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1 ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA: gestão participativa e democrática e a responsabilidade socioambiental Pedro Cássio CABRAL 1 Kerla Cristina Parreira LIMA 2 Wilson Alves de MELO 3 RESUMO A administração Pública da cidade de Rio Verde Go, no que tange ao seu funcionamento e forma de ofertar os serviços públicos à sociedade, sua estrutura organizacional, seus conceitos e entendimentos sobre o servidor público pôde ser observado por vários aspectos. Notadamente, a nova gestão participativa e democrática e a responsabilidade socioambiental, enfocando a participação social nos programas e serviços do governo através de ações democráticas, tendo também consciência dos problemas climáticos no país. A justificativa do tema está na importância de conhecer melhor a Administração Pública, órgãos públicos, as pessoas jurídicas de Direito Público e Direito Privado. A fim de compreender melhor a atuação estatal e, sobretudo, entender a nova postura do servidor público diante a sustentabilidade e preservação do meio ambiente. Os esclarecimentos sobre a gestão participativa e democrática, mediante a participação social e democrática através de processos de democracia direta, estes conhecidos como ouvidorias, audiências públicas, conselhos, coletas de opiniões, disque-denúncia e outros. Desse modo, a democracia é entendida como a existência do cidadão diante a sua vontade individual e coletiva, atuando para mudanças na sociedade. Diante a coleta de dados, houve preocupações, devido à falta de políticas de incentivo as questões de responsabilidade socioambiental e um modelo atual de gestão participativa e democrática pelo gestor público municipal, ademais, ineficácia de uma gestão mais participativa junto aos servidores públicos, desmotivando-os no ambiente de trabalho. Além disso, a inexistência de ações de responsabilidade socioambiental que poderia diminuir consideravelmente o consumo de papel, energia, água, copos de plástico e outros materiais ou resíduos que possam causar impactos ambientais. Palavras-chave: Administração Pública. Gestão Participativa e Democrática. Responsabilidade Socioambiental. 1 Graduado em Administração pela Faculdade Objetivo. 2 Professora orientadora, coordenadora do curso de Administração da Faculdade Objetivo. 3 Co-orientador. Nutricionista, professor especialista em Nutrição Clínica e Mestre em Biologia Celular e Molecular.

2 1 GESTÃO PARTICIPATIVA E DEMOCRÁTICA Entende-se como a participação social e democrática nos segmentos do governo através de processos de democracia direta (GENRO; SOUZA, 1997). Genro (2002, p. 30) esclarece que: [...] a exacerbação de formas de democracia direta, que combine estabilidade e previsibilidade regras de jogo firmes e contratos claros sobre os limites da utopia com a legitimação permanente dos conflitos e a aceitação, de um, certo grau de indeterminação sobre o futuro (ou seja, considerar os consensos como necessariamente provisórios) passa a ser o estatuto mais avançado da cidadania moderna. A própria Constituição Federal de 1988 traz no art. 37, parágrafo 3, a participação do usuário, isto é, do cidadão na Administração Pública direta e indireta, através do direito de reclamação, com a manutenção de serviços de atendimento ao usuário e avaliação periódica da qualidade dos serviços, acesso a registros administrativos e informações sobre atos de governo e, sobretudo, a oportunidade de representação contra o exercício negligente ou abusivo de cargo, emprego ou função pública (BRASIL, 2008). Genro e Souza (1997) mencionam que a modalidade de democracia direta é o orçamento participativo, sendo a participação da sociedade de uma forma autônoma. Os instrumentos de participação popular existentes no Brasil são: a) ouvidorias instituídas junto a diversos órgãos públicos; b) audiências públicas; c) consultas públicas; d) conselhos com composição paritária; e) sistemas de disquedenúncia ; f) conselhos consultivos, com a participação institucional da sociedade; e g) coletas de opinião (GENRO, 2002). Desse modo, a democracia é entendida como a existência do cidadão diante a sua vontade individual e coletiva, atuando para mudanças na sociedade (GENRO, 2002). 58

3 2 A RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL O processo econômico decorrente da globalização, as transformações políticas e sociais mundiais, a inovação tecnológica e científica e, mais recentemente, os impactos das mudanças climáticas têm evidenciado a preocupação de governos e sociedade, ademais, no que se refere à necessidade de revisão dos atuais padrões insustentáveis de produção e consumo e, sobretudo, modelos econômicos adotados pelos países desenvolvidos e economias emergentes, como é o caso do Brasil (GENRO, 2002). Hermanson (2009) traz um entendimento sobre a responsabilidade socioambiental como um conjunto de práticas adotadas que visam a diminuir os impactos gerados pelas atividades humanas que poderiam prejudicar o meio ambiente. Nesse passo, a responsabilidade socioambiental refere-se às condições sistêmicas, nas quais, em nível regional e planetário, as atividades humanas não devem interferir nos ciclos naturais, ademais, empobrecer o seu capital natural, que será transmitido às gerações futuras (MANZINI, 2005). No Brasil, a extensão territorial é um dos fatores a ser considerado para a avaliação das limitações e fragilidades de programas e projetos de caráter socioambiental que buscam trazer a responsabilidade socioambiental do discurso à prática. A riqueza ambiental do território brasileiro somada à diversidade de biomas e as possibilidades e forma de exploração de seus recursos, geram a urgente necessidade de mudança não apenas na postura, porém, nos resultados obtidos, a partir da implementação das diversas iniciativas nos aspectos sustentável e socioambiental (BRASIL, 2008). Entretanto, a importância da criação e adoção de políticas e programas voltados à responsabilidade socioambiental é iminente, devido ao processo desigual e desequilibrado de globalização das economias bem como da pressão exercida por organizações e movimentos sociais (SOARES, 1997). Por isso, a necessidade de mudar comportamentos e adotar novas práticas, éticas e responsáveis tanto no setor empresarial como público destacando-se o Plano de Governo (2007 a 2010), que apresentou o Programa Setorial de Meio Ambiente e desenvolvimento Cuidando do Brasil. (BRASIL, 2008). 59

4 3 METODOLOGIA 3.1 Método de pesquisa Esta pesquisa é parte de um estudo reflexivo, por meio de pesquisas bibliográficas e coleta de dados, esta realizada dentro de um determinado órgão público do município de Rio Verde GO. 3.2 Tipos de pesquisa A pesquisa foi realizada, adotando-se os métodos dedutivo e descritivo, procurando obter um entendimento maior sobre o funcionamento da Administração Pública e, sobretudo, um esclarecimento pertinente sobre a gestão participativa e a responsabilidade socioambiental. A abordagem quantitativa foi, constituída de 61 servidores públicos efetivos, escolhidos ao acaso, no período de 22 a 25 de Outubro de A pesquisa bibliográfica foi realizada através de livros, artigos científicos, monografias e revistas eletrônicas disponíveis na web, trazendo informações pertinentes sobre o tema proposto. Destacam-se os autores como: Genro (2002); Soares (1997); Fonseca (2008) e Manzini (2005). O estudo de campo foi realizado dentro de um órgão público em Rio Verde - Go. 3.3 Coleta de dados. A coleta de dados traz informações sobre a percepção dos servidores públicos quanto às questões, socioambiental e a gestão participativa e democrática da amostra selecionada neste estudo através da aplicação de um questionário com perguntas fechadas. 3.4 População e amostragem 60

5 A população efetivamente alocada dentro do estabelecimento em questão é de aproximadamente 103 servidores, Para esta pesquisa, optou-se, pesquisar apenas servidores efetivos, num percentual de 62%, no período de 22 a 25 de Outubro de 2013, com descrição sobre o comportamento socioambiental, gestão participativa e motivacional. Por isso, a coleta de dados, conforme Fonseca (2008, p. 69) ressalta que é o método que por excelência, estuda procedimentos com a finalidade de obter generalização. Assim, a teoria trazida pela pesquisa bibliográfica, juntamente, a realidade concreta das políticas do gestor da Secretaria Municipal de Saúde selecionadas através da coleta de dados, foram essenciais para obter informações pertinentes neste estudo. 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO Neste título, destaca-se a coleta de dados, trazendo as informações coletadas através do questionário aplicado no período de 22 a 25 de Outubro de 2013 (anexo 1). Conforme a variável da distribuição por número e porcentagem de servidores públicos quanto ao sexo, predominaram-se servidores públicos do sexo feminino com 42 (69%) dos entrevistados, sendo 19 (31%) do sexo masculino. Em relação a variável de distribuição por número e porcentagem do nível de escolaridade, teve a predominância de servidores que possuem o ensino superior com total de 36 (59%), seguindo os de ensino médio com total de 5 (8%), os que ainda não concluíram o ensino superior com 6 (10%), apenas 3 (5%) servidores têm o ensino fundamental e por último 11 (18%) estão aperfeiçoando os seus estudos após a conclusão da graduação (ensino superior). De acordo com o gráfico 1, houve um empate técnico entre os servidores que conhecem o suficiente 36% e aqueles que conhecem muito pouco 36% sobre o que é Responsabilidade Socioambiental e ainda, 18% dizem que sim, sabem muito a respeito e 10% responderam que não tem conhecimento sobre o assunto. 61

6 Gráfico 1 - Conhecimento dos servidores sobre a Responsabilidade Socioambiental. Fonte: Elaborada pelo autor,

7 De acordo com o gráfico 2, nota-se que os servidores em sua maioria, não percebem nenhuma ação com relação a Responsabilidade Socioambiental, sendo que 93% dos entrevistados responderam não, enquanto somente 7% disseram ter conhecimento. Gráfico 2 - Distribuição e porcentagem sobre o desenvolvimento de ações com relação à Responsabilidade Socioambiental? Fonte: Elaborada pelo autor,

8 De acordo com o Gráfico 3, predominaram os servidores públicos que desconhecem sobre eventos desenvolvidos com 64% e também foi verificado um empate técnico entre aqueles que dizem conhecer 18% e que não conhecem 18% dos entrevistados. Gráfico 3 - Distribuição por número e porcentagem sobre o desenvolvimento de eventos ligados a Responsabilidade Socioambiental. Fonte: Elaborada pelo autor,

9 Conforme o Gráfico 4, existe uma maior quantidade daqueles servidores que se preocupam com questão socioambiental de sua cidade com 64%, contra 36% que afirmam não se preocuparem. Gráfico 4 - Distribuição por número e porcentagem no tocante à preocupação com a questão socioambiental de sua cidade. Fonte: Elaborada pelo autor,

10 Segundo o Gráfico 5, houve uma predominância dos servidores que sabem como funciona uma Gestão Participativa e Democrática com 64% contra 28% dos entrevistados que afirmam não saber como funciona e mais 8% que dizem não saberem sobre o assunto em questão. Gráfico 5 - Distribuição por número e porcentagem sobre o funcionamento da Gestão participativa e democrática. Fonte: Elaborada pelo autor,

11 Por fim, de acordo com o Gráfico 6, houve uma predominância quase que total daqueles que dizem ser razoável o atual modelo de gestão eficiente, ou seja, 64%, contra 27% que dizem sim á eficiência do modelo atual empregado, não podendo desconsiderar que 9% disseram não ser eficiente. Gráfico 6 - Distribuição por número e porcentagem no tocante ao modelo atual de gestão. Fonte: Elaborada pelo autor, Esses dados coletados foram essenciais para obtenção de informações sobre o tema deste estudo. Desse modo, a discussão destes resultados trouxeram informações pertinentes. CONSIDERAÇÕES FINAIS Esta pesquisa teve o objetivo de apresentar a visão geral da Administração Pública, que é considerada como um sistema, onde é formado por um conjunto de partes interligadas e integradas. Uma vez Identificadas as percepções dos servidores públicos de Rio Verde - GO, quanto à gestão participativa e democrática e a responsabilidade socioambiental, nota-se que existe um grande numero de servidores que afirmaram 67

12 não conhecer sobre o tema proposto neste artigo. Mediante isso se vê, que seja necessário um esclarecimento maior pelos gestores sobre o tema, ou mesmo, uma ação que contenham ouvidorias instituídas nos órgãos públicos, audiências públicas, consultas públicas, conselhos públicos, sistemas de disque-denúncia e coletas de opinião, além do quê programas de incentivo à preservação do meio ambiente. Por fim, deve-se salientar ainda, a necessidade de mudança de cultura na estrutura organizacional e políticas aplicadas pelos gestores públicos no município de Rio Verde-GO, a fim de que a nova proposta da Administração Pública, com relação à gestão participativa e democrática e a responsabilidade socioambiental, sejam eficientes na prática. REFERÊNCIAS BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil: promulgada em 5 de outubro de ed. atual. e ampl. São Paulo: Saraiva, FONSECA, Luiz Almir Menezes. Metodologia científica ao alcance de todos. 3 ed. Manaus: Editora Valer: GENRO, Tarso. Crise da democracia: direito, democracia e neo-liberalismo na ordem global. Petrópolis: Vozes, p. GENRO, Tarso; SOUZA, Ubiratan. Orçamento participativo: a experiência de Porto alegre. São Paulo: Perseu Abramo, p. HERMANSON, Boris. Sustentabilidade e meio ambiente. Disponível em: <http:www.mundosebrae.wordpress/2009>.. Acesso em: 20 mai MANZINI, Vezolli. Sustentabilidade ambiental. Acadêmica. Faculdade Martha Falcão FMF, SOARES, Fabiana de Menezes. Direito administrativo de participação (cidadania, direito, estado e município). Belo Horizonte: Del Rey,

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