ENVELHECIMENTO DA POPULAÇÃO VERA MARTINS DA SILVA

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1 ENVELHECIMENTO DA POPULAÇÃO VERA MARTINS DA SILVA CEPAM MAIO 2015

2 Saúde (ações preventivas X curativas) Previdenciária (aumento do custo do sistema) Produtivo (tendência à redução da capacidade produtiva x mudança na utilização do tempo ao longo da vida)

3 OMS Em 2020, pela primeira vez na História, o número de pessoas com 60 anos ou mais no mundo superará o de crianças com menos de cinco anos Uma a cada cinco pessoas no mundo será idosa em 2050 Em 2050, a população acima dos 60 anos será de dois bilhões de pessoas (uma em cada cinco) contra os 841 milhões atuais

4 Primeiro olhar: mudança no perfil da doença/saúde da população problemas de saúde destas pessoas são múltiplos e crônicos: o câncer, as doenças respiratórias, a artrose, problemas mentais e neurológicos. O número de pessoas afetadas por demência, por exemplo, deve passar dos atuais 44 milhões para 135 milhões em 2050.

5 No Brasil, a proporção de pessoas com 60 anos ou mais no total da população em 2009 é de 11,3%, porém na população com até 7 anos de escolaridade essa proporção é de aproximadamente 30%, o que representa uma baixa escolaridade desse grupo em relação aos demais grupos etários

6 O Índice de Envelhecimento da população, uma medida que considera apenas os dois grupos etários extremos (número de pessoas residentes de 60 e mais anos de idade / número de pessoas residentes com menos de 15 anos de idade*100), mostra a velocidade desse processo. O indicador aponta que houve um aumento no envelhecimento da população brasileira de mais de 88% entre os anos de 2000 índice de e 2015.

7 a redução da mortalidade não implica em anos adicionais com saúde e autonomia, e que a saúde do idoso é multidimensional, onde a melhoria em uma das dimensões não implica necessariamente na melhoria de outra Veras R. Envelhecimento populacional contemporâneo: demandas, desafios e inovações. Rev Saúde Pública [periódico na internet] ; 43(3): Disponível em:

8 o número de consultas se amplia à medida que a população envelhece, e mais consultas levam ao maior consumo de medicamentos, mais realizações de exames complementares e maior número de hospitalizações. E, se existe um aumento da prevalência de doenças crônicas, o alto custo de tratamento é a consequência (Veras, 2009), onde a conta vai para o governo, já que nossos idosos têm a renda diminuída na aposentadoria e não podem arcar com despesas de um plano de saúde

9 A comunhão de políticas públicas que priorizem a manutenção da capacidade funcional dos idosos, monitoramento das condições de saúde, ações preventivas e diferenciadas de saúde, cuidados qualificados e atenção multidimensional e integral (Veras, 2009), parece ser o melhor caminho para redução das iniquidades em saúde durante o envelhecimento.

10 22.pdf Mudança demográfica no Brasil no início do século XXI : subsídios para as projeções da população Série: Coleção Ibgeana; Estudos e análises. Informação demográfica e socioeconômica, ISSN Local: Rio de Janeiro Editor: IBGE Ano: 2015

11 IDADE 2000 % IE 2015 % IE TOTAL até ou

12 : Projeções IBGE IDADE 2025 % IE 2030 % IE TOTAL até ou

13 : Projeções IBGE IDADE 2040 % IE 2050 IE 2060 % IE TOTAL até ou

14 Resultado Primário - União R$ bilhões jan-mar jan-mar diferença Variação absoluta % Resultado Primário do Governo Central Tesouro Nacional Previdência Fonte: Resultado do Tesouro Nacional, 29 de abril de 2015,

15 Resultado Primário do Regime Geral da Previdência Social (Fonte: Secretaria do Tesouro Nacional, abril 2015) R$ milhões Variação jan-março jan-março % % PIB RESULTADO PRIMÁRIO ,5-0,9-1,4 Urbano ,3 0,5 0,2 Rural ,0-1,3-1,6

16 TEORIA ECONÔMICA - Taxa de crescimento populacional = 1% aa Taxa de crescimento do capital = 1% aa Crescimento potencial no máximo de 2,5% aa

17 Previsões econômicas: visão pessimista Estagnação secular nos países de alta renda Inovação tecnológica relativamente incapaz de gerar alto crescimento Crise da dívida dos países centrais

18 Para os países não centrais: Crescimento baixo nos países dependentes dos países de alta renda e do desenvolvimento da China (redução dos preços das commodities, depois de um ciclo de alta) Alta desigualdade e pobreza extrema conspiram contra o desenvolvimento de países de renda média e baixa

19 Curto prazo: desaceleração da atividade econômica no Brasil 7 Gráfico 1 - Crescimento Real do PIB - 1 tri tri 2014 (Fonte: IBGE)

20 Curto prazo: desaceleração da atividade econômica no Brasil Gráfico 4 - Evolução dos Setores Econômicos - 1 tri tri 2014 (Fonte: IBGE) AGROPECUÁRIA INDÚSTRIA SERVIÇOS

21 Setor Externo Transações Correntes Gráfico 1 - Transações Correntes, Balança Comercial e de Serviços - US milhões - jan março 2015 (Fonte: Bacen) Balança comercial (bens) Serviços Transações correntes

22 Setor Externo Transações Correntes Gráfico 2 - Exportação e Importação de Bens - US milhões - jan2014/mar 2015 (Fonte: Bacen) Exportações Importações

23 Financiamento Municipal Dependência de Transferências Arrecadação de Tributos por Nível de Governo R$ milhões (Fonte: Contas Nacionais , IBGE) Federal Estadual Municipal

24 Financiamento Municipal - FPM FPM DISTRIBUÍDO NO BRASIL R$ milhões Variação fevereiro março até março fevereiro março até março Nominal ,1 Fonte: Tesouro Nacional, abril 2015

25 Desafios para os Municípios: Passar pelo ajuste de curto prazo da economia (2015) mantendo os serviços e melhorando sua qualidade Planejar a adequação das políticas públicas face ao envelhecimento da população (saúde, previdência, assistência social, acessibilidade), com um enfoque de longo prazo

26 Desafios para os Municípios: Incrementar relacionamento com os demais entes federativos (cooperação intergovernamental, através de diversos instrumentos: convênios, consórcios) Incrementar parcerias com o setor privado nas diversas áreas de atuação municipal (gastos sociais, desenvolvimento produtivo) Melhorar a gestão das finanças municipais, incrementando receita própria (IPTU, ISS), e procurando participar em movimentos políticos para aumentar a participação nas Transferências Constitucionais

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