CONJUNTURA AFRICANA. A Guerra ao Terror no Norte da África DEZ./2013. Willian Moraes Roberto 1, 27 de dezembro de 2013.

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1 A Guerra ao Terror no Norte da África Willian Moraes Roberto 1, 27 de dezembro de Após o final da Guerra Fria, os EUA passaram por um processo de desengajamento do continente africano, visto que a necessidade de conter seu rival estratégico, a URSS, estava extinta. Dessa forma, a África perdeu importância relativa nos cálculos de política internacional por parte de Washington durante os anos A situação, entretanto, mudou a partir do começo do século XXI: a África retoma importância de forma global, principalmente devido a seus recursos energéticos e a ação em conjunto com as economias emergentes que buscam novos mercados e oportunidades, como China, Índia e Brasil. Por essa razão, os EUA voltaram ao continente, movidos por novos interesses e legitimados agora pela Guerra Global ao Terror. Um dos principais motivos para os EUA terem desenvolvido novo interesse pela África é o petróleo. Sendo o maior consumidor do mundo de energia, Washington passou a traçar uma estratégia para diminuir a vulnerabilidade de suas importações de petróleo de regiões instáveis, como o Oriente Médio, indo então em busca de novas fontes de fornecimento (TAYLOR, 2010). De acordo com o Cheney Report, relatório formulado pelo grupo de Desenvolvimento de Políticas Nacionais Energéticas, apresentando em maio de 2001, o consumo de energia dos EUA aumentaria em 32% entre , e a produção doméstica de petróleo daria conta de menos de 30% das necessidades do país (KEENAN, 2009). A África, dessa forma, veio a ocupar papel fundamental nos novos interesses dos EUA: em 2002, a África já representava 14% de todo petróleo importado por Washington, e previa-se que até 2015 o número subisse para 25% (TAYLOR, 2010). Com tal número já superado no final da primeira década do século XXI, estima-se que até 2015 a região forneça até 35% das demandas petrolíferas estadunidenses. O reconhecimento da importância do petróleo africano levou-o a oficialmente tornar-se interesse nacional estratégico durante a administração Bush. É neste ímpeto que em 2008 os EUA reativaram a IV Frota, responsável pelo Atlântico Sul, além de terem criado o AFRICOM, o Comando da África, responsável por garantir os interesses estadunidenses na região (KEENAN, 2009). Além disso, destaca-se a crescente presença dos países emergentes na África, principalmente a China, a qual passou a ser vista como uma potencial rival estratégia pelos recursos naturais do continente. Entre 2001 e 2006, a China triplicou o comércio com o continente, realizando diversos acordos com vários países africanos e garantindo contratos para exploração de recursos naturais, como o petróleo e minerais estratégicos, além de novas parcerias educacionais e em cooperação de tecnologia militar. Dessa forma, a presença chinesa na África alterou o ambiente estratégico da região, o que foi sentido pelos países do Ocidente como uma ameaça, por estarem costumeiramente 1 Estudante do sexto semestre do Curso de Relações Internacionais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bolsista de Iniciação Científica do Núcleo Brasileiro de Estratégia e Relações Internacionais (NERINT) e do Centro Brasileiro de Estudos Africanos (CEBRAFRICA).

2 presentes no continente, ligados a redes de influência com as elites africanas (VISENTINI, RIBEIRO & PEREIRA, 2012). A abordagem escolhida pelos EUA para voltar ao continente e garantir relações e contratos com países africanos foi a securitária. A estratégia se delineou claramente durante a administração Bush, que, graças à legitimidade proveniente da Guerra Global ao Terror, pode abrir uma nova frente antiterrorista na África. Como resultado, desencadeou-se um intenso processo de militarização da região, sendo a criação do AFRICOM e a reativação da IV Frota sintomáticos deste projeto. O alvo inicial da securitização estadunidense na África foi o chifre africano, com o estabelecimento de uma base militar no Djibuti em 2002 Camp Lemonnier, o qual veio a ser a base da Força Tarefa Conjunta Combinada Chifre da África (CJTF-HOA, em inglês). Em 2003, os EUA lançam a Iniciativa Contraterrorista no Leste Africano (EACTI, em inglês), um programa de 100 milhões de dólares para combater o terrorismo no Quênia, Tanzânia, Uganda, Eritreia, Etiópia e Djibuti. Essa dinâmica do chifre da África foi ligada à própria Guerra ao Terror no Oriente Médio devido à proximidade das regiões (SCHMIDT, 2013). Entretanto, foi a região do Saara-Sahel que passou a ser o centro da estratégia estadunidense no continente africano, para onde o país estendeu sua rede de combate ao terrorismo com mais intensidade. Isso é devido à importância geopolítica da região, próxima não só da Europa, mas também do Golfo da Guiné, rico em petróleo, e também servindo de acesso para a África Subsaariana. Segundo Keenan (2009; 2013), o grande obstáculo, porém, era o fato da região possuir apenas pequenas células de grupos extremistas, sendo relativamente livre do terrorismo. Foi necessário, então, criar primeiramente uma rede de contatos e uma justificativa ideológica para a militarização do Saara. Apesar de desde 2002 vigorar na região a Iniciativa Pan-Sahel (PSI, em inglês) para combater o terrorismo, será somente a partir de 2003 que a atenção estadunidense ao Saara se intensificará, principalmente após o rapto de turistas europeus em meio ao deserto Argelino naquele ano. De acordo com Keenan (2009), os EUA trabalhando em conjunto com a Argélia e seus serviços secretos, o Departamento de Informação e Segurança (DRS, em francês), fizeram com que tal desaparecimento fosse transformado na crença de que os turistas haviam sido alvo de extremistas islâmicos pertencentes a uma organização terrorista argelina, o Grupo Salafista para Pregação e Combate (GSPC), a qual viria a se transformar na Al-Qaeda no Magreb Islâmico (AQIM, em inglês), em Com base no ocorrido, a administração Bush desenvolveu a teoria de que os grupos terroristas foram deslocados pelas forças estadunidenses do Afeganistão após a invasão em 2001, para então se espalharem pelo chifre da África e depois se direcionarem para o Sahel, juntando-se a movimentos islâmicos fundamentalistas da região e os convertendo em novas organizações terroristas. Estes grupos estariam ocupando os vastos territórios não governáveis do Saara-Sahel, onde havia fraca presença estatal, o que levava a região a servir de terreno fértil para a disseminação e expansão de atividades terroristas. Com tais suposições, ficava legitimada a necessidade dos EUA cooperarem com os países do Norte da África na luta contra o terrorismo, desencadeando uma maior militarização da região (KEENAN, 2009; KEENAN, 2013).

3 Em 2005, a PSI foi transformada na Iniciativa Contraterrorista Trans-Saara (TSCTI, em inglês), visando à cooperação com os países de população majoritariamente islâmica para redução do fundamentalismo e do apelo terrorista através de ajuda econômica. O programa militar da iniciativa, Operação Liberdade Duradoura Trans- Saara, fornecia equipamento, apoio logístico e treinamento para as forças policiais e para o Exército dos países envolvidos (SCHMIDT, 2013). Em 2010 a iniciativa se transformou na Parceria Contraterrorista Trans-Saara (TSCTP), incluindo onze países, quais sejam: Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia, Mauritânia, Mali, Níger, Chade, Senegal, Nigéria e Burkina Faso. A Argélia, que sofreu com um boicote de armamentos nos anos 1990 devido a sua guerra civil e com o status de um Estado pária, se encontrava necessitada de tecnologia militar, também desejando melhorar sua inserção internacional. Combatendo grupos islâmicos contrários ao regime desde sua guerra civil, o país queria mostrar-se como um possível grande aliado no combate ao terrorismo. A administração Bush aproveitou-se do momento e conseguiu satisfazer os objetivos argelinos. Segundo Keenan (2013), através do DRS, informações sobre os grupos terroristas foram criadas e amplamente veiculadas, fomentando a percepção de que estes estariam difundidos pela região do Saara-Sahel. Por diversas vezes, de acordo com o mesmo autor, várias das ações perpetradas por tais grupos foram organizadas pelos próprios serviços de inteligência argelinos. As próprias lideranças da AQIM, antigo GSPC, Abdelhamid abou Zaïd, Yahia Djouadi e Mokhtar ben Mokhtar, seriam todos associados com o DRS, servindo como agentes ou operadores (KEENAN, 2009). A origem desse tipo de ação por parte do DRS encontra-se na época da guerra civil da Argélia nos anos 1990, quando diversos movimentos islâmicos protestavam contra o regime vigente. Visando a deslegitima-los, os serviços de inteligência argelinos criaram o Grupo Islâmico Armado (GIA), cuja liderança consistia de agentes do próprio DRS. Esse grupo passou a se utilizar de táticas para realizar assassinatos em massas, vindo a desacreditar os islâmicos em geral frente à sociedade argelina. A tática foi revelada por John Schindler em 2012, um antigo membro do alto escalão da inteligência dos EUA e membro do Comitê Nacional de Segurança dos EUA, que descreveu como se deu o processo de formação da GIA na guerra civil (KEENAN, 2012). A estratégia adotada pelo DRS e pelo regime argelino continuou, visto que o GSPC formou-se do GIA, possibilitando a manutenção da ligação entre o DRS e os grupos fundamentalistas. O fato de a AQIM ter se originado do GSPC indica que tal estratégia ainda continua vigente e que, segundo Keenan (2012), explica a manipulação do terrorismo como instrumento de poder para a Argélia atualmente. Destacam-se, assim, quais os motivos pelos quais a Argélia, mesmo sendo um poder militar significativo na região, não tomou medidas efetivas para colocar um fim nas atividades da AQIM, tendo já passado mais de uma década desde o início da Guerra ao Terror. Em primeiro lugar, justamente pelo fato da AQIM ser um proxy argelino, segundo os dados trazidos por Keenan, utilizado para defender os interesses da Argélia na região. Em segundo lugar, devido aos benefícios extraídos desta parceria com os

4 EUA, tanto na área econômica através de investimentos, quanto na área militar (KEENAN, 2012) 2. Em suma, a Guerra ao Terror no Norte da África nesta primeira década do século XXI alterou significantemente a dinâmica regional no Saara-Sahel. A cooperação com a Argélia facilitou aos EUA abrir uma nova frente antiterrorista no Magreb, desencadeando um processo maior de militarização e securitização da região, ajudando na formação do AFRICOM e da reativação da IV Frota em 2008, que servem aos interesses estratégicos dos EUA no continente, como o acesso a fontes de petróleo. A Argélia, o saldo foi a normalização de sua inserção internacional, bem como novos investimentos e parcerias no âmbito militar. Entretanto, também é necessário notar que a Guerra ao Terror exacerbou os problemas políticos e econômicos regionais. Primeiramente, Washington passou a apoiar os países que se aliavam a sua luta contra o terrorismo na região, deixando de apontar os problemas internos destes, como em relação à democracia e direitos humanos. Dessa forma, como no período da Guerra Fria na África, os EUA apoiaram regimes não democráticos devido ao papel que eles cumpriam no plano estratégico para a região, indicando um processo de seletividade por parte de Washington em relação às críticas que faz a desrespeitos aos direitos humanos. Em segundo lugar, o aumento e exagero da ameaça terrorista levaram a envolver todos os problemas políticos da região sob a ótica da luta contra o terror. Isso fez com que diversos conflitos de ordem local, como as demandas Tuaregues contra sua baixa representação e participação política, fossem vistas como ameaças, exacerbando tensões que foram respondidas com maior violência, como as revoltas no Níger e no Mali em 2007 e 2008 (SCHMIDT, 2013). Por fim, cabe ressaltar que os impactos trazidos à população mais pobre causou um crescimento no sentimento antiamericano e diversos civis passaram de fato a fazer parte de movimentos islâmicos radicais, tornando o terrorismo na região algo que Keenan (2009; 2013) chamou de profecia autorrealizável. Para saber mais: KEENAN, Jeremy. The Dark Sahara: America s War on Terror in Africa. Londres: Pluto Press, The Dying Sahara: US Imperialism and Terror in Africa. Londres, Pluto Press, TAYLOR, Ian. The International Relations of Sub-Saharan Africa. Londres: Bloomsbury Academic, A crise ocorrida no Mali entre é sintomática desta posição da Argélia, principalmente quando passou a envolver grupos terroristas e não mais apenas o movimento Tuaregue que clamava pela independência do norte do país, o Movimento Nacional pela Libertação de Azawed (MNLA). Temendo movimentos similares em seu país, o regime da Argélia despachou para o norte do Mali, em dezembro de 2011, 200 soldados de Forças Especiais, apesar de negar o ocorrido. Keenan (2012) afirma que o objetivo do país era proteger forças da AQIM na região e ajudar na criação de dois novos grupos, supostamente provenientes da AQIM, o Ansar al-dine e o Movimento para Unidade e Jihad no Oeste Africano (MUJAO, em inglês), que de fato vieram a se aliar ao movimento Tuaregue. Tal estratégia teria sido traçada pelo DRS visando a deslegitimar o MNLA, da mesma forma que já havia feito quando deslegitimou os grupos políticos islâmicos na época da guerra civil argelina.

5 . Algerian state terrorism and atrocities in northern Mali. Open Democracy, 25 de setembro de Disponível em: <http://www.opendemocracy.net/jeremy-hkeenan/algerian-state-terrorism-and-atrocities-in-northern-mali>. Último acesso em: 21/12/2013. VISENTINI, Paulo Fagundes; RIBEIRO, Luiz Dario Teixeira; PEREIRA, Analúcia Danilevicz. História da África e dos Africanos. Petropólis: Editora Vozes, SCHMIDT, Elizabeth. Foreign Interventions in Africa: from the Cold War to the War on Terror. Cambridge: Cambridge University Press, 2013.

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