Saúde do Idoso Hipertensão Arterial na Cidade do Rio de Janeiro

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1 Saúde do Idoso Hipertensão Arterial na Cidade do Rio de Janeiro Silvana Costa Caetano Rosanna Iozzi Alcides Carneiro Palavras-chave: Hipertensão Arterial, Idoso Resumo Introdução: A prevalência de Hipertensão Arterial (HA) entre os idosos é em geral o dobro da população total. A capacidade de acompanhamento dos idosos hipertensos e sua caracterização é fundamental para aumentar a eficiência da atenção. Objetivo Geral: Caracterizar a situação de saúde dos idosos hipertensos na Cidade do Rio de Janeiro, vacinados durante a Campanha de Vacinação contra Gripe de Metodologia: Esta é uma parte dos resultados da 1ª Pesquisa sobre a Saúde e Condições de Vida do Idoso na Cidade do Rio de Janeiro realizada em 2006, durante a Campanha de Vacinação contra Gripe para pessoas com 60 anos e mais. Amostra realizada em dois estágios. Resultados: Das 3749 entrevistas válidas; 63% com HA; 92% relataram acompanhamento médico; 54% utilizam unidades de saúde da Prefeitura ; 97% usam medicamentos para controle da HA; mulheres(75%) fazem mais dieta que os homens(62%) para controle da HA; A Insuficiência Cardíaca e Angina/Infarto entre os hipertensos foi 2 vezes maior que no grupo em geral, principalmente entre os homens. Conclusão: Homens idosos com maior freqüência de complicações decorrentes da HA mal controlada devem merecer especial atenção pelos serviços de saúde. A ampliação da atenção ao homem mais precocemente deverá repercutir na qualidade de vida e risco de mortalidade na terceira idade. Áreas da Cidade com altas freqüências de HA deverão considerar avaliações da capacidade de captação desta parcela da população preventivamente objetivando mudanças de perfil. Trabalho apresentado no XVI Encontro Nacional de Estudos Populacionais, realizado em Caxambu- MG Brasil, de 29 de setembro a 03 de outubro de Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro - Secretaria Municipal de Saúde. Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro - Secretaria Municipal de Saúde. 1

2 Saúde do Idoso Hipertensão Arterial na Cidade do Rio de Janeiro Silvana Costa Caetano Rosanna Iozzi Alcides Carneiro Introdução A hipertensão arterial é um problema crônico bastante comum, de alta prevalência cujos fatores de risco e complicações representam hoje a maior carga de doenças em todo o mundo, responsável por altas taxas de morbimortalidade da população brasileira e de todo o mundo, gerando sofrimento pessoal e familiar, com alto custo financeiro e social. (BRASIL, 2005, p.55) Mesmo sendo assintomática, a hipertensão arterial é responsável por complicações cardiovasculares, encefálicas, coronarianas, renais e vasculares periféricas. Estima-se que 40% dos acidentes vasculares encefálicos e em torno de 25% dos infartos ocorridos em pacientes hipertensos poderiam ser prevenidos com terapia anti-hipertensiva adequada. No entanto, parcela importante da população adulta com hipertensão não sabe que é hipertensa. Estudos epidemiológicos brasileiros realizados a partir da medida casual da pressão arterial registram prevalências de hipertensão de 40% a 50% entre adultos com mais de 40 anos de idade. (BRASIL, 2007, p.77) Por isso, seguindo a recomendação da Política Nacional de Atenção Integral a Hipertensão Arterial e ao Diabetes, as ações à nível municipal devem articular e integrar atividades nos diferentes níveis de complexidade e nos setores públicos e privados para reduzir fatores de risco e a morbimortalidade por essas doenças e suas complicações, priorizando a promoção de hábitos saudáveis de vida, prevenção e diagnóstico precoce e atenção de qualidade na atenção básica. (BRASIL, 2005, p.55) A capacidade de acompanhamento dos idosos hipertensos e sua caracterização é fundamental para aumentar a eficiência da atenção. O Brasil envelheceu nos últimos 50 anos e na Cidade do Rio de Janeiro essa transformação se deu de forma ainda mais intensa. Nossa Cidade pode ser considerada hoje como a capital nacional do idoso, pois só aqui eles respondem por 16% do total da população, ou seja, aproximadamente um em cada grupo de seis moradores tem pelo menos 60 anos de idade, segundo dados da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio PNAD/2005. Trabalho apresentado no XVI Encontro Nacional de Estudos Populacionais, realizado em Caxambu- MG Brasil, de 29 de setembro a 03 de outubro de Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro - Secretaria Municipal de Saúde. Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro - Secretaria Municipal de Saúde. 2

3 Objetivos Por isso, este trabalho tem com objetivo principal conhecer a situação de saúde dos idosos hipertensos na Cidade do Rio de Janeiro. Para esta caracterização, foi avaliada a freqüência de referência a HA em relação ao acompanhamento médico, uso de medicamentos, dieta, freqüência de complicações nas 10 áreas de planejamento da Cidade. Metodologia Os resultados apresentados a seguir fazem parte da 1ª Pesquisa sobre a Saúde e Condições de Vida do Idoso na Cidade do Rio de Janeiro realizada em 2006, durante a Campanha de Vacinação contra Gripe para pessoas com 60 anos e mais, entre os dias alternados 24/04/06 e 05/05/06, nos postos de vacinação da rede municipal de saúde, captando aproximadamente 77% da população idosa da cidade. A amostra foi determinada em dois estágios de seleção e desmembrada para as 10 Áreas de Planejamento em Saúde (AP), que foram consideradas como Unidade Primária de Seleção - UPA: 1º Estágio: foi selecionada uma amostra sistemática sem reposição com probabilidade proporcional ao tamanho (ppt) de população da UPA correspondente, definindo como Unidade Secundária de Seleção - USA as 49 unidades de saúde representadas pelos postos de vacinação (PV), distribuídas de forma a garantir a desagregação pelas UPA; 2º Estágio: amostra sistemática, considerando-se como Unidade Terciária de Seleção - UTA os idosos selecionados para entrevista em cada PV. Neste estágio o padrão de salto obedeceu à freqüência de vacinação verificada no PV em Durante os cinco dias alternados do trabalho de campo foram realizadas 67 entrevistas por PV, totalizando entrevistas, anteriormente se estabeleceu para o tamanho da amostra um total de entrevistas. Do total de entrevistas realizadas foram validadas, as eliminações ocorreram por inconsistências de preenchimento, principalmente relacionadas à idade fora do grupo alvo e a não residência na Cidade do Rio de Janeiro. Para a elaboração do questionário e implementação de entrada de dados, foi utilizado o software EPINFO-2002 revisão 2, de janeiro de Para o processamento dos dados, elaboração e apresentação dos resultados na forma de relatórios, tabelas, gráficos e mapas foram utilizados os software, SAS 9.1, SPSS v13, ARC GIS 9.2 da ESRI e o Excel. Estimativas do Coeficiente de Variação A pesquisa é baseada em amostragem probabilística, assim cada unidade primária de amostragem (UPA) selecionada, além de representar a si própria, representa também outras unidades que não foram selecionadas, tal fato ocorre porque a cada unidade se associa um fator de expansão denominado peso, permitindo assim generalizar os resultados da pesquisa para a população alvo. Em uma amostra probabilística, se torna imprescindível uma avaliação na precisão das estimativas e todas conclusões a serem obtidas da amostra expandida, por todos estes motivos além de ser uma medida relativa e permitir a comparabilidade entre diferentes variáveis, adotou-se o (CV) Coeficiente de Variação, sendo tal estimativa calculada em função das proporções. 3

4 CV σ pa = p a Onde σ p a Erro padrão da proporção σ p ( 1 p n a a) p a = p a Proporção amostral p número. de. sucessos p a = = n tamanho. da. amostra p = representa a proporção de indivíduos com determinada característica; (1-p) = representa a proporção de indivíduos pertencentes à população que não possuem determinada característica; n = tamanho de indivíduos da amostra com determinada característica; Procedimento utilizado principalmente para análise descritiva de variáveis categóricas Tais procedimentos solicitam informações que caracterizem a amostra, como com ou sem reposição, qual o tipo de distribuição utilizado qual variável representa o cluster, os estratos e o peso. Através de métodos estatísticos permitidos em procedimentos do software SAS, utilizado na pesquisa, realizou-se cálculos de freqüências expandidas, ou seja, onde foram utilizados pesos amostrais na geração de tabelas com cruzamentos de duas ou mais variáveis, tabela n x m onde n representa o número de variáveis nas linhas e m o número de variáveis nas colunas da tabela. No quadro abaixo são apresentadas as classes de variação para a precisão das estimativas produzidas nesta pesquisa. 4

5 Classificação das estimativas quanto à precisão Intervalo de Variação Nível de Precisão Precisão das Estimativas Até 5% a Ótima Mais de 5% a 15% b Boa Mais de 15% a 30% c Razoável Mais de 30% a 50% d Pouco Precisa Mais de 50% e Imprecisa Resultados Aproximadamente, 91% dos idosos cariocas declararam pelo menos uma doença crônica. A média de doenças foi de 3, variando de 1 a 9 doenças. Entre as 6 doenças mais freqüentes, a Hipetensão Arterial foi a mais referida em 63% dos idosos entrevistados, seguida pela Artrite (48%), Catarata (35%), Depressão (25%), Osteoporose (21%) e Diabetes (18%). Observou-se diferença entre os sexos, com ligeiro predomínio feminino 66% e 57% para homens Tabela1. A distribuição por idade não revela diferenças importantes, pois o grupo de 60 a 69 anos (61%) pouco varia sua proporção em relação com mais de 70 anos ou mais (64%) Tabela 2. Tabela2 Idosos segundo hipertensão e faixa etária - proporções e coeficientes de variação, 2006 Hipertensão Total De 60 a 69 De 70 a anos ou mais % CV % CV % CV % CV Sim 62,9 a 61,4 a 64,7 a 63,0 a Não 37,1 a 38,6 a 35,3 a 37,0 b Fonte: Pesquisa Idosos/

6 Entre, os que referiram HA, 92% faziam acompanhamento médico. As mulheres referem relativamente mais acompanhamento do que os homens respectivamente 93% e 90%. Em relação à idade, a proporção de idosos sob acompanhamento médico variou pouco - 91% para o grupo 60 e 69 anos, 93% para os de 70 a 79 anos e 94% para os mais longevos (80 anos ou mais) Tabela 3. O uso de unidade de saúde da Prefeitura para realização do acompanhamento médico da HA, foi indicado por 54% dos entrevistados. Não foi observada diferença importante entre homens (51%) e mulheres (54%) no uso de serviços de saúde municipal. Sugere-se, que conforme aumenta a idade, menor é a proporção de idosos com acompanhamento, possivelmente por interferência de determinantes socioeconômicos que possibilitam uma maior utilização de serviços privados, particularmente dos planos de saúde. O controle da HA através do uso de medicação atinge a 97% dos pacientes. O uso de medicação aparece um pouco mais freqüente entre as mulheres (98%) do que entre os homens (95%) Tabela 4. Entre os grupos etários não há diferenças em relação ao uso de medicação. A realização de dieta para controle da HA foi referida por 71% dos entrevistados. O controle dietético da HA mostra que existe diferença mais expressiva entre os sexos 62% entre os homens e 75% das mulheres Tabela 5. A realização de dieta varia em função da idade, quem tem menos de 70 anos faz mais dieta do que aqueles com mais de 70 anos: respectivamente 73% e 69% - Tabela 6. Tabela3 Idosos segundo hipertensão e acompanhamento médico - proporções e coeficientes de variação, 2006 Faz acompanhamento médico para hipertensão Total Masculino Feminino % CV % CV % CV Sim 92,0 a 89,8 a 92,9 a Não 8,0 b 10,2 b 7,1 b Fonte: Pesquisa Idosos/ Tabela 4 Idosos segundo hipertensão e uso de medicamento - proporções e coeficientes de variação, 2006 Usa algum medicamento para hipertensão Total Masculino Feminino % CV % CV % CV Sim 97,3 a 94,9 a 98,4 a Não 2,7 b 5,1 c 1,6 c Fonte: Pesquisa Idosos/

7 Tabela 5 Idosos segundo hipertensão e realização de dieta - proporções e coeficientes de variação, 2006 Faz alguma dieta alimentar para hipertensão Total Masculino Feminino % CV % CV % CV Sim 71,2 a 62,3 a 75,2 a Não 28,8 a 37,7 b 24,8 a Nota: Só para quem é hipertenso. Fonte: Pesquisa Idosos/2006 Tabela 6 Idosos segundo hipertensão e realização de dieta por faixa etária - proporções e coeficientes de variação, 2006 Faz alguma dieta alimentar para Total De 60 a 69 De 70 a anos ou mais hipertensão % CV % CV % CV % CV Sim 71,3 a 73,0 a 69,8 a 68,9 a Não 28,7 a 27,0 b 30,2 b 31,1 b Nota: Só para quem é hipertenso. Fonte: Pesquisa Idosos/2006 Entre os idosos que referiram hipertensão a ocorrência de comorbidades - que em grande parte representam complicações do descontrole da pressão arterial - como a Insuficiência Cardíaca, Angina/Infarto ou AVC/Derrame foram indicadas com as respectivas freqüências: 17%; 13% e 8% - Tabela 7. Nos idosos em geral hipertensos ou não estas freqüências caíram para 6,9%; 6,5% e 7,4%, respectivamente. Esta informação discriminada por sexo revela maior freqüência destas doenças entre os homens, para as três condições relacionadas. A presença destas morbidades em relação à idade mostra pequenas diferenças entre os que têm idade abaixo e acima de 70 anos freqüências um pouco mais baixas entre os mais novos. 7

8 Tabela 7 Idosos segundo hipertensão e outras doenças autoreferidas - proporções e coeficientes de variação, 2006 Doenças 1 Sexo Total Masculino Feminino N % CV N % CV N % CV Asma ,8 b ,8 b ,2 b Pneumonia ,0 a ,7 b ,9 b Câncer ,7 b ,4 c ,3 b Artrite ,0 a ,8 b ,4 a Angina/Infarto ,3 b ,3 b ,9 b Insuf.Cardíaca ,8 a ,1 b ,2 b AVC/Derrame ,3 b ,9 b ,6 b Depressão ,2 a ,5 b ,7 a D.Parkinson ,2 c ,5 d ,0 c Catarata ,9 a ,5 b ,5 a Osteoporose ,7 a ,0 c ,8 a Fonte: Pesquisa Idoso/2006 Nota: 1- Foram considerados somente as indíviduos que responderam sim as doenças relacionadas O tipo de serviço procurado pelos idosos com HA, obedece a distribuição dos idosos de modo geral, independente de ter ou não HA. Aproximadamente metade dos idosos procura serviços públicos emergências ou ambulatórios e a outra metade procura serviços privados consultórios particulares ou serviços de planos de saúde. Os homens procuram um pouco mais os serviços de emergência públicos e as mulheres um pouco mais os serviços de plano de saúde, mas as diferenças são bastante modestas Tabela 8. Em função da idade a busca por serviços também é pouco diferenciada com ligeiro predomínio de uso de serviços de plano de saúde pelos mais velhos (80 anos ou mais) Tabela 9. Tabela 8 Idosos hipertensos segundo tipo de serviço de saúde que procuram quando se sentem doentes e sexo - proporções e coeficientes de variação, 2006 Tipo de Serviço Total Sexo Masculino Feminino % CV % CV % CV Público 54,8 a 56,1 a 54,3 a Privado 45,2 a 43,9 a 45,7 a Fonte: Pesquisa Idoso/ Tabela 9 Idosos hipertensos segundo tipo de serviço de saúde que procuram quando se sentem doentes e faixa etária - proporções e coeficientes de variação, 2006 Tipo de Serviço Idade Total De 60 a 69 De 70 a e mais % CV % CV % CV % CV Público 54,7 a 58,7 a 51,6 a 48,9 b Privado 45,3 a 41,3 a 48,4 a 51,1 b Fonte: Pesquisa Idoso/

9 A disponibilidade de plano de saúde (43%) segue a observada para grupo de idosos independente da presença de HA. As mulheres indicam ter mais acesso a esse tipo de serviço. A avaliação por idade indica que: quanto maior a idade, maior a disponibilidade deste tipo de serviço. Discussão A coexistência de doenças crônicas define uma característica fundamental na população de 60 anos ou mais, em que a perda gradativa da capacidade funcional conduz a crescentes situações de dependência e necessidade de suporte multiprofissional. As situações mais freqüentes encontradas nesta pesquisa, como a grande participação da Hipertensão Arterial, confirma dados de pesquisas realizadas em outras localidades (RAMOS, L. R; 2003, Lebrão, 2003). Aproximadamente, 50% dos idosos entrevistados, referiram no mínimo três doenças. Este perfil desemboca nos serviços de saúde, como demanda potencial por um tipo de atenção de maior complexidade, em que não apenas uma doença deverá ser abordada. Os recursos necessários para a investigação diagnóstica e terapêutica, passam a ser múltiplos e interrelacionados, pois em grande parte dos casos, um processo mórbido interage com outro, produzindo conseqüências de mais difícil controle. Tudo isto resulta em maior custo, maior tempo de internação e maior risco de mortalidade (RAMOS, 1999; LEBRÃO, 2003). Através dos estudos de morbidade referida se está identificando a demanda por atenção. Se praticamente metade dos idosos entrevistados referiu pelo menos três doenças e se este contingente pode estar espelhando a realidade da população, a organização da atenção deve estar preparada para atender a uma demanda numericamente importante e complexa. Esta demanda não significará em muitos casos um atendimento isolado por ano, serão várias consultas, em especialidades diversas, para dar conta da combinação de processos mórbidos crônicos em indivíduos desgastados pelo próprio envelhecimento. A população acima dos 60 anos é crescente, problemas de saúde como hipertensão são passíveis de medidas de controle e prevenção que estão relacionadas a ações desenvolvidas por outros setores de modo a evitar, via políticas de prevenção e promoção, que não se resumam às medidas de assistência. São atividades de promoção e proteção atividade física, alimentação saudável, redes de convívio social e de apoio que devem ser sistematizadas e amplamente oferecidas. A maior freqüência das mulheres aos serviços de saúde facilita a identificação de suas doenças mais prontamente. Isto demarca uma situação de exclusão do homem, independente da idade, dos serviços de saúde, também encontrada na caracterização da população idosa com hipertensão. O homem, e principalmente o de baixa renda e escolaridade parece ser mais vulnerável às possibilidades de complicações e descontrole dos processos de doença, como conseqüência do distanciamento histórico dos serviços de saúde. Deste modo, não surpreende a mortalidade precoce masculina, confirmando uma menor expectativa de vida que a observada para as mulheres. Autopercepção, capacidade funcional e morbidades são questões interdependentes. Representam a possibilidade de se lidar com a presença de doenças e com as próprias limitações que o corpo adquiri em função da idade que avança. Este processo que se inicia quando se nasce, não termina em nenhuma idade ou época da vida e de modo pontual. Por isto mesmo, após os 60 ou 70 é possível interferir sobre a qualidade de vida, de formas diferentes, 9

10 com possibilidades diferentes, a partir do controle de determinadas doenças, da prevenção da sua instalação, de assumir hábitos, atitudes ou comportamentos que produzam a sensação de satisfação e bem estar. De ter garantido o acesso a práticas saudáveis, acesso este muitas das vezes condicionado pela inserção social dos indivíduos e não meramente por uma opção, mas por falta de opções. Conclusão Homens idosos com maior freqüência de complicações decorrentes da HA mal controlada devem merecer especial atenção pelos serviços de saúde. A ampliação da atenção ao homem mais precocemente deverá repercutir na qualidade de vida e risco de mortalidade na terceira idade. Nas áreas da cidade com as mais altas freqüências de HA deve-se considerar avaliações da capacidade de captação desta parcela da população preventivamente objetivando mudanças de perfil. Almeja-se que os resultados subsidiem às ações municipais no sentido de reduzir fatores de risco e a morbimortalidade para a Hipertensão Arterial e suas complicações, priorizando a promoção de hábitos saudáveis de vida, prevenção e diagnóstico precoce aos idosos cariocas. Referências Bibliográficas ALMEIDA, M. F. et al. Prevalência de doenças crônicas auto-referidas e utilização de serviços de saúde, PNAD/1998, Brasil. Ciência & Saúde Coletiva, 7(4): , 2002 AMARAL, A.C.S. et al. Perfil de morbidade e de mortalidade de pacientes idosos hospitalizados Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 20(6): , nov-dez, BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa. Vigitel Brasil 2006: vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa. Brasília : Ministério da Saúde, BRASIL. Ministério da Saúde. A vigilância, o controle e a prevenção das doenças crônicas não-transmissíveis : DCNT no contexto do Sistema Único de Saúde brasileiro / Brasil. Ministério da Saúde Brasília : Organização Pan-Americana da Saúde, CARVALHO, F.; TELAROLLI JUNIOR, R.; SILVA, J.C.M. Uma investigação antropológica na terceira idade: concepções sobre a hipertensão arterial. Cad. Saúde Pública, v.14, n.3, p , LAURENTI, R. et al. Perfil epidemiológico da morbi-mortalidade masculina, Ciência & Saúde Coletiva, 10(1):35-46, LIMA-COSTA, M.F, BARRETO, S.M.,GIATTI, L. Condições de saúde, capacidade funcional, uso de serviços de saúde e gastos com medicamentos da população idosa brasileira: um estudo descritivo baseado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios. Cad Saúde Pública 2003; 19:

11 LEBRÃO, M.L., DUARTE, Y.A.O. Organizacão Panamericana da Saúde/Faculdade de Saúde Pública-Universidade de São Paulo: Saúde, Bem-estar e Envelhecimento na América Latina e Caribe - Projeto SABE, NAVARRETE, M. F. J.; PÉREZ, L. R. Perfil educativo en los pacientes crónicos. Rev. Med. Costa Rica y Centro América, v. 543, p.89-93, PEREIRA, R. S, CURIONI,C.C, VERAS, R. Perfil demográfico da população idosa no Brasil e no Rio de Janeiro em 2002,- Textos Envelhecimento v.6 n.1 Rio de Janeiro 2003 UNATI/UERJ RAMOS, L.R.Fatores determinantes do envelhecimento saudável em idosos residentes em centro urbano: Projeto Epidoso, São Paulo - Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 19(3): , Mai-Jun, RAMOS, L.R.; MACEDO FILHO, J. M. C. Epidemiologia do envelhecimento no Nordeste do Brasil: resultados de inquérito domiciliar. Rev. Saúde Pública, v.33, n.5, p , V DIRETRIZES BRASILEIRAS DE HIPERTENSÃO ARTERIAL Arquivo Brasileiro de Cardiologia, 2004, 82 (suppl 4):

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