GUIA DE SERVIÇOS DE SAÚDE MENTAL RS

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1 GUIA DE SERVIÇOS DE SAÚDE MENTAL RS APRESENTAÇÃO O Presente Guia de Saúde Mental tem por objetivo divulgar à população em geral usuários, familiares, trabalhadores em saúde, serviços de saúde, gestores municipais e demais organizações sociais um conjunto de elementos capazes de subsidiar a elaboração e o desenvolvimento de projetos voltados para uma política de atenção integral em saúde mental, bem como divulgar a rede composta por diversas ações e serviços de saúde mental no Sistema Único de Saúde (SUS) no âmbito estadual existente até o momento. O Governo do Estado radicaliza o processo de democratização capaz de gerar uma nova consciência de cidadania e de transformar as condições das populações excluídas, intervindo no processo que as produz. Compreende que é por políticas públicas que se pode garantir meios reais de vida nas áreas de saúde mental, cultura, moradia, trabalho, educação para a inclusão social. Com a responsabilidade de ofertar serviços públicos qualificados, integrais e permanentes, a partir da construção de uma rede de proteção mais justa e universal. A Política Estadual de Saúde, pautada nos auspícios da construção da democracia e na perspectiva dos direitos dos cidadãos, e Política de Atenção Integral à Saúde Mental, também consubstanciada na Reforma Psiquiátrica, no Rio Grande do Sul através da Lei Estadual número 9.716, de 07 de agosto de 1992, que determina a substituição dos hospitais psiquiátricos por uma rede de serviços sócio-sanitários, e no país, através da Lei Federal número de 06 de abril de 2001, são os pilares e a sustentação dos propósitos e realidades já constituídas e apresentadas neste Guia. Também representa a iniciativa de estabelecer padrões mínimos de qualidade na atenção em saúde mental, nos diversos níveis de complexidade e em todos os serviços, especializados ou não, tendo em vista as políticas de organização da rede de serviços e de financiamento das ações e dos serviços de saúde no Estado do Rio Grande do Sul. Por isso, representa também um importante instrumento de controle social. Lembramos que o compromisso dos gestores de saúde com os parâmetros e metas de atenção à saúde, bem como as atividades estabelecidas como prioritárias, deverão compor os Planos de Aplicação e Relatórios de Gestão, conforme a legislação, e deverão ser utilizados no acompanhamento dos serviços nessa área. O Estado do Rio Grande do Sul tem sido pioneiro no Brasil em iniciativas que tornam realidade a reforma psiquiátrica, que é um longo processo de transformação das estruturas de serviços ofertados à população, com a transformação do caráter centralizador da atenção nas internações psiquiátricas, para a formação de uma rede de atenção integral a saúde mental. O Estado conta hoje com diversas iniciativas em saúde mental municipais muito bem-sucedidas. Atualmente cerca de 85,5% dos municípios oferecem algum tipo de atenção na área. Ao longo do texto, serão apresentados pressupostos fundamentais da atenção em saúde mental no SUS e diretrizes e parâmetros para o trabalho em saúde mental. Torna-se assim prioritário subsidiar os serviços, seus profissionais e seus gestores locais com informações que permitam, em parceria com o Governo do Estado, criar as condições para uma atenção qualificada nesta área. Tal necessidade justifica a elaboração deste Guia de Serviços de Saúde Mental no Estado. MANIFESTAÇÃO DA ASSEDISA Os municípios foram ousados ao tomarem a iniciativa de criarem serviços locais de saúde mental no final da década de 80, utilizando os recursos humanos, culturais, materiais e financeiros disponíveis. São pioneiros Bagé, São Lourenço do Sul, Santo Augusto, Alegrete, Novo Hamburgo, Porto Alegre, Pelotas, Santa Maria, Osório, Palmares, Nova Prata, Passo Fundo, Carazinho, Três de Maio, Nova Petrópolis, São Marcos, Santa Cruz do Sul, São Francisco do Sul e Santiago. A maior parte dos serviços continua, numa trajetória de avanços e recuos, condicionadas pelas gestões, pelos trabalhadores de saúde e de saúde mental e, muito especificamente, pelos recursos financeiros. Os

2 primeiros serviços foram impulsionados e impulsionaram a formação de pessoas para a atenção à saúde mental no Estado do Rio Grande do Sul, possibilitaram a criação do Fórum Gaúcho de Saúde Mental e, principalmente, foram decisivos para a aprovação da Lei Estadual da Reforma Psiquiátrica em A partir dos pioneiros, das modificações no financiamento federal e na política estadual de saúde, e da municipalização da saúde, outros municípios também ousaram e criaram serviços municipais de saúde mental visando à atenção qualificada, singularizada e cidadã dos portadores de sofrimento psíquico. Assim, podemos citar Caçapava do Sul, Horizontina, Viamão, Alvorada, Gravataí, Santo Antônio da Patrulha, Candiota, Uruguaiana, Barra do Quaraí, Campo Bom, Estância Velha, Caxias do Sul, São Leopoldo, Canoas, Santa Vitória do Palmar, Jaguarão, Bom Jesus, Bento Gonçalves, Augusto Pestana, entre outros. Hoje em 2002, estamos em condições de editarmos um Guia de Saúde Mental, que informe sobre os serviços existentes e que estimule a criação de novos. Ancorados na história recente, no ano de 2001 dedicado pela OMS à Saúde Mental e no qual o Brasil aprovou a Lei Nacional de Reforma Psiquiátrica, bem como realizou a III Conferência Nacional de Saúde Mental, podemos afirmar que o caminho da reforma psiquiátrica está cada vez mais consolidado e legitimado em nossa sociedade, a qual assumiu o lema Cuidar Sim, excluir não. Francisco Isaias Presidente Assedisa - RS Sandra Fagundes Secretária executiva de saúde mental Conasems I PRINCÍPIOS E DIRETRIZES 1 PRINCÍPIOS ORIENTADORES DO SUS: SAÚDE COMO DIREITO: a saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício, por meio de políticas econômicas e sociais que visem à redução de riscos de doença e de outros agravos e ao estabelecimento de condições que assegurem acesso universal e igualitário às ações e serviços para a promoção, proteção e recuperação da saúde individual e coletiva. UNIVERSALIDADE: é a garantia de atenção à saúde por parte do sistema, a todo e qualquer cidadão. Com a universalidade, o sujeito passa a ter direito de acesso a todos os serviços públicos de saúde, assim como aqueles contratados pelo poder público, sem preconceitos ou privilégios de qualquer espécie. EQÜIDADE: considera-se a igualdade na assistência à saúde, com ações e serviços priorizados em função de situações de risco, das condições de vida e da saúde de determinados indivíduos e grupos de população. INTEGRALIDADE DA ATENÇÃO: é o reconhecimento na prática dos serviços de que: - cada pessoa é um todo indivisível e integrante de uma sociedade; - as ações de promoção, proteção e recuperação da saúde formam também um todo indivisível e não podem ser fragmentadas; - as unidades prestadoras de serviço, com seus diversos graus de complexidade, também formam um todo indivisível configurando um sistema capaz de prestar assistência integral. PARTICIPAÇÃO: é a democratização do conhecimento do processo saúde/doença e dos serviços, estimulando a organização da sociedade para o efetivo exercício de controle social na gestão do sistema. É a garantia constitucional de que a população, através de suas entidades representativas, participará do processo de formulação das políticas de saúde e do controle de sua execução, em todos os níveis desde o federal até o local. 2 DIRETRIZES DA SECRETARIA DA SAÚDE DO RIO GRANDE DO SUL Descentralização na aplicação do recurso, com autonomia de gestão para os municípios,

3 regionalização e integralidade da atenção a saúde, estendendo a capacidade de organização de unidades de saúde e dos serviços de média complexidade, fortalecendo as instâncias de controle social baseando-se nas definições de prioridades estabelecidas nos Conselhos Municipais de Saúde e no Conselho Estadual de Saúde para utilização do recurso, e estimulação da formação e capacitação dos trabalhadores para a qualificação das ações de saúde. 3 OBJETIVOS DA POLÍTICA DE ATENÇÃO INTEGRAL A SAÚDE MENTAL Desencadear e potencializar a atenção integral à saúde mental para crianças, adolescentes, adultos e idosos. Implantar o Projeto São Pedro Cidadão. Garantir os direitos dos portadores de sofrimento psíquico, visando ampliar a capacidade de autonomia dos cidadãos, dos grupos e da coletividade. Implementar ações para a melhoria da qualidade de vida dos portadores de sofrimento psíquico institucionalizados. Incrementar a qualificação dos trabalhadores de saúde em saúde mental. 4 - DIRETRIZES DA POLÍTICA DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE MENTAL QUANTO À ATENÇÃO NOS SERVIÇOS DE SAÚDE MENTAL ACOLHIDA: capacidade de desenvolver ações que acolham todos/ as os/usuários/as que procurem os serviços, sem distinções que levem à exclusão e segregação, organizando os serviços de forma que haja disponibilidade para o atendimento e/ou escuta imediata. VÍNCULO: entendido como a humanização da relação com o/a usuário/a, na sua singularidade, reconhecendo em cada um/a capacidade de crítica de escolha da modalidade de atendimento que melhor se adequa às suas necessidades. RESPONSILIDADE: integral pela atenção aos sujeitos, considerando a especificidade de cada população: crianças, adolescentes, adultos, idosos/as, pessoas em situação de rua, pessoas institucionalizadas. CONTRATO DE CUIDADOS: através da elaboração e informação aos/as usuários/as dos processos de atenção à saúde, individual ou coletiva, terapêutica ou preventiva. Este deve considerar a história de vida, a cultura e a singularidade de cada sujeito, suas inter-relações na sociedade, reconhecendo o saber de cada um sobre suas potencialidades e fragilidades QUANTO AO PROCESSO DE TRALHO DAS EQUIPES DE SAÚDE MENTAL INTERDISCIPLINARIDADE: atuação da equipe não deve ser limitada exclusivamente ao campo biológico ou dentro do trabalho. A equipe deve procurar envolver-se com profissionais de outras áreas, de forma a ampliar seu conhecimento, permitindo a abordagem do sujeito como um todo, considerando seu contexto sócio-econômico-cultural. INTEGRALIDADE DA ATENÇÃO: a equipe deve estar capacitada a oferecer de forma conjunta ações de promoção, proteção, prevenção, tratamento, cura e reabilitação, tanto no nível individual quanto coletivo. INTERSETORIALIDADE: é o desenvolvimento de ações integradas entre os serviços de saúde e outros órgãos, com a finalidade de articular políticas e programas de interesse para a saúde, cuja execução envolva áreas não compreendidas no âmbito do Sistema Único de Saúde, potencializando, assim, os recursos financeiros, tecnológicos, materiais e humanos disponíveis e evitando duplicidade de meios para fins idênticos. HUMANIZAÇÃO DA ATENÇÃO: é a responsabilização mútua entre os serviços de saúde e a sociedade, e o estreitamento do vínculo entre as equipes de profissionais e a população. RESOLUTIVIDADE: capacidade de responder adequadamente às demandas dos serviços de saúde, seja identificando causas e fatores de risco aos quais a população está exposta, seja intervindo apropriadamente. CAPACITAÇÃO, INVESTIGAÇÃO, PESQUISA E AVALIAÇÃO CONTINUADA: é o permanente repensar da prática cotidiana e das relações estabelecidas na própria equipe, com

4 os/as usuários/as e com os diversos segmentos da sociedade. No processo de trabalho, a aprendizagem nunca deve terminar e as ações qualificam-se a partir da investigação, da pesquisa, da capacitação e da troca de informações QUANTO ÀS AÇÕES DESENVOLVIDAS O conceito abrangente de saúde, definido na Constituição Federal deverá nortear a mudança progressiva dos serviços, passando de uma organização da assistência centrado na doença para a atenção integral à saúde, onde haja a incorporação de ações de promoção e de proteção, ao lado daquelas propriamente ditas de recuperação. Para melhor identificar quais os principais grupos de ações de promoção, de proteção e de recuperação da saúde a serem desenvolvidas prioritariamente, é necessário conhecer as principais características do perfil epidemiológico da população, não só em termos de doenças mais frequentes, como também em termos das condições sócio-econômicas da sociedade, dos seus hábitos e estilos de vida e de suas necessidades de saúde; os grupos de maior risco e vulnerabilidade social e a infra-estrutura de serviços disponíveis AÇÕES DE PROMOÇÃO E PROTEÇÃO À SAÚDE Estes grupos de ações podem ser desenvolvidos por organizações governamentais, empresas, associações comunitárias e indivíduos. Tais ações visam a redução de fatores de risco, que constituem ameaça à saúde dos cidadãos, podendo provocar-lhes incapacidades e doenças. Esses grupos compreendem um elenco vasto e diversificado de ações de natureza eminentemente educativo-preventivas AÇÕES DE RECUPERAÇÃO DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO O diagnóstico deve ser feito o mais precocemente possível, assim como o tratamento deve ser instituído de imediato, de modo a deter a progressão da doença. Por isso, todos os serviços de saúde, devem buscar o adequado desempenho dessas duas ações fundamentais de recuperação à saúde. O tratamento deve ser prestado ao usuário/usuária portador/a de qualquer alteração de sua saúde, cujo atendimento deve ser realizado por profissional de nível elementar ou profissional especializado, com uso de tecnologia avançada. O tratamento deve ser conduzido desde o início com a preocupação de impedir o surgimento de eventuais incapacidades decorrentes das diferentes doenças e danos AÇÕES DE REILITAÇÃO Consistem na recuperação parcial ou total das capacidades no processo de doença e na reintegração do indivíduo ao seu ambiente social e à sua atividade profissional. As ações de recuperação de saúde na maior parte das vezes, podem e devem ser planejadas através de estudos epidemiológicos, definição de cobertura e concentração das ações assistenciais de saúde. No caso da atenção a grupos de risco, a previsão e planejamento destas ações tornam-se imperiosas e conjugadas às ações de promoção e proteção. II PARÂMENTROS DE ASSISTÊNCIA EM SAÚDE MENTAL 1 ORGANIZAÇÃO DO PROCESSO DE TRALHO DAS EQUIPES Apresentamos a seguir alguns parâmetros que podem auxiliar no planejamento das ações. Salientamos que cada município deve pactuar no Conselho Municipal de Saúde, de acordo com a realidade, as necessidades e problemas locais, as metas e parâmetros mais adequados. Os municípios devem se orientar pelas Portarias do Ministério da Saúde 224/92 189/02 e 336/02, no que tange ao tipo de serviço e recursos humanos, bem como pelos seguintes parâmetros de assistência:

5 a) tempo médio de duração do atendimento Individual: 30 minutos Grupal: 90 minutos b) número médio de consultas e/ou atendimentos individuais: Tratamento medicamentoso: 3 consultas/hora Tratamento Psicoterápico: 2 consultas/hora Outros atendimentos: 2 atendimentos/hora c) número de participantes nos atendimentos grupais: Psicoterapia de grupo: no máximo, 10 usuários Grupo de orientação: no máximo, 15 usuários Outros: mais de 15 usuários d) distribuição desejável de carga horária dos profissionais Assistência direta aos usuários: 60% Reunião de serviço e capacitação: 20% Atividades coletivas: 20% e)distribuição de atendimentos no serviço, considerando 22 dias úteis no mês: 80% carga horária ocupada Horas Cons. Hora Cons. Dia 6,1 9,6 9,6 14,4 12,8 19,2 Cons. Mês % carga horária ocupada Horas Cons. Hora Cons. Dia Cons. Mês TIPOS DE AÇÕES E SERVIÇOS POR POPULAÇÃO/MINICÍPIO POPULAÇÃO/MUNICÍPIO: Até habitantes AÇÃO/SERVIÇOS PROPOSTOS: Saúde Mental na Atenção Básica; Oficina Terapêutica; Equipe Especializada; Serviço Residencial Terapêutico; Leito em Hospital Geral. POPULAÇÃO/MUNICÍPIO: a habitantes AÇÃO/SERVIÇOS PROPOSTOS: Saúde Mental na Atenção Básica; Oficina Terapêutica; Ambulatório Especializado; CAPS I; Serviço Residencial Terapêutico; Leito em Hospital Geral; Hospital-Dia. POPULAÇÃO/MUNICÍPIO: a habitantes AÇÃO/SERVIÇOS PROPOSTOS: Saúde Mental na Atenção Básica; Oficina Terapêutica; Ambulatório Especializado; CAPS I CAPS II; CAPS Álcool e Drogas; Serviço Residencial Terapêutico; Leito em Hospital Geral; Hospital-Dia; Pronto-Atendimento. POPULAÇÃO/MUNICÍPIO: Acima de habitantes AÇÃO/SERVIÇOS PROPOSTOS: Saúde Mental na Atenção Básica; Oficina Terapêutica; Ambulatório Especializado; CAPS I; CAPS II; CAPS II; CAPS Criança e Adolescência; CAPS Álcool e Drogas; Serviço Residencial Terapêutico; Leito em Hospital Geral; Hospital-Dia; Pronto- Atendimento Leito em Hospital Geral. 3 REFERÊNCIA E CONTRA-REFERÊNCIA

6 A perspectiva de atuação em rede de atenção integral à saúde exige um cuidado especial no que diz respeito ao encaminhamento mais adequado e resolutivo para cada situação, de acordo com sua complexidade, garantindo o retorno do/a usuário/a ao local que deu origem ao encaminhamento, quando for esta a indicação. Para estabelecer uma rede de referência e contra-referência é necessário mapear os locais que mantém vínculo direto ou indireto com o serviço, especificando quais os critérios de admissão em cada serviço, modalidades de atendimento, bem como estabelecer critérios para encaminhamentos, sendo que: serviço de menor complexidade deverá facilitar o encaminhamento, quando necessário, ao serviço de maior complexidade; após cada abordagem de maior complexidade, e de acordo com a sua evolução, o/a usuário/a deverá ser reencaminhado/a à Unidade de Saúde para continuidade do tratamento, para que não haja desvinculação do contexto onde vive, fortalecendo o vínculo anteriormente estabelecido. É muito importante o estabelecimento de um mapa de como ocorrem os encaminhamentos, para onde e de onde são encaminhados os/as usuários/as. Este mapa deve ser conhecido por todos os serviços, pelos conselhos de Saúde e pela Coordenadoria Regional de Saúde, evitando desperdício de recursos e demora na resolutividade. É indispensável salientar que o tratamento dos transtornos mentais e da dependência química, via de regra, é de longa duração, não havendo incremento da resolutividade com o prolongamento das internações psiquiátricas, mas sim através de ações no âmbito ambulatorial. 4 PLANO TERAPÊUTICO INDIVIDUAL A elaboração do Plano Terapêutico Individual deverá ser realizado pela equipe multidisciplinar. Constitui-se de uma rotina personalizada para cada usuário/a, de acordo com a necessidade terapêutica, visando melhora do quadro, socialização, educação em saúde, cuidados pessoais ou de higiene, de acordo com os módulos oferecidos pela instituição referente, contemplando desde as atividades sócio-terápicas até tratamento individualizado. Não são recomendados planos terapêuticos únicos com estrutura pré-definida, que não contemplem especificidades e a singularidade de cada usuário/a. III LEGISLAÇÃO EM SAÚDE MENTAL LEI FEDERAL 5.999/73, que dispõe sobre o controle sanitário, comércio de drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos; LEI FEDERAL 8.080/90 Lei Orgânica da Saúde. Institui o Sistema Único de Saúde; LEI FEDERAL 8.142/90 Lei Orgânica da Saúde: institui a participação da comunidade através dos Conselhos de Saúde e o Fundo de Saúde nas três esferas de governo; LEI FEDERAL 9.867/99 dispõe sobre a criação e funcionamento de Cooperativas Sociais; LEI FEDERAL /01, que dispõe sobre a Reforma Psiquiátrica no Brasil; LEI ESTADUAL 9.716/92, que dispõe sobre a Reforma Psiquiátrica no Rio Grande do Sul; PORTARIA 3.902/98 MS, que inclui a especialidade de Psiquiatria nos itens IV e V, do artigo 2º, da Portaria GM/MS/nº 2.925/98 PORTARIA 3.916/98 MS, que aprova a Política Nacional de Medicamentos e define a necessidade de viabilizar seus propósitos em cada esfera de governo; PORTARIA 507/99 GM-MS, que estabelece critérios e requisitos para a qualificação dos municípios e estados ao incentivo à Assistência Farmacêutica Básica, definindo valores a serem transferidos; PORTARIA 824/99 MS, que trata da normatização de atendimento pré-hospitalar; PORTARIA 1.077/99 MS, que implanta o Programa para a aquisição dos medicamentos essenciais para a área de saúde mental. PORTARIA 106/00 MS, e alterações da Portaria 175/01 MS, que cria os Serviços

7 Residenciais Terapêuticos; PORTARIA 1.220/00 MS, que cria nas tabelas de serviço e de classificação de serviços do SIA/SUS para os serviços Residenciais e Terapêuticos; PORTARIA 44/01 MS, que institui o modelo de assistência do tipo Hospital-Dia; PORTARIA 221/01 MS, que determina a todas as unidades hospitalares situadas no território nacional, públicas e privadas, integrantes ou não do SUS, passem a informar ao Ministério da Saúde, por intermédio do gestor local do SUS (Secretaria Estadual de Saúde/SES ou Secretaria Municipal de Saúde/SMS) a ocorrência de todos os eventos de internação hospitalar, independente da fonte de remuneração dos serviços prestados. PORTARIA 469/01 MS, que altera a sistemática de remuneração dos procedimentos de internação em hospital psiquiátrico e dá outras providências; PORTARIA 679/01 MS, que dá continuidade ao Programa para a aquisição dos medicamentos essenciais para a área de Saúde Mental; PORTARIA 799/01 MS, que institui, no âmbito do sistema único de saúde, o programa permanente de organização e acompanhamento das ações assistenciais em Saúde Mental; PORTARIA 101/01 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que estabelece o regulamento técnico que disciplina o funcionamento de serviços psicossociais para tratamento de transtornos decorrentes do uso ou abuso de substâncias psicoativas; PORTARIA 251/02 MS, que estabelece as diretrizes e normas para a assistência hospitalar em psiquiatria, reclassifica os hospitais psiquiátricos, define a estrutura, a porta de entrada para as internações psiquiátricas na rede do SUS e dá outras providências; PORTARIA 336/02 MS, que estabelece a nova sistemática de classificação dos Centros de Atenção Psicossocial: CAPS I, CAPS II e CAPS III, definidos por ordem crescente de porte/complexidade e abrangência populacional; PORTARIA 373/02 MS, que aprova a norma operacional de assistência à Saúde NOAS/SUS 01/2002 que amplia as responsabilidades dos municípios na atenção básica; PORTARIA 77/02 MS, que promove a atualização dos procedimentos de atendimento hospitalar em psiquiatria; PORTARIA 189/02 MS, que inclui nova tabela de procedimento para o financiamento dos CAPS e Oficinas Terapêuticas; CARTA DE DIREITOS E DEVERES DOS USUÁRIOS E FAMILIARES DOS SERVIÇOS DE SAÚDE MENTAL/1993; RESOLUÇÃO CIB/RS 75/00, que organiza o fluxo de internação hospitalar em saúde mental no Estado do Rio Grande do Sul; PORTARIA SES 16/01, que regulamenta o funcionamento de serviços de atenção a dependentes de substâncias psicoativas; PORTARIA SES 508/01, que cria o Comitê de Peritos em Psicofármacos, para apoio à política farmacêutica em saúde mental. IV FINANCIAMENTO O financiamento é fundamental para a garantia da execução das políticas públicas, e no caso da saúde, já está estabelecido legalmente que os responsáveis pela sua destinação e aplicação são as três instâncias que compõe o SUS: a federal, a estadual e a municipal. A Emenda Constitucional número 29, de 13 de setembro de 2000 estabelece a vinculação financeira para assegurar os recursos mínimos para o financiamento das ações e serviços públicos de saúde para as três esferas de governo. O financiamento das ações de saúde depende do nível de complexidade dos serviços, que podem ser divididos em atenção básica e média complexidade, sendo que o último contempla os serviços especializados em saúde mental. 1 FINANCIAMENTO FEDERAL CONTEMPLADOS NO TETO FINANCEIRO DOS MUNICÍPIOS

8 Atenção Básica P e P-A Referem-se aos recursos federais destinados à cobertura de procedimentos da atenção básica, definidos por critério populacional. Seguem, abaixo, os procedimentos da atenção básica que poderão estar financiando a saúde mental: CÓDIGO: PROCEDIMENTO: Administração de medicamentos por paciente. DESCRIÇÃO: Consiste no ato de administrar medicamentos, por paciente, independente da quantidade de medicação administrada, prescritos nas consultas/atendimentos em especialidades básicas. CÓDIGO: PROCEDIMENTO: Atividade educativa com grupo na unidade nível médio (por grupo) DESCRIÇÃO: Atividade educativa sobre ações de promoção e prevenção à saúde, em grupo, mínimo de 10 (dez) participantes e duração mínima de trinta (30) minutos, desenvolvida na comunidade, fora da unidade de saúde. CÓDIGO: PROCEDIMENTO: Atividade educativa com grupo na unidade nível médio (por grupo) DESCRIÇÃO: Atividade educativa sobre ações de promoção e prevenção à saúde, em grupo, mínimo de 10 (dez) participantes e duração mínima de trinta (30) minutos, desenvolvida na comunidade, fora da unidade de saúde. CÓDIGO: PROCEDIMENTO: Visita domiciliar por profissional de nível médio. DESCRIÇÃO: Visita domiciliar solicitada por profissional de nível superior, segundo rotinas de serviços programadas; já incluídos cuidados executados durante a visita, tais como: curativos, retirada de pontos, e outros; convocação de faltosos incluídos em programas específicos. CÓDIGO: PROCEDIMENTO: Consulta médica domiciliar CÓDIGO: PROCEDIMENTO: Atividade educativa em manutenção básica com grupo na comunidade nível superior (por grupo) DESCRIÇÃO: Atividade educativa sobre ações de promoção e prevenção à saúde, com clientela oriunda de clínicas básicas, em grupo, mínimo de 10 (dez) participantes e duração mínima de 30 (trinta) minutos, desenvolvida na comunidade, fora da unidade de saúde. CÓDIGO: PROCEDIMENTO: Atividade educativa em atenção básica com grupo na unidade nível superior (por grupo) DESCRIÇÃO: Atividade educativa sobre ações de promoção e prevenção à saúde, em grupo, mínimo de 10 (dez) participante e duração mínima de 30 (trinta) minutos, desenvolvida nas dependências da unidade de saúde. CÓDIGO: PROCEDIMENTO: Consulta/atendimento em atenção básica de enfermeiro/a DESCRIÇÃO: Consulta/atendimento individual realizada pelo profissional enfermeiro. CÓDIGO: PROCEDIMENTO: Consulta/atendimento em atenção básica de outros profissionais de nível

9 superior CÓDIGO: PROCEDIMENTO: Visita domiciliar consulta/atendimento em atenção básica de outros profissionais de nível superior DESCRIÇÃO: Compreende todos os atos executados durante a visita do profissional. Processo de Inclusão no sistema P/P-A Deve ser realizado o cadastramento no sistema dos profissionais que o procedimento em questão exige, através do encaminhamento pela Coordenadoria Regional de Saúde (CRS) correspondente. A Prefeitura Municipal realizará o roçamento físico, que consiste no número pré-estabelecido de atendimentos mensais, bem como o valor financeiro equivalente a estes atendimentos, e encaminha via BPA (Boletim de Produção Ambulatorial) para informação ao P. 1.2 Atenção especializada / média complexidade Referem-se aos recursos federais destinados à cobertura de procedimentos de média complexidade, definido pelo gestor local. Seguem, abaixo, os procedimentos da média complexidade que poderão estar sendo financiados por estes serviços: CÓDIGO: PROCEDIMENTO: Atendimento médico com observação até 24 horas DESCRIÇÃO: Compreende todos atendimentos médicos, realizado em ambulatório de urgência emergência, que impliquem em observação prolongada de no mínimo 04 até 24 horas e terapia, inclusive parenteral. CÓDIGO: PROCEDIMENTO: Consulta em psiquiatria CÓDIGO: PROCEDIMENTO: Atividade educativa em assistência especializada e de alta complexidade com grupo na comunidade (por grupo) DESCRIÇÃO: Atividade educativa sobre ações de promoção e prevenção à saúde, com clientela oriunda de clínicas especializadas, em grupo, mínimo de 10 (dez) participante e duração mínima de 30 (trinta) minutos, desenvolvida na comunidade. CÓDIGO: PROCEDIMENTO: Atividade educativa em assistência especializada e de alta complexidade com grupo na unidade por grupo. CÓDIGO: PROCEDIMENTO: Consulta/atendimento em assistência especializada e de alta complexidade. DESCRIÇÃO: Consulta/atendimento individual por profissional de saúde de nível superior. Observação: consultas médicas e odontológicas estão especificadas em outros códigos. CÓDIGO: PROCEDIMENTO: Aplicação de teste para psicodiagnóstico. DESCRIÇÃO: Aplicação de testes/instrumentos de avaliação psicológica (o psicodiagnóstico sempre envolverá a elaboração de laudo bem como a especificação das técnicas e testes), executado por psicólogo. CÓDIGO:

10 PROCEDIMENTO: Terapias em grupo DESCRIÇÃO: Atividade executada por profissional de nível superior em grupos de pacientes (grupo operativo; terapêutico; psicoterapia), composto por no mínimo 05 (cinco) e no máximo de 15 (quinze) pacientes, com duração média de 60 (sessenta) minutos, realizado por profissional com formação para utilizar esta modalidade de atendimento. CÓDIGO: PROCEDIMENTO: Terapias individuais DESCRIÇÃO: Atividade terapêutica individual (terapia e psicoterapia), com duração média de 60 (sessenta) minutos, realizada por profissionais com formação para utilizar esta modalidade de atendimento. CÓDIGO: PROCEDIMENTO: Visita domiciliar para consulta/atendimento em assistência especializada e de alta complexidade. DESCRIÇÃO: Consiste no atendimento domiciliar realizado por profissional de nível superior, com duração média de até 60 (sessenta) minutos. Fluxo para cadastramento dos serviços de atenção especializada/ média complexidade Municípios com Gestão Plena de Atenção Básica Solicitação de cadastramento do serviço, via ofício, do Secretário Municipal de Saúde, protocolado na Coordenadoria Regional de Saúde correspondente, que acompanhado de parecer encaminha para a Política de Atenção Integral à Saúde Mental/SES. Após análise da solicitação, retorna a CRS, para cadastrar a Unidade no Sistema, possibilitando, a partir desse momento, a produção e cobrança dos serviços especializados Atenção especializada / média complexidade Oficinas Terapêuticas Tipos I e II A unidade de saúde a qual a oficina terapêutica ficará vinculada, deverá contar com equipe mínima composta por quatro profissionais de nível superior, sendo pelo menos um da área da saúde mental. CÓDIGO: PROCEDIMENTO: Atendimento em oficina terapêutica I por oficina DESCRIÇÃO: Atividades grupais (no mínimo 05 e no máximo de 15 pacientes) de socialização; expressão e inserção social, com duração mínima de 02 (duas) horas executadas por profissional de nível médio, através de atividades como carpintaria, costura, teatro, cerâmica, artesanato, artes plásticas, entre outros, requerendo material de consumo especifico de acordo com a natureza da oficina. As oficinas terapêuticas poderão também funcionar em espaços específicos, com a condição de estarem sob supervisão e acompanhamento do profissional de saúde mental lotado na unidade de saúde a qual a oficina está vinculada. A unidade de saúde, para supervisionar este procedimento, deverá contar com equipe composta de, no mínimo, 4 (quatro) profissionais de nível superior, sendo pelo menos 1 (um) da área de saúde mental. CÓDIGO: PROCEDIMENTO: Atendimento em oficina terapêutica II por oficina DESCRIÇÃO: Atividades grupais (no mínimo 05 e no máximo 15 pacientes) de socialização; expressão e inserção social, com duração mínima de 2 (duas) horas executadas por profissionais de nível superior, através de atividades como carpintaria, costura, cerâmica, artesanato, artes plásticas, requerendo material de consumo específico de acordo com a natureza da oficina. As oficinas terapêuticas poderão funcionar, em espaço específico, desde que o profissional responsável pela execução do procedimento esteja lotado na unidade de saúde a qual a oficina esteja subordinada. A unidade deverá contar com equipe mínima composta por quatro profissionais de nível superior,

11 sendo pelo menos uma da área mental. Fluxo para cadastramento dos serviços de atenção especializada / média complexidade Oficina Terapêutica Tipos I e II Processo administrativo, protocolado junto à Coordenadoria Regional de Saúde correspondente, contendo ofício da Secretaria Municipal de Saúde solicitando cadastramento deste serviço, descrevendo a unidade sanitária, cadastrada no SIA/SUS, à qual este serviço ficará vinculado, ofício do Conselho Municipal de Saúde aprovando e apoiando este serviço e projeto terapêutico. A Coordenadoria Regional de Saúde encaminha o processo para a Política de Atenção Integral à Saúde Mental/SES. Após análise do processo, retorna a CRS, para cadastrar a Unidade no Sistema, possibilitando, a partir desse momento, a produção e cobrança dos serviços especializados Atenção especializada / média complexidade Tipo CAPS Este serviço ambulatorial pode contemplar os procedimentos de média complexidade relacionados, além dos descritos abaixo: CÓDIGO: PROCEDIMENTO: Atendimento em núcleo/centro de reabilitação 1 turno paciente/dia DESCRIÇÃO: Atendimento à pacientes que demandem cuidados intensivos de reabilitação, habilitação motora e ou visual e ou auditiva e ou mental e ou altista, por equipe multi-profissional, em regime de 04 horas, incluindo um conjunto de atividades específicas na deficiência apresentada. Realizado em unidades devidamente cadastradas no SIA/SUS, para execução deste tipo de procedimento, a ser registrado em BPA por paciente/dia, incluindo todas as terapias desenvolvidas pelos diversos profissionais. CÓDIGO: PROCEDIMENTO: Atendimento em núcleos/centros atenção psicossocial dois turnos - paciente/dia. DESCRIÇÃO: Atendimento a pacientes que demandem programa de atenção de cuidados intensivos, por equipe multi-profissional, em regime de dois turnos de 04 horas, incluindo um conjunto de atividades (acompanhamento médico, terapêutico e medicamentoso, oficina terapêutica, psicoterapia individual/grupal, atividade de lazer, orientação familiar) com fornecimento de três refeições, realizado em unidades devidamente cadastradas no SIA para a execução deste tipo de procedimento. CÓDIGO: PROCEDIMENTO: Atendimento em núcleos/centros atenção psicossocial um turno - paciente/dia. DESCRIÇÃO: Atendimento a pacientes que demandem programa de atenção de cuidados intensivos, por equipe multi-disciplinar, em regime de um turno de 04 horas, incluindo um conjunto de atividades (acompanhamento médico, terapêutico, oficina terapêutica, psicoterapia individual/grupal, atividade de lazer, orientação familiar) com fornecimento de duas refeições, realizado em unidades devidamente cadastradas no SIA para a execução deste tipo de procedimento. - Fluxo para cadastramento dos serviços de atenção especializada / média complexidade - CAPS Processo administrativo contendo projeto terapêutico, capacidade máxima e serviços a serem

12 realizados (tabela SUS), a descrição dos recursos físicos, materiais e humanos do serviço a ser contratado, contendo o parecer do Conselho Municipal de Saúde. Relacionar a nominata dos profissionais que compõe a equipe técnica, com as respectivas cargas horárias, anexando: declaração assinada de empregados e carga horária dos mesmos. O financiamento dos CAPS existentes após recadastramento, assim como os novos que vierem a serem criados e cadastrados, serão remunerados através do sistema APAC/SIA, sendo incluídos na relação de procedimentos estratégicos do SUS e financiados com recursos do Fundo de Ações Estratégicas e Compensação - FC. A Coordenadoria Regional de Saúde fica encarregada da vistoria do serviço a ser cadastrado, através da Vigilância Sanitária e responsável pela Saúde Mental, seguindo roteiro específico de vistoria. A Coordenadoria Regional de Saúde encaminha o processo para a Política de Atenção Integral à Saúde Metal/SES. Após análise do mesmo, retorna à CRS, para cadastrar a unidade no sistema, possibilitando, a partir desse momento, a produção e cobrança dos serviços especializados Serviços Residenciais Terapêuticos Processo administrativo contendo projeto terapêutico, capacidade máxima e serviços a serem realizados (tabela SUS), a descrição dos recursos físicos, materiais e humanos do serviço a ser contratado, contendo o parecer do Conselho Municipal de Saúde. Relacionar a nominata dos profissionais que compõe a equipe técnica, com as respectivas cargas horárias, anexando: declaração assinada de empregados e cargas horárias dos mesmos. O financiamento dos Serviços Residenciais Terapêuticos serão remunerados através do sistema APAC/SIA, sendo incluídos na relação de procedimentos estratégicos do SUS e financiados com recursos do Fundo de Ações Estratégicas e Compensação - FC. A Coordenadoria Regional fica encarregada da vistoria do serviço a ser cadastrado, através da Vigilância Sanitária e Responsável pela Saúde Mental, seguindo roteiro específico de vistoria. A Coordenadoria Regional de Saúde encaminha o processo para a Política de Atenção Integral a Saúde Mental/SES. Após análise do mesmo, retorna à CRS, para cadastrar a unidade no sistema, possibilitando, a partir desse momento, a produção e cobrança dos serviços especializados. Os usuários das residências terapêuticas em saúde mental deverão possuir cadastro de pessoa física/cartão de identificação do contribuinte/cpf/cic. CÓDIGO: PROCEDIMENTO: Acompanhamento de paciente em residência terapêutica em saúde mental. DESCRIÇÃO: Até 31 acompanhantes/pacientes/mês compreendendo um conjunto de atividades de reabilitação psicossocial que tenham como eixo organizador a moradia, tais como: auto-cuidado, atividades da vida diária, frequência a atendimento em serviço ambulatorial, gestão domiciliar, alfabetização, lazer e trabalhos assistidos, na perspectiva de re-integração social. 2 FINANCIAMENTO ESTAUAL A Municipalização Solidária da Saúde é a forma como o Estado do Rio Grande do Sul transfere os recursos financeiros estaduais diretamente aos fundos municipais de saúde, com a única exigência de que a verba seja aplicada na saúde, após a aprovação do Plano de Aplicação pelo Conselho Municipal de Saúde. A Lei Federal número 8.080/90 no parágrafo único do artigo 3º expressa: Dizem respeito também à saúde as ações que se destinam às pessoas e a coletividade condições de bem-estar físico, mental e social. Deste modo, é com a verba da Municipalização Solidária que os municípios obtém recursos estaduais para o desenvolvimento de ações de saúde mental, a partir do estudo epidemiológico e das necessidades de sua população. Os critérios de repasse da Municipalização Solidária da saúde são estabelecidos pelo Conselho

13 Estadual de Saúde que, conforme a Lei Federal 8142/90, tem o poder deliberativo, assim como os Conselhos Municipais de Saúde, na formulação de estratégias e no controle da execução da política de saúde, inclusive nos seus aspectos econômicos e financeiros. Os critérios para repasse podem mudar ano a ano, conforme decisão do Conselho Estadual de Saúde. V REDE DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE MENTAL A concepção de Rede de Atenção Integrada em Saúde Mental está consubstanciada na deliberação da II Conferência Nacional de Saúde Mental 1992, que a define como: um conjunto de dispositivos sanitários e sócio-culturais que partam de uma visão integrada de várias dimensões da vida do indivíduo. Em diferentes e múltiplos âmbitos de intervenção: educativo, assistencial e reabilitação. O conceito de rede tem como eixo a municipalização, locus de vida e de produção de saúde. A organização da rede de atenção deve contemplar a descentralização e hierarquização, com referência e contra-referência em todo o sistema de saúde, desde a atenção básica até a internação hospitalar, como último recurso. Contempla, ainda, a articulação com as demais políticas públicas e redes sociais. A rede constitui-se, fundamentalmente, pelo atendimento básico, sendo que os serviços de maior complexidade devem estar organizados para dar apoio e aumentar a resolutividade das Unidades de Saúde. A seguir apresentamos como está constituída a Rede de Atenção Integral à Saúde. 1 Atenção básica em saúde mental: A atenção básica é um conjunto de ações de saúde que inclui desde a proteção e a promoção à saúde até o diagnóstico e o tratamento de doenças. A Saúde Mental na atenção básica inclui as ações desenvolvidas pelas Unidades de Saúde com ações de saúde mental, realizadas por médico/a clínico/a, psicólogo/a, enfermeiro/a, assistentes sociais, auxiliar de enfermagem e a estratégia do Programa de Agentes Comunitários PACS e Programa Saúde da Família PSF. Podem desenvolver ações integradas ou focalizadas na saúde mental, de forma contínua e personalizada, com ênfase na promoção, prevenção, tratamento e reabilitação. A unidade de saúde é preferencialmente a referência de entrada no sistema de saúde para o/a usuário/a de saúde mental do município. Recomenda-se que tenha como contra-referência um profissional ou equipe especializada em saúde mental para apoio, suporte, assessoria ou supervisão. Sempre que necessário as alternativas devem ser discutidas em conjunto, considerando manejo, medicação e tratamento. A portaria NOAS número 373/2002 estabelece o processo de regionalização como estratégia de hierarquização dos serviços de saúde, sendo que o Plano Diretor de Regionalização PDR deve ser elaborado na perspectiva de garantir o acesso do cidadão, o mais próximo possível de sua residência, a um conjunto de ações e serviços vinculados a um conjunto de responsabilidades mínimas e entre elas o tratamento dos distúrbios mentais. A inclusão da saúde mental na atenção básica tem sido discutida em diferentes âmbitos, e o Ministério da Saúde promoveu uma Oficina de Trabalho para discussão do Plano Nacional de Inclusão das Ações de Saúde Mental na Atenção Básica, em 2001, quando foram construídos princípios e ações de saúde mental no Programa da Saúde da Família. Dentre estas, destaca-se: Atuação e sensibilização para a escuta e compreensão da dinâmica familiar e das relações sociais envolvidas; Sensibilização para a compreensão e identificação dos pontos de vulnerabilidade que possam provocar uma quebra ou uma má qualidade dos vínculos familiares e sociais; Incorporar a saúde mental nas ações voltadas para: hipertensão, diabete, saúde da mulher, criança e adolescente, idoso, alcoolismo e outras drogas, violência urbana entre outros; Acompanhamento de usuários egressos de internações psiquiátricas, egressos dos CAPS

14 Centro de Atenção Psicossocial e de outros recursos ambulatoriais especializados; Construções de intervenções terapêuticas de forma individualizada, respeitando a realidade específica local e voltada para a inclusão social; Mobilização de recursos comunitários estabelecendo articulações com grupos de auto ajuda, associações de bairros, conselho tutelar, entre outras organizações populares; Promoção de palestras, debates, atividades artísticas e de grupos de uma maneira geral com temáticas específicas de acordo com a realidade de cada comunidade; Buscar construir novos espaços de reabilitação psicossocial dentro da comunidade como oficinas comunitárias e outros que venham a ser criado pela mobilização social. 2 Atenção Especializada em Saúde Mental Inclui a oferta de uma gama de serviços de atenção em saúde mental, com níveis de complexidade diferenciados. Apresentamos a seguir uma breve descrição dos mesmos, considerando a sua hierarquização. Este nível de atenção é preferencialmente de contra-referência para apoio, suporte, assessoria ou supervisão aos serviços de atenção básica. Contudo, em muitas situações pode ser aponta de entrada do usuário de transtorno mental, considerando agravidade e necessidade de atenção especializada e contínua Ambulatório com Equipe de Saúde Mental Os ambulatórios com equipe de saúde mental são considerados serviços de média complexidade, ou seja, unidades de saúde que oferecem atenção integral à saúde incluindo o programa de saúde mental. A equipe especializada é composta por médico psiquiatra, psicólogo e assistente social, e estes serviços devem contar com pelo menos dois profissionais de nível superior, que estejam capacitados para o trabalho em saúde mental. 2.2 Ambulatório Especializado em Saúde Mental São unidades de saúde com equipe multi-profissional especializada em saúde mental: médico psiquiatra, médico clínico, psicólogo, enfermeiro, assistente social, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo, neurologista e pessoal auxiliar. A composição e atribuições serão definidas pelo Gestor local. A atenção aos usuários nestas unidades de saúde deverá incluir as seguintes atividades, desenvolvidas pela equipe multi-profissional: atendimento individual (consulta, psicoterapia, dentre outras) atendimento grupal (grupo operativo, terapêutico, atividades sócioterápicas, de orientação, atividades de sala de espera, atividades educativas em saúde). Por profissional de nível médio poderão ser realizados grupos de orientação e de sala de espera; visitas domiciliares por profissional de nível superior ou médio; atividades comunitárias por profissional de nível superior ou médio, especialmente na área de referência do serviço de saúde Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) As características destes serviços, conforme a Portaria do Ministério da Saúde número 336/2002 são: Atendimento prioritário de pacientes com transtornos mentais severos e persistentes; Serviço Ambulatorial de Atenção Diária; Funcionamento de acordo com a territorialidade; Área física específica, independente de qualquer estrutura hospitalar; Responsabiliza-se, sob coordenação do gestor local, pela organização da demanda e da rede de

15 cuidados em saúde mental; Possuir capacidade técnica para desempenhar o papel de regulador da porta de entrada da rede assistencial; Coordenar as atividades de supervisão de unidades hospitalares psiquiátricas; Supervisionar e capacitar as equipes de atenção básica, serviços e programas de saúde mental; Realizar e manter atualizado o cadastramento dos pacientes que utilizam medicamentos especiais e excepcionais; O CAPS tipo III deverá estar referenciado a um serviço de urgência/emergência geral de sua região, que fará o suporte de atenção médica. Classificação do CAPS TIPO: CAPS I POPULAÇÃO: a TURNO: dois turnos: 8h às 18h cinco dias da semana RECURSOS HUMANOS: um médico, um enfermeiro, três nível superior, quatro nível médio ATIVIDADES DESENVOLVIDAS: Atendimento individual, em grupos, em oficinas, visitas domiciliares, atendimento a família,, atividades comunitárias, um turno uma refeição, dois turnos duas refeições. TIPO: CAPS II POPULAÇÃO: a TURNO: dois turnos: 8h às 18h cinco dias da semana, terceiro turno até 21h RECURSOS HUMANOS: um psiquiatra, um enfermeiro, quatro nível superior, seis nível médio ATIVIDADES DESENVOLVIDAS:Atendimento individual, em grupos, em oficinas, visitas domiciliares, atendimento a família,, atividades comunitárias, um turno uma refeição, dois turnos duas refeições. TIPO: CAPS III POPULAÇÃO: acima de TURNO: 24 h diariamente RECURSOS HUMANOS:dois psiquiatras, um enfermeiro, cinco nível superior, oito nível médio ATIVIDADES DESENVOLVIDAS:Atendimento individual, em grupos, em oficinas, visitas domiciliares, atendimento a família, atividades comunitárias, um turno uma refeição, dois turnos duas refeições, acolhimento noturno contínuo, máximo de cinco leitos, repouso e/ou observação. 24h quatro refeições, tempo máximo sete dias corridos ou dez intercalados. TIPO: CAPS II Criança e Adolescente POPULAÇÃO: cerca de TURNO:dois turnos: 8h às 18h cinco dias da semana, terceiro turno até 21h RECURSOS HUMANOS:um psiquiatra ou neurologista ou pediatra, um enfermeiro, quatro nível superior, cinco nível médio. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS:Atendimento individual, em grupos, em oficinas, visitas domiciliares, atendimento a família,, atividades comunitárias, um turno uma refeição, dois turnos duas refeições, desenvolvimento de ações inter-setoriais, principalmente com as áreas de assistência social, educação e justiça. TIPO: CAPS II Álcool e drogas POPULAÇÃO: acima de TURNO: dois turnos: 8h às 18h cinco dias da semana, terceiro turno até 21h RECURSOS HUMANOS: um psiquiatra, um enfermeiro, um clínico, quatro nível superior, seis

16 nível médio ATIVIDADES DESENVOLVIDAS: Atendimento individual, em grupos, em oficinas, visitas domiciliares, atendimento a família,, atividades comunitárias, um turno uma refeição, dois turnos duas refeições, dois a quatro leitos para desintoxicação e repouso Hospital Dia O hospital dia representa um recurso intermediário entre a internação e o ambulatório, desenvolvendo atenção de cuidados intensivos, por equipe multi-profissional, visando a substituição da internação integral. Deve-se situar-se em área específica, independente da estrutura hospitalar, com salas para trabalho em grupo, sala de refeições, área externa para atividades ao ar livre e leitos para repouso eventual. Sua referência pode ser municipal, micro-regional, regional e macroregional. As atividades do hospital dia e dos CAPS se assemelham, exceto que o hospital dia está vinculado ao hospital geral e o CAPS é uma unidade ambulatorial independente Urgência e Emergência em Saúde Mental Atendimentos de urgência e emergência devem ser regularmente realizados em unidades de prontosocorro e/ou pronto-atendimento, que atendam 24h por dia, com possibilidade de permanência em leitos de observação por até 72 horas. A equipe constituída deve ser multi-profissional, com médico geral ou psiquiatra, enfermeiro, assistente social, psicólogo e/ou terapeuta ocupacional. O objeto central desta modalidade de atenção são os episódios agudos dos transtornos mentais, com ou sem sintomas psicóticos, com algum tipo de risco e que necessitem manejo imediato, podendo haver ou não a necessidade de encaminhamento para hospitalização. Preferencialmente, o/a usuário/a retornará para seguimento ambulatorial, domiciliar ou em CAPS, preservando-se ao máximo seu convívio social e familiar. Em função da alta incidência de comorbidades clínicas e da frequente necessidade de apoio de diversas especialidades médicas, recomenda-se, preferencialmente, o cadastramento dos serviços de emergência dos hospitais gerais para esta modalidade de atenção Leito ou Unidade Psiquiátrica em Hospital Geral Leitos psiquiátricos em hospital geral 1, objetiva a oferecer uma retaguarda hospitalar para os casos em que a internação se faça necessária, depois de esgotadas todas as possibilidades de atendimento em unidades extra-hospitalares e de urgência. Hospital geral 1 Esta internação, não necessariamente precisa ser realizada na estrutura de hospital geral, podendo ocorrer no domicílio, CAPS III, CAISMental 24 horas Serviços Residenciais Terapêuticos São serviços de assistência, com caráter provisório, que visam a reabilitação psicossocial, a reintegração a família e o retorno ao convívio social, dos/as usuários/as dos serviços de saúde mental oriundos de internações psiquiátricas longas ou repetidas e/ou em situação de vulnerabilidade social. Este tipo de serviço deverá contar com, pelo menos, um profissional de saúde de nível superior e dois de nível médio, com formação, experiência ou especialização em saúde mental, que serão responsáveis pela elaboração, coordenação e implementação do Programa Terapêutico e do Plano Terapêutico Individual.

17 CONSTITUIÇÃO DA REDE VISÃO DE ATENÇÃO INTEGRADA Várias dimensões da vida do indivíduo: educativo/preventivo, assistência e reabilitação. FUNDAMENTADA PRINCÍPIOS DO SUS Saúde como direito, integralidade, universalidade, equidade, participação. ORIENTADORES DIRETRIZES DOS SERVIÇOS Acolhida, vínculo, responsabilidade, contrato de cuidados. ORIENTADORES DIRETRIZES DAS EQUIPES Interdisciplinaridade, integralidade da atenção, intersetorialidade, humanização da atenção, resolutividade, capacitação, investigação, pesquisa e avaliações contínuas. VI REDE DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE MENTAL NO RIO GRANDE DO SUL Apresentamos a seguir, o consolidado de informações sobre os Municípios do Estado com ações e/ou serviços de saúde mental existentes. A apresentação dos municípios será pela divisão das Coordenadorias Regionais de Saúde (CRS). - ATENÇÃO BÁSICA - ATENÇÃO ESPECIALIZADA EM SAÚDE MENTAL - HOSPITAL GERAL HP - HOSPITAL PSIQUIÁTRICO + - SERVIÇO DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA RTM - SERVIÇO RESIDENCIAL TERAPÊUTICO/MORADIA AC - ATENDIMENTO À CRIANÇAS AA - ATENDIMENTO À ADOLESCENTES AAD - ATENDIMENTO À ADULTOS AI - ATENDIMENTO À IDOSOS/AS AD - ATENDIMENTO À USUÁRIO/A DE ALCOOL E DROGAS AIN - ATENDIMENTO INDIVIDUAL G - GRUPOS

18 OF - OFICINA VD - VISITA DOMICILIAR AT - ACOMPANHAMENTO TERAPÊUTICO VAH - VISITA/ACOMPANHAMENTO HOSPITALAR AOF - ATENDIMENTO/ORIENTAÇÃO FAMILIAR TCE - TRALHO COM A COMUNIDADE/EDUCATIVO - ASSESSORIA ESCOLAR CRS: PRIMEIRA Avenida Borges de Medeiros, 536 primeiro andar Telefone: / / / Porto Alegre Municípios que compõe a 1º CRS: Alvorada, Araricá, Cachoeirinha, Campo Bom, Canoas, Dois Irmãos, Estancia Velha, Esteio, Glorinha, Gravataí, Ivoti, Lindolfo Collor, Moro Reuter, Nova Hartz, Nova Santa Rita, Novo Hamburgo, Portão, Porto Alegre, Presidente Lucena, Santa Maria do Herval, São Leopoldo, Sapiranga, Sapucaia do Sul e Viamão. ALVORADA CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL Rua Rumênia, 15 Passo do Feijó Telefone: AAD/AA/AC/AI/AD/AIN/G/OF/AT/AOF ARARICÁ UNIDADE DA SAÚDE Avenida José Antônio de Oliveira Neto, 79 Telefone: / / R Saúde CACHOEIRINHA MENTAL AAD/AI/AD/AIN/G/AOF Rua São João, s/n Telefone: AC/AIN/G/AOF

19 Rua Décio Martins Costa, 464 HOSPITAL PADRE JEREMIAS Rua Mario Quintana, s/n Telefone: LEITOS SUS 1 CAMPO BOM MENTAL AC/AA/AD/AAD/AI/ADAIN/G/OF/AT/AOF Rua Carlos Cerino Feltes, s/n Telefone: R 288 CANOAS MENTAL PARA ADULTOS AAD/AI/AD/AIN/G/OF/VD/AOF Rua Santos Ferreira, 3010 Telefone: MENTAL PARA CRINÇAS E ADOLESCENTES ACAA/AIN/G/VD Rua Teixeira de Freitas, 70 Telefone: DOIS IRMÃOS Avenida Sapiranga, 665 Telefone: SOCIEDADE EDUCAÇÃO E CARIDADE HOSPITAL SÃO JOSÉ Rua São Miguel, 482 Telefone: LEITOS SUS 1 ESTÂNCIA VELHA MENTAL AC/AA/AAD/AI/AD/AIN/G Rua Vidal de Negreiros, 380 ESTEIO MENTAL AC/AA/AAD/AI/AING/OF Rua Jankoski, 78 Telefone: /

20 GLORINHA Rua Pompílio Gomes Sobrinho, Telefone: / R Saúde GRAVATAÍ CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL AC/AA/AAD/AI/AD/AIN/G/AOF Rua Souza Lobo, 75 Parada 71 Telefone: IVOTI Avenida Presidente Lucena, 3448 Telefone: R 820 LINDOLFO COLLOR Avenida Capivara, s/n Telefone: / MORRO REUTER Rua Anita Garibaldi, s/n Centro NOVA HARTZ Rua Balduíno Brussius, 37 Telefone: R Saúde NOVA SANTA RITA Rua Hélio Fraga Moraes Sarmento, 177 Telefone: / R Saúde NOVO HAMBURGO CASA DE SAÚDE MENTAL AAD/AI/AD/AIN/G/OF/VD/TCE Praça da Bandeira, 112 Telefone:

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