Recursos Genéticos brasileiros. Derly José Henriques da Silva Professor do Departamento de Fitotecnia Universidade Federal de Viçosa

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1 Recursos Genéticos brasileiros Derly José Henriques da Silva Professor do Departamento de Fitotecnia Universidade Federal de Viçosa

2 Acesso aos recursos genéticos (antes da CDB ECO - RIO 1992) recursos genéticos considerados como patrimônio comum da humanidade livre acesso recursos genéticos deveriam estar disponíveis para quaisquer propósitos, em benefício das sociedades.

3 Glossário da convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) Área Protegida área definida geograficamente destinada, ou regulamentada e administrada para alcançar objetivos específicos de conservação. Biotecnologia qualquer aplicação tecnológica que utilize sistemas biológicos, organismos vivos ou seus derivados, para fabricar ou modificar produtos ou processos.

4 Glossário da convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) Condições in situ: onde os recursos genéticos existem em ecossistemas e habitats naturais e, no caso de espécies domesticadas ou cultivadas, nos meios onde tenham desenvolvido suas propriedades caracteristicas. Conservação ex situ: conservação de recursos genéticos fora de seu habitat natural de ocorrência.

5 Glossário da convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) Conservação in situ: conservação de ecossistemas naturais e manutenção de populações de espécies viáveis. Diversidade Biológica: variabilidade de organismos vivos de todas as origens, compreendendo dentre outros os ecossistemas e os complexos ecológicos.

6 Glossário da convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) Ecossistemas: complexo dinâmico de comunidades vegetais, animais e de microrganismos e o seu meio inorgânico que interagem como uma unidade funcional. Espécie domesticada ou cultivada: espécie em cujo processo de evolução teve interferência ou influência do ser humano.

7 Glossário da convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) Habitat: lugar onde uma espécie ocorre naturalmente. Material genético: todo material de origem vegetal, animal, microbiana ou outra que contenha unidades funcionais de hereditariedade.

8 Glossário da convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) País de origem de recursos genéticos: país que possui esses recursos genéticos em condições in situ. País provedor de recursos genéticos: país que doa recursos genéticos coletados em fontes in situ.

9 Glossário da convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) Recursos Biológicos: compreende todos os organismos ou partes destes, populações, ou qualquer outro componente biótico de ecossistemas. Recursos genéticos: material genético de valor real ou potencial.

10 Glossário da convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) Utilização sustentável: utilização de componentes da diversidade biológica de modo e ritmo tais que não levem, no longo prazo, à diminuição da diversidade biológica, mantendo assim seu potencial para atender as necessidades e aspirações das gerações presentes e futuras.

11 Regulamentação de acesso e remessa de patrimônio genético no Brasil... PL Sen. Marina Silva (1995) e substitutivos; Medida Provisória n (2001); Decreto n (2001);

12 Decreto lei nº 4339 de agosto de 2002 Institui princípios e diretrizes da política nacional de Biodiversidade.

13 Definições da MP patrimônio genético: informação de origem genética, contida em amostras do todo ou de parte de espécime vegetal, fúngico, microbiano ou animal, na forma de moléculas e substâncias provenientes do metabolismo destes seres vivos e de extratos obtidos destes organismos vivos ou mortos, encontrados em condições ex situ, desde que coletados em condições in situ no território nacional, na plataforma continental ou na zona econômica exclusiva.

14 Decreto nº Cria e define a composição do Conselho Gestor do Patrimônio Genético - CGEN e estabelece normas para o seu funcionamento; Artigo 8º - obtenção de autorização de acesso e de remessa de amostra de componente do patrimônio genético e de acesso a conhecimento tradicional associado ; (comprovação de atuação em pesquisa, qualificação, estrutura disponível, projeto, anuência, destino das amostras).

15 CGEN COMPOSIÇÃO Ministério do Meio Ambiente Ministério da Ciência e Tecnologia Ministério da justiça Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimentos; Ministério da Cultura;

16 CGEN COMPOSIÇÃO Ministério das Relações Exteriores; Ministério do Desenvolvimento, Industria e Comércio Exterior; IBAMA; Jardim Botânico do Rio de Janeiro; INPA;

17 CGEN COMPOSIÇÃO EMBRAPA; FIOCRUZ; FUNAI; Instituto Evandro Chagas; INPI; Fundação cultural Palmares.

18 Decreto lei nº 4339 A política nacional da Biodiversidade tem como objetivo geral a promoção, de forma integrada, da conservação da biodiversidade e da utilização sustentável de seus componentes, com a repartição justa e eqüitativa dos benefícios derivados da utilização dos recursos genéticos, de componentes do patrimônio genético e dos conhecimentos tradicionais associados a esses recursos.

19 Decreto lei nº 4339 Diretriz: Conservação de ecossistemas em unidades de conservação. Promoção de ações de conservação in situ da biodiversidade dos ecossistemas nas unidades de conservação, mantendo os processos ecológicos e evolutivos, a oferta sustentável dos serviços ambientais e a integridade dos ecossistemas. Incentivar o Sistema Nacional de Unidades de Conservação - SNUC

20 ETAPAS DA CONSERVAÇÃO EX SITU DOS RECURSOS GENÉTICOS 1º Aquisição do germoplasma; 2º Multiplicação prévia; 3º Armazenamento propriamente dita;

21 ETAPAS DA CONSERVAÇÃO EX SITU DOS RECURSOS GENÉTICOS 4ºO O manejo do germoplasma, que compreende as seguintes etapas: - Caracterização e avaliação - Regeneração e multiplicação para distribuição e uso - Documentação - Seleção para utilização em pré- melhoramento.

22 ETAPAS DA CONSERVAÇÃO EX SITU DOS RECURSOS GENÉTICOS A) Razões para se coletar germoplasma - Quando háh espécies em perigo de extinção, resgate de germoplasma; Quando a variabilidade das coleções ex situ foram perdidas são insuficientes;

23 ETAPAS DA CONSERVAÇÃO EX SITU DOS RECURSOS GENÉTICOS A) Razões para se coletar germoplasma - Para uso imediato no melhoramento; Para uso futuro: Ex: - Guaraná, Pupunha, Castanha do Pará,, pequi, jaborandi,, araticum, inhame em Viçosa. - Para pesquisa básica;. b

24 ETAPAS DA CONSERVAÇÃO EX SITU DOS RECURSOS GENÉTICOS B) GRUPOS DE ESPÉCIES A SEREM COLETADOS - Variedades melhoradas produzidas pela pesquisa; - Variedades primitivas ou raças as locais (Landraces); Parentes silvestres das espécies cultivadas;

25 ETAPAS DA CONSERVAÇÃO EX SITU DOS RECURSOS GENÉTICOS B) GRUPOS DE ESPÉCIES A SEREM COLETADOS Espécies silvestres potencialmente importantes; Espécies de importância reconhecida ou potencial que estejam em áreas ameaçadas adas por ação a antrópica pica.

26 ETAPAS DA CONSERVAÇÃO EX SITU DOS RECURSOS GENÉTICOS ONDE COLETAR Culturas ou regiões de cultivo Hortas e pomares caseiros; Mercados e feiras; Habitats silvestres; Áreas ameaçadas. adas.

27 ETAPAS DA CONSERVAÇÃO EX SITU DOS RECURSOS GENÉTICOS Estratégias de Amostragem TIPOS DE DISTRIBUIÇÃO ALÉLICA LICA Comum e amplamente distribuído; do; Comum e localmente distribuído; do; Raro, amplamente distribuído; do; Raro, localmente distribuído. do.

28 ETAPAS DA CONSERVAÇÃO EX SITU DOS RECURSOS GENÉTICOS Estratégias de Amostragem Efeito fundador: A freqüência gênica da amostra dependerá da freqüência alélica lica inicial da amostra que é chamada de efeito fundador.

29 ETAPAS DA CONSERVAÇÃO EX SITU DOS RECURSOS GENÉTICOS Estratégias de Amostragem Tamanho efetivo populacional Ne, número de plantas geneticamente diferentes que compõe uma amostra e que efetivamente participam para a formação da próxima geração.

30 ETAPAS DA CONSERVAÇÃO EX SITU DOS RECURSOS GENÉTICOS MANEJO DE BANCOS E COLEÇÕES Coleção de base: Abriga toda a variabilidade genética possível de uma espécie de interesse. Esta coleção é montada para conservar o germoplasma em longo prazo e recuperar acessos perdidos e não para distribuir ou intercambiar material.

31 ETAPAS DA CONSERVAÇÃO EX SITU DOS RECURSOS GENÉTICOS MANEJO DE BANCOS E COLEÇÕES Coleção ativa A coleção ativa pode ser vista como uma sub-cole coleção da coleção base. É estabelecida a médio m e curto prazo para manejo e distribuição de recursos genéticos

32 ETAPAS DA CONSERVAÇÃO EX SITU DOS RECURSOS GENÉTICOS MANEJO DE BANCOS E COLEÇÕES Coleção Nuclear Comumente conhecida como core collection ou coleção nuclear. Reúne a maior variabilidade genética de uma espécie no menor número n de amostras. É um subconjunto da coleção ativa e tem por finalidade representar pelo menos 70 80% da variabilidade da coleção base com 10 15% dos acessos

33 ETAPAS DA CONSERVAÇÃO EX SITU DOS RECURSOS GENÉTICOS MANEJO DE BANCOS E COLEÇÕES Coleção de Trabalho Composta por diversos tipos de linhas, linhagens e produtos intermediários rios de um programa de melhoramento. Montada a partir do interesse e dos objetivos do melhorista.

34 Muito Obrigado!!!!

ETAPAS DA CONSERVAÇÃO EX SITU DOS RECURSOS FITOGENÉTICOS.

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