CARTA DE REQUISITOS ESPECÍFICOS REFERENTES À ISO/TS APLICÁVEIS AOS FORNECEDORES FIASA/Powertrain

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1 Betim, 30 de Março de 2015 CARTA DE REQUISITOS ESPECÍFICOS REFERENTES À ISO/TS APLICÁVEIS AOS FORNECEDORES FIASA/Powertrain Esta carta atualiza e substitui, a partir de 15/04/2015, a CARTA DE REQUISITOS ESPECÍFICOS da Fiat Automóveis e Fiat Powertrain de Campo Largo doravante denominada FIASA/Powertrain datada de 02/12/2013. Este documento define requisitos específicos para organizações fornecedoras de produtos e/ou serviços para FIASA/Powertrain, classificados como material direto. O conteúdo do documento também tem a função de assegurar a eficaz aplicação do sistema de gestão da qualidade da organização e sua melhoria contínua, além da utilização de ferramentas específicas para controle dos processos. O objetivo final é garantir o fornecimento de produtos conforme o nível de qualidade especificado/requerido durante o ciclo de vida do produto. FLUXO A correlação entre os requisitos desta carta e a ISO/TS está indicada após cada item. Esta carta, seus anexos, incluindo as FAQs (Perguntas mais Frequentes) e todas as normas e capitolatos nela mencionados e/ou na documentação técnica podem ser acessados no Portal FGPS (www.fgps.com.br) O fornecedor é o responsável por atualizar as versões aplicáveis aos seus produtos, processos e sistema de gestão da qualidade. Os procedimentos previstos e citados no item 1 desta carta não são aplicáveis para os fornecedores de matéria-prima, com exceção das Normas FIAT 08018, , , Gestão de Desvio e Gestão Report. Pág. 1 / 6

2 1) Procedimentos adicionais à ISO TS (item 4.2.3) 1.1) Procedimentos e Formulários comuns entre FIASA/Powertrain Plano de Prova Anexo 1; Características para desenvolvimento, modificação e conservação de ferramental Anexo 3 Aprovação de derrogas Anexo 4; Process Planning Review Anexo 5; PA Process Audit Anexo 6; PDR Production Demonstration Run Anexo 7; QSB Manual e Checklist Anexo 8; Cronograma de Desenvolvimento Anexo 9; Master Dot Anexo 10 Manual de Gestão Report Anexo 11 Procedimento CSL_NBH FGP 16 Anexo 12 FAQs, rev. 04 Perguntas mais frequentes sobre os requisitos específicos FIASA/Powertrain Anexo 14 Procedimento de Solicitação de Desvio Anexo 17 (específico) Requisitos para Gestão Tier II e III Anexo 21 Check List ShutDown Start up (Paradas de Linha) Anexo 22 Assinalação de envio de peças novas ou modificadas Anexo 23 Fluxo de Bloqueio de Pátio + Formulário Quality Form Anexo ) Procedimentos e Formulários específicos da FIASA Certificado de Qualidade e Conformidade (CQC) Anexo 2 Relatório de Provas Anexo 15 Certificado de Qualidade e Conformidade de Protótipo Anexo 16 Procedimento de Solicitação de Desvio Anexo 17 (específico) Manual de Embalagem Exportação FIASA Anexo ) Procedimentos e Formulários específicos da Powertrain Customer Requirements (CR-001 a CR-005) Anexo 18 Sistema de Definição das Características Chave KCDS FPT.IFN053 Anexo 19 Processo de Aprovação de Produtos de Produção Adquiridos Externamente FPT.IFP059 Anexo 20 2) Processos de Desenvolvimento e modificações 2.1) Características para desenvolvimento, modificação e conservação das ferramentas (ISO TS 16949, item ) Os critérios de desenvolvimento, modificação e conservação das ferramentas disponibilizadas ao parque de fornecedores FIASA/Powertrain são definidos no respectivo contrato de comodato devendo os mesmos cumprir com os requisitos expostos no anexo 3 (Estampados e Moldes de Injeção Plástica). 2.2) Processo de desenvolvimento e aprovação de produtos (ISO TS 16949, item ) O fornecedor deve fazer uso do processo de desenvolvimento de produtos conforme item 3 do Capitolato e Process Planning Review (anexo 5). Adicionalmente ao processo de desenvolvimento acima, os fornecedores da Powertrain devem fazer uso do procedimento FPT IFP059 (anexo 20); As amostras entregues para a FIASA devem ser acompanhadas do Certificado de Qualidade e Conformidade CQC (anexo 2) e respectivas documentações conforme Capitolato FIAT Pág. 2 / 6

3 Na fase de fabricação das amostras, os processos operacionais devem ser avaliados conforme PA (anexo 6) e caso haja produtos com características Report, também devem ser avaliados conforme Gestão REPORT (anexo 11). Todos os produtos fornecidos à FIASA/Powertrain devem estar devidamente aprovados pelo cliente conforme item 3 do capitolato As exceções devem ser autorizadas conforme o procedimento de Solicitação de Desvio anexo 17. Fornecedores devem utilizar o Processo de Aprovação de Peças de Produção (Manual de PPAP do AIAG última edição) em todos os subfornecedores de material direto. Será aplicado nível 5 para produtos classe funcional 1D (contendo características Report) e demais níveis de PPAP deverão ser alinhados com o EQF. As metodologias FIAT: Process Planning Review (Anexo 05), PA (Anexo 06) e PDR (Anexo 07) devem ser utilizadas pelo fornecedor para monitorar continuamente o desenvolvimento de novos produtos. Um plano de ação para cada pendência (open issues) deve ser estabelecido e concordado com o EQF. O Fornecedor deve ter um Gestor de Projeto (Program Manager) para todo desenvolvimento que assegure a aplicação das Metodologias FIAT O fornecedor deve preencher/aplicar o Check List ShutDown / Start up (paradas de linha) anexo 22, nos casos de parada de linhas prolongadas, retorno de Férias Coletivas, mesmo que este venha a manter integralmente as suas atividades produtivas, e utilizar o Capitolato FIAT no retorno da produção. A atividade acima também deve ser aplicada para os componentes carry over. 2.3) Requalificação - FIASA / Re-submissão PPAP Powertrain (ISO TS 16949, item 8.2.4) A autoqualificação do sistema/produto, incluindo os subcomponentes, deve ser refeita com frequência de 2 anos, salvo acordado com o EQF. A inspeção de layout (verificação dimensional) e de matéria-prima deve ser realizada com frequência mínima de 1 ano. Para itens Report deve ser seguido o Manual Gestão Report Anexo 11. Para cada item mencionado e os acordados com o EQF devem estar estabelecidos sua periodicidade no Plano de Prova (Anexo 01) para eventuais auditorias. Obs.: Para fornecedores de materiais a granel este item é aplicável. 2.4) Modificações em Processos e Produtos Aprovados Previamente pela FIASA/Powertrain (ISO TS, item 7.1.4) Fornecedores e subfornecedores não devem fazer nenhuma modificação não autorizada ao produto, processo, planta produtiva, fonte de matéria-prima e ferramental utilizado para produção ou terceirização de produto/serviço que já tenham a aprovação FIASA/Powertrain conforme critérios previstos na norma (pág. 18). Toda e qualquer intenção de modificação no produto e processo em toda a cadeia de fornecimento, deve ser informada previamente ao EQF. 2.5) Derrogas As solicitações de derrogas devem ser encaminhadas ao EQF FIASA/Powertrain conforme formulário próprio (anexo 4), suportado por documentação necessária para análise técnica, bem como os detalhes para adequação ao requisito (Plano de Ação, Prazos e Responsáveis). As Derrogas, quando concedidas, obedecerão os seguintes critérios: Tempo médio de análise de 15 dias úteis, após recebimento e validação da Supervisão de EQF. Tempo máximo de duração da derroga é de (02) dois anos. Pág. 3 / 6

4 3) Gestão produto em exercício 3.1) Notificações Especiais ao Organismo Certificador para Problemas de Qualidade (ISO TS 16949, item ) O Organismo Certificador será notificado pelo EQF responsável nos casos citados abaixo: NBH (New Business Hold) Bloqueio de Pátio Embarque Controlado Nivel 3 aberto Embarque Controlado Nível 2 aberto Embarque Controlado Nível 1 aberto que exceder 90 dias Responsabilidade sobre Recall ou intervenções em campo Para todos os itens citados acima consideramos como NÃO-CONFORMIDADE MAIOR na Auditoria de Sistema de Gestão da Qualidade. Na aplicação do embarque controlado, caso o fornecedor não assine a carta e não implemente no processo produtivo a contenção da característica a ser controlada, uma notificação por parte da FIAT será emitida ao organismo certificador e a penalização será aplicada na referida performance qualitativa do fornecedor. 3.2) Características Report (ISO TS 16949, item ) O Fornecedor deve realizar a Gestão das Características REPORT conforme Manual de Características REPORT (anexo 11). 3.3) Processos Especiais (ISO/TS16949, item e ) O Fornecedor deve realizar auditorias de processo com frequência mínima anual em todos os seus processos especiais e, incluindo os dos subfornecedores conforme Manuais de avaliação de processos especiais do AIAG. CQI 9 = Para processos de tratamento térmico; CQI 11/12 = Para processos de tratamento superficial e pintura; CQI 15 = Para processos de soldagem metalúrgica CQI 17 = Para processos de soldagem elétrica/eletrônica.. CQI 23 = Para processos de peças poliméricas 3.4) Análise Crítica pela Alta Direção (ISO/TS 16949, item 5.6) A alta direção do fornecedor deve realizar mensalmente análises críticas que incluam no mínimo: Resultados de sua Performance Qualitativa disponibilizada mensalmente no sistema SQP ; Os custos da não qualidade, incluindo refugos, retrabalhos, ações de contenção, fretes especiais, paradas de produção no cliente por problemas qualitativos (falhas internas), devoluções no cliente e em garantia, incluindo multas e penalidades aplicadas pela FIASA/Powertrain; Resultado da aplicação de Gestão de Características Report (incluindo auditorias); Notificações especiais ao organismo certificador previstas conforme item 3.1 desta carta; Status do processo de aprovação dos produtos (item 2.2 desta carta) em relação ao cumprimento dos prazos pré-estabelecidos pela FIASA/Powertrain. Quando aplicável, status do desenvolvimento do WCM como estratégia estabelecida pela FCA O resultado final destas análises mensais deve ser um plano de ação estratégico da direção (Master Dot - Anexo 10) e estar disponível quando solicitado pelo EQF e pelo organismo de certificação de 3ª parte. Pág. 4 / 6

5 3.5) QSB (Quality System Basics) A metodologia QSB não é mais certificável. A sua aplicação é facultativa ao fornecedor e obrigatória somente quando estabelecido pelo EQF. 3.6) Gerenciamento de Problemas de Campo (Ref. ISO TS item ) O fornecedor deve analisar as peças retornadas de campo conforme requisitos do portal SCP (Sistema de Controle de Peças) site: (novo site) Deve ser utilizado o relatório ECA (Efeito, Causa e Ação) via web, contendo as ações corretivas implantadas para eliminar cada falha ocorrida, bem como a gestão dos seus respectivos pontos de corte. 3.7) Materiais a granel Os fornecedores de matéria-prima diretos da FIASA/FPT devem utilizar o Processo de Aprovação de Peças de Produção (Manual de PPAP do AIAG) para os produtos a granel e estão derrogados os seguintes processos: Certificado de Qualidade e Conformidade (CQC) Anexo 2; Características para desenvolvimento, modificação e conservação de ferramental Anexo 3 Process Planning Review Anexo 5; PDR Production Demonstration Run (1DP) Anexo 7; Capa do Certificado de Qualidade e Conformidade de Protótipo Anexo 16; Inspeção de Lay-out. Obs.: Demais itens/sub-itens da carta são aplicáveis. 3.8) Gestão Tier II e III É recomendável a adoção de processo de Gestão de Fornecedores Tier II e III conforme requisitos específicos para a Gestão Tier II e III (Anexo 21). 3.9) Assinalação de envio de peças novas ou modificadas Visando assegurar a gestão do início de montagem de peças e a sua rastreabilidade, o fornecedor deve enviar à Fiat (Qualidade Recebimento, Gestão Materiais e EQF) junto com o primeiro lote de produção o formulário Assinalação de envio de peças novas ou modificadas preenchido (anexo 23). Os requisitos apresentados na presente carta possuem validade indeterminada até a emissão de nova carta ao parque de fornecedores Fiasa/Powertrain e respectivos organismos certificadores. Marco Aurélio Speziali Engenharia Qualidade Fornecedores LATAM Diretoria de Compras FCA - FIAT CHRYSLER AUTOMOBILES Pág. 5 / 6

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