PONTO 1: Sucessões. SUCESSÃO TESTAMENTÁRIA art do CC. A dispensa tem que ser no ato da liberalidade ou no testamento.

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1 1 DIREITO CIVIL DIREITO CIVIL PONTO 1: Sucessões SUCESSÃO LEGÍTIMA SUCESSÃO TESTAMENTÁRIA art do CC. A dispensa tem que ser no ato da liberalidade ou no testamento. Colação não significa devolução do já recebido e sim a dedução desse valor. Testador pode testar 50% dos bens dispensados da colação para quem ele quiser, até mesmo para os herdeiros necessários. Doação inválida é nula, art. 549 do CC, quando exceder os valores fixados para a liberalidade. A doação inoficiosa pode ser praticada em testamentos ou em atos em geral. Art do CC Redução da doação excessiva por testamento. Art do CC Redução das liberalidades na sucessão legítima. Manda devolver em espécie. O 2º aduz que a redução da liberalidade far-se-á pela restituição ao monte do excesso. Essas reduções são avaliadas no tempo da morte. Para a doação ser válida, ela deve caber na parte disponível. Art do CC para colação. O único deste artigo, aduz que os bens doados serão conferidos em espécie ou quando deles já não disponha o donatário, pelo seu valor ao tempo da liberalidade. Essas ações declaratórias de nulidade podem ser ajuizadas em vida. Para atacar o momento da liberalidade, há três correntes: a) O nulo é imprescritível. Corrente minoritária. b) Simulação/ Nulidade prescreve em: b.1) 20/10 anos do ato Corrente majoritária b.2) 20/10 anos da morte Corrente minoritária. Precedentes: STJ, REsp ; ; ; ; (este decidiu pela possibilidade das ação declaratórias de nulidade em vida); (trata da simulação) c) Anulação, art. 496 do CC. Art. 499 do CC é lícita a compra e venda entre cônjuges, desde que se trate de bens particulares. Na compra e venda de ascendente para descendente deve haver a anuência dos demais descendentes. O prazo para a anulação é de

2 DIREITO CIVIL 4 anos contados, conforme a maioria da jurisprudência, da data do ato, de acordo com a corrente minoritária, é contada da morte. Súmula 152 do STF revogada pela súmula 494: A ação para anular venda de ascendente a descendente, sem consentimento dos demais, prescreve em vinte anos, contados da data do ato, revogada a Súmula 152. Súmula 152 do STF: A ação para anular venda de ascendente a descendente, sem consentimento dos demais, prescreve em quatro anos, a contar da abertura da sucessão Há o entendimento de que o NCC revoga a súmula 494 e repristinou a súmula 152 do STF. 2 SUCESSÃO A TÍTULO UNIVERSAL Art do CC Essa sucessão é a regra. Herança é uma universalidade que se transfere para todos os herdeiros. Cede direitos hereditários. É gratuita e chamada de Renúncia Translativa. Art. 80, II do CC Sucessão é direito imobiliário. Art do CC Cessão por Escritura Pública. autos. A renúncia do art do CC pode ser por escritura pública ou termos nos Na renúncia pura e simples não há tributação. Tanto a aceitação como a renúncia são irrevogáveis, art do CC. Tanto na cessão quanto na renúncia aplica-se o art do CC vênia conjugal, exceto no regime de separação absoluta. O regime jurídico é o condominial entre os herdeiros (quinhão). Art do CC Deveres do co-herdeiro. SUCESSÃO A TÍTULO SINGULAR O legado deve ser cláusula particular expressa, testamentário. O legatário sabe exatamente o que irá compor o seu quinhão. O legatário não pode entrar na posse do legado por esforço posto. Legatário possui legitimidade para abrir o inventário.

3 DIREITO CIVIL Prazo de 60 dias para a abertura, art do CC, o prazo não é mais de 30 dias, foi revogado pela lei específica. SUCESSÃO POR CABEÇA (direito próprio) é a regra. Ordem de Vocação Hereditária : Herdeiro deve ser pessoa física, na sucessão legítima, nos termos do art do CC, e deve ser nascida ou concebida no momento da herança. Art Legitimam-se a suceder as pessoas nascidas ou já concebidas no momento da abertura da sucessão. Quando não há herdeiros há a hipótese da herança jacente, art do CC. Nascituro: é o feto em desenvolvimento na barriga da mãe, possui direito à sucessão. Difere do embrião criogênico, art , III do CC, conforme a posição majoritária, esse embrião não herda. Art do CC: I é a prole eventual. Testador está testando para filhos eventuais de pessoas por ele indicadas. II III art. 554 do CC 2 anos. Art , 4º: Se, decorridos dois anos após a abertura da sucessão, não for concebido o herdeiro esperado, os bens reservados, salvo disposição em contrário do testador, caberão aos herdeiros legítimos. Art do CC Gravames: Art Salvo se houver justa causa, declarada no testamento, não pode o testador estabelecer cláusula de inalienabilidade, impenhorabilidade, e de incomunicabilidade, sobre os bens da legítima. Esse artigo exige justa causa para gravames que se queira fazer sobre a legítima. Essa justa causa pode ser a insolvência do herdeiro. Tanto o credor do espólio quanto o credor do herdeiro podem abrir o inventário. 3 SUCESSÃO POR REPRESENTAÇÃO (por direito de estirpe) é exceção. O descendente sempre pode invocar o direito por estirpe, um sobrinho já não tem esse direito. Art Na linha transversal, somente se dá o direito de representação em favor dos filhos de irmãos do falecido, quando com irmãos deste concorrerem. HERANÇA JACENTE Há bens, mas não há herdeiros. Fases:

4 4 DIREITO CIVIL a) Arrecadação dos bens, nomeação de procurador, publicação de editais. b) Art do CC passado um ano da publicação do primeiro edital, o juiz se pronuncia sobre a herança ser VACANTE Declaração de Vacância. c) Art do CC 5 anos da declaração de vacância, é realizada a declaração de JACÊNCIA. Parágrafo único do art do CC: Não se habilitando até a declaração de vacância, os colaterais ficarão excluídos da sucessão. AUSÊNCIA Se a morte não for extremamente provável, há o procedimento de declaração de ausência. Três fases: a) Declaração dos bens, procuradores e editais. b) Passado um ano (sem procurador) ou três anos (com procurador). c) Passado 10 anos, art. 37 do CC declarado presumidamente morto. AVERBAÇÃO DO ÓBITO Art. 7º do CC morte extremamente provável e morte em campanha/guerra. SUCESSÃO LEGÍTIMA Art A sucessão legítima defere-se na ordem seguinte: I - aos descendentes, em concorrência com o cônjuge sobrevivente, salvo se casado este com o falecido no regime da comunhão universal, ou no da separação obrigatória de bens (art , parágrafo único); ou se, no regime da comunhão parcial, o autor da herança não houver deixado bens particulares; II - aos ascendentes, em concorrência com o cônjuge; III - ao cônjuge sobrevivente; IV - aos colaterais. Ordem: irmãos, sobrinhos, tios e primos. Os mais próximos exclui os mais remotos. Só se analisa regime de bens na hipótese do inciso I. No inciso II e III o cônjuge herda independente do regime de bens.

5 DIREITO CIVIL Não havendo parente na classe é que se passa para a classe subseqüente. Havendo apenas um herdeiro na classe, ele herda sozinho toda a herança. Análise do inciso I: 1º) Verifica-se o regime de bens. É herdeiro: o casado no regime da separação total de bens, o casado no regime da participação final dos aquestos, o casado no regime da comunhão parcial se houver bem particular. Não é herdeiro: o casado no regime da comunhão universal, o casado no regime da separação obrigatória de bens e o casado no regime da comunhão parcial sem bens particulares. Entendimento majoritário no sentido de que cônjuge sobrevivente no acervo comum é meeiro, e no particular é herdeiro. 2º) Art do CC Regra é que haja convivência ao tempo da morte. Exceção: também possui título sucessório o cônjuge separado de fato a menos de 2 anos ou sem culpa. 3º) Art do CC Verificar se o cônjuge é ascendente ou não dos descendentes com quem concorre. Sendo ascendente (de pelo menos um dos descendentes), ele possui cota mínima de ¼ (todos descendentes pagam a cota mínima posição do STJ). A doutrina critica esse entendimento porque os herdeiros que não são ascendentes participam da formação da quota mínima. Não sendo ascendente não há cota mínima, fazendo-se divisão por cabeça. Art Direito real de habitação só pode ser estabelecido sobre um único bem. Deve ser estendido aos companheiros também (posição dominante no STJ vigência da Lei 9278/96: essa lei continua em vigor e revogou a Lei 8.971/94). Art do CC Sucessão do Companheiro: participação do companheiro não é sobre a totalidade da herança nas primeiras chamadas. Só herda a totalidade se não houverem herdeiros. Caput cria uma Sub-herança: herança somente sobre os bens onerosamente adquiridos. Se o companheiro é ascendente (de pelo menos um descendente), a partilha será por cabeça, mas apenas sobre os bens onerosamente adquiridos. Se companheiro não for ascendente, receberá meia cota. Art. 1790, III englobam ascendentes e colaterais. Cota mínima de 1/3. 5 testou. Para que o companheiro receba: ou foram praticados atos em vida ou o falecido Art Na união estável, salvo contrato escrito entre os companheiros, aplica-se às relações patrimoniais, no que couber, o regime da comunhão parcial de bens. Companheiro não possui cota mínima.

6 6 DIREITO CIVIL Art Concorrendo à herança do falecido irmãos bilaterais com irmãos unilaterais, cada um destes herdará metade do que cada um daqueles herdar. Art Não concorrendo à herança irmão bilateral, herdarão, em partes iguais, os unilaterais. Posição majoritária entende que o inciso IV do art aduz que não havendo outros herdeiros na linha sucessão hereditária, o cônjuge herda a totalidade dos bens.

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