DATA MINING THE IDENTIFICATION OF THE CHARACTERISTICS OF THE BOARD OF THAT VALUE THE CORPORATE PERFORMANCE

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "DATA MINING THE IDENTIFICATION OF THE CHARACTERISTICS OF THE BOARD OF THAT VALUE THE CORPORATE PERFORMANCE"

Transcrição

1 DATA MINING THE IDENTIFICATION OF THE CHARACTERISTICS OF THE BOARD OF THAT VALUE THE CORPORATE PERFORMANCE Fernanda Kreuzberg (Universidade Regional de Blumenau FURB, SC, Brasil) Franciele Beck (Universidade Regional de Blumenau FURB, SC, Brasil) Moacir Manoel Rodrigues Júnior (Universidade Federal do Paraná UFPR, PR, Brasil) Nelson Hein (Universidade Regional de Blumenau FURB, SC, Brasil) The Board of Directors is an important instrument of corporate governance where stand out practices that mitigate the conflict of interest between shareholders and managers of companies, so that it can influence the performance of organizations. In this way we sought from the techniques of rough sets and discriminant analysis, to identify the characteristics of the board who value the performance of family firms listed on the BM & FBovespa. Was delimited study sample of 130 companies with characteristics of family ownership. The tools used for data mining techniques were the Rough Sets Theory and Discriminant Analysis. The results indicated that the main practices of the board with the greatest positive influence on performance, are the total number of board members and the number substitute of board. In turn, the technique of discriminant analysis highlighted only the variable of the number substitute of board as significant for prediction with a hit percentage of approximately 34%. By TCA all variables were confirmed, however the percentage of information quality was 30% which can be considered low. Key-words: Data mining. Rough Sets. Discriminant Analyse. Corporte Governance. DATA MINING NA IDENTIFICAÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO QUE VALORIZAM O DESEMPENHO DAS EMPRESAS O Conselho de Administração é um importante instrumento de governança corporativa onde se destacam práticas que mitigam o conflito de interesse entre acionistas e gestão das empresas, de modo que possa influenciar no desempenho das organizações. Desta maneira buscou-se a partir das técnicas de conjuntos aproximativos e análise discriminante, identificar as características do conselho de administração que valorizam o desempenho de empresas familiares listadas na BM&FBovespa. Delimitou-se amostra do estudo em 130 empresas com características de propriedade familiar. As ferramentas utilizadas para a mineração de dados foram às técnicas de Teoria dos Conjuntos Aproximativos e a Análise Discriminante. Os resultados apontaram que as principais práticas do conselho de administração com a maior influência positiva sobre o desempenho, são o número total de conselheiros bem como o número de conselheiros suplentes. Por sua vez a técnica de análise discriminante destacou apenas a variável do número de conselheiros suplentes como significativa para a previsão, com um percentual de acerto de aproximadamente 34%. Pela a TCA todas as variáveis foram confirmadas, entretanto o percentual de qualidade da informação foi de 30% o que se pode considerar baixo. Palavras-chave: Data mining. Corporativa. Rough Sets. Análise Discriminante. Governança 0167

2 1 INTRODUÇÃO A configuração do mercado acionário e características inerentes das empresas revelam pontos importantes a respeito da forma e ênfase com que as práticas de governança são adotadas e seus reflexos no desempenho econômico. Silveira (2004, p. 31) exemplifica este aspecto, por meio do problema de agência, que nas empresas com a propriedade pulverizada é caracterizado pela expropriação de riqueza dos acionistas por parte dos gestores, enquanto que nas empresas de propriedade concentrada, característico em empresas familiares, configura-se na expropriação dos acionistas minoritários pelos acionistas controladores. Neste sentido, reforça a necessidade do conhecimento e aperfeiçoamento das práticas da governança corporativa nas organizações. A governança corporativa é apresentada na literatura como elemento chave no processo de alcance de eficiência e desenvolvimento econômico, adicionalmente à característica de proteção aos investidores (Vintila & Gherghina, 2012). Sendo que o conselho de administração é elencado como o principal mecanismo do sistema de governança, pois intermédia a relação entre os diversos interessados na organização (Silveira, 2004; Mendes-da-Silva & Grzybovski, 2006). O Código de Melhores Práticas de Governança Corporativa do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa [IBGC] (2009) elenca as principais características requeridas por um conselho de administração que prima pelas boas práticas de governança. Sendo elencadas a segregação de funções entre o Chief Executive Officer (CEO) e o Presidente do Conselho de Administração, a composição do conselho voltada preferencialmente à conselheiros independentes e externos, o resguardo na prática de conselheiros suplentes e o tamanho do conselho (IBGC, 2009). Estas informações relativas às características do conselho de administração estão disponíveis no formulário de referências das empresas listadas na BM&FBovespa. Neste sentido, configura-se como rica base de dados, da qual podem ser extraídos novos conhecimentos, prever e explicar tendências de acordo com os padrões de dados estabelecidos, aplicando-se os conceitos base da Teoria de Mineração dos Dados Data Mining. Conforme Goebel e Gruenwald (1999), a mineração de dados se vale de um conjunto de técnicas, que permitem a obtenção de informações úteis a partir dos dados disponíveis, por sua vez cada método apresenta as suas vantagens e desvantagens. Dentre as técnicas abordadas nos estudos de Goebel e Gruenwald (1999) e Carbureanu (2012), destacam-se para o presente estudo a Teoria dos Conjuntos Aproximativos (Rough Sets) e a Análise Discriminante (Discriminant Analyse). Neste sentido, estabelece-se a questão problema norteadora do estudo: Quais as características do conselho de administração que valorizam o desempenho de empresas familiares listadas na BM&FBovespa? Busca-se desta forma, a partir das técnicas de conjuntos aproximativos e análise discriminante, identificar as características do conselho de administração que valorizam o desempenho de empresas familiares listadas na BM&FBovespa. Muitos estudos vêm sendo desenvolvidos no intuito de relacionar as boas práticas de governança com a performance das empresas (Silveira, Barros & Famá, 2003; Vintila & Gherghina, 2012), ou com o ambiente de divulgação de informações (Ienciu, 2012). Identificam-se ainda estudos que caracterizam as boas práticas de governança e os mecanismos utilizados pelas empresas (Dutra & Saito, 2002; Silveira & Barros, 2008; Silva, 2009; Moura & Beuren, 2011). 0168

3 Quanto as técnicas utilizadas no presente estudo para a mineração dos dados, verifica-se na literatura uma gama de trabalhos que reafirmam a capacidade explicativa de seus resultados. Em relação à Teoria dos Conjuntos Aproximativos (TCA) destacam-se os estudos desenvolvidos por Mckee (2000), Ramos, Machado e Costa (2003), Pinto, (2008), Pereira, Gómez e López (2008), e Hein, Pinto e Boneli (2008). Já no que se refere à Análise Discriminante, destacam-se Samanez e Menezes, (1999), Castro Junior, (2003), Gallon, Beuren e Hein (2007), e Birolo, Cittadin e Ritta, (2011). Neste sentido, os estudos reforçam a importância da discussão da mineração de dados no ambiente acadêmico e empresarial, a partir das técnicas de conjuntos aproximativos e análise discriminante, no intuito de prever e explicar o padrão das características que valorizam o desempenho de empresas. 2 REFERENCIAL TEÓRICO Neste tópico apresenta-se o marco teórico do estudo, destacando inicialmente os aspectos relativos à mineração de dados na governança corporativa. Na sequência, é apresentada a Teoria dos Conjuntos Aproximativos no intuito explicar e vislumbrar padrões para o conjunto de dados analisados. E por fim, apresenta-se a técnica de Análise Descriminante, circunscrevendo ao objetivo de prever tendências em um conjunto de dados. 2.1 Mineração de Dados na Governança Corporativa A governança corporativa é tratada na literatura como um importante mecanismo de minimização de conflitos e redução dos custos resultantes destes conflitos, caracterizados pelo problema de agência. Shleifer e Vishny (1997) no estudo A Survey of Corporate Governance elucidam importantes aspectos relacionados a governança corporativa sob enfoque da teoria da agência. Segundo os autores, a governança corporativa concerne às formas pelas quais os fornecedores de recursos garantem obtenção de retorno sobre seu investimento, o alcance de lucros, evita a expropriação de recursos (Shleifer & Vishny, 1997). No Brasil, as diretrizes que proclamam e orientam as boas práticas de governança corporativas das organizações são apresentadas no Código das melhores práticas de Governança Corporativa (IBGC, 2009: 19), que define governança corporativa como o sistema pelo qual as organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas, envolvendo os relacionamentos entre proprietários, conselho de administração, diretoria e órgãos de controle. O conselho de administração recebe destaque na literatura, como o principal mecanismo do sistema de governança, pois interliga a gestão aos investidores e aos interessados na organização (Silveira, 2004; Mendes-da-Silva & Grzybovski, 2006; IBGC, 2009; Moura & Beuren, 2011). Para atender à sua importância na boa governança corporativa, os conselhos de administração das empresas brasileiras devem apresentar algumas características como: (a) ser composto preferencialmente por membros externos e independentes, (b) apresentar segregação das funções do presidente e do diretor presidente, (c) evitar a prática de conselheiros suplentes, (d) observar o número de membros do conselho, e (e) divulgação da remuneração do conselho (IBGC, 2009). Desta forma, estas características correspondem e viabilizam o atendimento aos pilares das boas práticas de governança, por meio da transparência (divulgação de informações, além dos aspectos legais), equidade (tratamento justo a todos os sócios e stakeholders), accountability (prestação de contas) e a responsabilidade corporativa (sustentabilidade da organização) (IBGC, 2009). 0169

4 A exigência de informações por parte do próprio mercado, em função de melhores práticas de governança corporativa levou a necessidade de criação do Formulário de Referencia através da Instrução Normativa nº 480/09 da Comissão de Valores Mobiliários [CVM] (2009). Este instrumento, passa a constituir a principal fonte de informações das entidades, incluindo os aspectos relacionados a governança corporativa como: estrutura de propriedade, composição do conselho de administração, comitês, políticas de relacionamento com acionistas, e demais interessados na organização. Desta forma, constitui-se um importante banco de dados voltados aos aspectos organizacionais das empresas, e que por fim, permite extrair padrões e tendências utilizadas pelas empresas, em específico no que se refere à governança corporativa. Goebel e Gruenwald (1999) apontam para a crescente informatização de dados sobre as mais diversas características, operações, atividades, e desempenho, implicando em informações valiosas de modo a exprimir padrões e tendências, e fornecer auxílio na melhoria da tomada de decisões, otimização e sucesso empresarial. O processo em que se eleva o nível de conhecimento de determinado conjunto de dados disponíveis em uma base é denominado na literatura de Knowledge Discovery in Databases (KDD). Uma etapa importante deste processo de descoberta de conhecimento é a mineração de dados (Goebel & Gruenwald, 1999; Dias, 2002). A teoria de mineração de dados apresenta uma ampla aplicabilidade em muitos campos do conhecimento, pois permite extrair de um conjunto de dados, padrões e modelos que a partir da aplicação de técnicas, otimizam a análise, sem que acarrete em perda de informações (Goebel & Gruenwald, 1999; Dias, 2002; Carbureanu, 2012). As informações utilizadas nesse processo se encontram em grande volume de dados e, por meio da mineração, é possível se obter um resumo compacto das informações (Pinto, 2008). Conforme apontado, a mineração de dados não se vale de uma única técnica, mas sim da aplicação de um conjunto de técnicas. Neste sentido Goebel e Gruenwald (1999: 23) apontam que qualquer método que ajudar a obter mais informações a partir dos dados, é útil. Diferentes métodos servem a propósitos diferentes, cada método oferece suas próprias vantagens e desvantagens. Identifica-se nos estudos de Goebel e Gruenwald (1999) e Carbureanu (2012), algumas técnicas associadas à mineração de dados como: métodos estatísticos, raciocínio baseado em casos, redes neurais, árvore de decisão, redes bayesianas, algoritmos genéticos/programação evolutiva, regras de indução, regressão, agrupamentos (clustering), conjunto aproximativo (rough sets), análise de componentes principais (PCA), análise discriminante (discriminant analyse). Para o presente estudo, delimita-se a utilização das técnicas dos conjuntos aproximativos (rough sets) e análise discriminante (discriminant analyse), aplicados ao conjunto de informações que caracterizam a governança corporativa de empresas familiares de capital aberto no Brasil. 2.2 Teoria dos Conjuntos Aproximativos A aplicação da Teoria dos Conjuntos Aproximativos (TCA) ou Rough Sets Theory, na mineração de dados foi proposta inicialmente pelo matemático polonês Zadislaw Pawlak em 1982, tendo por objetivo principal abordar a questão da granulosidade. Conforme Pereira et al. (2008) o surgimento dessa teoria envolve a necessidade de dispor de um marco para se tratar os conhecimentos imprecisos, incertos e também incompletos que estão expressos no formato de dados que foram adquiridos experimentalmente. Dessa forma a TCA tem por finalidade primordial transformar um determinado conjunto de dados em conhecimento. Sobre a importância da granularidade do 0170

5 conhecimento Hein e Kroenke (2010) corroboram sobre a sua utilização na definição dos conceitos chave dessa teoria que permeiam pela aproximação, dependência e redução. De maneira similar Gomes e Gomes (2012: 267) corroboram que a TCA é caracterizada por um conjunto de elementos que não pode ser precisamente definido no que concerne a seus atributos. Dessa forma discute-se o conceito de indiscernibilidade. Ao encontro Hein e Kroenke (2010: 13) afirmam que o termo indiscernir possui como significado [...] não conseguir distinguir uma coisa de outra por meio dos sentidos ou da inteligência humana, o que busca a TCA é encontrar todos os objetos que produzem um mesmo tipo de informação, ou seja, que são indiscerníveis. Para Gomes e Gomes (2009: 268) a indiscernibilidade pode advir da: a) determinação da quantidade de atributos e/ou critérios; b) dúvidas geradas pelos descritores; c) perda de informação de um ou mais descritores; d) divergência entre os múltiplos descritores. Logo esta relação estabelecida pela indiscernibilidade constitui-se a base matemática da TCA. O funcionamento do processo de mineração de dados está delineado no estudo de Pawlak (1982). Nesse sentido, o autor apresenta uma proposta de matriz de informação, conforme a Tabela 01. Tabela 01 Matriz de informação Atributo 1 Atributo 2 Atributo Objeto 1 Objeto 2 Objeto Fonte: Adaptado de Pawlak e Slowinski (1994). A matriz de informação apresentada na Tabela 01 dispõem nas linhas os experimentos (objetos da pesquisa, observações) e nas colunas as variáveis coletadas (atributos). No caso deste estudo, os objetos serão representados pelas empresas e os atributos pelas características da governança corporativa que remete especificamente ao conselho de administração. Logo como resultado se obtém um núcleo declaratório com as informações que melhor explicam a governança corporativa (conselho de administração) das empresas familiares. A TCA é uma ferramenta útil para a análise de situações de decisão, especificamente em se tratando da classificação de problemas multicritério (Pawlak & Slowinski, 1994). Em relação à relevância da utilização deste método Gomes e Gomes (2012) corroboram que a TCA é importante para: a) Avaliar a importância de um determinado critério em particular, de forma a determinar qual seja o mais importante para um processo de decisão, bem como para definir um conjunto minimo de critérios; b) Retirar os critérios supérfluos; c) Estabelecer regras no sentido de reduzir a tabela de decisão; d) Aferir o conflito de opiniões entre os especialistas; e) Representar um conhecimento ambíguo; f) Representar o conhecimento adquirido de maneira empírica; g) Caracterizar objetos diante de atributos que admitam a determinação de dependência entre os critérios; e h) Tratar tanto as informações qualitativas, quanto as informações quantitativas no processo de tomada de decisão. Conforme Pinto (2008: 64), a TCA por se tratar de uma ferramenta da mineração de dados [...] possui aplicações nos mais diversos campos, destacando-se os sistemas de apoio à decisão e em sistemas gerenciais de informação. Nesse sentido diversos estudos 0171

6 da área contábil vêm atribuindo importância a está técnica como, por exemplo, na investigação dos custos relacionados ao processo de falência de empresas (McKee, 2000), na investigação da qualidade de sistemas da informação perante a análise da qualidade dos serviços (Ramos et al., 2003), na avaliação do fracasso empresarial de empresas portuguesas (Pereira et al., 2008), na insolvência de empresas brasileira do setor têxtil (Hein et al., 2008). Dessa forma, estabelecido o objetivo do estudo, utilizou-se a Técnica da TCA como uma das maneiras para estabelecer o núcleo declaratório com as informações que melhor explicam a governança corporativa sob o aspecto do conselho de administração das empresas familiares brasileiras. 2.3 Análise Discriminante A partir de 1920 surgiram as primeira ideias associadas a análise discriminante por meio do estatístico inglês Karl Pearson. Porem foi Fisher que em 1935 apresentou a primeira solução para um problema de discriminação, em um estudo desenvolvido sobre plantas (Mário, 2007). No entanto na área de Finanças um dos trabalhos pioneiros foi desenvolvido por Edwards Altman (1968), ao efetuou inferências relacionadas a capacidade preditiva dos indicadores do desempenho de empresas. Diante deste contexto define-se a análise discriminante como [...] um técnica estatística que auxilia a identificar quais as variáveis que diferenciam os grupos e quantas dessas variáveis são necessárias para obter a melhor classificação dos indivíduos de uma determinada população (Mário, 2007: 234). Logo se busca um conjunto de informações representadas pelas variáveis independentes de maneira que se encontre um valor de uma variável dependente para atingir uma classificação desejável. De acordo com Hair, Anderson, Tatham e Black (2005: 209) a análise discriminante envolve determinar uma variável estatística, a combinação linear das duas (ou mais) variáveis independentes que discriminarão melhor entre grupos definidos a priori. A discriminação é determinada pela atribuição de pesos para as variáveis de modo a maximizar a variância entre os grupos em relação com a variância dentro dos grupos. Logo com o resultado dessa combinação linear se alcança a função discriminante que é dada da seguinte forma: Onde: escore discriminante da função discriminante para o objeto intercepto peso discriminante para a variável independente variável independente para o objeto Cabe destacar que a variável independente diretamente relacionada ao score da função discriminante deve ser em qualquer problema uma variável categórica, podendo possuir diversos grupos. Já as variáveis independentes, preditoras, devem ser de preferência numéricas, entretanto é possível utilizar de variáveis do tipo categóricas como, por exemplo, as variáveis dummy (Fávero, Belfiore, Silva & Chan, 2009). Logo, entende-se que um conjunto de variáveis pode influenciar de maneira simultânea no comportamento de um elemento. Portanto a análise discriminante assume como finalidade [...] encontrar uma função matemática para discriminar, ou segregar elementos entre grupos preestabelecidos, identificando-se as principais características de cada grupo, bem como as diferenças significativas que possam existir entre eles (Mário, 2007). 0172

7 Conforme Gonçalves, Dias e Muniz (2008) a técnica de análise discriminante tem por objetivo: a) estabelecer as funções discriminantes que melhor discriminem as categorias de variável dependente, b) analisar se existem diferenças significativas entre os grupos, c) identificar quais as variáveis independentes que mais contribuem para as diferenças entre os grupos, d) classificar os casos em um dos grupos, levando em consideração os valores das variáveis independentes, e e) analisar com precisão a classificação estabelecida. Nesse sentido Fávero et al. (2009) inferem que a análise discriminante é uma das técnicas mais utilizadas para a previsão e classificação de observações em grupos. De modo que apresente uma vasta aplicabilidade em diversas áreas do conhecimento proporcionando um crescimento na utilização desta técnica para diversos problemas de pesquisa. Infere-se que no contexto contábil a análise discriminante vem sendo aplicada para obtenção modelos de previsão de falência, sendo o maior foco voltado as instituições financeiras (Samanez & Menezes, 1999), para analisar a relação entre o grau de evidenciação e nível de governança (Gallon et al., 2007), em modelos de previsão de insolvência para empresas (Castro Junior, 2003; Birolo et al., 2011). 3 METODOLOGIA O presente estudo delineia-se como uma pesquisa descritiva quanto ao objetivo, documental quanto aos procedimentos e quantitativa quanto à abordagem ao problema. 3.1 Amostra A amostra do estudo compreende as 130 empresas familiares listadas na BM&FBovespa em janeiro de Seguiu-se os critérios utilizados por Mazzola (2012) para a classificação das empresas familiares, que concerne na identificação do fundador e/ou um descendente, em um cargo de gestão de topo, fazer parte do conselho, ou ainda ser um dos maiores acionistas (informação disponibilizada no Formulário de Referencia). A amostra intencional por empresas familiares configura-se no fato de empresas com esta estrutura de propriedade e controle apresentarem características próprias relacionadas principalmente a cultura familiar (Mendes-Da-Silva & Grzybovski, 2006), e ao problema de agência, pautado especificamente entre acionistas minoritários e majoritários (Silveira, 2004). Neste sentido, permite inferir reflexos desta particularidade na gestão e práticas de governança corporativa das empresas. O Código das melhores práticas de Governança Corporativa (IBGC, 2009), atento a estas particularidade, orienta inclusive a implementação de um Conselho de Família, para o alinhamento de assuntos familiares e expectativas em relação a organização. Reforçando neste sentido a importância da discussão da governança corporativa para empresas de estrutura de propriedade familiar. 3.2 Variáveis do estudo, Coleta e Análise dos dados Os dados necessários à consecução do estudo foram extraídos da Base de dados da Economática e do Formulário de Referência das empresas disponibilizado no sítio eletrônico da BM&FBovespa. No Quadro 01, apresentam-se as variáveis utilizadas no estudo, a sua descrição, os autores e a fonte utilizada para a obtenção desta informação. Quadro 01 Descrição das variáveis e fonte de dados Variável Descrição Autor Fonte de Obtenção 1, quanto o Presidente do Conselho IBGC (2009); Gana e Formulário de de Administração ocupa o mesmo Lajmi (2011); Presidente/Ceo Referência cargo de Presidente da empresa, e Vintilă e Gherghina, (BM&FBovespa) 0, caso contrário. (2012). Nº Conselheiros (Total) Número de membros do Conselho de Administração. IBGC (2009); Gana e Lajmi (2011); Vintilă e Gherghina, Formulário Referência (BM&FBovespa) de 0173

8 Nº de Conselheiros (Suplentes) Nº Conselheiros Independentes Comitês do CA Remuneração dos conselheiros ROE Fonte: Dados da pesquisa. Número de membros que atuam como suplentes no Conselho de Administração. Número de conselheiros independentes que atuam no Conselho de Administração. 1, quanto a empresa possui comitês acessórios ao Conselho de Administração, e 0, caso contrário. 1, quanto a empresa divulga a remuneração do Conselho de Administração e 0, caso contrário. (%) de Retorno sobre o Patrimônio (2012). IBGC (2009). IBGC (2009); Gana e Lajmi (2011); Vintilă e Gherghina, (2012). IBGC (2009). IBGC (2009). Vintilă e Gherghina, (2012). Formulário de Referência (BM&FBovespa) Formulário de Referência (BM&FBovespa) Formulário de Referência (BM&FBovespa) Formulário de Referência (BM&FBovespa) Economática A coleta de dados foi efetuada em Janeiro de 2013, sendo tabulados em planilha de cálculo Excel. Para a análise dos dados, empregaram-se as técnicas da Teoria dos Conjuntos Aproximativos (TCA) e Análise Discriminante (AD), por meio da utilização do software SPSS versão ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS A Mineração de Dados consiste em reduzir o número de variáveis analisadas em um determinado problema, de modo que este perca em complexidade, entretanto se mantenha, pelo menos, em poder inferencial. A princípio muitos métodos podem ser utilizados para se fazer o processo de mineração de dados, citam-se os modelos probabilísticos, ou determinísticos, ou problemas de heurísticas que não exigem comprovação de uma relação existente. Assim, este trabalho busca identificar dentre dois modelos, Análise Discriminante (Probabilístico) e Teoria dos Conjuntos Aproximativos (Não Probabilístico), qual possui maior efetividade quando relacionado variáveis de Governança Corporativa especificamente tratando do Conselho de Administração, com o Desempenho de empresas familiares de capital aberto no Brasil. A análise também possibilita avaliar qual critério, (variável de governança corporativa no conselho de administração) pode estar tendo maior impacto no desempenho das empresas. Para tanto esta seção se dedica a explicar quais são os resultados existentes na análise das duas técnicas, possibilitando um comparativo dos resultados ao final. Assim esta seção está dividida em três momentos, sendo o primeiro direcionado aos resultados da Análise Discriminante e o segundo para a Teoria dos Conjuntos Aproximativos. Por fim serão confrontados os resultados das duas técnicas para buscar o entendimento, a luz da teoria Data Mining, bem como nas práticas de governança corporativa. 4.1 Análise Discriminante A Análise Discriminante consiste em uma técnica de classificação de observações. Este método objetiva descrever uma combinação linear que se apresente com a melhor classificação possível sobre uma variável dependente do tipo categórica. O modelo utilizado para a análise deste trabalho admitiu como variáveis independentes (preditoras), as seguintes: (1) Presidente/CEO; (2) Número Total de Conselheiros; (3) Número de Conselheiros Suplentes; (4) Número de Conselheiros Independentes; (5) Comitês do Conselho de Administração; e (6) Remuneração dos Conselheiros. Em sua maioria as variáveis são do tipo categóricas, o que pode ser aplicado segundo Fávero et al. (2009). A variável dependente é Retorno sobre Ativo Total (ROE), esta foi categorizada inicialmente 0174

9 como Grupo 1 (Empresas do ROE negativo); Grupo 2 (50 empresas do menor ROE positivo); Grupo 3 (50 empresas com maior ROE positivo). Para se obter a mineração de dados por meio da Análise Discriminante, se utilizou o método por partes, em que se insere a variável com o valor de F significativo para um intervalo de 0,05. Desta maneira a Tabela 02 apresenta o resultado deste primeiro processo de análise, bem como a variável que foi selecionada como a que melhor prediz. Tabela 02 Seleção das variáveis independentes Variáveis Tolerância Tolerância F a ser Lambda de mín. inserido Wilks Presidente/Ceo 1,000 1,000 2,873 0,957 Nº Conselheiros (Total) 1,000 1,000 3,774 0,944 0 Nº de Conselheiros (Suplentes) 1,000 1,000 3,883 0,942 Nº Conselheiros Independentes 1,000 1,000 0,453 0,993 Comitês do CA 1,000 1,000 0,466 0,993 Remuneração dos conselheiros 1,000 1,000 0,692 0,989 Presidente/Ceo 0,947 0,947 1,922 0,914 Nº Conselheiros (Total) 0,302 0,302 0,800 0,931 1 Nº Conselheiros Independentes 0,968 0,968 0,975 0,928 Comitês do CA 1,000 1,000 0,398 0,936 Remuneração dos conselheiros 1,000 1,000 0,621 0,933 Fonte: resultados da pesquisa. Os resultados descritos pela Tabela 02 apresentam como única variável significativa para a caracterização da influencia do Conselho de Administração sobre o desempenho como a variável do número de conselheiros suplentes. Este resultado foi admitido, pois em uma segunda iteração do método, nenhuma variável possuiu o F crítico necessário para a amostra. Desta maneira destaca-se esta variável selecionada do conselho de administração como a que melhor explica, ou mais influencia no desempenho das empresas familiares listadas na BM&FBovespa. A existência de conselheiros suplentes não é tida como uma boa prática de governança corporativa, em função do menor nível de familiarização dos conselheiros suplentes com os problemas e questões da organização (IBGC, 2009). Os resultados do estudo indicam, no entanto, que para as empresas familiares, essa variável configura-se de forma positiva em relação ao desempenho das organizações. Infere-se que nas empresas familiares essa variável garante maior rotatividade no conselho, minimizando possível preeminência de um grupo de pessoas, e seus reflexos. O processo seguinte descreve a relação que permeia a variável selecionada para com a variável de desempenho. A Tabela 03 destaca por sua vez que os coeficientes atrelados ao número de suplentes no conselho são diretamente proporcionais em todos os grupos. Destaca-se que a melhor relação está no Grupo 2. Isso indica que as empresas que possuem um maior número de suplentes tende a garantir um retorno sobre o ativo maior, o que indica um aumento no desempenho. Para tanto é possível associar a uma incongruência para com as práticas de governança corporativa, haja vista que as boas práticas pregam a não existência desta modalidade de conselheiros. Tal incongruência deve motivar novas investigações no âmbito de constatar a existência efetiva deste aumento no desempenho, ou seria causalidade de dados. 0175

10 Tabela 03 Coeficientes das Funções de Fischer Coeficientes para as Funções F-Fischer ROE Nº de Conselheiros (Suplentes) 0,140 0,273 0,155 (Constante) -1,257-1,706-1,294 Fonte: resultados da pesquisa. Para se confirmar se o problema modelado até o momento é efetivamente significativo e passivo de aceitação no que tange a inferências futuras, a Tabela 04 apresenta os resultados destas estatísticas. Tabela 04 Teste de confiança Função Valor próprio % de variação % cumulativa Correlação canônica 1 0, ,240 Teste de funções Lambda de Wilks Chi-quadrado df Sig. 1 0,942 7, ,023 Fonte: resultados da pesquisa. Os resultados da Tabela 04, que apresentam a análise do Autovalor associado a matriz de variâncias e de covariâncias, bem como a análise do Lambda de Wilks, descrevem uma associação de moderada a baixa entre a expressão de predição para com a variável dependente. Entretanto por meio do teste de Wilks, constata-se que esta relação é significativa ao nível de 5%, ou seja, o modelo pode ser utilizado para prever o desempenho, entretanto o poder explicativo é baixo considerando a probabilidade de erro. Por fim, para constatar o poder de predição do modelo otimizado no intuito de verificar a relação entre governança corporativa e desempenho organizacional, apresentase na Tabela 05 a estatística desta previsão verificando para a tanto a margem cometida de erro. Tabela 05 Estatística das previsões Análise de Valores n Grupo 1 (AD) Grupo 2 (AD) Grupo 3 (AD) Total Grupo 1 (Inicial) Grupo 2 (Inicial) Grupo 3 (Inicial) Total Análise Valores % Grupo 1 (AD) Grupo 2 (AD) Grupo 3 (AD) % Total Grupo 1 (Inicial) 12,3% 5,4% 5,4% 23,1% Grupo 2 (Inicial) 13,1% 14,6% 10,8% 38,5% Grupo 3 (Inicial) 20,0% 10,0% 8,5% 38,5% % Total 45,4% 30,0% 24,6% 100,0% Fonte: resultados da pesquisa. % Acertos 35,4% % Erro 64,6% Verifica-se um percentual de acerto baixo segundo a Tabela 05. Podem-se apontar como causadores deste baixo percentual de acerto a baixa quantidade de variáveis utilizadas na previsão, ou seja, apenas a variável de conselheiros suplentes. Este fator destaca, de forma positiva, sua influência no que tange o desempenho das empresas. Percebendo que a governança corporativa vislumbra um ambiente organizacional que melhore a relação investidor investimento, o desempenho deve ser um fator crucial para se destacar boas práticas de governança, o que destaca um fator a se levar em consideração, os conselheiros suplentes. 0176

11 Assim destaca-se que a Análise Discriminante apresentou como significativa apenas uma das variáveis preditoras (número de conselheiros suplentes), que apresentou um modelo de Fischer cujos coeficientes para cada grupo possuem uma relação positiva, o que indica uma relação de proporcionalidade com o desempenho. Entretanto por possuir uma única variável de predição o modelo, apesar de significativo, possuiu um percentual de acertou baixo, o que se torna compreensível dada à alta redução na complexidade do problema analisado. 4.2 Teoria dos Conjuntos Aproximativos O principal objetivo da TCA está em considerar a redução da complexidade de uma escolha, quando isso for possível. Isso implica em testar todas as combinações possíveis dos seis atributos de decisão e ver até onde a redução da dimensão do problema não afeta na qualidade da aproximação. O principio da TCA comparada a análise discriminante é o mesmo, o processo de execução e o resultado obtido podem ser diferentes, visto que a TCA admite apenas variáveis categóricas. Desta maneira o modelo de TCA calculado neste trabalho admitiu como atributo de condição todas as variáveis independentes do modelo da análise discriminante, sendo que o atributo de previsão é o mesmo. O resultado das combinações obtidas pelo processo de análise está apresentado abaixo, bem como o conjunto chamado Núcleo da informação, que é considerado o conjunto de variáveis mais polidas pelo processo de mineração de dados. Tabela 06 Resultados dos Conjuntos Aproximativos N Precisão Qualidade da Variáveis Selecionadas Variável Grupo 1 Grupo 2 Grupo 3 Aproximação 6 Pres_Ceo, Num_Cons, Num_Supl, Num_Cind, Com_CA, Rem_Cons 0,071 0,181 0,160 0,300 5 Pres_Ceo, Num_Cons, Num_Supl, Num_Cind, Com_CA 0,058 0,160 0,147 0,277 4 Pres_Ceo, Num_Cons, Num_Supl, Num_Cind 0,029 0,133 0,080 0,208 3 Num_Cons, Num_Supl, Num_Cind 0,019 0,099 0,060 0,162 2 Num_Cons, Num_Supl 0,000 0,054 0,008 0,062 1 Não Possui Variáveis Núcleo Pres_Ceo, Num_Cons, Num_Supl, Num_Cind, Com_CA, Rem_Cons Fonte: resultados da pesquisa. Dos resultados apresentados pela Tabela 06 é possível destacar que o conjunto de dados completo, formado pelas seis variáveis preditoras, corresponde a uma informação total de 30%, o que pode ser considerado baixo. Destaca-se que a precisão mais elevada está na determinação do Grupo 2, seguido pelo Grupo 3, o que indica que quanto maior for a composição do Conselho de Administração maior deve ser o retorno sobre o investimento da empresa. Essa relação, no entanto, deve ponderar a recomendação do IBGC (2009) quanto ao número de conselheiros de no mínimo cinco e máximo 11 conselheiros. Nas demais iterações destaca-se que as variáveis do número total de conselheiros e o número de conselheiros suplentes é o que aparecem como os mais significativos frente à mineração de dados. Desta maneira a TCA cumpre com o objetivo da mineração de dados elencando alguns fatores dentre eles, o conjunto de dados não deve ser reduzido, haja vista que se ocorrer redução a qualidade da aproximação diminui. Também apresenta que nenhuma variável possui poder explicativo isoladamente, isso se deve em grande parte a quantidade de empresas analisadas, 130 empresas no total. E assim o modelo destaca elementos 0177

12 diferentes do que foi apresentado pela analise discriminante, exigindo assim um comparativo. 4.3 Análise Crítica dos Achados Para o entendimento da contribuição efetiva dos resultados apresentados até o presente, verificaram-se semelhanças entre os dois métodos. Primeiramente constatou-se a comum valorização da variável número de conselheiros suplentes, sendo que em ambos os métodos os resultados apontaram para a relação positiva, quanto maior uma maior a outra também. Tanto na TCA como na análise discriminante o poder explicativo total das variáveis girou em torno de 30%, este fato pode ser um indicativo que o desempenho não está apenas relacionado com as características do conselho de administração, o que seria elementar, levando então a considerar como forte influência desta prática de governança corporativa como uma forma de melhor o desempenho. Ao encontro Silveira (2004), Mendes-da-Silva e Grzybovski (2006) apontam que o conselho de administração é principal mecanismo do sistema de governança, pois efetua intermediações entre os diversos interessados na organização. No comparativo visto pelo lado da mineração de dados, os métodos foram contraditórios no que diz respeito ao núcleo da informação. A análise discriminante apresentou como significativa uma única variável que deveria ser considerada para a análise, já a TCA descreve o conjunto total de variáveis como representativas. Esta contradição gera um erro de ordem epistemológica da estrutura de concepção dos modelos, visto que a análise discriminante está interessada em variáveis significativas e a TCA está voltada a estabelecer o conjunto significativo mesmo que no contexto a variável não seja. Desta maneira cabe ressaltar que as variáveis do número total de conselheiros bem como o de suplentes foi destaque em ambas as análises, sendo possível um estudo mais aprofundado sobre estes aspectos. 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS De acordo com o IBGC e diversos trabalhos acadêmicos, o Conselho de Administração (CA) destaca-se por ser um importante instrumento de governança corporativa quando nele se destacam práticas que mitigam o conflito de interesse entre acionistas e gestão das empresas. Estas práticas quando alinhadas com o interesse de todos tendem a proporcionar uma melhora no desempenho refletindo em maiores retornos para a empresa. O bom desempenho deve ser o objetivo primeiro de uma organização, e para tanto se faz necessária a presença de práticas que caracterizem uma gestão profissional e eficiente. Desta maneira as características da gestão, principalmente do CA tende a valorizar o desempenho das empresas. É necessário considerar que nem todas as práticas do CA afetam diretamente, desta maneira é preciso filtrar dentre todas quais as práticas que mais afetam o desempenho. Neste contexto a Mineração de Dados tende a melhorar de forma impar esta análise, reduzindo a complexidade para que a empresa se foque diretamente nas práticas que possuem os resultados mais efetivos. Dentro deste contexto esta pesquisa foi formulada admitindo-se a seguinte questão: Quais as características do conselho de administração que valorizam o desempenho de empresas familiares listadas na BM&FBovespa? Buscou-se desta forma, a partir das técnicas de conjuntos aproximativos e análise discriminante, identificar as características do conselho de administração que valorizam o desempenho de empresas familiares listadas na BM&FBovespa. A pesquisa se caracterizou por utilizar empresas de capital aberto no Brasil, com características de possuir propriedade familiar, o que totalizou 130 empresas dos mais diferentes segmentos. As ferramentas utilizadas para a mineração de dados foram às 0178

13 técnicas de Teoria dos Conjuntos Aproximativos e a Análise Discriminante, ambas as técnicas já respaldadas por pesquisas acadêmicas como boas ferramentas de mineração de dados. Os resultados apontaram que as principais práticas do CA destacadas com a maior influência positiva sobre o desempenho, são o número total de conselheiros bem como o número de conselheiros suplentes. A técnica de análise discriminante destacou apenas a variável do número de conselheiros suplentes como significativa para a previsão, obtendo por sua vez um percentual de acerto de aproximadamente 34%. Pela a TCA todas as variáveis foram confirmadas, entretanto o percentual de qualidade da informação foi de 30% o que se pode considerar baixo. Por se tratar de variáveis referentes apenas a um elemento administrativo que é o conselho de administração como característica da governança corporativa, é possível então admitir como relevante o resultado obtido. Desta maneira o objetivo da pesquisa foi alcançado, e os resultados destacam a necessidade da investigação no que se refere a presença de conselheiros suplentes no conselho de administração, haja vista seu destaque tomado junto aos resultados apontados por ambos os métodos. A prática dos membros suplentes não é defendida pelo IBGC, o que deve ser investigado seus reais efeitos sobre o desempenho e a expropriação dos acionistas. Para futuras pesquisas, sugere-se aplicar o mesmo estudo analisando empresas não familiares de modo a efetuar um comparativo entre os estudos. Como segunda sugestão recomenda-se a utilização de outras técnicas de mineração de dados, além dos conjuntos aproximativos e da análise discriminante. REFERÊNCIAS ALTMAN, E. I. (1968). Financial ratios, discriminant analysis and prediction of corporate bankruptcy. The Journal of Finance, 23 (4), Birolo, P. B.; Cittadin, A. & Ritta, C. de O. (2011, abril). Análise de crédito por meio de modelos de previsão de insolvência: um estudo de caso na empresa Cerâmica Alfa. Anais do Congresso UFSC de iniciação científica em contabilidade, Florianópolis, SC, Brasil, 4. Cărbureanu, M. (2012). The Annual Inflation Rate Analysis Using Data Mining Techniques. Economic Insights Trends and Challenges, 1( 4), Castro Junior, F. H. F. de. (2003). Previsão de insolvência de empresas usando análise discriminante, regressão logística e redes neurais. Dissertação de mestrado, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil. Comissão de Valores Mobiliários CVM. (2009). Instrução Normativa nº. 480, de 07 de dezembro de Recuperado em 20 dezembro, 2012 de Dias, M. M. (2002). Parâmetros na escolha de técnicas e ferramentas de mineração de dados. Acta Scientiarum, 24(6), Dutra, M. G. L. & Saito, R. (2002). Conselhos de Administração: Análise de sua Composição em um Conjunto de Companhias Abertas Brasileiras. Revista de Administração Contemporânea - RAC, 6(2), Fávero, L. P.; Belfiore, P.; Silva, F. L. da; Chan, B. L. (2009). Análise de dados: modelagem multivariada para tomada de decisões. Rio de Janeiro: Elsevier. Gana, M. & Lajmi, A. (2011). Directors Board Characteristics and Audit Quality: Evidence From Belgium. Journal of Modern Accounting and Auditing, 7(7),

14 Gallon, A. V.; Beuren, I. M. & Hein, N. (2007). Análise da relação entre evidenciação nos relatórios da administração e o nível de governança das empresas na Bovespa. Revista de Informação Contábil, 1(2), Gonçalves, C. A.; Dias, A. T. & Muniz, R. M. (2008). Análise discriminante das relações entre fatores estratégicos, indústria e desempenho em organizações brasileiras atuantes na indústria manufatureira. Revista de Administração Contemporânea, 12 (2), Gomes, L. F. A. M. & Gomes, C. F. S. (2012). Tomada de decisão gerencial: enfoque multicritério (4a ed.). São Paulo: Atlas. Goebel, M. & Gruenwald, L. (1999). A survey of data mining and knowledge discovery software tools. ACM SIGKDD, 1(1), Hair Jr., J. F.; Anderson, R. E.; Tatham, R. L. & Black, W. C. (2005). Análise multivariada de dados (5a ed.). Porto Alegre: Bookman. Hein, N. & Kroenke, A. (2010). Escólios sobre a teoria dos conjuntos aproximativos. Revista CIATEC, 2 (1), Hein, N.; Pinto, J. & Bonelli, G. G. (2008, agosto). Uma ferramenta Data Minig na análise de solvência de empresas do setor têxtil. Anais do Simpósio de Pesquisa Operacional e Logistica da Marinha, Rio de Janeiro, RJ, Brasil, 11. Ienciu, I.-A. (2012). The relationship between environmental reporting and corporate governance characteristics of romanian listed entities. Accounting and management information systems, 11 (2), Instituto Brasileiro de Governança Corporativa - IBGC. (2009). Código das melhores práticas de governança corporativa [Manual], (4a ed.). Recuperado em: 15 outubro, Disponível em: Mário, P. do C. (2007). Análise discriminante. In: Corrar, L. J.; Paulo, E. & Dias Filho, J. M. (Coord.). Análise multivariada: para cursos de administração, ciências contábeis e economica. São Paulo: Atlas. Mazzola, P. (2012, may). Financial reporting quality of family firms: the auditors perspective. Proceedings in Annual Congress European Accounting Association, Ljubljana, Slovenia, 35. McKEE, T. E. (2000). Developing a bankruptcy prediction model via rough sets theory. International Journal of Intelligent Systems in Accounting, Finance & Management, 9, Mendes-Da-Silva, W. & Grzybovski, D. (2006). Efeitos da governança corporativa e da performance empresarial sobre o turnover de executivos no Brasil: comparando empresas familiares e não familiares. Revista de Administração Mackenzie, 7(1), Moura, G. D. & Beuren, I. M. (2011). Conselho de Administração das Empresas de Governança Corporativa Listadas na BM&Fbovespa: análise à luz da entropia da informação da atuação independente. Revista de Ciências da Administração, 13(29), Pawlak, Z. (1982). Rough Sets. International Journal of Parallel Programming, 11(5),

15 Pawlak, Z. & Slowinski, R. (1994). Decision Analysis using Rough Sets. International Transactions in Operational Research, 1(1), Pereira, J. M. Gómez, F. D. & López, M. R. (2008). Aplicação da Teoria dos Rough Sets na Previsão do Fracasso Empresarial. Polytechnical Studies Review, 6(10), Pinto, J. (2008). Núcleo declaratório contábil na análise da solvência de empresas do setor têxtil listadas na Bovespa. Dissertação de mestrado, Universidade Regional de Blumenau, Blumenau, SC, Brasil. Ramos, R. R.; Machado, A. O. & Costa, H. G. (2003, novembro). A Teoria dos conjuntos aproximativos na determinação do grau de coerência aplicado a um sistema de classificação para a qualidade em serviços. Anais Simpósio de Engenharia de Produção, 10. Samanez, C. P. &Menezes, A. de S. (1999, setembro). Análise de solvência de instituições bancárias: uma abordagem multivariada. Anais do Encontro da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração, Foz do Iguaçu, PR, Brasil, 23. Silva, R. V.(2009). Atendimento às regras, princípios e práticas de governança em entidades fechadas de previdência complementar. Dissertação de mestrado, Centro Sócio- Econômico da Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC, Brasil. Silveira, A. D. M. (2004). Governança Corporativa e estrutura de propriedade: determinantes e relação com o desempenho das empresas no Brasil. Tese de doutorado, Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil. Silveira, A. D. M.; Barros, L. A. B. de C. & Famá, R. (2003). Estrutura de governança e valor das companhias abertas brasileiras. Revista de Administração de Empresas, 43(3), Silveira, A. D. M. & Barros, A. B. de C. (2008). Determinantes da qualidade da governança corporativa das companhias abertas brasileiras. Revista de Administração, edição 61, 14(3), Shleifer, A. & Vishny, R. (1997). A survey of corporate governance. The Journal of Finance, 52(2), Vintilă, G. & Gherghina, Ş. C. (2012). An Empirical Investigation of the Relationship between Corporate Governance Mechanisms, CEO Characteristics and Listed Companies Performance. International Business Research, 5(10),

3 Metodologia. 3.1 Tipo de Pesquisa

3 Metodologia. 3.1 Tipo de Pesquisa 3 Metodologia Neste capítulo é descrita a metodologia da presente pesquisa, abordandose o tipo de pesquisa realizada, os critérios para a seleção dos sujeitos, os procedimentos para a coleta, o tratamento

Leia mais

Processos Gerenciais

Processos Gerenciais UNIVERSIDADE PAULISTA CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA Projeto Integrado Multidisciplinar III e IV Processos Gerenciais Manual de orientações - PIM Curso Superior de Tecnologia em Processos Gerenciais. 1.

Leia mais

CobiT 4.01 OBJETIVOS DE CONTROLE PARA INFORMAÇÃO E TECNOLOGIAS RELACIONADAS

CobiT 4.01 OBJETIVOS DE CONTROLE PARA INFORMAÇÃO E TECNOLOGIAS RELACIONADAS CobiT 4.01 OBJETIVOS DE CONTROLE PARA INFORMAÇÃO E TECNOLOGIAS RELACIONADAS METODOLOGIA DE AUDITORIA PARA AVALIAÇÃO DE CONTROLES E CUMPRIMENTO DE PROCESSOS DE TI NARDON, NASI AUDITORES E CONSULTORES CobiT

Leia mais

UBS Brasil: Controle de riscos e capital Categoria: Controles de Risco

UBS Brasil: Controle de riscos e capital Categoria: Controles de Risco UBS Brasil: Controle de riscos e capital Categoria: Controles de Risco Responsável: Controle de Riscos Aprovação: BRCC Propósito deste documento Promover transparência quanto à estrutura de gestão de riscos

Leia mais

18/08/2015. Governança Corporativa e Regulamentações de Compliance. Gestão e Governança de TI. Governança Corporativa. Governança Corporativa

18/08/2015. Governança Corporativa e Regulamentações de Compliance. Gestão e Governança de TI. Governança Corporativa. Governança Corporativa Gestão e Governança de TI e Regulamentações de Compliance Prof. Marcel Santos Silva A consiste: No sistema pelo qual as sociedades são dirigidas, monitoradas e incentivadas, envolvendo o relacionamento

Leia mais

Pós-Graduação Lato Sensu em ENGENHARIA DE MARKETING

Pós-Graduação Lato Sensu em ENGENHARIA DE MARKETING Pós-Graduação Lato Sensu em ENGENHARIA DE MARKETING Inscrições Abertas: Início das aulas: 28/03/2016 Término das aulas: 10/12/2016 Dias e horários das aulas: Segunda-Feira 18h30 às 22h30 Semanal Quarta-Feira

Leia mais

CAPÍTULO 1 - CONTABILIDADE E GESTÃO EMPRESARIAL A CONTROLADORIA

CAPÍTULO 1 - CONTABILIDADE E GESTÃO EMPRESARIAL A CONTROLADORIA CAPÍTULO 1 - CONTABILIDADE E GESTÃO EMPRESARIAL A CONTROLADORIA Constata-se que o novo arranjo da economia mundial provocado pelo processo de globalização tem afetado as empresas a fim de disponibilizar

Leia mais

Estratégia de TI. Posicionamento Estratégico da TI: como atingir o alinhamento com o negócio. Conhecimento em Tecnologia da Informação

Estratégia de TI. Posicionamento Estratégico da TI: como atingir o alinhamento com o negócio. Conhecimento em Tecnologia da Informação Conhecimento em Tecnologia da Informação Conhecimento em Tecnologia da Informação Estratégia de TI Posicionamento Estratégico da TI: como atingir o alinhamento com o negócio 2011 Bridge Consulting Apresentação

Leia mais

Correlação Canônica. Outubro / 1998. Versão preliminar. Fabio Vessoni. fabio@mv2.com.br (011) 30642254. MV2 Sistemas de Informação

Correlação Canônica. Outubro / 1998. Versão preliminar. Fabio Vessoni. fabio@mv2.com.br (011) 30642254. MV2 Sistemas de Informação Correlação Canônica Outubro / 998 Versão preliminar Fabio Vessoni fabio@mv.com.br (0) 306454 MV Sistemas de Informação Introdução Existem várias formas de analisar dois conjuntos de dados. Um dos modelos

Leia mais

Proposta de Modelo de Avaliação de Gestão e Governança para Bancos

Proposta de Modelo de Avaliação de Gestão e Governança para Bancos Proposta de Modelo de Avaliação de Gestão e Governança para Bancos Sílvia Marques de Brito e Silva Amaro Luiz de Oliveira Gomes Bacen/Denor Estrutura da Apresentação 1. Objetivo do trabalho 2. Importância

Leia mais

Programa do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu MBA em Business Intelligence (BI)

Programa do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu MBA em Business Intelligence (BI) Programa do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu MBA em Business Intelligence (BI) Apresentação O programa de Pós-graduação Lato Sensu em Business Intelligence Inteligência Competitiva tem por fornecer conhecimento

Leia mais

para a Governança Corporativa

para a Governança Corporativa Seminário A importância dos Websites de Sustentabilidade para os Públicos Estratégicos A relevância da sustentabilidade t d para a Governança Corporativa Carlos Eduardo Lessa Brandão celb@ibgc.org.br (11)

Leia mais

Proposição de Modelo de Análise Discriminante para Avaliação de Desempenho de Empresas de Sucesso e Fracasso do Setor de Indústrias Manufatureiras

Proposição de Modelo de Análise Discriminante para Avaliação de Desempenho de Empresas de Sucesso e Fracasso do Setor de Indústrias Manufatureiras Proposição de Modelo de Análise Discriminante para Avaliação de Desempenho de Empresas de Sucesso e Fracasso do Setor de Indústrias Manufatureiras Idalberto José Das Neves Júnior Saliza Rodrigues de Faria

Leia mais

EMENTAS - MATRIZ CURRICULAR - 2016

EMENTAS - MATRIZ CURRICULAR - 2016 EMENTAS - MATRIZ CURRICULAR - 2016 901491 - EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ADMINISTRATIVO I Estudo da administração, suas áreas e funções, o trabalho do administrador e sua atuação; a evolução da teoria organizacional

Leia mais

Estratégias de Pesquisa

Estratégias de Pesquisa Estratégias de Pesquisa Ricardo de Almeida Falbo Metodologia de Pesquisa Departamento de Informática Universidade Federal do Espírito Santo Agenda Survey Design e Criação Estudo de Caso Pesquisa Ação Experimento

Leia mais

MESTRADO EM PESQUISA DE MERCADOS 2006 2007

MESTRADO EM PESQUISA DE MERCADOS 2006 2007 MESTRADO EM PESQUISA DE MERCADOS 2006 2007 PROGRAMA DAS DISCIPLINAS 1 1º trimestre PESQUISA DE MERCADOS Objectivos Pretende-se que os alunos: (a) adquiram os conceitos e semântica próprios do tema, (b)

Leia mais

ANÁLISE ECONÔMICO-FINANCEIRA DAS SIDERÚRGICAS LISTADAS NA BOVESPA: COMPARAÇÃO POR ÍNDICES-PADRÃO

ANÁLISE ECONÔMICO-FINANCEIRA DAS SIDERÚRGICAS LISTADAS NA BOVESPA: COMPARAÇÃO POR ÍNDICES-PADRÃO XXIX ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO. ANÁLISE ECONÔMICO-FINANCEIRA DAS SIDERÚRGICAS LISTADAS NA BOVESPA: COMPARAÇÃO POR ÍNDICES-PADRÃO Rafael Martins Noriller (UFGD) rafael_mn1985@hotmail.com

Leia mais

INDICADORES DE SUSTENTABILIDADE PARA INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR: O

INDICADORES DE SUSTENTABILIDADE PARA INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR: O IV Simpósio sobre Gestão Empresarial e Sustentabilidade: Negócios Sociais e seus Desafios 24 e 25 de novembro de 2015 Campo Grande-MS Universidade Federal do Mato Grosso do Sul INDICADORES DE SUSTENTABILIDADE

Leia mais

EMENTAS DAS DISCIPLINAS

EMENTAS DAS DISCIPLINAS EMENTAS DAS DISCIPLINAS CURSO DE GRADUAÇÃO DE ADMINISTRAÇÃO Evolução de Pensamento Administrativo I Estudo da administração, suas áreas e funções, o trabalho do administrador e sua atuação; a evolução

Leia mais

UNIVERSIDADE PAULISTA

UNIVERSIDADE PAULISTA UNIVERSIDADE PAULISTA CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA Projeto Integrado Multidisciplinar III e IV Recursos Humanos Manual de orientações - PIM Curso Superior de Tecnologia em Gestão de Recursos Humanos 1.

Leia mais

Governança Corporativa e o Escritório de Projetos

Governança Corporativa e o Escritório de Projetos Governança Corporativa e o Escritório de Projetos OBJETIVOS Conhecer a Governança Corporativa Entender os tipos de estruturas organizacionais Compreender o modelo de Escritório de Projetos O que é Governança

Leia mais

TÍTULO: UTILIZAÇÃO DA INTELIGÊNCIA COMPETITIVA NA GESTÃO ESTRATÉGICA DE PESSOAS

TÍTULO: UTILIZAÇÃO DA INTELIGÊNCIA COMPETITIVA NA GESTÃO ESTRATÉGICA DE PESSOAS TÍTULO: UTILIZAÇÃO DA INTELIGÊNCIA COMPETITIVA NA GESTÃO ESTRATÉGICA DE PESSOAS CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS SUBÁREA: ADMINISTRAÇÃO INSTITUIÇÃO: FACULDADE CENECISTA DE SETE LAGOAS

Leia mais

ADM041 / EPR806 Sistemas de Informação

ADM041 / EPR806 Sistemas de Informação ADM041 / EPR806 Sistemas de Informação UNIFEI Universidade Federal de Itajubá Prof. Dr. Alexandre Ferreira de Pinho 1 Sistemas de Apoio à Decisão (SAD) Tipos de SAD Orientados por modelos: Criação de diferentes

Leia mais

EMENTAS DAS DISCIPLINAS

EMENTAS DAS DISCIPLINAS EMENTAS DAS DISCIPLINAS CURSO DE GRADUAÇÃO DE ADMINISTRAÇÃO Nome da disciplina Evolução do Pensamento Administrativo I Estudo da administração, suas áreas e funções, o trabalho do administrador e sua atuação;

Leia mais

Avaliação Econômica. O Processo de Seleção de Diretores nas Escolas Públicas Brasileiras

Avaliação Econômica. O Processo de Seleção de Diretores nas Escolas Públicas Brasileiras Avaliação Econômica O Processo de Seleção de Diretores nas Escolas Públicas Brasileiras Objeto da avaliação: adoção de diferentes mecanismos para a seleção de diretores de escolas públicas brasileiras

Leia mais

DISCIPLINAS TEORIA DAS ORGANIZAÇÕES:

DISCIPLINAS TEORIA DAS ORGANIZAÇÕES: DISCIPLINAS TEORIA DAS ORGANIZAÇÕES: A Teoria das Organizações em seu contexto histórico. Conceitos fundamentais. Abordagens contemporâneas da teoria e temas emergentes. Balanço crítico. Fornecer aos mestrandos

Leia mais

REGULAMENTO 1º CONCURSO INOVAÇÃO NO TCE-PE

REGULAMENTO 1º CONCURSO INOVAÇÃO NO TCE-PE 1 REGULAMENTO 1º CONCURSO INOVAÇÃO NO TCE-PE A Escola de Contas Públicas Professor Barreto Guimarães (ECPBG) torna público o regulamento do 1º Concurso Inovação no TCE-PE, que será regido de acordo com

Leia mais

Elétrica montagem e manutenção ltda. AVALIAÇÃO DE COLABORADORES

Elétrica montagem e manutenção ltda. AVALIAÇÃO DE COLABORADORES AVALIAÇÃO DE COLABORADORES RESUMO A preocupação com o desempenho dos colaboradores é um dos fatores que faz parte do dia-a-dia da nossa empresas. A avaliação de desempenho está se tornando parte atuante

Leia mais

UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE UNESC CURSO DE GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS LUIZ PAULO RONCHI FREITAS

UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE UNESC CURSO DE GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS LUIZ PAULO RONCHI FREITAS 0 UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE UNESC CURSO DE GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS LUIZ PAULO RONCHI FREITAS AS FUNÇÕES DA CONTROLADORIA E O PERFIL DO CONTROLLER NAS EMPRESAS INTEGRANTES DOS PRINCIPAIS

Leia mais

NECESSIDADE DE CAPITAL DE GIRO E OS PRAZOS DE ROTAÇÃO Samuel Leite Castelo Universidade Estadual do Ceará - UECE

NECESSIDADE DE CAPITAL DE GIRO E OS PRAZOS DE ROTAÇÃO Samuel Leite Castelo Universidade Estadual do Ceará - UECE Resumo: NECESSIDADE DE CAPITAL DE GIRO E OS PRAZOS DE ROTAÇÃO Samuel Leite Castelo Universidade Estadual do Ceará - UECE O artigo trata sobre a estratégia financeira de curto prazo (a necessidade de capital

Leia mais

UNIVERSIDADE PAULISTA

UNIVERSIDADE PAULISTA UNIVERSIDADE PAULISTA CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA Projeto Integrado Multidisciplinar III e IV Marketing Manual de orientações - PIM Curso Superior de Tecnologia em Marketing. 1. Introdução Os Projetos

Leia mais

A PESQUISA E SUAS CLASSIFICAÇÕES

A PESQUISA E SUAS CLASSIFICAÇÕES 1/6 A PESQUISA E SUAS CLASSIFICAÇÕES Definir o que é pesquisa; mostrar as formas clássicas de classificação das pesquisas; identificar as etapas de um planejamento de pesquisa. INTRODUÇÃO O que é pesquisa?

Leia mais

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE - FURG SECRETARIA EXECUTIVA DOS CONSELHOS

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE - FURG SECRETARIA EXECUTIVA DOS CONSELHOS SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE - FURG SECRETARIA EXECUTIVA DOS CONSELHOS DELIBERAÇÃO Nº 013/2015 CONSELHO DE ENSINO, PESQUISA, EXTENSÃO E ADMINISTRAÇÃO

Leia mais

Prof. Dr. Guanis de Barros Vilela Junior

Prof. Dr. Guanis de Barros Vilela Junior Prof. Dr. Guanis de Barros Vilela Junior INTRODUÇÃO O que é pesquisa? Pesquisar significa, de forma bem simples, procurar respostas para indagações propostas. INTRODUÇÃO Minayo (1993, p. 23), vendo por

Leia mais

Um Estudo dos Relatórios da Administração de Empresas com Níveis Diferenciados de Governança Corporativa

Um Estudo dos Relatórios da Administração de Empresas com Níveis Diferenciados de Governança Corporativa Um Estudo dos Relatórios da Administração de Empresas com Níveis Diferenciados de Governança Corporativa Elizabeth Krauter ekrauter@usp.br Universidade de São Paulo (USP), FEA São Paulo, SP, Brasil RESUMO

Leia mais

Programa do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu MBA em Gestão Estratégica de Negócios

Programa do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu MBA em Gestão Estratégica de Negócios Programa do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu MBA em Gestão Estratégica de Negócios Apresentação O programa de Pós-graduação Lato Sensu em Gestão Estratégica de Negócios tem por objetivo desenvolver a

Leia mais

O Valor da TI. Introduzindo os conceitos do Val IT para mensuração do valor de Tecnologia da Informação. Conhecimento em Tecnologia da Informação

O Valor da TI. Introduzindo os conceitos do Val IT para mensuração do valor de Tecnologia da Informação. Conhecimento em Tecnologia da Informação Conhecimento em Tecnologia da Informação Conhecimento em Tecnologia da Informação O Valor da TI Introduzindo os conceitos do Val IT para mensuração do valor de Tecnologia da Informação 2010 Bridge Consulting

Leia mais

Congratulações, estimado leitor! É muito bom poder estar aqui novamente. Este tópico tem como objetivo abordar, de forma clara e objetiva, o

Congratulações, estimado leitor! É muito bom poder estar aqui novamente. Este tópico tem como objetivo abordar, de forma clara e objetiva, o Congratulações, estimado leitor! É muito bom poder estar aqui novamente. Este tópico tem como objetivo abordar, de forma clara e objetiva, o gerenciamento de riscos corporativos e controles internos Modelo

Leia mais

Planejamento Estratégico de TI. Prof.: Fernando Ascani

Planejamento Estratégico de TI. Prof.: Fernando Ascani Planejamento Estratégico de TI Prof.: Fernando Ascani Data Warehouse - Conceitos Hoje em dia uma organização precisa utilizar toda informação disponível para criar e manter vantagem competitiva. Sai na

Leia mais

DISCIPLINAS OBRIGATÓRIAS:

DISCIPLINAS OBRIGATÓRIAS: DISCIPLINAS OBRIGATÓRIAS: Contabilidade de Custos e Gerencial CIC 816 Carga Horária: 60 Créditos: 04 Coordenador: Prof. Poueri do Carmo Mário Teoria de Custos (abordagem econômica e contábil). Métodos

Leia mais

1 a Jornada de Contabilidade Práticas de Governança Corporativa e Transparência 22 de setembro de 2005

1 a Jornada de Contabilidade Práticas de Governança Corporativa e Transparência 22 de setembro de 2005 1 a Jornada de Contabilidade Práticas de Governança Corporativa e Transparência 22 de setembro de 2005 Agenda Introdução Demandas do mercado de capitais Governança corporativa Governança corporativa no

Leia mais

Alinhamento Estratégico. A importância do alinhamento entre a TI e o Negócio e o método proposto pelo framework do CobiT 4.1

Alinhamento Estratégico. A importância do alinhamento entre a TI e o Negócio e o método proposto pelo framework do CobiT 4.1 Conhecimento em Tecnologia da Informação Alinhamento Estratégico A importância do alinhamento entre a TI e o Negócio e o método proposto pelo framework do CobiT 4.1 2010 Bridge Consulting Apresentação

Leia mais

Gerenciamento de Riscos Pilar 3

Gerenciamento de Riscos Pilar 3 Gerenciamento de Riscos Pilar 3 2º Trimestre de 2014 ÍNDICE I - INTRODUÇÃO 3 II OBJETIVO 3 III PERFIL CORPORATIVO 3 IV GOVERNANÇA CORPORATIVA 4 V RISCO DE CRÉDITO 4 VI RISCO DE MERCADO 5 VII RISCO DE LIQUIDEZ

Leia mais

FATEC EaD TECNOLOGIA EM GESTÃO EMPRESARIAL PROJETO INTERDISCIPLINAR SÃO PAULO 2014

FATEC EaD TECNOLOGIA EM GESTÃO EMPRESARIAL PROJETO INTERDISCIPLINAR SÃO PAULO 2014 1 FATEC EaD TECNOLOGIA EM GESTÃO EMPRESARIAL PROJETO INTERDISCIPLINAR SÃO PAULO 2014 2 Sumário 1. Introdução... 3 2. Finalidade do Projeto Interdisciplinar... 3 3. Disciplinas Contempladas... 4 4. Material

Leia mais

GERENCIAMENTO DE RISCOS. Pilar III Basiléia

GERENCIAMENTO DE RISCOS. Pilar III Basiléia GERENCIAMENTO DE RISCOS Pilar III Basiléia 3º Trimestre 2015 ÍNDICE I - INTRODUÇÃO 3 II OBJETIVO 3 III PERFIL CORPORATIVO 3 IV GOVERNANÇA CORPORATIVA 4 V RISCO DE CRÉDITO 4 VI RISCO DE MERCADO 5 VII RISCO

Leia mais

ROBSON FUMIO FUJII GOVERNANÇA DE TIC: UM ESTUDO SOBRE OS FRAMEWORKS ITIL E COBIT

ROBSON FUMIO FUJII GOVERNANÇA DE TIC: UM ESTUDO SOBRE OS FRAMEWORKS ITIL E COBIT ROBSON FUMIO FUJII GOVERNANÇA DE TIC: UM ESTUDO SOBRE OS FRAMEWORKS ITIL E COBIT LONDRINA - PR 2015 ROBSON FUMIO FUJII GOVERNANÇA DE TIC: UM ESTUDO SOBRE OS FRAMEWORKS ITIL E COBIT Trabalho de Conclusão

Leia mais

PESQUISA OPERACIONAL: UMA ABORDAGEM À PROGRAMAÇÃO LINEAR. Rodolfo Cavalcante Pinheiro 1,3 Cleber Giugioli Carrasco 2,3 *

PESQUISA OPERACIONAL: UMA ABORDAGEM À PROGRAMAÇÃO LINEAR. Rodolfo Cavalcante Pinheiro 1,3 Cleber Giugioli Carrasco 2,3 * PESQUISA OPERACIONAL: UMA ABORDAGEM À PROGRAMAÇÃO LINEAR 1 Graduando Rodolfo Cavalcante Pinheiro 1,3 Cleber Giugioli Carrasco 2,3 * 2 Pesquisador - Orientador 3 Curso de Matemática, Unidade Universitária

Leia mais

ESTRUTURA DE GERENCIAMENTO DE RISCO DE MERCADO

ESTRUTURA DE GERENCIAMENTO DE RISCO DE MERCADO ESTRUTURA DE GERENCIAMENTO DE RISCO DE MERCADO 1. INTRODUÇÃO O Scotiabank Brasil (SBB), em atendimento à Resolução CMN 3.464 e alinhado a política global do grupo, implementou estrutura de Gerenciamento

Leia mais

ANÁLISE DE INDICADORES ECONÔMICO-FINANCEIROS PARA FINS DE TOMADA DE DECISÕES: UM ESTUDO DE CASO NA EMPRESA NATURA COSMÉTICOS S/A

ANÁLISE DE INDICADORES ECONÔMICO-FINANCEIROS PARA FINS DE TOMADA DE DECISÕES: UM ESTUDO DE CASO NA EMPRESA NATURA COSMÉTICOS S/A ANÁLISE DE INDICADORES ECONÔMICO-FINANCEIROS PARA FINS DE TOMADA DE DECISÕES: UM ESTUDO DE CASO NA EMPRESA NATURA COSMÉTICOS S/A José Jonas Alves Correia 4, Jucilene da Silva Ferreira¹, Cícera Edna da

Leia mais

GESTÃO POR COMPETÊNCIAS

GESTÃO POR COMPETÊNCIAS GESTÃO POR COMPETÊNCIAS STM ANALISTA/2010 ( C ) Conforme legislação específica aplicada à administração pública federal, gestão por competência e gestão da capacitação são equivalentes. Lei 5.707/2006

Leia mais

7.1 Introdução. Monitoramento e Avaliação 427

7.1 Introdução. Monitoramento e Avaliação 427 7.1 Introdução O processo de monitoramento e avaliação constitui um instrumento para assegurar a interação entre o planejamento e a execução, possibilitando a correção de desvios e a retroalimentação permanente

Leia mais

POLÍTICA DE GESTÃO DE RISCOS DAS EMPRESAS ELETROBRAS

POLÍTICA DE GESTÃO DE RISCOS DAS EMPRESAS ELETROBRAS POLÍTICA DE GESTÃO DE RISCOS DAS EMPRESAS ELETROBRAS Versão 2.0 30/10/2014 Sumário 1 Objetivo... 3 2 Conceitos... 3 3 Referências... 4 4 Princípios... 4 5 Diretrizes... 5 5.1 Identificação dos riscos...

Leia mais

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade Departamento de Administração Pós-Graduação

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade Departamento de Administração Pós-Graduação UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade Departamento de Administração Pós-Graduação VI SEMEAD Seminários em Administração FEA-USP Área Temática: Finanças Título:

Leia mais

Unidade III FINANÇAS EM PROJETO DE TI. Prof. Fernando Rodrigues

Unidade III FINANÇAS EM PROJETO DE TI. Prof. Fernando Rodrigues Unidade III FINANÇAS EM PROJETO DE TI Prof. Fernando Rodrigues Quando se trabalha com projetos, é necessária a utilização de técnicas e ferramentas que nos auxiliem a estudálos, entendê-los e controlá-los.

Leia mais

RELATÓRIO DE CONTROLES INTERNOS 1º SEMESTRE/2009

RELATÓRIO DE CONTROLES INTERNOS 1º SEMESTRE/2009 RELATÓRIO DE CONTROLES INTERNOS 1º SEMESTRE/2009 I. INTRODUÇÃO O mundo corporativo tem demonstrado muito interesse nos aspectos que se relacionam à adoção de metodologias de controles internos, motivado

Leia mais

Governança Corporativa e Familiar Desafios e Oportunidades

Governança Corporativa e Familiar Desafios e Oportunidades Governança Corporativa e Familiar Desafios e Oportunidades Luiz Marcatti Fevereiro/2009 GOVERNANÇA CORPORATIVA É o sistema pelo qual as sociedades são dirigidas e monitoradas, envolvendo os relacionamentos

Leia mais

LANÇAMENTO PROGRAMA DE GOVERNANÇA DE ESTATAIS. Discurso do Presidente Leonardo Pereira em 02/04/2015

LANÇAMENTO PROGRAMA DE GOVERNANÇA DE ESTATAIS. Discurso do Presidente Leonardo Pereira em 02/04/2015 LANÇAMENTO PROGRAMA DE GOVERNANÇA DE ESTATAIS Discurso do Presidente Leonardo Pereira em 02/04/2015 Antes de começar, ressalto apenas que as opiniões que estarei expressando aqui hoje refletem a minha

Leia mais

Construção de Modelos de Previsão de Risco de Crédito Utilizando Técnicas de Estatística Multivariada

Construção de Modelos de Previsão de Risco de Crédito Utilizando Técnicas de Estatística Multivariada MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS PRÓ-REITORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO Construção de Modelos de Previsão de Risco de Crédito Utilizando Técnicas de Estatística Multivariada Equipe

Leia mais

Auditoria Interna e Governança Corporativa

Auditoria Interna e Governança Corporativa Auditoria Interna e Governança Corporativa Clarissa Schüler Pereira da Silva Gerente de Auditoria Interna TUPY S.A. Programa Governança Corporativa Auditoria Interna Desafios para os profissionais de auditoria

Leia mais

INDICADORES FINANCEIROS NA TOMADA DE DECISÕES GERENCIAIS

INDICADORES FINANCEIROS NA TOMADA DE DECISÕES GERENCIAIS INDICADORES FINANCEIROS NA TOMADA DE DECISÕES GERENCIAIS ANA BEATRIZ DALRI BRIOSO¹, DAYANE GRAZIELE FANELLI¹, GRAZIELA BALDASSO¹, LAURIANE CARDOSO DA SILVA¹, JULIANO VARANDAS GROPPO². 1 Alunos do 8º semestre

Leia mais

Política de Sustentabilidade

Política de Sustentabilidade Seu futuro é o nosso compromisso. O presente documento visa trazer em seu conteúdo o posicionamento do INFRAPREV frente aos desafios propostos e impostos pelo desenvolvimento sustentável. Para formular

Leia mais

POLÍTICA: ESTRUTURA DE GERENCIAMENTO DE RISCO DE MERCADO

POLÍTICA: ESTRUTURA DE GERENCIAMENTO DE RISCO DE MERCADO POLÍTICA: ESTRUTURA DE GERENCIAMENTO DE RISCO DE MERCADO 1. INTRODUÇÃO A política de Risco de Mercado do Scotiabank Brasil ( Scotiabank ) é baseada na política do grupo de Risk Management Global do Scotiabank

Leia mais

Governança Corporativa Gestão de Riscos

Governança Corporativa Gestão de Riscos Governança Corporativa Gestão de Riscos Introdução As constantes mudanças no âmbito global têm fomentado a necessidade do aprimoramento dos controles executados pelas organizações e do ambiente de riscos,

Leia mais

SUSTENTABILIDADE NA LOGÍSTICA REVERSA: ANÁLISE EMPÍRICA DE MULTIPLOS CASOS

SUSTENTABILIDADE NA LOGÍSTICA REVERSA: ANÁLISE EMPÍRICA DE MULTIPLOS CASOS 181 SUSTENTABILIDADE NA LOGÍSTICA REVERSA: ANÁLISE EMPÍRICA DE MULTIPLOS CASOS Valdecir Cahoni Rodrigues 1, Alvaro Costa Jardim Neto 2, Nilmaer Souza da Silva 1 1 Universidade do Oeste Paulista UNOESTE.

Leia mais

GRADE DE DISCIPLINAS MBA em Gestão de Crédito

GRADE DE DISCIPLINAS MBA em Gestão de Crédito GRADE DE DISCIPLINAS MBA em Gestão de Crédito Disciplinas (*) Modalidade H/A (**) Núcleo Contabilidade Contabilidade Financeira Presencial 24 Contabilidade dos Investimentos em Participações Societárias

Leia mais

Introdução da Responsabilidade Social na Empresa

Introdução da Responsabilidade Social na Empresa Introdução da Responsabilidade Social na Empresa Vitor Seravalli Diretoria Responsabilidade Social do CIESP Sorocaba 26 de Maio de 2009 Responsabilidade Social Empresarial (RSE) é uma forma de conduzir

Leia mais

Recomendações para Empresas e Grupos Empresariais Familiares RECOMENDAÇÕES PARA EMPRESAS E GRUPOS EMPRESARIAIS FAMILIARES

Recomendações para Empresas e Grupos Empresariais Familiares RECOMENDAÇÕES PARA EMPRESAS E GRUPOS EMPRESARIAIS FAMILIARES RECOMENDAÇÕES PARA EMPRESAS E GRUPOS EMPRESARIAIS FAMILIARES 2014 1 RELATÓRIO FINAL 1. Objectivos do Grupo de Trabalho 1.1. Caracterizar as Empresas Familiares, em termos da sua definição, especificidades

Leia mais

CURSO SUPERIOR DE GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS GRADE DETALHADA DO CURSO COM AS EMENTAS DAS DISCIPLINAS

CURSO SUPERIOR DE GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS GRADE DETALHADA DO CURSO COM AS EMENTAS DAS DISCIPLINAS CURSO SUPERIOR DE GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS GRADE DETALHADA DO CURSO COM AS EMENTAS DAS DISCIPLINAS Matemática I 1º PERÍODO Matrizes e sistemas lineares. Funções: lineares, afins quadráticas,

Leia mais

CODIM COMITÊ DE ORIENTAÇÃO PARA DIVULGAÇÃO DE INFORMAÇÕES AO MERCADO (ABRASCA AMEC ANBIMA ANCORD APIMEC BM&FBOVESPA CFC IBGC IBRACON IBRI)

CODIM COMITÊ DE ORIENTAÇÃO PARA DIVULGAÇÃO DE INFORMAÇÕES AO MERCADO (ABRASCA AMEC ANBIMA ANCORD APIMEC BM&FBOVESPA CFC IBGC IBRACON IBRI) CODIM COMITÊ DE ORIENTAÇÃO PARA DIVULGAÇÃO DE INFORMAÇÕES AO MERCADO (ABRASCA AMEC ANBIMA ANCORD APIMEC BM&FBOVESPA CFC IBGC IBRACON IBRI) PRONUNCIAMENTO DE ORIENTAÇÃO Nº xx, de XX de XXXXXXX de 2011.

Leia mais

Ementários. Disciplina: Gestão Estratégica

Ementários. Disciplina: Gestão Estratégica Ementários Disciplina: Gestão Estratégica Ementa: Os níveis e tipos de estratégias e sua formulação. O planejamento estratégico e a competitividade empresarial. Métodos de análise estratégica do ambiente

Leia mais

Auditoria Interna Como assessoria das entidades

Auditoria Interna Como assessoria das entidades Auditoria Interna Como assessoria das entidades Francieli Hobus 1 Resumo A auditoria interna vem se tornando a cada dia, uma ferramenta indispensável para as entidades. Isso está ocorrendo devido à preocupação

Leia mais

AUDITORIA INTERNA DA ATLAS

AUDITORIA INTERNA DA ATLAS AUDITORIA INTERNA DA ATLAS A auditoria interna serve à administração como meio de identificação de que todos os processos internos e políticas definido pela ATLAS, assim como sistemas contábeis e de controle

Leia mais

MBA: Master in Project Management

MBA: Master in Project Management Desde 1968 MBA: Master in Project Management Projetos e Tecnologia da Informação FMU Professor: Marcos A.Cabral Projetos e Tecnologia da Informação Professor Marcos A. Cabral 2 Conceito É um conjunto de

Leia mais

PUBLICADO EM 01/08/2015 VÁLIDO ATÉ 31/07/2020

PUBLICADO EM 01/08/2015 VÁLIDO ATÉ 31/07/2020 PUBLICADO EM 01/08/2015 VÁLIDO ATÉ 31/07/2020 INDICE POLÍTICA DE RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL 1. Objetivo...2 2. Aplicação...2 3. implementação...2 4. Referência...2 5. Conceitos...2 6. Políticas...3

Leia mais

PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU ESPECIALIZAÇÃO GESTÃO ESTRATÉGICA DE FINANÇAS 1 JUSTIFICATIVA

PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU ESPECIALIZAÇÃO GESTÃO ESTRATÉGICA DE FINANÇAS 1 JUSTIFICATIVA PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU ESPECIALIZAÇÃO GESTÃO ESTRATÉGICA DE FINANÇAS 1 JUSTIFICATIVA A atividade empresarial requer a utilização de recursos financeiros, os quais são obtidos na forma de crédito e de

Leia mais

A INFLUÊNCIA DA COMUNICAÇÃO NO DESENVOLVIMENTO DE AÇÕES DE RESPONSABILIDADE SOCIAL NO BRASIL

A INFLUÊNCIA DA COMUNICAÇÃO NO DESENVOLVIMENTO DE AÇÕES DE RESPONSABILIDADE SOCIAL NO BRASIL A INFLUÊNCIA DA COMUNICAÇÃO NO DESENVOLVIMENTO DE AÇÕES DE RESPONSABILIDADE SOCIAL NO BRASIL Introdução A partir da década de 90 as transformações ocorridas nos aspectos: econômico, político, social, cultural,

Leia mais

Classificação dos candidatos ao vestibular da FECILCAM via técnicas estatísticas multivariadas

Classificação dos candidatos ao vestibular da FECILCAM via técnicas estatísticas multivariadas Anais do CNMAC v. ISSN 1984-80X Classificação dos candidatos ao vestibular da FECILCAM via técnicas estatísticas multivariadas Tatiane C. da Silva Faculdade Estadual de Ciências e Letras de Campo Mourão

Leia mais

Instituto de Computação, Universidade Federal do Amazonas (UFAM) Manaus-AM, Brasil

Instituto de Computação, Universidade Federal do Amazonas (UFAM) Manaus-AM, Brasil Elicitação de Requisitos a partir de Modelos de Processos de Negócio e Modelos Organizacionais: Uma pesquisa para definição de técnicas baseadas em heurísticas Marcos A. B. de Oliveira 1, Sérgio R. C.

Leia mais

TÍTULO Norma de Engajamento de Partes Interessadas GESTOR DRM ABRANGÊNCIA Agências, Departamentos, Demais Dependências, Empresas Ligadas

TÍTULO Norma de Engajamento de Partes Interessadas GESTOR DRM ABRANGÊNCIA Agências, Departamentos, Demais Dependências, Empresas Ligadas NORMA INTERNA TÍTULO Norma de Engajamento de Partes Interessadas GESTOR DRM ABRANGÊNCIA Agências, Departamentos, Demais Dependências, Empresas Ligadas NÚMERO VERSÃO DATA DA PUBLICAÇÃO SINOPSE Dispõe sobre

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE GERENCIAL NA GESTÃO EMPRESARIAL

A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE GERENCIAL NA GESTÃO EMPRESARIAL A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE GERENCIAL NA GESTÃO EMPRESARIAL Aldemar Dias de Almeida Filho Discente do 4º ano do Curso de Ciências Contábeis Faculdades Integradas de Três Lagoas AEMS Élica Cristina da

Leia mais

Gestão por Processos. Gestão por Processos Gestão por Projetos. Metodologias Aplicadas à Gestão de Processos

Gestão por Processos. Gestão por Processos Gestão por Projetos. Metodologias Aplicadas à Gestão de Processos Gestão por Processos Gestão por Projetos Gestão por Processos Gestão de Processos de Negócio ou Business Process Management (BPM) é um modelo de administração que une gestão de negócios à tecnologia da

Leia mais

CONTROLADORIA NO SUPORTE A GESTÃO EMPRESARIAL

CONTROLADORIA NO SUPORTE A GESTÃO EMPRESARIAL CONTROLADORIA NO SUPORTE A GESTÃO EMPRESARIAL Cristiane de Oliveira 1 Letícia Santos Lima 2 Resumo O objetivo desse estudo consiste em apresentar uma base conceitual em que se fundamenta a Controladoria.

Leia mais

INTRODUÇÃO À ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA 1.1

INTRODUÇÃO À ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA 1.1 1.0 INTRODUÇÃO À ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA 1.1 1.2 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA Qual o objetivo das empresas para a administração financeira? Maximizar valor de mercado da empresa; Aumentar a riqueza dos acionistas.

Leia mais

25 a 28 de Outubro de 2011 ISBN 978-85-8084-055-1

25 a 28 de Outubro de 2011 ISBN 978-85-8084-055-1 25 a 28 de Outubro de 2011 ISBN 978-85-8084-055-1 A EVOLUÇÃO DO MAPEAMENTO DA INTEGRAÇÃO ENTRE PÓS- GRADUAÇÃO E GRADUAÇÃO EM DIREITO NO BRASIL: A UTILIDADE DAS BASES DE DADOS DA CAPES 2007/2009 E INEP

Leia mais

Melhores Práticas de Governança

Melhores Práticas de Governança Melhores Práticas de Governança Corporativa Eletros Novembro de 2011 Eliane Lustosa Objetivos Introdução Governança Corporativa (GC) Conceito e princípios básicos Sistema Importância e benefícios Principais

Leia mais

ALESSANDRO PEREIRA DOS REIS PAULO CESAR CASTRO DE ALMEIDA ENGENHARIA DE SOFTWARE - CAPABILITY MATURITY MODEL INTEGRATION (CMMI)

ALESSANDRO PEREIRA DOS REIS PAULO CESAR CASTRO DE ALMEIDA ENGENHARIA DE SOFTWARE - CAPABILITY MATURITY MODEL INTEGRATION (CMMI) ALESSANDRO PEREIRA DOS REIS PAULO CESAR CASTRO DE ALMEIDA ENGENHARIA DE SOFTWARE - CAPABILITY MATURITY MODEL INTEGRATION (CMMI) APARECIDA DE GOIÂNIA 2014 LISTA DE TABELAS Tabela 1 Áreas de processo por

Leia mais

6 Conclusões e recomendações 6.1. Resumo do estudo

6 Conclusões e recomendações 6.1. Resumo do estudo 6 Conclusões e recomendações 6.1. Resumo do estudo As operadoras de telefonia móvel do mercado brasileiro estão diante de um contexto em que é cada vez mais difícil a aquisição de novos clientes. Dado

Leia mais

CERTIFICAÇÃO DE CONSELHEIROS IBGC - CCI

CERTIFICAÇÃO DE CONSELHEIROS IBGC - CCI CERTIFICAÇÃO DE CONSELHEIROS IBGC - CCI SINÔNIMO DE EXCELÊNCIA EM GOVERNANÇA CORPORATIVA O PROGRAMA DE CERTIFICAÇÃO DE CONSELHEIROS IBGC IRÁ APRIMORAR E CONFERIR MAIOR EFICÁCIA À ATIVIDADE PROFISSIONAL

Leia mais

POLÍTICAS DE GESTÃO PROCESSO DE SUSTENTABILIDADE

POLÍTICAS DE GESTÃO PROCESSO DE SUSTENTABILIDADE POLÍTICAS DE GESTÃO PROCESSO DE SUSTENTABILIDADE 1) OBJETIVOS - Apresentar de forma transparente as diretrizes de sustentabilidade que permeiam a estratégia e a gestão; - Fomentar e apoiar internamente

Leia mais

POLÍTICA DE GESTÃO DE RISCOS

POLÍTICA DE GESTÃO DE RISCOS POLÍTICA DE GESTÃO DE RISCOS 1. OBJETIVO A gestão de risco para a NexFuel é uma ferramenta pela qual são analisados e monitorados os riscos estratégicos, operacionais e financeiros bem como aqueles atrelados

Leia mais

2. Provas presenciais avaliação presencial das duas disciplinas cursadas, visando testar os conhecimentos obtidos nas atividades on-line;

2. Provas presenciais avaliação presencial das duas disciplinas cursadas, visando testar os conhecimentos obtidos nas atividades on-line; Encontro Presencial Introdução ao Marketing e Marketing de Serviços Caro aluno, Conheça as três atividades distintas que ocorrerão durante o Encontro Presencial... 1. Revisão estudo, orientado pelo Professor-Tutor,

Leia mais

Exemplo de Aplicação do DataMinig

Exemplo de Aplicação do DataMinig Exemplo de Aplicação do DataMinig Felipe E. Barletta Mendes 19 de fevereiro de 2008 INTRODUÇÃO AO DATA MINING A mineração de dados (Data Mining) está inserida em um processo maior denominado Descoberta

Leia mais

ISSN 2238-9113 ÁREA TEMÁTICA:

ISSN 2238-9113 ÁREA TEMÁTICA: 13. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ISSN 2238-9113 ÁREA TEMÁTICA: ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( X ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( ) SAÚDE ( ) TRABALHO ( ) TECNOLOGIA

Leia mais

GESTÃO DO CRÉDITO: AVALIAÇÃO DO RISCO, E ANÁLISE PARA TOMADA DE DECISÃO DE CRÉDITO

GESTÃO DO CRÉDITO: AVALIAÇÃO DO RISCO, E ANÁLISE PARA TOMADA DE DECISÃO DE CRÉDITO Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 22 a 25 de outubro, 2012 109 GESTÃO DO CRÉDITO: AVALIAÇÃO DO RISCO, E ANÁLISE PARA TOMADA DE DECISÃO DE CRÉDITO Claudinei Higino da Silva,

Leia mais

2. Otimização de Portfolio

2. Otimização de Portfolio 2. Otimização de Portfolio 2.1. Análise de Média-Variância Portfolio (carteira, em português) é uma combinação de ativos, tais como investimentos, ações, obrigações, commodities, imóveis, entre outros.

Leia mais

RHIND Group. Rhind Group. Nossa Equipe. Nosso objetivo

RHIND Group. Rhind Group. Nossa Equipe. Nosso objetivo Rhind Group É uma empresa estruturada para prover soluções em consultoria e assessoria empresarial aos seus clientes e parceiros de negócios. Com larga experiência no mercado, a Rhind Group tem uma trajetória

Leia mais

O Supply Chain Evoluiu?

O Supply Chain Evoluiu? O Supply Chain Evoluiu? Apresentação - 24º Simpósio de Supply Chain & Logística 0 A percepção de estagnação do Supply Chain influenciada pela volatilidade do ambiente econômico nos motivou a entender sua

Leia mais

A contabilidade gerencial e a gestão de valor nas empresas

A contabilidade gerencial e a gestão de valor nas empresas A contabilidade gerencial e a gestão de valor nas empresas Prof. Mestre Renato silva 1 Resumo: Este artigo tem o propósito de apresentar a importância da contabilidade gerencial no contexto da geração

Leia mais

CORRELAÇÃO COM OUTRAS INICIATIVAS

CORRELAÇÃO COM OUTRAS INICIATIVAS CORRELAÇÃO COM OUTRAS INICIATIVAS do conteúdo dos Indicadores Ethos com outras iniciativas Com a evolução do movimento de responsabilidade social e sustentabilidade, muitas foram as iniciativas desenvolvidas

Leia mais