II WORKSHOP INTERNACIONAL HISTÓRIA DA CARTOGRAFIA IBÉRICA: VELHOS MAPAS, NOVAS ABORDAGENS

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "II WORKSHOP INTERNACIONAL HISTÓRIA DA CARTOGRAFIA IBÉRICA: VELHOS MAPAS, NOVAS ABORDAGENS"

Transcrição

1 II WORKSHOP INTERNACIONAL HISTÓRIA DA CARTOGRAFIA IBÉRICA: VELHOS MAPAS, NOVAS ABORDAGENS A CAPITANIA DO ESPÍRITO SANTO NOS MAPAS PORTUGUESES DO SÉCULO XVII Fabio Paiva Reis Doutorando em História pela Universidade do Minho RESUMO Com o trabalho apresentado terei como objetivo analisar as representações cartográficas da Capitania do Espírito Santo durante o século XVII. É a partir dessas representações que Portugal enxerga o território da Capitania, o tamanho de suas vilas, sua riqueza de rios, madeiras e pedras preciosas. Complementados com a documentação textual do período, esses mapas poderão ser analisados e compreendidos de maneira a apresentar, na medida do possível, como eles passavam para a Europa as informações pertinentes sobre a América portuguesa: apesar do interesse em manter alguns dos mapas em segredo de Estado português, eles acabaram sendo as fontes que levaram para outras nações europeias, de maneira ainda mais rápida, as informações das conquistas portuguesas. Acredito que um estudo profundo da cartografia seiscentista, completada e articulada com documentos textuais do período é de extrema importância para compreender a Capitania do Espírito Santo nesse espaço de tempo, já que os mapas compunham grande parte do conhecimento que se tinha das colônias. Como a partir de meados do século XVI grande parte dos mapas produzidos em Portugal foi organizada em atlas, Acredito que futuras análises mais profundas dos mapas do Espírito Santo poderão ser utilizadas como base para outras regiões do litoral brasileiro.

2 1. INTRODUÇÃO Esbarrei poucos anos atrás, pela primeira vez, com um mapa da Capitania do Espírito Santo. Era uma péssima fotocópia de um mapa de João Teixeira Albernaz, da Razão do Estado do Brasil. Naquela época o que me interessava era a lendária Serra das Esmeraldas, que aparecia ali no canto superior direito, mas com o andar das pesquisas e a descoberta de novos mapas do século XVII, comecei a me interessar pela maneira que as informações sobre a capitania eram passadas adiante e, com os anos, incorporadas a esses mapas. Só que aí, como saber por que algumas informações entram na cartografia e outras não? Quais os interesses do cosmógrafo na feitura de seu mapa? E qual o interesse de seu patrono? Ao unir essas perguntas à descoberta do fato de não haver quaisquer análises profundas da cartografia do Espírito Santo muito menos do século XVII, tão abandonado pela historiografia local decidi me candidatar ao doutoramento. Aqui, entretanto, falarei apenas (e brevemente) sobre a evolução do espaço cartografado na região que hoje pertence ao estado do Espírito Santo. 2. OS MAPAS DO ESPÍRITO SANTO O mapa mais antigo que há é o de Luís Teixeira, do famoso Roteiro de todos os sinaes... 1, datado das últimas duas décadas do século XVI. Ele é, dos mapas estudados, um dos poucos a identificar as principais ilhas ao redor da então Ilha de Duarte de Lemos. Poucos dos topônimos aí presentes sobreviverão na cartografia dos Teixeira. A área demonstrada vai entre o Monte de João Moreno e o Rio das Barreiras. Para o sul, fica a indicação do caminho para Cabo Frio e ignora a existência da Capitania de São Tomé 1 [Ilha de Duarte de Lemos]. [Escala ca 1: ]. 1 mapa: manuscrito, color.; 10,30x16,50 cm. In: Roteiro de todos os sinaes, conhecim[en]tos, fundos, alturas, e derrotas, que ha na costa do Brasil, desdo cabo de Sa[n]to Agostinho até o estreito de Fernão de Magalhães. [Ca ]. - F Luís Teixeira. Pert.: Biblioteca da Ajuda, Portugal.

3 ou da Paraíba do Sul, abandonada por Pero de Góis devido às dificuldades de colonização 2. Figure 1 Luís Teixeira, 158- / Uma das grandes curiosidades do mapa é que o autor faz confusão entre os nomes das duas vilas. Na ilha principal deveria estar a Vila de Vitória, enquanto no continente deveria estar a Vila do Espírito Santo, ou Vila Velha. Ao invés disso, temos Vila do Espírito Santo e Vila Velha de Nossa Senhora da Vitória, respectivamente. Outra grande curiosidade é a nomeação da ilha como de Duarte de Lemos, sendo que pesquisas mostram 3 que após anos de desavenças entre o fidalgo português e o donatário Vasco Fernandes Coutinho, Lemos voltou para a Bahia em No ano 2 OLIVEIRA, José Teixeira. História do Estado do Espírito Santo. 3ª ed. Vitória: Arquivo Público do Estado do Espírito Santo. 2008, p DAEMON, Basilio Carvalho. Província do Espírito Santo: sua descoberta, história cronológica, sinopse e estatística. 2ª ed. Coleção Canaã. Vitória: Arquivo Público do Estado do Espírito Santo. 2010, p

4 seguinte, Coutinho fundou a Vila Nova, ou Vila de Vitória, na mesma ilha, o que me leva à constatação do conflito cronológico. Sabemos que Luís Teixeira esteve na América na década de 1570, mas não há confirmação de tenha obtido pessoalmente as informações desta região. Supostamente uma cópia de um protótipo mais antigo 4, o mapa traz, na verdade, os mesmos topônimos descritos por Gabriel Soares de Sousa: A primeira ilha, que está nesta barra, se chama de D. Jorge, e mais para dentro está outra, que se diz de Valentim Nunes. Desta ilha para a Vila Velha estão quatro penedos grandes descobertos; e mais para cima está a ilha de Ana Vaz; mais avante está o ilhéu da Viúva; e no cabo desta baía fica a ilha de Duarte de Lemos, onde está assentada a vila do Espírito Santo, a qual se edificou no tempo da guerra pelos goitacases, que apertaram muito com os povoadores da Vila Velha. Defronte da vila do Espírito Santo, da banda da Vila Velha, está um penedo mui alto a pique sobre o rio, ao pé do qual se não acha fundo; é capaz este penedo para se edificar sobre ele uma fortaleza, o que se pode fazer com pouca despesa, da qual se pode defender este rio ao poder do mundo todo. Este rio do Espírito Santo está em altura de vinte graus e um terço 5. O mesmo erro dos nomes das vilas se repete, décadas depois, em Frei Vicente de Salvador, que sem dúvidas buscou informações no texto anterior: onde logo á entrada do rio, da banda do Sul, começou a edificar a villa da Victoria, que agora se chama a villa velha em respeito da outra villa do Espirito Santo que depois se edificou uma légua mais dentro do rio, em a ilha de Duarte de Lemos, por temor do gentio 6. Estes erros são corrigidos nos mapas posteriores, quando as escalas permitem uma boa visualização da baía de Vitória. O mais importante é que no século XVII o território cartografado aumenta consideravelmente. Neste primeiro grande esforço em cartografar o litoral brasileiro, Luís Teixeira chegou a dez por cento do trabalho, segundo Armando 4 CORTESÃO, Armando; MOTA, Avelino Teixeira da. Portugaliae monumenta cartographica Vol. 5. Reprodução fac-similar da edição de Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, p SOUSA, Gabriel Soares de. Tratado Descritivo do Brasil Disponível em: <http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/me pdf>. Acesso em: 20/03/2013. p SALVADOR, Frei Vicente do. História do Brasil (1627). Nova edição revista por Capistrano de Abreu. São Paulo e Rio: Weiszflog Irmãos Disponível em: < >. Acesso em: 20/03/2013. p.94.

5 Cortesão 7. Trabalho que seria aos poucos completado por seus descendentes ainda durante a União Ibérica. Os três mapas seguintes são apógrafos de um mesmo original, que se chama Rezão do Estado do Brasil no Guoverno do Norte, sóme[n]te asi como o teve Dõ Dioguo de Meneses até o anno de As três edições se encontram hoje na Biblioteca Pública do Porto (datado de 1616), no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (1626) e na Biblioteca Nacional de França (1627). O atlas é de autoria de João Teixeira Albernás, filho de Luís Teixeira, e acompanham o texto considerado de Diogo de Campos Moreno sob ordens de Dom Diogo de Menezes, governador da repartição do Norte. As legendas dos três mapas são muito semelhantes, e apresento abaixo o texto do mapa do Porto: Mostraçe a Aldea dos Reys Maguos q[ue] admenistrão os padres da cõpanhia e do dito Rio Doçe para o norte. Corre a costa como se vee ate o Rio das Caravellas, tudo despovoado cõ bõns portos pera navíos da Costa e cõ muitas matas de pao brasil. Mostraçe pello dito Rio Doçe, o caminho q[ue] se faz p.a a Serra das Esmeraldas, pasando o Rio Guasisí e mais avante das cachoeiras o Rio Guasisimiri, e mais avante, como se entra no Rio Una, e delle caminhando pouca terra se entra na Lagoa do Ponto, e da qual desembarcão e sobem a Serra das Esmeraldas, tudo co[n]forme ha jornada q[ue] fez Marcos dazevedo É interessante reparar que, segundo a legenda, a Capitania do Espírito Santo acaba no Rio Doce, mas o próprio texto de Moreno apresenta possibilidades diferentes, como o rio Cricaré, ou São Mateus: A capitania de Porto Seguro parte com o Espírito Santo pelo rio Doce, em dezenove graus, ou segundo outros querem pelo rio Cricaré, mais ao Norte, que foi o ponto por onde se dividiu este Estado entre D. Francisco de Sousa e D. Diogo de Menezes 8. 7 CORTESÃO, Armando; MOTA, Avelino Teixeira da. Portugaliae monumenta cartographica Vol. 5. Reprodução fac-similar da edição de Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, p Vem-se, por estas referências, como já estava esclarecido, à época, o acesso ao atual território de Minas Gerais, pelos rios Doce ou Cricaré, quando os do Espírito Santo fazem a jornada às esmeraldas. Tratase, provavelmente, do descobrimento dessas minas, por Marcos de Azevedo, em 1611 ou MORENO, Diogo de Campos. Livro que dá Razão do Estado do Brasil 1612.Edição crítica, com introdução e notas de Helio Vianna. Arquivo Público Estadual. Recife, p

6 Figure 2 - João Teixeira Albernás, o Velho, Apesar do autor propor que tal fronteira no rio Doce era a estabelecida antes da divisão da América portuguesa em duas repartições, isso também não tem fundamento 9. O que podemos perceber é que a divisão do território brasileiro entre as repartições do Norte e do Sul, dada em 1608 e que durou até 1612, colocava as terras ao Sul do rio Cricaré sob a administração de D. Francisco de Sousa, enquanto Moreno escreveu a Razão do Estado do Brasil por orientação de D. Diogo de Menezes. Sabemos também que Menezes queixou-se ao Rei sobre a criação da repartição do Sul, por acreditar que tais interesses políticos pela região dos desejados metais e das pedras preciosas não tinham validade 10. O importante é ressaltar que esses mapas seguem o litoral até o rio Mucuripe (hoje apenas Mucuri), muito mais próximo da fronteira atual, mas não evolui em direção ao sul. Aqui, ainda, não aparece mais a Vila Velha, nas proximidades do Monte de João Moreno, apenas algumas filas de casas simbolizando a Vila de Vitória na ilha principal sob a 9 O Cricaré nunca deixará de ser considerado em território desta capitania. Assim se referiu Mem de Sá na carta em que comunicou, ao rei, a morte do filho. FREIRE, Mário Aristides. A Capitania do Espírito Santo: Crônicas da Vida Capixaba no tempo dos Capitães-mores. Vitória: Flor & Cultura Editores. 2006, p FREIRE, Mário Aristides. A Capitania do Espírito Santo: Crônicas da Vida Capixaba no tempo dos Capitães-mores. Vitória: Flor & Cultura Editores. 2006, p.109.

7 legenda Spiritu Santo. Fora esse topônimo, os mapas se limitariam a nomear os rios que desaguam no Oceano Atlântico, se não fosse o roteiro para a Serra das Esmeraldas, destacada na parte superior direita, e talvez o principal motivo para a demonstração desta região, que não traz mais nenhuma informação relevante. Figure 3 - João Teixeira Albernás, o Velho, A lendária proximidade entre o Potosi e o sertão brasileiro levou à crença no Sabarabuçu, inicialmente uma lendária serra de prata no interior da América, à espera dos portugueses. A prata perderá seu posto para a esmeralda durante o século XVII, com o Sabarabuçu se tornando a Serra das Esmeraldas, mito formado a partir de relatos de nativos e viajantes sobre pedras preciosas de muitas cores no interior na colônia principalmente verdes. As disputas pelas riquezas do interior levarão, ainda no século estudado, a novas disputas de fronteiras entre as repartições do Norte e do Sul da colônia. Porém, preciso ressaltar no momento o aparecimento de uma construção religiosa nas proximidades do Rio dos Reis Magos. A estrutura, sempre quadrada com um pátio central ocupado por uma cruz, simboliza uma aldeia da Companhia de Jesus. Ela foi fundada ainda antes de 1570, mas é posterior à aldeia de Santa Cruz e do Colégio de Santiago, cuja fundação se confunde com a da Vila de Vitória, em 1551.

8 Figure 4 - João Teixeira Albernás, o Velho, É muito interessante que a missão de Reis Magos tenha ganhado tamanho destaque em mapas que ignoram Vila Velha e as outras aldeias e Colégio citado, sendo ainda visualmente maior que Vitória, a própria sede da Capitania 11. O que conseguimos perceber através da documentação é que em 1610 o donatário Francisco de Aguiar Coutinho faz a doação de uma sesmaria aos índios da aldeia, que, fazendo pião no Yapara, tem seis léguas de terra para o Norte, seis para o Sul, seis para o Sertão e para o Mar, que será o que achar assim consta desta Sesmaria (...) 12, onde cinco anos depois já havia igreja. Se tal fato não for suficiente para o destaque, os padres desta aldeia ficaram conhecidos, antes e depois da doação da sesmaria, por entrarem em acordo com os aimorés, ou botocudos, como cita o padre Jacome Monteiro 13 em 1610 e também 11 Daemon comenta sobre o mapa de Albernás: nesta carta são demonstrados todos os lugares povoados, havendo, no entanto, faltas, pois que só dá como povoações a Vitória e Reis Magos, quando já existia a vila do Espírito Santo, havendo grandes povoações em Guarapari, Benevente e São Mateus, não falando em Santa Cruz, Serra e Piúma, então Orobó. DAEMON, Basilio Carvalho. Província do Espírito Santo: sua descoberta, história cronológica, sinopse e estatística. 2ª ed. Coleção Canaã. Vitória: Arquivo Público do Estado do Espírito Santo. 2010, p A carta toda pode ser vista em: LIVRO Tombo da Vila de Nova Almeida. Arquivos do Estado do Espírito Santo. Vitória: Imprensa Oficial do Espírito Santo. 1945, p MONTEIRO, Jacome. Relação da Província do Brasil, apud OLIVEIRA, José Teixeira de. História do Estado do Espírito Santo. Ed. Vitória: Arquivo Público do Estado do Espírito Santo: Secretaria de Estado da Cultura, p.147.

9 o padre Domingo Monteiro 14, em Os aimorés ficaram conhecidos neste período por dificultarem a expansão portuguesa em alguns territórios, nomeadamente sul da Bahia e norte do Espírito Santo, e atrapalharem muitas das jornadas para o interior da colônia. Por isso, o suposto apaziguamento desse grupo indígena naquela região é relevante e é nesse período que acontecem as principais entradas pelo rio Doce em direção às lendárias esmeraldas. Figure 5 - João Teixeira Albernás, o Velho, A Aldeia dos Reis Magos continua em destaque, e com representação idêntica, no atlas de , chamado Estado do Brasil. Porém, este novo conjunto de mapas traz novas 14 Ao R.do P. Symão Pinheiro da Companhia de IESU Provincial do brasil. Em ausência ao R.do P. Manuel Fernandes no Collegio da Bahia Da Cap.a do Spirito Sancto. In LEITE, Serafim. História da Companhia de Jesus no Brasil. Vol. VI. Instituto Nacional do Livro: Rio de Janeiro; livraria Portugália: Lisboa p Capitania de Porto Seguro, com parte da do Espírito Santo, desde o Morro de João Moreno até ao R. Macuripe [Escala ca 1: ]. [Ca 1631]. 1 mapa em 1 bifólio : ms., color., papel ; 44,5x67,5cm. In: Estado do Brasil coligido das mais sertas noticias q[ue] pode aivntar dõ Ieronimo de Ataide. Por Ioão

10 curiosidades. O grande destaque fica para o painel encimado pelo brasão português, apoiado na nova legenda que acompanha o nome do rio Doce: Aqui começa a capitania de Porto Seguro. Ainda não consegui definir um motivo específico para a tomada de posse provavelmente os conflitos por aquela região entre o rio Doce e o rio Mucuri continuava acesa, mas parece haver o interesse na região por parte de D. Jerônimo de Ataíde, donatário de Ilhéus e patrono de Albernás neste atlas. A grande novidade do Estado do Brasil é que a região da Capitania do Espírito Santo se divide, pela primeira vez, em três mapas. Além do já citado, que acompanha os atlas anteriores, há agora um mapa que vai do Cabo de São Tomé ao Monte de João Moreno, representação que se tornará padrão pelo resto do século XVII. Entretanto, ele parece não apresentar qualquer aldeia, quando sabemos já da existência de uma aldeia em Reritiba, onde atuou o padre Anchieta, e outra em Guarapari, iniciada também pelos jesuítas. Tal mapa parece mesmo um convite para a ocupação do território, supostamente abandonado pelos portugueses. Figure 6 - João Teixeira Albernás, o Velho, Teixeira Albernas, cosmographo de Sya Ma[gest]ade. Anno: Cart João Teixeira Albernas, o Velho. - Pert.: Ministério das Relações Exteriores, Rio de Janeiro.

11 É interessante também notar o limite da capitania em São Tomé. Nos primeiros anos de Vasco Fernandes Coutinho no Espírito Santo, ele estabeleceu com Pero de Góis o limite entre sua capitania e a de São Tomé. Esse limite era o rio Itapemirim, atualmente no sul do Espírito Santo. Entretanto, no governo de Francisco Gil de Araújo, em fins do século XVII, essa fronteira passou a ser contestada 16, o que pode significar que ela não era tão fixa assim. Vale lembrar que o abandono da Capitania de São Tomé e retorno dela para a Coroa em pode ter levado à alteração de suas fronteiras. Figure 7 - João Teixeria Albernás, o Velho, LAMEGO, Alberto. A Capitania do Espírito Santo sob o Domínio dos Donatários, In Revista do Instituto Histórico e Geografico do Espirito Santo. Vol. 11. Vitória: Off. Da Vida Capichaba. 1938, p SILVA, Maria Beatriz Nizza da. Ser Nobre na Colônia. São Paulo: Editora UNESP. 2005, p.51.

12 O terceiro mapa é dos arredores da Vila de Vitória. Ele é, por isso, semelhante ao mapa de Luís Teixeira e também ao mapa publicado nas Taboas geraes de toda a navegação (1630) 18, do mesmo cosmógrafo e do mesmo patrono. Para começar com as novidades, a ilha já apresenta um formato muito mais próximo do real e as duas vilas mostram agora seus nomes corretos. Além disso, ambos os mapas trazem os fortes de São Marcos, no continente, e de São Miguel, na ilha, um de cada lado do canal para o porto de Vitória. É aqui que aparece, pela primeira vez, a ermida de Nossa Senhora da Penha (iniciada ainda em 1558, hoje Convento). Ela teria sofrido uma invasão holandesa durante as infrutíferas tentativas da primeira metade do século XVII 19. A imagem da padroeira recebeu em sua coroa, poucos anos antes, algumas das esmeraldas que Marcos de Azeredo trouxe de sua jornada ao interior da capitania 20. É também a primeira vez que surgem um trapiche 21 e três engenhos, com os nomes: de Azeredo, de Fr[ancis]co de Aguiar, e de Leonardo Froes. Os Azeredo eram família conhecida: Miguel de Azeredo foi um dos primeiros capitães-mores e Marcos de Azeredo surge nas legendas dos mapas da Razão do Estado do Brasil como autor do roteiro para a Serra das Esmeraldas e recebeu hábito da Ordem de Cristo. Francisco de Aguiar Coutinho foi donatário da capitania entre 1605 e 1627, ficando algum tempo fora após uma denúncia de Leonardo Froes afirmando que ele havia permitido uma embarcação inglesa no porto de Vitória Taboas geraes de toda a navegacãoo / divididas e emendadas por Dom Ieronimo de Attayde com todos os portos principaes das conquistas de Portugal delineadas por Ioão Teixeira cosmographo de Sua Magestade, anno de Fol João Teixeira Albernás, o Velho. - Pert.: Library of Congress Geography and Map Division Washington, USA. 19 REIS, Fabio Paiva. As Imagens de Nossa Senhora da Penha do Convento da Santa no Espírito Santo. Disponível em: <http://pt.scribd.com/fullscreen/ ?access_key=key-201n75j408dc0q6mr8wq>. Acesso em 01/03/ BOXER, Charles Ralph. Salvador de Sá e a luta pelo Brasil e Angola, São Paulo: Editora Nacional. 1973, p Armazém e moinho de açúcar de tração animal. 22 Sobre a naveta inglesa que foy a capitania do Spirito Sancto e denunciação que deu Leonardo Froes de Francisco de Aguiar e os Teixeiras. Cartas para Álvaro de Sousa e Gaspar de Sousa ( ). Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses: Centro de História e Documentação Diplomática, p.151

13 Figure 8 - João Teixeira Albernás, o Velho, 1640 e Esses mesmos engenhos voltam a aparecer nos mapas dos atlas de e Os topônimos das ilhas menores ressurgem e a ilha principal volta a ser chamada de Ilha de Duarte de Lemos, em um verdadeiro retorno das informações presentes no mapa de Luís Teixeira. No mais recente, a ilha parece ter topônimos a mais. É possível ler, por exemplo, o que parece ser o nome das igrejas ali construídas (mas não foi possível a leitura) e também a palavra Vigia, próximo à uma torre sobre um morro. Há relatos que o maciço central da ilha foi sim usado no período colonial como vigia, pois é possível enxergar todos os ângulos ao redor da ilha. A nova divisão do território nos mapas é: um mapa entre o Cabo de São Tomé e o Morro de João Moreno (como em 1631), depois da Ilha de Duarte de Lemos até a Ponta do rio Doce, agora finalmente separando o Espírito Santo da capitania de Porto Seguro, pois o mapa seguinte segue do Rio Doce até a Ponta de Agasuipe, ao norte do Rio Caravelas. Aqui, o cosmógrafo faz confusão com os nomes de alguns rios: o Doce aparece onde antes havia o Riacho e, o dos Reys aparece no lugar do Doce. Este erro continua nos mapas seguintes. 23 Descripção de todo o maritimo da terra de S. Crvz. Chamado vvlgarmente o brazil. Feito por João Teixeira cosmographo de Sua Magestade. Anno de João Teixeira Albernás, o Velho. - Pert.: Torre do Tombo, Lisboa. 24 Descripção de toda a costa da Provinsia de santa Cruz a que vulgarmente chamão Brasil João Teixeira Albernás, o Velho. Pert.: Biblioteca da Ajuda, Portugal.

14 Figure 9 - João Teixeira Albernás, o Velho, 1640 e No primeiro mapa agora vemos a definição de que a capitania de Pero de Góis acaba no Cabo de São Tomé, mas já vimos que tal informação é questionável. Temos também destaque para os rios com fundura o suficiente para as embarcações portuguesas, o Monte Agá e as Serras de Goropary, que não apareciam em 1631, e que atuam como ponto de reconhecimento a partir da costa. No litoral, temos uma Caza da Fruta (hoje Ponta da Fruta) que teria ganhado destaque por José de Anchieta ter ali se hospedado nas viagens que fazia entre o colégio jesuíta em Vitória e a aldeia de Reritiba, onde morreu. Figure 10 - João Teixeira Albernás, o Velho, 1640 e 1642.

15 Há uma interessante menção ao engenho de Marcos Fernandes Monsanto que merece ser comentada. Monsanto era espanhol e tinha pelo menos três engenhos em Guarapari 25, mas ficou realmente conhecido após ter suas propriedades confiscadas logo após a Restauração portuguesa, acusado de se manter fiel à coroa castelhana 26. Segundo documentação, ele era proprietário dos engenhos desde os últimos anos do século XVI e no tempo do confisco já morava em Castela e os mantinha sociedade com o filho. Mais para o interior há a aldeia de Goropary (hoje Guarapari), mantida então pelos padres da Companhia de Jesus. A aldeia existia pelo menos desde meados do século XVI, tendo sua origem ligada aos conflitos com os franceses no Rio de Janeiro, quando os portugueses teriam conseguido grande apoio indígena para a expulsão dos inimigos 27. Guarapari provavelmente veio a se tornar uma das maiores aldeias do Espírito Santo, após deixar de ser residência dos padres, pois Francisco Gil de Araújo a elevou a vila em , a terceira do Espírito Santo. A última dupla de mapas a ser apresentada aqui é datada de 1666, conhecida como Livro de Toda a Costa da Provincia Canta Crvz. São de autoria de João Teixeira 25 RIBEIRO, Luís Cláudio M. O Comércio e a navegação na Capitania Portuguesa do Espírito Santo (Séc. XVI-XVII). XXX Encontro da Associação Portuguesa de História Econômica e Social: Crises ecoômicas, crises sociais. Lisboa, 2010, p CARTA do [Provedor-Mor da Fazenda], Manuel Correia de Figueiredo, ao Rei [D. João IV] a informar do seqüestro dos bens de Marcos Monsanto e de Dom Diogo Ximenes de Vargas residentes em Castela. Arquivo Histórico Ultramarino. Documentação do Espírito Santo, Caixa 1, Documento 17A. 27 Daemon comenta sobre o mapa de Albernás: nesta carta são demonstrados todos os lugares povoados, havendo, no entanto, faltas, pois que só dá como povoações a Vitória e Reis Magos, quando já existia a vila do Espírito Santo, havendo grandes povoações em Guarapari, Benevente e São Mateus, não falando em Santa Cruz, Serra e Piúma, então Orobó. DAEMON, Basilio Carvalho. Província do Espírito Santo: sua descoberta, história cronológica, sinopse e estatística. 2ª ed. Coleção Canaã. Vitória: Arquivo Público do Estado do Espírito Santo. 2010, p ALMEIDA, Eduardo de Castro e (org.). Inventário dos documentos relativos ao Brasil existentes no Arquivo de Marinha e Ultramar de Lisboa. Vol. 4. Rio de Janeiro, p.181.

16 Albernás, o Novo, neto homônimo do cosmógrafo já falado. Um está na Biblioteca Nacional 29, e o outro no Ministério das Relações Exteriores 30, ambos do Brasil. Figure 11 - João Teixeira Albernás, o Novo, Figure 12 - João Teixeira Albernás, o Novo, Nestes mapas, a principal diferença nos topônimos em relação aos de 1640 e 1642 está nos arredores da vila de Vitória. Aqui, apenas duas ilhas recebem nome: Ilha de Dom Jorge e Ilha Escalvada. Já no continente, ao sul, temos novamente o Convento de Nossa Senhora da Penha (visto antes apenas em 1631), e a Igreja de Nossa Senhora do 29 [Atlas do Brasil]. - [Ca 1666] - Autoria Atribuída a João Teixeira Albernaz, o Novo. Pert.: Códice de Diogo Barbosa Machado com o título Mappas do Reino de Portugal. Bibioteca Nacional do Rio de Janeiro. 30 Livro de toda a Cos ta da provincia santa crvz feito por ioão teixeira Albernas anno d [Ca 1666]. João Teixeira Albernás, o Novo. - Pert.: Ministério das Relações Exteriores, Brasil.

17 Rosário. Esta é igreja que foi fundada ainda em 1535 com a chegada dos portugueses e fundação de Vila Velha, mas foi refeita em 1551 pelos jesuítas que desembarcaram na capitania para a construção do Colégio em Vitória 31. Figure 13 - João Teixeira Albernás, o Novo, É importante destacar que a impressão inicial é que estes mapas tem aparentemente um visual mais sóbrio e talvez mais padronizado que seus antecessores. Nos mapas de Albernás, o Velho, segundo Márcia Maria dos Santos, as representações encontram-se desenhadas com a técnica denominada perspectiva aérea, a partir de uma visão oblíqua, orientadas como se aquele território fosse observado de fora para dentro 32, utilizandose da profundidade e da continuidade criada pelo horizonte. Já nos mapas de Albernás, o Novo, não há esta perspectiva, pois o cosmógrafo não se utiliza da visão oblíqua ou do horizonte. 31 DAEMON, Basilio Carvalho. Província do Espírito Santo: sua descoberta, história cronológica, sinopse e estatística. 2ª ed. Coleção Canaã. Vitória: Arquivo Público do Estado do Espírito Santo. 2010, p SANTOS, Márcia Maria Duarte dos. Técnicas e Elementos da Cartografia da América Portuguesa e do Brasil Império. In Roteiro Prático de cartografia: da América portuguesa ao Brasil Império. Organização Antônio Gilberto Costa. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2007, p.52.

18 Agora, enquanto a vegetação e até alguns cursos de rios nunca tiveram o objetivo real de acompanhar a realidade do território, mas sim de passar a informação básica, é possível dizer que os mapas anteriores a 1666 tentavam trazer uma sensação de realidade às serras do interior da capitania. Já nos mapas analisados no momento, as elevações perdem toda a individualidade e assumem um modelo específico, padrão, que informam o leitor da existência daquelas serras, sem tentar retrata-las devidamente. CONCLUSÃO Como podemos ver, houve grande evolução do espaço cartografado na região da Capitania do Espírito Santo. Esta evolução com certeza não se limita apenas à extensão, mas também às escalas dos mapas, dos elementos figurativos e dos progressos feitos pelo povoamento, presentes nas legendas 33. Mesmo assim, o capítulo Portuguese Cartography in the Renaissance do volume 3 do The History of Cartography apresenta um gráfico bastante esclarecedor sobre a expansão, com o passar dos anos (e dos atlas) do território mapeado pela família Teixeira 34. Por fim, este é obviamente um estudo em construção. Apresento aqui apenas informações e percepções desse conjunto cartográfico. Acredito que uma análise histórico-geográfica permitirá a criação de uma nova imagem da Capitania do Espírito Santo no período estudado, unindo informações diversas para alcançar um resultado único na historiografia da América portuguesa. 33 ALEGRIA, Maria Fernanda; DAVEAU, Suzanne; GARCIA, João Carlos; RELAÑO, Francesc. Portuguese Cartography in the Renaissance. In WOODWARD, David. (Ed) The History of Cartography Vol. 3: Cartography in the European Renaissance Part 1. Chicago: The University of Chicago Press. 2007, p ALEGRIA, Maria Fernanda; DAVEAU, Suzanne; GARCIA, João Carlos; RELAÑO, Francesc. Portuguese Cartography in the Renaissance. In WOODWARD, David. (Ed) The History of Cartography Vol. 3: Cartography in the European Renaissance Part 1. Chicago: The University of Chicago Press. 2007, p.1033.

19 3. BIBLIOGRAFIA a. CARTOGRAFIA (POR DATA) [Ilha de Duarte de Lemos]. [Escala ca 1: ]. 1 mapa: manuscrito, color.; 10,30x16,50 cm. In: Roteiro de todos os sinaes, conhecim[en]tos, fundos, alturas, e derrotas, que ha na costa do Brasil, desdo cabo de Sa[n]to Agostinho até o estreito de Fernão de Magalhães. [Ca ]. - F Luís Teixeira. Pert.: Biblioteca da Ajuda, Portugal. Demostração da Capitania do Spirito Santo atte a ponta da barra do Rio Doçe no qual parte cõ Porto Seguro.... [Escala ca 1: ]. 5 legoas = [7,6cm]. [Ca 1616]. 1 mapa em 1 bifólio : ms., color., pergaminho ; 41x56 cm, em folha de 43x57 cm. In: Rezão do Estado do Brasil no Guoverno do Norte, sóme[n]te asi como o teve Dõ Dioguo de Meneses até o anno de [Ca 1616]. Fol Autoria atribuída a Diogo de Campos Moreno. - Pert.: A El Conde Marq.z de Eliches, Livraria do 1º Visconde de Balsemão. Demostração da Capitania do Espirito Santo até aponta da Barra do Rio doçe no qual parte cõ Porto Seguro... [Escala ca 1: ]. [Ca 1626]. - 1 mapa em bifólio : ms., color.; pergaminho; 42x56,3cm. In: Livro qve da rezaõ do Estado do Brasil. [Ca 1626]. Cart Autoria atribuída a Diogo de Campos Moreno. - Pert.: Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Rio de Janeiro. Geographica demõstração da Capitania do Espirito Ssantoa té a ponta da Barra do Rio doçe no qual parte cõ Porto Seguro... [Escala ca 1: ]. [Ca 1626]. - 1 mapa em bifólio : ms., color.; pergaminho; 41,3x58,7cm. In: Livro em q[ue] se mostra a descripção de toda a costa do Estado do Brasil e sevs portos barras e sondas delas. Feito Por Ioão teixeira Albernas, moõ da camara de Sua Mag[esta]de e seu cosmographo. Em lixboa, Anno de Fol Autoria atribuída a Diogo de Campos Moreno. - Pert.: Bibliothèque Nationale de Paris. Porto do Spirito Santo, no estado do Brasil. Em altura de 20 Gra[us] e 1/4. In Quarto mapa de los puertos mas principales de españa y delas de las canarias y terceras y delos dela Costa del Brasil y rio dela plata. [Escala ca 1:90 000] mapa em 1 bifólio : ms., color., papel ; 11,4x10cm. In: Taboas geraes de toda a navegacãoo / divididas e emendadas por Dom Ieronimo de Attayde com todos os portos principaes das conquistas de Portugal delineadas por Ioão Teixeira cosmographo de Sua Magestade,

CENTRO CULTURAL DE BELÉM. PALESTRAS SOBRE HISTÓRIA DE PORTUGAL Janeiro Março de 2015. Segunda Parte Época Moderna

CENTRO CULTURAL DE BELÉM. PALESTRAS SOBRE HISTÓRIA DE PORTUGAL Janeiro Março de 2015. Segunda Parte Época Moderna CENTRO CULTURAL DE BELÉM PALESTRAS SOBRE HISTÓRIA DE PORTUGAL Janeiro Março de 2015 Segunda Parte Época Moderna Nuno Gonçalo Monteiro Instituto de Ciências Sociais Universidade de Lisboa Quarta Sessão

Leia mais

1530 O regime de capitanias hereditárias é instituído por D. João III. Primeira expedição colonizadora chefiada por Martim Afonso de Sousa.

1530 O regime de capitanias hereditárias é instituído por D. João III. Primeira expedição colonizadora chefiada por Martim Afonso de Sousa. Vera, Use a seguinte legenda: Amarelo: o documento para o link encontra-se neste site: http://www.info.lncc.br/wrmkkk/tratados.html Rosa: o documento para o link encontra-se neste site: http://www.webhistoria.com.br

Leia mais

ATLAS UNIVERSAL DE FERNÃO VAZ DOURADO / ATLAS VALLARD / ATLAS MILLER /

ATLAS UNIVERSAL DE FERNÃO VAZ DOURADO / ATLAS VALLARD / ATLAS MILLER / ATLAS UNIVERSAL DE FERNÃO VAZ DOURADO / ATLAS VALLARD / ATLAS MILLER / «Quase-originais»: primeiras edições, únicas e irrepetívels, limitadas a 987 exemplares, numerados e autenticados com um certificado

Leia mais

CATÁLOGO DE DOCUMENTOS MANUSCRITOS AVULSOS REFERENTES À CAPITANIA DO ESPÍRITO SANTO EXISTENTES NO ARQUIVO HISTÓRICO ULTRAMARINO DE LISBOA

CATÁLOGO DE DOCUMENTOS MANUSCRITOS AVULSOS REFERENTES À CAPITANIA DO ESPÍRITO SANTO EXISTENTES NO ARQUIVO HISTÓRICO ULTRAMARINO DE LISBOA CATÁLOGO DE DOCUMENTOS MANUSCRITOS AVULSOS REFERENTES À CAPITANIA DO ESPÍRITO SANTO EXISTENTES NO ARQUIVO HISTÓRICO ULTRAMARINO DE LISBOA ORGANIZAÇÃO DESIGNAÇÃO CÓDIGO / COTA Entidade Detentora: ARQUIVO

Leia mais

Capítulo. Organização político- -administrativa na América portuguesa

Capítulo. Organização político- -administrativa na América portuguesa Capítulo Organização político- -administrativa na América portuguesa 1 O Império Português e a administração da Colônia americana Brasil: 1500-1530 O interesse português pelo território americano era pequeno

Leia mais

2 COMO E QUANDO SURGIU GUARATIBA?

2 COMO E QUANDO SURGIU GUARATIBA? 2 COMO E QUANDO SURGIU GUARATIBA? Em 1555 os franceses entraram na Baía de Guanabara e se ocuparam de algumas ilhas no intuito de ali fundar o que eles chamavam de França Antarctica. Em 1560, pela primeira

Leia mais

De que jeito se governava a Colônia

De que jeito se governava a Colônia MÓDULO 3 De que jeito se governava a Colônia Apresentação do Módulo 3 Já conhecemos bastante sobre a sociedade escravista, especialmente em sua fase colonial. Pouco sabemos ainda sobre a organização do

Leia mais

CADERNO DE ATIVIDADES. História

CADERNO DE ATIVIDADES. História COLÉGIO ARNALDO 2015 CADERNO DE ATIVIDADES História Aluno (a): 4º ano: Turma: Professor (a): Valor: 20 pontos Conteúdo de Recuperação O que é História. Identificar a História como ciência. Reconhecer que

Leia mais

SILVA, Maria Beatriz Nizza da (Org.). História de São Paulo colonial. São Paulo: Ed. UNESP, 2009. 346p.

SILVA, Maria Beatriz Nizza da (Org.). História de São Paulo colonial. São Paulo: Ed. UNESP, 2009. 346p. Histórias da capitania de São Paulo SILVA, Maria Beatriz Nizza da (Org.). História de São Paulo colonial. São Paulo: Ed. UNESP, 2009. 346p. Denise A Soares de Moura * São Paulo de 1532 a 1822. 290 anos

Leia mais

Prova Escrita de História e Geografia de Portugal

Prova Escrita de História e Geografia de Portugal PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA Decreto-Lei nº 139/2012, de 5 de julho Prova Escrita de História e Geografia de Portugal 6º Ano de Escolaridade Prova 05 / 2.ª Fase 12 Páginas Duração da Prova: 90 minutos.

Leia mais

Colégio Senhora de Fátima

Colégio Senhora de Fátima Colégio Senhora de Fátima A formação do território brasileiro 7 ano Professora: Jenifer Geografia A formação do território brasileiro As imagens a seguir tem como principal objetivo levar a refletir sobre

Leia mais

A Presença Estrangeira no Período Colonial. A Disputa pelas Novas Terras

A Presença Estrangeira no Período Colonial. A Disputa pelas Novas Terras A Presença Estrangeira no Período Colonial. A Disputa pelas Novas Terras O descobrimento de novas terras e riquezas (o pau-brasil) estimulou a cobiça de várias nações européias que iniciavam as suas aventuras

Leia mais

Cópia autorizada. II

Cópia autorizada. II II Sugestões de avaliação História 7 o ano Unidade 7 5 Unidade 7 Nome: Data: 1. Sobre as formas de conquista e exploração do governo português, associe corretamente as colunas. a) Relações diplomáticas.

Leia mais

TEMA F.1 O IMPÉRIO PORTUGUÊS E A CONCORRÊNCIA INTERNACIONAL

TEMA F.1 O IMPÉRIO PORTUGUÊS E A CONCORRÊNCIA INTERNACIONAL TEMA F.1 O IMPÉRIO PORTUGUÊS E A CONCORRÊNCIA INTERNACIONAL A partir de meados do séc. XVI, o Império Português do Oriente entrou em crise. Que fatores contribuíram para essa crise? Recuperação das rotas

Leia mais

Planificação Anual. Professor: José Pinheiro Disciplina: História e Geografia de Portugal Ano: 5.º Turmas: B Ano letivo: 2014-2015

Planificação Anual. Professor: José Pinheiro Disciplina: História e Geografia de Portugal Ano: 5.º Turmas: B Ano letivo: 2014-2015 Planificação Anual Professor: José Pinheiro Disciplina: História e Geografia de Portugal Ano: 5.º Turmas: B Ano letivo: 2014-2015 UNIDADE DIDÁTICA: TEMA A: DOS PRIMEIROS POVOS À FORMAÇÃO DO REINO DE PORTUGAL.

Leia mais

História do Brasil Colônia

História do Brasil Colônia História do Brasil Colônia Aula VII Objetivo: a expansão e a consolidação da colonização portuguesa na América. A) A economia política da colônia portuguesa. Em O tempo Saquarema, o historiador Ilmar R.

Leia mais

Colonização Portuguesa. Prof. Osvaldo

Colonização Portuguesa. Prof. Osvaldo Colonização Portuguesa Prof. Osvaldo A chegada dos Portugueses Portugal e depois Espanha se tornaram pioneiros nas chamadas Grandes Navegações Portugal buscou contornar a África para tentar chegar ao Oriente

Leia mais

PORTUGAL E OS DESCOBRIMENTOS NA MAXIMAFILIA

PORTUGAL E OS DESCOBRIMENTOS NA MAXIMAFILIA A. EURICO CARLOS ESTEVES LAGE CARDOSO PORTUGAL E OS DESCOBRIMENTOS NA MAXIMAFILIA EDIÇÃO DO AUTOR LISBOA 1998 ÍNDICE A - CAUSAS PARTICULARES DA EXPANSÃO MARÍTIMA.. 7 1. Situação Geográfica e Política do

Leia mais

O Estado do Brasil no texto de Frei Vicente do Salvador e na cartografia de João Teixeira Albernas

O Estado do Brasil no texto de Frei Vicente do Salvador e na cartografia de João Teixeira Albernas O Estado do Brasil no texto de Frei Vicente do Salvador e na cartografia de João Teixeira Albernas MsC. Amanda Estela Guerra Geógrafa, Superintendência de Desenvolvimento da Capital SUDECAP, Prefeitura

Leia mais

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DA QUINTA DO CONDE Escola Básica Integrada/JI da Quinta do Conde. Departamento de Ciências Humanas e Sociais

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DA QUINTA DO CONDE Escola Básica Integrada/JI da Quinta do Conde. Departamento de Ciências Humanas e Sociais HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE PORTUGAL Distribuição dos tempos letivos disponíveis para o 5 º ano de escolaridade 1º Período 2º Período 3º Período *Início:15-21 de setembro 2015 *Fim:17 dezembro 2015 *Início:4

Leia mais

AS INVASÕES FRANCESAS

AS INVASÕES FRANCESAS AS INVASÕES FRANCESAS 2ª invasão 1612 Maranhão Fundação da França Equinocial e a Cidade de São Luís Comandante Daniel de La Touche Obs: esse período Portugal passava para domínio espanhol 1ª invasão Rio

Leia mais

CAMINHOS GERAIS: ESTRATÉGIAS PARA A ABERTURA DE ESTRADAS NAS MINAS DO OURO, UMA RELEITURA HISTORIOGRÁFICA

CAMINHOS GERAIS: ESTRATÉGIAS PARA A ABERTURA DE ESTRADAS NAS MINAS DO OURO, UMA RELEITURA HISTORIOGRÁFICA CAMINHOS GERAIS: ESTRATÉGIAS PARA A ABERTURA DE ESTRADAS NAS MINAS DO OURO, UMA RELEITURA HISTORIOGRÁFICA Rosemary Maria do Amaral 1 RESUMO: Antes mesmo de sua descoberta nas minas, alguns caminhos começaram

Leia mais

Superioridade ibérica nos mares

Superioridade ibérica nos mares 2.ª metade do século XVI Superioridade ibérica nos mares PORTUGAL Entre 1580 e 1620 ESPANHA Império Português do oriente entra em crise devido a Escassez de gentes e capitais Grande extensão dos domínios

Leia mais

A COLONIZAÇÃO DO BRASIL

A COLONIZAÇÃO DO BRASIL A COLONIZAÇÃO DO BRASIL OS FUNDAMENTOS DO COLONIALISMO PORTUGUÊS O processo de ocupação e formação do Império Colonial Lusitano baseou-se dentro da ótica mercantilista. Essa forma de organização ficou

Leia mais

FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE TIRO COM ARMAS DE CAÇA. FOSSO UNIVERSAL CAMPEONATO REGIONAL NORTE - 2007 2ª. CONTAGEM - 24 e 25 de Março

FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE TIRO COM ARMAS DE CAÇA. FOSSO UNIVERSAL CAMPEONATO REGIONAL NORTE - 2007 2ª. CONTAGEM - 24 e 25 de Março GERAL 1 1 129 00817 Herculano Lopes do Nascimento 8 C.C. Matosinhos S 25 24 25 25 1 99 2 113 00540 Rodrigo Dourado Fernandes 10 C.T. S. Pedro de Rates S 25 25 24 25 0 99 3 88 00588 Carlos Augusto Torres

Leia mais

As Grandes navegações: a conquista da América e do Brasil. Descobrimento ou Conquista?

As Grandes navegações: a conquista da América e do Brasil. Descobrimento ou Conquista? As Grandes navegações: a conquista da América e do Brasil. Descobrimento ou Conquista? Navegar era preciso, era Navegar era preciso navegar... Por quê? O que motivou o expansionismo marítimo no século

Leia mais

Como citar este artigo Número completo Mais artigos Home da revista no Redalyc

Como citar este artigo Número completo Mais artigos Home da revista no Redalyc Diálogos - Revista do Departamento de História e do Programa de Pós-Graduação em História ISSN: 1415-9945 rev-dialogos@uem.br Universidade Estadual de Maringá Brasil de Alencar Arnaut de Toledo, Cézar

Leia mais

Lista de Contactos do Departamento de Engenharia Informática

Lista de Contactos do Departamento de Engenharia Informática Lista de Contactos do Departamento de Engenharia Informática Gabinete/Cargo Nome Extensão E-mail Diretor Luiz Felipe Rocha de Faria 1450 lef@isep.ipp.pt Sub-diretor(es) António Constantino Lopes 1462 acm@isep.ipp.pt

Leia mais

AS INVASÕES FRANCESAS

AS INVASÕES FRANCESAS AS INVASÕES FRANCESAS 2ª invasão 1612 Maranhão Fundação da França Equinocial e a Cidade de São Luís Comandante Daniel de La Touche Obs: esse período Portugal passava para domínio espanhol 1ª invasão Rio

Leia mais

AVALIAÇÃO PARCIAL I CAPÍTULO 4 PP. 76 A 84; 92 CAPÍTULO 5 PP. 98 A 107 CAPÍTULO 15 PP

AVALIAÇÃO PARCIAL I CAPÍTULO 4 PP. 76 A 84; 92 CAPÍTULO 5 PP. 98 A 107 CAPÍTULO 15 PP ABSOLUTISMO AVALIAÇÃO PARCIAL I CAPÍTULO 4 PP. 76 A 84; 92 CAPÍTULO 5 PP. 98 A 107 CAPÍTULO 15 PP. 268 A 274 CONTEÚDO EM SALA DE AULA SLIDES PORTAL ROTEIRO NO CADERNO A SOCIEDADE DO ANTIGO REGIME XV-XVIII

Leia mais

Genealogia das Famílias Açorianas - De onde viemos e quem somos.

Genealogia das Famílias Açorianas - De onde viemos e quem somos. Genealogia das Famílias Açorianas - De onde viemos e quem somos. Marcos Henrique Oliveira Pinheiro Descendente de Açorianos Formação Educação Física Pesquisador de Genealogia Participante da 2 Semana de

Leia mais

AGRUPAMENTO de ESCOLAS de SANTIAGO do CACÉM Ano Letivo 2015/2016 PLANIFICAÇÃO ANUAL

AGRUPAMENTO de ESCOLAS de SANTIAGO do CACÉM Ano Letivo 2015/2016 PLANIFICAÇÃO ANUAL AGRUPAMENTO de ESCOLAS de SANTIAGO do CACÉM Ano Letivo 2015/2016 PLANIFICAÇÃO ANUAL 2º CICLO HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE PORTUGAL 5.º ANO Documento(s) Orientador(es): Programa de História e Geografia de Portugal

Leia mais

EXPANSÃO TERRITORIAL DO BRASIL

EXPANSÃO TERRITORIAL DO BRASIL EXPANSÃO TERRITORIAL DO BRASIL Foi a conquista e ocupação do interior do território, além dos limites do Tratado de Tordesilhas. Essa expansão foi responsável pela extensão territorial do Brasil de hoje.

Leia mais

Nome Curso Golos Amarelos Vermelhos

Nome Curso Golos Amarelos Vermelhos Nome Curso s Amarelos Vermelhos Carlos Júnior Mestrado 4 Jogo 15 Rui Nascimento Mestrado Jerónimo Mestrado 1 Jogo 15 Pedro Francês Mestrado 1 Andre Figueiredo Mestrado 3 Jogo6 Artur Daniel Mestrado 2 João

Leia mais

As descobertas do século XV

As descobertas do século XV As descobertas do século XV Expansãomarítima: Alargamento do espaço português procurando terras noutros continentes através do mar; O acontecimento que marca o início da expansão portuguesaéaconquistadeceutaem1415;

Leia mais

Expansão do território brasileiro

Expansão do território brasileiro Expansão do território brasileiro O território brasileiro é resultado de diferentes movimentos expansionistas que ocorreram no Período Colonial, Imperial e Republicano. Esse processo ocorreu através de

Leia mais

Os mapas do Brasil na Engenharia Militar Portuguesa (1750-1822)

Os mapas do Brasil na Engenharia Militar Portuguesa (1750-1822) Os mapas do Brasil na Engenharia Militar Portuguesa (1750-1822) André Ferrand de Almeida Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa - Faculdade de Letras da Universidade do Porto - andreferrand@gmail.com

Leia mais

ALCATEIA ACAGRUP 2014 - SIERRA NORTE - MADRID - ESPANHA PARTICIPANTES: 26 60% INCIDÊNCIA NO GRUPO 20%

ALCATEIA ACAGRUP 2014 - SIERRA NORTE - MADRID - ESPANHA PARTICIPANTES: 26 60% INCIDÊNCIA NO GRUPO 20% ALCATEIA Sec NIN NOME NIN NOME Lob 1215050143005 Alice Neto Santos Nascimento 1215050143015 Afonso da Fonseca Machado Lob 1215050143010 Amélia Maria Mesquita Aleixo Alves 1115050143010 Afonso Jesus Dias

Leia mais

PROJETO BAÍA DE TODOS OS SANTOS EFEMÉRIDES

PROJETO BAÍA DE TODOS OS SANTOS EFEMÉRIDES PROJETO BAÍA DE TODOS OS SANTOS O Projeto Baía de Todos os Santos tem como principal proposta registrar entre as datas da primeira passagem (2 de maio de 1500) e da sua descoberta (1º de novembro de 1501)

Leia mais

Aluno(a): Nº. Professor: Barros Antônio Guimarães Dutra Série: 3ª. Disciplina:História(p1,2º. Bimestre ) Data da prova: 30/04/2014

Aluno(a): Nº. Professor: Barros Antônio Guimarães Dutra Série: 3ª. Disciplina:História(p1,2º. Bimestre ) Data da prova: 30/04/2014 Lista de Exercícios Pré Universitário Uni-Anhanguera Aluno(a): Nº. Professor: Barros Antônio Guimarães Dutra Série: 3ª. Disciplina:História(p1,2º. Bimestre ) Data da prova: 30/04/2014 01. (Fatec-SP) Não

Leia mais

CONCURSO NACIONAL DE LEITURA. Escolas inscritas - DRELVT

CONCURSO NACIONAL DE LEITURA. Escolas inscritas - DRELVT 1001415 Escola Secundária com 3.º Ciclo do Ensino Básico de D. Inês de Castro de Alcobaça Alcobaça Leiria 1001811 Escola Básica do 2º e 3º Ciclos com Secundária de D. Pedro I Escolas D. Pedro I Alcobaça

Leia mais

TEMA E EXPANSÃO E MUDANÇA NOS SÉCULOS XV E XVI

TEMA E EXPANSÃO E MUDANÇA NOS SÉCULOS XV E XVI TEMA E EXPANSÃO E MUDANÇA NOS SÉCULOS XV E XVI 1. Expansionismo Europeu 1.1. Rumos da expansão 1.1.1. Os avanços da expansão e as rivalidades luso-castelhanas 1.1.2. A chegada à Índia e ao Brasil 1.2.

Leia mais

Brasil - Colônia e Império 1500-1889

Brasil - Colônia e Império 1500-1889 Brasil - Colônia e Império 1500-1889 Texto adaptado do livro "História do Brazil", de Rocha Pombo, publicado em 1919 pela Editora "Weiszflog Irmãos" Atualização e adaptação: Paulo Victorino José Francisco

Leia mais

COLÉGIO XIX DE MARÇO excelência em educação

COLÉGIO XIX DE MARÇO excelência em educação COLÉGIO XIX DE MARÇO excelência em educação 1ª PROVA PARCIAL DE HISTÓRIA Aluno(a): Nº Ano: 8º Turma: Data: 02/04/2011 Nota: Professora: Ivana Valor da Prova: 50 pontos Assinatura do responsável: Orientações

Leia mais

Certificado de Presença em Evento no ISEP

Certificado de Presença em Evento no ISEP *** Adam Silva *** ***c527078fe56b04280dcae9cc3541593d73d82015c12f65f060135ed5*** *** Adulcínio Adulcínio Duarte Rodrigues *** ***09d09b00214962ffdfefa4e2473001b55ffba6c7bbdc74ef3063ec95*** *** Alberto

Leia mais

Linga A/905759 LUÍS HENRIQJJE DIAS TAVARES. ./is /'/ DA BAHIA 11' EDIÇÃO (revistaeampliada)

Linga A/905759 LUÍS HENRIQJJE DIAS TAVARES. ./is /'/ DA BAHIA 11' EDIÇÃO (revistaeampliada) Linga A/905759 LUÍS HENRIQJJE DIAS TAVARES./is /'/ DA BAHIA 11' EDIÇÃO (revistaeampliada) SUMARIO Capítulo I Povos que habitavam o atual território do estado da Bahia antes dos europeus e dos africanos

Leia mais

SUBSÍDIOS PARA A HISTÓRIA DA FAMÍLIA GOYOS

SUBSÍDIOS PARA A HISTÓRIA DA FAMÍLIA GOYOS SUBSÍDIOS PARA A HISTÓRIA DA FAMÍLIA GOYOS Por Durval de Noronha Goyos Jr. O Instituto Português de Heráldica e a Universidade Lusíada de Lisboa reeditaram o Livro de linhagens de Portugal, em 2014, numa

Leia mais

161342 - Agrupamento de Escolas de Condeixa-a-Nova 340613 - Escola Básica nº 2 de Condeixa-a-Nova Relação de Alunos

161342 - Agrupamento de Escolas de Condeixa-a-Nova 340613 - Escola Básica nº 2 de Condeixa-a-Nova Relação de Alunos : A 12 1 Adriana Beatriz Pinto Pereira Cortez S 13078 2 Ana Francisca Conceição Costa S 136 3 Ana Francisca Rodrigues Preces 1307 4 António José da Silva Loreto S 13084 Beatriz Moura Neves Beja Facas S

Leia mais

ATIVIDADES DE ESTUDOS SOCIAIS 3ª S SÉRIES A-B-C-D

ATIVIDADES DE ESTUDOS SOCIAIS 3ª S SÉRIES A-B-C-D Nome: n.º 3ª série Barueri, / / 2009 Disciplina: ESTUDOS SOCIAIS 2ª POSTAGEM ATIVIDADES DE ESTUDOS SOCIAIS 3ª S SÉRIES A-B-C-D QUEM DESCOBRIU O BRASIL? Foi Pedro Álvares Cabral no dia 22 de abril de 1500!

Leia mais

1º Período UNIDADE 1. Exercícios; A aventura de navegar

1º Período UNIDADE 1. Exercícios; A aventura de navegar 1º Período UNIDADE 1 A aventura de navegar Produtos valiosos Navegar em busca de riquezas Viagens espanholas Viagens portuguesas Ampliação O dia a dia dos marinheiros Conhecer as primeiras especiarias

Leia mais

Projeto de Movimento dos Oficiais de Justiça de junho de 2015

Projeto de Movimento dos Oficiais de Justiça de junho de 2015 Projeto de Movimento dos Oficiais de Justiça de junho de 2015 Alexandre Luís Albuquerque E Quinhones Gaiolas, 3274/10, Bom com Distinção, Transição, Ana Maria Pires Matias Soares, 3149/10, Muito Bom, Transferência,

Leia mais

DA CONQUISTA A COLONIZAÇÃO DAS AMÉRICAS DA CONQUISTA A COLONIZAÇÃO DAS AMÉRICAS. -Atinge as Índias contornando a costa da África

DA CONQUISTA A COLONIZAÇÃO DAS AMÉRICAS DA CONQUISTA A COLONIZAÇÃO DAS AMÉRICAS. -Atinge as Índias contornando a costa da África DA CONQUISTA A COLONIZAÇÃO DAS AMÉRICAS EXPANSÃO MARÍTIMA início século XV ( 1415 ) DA CONQUISTA A COLONIZAÇÃO DAS AMÉRICAS EXPANSÃO MARÍTIMA início século XV ( 1415 ) PORTUGAL -Atinge as Índias contornando

Leia mais

Dia Internacional dos Monumentos e Sítios. 18 Abril 2012. do Património Mundial ao. Património Local

Dia Internacional dos Monumentos e Sítios. 18 Abril 2012. do Património Mundial ao. Património Local Dia Internacional dos Monumentos e Sítios 18 Abril 2012 do Património Mundial ao Património Local Memória do Mundo O Registo Memória do Mundo da UNESCO está vocacionado para a identificação e preservação

Leia mais

Os Domínios Estrangeiros sobre o Brasil Colonial

Os Domínios Estrangeiros sobre o Brasil Colonial Os Domínios Estrangeiros sobre o Brasil Colonial Franceses, Ingleses e Holandeses Prof. Alan Carlos Ghedini O princípio: competição nos mares Portugal e Espanha chegaram primeiro à corrida das Grandes

Leia mais

A Literatura no Brasil está dividida em duas grandes eras: Que parâmetros foram utilizados para estabelecer tais era?

A Literatura no Brasil está dividida em duas grandes eras: Que parâmetros foram utilizados para estabelecer tais era? A Literatura no Brasil está dividida em duas grandes eras: Era Colonial Era Nacional Que parâmetros foram utilizados para estabelecer tais era? Evolução Política Evolução Econômica Essas eras apresentam

Leia mais

AS GRANDE NAVEGAÇÕES. Professora de História Maria José

AS GRANDE NAVEGAÇÕES. Professora de História Maria José AS GRANDE NAVEGAÇÕES Professora de História Maria José O desconhecido dá medo:os navegantes temiam ser devorados por monstros marinhos MAR TENEBROSO O COMÉRCIO COM O ORIENTE No século XV, os comerciantes

Leia mais

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE TRANCOSO

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE TRANCOSO Horário da turma: 5.º A 12 9 12 12 12 9 12 12 9 12 9 12 9 12 9 12 9 12 12 12 12 12 12 RC 12 12 12 12 RC Anabela Maria Fonseca Machado e Cunha, Graça Maria Almeida Diogo,,, Paula Isabel Pereira Marques,

Leia mais

RECUPERAÇÃO FINAL 2015 HISTÓRIA 7º ano

RECUPERAÇÃO FINAL 2015 HISTÓRIA 7º ano História/15 7º ano Turma: 3º trimestre Nome: Data: / / 7ºhis303r RECUPERAÇÃO FINAL 2015 HISTÓRIA 7º ano 3º trimestre Aluno(a), Seguem os conteúdos trabalhados no 3º trimestre. Como base neles você deverá

Leia mais

ESCOLA E.B. 2,3 DE LAMAÇÃES 2013-2014

ESCOLA E.B. 2,3 DE LAMAÇÃES 2013-2014 5º1 1 ANA CATARINA R FREITAS SIM 2 BEATRIZ SOARES RIBEIRO SIM 3 DIOGO ANTÓNIO A PEREIRA SIM 4 MÁRCIO RAFAEL R SANTOS SIM 5 MARCO ANTÓNIO B OLIVEIRA SIM 6 NÁDIA ARAÚJO GONÇALVES SIM 7 SUNNY KATHARINA G

Leia mais

A Ocupação do Litoral e a Expansão Territorial. Introdução:

A Ocupação do Litoral e a Expansão Territorial. Introdução: COLÉGIO MILITAR DE JUIZ DE FORA 2007 HISTÓRIA - 5ª SÉRIE DO ENSINO FUNDAMENTAL Nº: NOME: TURMA: A Ocupação do Litoral e a Expansão Territorial. Introdução: Durante o século XVI, as povoações geralmente

Leia mais

Os chamados caminhos fluviais para a conquista do território das Minas e do Brasil e suas representações na cartografia da América portuguesa

Os chamados caminhos fluviais para a conquista do território das Minas e do Brasil e suas representações na cartografia da América portuguesa Os chamados caminhos fluviais para a conquista do território das Minas e do Brasil e suas representações na cartografia da América portuguesa Antônio Gilberto Costa Coordenador do Centro de Referência

Leia mais

EXPANSÃO TERRITORIAL DO BRASIL O QUE ERAM AS ENTRADAS E BANDEIRAS?

EXPANSÃO TERRITORIAL DO BRASIL O QUE ERAM AS ENTRADAS E BANDEIRAS? EXPANSÃO TERRITORIAL DO BRASIL Foi a conquista e ocupação do interior do território, além dos limites do Tratado de Tordesilhas. Essa expansão foi responsável pela extensão territorial do Brasil de hoje.

Leia mais

MINISTÉRIO DOS NEGÓCIOS ESTRANGEIROS. Gabinete do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas

MINISTÉRIO DOS NEGÓCIOS ESTRANGEIROS. Gabinete do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas MINISTÉRIO DOS NEGÓCIOS ESTRANGEIROS Gabinete do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas Aviso n.º 6326/2003 (2.ª série). O Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas faz publicar por círculos

Leia mais

Resultados do CORTA-MATO - DIA 11/11/2015

Resultados do CORTA-MATO - DIA 11/11/2015 Resultados do CORTA-MATO - DIA 11/11/2015 INFANTIL A - MASCULINO - 1000 metros Class. Dorsal Nome Escola 1º 168 NUNO CORDEIRO STª CLARA 2º 244 LUIS FERREIRA STª CLARA 3º 188 FRANCISCO SANTOS STª CLARA

Leia mais

PROVA BIMESTRAL História

PROVA BIMESTRAL História 7 o ano 4 o bimestre PROVA BIMESTRAL História Escola: Nome: Turma: n o : Leia o trecho da carta de Pero Vaz de Caminha, escrivão da armada de Pedro Álvares Cabral, escrita em maio de 1500 para o rei português

Leia mais

MATERIAL COMPLEMENTAR DE HISTÓRIA PROF. ROSE MARY OLIVEIRA LIMA 8º ANO ENSINO FUNDAMENTAL

MATERIAL COMPLEMENTAR DE HISTÓRIA PROF. ROSE MARY OLIVEIRA LIMA 8º ANO ENSINO FUNDAMENTAL MATERIAL COMPLEMENTAR DE HISTÓRIA PROF. ROSE MARY OLIVEIRA LIMA 8º ANO ENSINO FUNDAMENTAL OS VÁRIOS PROCESSOS DE EXPANSÃO DA COLONIZAÇÃO PORTUGUESA. EXTENSÃO DO TERRITÓRIO BRASILEIRO O Brasil é o 5º maior

Leia mais

MESTRADOS E DOUTORAMENTOS - 2015

MESTRADOS E DOUTORAMENTOS - 2015 MESTRADOS E DOUTORAMENTOS - 2015 2ª FASE - ECT SUPLENTE EXCLUÍDO LISTA DE CANDIDATOS SERIAÇÃO CARLA MARIA CARNEIRO ALVES Doutoramento em Didática de Ciências e Tecnologias 3,9 de 5 4 CARLOS EDUARDO DOS

Leia mais

EDITAL DE CONTRATAÇÃO DE PROFESSOR HORISTA

EDITAL DE CONTRATAÇÃO DE PROFESSOR HORISTA EDITAL DE CONTRATAÇÃO DE PROFESSOR HORISTA 1) Sociologia II A Escola de Ciências Sociais / CPDOC da FGV-RJ informa a abertura de processo seletivo para a contratação de um professor horista para a disciplina

Leia mais

LISTA DE GRADUAÇÃO DOS CANDIDATOS GRUPO DE RECRUTAMENTO 600. Horário 28

LISTA DE GRADUAÇÃO DOS CANDIDATOS GRUPO DE RECRUTAMENTO 600. Horário 28 LISTA DE GRADUAÇÃO DOS CANDIDATOS GRUPO DE RECRUTAMENTO 600 Horário 28 Graduação Profissional Nº Candidato Nome 24,508 4716699811 Vanda Isabel do Vale Silva Almeida 24,203 8219102942 Cristina Maria da

Leia mais

Corrida da Saúde. Infantis A - Feminino

Corrida da Saúde. Infantis A - Feminino Corrida da Saúde Classificação geral do corta-mato, realizado no dia 23 de Dezembro de 2007, na Escola E.B. 2,3 de Valbom. Contou com a participação dos alunos do 4º ano e do 2º e 3º ciclos do Agrupamento

Leia mais

ALMEIRIM CORTA-MATO ESCOLAR EB 2/3 PROF. JOÃO PRATAS - SAMORA CORREIA (44) -

ALMEIRIM CORTA-MATO ESCOLAR EB 2/3 PROF. JOÃO PRATAS - SAMORA CORREIA (44) - ALMEIRIM CORTA-MATO ESCOLAR EB 2/3 PROF. JOÃO PRATAS - SAMORA CORREIA (44) - AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE ALMEIRIM (91) - 2197 Leonardo Cruz 2198 Ruslan Savchak 2194 Daniel Mauritty 2196 João Santos AG.ESCOLAS

Leia mais

Escola Básica e Secundária das Lajes do Pico História e Geografia de Portugal 2º Ciclo Ano Lectivo 2007/2008

Escola Básica e Secundária das Lajes do Pico História e Geografia de Portugal 2º Ciclo Ano Lectivo 2007/2008 Escola Básica e Secundária das Lajes do Pico História e Geografia de Portugal 2º Ciclo Ano Lectivo 2007/2008 Conteúdos Ano Lectivo Período Lectivo Tema A-A península Ibérica: dos primeiros povos à formação

Leia mais

SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE 2ª DIVISÃO, 8ª SECÇÃO

SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE 2ª DIVISÃO, 8ª SECÇÃO DIRECÇÃO DE CULTURA E HISTÓRIA MILITAR ARQUIVO HISTÓRICO MILITAR SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE 2ª DIVISÃO, 8ª SECÇÃO INVENTÁRIO DE DOCUMENTOS Lisboa 2007 FICHA TÉCNICA: Direcção de Cultura e História Militar Arquivo

Leia mais

843 Tratado de Verdum divisão do Império entre os netos de Carlos Magno.

843 Tratado de Verdum divisão do Império entre os netos de Carlos Magno. História 8A - Aula 22 As Monarquias Feudais 843 Tratado de Verdum divisão do Império entre os netos de Carlos Magno. -Séculos IX e X sociedade francesa se feudalizou. -Poder real enfraqueceu. -Condes,

Leia mais

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS AGUALVA MIRA SINTRA

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS AGUALVA MIRA SINTRA AGRUPAMENTO DE ESCOLAS AGUALVA MIRA SINTRA código 171608 Escola Básica D. Domingos Jardo MANUAL ADOPTADO: HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE PORTUGAL - HGP AUTORES: ANA OLIVEIRA/ FRANCISCO CANTANHEDE/ MARÍLIA GAGO

Leia mais

500 anos: O Brasil Colônia na TV

500 anos: O Brasil Colônia na TV 500 anos: O Brasil Colônia na TV Episódio 5: A Conquista da terra e da gente Resumo O episódio 5, A Conquista da terra e da gente, parte da série 500 anos: O Brasil Colônia na TV, apresenta o processo

Leia mais

A DOMINAÇÃO JESUÍTICA E O INÍCIO DA LITERATURA NACIONAL

A DOMINAÇÃO JESUÍTICA E O INÍCIO DA LITERATURA NACIONAL A DOMINAÇÃO JESUÍTICA E O INÍCIO DA LITERATURA NACIONAL Ederson da Paixão (Especialista em Educação Especial: Atendimento às Necessidades Especiais Integrante do Projeto de Pesquisa Os Primeiros Dramas

Leia mais

Colonização da Região de São Paulo: Índios, colonos, jesuítas e bandeirantes

Colonização da Região de São Paulo: Índios, colonos, jesuítas e bandeirantes Colonização da Região de São Paulo: Índios, colonos, jesuítas e bandeirantes Maria Aparecida Papali, Maria José Acedo del Olmo e Valéria Zanetti de Almeida 1 Ao longo do século VII, as atividades econômicas

Leia mais

Sugestões de avaliação. História 7 o ano Unidade 7

Sugestões de avaliação. História 7 o ano Unidade 7 Sugestões de avaliação História 7 o ano Unidade 7 Unidade 7 Nome: Data: 1. Leia o trecho a seguir e faça o que se pede. Depois de estabelecer colônias na África e chegar à Índia e à América, os navegadores

Leia mais

151713 - Agrupamento de Escolas de Mosteiro e Cávado 346652 - Escola E.B.2,3 do Cávado. Relação de Alunos

151713 - Agrupamento de Escolas de Mosteiro e Cávado 346652 - Escola E.B.2,3 do Cávado. Relação de Alunos 3452 - Escola E.B.2,3 do Cávado Turma : A 2002 1 Ana Catarina Loureiro Silva S 171 2 André Eduardo Dias Santos S 173 3 Ângelo Rafael Costa e Silva S S 2007 4 Bruno da Silva Gonçalves S 20 5 Catarina Daniela

Leia mais

Prova bimestral 4 o ANO 2 o BIMESTRE

Prova bimestral 4 o ANO 2 o BIMESTRE Prova bimestral 4 o ANO 2 o BIMESTRE HISTÓRIA Escola: Nome: Data: / / Turma: Pedro Álvares Cabral foi o comandante da primeira expedição portuguesa que chegou ao território que mais tarde receberia o nome

Leia mais

151713 - Agrupamento de Escolas de Mosteiro e Cávado 346652 - Escola E.B.2,3 do Cávado. Relação de Alunos

151713 - Agrupamento de Escolas de Mosteiro e Cávado 346652 - Escola E.B.2,3 do Cávado. Relação de Alunos 3452 - Escola E.B.2,3 do Cávado : A 137 1 Adriana Manuela Gomes Pinheiro 14 S S 20 2 Alexandra Pereira Ferreira 28 3 Ângelo Rafael Araújo Gomes S 28 4 Beatriz da Costa Oliveira S 2 5 Domingos Gonçalo Ferreira

Leia mais

Grandes Exploradores

Grandes Exploradores Obras de referência para toda Grandes Exploradores A ousadia, a determinação e o espírito de aventura das figuras que marcam a descoberta e a exploração do Planeta. Do fundo do mar aos polos, do coração

Leia mais

CATÁLOGO DE DOCUMENTOS MANUSCRITOS AVULSOS REFERENTES À VISITA DO OURO EXISTENTES NO ARQUIVO HISTÓRICO ULTRAMARINO DE LISBOA

CATÁLOGO DE DOCUMENTOS MANUSCRITOS AVULSOS REFERENTES À VISITA DO OURO EXISTENTES NO ARQUIVO HISTÓRICO ULTRAMARINO DE LISBOA CATÁLOGO DE DOCUMENTOS MANUSCRITOS AVULSOS REFERENTES À VISITA DO OURO EXISTENTES NO ARQUIVO HISTÓRICO ULTRAMARINO DE LISBOA ORGANIZAÇÃO DESIGNAÇÃO CÓDIGO / COTA Entidade Detentora: ARQUIVO HISTÓRICO ULTRAMARINO

Leia mais

ENDEREÇOS DA REGIÃO AUTÓNOMA DA MADEIRA 2015-EDIÇÃO 89

ENDEREÇOS DA REGIÃO AUTÓNOMA DA MADEIRA 2015-EDIÇÃO 89 ENDEREÇOS DA REGIÃO AUTÓNOMA DA MADEIRA 2015-EDIÇÃO 89 C.M. Calheta Presidente: Carlos Manuel Figueira de Ornelas Teles Avenida Dom Manuel I nº 46 Edifício dos Paços do Concelho 9370-135 Vila da Calheta

Leia mais

LISTA DE CANDIDATOS ADMITIDOS E NÃO ADMITIDOS. Concurso Oferta de Escola para Contratação de Docente Grupo 110. Ano Letivo - 2014/2015

LISTA DE CANDIDATOS ADMITIDOS E NÃO ADMITIDOS. Concurso Oferta de Escola para Contratação de Docente Grupo 110. Ano Letivo - 2014/2015 LISTA DE CANDIDATOS ADMITIDOS E NÃO ADMITIDOS Concurso Oferta de Escola para Contratação de Docente Grupo 110 Ano Letivo - 2014/2015 CANDIDATOS ADMITIDOS: Nº Candidato NOME OSERVAÇÕES 1367130034 Alexandra

Leia mais

Keila Grinberg Lucia Grinberg Anita Correia Lima de Almeida

Keila Grinberg Lucia Grinberg Anita Correia Lima de Almeida Keila Grinberg Lucia Grinberg Anita Correia Lima de Almeida PARA CONHECER CHICA DA SILVA Rio de Janeiro Copyright 2007, Keila Grinberg, Lucia Grinberg e Anita Correia Lima de Almeida Copyright desta edição

Leia mais

2014/2015 Lista de manuais escolares adotados 5.º ANO

2014/2015 Lista de manuais escolares adotados 5.º ANO 5.º ANO Inglês História e Geografia de Portugal Ciências Naturais Pretextos 5 Caderno de Atividades - Pretextos 5 Tween 5 - Inglês - 5.º Ano - Nível 1 Tween 5 - Workbook Saber em Ação 5 - História e Geografia

Leia mais

- Século XVI estabeleceu o domínio inglês na costa norte da América do Norte fundam Treze Colônias Atual

- Século XVI estabeleceu o domínio inglês na costa norte da América do Norte fundam Treze Colônias Atual DA CONQUISTA A COLONIZAÇÃO DAS AMÉRICAS EXPANSÃO MARÍTIMA início século XV ( 1415 ) -Atinge as Índias contornando a costa da África PORTUGAL -1500 supera os obstáculos do Atlântico chega ao Brasil ESPANHA

Leia mais

INFORMAÇÕES PERTINENTES MAPA FONTE

INFORMAÇÕES PERTINENTES MAPA FONTE Original do Códice Sam Vicete Séc. XVI Publicado em Lisboa ca. 1640. Mapa conservado em Lisboa, citando a Vila do Porto de Santos. Nota-se já referência á fazendas na área continental de Santos. da Biblioteca

Leia mais

TURMA 10 H. CURSO PROFISSIONAL DE: Técnico de Multimédia RELAÇÃO DE ALUNOS

TURMA 10 H. CURSO PROFISSIONAL DE: Técnico de Multimédia RELAÇÃO DE ALUNOS Técnico de Multimédia 10 H 7536 Alberto Filipe Cardoso Pinto 7566 Ana Isabel Lomar Antunes 7567 Andreia Carine Ferreira Quintela 7537 Bruno Manuel Martins Castro 7538 Bruno Miguel Ferreira Bogas 5859 Bruno

Leia mais

O ÍNDIO PLATINOCOMO PAPEL BRANCO: OS PRIMEIROS TEMPOS DA IMPRENSA NA AMÉRICA JESUÍTICA (1580-1780)

O ÍNDIO PLATINOCOMO PAPEL BRANCO: OS PRIMEIROS TEMPOS DA IMPRENSA NA AMÉRICA JESUÍTICA (1580-1780) O ÍNDIO PLATINOCOMO PAPEL BRANCO: OS PRIMEIROS TEMPOS DA IMPRENSA NA AMÉRICA JESUÍTICA (1580-1780) Fernanda Gisele Basso (BIC/UNICENTRO), Márcio Fernandes (Orientador), e-mail: marciofernandes@unicentro.br

Leia mais

FORMAÇÃO, LOCALIZAÇÃO E DIVISÃO POLÍTICA DO BRASIL

FORMAÇÃO, LOCALIZAÇÃO E DIVISÃO POLÍTICA DO BRASIL FORMAÇÃO, LOCALIZAÇÃO E DIVISÃO POLÍTICA DO BRASIL ORIGEM E FORMAÇÃO HISTÓRICA A AMÉRICA PORTUGUESA Pelo Tratado de Tordesilhas, assinado a 7 de junho de 1494, por Portugal e Espanha, os domínios dessas

Leia mais

Conflitos e Negociações: Construção das Identidades e Ação Política dos Índios na Aldeia dos Padres.

Conflitos e Negociações: Construção das Identidades e Ação Política dos Índios na Aldeia dos Padres. Conflitos e Negociações: Construção das Identidades e Ação Política dos Índios na Aldeia dos Padres. Talita Almeida Ferreira 1 O aldeamento de Nossa Senhora da Escada foi um dos espaços de inserção indígena

Leia mais

RESULTADOS. Nome Global ( /100) PT1840719 ADÃO AZEVEDO MALHEIRO MATOS BARBOSA 94 B1 PT1840720 ADRIANA MORAIS SOUSA 52 A1

RESULTADOS. Nome Global ( /100) PT1840719 ADÃO AZEVEDO MALHEIRO MATOS BARBOSA 94 B1 PT1840720 ADRIANA MORAIS SOUSA 52 A1 PT1840719 ADÃO AZEVEDO MALHEIRO MATOS BARBOSA 94 B1 PT1840720 ADRIANA MORAIS SOUSA 52 A1 PT1840721 ADRIANA XAVIER DA SILVA FERNANDES 38 Pré-A1 PT1840722 ALEXANDRA FILIPA AZEVEDO SANTOS 52 A1 PT1840723

Leia mais

A ORDEM HOSPITALEIRA DE S. JOÃO DE DEUS EM PORTUGAL. 1550 João de Deus faleceu em Granada, na Casa dos Pisa, Espanha, e 8 de Março.

A ORDEM HOSPITALEIRA DE S. JOÃO DE DEUS EM PORTUGAL. 1550 João de Deus faleceu em Granada, na Casa dos Pisa, Espanha, e 8 de Março. 1 História de S. João de Deus S. João de Deus história A ORDEM HOSPITALEIRA DE S. JOÃO DE DEUS EM PORTUGAL 1495 João Cidade Duarte nasceu em Montemor-o-Novo. 1550 João de Deus faleceu em Granada, na Casa

Leia mais

PROVA BIMESTRAL História

PROVA BIMESTRAL História 7 o ano 4 o bimestre PROVA BIMESTRAL História Escola: Nome: Turma: n o : 1. Leia o texto e responda. Feitoria Igaraçu Fundada pela expedição guarda-costas de Cristóvão Jaques, entre 1516 e 1519. Parece

Leia mais

II Encontros Coloniais Natal, de 29 a 30 de maio de 2014

II Encontros Coloniais Natal, de 29 a 30 de maio de 2014 Padre Simão Rodrigues de Sá, um patriarca de batina José Rodrigues da Silva Filho Graduado em História, UFRN Orientadora: Carmen Margarida Oliveira Alveal rodrigues.omagno@gmail.com Quando se trata de

Leia mais

II ENCONTRO INTER-ESCOLAS DE BRAGA DESPORTO ESCOLAR DE NATAÇÃO CLASSIFICAÇÕES

II ENCONTRO INTER-ESCOLAS DE BRAGA DESPORTO ESCOLAR DE NATAÇÃO CLASSIFICAÇÕES II ENCONTRO INTER-ESCOLAS DE BRAGA DESPORTO ESCOLAR DE NATAÇÃO CLASSIFICAÇÕES PROVA 25m Livres femininos Class Escola Nome Escalão Tempo Obs. EBS Vieira de Araújo Mariana Fonseca Infantis A 20:2 2 EBS

Leia mais

Colonização Portuguesa. Prof. Osvaldo

Colonização Portuguesa. Prof. Osvaldo Colonização Portuguesa Prof. Osvaldo Tratado de Tordesilhas de 1494 Terras pertencentes à Espanha Terras pertencentes a Portugal A ficção do Descobrimento Principais povos Indígenas no Brasil No Brasil,

Leia mais