OBRAS DE CONTROLE DE INUNDAÇÕES NA BACIA DO RIACHO DO IPIRANGA

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1 OBRAS DE CONTROLE DE INUNDAÇÕES NA BACIA DO RIACHO DO IPIRANGA ESTUDO DE VIABILIDADE AMBIENTAL EVA CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO VOLUME I Novembro de 2014

2 Página 2 de APRESENTAÇÃO Este documento tem como objetivo apresentar o Estudo de Viabilidade Ambiental - EVA do empreendimento denominado Obras para Controle de Inundações na Bacia do Riacho do Ipiranga, o qual consta do Programa de Aceleração do Crescimento 2 PAC 2, no âmbito das obras do Programa Drenagem Urbana Sustentável, proposto ao Governo Federal pelo Município de São Paulo através da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras SIURB. O empreendimento tem como objetivo o controle dos alagamentos nos pontos mais críticos da bacia do Ipiranga. As soluções propostas para a minimização do risco de inundações na área da respectiva bacia hidrográfica contemplam a implantação de sistemas hidráulicos que desempenhem as funções de reservar e reter as águas nos períodos de chuvas. As obras consistem no desassoreamento, ampliação e adequação da Lagoa Aliperti, que permitirá um volume de retenção de aproximadamente m³; a construção de um Reservatório RI-02 nas alças do Viaduto Ministro Aliomar Baleeiro com um volume aproximado de m³; a construção de canais entre os reservatórios, cuja soma da extensão dos trechos é de aproximadamente 70 metros; construção de novo extravasor, implantação de canal e túnel de ligação entre a Lagoa Aliperti e o reservatório Aliomar Baleeiro com total aproximado de 715 metros de extensão; desvio parcial do Córrego Cacareco para o reservatório R-02 em trecho de galeria e túnel com extensão total aproximada de 280 metros, e readequação hidráulica do Canal do Riacho do Ipiranga, em uma extensão de aproximada de metros. O objetivo deste estudo é descrever as principais características do empreendimento e dos aspectos ambientais envolvidos, de modo a instruir o processo de Licenciamento Ambiental junto à Secretaria do Verde e do Meio Ambiente - SVMA. Neste sentido foram consolidados neste documento dados e informações necessárias aos procedimentos de análise técnica para licenciamento deste empreendimento.

3 Página 3 de 97 SUMÁRIO Este EVA estrutura-se em 3 (três) capítulos, cujos conteúdos estão descritos a seguir: Volume I Apresenta os dados do empreendedor; informações gerais do empreendimento, objeto do estudo, justificativas e objetivos do projeto, assim como um breve histórico do empreendimento. Apresenta também informações detalhadas sobre o Projeto Básico, tais como concepção do projeto, estudo das alternativas técnicas, características construtivas, além de informações sobre os principais quantitativos de materiais e serviços e cronograma físico-financeiro. Ao final deste volume é apresentada a legislação ambiental e urbanística que incide sobre o empreendimento, bem como a verificação da compatibilidade da implantação do mesmo com esses dispositivos legais. Volume II Apresenta o Diagnóstico Ambiental, incluindo a definição das áreas de influência estabelecidas para os estudos e os diagnósticos propriamente ditos, contemplando os meios físico, biótico e socioeconômico. Volume III Apresenta os cenários prospectivos, quadros comparativos da provável situação ambiental futura da área de influência, considerando as hipóteses com e sem a implantação do empreendimento, além da identificação e avaliação de impactos ambientais e medidas mitigadoras compensatórias. Neste volume são descritos os Planos e Programas para controle, mitigação e/ou compensação dos impactos identificados. Constam ainda no mesmo as conclusões e recomendações do estudo realizado, com relação à viabilidade ambiental deste empreendimento. As Anuências, Diretrizes e Autorizações estão organizadas conforme o Termo de Referência, item 15. Ao final é apresentada a relação da bibliografia consultada para elaboração do estudo e os referentes anexos.

4 Página 4 de INFORMAÇÕES GERAIS 2.1. INFORMAÇÕES GERAIS DO EMPREENDEDOR Nome do Empreendimento: Obras para Controle de Inundações na Bacia do Riacho do Ipiranga Empreendedor: Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras SIURB Endereço: Av. São João, º andar CEP: São Paulo/SP. Contato: Engª Mônica de São Thiago Lopes Telefone: (11) IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA RESPONSÁVEL PELA ELABORAÇÃO DO PROJETO BÁSICO DO EMPREENDIMENTO Nome da empresa: Hidrostudio Engenharia Ltda. Endereço: Rua Cardoso de Almeida 167, cj.71 CEP: CNPJ: / Inscrição Estadual: isento Fone/Fax: (11) / (11) Contato: Ruy Juji Kubota 2.3. IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA RESPONSÁVEL PELO EVA Nome da empresa: Consórcio LHG (LBR Hagaplan Geosonda) Endereço: Rua Genebra, 264 cj. 42 Bela Vista CEP: CNPJ: / Inscrição Estadual: isento Fone/Fax: (11) / (11) Representante Legal: José Fernando Toledo Osório. Contato: Maria Helena Braga Brasil

5 Página 5 de CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO 3.1. Características gerais Localização geográfica O empreendimento objeto deste estudo localiza-se ao longo do Riacho do Ipiranga, localizado na zona sul do município de São Paulo- SP, o qual possui extensão aproximada de 9 km e é afluente da margem esquerda do Rio Tamanduateí. Sua nascente está localizada no Jardim Botânico de São Paulo, localizado no Parque Estadual Fontes do Ipiranga, em território sob jurisdição da Subprefeitura de Ipiranga. A partir de um local próximo à Rodovia dos Imigrantes seu curso de água principal passa a escoar em galeria até desaguar na Lagoa Aliperti, localizada próxima à Rua Dr. José Bento Ferreira. O Riacho do Ipiranga é canalizado ao longo da Avenida Doutor Ricardo Jafet que passa a ser denominada Professor Abrahão de Moraes na região da Saúde. A bacia hidrográfica do Riacho do Ipiranga possui aproximadamente 23,2 km², dos quais 82% são ocupados por área urbanizada e 18% por áreas verdes na região do Parque do Estado. Abrange parte dos bairros do Jabaquara, Saúde, Vila Mariana, Cursino e Ipiranga. A partir da montante da Lagoa Aliperti, a área de drenagem da bacia corresponde a 7,1 km² considerando a área do Parque do Estado por onde escoa um afluente que também aflui para a lagoa. A estrutura de saída da lagoa é composta por um vertedor, sendo que a jusante há uma galeria com 3,00 m x 2,12 m. Esta galeria segue sob a Rodovia dos Imigrantes até o início do canal aberto a jusante do Viaduto Min. Aliomar Baleeiro, próximo à Avenida Fagundes Filho. O canal aberto existente possui geometria variável e estende-se por aproximadamente 7,3 km de extensão entre o seu início e o desemboque do Riacho Ipiranga no Rio Tamanduateí, próximo ao encontro da Avenida Tereza Cristina com a Avenida do Estado. Este trecho em canal está situado entre as pistas das Avenidas Prof. Abraão de Morais, Dr. Ricardo Jafet e Av. Tereza Cristina, no trecho a jusante da Praça Monumento.

6 Página 6 de 97 Nas Figuras e são apresentadas, respectivamente, a localização geográfica do Riacho do Ipiranga no contexto regional e delimitação da respectiva Bacia sobreposta a Carta da EMPLASA do ano de Figuras Localização geográfica do Riacho do Ipiranga no contexto regional

7 Página 7 de 97 Figura Limite da Bacia do Riacho do Ipiranga, sobreposta a Carta da Emplasa, ano 2006.

8 Página 8 de Objeto de Licenciamento O objeto de licenciamento deste EVA corresponde a uma das medidas estruturais adotadas pelo Governo do Estado, constantes da proposta do Plano Diretor de Macrodrenagem da Bacia do Alto Tietê - PDMAT 3 (em fase de aprovação), assim como na Lei /2014 que aprova a Política de Desenvolvimento Urbano e o Plano Diretor Estratégico do Município de São Paulo, as quais visam solucionar os problemas de drenagem deste município através da implantação de sistemas hidráulicos que desempenhem as funções de reservar e reter as águas nos períodos de chuvas. As soluções propostas para a minimização do risco de inundações na bacia hidrográfica do Riacho Ipiranga contemplam as seguintes obras: Desassoreamento, ampliação e adequação da Lagoa Aliperti (RI-01) com volume aproximado de m³; Construção de novo extravasor, implantação de canal e túnel de ligação entre a Lagoa Aliperti e o reservatório Aliomar Baleeiro, com total aproximado de 715 metros de extensão; Implantação de Reservatório de Controle de cheias do Viaduto Aliomar Baleeiro (RI-02) com volume aproximado de m³; Túnel de ligação entre os dois reservatórios (RI-01 e RI-02) com 70 metros de extensão; Desvio parcial do Córrego Cacareco para o reservatório RI-02, em trecho de galeria e túnel com extensão total aproximada de 280 metros; Readequação Hidráulica do Canal existente do Riacho Ipiranga entre a Av. Fagundes Filho e Av. Bosque da Saúde, com extensão aproximada de metros Justificativa e Objetivos O Riacho do Ipiranga encontra-se canalizado ao longo da Avenida Doutor Ricardo Jafet que passa a ser denominada Professor Abrahão de Moraes na região da Saúde. Trata-se de importante via do município de São Paulo, principalmente para os moradores dos bairros do Cambuci, Mooca, Aclimação, Ipiranga, Saúde, Sacomã e Vila Prudente, além

9 Página 9 de 97 de ser acesso à Rodovia dos Imigrantes, que liga o município de São Paulo ao litoral. Também é via de acesso principal para a Avenida dos Bandeirantes, Marginal Tietê e Zoológico de São Paulo, além de servir de acesso ao Centro de Exposição Imigrantes e aos municípios de Diadema e do ABC Paulista. Ao meio da Avenida Professor Abrahão de Moraes, após o cruzamento com a Rua Vergueiro, há ainda a Estação do Metrô Santos - Imigrantes, que corresponde a parte importante do sistema de transporte coletivo e mobilidade urbana da região. A importância desta via para a mobilidade urbana, além da redução dos prejuízos causados pelas enchentes e inundações e consequente melhoria da qualidade de vida da população que mora e circula pela região, justificam a ação do poder público na proposta da implantação das obras. No período de chuvas, os pontos mais críticos de alagamentos ocorrem nas seguintes áreas da bacia: Av. Miguel Estéfano, nas proximidades do Parque do Estado; Rua Dr. José Bento Ferreira; Avenida Água Funda; Rodovia dos Imigrantes, próximo ao Viaduto Ministro Aliomar Balleiro; Córrego Cacareco (Rua Silvério Magalhães, Rua Gen. Otávio Salema, Rua Kalil Nader Habr, Rua Luis da Costa Ramos, Rua Primeiro de Agosto, Rua José Gaíba, Rua Santa Mercedes, Rua Ibiaporã e Rua Des. Alves de Castro); Av. Prof. Abraão de Morais; Av. Dr. Ricardo Jafet; Av. Tereza Cristina, conforme ilustra a figura

10 Página 10 de 97 Figura Manchas de inundação na área da bacia hidrográfica do Riacho do Ipiranga

11 Página 11 de 97 Assim, por tratar-se de obra constante do Programa Drenagem Urbana Sustentável no âmbito das obras do Programa de Aceleração do Crescimento 2 PAC 2, a proposta está também justificada de acordo com os conceitos as diretrizes dos Planos Regionais das Subprefeituras na matéria da Estruturação Urbanística Ambiental, a saber: Subprefeitura do Jabaquara Art.9 - Para a Estruturação Urbanística Ambiental tem-se como princípio recuperar o ambiente degradado, através de novo paradigma que estabeleça a interação da população com esse ambiente, numa relação de igualdade da importância dada ao homem e à natureza, associando diretrizes para possíveis usos públicos, com condições de estruturar as relações sociais e gerar sua apropriação, além de fortalecer a convivência existente e criar possibilidades de novas relações sociais, de cuidado e de manutenção. Subprefeitura da Vila Mariana Art. 4º - O Plano Urbanístico-Ambiental da Subprefeitura Vila Mariana está organizado em torno dos elementos estruturadores compostos pelas Redes Hídricas, Viária Estrutural, Transporte Público Coletivo e Centralidades. Subprefeitura do Ipiranga Seção VII Dos Instrumentos de Gestão Ambiental Art. 51 As diretrizes estabelecidas neste Plano Regional, com a finalidade de proteger, recuperar e melhorar a qualidade ambiental do território compreendido pela Subprefeitura do Ipiranga, deverão ser observadas pela lei específica de zoneamento ambiental, nos termos dispostos pelos artigos 248 a 255 da Lei Nº de 13 de setembro de 2.002, em especial, as seguintes: I. A ampliação das áreas arborizadas, constituídas pelos Caminhos Verdes e Parques Lineares, que passam a integrar o Sistema de Áreas Verdes; II. O aumento das áreas permeáveis, em especial, junto às cabeceiras de drenagem; III. As obras de drenagem necessárias para o controle dos alagamentos

12 Página 12 de 97 De acordo com os conceitos adotados pelo Governo do Estado constantes da proposta do Plano Diretor de Macrodrenagem da Bacia do Alto Tietê - PDMAT 3, este empreendimento contempla a implantação de sistemas hidráulicos que desempenhem as funções de reservar e reter as águas nos períodos de chuvas. As obras consistem na ampliação da Lagoa Aliperti que permitirá um volume de retenção de aproximadamente m³; a construção de um Reservatório RI-02 nas alças do Viaduto Ministro Aliomar Baleeiro com um volume aproximado de m³; a construção de canais entre os reservatórios, cuja soma da extensão dos trechos é de aproximadamente 1000 metros, desvio do Córrego Cacareco para o reservatório (trecho em túnel), readequação do Canal do Riacho do Ipiranga a montante da Av. Bosque da Saúde. De acordo com as informações técnicas que orientam o projeto e com as características da bacia hidrográfica, as Obras para Controle de Inundações na Bacia do Riacho do Ipiranga promoverão a redução da mancha de inundação da região, atingindo assim o seu objetivo principal. As fotos apresentadas a seguir (Figuras a ) ilustram os transtornos recorrentes nas temporadas de chuvas, ao longo da região da Av. Abrahão de Moraes, ao longo dos anos de 1999 a 2014.

13 Página 13 de 97 Figura Transbordamento do Riacho do Ipiranga ano Fonte: Uol noticiais Figura Cheia do Riacho do Ipiranga ano 1999 Fonte: Uol noticiais

14 Página 14 de 97 Figura Transbordamento do Riacho do Ipiranga no ano de 2011 Fonte: Uol noticiais Figura Transbordamento do Riacho do Ipiranga no ano de 2012 Fonte: IG noticiais

15 Página 15 de 97 Figuras e Alagamento na Avenida Alagamento na Av. Abraão de Morais, ano Fonte/Foto: Reprodução TV Globo

16 Página 16 de 97 Figura Alagamento na Avenida Miguel Estéfano Figura Alagamento na Avenida Teresa Cristina

17 Página 17 de 97 Figura Alagamento na Avenida Ricardo Jafet Figura Extravasamento da lagoa Aliperti

18 Página 18 de Projeto O Projeto apresentado no presente EVA contém todos os elementos técnicos necessários para a licitação do empreendimento e contratação da empresa ou consórcio de empresas vencedoras do processo licitatório promovido pela Prefeitura Municipal de São Paulo - PMSP através da Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras - SIURB, bem como para a implantação do empreendimento. O desenvolvimento dos projetos executivos complementares com os detalhes necessários durante a implantação das obras, ficarão sob a responsabilidade do contratado. O empreendimento consiste na implantação das seguintes estruturas (vide ANEXO 1): Reservatório RI-01 Lagoa Aliperti com V = m 3 O Reservatório RI-01 Lagoa Aliperti foi concebido visando recuperar parte da área do lago através do seu desassoreamento, de modo a obter um volume suficiente para possibilitar o amortecimento das vazões neste ponto da bacia. A Lagoa Aliperti está localizada junto a Rodovia dos Imigrantes e a Rua Dr. José Bento Ferreira e recebe atualmente as contribuições provenientes do Riacho Ipiranga e de um afluente que tem origem no Parque do Estado. Esta lagoa encontra-se bastante assoreada, sendo que originalmente possuía uma área duas vezes maior do que a atual. O reservatório foi concebido de forma a aproveitar toda a área disponível da lagoa onde foi obtido um volume útil de m 3. O reservatório funcionará on-line por gravidade recebendo continuamente o Riacho Ipiranga, o afluente do Parque do Estado e parte do escoamento proveniente da Avenida Água Funda.

19 Página 19 de 97 Figura Área para reservatório Lagoa Aliperti. Fonte: Google Maps

20 Página 20 de 97 Reservatório RI-02 Viaduto Min. Aliomar Baleeiro com V = m 3 Figura Área proposta para implantação do reservatório RI-02 - Viaduto Min. Aliomar Baleeiro. Fonte: Google Maps O reservatório RI-02 foi projetado na área do Viaduto Aliomar Baleeiro, localizado a montante do início do canal aberto do Riacho Ipiranga. Este local foi escolhido para a implantação deste reservatório devido à disponibilidade da área e por encontrar-se em um local estratégico, já que está localizado imediatamente a montante de uma área crítica de inundação devido à falta de capacidade do sistema de macrodrenagem, principalmente no trecho a montante da Avenida Bosque da Saúde. O reservatório RI-02 foi concebido com a função principal de diminuir as vazões de cheia no trecho inicial do canal do Riacho Ipiranga e minimizar as intervenções para readequação do canal existente. Terá um volume aproximado de m³ e receberá as contribuições provenientes do Riacho Ipiranga e dos córregos Água Vermelha e Cacareco.

21 Página 21 de 97 Desvio parcial do Córrego Cacareco para o reservatório R-02 trecho em galeria e trecho em túnel Foi projetado um desvio parcial da vazão do Córrego Cacareco que será direcionada para o Reservatório Aliomar Baleeiro RI-02 para amortecimento, será executada uma galeria com 170,00 metros e um túnel com 110,00 metros de extensão e diâmetro de 3,50 metros. Canal entre os reservatórios RI 01 e RI 02 O trecho entre os dois reservatórios propostos sofre com inundações devido à insuficiência do sistema de macrodrenagem existente, sendo possível observar, durante eventos mais críticos, o escoamento das águas pluviais pela Rodovia dos Imigrantes. Mesmo com a adequação da Lagoa Aliperti para atuar no amortecimento de cheias, a galeria existente que liga a Lagoa ao início do canal aberto somente terá capacidade hidráulica suficiente para escoar vazões referentes a chuvas com tempo de recorrência de até 10 anos. Sendo assim, foi realizado o projeto de um canal no canteiro central da Rodovia dos Imigrantes para aumentar a capacidade deste trecho passando a escoar vazões para um tempo de recorrência de até 25 anos. O canal terá a função de receber a saída secundária da Lagoa Aliperti, coletar o escoamento da Rodovia dos Imigrantes e eventualmente do sistema de microdrenagem local para então, encaminhar as vazões de cheia para o reservatório RI-02 adequadamente.

22 Página 22 de 97 Figura Planta Projeto do Canal de extravasão Lagoa Aliperti à Reservatório RI-02. Readequação do canal a montante da Av. Bosque da Saúde O início do canal do Riacho Ipiranga possui uma capacidade hidráulica bastante restrita em relação às vazões de projeto, principalmente, no trecho a montante da Avenida Bosque da Saúde. Atualmente, o canal neste trecho tem capacidade de escoar entre 20,0 e 50,0 m3/s enquanto a vazão de projeto para TR 100 anos é de aproximadamente 160,0 m3/s. Assim, para que o canal passe a atender a vazões para o tempo de recorrência de até 100 anos após a construção dos reservatórios RI-01 e RI-02, é proposta uma intervenção no canal para adequação da sua capacidade hidráulica. No cenário proposto, a vazão de projeto para TR 100 anos passa para 74,2 m3/s e com o canal proposto, a sua capacidade hidráulica de escoamento será de 75,0 m3/s. As figuras a seguir (Figura a ) ilustram o trecho do empreendimento e respectivas intervenções.

23 Página 23 de 97 Figura Área do empreendimento e respectivas intervenções. Fonte: Google Maps

24 Página 24 de 97 Figura Vista da Lagoa Aliperti - Área do Reservatório Projetado RI Vista da saída da Lagoa Aliperti

25 Página 25 de Vista do emboque da galeria a jusante da Lagoa Aliperti Vista da Rodovia dos Imigrantes para montante Área da Lagoa Aliperti assoreada entre as pistas.

26 Página 26 de Vista da Rodovia Imigrantes a partir da Lagoa Aliperti para jusante do Riacho Ipiranga trecho em galeria Início do trecho em canal aberto do Riacho Ipiranga vista para montante próximo à Avenida Miguel Estefano.

27 Página 27 de 97 Figura Parte do Trecho onde será implantado o canal e túnel de ligação entre a Lagoa Aliperti e o reservatório Aliomar Baleeiro, com total aproximado de 715 metros de extensão. Figura Vista da área do Reservatório Projetado RI-02, sob Viaduto Aliomar Baleeiro.

28 Página 28 de 97 Foto Vista da área do Reservatório Projetado RI-02, sob Viaduto Aliomar Baleeiro. Foto Rodovia dos imigrantes, acesso ao Viaduto Aliomar Baleeiro.

29 Página 29 de 97 Foto e Canal do Ipiranga a montante da Av. Bosque da Saúde.

30 Página 30 de Concepção do Sistema de Obras de Controle de Enchentes da Bacia do Riacho do Ipiranga A possibilidade da implantação de reservatórios com o objetivo de amortecer os picos de cheias e restituir a capacidade de retenção da bacia hidrográfica perdida com o processo de urbanização está de acordo com o Art. 215 da Lei n 16050/2014, a qual regulamenta a Política de Desenvolvimento Urbano e o Plano Diretor Estratégico do Município de São Paulo como uma das medidas estruturais que visam a redução dos riscos de inundação, alagamentos e de suas consequências Estudos hidrológicos Os estudos hidrológicos e hidráulicos foram conduzidos de modo a estimar as vazões de projeto na bacia e avaliar a capacidade dos canais e galerias da macrodrenagem de veicular estas vazões. Para tanto, foi realizada a modelagem hidrológica da bacia, com base em chuvas de projeto e transformação chuva-vazão, considerando o amortecimento em calha e propagação da onda de cheia nos canais. Foram avaliados dois cenários de simulação, o cenário da situação atual da bacia e o cenário da situação proposta pelo projeto, considerando as respectivas intervenções. Assim, os cenários foram simulados para diferentes níveis de segurança avaliados com base nos Tempos de Recorrência (TR) de 10, 25, 50 e 100 anos para a chuva de projeto escolhida. Chuva de projeto Para a simulação hidrológica da formação do escoamento superficial na bacia hidrográfica foram utilizadas chuvas de projeto, ou chuvas críticas de referência, estimadas com base nas curvas IDF (Intensidade Duração Frequência). Estas curvas são funções que relacionam a intensidade de chuva com a sua duração e frequência estatística de ocorrência, ou período de retorno (TR). O período de retorno é o tempo médio, em anos, em que um evento de precipitação é igualado ou superado. As curvas IDF são estimadas a partir de registros históricos de precipitação e, no caso do estado de São Paulo, estão reunidas na publicação Equações de Chuvas Intensas do Estado de São Paulo (DAEE- USP, 1999). Para a definição da chuva de projeto, deve ser adotado um período de retorno e uma duração, de modo a obter a precipitação total na duração considerada. Para a cidade de

31 Página 31 de 97 São Paulo estão disponíveis as curvas IDF descritas na Tabela (Martinez e Magni, 1999). Tabela Equações de intensidade-duração-frequência para a cidade de São Paulo, anteriores a Fonte: Martinez e Magni (1999). Posteriormente, Martinez e Magni atualizaram as curvas IDF para o Estado de São Paulo, incluindo a capital. A curva IDF da cidade de São Paulo foi atualizada para o posto E3-035, operado pelo Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas IAG, conforme mostrado na Tabela Tabela Dados do posto utilizado para o estudo IDF de São Paulo. Fonte: Martinez e Magni (1999). Por considerar um espaço amostral maior que as demais curvas, totalizando 65 anos de dados, foi adotada a IDF atualizada por Martinez e Magni (1999), utilizando os dados do posto E-035, a qual é dada pela Equação 3.1. Foi adotado o tempo de duração da chuva crítica t = 2 horas e foram analisados os períodos de retorno TR = 10, 25, 50 e 100 anos.

32 Página 32 de 97 Onde: i é a intensidade de precipitação, em mm/min, t é a duração da chuva, em min e TR é o período de retorno da chuva, em anos. Para a obtenção do ietograma de projeto, que é o gráfico de totais precipitados em intervalos parciais dentro da duração considerada, deve-se adotar uma distribuição temporal da precipitação ao longo da duração da chuva. A distribuição temporal da precipitação é um fator importante na elaboração da chuva de projeto, pois afeta o volume escoado e o tempo de pico. Neste estudo, a discretização temporal da chuva foi feita pelo método de Huff, segundo a distribuição de intensidade do 1º Quartil, utilizado para chuvas de curta duração e maior intensidade. A Tabela mostra as precipitações de projeto utilizadas na simulação e a Figura o ietograma de projeto. Tabela Precipitação de projeto.

33 Página 33 de 97 Figura Ietograma de Projeto. Modelos e softwares utilizados para simulação hidrológica A precipitação efetiva é calculada em função das características físicas da bacia e das condições de infiltração da água no solo. Fatores como compacidade e saturação do solo, grau de impermeabilização das superfícies e tipo de cobertura vegetal interferem diretamente na quantidade de chuva infiltrada e na parcela que escoa até os rios e em quanto tempo. Quanto mais impermeabilizada a bacia, maior o volume escoado e menor o tempo de escoamento. Encontram-se disponíveis na literatura diversos modelos matemáticos que simulam o processo de transformação chuva-vazão, que consiste na conversão da chuva em vazão nos canais da macrodrenagem. Com estes modelos é possível avaliar, para uma dada chuva, qual a vazão nos pontos de interesse nos cursos d água. O modelo hidrológico deve ser escolhido segundo critérios que contemplem as características da bacia hidrográfica, os resultados que se pretende obter e também de modo que os parâmetros requeridos pelo modelo sejam condizentes com as informações disponíveis para a bacia hidrográfica.

34 Página 34 de 97 Um modelo hidrológico comumente utilizado para bacias hidrográficas urbanas é o SCS, desenvolvido nos Estados Unidos na década de 80 (Natural Resources Conservation Service, 1986), sendo amplamente utilizado em virtude de sua simplicidade de parâmetros e facilidade de aplicação. Neste modelo, a retenção de parte da chuva na bacia e a infiltração são os principais fatores que determinam a quantidade de chuva que se converte em escoamento superficial, chamada precipitação efetiva (PE). A estimativa da precipitação efetiva considera o tipo hidrológico do solo e a condição de umidade anterior, representados pelo parâmetro CN, que varia de 0 a 100. Quanto mais impermeável, maior o CN. Com o total precipitado em cada intervalo, calcula-se a chuva excedente, que se torna escoamento superficial direto. As simulações hidrológicas foram feitas com o software HEC-HMS, um módulo da plataforma HEC (Hydrologic Engineering Center), desenvolvido pelo U.S. Army Corps of Engineers para simular a transformação chuva-vazão em sistemas de bacias e subbacias, por meio dos modelos tradicionalmente utilizados em hidrologia para o estudo de cheias e planejamento de drenagem urbana. Configurações da bacia hidrográfica para simulação hidrológica Para a simulação hidrológica, a bacia hidrográfica é configurada em elementos característicos, como sub-bacias, trechos de canal, reservatórios e nós. Devem ser fornecidos os parâmetros físicos de cada sub-bacia, como a área de drenagem e ponto de deságue, e os parâmetros do modelo escolhido para a transformação de chuva em vazão. No caso do modelo SCS, devem ser informados o Curve Number CN e o tempo de concentração tc. Parâmetro Curve Number (CN) O parâmetro Curve Number (CN) foi estimado segundo metodologias de classificação hidrológica do solo e de estimativa da parcela impermeável adequadas às diferentes condições de uso do solo. Para as áreas em condições naturais foram utilizados dados da publicação Análise geológica e caracterização dos solos na bacia do Alto Tietê para a avaliação do coeficiente de escoamento superficial (DAEE, 1998).

35 Página 35 de 97 Para a estimativa da parcela de áreas impermeáveis, foi utilizada a metodologia proposta em Campana e Tucci (1995) Estimativa de área impermeável de macrobacias urbanas, descrita na Equação 3.2: Equação 3.2: Onde: Aimp = Parcela de área impermeável (%) e d = densidade populacional (hab/ha). Foi aplicado um CN ponderado para as sub-bacias do Riacho Ipiranga com exceção da sub-bacia que corresponde ao Parque do Estado onde foi obtido outro valor para o CN conforme mostrado na Tabela Tabela Cálculo do CN ponderado para as sub-bacias do Riacho Ipiranga. Tempo de Concentração O tempo de concentração foi calculado pelo método cinemático, em função do comprimento do trecho e da velocidade de escoamento (Equação 3.3). A velocidade de escoamento foi estimada com base na declividade e tipo de revestimento do canal. Equação 3.3:

36 Página 36 de 97 Onde: tc = tempo de concentração (min); L = comprimento do trecho (m); v = velocidade de escoamento (m/s) e td = tempo difuso (decorrido entre o início da chuva e a entrada do escoamento nos canais da macrodrenagem, em min). Propagação de onda de cheias em canais Para os trechos de canal devem ser fornecidos os parâmetros físicos e os parâmetros do modelo utilizado para a propagação da onda de cheia. Neste estudo, as vazões obtidas foram propagadas utilizando o modelo de Muskingum, que requer como parâmetros a constante de tempo de trânsito K (em horas) e o fator de ponderação X (adimensional) da influência relativa das vazões de entrada e saída do trecho no armazenamento promovido por este. Os parâmetros hidrológicos da bacia utilizados na simulação estão apresentados na Tabela

37 Página 37 de 97 Tabela Parâmetros das sub-bacias para simulação hidrológica.

38 Resultados das simulações hidrológicas Cenário Atual Data: Página 38 de 97 A Tabela apresenta as vazões de projeto com Tempo de Recorrência (TR) de 10, 25, 50 e 100 anos. A Figura mostra o hidrograma simulado na foz. Tabela Vazões de projeto Cenário Atual.

39 Página 39 de 97 Tabela Vazões de projeto Cenário Atual (continuação)

40 Página 40 de 97 Figura Hidrograma Simulado na Foz do Riacho Ipiranga - Cenário Atual Estudos Hidráulicos Com base nos resultados da simulação hidrológica e no cadastro das seções do canal do Riacho Ipiranga, foi elaborado um modelo hidráulico utilizando o software HEC-RAS para determinação da linha d água no canal em função das vazões de projeto. O software utilizado é um módulo da plataforma HEC (Hydrologic Engineering Center), desenvolvido pelo U.S. Army Corps of Engineers para análise de sistemas fluviais. A Figura 4.1 mostra a linha d água no trecho em canal aberto do Riacho Ipiranga para o cenário atual e diferentes tempos de recorrência. Além da análise da linha d água, foram calculadas as capacidades das seções do canal nos trechos com geometrias diferentes e sob travessias e pontes por meio da Equação de Manning (Equação 4.1) conforme apresentado na Tabela 4.1. Em que: Q = vazão (m3/s); A = área da seção (m2); Rh = raio hidráulico (m); I = declividade; n = coeficiente de rugosidade de Manning.

41 Página 41 de 97 Resultados dos Estudos Hidráulicos Cenário Atual Figura Perfil Hidráulico do Riacho Ipiranga - Cenário Atual.

42 Página 42 de 97 Tabela Verificação hidráulica do canal do Riacho do Ipiranga Cenário atual

43 Página 43 de 97 Análise dos resultados e diagnóstico hidráulico A partir dos resultados obtidos é possível constatar que a maior parte do canal no trecho a montante da Rua Rodrigo Vieira não possui capacidade hidráulica suficiente para escoar vazões para Tempos de Recorrência (TR) acima de 25 anos. No trecho a montante da Av. Bosque da Saúde o déficit de vazão é ainda maior e o canal e as travessias não possuem capacidade hidráulica para escoar vazões para TR acima de 10 anos. Este é um dos trechos mais críticos da bacia onde chuvas menos intensas já são suficientes para que ocorra o extravasamento do canal e o alagamento da Av. Prof. Abraão de Morais. No trecho a montante entre a Av. Fagundes Filho e a Lagoa Aliperti também foi verificado que a galeria existente não tem capacidade para escoar vazões para TR superiores a 10 anos e, frequentemente, pode ser observado o escoamento superficial das águas pluviais pela Rodovia dos Imigrantes durante a ocorrência de chuvas mais intensas. Por meio de vistorias técnicas e observação do histórico da região, sabe-se que há inundações na cabeceira da bacia próximo ao Parque do Estado, na Avenida Miguel Estéfano e na Rua Dr. José Bento Ferreira devido a deficiências no sistema de macrodrenagem e o não aproveitamento de parte do volume dos lagos do Parque do Estado e da Lagoa Aliperti para o amortecimento de cheias. Outro ponto crítico da bacia encontra-se no trecho final devido a dois fatores principais. Primeiramente, o trecho de canal estroncado a jusante da Rua Tabor não possui capacidade suficiente para escoar vazões para TR acima de 50 anos. Outro fator relevante está relacionado com o aumento do nível d água no Rio Tamanduateí durante chuvas intensas que gera um remanso no Riacho Ipiranga acarretando na diminuição da capacidade hidráulica de escoamento do canal principal. Assim, na ocorrência do extravasamento do canal, a água passa a escoar pela Av. Tereza Cristina até que os níveis tanto no Riacho Ipiranga quanto no Rio Tamanduateí voltem a diminuir e que a água possa ser drenada pelo sistema de microdrenagem.

44 Página 44 de Histórico O Riacho do Ipiranga é um dos principais afluentes do Rio Tamanduateí, e vem sendo objeto de intervenções por parte da Prefeitura de São Paulo há décadas. O processo histórico de ocupação e consequentes modificações ao redor da bacia hidrográfica do Ipiranga contribuíram com mudanças no local como impermeabilização do solo, canalização do córrego, retirada de meandros (retificação do canal) e assoreamento, os quais ocasionaram o aumento da probabilidade de ocorrência de inundações. Neste contexto, entende-se por inundação tipo particular de enchente, onde a elevação do nível de água normal atinge tal magnitude que as águas não se limitam à calha principal do rio, extravasando para áreas marginais, habitualmente não ocupadas pelas águas IGCE/DGA (2004). Cumpre destacar que o Riacho do Ipiranga sofre efeito do remanso do Rio Tamanduateí, o que provoca inundações no seu trecho de jusante (Av. Teresa Cristina). Observam-se também pontos críticos de alagamentos ao longo da Av. Ricardo Jafet. Os problemas dessa esfera agravam-se nas épocas de alto índice pluviométrico, causando além de inundações, graves problemas em relação às doenças e infestação de vetores nas áreas alagadas e arredores. Figura Lagoa Aliperti em Figura Lagoa Aliperti em 2011 Fonte: Emplasa, 1981 Fonte : Google, 2011

45 Página 45 de 97 O gerenciamento das águas pluviais tem sido um grande desafio enfrentado pelo poder público em virtude das altas taxas de crescimento populacional e da ocupação de áreas de proteção ambiental (como as áreas de mananciais) e de áreas de risco de enchentes. Para solucionar problemas desta natureza, adota-se convencionalmente obras de canalização, associadas a construção de vias marginais e relocação populacional. A drenagem da área da Bacia do Riacho do Ipiranga foi priorizada pelo Governo Municipal para regularizar a vazão das águas drenadas na bacia, para a qual o parâmetro de cálculo de projeto está hoje ultrapassado devido à intensa urbanização da região, e em alguns trechos o sistema hidráulico existente não atende sequer a uma vazão com período de retorno TR=10 anos. O empreendimento objeto deste estudo consta do Programa de Aceleração do Crescimento 2 PAC 2, no âmbito das obras do Programa Drenagem Urbana Sustentável, proposto ao Governo Federal pelo Município de São Paulo através da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras SIURB. O estudo em questão, aprovado pela SIURB/PROJ, propõe uma série de medidas estruturais, visando o tratamento das cheias na região do Riacho do Ipiranga, sendo a mais importante à construção de reservatórios. A possibilidade da implantação de reservatórios com o objetivo de amortecer os picos de cheias e restituir a capacidade de retenção da bacia hidrográfica perdida com o processo de urbanização foi adotada pela Lei n 16050/2014, a qual regulamenta a Política de Desenvolvimento Urbano e o Plano Diretor Estratégico do Município de São Paulo como uma das medidas estruturais que visam solucionar os problemas de drenagem da cidade.

46 Página 46 de Características do Projeto As características do projeto referente às soluções propostas para a minimização do risco de inundações na bacia hidrográfica do Riacho Ipiranga são listadas a seguir: Desassoreamento, ampliação e adequação da Lagoa Aliperti (R-01) com volume aproximado de m³; Construção de novo extravasor, implantação de canal e túnel de ligação entre a Lagoa Aliperti e o reservatório Aliomar Baleeiro, com total aproximado de 715 metros de extensão; Implantação de Reservatório de Controle de cheias do Viaduto Aliomar Baleeiro (R- 02) com volume aproximado de m³; Túnel de ligação entre os dois reservatórios (R-01 e R-02) com 70 metros de extensão; Desvio parcial do Córrego Cacareco para o reservatório R-02, em trecho de galeria e túnel com extensão total aproximada de 280 metros; Readequação Hidráulica do Canal existente do Riacho Ipiranga entre a Av. Fagundes Filho e Av. Bosque da Saúde, com extensão aproximada de metros. A planta geral da bacia com a localização das intervenções propostas, é apresentada no ANEXO 1 deste documento Reservatório RI-01 Lagoa Aliperti com V = m 3 O reservatório localizado na Lagoa Aliperti foi concebido de forma a aproveitar toda a área disponível da lagoa onde foi obtido um volume útil de m3. O reservatório funcionará on-line por gravidade recebendo continuamente o Riacho Ipiranga, o afluente do Parque do Estado e parte do escoamento proveniente da Avenida Água Funda. Assim, foi concebido um reservatório visando recuperar parte da área da lagoa através do seu desassoreamento e obter um volume suficiente para possibilitar o amortecimento das vazões neste ponto da bacia. As figuras mostram a lagoa em 1969 e em 2011.

47 Página 47 de 97 No trecho da Rodovia dos Imigrantes que passa sobre a lagoa foi construída uma ponte e por isso, o desassoreamento da lagoa não afetaria a sua estrutura. O fundo do reservatório está localizado na cota 752,00 m e o orifício de fundo na cota 753,80 mantendo uma lâmina d água permanente de aproximadamente 2,0 m devido ao escoamento de base. A estrutura de saída é composta por um orifício de fundo com 2,0 m x 1,0 m na cota 753,80, e dois vertedores. Um vertedor será construído em uma estrutura juntamente com o orifício de fundo onde a jusante há uma galeria com dimensões de 3,00 m x 2,12 m e capacidade hidráulica de aproximadamente 20,0 m3/s. Este vertedor é composto por dois níveis, o primeiro localizado na cota 756,50 m com 1,50 m de largura e 0,50 m de altura e o segundo, na cota 757,00 m com 5,0 m de largura e 2,00 m de altura. O outro vertedor está localizado entre as pistas da Rod. dos Imigrantes onde encontrará um canal retangular com 3,00 m x 2,00 m, que deverá ser construído junto com os reservatórios, com capacidade hidráulica de aproximadamente 21,3 m3 /s. Este vertedor terá sua soleira posicionada na cota 757,00 m.

48 Página 48 de 97 Figura Projeto Reservatório Lagoa Aliperti O projeto do reservatório é apresentado no Anexo Reservatório RI-02 Viaduto Min. Aliomar Baleeiro O reservatório RI-02 foi concebido com a função principal de diminuir as vazões de cheia no trecho inicial do canal do Riacho Ipiranga e minimizar as intervenções para readequação do canal existente. Este reservatório terá um volume de m3 e receberá as contribuições provenientes do Riacho Ipiranga e dos córregos Água Vermelha e Cacareco.

49 Página 49 de 97 O reservatório possuirá três entradas, uma para receber o Riacho Ipiranga, a segunda para captar o Córrego Água Vermelha que escoa sob Avenida dos Bandeirantes e a terceira para o Córrego Cacareco a partir da Avenida Miguel Estéfano. O reservatório será composto por dois poços localizados nas alças do lado oeste do viaduto. O poço 1 (sul) que receberá o Riacho Ipiranga e uma galeria vinda da Avenida dos Bandeirante terá a 13,0 m de profundidade estando o fundo na cota 740,00 m. O poço 2 (norte) que receberá o córrego Cacareco e a uma segunda galeria da Avenida dos Imigrantes terá 13,50 m de profundidade e o fundo localizado na cota 739,50 m. A entrada principal que receberá o maior aporte de vazão será feita por dois túneis com 3,20 m de diâmetros com capacidade hidráulica total de 60,0 m3/s que ligarão o reservatório à galeria existente e ao canal no canteiro central da Rodovia dos Imigrantes. No lado oeste de cada poço haverá uma entrada para que o reservatório receba as contribuições provenientes do Córrego Água Vermelha e da drenagem da Avenida dos Bandeirantes. Cada galeria possui 1,0 m de diâmetro e a chegada será feita através de uma escada hidráulica para dissipação da energia. Na Avenida Miguel Estéfano será construída uma caixa para desviar parcialmente o córrego Cacareco através de uma galeria para o poço 2 do reservatório RI-02. Neste caso o escoamento de base seguirá diretamente para o canal do Ipiranga e o excedente durante as chuvas verterá para a galeria de acesso ao reservatório. A galeria terá 2,8 m de diâmetro e capacidade hidráulica de 20,5 m3/s. A saída do reservatório RI-02 será feita parte por gravidade e parte por bombeamento. Na cota 749,20 m está localizada um orifício com 1,50 m de diâmetro para saída por gravidade. Abaixo desta cota o escoamento do reservatório será realizado por um sistema de bombeamento contendo seis bombas com capacidade de 0,4 L/s cada. Desvio parcial do Córrego Cacareco para o reservatório R-02 trecho em galeria e trecho em túnel Foi projetado um desvio parcial da vazão do Córrego Cacareco que será direcionada para o Reservatório Aliomar Baleeiro RI-02 para amortecimento, será executada uma galeria com 170,00 metros e um túnel com 110,00 metros de extensão e diâmetro de 3,50 metros.

50 Página 50 de 97 O projeto do reservatório é apresentado no Anexo 03. Figura Planta Projeto do Reservatório RI-02 Viaduto Aliomar Baleeiro Canal entre os reservatórios O trecho entre os reservatórios RI-01 e RI-02 sofre com inundações devido a insuficiência do sistema de macrodrenagem existente onde é possível observar durante eventos mais críticos, o escoamento das águas pluviais pela Rodovia dos Imigrantes. A adequação da Lagoa Aliperti não é suficiente para atuar no amortecimento das cheias, sendo assim, foi realizado o projeto de um canal no canteiro central da Rodovia dos Imigrantes para aumentar a capacidade deste trecho passando a escoar vazões para um tempo de recorrência de até 25 anos. O canal terá a função de receber a saída secundária da Lagoa Aliperti, coletar o escoamento da Rodovia dos Imigrantes e eventualmente do sistema de microdrenagem local para então, encaminhar as vazões de cheia para o reservatório RI-02 adequadamente. O canal projetado terá 3,0 m de largura por 2,0 m de altura, aproximadamente 575 m de extensão, declividade de 0,005 m/m e revestimento em concreto. Na Figura é possível visualizar a localização do canal bem como na planta geral de intervenções

51 Página 51 de 97 apresentada no ANEXO 1. No ANEXO 04 consta o projeto do canal de ligação entre a Lagoa Aliperti (RI-01) e os Reservatórios RI-02. Figura Planta do Canal de extravasão Lagoa Aliperti à Reservatório RI Adequação do canal entre o Viaduto Ministro Aliomar Baleeiro e a Av. Bosque da Saúde O início do canal do Riacho Ipiranga possui uma capacidade hidráulica bastante restrita em relação às vazões de projeto, principalmente, no trecho a montante da Avenida Bosque da Saúde. Atualmente, o canal neste trecho tem capacidade de escoar entre 20,0 e 50,0 m3/s enquanto a vazão de projeto para TR 100 anos é de aproximadamente 160,0 m3/s. Assim, para que o canal passe a atender a vazões para o tempo de recorrência de até 100 anos após a construção dos reservatórios RI-01 e RI-02, é proposta uma intervenção no canal para adequação da sua capacidade hidráulica. No cenário proposto, a vazão de projeto para TR 100 anos passa para 74,2 m3/s e com o canal proposto, a sua capacidade hidráulica de escoamento será de 75,0 m3/s. Considerando que não há espaço suficiente para aumentar a largura do canal, é proposta a execução de um canal retangular com 6,50 m de largura e 3,50 m de altura

52 Página 52 de 97 aproveitando a largura do canal existente. O trecho de canal que sofrerá esta intervenção possui aproximadamente m e terá a declividade de fundo corrigida para 0,003 m/m. A figura mostra a seção proposta para a mesma seção. O projeto do trecho de canal é apresentado no ANEXO 05. Figura Seção transversal na travessia da Avenida Bosque da Saúde - Atual Figura Seção transversal na travessia da Avenida Bosque da Saúde - Proposta

53 Página 53 de Descrição das principais atividades a serem desenvolvidas durante e após a implantação do empreendimento. Seguem abaixo elencadas as principais atividades a serem desenvolvidas durante a obra. Execução de serviços preliminares (instalação do canteiro, sondagens, demolição e remoção de entulho); Movimento de terra: escavação/remoção material classe 2A - (resíduos inertes); Serviços de pavimentação asfáltica; Serviços de drenagem superficial; Execução de contenções verticais em parede diafragma; Execução de estruturas e fundações em concreto; Edificação da casa de comando; Instalações elétricas; Execução de paisagismo e plantio de árvores Instalação de equipamentos (conjunto moto-bomba e válvulas); Execução de obras de canalização em tubos e galerias moldadas; Instalação de gradil Características das intervenções previstas Relação de matérias-primas processadas e suas quantidades médias anuais. Tendo em vista as características e natureza das obras, não serão extraídas matérias primas específicas, nem tampouco processadas, para o fim a que essas obras se destinam. O resíduo de construção civil gerado terá gestão por intermédio do Programa de Gestão e Supervisão Ambiental, o qual será apresentado pelas empresas especializadas a serem contratadas para a implantação das obras.

54 Página 54 de Relação das máquinas e equipamentos utilizados, contando potência e/ou capacidade dos mesmos. O quadro abaixo relaciona as máquinas e equipamentos a serem utilizados constando potência e/ou capacidade dos mesmos, durante a execução das intervenções necessárias a implantação do empreendimento. BATE ESTACAS (COMPLEMENTO 22B) EQUIPAMENTO BATE-ESTACAS HIDRÁUL.P/ INSTAL. DE DEFENSAS VIÁRIAS-S/CAMINHÃO BETONEIRA 400 LITROS BOMBA PARA INJEÇAO DE NATA DE CIMENTO 20 A 40 L/MIN. BOMBA SUBMERSÍVEL DE DRENAGEM 5 HP BOMBEAMENTO E LANÇAMENTO DE CONCRETO P/ ESTRUTURAS DE OBRAS ATÉ 80M 3 CAMINHÃO BASCULANTE - 10 M 3 CAMINHÃO BASCULANTE - 4 M 3 CAMINHÃO CARGA SECA CAP. 8 TON COM GUINDASTE CAP. 3TON/3M CAMINHÃO CARGA SECA CAPACIDADE 8 TON. CAMINHÃO COM CARROCERIA DE MADEIRA COMP. 4,20 M CAMINHÃO ESPARGIDOR- TANQUE 6000 L CAMINHÃO IRRIGADEIRA L- BASCULANTE C/CABINE. COMPACTADOR MANUAL DE PLACA VIBRATÓRIA REVERSÍVEL 282 KG COMPRESSOR PORTÁTIL PCM (COM DIESEL E OPERADOR) ESCAVADEIRA DE LANÇA FIXA - 0,66 M3 ESCAVADEIRA HIDRÁULICA SOBRE ESTEIRAS CAP. 1,50 M3

55 Página 55 de 97 EQUIPAMENTO FRESADORA DE PAVIMENTOS A FRIO LARG. FRES MM GRADE ARADORA DE 18 DISCOS GUINDASTE DE LANÇA FIXA SOBRE ESTEIRAS - 12 T GUINDASTE HIDRÁULICO SOBRE PNEUS - 20/25 T MÁQUINA DE SOLDA-RETIFICADOR 500A MARTELETE ROMPEDOR PNEUMÁTICO MATERIAIS E EQUIPAMENTOS PARA SONDAGEM MISTURADOR DE ARGAMASSA MOTONIVELADORA HP PÁ CARREGADEIRA DE PNEUS - 1,80 M3 PERUA KOMBI 50% EM OPERAÇÃO RETROESCAVADEIRA - CAP. CAÇAMBA FRONTAL 0,76 M3 ROLO COMPACTADOR DE PNEUS - 27 TON ROLO COMPACTADOR VIBRATÓRIO DE UM CILINDRO 7 TON. ROLO COMPACTADOR VIBRATÓRIO DE UM CILINDRO PÉ DE CARNEIRO 7,5 TON ROMPEDOR TRATOR DE ESTEIRA - 9 TON. TRATOR DE TRAÇÃO AGRÍCOLA VASSOURA MECÂNICA - REBOCADA MECANICAMENTE VIBRADOR DE IMERSÃO COM 5M DE MANGUEIRA COM MOTOR ELETRICO 2HP VIBROACABADORA DE ASFALTO SOBRE ESTEIRA CAP. 300 TON/H

56 Página 56 de Relação de combustíveis utilizados, constando capacidade de armazenamento e consumo anual dos mesmos. Durante o desenvolvimento dos serviços serão consumidos combustíveis do tipo diesel e biodiesel para uso exclusivo das máquinas e veículos como caminhões, escavadeiras, guindastes, rolos compactadores, etc.; necessários à realização das obras. Estes combustíveis serão acondicionados em unidades móveis para abastecimento e lubrificação das máquinas e veículos nas frentes de serviço, com capacidade de reservação de até 8.000lts de óleo diesel, 1.000lts de óleo lubrificantes e hidráulicos e 200kg de graxa. O consumo dos combustíveis depende das características e quantidade utilizada de cada equipamento, estando diretamente relacionado à programação das frentes de obras Estimativa dos volumes e tipos de resíduos e efluentes a serem gerados pela atividade. Os volumes e tipos de resíduos e efluentes a serem gerados pela atividade, no momento de limpeza e manutenção do reservatório, serão quantificados no projeto executivo, onde também serão determinadas as formas de controle para a manutenção dos empreendimentos em questão. Os reservatórios seguirão critérios rigorosos de limpeza e manutenção para que o seu pleno funcionamento seja mantido Quantidades e tipos de produtos a serem extraídos, produzidos, armazenados, tratados e utilizados. Os produtos extraídos durante a realização das obras (terra escavação) são produtos da fase de terraplenagem, e serão dispostos no próprio empreendimento e/ou em áreas devidamente licenciadas. Serão utilizados na intervenção volumes de concreto e aço a serem adquiridos em usinas comerciais, conforme os volumes estimados abaixo indicados:

57 Página 57 de 97 DESCRIÇÃO UN. QUANTIDADE CONCRETO Fornecimento e aplicação de concreto compactado a rolo m³ Fornecimento e aplicação de concreto usinado fck=30,0mpa, m³ bombeado Fornecimento e aplicação de concreto projetado fck=30,0mpa m³ Fornecimento e aplicação de concreto usinado fck=20,0mpa, m³ bombeado 2207 Parede Diafrag. Moldada " in loco" (0,70 m) fretag. mat, mão de m³ obra e central de lama Parede Diafrag. Moldada " in loco" (0,50 m) fretag. mat, mão de m³ obra e central de lama TOTAL m³ AÇO Fornecimento e aplicação de aço CA-50, ø> ou = 1/2" ton 980,3 Fornecimento e aplicação de aço CA-50, <> ou = 1/2" ton 123,9 Fornecimento e aplicação de tela de aço ton 15,3 TOTAL ton 1.119, Estimativa do número de viagens diárias a serem geradas pela obra e/ou atividade O empreendimento localiza-se na Zona Sul do Município de São Paulo, que abrange parte dos bairros Jabaquara, Saúde, Vila Mariana, Cursino e Ipiranga. Assim, os efeitos e/ou impactos provocados pelo número de viagens de caminhões, rebatem sobre as vias principais (expressas), vias arteriais primárias/secundárias, via coletora e consequentemente nas vias locais, sendo que o potencial de interferência pode ser avaliado pelo número de caminhões necessários ao escoamento dos materiais. Para calcular a estimativa do número de viagens diárias a serem geradas pelo empreendimento em questão, foi realizado um cálculo através dos dados iniciais de projeto, ao qual se estima: Volume aproximado de m³ ( ton), para o fornecimento de concreto em geral. Estima-se um fluxo de 6 betoneira/caminhão por dia, ou seja 3 veículos betoneira/caminhão por hora, o que representa a permanência ininterrupta de 2

58 Página 58 de 97 veículos betoneira/caminhão; um operando e outro esperando durante todo o dia útil. Volume aproximado de 1.119,20 ton, para o fornecimento de aço em geral. Considerando que uma carreta tenha a capacidade de suportar até 5,4 ton de bobinas de aço, é possível estimar o fluxo de 6 caminhões por mês. Está previsto a movimentação de aproximadamente m³ de solo. Para o processo de terraplanagem, foi estimado um prazo de 20 meses, em que aproximadamente 695,6 m³ de solo deverão ser transportados por dia. Estimandose que um caminhão transporte cerca de 10m³ de solo, calcula-se que sejam necessárias cerca de 70 viagens por dia, alternando entre 7 a 9 caminhões Fluxo diário de pessoas (permanente/flutuante) No empreendimento em questão o fluxo diário de pessoas (permanente / flutuante) foi estimado pela quantidade serviços a serem executados nos 24 meses de obra, considerando também o número de colaboradores efetivos em cada fase do empreendimento. O fluxo diário aproximado, durante o período estimado no cronograma de obras no período de 24 meses é de 100 pessoas (permanente / flutuante) Movimento de terra volumes de corte e/ou aterro e bota-fora (inclusive entulhos) Durante a realização das obras, os serviços de terraplenagem deverão ter controle ambiental e recuperação de áreas de empréstimo, canteiros e bota-fora. No entanto, para esse controle estimam-se os volumes corte e/ou aterro e bota-fora (inclusive entulhos) apresentados nas a seguir: Remoção de Solo DESCRIÇÃO UNIDADE VALOR Escavação mecânica, carga e remoção de terra até a distância média de m³ ,0km Escavação mecânica, carga e remoção de terra até a distância média de m³ ,0km TOTAL m³

59 Página 59 de 97 Empréstimo de Solo DESCRIÇÃO UNIDADE VALOR Fornecimento de terra, incluindo escavação, carga e transporte até a distância média de 1,00 km, medido no aterro compactado Fornecimento de terra, incluindo escavação, carga e transporte até a distância média de 1,00 km, medido no aterro compactado m³ m³ TOTAL m³ Bota-Fora DESCRIÇÃO UN. QUANTIDADE SERVIÇOS PRELIMINARES Material inerte ton ,89 LAGOA ALIPERTI Material não inerte ton ,00 Material inerte ton ,00 RESERVATÓRIO ALIOMAR BALEEIRO Material não inerte ton ,63 Material inerte ton ,74 CANAL EXTRAVASOR Material não inerte ton 1.342,65 Material inerte ton ,16 TÚNEL - 3,50M Material não inerte ton 169,79 Material inerte ton 1.528,07 CÓRREGO DO CACARECO Material não inerte ton 724,78 Material inerte ton 6.541,01 TRECHO 5 - DEMOLIÇÃO Material não inerte ton 8.048,50 Material inerte ton 3.449,36 TRECHO 5 - ESCAVAÇÃO Material não inerte ton ,30 Material inerte ton ,86 OBRAS COMPLEMENTARES Material inerte ton ,65 As áreas previstas para empréstimo e bota-fora sáo, respectivamente, a Sargon Asfaltos Ltda e CDR Pedreira, ambas devidamente licenciadas A localização de ambos com relação à área do empreendimento é apresentada a segui.

60 Página 60 de 97 Bota -Fora Jazida

61 Página 61 de Cronograma Físico As obras estão planejadas para serem implantadas em um prazo total de 24 meses conforme apresentado no quadro a seguir. Quadro Cronograma Físico-Financeiro

62 Página 62 de 97 Quadro Cronograma Físico-Financeiro (continuação)

63 Página 63 de 97 Quadro Cronograma Físico-Financeiro (continuação)

64 Página 64 de Planilha de investimento Conforme apresentado acima no Quadro Cronograma Físico-Financeiro, o investimento total das obras que compõem o empreendimento é de aproximadamente R$ ,86, com financiamento aprovado pela Caixa Econômica Federal, constante do Programa Drenagem Urbana Sustentável no âmbito das obras do Programa de Aceleração do Crescimento 2 PAC Estudo de Alternativas Tecnológicas e Locacionais Com o intuito de desenvolver os projetos para redução do risco de ocorrência de inundação na bacia hidrográfica do Riacho Ipiranga, foi realizado o estudo das condicionantes de projetos impostas pela situação atual da bacia. Como a bacia encontra-se totalmente urbanizada, com exceção da área do Parque do Estado, há diversas condicionantes que limitam a possibilidade de intervenções na bacia hidrográfica, tais como: Vazões de restrição Ocupação de fundo de vale Áreas disponíveis para reservatórios O item a seguir descreve as condicionantes de projeto existentes e justifica as suas implicações no estudo de alternativas Vazões de restrição O Riacho Ipiranga deságua no Rio Tamanduateí em um ponto da bacia onde a área de drenagem tem aproximadamente 302,1 km 2 e apresenta as seguintes vazões de acordo com o estudo hidrológico realizado no Plano Diretor da bacia do Alto Tietê (PDMAT): TR 10 anos - Q =343,6 m 3 /s TR 25 anos - Q=457,4 m 3 /s TR 50 anos - Q = 569,8 m 3 /s

65 Página 65 de 97 Neste trecho, a calha atual do rio Tamanduateí não tem capacidade hidráulica suficiente para escoar as vazões para chuvas mais intensas onde inundações são observadas com frequência. Próximo à sua foz, a calha do Rio Tamanduateí tem capacidade hidráulica de aproximadamente 487 m3/s. Além disto, com a elevação do nível de água no Rio Tamanduateí, há ocorrência de uma onda de remanso no Riacho Ipiranga e diminuição da capacidade hidráulica de escoamento do canal existente. Então, qualquer intervenção na bacia hidrográfica do riacho Ipiranga que venham a aumentar as vazões atuais é inviável porque agravará as enchentes a jusante Ocupação de fundo de vale O Riacho Ipiranga está localizado ao longo de vais importantes, como a Av. Teresa Cristina, Av. Dr. Ricardo Jafet, Av. Prof. Abraão de morais e a Rodovia dos Imigrantes, e não possui mais a sua várzea e áreas de inundação natural. A criação de um Parque linear junto ao curso de água principal poderia ser uma alternativa para auxiliar no controle de cheias na bacia através do retardamento do escoamento e armazenamento da água ao longo do parque durante as chuvas. Entretanto, devido ao tipo de ocupação do fundo de vale pelas avenidas citadas, esta alternativa torna-se completamente inviável Sistema de drenagem existente Atualmente o sistema de macrodrenagem é composto principalmente pela canalização em concreto do curso de água principal e por galerias nos afluentes. Considerando o grau de urbanização da bacia e o fato do canal principal encontrar-se confinado em meio a vias intensamente movimentadas, torna-se bastante difícil realizar grandes intervenções. A adoção de medidas visando a reservação e diminuição do aporte atual de vazões para o sistema é uma alternativa recomendada neste caso pois além de gerar obras localizadas para a construção de reservatórios, tem impactos muito menores sobre o trânsito do que a ampliação ou execução de um reforço, por exemplo.

66 Página 66 de Áreas disponíveis para reservatórios Ao estudar a bacia foram localizadas as áreas onde poderiam ser construídos reservatórios para controle de cheias, porém, há poucas áreas disponíveis. As figuras a seguir mostram as áreas analisadas. Figura Lagos do Parque do Estado Fonte: Google Maps, 2011 O Parque do Estado possui lagos que poderiam atuar no amortecimento das vazões de cheia (figura 4.4-1) por meio da diminuição da lâmina de água permanente nas épocas de cheia e readequação das estruturas hidráulicas de saída.

67 Página 67 de 97 Figura Lagos do Parque do Estado Fonte: Google Maps, 2011 A Figura mostra a Lagoa Aliperti que está localizada a Rodovia dos Imigrantes e a Rua Dr. José Bento Ferreira. A Lagoa encontra-se em um ponto estratégico da bacia a montante do início das áreas de inundação.

68 Página 68 de 97 Figura Área para reservatório Viaduto Min. Aliomar Baleeiro Fonte: Google Maps, 2011 Além destes locais foram localizadas outras áreas como mostrado na Figura 4.4-4, que após analisadas se mostraram locais de maior dificuldade para implantação de reservatórios e por isto, no detalhamento dos projetos, foi dada prioridade para as outras áreas localizadas na parte mais a montante da bacia.

69 Página 69 de 97 Figura Outras áreas para reservatórios analisadas

70 Página 70 de Solução Proposta A partir dos estudos realizados e das condicionantes de projeto apresentadas, chegou-se a um plano de intervenções na bacia hidrográfica do Riacho Ipiranga incluindo dois reservatórios de amortecimento de cheias e um trecho de readequação da canalização existente em associação com algumas medidas complementares. A seguir estão as intervenções propostas Reservatório RI-01 Lagoa Aliperti com V = m3; Reservatório RI-02 Viaduto Ministro Aliomar Baleeiro com V = m3; Canal entre os reservatórios RI 01 e RI 02; Readequação do canal a montante da Av. Bosque da Saúde. Após a escolha das intervenções foram realizadas novas simulações hidrológicas e hidráulicas para a avaliação do impacto das soluções propostas, conforme apresentado no item 3.2 Concepção do Sistema de Obras de Controle de Enchentes da Bacia do Riacho do Ipiranga. A Figura mostra o hidrograma simulado na foz do Riacho do Ipiranga para os cenários atual (linha sólida) e proposto (linha pontilhada) para os tempos de recorrência de 10, 25, 50 e 100 anos. Figura Hidrograma simulado na foz do Riacho do Ipiranga para os cenários atual e proposto

71 Página 71 de 97 As figuras a seguir mostram os hidrograma de entrada e saída dos reservatórios estudados para os tempos de recorrência de 25 e 100 anos onde é possível observar o abatimento das vazões de pico. Figura Funcionamento do Reservatório RI-01- TR=25 anos Figura Funcionamento do Reservatório RI-01- TR=100 anos

72 Página 72 de 97 Figura Funcionamento do Reservatório RI-02 - TR=25 anos Figura Funcionamento do Reservatório RI-02- TR=100 anos

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