ELISÂNGELA APARECIDA LIMA

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1 ELISÂNGELA APARECIDA LIMA PROJETO CIDADANIA E SEGURANÇA ALIMENTAR CONTINUADO: Uma análise sobre o serviço desenvolvido com as famílias no Centro de Referência de Assistência Social da Vila Pioneiro (CRAS I) TOLEDO-PR 2013

2 ELISÂNGELA APARECIDA LIMA PROJETO CIDADANIA E SEGURANÇA ALIMENTAR CONTINUADO: Uma análise sobre o serviço desenvolvido com as famílias no Centro de Referência de Assistência Social da Vila Pioneiro (CRAS I) Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao curso de Serviço Social, Centro de Ciências Sociais Aplicadas, da Universidade Estadual do Oeste do Paraná campus de Toledo, como requisito parcial à obtenção do grau de Bacharel em Serviço Social. Orientadora: Profa. Dra. Marize Rauber Engelbrecht TOLEDO 2013

3 2 ELISÂNGELA APARECIDA LIMA PROJETO CIDADANIA E SEGURANÇA ALIMENTAR CONTINUADO: Uma análise sobre o serviço desenvolvido com as famílias no Centro de Referência de Assistência Social da Vila Pioneiro (CRAS I) Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao curso de Serviço Social, Centro de Ciências Sociais Aplicadas da Universidade Estadual do Oeste do Paraná campus de Toledo, como requisito parcial à obtenção do grau de Bacharel em Serviço Social. BANCA EXAMINADORA Profa. Dra. Marize Rauber Engelbrecht Universidade Estadual do Oeste do Paraná Profa. Ms. Cristiane Carla Konno Universidade Estadual do Oeste do Paraná Profa. Ms. Carmen Pardo Salata Universidade Estadual do Oeste do Paraná Toledo, 19 de Novembro de 2013.

4 Dedico este trabalho à minha família linda. 3

5 4 AGRADECIMENTOS Agradeço, com uma enorme satisfação, aos meus pais, pela paciência e pela força. Obrigado pai, tenho orgulho de ser sua filha, você me ensinou a lutar e a dar valor às minhas conquistas, se hoje tenho motivos para sorrir diante desta conquista devo a vocês. Mãe obrigado por dar sentido à minha vida, te amo imensamente. Um agradecimento especial à minha irmã Eliete, metade do que conquistei não seria possível se não fosse a sua compreensão. Obrigada por me ajudar a conquistar esta graduação e todas as demais que foram possíveis durante este processo. A Deus por ter me presenteado com uma família tão linda e especial, meu irmão Erivelton e seus filhos Matheus e Julia; minha irmã Eliete e seus filhos Yasmyn e Paulo Miguel; e meu irmão Ednei, amo minha família! Ao meu namorado Rodrigo! Aos meus amigos(as), todos, todos e todos que fizeram dos dias difíceis, menos angustiantes! À minha orientadora Marize Rauber Engelbrecht, pela paciência e pelo conhecimento compartilhado diante de inúmeras orientações. As professoras Carmem e Cristiane que, além de excelentes professoras, tornaram este processo mais humano, pois, além de serem ótimas profissionais, são pessoas maravilhosas. As minhas supervisoras de campo Sonia dos Santos, Daiane Delazeri Reolon e Cristhiane Novello. Porém, um agradecimento mais que especial a você Sonia! te admiro muito como profissional, tu és comprometida e realizas um trabalho sério. Mais do que a metade que aprendi foi graças a ti. Você é exemplo pra mim! Porém, nada disso seria possível se não fosse a vontade de Deus, te idolatro meu Senhor!

6 5 LIMA, Elisângela Aparecida. Projeto Cidadania e Segurança Alimentar Continuado: Uma análise sobre o serviço desenvolvido com as famílias no Centro de Referência de Assistência Social da Vila Pioneiro (CRAS I). Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Serviço Social). Centro de Ciências Sociais Aplicadas. Universidade Estadual do Oeste do Paraná campus Toledo-PR, RESUMO O presente Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) buscou analisar, conjuntamente com as famílias, as ações prestadas pelo Projeto Cidadania e Segurança Alimentar Continuado do Centro de Referência da Assistência Social da Vila Pioneiro (CRAS I). Elencou-se como Objetivo Geral: analisar se os objetivos do Projeto Cidadania e Segurança Alimentar Continuado estão sendo executados de forma que atenue as condições de vulnerabilidade existentes no âmbito familiar, melhorando as condições de existência de cada indivíduo. Quanto aos objetivos específicos, definiu-se: a) apontar as determinações que contribuem para a vulnerabilidade e fragilidade dos vínculos familiares b) compreender se as vulnerabilidades das famílias têm diminuído com a participação no projeto. Definiu-se como pergunta norteadora a seguinte indagação: As ações contidas no Projeto Cidadania e Segurança Alimentar Continuado, executado no CRAS I, estão potencializando as famílias atendidas para melhorar as condições de vida e, consequentemente, diminuir as vulnerabilidades que se encontram? As referências centrais utilizadas para embasar teoricamente a pesquisa se dirigiram aos autores Carvalho, Yazbek, Iamamoto e Carvalho, tendo como categorias a família, assistência social e trabalho. Para o desenvolvimento desta investigação, foram adotados os seguintes procedimentos metodológicos: Pesquisa exploratória com abordagem qualitativa, abrangendo a pesquisa de campo na qual foram escolhidos 06 (seis) sujeitos, sendo eles 05 (cinco) responsáveis familiares e 01 (um) assistente social. Para aplicação da pesquisa de campo, recorreu-se a entrevista semiestruturada, tendo como instrumento de investigação a interpretação da realidade dos sujeitos e a análise de conteúdo. As ações desenvolvidas pelo Projeto têm permitido a diminuição das vulnerabilidades das famílias, melhorando, parcialmente, a condição de vida, e amenizando a condição de pobreza em que se encontram. Palavras-chave: Política de Assistência Social; Família; Projeto Cidadania e Segurança Alimentar Continuado.

7 6 LISTA DE SIGLAS BPC Benefício de Prestação Continuada Cadastro Único Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal Constituição Federal Constituição Federal de 1988 CFESS Conselho Federal de Serviço Social CRAS Centro de Referência de Assistência Social CREAS Centro de Referência Especializado de Assistência Social LOAS Lei Orgânica de Assistência Social MDS Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome NOB Norma Operacional Básica PNAS Política Nacional de Assistência Social PROVOPAR Programa Voluntariado Paranaense SUAS Sistema Único de Assistência Social SAS Secretária de Assistência Social TCC Trabalho de Conclusão de Curso UNIOESTE Universidade Estadual do Oeste do Paraná SINE Sistema Nacional de Emprego SENAI Serviço nacional de aprendizagem industrial OIT Organização Internacional do Trabalho PR Paraná PAIF Programa de Atendimento Integral à Família CRESS Conselho Regional de Serviço Social TCLE Termo de Consentimento Livre e Esclarecido INSS Instituto Nacional do Seguro Social

8 7 LISTA DE TABELA Tabela 1- Equipe necessária no CRAS, de acordo com a quantidade da população... p. 32

9 8 LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1- Classificação dos tipos de organização familiar... p. 67 Gráfico 2- Distribuição por faixa etária... p. 67 Gráfico 3- Tempo que reside em Toledo-PR... p. 68 Gráfico 4- Número de pessoas na residência... p. 68 Gráfico 5- Grau de escolaridade do entrevistado... p. 69 Gráfico 6- Renda familiar obtida por benefícios... p. 69 Gráfico 7- Outras fontes de renda das famílias... p. 70 Gráfico 8- Estado Civil... p. 70

10 9 SUMÁRIO INTRODUÇÃO... p POLÍTICA SOCIAL E SERVIÇO SOCIAL: DO ASSISTENCIALISMO À CONSTRUÇÃO DA POLITICA NACIONAL DA ASSISTÊNCIA SOCIAL... p A Política Social e Seus Desdobramentos Enquanto Resposta às Expressões da Questão Social p A Garantia da Assistência Social com a Constituição Federal de p Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS)... p Política Nacional de Assistência Social (PNAS)... p A FAMÍLIA NO CONTEXTO DA SOCIEDADE CAPITALISTA... p A Família e Suas Diferentes Configurações... p A Família no Contexto de Exploração do Modo de Produção Capitalista... p SERVIÇO DE PROTEÇÃO E ATENDIMENTO INTEGRAL AS FAMÍLIAS (PAIF), ENQUANTO PROTEÇÃO SOCIAL BÁSICA JUNTO ÀS FAMÍLIAS... p O Direito a Proteção Social e o Processo de Implantação do Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF)... p Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) no município de Toledo: espaço de execução do PAIF... p ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS... p Caminho Metodológico Percorrido na Pesquisa... p Inserção das famílias no Projeto Cidadania e Segurança Alimentar Continuado e condições socioeconômicas de vida... p Participação das Famílias no Projeto Cidadania e Segurança Alimentar Continuado e Mudanças no Cotidiano a Partir dos Serviços Prestados... p. 46 CONSIDERAÇÕES... p. 54 REFERÊNCIAS... p. 56 APÊNDICES... p. 60 ANEXOS... p. 72

11 10 INTRODUÇÃO O Projeto Cidadania e Segurança Alimentar Continuado iniciou suas atividades no Centro de Referência de Assistência Social da Vila Pioneiro CRAS I, no ano de 2000, tendo como finalidade promover e acompanhar a inserção de famílias em situação de vulnerabilidade e risco social, possibilitando o acesso aos serviços do CRAS I, como a Segurança Alimentar (cesta básica) e o Cadastro Único- CAD. Para uma melhor abordagem sobre o projeto, tem-se como referência temporal a Constituição Federal de 1988 que define, entre outras questões, que a Assistência Social é parte constituinte do tripé da Seguridade Social. A fim de organizar de forma descentralizada e participativa os serviços socioassistenciais no Brasil, foi criado o Sistema Único de Assistência Social (SUAS), que dividiu a proteção social em básica e especial. Este estudo se refere ao entendimento de que a proteção social básica é destinada à prevenção de riscos sociais e pessoais, por meio da oferta de serviços, programas, projetos e benefícios às famílias e aos indivíduos em situação de vulnerabilidade social. O Projeto Cidadania e Segurança Alimentar Continuado é executado pelos CRASs e estes, por sua vez, prestam um serviço de acompanhamento socioassistencial, sendo a porta de entrada das famílias à Assistência. Portanto, quando as famílias são inseridas no projeto, consequentemente, são atendidas pela equipe multiprofissional do CRAS, que busca, por meio do trabalho em rede, que está previsto na Política Nacional da Assistência Social (PNAS), potencializar a família como unidade de referência, e objetiva, também, a qualificação profissional e geração de renda. O interesse pelo objeto pesquisado foi possível após vivência, enquanto estagiária, no Centro de Referência de Assistência Social da Vila Pioneiro (CRAS I), do município de Toledo, sendo este o Campo de Estágio Supervisionado, em Serviço Social II, no ano de A indagação ocorreu após contato direto com as famílias do referido projeto e, nesse momento, notou-se que um número significativo destas se mantém no projeto por um tempo igual ou superior à 05 (cinco) anos. Deste modo, surgiu a seguinte indagação: as ações contidas no Projeto Cidadania e Segurança Alimentar Continuado executado no CRAS I estão potencializando as famílias atendidas para melhorar as condições de vida e, consequentemente, diminuir as vulnerabilidades em que se encontram?

12 11 Neste estudo, pretendeu-se analisar se os objetivos presentes no projeto estão condizendo para a melhoria das condições sociais e econômicas de existência de cada família. Quanto aos objetivos específicos, propõe-se: a) apontar as determinações que contribuem para a vulnerabilidade e fragilidade dos vínculos familiares; e b) compreender se as vulnerabilidades das famílias têm diminuído com a participação no projeto. A pesquisa é de grande relevância, uma vez que o questionamento sobre o que leva essas famílias a participarem por 05 (cinco) anos ou mais do Projeto não é apenas uma inquietação dos pesquisadores, mas, também dos profissionais e estagiários envolvidos. Entretanto, salienta-se que alguns dos profissionais têm pleno entendimento sobre as questões que afligem as famílias participantes, porém, são necessárias pesquisas como esta, para que se possa embasar, afirmar ou negar tais entendimentos. Este trabalho foi estruturado em quatro capítulos. O primeiro capítulo: Política Social e Serviço Social: Do Assistencialismo à Construção da Política Nacional da Assistência Social, abrange a política social e seus desdobramentos enquanto resposta às expressões da questão social e, ainda, à garantia da assistência social pela Constituição Federal de 1988, bem como a construção da política nacional de assistência social (PNAS); O segundo capítulo: A Família no Contexto da Sociedade Capitalista, trata sobre as diferentes configurações de família; O terceiro capítulo: Serviço de Proteção e Atendimento Integral às Famílias (PAIF), Enquanto Proteção Social Básica Junto às Famílias, apresenta o direito a proteção social e o processo de implantação do PAIF; E o quarto capítulo: Análise e Interpretação dos Dados apresenta a metodologia adotada. Para as respostas, obtidas por meio das entrevistas, elencou-se dois eixos para análise, o primeiro traz os determinantes e inserção destas, e o segundo traz a participação das famílias no Projeto. Quanto ao perfil das famílias entrevistadas, este encontra-se no APÊNDICE 4. E para finalizar, nas considerações finais, realizou-se uma síntese sobre mais aspectos relevantes para pesquisa.

13 12 1 POLÍTICA SOCIAL E SERVIÇO SOCIAL: DO ASSISTENCIALISMO À CONSTRUÇÃO DA POLÍTICA NACIONAL DA ASSISTÊNCIA SOCIAL 1.1 A Política Social e Seus Desdobramentos Enquanto Resposta às Expressões da Questão Social A escravidão marcava profundamente um passado recente, momento no qual o capital necessitava encontrar, no mercado, força de trabalho como mercadoria, ou seja, A condição histórica para o surgimento do capital e o pressuposto essencial para a transformação do dinheiro em capital é a existência no mercado da força de trabalho como mercadoria. (IAMAMOTO; CARVALHO, 2008, p. 39). É no início do século passado que acontece a aglutinação de empresas nos grandes centros, e da [...] extrema voracidade do capital por trabalho excedente. (IAMAMOTO; CARVALHO, 2008, p. 128), já que os trabalhadores são minoria neste momento e composta de imigrantes. A classe trabalhadora, por sua vez, como alvo de mão de obra para o capitalismo, via no mercado a chance para sua sobrevivência, que [...] seria então a venda da força de trabalho para ter acesso aos bens por intermédio do mercado. Portanto, se o cidadão tem trabalho, sobrevive; se não morre. (SPOSATI, 1997, p.18). Ocorre, nesse momento, uma troca, a classe trabalhadora vende sua força de trabalho para o modo de produção capitalista e o capitalismo lucra sobre o trabalho excedente não pago ao trabalhador. Iamamoto e Carvalho (2008) afirmam que o proletariado, naquele período, vivia em condições angustiantes, amontoados em bairros insalubres, com falta de água, sem esgoto, sem luz, com mínimas condições de higiene e segurança, e os acidentes eram muito frequentes. O salário era insuficiente para a subsistência de uma família média e, em virtude disso, em 1920 mulheres e crianças começam a trabalhar, [...] sujeitas à mesma jornada e ritmo de trabalho, inclusive noturno, com salários bastante inferiores. O operário contará para sobreviver apenas com a venda diária da força de trabalho, sua e de sua mulher e filhos. Não terá direito à férias, descanso semanal remunerado, licença para tratamento de saúde ou qualquer espécie de seguro regulado por lei. [...] Não possuirá também garantia empregatícia ou contrato coletivo, pois as relações no mercado de trabalho permanecem estritamente no campo privado, constituindo contrato particular entre patrão e empregado, regido pelo Código Civil. (IAMAMOTO; CARVALHO, 2008, p ). Portanto, a exploração dessa força de trabalho torna-se abusiva, afetando, até mesmo, a capacidade vital do trabalhador. (IAMAMOTO; CARVALHO, 2008). Nesse sentido, tais

14 13 condições da classe trabalhadora foi o que deu base para as reivindicações e lutas dos trabalhadores, exigindo ações que se denominaram enquanto política social. As políticas sociais estão relacionadas, conforme afirma Pierson (1991), aos movimentos de ascensão do capitalismo; com as lutas de classes; com o desenvolvimento da intervenção do Estado; e com a Revolução Industrial (PIERSON, 1991, apud BEHRING; BOSCHETTI, 2008). Portanto, compreende-se, desta forma, que não existe uma data exata para a gênese da política, mas que as primeiras iniciativas aconteceram num processo histórico, especificamente num momento de luta, poder e crise. A expansão e multiplicação das políticas sociais ocorre ao final de um longo período depressivo 1, que se refere a história do capitalismo, que se manifesta [...]intercalado entre aceleração e desaceleração [dos lucros] (BEHRING, 1998b, p. 164). Diante dessa configuração, torna-se necessária a organização da classe trabalhadora para a luta de seus interesses 2, contra o trabalho excessivo e mutilador causado pelas fábricas. Surge, nesse cenário, a Associação de Socorro Mútuo e Caixas Beneficentes, Ligas Operárias marcadas [...] pela precariedade de sua existência e alcance, darão origem às Sociedades de Resistência e Sindicatos [...] No desenvolver das lutas operárias, surgirão [...] Congressos Operários, Confederações Operárias, englobando diversos ofícios e cidades, e uma imprensa operária. (IAMAMOTO; CARVALHO, 2008, p. 130). Estas buscam a superação da exploração e a necessidade de efetivação de direitos. Porém, [...] a resposta principal e mais evidente do Estado na Primeira República 3, diante da sua capacidade de propor e implementar políticas sociais eficazes, será a repressão policial. (IAMAMOTO; CARVALHO, 2008, p. 132), que, durante algum tempo, abafou as crises causadas entre os trabalhadores e os capitalistas. A intensificação da pauperização 4 e da exploração da força de trabalho, em que vivia grande parte da população, proporcionou condições políticas de rearticulação da sociedade 1 O período depressivo aconteceu durante os anos de 1914 e (Mais detalhes podem ser encontrados no livro: BEHRING, Elaine Rosseti. Política Social no capitalismo tardio. Conclusão. 1998, p. 164) 2 A luta reivindicatória estará centrada na defesa do poder aquisitivo dos salários [...] na duração da jornada normal de trabalho, na proibição do trabalho infantil e regulamentação do trabalho de mulheres e menores, no direito à férias, seguro contra acidente e doença, contrato coletivo de trabalho e reconhecimento de suas entidades, que aparecerão com maior ou menor ênfase de acordo com a conjuntura e características dos movimentos e de suas lideranças. (IAMAMOTO; CARVALHO, 2008, p. 131). 3 A Primeira República, também conhecida como República Velha, constitui a primeira fase da organização republicana nacional e vai desde a Proclamação da República em 1889 até a chamada Revolução de (PINTO, 2012, s.p.). 4 O pauperismo é asilo dos inválidos do exército trabalhador ativo e peso morto do exército industrial de reserva. Sua existência leva implícita a existência de uma super população relativa, sua necessidade à necessidade desta e com ela constitui uma das condições de vida da produção capitalista e da produção de riqueza. (IAMAMOTO; CARVALHO, 2008, p. 61. Nota nº 57)

15 14 civil, fazendo com que o Estado e a classe burguesa pensassem em novas alternativas políticas para o tratamento dos interesses da classe trabalhadora. O Estado respondia aos conflitos e pressões ofertando serviços e benefícios e não mais a repressão. Porém, essa atitude era compreendida como privilégio e não como direito. Existia ainda distinção daqueles que mereciam ou não tais benefícios, [...] distinção entre pobres merecedores (aqueles comprovadamente incapazes de trabalhar e alguns adultos capazes considerados pela moral da época como pobres merecedores, em geral nobres empobrecidos) e pobres não merecedores (todos que possuíam capacidade, ainda que mínima, para desenvolver qualquer tipo de atividade laborativa). Aos primeiros, merecedores de auxílio, era assegurado algum tipo de assistência, minimalista e restritiva, sustentada em um pretenso dever moral e cristão de ajuda, ou seja, não se sustentavam na perspectiva do direito. (BEHRING; BOSCHETTI 2008, p. 49). Verificou-se, no entanto, que os direitos, até então conquistados, deveriam ser apenas para aqueles que mereciam tal ajuda ou benesse, enquanto que grande parte dos que necessitavam de algum tipo de assistência era excluída desse merecimento. Como resposta às questões levantadas e reivindicadas pela classe trabalhadora, e diante do contexto de exploração que a sociedade se encontrava, o Estado passa a oferecer serviços e benefícios, traduzidos enquanto política social. Vieira (1992) entende a Política Social [...] como estratégia governamental de intervenção nas relações sociais. (VIEIRA, 1992, p.19). Na mesma linha de pensamento, Montaño (2007) acrescenta que, [...] a incorporação dos sujeitos [as políticas] é um resultado de uma espécie de acordo [...]: o Estado concede esses benefícios à população carenciada em troca de que esta última aceite a legitimidade do primeiro. (MONTAÑO, 2007, p.02). Montaño reforça que as políticas sociais, [...] desenvolvem ainda uma importante função política: confirmando a desresponsabilização do capitalista na reprodução da força de trabalho que contrata, as políticas sociais permitem a redução salarial, na medida em que o trabalhador não tem como único recurso para satisfazer suas necessidades vitais o salário que recebe por seu trabalho, mas agora conta também como serviços sociais e assistenciais que o Estado oferece. Nesse processo, o que seria de responsabilidade única do capitalista na reprodução da força de trabalho é transferida para o Estado e socializada por este, na medida em que obtém os recursos para as políticas sociais e através dos impostos que recai entre a população. (MONTAÑO, 2007, p. 02)

16 15 Os capitalistas oferecem à classe operária o trabalho alienado e explorador, e responsabiliza o Estado, no atendimento a essa demanda de explorados. O Estado, por sua vez, de maneira estratégica, cobra impostos que serão repassados aos trabalhadores em forma de serviços e benefícios, ou seja, é a própria população que paga pelos serviços ofertados a eles, explorados pelo capital. Iamamoto e Carvalho (2008) concordam e contribuem com a citação de Montaño acima, afirmando que, Parte da riqueza socialmente gerada é canalizada para o Estado, principalmente pela forma de impostos e taxas pagos por toda a população. Assim, parte do valor criado pela classe trabalhadora e apropriado pelo Estado e pelas classes dominantes é redistribuída à população sobre a forma de serviços, entre os quais os serviços assistenciais, previdenciários ou sociais, no sentido amplo. [...] Reafirmando: tais serviços, públicos ou privados, nada mais são do que a devolução à classe trabalhadora de parcela mínima do produto por ela criado mas não apropriado, sob uma nova roupagem: a de serviços ou benefícios sociais. Porém, ao assumirem esta forma, aparecem como sendo doados ou fornecidos ao trabalhador pelo poder político diretamente ou pelo capital, como expressão da face humanitária do Estado ou da empresa privada. (IAMAMOTO; CARVALHO, 2008, p , grifo do autor) A história sobre os determinantes e o surgimento da política social, proposta de estudo, como parte do primeiro capítulo desta pesquisa, é longa e marcada por conflitos entre o capital e os trabalhadores que, desde o início do séc. XX, objetivam garantir seus direitos. No entanto, uma das formas de garantir os direitos no Brasil tem sido a construção da Constituição Cidadã de A Garantia da Assistência Social com a Constituição Federal de 1988 Demarcado por um passado de conflitos e responsabilizações, explicitado por meio da história, o Estado tem como dever garantir [...] certos patamares mínimos de vida da população. (SIMÕES, 2008, p.100). Desta maneira, o Estado regula tais garantias, para que aconteça a efetivação dos direitos exigidos pela sociedade (SPOSATI, 1997). Entre as conquistas que ocorreram no processo histórico da sociedade, a Constituição Federal de marcou um novo período de garantias à população, por ser a primeira Constituição Cidadã que contou com a participação da sociedade brasileira na sua elaboração. Deste modo, garantiu-se a sociedade: direito à saúde, assistência social e previdência social, formando o tripé da Seguridade Social, compreendido enquanto um: 5 A Constituição Federal de 1988, foi o marco na afirmação, garantia e instituição de direitos no Brasil.

17 16 [...] conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade, destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência e a à assistência social. Parágrafo único. Compete ao Poder Público, nos termos da lei organizar a seguridade social, com base nos seguintes objetivos: I- universalidade da cobertura e do atendimento; II- uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços às populações urbanas e rurais; IIIseletividade e distributividade na prestação dos benefícios e serviços; IVirredutibilidade do valor dos benefícios; V- equidade na forma de participação no custeio; VI- diversidade da base de financiamento; VII; caráter democrático e descentralizado da administração, mediante gestão quadripartite, com participação dos trabalhadores, dos empregadores, dos aposentados e do Governo nos órgãos colegiados. (BRASIL, 2006a, p.83) Trata-se, nesta pesquisa, somente da assistência social, por ser este o objeto de estudo, como parte constitutiva do tripé da seguridade social e afirmada como direito ao cidadão pela Constituição. Entende-se que o Estado é responsabilizado e tem o dever de prestar a assistência ao cidadão, conforme explicitado no art. 203 da Constituição Federal de 1988: A assistência social será prestada a quem dela necessitar, independente de contribuição à seguridade social, e tem por objetivos: I- proteção à família, à maternidade, à infância, à adolescência e à velhice; II- o amparo às crianças e adolescentes carentes; III- a promoção da integração ao mercado de trabalho; VI- a habilitação e reabilitação das pessoas portadoras de deficiência e a promoção de sua integração à vida comunitária; V- a garantia de um salário mínimo de benefício mensal à pessoa portadora de deficiência e ao idoso que comprovem não possuir meios de prover à própria manutenção ou de tê-la provida por sua família, conforme dispuser a lei. (BRASIL, 2006a, p ). Complementa-se ainda, no art. 204, que o orçamento, para executar as ações governamentais da assistência social, será composto de recursos advindos da seguridade social, além de outras fontes previstas no art , desta mesma Constituição, e organizado com base nas seguintes diretrizes: I- descentralização político-administrativa, cabendo a coordenação e as normas gerais à esfera federal e a coordenação e a execução dos respectivos programas às esferas estadual e municipal, bem como a entidades beneficentes e de assistência social; II- participação da população, por meio 6 Constituição Federal de 1988, Art A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do distrito federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: I- do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei, incidentes sobre: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20, de 1988); b) a receita ou o faturamento; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998). (BRASIL, 2006a. p. 83).

18 17 de organizações representativas na formulação das políticas e no controle das ações em todos os níveis. (BRASIL, 2006a, p. 90) A efetivação dos direitos reivindicados, desde o início do século XX, agora consolidados pela Constituição Federal de 1988, trouxe em seu pano de fundo uma classe que, por mais explorada que estava, conseguiu avançar sobre repressão e assegurar seus direitos por meio da referida Constituição Federal. 1.3 Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS) Em 1993, após a regulamentação da Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS 7 ), a assistência social inicia seu trânsito para um campo novo: o campo dos direitos, da universalização dos acessos e da responsabilidade estatal. (BRASIL, 2006a, p. 585). A LOAS vem regulamentar os artigos e da Constituição de 1988, que tratam da transparência e da universalização dos acessos aos programas, serviços e benefícios socioassistenciais, promovidos por um modelo de gestão descentralizada e participativa. Essa conquista é resultado da mobilização de segmentos sociais que se organizaram com o objetivo de fortalecer a concepção de assistência social como função governamental e política pública (RAICHELIS, 1998, p. 121). Além disso, é um instrumento que busca a afirmação e concretização da assistência social enquanto política, e objetiva consolidar e cobrar a responsabilidade do Estado brasileiro no enfrentamento da pobreza e da desigualdade, com a participação da sociedade civil organizada. A LOAS dispõe sobre a organização da assistência social e dá outras providências em seu capítulo IV seção III, que trata sobre os serviços que são pertinentes à assistência. O art. 23 afirma que são serviços assistenciais aquelas atividades continuadas que visam a melhoria de vida da população e cujas ações estejam voltadas às necessidades básicas, de acordo com 7 Lei Orgânica da Assistência Social nº 8.742/93 8 Constituição Federal de 1988, Art A assistência social será prestada a quem dela necessitar, independentemente da contribuição à seguridade social, e tem por objetivos: I- a proteção à família, à maternidade, à infância, à adolescência e a velhice; II- o amparo ás crianças e adolescentes carentes; III- a promoção da integração ao mercado de trabalho; IV- a habilitação e reabilitação das pessoas portadoras de deficiência e a promoção de sua integração à vida comunitária; V- a garantia do salário mínimo de benefício mensal à pessoa portadora de deficiência e ao idoso que comprove não possuir meios de prover à própria manutenção ou de tê-la provida por sua família, conforme dispuser a lei. (BRASIL, 2006, p. 57). 9 Constituição Federal de 1988, Art As ações governamentais na área de assistência social serão realizadas com recurso do orçamento da seguridade social, previsto no Art. 195, além de outras fontes, e organizadas com base nas seguintes diretrizes: (EC nº 42/2003) I-descentralização político-admistrativa, cabendo a coordenação e as normas gerais à esfera federal e a coordenação e a execução dos respectivos programas às esferas estadual e municipal, bem como a entidades beneficentes e de assistência social; II-participação da população, por meio de organizações representativas, na formulação das políticas e no controle das ações em todos os níveis. (BRASIL, 2006, p ).

19 18 os princípios e diretrizes disponíveis nesta Lei (BRASIL, 2006a). Entretanto, quanto aos princípios da LOAS, tem-se no Art. 4 que: [...] A assistência social rege-se pelos seguintes princípios: I- supremacia do atendimento às necessidades sociais sobre as exigências de rentabilidade econômica; II- universalização dos direitos sociais, a fim de tornar o destinatário da ação assistencial alcançável pelas demais políticas públicas; III- respeito à dignidade do cidadão, à sua autonomia e ao seu direito a benefícios e serviços de qualidade, bem como à convivência familiar e comunitária, vedando-se qualquer comprovação vexatória de necessidade; [...]. (BRASIL, 2006a, p ). Quanto às diretrizes, tem-se no art. 5, [...] I descentralização político- administrativa para os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, e comando único das ações em cada esfera de governo; [...]. (BRASIL, 2006a, p. 211). No que corresponde aos Programas de Assistência Social, a LOAS, na seção IV, art. 24, compreende que os programas de assistência social são [...] ações integradas e complementares com objetivos, tempo e área de abrangência definidos para qualificar, incentivar e melhorar os benefícios e os serviços assistenciais. (BRASIL, 2006a, p. 218). 1.4 Política Nacional de Assistência Social (PNAS) Com a proposta do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), do governo Luiz Inácio Lula da Silva - considerando a realização de reuniões descentralizadas e ampliadas do conselho para discussão e construção coletiva do texto final da Política Nacional da Assistência Social (PNAS), e considerando, ainda, o art. 18 da LOAS, que dispõe sobre a competência do Conselho Nacional de Assistência Social, nos incisos: I- aprovar a Política Nacional de Assistência Social; II- normatizar as ações e regular a prestação de serviços de natureza pública e privada no campo da assistência social; e IV- conceder atestado de registro e certificado de entidade beneficente de assistência social, na forma do regulamento a ser fixado, observando o disposto no art. 9º 10 desta mesma Lei - é aprovada a PNAS pelo Conselho Nacional da Assistência de Assistência Social (CNAS). (BRASIL, 2006). 10 Art. 9º. O funcionamento das entidades e organizações de assistência social depende de prévia inscrição no respectivo Conselho Municipal de Assistência Social, ou no Conselho de Assistência Social do Distrito Federal, conforme o caso. (BRASIL, 2006a, p. 211)

20 19 A PNAS foi criada para melhor efetivar as ações voltadas à Assistência Social. Busca, por sua vez, [...] incorporar as demandas presentes na sociedade brasileira no que tange à responsabilidade política, objetivando tornar claras suas diretrizes na efetivação da assistência social como direito de cidadania e responsabilidade do Estado. (BRASIL, 2004, p. 5). Enquanto uma política pública, a PNAS possui, [...] ação coletiva que tem por função concretizar direitos sociais demandados pela sociedade e previsto nas leis. (PEREIRA; BRAVO, 2002, p. 223, grifo do autor). A Política de Assistência Social é realizada de forma integrada com as políticas setoriais, buscando sempre o enfrentamento das desigualdades sociais, universalização de direitos sociais e garantia dos mínimos sociais. Partindo dos objetivos - : prover serviços, programas, projetos e benefícios de proteção social básica e, ou, especial para famílias, indivíduos e grupos que deles necessitarem; contribuir com a inclusão e a equidade dos usuários e grupos específicos, ampliando o acesso aos bens e serviços socioassistenciais básicos e especiais, em áreas urbana e rural; e assegurar que as ações no âmbito da assistência social tenham centralidade na família e que garantam a convivência familiar e comunitária (BRASIL, 2006a, p. 585) - é que são criados serviços e ações socioassistenciais e, em especifico, o Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família e Projetos como o Cidadania e Segurança Alimentar Continuado, que atendem parte da demanda da assistência social no município de Toledo-PR 11. Para gestar a PNAS, foi criado, também, em 2004, o Sistema Único de Assistência Social (SUAS), sistema público não contributivo, descentralizado e participativo, que tem como finalidade [...] gestão do conteúdo específico da assistência social no campo da proteção social brasileira (SILVEIRA, 2007, p.61). O Sistema Único de Assistência Social na compreensão de Yazbek (2009) [...] é constituído pelo conjunto de serviços, programas, projetos e benefícios no âmbito da assistência social. É um modo de gestão compartilhada que divide responsabilidades para instalar, regular, manter e expandir ações de assistência social. (YAZBEK, 2009, s.p.). A autora frisa, ainda, que os principais atores responsáveis pela implementação do SUAS são os assistentes sociais e que, diante desta grande responsabilidade, enfrentam [...] inúmeros desafios entre os quais destacamos a reafirmação da Assistência Social como política de Seguridade Social (YAZBEK, 2009, s.p.). A construção histórica que envolve a política social traz em seu bojo travadas lutas, conquistas, e continua busca por avanços. Entretanto, a sociedade está em constante processo de modificação, devido as expressões da questão social; ao modo de produção capitalista que 11 Salienta-se que essa temática será aprofundada no capítulo 3 do presente estudo.

21 20 se adapta; e as estratégias diferenciadas que este usa de acordo com cada situação, buscando a alienação e a exploração da classe trabalhadora, em busca de sua própria hegemonia. Diante das diversas situações, decorrentes do modo de produção em que a família está inserida, é no seio familiar que o indivíduo buscara o seu refúgio. É sobre essa categoria a família - que trataremos no próximo capítulo.

22 21 2 A FAMÍLIA NO CONTEXTO DA SOCIEDADE CAPITALISTA 2.1 A Família e Suas Diferentes Configurações A estrutura familiar considerada ideal, historicamente, era a família nuclear 12 que acompanhada com o pátrio poder, contemplavam os retratos da Idade Média, como narra Ariès (1981): O pai está sentado com uma criancinha sobre os joelhos. Sua mulher está de pé à sua direita. Um dos filhos está à sua esquerda, e o outro dobra os joelho para receber algo que o pai lhe dá. (ARIÈS, 1981, p.200). Esta análise iconográfica 13 do autor mostra que o pai está no centro do retrato, simbolizando a centralidade, o poder dentro da família, a mãe se encontra em pé e ao lado do marido, como sua auxiliadora e seus filhos são submissos ao pai. Entendia-se que as famílias perfeitas ou ideais eram aquelas formadas por pai, mãe e filhos. Romanelli (2000) afirma que a família [...] funda-se nos laços de parentesco criados por relações de aliança estabelecidas pelo casamento -ou mesmo por uniões consensuais- e por vínculos de descendência e de consanguinidade. (2000, p.74). Atualmente, tais relação são chamadas de famílias nucleares. Diante das diferentes configurações de famílias, ainda hoje a família nuclear é vista como exemplo, sendo este modelo o primeiro tipo de organização familiar. Segundo Carvalho (2000) a família nuclear, enquanto modelo, é uma ideologia, como se fosse detentora de poder e deveria ser copiada. A autora complementa que a sociedade coloca que seus membros serão melhor aceitos na comunidade se fizerem parte de uma família nuclear, porém, essa expectativa é uma possibilidade e não garantia. Nesta pesquisa citaremos apenas os arranjos familiares mais comuns, até então. Situando historicamente a família, tem-se que, no final da década de 1920 com a crise econômica mundial, a família [...] vem sendo redescoberta como um importante agente privado de proteção social. Em vista disso, quase todas as agendas governamentais preveem, de uma forma ou de outra, medidas de apoio familiar (PEREIRA, 2004, p. 26). Após a referida redescoberta, a família [...] também se tornou importante objeto de interesse acadêmico-científico, especialmente pelo ângulo da sua relação com o Estado em ação, isto é, com o Estado promotor de políticas públicas. (PEREIRA, 2004, p. 27). Entende-se, também, 12 Família nuclear, constituída por pai, mãe e filhos. Modelo de família considerado ideal ainda transmitido e predominante nessa cultura. (SILVA,2011). 13 A iconografia é uma forma de linguagem que agrega imagens na representação de determinado tema. (INFOESCOLA, 2013a).

23 22 que com a redescoberta, os estudos que envolvam políticas públicas trazem em sua discussão, na maioria das vezes, a família ou o indivíduo que faz parte de uma família. Com o passar do tempo, diante e as transformações da sociedade, as famílias também sofreram significativas alterações. Surgiram novos arranjos familiares, nos quais as mulheres conquistaram autonomia financeira e não se subordinaram mais a seus maridos. A família brasileira vem passando por transformações ao longo do tempo. Uma delas [é que, desde a década de 90] até 2002 houve um crescimento de 30% 14 da participação da mulher como pessoa de referência da família. (BRASIL, 2006a, p. 573). Este fator ocorre após um processo histórico 15 demarcado pelo [...] capital [que] tende a absorver parcelas da classe trabalhadora até então integradas na produção: jovens e mulheres especialmente [...]. As mulheres tornam-se trabalhadoras produtivas. (IAMAMOTO; CARVALHO, 2008, p. 61; 66). E, a partir da inserção da mulher como trabalhadora no modo de produção capitalista, podendo tornar-se independente do marido, surgem novas organizações familiares como as famílias monoparentais 16, constituídas por um dos genitores e filho(s). Quando esse fato ocorre, a mãe, que além de seu trabalho para com os cuidados da casa e dos filhos, se encontra diante de uma dupla jornada de trabalho, em busca de renda fora do seu ambiente familiar, trabalhando com carteira assinada ou informalmente para prover do sustento da casa e dos filhos. Com isso, sua condição posta de auxiliadora passa para a responsável familiar, tornando-a, até mesmo, a única responsável pela busca da renda familiar. Entende-se que, diante das transformações da sociedade, as famílias monoparentais também podem ser constituídas por pai e filho(s). Existem ainda, as famílias reconstituídas, que é o caso em que o homem e/ou a mulher já possue(m) filhos com pessoas diferentes, e resolvem se unir e juntar suas famílias, reconstituindo-as. Além dessa, existem aquelas que parentes, como avós, tios(as), permanecem com a responsabilidade sobre a criança/adolescente. Portanto, qualquer que seja o tipo de organização familiar da qual o indivíduo faça parte é nesta que os sujeitos nascem, crescem e partem para o convívio social. Porém, a melhor aceitação da sociedade ainda é a família nuclear, como se fosse o modelo melhor 14 Esta tendência de crescimento ocorreu de forma diferente entre as regiões do pais e foi mais acentuada nas regiões metropolitanas. (BRASIL, 2006a, p.573) 15 [...] por processo social não entendemos o sentido intersubjetivo das relações sociais, mas sim que as relações sociais são mediatizadas por condições históricas e que os processos têm duas dimensões: a da consciência subjetiva da situação e a do sentido e direção objetiva que assume. Então entre estes sujeitos há uma realidade objetiva e construída, cujos significados podem ser compreendidos de diferentes modos. (MARTINS apud IAMAMOTO; CARVALHO, 2008, p ) 16 A família monoparental é aquela em que a [...] pessoa considerada (homem ou mulher) encontra-se sem cônjuge, ou companheiro, e vive com uma ou várias crianças. (LEITE, 2003 apud SANTOS; SANTOS, , p. 8)

24 23 aceitável e a ser seguido. Em tempos modernos, independente da organização familiar que o indivíduo faça parte, a centralidade na família é essencial. Algumas leis reconhecem essa centralidade, como é o caso da Constituição Federal de 1988 no art. 226, parágrafo 4, o Estatuto da Criança e do Adolescente 17, no art. 25. Além das leis citadas, outras leis reconhecem a família como base da sociedade e como sujeito de direitos, como é o caso da Lei Orgânica da Assistência Social 18 e o Estatuto do Idoso 19. O reconhecimento da família como referência, no âmbito da política nacional de assistência social [...] fundamenta-se na ideia de que esta é o espaço primeiro de proteção e socialização dos indivíduos e que, para que cumpra com tais funções, precisa ser protegida (YAZBEK, 2008, p. 111). Pereira (2004), ao debater as diferentes configurações de família, aponta, também, o caráter contraditório de tais configurações ao descrever que, [...] o núcleo familiar não é uma ilha de virtudes e de consensos num mar conturbado de permanentes tensões e dissensões. Afinal, a família, como toda e qualquer instituição social, deve ser encarada como uma unidade simultaneamente forte e fraca. Forte, porque ela é de fato um lócus privilegiado de solidariedades, no qual os indivíduos podem encontrar refúgio contra o desamparo e a insegurança da existência. Forte, ainda, porque é nela que se dá, de regra, a reprodução humana, a socialização das crianças e a transmissão de ensinamentos que perduram pela vida inteira das pessoas. Mas ela também é frágil, pelo fato de não estar livre de despotismos, violências, confinamentos, desencontros e rupturas. Tais rupturas, por sua vez, podem gerar inseguranças, mas também podem abrir portas para a emancipação e bem-estar de indivíduos historicamente oprimidos no seio da família, como mulheres, crianças, jovens, idosos. (PEREIRA, 2004, p ) Independente desse contexto, que distingue a família como forte e fraca, ao mesmo tempo, é a partir da família que o indivíduo inicia sua vida social, começa a conviver em sociedade e, geralmente, será na família que buscará refúgio quando o Estado falhar, [é na família] que o indivíduo [...] se protege durante os períodos de enfraquecimento do Estado. Mas assim que as instituições políticas lhe oferecem garantias suficientes, ele se esquiva da opressão da família e os laços se afrouxam. (DUBY apud ARIÈS, 1981, p. 213) Deste modo, entende-se que tanto a família quanto o Estado estabelecem condições de bem-estar. No entanto, quando o Estado falhar, o indivíduo volta para o seio familiar e no momento em que se sente oprimido, ou cobrado demais pela família, retira-se de casa em 17 Lei nº de 13/07/ Lei nº de 07/09/ Lei nº de 04/01/1994

25 24 busca de sua independência novamente. Na compreensão de Yazbek (2008), o real objetivo de se ter a família como referência é o de [...] prevenir o risco social e/ ou pessoal, visando o fortalecimento dos vínculos familiares, comunitários e societários, e promovendo a inclusão das famílias e dos cidadãos nas políticas públicas, na vida em comunidade e em sociedade. (YAZBEK, 2008, p. 112). 2.2 A Família no Contexto de Exploração do Modo de Produção Capitalista Considerando o contexto histórico explicitado, sobre a exploração do capital sob os trabalhadores no aspecto da política social, retratado no capítulo 1, objetiva-se entender, na sequência, o rebatimento no cotidiano familiar. Para isso, utilizar-se-á as argumentações de Iamamoto e Carvalho (2008), que afirmam que A exploração se expressa tanto nas condições de saúde, de habitação, como na degradação moral e intelectual do trabalhador; o tempo livre do trabalhador é cada vez menor, sendo absorvido pelo capital nas horas extras do trabalho, no trabalho noturno que desorganiza a vida familiar. (2008, p. 66) Os trabalhadores tornam-se vulneráveis à doenças físicas causadas pela degradação de sua força de trabalho, e a degradação moral e intelectual, citada por Iamamoto e Carvalho (2008), podem estar diretamente ligadas a longa permanência em locais de trabalho fechados e falta de tempo para o lazer. Essas são apenas algumas das dificuldades vivenciadas pelas famílias que se encontram em situação de vulnerabilidade. A exploração favorece o avanço da industrialização, e juntamente com a expansão das máquinas e equipamentos, crescem também [...] os acidentes de trabalho, as vítimas da indústria. O processo de industrialização, ao atingir todo o cotidiano do operário, transforma-o num cotidiano de sofrimento. (IAMAMOTO; CARVALHO, 2008, p. 66). Dessa forma, feridos e cansados da exploração do capital, os trabalhadores buscam por melhorias nas suas condições de existência, partindo para a luta de classes 20. Partem para o confronto com o capital, [...] na busca de reduzir o processo de exploração, com vitorias parciais mas 20 A reprodução ampliada do capital supõe a recriação ampliada da classe trabalhadora e do poder da classe capitalista e, portanto, uma reprodução ampliada da pobreza e da riqueza e do antagonismo de interesses que permeia tais relações de classes, o qual se expressa na luta de classes. (IAMAMOTO; CARVALHO, 2008, p. 66, grifo do autor)

26 25 significativas da classe trabalhadora, como a jornada de 8 horas de trabalho, a legislação trabalhista, o sindicalismo livre, etc. A classe capitalista, zelosa de seus interesses, cuida para que as conquistas da classe trabalhadora não afetem visceralmente a continuidade da vida do capital. (IAMAMOTO; CARVALHO, 2008, p. 66) O capital age estrategicamente, diante do contexto de reivindicações da classe trabalhadora, atendendo a esta demanda, com a oferta de serviços e benefícios, com o intuito de diminuir os conflitos que estavam afetando a ordem do capital. Entretanto, por mais que o capital favoreça a classe trabalhadora, mistificando os serviços e benefícios como benesses, em prol de sua hegemonia, continua sendo alienador 21 e exploratório, até mesmo o próprio salário do trabalhador é pago somente após a conclusão de sua força de trabalho, em trabalho como mercadoria, ou melhor, nas palavras de Iamamoto e Carvalho, [...] a classe trabalhadora é paga com o produto de seu próprio trabalho. (CARVALHO, 2008, p. 50, grifo do autor). O trabalhador utiliza-se de seu salário para aquisição de seus meios de vida e de sua família 22. O modo de produção capitalista age com estratégia de alienar o trabalhador com a falsa impressão de que não está sendo explorado, não percebendo que, além do salário, é ele mesmo que financia os benefícios e serviços oferecidos, para atender suas vulnerabilidades socioeconômicas causadas pelo trabalho explorado. (IAMAMOTO; CARVALHO, 2008). Dessa forma, compreende-se que as vulnerabilidades têm como questão fundante o modo de produção capitalista. A vulnerabilidade expressada é retratada pela pobreza que é entendida enquanto [...] ausência de um padrão de vida básico, o que significa dizer que ter o básico não é superar a condição de ser pobre. (SPOSATI, 1997b, p. 22). Nessas condições, entende-se pobreza como uma, [...] medida relativa, pois considera os índices registrados em determinada realidade em relação a outros registros com melhores resultados, na mesma ou em outra realidade. (SPOSATI, 1997, p. 22). Em relação ao padrão de vida, há compreensão de que, [...] é um modelo ou uma referência que permite estabelecer o que se considera básico [...] O padrão de vida é uma referência a alcançar, enquanto a pobreza é um fenômeno. (SPOSATI, 1997, p. 22). 21 Consideramos o ato de alienação da atividade pratica humana em dois aspectos: 1) A relação entre o trabalhador e o produto do trabalho, como objeto alheio e dotado de poder sobre ele [...]; 2) a relação entre o trabalho e o ato de produção, dentro do trabalho [...] como uma atividade alheia e que não lhe pertence [...] atividade que se volta contra ele mesmo, independente dele, que não lhe pertence. (MARX apud IAMAMOTO; CARVALHO, 2008, p. 55, nota de rodapé 46). 22 Mais informações concernentes ao tema disponível em: IAMAMOTO, Marilda Villela; CARVALHO, Raul de. Relações Sociais e Serviço Social no Brasil: esboço de uma interpretação histórico-metodológica. parte I. 23. ed. São Paulo, Cortez: CELATS, 2008.

27 26 Tendo por referência essas concepções, acrescenta-se que a pobreza não é [...] apenas uma categoria econômica, não se expressa apenas pela carência de bens materiais. Pobreza é também uma categoria política que se traduz pela carência de direitos, de possibilidades, de esperança (MARTINS apud YAZBEK, 2007, p. 23). Um estudo denominado pelo Organização Internacional do Trabalho (OIT) como A Seguridade Social na perspectiva do ano 2000, analisou as formas de seguridade que existem no mundo, e estabeleceu que [...] o grande objeto da seguridade é oferecer uma renda mínima, não em dinheiro, e sim num conjunto de benefícios sociais que envolvem moradia, alimentação, prestação de serviços em saúde e educação. (SPOSATI, 1997, p. 28). Entretanto, esses benefícios, sobre o foco da seguridade devem assegurar a cobertura de riscos que tornam-se maiores para as pessoas mais vulneráveis. Portanto, a CF/88 admite a seletividade e distributividade na prestação de benefícios e serviços. (SPOSATI, 1997, p. 28, grifo do autor). No caso, a seletividade é uma forma de discriminação positiva, porquanto direcionada a reduzir as desigualdades diante dos mínimos sociais. Esta compreensão não significa dar um caráter compensatório à seletividade, mas fortalecer o princípio da equidade, que presume a igualdade com a incorporação das diferenças. Isto supõe uma redução da proteção aos setores que são privilegiados e sua ampliação aos mais desiguais ou excluídos. (SPOSATI, 1997, p. 28). Levando em consideração as famílias carentes, percebe-se que é nesse contexto de família, de comunidade ou sociedade que carecem de uma observação mais atenta, já que é nessa conjuntura que o indivíduo cria vínculos e suas condições de vida se estabelecem. Nessa conjuntura, compartilha-se da ideia de que família é um [...] grupo social cujos movimentos de organização-desorganização-reorganização mantêm estreita relação com o contexto sóciocultural. (CARVALHO, 2000, p. 14). Assim, afirma-se que, para compreender o indivíduo, é necessário entender o contexto em que ele vive. Ao considerarmos as mudanças ocorridas na sociedade contemporânea, Yazbek (2008) frisa que, além das alterações dos processos econômicos, culturais e políticos, alterou-se, também, a organização das famílias, para muitas destas, as transformações na sociedade colocaram-nas em situação de vulnerabilidade e em processos de exclusão social (2008, p.111), pois entende-se que as condições de vida dependem mais das situações que caracterizam as famílias, a comunidade e a sociedade em que encontram-se inseridos, do que a situação específica do indivíduo.

28 27 Considerando as vulnerabilidades e fragilidades, que atingem os membros de grande parte das famílias mais carentes, é que a Política de Assistência Social propõe ações e articula-se às demais políticas para responder as vulnerabilidades, oferecendo a esta demanda serviços e benefícios. Nesse sentido, Carloto (2006) apresenta algumas ações como, [...] a entrega direta de bens ou atividade de capacitação [...] Exemplos de programas são os de provisão direta de alimentos, de combate à desnutrição, de planejamento familiar, de erradicação do trabalho infantil [...]. (CARLOTO, 2006, p.145). Dessa maneira, pretende-se atender a demanda de usuários da Assistência Social por meio de serviços como o Programa de Atendimento Integral à Família (PAIF), promovendo condições para que estes possam superar ou atenuar as condições de vida em que se encontram.

29 28 3 SERVIÇO DE PROTEÇÃO E ATENDIMENTO INTEGRAL AS FAMÍLIAS (PAIF), ENQUANTO PROTEÇÃO SOCIAL BÁSICA JUNTO ÀS FAMÍLIAS 3.1- O Direito a Proteção Social e o Processo de Implantação do Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF) A nova concepção de assistência social, adotada a partir da Constituição Federal de 1988, é do direito à proteção social, direito à seguridade social, porém, tem-se o duplo efeito de suprir sob dado padrão pré-definido um recebimento e o de desenvolver capacidades para maior autonomia, e é aliada, ainda, ao desenvolvimento humano e social e não tuteladora ou assistencialista. (BRASIL,2006a). Para a construção da política pública de assistência social, é necessário levar em conta três vertentes de proteção social: [...] as pessoas, as circunstâncias, e dentre elas seu núcleo de apoio primeiro, isto é, a família. (BRASIL, 2006a, p. 569). A proteção social aproxima-se ao cotidiano da vida das pessoas, pois é nesse ambiente que os riscos e vulnerabilidades se constituem (BRASIL, 2006a). As políticas de proteção garantem a cobertura de vulnerabilidades a redução de riscos sociais e defendem um padrão básico de vida. É preciso entender que proteção social não é assistencialismo ou assistencialização, no sentido pejorativo de tutela. É, em contraponto a uma concepção liberal, adotar o princípio de que a sociedade tem que investir coletivamente na qualidade dos seus cidadãos ou no padrão de socialização da vida em comum, e que o risco é social e não individual. (SPOSATI, 1997, p ). A Proteção Social, articulada a outras políticas de desenvolvimento 23 do campo social, voltam-se à garantia de direitos e de condições dignas de vida. Di Giovanni (apud Brasil, 2006c) afirma que a proteção social possui, [...]formas institucionalizadas que as sociedades constituem para proteger parte ou o conjunto de seus membros. Tais sistemas decorrem de certas vicissitudes da vida natural ou social, tais como a velhice, a doença, o infortúnio, as privações [...]. Neste conceito, também, tanto as formas seletivas de distribuição e redistribuição de bens materiais (como a comida e o dinheiro) [...]. (DI GIOVANNI apud BRASIL, 2006b, p. 585). Nesse contexto de proteção social, instaura-se a assistência social como um eixo de proteção e subdivide-se, ainda, em mais quatro (04) proteções: proteção social básica; 23 [...] educação, lazer, cultura, esportes, saúde atentam para as possibilidades humanas e o concurso do avanço científico e tecnológico para que se viva mais e melhor. (SPOSATI, 1997, p. 29).

30 29 proteção social especial; proteção social especial de média complexidade; e proteção social especial de alta complexidade, que são decorrentes da conquista com base na LOAS, e sua garantia pela PNAS e pelo SUAS. Segundo Costa (2012), serão estas quatro proteções que irão atender a demanda e que a política de assistência social será efetivada nos municípios. Entretanto, para a presente pesquisa, destacar-se-á somente a proteção social básica, que destina-se à pessoas que encontram-se em [...] situação de fragilidade decorrente da pobreza, ausência de renda, acesso precário ou nulo aos serviços públicos ou fragilização de vínculos afetivos (discriminações etárias, étnicas, de gênero ou por deficiências, dentre outras) (BRASIL, 2013b, s.p). Para atingir essas famílias, busca-se o desenvolvimento de projetos, serviços e programas locais para a socialização, convivência e acolhimento dessas famílias e/ou indivíduos. Isto ocorre após constatação da(s) vulnerabilidade(s) apresentada(s) em determinada região, pela equipe técnica responsável. (BRASIL, 2013b). A proteção social básica busca prevenir situações de risco, geralmente em populações que vivem em situação de vulnerabilidade. Os serviços dessa proteção são executados diretamente nas unidades básicas e públicas de assistência social, nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) ou, ainda, de forma indireta nas entidades e/ou organizações de assistência social, que fazem parte da área de abrangência do CRAS. (COSTA, 2012). No ano de 2004 foi criado, por meio do decreto da Presidência da República, o Programa de Proteção e Atendimento Integral a Família (PAIF) com caráter de proteção social básica, passando a integrar a rede de serviços da assistência social e sendo financiado pelo Governo Federal. O PAIF teve como antecedentes o Programa Núcleo de Apoio à Família (NAF ), e o Plano Nacional de Atendimento Integrado à Família (PNAIF- 2003), porém, foi em 2004 que o Ministério do Desenvolvimento e Combate à Fome (MDS), aprimorou e criou o PAIF. Foi a partir de 2009, com a aprovação da Tipificação Nacional dos Serviços Socioassistenciais, que o Programa de Atenção Integral à Família passou a ser denominado como Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família, porém preservou-se a sigla PAIF. Este é um Serviço que só pode ser executado pelo CRAS independentemente do órgão financiador. Entretanto, PAIF e CRAS não são sinônimos, o primeiro é um serviço e o segundo é um espaço físico onde este Serviço é realizado. Vale destacar que o CRAS não executa somente o PAIF, possui também a função de gestar o território que compõe a rede de assistência social básica, com o objetivo de promover organização e articulação das unidades que são referência a ele e, também, gerenciar os processos nele envolvidos. (BRASIL, 2013b) O PAIF oferta seus Serviços às famílias em situação de vulnerabilidade e risco social, residentes nos territórios de abrangência dos CRASs, em especial, aquelas famílias que têm

31 30 em sua constituição familiar membros que recebem benefícios assistenciais e famílias beneficiárias de programas de transferência de renda, que têm sua situação de pobreza ou extrema pobreza agravada (BRASIL, 2013c). As ações socioassistenciais são de caráter continuado e propõe os seguintes objetivos: [...] Fortalecer a função protetiva da família, contribuindo na melhoria da sua qualidade de vida; Prevenir a ruptura dos vínculos familiares e comunitários, possibilitando a superação de situações de fragilidade social vivenciadas; Promover aquisições sociais e materiais às famílias, potencializando o protagonismo e a autonomia das famílias e comunidades; Promover o acessos a benefícios, programas de transferência de renda e serviços sócioassistenciais, contribuindo para a inserção das famílias na rede de proteção social de assistência social; Promover acesso aos demais serviços setoriais, contribuindo para o usufruto de direitos; Apoiar famílias que possuem, dentre seus membros, indivíduos que necessitam de cuidados, por meio da promoção de espaços coletivos de escuta e troca de vivências familiares. (BRASIL, 2013c, s.p.). Para atingir os objetivos acima explicitados, o PAIF compõem-se de algumas estratégias como: Acompanhamento Familiar; Atividades Coletivas/Comunitárias; Encaminhamentos; Acolhida; Articulação Intersetorial; Busca Ativa; Produção de Material Socioeducativo. (BRASIL, 2013c, s.p.) 3.2 Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) no município de Toledo: espaço de execução do PAIF No desenho dessa Política, que faz parte da Proteção Social Básica, encontra-se o CRAS, espaço físico, responsável, essencial e indispensável para o funcionamento do PAIF. É por meio do CRAS que a proteção social da assistência social, territorializa-se e aproxima-se da população, reconhecendo a existência das desigualdades sociais daquela região. Observase, ainda, a importância de políticas sociais para redução dessas desigualdades, prevenindo as situações de vulnerabilidades e risco social, estimulando as potencialidades de cada local e, com isso, modificando a qualidade de vida dos que vivem nessas regiões. O CRAS atua, portanto, como a [...] principal porta de entrada do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), [...] e é responsável pela organização e oferta de serviços da Proteção Social Básica nas áreas de vulnerabilidade e risco social. (BRASIL, 2013d, s.p.). Portanto, o CRAS é o principal equipamento responsável por desenvolver os serviços socioassistenciais da Proteção Social Básica. É neste local que ocorre a concretização dos

32 31 direitos socioassistenciais, e, consequentemente, a materialização da política de assistência social. (BRASIL, 2013d) Além do PAIF, o CRAS oferece, [...] serviços, programas, benefícios e projetos [...] desde que não prejudiquem a execução do PAIF e nem ocupem os espaços a ele destinados (BRASIL, 2013d, s.p.). É importante salientar que as ações complementares, projetos e serviços socioeducativos, desenvolvidos no território de abrangência, devem estar referenciados ao CRAS. O CRAS tem como atuações principais: a) Prestar serviços continuados de Proteção Social Básica de Assistência Social para famílias, seus membros e indivíduos em situação de vulnerabilidade social, por meio do PAIF; b) Articular e fortalecer a rede de Proteção Social Básica local. Como o CRAS é a porta de entrada para as famílias que se encontram em situação de risco e/ou vulnerabilidade, por diversas vezes as famílias e/ou indivíduos são encaminhados para outras proteções, como, por exemplo, a especial; c) Prevenir as situações de risco no território onde vivem famílias em situação de vulnerabilidade social, apoiando famílias e indivíduos em suas demandas sociais, inserindo-os na rede de proteção social e promovendo os meios necessários para que fortaleçam seus vínculos familiares e comunitários, além de acessarem seus direitos de cidadania. (BRASIL, 2013d, s.p.). A permanência das famílias no CRAS é muito variável, uma vez que não existe um período máximo estabelecido. Cada caso deve ser avaliado individualmente, pois, em algumas situações, as equipes têm dificuldades para desligar as famílias dos programas devido à permanência destas no quadro de pobreza. Entretanto, o desligamento deve ser planejado e realizado de maneira progressiva, sempre com acompanhamento familiar, para verificar os efeitos positivos das ações, referenciando-se nos resultados esperados. (BRASIL, 2013d, s.p.). Salienta-se que a escolha do PAIF ocorreu pelo fato de ser um dos focos principais desta pesquisa, levando em consideração as ações do trabalho realizado com as famílias em situação de vulnerabilidade, tendo como grandes pilares o SUAS, a matricialidade sociofamiliar e a territorialização. (BRASIL, 2013d, s.p.). Dentro desse contexto, a pesquisa se atém ao município de Toledo, que está situado na região Oeste do Paraná, com sua ocupação ocorrida entre 1940 e 1950, tendo como colonizador a empresa Industrial Madeireira Colonizadora Rio Paraná S/A (MARIPÁ). O município está dividido, atualmente, em 9 distritos, sendo eles: Concórdia do Oeste, Novo

33 32 Sobradinho, Dez de Maio, Vila Nova, Dois Irmãos, Vila Ipiranga, Novo Sarandi, São Miguel, São Luiz do Oeste. E a população, até o ano de 2013, está estimada em aproximadamente habitantes. (IBGE, 2013a, s.p.). A administração municipal atual está com o prefeito Luiz Adalberto Beto Lunitti Pagnussatt, que assumiu a gestão em um (01) de janeiro de dois mil e treze (2013) e ficará no cargo até trinta e um (31) de dezembro de dois mil e dezesseis (2016). A secretaria municipal de Assistência Social (SMAS) conta com a assistente social Ineiva Kreutz Louzada, que assumiu a pasta da referida secretaria juntamente com o prefeito Luiz Adalberto Beto Lunitti Pagnussatt. O município de Toledo contava com famílias que viviam com até meio salário mínimo 24 até o ano de 2010, de acordo com Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (IPARDES, 2013b) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A classificação das famílias do total apresentado esta assim composta: a) famílias sem rendimento e sem perfil de extrema pobreza totalizavam 569; b) as que não possuíam rendimento e com perfil de extrema pobreza, 444; c) famílias que recebiam até R$70,00, compondo um total de 234; d) perfil de R$70 à R$140,00, com um total de 548; e e) famílias recebiam valor maior que meio salário mínimo (R$255,00 na época). Diante da realidade apresentada por essas famílias, a pobreza é um questão que deve ser levada em consideração. Para que as ações na área da assistência social sejam executadas conjuntamente com as famílias, a Norma Operacional Brasileira- Recursos Humanos/SUAS (NOB/SUAS), situa que os CRASs devem dispor de uma equipe mínima necessária para o atendimento das famílias à ele referenciadas. Essa equipe necessária, varia de acordo com a quantidade de famílias que o território demanda. Tabela 1- Equipe necessária no CRAS de acordo com a quantidade da população Pequeno Porte I Médio Porte II Médio, Grande, Metrópole e Distrito Federal Até famílias referenciadas Até famílias referenciadas A cada famílias referenciadas 2 técnicos de nível superior, sendo um profissional assistente social e outro preferencialmente psicólogo. 3 técnicos de nível superior, sendo dois profissionais assistentes sociais e preferencialmente um psicólogo. 4 técnicos de nível superior, sendo dois profissionais assistentes sociais, um psicólogo e um profissional que compõe o SUAS. 2 técnicos de nível médio 3 técnicos de nível médio 4 técnicos de nível médio 24 R$255,00 correspondia a meio salário mínimo no ano de (IPARDES, 2010)

34 33 Fonte: FERREIRA, Stela da Silva. Equipes de Referência. In: NOB-RH /SUAS: Anotada e comentada. Brasília, DF: MDS: Secretaria Nacional de Assistência Social p.30. O município de Toledo é considerado um município de grande porte, pois sua população de enquadra-se nesse perfil estabelecido pela NOB/SUAS Entretanto, o CRAS I de Toledo não atende a esta exigência da NOB, já que, na falta de profissionais, a coordenadora desenvolve dupla função sendo coordenadora e assistente social desse mesmo CRAS. Porém, a falta de profissionais compromete a qualidade do serviço uma vez que a demanda é intensa, Deve-se salientar que este não é apenas um problema do CRAS I e da secretaria da assistência social, mas, sim, uma questão que abrange outros espaços, ficando evidente nas demais políticas e/ou serviços públicos. (LIMA; SANTOS, 2012) CRAS. O trabalho realizado pelo CRAS contempla: Recepção/Pré-Atendimento: é o primeiro contato da família ou indivíduo com o Escuta Qualificada: momento de escuta individual no qual se procura decodificar os anseios do indivíduo/família frente às suas necessidades pessoais, familiares e sociais, no sentido de resgatar sua condição de sujeito histórico. (SILVA, 2011). Atendimento Social/Acompanhamento Familiar: conjunto de ações voltadas à superação das vulnerabilidades e à promoção de novas aquisições 25 na vida das famílias envolvidas. Visita Domiciliar: importante estratégia na busca ativa das famílias, é um momento de observação técnica na unidade domiciliar, que visa: intensificar o vínculo, além de compreender, registrar e analisar a dinâmica da vida familiar, bem como as vulnerabilidades e potencialidades, promovendo o estímulo e orientação às famílias na busca de soluções e na construção de um projeto de superação de suas vulnerabilidades; identificar necessidades, realizar encaminhamentos e acompanha-los; estimular e mobilizar a família para participação no serviço; e incluir a família no Cadastro Único ou atualizar seus dados. (SILVA, 2011). Plano de Ação com a família: instrumento de planejamento, execução, acompanhamento e avaliação das ações desenvolvidas com as famílias atendidas nos CRASs. É construído com o profissional assistente social e a família. Deve conter objetivos, estratégias e metas, considerar o perfil da família, sua situação de vulnerabilidade e suas potencialidades e incluir, também, os encaminhamentos necessários à rede de serviços e a 25 Promover novas aquisições vai muito além das questões materiais e de renda, significa o estabelecimento de relações com o mundo do trabalho, com a família e a comunidade, através da descoberta de potencialidades, acesso a informações e participação. (SILVA, 2011, p. 18)

35 34 orientação socioeducativas para o enfrentamento de suas dificuldades. No plano de ação é realizado um pacto de direitos e deveres entre o serviço e a família, e esta última é corresponsável em todo o processo. Porém, responsabilizar a família não significa, responsabilizá-la por sua condição de vulnerabilidade e pobreza, mas sim responsabilizá-la a participar da definição das estratégias que visam a transformação de sua condição. Deve-se respeitar a família como sujeito em todo o processo de mudança. (SILVA, 2011). Reuniões Socioeducativas: a atuação em grupos permite atender um número maior de famílias ou indivíduos num mesmo momento, promovendo a interação entre diferentes pontos de vista. Contribui para a circulação da informação, a escuta e reflexão sobre situações que podem apresentar similaridade entre os seus participantes, criação e fortalecimento de redes de solidariedade e acolhida, mobilização da comunidade para um determinado objetivo comum e desenvolvimento de potencialidades. (SILVA, 2011). Conjuntamente com estas ações desenvolvem-se, nos CRASs, planos, programas, projetos e serviços/benefícios. O CRAS oferta o PAIF, e dentro desse Serviço é oferecido ainda o Programa Cidadania e o Programa de Qualificação Profissional. Esses dois programas desenvolvem, ainda, projetos que são articulados com outras políticas além da assistência. Em relação ao Programa Cidadania são desenvolvidos os seguintes projetos: Projeto Cidadania e Segurança Alimentar Continuado, objeto de estudo desta pesquisa, (articulação entre a política de Saúde e de Assistência Social), que tem por objetivo dar resposta as demandas oriundas de situações de vulnerabilidade e risco social sem rompimento de vínculos, detectadas no território de forma a garantir ao usuário o acesso aos direitos socioassistenciais, autonomia e segurança alimentar por tempo determinado conforme necessidade constatada via análise profissional. O público alvo são famílias em situação de vulnerabilidade social e as palestras ocorrem mensalmente. E os recursos humanos necessários para execução são a assistente social, a estagiaria de serviço social e, em determinados momentos, os palestrantes de outras áreas. Os demais projetos serão apenas citados: Projeto Cidadania e Segurança Alimentar Conjuntural; Projeto Cidadania e Direito ao Trabalho; Projeto de Inserção de Beneficiários do BPC; Projeto Cidadania e Direitos Sociais; Projeto Informar para a Cidadania; Projeto Fortalecendo a Família- PROJOVEM; Projeto Fortalecendo a Família - Agente Jovem; Projeto Fortalecendo a Família - Florir Toledo; Projeto Cuidando o Cuidador; Projeto Bem Toledo; Projeto Inclusão digital; Projeto Roda da Conversa; Projeto Cegonha Feliz.

36 35 Dos projetos que fazem parte do Programa de Qualificação Profissional, tem-se: Projeto Oficina de Artesanato; Projeto de Qualificação Profissional; e Programa Projovem Jovem adolescente. Quanto às unidades estatais e não governamentais que fazem parte da rede socioassistencial, que têm como referência o território do CRAS I, tem-se: Centro de Revitalização da Terceira Idade (CERTI); Centro da Juventude; Bem Toledo; Agente Jovem; Florir Toledo; Projovem; Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS I); e Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS II). Existem, também, os Núcleos de Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) que abrangem o Núcleo de Atenção à Criança e Adolescente (NACA), a Ação Social, a Casa de Maria e a Dorcas. Diante do relatado sobre os serviços, programas, projetos e unidades estatais e não governamentais, a pesquisa tem como objeto de estudo, já mencionado, o Projeto Cidadania e Segurança Alimentar Continuado do CRAS I. Este projeto faz parte do Programa Cidadania inserido no Serviço do PAIF e é realizado nos 4 CRAS 26 da cidade de Toledo. O projeto objetiva promover o acompanhamento e a inserção de famílias em situação de vulnerabilidade e risco social por período determinado, após avaliação realizada pelo profissional assistente social; oferece às famílias o acesso aos serviços do CRAS, segurança alimentar e ao Cadastro Único; e tem como objetivos específicos: promover o acompanhamento socioassistencial de famílias por território; potencializar a família como unidade de referência, fortalecendo seus vínculos familiares e comunitários; atuar de forma preventiva, evitando que as famílias tenham seus direitos violados; contribuir para o processo de autonomia e emancipação social das famílias; desenvolver mensalmente reuniões socioeducativas; propiciar a geração de renda e a formação e qualificação profissional das famílias por meio dos cursos ofertados pelos CRASs e parcerias; promover a inserção da família no Cadastro Único para Programas Sociais, programas de transferência de renda, acesso aos serviços socioassistenciais, benefícios e projetos desenvolvidos pelos CRASs; elaborar o Plano de Ação com a família para superação da sua situação de vulnerabilidade; e proporcionar às famílias, acolhida e 26 CRAS I Vila Pioneiro: Rua Dr. Cyro Fernandes do Lago, 167 Vila Pioneiro. Telefone: ou Anexo a Secretaria Municipal de Assistência Social. CRAS II Jardim Europa: Rua Carlos Drumond de Andrade, s/n. Telefone: Anexo a Associação de Moradores do Jardim Bela Vista. CRAS III Jardim Coopagro: Rua Eduardo Gatto, 268.Telefone: Próximo à Igreja Católica São Francisco de Assis. CRAS IV Jardim Panorama: Rua Senador Acyoli Filho esquina com Osvaldo Aranha, nº 2545 Panorama Telefone: Antiga Associação da Copel anexo a Praça João Ramos.

37 36 escuta qualificada recebendo suas demandas e proporcionando possíveis soluções por meio dos serviços socioassistenciais e acesso a benefícios de assistência social. O referido projeto se destina à famílias com Cadastro Único, beneficiarias do Programa Bolsa Família; PETI; Projovem; e Benefício de Prestação Continuado (BPC), em situação de desemprego temporário e outras situações decorrentes da pobreza e do precário ou nulo acesso aos serviços públicos, que se encontram em situação de vulnerabilidade e risco social, necessitando de auxilio com alimentação e inserção em projetos para melhoria da qualidade de vida e efetiva cidadania (TOLEDO, 2011, s.p.). Não existem metas fixas da quantidade de famílias por CRAS, pois estas são inseridas conforme demanda e necessidade constatada após uma análise profissional. A metodologia do Projeto Cidadania e Segurança Alimentar segue com ações de proximidade ao que se realiza com as famílias quando entram em contato com o CRAS: recepção; escuta qualificada e cadastramento das famílias; levantamento e identificação das necessidades das famílias; visita domiciliar para avaliação situacional; inserção no projeto; elaboração do Plano de Ação com a família; e encaminhamentos diversos, dentre os quais tem-se: documentação da família; mercado de trabalho; inserção ou atualização cadastro único; contra turno social/projovem; rede socioassistencial e outras políticas; inserção em cursos/oficinas; e inserção em outros projetos desenvolvidos pelo CRAS. O Projeto realiza, também, o acompanhamento familiar; reuniões socioeducativas; acompanhamento e avaliação de resultados dos trabalhos desenvolvidos com as famílias; monitoramento e avaliação do Projeto com as famílias. O projeto possui parcerias com diversas unidades por meio do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (PRONATEC), realizando encaminhamentos e acompanhamentos de famílias aos cursos de qualificação profissional, ao Sistema Nacional de Emprego (SINE), além da parceria com profissionais de espaços públicos e acadêmicos de universidades para desenvolveram palestras e oficinas. A avaliação do Projeto é realizada pelos próprios participantes ao fim de cada palestra socioeducativa (uma vez ao mês) e semestralmente, pelos profissionais, com o intuito de identificar o impacto social do projeto nas famílias atendidas, determinando os pontos positivos e negativos para o aprimoramento do mesmo. (TOLEDO, 2011, s.p.). Os instrumentais utilizados para avaliação são: a Ficha de Avaliação do Participante e o Relatório de Reuniões, os dois documentos estão anexados ao Protocolo de Gestão dos Centros de Referência de Assistência Social.

38 37 As reuniões da equipe técnica de acompanhamento da execução do projeto acontecem bimestralmente. Já o mapeamento da demanda acontece no mês de janeiro, mês em que se iniciam as atividades do projeto; na metade do ano, aproximadamente junho; e no mês de dezembro. A revisão do projeto acontece no início e no fim das atividades anuais (janeiro e dezembro). O encerramento das atividades acontece no mês de dezembro de cada ano. (Toledo, 2011, s.p.).

39 38 4 ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS 4.1 Caminho Metodológico Percorrido na Pesquisa Segundo Deslandes (2002, p.42-43), [...] a metodologia é mais que uma descrição formal dos métodos e técnicas a serem utilizadas, indica as opções e a leitura operacional que o pesquisador fez do quadro teórico. Diante da pesquisa, vale ressaltar que há várias razões para ser realizada, pode ser classificada em dois grupos: o de ordem intelectual, que são pesquisas que ocorrem pela própria satisfação de conhecer, e as de ordem prática, que ocorrem a partir do desejo de conhecer, com objetivo de ser eficiente para algo, de poder transformar. Com isso, diante da realidade vivenciada pela acadêmica em campo de estágio, surgiu a seguinte indagação: As ações contidas no Projeto Cidadania e Segurança Alimentar Continuado executado no CRAS I estão potencializando as famílias atendidas melhorarem suas condições de vida e, consequentemente, diminuírem as vulnerabilidades em que se encontram? Com base em tal pergunta, esse problema configurou-se como de ordem prática, ou seja: conhecer com o objetivo de ser eficiente para algo. Para alcançar a resposta desse questionamento, elencou-se como Objetivo Geral: analisar se os objetivos do Projeto Cidadania e Segurança Alimentar Continuado estão sendo executados de forma que atenuem as condições de vulnerabilidade existentes no âmbito familiar, melhorando as condições de existência de cada indivíduo. Quanto aos objetivos específicos definiu-se: a) apontar as determinações que contribuem para a vulnerabilidade e fragilidade dos vínculos familiares b) compreender se as vulnerabilidades das famílias têm diminuído com a participação no projeto. A pesquisa proposta desenvolve-se a partir dos seguintes passos metodológicos: Primeiramente, informa-se que a pesquisa é de caráter qualitativo, por compreender que, A pesquisa qualitativa responde a questões muito particulares. Ela se preocupa, nas ciências sociais, com um nível de realidade que não pode ser quantificado. (MINAYO, 1994, p. 21). Para esta pesquisa, adotou-se o caráter exploratório que, segundo Ludke e André (1986) é uma das principais técnicas de trabalho utilizadas em quase todos os tipos de pesquisa das ciências sociais. A fase exploratória consiste, ainda, segundo Minayo [...] na produção do projeto de pesquisa e de todos os procedimentos necessários para preparar a entrada em campo. (MINAYO, 2010, p. 26).

40 39 O levantamento bibliográfico, enquanto parte constituinte desta pesquisa, serve para embasar a análise, e, para isso, recorreu-se a livros, sites do governo, sites de instituições de ensino, artigos, construções aproximativas, documentos municipais (Projeto Cidadania e Segurança Alimentar Continuado) e trabalhos de conclusão de curso (TCCs). Para, em seguida, selecionar o material a ser estudado. Após o levantamento bibliográfico, realizou-se a classificação das bibliografias, buscando autores que discutem as categorias utilizadas nesta pesquisa, como: Maria do Carmo Brant de Carvalho (2000), sobre família; Maria Carmelita Yazbek (1996), sobre as classes subalternas e assistência social; Marilda Vilela Iamamoto e Raul de Carvalho (2008), sobre trabalho. Realizada a pesquisa teórica, partiu-se para a pesquisa de campo que [...] consiste em levar para a prática empírica a construção teórica elaborada na primeira etapa (MINAYO, 2010, p.26). A pesquisa teórica combinada à pesquisa de campo se realiza por meio de [...] um momento relacional e prático de fundamental importância exploratória, de confirmação e refutação de hipóteses e de construção de teoria. (MINAYO, 2010, p.26). O primeiro passo para a aplicação da pesquisa no campo com os sujeitos, foi a autorização do Comitê de Ética 27 (ANEXO 1) e do responsável do local da pesquisa. Com isso, foi estabelecido contato com os sujeitos, explicando, previamente, o objetivo da pesquisa e, consequentemente, marcou-se um horário de acordo com a disponibilidade do entrevistado. O local para a entrevista foi escolhido pelo próprio entrevistado, 05 (cinco) das entrevistas aconteceram no CRAS e 01 (uma) na casa do entrevistado. No dia da entrevista, foi informado sobre o uso do gravador, os riscos e benefícios da pesquisa, fornecendo o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), APÊNDICE 1, em duas vias. O universo da pesquisa compreende 12 famílias 28 beneficiárias do Projeto Cidadania e Segurança Alimentar Continuado do CRAS I. Ressalta-se que o número de famílias usuárias pode variar de mês em mês, uma vez que há constante entrada e desligamento de famílias, conforme a demanda existente. O universo para esta pesquisa compreende, ainda, 01 (um) assistente social, que desenvolve dupla função de assistente social e coordenador (a) do CRAS I. As famílias que fizeram parte da pesquisa são aquelas que estavam participando do projeto no mês de abril de 2013, isto porque, como já relatado, o projeto pode inserir e 27 Parecer do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP). 28 Quantidade participante no mês de abril do ano de 2013.

41 40 desligar famílias a qualquer momento, e o mês de abril foi escolhido pelo fato de ser considerado um momento próximo da inserção de entrada da pesquisadora no campo. A amostra ficou assim determinada: 05 (cinco) famílias inseridas no Projeto Cidadania e Segurança Alimentar Continuado há 05 (cinco) anos ou mais e 01 (um) profissional assistente social que trabalha diretamente com estas famílias. Optou-se pela entrevista semiestruturada que disponibilizou da combinação de [...] perguntas fechadas e abertas, em que o entrevistado tem a possibilidade de discorrer sobre o tema em questão sem se prender à indagação formulada (MINAYO, 2010, p ). Durante a entrevista, adotou-se o formulário com questões abertas e fechadas - para as famílias foi formulado o APÊNDICE 2, para o profissional foi realizado os questionamentos do APÊNCICE 3. Utilizou-se, com o consentimento do usuário, o gravador pelo fato de ser um instrumento que auxilia na coleta de dados e proporciona total fidelidade às respostas dos usuários. Após a coleta, os dados da entrevista foram transcritos/descritos e tabulados e, em seguida, foi realizado o tratamento do material empírico, documental e de conteúdo na construção da análise. Essa foi a fase final da pesquisa, momento em que as respostas apareceram, sendo passível a análise da realidade estudada. Para dar conta de interpretar os dados coletados recorreu-se a análise de conteúdo: O tratamento do material nos conduz a uma busca da lógica peculiar e interna do grupo que estamos analisando, sendo esta a construção fundamental do pesquisador. Ou seja, análise qualitativa não é uma mera classificação de opinião dos informantes, é muito mais. É descoberta de seus códigos sociais a partir das falas, símbolos e observações. A busca da compreensão e da interpretação à luz da teoria aporta uma contribuição singular e contextualizada do pesquisador. (MINAYO, 2010, p. 27, grifo do autor). Convém ressaltar que os procedimentos metodológicos foram desenvolvidos e aplicados a partir da aprovação da documentação exigida pelo Comitê de Ética. Reforçando que, após leitura do TCLE e consentimento, as entrevistas forma aplicadas e gravadas. Para identificação dos entrevistados desta pesquisa, utilizou-se pseudônimos de letras e números, sendo que a letra significa o entrevistado, e o número de 01 a 05, que a procede, identifica a ordem em que foi realizada a entrevista; quanto ao profissional participante usaremos a sigla AS para assistente social seguido da sigla CRAS I para identificar o local, assim o profissional depoente será chamado de ASCRASI.

42 41 Para maior detalhamento sobre o perfil dos sujeitos entrevistados, consultar APÊNDICE Inserção das famílias no Projeto Cidadania e Segurança Alimentar Continuado e condições socioeconômicas de vida A análise será apresentada com dois eixos temáticos, que darão conta de interpretar as falas dos sujeitos coletadas pela entrevista. Esse momento reflexivo, desafiador propõe desvelar a realidade vivenciada pelas famílias do Projeto Cidadania e Segurança Alimentar Continuado, além disso, intenciona melhorar as ações e serviços prestados às famílias contemplando suas necessidades básicas. Foi questionado a ASCRASI, qual é o perfil das famílias participantes do Projeto, e o depoente respondeu: São famílias com Cadastro Único, com renda de até meio salário mínimo per capta e que se encontram numa situação maior de vulnerabilidade, escolhidas a partir de critérios e de avaliação do profissional assistente social. Sobre os determinantes socioeconômicos que levaram a inserção das famílias no Projeto, a entrevistada respondeu: [...] pode ser por demanda da própria família, ou numa visita domiciliar. Onde verifica-se, se a família se encaixa no perfil, aí é explicado o que é o projeto e esta família é convidada a vir para o CRAS para elaborar o plano de ação para a inserção no projeto. (ASCRASI). No que se refere às condições econômicas pela qual passaram as famílias entrevistadas, antes da inserção no projeto, tem-se as seguintes respostas: Eu era casada e pegava cesta [separação], daí eu, conheci meu marido [atual] e me casei, daí eu parei de pegar a cesta. Com o problema do meu marido [paralisia infantil agravada pela idade e pelo trabalho] ele parou de trabalha, e a gente voltou a pegar cesta de novo. Faz 1 ano e 2 meses [que] tá na justiça porque não consegue receber, tá afastado da firma faz 4 anos e eu já faz tempo que tô encostada com depressão. [...] mês de março até final de maio, houve um contratempo, deu a cesta, mas eu achei que mês de março eu tava boa pra trabalha, daí eu voltei e aguentei só 3 dias, não consegui por causa da depressão. Teve dias, que a única comida que tinha em casa pra comer era só leite e fubá. Falei pro meu marido que situação horrível. Quando meus vizinho ficaram sabendo da minha situação, meus vizinho tudo me ajudou, sou muita agradecida aos meus vizinhos, não esperava aquilo. (E-1). Meu marido trabalhava na prefeitura, eu sempre trabalhei de catar papelão, mas nós não precisava de cesta básica, faz mais de 12 anos que ele é morto.

43 42 [...] depois que ele morreu ficou difícil, sempre faltava as coisas pra comer, faltava as coisas pras crianças e a gente ficava meio aborrecido. (E-3). [...] teve momento que a gente passou apertado, chegou a faltar o que comer. Eu sempre precisei de ajuda. Sempre foi difícil pra mim, nunca tive renda, eu trabalhava de diarista e ganhava 40,00 por mês e mais 20,00 do meu irmão que pagava pra mim lavar a roupa dele e passar. Sempre precisei de ajuda, do bolsa família e da cesta também. (E-5). Os depoimentos acima retratam um histórico de pobreza, de dependência para sobrevivência. Duas das entrevistadas relatam que já passaram por dificuldades em outros momentos, nota-se isso quando falam sempre precisei (E-5), sempre faltava (E-3). A assistente social também relatou a dependência dessas famílias em relação ao projeto, como afirma a seguir: Grande parte das famílias se encontram com vários direitos violados, em uma situação de vulnerabilidade, elas têm uma dificuldade muito grande em superar as dificuldades que elas vivenciam. Eu percebo que as famílias acabam criando no projeto uma dependência [pelo motivo] da cesta básica, ou seja, o repasse de um benefício financeiro pra elas. Com isso, [as famílias] acabam criando uma relação de dependência do projeto, relação de dependência da cesta básica e do profissional assistente social. (ASCRASI). Esta questão que a depoente acima retratada sobre a dependência até mesmo do profissional, deve-se a obtenção de benefícios como o [...] leite, de um par de óculos, de um empréstimo, pode significar a sobrevivência emergencial de pessoas em situações especificas. A figura do assistente social aparece então como a de um salvador [...] (FALEIROS, 2007, p. 20). Um fato verificado nas falas das famílias entrevistadas refere-se aos companheiros. O marido de uma das entrevistadas é falecido (E-3) e da outra entrevistada (E-1) não consegue trabalhar, por estar incapacitado e, ainda, não consegue receber do INSS. Deste modo, notouse que a ausência do marido no custeio da casa também proporcionou uma maior vulnerabilidade das família. Como expresso no início do capítulo 2, em que Ariès (1981) relata sobre uma imagem iconográfica na qual o pai é a figura que simboliza poder, centralidade, entende-se que a falta de um membro da família, no caso o pai, interfere diretamente na condição de estabilidade na vida de toda a família. A entrevistada E-1 manifesta a participação da comunidade no custeio dos meios de sobrevivência de sua família num momento de dificuldade. Enquanto o comunidade solidária que Silva (2001) aborda,

44 43 [...] é criado sob a justificativa da busca de políticas públicas mais eficientes e do reconhecimento do crescimento da participação da sociedade civil na formulação das questões sociais. Apresenta-se como novo modelo de atuação social baseado no princípio da parceria, visando somar esforços do governo e da sociedade, com base no espírito de solidariedade e tendo em vista gerar recursos para combater a pobreza e a exclusão social. (2001, p. 15). Sobre a vida desses entrevistados, antes da inserção no projeto, tem-se ainda os seguintes depoimentos, [...] nós vivia bem quando meu pai era vivo [fazem 8 anos que ele faleceu]. Depois a mãe ficou doente, [...] tem uns 2 anos que ela ficou doente, daí a gente começou a precisar da cesta. [a mãe faleceu no início deste ano de 2013]. [...] eu tô recebendo a cesta básica no lugar da minha mãe. (E-2). [...] nós vivia em sitio ou chácara, era melhor. [...] mas agora estamos gastando muito com ele [filho]. Os remédio ficarão mais caros, antes era mais barato. Agora a gente tem que viajar pra Curitiba [a prefeitura leva], compra colírio [120,00]. Eu não consigo trabalhar, meu filho depende de mim pra tudo. Tem que levar pra escola, colocar café, ele não enxerga [glaucoma], tudo ele derrama. Ele vai na escolinha e na CAIDEV, e precisa de óculos e lupa pra ler. (E-4). Após o falecimento do pai, a família configurou-se como monoparental. Entretanto, a mãe ficou impossibilitada de trabalhar por motivo de doença e, deste modo, procurou orientação no CRAS I, para receber o benefício da cesta básica, recebeu durante 02 (dois) anos e acabou por falecer também. A depoente (filha) passou a receber a cesta básica no lugar da mãe. Observou-se ainda, em um dos relatos acima, a questão da família deixar de viver no sítio ou chácara e vir morar na cidade, configurando, desta maneira, o êxodo rural, que nada mais é que, [...] o desenvolvimento do modo de produção capitalista [...] que se faz acompanhado de acentuado movimento migratório do campo para a cidade. Esse processo, conhecido como êxodo rural, resulta do próprio desenvolvimento da agricultura capitalista. [...] Imensos contingentes de população deslocando-se do campo para a cidade[...]. (D INCAO, 1984, p.15-16). A entrevistada E-4 relata que vieram para a cidade e, como a grande maioria da população, foram [...] destituídos de qualquer meio de produção e reduzidos à condição de ofertantes de força de trabalho para os setores urbano-industriais (D INCAO, 1984, p. 16).

45 44 Porém, quem não tinha força de trabalho necessitava encontrar alternativas que pudessem dar conta de se manterem, recorrendo, assim, a projetos sociais. Por isso, a entrevistada se refere que a vivência em chácara ou sitio era melhor. Sobre os motivos pelo qual os sujeitos frequentam o CRAS I, obtivemos as seguintes respostas: A gente quase não tá vindo porque os nenê tão muito pequeno, não dá pra ficar saindo, agora quero fazer curso tô cansada de ficar em casa [...]. Já fiz curso de crochê, pintura, chinelo. Eu faço bastante tapete em casa. (E-1). Já fiz curso aqui. Meu irmão fez Projovem, mas parou. (E-2). Renovar bolsa família, cadastro único, pras reuniões. (E-4). Vou quando eles ligam ou quando tem que renovar alguma coisa. Por causa da cesta básica e do bolsa família. (E-5). Os depoimentos relatam que a procura ocorre por diferentes motivos: como o simples motivo de fazerem algo diferente, ou, ainda, vêm em busca da renovação do Cadastro Único, reuniões, busca da cesta básica. Os entrevistados relatam, ainda, como foram inseridos no projeto, partindo da necessidade de encontrar alternativas de sobrevivência: Vim pedir ajuda mesmo. (E-1) [...] nós que viemos solicitar a cesta básica. (E-2) [...] ah, eu mesma procurei ajuda no CRAS. (E-5) Verifica-se que há uma compreensão, pelos entrevistados (E-1; E-5), de que o recebimento da cesta básica não aparece como um direito à alimentação, mas, sim, como um processo de ajuda. Nos depoimentos, fica claro que a questão do benefício ainda é visto de forma assistencialista, como destaca Alayón (1992), O assistencialismo constitui a essência não apenas das formas de ajuda anteriores à profissão, mas também do próprio Serviço Social, persistindo atualmente. [...] Livros e cursos não foram suficientes para combater tamanho inimigo. Porque o assistencialismo não é uma excrescência própria do Serviço Social, mas do sistema vigente. (ALAYÓN, 1992, p ). O autor reafirma o entendimento dos entrevistados que se referem a ajuda e não ao direito, evidenciando a reprodução de acordo com a legitimidade do sistema vigente. É um

46 45 modo de subordinar aqueles que necessitam de auxílio ou benefício, como se o Estado ou o capital estivessem ajudando esses necessitados, num momento de dificuldade, quando, na verdade, essas pessoas têm o direito de receber o atendimento básico. Montaño (2007), conjuntamente com Iamamoto e Carvalho (2008), reforçam que essa ajuda, faz parte da riqueza que é socialmente gerada, ou seja, os benefícios ofertados à classe trabalhadora são pagos pelos próprios trabalhadores na forma de impostos e taxas, e repassados a eles novamente em uma outra roupagem, ou seja, na forma de serviços e benefícios doados pelo poder político ou pelo capital. A entrevistada E-2 refere-se apenas ao recebimento do benefício da cesta básica. Essa visão, do projeto apenas enquanto ao benefício da alimentação, vem sendo revisada pelo projeto que não mais prioriza atender os usuários apenas com a cesta básica, conforme vemos na fala do sujeito abaixo: [...] o Projeto existe desde o tempo de PROVOPAR, que, apesar das mudanças, tem um vínculo muito forte com aquela questão apenas do oferecimento do alimento [...]. É um projeto que na proposta se pensa mesmo na questão de superação das vulnerabilidades. Mas infelizmente não conseguimos executar ainda. Mas penso que com investimento no recursos humanos, com articulação, ele [o projeto] pode contribuir muito com a realidade de várias famílias. (ASCRASI). Dessa forma, entende-se que o Projeto Cidadania e Segurança Alimentar Continuado oferece outros benefícios além da cesta básica, como as palestras socioeducativas, acompanhamento do serviço social e encaminhamentos para outras políticas, bem como, a oferta de cursos e capacitação para o trabalho. Quando a ASCRASI cita sobre a vinculação do Projeto com o tempo em que existia PROVOPAR, leva-se em consideração as famílias que já possuem um vínculo com o CRAS, desde o tempo do PROVOPAR. Yazbek (2008) frisa que não podemos esquecer que a assistência social brasileira possui uma herança assistencialista, historicamente vinculada com o trabalho filantrópico, solidário e/ou voluntario. Na mesma fala acima, podemos aproveitar a questão, levantada pela ASCRASI, sobre a falta de recursos humanos necessários para as atividades desenvolvidas no CRAS I. Entende-se que a falta de profissionais não atinge somente o CRAS I da cidade de Toledo, mas, também, acontece nas demais áreas que abrangem o trabalho do assistente social. Porém, vale salientar que a falta de profissionais para determinadas áreas dos órgãos públicos não atinge somente a demanda do Serviço Social.

47 46 Ainda no que se refere a inserção no projeto, tem-se os depoimentos de E-3 e E-4, manifestando que: [...] a assistente social que viu. (E-3) [...] a assistente social foi fazer visita e viu q tava precisando. (E-4) Nessas falas, expressa-se o trabalho do assistente social, que identificou a situação de vulnerabilidade dessas famílias. Nessas duas situações, foi a partir de visitas domiciliares realizadas pelo profissional assistente social, que foi possível evidenciar a realidade dessas famílias. De acordo aos princípios do Código de Ética Profissional do Assistente Social 1993, em especial sobre o que trata sobre a efetivação de direitos, o profissional tem realizado o seu compromisso ético com os sujeitos. Diante da constatação da situação socioeconômica, as famílias são encaminhadas ao Projeto, visando atender às necessidades especiais das mesmas, que, de imediato, em sua grande maioria, é o oferecimento do benefício da segurança alimentar: cesta básica. 4.3 Participação das Famílias no Projeto Cidadania e Segurança Alimentar Continuado e Mudanças no Cotidiano a Partir dos Serviços Prestados Os programas sociais, segundo Raichelis (1988), é que irão realizar um papel fundamental na criação de [...] condições indispensáveis ao funcionamento da força de trabalho e sua reprodução [...], e ao mesmo tempo [...] desempenham funções ao nível de controle social e ideológico da classe trabalhadora. (RAICHELIS, 1988, p. 12). Realizam isso estrategicamente, com o objetivo de impedir o desenvolvimento autônomo da classe trabalhadora. E os serviços devem atender os interesses das classes dominantes, entretanto, devem responder às exigências da classe trabalhadora que [...] se organiza para reivindicar a melhoria de suas condições de existência. (RAICHELIS, 1988, p. 13). Pensando nas melhorias das condições de existência, esse eixo de analise aborda a participação das famílias no projeto e se isto tem melhorado as condições de vida de cada indivíduo. Para essa compreensão, parte-se da necessidade de entender, inicialmente, como tem sido o acompanhamento do assistente social junto às famílias participantes. A avaliação situacional das famílias é realizada por assistentes sociais, momento em que estas são inseridas no projeto. A medida que ocorre esta inserção se constrói, também, o plano de ação entre o profissional assistente social e as famílias. Contudo, foi questionado as

48 47 famílias se elas sabiam o que era o Plano de Ação, porém nenhuma das entrevistadas soube sobre o que se tratava. Segundo a ASCRASI, A finalidade do plano de ação é justamente para que a gente consiga fazer um planejamento da ação com esta família, compreendendo a realidade, ambiente em que está inserida. Serve pra nortear o trabalho do profissional e, também, para família conseguir compreender o que a gente está propondo. [...] A assistente social que elabora em conjunto com as famílias, porém, quem propõe quem dá o norte é o profissional, a família não discorda, ela aceita. Acaba sendo muito mais para nortear o trabalho do assistente social, a família não consegue construir de forma que é esperado. A família não se reconhece com coparticipante para construção deste plano. Agora, se funciona com as famílias, acredito que parcialmente se consegue alguns avanços, muitas vezes não em sua totalidade, muitas vezes não é o esperado. Mas, a realidade é dinâmica, muitas vezes se planeja algo, mas a realidade dessa família se modifica. Esse plano deveria ser construído de acordo com as mudanças que esta família passa (composição, relações), mas, infelizmente, não tem como fazer esse acompanhamento. A falta de equipe interfere diretamente na execução do projeto para que estas famílias sejam efetivamente acompanhadas. (ASCRASI). De acordo com Silva (2011), o plano de ação, além de ser um instrumento que planeja, executa, acompanha e avalia as ações construídas pela família e pelo assistente social, propõe um pacto de direitos e deveres entre a família e o serviço, sendo a família corresponsável em todo processo. Porém, corresponsabilizar a família não significa responsabilizá-la sobre sua condição, mas sim, responsabilizá-la a participar da definição de estratégias que transformem sua realidade. Entretanto, como bem retratado pela depoente, o plano de ação é um instrumento que funciona mais para nortear o trabalho dos profissionais, pois as famílias não se reconhecem como coparticipante do processo de construção. A falta de equipe técnica interfere no acompanhamento das famílias participantes. Segundo a NOB/RH a equipe necessária para cada CRAS, é organizada conforme o porte do município, entretanto, ao considerarmos a população de Toledo, que é de aproximadamente , segundo (IBGE, 2010), considera-se um município de grande porte, deste modo, segundo a tabela 1 29, são necessários: 4 técnicos de nível superior, sendo eles: dois assistentes sociais, um psicólogo, e um profissional que componha o SUAS, entretanto, a realidade deste CRAS I é outra, como já afirmado no capítulo 3. Sendo assim, diante da realidade que é dinâmica conforme trouxe a citação da ASCRASI, passível de transformação e mudança, é necessário um profissional que 29 A tabela 1, que trata sobre a equipe necessária no CRAS de acordo com a quantidade da população está presente no capítulo 3, p. 8.

49 48 acompanhe integralmente essas famílias, com o intuito de rever periodicamente todos os planos de ação para analisa-los juntamente com as famílias e propor revisões, alterações para que esta família busque, junto ao serviço, melhorias para a condição de vida ou de sua família. Quanto aos cursos, enquanto uma ação do projeto, objetivam propiciar a geração de renda e a formação e qualificação profissional das famílias, por meio de cursos ofertados pelos CRAS e parcerias com o SENAI. Com relação aos artesanatos, tem-se: cursos de crochê, pintura em tecido e tela, bordado em chinelo, entre outros. Quanto aos cursos de capacitação profissional: costura industrial, e os cursos oferecidos em conjunto com o SENAI, como de panificação. É importante frisar que os cursos são ofertados de acordo com a disponibilidade de recursos financeiros, espaço físico (quando realizados no CRAS) e recursos humanos. Sobre os cursos que o CRAS oferece, foi questionado aos entrevistados, se eles ou alguém de sua família já fizeram e como avaliam os cursos do CRAS: Sim. crochê, pintura, chinelo. [...] eu acho que é muito bom, tem gente que faz o curso e acaba por ali, mas eu não eu gosto de aprender e de fazer. (E- 1) Minha mãe fez dois curso de costura, o industrial e normal, ela queria comprar maquina, mas não conseguiu porque logo ficou doente. Eu [filha] fiz curso, fui no Centro da Juventude, de informática, PROERD. [...] acho bom, acho legal, porque incentiva as pessoas. (E-2). Eu e meu pia. Eu fiz limpeza de comida, meu pai fez curso de violão. (E-3). Eu nunca fiz. O de 15 anos [filho], participa da ação social. Os cursos são bons. Não gosto de crochê e costurar, eu gosto desses curso de panificação. (E-4). Sim. já fiz duas vezes curso de biscuit, mas não consegui terminar não, tive que ir pra Curitiba uma vez e não consegui terminar. [...] são bom sim. (E- 5). Todos afirmam já ter realizado cursos do CRAS, e alguns ainda relatam que são bons sim (E-5), que incentiva as pessoas (E-2) e que gosta de aprender e de fazer (E-1). Entretanto, os entrevistados não relatam estarem realizando algum curso no momento, apenas relatam que eles ou alguém de sua família já fizeram. A ASCRASI afirma que essas famílias tem uma certa resistência, [...] a princípio, quando a gente coloca os encaminhamentos que sejam pertinentes, eles até acabam concordando de início, mas acabam não

50 49 procurando, ou desistem, ou não percebem o benefício que aquele encaminhamento irá proporcionar. Eles não discordam, não criticam, mas em fim, eles acabam não realizando efetivamente o que foi proposto. (ASCRASI) Entretanto, deve-se levar em consideração que a desistência das famílias pode estar ligada à distância que estas têm que percorrer para poderem realizar os cursos, ou ao fato dos cursos não serem interessantes, a ponto de atender as expectativas do público atendido, falta de creche, problemas de saúde, entre outras questões. Com isso, ainda sobre a temática dos cursos, foi questionado aos entrevistados se com o aprendizado dos cursos conseguiram emprego na área: Não consegui trabalho. Mas de vez em quando faço peças quando me pedem, por pedido, mas bem poucas. (E-1). Esta foi a única entrevistada que, com o aprendizado dos cursos, conseguiu realizar atividades artesanais em casa, como um trabalho extra, mas frisa que tem pouca demanda. A entrevistada aprendeu a confeccionar, porém, não encontrou alternativas para divulgar e poder comercializar suas peças. Entendendo que o CRAS não dispõe de todas as diversidades de cursos, foi questionado aos entrevistados se estes gostariam de fazer algum curso que não tem no CRAS I, e obteve-se as seguintes respostas, [...] eu quero fazer o de computador, mas não estou tendo tempo. Por causa das crianças. (E-1). Meus filhos tem vontade de computador. Eu (mãe) tenho vontade de fazer curso de costura, eu gosto de aprender essas coisa, gosto de trabalha eu gosto de tudo. (E-3) Não tenho tempo, fico com meu filho pra lá e pra cá né. Eu queria muito fazer aquele de fazer as coisas pra comer, de panificação. (E-4) Eu não tenho tempo, por que agora trabalho de dia começo as 8 da manhã até as 6 da tarde. (E-5) Nota-se que alguns cursos que tem uma maior procura, entre eles, os de panificação, de costura e de informática. Com isso, conclui-se que os cursos de artesanato não chamam muita atenção dessas famílias, mas, sim, os de capacitação profissional, uma vez que estes proporcionam uma maior independência financeira, pois podem ser empregados como costureiros em empresas de costura ou como padeiros em padarias existentes na cidade. Os

51 50 cursos de computação nos tempos atuais é muito relevante, uma vez que, grande parte das empresas possuem, como forma de organização, o computador. O entrevistado E-4 tem o interesse pelo curso de panificação, porém frisa que não tem tempo, por ficar em função de seu filho, que depende de seus cuidados. Este curso de panificação entre outros mais, está sendo ofertado pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (PRONATEC), que tem o objetivo de ampliar a oferta de cursos de educação profissional e tecnológica. No município de Toledo os cursos oferecidos por meio do PRONATEC, com vagas disponíveis no momento, são: mecânico de refrigeração e climatização industrial (escolaridade mínima exigida de 5ª a 8ª série); auxiliar administrativo (ensino médio incompleto); auxiliar de recursos humanos (ensino médio incompleto). (BRASIL, 2013e). A maioria das famílias entrevistadas relatou que não tem tempo, pelo fato de estarem trabalhando ou de terem que cuidar das crianças. Entretanto, a depoente ASCRASI tem a visão de que, As famílias tem dificuldade em aderir as mudanças. Propomos mudanças de contexto, sugerimos estratégias para que a família consiga modificar sua condição, elas apresentam uma resistência, por questões culturais, ou relações que estas famílias estabeleceram, relações familiares, eu vejo que elas acabam não aderindo o que é proposto aos encaminhamentos, a tomar iniciativas em alguns aspectos. A maior dificuldade é a família estar numa condição de vulnerabilidade e você propõe à ela formas de superar esta dificuldade, mas ela tem dificuldade de aderir, tem resistência a aderir o que é proposto. Claro que entendendo a condição de vida que ela tem as opções. Mas eu vejo que é mais essa questão de resistência do novo, da mudança, da falta de iniciativa, de tomar a frente. (ASCRASI). O fato das famílias terem certa dificuldade em aderir ao que é proposto, decorre, também, da falta de tempo em acompanhar integralmente essas famílias o que se traduz na carência de recursos humanos. Conforme a NOB/2005, seriam necessários dois profissionais assistentes sociais para suportar a demanda do CRAS I, um trabalharia integralmente com a execução dos projetos e o outro profissional com os atendimentos/ encaminhamentos, desta maneira conseguir-se-ia um melhor acompanhamento, com o objetivo de que essas famílias aderissem com maior facilidade as ações propostas no Projeto, contribuindo assim para a melhoria da qualidade de vida. Obviamente que não se pode reduzir ou justificar a falta de participação das famílias somente à falta de recursos humanos na ação dos projetos, tem que ser considerado, também, a forma como, historicamente, tem se tratado a população usuária,

52 51 ou seja, colocando-a como um sujeito subalterno, dependente e sem capacidade suficiente para procurar mudanças na sociedade. Outra ação a ser discutidas é referente a documentação. Quando algum membro de determinada família não possui toda a documentação necessária à cada indivíduo, este tem o direito de solicitar ao CRAS ou ser encaminhado por ele. Entretanto, quando falamos das famílias deste projeto em estudo, notamos, a partir das entrevistas, que algumas dessas famílias tiveram dificuldade para conseguir fazer seus documentos ou recuperá-los, como observamos nas falas a seguir: Foi complicado, não conseguimos achar o cartório, era estado de São Paulo, mas conseguimos resolver no final das contas. (E-1). Meu documento tava feroz, já foi encaminhado um monte de vez e eu não consigo. Tenho até audiência no fórum sobre esses registro ai. O cartão [bolsa família] entortou e eu não tinha documento e não consegui fazer cartão, faz mais de ano já. (E-3). Acredita-se que o fato pela demora de conseguir esses documentos, esteja ligada diretamente aos cartórios de outras cidades. Há muita burocracia na conquista desses documentos, com isso, algumas famílias demoram para conseguir e outras não conseguem e precisam levar o processo à justiça, por meio da orientação de um advogado, para que consiga seus documentos, como é o caso do entrevistado E-3. Outra ação se refere as palestras socioeducativas, que são parte integrante para a execução das ações do projeto. Quando questionado aos entrevistados sobre o aproveitamento das palestras, obteve-se as seguintes respostas: Tem muitas coisas que é boa. Nem tudo foi aproveitamento, mais uns 50% deu pra aprender, de vez em quando tem palestra de saúde, de segurança, muitas coisas. Teve aquela última da dengue, então a gente tem assim aproveitamento, que hoje a gente conhece o que é, o que não é. Só fala não basta, quando as mulher chega em casa e fala num adianta. (E-1). Sim, dar mais importância à vida, se cuidar melhor. Eu gostei mais daquela de DST. A gente aprende mais coisa, aprende a se cuidar. (E-2). Ah eu me animava mais, às vezes tava desanimada. Eu gostei mais da palestra sobre saúde. (E-4). Aprendi bastante coisas, sobre violência, abuso ao adolescente, sobre família, falava de tudo. (E-5).

53 52 As respostas em relação as palestras foram positivas, apenas um entrevistado, E-3, não respondeu ao questionamento. Os entrevistados citam que as palestras foram bem aproveitadas, que aprenderam a cuidar do próprio corpo, aprenderam sobre violência, abuso, família, saúde, alguns fatores sobre endemias, entre outras mais. O entrevistado E-4 refere-se à palestra como algo bom, momento em que se animava mais, entre os benefícios ofertados pelas palestras, observou-se que ela também oferece um momento de descontração, de algo diferente, bom. Quanto ao benefício que se refere à segurança alimentar, a cesta básica é assegurada às famílias a partir do momento em que são inseridas no Projeto Cidadania e Segurança Alimentar Continuado. A cesta básica é repassada às famílias que tenham a composição familiar de 2 (duas) pessoas, porém, tem a mesma quantidade de alimentos repassados a uma família com 7 (dez) indivíduos. Foi questionado às famílias se a cesta básica do CRAS tem sido a única fonte de alimentação: [...] se falta alguma coisa compra com o bolsa família ou com meu salário. A cesta ajuda, mas não da pro mês inteiro. (E-1). A cesta básica dá pro mês inteiro, ficam todos fora, só tem janta. Nós compramos quando falta, ou quando quer alguma coisa diferente. (E-2). Eu compro leite pros menino e pago água e luz, o que a gente ganha a gente vai no fim de semana no mercado compra as coisas pros menino. O grosso da pro mês, vou no mercado comprar um leite, café. (E-3). Dá sim. Eu Compro fruta salada, óleo, mistura. Produto de limpeza tem que comprar. Mas o grosso da pro mês. (E-4) Dá sim, mas eu compro Nescau, Neston, esse menino ai não sabe ficar sem essas coisa. (E-5). Verificou-se, nas falas dos entrevistados, que a cesta básica não é totalmente suficiente, que sempre tem que comprar alguma coisa, como produtos de limpeza, mistura 30, leite, ou outros alimentos que não compõem os produtos da cesta básica. A maioria das famílias reforçam que a cesta, o grosso como algumas se referem, é o suficiente para o mês, porém para outras famílias a cesta ajuda, mas não é o suficiente, e o que falta é comprado com o dinheiro do Bolsa Família ou salário do trabalho formal e/ou informal dos mesmos. 30 Nesse contexto, entende-se como mistura: carnes, frios, legumes, frutas, ovos, entre outros.

54 53 Diante das ações desenvolvidas pelo projeto tem-se diferentes compreensões e significados para as famílias. Isso manifesta que há necessidade da execução desse projeto, porque expressou aspectos positivos que provocaram mudanças como: a contribuição das palestras socioeducativas para o aprendizado das famílias participantes na área da saúde, no controle de endemias. Quanto aos cursos de capacitação profissional que o CRAS oferece, notou-se grande interesse por parte das famílias nos cursos de panificação (este curso foi oferecido no ano de 2013), costura e informática, e estes cursos estavam sendo oferecidos pelo CRAS no momento da entrevista. Sobre a cesta básica, verificou-se que as famílias consomem todos os produtos, entretanto, com as rendas que obtém, por meio de benefícios ou do trabalho formal e/ou informal, compram o que falta durante o mês, ou seja, a cesta básica atende parcialmente a necessidade das famílias. A pesquisa revelou, também, aspectos significativos, no que se refere ao acompanhamento da equipe técnica do CRAS, já que a intervenção fica muito comprometida devido à falta de equipe técnica necessária de acordo com a NOB O plano de ação, que deveria ser construído com as famílias, acaba por servir apenas como um norte para o profissional, todas as famílias, quando questionadas, não sabiam o que era o plano de ação. Sobre os cursos de artesanato, notou-se que apenas 01 das entrevistadas confecciona, no caso o crochê, entretanto, não sabe comercializar a venda das mercadorias, sabe fabricar mas a comercialização fica restrita apenas ao vizinhos mais próximos. Sobre o atendimento em relação à documentação, verificou-se que algumas das famílias tiveram muita dificuldade em recuperar ou fazer seus documentos.

55 54 CONSIDERAÇÕES As políticas sociais, segundo Yazbek (2007), assumem a responsabilidade [...] de atenuar, através de programas sociais, os desequilíbrios no usufruto da riqueza social entre as diferentes classes sociais, bem como os possíveis conflitos sociais decorrentes das precárias condições de vida[...] (YAZBEK, 2007, p.41). Diante disso, o Projeto Cidadania e Segurança Alimentar Continuado tem contribuído parcialmente nas melhorias da condição de vida das famílias atenuando parte de suas necessidades. Esta afirmação tem como pressuposto que as palestras sócio educativas têm contribuído consideravelmente na vida destas famílias. Notou-se grande interesse pela realização dos cursos de capacitação profissional, entretanto, não estavam realizando curso algum no momento em que se realizou a entrevista. Em relação a cesta básica, todos os alimentos são consumidos, entretanto, a cesta básica não contempla todos os produtos e quantidades necessárias, e as famílias compram o que falta, como achocolatado, leite em pó, produtos de limpeza, verduras, legumes, entre outros. Quanto ao que não tem contribuído para a atenuação das vulnerabilidades e melhoria das condições de vida, cita-se a falta de equipe técnica mínima necessária no CRAS I, o que tem prejudicando a intervenção profissional. Quanto ao Plano de Ação, este é um instrumental que serve apenas como norte profissional e fica muito restrito aos profissionais, e as famílias, que deveriam ser coautoras desta construção, não sabem o que é o Plano de Ação. Em relação aos cursos de artesanato, oferecidos pelo CRAS I, observou-se que as pouquíssimas famílias, que conseguiram aprender a fazer artesanato, não sabem de que maneira podem comercializa-las, fazendo com que sua fabricação fique muita restrita, não promovendo a geração de renda. No que se refere a documentação, fato um tanto quanto complicado de se diagnosticar, notou-se que algumas famílias tiveram dificuldade na obtenção, já outras nem conseguiram recuperar seus documentos, e a solução de questões como esta encontra-se na justiça. Desta maneira, respondendo ao questionamento inicial desta pesquisa, compreende-se que o Projeto Cidadania e Segurança Alimentar Continuado tem contribuindo parcialmente na melhoria das condições de vida das famílias participantes, isto porque, [...] se os subalternos criam novas formas de interlocução, o Estado também se move, com suas ambiguidades e respostas insuficientes e paliativas ante as demandas populares. (YAZBEK, 2007, p. 42),

56 55 com isso, conclui-se que as ações não vigoram estas famílias, são insuficiente e apenas paliativas, uma vez que não consegue-se a superação das condições de vulnerabilidades, não têm o poder de torná-las independentes dos benefícios e serviços, entretanto, melhoram sua condição de vida por meio do benefício da alimentação e das palestras socioeducativas. Entende-se, portanto, que o trabalho realizado pelo Projeto deveria ser fortalecido por meio do investimento em recursos humanos, pois, além dos outros aspectos já mencionados, a questão cultural dessas famílias é muito evidente, uma vez que, advêm de um histórico de pobreza. Este aspecto torna essas famílias dependentes de benefícios e serviços, isso porque são condicionadas a serem subalternos, como a classe capitalista deseja. Como contribuição, foi questionado as famílias entrevistadas, qual era a avaliação que faziam do Projeto, e, assim, foram oferecidas as seguintes sugestões: ruim; bom; ótimo; ótimo, mas pode melhorar. 40% (quarenta por cento) relatou que está bom, por causa da cesta básica, 20% relatou que está ótimo, que não precisa melhorar em nada, e 40% (quarenta por cento) respondeu que está ótimo, mas que pode melhorar, porém, não sabia ao certo o que, como afirma [o projeto] pode melhorar, só não sei onde. Às vezes têm coisa que você sabe onde pode melhorar mas eu não sei. (E-1). Um dos entrevistados relata que deveria ser diferente, que chamassem mais atenção, pois as palestras já estavam monótonas, e sugeriu, ainda, momentos de descontração (E-4). Contudo, considera-se que o objeto estudado é de extrema complexidade, pois aborda, entre outras questões, estratégias do governo e famílias, deste modo, entende-se que não pode ser totalmente esgotada nestas páginas, todavia, espera-se que novas inquietações surjam, para que novos estudos possam ser realizados, possibilitando novas estratégias de intervenção. Por fim, entende-se que a mudança, necessária para a total efetividade das ações prestadas à população vulnerável, só acontecerá se houver pressão e estratégias que venham de baixo para cima, e o profissional assistente social pode ser o interlocutor, responsável por incentivar a população a cobrar melhorias para a qualidade de vida, por meio de palestras, encontros, associações de moradores, conselhos, entre outros espaços.

57 56 REFERÊNCIAS ALAYÓN, Norberto. Assistência e Assistencialismo: Controle dos pobres ou erradicação da pobreza? 1945; tradução de Balkys Villalobos de Netto. São Paulo: Cortez, 1992 ARIÈS, Philippe. A Família. In: História Social da Criança e da Família. 2. ed., Rio de Janeiro, JC, ARIÈS, Philippe. A Família. In: História Social da Criança e da Família. 2. ed, Rio de Janeiro, JC, BEHRING, Elaine Rossetti. Política social no capitalismo tardio. São Paulo: Cortez, p BEHRING, Elaine Rossetti, BOSCHETTI, Ivanete. Política social: fundamentos e história. 4. ed. São Paulo: Cortez, v.2. BRASIL. Iconografia. Disponível em: <http://www.infoescola.com/artes/iconografia/> Acesso em: 02 maio 2013a. BRASIL. CRAS Institucional. 2013, s.p. Disponível em: <http://www.mds.gov.br/falemds/perguntas-frequentes/assistencia-social/psb-protecaoespecial-basica/cras-centro-de-referência s-de-assistencia-social/cras-institucional> Acesso em: 21 ago. 2013d. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de In: CRESS. CONSELHO REGIONAL DE SERVIÇO SOCIAL. Trajetória do Serviço Social. CRESS, 25ª Região. Tocantins, 2006c BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de In: CRESS. CONSELHO REGIONAL DE SERVIÇO SOCIAL. Trajetória do Serviço Social. CRESS, 25ª Região. Tocantins, s.p. Disponível em: <http://www.cressto.org.br/index.php?option=com_wrapper&view=wrapper&itemid=13> Acesso em: 15 ago BRASIL. Conselho Regional de Serviço Social- CRESS 11ª Região. PONCHECK, Dione do Rocio; WITIUK, Ilda Lopes (orgs.). Legislação Social: Cidadania, políticas publicas e exercício profissional. 2. ed. Curitiba- Pr. 2006a BRASIL, Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Política Nacional de Assistência Social. Brasília, Secretaria Nacional de Assistência Social, BRASIL. Ministério da Educação (MEC). Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (PRONATEC). Disponível em: < Acesso em: 29 out. 2013e. BRASIL. Política Nacional de Assistência Social. In: PARANÁ, Conselho Regional de Serviço Social- CRESS 11ª Região. PONCHECK, Dione do Rocio; WITIUK, Ilda Lopes (orgs.). Di Giovanni (apud). Legislação Social: Cidadania, políticas publicas e exercício

58 57 profissional. 2. ed. Curitiba- Pr. 2006b, p. 585 BRASIL. Proteção Social Básica. Disponível em: <http://www.mds.gov.br/assistenciasocial/protecaobasica> Acesso em: 01 ago. 2013b. BRASIL. Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família. Disponível em: <http://www.mds.gov.br/falemds/perguntas-frequentes/assistencia-social/psb-protecaoespecial-basica/servico-de-protecao-e-atendimento-integral-a-família-2013-paif/servico-deprotecao-e-atendimento-integral-a-família-2013-paif> Acesso em: 31 jul. 2013c. BRAVO, Maria Inês Souza; PEREIRA, Potyara Amazoneida Pereira (orgs.) Política de Assistência social no Brasil. In: Política Social e Democracia. 2. ed. São Paulo: Cortez; Rio de Janeiro: UERJ, p CARLOTO, Cássia Maria. Gênero, políticas públicas e centralidade na família. In: Serviço Social e Sociedade. Espaço Público e Direitos Sociais. Nº 86. Ano XXVII. São Paulo, S.P: Cortez, Jun CARVALHO, Maria do Carmo Brant de. A Família Contemporânea em Debate. 3. ed. São Paulo: Cortez, COSTA, Adriana Alves. O Cadastro Único no processo interventivo do assistente social: instrumento de controle ou de acesso na política de assistência social no município de Toledo Paraná? Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Serviço Social). Centro de Ciências Sociais Aplicadas. Universidade Estadual do Oeste do Paraná campus Toledo, D INCAO, Maria Conceição. Qual é a questão do Bóia fria? São Paulo: Brasiliense, DESLANDES, S. F. A construção do projeto de pesquisa. In: MINAYO, Maria Cecília de Souza (org.). Pesquisa Social: teoria, método e criatividade. Rio de Janeiro- Petrópolis: Vozes, p FALEIROS, Vicente de Paula. Saber Profissional e Poder Institucional. Política Social e Serviço Social. 7 ed. São Paulo: Cortez, 2007, p FERREIRA, Stela da Silva. Equipes de Referência. In: NOB-RH: Anotada e comentada. Brasília, DF: MDS: Secretaria Nacional de Assistência Social, p. 30. IAMAMOTO, Marilda Villela; CARVALHO, Raul de. Relações Sociais e Serviço Social no Brasil: esboço de uma interpretação histórico-metodológica. Parte II- Aspectos da História do Serviço Social no Brasil ( ). 23. ed. São Paulo: Cortez; CELATS, IPARDES - Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social. Número de famílias residentes em domicílios particulares segundo faixa de rendimento familiar per capita- Paraná-2010 (segundo dados do IBGE). Disponível em: <http://www.ipardes.gov.br/pdf/indices/número_famílias.pdf> Acesso em: 26 ago. 2013b. IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Infográficos Toledo PR. IBGE Disponível em:

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61 60 APÊNDICES APÊNDICE 1- Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) APÊNDICE 2- Formulário de Entrevista Semi-Estruturado (Famílias) APÊNDICE 3- Formulário De Entrevista Semi-Estruturado (Profissional) APÊNDICE 4- Perfil dos Entrevistados

62 APÊNDICE 1 61

63 62 APÊNDICE 2 FORMULÁRIO Universidade Estadual do Oeste do Paraná Unioeste Curso: Serviço Social 4º Ano Professor(a) Orientador(a) De Tcc: Marize Rauber Engelbrecht Acadêmico(a): Elisângela Aparecida Lima Objetivo Geral da Pesquisa: Identificar as contribuições do Projeto Cidadania e Segurança Alimentar Continuado na vida dos usuários. Instrumento de Coleta de Dados: Entrevista aberta, com formulário semiestruturado Sujeitos da Pesquisa: famílias participantes do Projeto Cidadania e Segurança Alimentar inseridas de DATA DA ENTREVISTA: / /2013 Nº DA ENTREVISTA: 1-Dados de identificação sócio econômico a) Quanto tempo participa do projeto? b) SEXO; ( )feminino ( )masculino c) IDADE: d) Estado civil; ()casado ( )solteiro ( )amasiado ( )separado ( )divorciado ( )viúvo ( )outro e) Estado em que nasceu: f) Mora a quanto tempo em Toledo: g) DOMICILIO; ()próprio ()alugado ( ) cedido ( )financiado ( )invadido ( )arrendado h) Tipo de casa; ( )mista ( )material ( )madeira i) Número de cômodos; j) Abastecimento; ( )energia elétrica ( )água encanada; k) Escoamento sanitário; ( )fossa ( )esgoto ( )céu aberto l) Quantas pessoas moram na casa; m) Grau de parentesco Data de nascimento/idade Nível de escolaridade Trabalho: tipo de trabalho, renda, (informal, formal)

64 63 n) Tipo de família (monoparental, nuclear, reconstituída)? o) Participa de outro projeto no CRAS? p) Alguém de sua família participa de algum contra-turno? q) Sua família recebe benefício(os)? qual(is)? 2) Você ou alguém de sua família tem problemas de saúde? qual? como é a vida dessa pessoa (ela trabalha, estuda)? tem uma vida normal ou depende dos cuidados de outras pessoas? 3) Há quanto tempo a família participa do Projeto Cidadania e Segurança Alimentar? jà participou do Projeto outras vezes? quantas vezes? quais foram os motivos que fizeram sua família voltar a participar do projeto? 4) Teve algum momento ao longo de sua vida, em que sua família obtinha renda e não necessitasse de cesta básica? que momento foi esse? 5) Às vezes em que sua família recebeu cesta básica. Foi sua família quem procurou o CRAS para receber, ou vieram por outro motivo e a assistente social que encaminhou para receber? 6) À respeito das palestras socioeducativas, que você participa uma vez ao mês. Você aprendeu com elas? o que você aprendeu com essas palestras? qual foi o tema de palestra que você mais gostou? porque? o que você pensa que poderia melhorar nessas palestras? quais temas você acha que deveria ser abordado durante estes encontros? Porque você vem para a palestra? 7) Cesta básica. Como sua família vivia sem receber a cesta básica? a cesta básica do CRAS é a única fonte de alimentação que sua família tem durante o mês? sua família consome todos os produtos da cesta básica, ou tem algum produto que não é consumido? o que você gostaria que viesse na cesta básica? ela é suficiente para todos se alimentarem durante o mês inteiro? - Se a resposta da última pergunta for sim; como você faz para os alimentos darem para o mês inteiro?

65 64 - Se a resposta da última pergunta for não; como você faz para que sua família tenha alimentos todos os dias? 8) Sobre o acompanhamento do Serviço Social. A assistente social do CRAS já lhe visitou? qual foi o motivo das visitas? Você se sente à vontade com a visita da assistente social na sua casa? porque? sua família vem sempre ao CRAS? por quais motivos? 9) Você sabe o que é o Plano de Ação? o que é? 10) Você ou alguém de sua família fez algum curso no CRAS, ou foi encaminhado pelo CRAS para fazer algum curso em outro local? qual foi o curso? o que você pensa sobre os cursos que o CRAS oferece? porque? Você conseguiu emprego na área em que fez o curso? se sim. Onde? o que você pensa sobre os cursos que o CRAS oferece? tem algum que você gostaria de fazer mas não tem no CRAS? 11) Você ou alguém de sua família precisou de documentação em algum período e foi atendido e encaminhado pelo CRAS, para conseguir estes documentos? demorou para conseguir, foi difícil? 12) O que você pensa que poderia melhorar no Projeto Cidadania e Segurança Alimentar? porquê? 13) Faça uma avaliação sobre o Projeto Cidadania e Segurança Alimentar Continuado. Justifique a resposta. ( )ruim ( )bom ( )ótimo ( )ótimo, mas pode melhorar 14) No seu ponto de vista, porque continua recebendo até hoje? porquê?

66 65 APÊNDICE 3 FORMULÀRIO Universidade Estadual do Oeste do Paraná Unioeste Curso: Serviço Social 4º Ano Professor(a) Orientador(a) De Tcc: Marize Rauber Engelbrecht Acadêmico(a): Elisângela Aparecida Lima Objetivo Geral aa Pesquisa: Identificar as contribuições do Projeto Cidadania e Segurança Alimentar Continuado na vida dos usuários. Instrumento de Coleta De Dados: Entrevista aberta, com formulário semiestruturado Sujeitos Da Pesquisa: Profissional do Centro de Referência da Assistência Social da Vila Pioneiro- CRAS I DATA DA ENTREVISTA: / /2013 Nº DA ENTREVISTA: 1) Há quanto tempo trabalha na área da Assistência Social? Proteção Social Básica? 2) Há quanto tempo trabalha com as famílias do Projeto Cidadania e Segurança Alimentar do CRAS I? 3) Participa das reuniões sócio- educativas do Projeto Cidadania e Segurança Alimentar mensalmente? 4) Qual o perfil das famílias participantes? 5) No ponto de vista profissional. Porque algumas famílias permanecem por muitos anos no Projeto? 6) Qual a maior dificuldade que você observou, durante o acompanhamento com as famílias mais antigas do Projeto? 7) Que tipo de trabalho é realizado, para que estas famílias superem suas condições de vulnerabilidade após a inserção no Projeto? 8) As famílias aderem aos encaminhamentos? 9) O que você pensa sobre o Plano de Ação? Funciona com essas famílias? 10) O que no seu ponto de vista profissional, poderia contribuir, para que houvesse uma melhor efetivação do Projeto Cidadania e Segurança Alimentar?

67 66 11) Em relação as famílias que são inseridas no projeto cidadania e segurança alimentar, e permanecem por longos anos. Em sua análise, o que leva estas famílias, mesmo com o acompanhamento da rede socioassistencial, não conseguirem superar suas condições de riscos e vulnerabilidades e permanecerem tantos anos dependentes da cesta básica? 12) Que ponto deveria ser fortalecido: o Projeto, os profissionais, ou as famílias? 13) Sua análise profissional sobre: Projeto Cidadania e Segurança Alimentar; Família participante do Projeto; profissionais envolvidos com essas famílias.

68 67 Perfil dos Entrevistados APÊNDICE 4 Visando conhecer os sujeitos da pesquisa, seguem os gráficos com algumas informações que permitem apresentar, brevemente, o perfil das famílias participantes do Projeto Cidadania e Segurança Alimentar Continuado: Gráfico 01- Classificação dos tipos de organização familiar 40% 20% 40% familia nuclear familia monoparental familia reconstituida O gráfico, apresenta que as famílias monoparentais e as famílias reconstituídas são maioria no grupo participante do Projeto Cidadania e Segurança Alimentar Continuado. Em seguida, estão as famílias nucleares, aquelas consideradas ideais e que são constituídas por pai, mãe e filho (os), sendo estas a minoria no grupo estudado, somando apenas 20% do total. Gráfico 02- Distribuição por faixa etária 40% 20% 40% 20 Anos Anos 41 Anos A identificação da faixa etária das entrevistadas revela que 40% possui uma idade entre 21 (vinte e um) e 40 (quarenta) anos, outros 40% são de pessoas com idade igual ou maior do que 41 anos. A minoria encontra-se com 20% onde se enquadram os entrevistados com idade igual ou menor que 20 (vinte) anos.

69 68 Gráfico 03- Tempo que reside no município de Toledo-PR 20% 20% 60% 10 Anos Anos 31 Anos No que se refere ao tempo de domicílio no município de Toledo-PR, notou-se que 60% das famílias residem na cidade entre 11(onze) e 30 (trinta) anos. Enquanto 20% reside na cidade a menos de 10 (dez) anos, e os outros 20% residem durante um tempo igual ou maior do que 31 anos. Gráfico 4- Número de pessoas na residência 20% 20% 60% 2 Pessoas 3-5 Pessoas 6 Pessoas Sobre a quantidade de pessoas no mesmo domicílio, obteve-se o percentual de 60% das famílias sendo constituídas por 3,4 ou 5 pessoas, 20% das famílias são compostas por até 02 (duas) pessoas. E os outros 20%, são constituídas por mais de 06 (seis) pessoas na mesma residência.

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