Alergia a outros alimentos além do leite de vaca

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Alergia a outros alimentos além do leite de vaca"

Transcrição

1 Alergia a outros alimentos além do leite de vaca Renata Rodrigues Cocco Universidade Federal de São Paulo Alérgenos alimentares Variações regionais (hábitos alimentares, etnia, clima...) 1

2 Alérgenos alimentares : ~90% (???) Leite Ovo Soja Trigo Amendoim Castanhas Peixes Frutos do mar Prurido, eczema, asma, vômitos, angioedema, rinite, conjuntivite, estridor laríngeo, urticária, anafilaxia, gastrenterites eosinofílicas. 2

3 Características do alérgeno: Linear vs tridimensional Sofre interferência altas temperaturas e/ou enzimas digestivas? São igualmente reconhecidos por pacientes com formas graves e leves, com história natural persistente ou mais efêmera? São exclusivos do alérgeno ou estão presentes em múltiplas fontes alergênicas? Todas as proteínas do alimento são alergênicas? Importância do conhecimento dos alérgenos: diferentes fenótipos, investigação clínico-laboratorial, manejo terapêutico (dietético-medicamentoso) (história natural, reações a alimentos processados, gravidade das reações, reatividade cruzada) Ovo (Gallus gallus) 0,5 2,5% crianças (Rona et al., metanálise). 2 o principal alérgeno alimentar na infância e o mais relacionado a dermatite atópica (Caubet and Wang, 2011; Langeland, 1985;Sampson, 1983) Mais alergênico Mais abundante α-livetina Dhanapala P et al. Molecular Immunology 2015;6:

4 Reações graves/ a formas cozidas Lisozima ovotransferrina ovoalbumina Ovomucoide 60min de aquecimento e análise da ligação à IgE de pacientes alérgicos a ovo Ligação com OA progressivamente menor; OM: estável após 25 min aquecimento. A presença do trigo diminuiu a reatividade às proteínas do ovo. A redução da reatividade da IgE ao ovo processado deve-se à disruptura de seus epítopos conformacionais. No entanto, o ovo assado juntamente com outras substâncias, como o trigo, são menos alergênicas do que o ovo cozido por tempo prolongado isoladamente (matriz esconde os epítopos) (Bloom et al., 2014; Watanabe et al., 2014). Bloom KA, Sampson HA & Nowak-Wezgrzyn A. Pediatric Allergy Immunology 2015;25: Acompanhamento valores absolutos IgE específica Sato S. Curr Opin Allergy Clin Immunol 2015, 15:

5 Pediatric Allergy and Immunology 2015;25: Gema: menor prevalência de alergia do que a clara; mais comum em adultos Síndrome bird-egg Dhanapala P et al. Molecular Immunology 2015;6:

6 Yang YJ. Clin Exp Vaccine Res 2015;4: Vacina SRC Febre amarela Recomendações Administrar da forma usual Casos anafilaxia (NÃO VACINAR!) Recomendações Ministério da Saúde Brasil 6

7 ω-gliadina γ-gliadina α/β -gliadina De baixo PM De alto PM 30/08/2015 Pediatric Allergy Immunol 2015 Turner PJ et al. J Allergy Clin Immunol 2015;136: Trigo 0,3 0,5% entre 0 14 anos (Roehr CC. Clin Exp Allergy 2004; Venter C. PAI 2006) Reações imediatas vs relação com DA moderada-grave, comum co-sensibilização com ovo e LV ( Varjonen E. Allergy 2000; Palosuo K. J Allergy Clin Immunol 2001) albuminas e globulinas Proteínas do trigo gliadinas (hidrossolúveis) glúten gluteninas 7

8 Canonica et al. World Allergy Organization Journal 2013, 6: pacientes (6 m a 20,4 anos (mediana, 2,3 anos) IgE ab para ω-5 gliadina e TPO + com trigo. Presença de IgE para ω -5 gliadina foi associada à positividade do TPO e é particularmente útil em crianças com suspeita clínica de alergia a trigo. Ebisawa M. Int Arch Allergy Immunol 2012;158:

9 Sensibilização a gliadina está associada a persistência da alergia - 28 crianças com alergia a trigo (TPO), mediana de 21 meses (6 a 75 meses). - Tolerância oral: 59%, 69%, 84%, and 96%, aos 4, 6, 10, e 16 anos, respectivamente. - Sensibilização a gliadina foi associada a maior persistência da alergia ao trigo (p = 0,019) e com o desenvolvimento de asma. IgE + para gliadina IgE - para gliadina Kotaniemi-Syrjanen A, Palosuo K et al. Pediatr Allergy Immunol 2010; 21: Soja (Glycine max) Família das leguminosas; rica em proteínas de alto valor biológico e importante fonte nutricional Prevalência não estabelecida (< 1% da população estudada) Ingestão constante na dieta mundial: aumento dos relatos de alergia com relevância clínica: o Forma natural: óleos, bebidas, molhos, queijos (tofu), grão de soja. o Aditivos acrescentados a alguns alimentos: proteínas isoladas, concentradas e farinhas (aumento do teor proteico dos alimentos) o Fórmulas infantis à base de soja (alergia/intolerância ao LV) Ballmer-Weber BK, Vieths S. Curr Opin Allergy Clin Immunol. 2008;8(3):270-5 Bhatia J, Greer F. Pediatrics, 2008;121(5):

10 Soja Principais alérgenos Cocco RR et al β-conglicinina (Gly m 5) e glicinina (Gly m 6): Potenciais marcadores de presença e gravidade de alergia à soja: * * * Gly m 5 /Gly m 6: associação com maior risco de reações clínicas. IgE positiva para Gly m 5 ou Gly m 6 : 53% dos indivíduos alérgicos à soja 86% dos pacientes com anafilaxia 33% dos pacientes com reações leves Ito K et al. J Allergy Clin Immunol % (16/30) dos pacientes: IgE + a pelo menos uma das proteínas de estocagem, 43% (13/30) a Gly m 5 e 36% (11/30) a Gly m 6. Sensibilização a Gly m 5 ou Gly m 6 é um potencial indicador de reações alérgicas a soja. J Allergy Clin Immunol 2009;123:

11 Amendoim Isle of Wight birth coorte (n = 1456) questionário validado + SPT Sensibilização na infância foi mais associada a sintomas do que na adolescência. Sensibilização aos 4a: 40% com reações clínicas Sensibilização aos 18a: 4,76% com reações clínicas Arshad SH et al. J Allergy Clin Immunol 2014; 134(6): e6 Ara h 2 Ara h 2 Ara h 2 foi o componente mais relevante am crianças e adultos com alergia a amendoim. Klemans RJB et al. Clinical & Experimental Allergy, 43,

12 Ara h 6 Ara h 2 Ara h 8 - Co-sensibilização a Ara h 2 e Ara h 6 foi fator discriminatório entre reações leves e graves da alergia a amendoim. - A utilização dos CRD podem reduzir a necessidade de TPO. Kukkonen AK et al. Allergy Amendoim Learning Early About Peanut Allergy (LEAP): 640 lactentes de alto risco entre 4 e 11 meses Randomização: consumir produtos com amendoim pelo menos 3x/semana restringir absolutamente até os 5 anos de idade. 542 lactentes com SPT - e 98 com pápulas entre 1 e 4mm (admissão), pápulas > 5mm: exclusão (n-76). 17,2% do grupo em restrição vs 3,2% do grupo que ingeriu amendoim desenvolveram alergia a amendoim aos 5 anos de idade Fleischer DM et al. J Allergy Clin Immunol. 2015;136(2):

13 Castanhas Grupo de alimentos muito saudável, rico em proteínas, gorduras insaturadas, vitaminas e minerais; proteção do sistema cardiovascular Reações graves; grande parte das reações anafiláticas (incluindo óbito) Persistentes Aumento na prevalência, especialmente em crianças (EUA: 2x em 10 anos) Problema de saúde público! Allergy Rhinol 2015;6:e39 e43 Castanhas Grupo de alimentos muito saudável, rico em proteínas, gorduras insaturadas, vitaminas e minerais; proteção do sistema cardiovascular No Brasil... Ausência de estudos epidemiológicos Aumento nítido nos casos atendidos Novos casos principalmente em crianças Graves, quantidades ínfimas do alimento Baixos valores de IgE específica 13

14 Sicherer SH. J Allergy Clin Immunol 2001;108(6): Pan-alérgenos Risco de reações a alimentos cozidos/gravidade da doença CCD* Profilinas PR-10 LTP *Determinantes de reações cruzadas por carboidratos Proteínas de estocagem Componentes: relação clínico-laboratorial Avelã (Corylus avellana) Cor a 1 PR-10: alergia a avelã secundária a sensibilização ao pólen Cor a 8 LTP: reatividade cruzada pela sensibilização 1aria a frutas, legumes e amendoim Cor a 9 Prot. estocagem: alergia primária à avelã Cor a 14 Prot. estocagem: alergia primária à avelã 14

15 Nozes (Juglans regia) IgE + para proteína de estocagem Jug r 1: sensibilização primária a nozes. IgE + para Jug r 3 (LTP): reatividade cruzada com outros alimentos que contenham LTP (frutas, outras castanhas). Castanha de caju (Anacardium occidentale) Ana o 3 : proteína de estocagem e principal alérgeno da castanha de caju (sensibilização a Ana o 3: alergia primária a castanha de caju. Peixes Parvalbumina (Gad c 1) representa o principal alérgeno do peixe, responsável por reações cruzadas em 90 % dos pacientes que reagem a esta proteína. Componentes disponíveis: - Parvalbumina da carpa - Parvalbumina do bacalhau Clinic Rev Allerg Immunol,

16 IgE sérica negativa (peixe) apesar de história clínica convincente Kuehn A. Clin Exp Allergy. 2013;43(7): Anisakis: importante alérgeno oculto Parasita de alguns peixes; ingestão de peixes contaminados pode levar a reações alérgicas potencialmente graves. Nieuwenhuizen NE, Lopata AL. Curr Allergy Asthma Rep. 2014;14(8):

17 Frutos do mar Crustáceos (camarão, lagosta, siri, caranguejo): reações graves e persistentes o Moluscos: menos alergênicos (ostras, mexilhões, lula, polvo) Principal alérgeno: tropomiosina Camarão: crustáceo mais consumido o rpen a 1, Pen i 1, Pen m 1 tropomiosinas primárias do camarão, encontradas em 80% dos pacientes (Reese G. Clin Exp Allergy 2006) o Reação cruzada com ácaros (rder p 10) e barata Der p 1 (d202) Der p 2 (d203) Der p 10 (d205) Pen a 1 (f351) TROPOMIOSINAS (CHANCE DE REATIVIDADE CRUZADA!!!) Per a 7 (d202) Int Arch Allergy Immunol 2002; 129:

18 Distribution by sensitization of components (sample of Brazilian allergic patients) Pen m 2 Pen m 1 Gal d 1 Gal d 2 Gal d 3 Bos d 5 Bos d 6 Bos d 8 n Gal d 1 n Gal d 2 n Gal d 3 n Gal d 5 n Bos d 4 n Bos d 5 n Bos d 6 n Bos d 8 lactoferrin rgad c 1 npen m 1 npen m 2 npen m 4 L.C. Lopes de Oliveira et al. FAAM, Dublin, 2014 Considerações finais O conhecimento dos alérgenos é de fundamental importância para a compreensão da fisiopatologia das alergias alimentares, bem como para o direcionamento da investigação clínico-laboratorial. Neste sentido, o avanço da biologia molecular permite novas informações para aperfeiçoar o diagnóstico e tratamento das doenças alérgicas, desde que interpretados à luz da história clínica. 18

19 Muito obrigada! 19

Alérgenos de origem alimentar: eles são preocupantes? Flavio Finardi Filho FCF USP ffinardi@usp.br

Alérgenos de origem alimentar: eles são preocupantes? Flavio Finardi Filho FCF USP ffinardi@usp.br Alérgenos de origem alimentar: eles são preocupantes? Flavio Finardi Filho FCF USP ffinardi@usp.br Alérgenos de origem alimentar Características gerais glicoproteínas resistência térmica resistente à proteólise

Leia mais

Declaração de Conflitos de Interesse. Nada a declarar.

Declaração de Conflitos de Interesse. Nada a declarar. Declaração de Conflitos de Interesse Nada a declarar. Avaliação clínico-laboratorial do paciente alérgico RAST Silvia Daher Apoio: Phadia Diagnósticos Ltda HISTÓRIA TESTE CUTÂNEO RAST SD Diagnóstico de

Leia mais

Palácio dos Bandeirantes Av. Morumbi, 4.500 - Morumbi - CEP 05698-900 - Fone: 3745-3344 Nº 223 DOE de 28/11/07. Saúde GABINETE DO SECRETÁRIO

Palácio dos Bandeirantes Av. Morumbi, 4.500 - Morumbi - CEP 05698-900 - Fone: 3745-3344 Nº 223 DOE de 28/11/07. Saúde GABINETE DO SECRETÁRIO Diário Oficial Estado de São Paulo Poder Executivo Seção I Palácio dos Bandeirantes Av. Morumbi, 4.500 - Morumbi - CEP 05698-900 - Fone: 3745-3344 Nº 223 DOE de 28/11/07 Saúde GABINETE DO SECRETÁRIO Resolução

Leia mais

Alimentos. O que é? Papel da IgE sérica específica no diagnóstico da alergia alimentar. IgE Específico

Alimentos. O que é? Papel da IgE sérica específica no diagnóstico da alergia alimentar. IgE Específico IgE Específico Alimentos O que é? IgEs específicos para alimentos são testes que avaliam a presença, na amostra testada, de anticorpos IgE contra alérgenos derivados de um alimento específico. Papel da

Leia mais

Alergia Alimentar Uma abordagem prática

Alergia Alimentar Uma abordagem prática Alergia Alimentar Uma abordagem prática Wellington Borges Departamento de Alergia e Imunologia Sociedade Brasileira de Pediatria Conceito Alergia alimentar é uma entidade clínica resultante de reações

Leia mais

15/09/2016. Renata Rodrigues Cocco Universidade Federal de São Paulo. PROAL 2004 J Pediatr (Rio J). 2004;80(3):203-10

15/09/2016. Renata Rodrigues Cocco Universidade Federal de São Paulo. PROAL 2004 J Pediatr (Rio J). 2004;80(3):203-10 Renata Rodrigues Cocco Universidade Federal de São Paulo PROAL 2004 J Pediatr (Rio J). 2004;80(3):203-10 1 PROAL 2004 Desenho do estudo: IgE total /específica para alérgenos inalatórios e alimentares (RAST,

Leia mais

Sumário. Data: 23/05/2013 NOTA TÉCNICA 75/2013. Medicamento/ x dieta Material Procedimento Cobertura. Solicitante. Processo Número 0024 13 023060-0

Sumário. Data: 23/05/2013 NOTA TÉCNICA 75/2013. Medicamento/ x dieta Material Procedimento Cobertura. Solicitante. Processo Número 0024 13 023060-0 NOTA TÉCNICA 75/2013 Solicitante Juiz de Direito Dr.Alexsander Antenor Penna Silva Comarca de João Monlevade Processo Número 0024 13 023060-0 Data: 23/05/2013 Medicamento/ x dieta Material Procedimento

Leia mais

ALERGIA ALIMENTAR: UMA VISÃO PANORÂMICA

ALERGIA ALIMENTAR: UMA VISÃO PANORÂMICA ALERGIA ALIMENTAR: UMA VISÃO PANORÂMICA No dia-a-dia de um consultório de alergia é muito comum o cliente chegar achando que seu problema alérgico está relacionado à alergia alimentar, principalmente quando

Leia mais

Métodos para detecção de alérgenos em alimentos. Gerlinde Teixeira Departamento de Imunobiologia Universidade Federal Fluminense

Métodos para detecção de alérgenos em alimentos. Gerlinde Teixeira Departamento de Imunobiologia Universidade Federal Fluminense Métodos para detecção de alérgenos em alimentos Gerlinde Teixeira Departamento de Imunobiologia Universidade Federal Fluminense Antigenos vs Alérgenos Antigeno Imunógeno Qualquer substância capaz de estimular

Leia mais

TRATAMENTO DE ALERGIA RESPIRATÓRIA 2/3

TRATAMENTO DE ALERGIA RESPIRATÓRIA 2/3 TRATAMENTO DE ALERGIA RESPIRATÓRIA 2/3 SISTEMA IMUNE E ALERGIA Por alergia, entendem-se as repostas imunes indesejadas contra substâncias que venceram as barreiras como, os epitélios, as mucosas e as enzimas.

Leia mais

Alergia as proteínas do leite de vaca

Alergia as proteínas do leite de vaca Universidade Federal de Santa Catarina Programa de Pós-graduação em Ciência dos Alimentos Centro de Ciências Agrárias Alergia as proteínas do leite de vaca Profa Marilde T. Bordignon Luiz bordign@cca.ufsc.br

Leia mais

Alergia e Pneumologia Pediátrica Hospital Infantil João Paulo II Hospital Felício Rocho www.alergopneumoped.com.br. Wilson Rocha Filho

Alergia e Pneumologia Pediátrica Hospital Infantil João Paulo II Hospital Felício Rocho www.alergopneumoped.com.br. Wilson Rocha Filho Alergia e Pneumologia Pediátrica Hospital Infantil João Paulo II Hospital Felício Rocho www.alergopneumoped.com.br Wilson Rocha Filho De acordo com as normas n o 1.595/2000 do Conselho Federal de Medicina

Leia mais

TEMA: NEOCATE NA ALERGIA A LEITE DE VACA (APLV)

TEMA: NEOCATE NA ALERGIA A LEITE DE VACA (APLV) NOTA TÉCNICA 24/2014 Solicitante Regina Célia Silva Neves Juizado Fazenda Pública de Itaúna Processo Número 0338.13.012.595-2 Data: 07/02/2014 Medicamento/ dieta x Material Procedimento Cobertura TEMA:

Leia mais

Proposta de Consulta Pública referente à RDC que dispõe sobre rotulagem de alergênicos em alimentos. Brasília, 29 de maio de 2014

Proposta de Consulta Pública referente à RDC que dispõe sobre rotulagem de alergênicos em alimentos. Brasília, 29 de maio de 2014 Proposta de Consulta Pública referente à RDC que dispõe sobre rotulagem de alergênicos em alimentos Brasília, 29 de maio de 2014 Âmbito de aplicação Art. 1º Fica aprovado o Regulamento Técnico que estabelece

Leia mais

Padrão ABIA para o Atendimento ao Consumidor pelas Indústrias de Alimentos

Padrão ABIA para o Atendimento ao Consumidor pelas Indústrias de Alimentos Padrão ABIA para o Atendimento ao Consumidor pelas Indústrias de Alimentos Recomendação da Comissão de Atendimento ao Consumidor ABIA ANEXO I ATENDIMENTO AOS CONSUMIDORES COM HIPERSENSIBILIDADE E SEUS

Leia mais

Promover evolução nutricional adequada

Promover evolução nutricional adequada Glauce Hiromi Yonamine Nutricionista Supervisora do ambulatório ICr-HCFMUSP Unidade de Alergia e Imunologia/Gastroenterologia ICr HCFMUSP Mestre em Ciências - Depto de Pediatria FMUSP Departamento Científico

Leia mais

Prof.: Luiz Fernando Alves de Castro

Prof.: Luiz Fernando Alves de Castro Prof.: Luiz Fernando Alves de Castro Dia Nacional de Combate ao Câncer O Dia 27 de Novembro, Dia Nacional de Combate ao Câncer, é uma data que deve ser lembrada não para comemorarmos e, sim, para alertarmos

Leia mais

Listagem de. Principais Alérgenos

Listagem de. Principais Alérgenos Listagem de Principais Alérgenos PRINCIPAIS ALÉRGENOS GRUPOS DE TRIAGEM ÁCAROS E PÓ DOMÉSTICO Poeira doméstica (Hollister-Stier Labs. - Dermatophagoides pteronyssinus -Dermatophagoides farinae - Blatella

Leia mais

ALERGIA E IMUNOLOGIA PROGRAMA DE RESIDÊNCIA EM HCFMRP-USP

ALERGIA E IMUNOLOGIA PROGRAMA DE RESIDÊNCIA EM HCFMRP-USP 1 PROGRAMA DE RESIDÊNCIA EM ALERGIA E IMUNOLOGIA HCFMRP-USP 2 Introdução Doenças alérgicas afetam atualmente mais que 20% da população brasileira, e são causa importante de doença crônica no mundo inteiro.

Leia mais

ALÉRGENOS EM ALIMENTOS Estratégia Para o Controle de Alérgenos Pela Indústria de Alimentos. Edmilson Rezende - Nestlé Brasil Ltda.

ALÉRGENOS EM ALIMENTOS Estratégia Para o Controle de Alérgenos Pela Indústria de Alimentos. Edmilson Rezende - Nestlé Brasil Ltda. ALÉRGENOS EM ALIMENTOS Estratégia Para o Controle de Alérgenos Pela Indústria de Alimentos V Simpósio Internacional da ABRAPA III Seminário ITAL de Segurança Alimentar IX Simpósio Brasileiro de Microbiologia

Leia mais

Alimentação Saudável

Alimentação Saudável Alimentação Saudável O que é a alimentação saudável? A Alimentação Saudável é uma forma racional de comer que assegura variedade, equilíbrio e quantidade justa de alimentos escolhidos pela sua qualidade

Leia mais

Serviço Especial de Genética Ambulatório de Fenilcetonúria - HC Núcleo de Ações e Pesquisa em Apoio Diagnóstico - NUPAD Faculdade de Medicina / UFMG

Serviço Especial de Genética Ambulatório de Fenilcetonúria - HC Núcleo de Ações e Pesquisa em Apoio Diagnóstico - NUPAD Faculdade de Medicina / UFMG Serviço Especial de Genética Ambulatório de Fenilcetonúria - HC Núcleo de Ações e Pesquisa em Apoio Diagnóstico - NUPAD Faculdade de Medicina / UFMG FENILCETONÚRIA HIPERFENILALANINEMIAS Níveis sangüíneos

Leia mais

O diagnóstico preciso de alergia alimentar é necessário para proteger as crianças de dietas inadequadas ou desnecessárias.

O diagnóstico preciso de alergia alimentar é necessário para proteger as crianças de dietas inadequadas ou desnecessárias. Alergia Alimentar Alergia Alimentar é o termo utilizado para descrever reações adversas a alimentos dependentes de mecanismos imunológicos. O diagnóstico preciso de alergia alimentar é necessário para

Leia mais

PROGRAMA DE RESIDÊNCIA EM ALERGIA E IMUNOLOGIA HCFMRP-USP

PROGRAMA DE RESIDÊNCIA EM ALERGIA E IMUNOLOGIA HCFMRP-USP PROGRAMA DE RESIDÊNCIA EM ALERGIA E IMUNOLOGIA HCFMRP-USP Introducao Doenças alérgicas afetam atualmente mais que 20% da população brasileira, e são causa importante de doença crônica no mundo inteiro.

Leia mais

TEMAS LIVRES DO XXXI CONGRESSO BRASILEIRO DE ALERGIA APRESENTAÇÃO: ORAL DATA.: 06/11/2004 SALA BRUM NEGREIROS

TEMAS LIVRES DO XXXI CONGRESSO BRASILEIRO DE ALERGIA APRESENTAÇÃO: ORAL DATA.: 06/11/2004 SALA BRUM NEGREIROS APRESENTAÇÃO: ORAL DATA.: 06/11/2004 SALA BRUM NEGREIROS NÚMERO TEMA LIVRE TÍTULO LEPTINA PARTICIPA DO CONTROLE DA APOPTOSE EM TIMO ATRAVÉS DE MECANISMO DE SINALIZAÇÃO DEPENDENTE DA VIA 001 IRS-1/PI 3-QUINASE

Leia mais

O QUE É IMPORTANTE SABER NA ROTULAGEM DE ALIMENTOS PARA CRIANÇAS? 27/08/2011. Amanda Poldi

O QUE É IMPORTANTE SABER NA ROTULAGEM DE ALIMENTOS PARA CRIANÇAS? 27/08/2011. Amanda Poldi O QUE É IMPORTANTE SABER NA ROTULAGEM DE ALIMENTOS PARA CRIANÇAS? 27/08/2011 Amanda Poldi CRIANÇA-DEFINIÇÃO LEI 11.265/2006 CRIANÇA: indivíduo até 12 (doze) anos de idade incompletos; CRIANÇA DE PRIMEIRA

Leia mais

Catálogo Português de Alergias e outras Reações Adversas Catalog of Allergies and Other Adverse Reactions

Catálogo Português de Alergias e outras Reações Adversas Catalog of Allergies and Other Adverse Reactions Catálogo Português de Alergias e Catalog of Allergies and Other Adverse Reactions CPARA v 1.0 Julho, 2012 Nome Documento CPARA Catálogo Português de Alergias e Nome Curto Versão do Documento CPARA V 1.0

Leia mais

Representa o efeito funcional de uma doença e do seu tratamento sobre o paciente, como é percebido pelo próprio paciente (Schipper, 1990)

Representa o efeito funcional de uma doença e do seu tratamento sobre o paciente, como é percebido pelo próprio paciente (Schipper, 1990) Representa o efeito funcional de uma doença e do seu tratamento sobre o paciente, como é percebido pelo próprio paciente (Schipper, 1990) < 10% 10 to < 20% 20% Inflamação mucosa nasal Sintomas Consequências

Leia mais

Alergia Alimentar. M. Barbosa Unidade de Imunoalergologia H.S.M./F.M.L.

Alergia Alimentar. M. Barbosa Unidade de Imunoalergologia H.S.M./F.M.L. Alergia Alimentar M. Barbosa Unidade de Imunoalergologia H.S.M./F.M.L. Alergia a alimentos A primeira referência é de há 2000 anos. Alergia ao leite descrita por Hipócrates Em 1921 Prausnitz e Kustner

Leia mais

GORDURAS E COLESTEROL NOS ALIMENTOS:

GORDURAS E COLESTEROL NOS ALIMENTOS: 1 GORDURAS E COLESTEROL NOS ALIMENTOS: 1) MODIFICAÇÃO NA INGESTÃO DE GORDURA: O consumo de menos gordura é um aspecto importante da orientação nutricional para comer de maneira mais saudável, para a protecção

Leia mais

Alergia Alimentar. M. Barbosa Unidade de Imunoalergologia H.S.M./F.M.L.

Alergia Alimentar. M. Barbosa Unidade de Imunoalergologia H.S.M./F.M.L. Alergia Alimentar M. Barbosa Unidade de Imunoalergologia H.S.M./F.M.L. Alergia a alimentos A primeira referência é de há 2000 anos. Alergia ao leite descrita por Hipócrates Em 1921 Prausnitz e Kustner

Leia mais

Alergia. Risco de desenvolvimento de alergia em pacientes com parentes com antecedentes alérgicos. Nenhum membro da família com alergia 5 a 15 %

Alergia. Risco de desenvolvimento de alergia em pacientes com parentes com antecedentes alérgicos. Nenhum membro da família com alergia 5 a 15 % Texto de apoio ao curso de Especialização Atividade física adaptada e saúde Prof. Dr. Luzimar Teixeira Alergia Doenças alérgicas representam um problema de saúde pública, atingindo mais de 20% da população.

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DA NUTRIÇÃO NA INTOLERÂNCIA A LACTOSE E NA ALERGIA A PROTEÍNA DO LEITE DE VACA

A IMPORTÂNCIA DA NUTRIÇÃO NA INTOLERÂNCIA A LACTOSE E NA ALERGIA A PROTEÍNA DO LEITE DE VACA A IMPORTÂNCIA DA NUTRIÇÃO NA INTOLERÂNCIA A LACTOSE E NA ALERGIA A PROTEÍNA DO LEITE DE VACA Jamile Batista Rocha Graduanda em Nutrição Faculdades Integradas de Três Lagoas FITL/AEMS Rafaela Ribeiro de

Leia mais

Estado do Espírito Santo CÂMARA MUNICIPAL DE VILA VELHA "Deus seja Louvado"

Estado do Espírito Santo CÂMARA MUNICIPAL DE VILA VELHA Deus seja Louvado PROJETO DE LEI Nº /2015 EMENTA: DISPÕE SOBRE CRIAÇÃO DE UM PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO DIFERENCIADA PARA ALUNOS ALÉRGICOS NA REDE DE ENSINO MUNICIPAL DE VILA VELHA E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. A Câmara Municipal

Leia mais

FABA ALERGIA ALIMENTAR

FABA ALERGIA ALIMENTAR FABA ALERGIA ALIMENTAR Intolerância Alimentar Aversão Alimentar Reações Imediatas e Tardias ALERGIA ALIMENTAR FABA ALERGIA ALIMENTAR - Reação adversa ao componente protéico do alimento e envolve mecanismo

Leia mais

Newsletter do Grupo 4Work Nº 63 Dezembro de 2014

Newsletter do Grupo 4Work Nº 63 Dezembro de 2014 EU-OSHA LANÇA GUIA ELETRÓNICO SOBRE GESTÃO DE STRESSE E RISCOS PSICOSSOCIAIS O stresse e os problemas de saúde mental constituem o problema de saúde mais grave no local de trabalho para cerca de um quinto

Leia mais

ALERGIA ALIMENTAR: Prevenção e tratamento

ALERGIA ALIMENTAR: Prevenção e tratamento Alergia e Pneumologia Pediátrica Hospital Infan7l João Paulo II Hospital Felício Rocho www.alergopneumoped.com.br WILSON ROCHA FILHO ALERGIA ALIMENTAR: Prevenção e tratamento Declaração de conflito de

Leia mais

Reações adversas aos alimentos, visão do Imunologista Profa. Dra. Marluce Vilela

Reações adversas aos alimentos, visão do Imunologista Profa. Dra. Marluce Vilela Reações adversas aos alimentos, visão do Imunologista Profa. Dra. Marluce Vilela Segurança do Alimento da Criança Os alimentos de nossas crianças são seguros? Alergia alimentar Reação imune adversa para

Leia mais

ROTULAGEM DE ALÉRGENOS EM ALIMENTOS

ROTULAGEM DE ALÉRGENOS EM ALIMENTOS ROTULAGEM DE ALÉRGENOS EM ALIMENTOS M A R I A C E C Í L I A C U R Y C H A D D A D O U T U B R O /2013 Sumário Dados sobre a alergia alimentar Diagnóstico Tratamento Leitura de rótulos Contato com SAC O

Leia mais

MÉTODOS DIAGNÓSTICOS EM ALERGIA

MÉTODOS DIAGNÓSTICOS EM ALERGIA MÉTODOS DIAGNÓSTICOS EM ALERGIA INTRODUÇÃO HISTÓRIA CLÍNICA; ANTECEDENTES FAMILIARES E PESSOAIS; AVALIAÇÃO CLÍNICA; REPERCUSSÃO DA ALERGIA; FATORES DESENCADEANTES; A história e a avaliação clínica de uma

Leia mais

Provas. Diagnóstico. em Alergia

Provas. Diagnóstico. em Alergia Provas Diagnósticas em Alergia Autor: Dr. Fabiano Brito Médico Reumatologista Assessoria Científica As doenças alérgicas se manifestam como um espectro de sintomas que podem envolver respostas respiratórias

Leia mais

O QUE É COLESTEROL? TIPOS

O QUE É COLESTEROL? TIPOS O QUE É COLESTEROL? O colesterol pode ser considerado um tipo de lipídio (gordura) produzido em nosso organismo. Ele está presente em alimentos de origem animal (carne, leite integral, ovos etc.). Em nosso

Leia mais

Sabia que a legislação vai mudar? Responsabilidades do Estabelecimento que serve produtos alimentares. Responsabilidades do consumidor

Sabia que a legislação vai mudar? Responsabilidades do Estabelecimento que serve produtos alimentares. Responsabilidades do consumidor Sabia que a legislação vai mudar? A partir de 13 Dezembro 2014 entra em vigor Regulamento Europeu sobre Informação ao Consumidor para Produtos Alimentares. Esta nova legislação exige alterações na forma

Leia mais

INCIDÊNCIA DE ALERGIA ALIMENTAR EM ESCOLA DA REDE PÚBLICA E PRIVADA DO MUNICÍPIO DE CATAGUASES/MG

INCIDÊNCIA DE ALERGIA ALIMENTAR EM ESCOLA DA REDE PÚBLICA E PRIVADA DO MUNICÍPIO DE CATAGUASES/MG INCIDÊNCIA DE ALERGIA ALIMENTAR EM ESCOLA DA REDE PÚBLICA E PRIVADA DO MUNICÍPIO DE CATAGUASES/MG INCIDENCE OF FOOD ALLERGIES IN SCHOOL OF PUBLIC AND PRIVATE NETWORK OF THE MUNICIPALITY OF CATAGUASES/MG

Leia mais

Catálogo Português de Alergias e Reações Adversas

Catálogo Português de Alergias e Reações Adversas Catálogo Português de Alergias e Reações Adversas Catalog of Allergies and Other Adverse Reactions CPARA 0.1 Fevereiro, 2012 Nome Documento CPARA Catálogo Português de Alergias e Reacções Adversas Nome

Leia mais

Informe Técnico n. 67, de 1º de setembro de 2015.

Informe Técnico n. 67, de 1º de setembro de 2015. Informe Técnico n. 67, de 1º de setembro de 2015. Assunto: Orientações sobre os procedimentos para solicitação de alterações na lista de alimentos alergênicos. I. Introdução. A Resolução de Diretoria Colegiada

Leia mais

Preferências alimentares individuais; Disponibilidade dos alimentos no mercado; Influência das propagandas no mercado, na televisão.

Preferências alimentares individuais; Disponibilidade dos alimentos no mercado; Influência das propagandas no mercado, na televisão. Nutrição na Infância e Adolescência A alimentação e a nutrição constituem requisitos básicos para a promoção e a proteção da saúde, possibilitando a afirmação plena do potencial de crescimento e desenvolvimento

Leia mais

CONTROLE DE QUALIDADE NA INDÚSTRIA DE ALIMENTOS

CONTROLE DE QUALIDADE NA INDÚSTRIA DE ALIMENTOS CONTROLE DE QUALIDADE NA INDÚSTRIA DE ALIMENTOS Alergêneos e Contaminantes em Carnes Isa Beatriz Noll ICTA/UFRGS ALERGÊNEOS E CONTAMINANTES Objetivos: Reações adversas a alimentos Podem ocorrer em todos

Leia mais

PROVA ESPECÍFICA Cargo 48. Na reação de hipersensibilidade imediata do tipo I, qual dos seguintes mediadores é neoformado nos tecidos?

PROVA ESPECÍFICA Cargo 48. Na reação de hipersensibilidade imediata do tipo I, qual dos seguintes mediadores é neoformado nos tecidos? 11 PROVA ESPECÍFICA Cargo 48 QUESTÃO 26 Na reação de hipersensibilidade imediata do tipo I, qual dos seguintes mediadores é neoformado nos tecidos? a) Heparina. b) Histamina. c) Fator ativador de plaquetas

Leia mais

Guia. Nutricional. para gestantes

Guia. Nutricional. para gestantes Referências bibliográficas consultadas: 1. Committee on Nutritional Status During Pregnancy and Lactation, Institute of Medicine. Nutrition During Pregnancy: Part I: Weight Gain, Part II: Nutrient Supplements.

Leia mais

O QUE É COLESTEROL? Sinônimos: colesterol hdl, colesterol ldl

O QUE É COLESTEROL? Sinônimos: colesterol hdl, colesterol ldl O QUE É COLESTEROL? Sinônimos: colesterol hdl, colesterol ldl O colesterol pode ser considerado um tipo de lipídio (gordura) produzido em nosso organismo. Ele está presente em alimentos de origem animal

Leia mais

Consenso Brasileiro sobre Alergia Alimentar: 2007

Consenso Brasileiro sobre Alergia Alimentar: 2007 Consenso Brasileiro sobre Alergia Alimentar: 2007 Documento conjunto elaborado pela Sociedade Brasileira de Pediatria e Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia INTRODUÇÃO Definição As reações

Leia mais

Papel da dieta: sua intervenção determina a evolução da dermatite atópica?

Papel da dieta: sua intervenção determina a evolução da dermatite atópica? Papel da dieta: sua intervenção determina a evolução da dermatite atópica? Dra. Luciana Samorano Médica Assistente do Departamento de Dermatologia do Hospital das Clínicas da FMUSP Ambulatórios de Dermatologia

Leia mais

Mitos e Verdades sobre Alergia Alimentar e Otites e Sinusites

Mitos e Verdades sobre Alergia Alimentar e Otites e Sinusites Mitos e Verdades sobre Alergia Alimentar e Otites e Sinusites Dr. Manoel de Nóbrega Alergia alimentar Leite de vaca Alergia ao leite de vaca afeta 2 a 3% das crianças até 34 meses de idade. Ampla variedade

Leia mais

Cartilha da. Alergia Alimentar

Cartilha da. Alergia Alimentar Cartilha da Alergia Alimentar PROTESTE Associação de Consumidores 3 Direito à informação Informação adequada pode fazer toda a diferença para quem tenha alguma alergia alimentar. No Brasil, não há legislação

Leia mais

APLV - O que é a Alergia à Proteína do Leite de Vaca: características, sinais e sintomas. Dra. Juliana Praça Valente Gastropediatra

APLV - O que é a Alergia à Proteína do Leite de Vaca: características, sinais e sintomas. Dra. Juliana Praça Valente Gastropediatra APLV - O que é a Alergia à Proteína do Leite de Vaca: características, sinais e sintomas Dra. Juliana Praça Valente Gastropediatra Reações Adversas a Alimentos Imunomediadas: Alergia alimentar IgE mediada

Leia mais

Qualidade e valor nutricional da carne de coelho. Óscar Cerqueira Nutricionista ACES Douro I

Qualidade e valor nutricional da carne de coelho. Óscar Cerqueira Nutricionista ACES Douro I Qualidade e valor nutricional da carne de coelho Óscar Cerqueira Nutricionista ACES Douro I Vila Real, 25 de Novembro de 2011 Proteínas Funções das proteínas. Aminoácidos; aminoácidos essenciais. Valor

Leia mais

Intolerância à Lactose

Intolerância à Lactose Intolerância à Lactose A intolerância à lactose é a condição que se refere aos sintomas decorrentes da má digestão da lactose. Esta situação ocorre quando o organismo não produz lactase suficiente, uma

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº 216/14 - CIB/RS. A Comissão Intergestores Bipartite/RS, no uso de suas atribuições legais, e considerando:

RESOLUÇÃO Nº 216/14 - CIB/RS. A Comissão Intergestores Bipartite/RS, no uso de suas atribuições legais, e considerando: RESOLUÇÃO Nº 216/14 - CIB/RS A Comissão Intergestores Bipartite/RS, no uso de suas atribuições legais, e considerando: a necessidade de racionalizar a oferta de fórmulas nutricionais especiais pelo Estado,

Leia mais

Não existe uma única resposta!!

Não existe uma única resposta!! Glauce Hiromi Yonamine Nutricionista Supervisora do ambulatório ICr-HCFMUSP Nutricionista das Unidades de Alergia e Imunologia e Gastroenterologia ICr-HCFMUSP Mestre em Ciências pelo Departamento de Pediatria

Leia mais

Concurso Público. Exames laboratoriais: Com base nesses dados, responda às questões a seguir:

Concurso Público. Exames laboratoriais: Com base nesses dados, responda às questões a seguir: 01 Concurso Público Menina de sete anos de idade apresentou imagem radiológica de pneumatoceles em ambos os pulmões. História pregressa de rash neonatal, atraso da dentição e fraturas recorrentes devido

Leia mais

PESQUISA DE ORÇAMENTO FAMILIAR - POF. Prof. Dra. Aline Mota de Barros Marcellini

PESQUISA DE ORÇAMENTO FAMILIAR - POF. Prof. Dra. Aline Mota de Barros Marcellini PESQUISA DE ORÇAMENTO FAMILIAR - POF Prof. Dra. Aline Mota de Barros Marcellini As maiores médias de consumo diário per capita ocorreram para Feijão (182,9 g/ dia), arroz (160,3 g/ dia), carne bovina

Leia mais

Intolerâncias Alimentares Distúrbios da Deglutição

Intolerâncias Alimentares Distúrbios da Deglutição Intolerâncias Alimentares Distúrbios da Deglutição Intolerâncias Alimentares Alergias alimentares Intolerâncias metabólicas Reações farmacológicas Erros congênitos do metabolismo Alergia alimentar Mediada

Leia mais

Índice. Roda dos Alimentos

Índice. Roda dos Alimentos Índice Índice... 2 O que é a roda dos alimentos?... 3 Como é constituída?... 4 Cereais, Leguminosas Secas e Tubérculos Ricos em Hidratos de Carbono... 5 Produtos Hortícolas e Frutos... 6 Conclusão... 7

Leia mais

CLÍNICA UPTIME TRATAMENTO DA DOR E PROBLEMAS EMOCIONAIS OBESIDADE A ESCOLHA DE ALIMENTOS COMO MANTER O CORPO. (segunda parte) A ESCOLHA

CLÍNICA UPTIME TRATAMENTO DA DOR E PROBLEMAS EMOCIONAIS OBESIDADE A ESCOLHA DE ALIMENTOS COMO MANTER O CORPO. (segunda parte) A ESCOLHA OBESIDADE A ESCOLHA DE ALIMENTOS COMO MANTER O CORPO (segunda parte) A ESCOLHA Responda à seguinte pergunta: Você gosta de carro? Se você gosta, vamos em frente. Escolha o carro de seus sonhos: Mercedes,

Leia mais

ÁGUA COMO VEÍCULO DE FERRO PARA PREVENÇÃO DA DEFICIÊNCIA DE FERRO E. Prof. Dr. J.E.Dutra-de-Oliveira Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto USP

ÁGUA COMO VEÍCULO DE FERRO PARA PREVENÇÃO DA DEFICIÊNCIA DE FERRO E. Prof. Dr. J.E.Dutra-de-Oliveira Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto USP ÁGUA COMO VEÍCULO DE FERRO PARA PREVENÇÃO DA DEFICIÊNCIA DE FERRO E ANEMIA Bioavailability FERROPRIVA Prof. Dr. J.E.Dutra-de-Oliveira Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto USP VOU FALAR SOBRE A NOSSA

Leia mais

Alergia a perceves no contexto da síndrome ácaros-crustáceos- -moluscos-baratas

Alergia a perceves no contexto da síndrome ácaros-crustáceos- -moluscos-baratas CASO CLÍNICO / CLINICAL CASE Alergia a perceves no contexto da síndrome ácaros-crustáceos- -moluscos-baratas Barnacle allergy in the context of the mites-crustaceansmolluscs-cockroaches syndrome Rev Port

Leia mais

ALIMENTAÇÃO NA ADOLESCÊNCIA

ALIMENTAÇÃO NA ADOLESCÊNCIA ALIMENTAÇÃO NA ADOLESCÊNCIA Maria Sylvia de Souza Vitalle (Texto extraído de Manual de atenção à saúde do adolescente. Secretaria da Saúde. Coordenação de Desenvolvimento de Programas e Políticas de Saúde

Leia mais

Alergias Alimentares na Infância

Alergias Alimentares na Infância Alergias Alimentares na Infância Food Allergies in Childhood Ana Rita Neves Teixeira Orientada por: Dr. Sara Simões Pereira Rodrigues Co-orientada por: Dr. Erasmo Benicio Santos de Moraes Trindade Monografia

Leia mais

Se é verdade que se morre pela boca, o leite de vaca é a maior prova.

Se é verdade que se morre pela boca, o leite de vaca é a maior prova. CLÍNICA INFANTIL INDIANÓPOLIS CENTRO DE PREVENÇÃO DA ASMA E DOENÇAS CRÔNICAS NA INFÂNCIA * Alergia - Asma - Bronquite - Dermatite Atópica - Eczema - Estrófulo (picada de insetos) - Rinite - Urticária *

Leia mais

ALERGIA A INSETOS PICADORES (CHOQUE ANAFILÁTICO)

ALERGIA A INSETOS PICADORES (CHOQUE ANAFILÁTICO) ALERGIA A INSETOS PICADORES (CHOQUE ANAFILÁTICO) As abelhas do gênero Apis (abelha-europa ou abelha-africana), as vespas (marimbondos) e as formigas lava-pés são insetos do gênero dos himenópteros que

Leia mais

Como nosso corpo está organizado

Como nosso corpo está organizado Como nosso corpo está organizado Iodo Faz parte dos hormônios da tireoide, que controlam a produção de energia e o crescimentodocorpo.aleiobrigaaadiçãodeiodoaosaldecozinha. UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO

Leia mais

SABOR. NUMEROSem. Fonte: Tabela Brasileira de Composição de Alimentos do Ministério da Saúde.

SABOR. NUMEROSem. Fonte: Tabela Brasileira de Composição de Alimentos do Ministério da Saúde. SABOR Fonte: Tabela Brasileira de Composição de Alimentos do Ministério da Saúde. Conteúdo produzido pela equipe de Comunicação e Marketing do Portal Unimed e aprovado pelo coordenador técnico-científico:

Leia mais

Gordura. Monoinsaturada

Gordura. Monoinsaturada No contexto de uma alimentação saudável, as gorduras provenientes de diferentes alimentos são essenciais ao bom funcionamento do nosso organismo e, quando consumidas nas proporções recomendadas (não excedendo

Leia mais

Alimentação da vaca leiteira

Alimentação da vaca leiteira Alimentação da vaca leiteira A exploração leiteira consiste em atividade de converter recursos alimentares em leite, cujo valor agregado é superior a matéria-prima original. Recursos alimentares: Volumosos

Leia mais

Grupos de alimentos com maior reactividade cruzada: artigo de revisão

Grupos de alimentos com maior reactividade cruzada: artigo de revisão Revista Portuguesa de Imunoalergologia Grupos de alimentos 2004; XII com : 103-113 maior reactividade cruzada: artigo Artigo de revisão de revisão/review article 103 Grupos de alimentos com maior reactividade

Leia mais

A PIRÂMIDE QUE SEGUE ABAIXO É A BRASILEIRA, ADAPTADA POR SÔNIA TUCUNDUVA PHILIPPI AOS NOSSOS HÁBITOS ALIMENTARES.

A PIRÂMIDE QUE SEGUE ABAIXO É A BRASILEIRA, ADAPTADA POR SÔNIA TUCUNDUVA PHILIPPI AOS NOSSOS HÁBITOS ALIMENTARES. PARA SABERMOS COMO A ALIMENTAÇÃO DEVE SER EQUILIBRADA, PRECISAMOS CONHECER A PIRÂMIDE ALIMENTAR, QUE É A REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DOS ALIMENTOS E SUAS QUANTIDADES QUE DEVEM ESTAR PRESENTES EM NOSSA DIETA

Leia mais

Imunologia Clínica e Esofagite Eosinofílica

Imunologia Clínica e Esofagite Eosinofílica Imunologia Clínica e Esofagite Eosinofílica Qual o mecanismo fisiopatológico da doença? A esofagite eosinofílica ( EE) está relacionada ao aumento da sensibilidade alérgica? Qual a conexão entre alergia

Leia mais

Consenso Brasileiro sobre Alergia Alimentar: 2007

Consenso Brasileiro sobre Alergia Alimentar: 2007 08/31-02/64 Rev. bras. alerg. imunopatol. Copyright 2008 by ASBAI CONSENSO Consenso Brasileiro sobre Alergia Alimentar: 2007 Documento conjunto elaborado pela Sociedade Brasileira de Pediatria e Associação

Leia mais

Protocolo clínico sobre Alergia Alimentar

Protocolo clínico sobre Alergia Alimentar GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal Gerência de Recursos Médico-Hospitalares/DIASE/SAS Coordenação de Alergia e Imunologia Protocolo clínico sobre Alergia Alimentar

Leia mais

Caso clinico- Alergia Alimentar. Autora: Dra. Cristina Jacob. EK masculino, 1ano e 2m, branco, São Paulo

Caso clinico- Alergia Alimentar. Autora: Dra. Cristina Jacob. EK masculino, 1ano e 2m, branco, São Paulo Caso clinico- Alergia Alimentar Autora: Dra. Cristina Jacob EK masculino, 1ano e 2m, branco, São Paulo Queixa e HPMA- Mãe refere que aos 5 meses de idade, apresentou edema de lábios e urticária após ter

Leia mais

ALIMENTOS, NUTRIENTES E SAÚDE. Profª MSc Monyke Lucena

ALIMENTOS, NUTRIENTES E SAÚDE. Profª MSc Monyke Lucena ALIMENTOS, NUTRIENTES E SAÚDE Profª MSc Monyke Lucena Para podermos praticar esportes, estudar ou realizar qualquer outra atividade, devemos ter energia no nosso organismo; Essa energia é fornecida pelos

Leia mais

[Título do documento]

[Título do documento] [Título do documento] [Escrever o subtítulo do documento] Franklim Fernandes [Escolher a data] ALERGIA ALIMENTAR, ALIMENTOS COM PERIGOS 2 Conteúdo ALERGIA ALIMENTAR, ALIMENTOS COM PERIGOS... 3 O que é

Leia mais

EFEITOS ADVERSOS A MEDICAMENTOS

EFEITOS ADVERSOS A MEDICAMENTOS EFEITOS ADVERSOS A MEDICAMENTOS INTRODUÇÃO As informações contidas neste folheto têm a finalidade de orientar as pessoas que passaram ou que podem passar pela experiência não-desejada dos efeitos adversos

Leia mais

Para que serve o alimento?

Para que serve o alimento? Alimentação e Saúde saciar a fome Para que serve o alimento? combustível para viver, proporcionando o bem-estar e a disposição para realizar todas as atividades. demonstrar afeto, carinho e aceitação Uma

Leia mais

Ficha Técnica Editores Coordenadores de Edição Autores Design Gráfico ISBN Data

Ficha Técnica Editores Coordenadores de Edição Autores Design Gráfico ISBN Data Ficha Técnica Editores Ministério da Educação e Ciência - Direção-Geral da Educação Ministério da Saúde - Direção-Geral da Saúde Coordenadores de Edição Pedro Cunha (Subdiretor-Geral DGE) Rui Matias Lima

Leia mais

TEMAS DE PEDIATRIA NÚMERO

TEMAS DE PEDIATRIA NÚMERO nº 88 TEMAS DE PEDIATRIA Estratégias de Prevenção da Alergia Alimentar: Atualização TEMAS DE PEDIATRIA NÚMERO 88 Estratégias de Prevenção da Alergia Alimentar: Atualização Profa. Dra. Cristina Miuki Abe

Leia mais

A Importância dos Alimentos. Prof.: Andrey Oliveira Colégio Sete de Setembro Disciplina: Educação Física

A Importância dos Alimentos. Prof.: Andrey Oliveira Colégio Sete de Setembro Disciplina: Educação Física A Importância dos Alimentos Prof.: Andrey Oliveira Colégio Sete de Setembro Disciplina: Educação Física saciar a fome Para que serve o alimento? combustível para viver, proporcionando o bem-estar e a

Leia mais

OMS complementary feeding

OMS complementary feeding Ricardo Ferreira OMS complementary feeding the period during which other foods or liquids are provided along with breast milk. any nutrient-containing foods or liquids other than breast milk given to young

Leia mais

Agência Nacional de Vigilância Sanitária. www.anvisa.gov.br. Consulta Pública n 29, de 05 de junho de 2014 D.O.U de 09/06/2014

Agência Nacional de Vigilância Sanitária. www.anvisa.gov.br. Consulta Pública n 29, de 05 de junho de 2014 D.O.U de 09/06/2014 Agência Nacional de Vigilância Sanitária www.anvisa.gov.br Consulta Pública n 29, de 05 de junho de 2014 D.O.U de 09/06/2014 A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, no uso da

Leia mais

Obrigações legais Âmbito das acções Estratégia de prevenção Controlo Perspectivas futuras

Obrigações legais Âmbito das acções Estratégia de prevenção Controlo Perspectivas futuras A prevenção e controlo dos alimentos sem glúten uma perspectiva da Distribuição. Obrigações legais Âmbito das acções Estratégia de prevenção Controlo Perspectivas futuras Auchan Companhia portuguesa de

Leia mais

Ficha Informativa da Área dos Conhecimentos

Ficha Informativa da Área dos Conhecimentos Ficha Informativa da Área dos Conhecimentos 1 Organização das Aulas Uma aula de Educação Física é composta por três partes sequenciais, cada uma com objetivos específicos. 1.1 Parte Inicial A parte inicial

Leia mais

EMEF TI MOACYR AVIDOS DISCIPLINA ELETIVA: COZINHANDO COM OS NÚMEROS

EMEF TI MOACYR AVIDOS DISCIPLINA ELETIVA: COZINHANDO COM OS NÚMEROS EMEF TI MOACYR AVIDOS DISCIPLINA ELETIVA: COZINHANDO COM OS NÚMEROS (ALUNOS) Público Alvo: 6ºs E 7ºs ANOS (DISCIPLINA) Área de Conhecimento: MATEMÁTICA e LÍNGUA PORTUGUESA PROFESSORES: JANAINA ROSEMBERG

Leia mais

VI CURSO DE ATUALIZAÇÃO EM DIABETES DIETOTERAPIA ACADÊMICA LIGA DE DIABETES ÂNGELA MENDONÇA

VI CURSO DE ATUALIZAÇÃO EM DIABETES DIETOTERAPIA ACADÊMICA LIGA DE DIABETES ÂNGELA MENDONÇA VI CURSO DE ATUALIZAÇÃO EM DIABETES DIETOTERAPIA ACADÊMICA ÂNGELA MENDONÇA LIGA DE DIABETES A intervenção nutricional pode melhorar o controle glicêmico. Redução de 1.0 a 2.0% nos níveis de hemoglobina

Leia mais

Rinite alérgica e não-alérgica Resumo de diretriz NHG M48 (primeira revisão, abril 2006)

Rinite alérgica e não-alérgica Resumo de diretriz NHG M48 (primeira revisão, abril 2006) Rinite alérgica e não-alérgica Resumo de diretriz NHG M48 (primeira revisão, abril 2006) Sachs APE, Berger MY, Lucassen PLBJ, Van der Wal J, Van Balen JAM, Verduijn MM. traduzido do original em holandês

Leia mais

ORIENTAÇÃO NUTRICIONAL PARA DIABETES. Elaboração de conteúdo: Equipe de Nutrição

ORIENTAÇÃO NUTRICIONAL PARA DIABETES. Elaboração de conteúdo: Equipe de Nutrição ORIENTAÇÃO NUTRICIONAL PARA DIABETES Elaboração de conteúdo: Equipe de Nutrição PRINCÍPIOS GERAIS PARA MANUTENÇÃO DA GLICEMIA (GLICOSE NO SANGUE) ADEQUADA: Perder peso, se estiver acima do adequado. Fazer

Leia mais

LEITE UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO CURSO DE GRADUAÇAO EM NUTRIÇÃO DISCIPLINA DIETÉTICA I CONCEITO

LEITE UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO CURSO DE GRADUAÇAO EM NUTRIÇÃO DISCIPLINA DIETÉTICA I CONCEITO UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO CURSO DE GRADUAÇAO EM NUTRIÇÃO DISCIPLINA DIETÉTICA I CONCEITO LEITE O leite é o produto da secreção das glândulas mamárias dos mamíferos. CARACTERÍSTICAS FÍSICAS O leite é

Leia mais