CONJUNTURA AFRICANA. A Guerra ao Terror no Norte da África DEZ./2013. Willian Moraes Roberto 1, 27 de dezembro de 2013.

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "CONJUNTURA AFRICANA. A Guerra ao Terror no Norte da África DEZ./2013. Willian Moraes Roberto 1, 27 de dezembro de 2013."

Transcrição

1 A Guerra ao Terror no Norte da África Willian Moraes Roberto 1, 27 de dezembro de Após o final da Guerra Fria, os EUA passaram por um processo de desengajamento do continente africano, visto que a necessidade de conter seu rival estratégico, a URSS, estava extinta. Dessa forma, a África perdeu importância relativa nos cálculos de política internacional por parte de Washington durante os anos A situação, entretanto, mudou a partir do começo do século XXI: a África retoma importância de forma global, principalmente devido a seus recursos energéticos e a ação em conjunto com as economias emergentes que buscam novos mercados e oportunidades, como China, Índia e Brasil. Por essa razão, os EUA voltaram ao continente, movidos por novos interesses e legitimados agora pela Guerra Global ao Terror. Um dos principais motivos para os EUA terem desenvolvido novo interesse pela África é o petróleo. Sendo o maior consumidor do mundo de energia, Washington passou a traçar uma estratégia para diminuir a vulnerabilidade de suas importações de petróleo de regiões instáveis, como o Oriente Médio, indo então em busca de novas fontes de fornecimento (TAYLOR, 2010). De acordo com o Cheney Report, relatório formulado pelo grupo de Desenvolvimento de Políticas Nacionais Energéticas, apresentando em maio de 2001, o consumo de energia dos EUA aumentaria em 32% entre , e a produção doméstica de petróleo daria conta de menos de 30% das necessidades do país (KEENAN, 2009). A África, dessa forma, veio a ocupar papel fundamental nos novos interesses dos EUA: em 2002, a África já representava 14% de todo petróleo importado por Washington, e previa-se que até 2015 o número subisse para 25% (TAYLOR, 2010). Com tal número já superado no final da primeira década do século XXI, estima-se que até 2015 a região forneça até 35% das demandas petrolíferas estadunidenses. O reconhecimento da importância do petróleo africano levou-o a oficialmente tornar-se interesse nacional estratégico durante a administração Bush. É neste ímpeto que em 2008 os EUA reativaram a IV Frota, responsável pelo Atlântico Sul, além de terem criado o AFRICOM, o Comando da África, responsável por garantir os interesses estadunidenses na região (KEENAN, 2009). Além disso, destaca-se a crescente presença dos países emergentes na África, principalmente a China, a qual passou a ser vista como uma potencial rival estratégia pelos recursos naturais do continente. Entre 2001 e 2006, a China triplicou o comércio com o continente, realizando diversos acordos com vários países africanos e garantindo contratos para exploração de recursos naturais, como o petróleo e minerais estratégicos, além de novas parcerias educacionais e em cooperação de tecnologia militar. Dessa forma, a presença chinesa na África alterou o ambiente estratégico da região, o que foi sentido pelos países do Ocidente como uma ameaça, por estarem costumeiramente 1 Estudante do sexto semestre do Curso de Relações Internacionais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bolsista de Iniciação Científica do Núcleo Brasileiro de Estratégia e Relações Internacionais (NERINT) e do Centro Brasileiro de Estudos Africanos (CEBRAFRICA).

2 presentes no continente, ligados a redes de influência com as elites africanas (VISENTINI, RIBEIRO & PEREIRA, 2012). A abordagem escolhida pelos EUA para voltar ao continente e garantir relações e contratos com países africanos foi a securitária. A estratégia se delineou claramente durante a administração Bush, que, graças à legitimidade proveniente da Guerra Global ao Terror, pode abrir uma nova frente antiterrorista na África. Como resultado, desencadeou-se um intenso processo de militarização da região, sendo a criação do AFRICOM e a reativação da IV Frota sintomáticos deste projeto. O alvo inicial da securitização estadunidense na África foi o chifre africano, com o estabelecimento de uma base militar no Djibuti em 2002 Camp Lemonnier, o qual veio a ser a base da Força Tarefa Conjunta Combinada Chifre da África (CJTF-HOA, em inglês). Em 2003, os EUA lançam a Iniciativa Contraterrorista no Leste Africano (EACTI, em inglês), um programa de 100 milhões de dólares para combater o terrorismo no Quênia, Tanzânia, Uganda, Eritreia, Etiópia e Djibuti. Essa dinâmica do chifre da África foi ligada à própria Guerra ao Terror no Oriente Médio devido à proximidade das regiões (SCHMIDT, 2013). Entretanto, foi a região do Saara-Sahel que passou a ser o centro da estratégia estadunidense no continente africano, para onde o país estendeu sua rede de combate ao terrorismo com mais intensidade. Isso é devido à importância geopolítica da região, próxima não só da Europa, mas também do Golfo da Guiné, rico em petróleo, e também servindo de acesso para a África Subsaariana. Segundo Keenan (2009; 2013), o grande obstáculo, porém, era o fato da região possuir apenas pequenas células de grupos extremistas, sendo relativamente livre do terrorismo. Foi necessário, então, criar primeiramente uma rede de contatos e uma justificativa ideológica para a militarização do Saara. Apesar de desde 2002 vigorar na região a Iniciativa Pan-Sahel (PSI, em inglês) para combater o terrorismo, será somente a partir de 2003 que a atenção estadunidense ao Saara se intensificará, principalmente após o rapto de turistas europeus em meio ao deserto Argelino naquele ano. De acordo com Keenan (2009), os EUA trabalhando em conjunto com a Argélia e seus serviços secretos, o Departamento de Informação e Segurança (DRS, em francês), fizeram com que tal desaparecimento fosse transformado na crença de que os turistas haviam sido alvo de extremistas islâmicos pertencentes a uma organização terrorista argelina, o Grupo Salafista para Pregação e Combate (GSPC), a qual viria a se transformar na Al-Qaeda no Magreb Islâmico (AQIM, em inglês), em Com base no ocorrido, a administração Bush desenvolveu a teoria de que os grupos terroristas foram deslocados pelas forças estadunidenses do Afeganistão após a invasão em 2001, para então se espalharem pelo chifre da África e depois se direcionarem para o Sahel, juntando-se a movimentos islâmicos fundamentalistas da região e os convertendo em novas organizações terroristas. Estes grupos estariam ocupando os vastos territórios não governáveis do Saara-Sahel, onde havia fraca presença estatal, o que levava a região a servir de terreno fértil para a disseminação e expansão de atividades terroristas. Com tais suposições, ficava legitimada a necessidade dos EUA cooperarem com os países do Norte da África na luta contra o terrorismo, desencadeando uma maior militarização da região (KEENAN, 2009; KEENAN, 2013).

3 Em 2005, a PSI foi transformada na Iniciativa Contraterrorista Trans-Saara (TSCTI, em inglês), visando à cooperação com os países de população majoritariamente islâmica para redução do fundamentalismo e do apelo terrorista através de ajuda econômica. O programa militar da iniciativa, Operação Liberdade Duradoura Trans- Saara, fornecia equipamento, apoio logístico e treinamento para as forças policiais e para o Exército dos países envolvidos (SCHMIDT, 2013). Em 2010 a iniciativa se transformou na Parceria Contraterrorista Trans-Saara (TSCTP), incluindo onze países, quais sejam: Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia, Mauritânia, Mali, Níger, Chade, Senegal, Nigéria e Burkina Faso. A Argélia, que sofreu com um boicote de armamentos nos anos 1990 devido a sua guerra civil e com o status de um Estado pária, se encontrava necessitada de tecnologia militar, também desejando melhorar sua inserção internacional. Combatendo grupos islâmicos contrários ao regime desde sua guerra civil, o país queria mostrar-se como um possível grande aliado no combate ao terrorismo. A administração Bush aproveitou-se do momento e conseguiu satisfazer os objetivos argelinos. Segundo Keenan (2013), através do DRS, informações sobre os grupos terroristas foram criadas e amplamente veiculadas, fomentando a percepção de que estes estariam difundidos pela região do Saara-Sahel. Por diversas vezes, de acordo com o mesmo autor, várias das ações perpetradas por tais grupos foram organizadas pelos próprios serviços de inteligência argelinos. As próprias lideranças da AQIM, antigo GSPC, Abdelhamid abou Zaïd, Yahia Djouadi e Mokhtar ben Mokhtar, seriam todos associados com o DRS, servindo como agentes ou operadores (KEENAN, 2009). A origem desse tipo de ação por parte do DRS encontra-se na época da guerra civil da Argélia nos anos 1990, quando diversos movimentos islâmicos protestavam contra o regime vigente. Visando a deslegitima-los, os serviços de inteligência argelinos criaram o Grupo Islâmico Armado (GIA), cuja liderança consistia de agentes do próprio DRS. Esse grupo passou a se utilizar de táticas para realizar assassinatos em massas, vindo a desacreditar os islâmicos em geral frente à sociedade argelina. A tática foi revelada por John Schindler em 2012, um antigo membro do alto escalão da inteligência dos EUA e membro do Comitê Nacional de Segurança dos EUA, que descreveu como se deu o processo de formação da GIA na guerra civil (KEENAN, 2012). A estratégia adotada pelo DRS e pelo regime argelino continuou, visto que o GSPC formou-se do GIA, possibilitando a manutenção da ligação entre o DRS e os grupos fundamentalistas. O fato de a AQIM ter se originado do GSPC indica que tal estratégia ainda continua vigente e que, segundo Keenan (2012), explica a manipulação do terrorismo como instrumento de poder para a Argélia atualmente. Destacam-se, assim, quais os motivos pelos quais a Argélia, mesmo sendo um poder militar significativo na região, não tomou medidas efetivas para colocar um fim nas atividades da AQIM, tendo já passado mais de uma década desde o início da Guerra ao Terror. Em primeiro lugar, justamente pelo fato da AQIM ser um proxy argelino, segundo os dados trazidos por Keenan, utilizado para defender os interesses da Argélia na região. Em segundo lugar, devido aos benefícios extraídos desta parceria com os

4 EUA, tanto na área econômica através de investimentos, quanto na área militar (KEENAN, 2012) 2. Em suma, a Guerra ao Terror no Norte da África nesta primeira década do século XXI alterou significantemente a dinâmica regional no Saara-Sahel. A cooperação com a Argélia facilitou aos EUA abrir uma nova frente antiterrorista no Magreb, desencadeando um processo maior de militarização e securitização da região, ajudando na formação do AFRICOM e da reativação da IV Frota em 2008, que servem aos interesses estratégicos dos EUA no continente, como o acesso a fontes de petróleo. A Argélia, o saldo foi a normalização de sua inserção internacional, bem como novos investimentos e parcerias no âmbito militar. Entretanto, também é necessário notar que a Guerra ao Terror exacerbou os problemas políticos e econômicos regionais. Primeiramente, Washington passou a apoiar os países que se aliavam a sua luta contra o terrorismo na região, deixando de apontar os problemas internos destes, como em relação à democracia e direitos humanos. Dessa forma, como no período da Guerra Fria na África, os EUA apoiaram regimes não democráticos devido ao papel que eles cumpriam no plano estratégico para a região, indicando um processo de seletividade por parte de Washington em relação às críticas que faz a desrespeitos aos direitos humanos. Em segundo lugar, o aumento e exagero da ameaça terrorista levaram a envolver todos os problemas políticos da região sob a ótica da luta contra o terror. Isso fez com que diversos conflitos de ordem local, como as demandas Tuaregues contra sua baixa representação e participação política, fossem vistas como ameaças, exacerbando tensões que foram respondidas com maior violência, como as revoltas no Níger e no Mali em 2007 e 2008 (SCHMIDT, 2013). Por fim, cabe ressaltar que os impactos trazidos à população mais pobre causou um crescimento no sentimento antiamericano e diversos civis passaram de fato a fazer parte de movimentos islâmicos radicais, tornando o terrorismo na região algo que Keenan (2009; 2013) chamou de profecia autorrealizável. Para saber mais: KEENAN, Jeremy. The Dark Sahara: America s War on Terror in Africa. Londres: Pluto Press, The Dying Sahara: US Imperialism and Terror in Africa. Londres, Pluto Press, TAYLOR, Ian. The International Relations of Sub-Saharan Africa. Londres: Bloomsbury Academic, A crise ocorrida no Mali entre é sintomática desta posição da Argélia, principalmente quando passou a envolver grupos terroristas e não mais apenas o movimento Tuaregue que clamava pela independência do norte do país, o Movimento Nacional pela Libertação de Azawed (MNLA). Temendo movimentos similares em seu país, o regime da Argélia despachou para o norte do Mali, em dezembro de 2011, 200 soldados de Forças Especiais, apesar de negar o ocorrido. Keenan (2012) afirma que o objetivo do país era proteger forças da AQIM na região e ajudar na criação de dois novos grupos, supostamente provenientes da AQIM, o Ansar al-dine e o Movimento para Unidade e Jihad no Oeste Africano (MUJAO, em inglês), que de fato vieram a se aliar ao movimento Tuaregue. Tal estratégia teria sido traçada pelo DRS visando a deslegitimar o MNLA, da mesma forma que já havia feito quando deslegitimou os grupos políticos islâmicos na época da guerra civil argelina.

5 . Algerian state terrorism and atrocities in northern Mali. Open Democracy, 25 de setembro de Disponível em: <http://www.opendemocracy.net/jeremy-hkeenan/algerian-state-terrorism-and-atrocities-in-northern-mali>. Último acesso em: 21/12/2013. VISENTINI, Paulo Fagundes; RIBEIRO, Luiz Dario Teixeira; PEREIRA, Analúcia Danilevicz. História da África e dos Africanos. Petropólis: Editora Vozes, SCHMIDT, Elizabeth. Foreign Interventions in Africa: from the Cold War to the War on Terror. Cambridge: Cambridge University Press, 2013.

África. Palavras amáveis não custam nada e conseguem muito. Blaise Pascal 30. www1.folha.uol.com.br

África. Palavras amáveis não custam nada e conseguem muito. Blaise Pascal 30. www1.folha.uol.com.br África Acredita-se que a situação atual da África seja resultado da maneira em que foi colonizado pelos Europeus. Por meio de colônia de exploração de recursos mineiras, separação dos territórios tribais

Leia mais

Prof. Alan Carlos Ghedini TERRORISMO. A ameaça sem bandeira...

Prof. Alan Carlos Ghedini TERRORISMO. A ameaça sem bandeira... Prof. Alan Carlos Ghedini TERRORISMO A ameaça sem bandeira... TERRORISMO NO ORIENTE MÉDIO De modo geral, a desagregação do Império Turco- Otomano entre fins do séc XIX e início do XX, criou um vácuo de

Leia mais

ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA

ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA Causas da Hegemonia atual dos EUA Hegemonia dos EUA Influência Cultural: músicas, alimentações, vestuários e língua Poderio Econômico: 20% do PIB global Capacidade Militar sem

Leia mais

ÁFRICA: DE MUNDO EXÓTICO A PERIFERIA ESQUECIDA. PROF.: ROBERT OLIVEIRA - robertgeografia@gmail.com

ÁFRICA: DE MUNDO EXÓTICO A PERIFERIA ESQUECIDA. PROF.: ROBERT OLIVEIRA - robertgeografia@gmail.com ÁFRICA: DE MUNDO EXÓTICO A PERIFERIA ESQUECIDA PROF.: ROBERT OLIVEIRA - robertgeografia@gmail.com Regiões Africanas Problemáticas O MAGREB Corresponde a porção oeste (ocidental) do Norte da África. Onde

Leia mais

A Nova Geopolítica do Petróleo

A Nova Geopolítica do Petróleo A Nova Geopolítica do Petróleo Introdução ao problema: A expressão geopolítica engloba assuntos que são concebidos como de enorme importância para países numa determinada região, continente, hemisfério

Leia mais

Ian Taylor China and Africa. Engagement and Compromise. Routledge, New York. 2006

Ian Taylor China and Africa. Engagement and Compromise. Routledge, New York. 2006 Resenha Ian Taylor China and Africa. Engagement and Compromise. Routledge, New York. 2006 Maio de 2011 Núcleo de Cooperação Técnica e Ciência e Tecnologia BRICS Policy Center / Centro de Estudos e Pesquisa

Leia mais

Colégio Santa Dorotéia

Colégio Santa Dorotéia Colégio Santa Dorotéia Área de Ciências Humanas Disciplina: Geografia Série: 8ª Ensino Fundamental Professores: Carlos Afonso e Daniel Geografia Atividades para Estudos Autônomos GABARITO Data: 28 / 9

Leia mais

CADERNO DE EXERCÍCIOS 3C

CADERNO DE EXERCÍCIOS 3C CADERNO DE EXERCÍCIOS 3C Ensino Fundamental Ciências Humanas Questão Conteúdo Habilidade da Matriz da EJA/FB 1 África: Colonização e Descolonização H40 2 Terrorismo H46 3 Economia da China H23 4 Privatizações

Leia mais

O Cebrapaz é uma expressão organizada do sentimento da sociedade brasileira contra as guerras e em solidariedade aos povos em luta no mundo.

O Cebrapaz é uma expressão organizada do sentimento da sociedade brasileira contra as guerras e em solidariedade aos povos em luta no mundo. O Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz) aprovou na Assembleia Nacional encerrada sábado (9), uma Declaração em que renova as convicções dos ativistas brasileiros pela

Leia mais

2013 Global Peace Index: Aumento dramático de homicídios diminuiu a paz mundial no ano passado

2013 Global Peace Index: Aumento dramático de homicídios diminuiu a paz mundial no ano passado 2013 Global Peace Index: Aumento dramático de homicídios diminuiu a paz mundial no ano passado - Medidas de terrorismo patrocinado por governos e a possibilidade de manifestações violentas foram os indicadores

Leia mais

01. Com freqüência os meios de comunicação noticiam conflitos na região do Oriente Médio.

01. Com freqüência os meios de comunicação noticiam conflitos na região do Oriente Médio. 01. Com freqüência os meios de comunicação noticiam conflitos na região do Oriente Médio. Sobre essa questão, leia atentamente as afirmativas abaixo: I. Em 11 de setembro de 2001, os EUA sofreram um violento

Leia mais

SEMIPRESENCIAL 2013.1

SEMIPRESENCIAL 2013.1 SEMIPRESENCIAL 2013.1 MATERIAL COMPLEMENTAR II DISCIPLINA: REALIDADE S. P. E. BRASILEIRA PROFESSOR: CARLOS ALEX BRIC BRIC é um acrônimo criado em novembro de 2001, pelo economista Jim O'Neill, chefe de

Leia mais

1) Caracterize a economia e a história recente da região insular da América Central.

1) Caracterize a economia e a história recente da região insular da América Central. 1) Caracterize a economia e a história recente da região insular da América Central. 2) Considere a tabela para responder à questão: TAXA DE CRESCIMENTO URBANO (em %) África 4,3 Ásia 3,2 América Lat./Caribe

Leia mais

Resumo. 3º TRIMESTRE 8º Ano

Resumo. 3º TRIMESTRE 8º Ano Resumo 3º TRIMESTRE 8º Ano Chegada do homem à América Duas hipóteses Primeira: De que os primeiros habitantes tenham vindo da Ásia, atravessando o Estreito de Bering, num período glacial de cerca de 20

Leia mais

Gabarito oficial preliminar: História

Gabarito oficial preliminar: História 1) Questão 1 Segundo José Bonifácio, o fim do tráfico de escravos significaria uma ameaça à existência do governo porque Geraria uma crise econômica decorrente da diminuição da mão de obra disponível,

Leia mais

O IMPERIALISMO EM CHARGES. Marcos Faber www.historialivre.com marfaber@hotmail.com. 1ª Edição (2011)

O IMPERIALISMO EM CHARGES. Marcos Faber www.historialivre.com marfaber@hotmail.com. 1ª Edição (2011) O IMPERIALISMO EM CHARGES 1ª Edição (2011) Marcos Faber www.historialivre.com marfaber@hotmail.com Imperialismo é a ação das grandes potências mundiais (Inglaterra, França, Alemanha, Itália, EUA, Rússia

Leia mais

ATUDALIDADES - Conflitos na Atualidade

ATUDALIDADES - Conflitos na Atualidade ATUDALIDADES - Conflitos na Atualidade Origem dos povos ORIENTE MÉDIO: Conflitos árabes-israelenses: 1948 Independência de Israel 1949 Guerras da Independência 1956 Crise de Suez 1964 Criação da OLP` 1967

Leia mais

Na jovem República do Nepal, Socorro Gomes denuncia Obama, o Nobel da Guerra

Na jovem República do Nepal, Socorro Gomes denuncia Obama, o Nobel da Guerra Na jovem República do Nepal, Socorro Gomes denuncia Obama, o Nobel da Guerra Um pronunciamento da presidente do Conselho Mundial da Paz (CMP), Socorro Gomes, abriu os trabalhos da Conferência Internacional

Leia mais

Professor Thiago Espindula - Geografia. África

Professor Thiago Espindula - Geografia. África África A seguir, representação cartográfica que demonstra a localização da África, em relação ao mundo. (Fonte: www.altona.com.br) Europeus partilham a África A Conferência de Berlim, entre 1884 e 1885,

Leia mais

GEOGRAFIA BÁSICA. Características Gerais dos Continentes: África

GEOGRAFIA BÁSICA. Características Gerais dos Continentes: África GEOGRAFIA BÁSICA Características Gerais dos Continentes: África Atualmente temos seis continentes: África, América, Antártida, Europa, Ásia e Oceania. Alguns especialistas costumam dividir o planeta em

Leia mais

Oriente Médio. Geografia Monitor: Renata Carvalho e Eduardo Nogueira 21, 24 e 25/10/2014. Material de Apoio para Monitoria

Oriente Médio. Geografia Monitor: Renata Carvalho e Eduardo Nogueira 21, 24 e 25/10/2014. Material de Apoio para Monitoria Oriente Médio 1.(VEST - RIO) A Guerra do Líbano, o conflito Irã/ Iraque, a questão Palestina, a Guerra do Golfo, são alguns dos conflitos que marcam ou marcaram o Oriente Médio. Das alternativas abaixo,

Leia mais

Unidade III. Aula 16.1 Conteúdo Aspectos políticos. A criação dos Estados nas regiões; os conflitos árabe-israelenses. Cidadania e Movimento

Unidade III. Aula 16.1 Conteúdo Aspectos políticos. A criação dos Estados nas regiões; os conflitos árabe-israelenses. Cidadania e Movimento CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES DESAFIO DO DIA Unidade III Cidadania e Movimento Aula 16.1 Conteúdo Aspectos políticos. A criação dos Estados nas regiões; os conflitos árabe-israelenses. 2

Leia mais

TRÁFICO HUMANO E AS MIGRAÇÕES INTERNACIONAIS

TRÁFICO HUMANO E AS MIGRAÇÕES INTERNACIONAIS TRÁFICO HUMANO E AS MIGRAÇÕES INTERNACIONAIS MOVIMENTOS MIGRATÓRIOS INTERNACIONAIS 1. RAZÕES DAS MIGRAÇÕES FATORES ATRATIVOS X FATORES REPULSIVOS - CONDIÇÕES DE VIDA - OFERTAS DE EMPREGO - SEGURANÇA -

Leia mais

RESPOSTAS DAS SUGESTÕES DE AVALIAÇÃO GEOGRAFIA 9 o ANO

RESPOSTAS DAS SUGESTÕES DE AVALIAÇÃO GEOGRAFIA 9 o ANO RESPOSTAS DAS SUGESTÕES DE AVALIAÇÃO GEOGRAFIA 9 o ANO Unidade 7 1. (V) a maior parte do relevo africano é formada de planaltos elevados, sem variações significativas em seu modelado. (F) por ter formações

Leia mais

Guerras tribais ou conflitos étnicos?

Guerras tribais ou conflitos étnicos? Guerras tribais ou conflitos étnicos? O continente africano padece das conseqüências de um longo e interminável processo de exploração que espoliou a maior parte de suas nações, determinando, na maioria

Leia mais

PROVA DE GEOGRAFIA 1 o TRIMESTRE DE 2010

PROVA DE GEOGRAFIA 1 o TRIMESTRE DE 2010 PROVA DE GEOGRAFIA 1 o TRIMESTRE DE 2010 PROF. FERNANDO NOME N o 9 o ANO A compreensão do enunciado faz parte da questão. Não faça perguntas ao examinador. A prova deve ser feita com caneta azul ou preta.

Leia mais

Seminário FMI e Sindicatos Aprofundando nosso diálogo e afinando nossas políticas

Seminário FMI e Sindicatos Aprofundando nosso diálogo e afinando nossas políticas Seminário FMI e Sindicatos Aprofundando nosso diálogo e afinando nossas políticas Victor Lledó Representante Residente do FMI Hotel Avenida, Maputo, 17 de Novembro de 2010 Estrutura da apresentação O papel

Leia mais

AFEGANISTÃO. Ficha Técnica. (estimativas em Julho de 2006) 2. Aspectos Históricos. Mapa Geográfico do Afeganistão 5 :

AFEGANISTÃO. Ficha Técnica. (estimativas em Julho de 2006) 2. Aspectos Históricos. Mapa Geográfico do Afeganistão 5 : CONFLITO EUA- AFEGANISTÃO Ficha Técnica Do Afeganistão: População 1 : 31,056,997 hab. (estimativas em Julho de 2006) Área 2 : 647,500 km 2 Capital: Kabul Idioma 3 : Pashtu e Dari (persa) Religião 4 : 99%

Leia mais

André Galhardo Fernandes

André Galhardo Fernandes CRESCIMENTO, DESENVOLVIMENTO E DEPENDÊNCIA INVESTIMENTO DIRETO ESTRANGEIRO NA ÁFRICA SUBSAARIANA: UM ESTUDO SOBRE CRESCIMENTO E DEPENDÊNCIA Dissertação de mestrado André Galhardo Fernandes São Paulo, 19

Leia mais

Reinos da África Ocidental

Reinos da África Ocidental Reinos da África Ocidental A África é um continente imenso e com muita diversidade. As rotas comerciais adentraram a região oeste em busca de ouro. Com isso, as aldeias que serviam de ponto de intermediação

Leia mais

A força do Islã. Nesta aula nós vamos estudar o mundo. islâmico, uma vasta região que se estende do norte da África ao Paquistão.

A força do Islã. Nesta aula nós vamos estudar o mundo. islâmico, uma vasta região que se estende do norte da África ao Paquistão. A U A UL LA A força do Islã Nesta aula nós vamos estudar o mundo islâmico, uma vasta região que se estende do norte da África ao Paquistão. Vamos destacar sua localização estratégica e a importância de

Leia mais

Lista de Recuperação de Geografia 2013

Lista de Recuperação de Geografia 2013 1 Nome: nº 9ºano Manhã Prof: Francisco Castilho Lista de Recuperação de Geografia 2013 Conteúdo da recuperação: Europa: industrialização e agropecuária, economia dos países europeues, Ásia: divisão regional,

Leia mais

Conflitos Geopolíticos II. Oriente Médio, África, Índia, Curdistão e Timor Leste

Conflitos Geopolíticos II. Oriente Médio, África, Índia, Curdistão e Timor Leste Conflitos Geopolíticos II Oriente Médio, África, Índia, Curdistão e Timor Leste Oriente Médio Histórico Israel X Palestina 1947 Partilha da Palestina/Israel pela ONU 1948-49 implantação do Estado de Israel

Leia mais

CPV. C ursinho. FGV A dministração Objetiva Prova A 08/dezembro/2013

CPV. C ursinho. FGV A dministração Objetiva Prova A 08/dezembro/2013 CPV o C ursinho que Mais A prova na GV FGV A dministração Objetiva Prova A 08/dezembro/2013 A questão trazia à tona a discussão sobre a História da África na Antiguidade, cobrando que o aluno fizesse a

Leia mais

África. Aulas 18 e 19: Conhecendo o quadro natural africano.

África. Aulas 18 e 19: Conhecendo o quadro natural africano. África Aulas 18 e 19: Conhecendo o quadro natural africano. Posição Geográfica Área: 30 milhões de km2 Território tropical ( 37º N e 35ºS ) Limites Norte: Mar Mediterrâneo Leste: Mar Vermelho e Oceano

Leia mais

Ásia. Bandeiras da China, Japão, Índia, Coreia do Norte, Coreia do Sul, Tuvalu respectivamente. Os países líderes na questão ambiental na região.

Ásia. Bandeiras da China, Japão, Índia, Coreia do Norte, Coreia do Sul, Tuvalu respectivamente. Os países líderes na questão ambiental na região. Ásia O desenvolvimento sustentável no continente asiático é visto como consequência de vários fatores que se apresentam na região como o grande número populacional e a sua enorme concentração urbano, a

Leia mais

Em pelo menos 56 países, as taxas de novas infecções pelo HIV estabilizaram ou diminuíram significativamente

Em pelo menos 56 países, as taxas de novas infecções pelo HIV estabilizaram ou diminuíram significativamente P R E S S R E L E A S E Em pelo menos 56 países, as taxas de novas infecções pelo HIV estabilizaram ou diminuíram significativamente Novo relatório do UNAIDS mostra que a epidemia da aids parou de avançar

Leia mais

Senado Federal Comissão de Relações Exteriores Maio/2011. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo Universidade Estadual da Paraíba

Senado Federal Comissão de Relações Exteriores Maio/2011. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo Universidade Estadual da Paraíba A INFLUÊNCIA DA CHINA NA ÁFRICA SETENTRIONAL E MERIDIONAL Senado Federal Comissão de Relações Exteriores Maio/2011 Henrique Altemani de Oliveira Pontifícia Universidade Católica de São Paulo Universidade

Leia mais

DÉCADA DE 70. Eventos marcantes: Guerra do Vietnã Watergate Crise do Petróleo Revolução Iraniana

DÉCADA DE 70. Eventos marcantes: Guerra do Vietnã Watergate Crise do Petróleo Revolução Iraniana Eventos marcantes: Guerra do Vietnã Watergate Crise do Petróleo Revolução Iraniana GUERRA DO VIETNÃ Após o fim da Guerra da Indochina (1954), Vietnã é dividido na altura do paralelo 17: Norte: república

Leia mais

BRICS e o Mundo Emergente

BRICS e o Mundo Emergente BRICS e o Mundo Emergente 1. Apresente dois argumentos favoráveis à decisão dos países integrantes da Aliança do Pacífico de formarem um bloco regional de comércio. Em seguida, justifique a situação vantajosa

Leia mais

ÁFRICA NA ESTRATÉGIA DA AL QAEDA 1

ÁFRICA NA ESTRATÉGIA DA AL QAEDA 1 www.ceid.edu.ar - admin@ceid.edu.ar Buenos Aires, Argentina ÁFRICA NA ESTRATÉGIA DA AL QAEDA 1 06/05/2011 Jonuel Gonçalves** Al Qaeda é o ramo mais radical e com mais meios de atuação do chamado islamismo

Leia mais

GEOGRAFIA. Prof. Daniel San. daniel.san@lasalle.org.br

GEOGRAFIA. Prof. Daniel San. daniel.san@lasalle.org.br GEOGRAFIA Prof. Daniel San daniel.san@lasalle.org.br África -Físico Segundo maior continente (Ásia), tanto em população quanto em extensão. Maior deserto do planeta: Saara, desconsiderando a Antártica

Leia mais

ÁFRICA: ESPAÇO GEO(FÍSICO, ECONÔMICO, POLÍTICO); CARACTERÍSTICAS GEOAMBIENTAIS E GEOPOLÍTICAS

ÁFRICA: ESPAÇO GEO(FÍSICO, ECONÔMICO, POLÍTICO); CARACTERÍSTICAS GEOAMBIENTAIS E GEOPOLÍTICAS ÁFRICA: ESPAÇO GEO(FÍSICO, ECONÔMICO, POLÍTICO); CARACTERÍSTICAS GEOAMBIENTAIS E GEOPOLÍTICAS INFORMAÇÕES GERAIS LIMITES: Norte: mar Mediterrâneo Oeste: Oceano Atlântico Leste: oceano índico Zonas:

Leia mais

Século XXI. Sobre a cultura islâmica após os atentados de 11 de setembro. Palavras amáveis não custam nada e conseguem muito.

Século XXI. Sobre a cultura islâmica após os atentados de 11 de setembro. Palavras amáveis não custam nada e conseguem muito. Século XXI Oficialmente, o século XXI, inicia-se cronologicamente no final do ano 2000. Historicamente podemos destacar que os eventos que aconteceram um ano após a entrada do novo milênio marcam a chegada

Leia mais

07. Alternativa c. Seja PABC a pirâmide regular, com as medidas indicadas. Tem-se:

07. Alternativa c. Seja PABC a pirâmide regular, com as medidas indicadas. Tem-se: + + = = = + = = = = = = 07. Alternativa c. Seja PABC a pirâmide regular, com as medidas indicadas. Tem-se: (1) PP'A: 4 = cos60º = 1 = () PABC é regular P' é baricentro y = y = () ABC é equilátero + y =

Leia mais

Mestrados ENSINO PÚBLICO. 1-ISCTE Instituto Universitário de Lisboa

Mestrados ENSINO PÚBLICO. 1-ISCTE Instituto Universitário de Lisboa Mestrados ENSINO PÚBLICO 1-ISCTE Instituto Universitário de Lisboa *Mestrado em Ciência Política O mestrado em Ciência Política tem a duração de dois anos, correspondentes à obtenção 120 créditos ECTS,

Leia mais

Os BRICS e as Operações de Paz

Os BRICS e as Operações de Paz Os BRICS e as Operações de Paz Policy Brief #3 Núcleo de Política Internacional e Agenda Multilateral BRICS Policy Center / Centro de Estudos e Pesquisa BRICS Maio de 2011 Os BRICS e as Operações de Paz

Leia mais

Associação Catarinense das Fundações Educacionais ACAFE PARECER DOS RECURSOS

Associação Catarinense das Fundações Educacionais ACAFE PARECER DOS RECURSOS 11) China, Japão e Índia são três dos principais países asiáticos. Sobre sua História, cultura e relações com o Ocidente, analise as afirmações a seguir. l A China passou por um forte processo de modernização

Leia mais

A Cúpula Afro-Indiana de 2011 e a Inserção da Índia na África

A Cúpula Afro-Indiana de 2011 e a Inserção da Índia na África BRICS Monitor A Cúpula Afro-Indiana de 2011 e a Inserção da Índia na África Junho de 2011 Núcleo de Análises de Economia e Política dos Países BRICS BRICS Policy Center / Centro de Estudos e Pesquisa BRICS

Leia mais

História. baseado nos Padrões Curriculares do Estado de São Paulo

História. baseado nos Padrões Curriculares do Estado de São Paulo História baseado nos Padrões Curriculares do Estado de São Paulo 1 PROPOSTA CURRICULAR DA DISCIPLINA DE HISTÓRIA Middle e High School 2 6 th Grade A vida na Grécia antiga: sociedade, vida cotidiana, mitos,

Leia mais

O globo em jornal. Nesta aula vamos aprender que existem

O globo em jornal. Nesta aula vamos aprender que existem A U A UL LA Acesse: http://fuvestibular.com.br/ O globo em jornal Nesta aula vamos aprender que existem muitas diferenças e semelhanças entre as nações que formam o mundo atual. Vamos verificar que a expansão

Leia mais

Declaração de Libreville sobre a Saúde e o Ambiente em África

Declaração de Libreville sobre a Saúde e o Ambiente em África Declaração de Libreville sobre a Saúde e o Ambiente em África Libreville, 29 de Agosto de 2008 REPUBLIQUE GABONAISE Organização Mundial da Saúde Escritório Regional Africano Declaração de Libreville sobre

Leia mais

Divulgado relatório do Pentágono sobre as capacidades militares da China

Divulgado relatório do Pentágono sobre as capacidades militares da China Divulgado relatório do Pentágono sobre as capacidades militares da China Análise Segurança Cândida Cavanelas Mares 22 de junho de 2006 Divulgado relatório do Pentágono sobre as capacidades militares da

Leia mais

As Novas Migrações Internacionais

As Novas Migrações Internacionais As Novas Migrações Internacionais As novas migrações ganharam novas direções, as realizações partem de países subdesenvolvidos para países desenvolvidos, e o novo modelo de migração internacional surge

Leia mais

A AMAZÔNIA NA INTEGRAÇÃO SUL-AMERICANA Convergências e Divergências

A AMAZÔNIA NA INTEGRAÇÃO SUL-AMERICANA Convergências e Divergências A AMAZÔNIA NA INTEGRAÇÃO SUL-AMERICANA Convergências e Divergências Principais Biomas Sul-Americanos Amazônia: mais de 40% da América do Sul Vegetação da Grandeá Regiões Amazônicas dos países sul-americanos

Leia mais

Mestrados ENSINO PÚBLICO. 1. ISCTE Instituto Universitário de Lisboa

Mestrados ENSINO PÚBLICO. 1. ISCTE Instituto Universitário de Lisboa Mestrados ENSINO PÚBLICO 1. ISCTE Instituto Universitário de Lisboa Mestrado em Ciência Política O mestrado em Ciência Política tem a duração de dois anos, correspondentes à obtenção 120 créditos ECTS,

Leia mais

Colégio Policial Militar Feliciano Nunes Pires

Colégio Policial Militar Feliciano Nunes Pires Colégio Policial Militar Feliciano Nunes Pires Professor: Gabriela Salgado Disciplina: Geografia Série: 2ºs anos Tema da aula: Geopolítica Atual: Um mundo em Construção Objetivo da aula: Compreender e

Leia mais

Educação é a chave para um desenvolvimento duradouro...

Educação é a chave para um desenvolvimento duradouro... Educação é a chave para um desenvolvimento duradouro...enquanto os líderes mundiais se preparam para um encontro em Nova York ainda este mês para discutir o progresso dos Objetivos de Desenvolvimento do

Leia mais

Exercícios Migrações Internacionais

Exercícios Migrações Internacionais Exercícios Migrações Internacionais Material de apoio do Extensivo 1. Nas últimas décadas do século XX, o número de migrantes internacionais aumentou de forma significativa [ ] por causa das disparidades

Leia mais

O continente africano

O continente africano O continente africano ATIVIDADES Questão 04 Observe o mapa 2 MAPA 2 Continente Africano Fonte: . A região do Sahel, representada

Leia mais

GEOGRAFIA. INSTRUÇÃO: Responder à questão 18 com base no gráfico e nas afirmativas referentes ao comércio exterior brasileiro.

GEOGRAFIA. INSTRUÇÃO: Responder à questão 18 com base no gráfico e nas afirmativas referentes ao comércio exterior brasileiro. GEOGRAFIA INSTRUÇÃO: Responder à questão 16 com base no quadro de informações sobre países asiáticos. INSTRUÇÃO: Responder à questão 18 com base no gráfico e nas afirmativas referentes ao comércio exterior

Leia mais

Conflito do Tibete. Resenha Segurança

Conflito do Tibete. Resenha Segurança Conflito do Tibete Resenha Segurança Ana Caroline Medeiros Maia 1 de abril de 2008 Conflito do Tibete Resenha Segurança Ana Caroline Medeiros Maia 1 de abril de 2008 O Tibete voltou a ser palco de conflitos

Leia mais

RELATÓRIO DO RESUMO DA ALMA 4º TRIMESTRE DE 2014

RELATÓRIO DO RESUMO DA ALMA 4º TRIMESTRE DE 2014 Introdução RELATÓRIO DO RESUMO DA ALMA 4º TRIMESTRE DE 2014 O continente africano tem travado uma longa e árdua guerra contra a malária, em cada pessoa, cada aldeia, cada cidade e cada país. Neste milénio,

Leia mais

Encaminhado em 2013 para reduzir a incidência de malária em >75% até 2015 (vs. 2000)

Encaminhado em 2013 para reduzir a incidência de malária em >75% até 2015 (vs. 2000) P TRIMESTRE Introdução RELATÓRIO DE RESUMO DA ALMA: 2P o DE 205 No mês de Julho de 205, a Etiópia e a Comissão Económica das Nações Unidas para África vão ser os anfitriões da 3ª Conferência Internacional

Leia mais

Descolonização e Lutas de Independência no Século XX

Descolonização e Lutas de Independência no Século XX Descolonização e Lutas de Independência no Século XX A Independência da Índia (1947) - Antecedentes: Partido do Congresso (hindu) Liga Muçulmana Longa luta contra a Metrópole inglesa - Desobediência pacífica

Leia mais

5ª REUNIÃO TEMÁTICA AMÉRICA DO SUL E CARIBE GEOPOLÍTICA E ORGANISMOS MULTILATERAIS

5ª REUNIÃO TEMÁTICA AMÉRICA DO SUL E CARIBE GEOPOLÍTICA E ORGANISMOS MULTILATERAIS ESTADO-MAIOR DO EXÉRCITO 7ª SCH- POLÍTICA E ESTRATÉGIA 5ª REUNIÃO TEMÁTICA AMÉRICA DO SUL E CARIBE GEOPOLÍTICA E ORGANISMOS MULTILATERAIS 01 Julho 15 O PROTAGONISMO BRASILEIRO NO SEU ENTORNO ESTRATÉGICO

Leia mais

O MUNDO ISLÂMICO Prof. Nilson Urias

O MUNDO ISLÂMICO Prof. Nilson Urias O MUNDO ISLÂMICO Prof. Nilson Urias É a religião com maior número de seguidores e é a religião que mais cresce no mundo. Noite do Destino : Maomé recebe a revelação do anjo Gabriel. Só há um Deus, que

Leia mais

EUA: Expansão Territorial

EUA: Expansão Territorial EUA: Expansão Territorial Atividades: Ler Livro didático págs. 29, 30 e 81 a 86 e em seguida responda: 1) Qual era a abrangência do território dos Estados Unidos no final da guerra de independência? 2)

Leia mais

8.0 A situação actual dos refugiados no Mundo

8.0 A situação actual dos refugiados no Mundo 8.0 A situação actual dos refugiados no Mundo O Relatório Anual divulgado pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), "Tendências Globais", que se refere à situação em 31 de Dezembro

Leia mais

As Relações Brasil Oriente Médio (1964-1991): face à rivalidade argentina e sob a égide estadunidense.

As Relações Brasil Oriente Médio (1964-1991): face à rivalidade argentina e sob a égide estadunidense. 970 As Relações Brasil Oriente Médio (1964-1991): face à rivalidade argentina e sob a égide estadunidense. José Luiz Silva Preiss, Prof. Dr. Helder Gordim da Silveira (Orientador) PPG História - PUCRS

Leia mais

África/Brasil EM QUE ESPELHO FICOU PERDIDA A MINHA FACE. (Cecília Meireles)

África/Brasil EM QUE ESPELHO FICOU PERDIDA A MINHA FACE. (Cecília Meireles) África/Brasil EM QUE ESPELHO FICOU PERDIDA A MINHA FACE (Cecília Meireles) https://www.youtube.com/watch?v=nbbia67areq first taste of chocolate ivory coast ÁFRICA Entre 1950 e 1970, descolonização dá

Leia mais

PROCESSO DE INDEPENDÊNCIA DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA

PROCESSO DE INDEPENDÊNCIA DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA PROCESSO DE INDEPENDÊNCIA DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA TREZE COLÔNIAS Base de ocupação iniciativa privada: Companhias de colonização + Grupos de imigrantes = GRUPOS DISTINTOS [excedente da metrópole;

Leia mais

CONFLITOS ATUAIS. Metade dos países africanos estão em guerra. Metade das guerras no mundo são na África.

CONFLITOS ATUAIS. Metade dos países africanos estão em guerra. Metade das guerras no mundo são na África. África CONFLITOS ATUAIS Metade dos países africanos estão em guerra. Metade das guerras no mundo são na África. ORIGENS HISTÓRICAS.Ódio tribal exacerbado por três séculos de Tráfico Negreiro: Mercantilismo.

Leia mais

Guerra fria (o espaço mundial)

Guerra fria (o espaço mundial) Guerra fria (o espaço mundial) Com a queda dos impérios coloniais, duas grandes potências se originavam deixando o mundo com uma nova ordem tanto na parte política quanto na econômica, era os Estados Unidos

Leia mais

Uma Primavera dos Povos Árabes?

Uma Primavera dos Povos Árabes? Uma Primavera dos Povos Árabes? Documento de Trabalho Oriente Médio e Magreb Danny Zahreddine 18 de Junho de 2011 Uma Primavera dos Povos Árabes? Documento de Trabalho Oriente Médio e Magreb Danny Zahreddine

Leia mais

Eleições dos EUA: possíveis cenários e impactos mundiais

Eleições dos EUA: possíveis cenários e impactos mundiais Eleições dos EUA: possíveis cenários e impactos mundiais Análise Segurança / Desenvolvimento Vinícius Alvarenga 29 de outubro de 2004 1 Eleições dos EUA: possíveis cenários e impactos mundiais Análise

Leia mais

a) 50% dos países participantes da Copa estão envolvidos em uma guerra. Cite apenas um.

a) 50% dos países participantes da Copa estão envolvidos em uma guerra. Cite apenas um. Questão 1: A Copa do Mundo é mais do que um evento esportivo. Sua realização e seus participantes estão inseridos no mundo globalizado, do qual não deixam de ser um retrato. Atualidades Vestibular -1º.

Leia mais

O risco de mudança de estação na África e Oriente Médio

O risco de mudança de estação na África e Oriente Médio O risco de mudança de estação na África e Oriente Médio Roberto Carvalho de Medeiros (*) O mundo inteiro tem assistido um conjunto de fatos no antigo Magreb 1 e no Oriente Médio que, a meu ver, por si

Leia mais

Imperialismo dos EUA na América latina

Imperialismo dos EUA na América latina Imperialismo dos EUA na América latina 1) Histórico EUA: A. As treze colônias, colonizadas efetivamente a partir do século XVII, ficaram independentes em 1776 formando um só país. B. Foram fatores a emancipação

Leia mais

POPULAÇÃO SUBNUTRIDA - 2006

POPULAÇÃO SUBNUTRIDA - 2006 PROFESSOR: EQUIPE DE GEOGRAFIA BANCO DE QUESTÕES - GEOGRAFIA - 8º ANO - ENSINO FUNDAMENTAL ============================================================================================== 01- Observe os

Leia mais

Para entender o que acontece entre Cuba e Estados Unidos Roberto Moll

Para entender o que acontece entre Cuba e Estados Unidos Roberto Moll Para entender o que acontece entre Cuba e Estados Unidos Roberto Moll Tão perto dos demônios e tão longe dos deuses. Dizem que é possível ver as luzes de Miami dos pontos mais altos da ilha de Cuba. No

Leia mais

Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança /Vice-Presidente da Comissão Europeia. Federica Mogherini

Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança /Vice-Presidente da Comissão Europeia. Federica Mogherini Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança /Vice-Presidente da Comissão Europeia Federica Mogherini Assembleia da República, 17 fevereiro de 2015 CURRICULUM

Leia mais

As Novas Migrações Internacionais

As Novas Migrações Internacionais As Novas Migrações Internacionais As novas migrações ganharam novas direções, as realizações partem de países subdesenvolvidos para países desenvolvidos, e o novo modelo de migração internacional surge

Leia mais

GLOBALIZAÇÃO E CONFLITOS NO NOVO SÉCULO 1 A GLOBALIZAÇÃO: ACTORES, & FLUXOS -UMA VISITA A PARTIR DO PACÍFICO

GLOBALIZAÇÃO E CONFLITOS NO NOVO SÉCULO 1 A GLOBALIZAÇÃO: ACTORES, & FLUXOS -UMA VISITA A PARTIR DO PACÍFICO MUDANDO DE MUNDO GLOBALIZAÇÃO E CONFLITOS NO NOVO SÉCULO 1 A GLOBALIZAÇÃO: ACTORES, & FLUXOS -UMA VISITA A PARTIR DO PACÍFICO José Manuel Félix Ribeiro 10 de Janeiro de 2012 Programa das Conferências 1O

Leia mais

Argentina Dispensa de visto, por até 90 dias Dispensa de visto, por até 90 dias. Entrada permitida com Cédula de Identidade Civil

Argentina Dispensa de visto, por até 90 dias Dispensa de visto, por até 90 dias. Entrada permitida com Cédula de Identidade Civil PAÍS Visto de Turismo Visto de Negócios Observação Afeganistão Visto exigido Visto exigido África do Sul Dispensa de visto, por até 90 dias Dispensa de visto, por até 90 dias Albânia Dispensa de visto,

Leia mais

UM CONTINENTE POBRE E COBIÇADO

UM CONTINENTE POBRE E COBIÇADO 1 de 7 23/10/2014 15:47 Aumentar a fonte Diminuir a fonte UM CONTINENTE POBRE E COBIÇADO Rica em recursos naturais, a África recebe pesados investimentos estrangeiros, mas ainda enfrenta conflitos sangrentos,

Leia mais

Pela lei biológica de sobrevivência da humanidade, a diferença entre os sexos deveria ser de 102-106 meninos para 100 meninas.

Pela lei biológica de sobrevivência da humanidade, a diferença entre os sexos deveria ser de 102-106 meninos para 100 meninas. Pela lei biológica de sobrevivência da humanidade, a diferença entre os sexos deveria ser de 102-106 meninos para 100 meninas. A média nacional na China é de 117 meninos para 100 meninas, chegando, em

Leia mais

Brasileira percorre 7 mil quilômetros para contar histórias de refugiados africanos

Brasileira percorre 7 mil quilômetros para contar histórias de refugiados africanos Brasileira percorre 7 mil quilômetros para contar histórias de refugiados africanos por Por Dentro da África - quarta-feira, julho 29, 2015 http://www.pordentrodaafrica.com/cultura/brasileira-percorre-7-mil-quilometros-para-contar-historias-derefugiados-africanos

Leia mais

Cooperação Sul-Sul: África e China em busca do desenvolvimento

Cooperação Sul-Sul: África e China em busca do desenvolvimento Cooperação Sul-Sul: África e China em busca do desenvolvimento Análise Ásia Raysa Kie Takahasi 17 de Março de 2012 Cooperação Sul-Sul: África e China em busca do desenvolvimento Análise Ásia Raysa Kie

Leia mais

DISCIPLINA: INTRODUÇÃO AO ESTUDO DAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS

DISCIPLINA: INTRODUÇÃO AO ESTUDO DAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS 7.PROJETO PEDAGÓGICO 1º SEMESTRE DISCIPLINA: INTRODUÇÃO À ECONOMIA EMENTA: Conceitos Fundamentais; Principais Escolas do Pensamento; Sistema Econômico; Noções de Microeconomia; Noções de Macroeconomia;

Leia mais

Cenários brasileiros de recursos hídricos para 2025 Antonio Eduardo Lanna

Cenários brasileiros de recursos hídricos para 2025 Antonio Eduardo Lanna Cenários brasileiros de recursos hídricos para 2025 Antonio Eduardo Lanna Uma brevíssima história do século passado, a cada 20 anos Fonte: George Friedman, Os próximos 100 anos. 2 Brevíssima história do

Leia mais

Em resumo: Geopolítica é o estudo das relações entre os Estados na disputa pelo controle do poder e a capacidade de exercê-lo sobre os demais países.

Em resumo: Geopolítica é o estudo das relações entre os Estados na disputa pelo controle do poder e a capacidade de exercê-lo sobre os demais países. 21/10/2014 Em resumo: Geopolítica é o estudo das relações entre os Estados na disputa pelo controle do poder e a capacidade de exercê-lo sobre os demais países. O NASCIMENTO DA DISCIPLINA: Ratzel, no contexto

Leia mais

Razões que justificam o Tratado Global do Comércio de Armas. Factos e números relativos a nove casos estudados

Razões que justificam o Tratado Global do Comércio de Armas. Factos e números relativos a nove casos estudados Razões que justificam o Tratado Global do Comércio de Armas Factos e números relativos a nove casos estudados Lista dos 10 maiores exportadores de armas no mundo em valores de 2006: Países Valores em Dólares

Leia mais

total pelo ofensiva controlo de Alepo guerra A batalha de Alepo atingiu o

total pelo ofensiva controlo de Alepo guerra A batalha de Alepo atingiu o Exército ofensiva controlo sírio lança total pelo de Alepo guerra A batalha de Alepo atingiu o seu ponto crucial. Com 20 mil homens, tanques e blindados, o regime de Assad quer reconquistar bairro de Salaheddine

Leia mais

PAÍSES AIEA AGÊNCIA INTERNACIONAL DE ENERGIA ATÔMICA

PAÍSES AIEA AGÊNCIA INTERNACIONAL DE ENERGIA ATÔMICA PAÍSES AIEA AGÊNCIA INTERNACIONAL DE ENERGIA ATÔMICA 1. Canadá 2. Comunidade da Austrália 3. Estado da Líbia 4. Estados Unidos da América 5. Federação Russa 6. Japão 7. Reino da Arábia Saudita 8. Reino

Leia mais

Nasceu em Recife em 1921 e faleceu em 1997.

Nasceu em Recife em 1921 e faleceu em 1997. África do Sul Nasceu em Recife em 1921 e faleceu em 1997. É considerado um dos grandes pedagogos da atualidade e respeitado mundialmente. Embora suas idéias e práticas tenham sido objeto das mais diversas

Leia mais

Carta Aberta do Conselho da Paz dos EUA Para Todos Os Nossos Amigos e Camaradas Do Movimento Pela Paz

Carta Aberta do Conselho da Paz dos EUA Para Todos Os Nossos Amigos e Camaradas Do Movimento Pela Paz Carta Aberta do Conselho da Paz dos EUA Para Todos Os Nossos Amigos e Camaradas Do Movimento Pela Paz Caros Amigos e Camaradas da Paz, Como é do vosso conhecimento, o nosso mundo encontra-se numa conjuntura

Leia mais

ESTRATÉGIAS E POLÍTICAS DE TERRORISMO

ESTRATÉGIAS E POLÍTICAS DE TERRORISMO REVISTA DA ESCOLA DE GUERRA NAVAL 47 ESTRATÉGIAS E POLÍTICAS DE TERRORISMO Capitão-de-Mar-e-Guerra Wilson Pereira de Lima Filho O Capitão-de-Mar-e-Guerra Wilson Pereira de Lima Filho foi aluno da Naval

Leia mais

Na atual Polônia, como na maioria dos países europeus,

Na atual Polônia, como na maioria dos países europeus, Unidades Especializadas de Polícia do Exército Polonês General Boguslaw Pacek, Exército Polonês Na atual Polônia, como na maioria dos países europeus, não há medo de agressão armada por parte de estados

Leia mais