Projecto de Reforma da Fiscalidade Verde

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1 17 de Setembro de 2014 Tax Alert Projecto de Reforma da Fiscalidade Verde O Despacho 1962/2014, de 29 de Janeiro, constitui a Comissão para a Reforma da Fiscalidade Verde, tendo como objectivo a revisão da fiscalidade ambiental e energética, bem como promover um novo enquadramento fiscal e parafiscal. Sob este desígnio, os principais objectivos desta Comissão caracterizam-se por redefinir as bases legais fundamentais do sistema de tributação ambiental e energética, prevendo a simplificação da tributação e a revisão dos seus elementos essenciais, com o objectivo de promover a competitividade económica, a sustentabilidade ambiental e a eficiente utilização dos recursos, no âmbito de um modelo de crescimento sustentável mais eficaz. O referido Despacho impõe como princípio norteador, o princípio da neutralidade fiscal, pretendendo-se assim alterar a estrutura do sistema fiscal, mantendo o nível global de receita. O Projecto de Reforma da Fiscalidade Verde apresenta, entre outras, as principais propostas de revisão, em diferentes áreas, que passamos a explicitar: Energia e Emissões: Tributação do carbono; Provisão para reconstituição do meio ambiental; Fixação de período de amortização de equipamento eólico e fotovoltaico; Isenção de ISP sobre a electricidade. Transportes: Imposto sobre o transporte aéreo de passageiros; Depreciação de veículos eléctricos, híbridos e movidos a GPL e GNV; Vales de transportes públicos colectivos (IRS e IRC); Actualização das taxas de ISV;

2 Reintrodução do incentivo ao abate; Incentivos aos velocípedes; Bike-sharing e car-sharing; Tributação autónoma com encargos de VLP, GPL, GNV, e híbridos plug-in. Água: Ajustamento dos coeficientes de escassez de TRH; Eliminação reduções e isenções de TRH; Incentivo à redução de perdas de água; Incentivo à reutilização de águas residuais; Coeficientes de eficiência para a agricultura; Utilizações de água em meios sensíveis; Diferenciar as componentes A, E e U de acordo com certidicação; Rever incentivos às novas barragens. Resíduos: Imposto sobre sacos de plástico; Corrigir as disfunções na aplicação do IVA no sector; Alinhar os valores da TGR com a hierarquia da gestão de resíduos; Repartição das receitas da TGR; Diferenciar a taxa de acordo com certificação; Repercussão da TGR; Reforço da transparência. Urbanismo e planeamento do território: Eficiência energética e aproveitamento de águas; Prédios afectos à produção de energia através de fontes renováveis; Prédios afectos ao abastecimento e saneamento de águas e gestão de resíduos; Prédios objecto de reabilitação urbana; Derrama municipal; Determinação da taxa de IMI aplicável aos prédios urbanos. Florestas: Prédios rústicos com áreas florestais em situação de abandono; Prédios utilizados para fins agrícolas, florestais e silvopastoris e prédios disponibilizados na bolsa de terras; Prédios de reduzido valor patrimonial em situação de abandono de sujeitos passivos de baixo rendimento; Aumento do valor da isenção técnica de IMI. Biodiversidade: Prédios rústicos integrados em áreas classificadas; Afectação de parte da receita do imposto sobre sacos de plástico ao Fundo para a Conservação da Natureza e da Biodiversidade; Outras: Reforço da transparência da gestão dos fundos ambientais; Possibilidade de consignação do IRS a ONGAs. Adicionalmente, a Comissão elabora uma lista contendo um conjunto de medidas que considera merecedoras de reflexão num contexto de reforma alargada da tributação ambiental. No âmbito Projecto de Reforma da Fiscalidade Verde 2

3 destas medidas, encontramos recomendações de carácter específico e de carácter geral. As recomendações de carácter específico, são as seguintes: Energia e emissões: Tributação do carbono no sector CELE e ARCE; Criação de certificados de eficiência energética; Despesas com a reconstituição de jazidas; Oneração por via fiscal do preço de bens ambientalmente nocivos. Transportes: Criação de uma taxa de congestionamento e qualidade do ar nas grandes cidades e aprofundamento da tributação do sistema rodoviário com base na quilometragem percorrida; Aproximação progressiva da tributação do gasóleo à tributação da gasolina; Criação de um incentivo ao abate de tractores, máquinas agrícolas ou florestais e motocultivadores; Criação de uma eco-taxa para as actividades motorizadas organizadas com natureza desportiva ou de lazer; Criação de um subsídio, não tributado em IRS, às deslocações de trabalhadores por conta de outrem em velocípede; Alargamento da isenção consagrada para os biocombustíveis. Água: Promover a recolha e utilização de água da chuva em edifícios e criar um sistema de certificação de eficiência hídrica em edifícios; Ajustar a componente O da TRH; Ajustar as componentes A e U referentes à produção de energia Hidroeléctrica; Aplicar a TRH sobre as utilizações de água realizadas nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira; Criar um mercado de licenças de poluição; Incidir a TRH sobre a poluição difusa; Criar incentivos à ligação aos sistemas urbanos de unidades industriais; Corrigir disfunções na aplicação do IVA no sector; Incentivar a construção de redes separativas que contribui positivamente para uma gestão eficaz das águas residuais. Neste contexto, foram apresentadas duas propostas de alteração da TRH: (i) (ii) deve ser penalizada a afluência excessiva de caudais pluviais às redes públicas de saneamento; as AR não tratadas por inexistência de redes separativas devem ser objecto de incidência da TRH. Urbanismo e planeamento do território: Prédios devolutos há mais de um ano; Taxa Municipal de Ocupação Turística. Florestas: Extensão do RFAI aos sujeitos passivos de IRS com contabilidade organizada. Projecto de Reforma da Fiscalidade Verde 3

4 Biodiversidade: Reforçar o mecanismo de transferências financeiras ecológicas; Produção e consumo sustentável de alimentos. Outras: Transferência da contribuição audiovisual para a factura de serviços com afinidades mais evidentes. A par destas, foram também apresentadas recomendações gerais, tais como: Garantir a neutralidade fiscal em exercícios futuros; Assegurar a progressividade fiscal; Desenvolver a contabilidade verde; Harmonizar e publicitar informação ambiental; Criar ferramentas de análise e auxílio à decisão que combinem aspectos ambientais, sociais, económicos e orçamentais; Rever as políticas de regulação sectorial; Racionalizar os fundos ambientais; Projecto de Reforma da Fiscalidade Verde 4

5 EY Assurance Tax Transactions Advisory About EY EY is a global leader in assurance, tax, transaction and advisory services. The insights and quality services we deliver help build trust and confidence in the capital markets and in economies the world over. We develop outstanding leaders who team to deliver on our promises to all of our stakeholders. In so doing, we play a critical role in building a better working world for our people, for our clients and for our communities. EY refers to the global organization and may refer to one or more of the member firms of Ernst & Young Global Limited, each of which is a separate legal entity. Ernst & Young Global Limited, a UK company limited by guarantee, does not provide services to clients. For more information about our organization, please visit ey.com. Como pode a Ernst & Young ajudar? A Ernst & Young, dada a sua vasta experiência, está disponível para prestar todos os esclarecimentos que se mostrem adequados quanto a esta temática, nomeadamente na sua aplicação a situações específicas e na obtenção, junto da Administração Tributária e Aduaneira, de todas as informações que se mostrem necessárias para a correcta aplicação dos normativos legais. For additional information, please contact: Anabela Silva António Neves Carlos Lobo João Sousa Nuno Bastos Paulo Mendonça Pedro Fugas Pedro Paiva 2014Ernst & Young, SA All Rights Reserved. This material has been prepared for general informational purposes only and is not intended to be relied upon as accounting, tax, or other professional advice. Please refer to your advisors for specific advice. ey.com

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