APONTAMENTOS NA HISTÓRIA DO SEGURO MARÍTIMO *

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "APONTAMENTOS NA HISTÓRIA DO SEGURO MARÍTIMO *"

Transcrição

1 APONTAMENTOS NA HISTÓRIA DO SEGURO MARÍTIMO * Joaquim Simplício Diretor Geral Adjunto da Mútua dos Pescadores Se parece certo que a vida terá começado no mar, é certo que o seguro nasceu em função da ancestral atividade do transporte e do comércio marítimo. Sempre a navegação marítima, não por acaso muitas vezes designada por aventura marítima, foi sujeita a uma multiplicidade de riscos e incertezas. Desde muito cedo os homens enfrentaram o mar, fronteira de medo e de esperança, para transacionar com outras gentes, procurar riqueza ou desafiar o desconhecido. É assim natural, que desde sempre tenham procurado formas de reduzir os riscos e de minorar os prejuízos, que frequentemente aconteciam durante as expedições. Em 3000 AC mercantes chineses distribuíam as suas cargas por diversos navios, para diminuir e baixar o valor médio das suas perdas. Remonta a 1772 AC o Código do rei Hammurabi, Babilónia, gravado num cilindro de pedra, contendo disposições sobre a construção naval, o contrato de embarque e de fretamento, sobre a responsabilidade do transportador, sobre o abalroamento e a indemnização pelo causador dos danos. Disposições que muito depois voltamos a encontrar no Código do imperador romano Teodósio. Em 2000 AC era já importante o tráfego comercial que se desenvolvia a partir dos impérios Levantinos das ilhas no Mar Egeu. Natural que a Grécia Antiga, que dispôs de uma forte marinha e importantes portos comerciais, como Rhodes e Atenas, tivesse dado uma valiosa contribuição à formação do Direito Comercial, consubstanciado, designadamente, nas Leis de Rhodes (Lex Rhodia de Jactu, Proteção contra os perigos do mar), datada de 900 AC, que é um dos mais importantes textos jurídicos da Antiguidade. São nelas que se encontram as primeiras referências ao conceito de Avaria Grossa (que aquilo que seja alijado por conta de todos seja reposto pela contribuição de todos), posteriormente aperfeiçoado pelo estudo e desenvolvimento da atividade de segurar os riscos marítimos, tendo inclusive sido objeto de convenções internacionais. Hoje o instituto da avaria grossa é internacionalmente regulado pelas regras de York- Antuérpia, criadas em 1864 na cidade de York e que entraram em vigor em 1877 após conferência realizada em Antuérpia. Desde então tem sofrido consecutivas alterações, tendo a última ocorrido em Estabelece o 1.º do artigo 635.º do Código Comercial que são avarias grossas ou comuns todas as despesas extraordinárias e os sacrifícios feitos voluntariamente com o fim de evitar um perigo pelo Capitão ou por sua ordem, para a segurança comum do navio e da carga desde o seu carregamento e partida até ao seu retorno e descarga. Na prática os sacrifícios ou despesas que resultam de Avaria Grossa, são repartidos entre o navio e a carga, genericamente, na proporção dos valores salvos, os quais, assim, contribuem em comum nesses prejuízos e/ou despesas havidas na mesma exata proporção em que deles beneficiaram. 1

2 Foi aliás por força do desenvolvimento da atividade comercial das cidades mediterrânicas, que mais evoluiu, em matéria de direito marítimo, a importante herança greco-latina, donde derivaram a Legislação Justiniana e com mais relevância as Leis de Rhodes. Sob a hegemonia de Roma, retomando o contrato nauticum foenus criado pelos gregos, se desenvolveu os fundamentos do direito escrito, onde se encontram elementos do contrato de seguro. Na Antiguidade, tal como viria acontecer durante as diversas épocas da história, o domínio do mar garantido através de uma força naval forte, capaz de criar e defender as rotas marítimas necessárias ao domínio da atividade comercial e capaz de manter e reforçar o poder político, foi a razão primeira para a criação e desenvolvimento da generalidade das cidades marítimas. Assim, com importantes frotas de galeras, criadas para garantir e defender o monopólio das rotas comerciais de mercadorias de longa distância, com o Mar Negro e o Próximo Oriente, se ergueram cidades/estados tão importantes como Atenas, Veneza, Génova, Marselha ou Barcelona. Atenas assegurava o controlo da rota do trigo do mar Negro e defendia-a contra os Persas e contra os concorrentes que a desejavam utilizar. O domínio e poder marítimo foram assim essenciais à preponderância comercial e hegemonia política. A criação e o crescimento destas cidades, advindos das nascentes necessidades económico- sociais, criaram condições para o desenvolvimento dos princípios de associação e mutualidade, princípios essenciais à técnica dos seguros. No norte da Europa a fundação de Lubeck (1158/1159) e de cidades como Hamburgo, Bremen ou Riga, e a criação de importantes associações de mercadores, inauguraram o domínio da Hansa sobre o Mar do Norte e o Báltico e da expansão do seu comércio até à Europa meridional. O crescimento económico, a concentração da atividade comercial em grandes centros populacionais e em classes sociais, desenvolveram a noção social de valor e prejuízo, que levaram ao desenvolvimento da atividade seguradora. A partir de então a Liga Hanseática passou a controlar o comércio a norte de Bruges, enquanto os Lombardos dominavam o comércio até Bruges. Veneza, Génova e Florença com as cidades da liga hanseática, deram um importante contributo ao direito marítimo e ao desenho de condições propícias e facilitadoras do comércio internacional. No entanto durante os séculos XIII e XIV as repúblicas italianas e Veneza, quase monopolizaram o direito na navegação internacional. A República de Génova emite em 1309 um decreto onde pela 1.ª vez se emprega a palavra seguro e os mais antigos documentos de seguros conhecidos, referem-se a contratos efetuados em Génova. 2

3 O registo da 1.ª apólice de seguro marítimo diz respeito à viagem em 1347 da barca Santa Clara de Génova para Maiorca. Na cidade mediterrânica de Barcelona, publica-se em 1494 o importante instituto jurídico-mercantil Libre del Consulat de Mar, que além de compilar preceitos nascidos durante os seculos XII e XIII, para reger a atividade mercantil do mediterrâneo, reproduz o édito dos Magistrados de Barcelona de 1435, que versava matérias relativas ao armamento, ao fretamento, às relações entre tripulações e armadores e aos litígios derivados dos riscos e acidentes ocorridos no mar, estabelecendo assim regras do direito marítimo e princípios do contrato de seguro contra os riscos de fortuna de mar. Inicialmente o contrato de seguro tinha por objetivo segurar o navio e as cargas contra os danos que resultassem de fortuna de mar ou seja todos os acidentes que ocorressem durante a expedição marítima com caráter imprevisível, insuperável, insusceptível, por isso de ser dominado pela atividade humana. Danos, prejuízos atribuíveis a fortuna de mar resultante de caso fortuito ou força maior. Progressivamente o contato entre os hábitos do Norte e do Sul originou menos uma contaminação recíproca, do que complementos e elaboração novas, de carácter regulamentar, patente na prática dos seguros marítimos. Em meados do século XVI (1556), a revisão do Guidon de la Mer representa uma espécie de uniformização neste sector do direito marítimo. Ao mesmo tempo, generalizou-se no Ocidente as jurisdições consulares e consolidavam-se as instituições de almirantados. A etimologia árabe da palavra emir indica uma herança dos califados e de Bizâncio. A instituição difundiu-se lentamente, começando pelo Mediterrâneo no século XIII e a sua propagação correspondeu à atenção dada aos negócios marítimos, pelos Estados preocupados com a sua autoridade no mar, com os seus territórios e com os seus homens. Os Estados tomaram a seu cargo estes precedentes, fazendo triagem dos costumes e das instituições, repelindo uns, confirmando outros, elaborando monumentos análogos, por vezes semelhantes. Foi assim, através de uma lenta elaboração, que Colbert, em 1681 durante o reinado de Luis XIV, preparou as suas Ordenanças, que pela sistematização e ordenamento das matérias, constitui um verdadeiro Código, que mais tarde vai inspirar o Código de Napoleão de Devido ao aumento da intensidade da navegação, a segurança, problema comum a todos os mares, assumiu naturalmente uma importância particular. A procura de prevenção dos sinistros originou o desenvolvimento dos seguros marítimos, respeitando um princípio básico o da mutualização, que consiste em agrupar um grande número de riscos independentes, no interior de uma estrutura comum. A iniciativa mais fecunda surgiu no Mediterrâneo, onde já existiam antigos precedentes, mas a aceleração do comércio marítimo estimulou o talento dos negociantes, sobretudo em Florença, onde já no século XIV se praticavam seguros com prémios, cuja 3

4 variação refletia, quer a intensidade dos riscos naturais ou provocados pelo homem (guerra, pirataria), quer a sua variação consoante as zonas e os momentos. Com a ajuda de juristas como Bartolo e Grotius, os Estados no século XV, graças a tratados bilaterais entre França, a Hansa, Castela e Inglaterra, introduziram no direito internacional a distinção entre corsários e piratas. Desde então, era corsário quem com a autorização do príncipe, se armava no mar contra os inimigos daquele e quem deixava à autoridade do Almirantado o cuidado de legitimar ou invalidar as suas capturas. Ao contrário, pirata era aquele que, sem controlo, atacava e roubava não importava quem. O corsário tornase assim respeitável e o pirata patife. Tratando-se ainda hoje de um risco com significado para a navegação marítima, a pirataria é em muitos casos expressamente coberta pelas apólices de seguro marítimo, como é o caso das cláusulas da Institute Time Clauses Hulls 6.1 This insurance covers loss of or damage to the subject-matter insured caused by piracy Institute Time Clauses Hulls 1/10/83 The Institute of London Underwriters A cooperação (presença dos mercadores italianos e ibéricos nas cidades comerciais europeias) teve uma influência, desde o final da Idade Média, decisiva nas práticas do armamento, financiamento e dos seguros, que experimentaram um princípio de unificação. Sem destronar Génova, as praças de Sevilha, Anvers, Amesterdão e Londres tornaramse sucessivamente mercados de capitais, centros de transações bancárias e bolsistas no local e à distância, sedes de sociedades de armadores e simultaneamente locais de companhias de seguros marítimos. Enquanto homens de negócios utilizavam o seguro no século XIV, o mundo atlântico, no século XVI ainda praticava o empréstimo de ocasião para as viagens longínquas. O prémio de seguro desenvolveu-se progressivamente, e teve em Londres um terreno de eleição. Pela importância que durante os séculos XIII e XIV tinham no comércio, que a partir de Londres, realizavam com o norte da Europa, o Mediterrâneo e o Próximo Oriente, os Lombardos especializaram-se na prática de operações financeiras, ganhando proeminência nas áreas da banca usura e seguros. Deve-se a eles a difusão da prática do seguro marítimo, que se expandiu para outros centros, designadamente do Norte da Europa. Ainda hoje se registam influências dos Lombardos em brasões de Seguradoras e mesmo em apólices de seguros. Com a sua expulsão de Inglaterra ocorrida por decisão de Isabel I em 1597, foram substituídos pelos comerciantes da Liga Hansiática, que passaram a dominar os importantes interesses comerciais em Londres. O papel destes mercadores em Londres, levou a serem conhecidos por Easterlings (indivíduos da Liga Este), donde derivou o termo sterling, nome mais tarde dado à moeda inglesa. 4

5 Em Portugal a atividade marítima teve no final do século XIII um forte incremento, reforçado depois pela entrada nos circuitos comerciais dos produtos oriundos das ilhas atlânticas e do Norte de Africa, com a ocupação de Ceuta em Interessante referir que o pescado participou no desenvolvimento do comércio marítimo de então, conforme registos de 1353, que referem, nomeadamente, a exportação de pescado para a Andaluzia através dos portos de Faro e Tavira. Foi nesta conjuntura que ocorreram acordos entre mercadores, que entre outras matérias, previram a criação de uma bolsa destinada a suportar os prejuízos que ocorressem no comércio marítimo com o estrangeiro. D. Dinis, em 10 de Maio de 1293, fez publicar uma carta régia que confirmava estes princípios, estabelecendo, designadamente, que todos os navios fretados portugueses ou não que efetuassem carregamentos em portos portugueses com destino ao noroeste europeu (Flandres, Inglaterra, Normandia) ou com destino alem mar (norte de África), a Sevilha ou outras partes, teriam, com o objetivo de financiar empreendimentos do comércio português, de contribuir para uma bolsa comum. Todos os que a tal se opusessem, pagariam de multa 10 libras esterlinas para a comuna dos mercadores. No entanto em Portugal as operações e atos característicos da atividade comercial e financeira, contabilidade por partidas dobradas, formação de companhias comerciais e a prática de empréstimos remunerados (juros), esta última muito por ação da Igreja, não se praticaram com a expressão com que se desenvolveram noutros centros comerciais da Europa. Com insignificantes relações com as atividades produtivas, o comércio mercantil português era, então, principalmente composto por produtos de luxo importados da Flandres, Inglaterra, países da Hansa, que tinham como destinatários predominantemente a aristocracia senhorial, existindo assim uma interpenetração e dependência entre o capital mercantil e a estrutura senhorial, de carácter contraditório, já que fatalmente dependia do poder senhorial, quando carecia de destruir as barreiras impostas pelas relações feudais para plenamente se desenvolver. Assim, elevadas rendas e receitas parafiscais que, designadamente a atividade comercial marítima, tinha que conceder à coroa, dificultou a autonomia do capital mercantil e financeiro e inexoravelmente o subordinou aos interesses feudais do regime. D. Fernando, no período de , confirmou e ampliou a existência da bolsa de mareantes e com o intuito de apoiar a navegação marítima, ordenou a criação da Companhia das Naus, pella quall serremediasse todo contraíro per seus danos num caíssem em áspera pobreza. A lei ordenava o registo de todos os navios superiores a 50 toneladas e estabelecia entregas às bolsas comuns dos armadores. Isto para fazer face às perdas resultantes das tormentas, arrestos ou outras, que seriam repartidas por todos os armadores, através das bolsas, ou, se estas não fossem suficientes, proporcionalmente entre eles. Através de alvará de 1459, D. Afonso V reforçou, o que significa que não era completamente acatado, que todo estrangeiro que carregar em naaos e nauyos de nossos Reynos paguem na bolsa de nossa naçom em brujes aquello que per hordenança se sempre costumou. 5

6 Sujeito à força dos elementos naturais, às tempestades, à proliferação de conflitos, aos corsários e à pirataria (ainda no final do século XIV a costa algarvia era vitima do assalto de barcos muçulmanos), o comércio marítimo envolvia enorme esforço e risco financeiro, a que, desde os seculos XII e XIII, não é estranha, embora dependente de autorização régia, a presença em Portugal de mercadores banqueiros estrangeiros, que por força do desenvolvimento económico do país aumentou bastante a partir do século XIV. Constata-se então, também, a presença de corretores nas transações de mercadorias entre Portugal e o estrangeiro, já que em 1379 a Lei dispensa de algumas formalidades, determinadas transações comerciais realizadas através de corretores. A coroa procurou sempre manter o domínio sobre todo o processo político, económico e financeiro. O comércio com África e a Ásia foi em Lisboa centralizado na Casa da Mina, Guiné e Ìndia e o Rei detinha o monopólio do comércio. Mesmo durante os períodos em que o comércio foi liberalizado (ex ), a Casa da Índia manteve a fiscalização e a cobrança de direitos. XV. O valor do comércio internacional português mais que triplicou em inícios do seculo Compreende-se assim, pela importância que então Portugal detinha na rede do comércio marítimo internacional, que no seculo XVI, Pedro de Santarém, jurisconsulto, Cônsul de Portugal em Florença, tenha escrito o 1.º livro conhecido sobre seguros, Tractatus de Assecurationibus et Sponsionibus Mercatorum (Tratado dos Seguros e Promessas dos Mercadores), que foi posteriormente divulgado e estudado por toda a Europa mercantil. Data de 6 de Março de 1573 o primeiro documento conhecido mencionando um seguro feito em Lisboa, sobre a nau veneziana Santa Maria do Socorro. Mas em Portugal como noutras partes do mundo, além do comércio, as comunidades que se fixaram junto ao Mar e por ele foram atraídas, utilizaram-no para viajarem e para dele extraírem alimento, pesca. A pesca estará desde sempre ligada à atividade humana, em mosaicos de Ostia e Tunisia pode-se ver pescadores a trabalharem e mercadores a venderem peixe e em iluminuras da alta Idade Média reconhecem-se a representação de utensílios de pesca ou práticas de pesca. Mas a pesca nos oceanos, pela presença da prática da pirataria e pelo medo do mar, terá durante muito tempo sido dominada pela pesca a pé e terá levado aos barcos de pesca a não se aventurarem para além da linha do horizonte, natural que a ação da pesca se tenha, assim, desenvolvido de início mais nos rios. Conforme escreveu Duarte Nunes do Leão Descrição do Reino de Portugal 1610, citado por Joaquim Romero Magalhães na História de Portugal No Alvorecer da Modernidade, não faltava abundância de peixe em Portugal, designadamente sáveis no rio Tejo dos quais há grande carregação assi para o Reino, como para muitas partes de Castela onde se leva fresco e salgado e vindo ao mar Oceano, nas costas dos reinos de Portugal & do Algarve, é cousa notável a multidão de pescado, & sua bondade e havia-se que contar com a exportação dos atus do Algarve para Levante em muitos navios que de Italia os vem buscar. 6

7 Quer pela abundância, quer pelos nossos recursos em sal e pela influência da Igreja, com os períodos de abstinência no consumo de carne, que determinava e que a Inquisição vigiava, o peixe seco e salgado ganhou um papel de relevo na dieta alimentar. Os navegadores nas suas perpétuas deslocações pelos mares, deriva pelos portos espalhados pelo mundo, encontravam-se sempre, perto das docas onde ancoravam os seus navios, em sítios dependentes da sua condição e posição social (Loges de mercadores, nas capelas das confrarias, em tabernas e bordéis). Reuniam-se quer para fazerem negócio, quer para partilharem as suas aventuras, quer para saciarem os seus corpos das privações das longas viagens. Em Londres Edward Lloyd era proprietário de um café frequentado por comerciantes, armadores e capitães de navios. Ali obtinham e davam notícias de viagens, cargas, fretes, acontecimentos de naufrágios e de condições atmosféricas. No Lloyd s Coffee House, começou a haver indivíduos que praticavam seguros isoladamente, os quais por assinarem o seu nome no final do documento de garantia contratual, eram chamados de underwriters (subscritores). Já após a morte de Edward Lloyd, aparece em 1696 o Lloyd s News, boletim informador marítimo e comercial, que virá a dar origem ao Lloyd s List. Assim nasceu uma estrutura fundamental, até aos dias de hoje, para a prática e desenvolvimento técnico do seguro marítimo. Lloyd s é uma corporação que não assume responsabilidade pelos seguros efetuados pelos seus membros, antes fornece local para realização das transações, estabelece as regras financeiras e regulamentos operacionais para os seus membros. Em 1601, durante o reinado de Isabel I, aparece em Inglaterra a primeira disposição legal reguladora do contrato seguro. Em 1720 aparecem as primeiras companhias de seguros em Inglaterra, Royal Exchange e a London Assurance. Para fazer face à prática dos seguros feitos fora do reino de Portugal, foi em 11 de Agosto de 1791 emitido um alvará, que com ligeiras alterações oficializava o Regulamento da Casa dos Seguros de Lisboa, tão útil, como necessária ao Commercio, e Navegação das Praças destes Reinos, e seus Dominios, antes propostos por José Vienni, atribuía o officio de seguros à jurisdição e inspeção da Real Junta do Commercio, Agricultura, Fabricas, e Navegação e permitia a constituição de companhias particulares para a exploração da atividade seguradora. Na sequência desta permissão, surgiu a Companhia Permanente de Seguros, em 1792 é anunciada a fundação da sociedade de seguro marítimo e terrestre Caldas, Machado, Gildemeester Diz, e Companhia, seguindo-se posteriormente a Companhia Socego Comum e em 1808 a Bonança que sobreviveu até aos nossos dias. O comércio e o transporte via marítima em relação ao terrestre, apesar de mais lento, tinha custos inferiores, possibilidade de mais tonelagem, economia de carregamentos, embora 7

8 sujeito a proibições, injunções, arrestos quando entrava em portos estrangeiros, evitavam a multiplicidade das portagens e problemas burocráticos, já que os riscos derivados das tempestades, podiam ser equiparados às altitudes, trovoadas, avalanches e a dos piratas à dos salteadores. Compreende-se assim o exponencial desenvolvimento do comércio marítimo e paralelamente, porque indissociável dele, o refinamento da atividade de segurar os interesses e os bens contra os riscos marítimos e fortuna de mar. Quem dominava o mar, dominava o comércio, quem dominava o comércio, dominava a riqueza do mundo e, portanto, o próprio mundo. O domínio e uso dos mares derivaram de uma necessidade económica, militar e politica, com uma consequente expansão cultural e religiosa, pontuada por uma curiosidade geográfica. A sua concretização deveu-se ao espirito empreendedor dos comerciantes, à coragem dos navegadores, ao desenvolvimento da construção naval, ao aperfeiçoamento da cartografia, à melhoria dos instrumentos náuticos, ao refinamento das técnicas de navegação, áreas em que o contributo dos portugueses foi de muito relevo. Mas também, indelevelmente, ao desenvolvimento da prática do seguro marítimo. Preocupações que lentamente foram absorvidas pela atividade de segurar, como a de fazer face, prevenir e mitigar os riscos, sempre estiveram presentes na navegação marítima. Na costa atlântica, os locais desde há muito utilizados para recolher os navios na sua atividade comercial, situam-se em estuários, que beneficiavam de uma vasta superfície de água profunda, distante das ameaças marítimas (Sevilha, Lisboa, Londres, Hamburgo,etc). Os Mediterrânicos tinham o hábito de suspender a navegação na costa atlântica entre Outubro e Março e os navios hanseáticos esperavam nos portos dos Países Baixos pelo degelo do Báltico, para regressarem aos seus portos de origem. A procura de segurança suscitou a iniciativa dos comboios e das escoltas armadas e desenvolveu a prática da pilotagem no mar e dos pilotos das barras e estuários. As costas e as margens foram balizadas com postos de vigia, para proteger o território e faróis para orientar a navegação. Com a designação de Association for the Protection of Comercial Interests as respects Wrecked and Damaged Property, foi criada em 1856 uma organização, que hoje tem o nome The Salvage Association, com o propósito de realizar vistorias e supervisionar operações de salvamento, mas que passou também a ser utilizada na preparação de importantes casos de litigação. Tendo que cobrir navios (valores e interesses a eles inerentes) cuja atividade consiste em navegar pelos mares de todo o mundo, atravessar inúmeros territórios, conviver com diferentes edifícios jurídicos, o seguro marítimo teve de procurar práticas e regras, sempre que possível universais, atendíveis e entendíveis pelos diferentes agentes intervenientes na atividade marítima em todo o mundo. 8

9 A posição de domínio que Londres construiu na área do comércio marítimo internacional, na atividade financeira em geral e dos seguros em particular, levou à constituição de inúmeras entidades, Institute of London Underwriters (atualmente The International Underwriting Association), The Chartered Insurance Institute, Lloyd s Market Association, The Salvage Association, que durante os séculos têm garantido uma ação de uniformização das práticas, condições e cláusulas dos contratos de seguro marítimo. Desiderato em que a elaboração pelo Parlamento da Grã-Bretanha do Marine Insurance Act 1906, constitui pedra angular, já que reúne de forma sistemática e racional a doutrina sobre o seguro marítimo, seguida ainda hoje pelas Companhias de Seguros e Clubes de P&I de todo o mundo. A utilização predominantemente das condições inglesas (Institute Clauses), resulta de estarmos em presença duma atividade transnacional, que necessita de regras e condições de interpretação universal, standardização e reduza o nível de litigação. A universalidade e complexidade do comércio marítimo, foi exigindo ao seguro standardização, mas ao mesmo tempo especialização, foi assim que a indústria seguradora e particularmente o mercado britânico, foi desenhando cláusulas e coberturas à medida das diversas áreas da atividade marítima, como são os casos, entre muitas, das: Institute Time Clauses Institute Cargo Clauses Institute Clause for Builders Risks Institute Fishing Vessel Clauses Institute Yacht Clauses Institute Voyage Clauses Institute Strikes Clauses Institute War Clauses Este movimento está em linha com o desenvolvimento económico e o exponencial crescimento das trocas comerciais, que conduziu, como em muitas outras áreas da vida moderna, à padronização, de que o transporte utilizando contentores é exemplo. A pesca por seu lado, fruto dos progressos técnicos quer nas áreas de deteção e captura, quer nos domínios da propulsão (primeiro o vapor e depois o motor Diesel), que permitiram alargar as áreas de navegação e acessos a novos pesqueiros, teve igualmente um grande desenvolvimento. Além destes fatores que permitiram aumentar o tempo das fainas, ganhar mais autonomia em relação aos riscos climatéricos, que condicionam as saídas e os regressos das pescas, também a melhoria das técnicas de tratamento e conservação do pescado, foram determinantes. Por não envolver a dimensão económica da frota e da atividade comercial, as companhias de seguros em geral, durante muito tempo dispensaram pouca atenção a atividade da pesca, pelo que os seguros dos seus barcos foram, por esta razão ou por decisão central do Estado, como o foi o caso português conforme aborda Álvaro Garrido em Mútua dos Pescadores Biografia de uma Seguradora da Economia Social, assegurados por entidades especializadas, geralmente mútuas. 9

10 Embora existindo condições próprias para os diversos tipos de navios (comerciais, pesca, recreio, ) e/ou situações (viagem, porto, construção, ), os princípios são comuns. Seguram os navios contra os danos materiais e/ou prejuízos que ocorram em resultado de riscos extraordinários de mar, têm um carácter indemnizatório, de repor o navio numa situação igual ou idêntica à que detinha à altura do sinistro. Não garantem em circunstância alguma os acontecimentos que derivem da ação dolosa dos segurados. Limitam os capitais seguros, logo suscetíveis de poderem ser indemnizados, aos valores dos navios e das cargas. Desde há muito que os agentes interessados na atividade marítima, com destaque para os armadores, constataram que, em caso de sinistro, poderão sofrer perdas, ter prejuízos e responder por importâncias muito superiores ao valor dos seus navios, designadamente em caso de colisão com outros navios. Como ainda hoje em muitos casos acontece, era então vulgar, para o risco de responsabilidade civil, as apólices de marítimo cobrirem, até ao limite do valor seguro do navio, somente 3/4 do montante dos prejuízos imputáveis ao armador do navio seguro. 8. 3/4THS COLLISION LIABILITY 8.1 The Underwriters agree to indemnify the Assured for three-fourths of any sum or sums paid by the Assured to any other person or persons by reason of the Assured becoming legally liable by way of damages for loss of or damage to any other vessel or property on any other vessel Institute Time Clauses Hulls 1/10/83 The Institute of London Underwriters Além deste limite, outros riscos como as responsabilidades perante a tripulação e passageiros, os custos com a remoção de destroços e com a poluição, entre outros, levou a que os armadores sentissem a necessidade de se associarem, para poderem segurar os riscos, danos, prejuízos que as apólices de seguro marítimo não cobriam. Assim nasceram os P&I (Protection and Indemnity), com a fundação em 1855 em Londres da Shipowners Mutual Protection Society. Atualmente o volume de prémios anual respeitante ao seguro marítimo, da indústria seguradora mundial, ultrapassa 24 biliões de dólares, dos quais 51% (27 biliões) respeitam ao seguro de carga. Em 2008 na sua conferência anual, que se realizou em Vancouver, IUMI (Internacional Union of Marine Insurance), revelava que, designadamente, em resultado da expansão económica de países como a China e a Índia, cujo PIB nos últimos 10 anos tinha crescido 329% e 277% respetivamente, a frota mundial segura cresceu durante esse período 18,3% em número e 57% em capacidade, tendo o valor seguro das cargas transportadas aumentado 152%. Relevante o facto de 65% do tráfego mundial de contentores passar por portos asiáticos, 26,5% por portos chineses. 10

11 Significa assim que são mais, maiores e com crescente capacidade de transporte, os navios que atravessam os oceanos, entram, saem e operaram nos portos de todo o mundo, significando tal mais risco e maior concentração de risco. Navios porta contentores de última geração, como o Emma Maersk, 397 m de comprimento, com capacidade de TEU, capaz de atingir 27 nós, com uma tripulação de 13 homens, com um valor total de risco superior a 1 bilião de dólares, dá bem a dimensão do nível de sofisticação tecnológica que subjacente à frota que presentemente cruza os oceanos. O volume e muitas vezes a natureza da carga transportada por mar, levou a comunidade internacional a concluir que não era possível a nenhuma entidade por si só ou mesmo conjugadamente, poder responder cabalmente pela magnitude dos prejuízos que podiam resultar de alguns acidentes marítimos, de que, por exemplo, o caso do desastre do Exxon Valdez em Março de 1989 no Alasca veio provar, que derramou mais de barris, volume superior a m3. Assim, sobre designadamente os auspícios da IMO (International Maritime Organization), foi estabelecida a Internacional Convention on Civil Liability for Oil Pollution Damage (CLC). Esta convenção estabeleceu os termos e os limites, dependente da tonelagem do navio transportador, das responsabilidades que os armadores tinham que, obrigatoriamente, responder na sequência de poluição resultante de acidentes marítimos. Na sequência desta convenção internacional, foi criado o FIPOL (Fundo Internacional de Indemnização para os danos provocados pela Poluição por Hidrocarbunetos), alimentado por contribuições da indústria petrolífera, com o objetivo de indemnizar os danos e as vítimas, sempre que os valores ultrapassem os limites estabelecidos pela Civil Liability Convention (CLC). Há muito que o desenvolvimento da atividade seguradora, respondendo às exigências das realidades e necessidades sociais e económicas, teve que praticar a distribuição do risco, já que nenhuma estrutura seguradora por si só tem capacidade de responder à concentração de riscos que representa as suas carteiras. Assim se iniciou a prática de co-seguro e principalmente de resseguro, respeitando outro princípio essencial à atividade seguradora, a de repartição dos riscos, que consiste em dividir um risco importante entre vários agentes de maneira a que cada um suporte só uma fração do imprevisto inicial, tendo-se criando mesmo companhias (Resseguradoras) unicamente especializadas nesta linha de negócio. O resseguro aparece pois, como um segundo contrato de seguro, geralmente, abrangendo apenas uma parte do contrato inicial, pelo qual o segurador confia a outro segurador (ressegurador) uma parte do risco que assumiu. Contudo, e não obstante a existência de um contrato de resseguro, o segurador inicial permanece inteiramente responsável para com o segurado pela totalidade dos riscos que contratualmente assumiu. Existem atualmente navios porta-contentores com capacidade na ordem dos TEU e navios capazes de transportarem passageiros. O seguro marítimo é uma pequena parcela, importante e crucial como as demais, na imensidão de áreas, doutrinas, saberes, experiências, factores, que têm acompanhado todas as vertentes ligadas à vida do mar. 11

12 Os desafios que se põem particularmente em relação ao seguro marítimo, são os de encontrar em cada momento as soluções mais ajustadas ao desenvolvimento equilibrado e sustentável das actividades relacionadas com o mar, sempre respeitando os interesses e os valores do Mar. * Este texto serviu de base a duas comunicações proferidas em contextos distintos: II Seminário Desafios do Mar Português, Museu Marítimo de Ílhavo, 17 de maio de 2014, org. MMI Mundo Mútua, Centro Cultural da Nazaré, 1 de fevereiro 2014, org. Mútua dos Pescadores Breve nota biográfica Diretor Geral-Adjunto da Mútua dos Pescadores Integração nos quadros da Mútua dos Pescadores em 1976 Membro do Inland Hull, Fishing Vessels and Yachting Committee da IUMI (International Union of Marine Insurance) ( ) Membro da Comissão Técnica do Ramo Transportes da Associação Portuguesa de Seguradores (desde 1989) 12

13 Bibliografia CASTRO, Armando, História Económica de Portugal Vol II, Editorial Caminho, 1981 DOVER, Victor, A Handbook to Marine Insurance, Witherby & Co Ltd, 1975 FERNANDES, Constantino, Seguro de Transportes (Curso Intensivo), CEFOS-Centro de Formação de Seguros, 1992 (edição interna) GARRIDO, Álvaro, Mútua dos Pescadores, Biografia de uma Seguradora da Economia Social, Âncora Editora, 2012 MAGALHÂES GODINHO, Vitorino, Os Descobrimentos e a Economia Mundial, Vol IV, Editorial Presença MARQUES GUEDES, Armando M., Direito do Mar, Instituto da Defesa Nacional, 1989 MATTOSO, José (Direção), Joaquim Romero (Coord), História de Portugal No Alvorecer da Modernidade, Editorial Estampa, 1997 MOLLAT du JOURDIN, Michel, A Europa e o Mar, Editorial Presença, 1995 MOREIRA da SILVA, José Luis, Direito do Mar, Associação Académica da Faculdade Direito Lisboa, 2003 TURNER, Harold A., The Principles of Marine Insurance, Stone & Cox Ltd, 1976 Os Seguros em Portugal da Fundação à Modernidade, Instituto de Seguros de Portugal,

EXPANSÃO EUROPÉIA E CONQUISTA DA AMÉRICA

EXPANSÃO EUROPÉIA E CONQUISTA DA AMÉRICA EXPANSÃO EUROPÉIA E CONQUISTA DA AMÉRICA EXPANSÃO EUROPEIA E CONQUISTA DA AMÉRICA Nos séculos XV e XVI, Portugal e Espanha tomaram a dianteira marítima e comercial europeia, figurando entre as grandes

Leia mais

Aprovado pelo Decreto Legislativo nº 41, de 10 de junho de 1980 - DOU de 13.06.80

Aprovado pelo Decreto Legislativo nº 41, de 10 de junho de 1980 - DOU de 13.06.80 Acordo entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República Portuguesa sobre Transportes e Navegação Marítima Assinado em 23 de maio de 1978 Aprovado pelo Decreto Legislativo nº 41,

Leia mais

Prevenção de Acidentes do Trabalho dos Marítimos

Prevenção de Acidentes do Trabalho dos Marítimos 1 CONVENÇÃO N. 134 Prevenção de Acidentes do Trabalho dos Marítimos I Aprovada na 55ª reunião da Conferência Internacional do Trabalho (Genebra 1970), entrou em vigor no plano internacional em 17 de fevereiro

Leia mais

O RISCO ESPREITA, MAIS VALE JOGAR PELO SEGURO

O RISCO ESPREITA, MAIS VALE JOGAR PELO SEGURO ANA MARIA MAGALHÃES ISABEL ALÇADA [ ILUSTRAÇÕES DE CARLOS MARQUES ] O RISCO ESPREITA, MAIS VALE JOGAR PELO SEGURO COLEÇÃO SEGUROS E CIDADANIA SUGESTÃO PARA LEITURA ORIENTADA E EXPLORAÇÃO PEDAGÓGICA DO

Leia mais

As Grandes navegações: a conquista da América e do Brasil. Descobrimento ou Conquista?

As Grandes navegações: a conquista da América e do Brasil. Descobrimento ou Conquista? As Grandes navegações: a conquista da América e do Brasil. Descobrimento ou Conquista? Navegar era preciso, era Navegar era preciso navegar... Por quê? O que motivou o expansionismo marítimo no século

Leia mais

Características Gerais dos Seguros de Transportes Internacionais: I Condições Gerais;

Características Gerais dos Seguros de Transportes Internacionais: I Condições Gerais; Coberturas de Riscos UNIDADE III: Seguros: modalidades, custos e legislação internacional do setor. Cláusulas e condições gerais das apólices de seguros Características Gerais dos Seguros de Transportes

Leia mais

DIPLOMACIA Introdução

DIPLOMACIA Introdução DIPLOMACIA Introdução Ao longo dos tempos, o pensamento político e o pensamento jurídico sempre foram o reflexo das relações entre os homens, os povos, os Estados e as Nações. Foram se operando constantemente

Leia mais

Aprovado pelo Decreto Legislativo nº 59, de 28.06.80 - DCN de 03 de julho de 1980

Aprovado pelo Decreto Legislativo nº 59, de 28.06.80 - DCN de 03 de julho de 1980 Convênio sobre Transportes Marítimos entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República Popular da China Assinado em 22 de maio de 1979 Aprovado pelo Decreto Legislativo nº 59,

Leia mais

«PRIMEIRAS DEPÊNDENCIAS NO EXTERIOR»

«PRIMEIRAS DEPÊNDENCIAS NO EXTERIOR» «PRIMEIRAS DEPÊNDENCIAS NO EXTERIOR» Criação de dependências da Caixa Geral de Depósitos no estrangeiro Já muito se dissertou sobre a Caixa Geral de Depósitos, desde a sua criação até à sua real vocação,

Leia mais

NAVEGAÇÃO, COMÉRCIO E RELAÇÕES POLÍTICAS: OS PORTUGUESES NO MEDITERRÂNEO OCIDENTAL (1385-1466)

NAVEGAÇÃO, COMÉRCIO E RELAÇÕES POLÍTICAS: OS PORTUGUESES NO MEDITERRÂNEO OCIDENTAL (1385-1466) TEXTOS UNIVERSITÁRIOS DE CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS NAVEGAÇÃO, COMÉRCIO E RELAÇÕES POLÍTICAS: OS PORTUGUESES NO MEDITERRÂNEO OCIDENTAL (1385-1466) Filipe Themudo Barata FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN JUNTA

Leia mais

1. INTRODUÇÃO CONCEITUAL SOBRE O DESENVOLVIMENTO E O CRESCIMENTO ECONÔMICO

1. INTRODUÇÃO CONCEITUAL SOBRE O DESENVOLVIMENTO E O CRESCIMENTO ECONÔMICO 1. INTRODUÇÃO CONCEITUAL SOBRE O DESENVOLVIMENTO E O CRESCIMENTO ECONÔMICO A análise da evolução temporal (ou dinâmica) da economia constitui o objeto de atenção fundamental do desenvolvimento econômico,

Leia mais

ACORDO MARITIMO_ ENTRE A REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E A UNIÃO ECONOMICA BELGO-LUXEMBURGUESA

ACORDO MARITIMO_ ENTRE A REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E A UNIÃO ECONOMICA BELGO-LUXEMBURGUESA ACORDO MARITIMO_ ENTRE A REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E A UNIÃO ECONOMICA BELGO-LUXEMBURGUESA ACORDO MARITIMO ENTRE A REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E A UNIÃO ECONOMICA BELGO-LUXEMBURGUESA O GOVERNO

Leia mais

Acordo entro e Governo da República Portuguesa e o Governo da República Federativa do Brasil sobre Transporte e Navegação Marítima.

Acordo entro e Governo da República Portuguesa e o Governo da República Federativa do Brasil sobre Transporte e Navegação Marítima. Decreto n.º 53/79 de 12 de Junho Acordo sobre Transporte e Navegação Marítima entre o Governo da República Portuguesa e o Governo da República Federativa do Brasil O Governo decreta, nos termos da alínea

Leia mais

AS NOSSAS EMBARCAÇÕES

AS NOSSAS EMBARCAÇÕES Trabalho de Projecto AS NOSSAS EMBARCAÇÕES Disciplinas intervenientes: Língua Portuguesa, Língua Estrangeira, História e Geografia de Portugal, Educação Visual e Tecnológica. Tópicos que podem ser tratados

Leia mais

A Colocação do Resseguro Facultativo. Marcus Clementino Março/2013

A Colocação do Resseguro Facultativo. Marcus Clementino Março/2013 1 A Colocação do Resseguro Facultativo Marcus Clementino Março/2013 Marcus Clementino 2 Formação Acadêmica Engenheiro de Sistemas - PUC/RJ - 1971 Ph.D. em Matemática Aplicada - London School of Economics

Leia mais

CONDICIONALISMOS DA EXPANSÃO. Este trabalho está licenciado sob uma Licença Creative Commons

CONDICIONALISMOS DA EXPANSÃO. Este trabalho está licenciado sob uma Licença Creative Commons CONDICIONALISMOS DA EXPANSÃO Este trabalho está licenciado sob uma Licença Creative Commons 3ª AULA - SUMÁRIO Os condicionalismos da expansão europeia e a busca de novas rotas comerciais. Condições da

Leia mais

Autoridade Bancária e de Pagamentos de Timor-Leste

Autoridade Bancária e de Pagamentos de Timor-Leste Autoridade Bancária e de Pagamentos de Timor-Leste Banking and Payments Authority of Timor-Leste Av a Bispo Medeiros, PO Box 59, Dili, Timor-Leste Tel. (670) 3 313 718, Fax. (670) 3 313 716 RESOLUÇÃO DO

Leia mais

TEMA F.1 O IMPÉRIO PORTUGUÊS E A CONCORRÊNCIA INTERNACIONAL

TEMA F.1 O IMPÉRIO PORTUGUÊS E A CONCORRÊNCIA INTERNACIONAL TEMA F.1 O IMPÉRIO PORTUGUÊS E A CONCORRÊNCIA INTERNACIONAL A partir de meados do séc. XVI, o Império Português do Oriente entrou em crise. Que fatores contribuíram para essa crise? Recuperação das rotas

Leia mais

Relatório de evolução da atividade seguradora

Relatório de evolução da atividade seguradora Relatório de evolução da atividade seguradora 1.º Semestre 214 I. Produção e custos com sinistros 1. Análise global 2. Ramo Vida 3. Ramos Não Vida a. Acidentes de Trabalho b. Doença c. Incêndio e Outros

Leia mais

A CIDADE-ESTADO ESTADO GREGA ORIGEM DAS PÓLIS GREGAS Causas geomorfológicas A Grécia apresenta as seguintes características: - Território muito montanhoso; na Antiguidade, as montanhas estavam cobertas

Leia mais

Decreto-Lei n. o 221/2000 09-09-2000

Decreto-Lei n. o 221/2000 09-09-2000 Decreto-Lei n. o 221/2000 09-09-2000 Assunto: Transpõe para a ordem jurídica interna, apenas no que aos sistemas de pagamento diz respeito, a Diretiva n.º 98/26/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho,

Leia mais

AULA 10 Sociedade Anônima:

AULA 10 Sociedade Anônima: AULA 10 Sociedade Anônima: Conceito; características; nome empresarial; constituição; capital social; classificação. Capital aberto e capital fechado. Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e Bolsa de Valores.

Leia mais

DECRETO Nº 61.867, DE 7 DE DEZEMBRO DE 1967.

DECRETO Nº 61.867, DE 7 DE DEZEMBRO DE 1967. DECRETO Nº 61.867, DE 7 DE DEZEMBRO DE 1967. Regulamenta os seguros obrigatórios previstos no artigo 20 do Decreto-lei nº 73, de 21 de novembro de 1966, e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA,

Leia mais

DECRETO Nº 61.867, DE 07 DE DEZEMBRO DE 1967

DECRETO Nº 61.867, DE 07 DE DEZEMBRO DE 1967 DECRETO Nº 61.867, DE 07 DE DEZEMBRO DE 1967 Regulamenta os seguros obrigatórios previstos no artigo 20 do Decreto-lei nº 73, de 21.11.66, e dá outras providências O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando da

Leia mais

DECRETO Nº 61.867, DE 07 DE DEZEMBRO DE 1967: Regulamenta os seguros

DECRETO Nº 61.867, DE 07 DE DEZEMBRO DE 1967: Regulamenta os seguros DECRETO Nº 61.867, DE 07 DE DEZEMBRO DE 1967: Regulamenta os seguros obrigatórios previstos no artigo 20 do Decreto-lei nº 73, de 21.11.66, e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando da

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DO SEGURO (cultura do seguro) www.sindsegsc.org.br A história do seguro remonta a séculos antes de Cristo, quando as caravanas atravessavam os desertos do Oriente para comercializar camelos.

Leia mais

(1) Inclui o capital de Responsabilidade Civil Obrigatória: 6.000.000 (Danos Materiais/Danos Corporais).

(1) Inclui o capital de Responsabilidade Civil Obrigatória: 6.000.000 (Danos Materiais/Danos Corporais). 1 FICHA DE PRODUTO Produtos Automóvel A N Seguros tem à sua disposição coberturas que são realmente indispensáveis para a segurança do seu Automóvel, construindo uma proteção à sua medida. Esta ficha de

Leia mais

Programa de Desenvolvimento Rural do Continente para 2014-2020

Programa de Desenvolvimento Rural do Continente para 2014-2020 Programa de Desenvolvimento Rural do Continente para 2014-2020 Medida 6 GESTÃO DO RISCO E RESTABELECIMENTO DO POTENCIAL PRODUTIVO Ação 6.1 SEGUROS Enquadramento Regulamentar Artigos do Regulamento (UE)

Leia mais

OS PRINCÍPIOS DA ESSILOR

OS PRINCÍPIOS DA ESSILOR OS PRINCÍPIOS DA ESSILOR Cada um de nós, na vida profissional, divide com a Essilor a sua responsabilidade e a sua reputação. Portanto, devemos conhecer e respeitar os princípios que se aplicam a todos.

Leia mais

Acordo sobre Transporte Marítimo entre a República Federal da Alemanha e a República Federativa do Brasil

Acordo sobre Transporte Marítimo entre a República Federal da Alemanha e a República Federativa do Brasil Acordo sobre Transporte Marítimo entre a República Federal da Alemanha e a República Federativa do Brasil Assinado em 04 de abril de 1979 Aprovado pelo Decreto Legislativo nº 54, de 16 de agosto de 1983

Leia mais

CONTEXTO HISTORICO E GEOPOLITICO ATUAL. Ciências Humanas e suas tecnologias R O C H A

CONTEXTO HISTORICO E GEOPOLITICO ATUAL. Ciências Humanas e suas tecnologias R O C H A CONTEXTO HISTORICO E GEOPOLITICO ATUAL Ciências Humanas e suas tecnologias R O C H A O capitalismo teve origem na Europa, nos séculos XV e XVI, e se expandiu para outros lugares do mundo ( Ásia, África,

Leia mais

Questão 1 Que problemas de funcionamento identifica no setor portuário nacional?

Questão 1 Que problemas de funcionamento identifica no setor portuário nacional? A Acembex congratula-se com a elaboração e colocação em consulta pública por parte da Autoridade da Concorrência do Estudo sobre a Concorrência no Setor Portuário, tendo em consideração a sua elevada qualidade

Leia mais

PROTOCOLO DE COOPERAÇÃO ENTRE A REPÚBLICA PORTUGUESA E A REPÚBLICA DA GUINÉ-BISSAU NOS DOMÍNIOS DO EQUIPAMENTO, TRANSPORTES E COMUNICAÇÕES.

PROTOCOLO DE COOPERAÇÃO ENTRE A REPÚBLICA PORTUGUESA E A REPÚBLICA DA GUINÉ-BISSAU NOS DOMÍNIOS DO EQUIPAMENTO, TRANSPORTES E COMUNICAÇÕES. Decreto n.º 28/98 de 12 de Agosto Protocolo de Cooperação entre a República Portuguesa e a República da Guiné-Bissau nos Domínios do Equipamento, Transportes e Comunicações, assinado em Bissau em 11 de

Leia mais

MODIFICAÇÕES MAIS RELEVANTES INTRODUZIDAS PELA NOVA LEI DO INVESTIMENTO PRIVADO

MODIFICAÇÕES MAIS RELEVANTES INTRODUZIDAS PELA NOVA LEI DO INVESTIMENTO PRIVADO MODIFICAÇÕES MAIS RELEVANTES INTRODUZIDAS PELA NOVA LEI DO INVESTIMENTO PRIVADO Sofia Vale Agosto de 2015 Foi publicada recentemente a nova Lei do Investimento Privado 1 (doravante A Nova LIP ), que contém

Leia mais

Decreto-Lei n.º 72-A/2003 de 14 de Abril

Decreto-Lei n.º 72-A/2003 de 14 de Abril Decreto-Lei n.º 72-A/2003 de 14 de Abril A Directiva n.º 2000/26/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de Maio, relativa à aproximação das legislações dos Estados membros respeitantes ao seguro

Leia mais

Contrato de Engajamento de Marinheiros

Contrato de Engajamento de Marinheiros 1 CONVENÇÃO N. 22 Contrato de Engajamento de Marinheiros I Aprovada pela 9ª reunião da Conferência Internacional do Trabalho (Genebra 1926), entrou em vigor no plano internacional em 4.4.28. II Dados referentes

Leia mais

Discurso do Diretor Aldo Luiz Mendes no Seminário sobre Modernização do Sistema Câmbio

Discurso do Diretor Aldo Luiz Mendes no Seminário sobre Modernização do Sistema Câmbio São Paulo, 28 de outubro de 2011 Discurso do Diretor Aldo Luiz Mendes no Seminário sobre Modernização do Sistema Câmbio Bom dia a todos. É com grande prazer que, pela segunda vez, participo de evento para

Leia mais

DESEJOSOS de desenvolver a navegação marítima comercial entre os países,

DESEJOSOS de desenvolver a navegação marítima comercial entre os países, Acordo sobre Navegação Marítima Comercial entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República Popular da Bulgária Assinado em 19 de agosto de 1982 Aprovado pelo Decreto Legislativo

Leia mais

S. R. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CIÊNCIA DIREÇÃO-GERAL DO ENSINO SUPERIOR

S. R. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CIÊNCIA DIREÇÃO-GERAL DO ENSINO SUPERIOR Regulamento de Formação Avançada e Qualificação de Recursos Humanos da Direção-Geral do Ensino Superior (Aprovado por despacho, de 15 de junho de 2012, do Presidente do Conselho Diretivo da Fundação para

Leia mais

AVARIA GROSSA PRIMEIRAS LINHAS

AVARIA GROSSA PRIMEIRAS LINHAS RESUMO Artigo que propõe apresentar as primeiras linhas sobre o tema AVARIA GROSSA, sua previsão legal, características e iniciando a abordagem prática. AVARIA GROSSA Alexandro Alves Ferreira alexandro@br-asgroup.com

Leia mais

SEMINÁRIO EXPORTAR, EXPORTAR, EXPORTAR. Viana do Castelo, 11de Fevereiro

SEMINÁRIO EXPORTAR, EXPORTAR, EXPORTAR. Viana do Castelo, 11de Fevereiro SEMINÁRIO EXPORTAR, EXPORTAR, EXPORTAR Viana do Castelo, 11de Fevereiro www.cosec.pt COSEC Companhia de Seguro de Créditos, S.A. 2014 Índice Sobre a COSEC Seguro de Créditos Soluções à medida em resumo

Leia mais

União Europeia Acesso a cuidados de saúde Prestação de serviços de saúde

União Europeia Acesso a cuidados de saúde Prestação de serviços de saúde União Europeia Acesso a cuidados de saúde Prestação de serviços de saúde Legislação da União Europeia Legislação nacional Jurisprudência TJUE Diretiva 2011/24 Proposta de Lei 206/XII Direitos e deveres

Leia mais

Guia de Codificação. Projeto de Leitura Online

Guia de Codificação. Projeto de Leitura Online Guia de Codificação Projeto de Leitura Online A AVENTURA DOS DESCOBRIMENTOS Processo Localizar e retirar informação explícita Itens de seleção Escolha múltipla (1 ponto) Associação (1 ponto) Itens de construção

Leia mais

23. Convenção sobre o Reconhecimento e Execução de Decisões relativas a Obrigações Alimentares

23. Convenção sobre o Reconhecimento e Execução de Decisões relativas a Obrigações Alimentares 23. Convenção sobre o Reconhecimento e Execução de Decisões relativas a Obrigações Alimentares Os Estados signatários da presente Convenção, Desejando estabelecer disposições comuns para regulamentar o

Leia mais

adaptados às características e expectativas dos nossos Clientes, de modo a oferecer soluções adequadas às suas necessidades.

adaptados às características e expectativas dos nossos Clientes, de modo a oferecer soluções adequadas às suas necessidades. A Protteja Seguros surge da vontade de contribuir para o crescimento do mercado segurador nacional, através da inovação, da melhoria da qualidade de serviço e de uma política de crescimento sustentável.

Leia mais

SEMINÁRIO. JJ Cerveira Afonso-JCA. Frete Marítimo e Seguro de Importação de Mercadoria

SEMINÁRIO. JJ Cerveira Afonso-JCA. Frete Marítimo e Seguro de Importação de Mercadoria SEMINÁRIO JJ Cerveira Afonso-JCA Frete Marítimo e Seguro de Importação de Mercadoria Luanda, 30.Março.2015 O CONTRATO DE TRANSPORTE E AS OBRIGAÇÕES DAS PARTES Índice O Contrato de Transporte e as obrigações

Leia mais

Certificados de Capacidade dos Pescadores

Certificados de Capacidade dos Pescadores 1 CONVENÇÃO N. 125 Certificados de Capacidade dos Pescadores I Aprovada na 50ª reunião da Conferência Internacional do Trabalho (Genebra 1966), entrou em vigor no plano internacional em 15.7.69. II Dados

Leia mais

COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS. Recomendação de DECISÃO DO CONSELHO

COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS. Recomendação de DECISÃO DO CONSELHO PT PT PT COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS Recomendação de Bruxelas, 16.10.2009 COM(2009) 570 final 2009/0158 (CNB) DECISÃO DO CONSELHO sobre o parecer a adoptar pela Comunidade Europeia relativamente

Leia mais

REGULAMENTO DO SEGURO DE RESPONSABILIDADE CIVIL

REGULAMENTO DO SEGURO DE RESPONSABILIDADE CIVIL REGULAMENTO DO SEGURO DE RESPONSABILIDADE CIVIL Artigo 1º Têm direito ao seguro de responsabilidade civil profissional contratado pela Ordem dos Contabilistas Certificados os profissionais neles inscritos

Leia mais

1º O Tribunal Marítimo emitirá, para as embarcações incluídas no REB, o Certificado de Registro Especial Brasileira.

1º O Tribunal Marítimo emitirá, para as embarcações incluídas no REB, o Certificado de Registro Especial Brasileira. DECRETO Nº 2.256, DE 17 DE JUNHO DE 1997 Regulamenta o Registro Especial Brasileiro-REB para embarcações de que trata a Lei nº 9.432, de 8 de janeiro de 1997. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição

Leia mais

TRANSPORTE MARÍTIMO: REGRAS DE TRÁFEGO E DE SEGURANÇA

TRANSPORTE MARÍTIMO: REGRAS DE TRÁFEGO E DE SEGURANÇA TRANSPORTE MARÍTIMO: REGRAS DE TRÁFEGO E DE SEGURANÇA Ao longo dos últimos anos, as diretivas e regulamentos da UE, em particular os três pacotes legislativos adotados no seguimento dos desastres que envolveram

Leia mais

Pessoas abrangidas pelo Seguro Social Voluntário. 1. Quem é abrangido pelo Regime do Seguro Social Voluntário

Pessoas abrangidas pelo Seguro Social Voluntário. 1. Quem é abrangido pelo Regime do Seguro Social Voluntário Pessoas abrangidas pelo Seguro Social Voluntário 1. Quem é abrangido pelo Regime do Seguro Social Voluntário Cidadãos nacionais, e cidadãos estrangeiros ou apátridas residentes em Portugal há mais de um

Leia mais

18/08/2011. Marcelo Alvares Vicente 2011

18/08/2011. Marcelo Alvares Vicente 2011 Marcelo Alvares Vicente 2011 Mar Desenvolvimento econômico mundial Espaço marítimo Importante para a economia mundial globalizada exploração do leito e subsolo Compõe 73% da superfície do globo Comércio

Leia mais

Mecanismo de Ressarcimento de Prejuízos (anteriormente denominado Fundo de Garantia da Bolsa de Valores de São Paulo)

Mecanismo de Ressarcimento de Prejuízos (anteriormente denominado Fundo de Garantia da Bolsa de Valores de São Paulo) 1. Contexto operacional A Bolsa de Valores de São Paulo (BOVESPA), por força do disposto no regulamento anexo à Resolução no. 2.690, de 28 de janeiro de 2000, do Conselho Monetário Nacional, mantinha um

Leia mais

Breve guia do euro. Assuntos Económicos e Financeiros

Breve guia do euro. Assuntos Económicos e Financeiros Breve guia do euro Assuntos Económicos e Financeiros Sobre o euro O euro nasceu em 1999: surgiu inicialmente em extratos de pagamento, contas e faturas. Em 1 de janeiro de 2002, as notas e moedas em euros

Leia mais

Convenção nº 146. Convenção sobre Férias Anuais Pagas dos Marítimos

Convenção nº 146. Convenção sobre Férias Anuais Pagas dos Marítimos Convenção nº 146 Convenção sobre Férias Anuais Pagas dos Marítimos A Conferência Geral da Organização Internacional do Trabalho: Convocada para Genebra pelo conselho administração da Repartição Internacional

Leia mais

Mediação de Seguros Alteração à Norma Regulamentar n.º 17/2006-R, de 29 de Dezembro

Mediação de Seguros Alteração à Norma Regulamentar n.º 17/2006-R, de 29 de Dezembro Não dispensa a consulta do regulamento publicado em Diário da República NORMA REGULAMENTAR N.º 19/2007-R, de 31 de Dezembro Mediação de Seguros Alteração à Norma Regulamentar n.º 17/2006-R, de 29 de Dezembro

Leia mais

Decreto-Lei n.º 146/93 de 26 de Abril

Decreto-Lei n.º 146/93 de 26 de Abril Decreto-Lei n.º 146/93 de 26 de Abril (Rectificado, nos termos da Declaração de Rectificação n.º 134/93, publicada no DR, I-A, supl, n.º 178, de 31.07.93) Objecto... 2 Obrigatoriedade do seguro... 2 Seguro

Leia mais

Celebrado em Brasília, aos 20 dias do mês de março de 1996, em dois originais, nos idiomas português e alemão, ambos igualmente válidos.

Celebrado em Brasília, aos 20 dias do mês de março de 1996, em dois originais, nos idiomas português e alemão, ambos igualmente válidos. ACORDO-QUADRO ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E O GOVERNO DA REPÚBLICA FEDERAL DA ALEMANHA SOBRE COOPERAÇÃO EM PESQUISA CIENTÍFICA E DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO O Governo da República

Leia mais

NOTAS PARA A HISTORIA DOS PILOTOS EM PORTUGAL

NOTAS PARA A HISTORIA DOS PILOTOS EM PORTUGAL ISSN 0870-6735 CENTRO DE ESTUDOS DE HISTÓRIA E CARTOGRAFIA ANTIGA SÉRIE SEPARATAS 231 NOTAS PARA A HISTORIA DOS PILOTOS EM PORTUGAL POR MARIA EMILIA MADEIRA SANTOS INSTITUTO DE INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA

Leia mais

DIREITO INTERNACIONAL PRIVADO

DIREITO INTERNACIONAL PRIVADO Direito Internacional Profª Mestre Ideli Raimundo Di Tizio p 39 DIREITO INTERNACIONAL PRIVADO Introdução A dinâmica das relações de caráter econômico ou não no contexto mundial determinou a criação de

Leia mais

*** PROJETO DE RECOMENDAÇÃO

*** PROJETO DE RECOMENDAÇÃO PARLAMENTO EUROPEU 2014-2019 Comissão do Emprego e dos Assuntos Sociais 2013/0285(NLE) 5.2.2015 *** PROJETO DE RECOMENDAÇÃO sobre o projeto de decisão do Conselho que autoriza os Estados-Membros a tornarem-se

Leia mais

Os Impérios e o Poder Naval. Apresentação cedida, organizada e editada pelos profs. Rodrigo Teixeira e Rafael Ávila

Os Impérios e o Poder Naval. Apresentação cedida, organizada e editada pelos profs. Rodrigo Teixeira e Rafael Ávila Os Impérios e o Poder Naval Apresentação cedida, organizada e editada pelos profs. Rodrigo Teixeira e Rafael Ávila Considerações Iniciais Esse capítulo discutirá a importância que o poder naval teve na

Leia mais

«FRANCISCO VIEIRA MACHADO»

«FRANCISCO VIEIRA MACHADO» «FRANCISCO VIEIRA MACHADO» O ilustre Governador do BNU Francisco Vieira Machado foi um dos mais ilustres políticos e banqueiros do tempo do Estado Novo. De entre a sua vasta biografia destaca-se a sua

Leia mais

ACORDO QUADRO ENTRE A REPÚBLICA PORTUGUESA E O GOVERNO DA REPÚBLICA DA TURQUIA SOBRE COOPERAÇÃO MILITAR

ACORDO QUADRO ENTRE A REPÚBLICA PORTUGUESA E O GOVERNO DA REPÚBLICA DA TURQUIA SOBRE COOPERAÇÃO MILITAR ACORDO QUADRO ENTRE A REPÚBLICA PORTUGUESA E O GOVERNO DA REPÚBLICA DA TURQUIA SOBRE COOPERAÇÃO MILITAR A República Portuguesa e o Governo da República da Turquia, doravante designados individualmente

Leia mais

Por outro lado, estabelece ainda o referido preceito a susceptibilidade da Norma Regulamentar emitida se aplicar igualmente aos mediadores de seguros.

Por outro lado, estabelece ainda o referido preceito a susceptibilidade da Norma Regulamentar emitida se aplicar igualmente aos mediadores de seguros. Não dispensa a consulta da Norma Regulamentar publicada em Diário da República NORMA REGULAMENTAR N.º 03/2010-R, DE 18 DE MARÇO DE 2010 Publicidade Pelo Decreto-Lei n.º 8-A/2002, de 11 de Janeiro, foram

Leia mais

PRAZO PRESCRICIONAL DA SOBRE-ESTADIA (DEMURRAGE)

PRAZO PRESCRICIONAL DA SOBRE-ESTADIA (DEMURRAGE) PRAZO PRESCRICIONAL DA SOBRE-ESTADIA (DEMURRAGE) Ao adentrarmos nos aspectos legais envolvendo a sobre-estadia de contêineres, faz-se necessário expor um breve escorço histórico. No inicio da navegação

Leia mais

O Uso dos Incoterms na Exportação

O Uso dos Incoterms na Exportação O Uso dos Incoterms na Exportação Por JOSÉ ELIAS ASBEG Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil Belém - Pará Nas exportações brasileiras, são aceitas quaisquer condições de venda praticadas no comércio

Leia mais

28/12/11 Luiz Roberto Missagia. 28/12/11 Luiz Roberto Missagia. 28/12/11 Luiz Roberto Missagia. 28/12/11 Luiz Roberto Missagia

28/12/11 Luiz Roberto Missagia. 28/12/11 Luiz Roberto Missagia. 28/12/11 Luiz Roberto Missagia. 28/12/11 Luiz Roberto Missagia Formas de Pagamento no Comércio Internacional 1 Pagamentos Internacionais Em geral, a transação se dá em moeda estrangeira (ex: dólar, euro, libra, iene) Importador brasileiro pagará em reais Exportador

Leia mais

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DA QUINTA DO CONDE Escola Básica Integrada/JI da Quinta do Conde. Departamento de Ciências Humanas e Sociais

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DA QUINTA DO CONDE Escola Básica Integrada/JI da Quinta do Conde. Departamento de Ciências Humanas e Sociais HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE PORTUGAL Distribuição dos tempos letivos disponíveis para o 5 º ano de escolaridade 1º Período 2º Período 3º Período *Início:15-21 de setembro 2015 *Fim:17 dezembro 2015 *Início:4

Leia mais

RELATÓRIO DE EVOLUÇÃO

RELATÓRIO DE EVOLUÇÃO ASF Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões SUMÁRIO I PRODUÇÃO E CUSTOS COM SINISTROS 1. Análise global 2. Ramo Vida 3. Ramos Não Vida a. Acidentes de Trabalho b. Doença c. Incêndio e Outros

Leia mais

Cerimónia de Assinatura Protocolo AICEP/CRUP

Cerimónia de Assinatura Protocolo AICEP/CRUP Cerimónia de Assinatura Protocolo AICEP/CRUP Lisboa, 10 janeiro 2014 António Rendas Reitor da Universidade Nova de Lisboa Presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas Queria começar

Leia mais

NORMA REGULAMENTAR N.º 18/2007-R, de 31 de Dezembro SEGURO DE RESPONSABILIDADE CIVIL PROFISSIONAL DOS MEDIADORES D E SEGUROS

NORMA REGULAMENTAR N.º 18/2007-R, de 31 de Dezembro SEGURO DE RESPONSABILIDADE CIVIL PROFISSIONAL DOS MEDIADORES D E SEGUROS Não dispensa a consulta do regulamento publicado em Diário da República NORMA REGULAMENTAR N.º 18/2007-R, de 31 de Dezembro SEGURO DE RESPONSABILIDADE CIVIL PROFISSIONAL DOS MEDIADORES D E SEGUROS O Decreto-Lei

Leia mais

Aprovado pelo Decreto Legislativo nº 15, de 23 de abril de 1976 - DOU de 26.04.76

Aprovado pelo Decreto Legislativo nº 15, de 23 de abril de 1976 - DOU de 26.04.76 Acordo Marítimo entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República Francesa Assinado em 24 de outubro de 1975 Aprovado pelo Decreto Legislativo nº 15, de 23 de abril de 1976 - DOU

Leia mais

1) São atividades próprias das agências de viagem e turismo: e) A recepção, transferência e assistência a turistas.

1) São atividades próprias das agências de viagem e turismo: e) A recepção, transferência e assistência a turistas. O conteúdo informativo disponibilizado pela presente ficha não substitui a consulta dos diplomas legais referenciados e da entidade licenciadora. FUNCHAL CAE 79110 AGÊNCIAS DE VIAGENS ÂMBITO: São agências

Leia mais

Condições Contratuais Seguro Transporte Internacional Cobertura Básica Restrita Nº 14 Processo SUSEP nº 15414.901332/2014-22 Versão 1.

Condições Contratuais Seguro Transporte Internacional Cobertura Básica Restrita Nº 14 Processo SUSEP nº 15414.901332/2014-22 Versão 1. Cobertura Básica Restrita Nº 14 PARA CARVÃO (EMBARQUES AQUAVIÁRIOS E TERRESTRES) Cláusula 1 Riscos Cobertos 1.1. A presente cobertura tem por objetivo indenizar, ao Segurado, os prejuízos que venha a sofrer

Leia mais

AS GRANDE NAVEGAÇÕES. Professora de História Maria José

AS GRANDE NAVEGAÇÕES. Professora de História Maria José AS GRANDE NAVEGAÇÕES Professora de História Maria José O desconhecido dá medo:os navegantes temiam ser devorados por monstros marinhos MAR TENEBROSO O COMÉRCIO COM O ORIENTE No século XV, os comerciantes

Leia mais

A teoria do direito empresarial se subdivide em três:

A teoria do direito empresarial se subdivide em três: TEORIAS DO DIREITO EMPRESARIAL A teoria do direito empresarial se subdivide em três: TEORIA SUBJETIVA o direito comercial se caracterizava por dois fatores: RAMO ASSECURATÓRIO DE PRIVILÉGIOS À CLASSE BURGUESA,

Leia mais

INCONTERMS 2010. Grupo E (Partida) EXW EX Works A partir do local de produção ( local designado: fábrica, armazém, etc.)

INCONTERMS 2010. Grupo E (Partida) EXW EX Works A partir do local de produção ( local designado: fábrica, armazém, etc.) Numa negociação internacional, é muito importante que o gestor comercial esclareça com o seu cliente quais serão as condições de entrega a praticar para a mercadoria que vai ser transacionada, ou seja,

Leia mais

FASES DO PROCESSO DE COMPRA E VENDA

FASES DO PROCESSO DE COMPRA E VENDA Liquidação Na fase da liquidação, o vendedor apura o montante que o comprador terá que suportar com a execução da encomenda. O apuramento do montante a pagar é calculado considerando o preço fixado e descontos

Leia mais

É esta imensidão de oceano, que mais tarde ou mais cedo teremos de aproveitar de um modo sustentável.

É esta imensidão de oceano, que mais tarde ou mais cedo teremos de aproveitar de um modo sustentável. Pescas Senhor Presidente da Assembleia Senhoras e Senhores Deputados Senhor Presidente do Governo Senhoras e Senhores Membros do Governo É inevitável olhar as ilhas na sua descontinuidade e imaginá-las

Leia mais

Escola Secundária de Paços de Ferreira. Módulo 21 Comércio Internacional

Escola Secundária de Paços de Ferreira. Módulo 21 Comércio Internacional Escola Secundária de Paços de Ferreira Módulo 21 Comércio Internacional Trabalho realizado por: Mafalda Neves 12ºS 2009/2010 Importação É o processo comercial e fiscal que consiste em trazer um bem, que

Leia mais

INSTRUÇÃO CVM Nº 51, DE 09 DE JUNHO DE 1986.

INSTRUÇÃO CVM Nº 51, DE 09 DE JUNHO DE 1986. INSTRUÇÃO CVM Nº 51, DE 09 DE JUNHO DE 1986. Regulamenta a concessão de financiamento para compra de ações pelas Sociedades Corretoras e Distribuidoras. O Presidente da Comissão de Valores Mobiliários

Leia mais

DIREITO COMERCIAL: UM ESTUDO SOBRE SUA SOBERANIA

DIREITO COMERCIAL: UM ESTUDO SOBRE SUA SOBERANIA DIREITO COMERCIAL: UM ESTUDO SOBRE SUA SOBERANIA Jordane Mesquita DANTAS 1 RESUMO: O presente trabalho visa fazer uma análise quanto à autonomia do Direito Comercial de acordo com a sua evolução histórica

Leia mais

O Mundo industrializado no século XIX

O Mundo industrializado no século XIX O Mundo industrializado no século XIX Novas fontes de energia; novos inventos técnicos: Por volta de 1870, deram-se, em alguns países, mudanças importantes na indústria. Na 2ª Revolução Industrial as indústrias

Leia mais

Módulo 21 Comércio Internacional

Módulo 21 Comércio Internacional Escola Secundária de Paços de Ferreira 2009/2010 Módulo 21 Comércio Internacional Exportação e Importação Trabalho realizado por: Tânia Leão n.º19 12.ºS Importação e Exportação A Exportação é a saída de

Leia mais

PROJECTO. Mediação de Seguros Alteração à Norma Regulamentar n.º 17/2006-R, de 29 de Dezembro

PROJECTO. Mediação de Seguros Alteração à Norma Regulamentar n.º 17/2006-R, de 29 de Dezembro PROJECTO NORMA REGULAMENTAR N.º X/2007-R, de Mediação de Seguros Alteração à Norma Regulamentar n.º 17/2006-R, de 29 de Dezembro A Norma Regulamentar n.º 17/2006-R, de 29 de Dezembro, regulamentou o Decreto-Lei

Leia mais

Empreender na Aposentadoria

Empreender na Aposentadoria Empreender na Aposentadoria A Terceira Idade Produtiva Profª Carla Rufo Instituto Federal de São Paulo campus São Carlos profcarla_r@hotmail.com Parece filme de terror... O Brasil possui atualmente 17,9

Leia mais

História da cidadania europeia

História da cidadania europeia História da cidadania europeia Introdução A cidadania da União conferida aos nacionais de todos os Estados Membros pelo Tratado da União Europeia (TUE), destina se a tornar o processo de integração europeia

Leia mais

Declaração sobre meio ambiente e desenvolvimento (Rio de Janeiro, 1992)

Declaração sobre meio ambiente e desenvolvimento (Rio de Janeiro, 1992) Declaração sobre meio ambiente e desenvolvimento (Rio de Janeiro, 1992) A Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e desenvolvimento, Tendo-se reunido no Rio de Janeiro, de 3 a 21 de junho de

Leia mais

ACORDO DE COOPERAÇÃO ENTRE A REPÚBLICA PORTUGUESA E A REPÚBLICA DE CABO VERDE NO DOMÍNIO DA DEFESA

ACORDO DE COOPERAÇÃO ENTRE A REPÚBLICA PORTUGUESA E A REPÚBLICA DE CABO VERDE NO DOMÍNIO DA DEFESA ACORDO DE COOPERAÇÃO ENTRE A REPÚBLICA PORTUGUESA E A REPÚBLICA DE CABO VERDE NO DOMÍNIO DA DEFESA A República Portuguesa e a República de Cabo Verde, doravante designadas por Partes : Animadas pela vontade

Leia mais

Identificação da empresa

Identificação da empresa Identificação da empresa Missão APA Administração do Porto de Aveiro, S.A. A sustentabilidade do Porto de Aveiro é a garantia do seu futuro. A génese do Porto de Aveiro está ligada à história da Ria e

Leia mais

ACORDO BÁSICO DE ASSISTÊNCIA TÉCNICA Assinado no Rio de Janeiro, a 29 de dezembro de 1964.

ACORDO BÁSICO DE ASSISTÊNCIA TÉCNICA Assinado no Rio de Janeiro, a 29 de dezembro de 1964. ACORDO BÁSICO DE ASSISTÊNCIA TÉCNICA Assinado no Rio de Janeiro, a 29 de dezembro de 1964. Aprovado pelo Decreto Legislativo nº 11, de 1966. Entrada em vigor (art. 6º, 1º) a 2 de maio de 1966. Promulgado

Leia mais

Decreto n.º 73/81 Acordo Cinematográfico entre o Governo da República Portuguesa e o Governo da República Francesa

Decreto n.º 73/81 Acordo Cinematográfico entre o Governo da República Portuguesa e o Governo da República Francesa Decreto n.º 73/81 Acordo Cinematográfico entre o Governo da República Portuguesa e o Governo da República Francesa O Governo decreta, nos termos da alínea c) do artigo 200.º da Constituição, o seguinte:

Leia mais

uma vasta protecção para quem encontra a melhor solução para as avarias motor motor

uma vasta protecção para quem encontra a melhor solução para as avarias motor motor uma vasta protecção para quem encontra a melhor solução para as avarias motor motor segurtrade motor Segurtrade - Motor é uma solução de protecção para a sua empresa, direccionada para pequenas e médias

Leia mais

CADERNO DE ATIVIDADES. História

CADERNO DE ATIVIDADES. História COLÉGIO ARNALDO 2015 CADERNO DE ATIVIDADES História Aluno (a): 4º ano: Turma: Professor (a): Valor: 20 pontos Conteúdo de Recuperação O que é História. Identificar a História como ciência. Reconhecer que

Leia mais

Proposta de alteração do regime jurídico da promoção da segurança e saúde no trabalho Posição da CAP

Proposta de alteração do regime jurídico da promoção da segurança e saúde no trabalho Posição da CAP Proposta de alteração do regime jurídico da promoção da segurança e saúde no trabalho Posição da CAP Em Geral Na sequência da publicação do novo Código do Trabalho, aprovado pela Lei n.º 7/2009, de 12

Leia mais

Este documento constitui um instrumento de documentação e não vincula as instituições

Este documento constitui um instrumento de documentação e não vincula as instituições 1997R2027 PT 30.05.2002 001.001 1 Este documento constitui um instrumento de documentação e não vincula as instituições B M1 REGULAMENTO (CE) N. o 2027/97 DO CONSELHO de 9 de Outubro de 1997 relativo à

Leia mais

Segurança e Defesa em Portugal e na Europa

Segurança e Defesa em Portugal e na Europa Palestra para a divulgação no Dia de Defesa Nacional sobre Segurança e Defesa em Portugal e na Europa Carlos R. Rodolfo, Calm (Ref.) Presidente da AFCEA Portugal Proferida no MDN em 02 Set 2011 1 AGENDA

Leia mais

LEI Nº 9.432, DE 8 DE JANEIRO DE 1997.

LEI Nº 9.432, DE 8 DE JANEIRO DE 1997. LEI Nº 9.432, DE 8 DE JANEIRO DE 1997. - 1 - LEI Nº 9.432, DE 8 DE JANEIRO DE 1997. Dispõe sobre a ordenação do transporte aquaviário e dá outras providências O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço saber que

Leia mais