMORTIZAÇÕES ANO 2014 ANO 2013 ANO 2014 ANO 2013 Construção Metálica RE Developer Outros RELATÓRIO E CONTAS

112 Os ativos detidos e os investimentos efetuados por geografia podem ser analisados como se segue: ATIVO INVESTIMENTO ANO 2014 ANO 2013 ANO 2014 ANO 2013 Península Ibérica União Europeia Outros Mercados O valor dos ativos e passivos a 31 de dezembro de 2014 e 2013 incluem os valores relativos aos Ativos detidos para venda (vide Nota 28). 4. VENDAS E PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS As vendas e prestações de serviços para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e de 2013 têm a seguinte composição: ANO 2014 ANO 2013 Vendas de mercadorias Vendas de produtos Prestações de serviços Em 2014, as vendas e prestações de serviços diminuíram 31%, relativamente a 2013, para os Euro 188 milhões. Esta diminuição é influenciada sobretudo pela redução da atividade em Portugal e Arábia Saudita, essencialmente no segmento da Construção Metálica. 5. OUTROS RENDIMENTOS OPERACIONAIS Os outros rendimentos nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013 podem ser analisados como se segue: ANO 2014 ANO 2013 Variação da produção Trabalhos para a própria empresa Reversões de perdas de imparidade: Clientes (Nota 24) Outras perdas de imparidade Proveitos suplementares Ganhos em Inventários Ganhos capital em ativos não financeiros Subsídios à exploração Subsídios ao investimento Diferenças de câmbio favoráveis Outros rendimentos operacionais Total O valor incluído na rubrica Trabalhos para a própria empresa em 2014, tal como no exercício anterior, está relacionado, essencialmente, com a construção de infra estruturas no segmento de Construção Metálica. A 31 de Dezembro de 2014 os ganhos de capital em ativos não financeiros incluem o ganho decorrente da venda de 100% das ações da empresa da Rosa dos Ventos Geração e Comercialização de Energia, SA pelo valor total Real (Brasil) 70,3milhões à empresa brasileira CPFL. A venda tinha sido acordada entre as partes envolvidas a 18 de junho de RELATÓRIO E CONTAS 2014

113 A 31 de Dezembro de 2014 a Reversão em Outras perdas de imparidade resulta de uma imparidade constituída em exercícios anteriores na Martifer Construções relativa às obras Sostanj (Eslovénia) e Manheim (Alemanha) para o cliente Alstom (vide nota 11). As rubricas Diferenças de câmbio favoráveis estão relacionadas com a ocorrência de variações cambiais em transações não financeiras, essencialmente nas participadas do Grupo fora da zona Euro (vide Nota 1). No exercício de 2013, a rubrica Outros rendimentos incluía o ganho decorrente da concretização, em Novembro de 2013, da alienação pela Martifer Renewables SGPS, do Direito de Opção de Compra que detinha sobre as ações da sociedade MS Participações Societárias, SA ao Banco Santander (Brasil), SA. Os Ganhos de capital em ativos não financeiros, no exercício de 2013, incluíam o ganho decorrente da concretização, em junho de 2013, da venda pela Martifer Renewables, SGPS, S.A. das ações da Energia Wiatrowa, Sp. Zo.o. Esta venda, acordada em 30 de setembro de 2011, estava sujeita ao cumprimento de alguns termos e condições definidas no acordo, nomeadamente a conclusão do projeto Rymanów, um parque eólico com 13 turbinas, na região de Podkarpackie, que tem sido desenvolvido pela Wiatrowa, as quais se concretizaram em CUSTO DAS MERCADORIAS VENDIDAS E MATÉRIAS CONSUMIDAS O custo das mercadorias dos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e de 2013 pode ser analisado como se segue: ANO 2013 MERCADORIAS MATÉRIAS- PRIMAS, SUBSIDIÁRIAS E DE CONSUMO Existências iniciais Compras Variações de perímetro, diferenças cambiais, transferências e outros Existências finais TOTAL ANO 2014 MERCADORIAS MATÉRIAS- PRIMAS, SUBSIDIÁRIAS E DE CONSUMO TOTAL Existências iniciais Compras Variações de perímetro, diferenças cambiais, transferências e outros ( ) ( ) ( ) Existências finais No exercício de 2014 verificou-se uma redução desta rubrica, quando comparado com o mesmo período de 2013, consequência da redução das vendas e da política de redução de stocks. 7. SUBCONTRATOS O valor dos subcontratos nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e de 2013 é o seguinte: ANO 2014 ANO 2013 Subcontratos Os subcontratos relacionam-se com subempreitadas das obras realizadas, principalmente no segmento Construção Metálica sendo a diminuição desse valor consequência da redução das vendas. RELATÓRIO E CONTAS

114 8. FORNECIMENTOS E SERVIÇOS EXTERNOS A repartição dos fornecimentos e serviços externos nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e de 2013 é a seguinte: ANO 2014 ANO 2013 Transportes de mercadorias Trabalhos especializados Rendas e alugueres Honorários Deslocações e estadas Eletricidade e combustíveis Seguros Conservação e reparação Comunicação Vigilância e segurança Contencioso e notariado Comissões Publicidade e propaganda Limpeza, higiene e conforto Ferramentas e utensílios Outros No geral verificou-se uma diminuição dos fornecimentos e serviços externos fruto da forte redução da atividade em 2014 e do esforço do grupo para a redução dos custos. A redução de Transporte de mercadorias no exercício de 2014 está diretamente relacionado a redução das vendas e com a descentralização da atividade produtiva, no segmento Metallic Construction da Península Ibérica para outros mercados, nomeadamente no Brasil e Arabia Saudita, com a consequente redução de custos com transporte marítimo. Os trabalhos especializados incluem os gastos com serviços de auditoria, consultoria, sistemas de informação, estudos e pareceres destacando-se, no segmento RE Developer, os custos de consultadoria associados à venda da Rosa dos Ventos. 9. GASTOS COM O PESSOAL Os gastos com o pessoal dos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e de 2013 podem ser analisados como se segue: ANO 2014 ANO 2013 Remunerações Encargos Sociais O valor dos encargos sociais respeita, essencialmente, aos custos suportados com a Segurança Social, subsídios de refeição e de doença, com os seguros de acidentes de trabalho e indemnizações. 114 RELATÓRIO E CONTAS 2014

115 NÚMERO MÉDIO DE PESSOAL Durante os exercícios de 2014 e de 2013, o número médio de pessoal ao serviço do Grupo pode ser analisado como se segue: ANO 2014 ANO ) Administradores Outros colaboradores Portugueses Portugueses no estrangeiro e estrangeiros )Numa base comparável, isto é, sem Solar (vide Nota 28) 10. OUTROS GASTOS OPERACIONAIS Os outros gastos operacionais dos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e de 2013 são como se segue: ANO 2014 ANO 2013 Impostos Perdas de imparidade: Clientes (Nota 24) Outras perdas de imparidade Perdas em Inventários Perdas capital em ativos não financeiros Diferenças de câmbio desfavoráveis Dívidas incobráveis Multas e penalidades Outros gastos operacionais Total A rubrica Outras perdas de imparidade inclui imparidade de inventários e imparidade associados a obras em curso no segmento Construção Metálica. A rubrica Diferenças de câmbio desfavoráveis está relacionada com a ocorrência de variações cambiais em transações não financeiras, essencialmente nas participadas do Grupo fora da zona Euro (vide Nota 1). A rubrica Perdas capital em ativos não financeiros registou um forte aumento devido a alienações de ativos do segmento Construção Metálica e a custos com projetos eólicos do segmento RE Devolper que foram descontinuados no Brasil. 11. PROVISÕES E PERDAS DE IMPARIDADE EM ATIVOS As provisões e as perdas de imparidade dos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e de 2013 são como se segue: Perdas de imparidade ANO 2014 ANO 2013 Goodwill (Nota 17) Em ativos intangíveis (Nota 18) Em investimentos financeiro Em ativos fixos tangíveis (Nota 19) Provisões (Nota 33) Aplicação da equivalência patrimonial Garantias de qualidade (63.456) Processos judiciais em curso Contratos onerosos Outras RELATÓRIO E CONTAS

116 No ano 2014 as Provisões para contratos onerosos dizem respeito essencialmente a responsabilidades estimadas associadas a possíveis obrigações contratuais na atividade operacional do segmento Construção Metálica, constituídas ao longo do ano e na sua maioria ainda realizadas em O reforço das provisões para Processos judiciais em curso, resulta essencialmente, da constituição de uma provisão na Martifer Construções relativa a uma indemnização a pagar à Alstom no âmbito dos processos Sostanj (Eslovénia) e Manheim (Alemanha). Esta indemnização foi entretanto acordada e paga em RESULTADOS FINANCEIROS Os resultados financeiros dos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e de 2013 podem ser analisados como se segue: RENDIMENTOS E GANHOS FINANCEIROS ANO 2014 ANO 2013 Empréstimos e contas a receber (incluindo depósitos bancários) - Juros obtidos Ativos financeiros disponíveis para venda - Ganhos na alienação de ativos financeiros (99.225) Outros proveitos e ganhos financeiros relativos a outros ativos financeiros - Diferenças de câmbio favoráveis Outros rendimentos e ganhos financeiros GASTOS E PERDAS FINANCEIRAS ANO 2014 ANO 2013 Empréstimos e contas a pagar - Juros suportados em empréstimos bancários e em operações de locação financeira Encargos financeiros incluídos no custo de aquisição de ativos em construção Ativos financeiros disponíveis para venda - Perdas na alienação de ativos financeiros Outros custos e perdas financeiros relativos a outros passivos financeiros - Diferenças de câmbio desfavoráveis Outros gastos e perdas financeiros No exercício findo em 31 de Dezembro de 2013, os Ganhos na alienação de ativos financeiros incluíam o ganho decorrente da alienação, em julho 2013, de parte da participação social detida na PRIO ENERGY SGPS, S.A. ao fundo representado pela sociedade gestora OXY CAPITAL SOCIEDADE DE CAPITAL DE RISCO, S.A. reduzindo a participação do Grupo de 49% para 10%. Esta operação foi objeto de aprovação pela Autoridade da Concorrência em Setembro de No final do 1º semestre de 2014, e nos termos do contrato celebrado em 2013, a Martifer SGPS reduziu a sua participação social na Prio Energy SGPS para 5%, não tendo esta redução qualquer impacto nos resultados de As rubricas Diferenças de câmbio favoráveis / (desfavoráveis) estão relacionadas com a ocorrência de variações cambiais, essencialmente nas participadas do Grupo fora da zona Euro (vide Nota 1). Os Outros rendimentos e ganhos financeiros em 2014 respeitam sobretudo ao acordo celebrado em Novembro entre Martifer SGPS e o Barclays referente ao Contrato de Organização, Colocação, Registo e Garantia de Subscrição de Papel Comercial do qual resultou um perdão de divida no valor de Euro 4,25 milhões. Os Outros gastos e perdas financeiros respeitam sobretudo a custos com comissões bancárias. 116 RELATÓRIO E CONTAS 2014

117 13. GANHOS / (PERDAS) EM EMPRESAS ASSOCIADAS E EMPREENDIMENTOS CONJUNTOS Os ganhos e as perdas em empresas associadas e empresas conjuntamente controladas nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e de 2013 podem ser analisados como se segue: ANO 2014 ANO 2013 Grupo Nutre ( ) Grupo Prio Energy ( ) SPEE 2 Parque Eólico de Vila Franca de Xira, S.A SPEE 3 Parque Eólico do Baião, S.A Eviva Gizalki Sp. Zo.o ( ) - Promoquatro Investimentos Imobiliários, Lda. ( ) (65.976) Liskin Green Park (28.495) ( ) Martifer Amal ( ) ( ) Martimetal Spa ( ) - Outras participações em associadas (2.104) (411) ( ) O ganho relativo ao Grupo Nutre decorreu essencialmente da cedência de prestações suplementares em 2014 no valor de Euro 1,5 milhões. O detalhe dos investimento financeiros consta da Nota IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO O detalhe dos ativos e passivos geradores de impostos diferidos para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e de 2013 pode ser analisado da seguinte forma: ANO 2014 ANO 2013 DIFERENÇAS TEMPORÁVEIS DEDUTÍVEIS BASE IMPOSTO DIFERIDO BASE IMPOSTO DIFERIDO Com impacto em resultado líquido Provisões não aceites fiscalmente Prejuízos fiscais Outros Total Com impacto em capital próprio Justo valor dos instrumentos financeiros derivados Outros Total ANO 2014 ANO 2013 DIFERENÇAS TEMPORÁVEIS TRIBUTÁVEIS BASE IMPOSTO DIFERIDO BASE IMPOSTO DIFERIDO Com impacto em resultado líquido Diferença entre o custo e o justo valor Diferimento de tributação de mais valia ( ) ( ) Acréscimo de rendimentos não tributados Outros Total Com impacto em capital próprio Justo valor na aquisição de subsidiárias Outros Total RELATÓRIO E CONTAS

118 A variação dos impostos diferidos ativos de provisões não aceites fiscalmente resulta fundamentalmente da anulação de impostos diferidos no segmento RE Developer em Espanha. A redução dos impostos diferidos ativos por prejuízos fiscais decorre essencialmente da anulação dos impostos diferidos no segmento Solar nos Estados Unidos da América incluído em Resultado atribuível às atividades descontinuadas (vide Nota 28). A distribuição dos impostos diferidos por geografia pode ser apresentada como se segue: ATIVOS POR IMPOSTOS DIFERIDOS PASSIVOS POR IMPOSTOS DIFERIDOS ANO 2014 ANO 2013 ANO 2014 ANO 2013 Portugal Espanha Brasil Canadá Polónia Roménia Eslováquia Itália EUA Do montante de impostos diferidos ativos sobre prejuízos fiscais, registados a 31 de dezembro de 2014, que totaliza Euro , cerca de 45% foram gerados em Portugal e têm caducidade até O Grupo reconheceu estes valores de impostos diferidos ativos sobre prejuízos fiscais com base nas projeções elaboradas para os respetivos negócios, que demonstram que serão realizados lucros fiscais futuros que assegurem a sua recuperabilidade. A redução dos ativos e passivos por impostos diferidos deve-se essencialmente à classificação do segmento Solar para ativos não correntes detidos para venda (vide Nota 28).De acordo com as declarações fiscais e estimativas de imposto sobre o rendimento das empresas que registam ativos por impostos diferidos relativos a prejuízos fiscais, em 31 de dezembro de 2014 e de 2013, utilizando para o efeito as taxas de imposto naquela data, os mesmos eram reportáveis como segue: 31 DE DEZEMBRO DE DE DEZEMBRO DE 2013 CADUCIDADE PREJUÍZO FISCAL ATIVOS POR IMPOSTOS DIFERIDOS PREJUÍZO FISCAL ATIVOS POR IMPOSTOS DIFERIDOS Em 31 de dezembro de 2014, os ativos e passivos por impostos diferidos ascendiam a Euro e Euro , respetivamente (2013: Euro e Euro , respetivamente), sendo o efeito na demonstração dos resultados negativo de Euro (2013 numa base comparável, isto é, sem Solar: efeito positivo de Euro ). 118 RELATÓRIO E CONTAS 2014

119 Em 2014 foram anulados os impostos diferidos ativos sobre prejuízos fiscais que, com base nas projeções elaboradas para os respetivos negócios, apresentaram riscos de recuperabilidade. Salienta-se o valor dos impostos diferidos no segmento Solar referentes à atividade nos Estados Unidos da América incluído em Resultado atribuível às atividades descontinuadas (vide nota 28). Em 31 de dezembro de 2014 e de 2013, face à legislação fiscal em vigor em Portugal no que concerne à tributação de dividendos, as diferenças temporárias relativas a resultados apropriados de subsidiárias, associadas e participadas para as quais não foram registados passivos por impostos diferidos não são materialmente relevantes para as demonstrações financeiras anexas. A reconciliação do imposto do exercício e do imposto corrente pode ser analisada como se segue: ANO 2014 ANO 2013 Imposto corrente Impostos diferidos relativos ao reconhecimento de diferenças temporárias (95.748) ( ) Impostos diferidos relativos à anulação de diferenças temporárias ( ) Efeito das alterações nas taxas de imposto (26.141) (26.574) Registo de ativos por impostos diferidos relativos a prejuízos fiscais reportáveis ( ) Outros ( ) ( ) Imposto diferido Imposto do exercício Em 31 de dezembro de 2014, a reconciliação entre a taxa nominal e efetiva de imposto é como se segue: ANO 2014 ANO 2013 Resultado antes de impostos ( ) ( ) Imposto nominal sobre o rendimento (taxa nominal de 24,5% (2014) e 26,5% (2013)) ( ) ( ) Resultados isentos de tributação: Alienação de investimentos financeiros ( ) ( ) Custos não dedutíveis para efeitos fiscais: Amortizações de reavaliações de imobilizado - - Imparidades de Ativos Outros Resultados em associadas em equivalência patrimonial ( ) Utilização de benefícios fiscais ( ) Prejuízos fiscais gerados no exercício para os quais não foi reconhecido imposto diferido ativo Anulação de ativos por impostos diferidos no exercício ( ) Taxas de imposto diferenciadas Excesso/ Insuficiência de estimativa de imposto Outros ajustamentos (60.616) Imposto efetivo sobre o rendimento No exercício fiscal de 2014, a Martifer SGPS, S.A. e as suas empresas participadas portuguesas encontram-se sujeitas a tributação em sede de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas ( IRC ) à taxa normal de 23%, acrescida de derrama municipal à taxa máxima de 1,5% incidente sobre o lucro tributável. Adicionalmente, sobre a parte do lucro tributável superior a Euro sujeito e não isento de IRC incidem as seguintes taxas de derrama estadual: 3% sobre a parte superior a Euro e inferior a Euro ; 5% sobre a parte superior a Euro e até Euro ; e 7% que incide sobre a parte do lucro tributável que exceda Euro Nos termos do artigo 88.º do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas, as sociedades portuguesas encontram-se, adicionalmente, sujeitas a tributação autónoma sobre um conjunto de encargos, às taxas previstas no referenciado normativo. RELATÓRIO E CONTAS

120 No exercício de 2011, a Martifer SGPS, S.A. optou pela aplicação do Regime Especial de Tributação de Grupos de Sociedades (RETGS), do qual fazem parte as empresas portuguesas em que detém, direta ou indiretamente, pelo menos 75% do seu capital e que cumprem simultaneamente com as restantes condições definidas por aquele regime. As restantes empresas participadas, não abrangidas pelo regime especial de tributação do Grupo Martifer, são tributadas individualmente, com base nas respetivas matérias coletáveis e às taxas de imposto aplicáveis. Em resultado da alteração da taxa de IRC para 2015, decretada em 31 de dezembro de 2014, os impostos diferidos em Portugal foram calculados com base na taxa de 21%. Os resultados gerados em subsidiárias estrangeiras são tributados às taxas de imposto sobre o rendimento local, nomeadamente, os resultados gerados em Espanha, Polónia, Roménia, França, Itália, Bélgica, Estados Unidos da América, Brasil e Reino Unido são tributados, respetivamente a 28%, 19%, 16%, 34,43%, 27,5%, 33,99%, 35%, 16,5% e 21%. Mais se informa que o Estado Polaco atribuiu à Martifer Polska uma isenção fiscal de Impostos sobre lucros durante 19 anos. No entanto, uma vez que o benefício fiscal está diretamente correlacionado com o valor dos lucros tributáveis futuros, não é possível quantificar o montante futuro de tal benefício, pelo que o mesmo não foi alvo de registo. De acordo com a legislação portuguesa em vigor, as declarações fiscais das sociedades portuguesas estão sujeitas a revisão e correção por parte das autoridades fiscais durante um período de quatro anos (cinco anos para a segurança social), exceto quando tenham ocorrido prejuízos fiscais, tenham sido concedidos benefícios fiscais, ou estejam em curso inspeções, reclamações ou impugnações, casos estes em que, dependendo das circunstâncias, os prazos poderão ser alongados ou suspensos. Deste modo, as declarações fiscais dos anos de 2011 a 2014, poderão ainda vir a ser sujeitas a revisão. Conforme corroborado pelos nossos advogados, não existem ativos ou passivos materiais associados a contingências fiscais prováveis ou possíveis ou a liquidações adicionais recebidas das Autoridades Fiscais que devessem ser alvo de divulgação no Anexo às demonstrações financeiras consolidadas em 31 de dezembro de 2013 e Em 31 de dezembro de 2014 e de 2013, o saldo do imposto sobre o rendimento a receber e a pagar, pode ser demonstrado como se segue: ANO 2014 ANO 2013 Impostos sobre o rendimento- Ativo Impostos sobre o rendimento- Passivo - ( ) ( ) 15. DIVIDENDOS Em 2014 e 2013 não foram distribuídos dividendos. 16. RESULTADOS POR AÇÃO A Martifer SGPS emitiu apenas ações ordinárias, pelo que não existem direitos especiais de dividendo ou voto. A Martifer tem apenas um tipo de potenciais ações ordinárias dilutivas: as opções sobre ações. Para efeitos de cálculo do resultado por ação diluído é necessário determinar se estas opções, independentemente de poderem ou não ser exercidas, têm efeito de diluição, o que ocorre quando o preço de exercício da opção é inferior ao preço de mercado das ações. Na medida em que o preço médio de mercado das ações da Martifer, no período compreendido entre 1 de janeiro de 2014 e 31 de dezembro de 2014, se situou no Euro 0,69, inferior ao preço de exercício das opções (Euro 3,84), as mesmas consideram-se não dilutivas porque o seu exercício daria lugar a uma redução do número de ações ordinárias em circulação. Assim, em 31 de dezembro de 2014 não existe diferença entre o cálculo dos resultados por ação básicos e o cálculo dos resultados por ação diluídos. O capital social da Martifer SGPS SA é representado por de ações ordinárias, totalmente subscritas e realizadas, representativas de um capital social de Euro RELATÓRIO E CONTAS 2014

121 O número médio ponderado de ações em circulação encontra-se deduzido de ações correspondente ao volume de ações próprias adquiridas pela Martifer SGPS. Em 31 de dezembro de 2014 e de 2013, o cálculo do resultado por ação básico e diluído pode ser demonstrado como se segue: ANO 2014 ANO 2013 Resultado líquido do exercício (I) ( ) ( ) Número médio ponderado de ações em circulação (II) Resultado por ação básico e diluído (I) / (II) (0,9566) (0,7052) das unidades operacionais em continuação (0,6422) (0,6618) dos ativos detidos para venda (0,3144) (0,0435) 17. GOODWILL O movimento ocorrido na rubrica de Goodwill nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e de 2013 é como se segue: ANO 2014 ANO 2013 Valor bruto Saldo Inicial Aquisições Alienação ( ) ( ) Atualização cambial (16.145) ( ) Anulação das diferenças de consolidação totalmente perdidas - - Reclassificação para ativo não corrente detido para venda (nota 28) ( ) - Saldo final Perdas de imparidade acumuladas Saldo inicial Perdas de imparidade do exercício (nota 11) Alienação - (95.555) Anulação das diferenças de consolidação totalmente perdidas - - Saldo final Valor líquido no início do ano Valor líquido no final do ano O detalhe do Goodwill, com referência aos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e de 2013, pode ser analisado como se segue: ANO 2014 ANO 2013 VALOR BRUTO IMPARIDADES ACUMULADAS VALOR LÍQUIDO VALOR LÍQUIDO Martifer Construções Sassall Aluminium ( ) - - Martifer Metallic Constructions Navalria Martifer Solar (nota 28) Martifer Solar USA (nota 28) Martifer Solar Hellas (nota 28) MGI Martifer GmbH M PRIME GMBH Total das atividades continuadas ( ) RELATÓRIO E CONTAS

122 O processo de apuramento do justo valor dos ativos e passivos obtidos nas aquisições, bem como o apuramento definitivo do valor do Goodwill, foi realizado com base nas demonstrações financeiras das empresas adquiridas à data da respetiva aquisição. O Grupo tem por procedimento efetuar testes anuais de imparidade ao Goodwill, no final de cada exercício, tal como definido na secção Principais critérios valorimétricos. Para efeitos da análise de imparidade, o Goodwill foi distribuído pelas unidades geradoras de caixa que se espera que beneficiem das sinergias da concentração de atividades empresariais, dentro de cada segmento operacional. A quantia recuperável de cada uma das unidades geradoras de caixa foi determinada com base no valor de uso, de acordo com o método dos fluxos de caixa descontados, tendo por base business plans desenvolvidos pelos responsáveis das empresas e devidamente aprovados pelo Conselho de Administração do Grupo e utilizando taxas de desconto que variam de acordo com os riscos inerentes aos diversos negócios. Em 31 de dezembro de 2014, os métodos e pressupostos utilizados na aferição da existência, ou não, de imparidade, para os principais valores de Goodwill registados por cada um dos segmentos nas demonstrações financeiras anexas, foram como se segue: CONSTRUÇÃO METÁLICA MARTIFER CONSTRUÇÕES MARTIFER METALLIC CONSTRUCTIONS NAVALRIA Goodwill Período utilizado Projeções de cash flows para 5 anos Projeções de cash flows para 5 anos Projeções de cash flows para 5 anos Taxa de crescimento (g) 1 2,00% 2,00% 1,00% Taxa de crescimento média do Volume de Negocio nos 5 anos 2 13% 18% -1% Taxa de desconto utilizada 3 7,37% 7,37% 8,48% 1 Taxa de crescimento usada para extrapolar os cash flows para além do período considerado no business plan 2 Taxa de crescimento média estimada com base no business plan da empresa a 5 anos tendo por base as estimativas e assunções do Conselho de Administração efetuadas com base no seu melhor conhecimento à data de aprovação das Demonstrações financeiras 3 Taxa de desconto aplicada aos cash flows projetados O Conselho de Administração, suportado no valor dos fluxos de caixa previsionais das unidades geradoras de caixa deste segmento, descontados à taxa considerada aplicável a cada negócio, concluiu que, em 31 de dezembro de 2014, o valor contabilístico dos ativos líquidos, incluindo o Goodwill, não excede o seu valor recuperável. As projeções dos fluxos de caixa basearam-se no desempenho histórico e nas expetativas de melhoria de eficiência. Os responsáveis deste segmento acreditam que uma possível alteração (dentro de um cenário de normalidade) nos principais pressupostos utilizados no cálculo do valor recuperável teria os impactos constantes do quadro abaixo: MARTIFER CONSTRUÇÕES: Taxa média ponderada do custo do capital (WACC) CAGR volume de negócios [2014 ; 2019] (3) Margem média EBITDA / Volume de negócios [2014 ; 2019] Martifer Construções Aumento da WACC em 1,0 p.p. Redução da WACC em 1,0 p.p. Var. VN +5,0 p.p. (1) Var. VN -5,0 p.p. (1) Aumento da margem EBITDA/Volume de negócios em 0,5 p.p. (2) Redução da margem EBITDA/Volume de negócios em 0,5 p.p. (2) 7,37% 8,37% 6,37% 7,37% 7,37% 7,37% 7,37% 12,67% 12,67% 12,67% 17,67% 7,67% 12,67% 12,67% 5,99% 5,99% 5,99% 5,99% 5,99% 6,49% 5,49% Valor líquido contabilístico Valor recuperável total (1.034) (9.692) Impacto estimado (5.449) (5.449) (1.425) Conclusões da análise de sensibilidade (1) (2) (3) Sem imparidade Imparidade Sem imparidade Sem imparidade Imparidade Sem imparidade Imparidade Variação anual do volume de negócios em 5p.p. (2014=100%), mantendo a margem EBITDA/Volume de negócios constante. Variação da margem EBITDA/Volume de negócios mantendo o volume de negócios constante Taxa média de crescimento estimada com base no business plan da empresa a 5 anos tendo por base as estimativas e assunções do Conselho de Administração efetuadas 122 RELATÓRIO E CONTAS 2014

123 MARTIFER METALLIC CONSTRUCTIONS: Taxa média ponderada do custo do capital (WACC) CAGR volume de negócios [2014 ; 2019] (3) Margem média EBITDA / Volume de negócios [2014 ; 2019] MMC Aumento da WACC em 1,0 p.p. Redução da WACC em 1,0 p.p. Var. VN +5,0 p.p. (1) Var. VN -5,0 p.p. (1) Aumento da margem EBITDA/Volume de negócios em 0,5 p.p. (2) Redução da margem EBITDA/Volu me de negócios em 0,5 p.p. (2) 7,37% 8,37% 6,37% 7,37% 7,37% 7,37% 7,37% 18,3% 18,3% 18,3% 23,3% 13,3% 18,3% 18,3% 5,83% 5,83% 5,83% 5,83% 5,83% 6,3% 5,3% Valor líquido contabilístico Valor recuperável total (29.846) Impacto estimado (3.899) Conclusões da análise de sensibilidade Sem imparidade Sem imparidade Sem imparidade Sem imparidade Imparidade Sem imparidade Sem imparidade (1) (2) (3) Variação anual do volume de negócios em 5p.p. (2014=100%), mantendo a margem EBITDA/Volume de negócios constante. Variação da margem EBITDA/Volume de negócios mantendo o volume de negócios constante Taxa média de crescimento estimada com base no business plan da empresa a 5 anos tendo por base as estimativas e assunções do Conselho de Administração efetuadas NAVALRIA: Taxa média ponderada do custo do capital (WACC) CAGR volume de negócios [2014 ; 2019] (3) Margem média EBITDA / Volume de negócios [2014 ; 2019] Navalria Aumento da WACC em 1,0 p.p. Redução da WACC em 1,0 p.p. Var. VN +0,5 p.p. (1) Var. VN -0,5 p.p. (1) Aumento da margem EBITDA/Volume de negócios em 0,5 p.p. (2) Redução da margem EBITDA/Volume de negócios em 0,5 p.p. (2) 8,48% 9,48% 7,48% 8,48% 8,48% 8,48% 8,48% -0,81% -0,81% -0,81% -0,31% -1,31% -0,81% -0,81% 20,86% 20,86% 20,86% 20,86% 20,86% 21,36% 20,36% Valor líquido contabilístico Valor recuperável total Impacto estimado 689 (157) Conclusões da análise de sensibilidade Sem imparidade Imparidade Sem imparidade Sem imparidade Sem Imparidade Sem imparidade Sem Imparidade (1) (2) (3) Variação anual do volume de negócios em 0,5p.p. (2014=100%), mantendo a margem EBITDA/Volume de negócios constante. Variação da margem EBITDA/Volume de negócios mantendo o volume de negócios constante Taxa média de crescimento estimada com base no business plan da empresa a 5 anos tendo por base as estimativas e assunções do Conselho de Administração efetuadas 18. ATIVOS INTANGÍVEIS Esta rubrica é analisada como segue: ANO 2014 ANO 2013 Valor bruto, deduzido de imparidades: Software e outros direitos Ativos intangíveis em curso Amortizações acumuladas: Software e outros direitos Ativos intangíveis em curso Adiantamentos por conta de ativos intangíveis Valor líquido RELATÓRIO E CONTAS

124 O valor registado en Software e outros direitos relaciona-se essencialmente com programas informáticos adquiridos pelas empresas do Grupo. A informação relativa aos valores brutos do ativo intangível, deduzidos de perdas de imparidade, com referência aos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e de 2013 pode ser analisada como se segue: ANO 2013 SOFTWARE E OUTROS DIREITOS ATIVOS INTANGÍVEIS EM CURSO ADIANTAMENTOS POR CONTA DE ATIVOS INTANGÍVEIS Saldo inicial 1 janeiro Aumentos Alienações e abates ( ) ( ) - ( ) Diferenças cambiais ( ) ( ) (4.313) ( ) Variação de perímetro ( ) ( ) - ( ) Perdas imparidade (nota 11) ( ) - - ( ) Transferências e outros movimentos ( ) (95.310) ( ) Saldo final 31 dezembro TOTAL ANO 2014 SOFTWARE E OUTROS DIREITOS ATIVOS INTANGÍVEIS EM CURSO ADIANTAMENTOS POR CONTA DE ATIVOS INTANGÍVEIS Saldo inicial 1 janeiro Reclassificação para ativo não corrente detido para venda (nota 28) ( ) ( ) - ( ) Aumentos Alienações e abates ( ) - - ( ) Diferenças cambiais Transferências e outros movimentos ( ) Saldo final 31 dezembro TOTAL No exercício de 2013, o valor em alienações refere-se essencialmente à venda de licenças de exploração em Portugal, no segmento Solar, no valor de Euro 6,4 milhões. A informação relativa aos valores das amortizações acumuladas do ativo intangível, com referência aos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e de 2013 pode ser analisada como se segue: ANO 2013 SOFTWARE E OUTROS DIREITOS ATIVOS INTANGÍVEIS EM CURSO ADIANTAMENTOS POR CONTA DE ATIVOS INTANGÍVEIS Saldo inicial 1 janeiro Aumentos Alienações e abates (18.462) - - (18.462) Diferenças cambiais (17.327) - - (17.327) Variação de perímetro (16.230) - - (16.230) Transferências e outros movimentos (22.029) - - (22.029) Saldo final 31 dezembro TOTAL ANO 2014 SOFTWARE E OUTROS DIREITOS ATIVOS INTANGÍVEIS EM CURSO ADIANTAMENTOS POR CONTA DE ATIVOS INTANGÍVEIS Saldo inicial 1 janeiro Reclassificação para ativo não corrente detido para venda (nota 28) ( ) - - ( ) Aumentos Alienações e abates ( ) - - ( ) Diferenças cambiais Transferências e outros movimentos Saldo final 31 dezembro TOTAL Valor líquido: 31 de dezembro de de dezembro de RELATÓRIO E CONTAS 2014

125 19. ATIVOS TANGÍVEIS Esta rubrica é analisada como segue: ANO 2014 ANO 2013 Valor bruto, deduzido de imparidades: Terrenos e edifícios Equipamentos Ativos fixos tangíveis em curso Outros ativos fixos tangíveis Amortizações acumuladas: Terrenos e edifícios Equipamentos Outros ativos fixos tangíveis Valor líquido A informação relativa aos valores brutos de terrenos e edifícios, equipamentos, ativos fixos tangíveis em curso e de outros ativos fixos tangíveis, deduzidos de perdas de imparidade acumuladas, para os exercícios findos em 2014 e 2013 pode ser analisada como se segue: ANO 2013 TERRENOS E EDIFÍCIOS EQUIPAMENTOS ATIVOS FIXOS TANGÍVEIS EM CURSO OUTROS ATIVOS FIXOS TANGÍVEIS TOTAL Saldo inicial 1 janeiro Reclassificação para ativos detidos para venda ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Aumentos Alienações e abates ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Abates - - Reavaliações Diferenças cambiais ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Variação de perímetro ( ) Imparidades (Nota 11) - (25.000) ( ) ( ) ( ) Transferências e outros movimentos ( ) ( ) Saldo final 31 dezembro ANO 2014 TERRENOS E EDIFÍCIOS EQUIPAMENTOS ATIVOS FIXOS TANGÍVEIS EM CURSO OUTROS ATIVOS FIXOS TANGÍVEIS Saldo inicial 1 janeiro Transferência para ativos detidos para venda ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Aumentos Alienações e abates ( ) ( ) ( ) ( ) Diferenças cambiais (98.007) Variação de perímetro ( ) ( ) Imparidades (Nota 11) ( ) - ( ) - ( ) Transferências e outros movimentos ( ) Saldo final 31 dezembro TOTAL O montante investido em ativos fixos tangíveis no exercício de 2014, foi essencialmente aplicado em infraestruturas dando continuidade à estratégia de internacionalização, pelo segmento Construção Metálica. As alienações e abates respeitam essencialmente as vendas de edifícios e equipamentos no segmento da Construção Metálica, e pelo segmento RE Developer (Euro 1,7 milhões). RELATÓRIO E CONTAS

126 A informação relativa aos valores das depreciações acumuladas de terrenos e edifícios, equipamentos, ativos fixos tangíveis em curso e de outros ativos fixos tangíveis para os exercícios findos em 2014 e 2013 pode ser analisada como se segue: ANO 2013 TERRENOS E EDIFÍCIOS EQUIPAMENTOS ATIVOS FIXOS TANGÍVEIS EM CURSO OUTROS ATIVOS FIXOS TANGÍVEIS Saldo inicial 1 de janeiro Reclassificação para ativo não corrente detido para venda (nota 28) ( ) ( ) - ( ) ( ) Aumentos Alienações e abates (59.910) ( ) - (67.528) ( ) Diferenças cambiais ( ) ( ) - (66.980) ( ) Variação de perímetro (3.241) Transferências e outros movimentos ( ) Saldo final 31 dezembro TOTAL ANO 2014 TERRENOS E EDIFÍCIOS EQUIPAMENTOS ATIVOS FIXOS TANGÍVEIS EM CURSO OUTROS ATIVOS FIXOS TANGÍVEIS Saldo inicial 1 janeiro Reclassificação para ativo não corrente detido para venda (nota 28) ( ) ( ) ( ) ( ) Aumentos Alienações e abates ( ) ( ) - (1.482) ( ) Diferenças cambiais Variação de perímetro Transferências e outros movimentos - (91.019) - - (91.019) Saldo final 31 dezembro TOTAL Valor líquido: 31 de dezembro de de dezembro de Os critérios valorimétricos adotados e as taxas de depreciação utilizadas estão referidos nas alíneas iv) e v) dos principais critérios valorimétricos, julgamentos e estimativas, na Nota 1 Políticas Contabilísticas. O custo de aquisição das Imobilizações corpóreas detidas pelo Grupo no âmbito de contratos de locação financeira, em 31 de dezembro de 2014 ascendia a Euro , sendo o seu valor líquido contabilístico, nessa data, de Euro Em 31 de dezembro de 2014 e de 2013, exceto para os bens adquiridos em regime de locação financeira, em regime de Project Finance e para os bens mencionados na Nota 38, não existiam outros ativos fixos tangíveis que se encontrassem penhorados ou hipotecados a instituições financeiras como garantia de empréstimos obtidos pelo Grupo. Durante o ano, o Grupo estimou a quantia recuperável de alguns ativos fixos tangíveis tendo em conta fatores internos e externos que indicavam que os mesmos poderiam estar contabilizados por um valor superior à sua quantia recuperável. A aferição da existência de imparidade para os ativos fixos tangíveis e intangíveis do Grupo foi efetuada tendo por base os business plans das diversas empresas cujos pressupostos se encontram detalhados abaixo. RE DEVELOPER ESPANHA ROMÉNIA Ativos fixos tangíveis Período utilizado 20 anos 25 anos Taxa de crescimento (g) (1) 0,0% 0,0% Taxa de crescimento média do Volume de Negocio (2) (2,20)% 33,4% Taxa de desconto utilizada (3) 6,6% 6,5% (1) (2) (3) Taxa de crescimento usada para extrapolar os cash flows para além do período considerado no business plan Taxa de crescimento média estimada com base no business plan da empresa tendo por base as estimativas e assunções do Conselho de Administração efetuadas Taxa de desconto aplicada aos cash flows projetados 126 RELATÓRIO E CONTAS 2014

127 As projeções dos fluxos de caixa basearam-se no desempenho histórico e nas expetativas de melhoria de eficiência. Os responsáveis deste segmento acreditam que uma possível alteração (dentro de um cenário de normalidade) nos principais pressupostos utilizados no cálculo do valor recuperável teria os impactos constantes do quadro abaixo: ESPANHA: Taxa média ponderada do custo do capital (WACC) CAGR volume de negócios [2014 ; 2019] (3) Margem média EBITDA / Volume de negócios [2014 ; 2019] Aumento da WACC em 1,0 p.p. Redução da WACC em 1,0 p.p. Var. VN +1,0 p.p. (1) Var. VN -1,0 p.p. (1) Aumento da margem EBITDA/Volume de negócios em 0,5 p.p. (2) Redução da margem EBITDA/Volume de negócios em 0,5 p.p. (2) 6,60% 7,60% 5,60% 6,60% 6,60% 6,60% 6,60% (0,78%) (0,78%) (0,78%) 0,22% (1,78%) (0,78%) (0,78%) 79,35% 79,35% 79,35% 79,35% 79,35% 78,85% 78,85% Valor líquido contabilístico Valor recuperável total Impacto estimado 193 (1.536) (1.510) Conclusões da análise de sensibilidade Sem imparidade Imparidade Sem imparidade Sem imparidade Imparidade Sem imparidade Sem imparidade (1) (2) (3) Variação anual do volume de negócios em 1p.p. (2014=100%), mantendo a margem EBITDA/Volume de negócios constante. Variação da margem EBITDA/Volume de negócios mantendo o volume de negócios constante Taxa média de crescimento estimada com base no business plan da empresa tendo por base as estimativas e assunções do Conselho de Administração efetuadas ROMÉNIA: Taxa média ponderada do custo do capital (WACC) CAGR volume de negócios [2014 ; 2019] (3) Margem média EBITDA / Volume de negócios [2014 ; 2019] Aumento da WACC em 1,0 p.p. Redução da WACC em 1,0 p.p. Var. VN +1,0 p.p. (1) Var. VN -1,0 p.p. (1) Aumento da margem EBITDA/Volume de negócios em 0,5 p.p. (2) Redução da margem EBITDA/Volume de negócios em 0,5 p.p. (2) 6,50% 7,50% 5,50% 6,50% 6,50% 6,50% 6,50% 4,30% 4,30% 4,30% 5,30% 3,30% 4,30% 4,30% 64,65% 64,65% 64,65% 64,65% 64,65% 65,66% 64,14% Valor líquido contabilístico Valor recuperável total Impacto estimado - (3.902) (4.526) 339 (339) Conclusões da análise de sensibilidade Sem imparidade Imparidade Sem imparidade Sem imparidade Imparidade Sem imparidade Imparidade (1) (2) (3) Variação anual do volume de negócios em 1p.p (2014=100%), mantendo a margem EBITDA/Volume de negócios constante. Variação da margem EBITDA/Volume de negócios mantendo o volume de negócios constante Taxa média de crescimento estimada com base no business plan da empresa tendo por base as estimativas e assunções do Conselho de Administração efetuadas No período foram reconhecidas imparidades para a totalidade dos ativos Oborniki no valor total de Euro ,40 detidos na Polónia, por haver risco de não desenvolvimento face as atuais condicionantes económicas envolventes a estes projetos CONSTRUÇÃO METÁLICA MARTIFER CONSTRUÇÕES Ativos fixos tangíveis Período utilizado 5 anos Taxa de crescimento (g) 1 2% Taxa de crescimento média do Volume de Negocio 5 anos 2 13% Taxa de desconto utilizada 3 7,37% RELATÓRIO E CONTAS

128 As projeções dos fluxos de caixa basearam-se no desempenho histórico e nas expetativas de melhoria de eficiência. Os responsáveis deste segmento acreditam que uma possível alteração (dentro de um cenário de normalidade) nos principais pressupostos utilizados no cálculo do valor recuperável não irá originar perdas de imparidade para além das registadas, conforme análise que se segue: Taxa média ponderada do custo do capital (WACC) CAGR volume de negócios [2014 ; 2019] (3) Margem média EBITDA / Volume de negócios [2014 ; 2019] Martifer Construções Aumento da WACC em 1,0 p.p. Redução da WACC em 1,0 p.p. Var. VN +5,0 p.p. (1) Var. VN -5,0 p.p. (1) Aumento da margem EBITDA/Volume de negócios em 0,5 p.p. (2) Redução da margem EBITDA/Volume de negócios em 0,5 p.p. (2) 7,37% 8,37% 6,37% 7,37% 7,37% 7,37% 7,37% 12,67% 12,67% 12,67% 17,67% 7,67% 12,67% 12,67% 5,99% 5,99% 5,99% 5,99% 5,99% 6,49% 5,49% Valor líquido contabilístico Valor recuperável total Impacto estimado (2.438) (11.096) Conclusões da análise de sensibilidade Sem imparidade Imparidade Sem imparidade Sem imparidade Imparidade Sem imparidade Sem imparidade (1) (2) (3) Variação anual do volume de negócios em 5p.p. (2014=100%), mantendo a margem EBITDA/Volume de negócios constante. Variação da margem EBITDA/Volume de negócios mantendo o volume de negócios constante Taxa média de crescimento estimada com base no business plan da empresa a 5 anos tendo por base as estimativas e assunções do Conselho de Administração efetuadas 20. PROPRIEDADES DE INVESTIMENTO A rubrica Propriedades de investimento respeita às seguintes propriedades detidas pelo Grupo Martifer: Centro Empresarial de Benavente, Armazéns de Albergaria-a-Velha e a unidade fabril de Vagos,todos destinados ao arrendamento. Estes ativos encontram-se registados ao valor de mercado de acordo com a avaliação independente efetuada por entidades especializadas, de acordo com os padrões internacionais do RICS Valuation Standards (RICS Red Book). O Grupo Martifer efetua avaliações regulares a estes imóveis, sendo as eventuais variações no justo valor registadas em resultados. O movimento ocorrido nos exercícios de 2014 e 2013 na rubrica de Propriedades de Investimento foi como se segue: ANO 2014 ANO 2013 Saldo inicial Transferências (nota 24) ( ) - Variações de justo valor - - Variações cambiais (10.903) Reclassificação para ativo não corrente detido para venda (nota 28) - - Saldo final O terreno da Aricesti (Roménia) foi reclassificado para a rubrica Outros devedores com base no parecer dos advogados que acompanham o processo judicial em curso relativo à reclamação da legítima titularidade, sendo o desfecho mais plausível a restituição do valor de compra à Martifer e o ressarcimento por todos os prejuízos causados. O quadro abaixo apresenta o valor global das avaliações realizadas no exercício, assim como o valor pelo qual os ativos se encontram registados nas contas do Grupo: JUSTO VALOR REGISTADO AVALIAÇÃO INDEPENDENTE Gebox Mad. Vouga Benavente RELATÓRIO E CONTAS 2014

129 O rendimento obtido das propriedades de investimento em 2014 foi de Euro (Euro em 2013), e encontra-se registado na rubrica de Vendas e Prestação de Serviços. 21. ATIVOS FINANCEIROS EM EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL Em 31 de dezembro de 2014 e de 2013, a composição dos valores referentes a ativos financeiros em equivalência patrimonial é como se segue: % CAPITAL DETIDO CAPITAL PRÓPRIO RESULTADO LÍQUIDO 2013 ANO 2013 Prio Energy 10,00% SPEE 3 - Parque eólico de Baião, SA 50,00% SPEE 2 - Parque eólico de Vila Franca de Xira, SA 50,00% FTP Solar LLC 1) 11,75% (43.355) Promoquatro - Investimentos Imobiliários, Lda 50,00% ( ) Martifer Amal, S.A. (Portugal) 30,00% Martifer Amal, S.A. (Moçambique) 35,00% ( ) Canaverosa 1) 29,61% Parque Sesena 1 1) 20,63% Outras participações ) Reclassificado em 2014 para ativo não corrente detido para venda (vide Nota 28) % CAPITAL DETIDO CAPITAL PRÓPRIO RESULTADO LÍQUIDO 2014 Ano 2014 Prio Energy 5,00% Eviva Gizalki 100,00% ( ) Martimetal 49,00% ( ) SPEE 3 - Parque eólico de Baião, SA 50,00% SPEE 2 - Parque eólico de Vila Franca de Xira, SA 50,00% Promoquatro - Investimentos Imobiliários, Lda 50,00% ( ) ( ) - Martifer Amal, S.A. (Portugal) 30,00% (43.050) - Martifer Amal, S.A. (Moçambique) 35,00% ( ) Outras participações - (5.504) Em 2013 a Martifer Solar, através da sua participada Martifer Silverado Fund I LCC com sede nos Estados Unidos da América (detida em 57,125% pela Martifer Solar Inc.), constituiu, em parceria com a Fir Tree Solar LLC, a sociedade FTP Solar LLC. Na constituição desta nova sociedade, a Martifer Silverado Fund I LCC aportou o seu capital através da entrega de projetos em desenvolvimento detidos por esta sociedade assim como algum do passivo associado (contributo líquido de $ ), enquanto a Fir Tree Solar LLC realizou o capital com entrada em dinheiro (contributo de $ ). As percentagens detidas pela Martifer Silverado Fund I LLC e Fir Tree Solar LLC na sociedade FTP Power LLC eram no final de 2013 de 37,4% e 62,6%, respetivamente. Por estarem reunidas as condições previstas pela IFRS 10 os projetos transferidos foram avaliados ao justo valor com base na avaliação efetuada pela Novogradac & Company LLP. Em 2014, esta participação está incluída no valor dos ativos não correntes detidos para venda (nota 28). RELATÓRIO E CONTAS

130 O movimento ocorrido nesta rubrica, nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e de 2013, é como se segue: ANO 2014 ANO 2013 Saldo inicial Aquisições Aplicação do MEP ( ) Reduções de capital - ( ) Alienações - ( ) Alterações resultantes da perda de controlo nas subsidiárias Diferenças cambiais - (22.387) Reclassificação para ativo não corrente detido para venda (nota 28) ( ) - Outras variações (10.758) ( ) Saldo final No final do 1º semestre a Martifer SGPS reduziu a sua participação social na Prio Energy SGPS para 5%. Dado que a empresa mantém representatividade no Conselho de Administração daquela participada e, consequentemente, influência significativa, mantém-se a consolidação pelo método de equivalência patrimonial. Nos termos do acordo de venda, o valor da participação será novamente revisto em 2016 em função do EBITDA consolidado recorrente de A Martifer Renewables, SGPS, S.A. acordou em 2014 com o IKEA Retail Sp. Zo.o., a venda das ações da Eviva Gizalki, Sp. Zo.o., sujeita ao cumprimento de alguns requisitos definidos no contrato. Os termos do contrato, que prevê que a empresa construa um parque eólico até 2016, não permitem à Martifer Renewables SGPS manter o controlo da participada mas apenas influenciar significativamente a sua gestão. Daqui decorreu a alteração do método de consolidação integral para a equivalência patrimonial. Os investimentos financeiros são aferidos quanto ao seu valor recuperável sempre que se verifica a existência de indícios de imparidade, sendo considerada a existência de indícios sempre que o Capital Próprio das participadas (considerando quando aplicável o Capital Próprio consolidado) é inferior ao seu valor de aquisição. 22. INVESTIMENTOS FINANCEIROS DISPONÍVEIS PARA VENDA Em 31 de dezembro de 2014 e de 2013, a composição dos valores referentes a investimentos financeiros disponíveis para venda é como se segue: ANO 2014 ANO 2013 Aplicação Financeira Não Corrente Outros O movimento ocorrido nos exercícios de 2014 e 2013 na rubrica de Investimentos financeiros disponíveis para venda foi como se segue: ANO 2014 ANO 2013 Saldo inicial Aquisições Alienações (24.715) ( ) Reclassificação para ativos detidos para venda (10.378) ( ) Variações de perímetro - ( ) Outras variações ( ) (8.619) O aumento desta rubrica, em 2014, resulta da atribuição de certificados verdes à Eviva Nalbant, srl. Os ativos financeiros disponíveis para venda não têm uma maturidade definida. 130 RELATÓRIO E CONTAS 2014

131 23. INVENTÁRIOS A informação relativa a existências com referência aos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e de 2013, pode ser analisada como se segue: ANO 2014 ANO 2013 Matérias primas, subsidiárias e de consumo Produtos e trabalhos em curso Mercadorias Produtos acabados e intermédios No exercício de 2014 verificou-se uma redução dos inventários, quando comparado com o mesmo período de 2013, consequência da redução da atividade do Grupo e da reclassificação do segmento Solar para ativo não corrente detido para venda. 24. CLIENTES E OUTROS DEVEDORES Em 31 de dezembro de 2014 e de 2013, os ativos financeiros detidos pelo Grupo, para além dos mencionados nas notas 21 e 22 acima, são os a seguir apresentados. A informação relativa a Clientes e outros Devedores com referência aos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e de 2013 pode ser analisada como se segue: NÃO CORRENTES CORRENTES ANO 2014 ANO 2013 ANO 2014 ANO 2013 Valor bruto: Clientes: Clientes, conta corrente Clientes, títulos a receber Clientes de cobrança duvidosa Outros devedores: Empresas associadas, participadas e participantes (nota 40) Adiantamentos a fornecedores Outros A 31 de dezembro de 2014 a rubrica Outros inclui Euro 19,6 milhões referentes à venda da participação de 49% detida na Nutre à CERES AGRICULTURE HOLDINGS COӦPERATIEF U.A. em virtude de no contrato de venda estar definido que o valor será recebido em Os saldos de clientes e outros devedores de 2014 tiveram uma elevada redução devido à reclassificação do segmento Solar para ativos detidos para venda (nota 28). RELATÓRIO E CONTAS

132 As perdas de imparidade acumuladas em contas a receber são como se segue: NÃO CORRENTES CORRENTES ANO 2014 ANO 2013 ANO 2014 ANO 2013 Perdas de imparidade acumuladas: Clientes de cobrança duvidosa Outros Devedores Valor líquido - Clientes Valor líquido - Outros Devedores Total O movimento das perdas de imparidade acumuladas em contas a receber é como se segue: CLIENTES OUTROS DEVEDORES ANO 2014 ANO 2013 ANO 2014 ANO 2013 Saldo inicial Aumento (Nota 10) Aplicação/Reversão (Nota 5) ( ) ( ) ( ) ( ) Variações de perímetro, diferenças cambiais e transferências ( ) ( ) (42.433) Reclassificação para ativos não correntes detidos para venda (nota 28) ( ) (43.578) Saldo Final O valor que consta da linha Aplicação/Reversão inclui para além do valor de reversões constante da nota 5 cerca de Euro 6 milhões referentes a anulações de saldos totalmente provisionados. Em 31 de dezembro de 2014 e de 2013, a antiguidade dos saldos relativos a contas a receber, antes de perdas de imparidade acumuladas, pode ser detalhada como se segue: ANO 2013 TOTAL NÃO VENCIDO ATÉ 90 DIAS ENTRE 90 E 180 DIAS VENCIDO ENTRE 180 E 360 DIAS MAIS DE 360 DIAS Clientes, conta corrente Clientes, títulos a receber Clientes de cobrança duvidosa Outros devedores Saldo Final ANO 2014 TOTAL NÃO VENCIDO ATÉ 90 DIAS ENTRE 90 E 180 DIAS VENCIDO ENTRE 180 E 360 DIAS MAIS DE 360 DIAS Clientes, conta corrente Clientes, títulos a receber Clientes de cobrança duvidosa Outros devedores Saldo Final A exposição do Grupo ao risco de crédito é atribuível, sobretudo, às contas a receber da sua atividade operacional. Os montantes apresentados no balanço encontram-se líquidos das perdas de imparidade acumuladas para cobrança duvidosa, que foram estimadas pelo Grupo de acordo com a sua experiência e com base nos condicionantes e na envolvente económica existente. 132 RELATÓRIO E CONTAS 2014

133 A totalidade dos créditos sobre clientes que se encontram registados na rubrica Clientes de cobrança duvidosa, em 31 de dezembro de 2014 encontra-se em imparidade. Para os restantes valores vencidos, o Grupo considera não ter havido deterioração da qualidade creditícia da contraparte, pelo que não se encontram em risco de incobrabilidade. O prazo médio de recebimentos das contas a receber do Grupo situou-se, em 2014, nos 355 dias, tendo em muito contribuído a atual conjuntura económica. Não obstante este enquadramento, o Grupo continua empenhado no cumprimento rigoroso da política de crédito definida, nomeadamente ao nível da seleção criteriosa do crédito concedido, quer em quantidade quer em qualidade, bem como na respetiva cobrança. É convicção do Conselho de Administração do Grupo de que o valor pelo qual os saldos de Clientes e Outros Devedores estão registados no balanço se aproxima do seu justo valor, considerando, em particular que relativamente à dívida vencida a mais de 180 dias não se esperam perdas importantes para além das perdas de imparidade registadas. O Grupo não cobra quaisquer encargos de juros enquanto os prazos de pagamento definidos (em média 90 dias) estejam a ser respeitados. Findos esses prazos, são cobrados os juros que estiverem definidos contratualmente, e de acordo com a lei em vigor e aplicável a cada situação, o que tenderá a ocorrer só em situações extremas. Em 31 de dezembro de 2014 e de 2013, os saldos não correntes mantidos com empresas associadas, participadas e participantes dizem respeito, essencialmente, a prestações acessórias de capital concedidas, as quais não vencem juros nem têm prazos de reembolso. Em 31 de dezembro de 2014 e de 2013, o Grupo não possui ativos financeiros detidos até ao vencimento nem investimentos registados ao justo valor através de resultados. 25. ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS ATIVO Em 31 de dezembro de 2014 e de 2013, os saldos da rubrica Estado e outros entes públicos têm a seguinte composição: ANO 2014 ANO 2013 Imposto sobre o valor acrescentado Impostos em outros países Outros impostos Estado e outros entes públicos O imposto sobre o valor acrescentado corresponde ao valor deste imposto a recuperar essencialmente em resultado da aquisição de turbinas, no segmento RE Developer (Euro 2,2 milhões). O valor remanescente decorre fundamentalmente do facto da atividade em Portugal e na Roménia, no segmento da Construção Metálica, ser essencialmente para exportação no segmento da Construção metálica. Na rubrica Outros Impostos estão refletidas os valores de Impostos sobre a receita (ICMS, PIS, COFINS e ISS) a pagar no Brasil relativos a obras (sector da construção metálica). RELATÓRIO E CONTAS

134 26. OUTROS ATIVOS CORRENTES Em 31 de dezembro de 2014 e de 2013, a rubrica Outros ativos correntes pode ser analisada como se segue: ANO 2014 ANO 2013 Acréscimo de rendimentos: Trabalhos por faturar (contratos de construção) Valor bruto Perdas de imparidade ( ) ( ) Valor líquido Juros a receber Outros acréscimos de rendimentos Gastos diferidos: Seguros Encargos financeiros Rendas pagas antecipadamente Outras despesas plurianuais pagas antecipadamente Outros ativos financeiros correntes Em 31 de dezembro de 2014, a rubrica Outras despesas plurianuais pagas antecipadamente inclui, essencialmente, os desembolsos efetuados pelo Grupo associados a trabalhos especializados, os quais irão ser prestados/utilizados no decorrer do exercício de O saldo a 31 de dezembro de 2014 da rubrica Outros ativos financeiros correntes respeita, sobretudo, a certificados verdes que o Grupo recebeu pela produção de energia elétrica na Roménia e que não tinham ainda sido alienados em 31 de dezembro de RELATÓRIO E CONTAS 2014

135 Em 31 de dezembro de 2014 e de 2013, a informação sobre os contratos de construção em curso é como se segue: ANO 2014 ANO 2013 Gastos totais incorridos em contratos de construção em curso: - Construção Metalomecânica Solar Gastos incorridos no ano em contratos de construção em curso: - Construção Metalomecânica Solar Rendimentos totais incorridos em contratos de construção em curso: - Construção Metalomecânica Solar Rendimentos incorridos no ano em contratos de construção em curso: - Construção Metalomecânica Solar Adiantamentos recebidos para a execução de contratos de construção em curso: - Construção Metalomecânica (nota 32) Retenções efetuadas por clientes em contratos de construção em curso: - Construção Metalomecânica Solar - Garantias prestadas a clientes relativas a contratos de construção em curso: - Construção Metalomecânica (nota 38) Solar Acréscimos de rendimentos relativos a contratos de construção em curso: - Construção Metalomecânica Solar Total de Trabalhos em curso (contratos de construção) Rendimentos diferidos relativos a contratos de construção em curso: - Construção Metalomecânica Solar Total de Faturação antecipada (relativa a contratos de construção) - Nota As garantias prestadas a donos de obra, no segmento Metallic Construction, referidas na Nota 38 dizem respeito a obras em curso e a obras encerradas, para as quais a duração média é de cinco anos. Em 31 de dezembro de 2014 e de 2013, as principais obras em curso do Grupo que justificam o saldo de Acréscimos de rendimentos trabalhos em curso são como se segue: ANO 2014 ANO 2013 Stade de Lyon (Martifer Construções) Museu do Amanhã (Martifer Construções BR) Birmingham New Street - Facade and Cladding Works (Martifer UK) Edifício Marina Baía- Luanda (Martifer Construções) 1) Baltic Arena Gdansk (Martifer Polska) Edifício Kilamba (Martifer Angola) RELATÓRIO E CONTAS

136 ANO 2014 ANO 2013 Viaduc Hachef (Martifer Construções) Nova Sede Corporativa da EDP_Lisboa (Martifer Construções) Scotland's National Arena (Martifer Construções e Martifer UK) Iter TB 03 (Martifer Construções) Kasc-Supporting Towers (Martifer RO) Viaduct Sibiu (Martifer RO) Graneleiro Facaieni (Martifer RO) Transcarioca(Martifer Contruções BR) Estação Juá (Martifer Contruções BR) Centro Parolimpico (Martifer Contruções BR) Iter (Martifer RO) Renault Tanger Mediterranee (Martifer Construções) Arena da Amazônia (Martifer Construções) The Horizon (Martifer Alumínios) Condomínio Esso 2059 (Martifer Angola) Estação Metro Salvador (Martifer Construções BR) Futura Fabrica da Cerveja (Martifer Angola) Abbots (Martifer Solar UK) Aura Solar I (Martifer Solar MX) Development (Martifer Solar UK) Halchiu (Martifer Solar IT) KAFD Parcel 5.03 (Martifer Alumínios) Little Morton (Martifer Solar UK) Magurele (Martifer Solar RO) Mingay (Martifer Solar UK) Orissa Project (Inspira Solar IN) Tillhouse (Martifer Solar UK) Ponte da Ulla (Martifer Construções) ) Este saldo encontra-se totalmente em imparidade. 27. CAIXA E SEUS EQUIVALENTES A rubrica caixa e seus equivalentes pode ser analisada como se segue: ANO 2014 ANO 2013 Caixa e seus equivalentes: Depósitos bancários Caixa Caixa e seus equivalentes incluem o dinheiro detido pelo Grupo e os depósitos bancários de curto prazo, com maturidades originais iguais ou inferiores a 3 meses, para os quais o risco de alteração de valor não é significativo. Em 31 de dezembro de 2014 e de 2013, não existiam quaisquer restrições à utilização dos saldos registados nas rubricas de Caixa e seus equivalentes. 136 RELATÓRIO E CONTAS 2014

137 28. ATIVOS DETIDOS PARA VENDA O Grupo está em negociações com vista à alienação do projeto imobiliário de Szczecin (Polónia), do segmento Construção Metálica, o qual tem vindo a ser apresentado como propriedade de investimento, sendo que esta venda é altamente provável. O Grupo continua comprometido com o seu plano de vender este ativo. Por estarem reunidas as condições previstas pela IFRS 5 para a manutenção deste ativo como Ativo não corrente detido para venda por um período superior a 12 meses, o ativo foi mantido como ativo não corrente não corrente detido para venda. A Martifer SGPS decidiu, em Setembro de 2014, focalizar a atividade do grupo na construção metálica (estrutura metálica e fachadas em alumínio e vidro, infraestruturas para Oil & Gas e Indústria Naval) e dar seguimento ao plano ativo de venda da participação de 55% detida na Martifer Solar. Sendo a venda altamente provável, os ativos e passivos da Martifer Solar foram classificados como ativos não correntes detidos para venda e passivos associados aos ativos não correntes detidos para venda, respetivamente, sendo o resultado líquido da Martifer Solar apresentado como resultado de atividades descontinuadas (tendo os valores do período homólogo sido ajustados por forma a permitir a comparabilidade dos mesmos). A 31 de Dezembro de 2013 esta rubrica incluía ainda e os ativos e passivos da sociedade Rosa dos Ventos Geração e comercialização de Energias, S.A., que foi entretanto alienada, assim como os terrenos e o edifício fabril da Martifer Polska, Sp. Zo.o., do segmento Construção Metálica O detalhe dos ativos e passivos associados aos ativos detidos para venda em 31 de dezembro de 2014 e de 2013 são como se segue: 31 DEZEMBRO DEZEMBRO 2013 Goodwill Ativos intangíveis Ativos fixos tangíveis Propriedades investimento 1) Investimentos financeiros em equivalência patrimonial Investimentos financeiros disponíveis para venda Ativos por impostos diferidos Existências Clientes e outros devedores Estado e outros entes públicos Outros ativos correntes Caixa e seus equivalentes Instrumentos Financeiros Derivados Total de Ativos detidos para venda Interesses não controlados associados a ativos detidos para venda ( ) Passivos não correntes Empréstimos Fornecedores Credores diversos Estado e outros entes públicos Outros passivos correntes Instrumentos Financeiros Derivados Passivos associados aos ativos detidos para venda Ativos líquidos de passivos e interesses não controlados dos ativos detidos para venda ) Projecto imobiliária de Szczecin O valor total de ativo consolidado da Martifer Solar ascende, a 31 de Dezembro de 2014 a 143 milhões de euros sendo o contributo para o grupo Euro 143 milhões (a 31 de dezembro de 2013 o ativo da Martifer Solar ascendia a Euro 254 milhões). O valor dos ativos não correntes totaliza Euro 70 milhões sendo o contributo para o grupo Euro 71 milhões (a 31 de dezembro de 2013 o ativo da Martifer Solar ascendia a Euro 103 milhões). RELATÓRIO E CONTAS

138 O valor do capital próprio consolidado da Martifer Solar a 31 de dezembro de 2014 totalizava 6 milhões de euros sendo o contributo para o grupo Euro 11 milhões (a 31 de dezembro de 2013 o capital próprio da Martifer Solar ascendia a 74 milhões). A redução resulta, essencialmente, do resultado líquido do período. O valor do capital próprio consolidado da Martifer Solar atribuível ao grupo é de 14 milhões de euros sendo o contributo para o grupo de Euro 13 milhões. O Investimento registado em 2014 foi de Euro 1 milhão, sendo explicado essencialmente pela atividade no desenvolvimento de novos projetos no Japão, Reino Unido, França, Chile, entre outros. A Dívida Líquida a 31 de dezembro ascendia a Euro 58 milhões, mais Euro 7 milhões do que em Apesar da dívida estar relativamente controlada, o aumento de apenas Euro 7 milhões resulta da necessidade de financiamento do CAPEX e apoio à tesouraria nas participadas nos Estados Unidos. O detalhe dos Resultados atribuível às atividades descontinuadas em 31 de dezembro de 2014 e de 2013 são como se segue: ANO 2014 ANO 2013 Vendas e prestações de serviços Outros rendimentos operacionais Custo das mercadorias vendidas e matérias consumidas ( ) ( ) Subcontratos ( ) ( ) Fornecimentos e serviços externos ( ) ( ) Gastos com o pessoal ( ) ( ) Outros gastos operacionais ( ) ( ) ( ) Amortizações e depreciações ( ) ( ) Provisões e Perdas de imparidade ( ) ( ) Resultado operacional ( ) Rendimentos e ganhos financeiros Gastos e perdas financeiros ( ) ( ) Ganhos / (perdas) em empresas associadas e emp. Conjuntos ( ) Resultado antes de imposto sobre o rendimento ( ) ( ) Imposto sobre o rendimento ( ) Resultado depois de impostos ( ) ( ) Resultado líquido do exercício ( ) ( ) Atribuível: a interesses não controlados ( ) ( ) ao Grupo ( ) ( ) Conforme é referido no Relatório de gestão, os Proveitos Operacionais registaram em 2014 uma redução significativa justificada, essencialmente, pelo atraso em projetos no Reino Unido e na Jordânia, e ainda pela redução da atividade em Portugal e na Ucrânia, esta última devido à instabilidade político-militar da região. O EBITDA é negativo e decresce significativamente face a 2013 principalmente devido aos custos adicionais suportados no projeto do México, decorrentes da destruição parcial do parque após ocorrência de um evento de força maior, e nos Estados Unidos, onde, em janeiro de 2014, as sociedades participadas Martifer Solar USA INC e Martifer Aurora Solar LLC incorreram no Chapter 11. No último trimestre, na sequência da assinatura do acordo settlement, plan support and release agreement, com a consequente perda de controlo destas sociedades, as mesmas deixaram de integrar o perímetro de consolidação, tendo sido reconhecida a perda de todos os ativos não recuperáveis relacionados com as mesmas. O EBIT de 2014 foi fortemente penalizado pela elevada imparidade registada no investimento da FTP Solar LLC sociedade constituída em 2013, pela Martifer Solar, através da sua participada Martifer Silverado Fund I LCC em parceria com a Fir Tree Solar LLC. Na constituição desta nova sociedade, a Martifer Silverado Fund I LCC aportou o seu capital através da entrega de projetos em desenvolvimento detidos por esta sociedade assim como algum do passivo associado enquanto a Fir Tree Solar LLC realizou o capital com entrada em dinheiro. Em 2014, a C2E, LLC vendeu a sua participada Sustainable Power Group, LLC 138 RELATÓRIO E CONTAS 2014

139 (spower LLC) à FTP Solar LLC (cujo nome foi entretanto convertido para FTP Power LLC), em troca de uma participação nesta, tendo as equipas da spower LLC e da Silverado Power LLC (sócia da Martifer Solar Inc na Martifer Silverado Fund I LCC) sido fundidas. As percentagens detidas pela Martifer Silverado Fund I LLC, Fir Tree Solar LLC e C2E, LLC na sociedade FTP Power LLC eram no final de 2014 de 1,8%, 95,9% e 2,3%, respetivamente. NA sequência da avaliação efetuada pelo avaliador independente Reinvention Capital Advisors Co. foi registada em 2014 uma imparidade de cerca de Euro 20 milhões (em 2013 havia sido registada uma imparidade de Euro 0,7 milhões). Estes factos são os grandes responsáveis pelo elevado prejuízo da Martifer Solar no último trimestre do ano. A redução dos Encargos Financeiros Líquidos em 2014 é justificada pelo não recurso a financiamento por parte de entidades parafinanceiras no âmbito do projeto Silverado, cuja alienação ocorreu em finais de O Resultado Líquido do exercício é consequência dos efeitos que condicionaram o EBITDA em 2014 e das imparidades e provisões reconhecidas no âmbito da atividade nos Estados Unidos, no México, em Portugal e em Espanha O detalhe dos fluxos de caixa das atividades descontinuadas em 31 de Dez de 2014 e de 2013 são como se segue: ANO 2014 ANO 2013 Fluxos das atividades operacionais ( ) Fluxos das atividades de investimento Fluxos das atividades de financiamento ( ) ( ) Variação de caixa e seus equivalentes (4) = (1) + (2) + (3) ( ) ( ) Variação perímetro e outras variações ( ) Efeito das diferenças de câmbio (84.476) Caixa e depósitos bancários no início do período Caixa e depósitos bancários no fim do período CAPITAL SOCIAL, RESERVAS, AÇÕES PRÓPRIAS E INTERESSES NÃO CONTROLADOS Capital social O capital social da Martifer SGPS, totalmente subscrito e realizado, em 31 de dezembro de 2014 e de 2013, ascende a Euro e é representado por de ações ao portador com um valor nominal de 50 cêntimos cada. Todas as ações têm os mesmos direitos, correspondendo um voto por cada ação. Durante os exercícios de 2014 e de 2013 não ocorreram quaisquer movimentos no número de ações representativas do capital social do Grupo. Durante o exercício de 2014, a Martifer SGPS não adquiriu ações próprias através de compras realizadas em bolsa. A Martifer detém ações próprias, correspondentes a 2,22% do seu capital social. Em 31 de dezembro de 2014, o capital social da Empresa é detido em 42,7% pela I M SGPS, S.A., 37,5% pela Mota-Engil SGPS, S.A., 2,22% em ações próprias, encontrando-se os restantes 17,58% dispersos em Bolsa. Prémios de emissão Os prémios de emissão correspondem a ágios obtidos com a emissão ou aumentos de capital. De acordo com a legislação comercial portuguesa, os valores incluídos nesta rubrica seguem o regime estabelecido para a reserva legal, isto é, os valores não são distribuíveis, a não ser em caso de liquidação, mas podem ser utilizados para absorver prejuízos, depois de esgotadas todas as outras reservas, e para incorporação no capital. Reservas Reserva legal A legislação comercial Portuguesa estabelece que pelo menos 5% do resultado líquido anual tem que ser destinado ao reforço da reserva legal até que esta represente pelo menos 20% do capital social. Esta reserva não é distribuível, a não ser em caso de liquidação, mas pode ser utilizada para absorver prejuízos, depois de esgotadas todas as outras reservas, e para incorporação no capital. RELATÓRIO E CONTAS

140 Este valor encontra-se incluído na rubrica de Outras Reservas e ascende a Euro Ações Próprias O Grupo detém ações próprias, correspondentes a 2,22% do seu capital social. De acordo com a lei é obrigatório manter uma reserva indisponível no valor de aquisição das ações próprias, incluída em Outras Reservas. Reserva de justo valor Reserva de cobertura As Reservas de justo valor - Reserva de cobertura refletem as variações de justo valor dos instrumentos derivados de cobertura de cash flow que se consideram eficazes e não são passíveis de serem distribuídas ou serem utilizadas para absorver prejuízos. Reservas de conversão cambiais As reservas de conversão cambiais refletem as variações cambiais ocorridas: (i) na transposição das demonstrações financeiras de filiais em moeda diferente do Euro; (ii) na atualização do investimento líquido nas subsidiárias; e (iii) na atualização de Goodwill, as quais não são passíveis de serem distribuídas ou serem utilizadas para absorver prejuízos, sendo transferidas para resultados quando as filiais são vendidas ou liquidadas. Reservas relativas a opções sobre ações As reservas relativas a opções sobre ações refletem o justo valor dos serviços prestados pelos colaboradores corrigidas, a cada data de relato, pelo impacto da revisão da estimativa original em resultado da determinação do número de opções que se espera que se tornem exercíveis. Em 31 de dezembro de 2014 não existe no Grupo plano de remunerações em opções sobre ações. Outras reservas Para além da reserva legal, estão incluídos nesta rubrica os resultados de exercícios anteriores e uma reserva indisponível no valor de Euro relativa ao valor das ações próprias. Nos termos da legislação portuguesa, o montante de reservas distribuíveis é determinado de acordo com as demonstrações financeiras individuais da Empresa, apresentadas de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro ( IFRS ). Em 31 de Dezembro de 2014 a Martifer SGPS, S.A. não dispõe de reservas distribuíveis. Interesses não controlados O detalhe dos principais interesses não controlados podes ser analisado como se segue: ANO 2014 ANO 2013 Saldo Inicial Resultado Liquido do período ( ) ( ) Outras variações no capital próprio ( ) (86.240) Alterações no perímetro de consolidação ( ) ( ) Transações com interesses não controlados ( ) Outros ( ) ( ) ( ) Das unidades operacionais em continuação ( ) Dos quais associados a ativos não correntes detidos para venda (Nota 28) ( ) Os interesses não controlados a 31 de Dezembro de 2014 refletem i) o impacto da redução da participação na Martifer Metallic Constructions, detida pela Martifer SGPS para 75%, em virtude do reforço dos capitais próprios (Euro 28 milhões) nesta empresa pelo novo acionista Vector Diálogo SGPS, SA, ii) o impacto da venda da Rosa dos Ventos no segmento RE Developer, iii) o impacto da desconsolidação da Martifer Solar USA, Inc. e Martifer Aurora Solar LLC na sequência da perda de controlo (vide nota 2), iv) a distribuição de dividendos, no segmento RE Developer (Euro 12 milhões) a um minoritário por valor diferente da sua quota parte de capital e v) a classificação da Martifer Solar e participadas como Ativo não corrente detido para venda (vide Nota 28). 140 RELATÓRIO E CONTAS 2014

141 % INTERESSES NÃO CONTROLADOS ANO 2013 ANO 2013 Construção Metálica Martifer Construções Angola 21,25% Solar Martifer Solar 45,00% Martifer Solar Itália 45,00% Silverado Fund LLC 68,58% Martifer Solar UK 45,00% Martifer Solar Hellas, A.T.E. 60,87% ( ) Martifer Solar Inc. 45,00% ( ) Martifer Solar França 45,00% Martifer Solar Bélgica 45,00% Martifer Solar Sistemas Solares 45,00% M Prime 45,00% Solarparks 45,00% PVGlass - - Martifer Solar México 45,55% ( ) AEM 45,39% ( ) Outros Rosa dos Ventos 46,37% - Martifer Renováveis Geração de Energia e Participações 45,00% Interesses não controlados associados aos ativos não correntes detidos para venda (nota 28) Outros interesses não controlados (< Euro ) ( ) % INTERESSES NÃO CONTROLADOS ANO 2014 ANO 2014 Construção Metálica Martifer - Construções Metalomecânicas, S.A. 25,00% ( ) Martifer - Alumínios, S.A. 25,00% ( ) Martifer Metallic Constructions SGPS, S.A. 25,00% ( ) Martifer Aluminium Pty, Ltd 25,00% ( ) Martifer Constructii S.R.L. 25,00% ( ) Martifer Polska Sp. Zo.o. 25,00% ( ) Martifer Construções Metálicas Angola, S.A. 40,94% Martifer Renováveis - Geração de Energia e Participações S.A. 45,00% Interesses não controlados associados aos ativos não correntes detidos para venda (nota 28) ( ) Outros interesses não controlados (< Euro ) ( ) ( ) 30. EMPRÉSTIMOS Os montantes relativos a empréstimos, com referência aos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e de 2013, são como se segue: ANO 2013 ATÉ 1 ANO ENTRE 1 E 3 ANOS ENTRE 3 E 5 ANOS MAIS DE 5 ANOS TOTAL Dívidas a instituições de crédito: Empréstimos bancários Descobertos bancários Contas caucionadas Outros empréstimos obtidos: Emissões de papel comercial Outros empréstimos RELATÓRIO E CONTAS

142 ANO 2014 ATÉ 1 ANO ENTRE 1 E 3 ANOS ENTRE 3 E 5 ANOS MAIS DE 5 ANOS TOTAL Dívidas a instituições de crédito: Empréstimos bancários Descobertos bancários Contas caucionadas Outros empréstimos obtidos: Emissões de papel comercial Outros empréstimos Em 31 de dezembro de 2014 o net debt do Grupo ascendeu a Euro De notar que para o cálculo do net debt, para além dos empréstimos acima evidenciados, consideram-se os leasings, derivados e caixa e seus equivalentes. A redução face a 2013 decorre fundamentalmente da transferência para passivos associados aos ativos não correntes detidos para venda (nota 28). O Grupo continua focalizado no processo de diminuição da Dívida Líquida, como tal, irá continuar empenhado no processo de venda de ativos não core: segmento solar, parques eólicos e, residualmente, pela venda de projetos imobiliários, no decorrer de Adicionalmente e atendendo ao cariz de médio/longo prazo dos investimentos efetuados, o Grupo procurou reestruturar a divida de forma a que acompanhe a maturidade dos ativos associados, não hipotecando o compromisso decorrente da sua atividade operacional de curto prazo. Nesse sentido, o Grupo tenciona adequar a maturidade de inflows da atividade operacional e de (des)investimento aos outflows da atividade de financiamento. No final de 2014, o Grupo procurou junto das principais instituições financeiras reestruturar a sua dívida através do reescalonamento do vencimento ao longo do tempo, alargando a maturidade média da dívida para a tornar mais coincidente com o grau de permanência dos seus ativos de longo prazo e uma maturidade que permita que os excedentes de tesouraria sejam suficientes para cumprir com as suas responsabilidades. O Grupo tem a expetativa de concluir o processo de negociação durante o primeiro semestre de 2015 Outros empréstimos Do valor de outros empréstimos, Euro 2,7 milhões correspondem a operações de locação financeira imobiliária (afetas ao financiamento dos projetos imobiliários registados na rubrica de Produtos e Trabalhos em Curso Nota 19) as quais, em caso de alienação dos acima referidos projetos imobiliários, terão de ser liquidadas nesse momento e não de acordo com o plano de reembolso definido, que contratualmente ocorre após Esta rubrica inclui ainda um total de Euro 7,8 milhões relativo a uma linha grupada de pagamento a fornecedores e Euro 5,5 milhões referente a empréstimos de curto prazo contratados no Brasil. Os montantes considerados em Outros empréstimos incluem, ainda, empréstimos obtidos junto da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento (IAPMEI) como apoio ao investimento efetuado pelo Grupo, no valor de Euro 2,2 milhões. Em 31 de dezembro de 2014 e de 2013, os montantes relativos a empréstimos estão denominados nas seguintes moedas: ANO 2013 INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO OUTROS EMPRÉSTIMOS OBTIDOS TOTAL Real Euro Zlotis Novo Leu Rupia RELATÓRIO E CONTAS 2014

143 Dólar americano ANO 2014 INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO OUTROS EMPRÉSTIMOS OBTIDOS TOTAL Real Euro Zlotis - Novo Leu Rupia - Dólar americano As taxas de juro médias suportadas em descobertos e empréstimos bancários são as seguintes: ANO 2013 TAXAS MÉDIAS INTERVALO DE TAXAS (%) Dívidas a instituições de crédito: Empréstimos bancários 6,05% [ 1,22% a 12,30% ] Descobertos bancários 6,45% [ 3,13% a 8,00% ] Contas caucionadas 5,82% [ 4,22% a 7,22% ] Outros empréstimos obtidos: Emissões de papel comercial 5,99% [ 5,80% a 6,34% ] Outros empréstimos 2,81% [ 0,00% a 10,00% ] ANO 2014 TAXAS MÉDIAS INTERVALO DE TAXAS (%) Dívidas a instituições de crédito: Empréstimos bancários 5,51% [ 3,00% a 23,00% ] Descobertos bancários 4,32% [ 3,02% a 6,46% ] Contas caucionadas 5,68% [ 4,73% a 6,46% ] Outros empréstimos obtidos: Emissões de papel comercial 6,38% [ 6,38% ] Outros empréstimos 10,30% [ 0,00% a 25,34% ] As taxas de juro suportadas nos empréstimos bancários, por geografia, são as seguintes: PAÍS INDEXANTE SPREAD Espanha Euribor [ 3,5 a 6,50 ] Portugal Euribor [ 2,25 a 9,50 ] Roménia Robor [ 2,50 a 3,75 ] Do total dos empréstimos, apenas cerca de 6% dos empréstimos bancários pagam taxa de juro fixa. As taxas de juro fixas estão em linha com as atuais de mercado. Os restantes empréstimos bancários pagam juros que estão indexados a taxas de mercado dos respetivos prazos, pelo que se considera que o justo valor destes empréstimos está próximo do seu valor contabilístico. Em 31 de dezembro de 2014, os principais empréstimos bancários obtidos pelo Grupo são como se segue: EMPRESA MOEDA ORIGINAL CONTRATO VALOR (EUROS) DATA CONTRATO PRAZO PERÍODO DE CARÊNCIA PERIODICIDA DE DAS RENDAS MONTANTE DO PRIMEIRO REEMBOLSO MONTANTE DO ÚLTIMO REEMBOLSO Martifer SGPS EUR ago Anos Anos Trimestral Martifer Construções SA EUR mai-11 8 Anos 4 Meses + 1,5 Anos Mensal RELATÓRIO E CONTAS

144 EMPRESA MOEDA ORIGINAL CONTRATO VALOR (EUROS) DATA CONTRATO PRAZO Martifer Alumínios SA EUR mai-10 8 Anos PERÍODO DE CARÊNCIA 4 Meses + 1,5 Anos PERIODICIDA DE DAS RENDAS MONTANTE DO PRIMEIRO REEMBOLSO MONTANTE DO ÚLTIMO REEMBOLSO Mensal Martifer Metallic Construction SGPS EUR mai-11 5 Anos 1 Ano Trimestral Gebox SA EUR set-10 7 Anos 2 Anos Trimestral Martifer Energy Systems SGPS EUR fev-08 8,5 Anos 1,5 Anos Mensal Martifer SGPS EUR set-10 3,6 Anos - Trimestral Martifer SGPS EUR out-12 5 Anos 1 Ano Semestral Martifer SGPS EUR dez-12 7 Anos 2 Anos Trimestral Martifer Construções SA EUR dez Anos Anos Trimestral Martifer SGPS EUR dez-12 7 Anos 1 +1 Ano Anual Martifer Construções SA EUR mar-13 9,2 Anos 1 Trimestre + 2 Anos Mensal Martifer Construções SA EUR mar-13 3 Anos - Semestral Martifer Alumínios SA EUR abr-13 9,2 Anos 1 Ano Mensal Martifer SGPS EUR mar-13 7 Anos 2 Anos Trimestral Martifer SGPS EUR mai-13 7 Anos 2 Anos Trimestral Martifer SGPS EUR nov-13 7 Anos 2 Anos Trimestral Martifer SGPS EUR nov-13 7 Anos 2 Anos Trimestral Martifer Metallic Construction SGPS EUR jun Anos 2 Anos Trimestral Martifer Construções SA EUR nov-14 2,3 Anos - Bullet Martifer SGPS EUR nov-14 2,1 Anos - Bullet Martifer Alumínios SA EUR nov-14 1,2 Anos 1 Trimestre Mensal Martifer - Construções Metálicas Ltda BRL out-14 1,5 Anos - Bullet Martifer - Construções Metálicas Ltda BRL out-14 1,5 Anos - Bullet Martifer Renewables Investments ETVE, S.L. Martifer Renewables ETVE, S.A.U. [ES] EUR dez-11 4 Anos - Trimestral EUR nov-14 12,7 Anos 2 Anos Trimestral Em 31 de dezembro de 2014, os principais Project Finance obtidos pelo Grupo são como se segue: EMPRESA MOEDA ORIGINAL CONTRATO VALOR (EUROS) DATA CONTRATO PRAZO Eviva Nalbant, srl_ro RON abr Anos PERÍODO DE CARÊNCIA 2 Anos + 1 Semestre PERIODICIDAD E DAS RENDAS MONTANTE DO PRIMEIRO REEMBOLSO MONTANTE DO ÚLTIMO REEMBOLSO Semestral Este valor é apresentado na rubrica Empréstimos Bancários. Em 31 de dezembro de 2014, os programas de papel comercial do Grupo passíveis de renovação são os seguintes: EMPRESA MONTANTE MÁXIMO DO CONTRATO DATA CONTRATO PRAZO VENCIMENTO DO CONTRATO MONTANTE UTILIZADO Martifer SGPS, SA A taxa de juro média dos referidos programas de papel comercial é de 6,38%. Para parte dos empréstimos acima referidos e no âmbito da política de gestão de risco de taxa de juro, o Grupo contratou os instrumentos financeiros derivados mencionados na Nota 37, convertendo dessa forma em taxas fixas as taxas variáveis contratadas nos empréstimos. Em 31 de dezembro de 2014 a sensibilidade do Grupo a alterações no indexante da taxa de juro pode ser analisada como segue: IMPACTO ESTIMADO 2014 Variação nos resultados financeiros pela alteração de 1 p.p na taxa de juro aplicada à totalidade do endividamento Proteção por taxa fixa Proteção por instrumentos derivados de taxa juro - Sensibilidade do resultado financeiro a variações da taxa de juro RELATÓRIO E CONTAS 2014

145 Para estes financiamentos foram prestadas as garantias identificadas na nota CREDORES POR LOCAÇÃO FINANCEIRA Os contratos de locação financeira mais significativos em vigor em 31 de dezembro de 2014, são resumidos como se segue: DESCRIÇÃO DO BEM PERÍODO DO CONTRATO VALOR DO CONTRATO TERMO DE OPÇÃO DE COMPRA VALOR DA OPÇÃO DE COMPRA GARANTIAS Máquinas Fixas da Martifer 201 meses Final do contrato Livrança em branco Máquinas Fixas da Martifer 201 meses Final do contrato Livrança em branco Equipamento Diverso (Camara Decapagem, Mesa Corte, Calandra) 180 meses Final do contrato Livrança em branco Estrutura Metálica Amovível 201 meses Final do contrato Livrança em branco Estrutura Metálica Amovível 85 meses Final do contrato Livrança em branco Equipamento Diverso 97 meses Final do contrato Livrança em branco Máquina de Corte e Robot de Decapagem 95 meses Final do contrato Livrança em branco Ford Mondeo Station Diesel 149 meses Final do contrato 500 Livrança em branco Estrutura Metálica Amovível 84 meses Final do contrato Livrança em branco Frações Autónomas A, B, C, D, E, F, G, H, I, J, L, M e N 96 meses Final do contrato Livrança em branco Fresadora 60 meses Final do contrato 900 Livrança subscrita e avalizada pela Martifer SGPS Prédio Urbano 206 meses Final do contrato Livrança em branco Prédio Rustico 148 meses Final do contrato Livrança em branco Terreno e Edifício Gebox - Vagos 2 lotes (artigo n. Livrança avalizada pela Motofil e 182 meses Final do contrato e 2896) MT SGPS Terreno e Edifício Gebox - Vagos lotes n. 104, 106, Livrança avalizada pela Motofil e 182 meses Final do contrato , 110, 112, 114, 132, 133, 134, 135, 136 e 137 MT SGPS Livrança subscrita e avalizada pela Ponte Rolante, Calandra Hidráulica 60 meses Final do contrato Martifer SGPS Conversores de Energia Eólica 144 meses Final do contrato Livrança em branco Conversores de Energia 144 meses Final do contrato Livrança em branco Em 31 de dezembro de 2014 e de 2013, o valor das rendas e o valor atual das rendas associados a contratos de locação financeira era como se segue: RENDAS VINCENDAS DE CONTRATOS DE LEASING VALOR ATUAL DAS RENDAS DE CONTRATOS DE LEASING ANO 2014 ANO 2013 ANO 2014 ANO 2013 Até 1 ano Entre 1 e 5 anos Mais de 5 anos Juros incluídos nas rendas ( ) ( ) Valor atual das rendas de contratos de leasing Dos quais registados como: - Empréstimos correntes Empréstimos não correntes RELATÓRIO E CONTAS

146 Adicionalmente, em 31 de dezembro de 2014 e de 2013, o valor das rendas associadas a contratos de locação operacional é como se segue: ANO 2014 ANO 2013 Até 1 ano Entre 1 e 5 anos Mais de 5 anos Durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 foram reconhecidos na rubrica de Fornecimentos e serviços externos Euro relativos a rendas de contratos de locações operacionais. 32. FORNECEDORES E CREDORES DIVERSOS A informação relativa a fornecedores e credores diversos, com referência aos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e de 2013, pode ser analisada como se segue: NÃO CORRENTES CORRENTES ANO 2014 ANO 2013 ANO 2014 ANO 2013 Fornecedores Credores diversos: Fornecedores de imobilizado Empresas associadas e outros acionistas (nota 40) Adiantamentos de clientes e por conta de vendas Credores diversos Subtotal Total O valor de fornecedores não correntes relaciona-se, essencialmente, com retenções em trabalhos efetuados por terceiros, as quais serão regularizadas após o período de garantia. Estes valores não vencem juros. Em 31 de dezembro de 2014 e de 2013, esta rubrica inclui saldos a pagar a fornecedores decorrentes da atividade operacional do Grupo e de aquisições de ativos fixos tangíveis e intangíveis. O Conselho de Administração acredita que o justo valor destes saldos não difere significativamente do seu valor contabilístico e que o efeito da atualização desses montantes não é material. A redução da rubrica resulta não só da redução da atividade, mas também da transferência do segmento Solar para Passivos associados a ativos não correntes detidos para venda (nota 28). Em 31 de dezembro de 2014 e de 2013, a antiguidade dos saldos registados nas rubricas de Fornecedores e Credores diversos era como se segue: ANO 2013 TOTAL NÃO VENCIDO ATÉ 90 DIAS ENTRE 90 E 180 DIAS VENCIDO ENTRE 180 E 360 DIAS MAIS DE 360 DIAS Fornecedores Credores diversos Saldo Final ANO 2014 TOTAL NÃO VENCIDO ATÉ 90 DIAS ENTRE 90 E 180 DIAS VENCIDO ENTRE 180 E 360 DIAS MAIS DE 360 DIAS Fornecedores Credores diversos Saldo Final RELATÓRIO E CONTAS 2014

147 A redução da rubrica resulta não só da redução da atividade mas também da transferência dos saldos do segmento Solar para passivos associados a Ativos não correntes detidos para venda (nota 28). O prazo médio de pagamento das compras e dos serviços obtidos pelo Grupo ronda os 485 dias. A dívida vencida há mais de 180 dias corresponde a valores a pagar a fornecedores com os quais o Grupo mantém relações comerciais regulares. Em 31 de dezembro de 2014 e de 2013, os saldos não correntes mantidos com empresas associadas e outros acionistas dizem respeito, essencialmente, a empréstimos obtidos junto de empreendimentos conjuntos e associadas, os quais vencem juros à Euribor a 3 meses acrescida de um spread de 6,75%. Para além dos passivos financeiros referidos nesta nota e nas notas 30 e 31 acima, o Grupo não apresenta outros passivos financeiros. 33. PROVISÕES A informação relativa a provisões, com referência ao exercício findo em 31 de dezembro de 2014 e de 2013, pode ser detalhada como se segue: ANO 2014 ANO 2013 Garantias de qualidade Processos judiciais em curso (nota 11) Aplicação de equivalência patrimonial Contratos onerosos (nota 11) Outras O movimento ocorrido na rubrica de Provisões nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 é como se segue: SALDO INICIAL AUMENTO REDUÇÃO APLICAÇÕES VARIAÇÕES DE PERÍMETRO, DIFERENÇAS CAMBIAIS E TRANSFERÊNCIAS TRANSFERÊNCIA PARA ATIVOS DETIDOS PARA VENDA Garantias de qualidade (63.456) - (5.060) ( ) Processos judiciais em curso (23.551) ( ) Aplicação de equivalência patrimonial (7.480) Contratos onerosos ( ) (16.043) Outras ( ) ( ) ( ) SALDO FINAL ( ) ( ) As provisões para garantias de qualidade destinam-se a fazer face a eventuais problemas de qualidade nas obras efetuadas pelo Grupo, as quais contemplam, em média, um período de garantia de 5 anos. As provisões são constituídas por uma percentagem do valor da construção, que varia entre os 0,04% e os 0,18%, dependendo do segmento e empresa. O valor relativo ao segmento Solar foi transferido para Passivos associados a Ativos não correntes detidos para venda (nota 28). No ano 2014 as provisões para contratos onerosos dizem respeito essencialmente a responsabilidades estimadas associadas a possíveis obrigações contratuais na atividade operacional do segmento Construção Metálica. O valor de outras provisões a 31 de dezembro de 2014 inclui cerca de 3 milhões de euros relativo a uma provisão constituída nas sociedades Eurocab 12 a 19 por um litígio relativo ao cumprimento dos requisitos para a aplicação do regime tarifário que regula a atividade de produção de energia em regime especial. Inclui ainda provisões para responsabilidades estimadas associadas a possíveis obrigações contratuais na atividade operacional, em cerca de 5 milhões euros. RELATÓRIO E CONTAS

148 Conforme referido na nota 1 é constituída uma provisão para os investimentos em associadas cujo capital é negativo (com base na percentagem de capital detida). Dada a imprevisibilidade do momento de reversão das provisões e dada a natureza a que se destinam, o Grupo não procedeu à atualização financeira das mesmas. 34. PASSIVOS CONTINGENTES A 31 de dezembro de 2014, existiam os seguintes passivos contingentes: a) Em 29 de Outubro de 2009, a Martifer Polska, em consórcio com a Ocekon Engenharia sro (Eslováquia) celebrou, com a sociedade Energomontaz -Poludnie SA, um acordo para as obras, cujo objeto era a fabricação, execução, entrega e instalação de telhado de aço do estádio Baltic Arena, Em Gdanrisk, na Polónia, no valor de aproximadamente Euro 11,3 milhões. Em 2 de Setembro de 2010, a Martifer recebeu da Energomontaz um aviso de rescisão imediata do contrato, sem qualquer aviso prévio. O motivo indicado para a quebra do contrato foi o atraso na execução da obra, que na opinião da Martifer é totalmente improcedente e ineficaz. No dia 17 de dezembro de 2010, a Martifer entrou com uma ação em tribunal contra a Energomontaz, exigindo um valor de aproximadamente 12.6 milhões de euros, valor que inclui juros, custo de capital envolvido e dano total causado à Martifer por falta de cooperação. Em 17 de Janeiro de 2012, a Energomontaz entrou com uma ação judicial contra a Martifer no montante total de Euro 5,7 milhões. As audiências estão a decorrer tendo o Grupo Martifer reconhecido nas suas demonstrações financeiras o risco de perdas relacionadas com as contas a receber, acréscimo de rendimentos de trabalhos em curso e garantia bancária executada, pelo que considera que o enquadramento deste processo se encontra devidamente refletidos nas demonstrações financeiras. A sociedade Energomontaz entretanto entrou em processo de falência. Em Abril de 2013, foi submetida a lista de reivindicações por parte da Martifer no montante de Euro16,9 milhões ao administrador de insolvência. Á presente data, não existe qualquer informação sobre a lista de créditos sobre massa insolvente. b) Em 28 de Abril de 2011 foi assinado o acordo para obras nº 3/Z/2011 entre a Martifer Konstrukcje e a Śląskie Centrum Logistyczne. Em 15 de Maio de 2012 Śląskie Centrum Logistyczne exigiu à Martifer Konstrukcje uma penalidade no valor de aproximadamente Euro , com o argumento de que a Martifer estava em atraso na execução da obra. Este montante foi tratado pelo cliente como um pagamento devido e deduzido nas respetivas contas. A 4 de Outubro de 2012 a Martifer Konstrukcje sp. z o.o. entrou com uma ação judicial, contra a Śląskie Centrum Logistyczne, em que a Martifer reclama: O montante de Euro acrescido de juros desde 2 de Junho de 2012, pelo não pagamento da fatura datada de 27 de Abril de 2012, com base no acordo de construção; O montante de Euro acrescido de juros desde a data da ação judicial, exigido pelo cliente como penalidades por atrasos no termo de aceitação final; O montante de Euro acrescido de juros desde a data da ação judicial, como pagamento de trabalhos adicionais. As audiências tiveram início em Janeiro de 2014, tendo sido proferida decisão pelo tribunal de primeira instância, em 10 de Julho de 2014, nos seguintes termos: Condenação da Śląskie Centrum Logistyczne a pagar à Martifer Konstrukcje uma indemnização no valor de apenas Euro ,32 acrescido de juros contados desde 27 de Outubro de 2012; Absolvição dos demais pedidos formulados pela Martifer Konstrukcje; e Condenação da Śląskie Centrum Logistyczne a pagar custas de tribunal no montante de Euro 5.607,24. O valor da indemnização atribuída à Martifer Konstrukcje respeita a pagamento por trabalhos adicionais. Não se conformando com esta decisão a Martifer Konstrukcje interpôs recurso da mesma em 3 de Setembro de 2014, não se encontrando, à data, agendada audiência de julgamento em sede de recurso. c) A Martifer SGPS celebrou, em 1 de Agosto de 2014, um acordo de investimento denominado Agreement relativo ao investimento da quantia de Euro 30 milhões na Nutre SGPS SA a realizar por entidade a deter em 80% pela sociedade Ceres Investments e no âmbito do qual, sujeito à verificação de determinadas condições, a Martifer SGPS aliena a sua participação de 49% detida no capital social da Nutre SGPS SA. O closing da transação ocorreu em 19/12/2014, data em que foi realizado 50% do investimento pela Ceres Investments. Contudo, toda a documentação relativa ao investimento e transmissão de ações ficará em escrow junto de notário até à data em que a Ceres Investments realize o remanescente do investimento de Euro 15 milhões, o que ocorreu durante o mês de Janeiro de RELATÓRIO E CONTAS 2014

149 Nos termos do acordo de investimento acima mencionado, a Martifer SGPS é responsável, na proporção da participação alienada, pelo pagamento das indemnizações a terceiros devidas pela Nutre SGPS SA, ou por alguma das suas subsidiárias, quando estas venham a ser condenadas e o montante da condenação exceda um total acumulado de Euro , com o limite máximo de Euro 14,7 milhões, por factos ocorridos até à data do acordo de investimento e pelo período de 3 anos após o closing da operação. Até à data a Martifer SGPS ainda não foi notificada de qualquer ocorrência da qual possa resultar a obrigação de indemnizar o adquirente do seu capital social na Nutre SGPS SA, nos termos acima expostos. É expectativa do Grupo neste processo é que não ocorram perdas superiores às já registadas nas suas Demonstrações Financeiras. 35. ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS - PASSIVO Em 31 de dezembro de 2014 e de 2013 os saldos da rubrica Estado e outros entes públicos têm a seguinte composição: ANO 2014 ANO 2013 Imposto sobre o valor acrescentado Contribuições para a segurança social Imposto sobre o rendimento das pessoas singulares Outros impostos Impostos em outros países - - Estado e outros entes públicos OUTROS PASSIVOS CORRENTES A informação relativa aos outros passivos correntes, com referência aos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e de 2013 é como se segue: Acréscimo de gastos ANO 2014 ANO 2013 Encargos com férias e subsídios de férias Juros a liquidar Produção efetuada por subempreiteiros não faturada Outros acréscimos de gastos Rendimentos diferidos Faturação antecipada (relativa a contratos de construção) (nota 26) Subsídios ao investimento (nota 39) Outros rendimentos diferidos Os Outros acréscimos de gastos, em 31 de Dezembro de 2014, correspondem a fornecimentos e serviços externos prestados em 2014 e ainda não faturados. Os Outros rendimentos diferidos incluem um valor recebido no âmbito do processo de venda da Repower e que está associado à construção de torres eólicas para o projeto Ancora Wind. RELATÓRIO E CONTAS

150 Em 31 de dezembro de 2014 e de 2013, as principais obras em curso do Grupo que justificam o saldo de Rendimentos diferidos Faturação antecipada são como se segue: ANO 2014 ANO 2013 Âncora Project (Martifer Construções) Stadium Steel Structure - Erection (Martifer Arábia Saudita) Scenic River Cruiser (West Sea) Kafd Parcel (Martifer Alumínios) Projecto Sambiente (Martifer Angola) Kero Rocha Pinto (Martifer Angola) Halls- Centro Olimpico (Martifer Construções BR) Martifer-Amal_Fábrica de Moçambique (Martifer Construções) Grand Stade de Lyon (Martifer França) Birmingham New Street - WP3201 (Martifer Alumínios) Building facades (Martifer Arábia Saudita) Torre Serrano (Martifer Alumínios) Hotel Tivoli Estoril Residence (Martifer Alumínios) Bridges 1-6 Trinidad (Martifer RO) Loures Business Park (Martifer Construções) PF Lisboa / Porto (Martifer Solar) KASC (Martifer Arábia Saudita) KASC (Martifer Construções) Ancelle (Martifer Alumínios França) Viking Torgil (Navalria) Edifício Kilamba (Martifer Angola) Stade Lille - Charpente Métallique (Martifer França) Aeroporto Namibe - EM (Martifer Angola) Centro Polivalente Barceló - Madrid (Martifer Alumínios) Sawmill Tier One Solar (Martifer Solar USA) Outros INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVADOS O Grupo recorre a instrumentos financeiros derivados de taxa de juro no sentido de gerir a sua exposição a movimentos nas taxas de juro vigentes nos seus contratos de financiamento, fixando taxas de juro. Em 31 de dezembro de 2014 e de 2013, foram estabelecidos os seguintes contratos de derivados: 31 de dezembro de 2013 INSTRUMENTO FINANCEIRO PARTICIPADA CONTRAPARTE NOCIONAL TIPO VENCIMENTO Non Deliverable Foreign Exchange Forward Deliverable Foreign Exchange Forward Non Deliverable Foreign Exchange Forward EUR CALL / USD PUT - Forward Sintético Non Deliverable Foreign Exchange Forward Non Deliverable Foreign Exchange Forward Martifer Metallic Constructions SGPS SA Martifer Metallic Constructions SGPS SA Martifer Metallic Constructions SGPS SA Martifer Construcoes Metalomecânicas SA Martifer Metallic Constructions SGPS SA Martifer Metallic Constructions SGPS SA BANCO ESPIRITO SANTO SA BANCO ESPIRITO SANTO SA Monex Europe BANCO ESPIRITO SANTO SA INTL FCStone Markets, LLC Monex Europe Swap de Taxa de Juro Martifer Solar, S.A. Montepio Cobertura Cambial com câmbio fixado a 3,3030. Sell BRL Buy EUR Cobertura Cambial com câmbio fixado a 1,3150. Sell USD Buy EUR Cobertura Cambial com câmbio fixado a 3. Sell BRL Buy EUR Cobertura Cambial EUR Call USD Put strike 1,3380 Cobertura Cambial com câmbio fixado a 1,3494. Sell USD Buy EUR Cobertura Cambial com câmbio fixado a 1,3010. Sell USD Buy EUR Recebe Euribor for superior a 1% e paga Euribor a 3M ( SWAP com CAP ) JUSTO VALOR 25-Jun Mar Jan Jun Abr Mai Abr Swap de Taxa de Juro Martifer Solar, S.A. Santander Totta Paga taxa fixa 2,24% e recebe Euribor 3M 21-Out-2015 ( ) ( ) 150 RELATÓRIO E CONTAS 2014

151 31 de dezembro de 2014 INSTRUMENTO FINANCEIRO PARTICIPADA CONTRAPARTE NOCIONAL TIPO VENCIMENTO EUR CALL / GBP PUT - Forward Sintético EUR CALL / GBP PUT - Forward Sintético Deliverable Foreign Exchange Forward Martifer Metallic Constructions SGPS SA Martifer Metallic Constructions SGPS SA Martifer Metallic Constructions SGPS SA Martifer Metallic Constructions SGPS SA Novo Banco Novo Banco Monex Europe Cobertura Cambial EUR Call GBP Put strike 0,8280 Cobertura Cambial EUR Call GBP Put strike 0,8320 Cobertura Cambial com câmbio fixado a 0,825. Sell GBP Buy EUR JUSTO VALOR 20-mai-2015 (73.118) 5-jun-2015 (78.479) 10-jun-2015 (68.237) FC Stone Saldo conta margem ( ) O justo valor dos instrumentos financeiros acima referidos, avaliados pelas contrapartes, por se tratarem de cash-flow hedges foram registados por contrapartida da rubrica de capitais próprios Reservas de justo valor Derivados e em Derivados no ativo e passivo. O apuramento do justo valor dos derivados contratados pelo Grupo (essencialmente, swaps de taxa de juro) foi efetuado pelas respetivas contrapartes (instituições financeiras com quem celebramos tais contratos). O modelo de avaliação destes derivados, utilizado pelas contrapartes, baseia-se no método dos Cash Flows descontados, i.e, utilizando as Par Rates de Swaps, cotadas no mercado interbancário, e disponíveis nas páginas Reuters e/ou Bloomberg, para os prazos relevantes, sendo calculadas as respetivas taxas forwards e fatores de desconto, que servem para descontar os cash flows fixos (fixed leg) e os cash flows variáveis (floating leg). O somatório das duas legs, dá o NPV (Net Present Value ou Valor Atualizado Líquido dos cash flows futuros ou justo valor dos derivados). 38. COMPROMISSOS Garantias Financeiras Em 31 de dezembro de 2014 e de 2013, as garantias bancárias prestadas por conta do Grupo a terceiros referentes a garantias bancárias e a seguros caução prestados a donos de obras cujas empreitadas estão a cargo das diversas empresas do Grupo, discriminadas por moeda eram como se segue: ANO 2014 ANO 2013 Euro Zloti Novo Leu Dólar Americano Dólar Australiano Dirham Marroquino Libra Estrelina Real Rupia Peso do Chile RELATÓRIO E CONTAS

152 O detalhe por empresa do Grupo é como se segue: ANO 2014 ANO 2013 Martifer Construções Martifer Metallic Constructions SGPS Martifer Solar Srl - - Martifer Solar Navalria West Sea Lda Martifer Alumínios Martifer Solar Sistemas Solares Martifer Construcciones Metálicas Espanha Martifer Solar NV Martifer Polska Martifer Constructii Eviva Hidro SRL - - Eviva Nalbant SRL Sassal Aluminium PTY LTD Martifer Construções SK Martifer Konstrukcje EUROCAB FV 1 SL EUROCAB FV 8 SL EUROCAB FV 9 SL EUROCAB FV 10 SL EUROCAB FV 11 SL EUROCAB FV 12 SL EUROCAB FV 17 SL EUROCAB FV 18 SL Martifer Renewables SGPS - - Martifer Solar USA, INC Martifer Silverado Fund, LLC Martifer Construções SAS Martifer Construções Lda (Brasil) Martifer Solar Hellas - - Martifer Alumínios Lda (Brasil) Martifer Construções Angola Inspira Martifer Solar Lda Martifer Energia RO SRL Martifer Solar Srl Martifer Solar Martifer Solar Sistemas Solares Martifer Solar NV Martifer Silverado Fund, LLC Inspira Martifer Solar Lda MARTIFER SOLAR CHILE OPERACIONES [CH] MARTIFER SOLAR UK [UK] RELATÓRIO E CONTAS 2014

153 Em 31 de dezembro de 2014 não existem compromissos com créditos documentários à importação. Em 31 de dezembro de 2013 os compromissos com créditos documentários à importação eram os seguintes: ANO 2013 Martifer Solar, S.A Martifer Construções, S.A Martifer Solar Sistemas Solares Adicionalmente, apresentam-se os principais valores de outras garantias operacionais: ANO 2014 ANO 2013 Martifer Solar SA Martifer Solar Sistemas Solares Martifer SGPS O valor apresentado, em 2014 e 2013, inclui uma fiança de Euro 26,5 milhões a favor da BP Portugal, para garantir pagamentos resultantes da aquisição de combustíveis pela Prio Energy, S.A., bem como outras garantias no âmbito dos compromissos assumidos com a construção de parques solares. Em virtude dos contratos de EPC para construção de parque solares obrigarem a Martifer Solar e/ou empresas por si participadas a assumir determinadas garantias, entre as quais, a garantia da qualidade dos materiais e desenho, das instalações fotovoltaicas, de obtenção de determinados rácios de performance e de potência dos módulos fotovoltaicos, a Martifer SGPS comprometeu-se a dotar a Martifer Solar e/ou empresas por si participadas dos meios necessários para garantir o cumprimento integral das obrigações contratuais. Neste momento, considera-se que a Martifer Solar já tem capacidade de suportar estes compromissos sem o recurso à Holding. O valor apresentado de responsabilidades assumidas pela Martifer Solar, SA respeita essencialmente a garantias no âmbito dos compromissos assumidos com o desenvolvimento e a construção de parques solares. RELATÓRIO E CONTAS

154 Garantias reais Em 31 de dezembro de 2014 as garantias reais prestadas pelo Grupo são como se segue: EMPRESA GARANTIA VALOR DO ATIVO SUBJACENTE VALOR EM DÍVIDA Martifer Metallic Constructions SGPS Penhor de Ações da Martifer Alumínios SA 45% (n.º ações ) Martifer SGPS Penhor de Ações da Martifer Solar SA 55% (n.º ações ) Martifer SGPS Hipoteca prédio urbano Oliveira de Frades (artigo 1943) - Fab. Componentes Penhor de bens MT Construções Martifer Construções SA Hipoteca Genérica de 5M sobre prédio urbano Vale Tripeiro, lote 10 - I/J/K/L/M/N/O (Benavente) Martifer SGPS Martifer SGPS Martifer Construções SA Martifer Alumínios SA Hipoteca Genérica (7,5M ) do Edifício Industrial Torres Eólicas (artigo 1914) Penhor 2º grau das Ações da Martifer Solar SA 55% (n.º ações ) Penhor 1º grau das Ações da Martifer Renewables SGPS 65% (n.º ações ) Hipoteca 1º grau do Edifício Industrial Unidade de Corte (Monoblocos), Hipoteca 1º grau do Edifício Sede, Hipoteca 2º grau do Edifício Industrial Torres Eólicas (artigo 1914) Navalria SA Martifer SGPS Hipoteca prédio urbano Oliveira de Frades (artigo P-2003) Fáb. OlF MTC Martifer Construções SA Hipoteca do Edifício Industrial MT Alumínios (artigo 2079) Martifer Construções SA Martifer Construções SA - Martifer Alumínios SA Penhor 1º grau sobre 25% das Ações da Martifer Renewables SGPS (n.º ações Martifer Alumínios SA 25,000,000) - Promoquatro Lda Martifer Energy Systems SGPS Martifer SGPS Penhor Loan Note Class A n Martifer Construções SA Promessa Penhor Loan Note Class A n Martifer Alumínios SA Martifer Metallic Constructions SGPS Hipoteca Edifício Piloto Hipoteca Armazém de Alverca Hipoteca Armazém da Trofa Hipoteca Terreno e armazéns Albergaria Martifer Renovables ETVE, S.A.U. Penhor 1º grau sobre 100% das Ações das seguintes empresas: Eurocab FV 1, S.L., Eurocab FV 2, S.L., Eurocab FV 3, S.L., Eurocab FV 4, S.L., Eurocab FV 5, S.L., Eurocab FV 6, S.L., Eurocab FV 7, S.L., Eurocab FV 8, S.L., Eurocab FV 9, S.L., Eurocab FV 10, S.L., Eurocab FV 11, S.L., Eurocab FV 12, S.L., Eurocab FV 13, S.L., Eurocab FV 14, S.L., Eurocab FV 15, S.L., Eurocab FV 16, S.L., Eurocab FV 17, S.L., Eurocab FV 18, S.L., Eurocab FV 19, S.L., Martifer Construções Metálicas LTDA Penhor de 50 % das Ações da Martifer Renovables ETVE Depósito caução Banco Safra Martifer Construções Metálicas LTDA Depósito caução Banco Safra Martifer Construções Metálicas LTDA Depósito caução Banco Safra Martifer Construções Metálicas LTDA Depósito caução Banco Itaú Martifer Construções Metálicas LTDA Depósito caução Banco Itaú Martifer Constructii SRL Hipoteca da Fábrica Eviva Nalbant Hipoteca dos terrenos dos parques e de todos os equipamentos/construção inseridos no projeto/parques Penhora de 100% das ações da Eviva Nalbant 781 Penhora de todos os bens móveis (seguros, contas bancárias, contas a receber, propriedade intelectual etc ) Martifer Solar SA Hipoteca sobre imovel e promessa de penhor de equipamento/existências RELATÓRIO E CONTAS 2014

155 No que respeita aos ativos fixos tangíveis adquiridos chama-se atenção para os seguintes compromissos contratuais: Em 27 de Novembro de 2014 foi assinado acordo de renegociação do Contrato de Atribuição de Capacidade de Injeção de Potência na Rede do Sistema Elétrico de Serviço Público para Energia Elétrica Produzida em Centrais Eólicas celebrado a 18 de Setembro de 2007 entre a Ventinveste, S.A e a Direção Geral de Energia e Geologia (DGEG). Este acordo permitiu a alteração da estrutura societária e separação completa e absoluta entre o cluster industrial e o cluster eólico. Relativamente aos compromissos industriais, as negociações havidas com a DGEG permitiram a exoneração do Grupo Martifer de todas as obrigações de investimento e criação de emprego no cluster industrial. Foram também acordados os princípios segundo o quais o compromisso de financiamento de investigação a designar pelo Ministério da Economia e da Inovação (através do Fundo de Inovação) ficaria definitivamente regularizado. 39. SUBSÍDIOS O detalhe dos subsídios ao investimento atribuídos ao Grupo com impacto no exercício findo em 31 de dezembro de 2014 é como se segue: VALOR DOS ATIVOS VALOR DO SUBSÍDIO SALDO EM RENDIMENTOS DIFERIDOS (NOTA 36) EFEITO NA DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS Edifícios e outras construções Equipamento básico Outros subsídios ao investimento Saldo final 31 dezembro O detalhe dos subsídios à exploração registados na demonstração dos resultados do exercício findo em 31 de dezembro de 2013, na rubrica de outros rendimentos / (gastos) operacionais é como se segue: EMPRESA DESIGNAÇÃO EFEITO NA DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS (NOTA 5) Martifer Construções Estágios Martifer Alumínios EOEP 686 Navalria Modernização de infra-estruturas Martifer Inovação e Gestão EOEP West Sea EOEP TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS a) Saldos e transações As participadas do Grupo têm relações entre si que se qualificam como transações com partes relacionadas. Todas estas transações são efetuadas a preços de mercado. Nos procedimentos de consolidação estas transações são eliminadas, uma vez que as demonstrações financeiras consolidadas apresentam informação da detentora e das suas subsidiárias como se de uma única empresa se tratasse. Os saldos e transações com empresas associadas e empreendimentos conjuntos, bem como com outros acionistas e empresas com eles relacionadas, ascenderam aos seguintes montantes: CUSTOS PROVEITOS CONTAS A RECEBER CONTAS A PAGAR ANO 2014 ANO 2013 ANO 2014 ANO 2013 ANO 2014 ANO 2013 ANO 2014 ANO 2013 Empresas associadas Empreendimentos conjuntos Outras Entidades RELATÓRIO E CONTAS

156 Para além dos valores mencionados, nos quadros apresentados acima e abaixo, não existem quaisquer outros saldos ou transações mantidas com partes relacionadas do Grupo. As contas a receber e a pagar a empresas relacionadas serão liquidadas em numerário e não se encontram cobertas por garantias. Durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e de 2013 não foram reconhecidas perdas de imparidade relativamente a contas a receber de partes relacionadas. b) Remunerações da administração e de outros gestores chave As remunerações atribuídas aos membros da administração e a outros gestores chave durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e de 2013 ascenderam a Euro e Euro , respetivamente. Estas remunerações são determinadas pela comissão de vencimentos, tendo em conta o desempenho individual e a evolução deste tipo de mercado de trabalho. As remunerações atribuídas ao pessoal chave da gerência por categoria de remuneração podem ser resumidas como se segue (valores em Euro): ANO 2014 ANO 2013 Remunerações fixas Remunerações variáveis A política de remuneração dos membros dos órgãos de administração e de fiscalização da Martifer SGPS, aprovada nos termos da Lei 28/2009, bem como o montante anual da remuneração auferida pelos membros dos referidos órgãos, de forma agregada e individual é apresentado no Relatório de Governo Societário. Adicionalmente, procede-se à apresentação dos Administradores da Martifer SGPS: i. Carlos Manuel Marques Martins ii. iii. iv. Jorge Alberto Marques Martins Pedro Nuno Cardoso Abreu Moreira Arnaldo José Nunes da Costa Figueiredo v. Luís Filipe Cardoso da Silva vi. vii. Jorge Bento Ribeiro Barbosa Farinha Luis Valadares Tavares 41. EVENTOS SUBSEQUENTES Desde a data de referência das contas não ocorreram outros factos que que afetem a informação financeira divulgada. 156 RELATÓRIO E CONTAS 2014

157 42. RECEBIMENTOS / PAGAMENTOS DE ATIVOS FINANCEIROS Os recebimentos e pagamentos de ativos financeiros ocorridos nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e de 2013 podem ser analisados como se segue: ANO 2014 ANO 2013 Recebimentos: Alienação da Vesto Alienação da Rosa dos Ventos Alienação da MTS Spittleborough Solar Limited Alienação de 50% da MT Solar Canada Alienação da MTS Francis Court Alienação da MTS Hill Farm 1 - Alienação da MTS Rydon Solar, Ltd Alienação da Steadfast Molland Solar Alienação da Gargano Solar Park s.r.l Alienação da Eviva Mepe Alienação da Prio Agriculture BV Alienação da Wiatrowa Alienação da LRCC Alienação de 51% da MTS Alienação da MTS Alienação da Sol Cativante VII Recebimentos: das unidades operacionais em continuação as atividades descontinuadas Pagamentos: Aquisição de 100% Solariant Portfolio GK One ( ) - Aquisição de 28% Eviva Gizalki - ( ) Aquisição de 2,5% Rosa dos Ventos - ( ) Pagamentos: das unidades operacionais em continuação - ( ) as atividades descontinuadas ( ) - RELATÓRIO E CONTAS

158 43. APROVAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Estas demonstrações financeiras foram aprovadas pelo Conselho de Administração em 31 março de Adicionalmente, as demonstrações financeiras anexas em 31 de dezembro de 2014, estão pendentes de aprovação pela Assembleia Geral de Acionistas. No entanto, o Conselho de Administração do Grupo entende que as mesmas virão a ser aprovadas sem alterações significativas. Oliveira de Frades, 31 de março de 2015 A Técnica Oficial de Contas A Administração Isabel Cristina Loureiro Silva Carlos Manuel Marques Martins (Presidente) Jorge Alberto Marques Martins (Vice-Presidente) Pedro Nuno Cardoso Abreu Moreira (Vogal do Conselho de Administração) Luís Filipe Cardoso da Silva (Vogal do Conselho de Administração) Arnaldo José Nunes da Costa Figueiredo (Vogal do Conselho de Administração) Jorge Bento Ribeiro Barbosa Farinha (Vogal do Conselho de Administração) Luís Valadares Tavares (Vogal do Conselho de Administração) 158 RELATÓRIO E CONTAS 2014

159

160 160 RELATÓRIO E CONTAS 2014

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162 13 DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS DEMONSTRAÇÕES INDIVIDUAIS DOS RESULTADOS POR NATUREZAS PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 E 2013 NOTAS ANO 2014 ANO 2013 Vendas e prestações de serviços Outros rendimentos operacionais Fornecimentos e serviços externos 3 ( ) ( ) Gastos com o pessoal 4 ( ) ( ) Outros gastos operacionais (23.760) (13.529) ( ) Amortizações e depreciações 9 e 10 (8.076) (19.230) Provisões 5 - ( ) Perdas de imparidade 5 ( ) ( ) Resultado operacional ( ) ( ) Rendimentos e ganhos financeiros Gastos e perdas financeiros 6 ( ) ( ) Resultado antes de imposto sobre o rendimento ( ) ( ) Imposto sobre o rendimento Resultado líquido do exercício ( ) ( ) Resultado líquido por ação: Básico 8 (1,2437) (0,5050) Diluído 8 (1,2437) (0,5050) Para ser lido com o anexo às demonstrações financeiras 162 RELATÓRIO E CONTAS 2014

163 DEMONSTRAÇÕES INDIVIDUAIS DO RENDIMENTO INTEGRAL PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 E 2013 ANO 2014 ANO 2013 Resultado líquido do exercício ( ) ( ) Justo valor de instrumentos financeiros derivados, líquido de imposto Resultados reconhecidos diretamente no capital próprio Rendimento integral do exercício ( ) ( ) Para ser lido com o anexo às demonstrações financeiras RELATÓRIO E CONTAS

164 DEMONSTRAÇÕES DA POSIÇÃO FINANCEIRA INDIVIDUAL EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 E 2013 ATIVO Não Corrente NOTAS 31 DEZEMBRO DEZEMBRO 2013 Ativos intangíveis Ativos fixos tangíveis Investimentos financeiros Empresas do grupo Outros devedores Ativos por impostos diferidos Corrente Clientes Imposto sobre o rendimento Empresas do grupo Outros devedores Diferimentos Caixa e seus equivalentes Total do Ativo CAPITAL PRÓPRIO Capital Ações próprias 16 ( ) ( ) Prémios de emissão Reservas legais Outras reservas Resultados transitados 16 ( ) ( ) Resultado líquido do exercício ( ) ( ) Total do Capital Próprio PASSIVO Não Corrente Provisões Empréstimos Credores Diversos Corrente Fornecedores Imposto sobre o rendimento Estado e outros entes públicos Empresas do Grupo Empréstimos Credores diversos Derivados Total do Passivo Total do Capital Próprio e do Passivo Para ser lido com o anexo às demonstrações financeiras 164 RELATÓRIO E CONTAS 2014

165 DEMONSTRAÇÕES INDIVIDUAIS DAS ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 E 2013 CAPITAL AÇÕES PRÓPRIAS PRÉMIOS DE EMISSÃO RESERVAS LEGAIS OUTRAS RESERVAS RESULTADOS TRANSITADOS OUTRAS VARIAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO RESULTADO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO Saldo em 1 de janeiro de ( ) ( ) ( ) ( ) Aplicação do resultado líquido de ( ) Rendimento integral do exercício: - - Resultado líquido do exercício ( ) ( ) Justo valor de instrumentos financeiros derivados Justo valor de ativos financeiros disponíveis para venda Reserva de revalorização de ativos tangíveis Total do Rendimento Integral do período ( ) ( ) Distribuição de dividendos Aquisição/alienação de ações próprias Opções sobre ações valor dos serviços prestados Alienação de ativos financeiros disponíveis para venda Realizações de prémios de emissão Outras operações Saldo em 31 de dezembro de ( ) ( ) - ( ) Saldo em 1 de janeiro de ( ) ( ) - ( ) Aplicação do resultado líquido de ( ) - ( ) - Rendimento integral do exercício: - - Resultado líquido do exercício ( ) ( ) Justo valor de instrumentos financeiros derivados Justo valor de ativos financeiros disponíveis para venda Reserva de revalorização de ativos tangíveis Total do Rendimento Integral do período ( ) ( ) Distribuição de dividendos Aquisição/alienação de ações próprias Opções sobre ações valor dos serviços prestados Alienação de ativos financeiros disponíveis para venda Realizações de prémios de emissão Outras operações Saldo em 31 de dezembro de ( ) ( ) - ( ) Para ser lido com o anexo às demonstrações financeiras RELATÓRIO E CONTAS

166 DEMONSTRAÇÕES INDIVIDUAIS DOS FLUXOS DE CAIXA PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 E 2013 NOTAS ANO 2014 ANO 2013 ATIVIDADES OPERACIONAIS: Recebimentos de clientes Pagamentos a fornecedores ( ) ( ) Pagamentos ao pessoal ( ) ( ) Fluxos gerados pelas operações ( ) ( ) Pagamento de imposto sobre o rendimento ( ) Outros recebimentos /(pagamentos) de atividades operacionais ( ) Outros fluxos gerados Fluxos das atividades operacionais (1) (54.211) ( ) ATIVIDADES DE INVESTIMENTO: Recebimentos provenientes de: Investimentos financeiros Ativos fixos tangíveis Juros e rendimentos similares Dividendos Pagamentos respeitantes a: - Investimentos financeiros 24 ( ) ( ) Ativos fixos tangíveis (7.843) (2.641) Ativos intangíveis (1.750) ( ) ( ) Fluxos das atividades de investimento (2) ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO: Recebimentos provenientes de: Empréstimos obtidos Pagamentos respeitantes a: Empréstimos obtidos ( ) ( ) Juros e gastos similares ( ) ( ) Aquisição de ações próprias - ( ) ( ) Fluxos das atividades de financiamento (3) ( ) ( ) Variação de caixa e seus equivalentes (4) = (1) + (2) + (3) ( ) Efeito das diferenças de câmbio - Caixa e seus equivalentes no início do período Caixa e seus equivalentes no fim do período Para ser lido com o anexo às demonstrações financeiras 166 RELATÓRIO E CONTAS 2014

167

168 14 NOTAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS NOTA INTRODUTÓRIA A Martifer SGPS, S.A. ( Empresa ) é uma sociedade anónima, com sede na Zona Industrial, Apartado 17, Oliveira de Frades - Portugal, constituída em 29 de outubro de 2004 e que tem como atividade principal a gestão das participações sociais por si detidas e prestação de serviços de suporte às empresas do Grupo. A partir de junho de 2007, e após a realização com sucesso de uma Oferta Pública de Subscrição, a Martifer SGPS, S.A. passou a ter as suas ações cotadas na Euronext Lisboa. A Empresa encontra-se obrigada, nos termos do Artº 4º do Regulamento nº 1606/2002, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 19 de julho, a elaborar as suas demonstrações financeiras consolidadas em conformidade com as Normas Internacionais de Relato Financeiro ("IFRS") tal como adotadas pela União Europeia nos termos do Artº 3º do referido regulamento. De acordo com o permitido pelo Decreto-Lei nº 158/2009 de 13 de julho, as demonstrações financeiras individuais foram preparadas de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro. Todos os montantes apresentados nestas notas explicativas são apresentados em Euro, salvo se expressamente referido em contrário. 1. POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS BASES DE APRESENTAÇÃO As demonstrações financeiras anexas respeitam às demonstrações financeiras individuais da Martifer SGPS SA e foram preparadas de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro ( IFRS ), tal como adotadas pela União Europeia, em vigor para o exercício económico iniciado em 1 de janeiro de Estas correspondem às Normas Internacionais de Relato Financeiro, emitidas pelo International Accounting Standards Board ( IASB ) e interpretações emitidas pelo International Financial Reporting Interpretations Committee ( IFRIC ) ou pelo anterior Standing Interpretations Committee ( SIC ), que tenham sido adotadas na União Europeia. As demonstrações financeiras consolidadas anexas foram preparadas a partir dos registos contabilísticos da Empresa, no pressuposto da continuidade das operações e tomando por base o custo histórico, exceto para a revalorização de certos ativos não correntes e de certos instrumentos financeiros, que se encontram registados pelo justo valor. As políticas contabilísticas e os critérios de mensuração adotados pela Empresa no exercício de 2014 foram consistentes com os aplicados pela Empresa na preparação da informação financeira relativa ao exercício anterior, apresentada para efeitos comparativos, exceto no que respeita às normas e interpretações cuja data de eficácia corresponde aos exercícios iniciados em ou após 1 de janeiro de 2014, da adoção das quais não resultaram impactos significativos no rendimento integral ou na posição financeira da Empresa. Adoção de normas e interpretações novas, emendadas ou revistas As seguintes normas, interpretações, emendas e revisões aprovadas ( endorsed ) pela União Europeia e com aplicação obrigatória nos exercícios económicos iniciados em ou após 1 de janeiro de 2014, foram adotadas pela primeira vez no exercício findo em 31 de dezembro de 2014: 168 RELATÓRIO E CONTAS 2014

169 DATA DE EFICÁCIA IAS 32 Instrumentos financeiros: apresentação IAS 36 Imparidade de ativos IAS 39 Instrumentos financeiros: reconhecimento e mensuração Alterações IFRS 10, 12 e IAS 27: Entidades de investimento IFRS 10 Demonstrações financeiras consolidadas IFRS 11 Acordos conjuntos IFRS 12 Divulgação de interesses em outras entidades Alterações IFRS 10, 11 e 12: Transição IAS 27 Demonstrações financeiras separadas IAS 28 Investimentos em associadas e empreendimentos conjuntos O efeito nas demonstrações financeiras da Empresa do exercício findo em 31 de dezembro de 2014, decorrente da adoção das normas, interpretações, emendas e revisões acima referidas, não foi material. Normas efetivas em ou após 1 de Julho de 2014, ainda não endossadas pela UE As seguintes normas, interpretações, alterações e revisões, foram já emitidas a esta data, embora não se encontrem ainda aprovadas ( endorsed ) pela União Europeia: Interpretações e alterações efetivas em ou após 1 de julho de 2014 DATA DE EFICÁCIA Melhorias às normas IFRIC 21 Taxas do Governo ( Levies ) Não são esperados efeitos significativos decorrentes da aplicação destas normas nas Demonstrações Financeiras da Empresa. Na preparação das demonstrações financeiras, em conformidade com os IAS/IFRS, o Conselho de Administração da Empresa adotou certos pressupostos e estimativas que poderão afetar os ativos e passivos reportados, bem como os rendimentos e gastos incorridos relativos aos períodos reportados (Nota 1 xvii)). Todas as estimativas e assunções efetuadas pelo Conselho de RELATÓRIO E CONTAS

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