Formulário de Referência SUZANO PAPEL E CELULOSE SA Versão : Declaração e Identificação dos responsáveis 1

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1 Índice 1. Responsáveis pelo formulário Declaração e Identificação dos responsáveis 1 2. Auditores independentes 2.1/2.2 - Identificação e remuneração dos Auditores Outras informações relevantes 3 3. Informações financ. selecionadas Informações Financeiras Medições não contábeis Eventos subsequentes às últimas demonstrações financeiras Política de destinação dos resultados Distribuição de dividendos e retenção de lucro líquido Declaração de dividendos à conta de lucros retidos ou reservas Nível de endividamento Obrigações de acordo com a natureza e prazo de vencimento Outras informações relevantes Fatores de risco Descrição dos fatores de risco Comentários sobre expectativas de alterações na exposição aos fatores de risco Processos judiciais, administrativos ou arbitrais não sigilosos e relevantes Processos judiciais, administrativos ou arbitrais não sigilosos cujas partes contrárias sejam administradores, ex-administradores, controladores, ex-controladores ou investidores Processos sigilosos relevantes Processos judiciais, administrativos ou arbitrais repetitivos ou conexos, não sigilosos e relevantes em conjunto Outras contingências relevantes Regras do país de origem e do país em que os valores mobiliários estão custodiados Risco de mercado Descrição dos principais riscos de mercado 37

2 Índice Descrição da política de gerenciamento de riscos de mercado Alterações significativas nos principais riscos de mercado Outras informações relevantes Histórico do emissor 6.1 / 6.2 / Constituição do emissor, prazo de duração e data de registro na CVM Breve histórico Principais eventos societários ocorridos no emissor, controladas ou coligadas Informações de pedido de falência fundado em valor relevante ou de recuperação judicial ou extrajudicial Outras informações relevantes Atividades do emissor Descrição das atividades do emissor e suas controladas Informações sobre segmentos operacionais Informações sobre produtos e serviços relativos aos segmentos operacionais Clientes responsáveis por mais de 10% da receita líquida total Efeitos relevantes da regulação estatal nas atividades Receitas relevantes provenientes do exterior Efeitos da regulação estrangeira nas atividades Relações de longo prazo relevantes Outras informações relevantes Grupo econômico Descrição do Grupo Econômico Organograma do Grupo Econômico Operações de reestruturação Outras informações relevantes Ativos relevantes Bens do ativo não-circulante relevantes - outros Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.a - Ativos imobilizados 103

3 Índice Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Patentes, marcas, licenças, concessões, franquias e contratos de transferência de tecnologia Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.c - Participações em sociedades Outras informações relevantes Comentários dos diretores Condições financeiras e patrimoniais gerais Resultado operacional e financeiro Eventos com efeitos relevantes, ocorridos e esperados, nas demonstrações financeiras Mudanças significativas nas práticas contábeis - Ressalvas e ênfases no parecer do auditor Políticas contábeis críticas Controles internos relativos à elaboração das demonstrações financeiras - Grau de eficiência e deficiência e recomendações presentes no relatório do auditor Destinação de recursos de ofertas públicas de distribuição e eventuais desvios Itens relevantes não evidenciados nas demonstrações financeiras Comentários sobre itens não evidenciados nas demonstrações financeiras Plano de negócios Outros fatores com influência relevante Projeções Projeções divulgadas e premissas Acompanhamento e alterações das projeções divulgadas Assembleia e administração Descrição da estrutura administrativa Regras, políticas e práticas relativas às assembleias gerais Datas e jornais de publicação das informações exigidas pela Lei nº6.404/ Regras, políticas e práticas relativas ao Conselho de Administração Descrição da cláusula compromissória para resolução de conflitos por meio de arbitragem / 8 - Composição e experiência profissional da administração e do conselho fiscal Composição dos comitês estatutários e dos comitês de auditoria, financeiro e de remuneração Existência de relação conjugal, união estável ou parentesco até o 2º grau relacionadas a administradores do emissor, controladas e controladores 212

4 Índice Relações de subordinação, prestação de serviço ou controle entre administradores e controladas, controladores e outros Acordos, inclusive apólices de seguros, para pagamento ou reembolso de despesas suportadas pelos administradores Outras informações relevantes Remuneração dos administradores Descrição da política ou prática de remuneração, inclusive da diretoria não estatutária Remuneração total do conselho de administração, diretoria estatutária e conselho fiscal Remuneração variável do conselho de administração, diretoria estatutária e conselho fiscal Plano de remuneração baseado em ações do conselho de administração e diretoria estatutária Participações em ações, cotas e outros valores mobiliários conversíveis, detidas por administradores e conselheiros fiscais - por órgão Remuneração baseada em ações do conselho de administração e da diretoria estatutária Informações sobre as opções em aberto detidas pelo conselho de administração e pela diretoria estatutária Opções exercidas e ações entregues relativas à remuneração baseada em ações do conselho de administração e da diretoria estatutária Informações necessárias para a compreensão dos dados divulgados nos itens 13.6 a Método de precificação do valor das ações e das opções Informações sobre planos de previdência conferidos aos membros do conselho de administração e aos diretores estatutários Remuneração individual máxima, mínima e média do conselho de administração, da diretoria estatutária e do conselho fiscal Mecanismos de remuneração ou indenização para os administradores em caso de destituição do cargo ou de aposentadoria Percentual na remuneração total detido por administradores e membros do conselho fiscal que sejam partes relacionadas aos controladores Remuneração de administradores e membros do conselho fiscal, agrupados por órgão, recebida por qualquer razão que não a função que ocupam Remuneração de administradores e membros do conselho fiscal reconhecida no resultado de controladores, diretos ou indiretos, de sociedades sob controle comum e de controladas do emissor Outras informações relevantes Recursos humanos Descrição dos recursos humanos Alterações relevantes - Recursos humanos Descrição da política de remuneração dos empregados 283

5 Índice Descrição das relações entre o emissor e sindicatos Controle 15.1 / Posição acionária Distribuição de capital Organograma dos acionistas Acordo de acionistas arquivado na sede do emissor ou do qual o controlador seja parte Alterações relevantes nas participações dos membros do grupo de controle e administradores do emissor Outras informações relevantes Transações partes relacionadas Descrição das regras, políticas e práticas do emissor quanto à realização de transações com partes relacionadas Informações sobre as transações com partes relacionadas Identificação das medidas tomadas para tratar de conflitos de interesses e demonstração do caráter estritamente comutativo das condições pactuadas ou do pagamento compensatório adequado Capital social Informações sobre o capital social Aumentos do capital social Informações sobre desdobramentos, grupamentos e bonificações de ações Informações sobre reduções do capital social Outras informações relevantes Valores mobiliários Direitos das ações Descrição de eventuais regras estatutárias que limitem o direito de voto de acionistas significativos ou que os obriguem a realizar oferta pública Descrição de exceções e cláusulas suspensivas relativas a direitos patrimoniais ou políticos previstos no estatuto Volume de negociações e maiores e menores cotações dos valores mobiliários negociados Descrição dos outros valores mobiliários emitidos Mercados brasileiros em que valores mobiliários são admitidos à negociação 328

6 Índice Informação sobre classe e espécie de valor mobiliário admitida à negociação em mercados estrangeiros Ofertas públicas de distribuição efetuadas pelo emissor ou por terceiros, incluindo controladores e sociedades coligadas e controladas, relativas a valores mobiliários do emissor Descrição das ofertas públicas de aquisição feitas pelo emissor relativas a ações de emissão de terceiros Outras informações relevantes Planos de recompra/tesouraria Informações sobre planos de recompra de ações do emissor Movimentação dos valores mobiliários mantidos em tesouraria Informações sobre valores mobiliários mantidos em tesouraria na data de encerramento do último exercício social Outras informações relevantes Política de negociação Informações sobre a política de negociação de valores mobiliários Outras informações relevantes Política de divulgação Descrição das normas, regimentos ou procedimentos internos relativos à divulgação de informações Descrever a política de divulgação de ato ou fato relevante indicando o canal ou canais de comunicação utilizado(s) para sua disseminação e os procedimentos relativos à manutenção de sigilo acerca de informações relevantes não divulgadas Administradores responsáveis pela implementação, manutenção, avaliação e fiscalização da política de divulgação de informações Outras informações relevantes Negócios extraordinários Aquisição ou alienação de qualquer ativo relevante que não se enquadre como operação normal nos negócios do emissor Alterações significativas na forma de condução dos negócios do emissor Contratos relevantes celebrados pelo emissor e suas controladas não diretamente relacionados com suas atividades operacionais Outras informações relevantes 353

7 1.1 - Declaração e Identificação dos responsáveis Nome do responsável pelo conteúdo do formulário Cargo do responsável Walter Schalka Diretor Presidente Nome do responsável pelo conteúdo do formulário Cargo do responsável Marcelo Feriozzi Bacci Diretor de Relações com Investidores Os diretores acima qualificados, declaram que: a. reviram o formulário de referência b. todas as informações contidas no formulário atendem ao disposto na Instrução CVM nº 480, em especial aos arts. 14 a 19 c. o conjunto de informações nele contido é um retrato verdadeiro, preciso e completo da situação econômico-financeira do emissor e dos riscos inerentes às suas atividades e dos valores mobiliários por ele emitidos PÁGINA: 1 de 353

8 2.1/2.2 - Identificação e remuneração dos Auditores Possui auditor? SIM Código CVM Tipo auditor Nome/Razão social Nacional KPMG Auditores Independentes CPF/CNPJ / Período de prestação de serviço 01/01/2012 Descrição do serviço contratado Montante total da remuneração dos auditores independentes segregado por serviço Justificativa da substituição Prestação de serviços profissionais de auditoria, com a finalidade de:i) emitir parecer sobre as demonstrações contábeis individuais e consolidadas da Companhia e empresas controladas, correspondentes ao exercício anual; e ii) emitir relatórios de revisão das informaçõestrimestrais (ITRs) individuais e consolidadas da Companhia. A remuneração dos auditores independentes relativa ao último exercício social, findo em 31 de dezembro de 2014, corresponde ao montante de R$ ,98 sendo: (i) R$ ,68 referente aos serviços de auditoria das demonstrações contábeis do exercício de 2014, revisões das ITRs e da Declaração de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (DIPJ) e ii) R$ ,30 referente a outros serviços de consultoria com escopo limitado. Não aplicável Razão apresentada pelo auditor em caso da discordância da justificativa do emissor Nome responsável técnico Não aplicável Anselmo Neves Macedo 01/01/2012 a 30/09/ Carla Bellangero 01/10/ Período de prestação de serviço CPF Endereço Rua Dr. Renato Paes de Barros, 33, Itaim - Bibi, São Paulo, SP, Brasil, CEP , Telefone (11) , Fax (11) , Rua Dr. Renato Paes de Barros, 33, Itaim - Bibi, São Paulo, SP, Brasil, CEP , Telefone (11) , Fax (11) , PÁGINA: 2 de 353

9 2.3 - Outras informações relevantes Outras informações relevantes A Companhia mantém contrato com prestadora de serviços de auditoria independente cujos trabalhos possibilitam o aprimoramento dos controles internos, em especial os relacionados a aspectos fiscais, contábeis e de tecnologia da informação. Em 2012 em função do rodízio das empresas de auditoria instituído pela CVM a Companhia contratou a KPMG Auditores Independentes em substituição aos antigos auditores independentes Ernst & Young Terco Auditores Independentes S.S. PÁGINA: 3 de 353

10 3.1 - Informações Financeiras - Consolidado Rec. Liq./Rec. Intermed. Fin./Prem. Seg. Ganhos (Reais) Exercício social (31/12/2014) Exercício social (31/12/2013) Exercício social (31/12/2012) Patrimônio Líquido , , ,00 Ativo Total , , ,00 Resultado Bruto , , ,00 Resultado Líquido , , ,00 Número de Ações, Ex-Tesouraria (Unidades) Valor Patrimonial de Ação (Reais Unidade) , , , , , , Resultado Líquido por Ação -0, , , PÁGINA: 4 de 353

11 3.2 - Medições não contábeis a) Medições não contábeis O EBITDA corresponde ao lucro líquido do período e/ou exercício ajustado pelas receitas e despesas financeiras, imposto de renda e contribuição social e as despesas de depreciação, amortização e exaustão. O EBITDA Ajustado corresponde ao EBITDA excluindo os itens não recorrentes e/ou não caixa. O EBITDA e o EBITDA Ajustado não são medidas de desempenho financeiro segundo as práticas contábeis adotadas no Brasil, IFRS ou US GAAP, tampouco deve ser considerado isoladamente, ou como uma alternativa ao lucro líquido, como medida de desempenho operacional, ou alternativa aos fluxos de caixa operacionais, ou como medida de liquidez. Outras empresas podem calcular o EBITDA e o EBITDA Ajustado de maneira diferente da Companhia. O EBITDA e o EBITDA Ajustado apresentam limitações que prejudicam a sua utilização como medida da lucratividade, em razão de não considerar determinados custos decorrentes dos negócios, que poderiam afetar, de maneira significativa, os lucros da Companhia, tais como resultados financeiros e tributos. O EBITDA apurado nos exercícios encerrados em 31 de dezembro de 2014, 2013 e 2012 totalizaram os montantes de R$ milhões, R$ milhões e R$ milhões, respectivamente. As margens EBITDA em relação às receitas líquidas foram de 33,7%, 32,8% e 24,5%, respectivamente. O EBITDA Ajustado apurado nos exercícios encerrados em 31 de dezembro de 2014, 2013 e 2012 totalizaram os montantes de R$ milhões, R$ milhões e R$ milhões, respectivamente. As margens EBITDA em relação às receitas líquidas foram de 33,8%, 31,3% e 24,3% respectivamente. PÁGINA: 5 de 353

12 3.2 - Medições não contábeis b) Conciliações entre os valores divulgados e os valores das demonstrações financeiras auditadas: A tabela apresenta a conciliação do Lucro Líquido para o EBITDA e para o EBITDA Ajustado: R$ mil, exceto quando indicado Resultado Líquido ( ) ( ) ( ) Resultado financeiro, líquido Imposto de renda e contribuição social ( ) (59.515) ( ) EBIT Depreciação, amortização e exaustão EBITDA (1) Margem EBITDA 33,7% 32,8% 24,5% Alienação de participação na usina de Capim Branco - ( ) - Ajuste de valor justo do ativo biológico (12.847) (95.179) Bônus adicional de performance Baixa parcial de gastos com projetos suspensos Acordo comercial com fornecedores (31.500) - - Provisão para perda com imobilizado e baixas Outros Venda de ativo imobilizado - - (26.226) EBITDA Ajustado Margem EBITDA Ajustado 33,8% 31,3% 24,3% (1) EBITDA da Companhia calculado conforme a Instrução CVM n 527, de 04 de Outubro de Conciliação do EBITDA consolidado EBITDA Depreciação, amortização e exaustão Lucro Operacional antes do Resultado Financeiro e dos Impostos (2) (2) Medição contábil divulgada na Demonstração do Resultado consolidado. c) Explicar o motivo pelo qual entende que tal medição é mais apropriada para a correta compreensão da sua condição financeira e do resultado de suas operações A Companhia considera o EBITDA e o EBITDA Ajustado, com todas as limitações anteriormente mencionadas, e em conjunto com as demais informações contábeis e financeiras disponíveis como indicador razoável de comparação entre seus principais concorrentes de Mercado. Este indicador não contábil é utilizado pelos participantes do Mercado para análises comparativas dos resultados auferidos por empresas do setor e como indicador da capacidade de geração de caixa, ainda que com determinadas limitações, da Companhia. PÁGINA: 6 de 353

13 3.3 - Eventos subsequentes às últimas demonstrações financeiras Aquisição de Madeira A Suzano celebrou contrato com Transportadora Floresta do Araguaia Ltda. para compra de 8 milhões de m 3 de madeira para o abastecimento da fábrica de Imperatriz. Essa madeira deve abastecer a fábrica de 2015 até O pagamento será mensal, de 2015 a 2024, sempre no mês posterior ao consumo, não havendo adiantamento financeiro. Vale destacar que a madeira é de excelente produtividade, com impacto positivo no custo de colheita. A Suzano está constantemente em busca de novas oportunidades para otimizar o abastecimento de madeira tanto da fábrica de Imperatriz como das demais. PÁGINA: 7 de 353

14 3.4 - Política de destinação dos resultados Política de destinação dos resultados dos 3 últimos exercícios sociais: a) Retenção de lucros b) Distribuição de dividendos Nos termos do Estatuto Social da Companhia, o lucro líquido terá a seguinte destinação: (i) 5%, no mínimo, será destinado ao Fundo de Reserva Legal, até o limite de 20% do capital social; (ii) determinado percentual será destinado para a Reserva para Contingências, conforme estabelecido na legislação aplicada; (iii) 25%, no mínimo, do lucro líquido anual ajustado na forma prevista pelo artigo 202 da Lei das S.A, deverá ser distribuído aos acionistas a título de dividendos; (iv) o saldo, se houver, terá o destino que, por proposta da Diretoria, com parecer favorável do Conselho de Administração, for deliberado pela Assembléia Geral, com a faculdade de destinar até 90% à Reserva para Aumento de Capital, objetivando assegurar adequadas condições operacionais. Esta reserva não poderá ultrapassar 80% do capital social. O remanescente será destinado à Reserva Estatutária Especial, com o fim de garantir a continuidade da distribuição semestral de dividendos, até atingir o limite de 20% do capital social. Nos termos do Estatuto Social da Companhia, o lucro líquido terá a seguinte destinação: (i) 5%, no mínimo, será destinado ao Fundo de Reserva Legal, até o limite de 20% do capital social; (ii) determinado percentual será destinado para a Reserva para Contingências, conforme estabelecido na legislação aplicada; (iii) 25%, no mínimo, do lucro líquido anual ajustado na forma prevista pelo artigo 202 da Lei das S.A, deverá ser distribuído aos acionistas a título de dividendos; (iv) o saldo, se houver, terá o destino que, por proposta da Diretoria, com parecer favorável do Conselho de Administração, for deliberado pela Assembléia Geral, com a faculdade de destinar até 90% à Reserva para Aumento de Capital, objetivando assegurar adequadas condições operacionais. Esta reserva não poderá ultrapassar 80% do capital social. O remanescente será destinado à Reserva Estatutária Especial, com o fim de garantir a continuidade da distribuição semestral de dividendos, até atingir o limite de 20% do capital social. Conforme mencionado no item anterior, 25% do lucro líquido, no mínimo, deverá ser distribuído aos acionistas a título de dividendos, nos termos do artigo 202 da Lei das S.A. Conforme mencionado no item anterior, 25% do lucro líquido, no mínimo, deverá ser distribuído aos acionistas a título de dividendos, nos termos do artigo 202 da Lei das S.A. Nos termos do Estatuto Social da Companhia, o lucro líquido terá a seguinte destinação: (i) 5%, no mínimo, será destinado ao Fundo de Reserva Legal, até o limite de 20% do capital social; (ii) determinado percentual será destinado para a Reserva para Contingências, conforme estabelecido na legislação aplicada; (iii) 25%, no mínimo, do lucro líquido anual ajustado na forma prevista pelo artigo 202 da Lei das S.A, deverá ser distribuído aos acionistas a título de dividendos; (iv) o saldo, se houver, terá o destino que, por proposta da Diretoria, com parecer favorável do Conselho de Administração, for deliberado pela Assembléia Geral, com a faculdade de destinar até 90% à Reserva para Aumento de Capital, objetivando assegurar adequadas condições operacionais. Esta reserva não poderá ultrapassar 80% do capital social. O remanescente será destinado à Reserva Estatutária Especial, com o fim de garantir a continuidade da distribuição semestral de dividendos, até atingir o limite de 20% do capital social. Conforme mencionado no item anterior, 25% do lucro líquido, no mínimo, deverá ser distribuído aos acionistas a título de dividendos, nos termos do artigo 202 da Lei das S.A. PÁGINA: 8 de 353

15 3.4 - Política de destinação dos resultados Com relação às vantagens das Ações Preferenciais Classes A e B, estas conferem aos seus acionistas um dividendo, por ação preferencial, pelo menos 10% maior ao dividendo atribuído a cada ação ordinária, participando em igualdade de condições com as ações ordinárias, na distribuição de lucros sob a forma de bonificação em dinheiro ou a qualquer outro título, bem como na capitalização de reserva de qualquer natureza, mesmo de reavaliação do ativo, respeitado o dividendo majorado. As ações Preferenciais Classe B, conferem, ainda: (i) prioridade na distribuição de dividendo mínimo de 6% ao ano, calculado sobre a parte do capital social constituída por essa espécie e classe de ações. O Estatuto Social prevê, ainda, nos termos do artigo 197 da Lei das S.A., que no exercício em que o montante do dividendo obrigatório ultrapassar a parcela realizada do lucro líquido do exercício, a Assembléia Geral poderá, por proposta dos órgãos de administração, destinar o excesso à constituição da Reserva de Lucros a Realizar. Ademais, nos termos do artigo 199 da Lei das S.A., o saldo das reservas de lucros, exceto as de contingências e de lucros a realizar, não poderá ultrapassar o capital social; atingido esse limite, a Assembléia Geral deliberará sobre a aplicação do excesso na integralização das ações da Companhia, no aumento do capital social ou na distribuição de dividendos. Com relação às vantagens das Ações Preferenciais Classes A e B, estas conferem aos seus acionistas um dividendo, por ação preferencial, pelo menos 10% maior ao dividendo atribuído a cada ação ordinária, participando em igualdade de condições com as ações ordinárias, na distribuição de lucros sob a forma de bonificação em dinheiro ou a qualquer outro título, bem como na capitalização de reserva de qualquer natureza, mesmo de reavaliação do ativo, respeitado o dividendo majorado. As ações Preferenciais Classe B, conferem, ainda: (i) prioridade na distribuição de dividendo mínimo de 6% ao ano, calculado sobre a parte do capital social constituída por essa espécie e classe de ações. O Estatuto Social prevê, ainda, nos termos do artigo 197 da Lei das S.A., que no exercício em que o montante do dividendo obrigatório ultrapassar a parcela realizada do lucro líquido do exercício, a Assembléia Geral poderá, por proposta dos órgãos de administração, destinar o excesso à constituição da Reserva de Lucros a Realizar. Ademais, nos termos do artigo 199 da Lei das S.A., o saldo das reservas de lucros, exceto as de contingências e de lucros a realizar, não poderá ultrapassar o capital social; atingido esse limite, a Assembléia Geral deliberará sobre a aplicação do excesso na integralização das ações da Companhia, no aumento do capital social ou na distribuição de dividendos. Com relação às vantagens das Ações Preferenciais Classes A e B, estas conferem aos seus acionistas um dividendo, por ação preferencial, pelo menos 10% maior ao dividendo atribuído a cada ação ordinária, participando em igualdade de condições com as ações ordinárias, na distribuição de lucros sob a forma de bonificação em dinheiro ou a qualquer outro título, bem como na capitalização de reserva de qualquer natureza, mesmo de reavaliação do ativo, respeitado o dividendo majorado. As ações Preferenciais Classe B, conferem, ainda: (i) prioridade na distribuição de dividendo mínimo de 6% ao ano, calculado sobre a parte do capital social constituída por essa espécie e classe de ações. O Estatuto Social prevê, ainda, nos termos do artigo 197 da Lei das S.A., que no exercício em que o montante do dividendo obrigatório ultrapassar a parcela realizada do lucro líquido do exercício, a Assembléia Geral poderá, por proposta dos órgãos de administração, destinar o excesso à constituição da Reserva de Lucros a Realizar. Ademais, nos termos do artigo 199 da Lei das S.A., o saldo das reservas de lucros, exceto as de contingências e de lucros a realizar, não poderá ultrapassar o capital social; atingido esse limite, a Assembléia Geral deliberará sobre a aplicação do excesso na integralização das ações da Companhia, no aumento do capital social ou na distribuição de dividendos. Além disso, o Estatuto Social da Companhia permite que a Assembléia Geral atribua aos membros do Conselho de Administração e da Diretoria uma participação nos lucros. Além disso, o Estatuto Social da Companhia permite que a Assembléia Geral atribua aos membros do Conselho de Administração e da Diretoria uma participação nos lucros. Além disso, o Estatuto Social da Companhia permite que a Assembléia Geral atribua aos membros do Conselho de Administração e da Diretoria uma participação nos lucros. PÁGINA: 9 de 353

16 3.4 - Política de destinação dos resultados Por proposta da Diretoria, aprovada pelo Conselho de Administração, poderá a sociedade pagar juros aos acionistas, a título de remuneração do capital próprio destes últimos, até o limite estabelecido pelo artigo 9º da Lei n.º 9.249/1995. Caso pagas dessa forma, as importâncias desembolsadas poderão ser imputadas ao valor do dividendo obrigatório. Por proposta da Diretoria, aprovada pelo Conselho de Administração, poderá a sociedade pagar juros aos acionistas, a título de remuneração do capital próprio destes últimos, até o limite estabelecido pelo artigo 9º da Lei n.º 9.249/1995. Caso pagas dessa forma, as importâncias desembolsadas poderão ser imputadas ao valor do dividendo obrigatório. Por proposta da Diretoria, aprovada pelo Conselho de Administração, poderá a sociedade pagar juros aos acionistas, a título de remuneração do capital próprio destes últimos, até o limite estabelecido pelo artigo 9º da Lei n.º 9.249/1995. Caso pagas dessa forma, as importâncias desembolsadas poderão ser imputadas ao valor do dividendo obrigatório. c) Periodicidade das distribuições de dividendos A distribuição de dividendos aos acionistas ocorre anualmente, sempre que houver lucro ou reservas de lucros. A distribuição de dividendos aos acionistas ocorre anualmente, sempre que houver lucro ou reservas de lucros. A distribuição de dividendos aos acionistas ocorre anualmente, sempre que houver lucro ou reservas de lucros. Ainda, de acordo com o Estatuto Social da Companhia, será levantado balanço semestral no último dia de junho de cada ano e poderá a Diretoria declarar dividendo semestral, por conta do dividendo anual; levantar balanços extraordinários e distribuir dividendos em períodos menores, por conta do dividendo anual, desde que o total de dividendo pago em cada semestre do exercício social não exceda ao montante das reservas de capital; e declarar dividendo intermediário à conta de lucros acumulados ou de reservas de lucros existentes no último balanço anual ou semestral, por conta do dividendo anual. Ainda, de acordo com o Estatuto Social da Companhia, será levantado balanço semestral no último dia de junho de cada ano e poderá a Diretoria declarar dividendo semestral, por conta do dividendo anual; levantar balanços extraordinários e distribuir dividendos em períodos menores, por conta do dividendo anual, desde que o total de dividendo pago em cada semestre do exercício social não exceda ao montante das reservas de capital; e declarar dividendo intermediário à conta de lucros acumulados ou de reservas de lucros existentes no último balanço anual ou semestral, por conta do dividendo anual. Ainda, de acordo com o Estatuto Social da Companhia, será levantado balanço semestral no último dia de junho de cada ano e poderá a Diretoria declarar dividendo semestral, por conta do dividendo anual; levantar balanços extraordinários e distribuir dividendos em períodos menores, por conta do dividendo anual, desde que o total de dividendo pago em cada semestre do exercício social não exceda ao montante das reservas de capital; e declarar dividendo intermediário à conta de lucros acumulados ou de reservas de lucros existentes no último balanço anual ou semestral, por conta do dividendo anual. d) Eventuais restrições à distribuição de dividendos - Nos casos de mora no cumprimento das obrigações previstas no âmbito da 3 Emissão de debêntures sob pena de vencimento antecipado. Nos casos de mora no cumprimento das obrigações previstas no âmbito da 3 Emissão de debêntures sob pena de vencimento antecipado. PÁGINA: 10 de 353

17 3.5 - Distribuição de dividendos e retenção de lucro líquido (Reais) Exercício social 31/12/2014 Exercício social 31/12/2013 Exercício social 31/12/2012 Lucro líquido ajustado 0,00 0,00 0,00 Dividendo distribuído em relação ao lucro líquido ajustado 0, , , Taxa de retorno em relação ao patrimônio líquido do emissor 0, , , Dividendo distribuído total 0,00 0,00 0,00 Lucro líquido retido 0,00 0,00 0,00 Data da aprovação da retenção Lucro líquido retido Montante Pagamento dividendo Montante Pagamento dividendo Montante Pagamento dividendo Preferencial Preferencial Classe A 0,00 0,00 0,00 Ordinária 0,00 0,00 Preferencial Preferencial Classe B 0,00 Preferencial Preferencial Classe B 0,00 PÁGINA: 11 de 353

18 3.6 - Declaração de dividendos à conta de lucros retidos ou reservas Em 2012, a proposta de distribuição de dividendo no valor de R$ mil, aprovada na Assembléia Geral Ordinária e Extraordinária (AGEO) realizada em 30/04/2013, foi debitada da Reserva Estatutária Especial e os dividendos foram pagos (creditados em conta) aos acionistas em 10/05/2013, com base na posição acionária de 30/04/2013, passando as ações a serem negociadas ex-direitos a partir de 02/05/2013. Em 2013, a proposta de distribuição de dividendo no valor de R$ mil, aprovada na Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária (AGEO) realizada em 30/04/2014, foi debitada da Reserva de Lucros para Aumento de Capital e os dividendos foram pagos (creditados em conta) aos acionistas em 12/05/2014, com base na posição acionária de 30/04/2014, passando as ações a serem negociadas ex-direitos a partir de 02/05/2014. Em 2014, a proposta de distribuição de dividendo no valor de R$ mil, aprovada na Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária (AGEO) realizada em 30/04/2015, foi debitada da Reserva de Lucros para Aumento de Capital e os dividendos serão pagos (creditados em conta) aos acionistas em 11/05/2015, com base na posição acionária de 30/04/2015, passando as ações a serem negociadas ex-direitos a partir de 04/05/2015. PÁGINA: 12 de 353

19 3.7 - Nível de endividamento Exercício Social Montante total da dívida, de qualquer natureza Tipo de índice Índice de endividamento 31/12/ ,27 Índice de Endividamento 1, Descrição e motivo da utilização de outro índice 0,00 Outros índices 4, Método de cálculo e motivo para que se entenda apropriada a utilização do índice dívida líquida / EBITDA Ajustado: O índice calculado pela relação entre a Dívida Líquida da Companhia (dívida bruta menos disponibilidade) e o EBITDA Ajustado do período é a métrica mais comumente utilizada no setor para mensuração do nível de endividamento, possibilitando comparabilidade na análise da alavancagem das companhias, uma vez que apresenta de forma simplificada a relação entre o endividamento assumido e a geração operacional de caixa, mensurada pelo EBITDA Ajustado. Por este motivo, a Companhia entende ser este o índice mais apropriado para mensurar o seu nível de endividamento. PÁGINA: 13 de 353

20 3.8 - Obrigações de acordo com a natureza e prazo de vencimento Exercício social (31/12/2014) Tipo de dívida Inferior a um ano Um a três anos Três a cinco anos Superior a cinco anos Total Garantia Real , , , , ,59 Quirografárias , , , , ,87 Total , , , , ,46 Observação PÁGINA: 14 de 353

21 3.9 - Outras informações relevantes O item 3.8 representa as obrigações financeiras de acordo com a sua data de vencimento e segregado de acordo com o tipo de garantia, ao passo que o item 3.7 representa o montante total do passivo circulante e não circulante, incluindo as obrigações financeiras. Por esta razão a Companhia acredita não ser possível estabelecer o prazo de vencimento com precisão para todas as contas do seu passivo em razão da própria natureza destas obrigações, tais como: tributos diferidos, provisões, outras contas a pagar, dentre outras. A Companhia informa ainda que os valores informados nestes itens são apresentados em bases consolidadas. PÁGINA: 15 de 353

22 4.1 - Descrição dos fatores de risco a) Com relação à Companhia Os preços dos produtos da Companhia são altamente influenciados por mercados internacionais e, portanto, a Companhia tem pouco controle sobre os preços praticados. Os mercados de celulose são tipicamente cíclicos. Além disso, os preços de celulose praticados pela Companhia acompanham os preços internacionais de mercado, que são determinados pelo balanço de oferta e demanda, pela capacidade de produção global e pelas condições econômicas mundiais. Esses preços também podem ser afetados por flutuações das taxas de câmbio entre as moedas dos principais países produtores e consumidores, movimentações de estoques entre produtores e compradores, em função de expectativas de preços distintas ou, ainda, pelas estratégias de negócios adotadas por outros produtores, incluindo a disponibilidade de substitutos para os produtos da Companhia a preços mais competitivos. Todos esses fatores estão fora do controle da Companhia e podem ter um impacto significativo sobre a demanda por celulose e, consequentemente, sobre as margens operacionais, lucratividade e retorno sobre o capital investido da Companhia. Os preços de papéis, por sua vez, são determinados pelas condições de oferta e demanda nos mercados regionais onde são comercializados, embora com comportamento mais estável do que o dos preços de celulose. Assim, os preços dos papéis comercializados pela Companhia sofrem flutuações em decorrência direta de diversos fatores, dentre eles, das flutuações nos preços de celulose e de características específicas dos mercados em que a Companhia atua. Flutuações de preços dos produtos ocorrem não só de ano para ano, mas também ao longo do ano como resultado da economia global e regional, condições, restrições de capacidade, aberturas e fechamentos de plantas, entre outros fatores. A Companhia não pode garantir que os preços de mercado para celulose e papel e a demanda por seus produtos se manterão favoráveis aos seus negócios sem oscilações adversas, casos em que a habilidade da Companhia em operar suas fábricas de maneira economicamente viável poderá ser afetada de forma negativa. A Companhia apresenta alto grau de dependência de suas áreas de plantio para o fornecimento de madeira, que é essência para seus processos de produção. Qualquer dano efetivo sobre essas áreas de plantio pode afetar adversamente os resultados operacionais da Companhia. Parte relevante da madeira utilizada nos processos de produção da Companhia é fornecida por suas próprias operações florestais, que incluem áreas de plantio localizadas próximas às unidades industriais de produção da Companhia. O mercado de madeira no Brasil é limitado, já que a maioria dos produtores de celulose e papel utiliza a madeira extraída de suas áreas de plantio para consumo próprio. Além disso, para aquisição ou utilização das terras que formarão a sua base florestal, a Companhia concorre com outras culturas, o que acaba elevando potencialmente o preço de aquisição das áreas de plantio ou mesmo trazendo dificuldades para a contratação de terceiros para desenvolver o cultivo do eucalipto. Ainda, as áreas de plantio da Companhia estão sujeitas a ameaças naturais, tais como, seca, incêndio, pestes e pragas, que podem reduzir o fornecimento de madeira para a Companhia ou resultar em maiores preços para a madeira que a Companhia adquire. As áreas de plantio da Companhia também estão sujeitas a ameaças adicionais, tais como a perda temporária da posse causada por invasão de posseiros, inclusive por movimentos sociais, ou roubo de madeira. Portanto, qualquer dano efetivo sobre essas áreas de plantio pode afetar adversamente os resultados operacionais da Companhia. A atividade da Companhia apresenta riscos operacionais relevantes que se materializados podem resultar na paralisação parcial de suas atividades e impactar adversamente os seus resultados e condições financeiras. As operações da Companhia estão sujeitas a riscos operacionais, os quais podem causar a paralisação, ainda que parcial ou temporária, de suas atividades assim como perda de produção. Tais paralisações podem ser causadas por fatores associados à falha de equipamentos, acidentes, incêndios, greves, desgastes decorrentes do tempo e da exposição às intempéries e desastres naturais. A ocorrência dos eventos mencionados pode, dentre outros efeitos, resultar em danos graves aos bens da Companhia, diminuição do volume ou aumento dos custos de produção, causando um efeito adverso negativo em suas condições financeiras. Para o desenvolvimento dos seus negócios, a Companhia depende da contínua operação logística, que contempla estradas, ferrovias, armazéns, portos, entre outros. Tais operações podem ser interrompidas por fatores exógenos, como, por exemplo, ocorrências de movimentos sociais, desastres naturais e greves. A interrupção no fornecimento de insumos para a operação das unidades industriais e florestais, ou no transporte de produtos acabados aos clientes poderiam causar impactos materiais adversos sobre as receitas e o resultado operacional da Companhia. PÁGINA: 16 de 353

23 4.1 - Descrição dos fatores de risco Celebramos contratos com terceiros para prestar os serviços de transporte e logística necessários para as nossas operações. Por consequência, a rescisão ou término destes ou nossa incapacidade de renová-los ou negociar novos contratos com outros prestadores de serviços em condições semelhantes poderá afetar significativamente a nossa situação financeira e operacional. A cobertura de seguro da Companhia pode ser insuficiente para cobrir suas perdas e não abrange danos causados às suas florestas. A cobertura de seguros da Companhia para danos em suas unidades industriais decorrentes de incêndio, responsabilidade de terceiros por acidentes e riscos operacionais, bem como para transporte doméstico e internacional, pode ser insuficiente para cobrir as perdas que a Companhia possa vir a sofrer. A Companhia não mantém seguro contra incêndio, furtos, pragas ou outros riscos nas suas florestas. A ocorrência de perdas ou outros prejuízos que não sejam cobertos pelos seguros da Companhia, cujo pagamento da indenização do seguro não ocorra brevemente ou que excedam os limites de cobertura de suas apólices podem resultar em custos adicionais significativos e inesperados. Ademais, os termos e as condições de renovação das apólices de seguros da Companhia poderão ser alterados no futuro em função de modificações no mercado de seguros e do nível de riscos cobertos. A Companhia é titular de benefícios fiscais, cuja suspensão, decurso do prazo de vigência, cancelamento ou não renovação podem afetar adversamente os resultados da Companhia e geração de caixa líquida. Alterações na legislação fiscal podem impactar negativamente os negócios da Companhia. A Companhia possui unidades de produção em microrregiões localizadas nas áreas de atuação da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste SUDENE, sendo assim é beneficiária de incentivos fiscais federais por força de suas atividades nessa região. Ainda, a Companhia se beneficia de incentivos fiscais com base em legislação estadual que podem eventualmente ser questionados judicialmente decorrente de entendimento de que a concessão de tais incentivos dependeria de aprovação por unanimidade do CONFAZ, o qual é composto por secretários da fazenda de cada Estado da Federação. A Companhia não pode assegurar que os incentivos fiscais de que é atualmente beneficiária serão mantidos, renovados ou, ainda, que conseguirá obter novos benefícios fiscais em condições favoráveis. Caso tais benefícios fiscais não sejam efetivamente renovados, isso poderá ter um efeito adverso relevante nos resultados da Companhia e na geração de caixa líquida. Além disso, o governo federal e os governos estaduais, frequentemente, implementam alterações na legislação tributária que podem afetar a Companhia e seus clientes, tais como alterações nas alíquotas e base de cálculo dos tributos. Algumas destas alterações podem resultar em aumento de encargos fiscais que podem afetar adversamente os negócios da Companhia. Os empréstimos e financiamentos de curto e longo prazo da Companhia exigirão que uma parte significativa do seu fluxo de caixa seja utilizada para o pagamento do valor principal e dos juros das obrigações decorrentes desse endividamento. Em 31 de dezembro de 2014 a dívida bruta da Suzano era de R$ milhões, a dívida líquida consolidada era de R$ milhões e o EBITDA ajustado dos últimos doze meses de R$ milhões. Dessa forma, a relação dívida líquida/ebitda Ajustado no exercício encerrado em 31 de dezembro de 2014 era de 4,1x. O nível de endividamento da Suzano cresceu na medida em que foram contratados financiamentos de longo prazo para investir no projeto do Maranhão e a alavancagem poderá aumentar durante condições adversas de mercado. O perfil de endividamento da Suzano pode levá-la a utilizar o fluxo de caixa disponível proveniente de suas operações para o pagamento do principal e dos juros decorrentes desse endividamento, ao invés de utilizá-lo para o pagamento de dividendos ou para outros fins. Adicionalmente, o nível de endividamento da Suzano pode limitar sua flexibilidade no planejamento ou reação a mudanças no mercado. O alto grau de alavancagem pode também reduzir a capacidade da Suzano de contratar empréstimos adicionais para financiar seus projetos, suas necessidades de capital de giro e despesas com juros e amortizações de empréstimos. Alguns dos contratos financeiros da Companhia contêm cláusulas que impõem a manutenção de certos índices financeiros e o inadimplemento cruzado (cross default). A inadimplência gerada a partir de violação destes contratos pode ter efeitos materiais adversos sobre a Companhia. Parte dos contratos que representam parcela do endividamento da Companhia contém cláusulas que exigem a manutenção de determinada proporção entre certos índices financeiros, tais como Dívida Líquida e EBITDA Ajustado, além de que a ocorrência de um evento de inadimplemento sob certas dívidas pode acionar um evento de inadimplemento de outras dívidas ou permitir que os credores destas dívidas antecipem seus vencimentos. O inadimplemento de determinados termos dos contratos de financiamento, que não for PÁGINA: 17 de 353

24 4.1 - Descrição dos fatores de risco devidamente consentido pelos credores relevantes, pode resultar em uma decisão por parte destes credores de acelerar o saldo em aberto da dívida, e em alguns contratos também poderiam acelerar outras dívidas. Nesta última hipótese, os ativos e fluxos de caixa da Companhia poderão ser insuficientes para pagar os valores devidos pelos contratos de financiamento. Se tais eventos ocorrerem, a situação financeira da Companhia e o preço das suas ações poderão ser material e adversamente afetadas. Se a Companhia for incapaz de administrar os problemas e riscos em potencial relacionados a aquisiç ões e alianças, seus negócios e perspectivas de crescimento podem ser afetados. Alguns dos concorrentes da Companhia podem estar melhor posicionados para adquirir outros negócios de celulose e papel. A Companhia completou aquisições importantes nos anos 2010 e 2011 e poderá, como parte de sua estratégia, adquirir outros negócios ou firmar alianças no Brasil ou em outros países. Eventos inesperados, alterações em condições de mercado, bem como falhas ao integrar novos negócios, ou administrar novas alianças com êxito, podem afetar adversamente o desempenho comercial e financeiro da Companhia. Além disso, o setor mundial de celulose e papel pode buscar consolidações com diversas empresas competindo por oportunidades de aquisições e alianças neste setor. As diferenças competitivas e eventuais movimentos de outras empresas do setor nesse sentido podem afetar a Companhia e a probabilidade de sucesso em realizar ou concluir aquisições e alianças necessárias à ampliação de seu negócio. Além disso, qualquer grande aquisição pode estar sujeita à aprovação regulamentar. A redução da classificação de risco de crédito da Companhia pode aumentar seu custo de capital e/ou restringir a disponibilidade de novos financiamentos. A Standard & Poor s Ratings Services classificou o risco da Companhia em escala global e o risco da sua emissão de senior notes em BB. A Moody s Investors Service classificou o risco corporativo e das senior notes da Companhia em BA2 e o risco em escala nacional em Aa2Br. Ainda, a Fitch Rating atribuiu a classificação em escala nacional equivalente a A+(bra) e o risco da sua emissão de senior notes em BB. Reduções da classificação de risco da Companhia podem acarretar aumento do custo de capital e afetar suas operações, assim como investimentos, prejudicando de maneira adversa a sua situação financeira, os seus resultados e, consequentemente, o preço de suas ações. Disputas judiciais cujos resultados venham a ser desfavoráveis para a Companhia podem afetar negativamente seus negócios e situação financeira A Companhia está envolvida no curso normal dos seus negócios em diversas disputas judiciais, em matérias fiscais, civis (inclusive ambientais) e trabalhistas que envolvem reivindicações monetárias significativas. Para tanto, vide o item 4.3 do Formulário de Referência com relação aos processos administrativos e judiciais relevantes em que a Companhia figura como parte. O resultado desfavorável em um processo judicial relevante poderá resultar na obrigação de desembolso de valores substanciais pela Companhia. Emissão de novos valores mobiliários pela Companhia no futuro poderão resultar em uma diluição da participação do investidor no capital social da Companhia. A Companhia pode optar por captar recursos adicionais no futuro através de operações de emissão pública ou privada de ações ou valores mobiliários conversíveis em ações. Conforme previsto no artigo 172 da Lei das Sociedades por Ações, a captação de recursos através de distribuição pública de ações ou valores mobiliários conversíveis em ações pode ser realizada com a exclusão do direito de preferência dos acionistas da Companhia. Portanto, a emissão de novos valores mobiliários pela Companhia, para fazer frente a uma eventual necessidade de capital adicional no futuro, poderá resultar em uma diluição da participação do investidor no capital social da Companhia. PÁGINA: 18 de 353

25 4.1 - Descrição dos fatores de risco Os proprietários das ações da Companhia podem não vir a receber dividendos ou juros sobre o capital próprio. De acordo com o Estatuto Social, deve-se pagar aos acionistas um dividendo anual obrigatório não inferior a 25% do lucro líquido anual da Companhia, calculado e ajustado nos termos da Lei das Sociedades por Ações. O Estatuto Social permite o pagamento de dividendos intermediários, à conta de lucros acumulados ou de reservas de lucros existentes no último balanço anual ou semestral, por conta do dividendo anual. A Companhia poderá também pagar juros sobre o capital próprio, limitados aos termos da lei. Os dividendos intermediários e os juros sobre o capital próprio declarados em cada exercício social poderão ser imputados ao dividendo mínimo obrigatório do resultado do exercício social em que forem distribuídos. A Assembleia Geral de Acionistas da Companhia pode deliberar pela capitalização, utilização para compensar prejuízo ou retenção de lucro líquido da Companhia, conforme previsto na Lei das Sociedades por Ações, podendo tal lucro líquido não ser disponibilizado para pagamento de dividendos ou a Companhia não realizar o pagamento de juros sobre capital próprio. b) Com relação ao seu controlador, direto ou indireto, ou grupo de controle A gestão da Companhia é fortemente influenciada por seus acionistas controladores e os interesses de seus atuais acionistas controladores podem ser conflitantes com os interesses dos demais acionistas. Os acionistas controladores da Companhia têm poderes para, dentre outros, eleger a maioria dos membros de seu Conselho de Administração e determinar o resultado de qualquer deliberação que exija aprovação de acionistas, incluindo operações com partes relacionadas, reorganizações societárias e alienações e a época do pagamento de quaisquer dividendos futuros, observadas as exigências de pagamento do dividendo mínimo obrigatório, impostas pela Lei das Sociedades por Ações. Os acionistas controladores da Companhia poderão ter interesse em realizar aquisições, alienações de ativos, parcerias, busca de financiamentos, ou tomar outras decisões que podem ser conflitantes com os interesses dos demais acionistas. c) Com relação aos seus acionistas Os interesses dos executivos da Companhia, beneficiários de plano de opção de compra de ações, podem diferir dos interesses dos acionistas com uma visão de investimento de longo prazo. Os executivos da Companhia são beneficiários de um plano de opção de compra de ações, cujo potencial ganho para seus beneficiários está vinculado ao maior valor de mercado das ações da Companhia. Assim, os seus interesses podem eventualmente ficar substancialmente vinculados ao valor de mercado das ações da Companhia. Caso isto ocorra, estes executivos poderão dirigir os negócios e as atividades da Companhia com maior foco na geração de resultados no curto prazo, o que poderá não coincidir com os interesses de acionistas que tenham uma visão de investimento de longo prazo. d) Com relação às suas controladas e coligadas Na estrutura da Companhia encontram-se controladas operacionais e não operacionais. Porém, ainda que operacionais, as atividades de tais empresas controladas restringem-se a atividades de suporte àquelas praticadas pela Companhia, de modo que a Companhia não identifica fatores de riscos relacionados às suas controladas. e) Com relação aos fornecedores da Companhia A Companhia depende de terceiros como fornecedores de parte de suas necessidades de madeira e pode ser adversamente afetada pela falta ou pelo aumento dos custos da madeira. A madeira é a principal matéria-prima utilizada para a produção de celulose e produtos de papel, sendo parte relevante proveniente de florestas próprias. A Companhia celebra contratos de fornecimento de médio e longo prazo com fornecedores de madeira, por um período que pode variar de 1 a 2 ciclos florestais, de 6 a 8 anos cada, na modalidade de fomento ou parcerias florestais. Caso seja necessário a complementação do volume, o abastecimento de madeira pode ser suprido através de contratos de compra de madeira de mercado nas modalidades: compra de florestas em pé ou posto fábrica, podendo ter duração de c urto ou longo prazo variando conforme o volume negociado. Qualquer interrupção no fornecimento que represente uma redução relevante na madeira disponível para processamento pela Companhia poderá afetar adversamente seus resultados operacionais e sua situação financeira. PÁGINA: 19 de 353

26 4.1 - Descrição dos fatores de risco Mudanças na qualidade de crédito dos fornecedores ou clientes para os quais tenham sido efetuados adiantamentos, vendas a prazo ou empréstimos podem afetar os resultados da Companhia. É prática corrente e, eventualmente, condição para atuação competitiva em diversos mercados onde a Companhia opera, a concessão de adiantamentos a fornecedores e venda a prazo a clientes. Ao realizar adiantamentos, vendas a prazo ou empréstimos aos seus fornecedores ou clientes, a Companhia assume seus riscos de inadimplência. Desta forma, mudanças no ambiente macroeconômico, nas condições específicas dos seus mercados de atuação, ou ainda problemas relacionados à gestão destes fornecedores e clientes, podem afetar significativamente a sua capacidade de efetuar pagamentos, impactando diretamente o valor dos ativos e o capital de giro da Companhia. Adicionalmente, existe o risco de descasamento entre as taxas pagas sobre os recursos que a Companhia capta e as recebidas com relação ao crédito que concede aos seus clientes ou fornecedores, pois nem sempre é possível equiparar os termos dos financiamentos que a Companhia contrata aos termos dos créditos que concede aos seus fornecedores ou clientes. Qualquer deterioração do risco de crédito de fornecedores ou clientes ou descasamento entre as taxas e termos pelos quais a Companhia contrata e concede crédito poderá causar um efeito adverso relevante sobre o valor dos ativos, patrimônio e resultados da Companhia. A Companhia depende de poucos fornecedores de certos insumos, como óleo combustível, soda cáustica, pasta mecânica e gás, e pode ser adversamente afetada pela indisponibilidade ou pelo aumento dos custos destes insumos. A Companhia possui poucas fontes de fornecimento para alguns insumos que são matérias-primas relevantes para o seu processo produtivo. A Companhia celebra contratos de fornecimento de médio e longo prazo com esses fornecedores. Portanto, eventual redução significativa no fornecimento ou aumento de custos, por parte de fornecedor relevante, de óleo combustível, de soda cáustica, de pasta mecânica, de clorato de sódio e de gás, poderá afetar o mix, a margem ou a disponibilidade dos produtos da Companhia, o que afetará adversamente seus resultados operacionais. f) Com relação aos clientes da Companhia Vide o segundo fator de risco elencado no item e imediatamente acima. g) Com relação aos setores de atuação da Companhia Uma volatilidade significativa do Real frente ao Dólar pode impactar de forma relevante as receitas e o endividamento da Companhia. A volatilidade da cotação do Real frente ao Dólar tem efeitos relevantes na condição financeira consolidada da Companhia e em seu resultado operacional consolidado quando expressos em Reais, além de impactar suas receitas, despesas e ativos consolidados denominados em moeda estrangeira. As receitas de vendas com exportações e, portanto, a geração de caixa operacional da Companhia, são direta e imediatamente afetadas pela variação da taxa média de câmbio entre o Real e o Dólar. A depreciação do Real causa aumento de tais receitas quando expressas em Reais, enquanto que a apreciação do Real resulta em receitas de vendas com exportação menores. As receitas no mercado doméstico são indiretamente influenciadas pela variação da taxa cambial, na medida em que os papéis importados, cotados em Dólares, ganham ou perdem competitividade no mercado doméstico dependendo da taxa de câmbio. Alguns custos e despesas operacionais da Companhia, tais como despesas com seguros e fretes relacionadas às exportações e custos de produtos químicos utilizados como matéria prima, entre outros, também são afetados pelas variações cambiais. Sendo assim, a depreciação do Real resulta em aumento de tais custos e despesas expressos em Reais, enquanto a apreciação do Real resulta na queda de tais custos e despesas. As contas patrimoniais consolidadas da Companhia, indexadas em moeda estrangeira, especialmente empréstimos e financiamentos de curto e longo prazo, disponibilidades no exterior e contas a receber de clientes e estoques no exterior, são diretamente e pontualmente afetadas pela taxa de câmbio. A parcela da dívida da Companhia denominada em Dólar, considerando o ajuste com derivativos, totalizava aproximadamente 57% do endividamento bruto da Companhia em 31 de dezembro de Portanto, as variações da taxa de câmbio entre o Real e o Dólar afetam diretamente o endividamento e os resultados da Companhia. PÁGINA: 20 de 353

27 4.1 - Descrição dos fatores de risco Investimentos em aumento na capacidade de produção celulose de mercado por concorrentes nos próximos anos podem impactar adversamente os resultados da Companhia. Diversos anúncios de investimentos em novas capacidades foram feitos por concorrentes do setor de celulose e também por iniciantes nesta indústria. Caso todos ou parte importante dos projetos sejam confirmados e os investimentos realizados, poderá haver um desequilíbrio entre oferta e demanda que poderá ocasionar redução de preços de celulose. Investimentos em novas capacidades por terceiros podem ter um impacto significativo sobre os preços da celulose e, consequentemente, sobre as margens operacionais, lucratividade e retorno sobre o capital investido da Companhia. Ainda, por conta do aumento da oferta da celulose no mercado, a Companhia poderá ser obrigada a ajustar, ainda que temporariamente, o volume de produção para adequação da menor demanda pelo produto, correndo o risco de ter que operar com capacidades ociosas e um maior custo de produção. A Companhia enfrenta concorrência significativa em alguns dos segmentos de mercado em que atua, o que pode afetar adversamente sua participação nos mercados de celulose e papel e sua lucratividade. O setor de papel e celulose é extremamente competitivo. A Companhia enfrenta concorrência significativa, tanto no mercado doméstico quanto no internacional, de um grande número de empresas, algumas das quais contando com baixos custos de capital e amplo acesso a recursos financeiros. No mercado doméstico, a Companhia enfrenta a competição de produtos nacionais, fabricados por empresas pertencentes a grupos brasileiros e internacionais, e importados. No mercado internacional, a Companhia concorre com empresas com maiores capacidades de produção e distribuição, expressiva base de consumidores e grande variedade de produtos. As importações de celulose não representam concorrência para a Companhia no mercado doméstico, devido aos baixos custos de produção e logística dos produtores locais. A sobreoferta de papel revestido no mundo, as medidas anti-dumping adotadas em outros países e o desvio de finalidade na importação de papel revestido, sobretudo durante um prolongado período de apreciação do Real em relação ao Dólar, pode aumentar a concorrência de produtores estrangeiros no mercado doméstico, impactando adversamente a Companhia. Além disso, os mercados de celulose e papel são atendidos por várias empresas localizadas em diversos países. Se a Companhia não for capaz de se manter competitiva em relação aos concorrentes no futuro, sua participação no mercado pode ser afetada adversamente. Além disso, as pressões para redução dos preços de celulose e papel causadas por competidores da Companhia, que podem estar mais preparados para manter preços mais baixos, podem afetar a lucratividade da Companhia. As condições políticas e econômicas brasileiras, como inflação e taxas de juros, podem ter impacto adverso nos negócios da Companhia. Os negócios, a condição financeira e os resultados da Companhia podem ser adversamente afetados por mudanças nas políticas governamentais, econômicas e eventos políticos que afetem o Brasil. Assim, medidas do Governo Federal para manter a estabilidade econômica, bem como a especulação sobre eventuais atos futuros do governo, podem gerar incertezas sobre a economia brasileira e uma maior volatilidade no mercado de capitais doméstico. Caso os cenários político e econômico se deteriorem, a Companhia poderá arcar com uma elevação nos seus custos financeiros. Além disso, no caso de haver inflação, ela poderá desacelerar a taxa de crescimento da economia brasileira, o que poderá levar a uma redução da demanda pelos produtos da Companhia no Brasil e a reduções de suas vendas. Caso as taxas de inflação venham a aumentar consideravelmente e a elevação dos índices inflacionários não seja repassada integralmente aos preços finais dos produtos vendidos pela Companhia, os fluxos de caixa, a condição financeira e os resultados da Companhia serão negativamente afetados. Além disso, um aumento das taxas de juros pode acarretar aumento no custo de captação da Companhia. Situações de restrição de liquidez no mercado poderão aumentar o custo, restringir os prazos ou até mesmo inviabilizar a captação de recursos no mercado, o que poderá afetar adversamente as operações da Companhia. As empresas brasileiras de celulose e papel fizeram grandes investimentos durante os últimos anos a fim de competir com mais eficácia e em maior escala no mercado internacional. Este movimento elevou a necessidade de recursos e a diversificação de fontes de financiamentos com instituições financeiras nacionais e internacionais. Dentro deste contexto, a Companhia depende do capital de terceiros para conduzir seus negócios, na forma de operações de financiamento para suportar seus investimentos e capital de giro. Em situações de restrição de liquidez, como a vivenciada em 2008 e 2009 em razão da crise financeira internacional, as linhas de crédito podem se tornar excessivamente curtas, caras ou até mesmo indisponíveis. Nessas circunstâncias, aumenta-se o risco de captação e de rolagem, ou seja, a possibilidade de não obtenção, no mercado, dos recursos necessários para honrar os vencimentos da dívida contratada, assim como o risco de ter de levantar esses recursos a custos elevados, o que poderá afetar adversamente os resultados da Companhia. PÁGINA: 21 de 353

28 4.1 - Descrição dos fatores de risco h) Com relação à regulação do setor de atuação da Companhia Regras ambientais mais rigorosas podem implicar em dispêndio maior de recursos pela Companhia. As operações da Companhia estão sujeitas à extensa regulamentação ambiental, incluindo regulamentação relacionada às emissões atmosféricas, descarga de efluentes, resíduos sólidos, odores e reflorestamento, manutenção de Reserva Legal e Áreas de Preservação Permanente. Ainda, nossas atividades estão sujeitas à renovação periódica das licenças ambientais, tanto florestais quanto industriais. No Brasil, as violações às leis ambientais podem acarretar em sanções para a companhia e seus colaboradores tais como multa, detenção, reclusão ou até a dissolução da sociedade. As normas ambientais a serem cumpridas pela companhia são expedidas no âmbito federal, estadual e municipal, sendo que mudanças nas referidas regras e leis e/ou na política ou nos procedimentos adotados nas leis atuais poderão afetar adversamente a companhia. O descumprimento de uma determinada regra ou lei ambiental poderá implicar no pagamento de multa ou mesmo uma sanção criminal, bem como ocasionar a revogação da sua licença ou suspensão de determinadas atividades. Vale ressaltar que existe a possibilidade de as agências governamentais ou outras autoridades competentes estabelecerem novas regras ou imporem regulamentos adicionais ainda mais rígidos que os vigentes, ou buscarem uma interpretação mais rigorosa das leis e regulamentos existentes, o que exigiria da companhia o dispêndio de fundos adicionais para a conformidade ambiental ou restringiria sua habilidade de operar conforme atualmente. Além disso, o não cumprimento das leis e regulamentos ambientais poderia restringir a capacidade da companhia na obtenção de financiamentos junto às instituições financeiras. A não obtenção das autorizações e licenças necessárias poderá afetar adversamente as operações da Companhia. A companhia depende da emissão de autorizações e licenças do poder público para o desenvolvimento de certas atividades. Assim, para o processo de licenciamento dos empreendimentos florestais e industriais, cujos impactos socioambientais sejam considerados significativos, é obrigatória a realização de investimentos e ações, de modo a compensar tais impactos. As licenças para operação das suas fábricas e plantios, geralmente são válidas por cinco anos contados da data da emissão, ao final dos quais poderão ser renovadas por iguais períodos. As licenças para operação exigem, dentre outros, que a companhia informe periodicamente o cumprimento de padrões de emissões estabelecidos pelos órgãos ambientais competentes. A não obtenção, não renovação ou regularização, conforme aplicável, de nossas licenças operacionais poderão causar atrasos na implantação das novas capacidades produtivas da companhia, aumento dos custos do processo, multa pecuniária ou mesmo a suspensão do processo produtivo da parte afetada. i) Com relação aos países estrangeiros onde a Companhia atua Recessão em virtude da crise econômica mundial poderá afetar a demanda e o preço dos produtos da Companhia de modo adverso. A demanda de papel e celulose está relacionada ao crescimento da economia mundial. Atualmente, Europa, América do Norte e China são os principais mercados dessa indústria. Eventual desaceleração do crescimento econômico dessas regiões poderá afetar adversamente os preços e o volume de exportações da Companhia e, consequentemente, impactará o seu desempenho operacional e os seus resultados financeiros, até que esse volume possa ser alocado em outros mercados. As exportações da Companhia estão sujeitas a riscos especiais que poderão afetar adversamente os seus negócios. A Companhia exporta para diversas regiões do mundo, sujeitando-se a alguns riscos políticos e regulatórios especiais, entre os quais: controles cambiais nos países onde tiver pagamentos a receber; e eventuais barreiras comerciais, formais ou informais, ou ainda políticas de incentivo ou subsídio aos produtores em diversas regiões. O desempenho financeiro futuro da Companhia dependerá, portanto, das condições econômicas, políticas e sociais dos seus principais mercados de exportação (Europa, Ásia e América do Norte). Desta forma, fatores que estão fora do controle da Companhia, como a imposição de barreiras ou a concessão de incentivos comerciais e alterações nas políticas econômicas dos países para os quais a Companhia exporta, poderão prejudicar a sua capacidade de exportação e, consequentemente, seus negócios e resultados operacionais. PÁGINA: 22 de 353

29 4.2 - Comentários sobre expectativas de alterações na exposição aos fatores de risco A Companhia tem como prática a análise constante dos riscos aos quais está exposta e que possam afetar seus negócios, situação financeira e os resultados das suas operações de forma adversa. A Companhia está constantemente monitorando mudanças no cenário macroeconômico e setorial, que possam influenciar suas atividades, por meio de acompanhamento dos principais indicadores de desempenho. A Companhia adota política de foco contínuo na disciplina financeira e na gestão conservadora de caixa. Atualmente, a Companhia não identifica qualquer cenário de aumento ou redução de sua exposição aos riscos mencionados no item 4.1. acima. PÁGINA: 23 de 353

30 4.3 - Processos judiciais, administrativos ou arbitrais não sigilosos e relevantes Geral Em 31 de dezembro de 2014, a Companhia figurava no polo passivo em 2280 processos administrativos e judiciais de natureza tributária, trabalhista e cível, cujo valor total era de R$1,5 bilhões. Nesta mesma data, a Companhia também figurava no polo ativo em 556 processos administrativos e judiciais de natureza, tributária, trabalhista e cível. Para fins das informações aqui apresentadas e detalhadas, a Companhia discorrerá somente sobre as ações em que figura no polo passivo, pois as ações em que a Companhia figura no polo ativo não gerariam um impacto negativo adverso aos seus negócios. No tocante às contingências, importante ressaltar que: i) para os casos em que a possibilidade de perda é remota, não é constituída provisão, ii) para os casos em que a perspectiva de perda é classificada pelos assessores jurídicos externos como possível, a Companhia, em complemento à opinião externa, realiza uma análise individual dos processos considerando o histórico de desfecho em casos semelhantes com inclinação à probabilidade de perda provável, sendo que para tais processos, a Administração constitui uma provisão de parte do montante considerado suficiente, no momento, à perda esperada em cada processo e iii) para os casos em que a possibilidade de perda é provável, a Administração constitui provisão. A seguir, a estratificação por ramo do direito: A) Tributários Em 31 de dezembro de 2014, a Companhia figurava no polo passivo em 263 processos administrativos e judiciais de natureza tributária e nos quais se discutia matérias relativas a diversos tributos, tais como PIS, COFINS, IPI, ICMS, IR e contribuição previdenciária, envolvendo valor total de provisão estimado em R$174,8 milhões, sendo que parte desse valor já se encontra refletida em tais processos. Cumpre salientar que a Companhia não é parte em processos tributários, em valores individuais superiores a R$ ,00 (0,5% do Patrimônio Líquido da Companhia) e que possam impactar de maneira relevante os seus resultados, com prognóstico de perda provável, nos casos de contingências passivas. B) Trabalhistas Em 31 de dezembro de 2014, a Companhia figurava como parte em 1796 ações de natureza trabalhista e/ou acidentária, envolvendo valor total de provisão estimado em R$41,2 milhões, sendo que parte desse valor já se encontra refletido em tais processos. De maneira geral, os processos trabalhistas estão relacionados às questões frequentemente contestadas por empregados de empresas industriais, como verbas salariais e rescisórias, além de algumas ações propostas por empregados de empresas terceirizadas que prestam serviços para a Companhia e que pleiteiam uma eventual condenação subsidiária em verbas não pagas por essas empresas terceirizadas, destacando-se, porém, os processos relacionados abaixo, relativos a pleitos de insalubridade/periculosidade e à regularidade do processo de terceirização de atividades de florestamento e reflorestamento, os quais, por força das matérias envolvidas e das consequências que um precedente negativo pode ocasionar, merecem ser mencionados. Juízo Instância Processo: 0047/2003 2ª Vara do Trabalho de Suzano/SP Instância Superior PÁGINA: 24 de 353

31 4.3 - Processos judiciais, administrativos ou arbitrais não sigilosos e relevantes Data de instauração 20/01/2003 Partes no processo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Papel, Papelão e Cortiça de Mogi das Cruzes, Suzano, Poá, Ferraz de Vasconcelos e Região x Suzano Papel e Celulose S.A. Valores, bens ou direitos envolvidos R$ 4,1 milhões Principais fatos O Sindicato reclama o pagamento de adicional de insalubridade/periculosidade aos seus substituídos nas áreas da ré em que esses exercem as suas atividades, na Unidade Rio Verde. Condenação da Companhia em 1ª instância para pagamento de adicional de insalubridade a 17 colaboradores e do adicional de periculosidade a 19 colaboradores. As partes recorreram da decisão. Negado provimento aos recursos. Interposto Recurso de Revista por ambas as partes. Denegado seguimento. Processo transitado em julgado. Processo em fase de cálculos/impugnação. Chance de perda: Análise do impacto em caso de perda do processo Valor provisionado, se houver provisão Provável Pagar o valor de eventual condenação, com reflexo na folha de pagamento. Dada sua relevância, o caixa da Companhia poderia ser impactado no montante determinado pelo juízo para pagamento. R$ 3,1 milhões Juízo Instância Processo: 1020/2005 1ª. Vara do Trabalho de Suzano/SP Instância Superior Data de instauração 10/08/2005 Partes no processo Valores, bens ou direitos envolvidos Principais fatos Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Papel, Papelão e Cortiça de Mogi das Cruzes, Suzano, Poá, Ferraz de Vasconcelos e Região x Suzano Papel e Celulose S.A. R$10,6 milhões O Sindicato reclama o pagamento de adicional de insalubridade (vencidos e vincendos) aos seus substituídos nas áreas da ré em que esses exercem as suas atividades, na Unidade Suzano que trabalharam ou ainda trabalham nos setores envolvidos no acordo judicial firmado no processo 1230/78. Decisões de 1ª e 2ª Instâncias favoráveis ao Autor. Aguardandose julgamento do Recurso de Revista interposto pela Companhia. PÁGINA: 25 de 353

32 4.3 - Processos judiciais, administrativos ou arbitrais não sigilosos e relevantes Chance de perda Análise do impacto em caso de perda do processo Valor provisionado, se houver provisão Possível Pagar o valor de eventual condenação, com reflexo na folha de pagamento. Dada sua relevância, o caixa da Companhia poderia ser impactado no montante determinado pelo juízo para pagamento. R$3,2 milhões Juízo Instância Processo: Vara do Trabalho de Teixeira de Freitas /BA 1ª Instância Data de instauração 16/11/2007 Partes no processo Valores, bens ou direitos envolvidos Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Papel, Celulose, Pasta de Madeira para Papel, Papelão, Cortiças, Artefatos de Papel, Madeira e Assimilados do Estado da Bahia (SINDICELPA) x Suzano Papel e Celulose S.A. O valor envolvido ainda não foi estimado. Principais fatos O sindicato reclama o pagamento de adicional de insalubridade/periculosidade vencidos e vincendos aos seus substituídos, nas áreas em que esses exercem/exerceram as suas atividades, na Unidade Mucuri/BA. O processo se encontra em fase de instrução. Chance de perda: Análise do impacto em caso de perda do processo Valor provisionado, se houver provisão Remota Pagar o valor de eventual condenação, com reflexo na folha de pagamento. Dada sua relevância, o caixa da Companhia poderia ser impactado no montante determinado pelo juízo para pagamento. Diante da ausência de conteúdo econômico estabelecido, ainda não é possível determinar o impacto financeiro de uma eventual condenação. n/a Juízo Instância Processo: Vara do Trabalho de Teixeira de Freitas /BA 1ª Instância Data de instauração 29/07/2011 PÁGINA: 26 de 353

33 4.3 - Processos judiciais, administrativos ou arbitrais não sigilosos e relevantes Partes no processo Valores, bens ou direitos envolvidos Sindicato dos Trabalhadores na Silvicultura, Plantio, Tratos Culturais, Extração, Beneficiamento da Madeira, em Atividades Florestais e Indústria Moveleira do Extremo Sul da Bahia (SINTREXBEM) x Suzano Papel e Celulose S.A. R$ 9 milhões Principais fatos O sindicato reclama o pagamento de adicional de insalubridade/periculosidade vencidos e vincendos aos seus substituídos (operadores de máquinas florestais e mecânicos), em decorrência das atividades que exercem, na Unidade Mucuri/BA. Realizada perícia. Publicada sentença. Ação procedente em parte. Aguardando decisão dos embargos de declaração. Chance de perda: Remota C) Cíveis Processos judiciais Em 31 de dezembro de 2014, a Companhia figurava como parte em 221 ações cíveis no polo passivo, envolvendo valor total de provisão estimado em R$2,6 milhões. De maneira geral, os processos cíveis nos quais a Companhia figura como ré estão relacionados, principalmente, a matérias de natureza indenizatória, inclusive decorrentes de acidente de trabalho, medidas cautelares, ações possessórias, ações de reparação de danos e revisionais, sem que nenhum deles mereça menção de destaque. Todavia, em face do tema envolvido no caso direito ambiental e face a impactos relevantes que uma decisão negativa à Companhia pode acarretar, destacamos os seguintes processos: Juízo Instância Processo: Vara Única do Fórum de São Luiz do Paraitinga 1ª Instância Data de instauração 13/11/2007 Partes no processo Valores, bens ou direitos envolvidos Defensoria Pública do Estado de São Paulo, Suzano Papel e Celulose S.A. e Fibria Celulose S/A. R$7,6 milhões PÁGINA: 27 de 353

34 4.3 - Processos judiciais, administrativos ou arbitrais não sigilosos e relevantes Principais fatos Chance de perda: Análise do impacto em caso de perda do processo Valor provisionado, se houver provisão Trata-se de Ação Civil Pública, na qual a autora requer a suspensão imediata de todo e qualquer plantio de eucalipto no município, empreendimentos presentes ou em projetos futuros até a realização, pelas empresas empreendedoras, de um aprofundado estudo de impacto ambiental EIA/RIMA (Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto e Relatório de Impacto Ambiental). Processo tramita em 1ª instância e aguarda a realização de perícia técnica. Aguarda-se, porém, julgamento de Agravo de Instrumento no STJ, quanto aos honorários periciais. Remota A Companhia deixará de utilizar as áreas objeto da ação para o plantio de eucalipto, até que se faça e aprove o EIA-RIMA. Além disto, uma decisão negativa pode abrir um precedente no sentido de que outras cidades passem a exigir estudo de impacto ambiental a projetos de reflorestamento levados a efeito pela Companhia. Dada a fase processual, a Companhia entende ser difícil o estabelecimento de qualquer estimativa financeira decorrente de tal decisão. n/a Juízo Instância Processo: ª Vara Cível do Distrito Federal 1ª Instância Data de instauração 28/09/2012 Partes no processo Valores, bens ou direitos envolvidos Principais fatos Chance de perda: Ministério Público Federal x Suzano Papel e Celulose S.A. O valor envolvido ainda não foi estimado. O Ministério Público Federal busca responsabilizar a Companhia pela deterioração da rodovia federal por onde trafegam os caminhões que transportam madeira e produto acabado, alegando excesso de peso no transporte dessas cargas. A liminar foi deferida, mas teve seus efeitos suspensos por decisão do TRF, em agravo de instrumento da Cia. A ação já foi contestada. Aguarda-se a instrução processual. Remota PÁGINA: 28 de 353

35 4.3 - Processos judiciais, administrativos ou arbitrais não sigilosos e relevantes Análise do impacto em caso de perda do processo Valor provisionado, se houver provisão Pagar o valor de eventual condenação. Eventual condenação pode resultar no redimensionamento da logística de transportes da Companhia, no que tange ao controle de peso das carretas. Dada a sua relevância, o caixa da Companhia poderia ser impactado no montante determinado pelo juízo para pagamento. Diante da ausência de conteúdo econômico estabelecido, ainda não é possível determinar o impacto financeiro de uma eventual condenação. n/a Juízo Instância Processo: Vara Federal de Araguaína TO 1ª Instância Data de instauração 21/07/2010 Partes no processo Valores, bens ou direitos envolvidos Principais fatos Chance de perda: Ministério Público Federal, Suzano Papel e Celulose S/A, NATURATINS e IBAMA. R$ ,00 Trata-se de Ação Civil Pública, na qual o autor discute a competência para o licenciamento ambiental das atividades florestais no Tocantins. Suscitado conflito de competência para apreciação do processo (VF Araguaína x VF Palmas). Remota Análise do impacto em caso de perda do processo O programa de plantio de eucalipto sofrerá atraso, até que se defina a competência administrativa para a condução do processo de licenciamento ambiental. Daí resulta sua relevância. Dada a fase processual, a Companhia entende ser difícil o estabelecimento de qualquer estimativa financeira decorrente de tal decisão. Valor provisionado, se houver provisão n/a Juízo Instância Processo: ª Vara Federal de São Luís MA 1ª Instância Data de instauração 04/05/2010 PÁGINA: 29 de 353

36 4.3 - Processos judiciais, administrativos ou arbitrais não sigilosos e relevantes Partes no processo Valores, bens ou direitos envolvidos Principais fatos Chance de perda: Análise do impacto em caso de perda do processo Valor provisionado, se houver provisão Ministério Público Federal, Suzano Papel e Celulose S/A, IBAMA e Estado do Maranhão (SEMA). R$ ,00 Trata-se de Ação Civil Pública com pedido de tutela antecipada, na qual o autor discute a competência para o licenciamento ambiental das atividades florestais no Maranhão (Urbano Santos) para plantio de hectares de florestas de eucaliptos pela Companhia. Em 1º instância foi indeferida a tutela antecipada. O autor interpôs Agravo de Instrumento e obteve a antecipação da tutela. A Companhia, o Ibama e o Estado do Maranhão impetraram recursos contra esta decisão que concedeu a tutela antecipada. Deferida a liminar em sede de Medida Cautelar Inominada para atribuir efeito suspensivo ao Recurso Especial interposto pela Suzano. Deferida a perícia técnica e nomeados peritos. Remota O programa de plantio de eucalipto sofrerá atraso, até que se defina a competência administrativa para a condução do processo de licenciamento ambiental. Daí resulta sua relevância. Dada a fase processual, a Companhia entende ser difícil o estabelecimento de qualquer estimativa financeira decorrente de tal decisão. n/a Juízo Instância Processo: ª Vara Federal de Imperatriz MA 1ª Instância Data de instauração 23/11/2012 Partes no processo Valores, bens ou direitos envolvidos Principais fatos Ministério Público Federal (MPF) x Estado do Maranhão, IBAMA e Suzano Papel e Celulose S/A. R$ ,00 Trata-se de Ação Civil Pública, com pedido de tutela antecipada, na qual o MPF busca anular o processo de licenciamento ambiental conduzido pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais do Estado do Maranhão referente à unidade industrial para a fabricação de celulose branqueada da Companhia, no Município de Imperatriz/MA, em decorrência da atribuição do IBAMA para realizar o licenciamento frente aos impactos regionais relacionados. Indeferido o pedido de antecipação da tutela. A Suzano foi citada e já contestou a ação. PÁGINA: 30 de 353

37 4.3 - Processos judiciais, administrativos ou arbitrais não sigilosos e relevantes Chance de perda: Análise do impacto em caso de perda do processo Valor provisionado, se houver provisão Remota Eventual decisão que suspenda a supracitada licença acarretará na paralisação da operação industrial. n/a PÁGINA: 31 de 353

38 4.4 - Processos judiciais, administrativos ou arbitrais não sigilosos cujas partes contrárias sejam administradores, ex-administradores, controladores, ex-controladores ou investidores a. juízo 41ª Vara Cível b. instância Primeira Instância c. data de instauração 27/07/2012 Processo: d. partes no processo Autor: João Antônio Lian Rés: Suzano Papel e Celulose S.A. e Suzano Holding S.A e. valores, bens ou direitos envolvidos Valor atribuído à causa: R$ ,00 (27/07/2012). O autor pleiteia a anulação da Assembleia Geral Extraordinária realizada em e das Reuniões do Conselho de Administração realizadas em 12, 14 e e , relacionadas à 5ª Emissão de Debêntures Conversíveis e ao aumento de capital por subscrição pública realizado pela Suzano Papel e Celulose S.A. em 2012, bem como a anulação da cláusula III da escritura da 5ª Emissão de Debêntures Conversíveis da Suzano Papel e Celulose S.A. O autor pleiteia ainda a condenação das Rés ao pagamento de indenização por supostos prejuízos não liquidados que lhe teriam sido causados. f. principais fatos Em julho de 2012, o Autor propôs ação contra a Suzano Holding, Suzano Papel e Celulose S.A., os membros do Conselho de Administração da Suzano Papel e Celulose e dois Diretores. Em fevereiro de 2013, os membros do Conselho de Administração e Diretores da Suzano Papel e Celulose foram excluídos do polo passivo da ação. Suzano Holding e Suzano Papel e Celulose S.A. apresentaram contestações e o Autor apresentou réplica. Aguarda-se decisão quanto à produção de provas. g. chance de perda: Remota h. análise do impacto em caso de perda do processo i. valor provisionado, se houver provisão Declaração de nulidade das deliberações tomadas em Assembleias Gerais e Reuniões do Conselho de Administração relativas à 5ª Emissão de Debêntures Conversíveis da Suzano Papel e Celulose e ao aumento de capital, bem como o pagamento da eventual indenização por supostos prejuízos não liquidados que lhe teriam sido causados. Não há PÁGINA: 32 de 353

39 4.5 - Processos sigilosos relevantes A Companhia e suas controladas não são parte em processos sigilosos relevantes. PÁGINA: 33 de 353

40 4.6 - Processos judiciais, administrativos ou arbitrais repetitivos ou conexos, não sigilosos e relevantes em conjunto A Companhia e suas controladas não são parte em processos judiciais, administrativos ou arbitrais repetitivos ou conexos, baseados em fatos e causas jurídicas semelhantes que em conjunto são relevantes para os seus negócios. PÁGINA: 34 de 353

41 4.7 - Outras contingências relevantes A Companhia não possui outras contingências relevantes. PÁGINA: 35 de 353

42 4.8 - Regras do país de origem e do país em que os valores mobiliários estão custodiados Não aplicável, uma vez que a Companhia não possui valores mobiliários emitidos ou custodiados no exterior. PÁGINA: 36 de 353

43 5.1 - Descrição dos principais riscos de mercado Como parte natural de suas atividades e do ambiente econômico no qual está inserida, a Companhia está sujeita a alguns riscos de mercado sendo os principais: Riscos de preços de produtos e insumos Os principais produtos da Companhia são: (i) celulose de mercado; e (ii) papéis, cujo portfólio inclui quatro principais linhas: papéis revestidos, não revestidos, cut size ou papéis para escritório e papelcartão. Os preços dos produtos da Companhia, principalmente os da celulose, são determinados pelas condições de oferta e demanda nos mercados internacionais, existindo pouca margem de controle sobre os mesmos. Os preços de papéis, por sua vez, são influenciados pelas oscilações de preços da celulose, além das condições macroeconômicas e de oferta e demanda nos mercados específicos de comercialização. Os preços dos produtos da Companhia sofrem também a influência das taxas de câmbio entre as moedas dos principais países produtores e consumidores, que acabam por afetar as condições de oferta e demanda nos diferentes mercados. Em relação aos custos de fabricação e comercialização de seus produtos, a Companhia está exposta a riscos de oscilação no preço de mercado dos principais insumos utilizados tais como óleo combustível, soda cáustica, clorato de sódio e petróleo. A redução nos preços dos produtos da Companhia e/ou o aumento no preço de mercado de seus principais insumos podem diminuir suas margens de lucro, afetando adversamente os resultados operacionais da Companhia. Riscos cambiais e taxa de juros Considerando que historicamente mais de 50% das receitas líquidas de vendas da Companhia são provenientes de exportações com preços denominados em Dólares e que a maior parte dos seus custos é denominada em Reais, a geração de caixa operacional da Companhia está sujeita a variações na taxa de câmbio entre o Real e o Dólar, o que pode afetar negativamente as despesas financeiras e o saldo passivo dos contratos indexados à moeda estrangeira. No exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2014, a receita líquida proveniente de vendas com preços denominados em dólares foi de 58% da receita total. Adicionalmente, as contas patrimoniais consolidadas da Companhia indexadas em moeda estrangeira, especialmente empréstimos e financiamentos de curto e longo prazo, disponibilidades no exterior e contas a receber de clientes e estoques no exterior, são diretamente e pontualmente afetadas pela taxa de câmbio. Em 31 de dezembro de 2014, a parcela da dívida da Companhia denominada em Dólar totalizava aproximadamente 57% do endividamento, considerando o ajuste com derivativos. Portanto, as variações da taxa de câmbio entre o Real e o Dólar afetam diretamente o endividamento e os resultados da Companhia. Em relação aos ativos e passivos financeiros, além dos riscos cambiais, há exposição a taxas de juros flutuantes, como a TJLP, o CDI Cetip e a Taxa Libor. A dívida atrelada à taxa de juros variável em dólares norte-americanos consiste principalmente em empréstimos incluindo operações de pré-pagamento de exportações e empréstimos em bancos comerciais e organizações multilaterais. Em geral, estas dívidas são indexadas à Taxa Libor (London Interbank Offered Rate). O aumento das taxas de juros e índices de preços e de correção pode causar o aumento do endividamento da Companhia, afetando adversamente os seus resultados. PÁGINA: 37 de 353

44 5.1 - Descrição dos principais riscos de mercado Risco de liquidez A relativa volatilidade e a falta de liquidez do mercado de valores mobiliários brasileiro poderão limitar a capacidade de venda de ações da Companhia pelo preço e no momento desejados. O investimento em valores mobiliários negociados em mercados emergentes, tal como o Brasil, envolve, com frequência, maior risco em comparação a outros mercados mundiais. O mercado de valores mobiliários brasileiro é substancialmente menor, menos líquido, mais volátil e mais concentrado do que os principais mercados de valores mobiliários internacionais. Essas características de mercado podem limitar substancialmente a capacidade dos detentores de ações de vendê-las ao preço e na ocasião em que desejarem fazê-lo e, consequentemente, poderão vir a afetar negativamente o preço de mercado das ações. PÁGINA: 38 de 353

45 5.2 - Descrição da política de gerenciamento de riscos de mercado A Companhia desenvolveu sua estratégia de gestão de riscos com o objetivo de prover uma visão integrada dos riscos aos quais está exposta, incluindo a avaliação dos impactos das taxas de juros, taxas de câmbio, preços de produtos e insumos e outros custos sobre os resultados do negócio (riscos de mercado). Neste contexto, a Companhia adota política de gestão de riscos de mercado cujo objetivo é estabelecer regras e orientações de procedimentos que permitam: (i) Proteger os resultados e o patrimônio da Companhia contra oscilações de preços de mercado de produtos e insumos, taxas de câmbio e de juros, índices de preços e de correção ou, ainda, outros ativos ou instrumentos negociados em mercados líquidos ou não, aos quais o valor dos ativos, passivos ou geração de caixa da Companhia estejam expostos, conforme descrição nos itens b, c e d abaixo; (ii) Desenhar um sistema bem definido de atribuições que sirva para ampliar e agilizar o processo de decisão, buscando identificar novas oportunidades, bem como evitar perdas, conforme descrito no item 5.2(f) abaixo; e (iii) Otimizar a contratação de instrumentos financeiros para proteção das exposições em risco, tomando partido de hedges naturais e das correlações entre os preços de diferentes ativos e mercados, evitando o desperdício de recursos com a contratação de operações de modo ineficiente. O processo de gestão de riscos de mercado compreende as seguintes etapas sequenciais e recursivas: (i) identificação dos fatores de riscos e da exposição do valor dos ativos, fluxo de caixa e resultado da Companhia aos riscos de mercado; (ii) medição e reporte dos valores em risco; (iii) avaliação e definição de estratégias para administração dos riscos de mercado; e (iv) implementação e acompanhamento da performance das estratégias. A avaliação e controle das exposições em risco são feitos com o auxílio de sistemas operacionais integrados, com devida segregação de funções nas reconciliações com as contrapartes. A Companhia utiliza os instrumentos financeiros mais líquidos e: (i) não contrata operações alavancadas ou com outras formas de opções embutidas que alterem sua finalidade de proteção (hedge); (ii) não possui dívida com duplo indexador ou outras formas de opções implícitas; e (iii) não tem operações que requeiram depósito de margem ou outras formas de garantia para o risco de crédito das contrapartes. a) Riscos para os quais se busca proteção A Companhia busca proteção contra os riscos de preços de produtos e insumos, riscos cambiais e riscos relativos às flutuações de taxas de juros e índices de correção, além dos riscos de oscilação de preços de outros ativos ou instrumentos negociados em mercados líquidos ou não, aos quais o valor dos ativos, passivos ou geração de caixa da Companhia estejam expostos. b) Estratégia de proteção patrimonial (hedge); Como estratégia de proteção patrimonial, a Companhia adota a captação de financiamentos e a contratação de eventuais operações de hedge cambial, norteadas pelo fato de que mais de 50% da receita líquida é proveniente de exportações com preços em Dólares, enquanto a maior parte dos custos de produção está atrelada ao Real. Esta exposição estrutural permite que a Companhia contrate financiamentos de exportação em Dólares a custos que podem ser mais competitivos do que o das linhas locais e concilie os pagamentos dos financiamentos com o fluxo de recebimentos das vendas, proporcionando um hedge natural de caixa para estes compromissos. O excedente de receitas em Dólares não atreladas aos PÁGINA: 39 de 353

46 5.2 - Descrição da política de gerenciamento de riscos de mercado compromissos da dívida e demais obrigações é vendido no mercado de câmbio no momento da internação dos recursos. Como proteção adicional, podem ser contratadas vendas de Dólares nos mercados futuros, com o intuito de buscar níveis atraentes de margens operacionais para uma parcela da receita. As vendas nos mercados futuros limitam-se a um percentual minoritário do excedente de divisas no horizonte de 18 meses, o que é compatível com a disponibilidade de câmbio pronto para venda no curto prazo. Além de operações cambiais, são celebrados contratos para o swap de taxas de juros flutuantes para taxas fixas, a fim de diminuir os efeitos das variações nas taxas de juros sobre o valor da dívida, e contratos de swap entre diferentes taxas de juros e índices de correção, como forma de mitigar o descasamento entre diferentes ativos e passivos financeiros. Dada a volatilidade nos preços de insumos como o petróleo e produtos como a celulose, e também como forma de reduzir as incertezas sobre suas margens operacionais, a Companhia pode fixar parte de sua exposição a estes preços através da contratação de instrumentos derivativos nos mercados futuros. Em 31 de Dezembro de 2014, o valor líquido de principal das operações contratadas de venda futura de celulose era de aproximadamente US$ 19 milhões. Avaliação Os instrumentos financeiros constantes nos balanços patrimoniais, tais como caixa e bancos, empréstimos e financiamentos, apresentam-se pelos seus valores contratuais. As aplicações financeiras e os contratos de derivativos, utilizados exclusivamente com finalidade de proteção, encontram-se avaliados pelo seu valor justo. Para determinação dos valores de mercado de ativos ou instrumentos financeiros negociados em mercados públicos e líquidos, foram utilizadas as cotações de mercado de fechamento nas datas dos balanços. O valor justo dos swaps de taxas de juros e índices é calculado como o valor presente dos seus fluxos de caixa futuros, descontados às taxas de juros correntes disponíveis para operações com condições e prazos de vencimento remanescentes similares. Este cálculo é feito com base nas cotações da BM&FBovespa e Anbima para operações de taxas de juros em reais, e da British Bankers Association e Bloomberg para operações de taxa Libor. O valor justo dos contratos futuros ou a termo de taxas de câmbio é determinado usando-se as taxas de câmbio forward prevalecentes nas datas dos balanços, de acordo com as cotações da BM&FBovespa. Para determinar o valor justo de ativos ou instrumentos financeiros negociados em mercados de balcão ou sem liquidez, são utilizadas diversas premissas e métodos baseados nas condições normais de mercado (e não para liquidação ou venda forçada) em cada data de balanço, incluindo a utilização de modelos de apreçamento de opções, como Black & Scholes e Garman-Kolhagen, e estimativas de valores descontados de fluxos de caixa futuros. O valor justo dos contratos para fixação de preços de celulose é obtido através da cotação de preços para instrumentos com condições e prazos de vencimento remanescentes similares, junto aos principais participantes deste mercado. Por fim, o valor justo dos contratos para fixação de preços de petróleo é obtido com base nas cotações da New York Mercantile Exchange (NYMEX). O resultado da negociação de instrumentos financeiros é reconhecido nas datas de fechamento ou contratação das operações, onde a Companhia se compromete a comprar ou vender estes instrumentos. As obrigações decorrentes da contratação de instrumentos financeiros são eliminadas de nossas PÁGINA: 40 de 353

47 5.2 - Descrição da política de gerenciamento de riscos de mercado demonstrações contábeis apenas quando estes instrumentos expiram ou quando os riscos, obrigações e direitos deles decorrentes são transferidos. c) Instrumentos utilizados para a proteção patrimonial (hedge); e Os instrumentos utilizados pela Companhia são: contratos de financiamento, Swaps, Dólar Futuro, NDF (Non Deliverable Fowards), Collars e outros instrumentos derivativos nos mercados futuros. d) Parâmetros utilizados para o gerenciamento de riscos. Para verificar o enquadramento ou de sua exposição aos riscos de mercado descritos no item 5.1, a Companhia adota os seguintes critérios: Mensuração dos riscos de mercado pelo VaR Paramétrico, utilizando-se um horizonte de tempo de 1 dia útil e com nível de confiança de 95%; Estabelecimento de metodologia de marcação a mercado; Estabelecimento de cenário de estresse, atualizado mensalmente de acordo com o cenário BM&FBovespa. e) Instrumentos financeiros com objetivos diversos de proteção patrimonial (hedge). A Companhia não contrata instrumentos derivativos para outros fins que não os de proteção patrimonial (hedge), assim como não contrata operações alavancadas ou com outras formas de opções embutidas que alterem sua finalidade de proteção. f) Estrutura organizacional de controle de gerenciamento de riscos. (i) Conselho de Administração - responsável pelo estabelecimento das diretrizes estratégicas da gestão de riscos de mercado, inclusive com relação às alçadas de aprovação. Deve atuar como órgão consultivo da Diretoria nas operações mais significativas dentro da alçada desta última e como instância de decisão nas operações acima da alçada da Diretoria; (ii) Diretoria - tem autoridade para aprovar limites de exposição e modalidades de operações financeiras de proteção, de acordo com sua alçada, e decidir sobre quaisquer questões relacionadas à exposição aos riscos de mercado que, não sendo acordadas no âmbito do Grupo de Riscos de Mercado (mencionado abaixo), forem objeto de apelação a esta instância. É responsável também pelo encaminhamento ao Comitê de Gestão, que reporta ao Conselho de Administração as recomendações de operações e estratégias acima do seu limite de alçada; (iii) Comitê de Gestão - constituído nos termos de seu estatuto, é responsável por encaminhar ao Conselho de Administração as recomendações e estratégias sugeridas pela Diretoria, conforme descritas no subitem (ii) acima, e por estabelecer as diretrizes estratégicas da gestão de riscos de mercado; (iv) Gerente de Tesouraria - responsável pela indicação e execução de operações financeiras para a mitigação dos riscos de mercado analisados, por meio da contratação dos instrumentos financeiros disponíveis no mercado; e (v) Consultor ou Analista de Riscos - responsável pela identificação, mensuração e reporte dos valores em risco, assim como pela elaboração, em conjunto com o Gerente de Tesouraria, de estudos que subsidiem PÁGINA: 41 de 353

48 5.2 - Descrição da política de gerenciamento de riscos de mercado a tomada de decisões na contratação de operações para o enquadramento das exposições aos limites de risco estabelecidos, de acordo com as diretrizes do Comitê de Gestão. g) Adequação da estrutura operacional e controles internos para verificação da efetividade da política adotada. De acordo com a política de gestão de riscos de mercado da Companhia, a verificação da adequação das operações da Companhia à referida política deve ser efetuada pelo Consultor ou Analista de Riscos. Os valores em risco e o cumprimento dos limites de exposição das operações contratadas devem ser acompanhados de forma a manter o enquadramento pré-estabelecido pela Diretoria. Caso algum limite seja excedido, cabe ao Consultor ou Analista de Riscos avisar imediatamente e por escrito ao Gerente de Tesouraria, para que este tome as medidas necessárias à readequação dos limites. Se o limite continuar excedido na segunda verificação, que deve ocorrer no dia seguinte, o aviso deve ser dado ao Grupo de Riscos de Mercado. Finalmente, caso o limite continue sendo desrespeitado ao final do terceiro dia, o Consultor de Riscos deve avisar à Diretoria. A Diretoria decidirá então pela implementação de medidas que permitam o retorno aos limites de risco estabelecidos ou, se for o caso, pela revisão do limite, em face de condições excepcionais de mercado. Quando se tratar de mercados com baixa liquidez ou, ainda, quando as condições de mercado forem consideradas extraordinariamente desfavoráveis, a Diretoria poderá conceder o prazo que julgar conveniente para o reenquadramento das exposições aos limites de risco. A Companhia entende que a estrutura operacional e os controles internos adotados são adequados para verificação da efetividade da política de gestão de riscos de mercado, visto que possui um sistema bem definido de atribuições que serve para ampliar e agilizar o processo decisório, buscando identificar novas oportunidades bem como evitar perdas, além de otimizar a contratação de instrumentos financeiros para proteção da exposição em risco. PÁGINA: 42 de 353

49 5.3 - Alterações significativas nos principais riscos de mercado No último exercício social não houve alterações significativas nos principais riscos de mercado aos quais a Companhia está exposta ou na política de gerenciamento de riscos adotada. PÁGINA: 43 de 353

50 5.4 - Outras informações relevantes A Companhia está sujeita ao risco de inadimplência dos fornecedores a quem concede adiantamentos e dos clientes a quem realiza vendas a prazo. Qualquer deterioração do risco de crédito de fornecedores ou clientes, que afete a sua capacidade de efetuar pagamentos, poderá causar um efeito adverso relevante sobre o valor dos ativos, capital de giro, patrimônio e resultados da Companhia. PÁGINA: 44 de 353

51 6.1 / 6.2 / Constituição do emissor, prazo de duração e data de registro na CVM Data de Constituição do Emissor 08/12/1987 Forma de Constituição do Emissor País de Constituição A Companhia foi constituida em 08 de dezembro de 1987, na cidade de Salvador, Bahia, sob a forma de sociedade por ações de capital fechado Brasil Prazo de Duração Prazo de Duração Indeterminado Data de Registro CVM 15/04/1992 PÁGINA: 45 de 353

52 6.3 - Breve histórico A Companhia é controlada por um grupo empresarial cujas atividades se iniciaram em 1924, quando Leon Feffer deu início às suas atividades no negócio de papel através da revenda de papéis nacionais e importados utilizados para a fabricação de cartões de visita, blocos para anotações e papel de carta. Com a aquisição da primeira máquina de papel no final da década de 30, foi iniciada a produção própria de papel. Na década de 50, foi então constituída a Companhia Suzano de Papel e Celulose ( Companhia Suzano ), a qual a Companhia acredita ter sido a primeira produtora em nível mundial a utilizar a celulose de eucalipto em escala industrial e que, em meados da década de 60, foi a primeira empresa a produzir papel para imprimir e escrever utilizando 100% de celulose de eucalipto, conforme descrito no livro "A História da Indústria de Celulose e Papel no Brasil", da ABTCP (Associação Brasileira Técnica de Papel e Celulose), São Paulo, 2004, Tempo & Memória. Em 08 de dezembro de 1987, a Companhia foi constituída sob a denominação de Bahia Sul Celulose S.A. ( Bahia Sul ), joint venture entre a Vale S.A. (atual denominação da Companhia Vale do Rio Doce) e a Companhia Suzano. Em 15 de abril de 1992, a CVM concedeu à Companhia o registro de companhia de capital aberto. No início de 2001, a Companhia Suzano adquiriu todas as ações de emissão da Bahia Sul de titularidade da Vale S.A., aumentando, assim, a participação da Companhia Suzano no capital votante da Bahia Sul para 100,0% e no capital social total para 73,0%. Em setembro de 2001, a gestão da Bahia Sul foi unificada com a da Companhia Suzano, visando a obter sinergias para implantar uma sólida estratégia de crescimento no setor de papel e celulose. Em setembro de 2002, a Companhia Suzano realizou uma oferta de permuta de ações preferenciais sem direito a voto de emissão da Bahia Sul por novas ações preferenciais sem direito a voto de sua emissão, com o objetivo de adquirir todas as ações preferenciais em circulação da Bahia Sul. Após a conclusão da oferta de permuta, a Companhia Suzano aumentou sua participação no capital social total da Bahia Sul para 93,9%. Como consequência da aquisição do controle da Bahia Sul, a atividade principal de papel e celulose foi estrategicamente fortalecida. A partir deste momento, a Companhia Suzano ampliou seu conjunto de ativos integrados produzindo uma ampla gama de produtos de papel e celulose para os mercados doméstico e internacional. Também abriu caminho para reduções de custos substanciais e outras sinergias com a consolidação das operações originais da Companhia Suzano com as da Bahia Sul, conforme descrito abaixo, realizada em junho de 2004, concluindo, assim, uma etapa importante de seu processo de reestruturação organizacional. Em junho de 2004, como parte do processo de reestruturação societária da Companhia Suzano e da Bahia Sul, foi aprovada a realização da incorporação da Companhia Suzano pela Bahia Sul, em Assembleias Gerais das duas empresas. Em julho de 2004, visando estar em linha com melhores práticas de governança corporativa, a Companhia aderiu ao Nível 1 de Governança Corporativa da Bovespa, garantindo transparência nas operações e a qualidade da prestação de contas aos acionistas. Com a incorporação ocorrida em 2004, a Companhia passou a adotar a denominação social Suzano Bahia Sul Papel e Celulose S.A. e, em 06 de julho de 2006, foi modificada a denominação social para a atual, Suzano Papel e Celulose S.A. PÁGINA: 46 de 353

53 6.3 - Breve histórico Em março de 2005, foi concretizada a aquisição do controle acionário da Ripasa S.A. Celulose e Papel ( Ripasa ), de forma compartilhada com a Fibria Celulose S.A ( Fibria ), companhia do Grupo Votorantim. Durante o ano de 2006 foi finalizado o processo de aquisição da Ripasa, bem como o seu processo de reestruturação societária, com a total migração de seus acionistas para as bases acionárias da Companhia e da Fibria. Para maiores detalhes, sobre a incorporação da Ripasa e reestruturação societária a ela relacionada, bem como sobre o contrato de opção de compra e venda firmado com os antigos acionistas da Ripasa, veja o item 6.5 abaixo. Em 2007, o CADE aprovou a compra da Ripasa pela Companhia e pela Fibria. Em 07 de fevereiro de 2007, o BNDESpar e a Suzano Holding S.A. realizaram uma oferta pública secundária de ações preferenciais de classe A de emissão da Companhia, perfazendo um montante total de R$ ,00. A oferta compreendeu a venda de 23,6 milhões de ações de emissão da Companhia. Com esta operação, o free float (ações em circulação) da Companhia foi elevado para 42,3% e encerrou-se o Acordo de Acionistas entre Suzano Holding S.A. e BNDES, pois este passou a deter participação inferior a 5% do capital social da Companhia. Em 30 de março de 2007, a Companhia adquiriu a participação de 50% que a Fibria detinha na unidade de Embu da Ripasa. A referida unidade foi incorporada ao capital social da Companhia em 31 de agosto de Em 29 de agosto de 2008, foi aprovada pela Assembleia Geral Extraordinária a cisão total da Ripasa com versão de parte do seu patrimônio para a constituição da empresa Asapir Produção Florestal e Comércio Ltda. ( Asapir ) e o restante do acervo líquido vertido, em partes iguais, para a Companhia e para a Fibria, com o objetivo de dar início à operação do Conpacel, em 1º de setembro de 2008, modelo adotado para a administração da antiga unidade Americana, transformada em uma unidade de produção para a comercialização dos produtos de forma independente. Em linha com a nova estratégia de crescimento, em 19 de julho de 2010 a Companhia, através de sua subsidiária Suzano Trading Ltd., concluiu o processo de aquisição indireta da totalidade do capital social da Futuragene plc (atualmente denominada Futuragene Limited). A Futuragene Limited. é uma empresa pioneira na pesquisa e desenvolvimento de biotecnologia, direcionada para os mercados de culturas florestais e biocombustíveis, entre outros. A Futuragene desenvolve tecnologias sustentáveis, com forte orientação ambiental para o atendimento das crescentes demandas por fibras, combustíveis, alimentos e melhor utilização de recursos naturais, como terra e recursos hídricos. Em 31 de janeiro de 2011, a Companhia efetivou a aquisição da participação detida pela Fibria nos ativos do Conpacel (que passou a denominar-se Unidade Limeira) que compreendem 50% de: (i) fábrica de papel e celulose; e (ii) terras próprias com área total aproximada de 76 mil hectares, e cerca de 71 mil hectares de plantio, sendo 53 mil hectares em áreas próprias e 18 mil hectares em áreas arrendadas. O preço de aquisição foi de R$ milhões. Em 28 de fevereiro de 2011, a Companhia efetivou a aquisição das operações de distribuição de papel KSR, detidas pela Fibria Celulose S.A., mediante o pagamento do preço total de R$ 50 milhões em 01 de março de Para impulsionar a participação no mercado latino-americano de papel, as operações da Unidade Limeira antigo Conpacel foram totalmente integradas, o que resultou na adição de produção de celulose e papel. Além disso, a capilaridade das redes de distribuição da KSR foi ampliada e integrada às da SPP PÁGINA: 47 de 353

54 6.3 - Breve histórico Nemo. A Companhia acredita que a junção das duas empresas resultou na maior distribuidora de papéis e produtos gráficos da América do Sul. Em 15 de maio de 2012, a Companhia anunciou ao mercado a realização de oferta pública de distribuição primária de ações. A oferta resultou em aumento do capital social, considerando a distribuição de lote suplementar, de R$ mil. A oferta de ações foi apenas um dos componentes de um pacote amplo de blindagem financeira que trouxe o conforto necessário para a Companhia durante a fase de investimento na construção da planta no Maranhão. Esse planejamento financeiro reforçou a liquidez da Companhia e mitigou a necessidade de refinanciamentos. Em março de 2013, a Suzano comunicou que celebrou, com Vale S.A. e Cemig Capim Branco Energia S.A., contrato definitivo referente à alienação da participação da qual a Suzano era titular, no Consórcio Capim Branco Energia. A operação foi concluída em 28 de maio de Conforme cronograma previsto, em 30 de dezembro de 2013, foram iniciadas as operações da nova unidade de produção de celulose em Imperatriz, no Maranhão. A nova unidade do Maranhão tem capacidade de produção de 1,5 milhões de toneladas/ano de celulose de mercado de eucalipto e geração de excedente de energia de 100MW. Em 9 de abril de 2015, a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou o pedido de sua controlada, FuturaGene Brasil Tecnologia LTDA, para fins do uso comercial do eucalipto geneticamente modificado com aumento de produtividade evento H421 PÁGINA: 48 de 353

55 6.5 - Principais eventos societários ocorridos no emissor, controladas ou coligadas Abaixo os principais eventos societários pelos quais passou a Companhia relativos aos 3 (três) últimos exercícios sociais, bem como ao exercício social corrente, se houver. a. evento: I. Incorporação da Vale Florestar S.A. Incorporação da Vale Florestar. b. principais condições do negócio: Em 04 de junho de 2014, a Companhia, por meio de uma subsidiária, firmou acordo para aquisição da totalidade das quotas do Vale Florestar Fundo de Investimento em Participações ( Fundo Vale Florestar ), por R$ ,15 (quinhentos e vinte e oito milhões, novecentos e quarenta mil, novecentos e seis reais e quinze centavos). As quotas do Fundo Vale Florestar eram até então detidas pela Vale S.A., BNDES Participações S.A. BNDESPAR, Fundação dos Economiários FUNCEF e Fundação Petrobrás de Seguridade Social Petros. A aquisição foi instrumentalizada através de um Contrato de Cessão de Quotas, prevendo pagamento de sinal no montante de R$ ,31 (quarenta e quatro milhões, novecentos e noventa e oito mil, cento e trinta e sete reais e trinta e um centavos) e o saldo em parcelas anuais e sucessivas de 10 (dez) e 15 (quinze) anos, vencendo a primeira delas 1 (um) ano após a data de fechamento. Os ativos pertencentes ao Fundo Vale Florestar consistem em 45 mil hectares de florestas de eucalipto plantadas em áreas arrendadas no Estado do Pará. Tais ativos florestais são destinados ao abastecimento de madeira à Unidade Maranhão. A operação foi realizada em linha com a estratégia da Companhia no que tange à busca pela competitividade estrutural com o objetivo de maximizar a rentabilidade do negócio, sendo os principais benefícios desta transação a maior flexibilidade de corte, gestão do manejo florestal pela própria Companhia e longo prazo de pagamento. A operação foi submetida ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), tendo sido aprovada sem restrições. No dia 08 de agosto de 2014, cumpridas as condições precedentes, ocorreu o fechamento da operação, tendo sido (i) pago o montante de R$ ,31 (quarenta e quatro milhões, novecentos e noventa e oito mil, cento e trinta e sete reais e trinta e um centavos) a título de sinal; e (ii) distratado o Contrato de Compra e Venda de Árvores em Pé celebrado em 13 de junho de O Fundo Vale Florestar foi liquidado em 25 de setembro de 2014, passando a Vale Florestar a ser uma controlada direta da Companhia, tendo sido incorporada em 30 de setembro de c. sociedades envolvidas: Suzano Papel e Celulose S.A.; e Vale Florestar S.A.. PÁGINA: 49 de 353

56 6.5 - Principais eventos societários ocorridos no emissor, controladas ou coligadas d. efeitos resultantes da operação no quadro acionário, especialmente, sobre a participação do controlador, de acionistas com mais de 5% do capital social e dos administradores do emissor: Não aplicável, uma vez que não houve efeitos da operação no quadro acionário da Companhia. e. quadro societário antes e depois da operação: Não houve alteração, uma vez que não houve efeitos da operação no quadro acionário das sociedades envolvidas. II. Incorporação da Suzano Energia Renovável Ltda. a. evento: Incorporação de controlada. b. principais condições do negócio: Em 30 de setembro de 2014, a Companhia incorporou a Suzano Energia Renovável Ltda. ( SER ). Ante a decisão da Companhia de não seguir, por ora, com as atividades idealizadas como objeto social da SER, a incorporação tende a trazer consideráveis benefícios de ordem operacional, administrativa, econômica e financeira à Companhia, tais como (i) racionalização e simplificação de sua estrutura societária, com concentração dos ativos e, consequentemente, consolidação e redução de gastos e despesas operacionais combinadas; e (ii) a união dos recursos empresariais e patrimônios envolvidos na operação, o que permitirá melhor gestão tanto das operações quanto dos ativos e fluxos de caixa, resultando, assim, numa melhor utilização de seus recursos e maiores benefícios para as atividades sociais. c. sociedades envolvidas: Suzano Papel e Celulose S.A.; e Suzano Energia Renovável Ltda. d. efeitos resultantes da operação no quadro acionário, especialmente, sobre a participação do controlador, de acionistas com mais de 5% do capital social e dos administradores do emissor: Não aplicável, uma vez que não houve efeitos da operação no quadro acionário da Companhia e. quadro societário antes e depois da operação: Não houve alteração, uma vez que não houve efeitos da operação no quadro acionário das sociedades envolvidas. III. Alienação de participação indireta no Consórcio Capim Branco Energia a. evento: Alienação de participação indireta em usina geradora de energia elétrica PÁGINA: 50 de 353

57 6.5 - Principais eventos societários ocorridos no emissor, controladas ou coligadas b. principais condições do negócio: Em 28 de dezembro de 2012, a Suzano Papel e Celulose S.A. ( Companhia ou Suzano ) recebeu da Cemig Capim Branco S.A. ( Cemig ) manifestação de aceitação da oferta que lhe foi apresentada pela Suzano, para a aquisição da parcela que cabe à CEMIG da participação detida indiretamente no Consórcio Capim Branco Energia ( Consórcio ) pela Suzano, mais eventuais sobras, caso os demais consorciados não exerçam seus direitos de primeira oferta, assegurados no Instrumento Particular de Constituição do Consórcio. A participação da Suzano no Consórcio representava 81 MW de potência instalada e 51 MW médios de energia assegurada das usinas hidrelétricas Amador Aguiar I e Amador Aguiar II. Em 12 de março de 2013, a Suzano celebrou com a Vale S.A. ( Vale ) e Cemig o contrato definitivo referente à alienação da participação da qual a Suzano é titular, através de sociedade sob seu controle, no Consórcio Capim Branco Energia. O preço fixado, sujeito a eventuais ajustes, é de R$ ,00 (trezentos e vinte milhões de reais). A transação foi submetida à Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), tendo recebido aprovações sem restrições por estes dois órgãos. A operação também recebeu anuência por parte do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social BNDES. Em 28 de maio de 2013, ocorreu a conclusão da operação, com respectiva liberação do preço em favor da Suzano. c. sociedades envolvidas: Suzano Papel e Celulose S.A. e Suzano Holding S.A., na qualidade de vendedoras; Cemig Capim Branco Energia S.A. e Vale S.A., na qualidade de compradoras; e, como intervenientes anuentes, Comercial e Agrícola Paineiras Ltda. e Epícares Empreendimentos e Participações Ltda. d. efeitos resultantes da operação no quadro acionário, especialmente, sobre a participação do controlador, de acionistas com mais de 5% do capital social e dos administradores do emissor: Não aplicável, uma vez que não houve efeitos da operação no quadro acionário da Companhia e. quadro societário antes e depois da operação: Não houve alteração relevante no quadro societário da Companhia IV. Aquisição da Ripasa e constituição do Conpacel a. evento: Aquisição de controle societário e constituição de consórcio. b. principais condições do negócio: Em 10 de novembro de 2004, a Suzano Papel e Celulose S.A. ( Companhia ) e a Fibria Celulose S.A. ( Fibria ) celebraram um acordo para a aquisição do controle acionário da Ripasa S.A. Celulose e Papel PÁGINA: 51 de 353

58 6.5 - Principais eventos societários ocorridos no emissor, controladas ou coligadas ( Ripasa ), empresa esta constituída de quatro unidades: unidade Limeira, unidade Embu, unidade Cubatão e unidade Americana. Em 31 de março de 2005, foi concretizada a aquisição do controle acionário da Ripasa por intermédio da Ripasa Participações S.A. ( Ripar ), controlada em conjunto pela Companhia e a Fibria, na qual foram adquiridas ações ordinárias e ações preferenciais, representando 77,59% do capital votante e 46,06% do capital social total, pelo valor total de R$ 1.484,2 milhões (equivalentes a US$ 549,2 milhões naquela data). Em 24 de maio de 2006, foi aprovada em Assembleia Geral Extraordinária a operação de incorporação de ações de emissão da Ripasa, detidas pelos acionistas não controladores, ao patrimônio da Ripar, ocasião em que os acionistas não controladores da Ripasa tornaram-se acionistas da Ripar. Ato contínuo, foi aprovada pelas Assembleias Gerais Extraordinárias da Companhia, da Fibria e da Ripar, a cisão total da Ripar, com versão de seu patrimônio, em partes iguais, para a Companhia e a Fibria, o que implicou: (i) o aumento do capital da Companhia e da Fibria, com emissão de novas ações, que foram distribuídas aos acionistas não controladores da Ripar, com base na relação de substituição, divulgada em 5 de maio de 2006; e (ii) a extinção da Ripar. Após a reestruturação societária descrita acima, a Companhia e a Fibria passaram a deter 100% das ações da Ripasa. A parte da Companhia correspondia a 50% das ações da Ripasa, que equivalia a ações ordinárias e ações preferenciais, pelo valor total de R$ 1.315,7 milhões, dos quais R$ 840,2 milhões referiam-se ao ágio da aquisição. Em 30 de março de 2007, a Companhia adquiriu a participação de 50% que a Fibria detinha na unidade de Embu da Ripasa, pelo valor de US$ 20 milhões, equivalente a R$ 41,1 milhões. A referida unidade foi incorporada pela Companhia em 31 de agosto de Em 31 de julho de 2007, a Companhia e a Fibria firmaram um Instrumento de Compra e Venda, por meio do qual transferiram suas participações nas unidades fabris da Ripasa de Cubatão e Limeira, à MDPapéis Ltda. Na data de fechamento da transação, ocorrida em 1º de novembro de 2007, as referidas unidades foram alienadas por R$ 122,0 milhões, cabendo a cada uma das vendedoras R$ 61,0 milhões. Em 29 de agosto de 2008, foi aprovada em Assembleia Geral Extraordinária a cisão total da Ripasa com versão de parte do seu patrimônio para a constituição da empresa Asapir Produção Florestal e Comércio Ltda. ( Asapir ) e o restante do acervo líquido vertido, em partes iguais, para a Companhia e para a Fibria, com o objetivo de transformar a Ripasa em uma unidade produtiva em regime de consórcio. A partir de 1º de setembro de 2008, a unidade Americana da extinta Ripasa, passou a operar em regime de consórcio entre a Companhia e a Fibria, denominado Consórcio Paulista de Papel e Celulose ( Conpacel ), onde as consorciadas comercializam sua produção de forma independente. Em 31 de janeiro de 2011, a Companhia efetivou a aquisição da participação detida pela Fibria nos ativos do Conpacel (que passou a denominar-se Unidade Limeira) que compreendem 50% de: (i) fábrica de papel e celulose; e (ii) terras próprias com área total aproximada de 76 mil hectares, e cerca de 71 mil hectares de plantio, sendo 53 mil hectares em áreas próprias e 18 mil hectares em áreas arrendadas. O preço de aquisição foi de R$ milhões. PÁGINA: 52 de 353

59 6.5 - Principais eventos societários ocorridos no emissor, controladas ou coligadas A transação para aquisição da participação detida pela Fibria nos ativos do Conpacel foi submetida à aprovação dos órgãos governamentais competentes. Em 1º de agosto de 2012, o CADE aprovou a operação, por unanimidade e sem restrições. c. sociedades envolvidas: Suzano Papel e Celulose S.A.; Fibria Celulose S.A.; S.A. Celulose e Papel; Ripasa Participações S.A.; Asapir Produção Florestal e Comércio Ltda.; e Consórcio Paulista de Papel e Celulose. d. efeitos resultantes da operação no quadro acionário, especialmente, sobre a participação do controlador, de acionistas com mais de 5% do capital social e dos administradores do emissor: Não aplicável, uma vez que não houve efeitos da operação no quadro acionário da Companhia. e. quadro societário antes e depois da operação: Após a conclusão da primeira etapa da operação, a Companhia, que até então não era titular de qualquer participação na Ripasa, passou a ser proprietária de ações representativas de 50% do capital social daquela sociedade. Após a conclusão da segunda etapa da operação, em virtude da cisão total de Ripar e da subsequente cisão total da Ripasa, a Companhia passou a deter participação correspondente a 50% do capital social da Asapir, bem como 50% da participação no Conpacel. Após a conclusão da terceira etapa da operação, em 31 de janeiro de 2011, a Companhia efetivou a aquisição da participação detida pela Fibria nos ativos do Conpacel, passando a deter, consequentemente 100% de tais ativos. O Conpacel passou, então, a ser denominado Unidade Limeira. PÁGINA: 53 de 353

60 6.6 - Informações de pedido de falência fundado em valor relevante ou de recuperação judicial ou extrajudicial Não há quaisquer pedidos de falência fundados em valor relevante e/ou de recuperação judicial ou extrajudicial em face da Companhia. PÁGINA: 54 de 353

61 6.7 - Outras informações relevantes Não há outras informações relevantes que não tenham sido disponibilizadas. PÁGINA: 55 de 353

62 7.1 - Descrição das atividades do emissor e suas controladas Visão Geral A Companhia acredita ser uma das maiores produtoras verticalmente integradas de papel e celulose da América Latina, com mais de 90 anos de experiência no setor. A Companhia, por meio de suas empresas controladas, opera, preponderantemente, em dois segmentos: celulose de mercado e papel, cujo portfólio é integrado por papéis de imprimir e escrever (revestido e não-revestido) e papelcartão. A Companhia tem por objeto (a) a fabricação, o comércio, a importação e a exportação de celulose, papel e de outros produtos oriundos da transformação de essências florestais, incluindo a reciclagem destes, bem como de produtos relacionados ao setor gráfico; (b) a formação e a exploração de florestas homogêneas, próprias ou de terceiros, diretamente ou através de contratos com empresas especializadas em silvicultura e manejo florestal; (c) a prestação de serviços, a importação, a exportação e a exploração de bens relacionados ao objeto da sociedade; (d) o transporte, por conta própria e de terceiros; (e) a participação, como sócia ou acionista, de qualquer outra sociedade ou empreendimento; (f) a operação de terminais portuários; e (g) a geração e a comercialização de energia elétrica. A Companhia é a segunda maior produtora de celulose de eucalipto do mundo e a quarta maior produtora de celulose de mercado, segundo a consultoria especializada na indústria de papel e celulose Hawkins Wright. Em 2014, de acordo com a Hawkins Wright, a capacidade de celulose de mercado totalizava 61 milhões de toneladas. Os 20 maiores produtores representam 73% do mercado, conforme gráfico abaixo: Capacidade de Produção de Celulose Top 20¹ (milhões de toneladas) Fibria APRIL Arauco Suzano CMPC UPM-Kymmene Stora Enso² Georgia Pacific Ilim Metsa Group Weyerhaeuser Paper Excelence Eldorado Mercer Domtar IP Sodra Resolute FP Canfor Ence 2,5 2,4 2,3 2,3 2,0 1,8 1,8 1,8 1,7 1,6 1,5 1,4 1,4 1,4 1,1 0,9 3,9 3,8 3,4 5,3 Total: 44 milhões de toneladas¹ Capacidade de Produção de Fibra de Eucalipto (milhões de toneladas) Fibria Suzano CMPC Eldorado Arauco Stora Enso UPM-Kymmene Cenibra Ence Altri Outros Brasil Mondi Portucel Lwarcel Faruki 0,3 0,3 0,3 0,1 1,8 1,7 1,5 1,2 1,2 1,2 0,9 0,8 0,4 3,4 Total: 20 milhões de toneladas 5,3 ¹Inclui fibra longa, fibra curta, não branqueada e sulfeto Fonte: Hawkins Wright (Dez/14) e Suzano Na década de 50, a Suzano foi a primeira produtora no mundo a utilizar a celulose de eucalipto em escala industrial, sendo que, em meados da década de 60, a Companhia foi também a primeira a produzir papel para imprimir e escrever utilizando 100% de celulose de eucalipto. A Suzano é uma das principais produtoras de papel no Brasil, e foi responsável por cerca de 40% da produção brasileira total de papel para imprimir e escrever e papelcartão no ano de 2014, de acordo com a Ibá. PÁGINA: 56 de 353

63 7.1 - Descrição das atividades do emissor e suas controladas Ainda, além das controladas que suportam as atividades principais da Companhia, a empresa FuturaGene, atuante no setor de biotecnologia, foi adquirida para alavancar a competência florestal da Suzano. Nossa estrutura inclui escritórios administrativos em Salvador (BA) e em São Paulo (SP), três fábricas integradas de celulose e papel, duas localizadas no estado de São Paulo (Unidade Suzano e Unidade Limeira) e uma no Estado da Bahia (Unidade Mucuri), duas fábricas de papel não-integradas no estado de São Paulo (Unidade Embú e Unidade Rio Verde), uma de produção de celulose no estado do Maranhão (Unidade Imperatriz), além da FuturaGene. Contamos ainda com a maior estrutura para distribuição de papéis e produtos gráficos da América do Sul. No exterior, mantemos escritórios comerciais na China, nos Estados Unidos e na Suíça, laboratórios de pesquisa em Israel e na China e subsidiárias na Inglaterra e na Argentina. Ao final de 2014, atuavam mais de 7 mil colaboradores próprios e 11 mil em atividades terceirizadas. Informações acerca da representatividade das exportações da Companhia para países estrangeiros estão descritas no item 7.6 deste Formulário de Referência. A produção de celulose de eucalipto da Companhia supre 100% de sua demanda para a produção de papel, sendo o restante vendido como celulose de mercado. Em 31 de dezembro de 2014, a Companhia possuía 1,06 milhão de hectares de terras, dos quais 520 mil hectares eram ocupados por plantios de eucalipto, 460 mil hectares destinados à preservação ambiental, garantindo o atendimento à legislação que determina o percentual de área para as reservas legais e de preservação permanente localizadas principalmente às margens dos rios. As unidades de produção estão em cumprimento ou excedem os padrões ambientais tanto brasileiros quanto internacionais relativos à produção de papel e celulose. Em 31 de dezembro de 2014, a Suzano produziu 3,0 milhões de toneladas de celulose de mercado e 1,3 milhão de toneladas de papel. A unidade Imperatriz, no Estado do Maranhão, que iniciou operação em 30 de dezembro de 2013, produziu cerca de 1,0 milhão de toneladas em 2014, sendo que sua capacidade nominal, de 1,5 milhão de toneladas/ano, deve ser atingida em Em março de 2015, a Suzano anunciou o investimento de R$ 30 milhões para adaptar uma das máquinas de Imprimir e Escrever na fábrica de Suzano para produção de celulose Fluff, sendo pioneira na utilização de fibra curta para produção deste tipo de celulose. O início da operação é estimado para dezembro de 2015 e a Suzano terá flexibilidade na produção de até 100 mil toneladas de Fluff ou papel para Imprimir e Escrever. PÁGINA: 57 de 353

64 7.1 - Descrição das atividades do emissor e suas controladas Capacidade de Produção (mil ton) Papel Celulose (mil ton) Celulose Papel Unidade Integrado Celulose de Mercado Fluff Não Revestido Revestido Papelcartão Maranhão Mucuri Suzano * 270* 90* 200 Limeira Rio Verde Embu Total * 850* 190* 250 *Nota: Flexibilidade para produção de Fluff ou papel para Imprimir e Escrever A escala de produção da Companhia, a proximidade dos seus plantios em relação às suas fábricas e a integração entre seus processos de produção de celulose e papel conferem substanciais economias de escala, bem como menores custos de produção. As Unidades Suzano, Embú e Rio Verde, voltadas principalmente para o mercado doméstico, estão localizadas próximas à cidade de São Paulo, o maior centro consumidor do Brasil, de acordo com dados da Ibá e da RISI, a cerca de 90 km do Porto de Santos, importante ponto para o escoamento da exportação, e a uma distância média de cerca de 212 km das florestas. A unidade de Limeira também desfruta dessas vantagens. A Unidade Mucuri, voltada, principalmente, para o mercado externo, está localizada a, aproximadamente, 320 km do Porto de Vitória e a 250 km de Portocel, um porto especializado na exportação de papel e celulose, no estado do Espírito Santo e a uma distância média de cerca de 73 km das áreas de plantio. A Unidade Imperatiz, no Maranhão, voltada para o mercado externo, está localizada a, aproximadamente, 600 km do Porto de Itaqui e o escoamento realizado por ferrovia da fábrica até o porto, o que resulta em custos de transporte bastante competitivos para a Companhia e a uma distância média de cerca de 150 km das áreas de plantio. A distância relativamente curta entre as florestas, as fábricas, a maioria dos clientes do mercado doméstico e os portos de exportação resulta em custos de transporte relativamente baixos para a Companhia, o que por sua vez proporciona menores custos totais de produção. Em 31 de dezembro de 2014, a Companhia tinha um total de ativos consolidados de R$ 28,1 bilhões, um patrimônio líquido de R$ 10,3 bilhões, receita líquida consolidada de R$ 7,3 bilhões e EBITDA Ajustado de R$ 2,5 bilhões. A tabela a seguir apresenta um resumo de algumas de suas informações financeiras consolidadas e operacionais para os períodos indicados entre o período de 01 de janeiro de 2012 e 31 de dezembro de 2014: PÁGINA: 58 de 353

65 7.1 - Descrição das atividades do emissor e suas controladas Exercício social encarrado em 31 de dezembro de Produção (mil toneladas) Celulose de Mercado Papel Receita Operacional Líquida (R$ milhões) Vendas no mercado interno Vendas no mercado externo Resultado Líquido (R$ milhões) (262) (220) (182) EBITDA Ajustado (1) (R$ milhões) Margem EBITDA Ajustada (%) 33,8% 31,3% 24,3% % de exportações na Receita Operacional Líquida 58,0% 52,4% 51,4% Nota: (1) EBITDA Ajustado não contempla itens não-recorrentes e/ou não-caixa A Suzano é uma companhia de capital aberto, com suas ações negociadas no segmento especial de listagem da BM&FBOVESPA, Nível 1, que conta com os mais altos níveis de governança corporativa. Adicionalmente, 45% das ações emitidas pela Suzano encontravam-se em circulação no mercado (free float), em 31 de dezembro de Pontos Fortes Operações verticalmente integradas e baixos custos de produção As operações verticalmente integradas da Companhia garantem a flexibilidade de ajustar a produção e as vendas de papel e celulose com base nas mudanças de condições de mercado. A Suzano produziu, aproximadamente, 3,0 milhões de toneladas de Celulose de Mercado em A Companhia apresentou Custo-Caixa de produção de Celulose de Mercado de R$ 536 por tonelada (equivalentes a US$ 228/ton) em 2014, o qual, acredita, com base em estudos da consultoria Hawkins Wright, representar um dos mais competitivos Custo-Caixa de produção do mundo. Dado o elevado grau de integração entre a produção de celulose e papel, a Companhia detém baixo custo de conversão de celulose para papel. A Companhia atribui baixos custos de produção aos seguintes fatores: Elevada produtividade florestal: A Companhia utiliza técnicas avançadas de clonagem e práticas silviculturais em suas florestas plantadas renováveis, que fazem o eucalipto crescer em apenas sete anos (período de crescimento significativamente menor que a da madeira de seus competidores extraída fora do Brasil). A aquisição do controle da empresa de biotecnologia FuturaGene possibilita a Companhia, somada a sua competência em pesquisa e desenvolvimento de eucalipto, acelerar ganhos de produtividade nas florestas e ir além de suas operações, na medida em que pode aplicar essa tecnologia também nas florestas de terceiros. PÁGINA: 59 de 353

66 Volume de Fibra (MM ton) Formulário de Referência SUZANO PAPEL E CELULOSE SA Versão : Descrição das atividades do emissor e suas controladas Proximidade entre as áreas de plantio e unidades industriais: os plantios da Companhia estão próximos a suas fábricas. Os plantios que abastecem a Unidade Mucuri estão a uma distância média de cerca de apenas 73 km de tal unidade, os plantios que abastecem a Unidade Imperatriz estão a uma distância média de cerca de 150 km da unidade, enquanto nas Unidades de São Paulo, a distância média é de aproximadamente 212 km. Alto nível de produção própria de energia: a energia gerada no processo de produção de celulose garante praticamente autossuficiência energética das unidades produtivas. Crescimento orgânico a baixo custo A Suzano ao desenvolver seus ativos florestais em território brasileiro dispõe de uma série de vantagens competitivas no mercado global. Dentre as vantagens competitivas do Brasil estão: (i) disponibilidade de terras produtivas, (ii) excelentes condições de solo e climáticas, (iii) florestas plantadas de ciclo curto, (iv) potencial de recuperação de áreas degradadas e (v) baixo custo de formação e manutenção. Essas vantagens permitem à Suzano expandir organicamente suas atividades a um custo relativamente baixo. A unidade no Estado do Maranhão, por exemplo, iniciou operação em 30 de dezembro de 2013, adicionando assim 1,5 milhão de toneladas/ano à capacidade produtiva da Suzano. Esta unidade terá capacidade de geração excedente de energia de 100 MW. Qualidade superior de seus produtos e capacitação tecnológica Os papéis de imprimir e escrever produzidos com fibra de eucalipto apresentam melhor formação e distribuição na superfície da folha, qualidade na impressão, opacidade, uniformidade, maciez e corpo superior quando comparado aos papéis produzidos com outras fibras. Da mesma forma, o papelcartão destaca-se pela qualidade de impressão, lisura superficial, rigidez, e alto desempenho em processos de impressão, corte, vinco e envase, características importantes para a produção de embalagens. Devido às características conferidas pela celulose de eucalipto aos papéis para imprimir e escrever e papéis sanitários, a demanda por esta fibra cresceu em média 7,2% ao ano entre 2006 e 2014, em comparação a redução da demanda de 2,1% das demais fibras curtas, segundo dados da Poyry e PPPC. A Companhia investe continuamente em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e aplicações para atender as necessidades de seus clientes. O gráfico abaixo demonstra a competitividade da fibra de eucalipto em relação a outras fibras: CAGR BEKP: +7,2% a.a. Outros BHKP: -2,1% a.a. CAGR BEKP: +4,5% a.a. Outros BHKP: +0,5% a.a Volume de Mercado (MM ton) e 2016e 2017e 2018e 2019e Celulose de mercado ¹ BEKP² Outros BHKP³ BSKP Outros Celulose Química de Mercado: não inclui pasta mecânica 2 Bleached Eucalyptus Kraft Pulp 3 Outros Bleached Hardwood Kraft Pulp 4 Bleached Softwood Kraft Pulp 5 Inclui Sulfite e Celulose não-branqueada Fonte: Poyry (2013) e PPPC (Dez/2014) PÁGINA: 60 de 353

67 7.1 - Descrição das atividades do emissor e suas controladas Produtos e mercados diversificados com sólida geração de caixa operacional A produção de papel e celulose para os mercados doméstico e internacional permite obter benefícios de diversificação, mantendo a Companhia bem posicionada tanto para atender o potencial crescimento do mercado doméstico como também para aproveitar as oportunidades oferecidas no mercado internacional. Esses fatores proporcionam: Liderança e marca forte no mercado de papéis no Brasil: A Companhia acredita que sua posição de liderança e a força de suas marcas, como Report, Reciclato e Paperfect, são os grandes propulsores de nossos negócios de papel no Brasil. Forte posicionamento para exportação: A Companhia obteve em 2014, 2013 e 2012 mais de 50% de sua receita líquida advinda de exportações, realizadas para mais de 80 países. Cerca de 80% do volume de Celulose de Mercado e aproximadamente 30% do volume de papéis que vende é exportado. A Companhia possui aproximadamente 700 clientes por todo o mundo, como resultado de mais de duas décadas de exportação de produtos de papel e celulose. Sólida geração de caixa operacional: apesar da volatilidade do preço da celulose, a Companhia manteve um histórico de sólida geração de caixa operacional, que tem proporcionado recursos e capacidade de obter financiamentos para suas operações. Além de seu histórico consistente de geração de caixa operacional, em razão de suas atividades de exportação, usualmente a Companhia tem acesso a financiamentos de exportação, que oferecem taxas de juros competitivas, tanto de curto quanto de longo prazo. Portfolio de Produtos Diversificado e Complementar A Suzano apresenta um portfólio de produtos balanceado e complementar, composto por celulose de mercado, papelcartão, papel não revestido e papel revestido, sendo que a celulose de mercado contribui com mais da metade da receita líquida da Suzano. Abaixo, fluxograma apresentando todos os produtos desenvolvidos pela Suzano e sua respectiva participação na receita líquida de 2014 da Suzano: Receita Líquida 58% ME / 42% MI R$ 7,3 bilhões Celulose de Mercado 2º produtor mundial de celulose de eucalipto 53% Papel 47% Papelcartão Imprimir & Escrever 10% 36% Não Revestido Revestido 27% 8% Nota: Últimos doze meses findos em 31/12/2014. Outros papéis representaram 1% da Receita Líquida no período. Além disso, a Suzano será a primeira empresa no mundo a utilizar fibra curta para a produção de celulose tipo fluff, usada em fraldas e absorventes. A entrada da Suzano neste mercado está prevista para PÁGINA: 61 de 353

68 7.1 - Descrição das atividades do emissor e suas controladas dezembro de Dentre as vantagens do projeto podemos citar a flexibilidade de produção de fluff ou papel de imprimir e escrever em relação à capacidade de produção atual e a redução de custos para os clientes. Altos padrões socioambientais Além de ser importante para o seu desenvolvimento sustentável e para a sua responsabilidade social, a Companhia acredita que seu êxito em estabelecer e cumprir altos padrões socioambientais proporciona uma vantagem competitiva adicional, em especial com relação às vendas para clientes na Europa e América do Norte. A Companhia foi uma das empresas pioneiras na produção de papel offset no Brasil, reciclado em escala industrial, denominado Reciclato. Também foi uma das empresas pioneiras de papel e celulose no mundo e a primeira nas Américas a obter a certificação internacional ISO para regras de gestão ambiental adotadas em sua Unidade Mucuri, que conta também com a certificação FSC (Forest Stewardship Council). A Unidade Suzano obteve a certificação FSC em dezembro de A Unidade Imperatriz possui a certificação FSC desde Adicionalmente, a Companhia se dedica à prestação de serviços à comunidade, participando e dando apoio financeiro a diversos projetos, inclusive por meio do Instituto Ecofuturo, uma organização não governamental idealizada e patrocinada pela Companhia para promover atividades relacionadas ao meio ambiente e à educação, dentre outras. O quadro abaixo indica os prêmios e certificados recebidos pela Suzano: Equipe de gestão experiente focada em criação de valor A Companhia possui uma equipe de gestão bastante experiente, sendo que vários membros do seu Conselho de Administração e da equipe de gestão sênior têm muitos anos de experiência na indústria de papel e celulose. Outros membros do seu Conselho de Administração e da equipe sênior de gestão têm profunda experiência em áreas relacionadas, como a indústria química. O seu modelo de gestão empresarial está em linha com os padrões mundiais de excelência empresarial, com foco na criação de valor para seus acionistas. No início de 2006, a Companhia alterou sua estrutura organizacional para uma estrutura segmentada em unidades de negócios e áreas prestadoras de serviço, visando aumentar o foco em seus clientes, apresentar maior compromisso por resultados e desenvolver lideranças. O modelo de gestão empresarial segue os fundamentos e critérios da FNQ, de quem recebeu o Prêmio Sergipe de Excelência em A Companhia tem apresentado aprimoramento contínuo em práticas de governança corporativa, com destaque para: (i) adesão ao Nível 1 de Práticas Diferenciadas de Governança Corporativa da BOVESPA em 2004, em continuidade às obrigações assumidas pela Companhia Suzano desde 2003; (ii) implementação de um Código de Conduta aplicável às empresas do grupo Suzano em 2006; (iii) criação de três comitês que assessoram seu Conselho de Administração (Sustentabilidade e Estratégia, Gestão e Auditoria); e (iv) reformulação do seu Conselho de Administração com quatro Conselheiros Independentes, conforme padrões do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa. PÁGINA: 62 de 353

69 7.1 - Descrição das atividades do emissor e suas controladas Políticas financeiras focadas na mitigação de riscos de liquidez Nossa gestão financeira é orientada por políticas e diretrizes focadas na mitigação de riscos de liquidez. Como consequência, mantemos um nível de caixa e equivalentes que acreditamos ser suficiente para cobrir nossas obrigações de curto prazo relacionadas ao endividamento, reduzindo os riscos de rolagem da dívida e a necessidade de acesso aos mercados de dívida em condições de estresse. Pelo mesmo motivo, só realizamos operações com derivativos para fins de proteção do fluxo de caixa, sempre através de instrumentos básicos (plain vanilla), lineares e líquidos. Mantemos nosso endividamento em níveis baixos no curso normal dos negócios, com dívida adicional limitada a financiar projetos de crescimento, considerando o serviço dessa dívida e a geração de fluxo de caixa dos projetos. Estratégia A Companhia tem como objetivo estar entre os mais rentáveis produtores de papel e celulose do mundo, objetivando a criação de valor para seus acionistas, sempre mantendo o comprometimento com a responsabilidade socioambiental. Os principais elementos de sua estratégia de negócios são: Aprimorar continuamente a eficiência operacional e a competitividade de seus ativos A Companhia objetiva aprimorar sua eficiência operacional e a competitividade de seus ativos, mediante a busca contínua na melhoria da qualidade dos produtos existentes, incremento em pesquisa e desenvolvimento, bem como através de ações voltadas para aumentar a excelência na gestão de suas áreas industrial e florestal. Para tanto, investe em modernização e otimização para reduzir os custos unitários de produção e elevar sua produtividade florestal, industrial e administrativa, e continua a analisar e implementar ações que permitam aumentar sua eficiência operacional. Dentre outras, a Companhia adota as seguintes práticas e processos de gestão: (i) utilização da tecnologia genética e de clonagem para elevar o incremento florestal anual; (ii) implantação do orçamento matricial para a otimização dos custos fixos e despesas; e (iii) utilização do Seis Sigmas, programa voltado para a melhoria de processos operacionais e administrativos. Foco no desenvolvimento de novos produtos A Companhia investe permanentemente em pesquisa e desenvolvimento, adotando essa prática como estratégia para manter o foco na competitividade, com produção em escala global e manutenção de seus diferenciais no mercado nacional e internacional. Projetos especiais garantem um posicionamento diferenciado e a identificação constante de novas oportunidades de negócio, em relação a novos produtos, aplicações e mercados. Iniciativas dessa natureza fizeram com que a Companhia lançasse, por exemplo, o Super 6 Plus, papelcartão duplex com rigidez superior aos concorrentes e alta performance de máquina, indicado para segmentos de embalagens, como por exemplo: higiene, limpeza e alimentos. Atualmente, participa de projetos de pesquisa para, dentre outros objetivos, mapear a sequência genética da árvore de eucalipto, a fim de acelerar o seu desenvolvimento e aperfeiçoar a qualidade de suas fibras para produção de papel e celulose. A equipe de tecnologia florestal da Companhia é altamente qualificada e conta com pesquisadores, trabalhando com viveiros próprios com capacidade de aproximadamente 31 milhões de mudas. Tais investimentos em tecnologia florestal conferem um portfólio genético muito diversificado apropriado para diferentes regiões e condições. PÁGINA: 63 de 353

70 7.1 - Descrição das atividades do emissor e suas controladas Excelência na condução de seus negócios, com foco na sustentabilidade A Companhia pretende garantir sua sustentabilidade econômica, social e ambiental por meio das seguintes ações: (i) aprimoramento de suas unidades de negócios e áreas prestadoras de serviços, buscando a criação de maior valor aos seus acionistas, garantindo um maior compromisso na apresentação de resultados; (ii) implantação continua de aperfeiçoamentos do modelo de gestão da FNQ; e (iii) aprimoramento contínuo das práticas de governança corporativa. A Companhia acredita que sustentabilidade é a capacidade de permitir que os ciclos de crescimento se renovem. Isso implica construir bases para um crescimento rentável, que integre operações competitivas e ecoeficientes com produtos e relacionamentos de qualidade. Esta é a orientação que permeia a condução dos seus negócios, com produtos e relações de qualidade que envolve todas as partes interessadas: comunidades, fornecedores, clientes, empregados e acionistas. PÁGINA: 64 de 353

71 7.2 - Informações sobre segmentos operacionais a) Produtos e serviços comercializados: A Companhia divulga informações segmentadas de acordo com o seu modelo de negócio atual segregado em celulose e papel (não revestido, revestido e papelcartão), nas demonstrações financeiras consolidadas de encerramento de exercício social. A Companhia produz celulose de mercado e uma variedade de produtos de papel. A Companhia vende celulose no mercado doméstico e no mercado externo. A Companhia produz papel para imprimir e escrever não revestido e revestido, bem como papelcartão. Dentro da categoria de papel para imprimir e escrever, a Companhia produz produtos de tamanhos e formatos variados, tais como papel cortado para uso geral (cut-size), formato para uso em gráfica (fólio) e bobinas. As vendas da Companhia não estão concentradas em nenhum cliente específico, seja no mercado doméstico, seja no mercado externo. b) Receita proveniente do segmento e sua participação na receita líquida do emissor A receita proveniente de cada segmento de negócio e sua participação na receita líquida, correspondentes aos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014, 2013 e 2012 são as seguintes: Exercício social encerrado em 31 de dezembro de Receita Líquida (R$ milhões) Participação na Receita Líquida Celulose Papel Total Celulose Papel Total Celulose Papel Total ,0% 47,0% 100% 45,3% 54,7% 100% 42,2% 57,8% 100% c) Lucro ou prejuízo resultante do segmento e sua participação no lucro líquido do emissor A Companhia não calcula o lucro ou prejuízo separadamente para cada um dos segmentos em que atua, uma vez que é uma produtora integrada de celulose e papel e muitas das funções de sua estrutura operacional, tais como área de compras, tecnologia da informação, logística, finanças, administração e recursos humanos são compartilhados por ambos os segmentos, não sendo possível a alocação das despesas associadas com tais atividades. O mesmo ocorre com algumas contas da demonstração de resultados, como despesas e receitas financeiras e imposto de renda e contribuição social, que são calculados de forma consolidada. PÁGINA: 65 de 353

72 7.3 - Informações sobre produtos e serviços relativos aos segmentos operacionais a) Características do processo de produção Processo de Produção de Celulose e de Papel O processo de produção de papel compreende três etapas: (i) a formação das florestas e seu corte; (ii) a produção da celulose; e (iii) a produção do papel. Em linha com a estratégia da Companhia de conduzir seus negócios de acordo com os mais altos padrões ambientais, a Companhia utiliza técnicas de plantio e colheita que sejam menos agressivas e que exijam menos ao meio ambiente, tais como cultivo mínimo e técnicas de preparo do solo, o que evita erosão e mantém o solo mais úmido proporcionando elevados níveis de eficiência e produtividade. Formação de Florestas e seu Corte A formação de florestas começa nos viveiros da Companhia, localizados nos estados da Bahia e São Paulo, onde a Companhia utiliza técnicas disponíveis de clonagem, e em viveiros terceirizados que utilizam material genético desenvolvido pela Companhia. As mudas produzidas nos viveiros da Companhia são variedades de eucalipto de alta produtividade florestal e que melhor se adaptam ao clima e demais características das respectivas microrregiões onde serão plantadas. A Companhia utiliza colheitadeiras mecânicas (harvesters) que cortam as árvores em altura próxima ao solo, descascam e cortam o tronco em toretes. Parte da casca, galhos e folhas permanecem na floresta. Os toretes são transportados para a beira dos talhões de plantio por equipamentos específicos (forwarder e auto carregável) e dali são transportados em caminhões para a fábrica. A gestão de nossas florestas é a base de sustentação dos negócios da Companhia, baseada no plantio e manejo de florestas renováveis e visa o abastecimento competitivo de madeira, por meio do planejamento de longo prazo, do desenvolvimento e a aplicação de melhoramento genético. Em 31 de dezembro de 2014, a Companhia possuía 1,06 milhão de hectares de terras, dos quais 520 mil hectares eram ocupados por plantios de eucalipto, 460 mil hectares destinados à preservação ambiental, garantindo o atendimento à legislação que determina o percentual de área para as reservas legais e de preservação permanente localizadas principalmente às margens dos rios. As unidades de produção estão em cumprimento ou excedem os padrões ambientais tanto brasileiros quanto internacionais relativos à produção de papel e celulose. Dado o elevado grau de integração entre a produção de celulose e papel, a Companhia detém baixo custo de conversão de celulose para papel. Muitos fatores contribuem para nossa vantagem competitiva em relação ao custo da madeira para a produção de celulose: (i) topografia favorável, materiais genéticos adequados às condições de clima e solo nas regiões do Brasil onde operamos; (ii) programa de melhoramento genético e desenvolvimento operacional na silvicultura e colheita; (iii) baixa distância média entre as nossas florestas plantadas e fábricas, que estão entre as menores do Brasil; (iv) nosso sistema de seleção de clones, que visa melhorar o rendimento de nossas florestas e desempenho industrial, integrando nossas atividades florestais e industriais; e (v) nossas técnicas sustentáveis de manejo florestal, tais como plantação de mosaico e técnica de cultivo de mínimo. Juntos, esses fatores nos permitem desfrutar de: (i) um elevado aumento de volume médio de madeira por hectare plantado; (ii) uma maior concentração de fibras por tonelada de madeira colhida; (iii) desenvolvimento sustentável de nossas operações; e (iv) rotações de colheita de árvores de eucalipto de aproximadamente sete anos, um dos períodos mais curtos do que de outras regiões do mundo. PÁGINA: 66 de 353

73 7.3 - Informações sobre produtos e serviços relativos aos segmentos operacionais Produção de Celulose O Processo Kraft de Cozimento Os toretes recebidos nas fábricas de celulose são, se necessário, descascados e posteriormente picados em cavacos. Os cavacos são, então, transferidos por esteira transportadora aos digestores, onde passam por um processo de cozimento com adição de sulfato de sódio e soda cáustica. Este processo de cozimento, designado Processo Kraft, minimiza os danos às fibras da celulose, de forma a preservar sua uniformidade e resistência. Durante o cozimento, as fibras de celulose são separadas da lignina e resinas, quando então é obtida a celulose não branqueada. Numa fase de pré-branqueamento, a celulose é então lavada e submetida a um processo de deslignificação por oxigênio que, combinado com o Processo Kraft, remove aproximadamente 95% da lignina. A esta altura do processo, uma pequena parcela da fibra de celulose produzida é utilizada na produção de alguns tipos de papelcartão. A lignina e os produtos resultantes do Processo Kraft compõem o chamado licor negro, que é separado e enviado para evaporadores para elevar a concentração de sólidos e em seguida para uma caldeira de recuperação. Neste equipamento, o licor negro é utilizado como combustível para a produção de vapor e energia elétrica e, recupera-se, aproximadamente, 99% das substâncias químicas utilizadas no Processo Kraft. Branqueamento A próxima etapa do processo de produção de celulose é o processo de branqueamento químico. Os atuais complexos branqueadores da Companhia consistem em uma série de torres de branqueamento de média densidade através das quais passa a celulose deslignificada. Cada torre de branqueamento contém uma mistura diferente de agentes branqueadores. As sequências mais evoluídas do processo de branqueamento são do tipo Elemental Chlorine Free, ou ECF e são as empregadas por todas as unidades industriais da Cia. Suzano. Essas sequências utilizam químicos como Oxigênio O2, Peróxido de Hidrogênio H2O2 e o Dióxido de Cloro ClO2, que são tratados via estação de tratamento de efluentes em harmonia com o meio ambiente. Ao final desta etapa a celulose branqueada é transferida para torres de armazenagem. A partir deste ponto, ela pode ser destinada diretamente para as máquinas de papéis nas Unidades Mucuri, Limeira e Suzano, transferida para as Unidades de Embu e Rio Verde ou, ainda, no caso da celulose de mercado, para secadoras onde a celulose é então seca, moldada em folhas e cortada e, em seguida, embalada para o cliente. Produção de Papel A Companhia produz papel para imprimir e escrever do tipo não revestido nas Unidades de Limeira, Suzano, Mucuri, e Rio Verde. Produz papel para imprimir e escrever revestido nas Unidades de Suzano e Limeira e papelcartão nas Unidades de Suzano e Embu. A Companhia inicia a produção de papel encaminhando a celulose para refinadores, que aumentam o nível de resistência das fibras. Após o refino, a máquina de papel é alimentada com a solução de celulose que é misturada a outros materiais e aditivos de forma a fornecer as propriedades demandadas pelos consumidores finais. Estes aditivos incluem cola sintética, carbonato de cálcio precipitado (processo alcalino), alvejantes ópticos e outros. Durante o processo de produção de papel e papelcartão, a folha é formada, prensada e seca. Na etapa final do processo, rolos de papel de grande dimensão são convertidos em bobinas, papel formato fólio e papel cutsize. No caso do papel revestido, o papel passa por tratamentos adicionais, com aplicações de tinta de PÁGINA: 67 de 353

74 7.3 - Informações sobre produtos e serviços relativos aos segmentos operacionais revestimento nas duas faces do papel, antes de ser cortado conforme as especificações do cliente ou do convertedor. A Companhia monitora a produção por um sistema computadorizado que controla cada etapa do processo de produção. A programação e o controle da produção de papel são feitos com estreita coordenação entre as áreas de marketing, vendas e produção. Desta forma, a Companhia é capaz de planejar, otimizar e customizar a programação de produção, bem como de antecipar e responder com flexibilidade às variações sazonais e preferências dos consumidores. Turnos da Produção de Papel e Celulose As fábricas integradas de papel e celulose da Companhia operam em três turnos, durante 24 horas por dia, todos os dias do ano, com exceção das paradas programadas de manutenção. As datas das paradas são flexíveis e podem ser alteradas em função de fatores relacionados à produção, mercado e fornecedores. A Companhia mantém um estoque de determinadas peças sobressalentes consideradas críticas devido à sua função no processo de produção ou devido à dificuldade de encontrar substitutos. A Companhia também desenvolve um relacionamento estreito com seus fornecedores de forma a assegurar seu acesso a peças sobressalentes. b) Características do processo de distribuição A Companhia conta com equipes de vendas próprias nas unidades de negócio de celulose e papel com atuação nacional e internacional, responsáveis pela comercialização dos seus produtos diretamente aos usuários finais ou intermediários distribuidores. Celulose A Unidade de Negócio Celulose possui uma estratégia comercial lastreada em 3 pilares: relacionamento, parceria de longo prazo e serviços diferenciados. A partir da equipe brasileira (que atende o mercado da América Latina) e dos escritórios internacionais, localizados na Europa (Suíça), América do Norte (EUA) e Ásia (China), a empresa garante proximidade com seus clientes, oferecendo pacotes de soluções comerciais e técnicas em linha com suas necessidades. Para garantir serviços diferenciados, as gerências de assistência técnica do Brasil e de cada escritório internacional atuam intensivamente no apoio às necessidades dos clientes, com o objetivo de propor soluções técnicas inteligentes que incentivem o uso e a migração das demais fibras para a celulose de fibra de Eucalipto Suzano Pulp. Periodicamente, a Companhia realiza workshops técnicos no Brasil e em cada um dos continentes em que atua, para dividir com os escritórios e clientes as iniciativas em inovação, técnicas em desenvolvimento e alinhamento estratégico e mercadológico. Papel Em 2014, aproximadamente 71% das vendas de papel da Companhia foram feitas no Brasil. Para melhor atender este mercado, a Companhia o dividiu em sete grandes segmentos. Como as necessidades destes subsegmentos são diferentes, a Suzano estruturou suas ações de marketing, comerciais e estratégicas de acordo com o mercado, com áreas focadas nos diferentes subsegmentos, são eles: PÁGINA: 68 de 353

75 7.3 - Informações sobre produtos e serviços relativos aos segmentos operacionais - Embalagem: Principal destino das vendas de papelcartão, como o próprio nome sugere, é responsável pela produção de embalagens para as indústrias farmacêutica, cosmética, tabaco, brinquedos, vestuário e calçados, alimentos e bebidas, e higiene e limpeza. - Promocional: comercializa principalmente papéis revestidos, produz, entre outros, encartes promocionais, catálogos, displays e cartazes. - Editorial: Caracterizado pela produção de livros, revistas e jornais, consome todos os tipos de papéis produzidos pela Companhia: não-revestido, revestido e papelcartão. - Cadernos: Atendendo ao mercado doméstico e exportações, este segmento é responsável pela produção de cadernos e agendas e consome os papéis não-revestidos e papelcartão. - Mailing: predominantemente utiliza-se a linha de papéis não-revestidos para a produção de formulários, faturas e envelopes. - Office: abrange os sub-segmentos copistas, concorrências e corporativo, comercializa apenas papéis nãorevestidos no formato cut-size (papel cortado), com predominância do formato A4. - Varejo: Assim como o subsegmento Office, este segmento comercializa apenas papéis não-revestidos no formato cut-size (papel cortado), com predominância do formato A4, porém com foco de atuação em papelarias, auto- serviços e conveniência. Para os cinco primeiros segmentos, a Companhia combina diferentes canais de venda: grandes volumes de papel são vendidos diretamente às gráficas e convertedores, e volumes menores são atendidos pelos chamados distribuidores gráficos. No Office e no Varejo, o atendimento é feito predominantemente de maneira indireta, isto é, via distribuidores de papel. A Companhia possui distribuidoras próprias de papéis e produtos gráficos, sendo uma operação no Brasil e uma operação na Argentina, a Stenfar S.A.I.C. Importadora y Exportadora ( Stenfar ). Para distribuição de papel no Brasil, a Suzano conta com quatro Centros de Distribuição Regionais (CDRs), sendo dois em São Paulo, um em Serra (ES) e um em São José dos Pinhais (PR), além de 16 Centros de Distribuição Locais (CDLs), localizados em Belém (PA), Belo Horizonte (BH), Brasília (DF), Campinas (SP), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Londrina (PR), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Ribeirão Preto (SP), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Uberlândia (MG). Além da sua própria linha de papelcartão e papéis para imprimir e escrever, a Suzano também distribui outras 23 linhas de produtos, atendendo aos segmentos gráfico, editorial, de consumo, convertedor e aos órgãos públicos. A Stenfar, distribuidora própria de papéis e suprimentos de informática, em operação na Argentina, conta com 57 anos de existência, e possui uma presença ativa e importante participação no mercado. A distribuidora possui três filiais: Buenos Aires, Córdoba e Mar del Plata. Esta operação atende aos segmentos gráfico, editorial, de consumo, convertedor e aos órgãos públicos, trabalhando com papéis para imprimir e escrever, papel cartão e suprimentos de informática. Acredita-se, com base em estimativas do mercado realizadas para o setor de distribuição de papéis e suprimentos de informática, que a Stenfar é uma das maiores distribuidoras locais atuantes nesse setor. PÁGINA: 69 de 353

76 7.3 - Informações sobre produtos e serviços relativos aos segmentos operacionais As operações de distribuição no Brasil e da Stenfar reforçam o compromisso da Companhia com o fortalecimento do seu canal de distribuição, ampliando a sua capilaridade e beneficiando diretamente os seus clientes, pela maior proximidade e agilidade no atendimento a clientes, além da oferta de portfólio mais completo de produtos e serviços. c) Características dos mercados de atuação: Celulose De acordo com Hawkins Wright, o total da capacidade de celulose de eucalipto no mundo em 2014 foi de 19,4 milhões de toneladas, sendo predominantemente produzida na América Latina com 16,7 milhões de toneladas. O Brasil é o maior produtor do mundo de celulose de eucalipto com 12,4 milhões de toneladas de capacidade em 2014, seguido do Chile com 2,5 milhões de toneladas. Outros tipos de fibra curta são produzidos em outras regiões, como, por exemplo, a Ásia. A produção de fibra longa concentra-se principalmente no hemisfério norte, sendo que Canadá e Estados Unidos são responsáveis por 51% do total produzido de fibra longa no mundo. Conforme demonstrado no gráfico abaixo, a competitividade da fibra de eucalipto leva à substituição de fibras: PÁGINA: 70 de 353

77 7.3 - Informações sobre produtos e serviços relativos aos segmentos operacionais Globalmente, conforme demonstrado no gráfico abaixo contemplando pesquisa realizada pela Pöyry e PPPC, o mercado de celulose representou 14% do consumo de fibra para a produção de papel: O crescimento da demanda por celulose de mercado é impulsionado pelo consumo da fibra na Ásia, que tem investido em fábricas de papel não integradas. O crescimento da oferta acontece na América Latina, região mais competitiva para produção de celulose. A demanda global por celulose branqueada de mercado em 2014 somou 53,1 milhões de toneladas, segundo dados da Hawkins Wright (consultoria especializada na indústria de celulose de mercado), sendo deste total 55% de fibra curta, 45% de fibra longa e menos de 1% de outros tipos de fibras (Sulfito). Do volume total de fibra curta, 62% são de fibra de eucalipto, segmento de mercado da Companhia. Nos últimos onze anos, segundo dados da Hawkins Wright, a demanda por celulose de eucalipto cresceu a uma taxa anual de 7,4%, enquanto a demanda por outros tipos de fibra curta retraiu 0,1% a.a. e de fibra longa cresceu a uma taxa anual de 1,7%. PÁGINA: 71 de 353

78 7.3 - Informações sobre produtos e serviços relativos aos segmentos operacionais Os principais segmentos de papéis que consumiram celulose de mercado, em 2012, foram: imprimir e escrever (34%), papéis sanitários (32%), especialidades (16%), fluff (10%), e outros (8%) (fonte: End Use Survey Aug/13, Hawkins Wright). Vale destacar que os três primeiros segmentos, que totalizam 82% do mercado, representaram 88% do uso final dado à celulose comercializada pela Suzano no ano de 2014 A demanda por papéis para fins sanitários é impactada pela cultura, pelo crescimento econômico (PIB) e pelo desenvolvimento do país (urbanização). A participação desse segmento na demanda total por papéis deve crescer em função da maior demanda nos países em desenvolvimento, conforme gráfico abaixo: O mercado de celulose é conhecido pelo alto grau de fragmentação tornando-se um mercado de grande competitividade entre os produtores de celulose nas diferentes regiões. Essa característica do mercado dificulta a mensuração do market share dos concorrentes em cada região. De acordo com Hawkins Wright, considerando a produção mundial de celulose, a Suzano está na quarta posição com 6,4% do market share, sendo que o produtor líder de mercado detém somente 10,0% da produção mundial. Ao considerar apenas a produção mundial de celulose de fibra curta, a Suzano encontra-se na segunda posição com 11,7% do market share. PÁGINA: 72 de 353

79 7.3 - Informações sobre produtos e serviços relativos aos segmentos operacionais Maiores Produtores de Celulose de Mercado do Mundo Posição Companhia País / Região Capacidade (mil toneladas/ano) 1 Fibria Brasil April Indonésia, China Arauco Chile / Argentina Suzano Brasil CMPC Chile UPM-Kynnebe Finlândia / Uruguai Stora Enso Europa / Brasil Georgia Pacific EUA Paper Excellence Canadá e Europa Metsa Group Finlândia / Suécia Ilim Russia Weyerhauser EUA / Canadá Eldorado Brasil Mercer Canadá / Alemanha Domtar EUA / Canadá IP EUA / Rússia / França Sodra Suécia / Noruega Resolute Forest Products Canadá Canfor Corporation Canadá ENCE Espanha maiores produtores Fonte: Outlook for Market Pulp Dez/14, Hawkins Wright A participação de mercado da Companhia varia em cada uma das regiões que atua. Na América Latina o market share da Suzano no mercado de celulose foi de 15,7% do total da demanda da região em 2014, seguido da China com market share de 7,7%, Europa com 5,0%, América do Norte com 4,2%, além de outras regiões com menor participação. O Brasil apresenta custos de produção entre os mais baixos do mundo. O gráfico abaixo apresenta o custocaixa (CIF Europa) de celulose de mercado, que compreende os custos totais de produção com exclusão da depreciação e exaustão. Os dados foram apurados pela Hawkins Wright em dezembro de 2014, e os valores foram expressos em dólares por tonelada: PÁGINA: 73 de 353

80 7.3 - Informações sobre produtos e serviços relativos aos segmentos operacionais Dentre as vantagens competitivas do Brasil estão: (i) disponibilidade de terras produtivas, (ii) excelentes condições de solo e climáticas, (iii) florestas plantadas de ciclo curto, (iv) potencial de recuperação de áreas degradadas e (v) baixo custo de formação e manutenção. Em 2014 a Companhia alcançou volume de vendas de 2,9 milhões de toneladas de celulose, volume 50,4% maior que em 2013, com receita líquida consolidada de R$ 3,9 bilhões. O incremento no volume de vendas é fruto da nova fábrica no Maranhão. Rendimento em Celulose da Suzano 10,5 ton/ha/ano 5,5 ton/ha/ano +100% Biotecnologia Mais madeira / hectare Mais celulose / m³ Qualidade superior Menor área Custos decrescentes / m³ O volume de celulose exportado pela Companhia em 2014 representou 83% do total de vendas, aumento de 5,1 p.p. em relação a Ao longo de 2014, a Companhia exportou 2,4 milhões de toneladas. A Ásia representou 41% das vendas da Companhia em 2014, e foi o principal destino das vendas da Companhia -, seguida pela Europa com 30%, Brasil com 17%, América do Norte com 11% e América do Sul/Central com 1%. Papel O mercado de papel é composto basicamente por 4 (quatro) segmentos: papéis para imprimir e escrever, papéis para embalagem, papéis especiais e papéis para fins sanitários. A Suzano atua nos segmentos de papéis para imprimir e escrever, papéis para embalagem e papéis especiais. Os papéis de imprimir e escrever são usados em livros, revistas, catálogos, impressão comercial, formulários, dados variáveis, cópias e jornais. Os papéis para embalagem são utilizados em embalagens primárias e secundárias, nos mercados de alimentos, farmacêutico, cosmético, eletrônicos, limpeza, higiene pessoal, brinquedos e calçados. Os papéis especiais englobam papéis sem carbono, reciclados, papéis decorativos, papéis de segurança, auto-adesivos e papel para cigarros. Em 2014, 26% da demanda total de papel foi destinada a PÁGINA: 74 de 353

81 7.3 - Informações sobre produtos e serviços relativos aos segmentos operacionais papéis para imprimir e escrever, 50% para papéis para embalagem, 8% papéis para fins sanitários e 16% outros papéis, segundo a Pöyry Management Consulting. De acordo com a Pöyry, o crescimento da demanda global de papel de 2014 a 2019 é estimado em 1,7% ao ano, impulsionado pelos países emergentes, enquanto o crescimento estimado da oferta é de 1,6% ao ano, nesse período. Abaixo dois gráficos demonstrando a demanda e oferta global de papel em cada região, considerando o tipo de papel: Diferentes fatores influenciaram e influenciam o crescimento da demanda mundial por papéis, tais como: (i) crescimento do PIB; (ii) crescimento populacional; e (iii) elevação do consumo per capita. Já nos mercados considerados maduros, como Japão, Oeste Europeu e América do Norte, o crescimento no consumo de papel e papelcartão vem ocorrendo em um ritmo mais lento, devido: (i) à queda nas taxas de crescimento da população; (ii) ao avanço nas formas e facilitação de acesso às mídias eletrônicas e TV a cabo; e (iii) à redução de gramaturas dos papéis. Abaixo, gráficos que ilustram a oferta e demanda global de papel: PÁGINA: 75 de 353

82 7.3 - Informações sobre produtos e serviços relativos aos segmentos operacionais O mercado mundial de papel possui diferentes produtores e concentrações de acordo com o tipo de segmento, conforme dados divulgados pela Pöyry Management Consulting. A seguir são apresentados os principais produtores dos mercados que a Suzano Papel e Celulose participa. 10 maiores produtores mundiais de Papéis para Imprimir e Escrever Não Revestidos 2014 (mil tonelada) América do Norte Oeste Europeu Leste Europeu América Latina Ásia Outros Capacidade, 1000 tons/ano ton/ano Fonte: Poyry Consulting (World Paper Markets up to 2030) PÁGINA: 76 de 353

83 7.3 - Informações sobre produtos e serviços relativos aos segmentos operacionais 10 maiores produtores mundiais de Papéis para Imprimir e Escrever Revestidos 2014 (mil toneladas) América do Norte Oeste Europeu América Latina Ásia Outros Capacidade, 1000 ton/ano Fonte: Poyry Consulting (World Paper Markets up to 2030) PÁGINA: 77 de 353

84 7.3 - Informações sobre produtos e serviços relativos aos segmentos operacionais 10 maiores produtores mundiais de Papéis para Embalagem 2014 (mil toneladas) América do Norte Oeste Europeu Leste Europeu Ásia Outros Capacidade, 1000 ton/ano Fonte: Poyry Consulting (World Paper Markets up to 2030) Nos segmentos em que atua, a Companhia possui 0,8% de participação no mercado mundial, sendo 1,0% no mercado de imprimir e escrever e 0,5% do mercado de papéis para embalagem. A Companhia comercializa cerca de 85% das vendas de papel na América do Sul e Central, região foco de sua atuação. A participação de mercado da Companhia varia em cada uma das regiões que atua. No Brasil, onde sua presença é mais significativa, seu market share nos papéis de imprimir e escrever, mercado no qual a Companhia é líder, foi de 35,7%, 36,6% e 38,3% e no papelcartão 25,8%, 27,9% e 29,5%, nos anos de 2012, 2013 e 2014, respectivamente, conforme dados divulgados pela Indústria Brasileira da Árvores (Ibá). No exterior, as vendas para países da América Latina representaram, respectivamente, 48,1%, 40,3% e 46,5% do total de exportações de papel em 2012, 2013 e As vendas para a Europa representaram 16,0%, 15,7% e 13,0% do total de exportações, enquanto para a América do Norte as exportações representaram 25,8%, 39,1% e 37,0% nestes mesmos períodos. Os preços de papel tendem a ser menos voláteis em relação aos preços da celulose. No entanto, sendo a celulose um insumo relevante em termos de custos na produção de papel, aumentos no preço desse insumo tendem a influenciar os preços mundiais de papel. Em 2014, o preço médio da celulose de eucalipto comercializada pela Companhia foi de R$ 1.351/ tonelada enquanto que o preço líquido médio do papel foi de R$ 2.581/tonelada. PÁGINA: 78 de 353

85 7.3 - Informações sobre produtos e serviços relativos aos segmentos operacionais d) Eventual sazonalidade Os produtos florestais, como celulose e papel, são tipicamente cíclicos. Oscilações nos estoques são frequentemente importantes na determinação dos preços. Ademais, a demanda por papel depende muito das condições econômicas gerais e, tendo em vista que a capacidade de produção se ajusta lentamente às mudanças na demanda, estas também contribuem para a natureza cíclica da indústria. Especificamente no Brasil, a demanda por papéis apresenta-se mais aquecida no segundo semestre de cada ano, principalmente, em função de fatores como programas governamentais, a exemplo do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), e a produção de livros e cadernos para a volta às aulas. Mudanças na capacidade de produção também podem influenciar os preços. Em comparação ao mercado de celulose, o mercado de papel apresenta um número maior de produtores e consumidores e maior diferenciação por produto. Apesar do preço do papel ser cíclico e estar historicamente atrelado ao preço da celulose, com uma ligeira diferença temporal, ele é, em geral, considerado menos volátil do que o preço da celulose. Os principais fatores que afetam o preço do papel são a atividade econômica, a capacidade de expansão da produção e a flutuação nas taxas de câmbio. Não obstante, os impactos da sazonalidade dos negócios da Companhia não provocaram impactos significativos nos trimestres e na apuração dos resultados anuais nos três últimos exercícios. Por essa razão, a Companhia não mensurou impactos da sazonalidade nos seus resultados. e) Principais insumos e matérias primas, informando: Os principais insumos e matérias primas utilizados pela Suzano em seu processo produtivo são: madeira, energia, produtos químicos e água. Matérias Primas As principais matérias-primas utilizadas na produção de papel e celulose estão descritas abaixo: Madeira, Papel Reciclado e Pastas Mecânicas A Companhia utiliza três fontes de fibras na produção de seus papéis (i) celulose que a própria Companhia produz; (ii) papéis reciclados; e (iii) pastas mecânicas. O papel reciclado pré e pós consumo e as pastas mecânicas são usados nas camadas interiores de alguns tipos de papelcartão. O papel reciclado serve também de matéria-prima para a produção do papel Reciclato da Companhia (o primeiro papel reciclado para imprimir e escrever não revestido produzido em escala industrial no Brasil, cuja produção foi iniciada em 2001). A Companhia utiliza o eucalipto para a produção de toda sua celulose. Energia A Companhia utiliza diversas fontes de energia. A principal delas, produzida no próprio processo de fabricação da celulose, é resultante da queima do licor negro na caldeira de recuperação. O vapor produzido nesta queima é empregado na geração de energia elétrica e em diversos outros usos no processo produtivo da Companhia. Uma segunda fonte de energia, também associada ao processo de produção, consiste na queima de resíduos florestais (cascas e galhos de eucalipto) em uma caldeira auxiliar, onde também podem ser utilizados gás natural e óleo combustível. A Companhia trabalha em direção à redução do consumo de energia e à autossuficiência. Na unidade PÁGINA: 79 de 353

86 7.3 - Informações sobre produtos e serviços relativos aos segmentos operacionais Mucuri, por exemplo, são produzidos internamente 100% da energia consumida, em sua maior parte a partir de fontes renováveis, com aplicação do reuso dos resíduos da madeira. Isso é possível graças ao processo de recuperação química utilizado nas indústrias. O processo Kraft possibilita à Companhia recuperar os químicos utilizados na polpação e, ao mesmo tempo, permite o uso dos resíduos do cozimento da madeira para gerar energia. Depois dessa etapa, o processo de recuperação química é completado com a cal virgem, que, juntamente com o sulfato de sódio e a soda, irão compor o licor verde e o licor branco, que retornarão ao início do processo para novo cozimento de madeira, com o mínimo de reposição. Isso permite ganhos ambientais diretos com a redução de resíduos e a geração de energia. Em 2014, a Companhia iniciou a produção de energia para exportação na unidade de Mucuri através da otimização da geração de vapor nas caldeiras. Esse volume adicional somado à energia excedente gerada na Unidade Maranhão equaciona a demanda de energia da Companhia para suas fábricas de papéis. Produtos Químicos O processo produtivo de papel e celulose da Suzano Papel e Celulose utiliza diversos produtos químicos desde o cozimento da madeira até a aplicação de revestimento do papel, incluindo sulfato de sódio, hidróxido de sódio (soda cáustica), clorato de sódio, cloro, peróxido de hidrogênio e oxigênio. Na produção de papel de imprimir e escrever revestido, a Companhia utiliza diversos aditivos, incluindo, principalmente, caulim, carbonato de cálcio, látex, amidos, alvejantes e cola. Todos os resíduos são tratados de forma a se adequar às práticas e padrões mais atuais da indústria mundial de papel e celulose. Os produtos químicos utilizados na indústria de papel e celulose são comumente utilizados em várias outras atividades industriais e não apresentam uma condição particularmente perigosa. Todas as regras de segurança relativas a transporte, armazenagem e produção são estritamente cumpridas pela Companhia. Além disso, a Companhia mantém uma apólice de seguro que cobre a responsabilidade oriunda de acidente no transporte, armazenagem ou produção de produtos químicos. (i) descrição das relações mantidas com fornecedores, inclusive se estão sujeitas a controle ou regulação governamental, com indicação dos órgãos e da respectiva legislação aplicável; Fornecedores e Relacionamento Em 2014, a Companhia teve cerca de 3,5 mil fornecedores ativos, aos quais a Companhia procura permanentemente disseminar seus valores e práticas direcionados à gestão sustentável dos negócios. A Companhia mantém com os fornecedores um relacionamento transparente e pautado pela valorização. Para selecioná-los, analisa-se a qualidade do produto e/ou serviço, a disponibilidade e as condições comerciais. Ademais, seguem-se critérios rigorosos na fase de qualificação, em que são checadas questões socioambientais, de saúde e segurança ocupacional e econômico-financeiras, assim como a adequação à legislação e a conformidade com as licenças ambientais. Caso o insumo demandando pela Companhia tenha grande impacto no produto final, seu fornecedor passa ainda por testes industriais. As relações da Companhia com os seus fornecedores não estão diretamente sujeitas a nenhum controle ou regulamentação governamental. PÁGINA: 80 de 353

87 7.3 - Informações sobre produtos e serviços relativos aos segmentos operacionais (ii) eventual dependência de poucos fornecedores; A Companhia possui uma ampla e diversificada base de fornecedores, o que possibilita o atendimento satisfatório de suas necessidades de insumos, materiais e serviços e a mitigação dos riscos de concentração de fornecimento, sem prejuízo, no entanto, do estabelecimento de relações de parcerias, e sem que isso implique compromissos de exclusividade. Embora a Companhia entenda que não exista dependência significativa em relação a fornecedores, alguns insumos podem possuir menor número de fornecedores capacitados ou habilitados no mercado doméstico, de acordo com o grau de especificidade. Entretanto, a Companhia sempre avalia todas as opções disponíveis no mercado nacional, assim como de importação. Fornecedores de Matérias Primas Madeira, Papel Reciclado e Pastas Mecânicas Da demanda de madeira da Companhia em 2014, a maior parte teve origem em seus plantios, e o restante foi suprido por fornecedores de madeira de mercado e produtores rurais incluídos no programa de fomento da Companhia. Estes produtores rurais fomentados vendem sua madeira em grande parte para a Companhia, a qual lhes fornece assistência técnica, mudas de eucalipto e insumos necessários para o processo de cultivo do eucalipto. Produtos Químicos Há produtos químicos fornecidos por um reduzido número de fornecedores. Para itens de maior complexidade técnica, menor disponibilidade ou com poucas fontes de fornecimento disponíveis são estabelecidos contratos comerciais de longo prazo. Para minimizar ou eliminar a dependência de suprimentos, o mercado fornecedor é mapeado considerando-se oferta de produtos, concentração de mercado e complexidade técnica de substituição visando estabelecer contratação por item. (iii) eventual volatilidade em seus preços. Madeira, Papel Reciclado e Pastas Mecânicas Os contratos de compra de madeira são normalmente firmados pelo prazo médio de 7 anos, correspondente a um ciclo de corte, com condições de volume e preço pré-estabelecidas e reajuste anual pelo índice de inflação medido pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) da Fundação Getúlio Vargas (FGV). A madeira respondeu por 29,7% dos custos totais de produção da Companhia no exercício social encerrado em 31 de dezembro de A pasta mecânica e o papel reciclado acompanham o preço de mercado. Produtos Químicos Os preços dos produtos químicos no Brasil geralmente sofrem flutuação relacionada aos preços internacionais e à taxa de câmbio vigente. Relacionamentos de longo prazo entre a Companhia e seus fornecedores locais têm sido um fator importante na estabilização dos preços e na regularidade de fornecimento. Quando necessário, a Companhia pode importar produtos químicos de forma a equilibrar a volatilidade nos preços locais. PÁGINA: 81 de 353

88 7.3 - Informações sobre produtos e serviços relativos aos segmentos operacionais No exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2014, produtos químicos, que incluem insumos, matriz energética, vestimentas e acondicionamento, responderam por 38,8% dos custos de produção da Companhia. PÁGINA: 82 de 353

89 7.4 - Clientes responsáveis por mais de 10% da receita líquida total A Companhia não possui nenhum cliente que seja responsável por mais de 10% de sua receita líquida total. PÁGINA: 83 de 353

90 7.5 - Efeitos relevantes da regulação estatal nas atividades a) Necessidade de autorizações governamentais para o exercício das atividades e histórico de relação com a administração pública para obtenção de tais autorizações A Companhia mantém relações de qualidade com a administração pública em todos os níveis em âmbito nacional, estadual e nos municípios em que atua. Como uma empresa de base florestal e produtora de papel e celulose, a Companhia segue as legislações e regulamentos referentes às suas atividades e linhas de negócio, relacionados a emissões atmosféricas, descarga de efluentes, resíduos sólidos, odores e reflorestamento. Exemplos de tais regulações e legislações são: o Código Florestal, a Lei da Mata Atlântica, CONAMA 357, Portaria 518 do Ministério da Saúde, Decreto nº /2003 e a Lei de Biossegurança nº , entre outros. Historicamente, a Companhia acredita manter um bom relacionamento com todas as autoridades reguladoras, tendo cumprido as condicionantes aplicáveis a cada licença obtida para o atual estágio de seus negócios, assim como satisfez eventuais pedidos de esclarecimentos realizados por tais autoridades. Além disso, a Companhia está adequada à Política Nacional do Meio Ambiente, a qual determina o licenciamento ambiental prévio para atividades que utilizam recursos naturais. Dessa forma, realiza todos os trâmites legais e técnicos necessários para obtenção de licenças junto aos órgãos reguladores, tanto para a formação de suas bases florestais quanto para a implantação de suas unidades industriais. Vale ressaltar, que a Companhia possui as autorizações necessárias para a aquisição e utilização de produtos químicos controlados pela polícia federal ou outros órgãos. As unidades industriais da Companhia e as áreas de plantio possuem as autorizações e licenças exigidas pelos órgãos governamentais. b) Política ambiental do emissor e custos incorridos para o cumprimento da regulação ambiental e, se for o caso, de outras práticas ambientais, inclusive a adesão a padrões internacionais de proteção ambiental: A política ambiental da Companhia estabelece um compromisso com relação à preservação do meio ambiente, por meio da redução do consumo dos recursos naturais e da mitigação dos impactos de suas atividades. Nesse sentido, foram investidos, no ano de 2014, cerca de R$ 20 milhões em melhorias na operação industrial para minimizar os impactos de nossas atividades. Já na Unidade de Negócio Florestal, investimos cerca de R$ 8 milhões em monitoramento e conservação dos recursos naturais, restauração e projetos de educação ambiental, entre outros. A política ambiental da Suzano tem como diretrizes: (i) contribuir para o desenvolvimento econômico e social em harmonia com a preservação ambiental por meio de processos de gestão inovadores e pioneiros, mantendo-se como referência de empresa ambientalmente responsável; (ii) assumir atitude de prevenção da poluição desde a pesquisa e cobrindo o projeto, a instalação, a operação, a comercialização e o uso de seus produtos; (iii) desenvolver e estimular ações de educação ambiental por meio de uma abordagem sistêmica e participativa, que promova uma atitude consciente e responsável entre seus colaboradores, parceiros e comunidade; PÁGINA: 84 de 353

91 7.5 - Efeitos relevantes da regulação estatal nas atividades (iv) empreender ações, buscando a sustentabilidade dos recursos hídricos, da atmosfera, do solo e da biodiversidade nas áreas sob influência da Companhia; e (v) compartilhar, com os segmentos organizados da sociedade, o uso e o desenvolvimento de programas de conservação e manejo sustentável dos recursos naturais. A Política Ambiental e o sistema de gestão ambiental da Companhia estão alinhados aos padrões internacionais mais avançados. Temos a certificação ISO 14001, que atesta nosso sistema de gestão ambiental, em todas as nossas Unidades, sendo que a Unidade Mucuri foi a primeira do setor a conquistar essa certificação em Também detemos o selo internacional FSC (Forest Stewardish Council), que atesta que o nosso manejo florestal é ambientalmente correto e socialmente justo. Este selo, elaborado por diversas organizações internacionais, tem forte reconhecimento mundial e está presente em diversos produtos da Suzano e de nossos clientes que utilizam nossa celulose e nosso papel. A sustentabilidade pauta todas as ações e intenções da empresa, entendida como a capacidade de permitir que os ciclos de crescimento se renovem, o que implica em construir bases para uma expansão que integre operações competitivas, responsabilidade socioambiental e relacionamentos de qualidade. Gestão ambiental e certificações O alinhamento das práticas a esse entendimento se traduz, entre outras conquistas, na manutenção de aproximadamente 440 mil hectares de áreas certificadas pelo Forest Stewardship Council (FSC), no fato de ter sido a primeira empresa do setor no mundo a calcular a pegada de carbono de seus produtos e na detenção de amplo escopo de certificações: além do FSC, a ISO 9001, ISO 14001, OHSAS e Cerflor. Atuamos, portanto, sob o rígido cumprimento de leis e regulamentos ambientais. Água A gestão do uso da água e sua reutilização são preocupações na Suzano, tanto em nossas plantações quanto em nossas fábricas, voltando-se em todas as unidades para o volume total captado, o consumo de água (total e subterrânea), a porcentagem de água retirada dos recursos hídricos, a vazão da fonte hídrica afetada pela retirada da água, entre outros controles internos observados e importantes para nossas operações. Com relação à reutilização de água, redução de custos, escassez de recursos e mesmo a própria legislação ambiental são considerados fatores motivadores; a Suzano reutiliza água tanto na indústria quanto nos viveiros de mudas. Resíduos e efluentes Na Suzano, a gestão de efluentes e resíduos se faz presente em nossos processos e operações, tanto industriais quanto florestais. O tratamento de efluentes em todos os sites industriais acontece em ETEs próprias, e contempla o tratamento primário (físico) e tratamento secundário (biológico), etapa em que é adicionado oxigênio e nutrientes, além do controle de ph. Nas unidades Limeira e Maranhão é utilizado para tratamento secundário a tecnologia de lodo ativado, e para as unidades de Suzano e Mucuri as lagoas aeradas. Temos unidades de compostagem nas unidades de Limeira, Embu, Suzano e Rio Verde. Além disso, como associados da Ibá e do Compromisso Empresarial pela reciclagem (Cempre), participamos das discussões acerca dos planos setoriais do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, instituído pelo governo federal. PÁGINA: 85 de 353

92 7.5 - Efeitos relevantes da regulação estatal nas atividades Biodiversidade A Suzano destina aproximadamente 43% de suas áreas à conservação, o que representa aproximadamente 460 mil hectares distribuídos pelos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Maranhão, Pará, Tocantins e Piauí, considerando áreas de reserva legal, de preservação permanente e Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), entre outras. Em 2014, a Companhia deu continuidade à parceria com a organização não governamental The Nature Conservancy - TNC para a elaboração de Planos de Conservação da Biodiversidade, que abrangerão os remanescentes florestais nos biomas Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga, resultando no Plano de Conservação de Áreas (PCA), com estratégias de preservação da biodiversidade. O objetivo é estender o planejamento às demais áreas florestais. Em 2014, a Suzano também aderiu ao clube corporativo do WWF- Brasil, onde diversas empresas de diferentes setores trocam ideias e ferramentas sobre como melhorar sua gestão socioambiental. Mudanças Climáticas Já o tema das mudanças climáticas incorpora a contínua busca da Companhia pela adoção de melhores práticas na gestão de emissões de Gases do Efeito Estufa (GEE), o que compreende os pilares de quantificação, redução e compensação. No pilar quantificação, a Suzano é referência por ter sido a primeira empresa da América Latina e do setor de celulose e papel a calcular a pegada de carbono conquistando a certificação Carbon Reduction Label, concedida pelo Carbon Trust. Neste processo, iniciado em 2010, quantificamos a emissão de GEE emitidos durante o ciclo de vida da celulose produzida em Mucuri e do papel Report. No final de 2013 obtivemos a recertificação da pegada de carbono da celulose Mucuri. Desde 2006 a Suzano elabora anualmente o Inventário Corporativo de Emissões de GEE para mensurar as emissões do processo produtivo considerando as emissões diretas provenientes das atividades de controle operacional da empresa (escopo 1), emissões indiretas oriundas do consumo de energia elétrica (escopo 2) e atividades associadas a sua cadeia de produção, porém não controladas pela empresa (escopo 3). Esta ferramenta é elaborada de acordo com o a metodologia GHG Protocol do World Resources Institute (WRI). O inventário de 2014 publicado no registro público de emissões do programa brasileiro GHG Protocol, site aponta entre outros ganhos, a redução aproximada 9% de emissão de GEE referente ao escopo 1. Esta redução demonstra que o investimento em inovação e tecnologias de baixo impacto estão alinhados ao tema de Mudanças Climáticas indo ao encontro das demandas de clientes, investidores e consumidores. c) Dependência de patentes, marcas, licenças, concessões, franquias, contratos de royalties relevantes para o desenvolvimento das atividades As atividades da Companhia de pesquisa e desenvolvimento estão principalmente direcionadas ao incremento da produtividade da madeira de eucalipto e à otimização dos processos industriais, fazendo com que a produção seja mais eficiente e sejam desenvolvidos novos produtos por intermédio de: (i) melhoria no uso da fibra de eucalipto na produção de celulose e papel; (ii) desenvolvimento e PÁGINA: 86 de 353

93 7.5 - Efeitos relevantes da regulação estatal nas atividades implementação de tecnologia mais eficiente para o processo produtivo e para a reciclagem de sobras e aparas de papel; e (iii) condução de pesquisa ambiental. Adicionalmente, a Companhia participa de projetos de pesquisa para o mapeamento do genoma do eucalipto, com vistas à possibilidade de futura utilização desta tecnologia, desenvolve pesquisas em biotecnologia em laboratórios para cultura de tecidos e mapeamento dos marcadores moleculares, e mantém relacionamento próximo com várias universidades e institutos particulares de pesquisa tanto no Brasil quanto no exterior. A Companhia atua no mercado mundial, oferecendo celulose e uma completa gama de papéis, representadas por suas marcas registradas ou em processo de registro na América Latina, América do Norte, União Europeia e Ásia. No Brasil, a Companhia possui diversas marcas registradas perante o INPI, incluindo, dentre as mais relevantes: Report, Pólen, Paperfect, Alta Alvura, Reciclato, papelcartão Supremo, TP White, Super 6, Couché Suzano, SUZANO PULP e Eucafluff. Apesar das atividades de pesquisa e desenvolvimento e dos investimentos feitos em suas marcas, a Companhia não é dependente de quaisquer patentes, marcas, licenças, contratos de royalties ou industriais ou novos processos produtivos em específico que sejam de importância fundamental para seus negócios ou resultados. Para mais informações sobre os ativos de propriedade intelectual da Companhia, ver item 9 deste Formulário de Referência. PÁGINA: 87 de 353

94 7.6 - Receitas relevantes provenientes do exterior a) Receitas provenientes dos clientes atribuídos ao país sede do emissor e sua participação na receita líquida total do emissor CELULOSE - BRASIL Exercício findo em: Receita (R$ mil) % sobre receita líquida total 31/12/ ,4 31/12/ ,2 31/12/ ,8 PAPEL - BRASIL Exercício findo em: Receita (R$ mil) % sobre receita líquida total 31/12/ ,6 31/12/ ,4 31/12/ ,8 b) Receitas provenientes dos clientes atribuídos a cada país estrangeiro e sua participação na receita líquida total do emissor CELULOSE 31/12/ /12/ /12/2012 Região Receita (R$ mil) % 1 Receita (R$ mil) % 1 Receita (R$ mil) % 1 Ásia , , ,0 Europa , , ,8 América Do Norte , , ,7 América do Sul e Central , , ,9 Total , , ,3 1 % Calculado sobre receitas líquidas totais 2 Os países mais relevantes são: China, Hong Kong, Coreia do Sul e Japão 3 Os países mais relevantes são: Itália, França, Áustria, Alemanha, Reino Unido e Espanha 4 Os países mais relevantes são: Argentina, Colômbia e Equador PAPEL 31/12/ /12/ /12/2012 Região Receita (R$ mil) % 1 Receita (R$ mil) % 1 Receita (R$ mil) % 1 Ásia , , ,0 Europa , , ,9 América Do Norte , , ,6 América do Sul e Central , , ,4 Outros , , ,1 Total , , ,0 1 % Calculado sobre receitas líquidas totais 2 Os países mais relevantes são: Egito, Irã, Arábia Saudita e Líbano 3 Os países mais relevantes são: Reino Unido, Itália, França, Bélgica e Espanha 4 Os países mais relevantes são: Argentina, Paraguai, Peru, Colômbia, Venezuela e Equador PÁGINA: 88 de 353

95 7.6 - Receitas relevantes provenientes do exterior c) Receita total proveniente dos países estrangeiros e sua participação da receita líquida total do emissor CELULOSE - EXTERIOR Exercício findo em: Receita (R$ mil) % sobre receita líquida total 31/12/ ,6 31/12/ ,1 31/12/ ,3 PAPEL - EXTERIOR Exercício findo em: Receita (R$ mil) % sobre receita líquida total 31/12/ ,4 31/12/ ,3 31/12/ ,0 PÁGINA: 89 de 353

96 7.7 - Efeitos da regulação estrangeira nas atividades A Companhia exporta seus produtos para cerca de 80 países e está sujeita, assim como suas subsidiárias, à regulação usual de mercado nessas localidades, em especial nos campos comercial e tributário. As exigências e normas regulatórias destes países podem ser alteradas sem prévio aviso, devendo a Companhia observá-las. A observância de tais exigências e normas pode eventualmente exigir da Companhia dispêndios financeiros adicionais. Além disso, a competitividade das companhias exportadoras brasileiras no mercado estrangeiro já levou alguns países a estabelecerem barreiras comerciais para limitar o acesso de companhias brasileiras aos seus mercados ou mesmo subsidiar os produtores locais. Alguns países impõem quotas de importação de produtos vindos do Brasil. Caso essas restrições sejam adotadas para os produtos exportados pela Companhia, as exportações da Companhia poderão ser afetadas adversamente. Para assegurar o cumprimento contínuo das leis, normas e regulamentos existentes, a Companhia monitora toda e qualquer alteração das demandas de seus principais mercados, utilizando os seus escritórios locais. Dessa forma, a Companhia cumpre com todas as exigências regulatórias relevantes aplicáveis aos mercados em que os seus produtos estão presentes. Os principais países para os quais a Companhia exporta seus produtos estão mencionados no item 7.6 deste Formulário de Referência. PÁGINA: 90 de 353

97 7.8 - Relações de longo prazo relevantes A Suzano Papel e Celulose acredita que a sustentabilidade é um movimento coletivo, de dentro para fora. Por isso, adota princípios consistentes de governança corporativa nas esferas econômica, social e ambiental, com foco na inovação e na condução de ações práticas que atendam ao conceito do que é ser uma empresa sustentável. Nosso compromisso com a sustentabilidade está refletido em ações concretas que envolvem o diálogo permanente e transparente com nossas partes interessadas, a implantação de programas socioambientais com parceiros regionais visando à geração de trabalho e renda, educação e desenvolvimento territorial, a saúde e segurança no trabalho, o manejo florestal, a manutenção da biodiversidade, a gestão da água, energia, efluentes, emissões de gases de efeito e estufa entre outros. Na busca por melhores práticas e pela possibilidade de dividir conhecimento, a Suzano Papel e Celulose participa de fóruns sobre sustentabilidade. Somos associados e signatários do Pacto Global, iniciativa da Organização das Nações Unidas / ONU, para a adoção de dez princípios relacionados a direitos humanos, relações de trabalho, meio ambiente e combate à corrupção; dos Oito Objetivos do Milênio, também da ONU, referentes à erradicação da miséria, saúde, qualidade de vida e meio ambiente; do Instituto Ethos. Além disso, participamos ativamente do Centro de Estudo de Sustentabilidade da FGV (GVCes), dos grupos de trabalho do Instituto Brasil de Arvores/ IBA e conselhos consultivos de Unidades de Conservação, como por exemplo da reserva extrativista do Cassurubá/ BA e do Parque Nacional da Chapada das Mesas/ MA. Na esfera internacional somos desde 2014, membro do Conselho Diretor do Forest Stewardship Council /FSC, bem como participamos de diversas ações junto ao World Business Council for Sustainable Development/WBCSD. Na busca por um diálogo ativo e transparente a Companhia implantou Conselhos Comunitários nos municípios de sua atuação visando o desenvolvimento regional. Este grupo, formado por diferentes atores locais, tem por objetivo discutir e eleger temas prioritários e juntos traçar planos de ações conjuntas. Além dos Conselhos possuímos também o livro Suzano em Campo cujo objetivo é identificar e atender às demandas e expectativas de nossos stakeholders. Esta ferramenta de diálogo permite uma gestão das solicitações enviadas para a Companhia bem como a mitigação de potenciais impactos de nossas atividades operacionais. Todas as solicitações socioambientais encaminhadas para a Companhia são registradas software denominado Sistema de Gestão das Demandas das Partes Interessadas / SISPART que possibilita o acompanhamento das questões apontadas no Livro Suzano em Campo e em outros instrumentos de diálogo. Temos 2721 solicitações registradas e devidamente respondida sendo a maioria dos pedidos referentes ao tema da infraestrutura (exemplo: manutenção de estradas) e doação de madeira de eucalipto. Em 2014 investimos aproximadamente R$ 4.7 milhões em programas e projetos socioambientais. Nossa atuação está focada em ações com foco em educação, geração de trabalho e renda, meio ambiente, cultura e segurança alimentar. No que tange ao último tema temos o programa Agricultura Comunitária desenvolvido nos estados da Bahia, Espirito Santo e Maranhão beneficiando mais de agricultores familiares por meio de ações que visam fortalecer os arranjos produtivos locais, garantindo a segurança alimentar, melhoria da qualidade de vida, geração de renda e a permanência das comunidades na zona rural, combatendo assim o êxodo rural. Nossos projetos influenciam também a construção de políticas públicos e setoriais sobre temas socioambientais. Com relação a este assunto criamos o Projeto Proteger em parceria com a Prefeitura PÁGINA: 91 de 353

98 7.8 - Relações de longo prazo relevantes Municipal de Imperatriz, o Ministério Público Estadual, a Vara da Infância e Juventude, Defensoria Pública Estadual, Conselhos Tutelares e o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, que tem como objetivo principal mobilizar, sensibilizar, informar e fortalecer a agenda de combate à violência sexual de crianças e adolescentes no Maranhão. Diversas ações de conscientização foram realizadas na região em 2014 e, entre as discussões promovidas, destacamos a criação da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima de Violência Sexual, além da atualização de fluxograma dos processos e dos trâmites das denúncias, a padronização de instrumentos de registros e de monitoramento, a importância de locais especializados para o atendimento adequado às vítimas. A empresa também é a principal mantenedora do Instituto Ecofuturo, organização da sociedade civil de interesse público / OSCIP, cuja missão é a promoção da educação para a sustentabilidade por meio da articulação entre sociedade civil, poder público e setor privado. O Instituto desenvolve projetos com foco em educação (exemplo: implantação de bibliotecas comunitárias) e meio ambiente (exemplo: implantação e gestão de reservas naturais). Nosso Código de Conduta expressa formalmente o compromisso com o comportamento ético e com a responsabilidade socioambiental, além de reunir os princípios éticos da empresa, orientando as nossas ações diárias e o nosso relacionamento profissional. A gestão de conduta no grupo Suzano está estruturada pelo Comitê de Gestão de Conduta, formado pelos diretores de Recursos Humanos, Diretor Jurídico e Diretor de Auditoria da Suzano Papel e Celulose e da Suzano Holding. Nossa ouvidoria externa abrange um canal confidencial oferecido pela empresa aos colaboradores e público externo para encaminhamentos de relatos e denúncias sobre questões que estejam transgredindo o nosso Código de Conduta. Ainda, a Suzano mantém um canal de comunicação aberto por meio do qual sanamos dúvidas e recebemos sugestões, comentários e críticas que norteiam o aperfeiçoamento de nossas atividades. Ele pode ser acessado por telefone ( ) e por Confira mais detalhes no Relatório de Sustentabilidade no site PÁGINA: 92 de 353

99 7.9 - Outras informações relevantes Abaixo informações adicionais. Plantios de Eucalipto Uma das maiores vantagens competitivas da Companhia é o fato de ser uma produtora de papel e celulose totalmente integrada e com baixos custos de cultivo e processamento de árvores de eucalipto em comparação com outras espécies de árvores. Conforme demonstrado na ilustração abaixo, o curto ciclo de crescimento das árvores de eucalipto da Companhia, em até sete anos, proporciona uma significativa vantagem competitiva em relação aos custos associados a outras fibras. Melhoramento Genético Para novos plantios, a Companhia usa tanto sementes como clones, selecionados por suas características, tais como altura e diâmetro, produtividade por hectare, ausência de galhos abaixo da copa, adaptação ao solo e às condições climáticas locais e resistência a pragas. Mudas desenvolvidas a partir de sementes e de clones são inicialmente cultivadas em casas de vegetação climatizadas por 30 dias. Em seguida, as mudas são então transferidas para canteiros a céu aberto, onde crescem por um período adicional de 70 a 90 dias, após o que são transferidas para os locais de plantio. A Companhia conduziu pesquisas específicas para cada uma de suas regiões de crescimento, utilizando conceitos gerais de fisiologia vegetal e genética. Ganhos de produtividade podem ser obtidos através de mudas híbridas clonadas ou sementes selecionadas. O programa de pesquisa também continua a buscar formas de melhorar a uniformidade da qualidade da madeira e manter o equilíbrio ecológico, através de estudos do solo, nutrição vegetal e do controle de pragas por biodiversidade. Em 2015, a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou o pedido da controlada, FuturaGene Brasil Ltda, para fins do uso comercial do eucalipto geneticamente modificado com aumento de produtividade - evento H421. Esta decisão está sujeita a eventuais recursos, na forma prevista na legislação pertinente. Corte A colheita de eucalipto é realizada de forma mecanizada e também manual (em alguns casos), através de equipe própria e por prestadores de serviços. As toras são normalmente transportadas para a fábrica de celulose conforme a necessidade da produção, mantendo-se pequenos estoques reguladores nas fábricas. As toras em São Paulo são atualmente armazenadas nas florestas por um período de 90 dias em média para que elas sequem antes do transporte. Na Bahia, as toras são transferidas para a fábrica 40 dias após a colheita. No Maranhão, as toras seguem para unidade industrial, em média, com 60 dias após a colheita. PÁGINA: 93 de 353

100 7.9 - Outras informações relevantes Localização das Instalações A Companhia produz papel e celulose em instalações operacionais modernas, que compreendem (i) duas fábricas integrada de produção de papel e celulose no Estado de São Paulo, as Unidades Suzano e Limeira; (ii) duas fábricas não integradas de produção de papel no Estado de São Paulo, as Unidades Rio Verde e Embu; (iii) uma fábrica integrada de papel e celulose no Estado da Bahia, a Unidade Mucuri; e (iv) uma fábrica de celulose no Estado do Maranhão, a Unidade Imperatriz. PÁGINA: 94 de 353

101 8.1 - Descrição do Grupo Econômico a) Controladores diretos e indiretos Controladores diretos Denominação Social Sede Atividades Desenvolvidas Participação na Companhia Sociedade Suzano Holding S.A. Brasil Participação, como sócia ou acionista, no capital de outras sociedades ou empreendimentos Ordinárias: 95,4738% Preferenciais A : 0,4417% Preferenciais B : 0,9119% % Total das ações: 32,2831% Controladora IPLF Holding S.A. Brasil Participação em outras sociedades David Feffer Brasil - Daniel Feffer Brasil - Jorge Feffer Brasil - Ruben Feffer Brasil - Outros acionistas controladores - - Ordinárias: 2,6943% Preferenciais A : 0,0000% Preferenciais B : 0,0000% Total das ações: 0,9027% Ordinárias: 0,0006% Preferenciais A : 6,6448% Preferenciais B : 0,0000% Total das ações: 4,4070% Ordinárias: 0,0006% Preferenciais A : 6,0098% Preferenciais B : 0,0000% Total das ações: 3,9859% Ordinárias: 0,0006% Preferenciais A : 5,7847% Preferenciais B : 0,0000% Total das ações: 3,8366% Ordinárias: 0,0006% Preferenciais A : 5,8437% Preferenciais B : 0,0000% Total das ações: 3,8757% Ordinárias: 0,0010% Preferenciais A : 10,2433% Preferenciais B : 0,1949% Total das ações: 6,7940% Controladora Controlador Controlador Controlador Controlador Controladores Controladores Indiretos- Suzano Holding Acionista Nacionalidade CPF/CNPJ Quantidade de ações detidas % da Classe/Espécie de ações detidas %do capital total Fanny Feffer Brasileira (ordinárias) (pref. classe A ) (pref. classe B ). 27,500% (ordinárias) 25,807% (pref. classe A ) 27,522% (pref. classe B ) 26,816% Daniel Feffer Brasileiro (ordinárias) (pref. classe A ) (pref. classe B ) 18,125% (ordinárias) 17,764% (pref. classe A ) 18,119% (pref. classe B ) 17,977% David Feffer Brasileiro (ordinárias) (pref. classe A ) (pref. classe B ) 18,125% (ordinárias) 17,863% (pref. classe A ) 18,119% (pref. classe B ) 18,018% Jorge Feffer Brasileiro (ordinárias) (pref. classe A ) (pref. classe B ) 18,125% (ordinárias) % (pref. classe A ) 18,119% (pref. classe B ) 17,922% Ruben Feffer Brasileiro (ordinárias) (pref. classe A ) (pref. classe B ) 18,125% (ordinárias) 17,483% (pref. classe A ) 18,119% (pref. classe B ) 17,863% PÁGINA: 95 de 353

102 8.1 - Descrição do Grupo Econômico Outros (ordinárias) (pref. classe A ) 3 (pref. classe B ) 0,000% (ordinárias) 3,455% (pref. classe A ) 0,000% (pref. classe B ) 1,404% Controladores Indiretos- IPLF Holding S.A. Acionista Nacionalidade CPF/CNPJ Quantidade de ações detidas % da Classe/Espécie de ações detidas % do capital total Fanny Feffer Brasileira (ordinárias) (pref.) 27,500% (ordinárias), 27,493% (pref.) 27,500% Daniel Feffer Brasileiro (ordinárias) (pref.) 18,125%(ordinárias) 18,115%(pref.) 18,125% David Feffer Brasileiro (ordinárias) (pref.) 18,125%(ordinárias) 18,115%(pref.) 18,125% Jorge Feffer Brasileiro (ordinárias) (pref.) 18,125%(ordinárias) 18,115%(pref.) 18,125% Ruben Feffer Brasileiro (ordinárias) (pref.) 18,125%(ordinárias) 18,115%(pref.) 18,125% Outros (ordinárias) 3 (pref) 0,000%(ordinárias) 0,047%(pref.) 0,000% b) Controladas e coligadas Denominação Social Sede Atividades Desenvolvidas % do Emissor Sociedade COMERCIAL E AGRÍCOLA PAINEIRAS LTDA. Brasil Atividades de Apoio a Produção Florestal 99,99% Controlada ONDURMAN EMPREENDIMENTOS Administração de bens Brasil IMOBILIÁRIOS LTDA. imóveis 99,99% Controlada STENFAR S.A. IND. COM. IMP. Y EXP SUZANO TRADING LTD SUZANO PULP AND PAPER AMERICA, INC SUN PAPER AND BOARD LIMITED BAHIA SUL HOLDING GMBH SUZANO PULP AND PAPER EUROPE SA AMULYA EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA. Argentina Comércio de Papéis e Materiais plásticos Ilhas Cayman Comercio de Celulose, Papel e Derivados EstadosUnidos Comércio de Celulose, Papel e Derivados Inglaterra Comércio de Papel e Derivados Austria Sociedade de participaçãoholding Suiça Comércio de Celulose, Papel e Derivados Brasil Administração de bens imóveis 90,00% (controle direto) 10,00% (controle indireto) Controlada direta e indireta 100,00% Controlada 100,00% Controlada 100,00% Controlada 100,00% Controlada 100,00% Controlada 99,90% (controle direto) 0,10% (controle indireto) Controlada PÁGINA: 96 de 353

103 8.1 - Descrição do Grupo Econômico Denominação Social Sede Atividades Desenvolvidas % do Emissor Sociedade PAINEIRAS LOGÍSITICA E TRANSPORTES LTDA. Brasil Administração de serviços de logística 99,99% Controlada ASAPIR PRODUÇÃO FLORESTAL E COMÉRCIO LTDA. Brasil Comércio, compra e venda de madeira e resíduos de madeira e prática de silvicultura. 50,00% Coligada FUTURAGENE BRASIL TECNOLOGIA LTDA. Brasil Pesquisa e desenvolvimento de biotecnologia 100,00% (controle indireto) Controlada indireta FUTURAGENE LTD UK Pesquisa e desenvolvimento de biotecnologia FUTURAGENE HONG KONG LTD China Holding Company FUTURAGENE BIOTECHNOLOGY (SHANGHAI) COMPANY LTD. FUTURAGENE AGRIDEV (XINJIANG) CO. LTD FUTURAGENE ISRAEL LTD. FUTURAGENE INVESTMENT CONSULTING (BEIJING) COMPANY LIMITED. FUTURAGENE DELAWARE INC FUTURAGENE INC. China China Israel EUA EUA Pesquisa e desenvolvimento de biotecnologia Pesquisa e desenvolvimento de biotecnologia Pesquisa e desenvolvimento de biotecnologia Companhia não operacional Pesquisa e desenvolvimento de biotecnologia 100,00% (controle indireto) 100,00% (controle indireto) 100,00% (controle indireto) 100,00% (controle indireto) 100,00% (controle indireto) 100,00% (controle indireto) 100,00% (controle indireto) 100,00% (controle indireto) Controlada indireta Controlada indireta Controlada indireta Controlada indireta Controlada indireta Controlada indireta Controlada indireta Controlada indireta c) Participações do emissor em sociedades do grupo A Companhia não detém participações em sociedades do grupo. PÁGINA: 97 de 353

104 8.1 - Descrição do Grupo Econômico d) Participações de sociedades do grupo no emissor Acionista Nacionalidade Quantidade de ações detidas % da Classe/Espécie de ações detidas %do capital total Nemonorte Imóveis e Participações Ltda. Brasileira 0 (ordinárias) 95 (pref. classe A ) 0 (pref. classe B ). 0,0000% (ordinárias) 0,0000% (pref. classe A ) 0,0000% (pref. classe B ) 0,0000% Polpar S.A. Brasileira 0 (ordinárias) (pref. classe A ) 0 (pref. classe B ) 0,0000% (ordinárias) 0,0876% (pref. classe A ) 0,0000% (pref. classe B ) 0,0581% e) Sociedades sob controle comum Premesa S.A., Nemopar Investimentos Ltd. e Nemonorte Imóveis e Participações Ltda.. PÁGINA: 98 de 353

105 8.2 - Organograma do Grupo Econômico Outros David Feffer Daniel Feffer Fanny Feffer Jorge Feffer Ruben Feffer Suzano Holding: 0,000% -ORD 3,456% -PNA 0,000% -PNB Total: 1,404% Suzano Holding: 18,125% -ORD 17,863% -PNA 18,119% -PNB Total: 18,018% Suzano Holding: 18,125% -ORD 17,764% -PNA 18,119% -PNB Total: 17,977% Suzano Holding: 27,500% -ORD 25,807% -PNA 27,522% -PNB Total: 26,816% Suzano Holding: 18,125% -ORD 17,627% -PNA 18,119% -PNB Total: 17,922% Suzano Holding: 18,125% -ORD 17,483% -PNA 18,119% -PNB Total: 17,863% IPFL: 0,000% -ORD 0,047% -PN Total: 0,000% IPFL: 18,125% -ORD 18,115% -PN Total: 18,125% IPFL: 18,125% -ORD 18,115% -PN Total: 18,125% IPFL: 27,500% -ORD 27,493% -PN Total: 27,500% IPFL: 18,125% -ORD 18,115% -PN Total: 18,125% IPFL: 18,125% -ORD 18,115% -PN Total: 18,125% IPFL Holding S.A. Suzano Holding S.A. Outros Controladores Administradores* 2,694% -ORD 0,000% -PNA 0,000% -PNB Total: 0,903% 95,474% -ORD 0,442% -PNA 0,912% -PNB Total: 32,283% 0,002% -ORD 16,087% -PNA 0,195% -PNB Total: 10,670% 0,002% -ORD 18,958% -PNA 0,000% -PNB Total: 12,574% SuzanoPapel e Celulos S.A. (Brasil) 100% 100% 100% 100% 50% 100% 99,99% 90,00% Suzano Pulp and Paper Europe S.A. Sun Paper and Board Limited (Inglaterra) Bahia Sul Holding GMbH (Áustria) Suzano Trading Ltd. (Ilhas Cayman) Asapir Produção Florestal e ComércioLtda. Suzano Pulp and Paper America, Comercial e Agricola Paineiras Ltda 10,00% STENFARSAIC Importadora y Exportadora 100% FuturaGene Ltd. (Inglaterra) 99,99% Ondurman Empreendimentos Imobiliários Ltda. 0,01% 100% 100% 100% 100% 100% 99,99% FuturaGene Hong Kong Ltd. (Hong Kong) FuturaGene Delawere Inc (EUA) FuturaGene Investment Consulting (Beijing) Company Ltd. (China) FuturaGene Inc (EUA) FuturaGene Biotechnology (Shangai) FuturaGene Brasil Tecnologia Ltda 99,99% Amulya Empreendimentos Imobiliários Ltda. 0,01% 100% 100% 0,01% FuturaGene Agridev (Xinjiang) Company Ltd FuturaGene Israel Ltd. (Israel) 99,99% Paineiras Logistica e Transportes 0,01% *Considera a participação dos membros do Conselho de Administração, da Diretoria Executiva, do Conselho Fiscal e de Órgãos Técnicos ou Consultivos PÁGINA: 99 de 353

106 8.3 - Operações de reestruturação Data da operação 30/09/2014 Evento societário Descrição da operação Evento societário Descrição da operação Data da operação 28/05/2013 Evento societário Descrição do evento societário "Outro" Descrição da operação Incorporação Data da operação 30/09/2014 Incorporação da Vale Florestar SA pela Suzano, conforme descrito no item 6.5 deste Formulário. Incorporação Incorporação da Suzano Energia Renovável LTDA. pela Companhia, conforme descrito no item 6.5 deste Formulário. Outro Alienação de ativos importantes A Companhia concluiu o processo de alienação da participação de que era titular, por intermédio de subsidiária, no Consórcio Capim Branco Energia, conforme descrito no item 6.5 deste Formulário. PÁGINA: 100 de 353

107 8.4 - Outras informações relevantes Não há outras informações que a Companhia julgue relevantes. PÁGINA: 101 de 353

108 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes - outros Todas as informações relevantes quanto a este tópico foram divulgadas nos itens 9.1 (a), (b) e (c) abaixo. PÁGINA: 102 de 353

109 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.a - Ativos imobilizados Descrição do bem do ativo imobilizado País de localização UF de localização Município de localização Tipo de propriedade Unidades Industrial - Mucuri Brasil BA Mucuri Própria Unidade Industrial - Suzano Brasil SP Suzano Própria Unidade Industrial - Rio Verde Brasil SP Suzano Própria Unidade Industrial - Embu das Artes Brasil SP Embú Própria Terras e Reflorestamentos - Bahia Brasil BA Diversos Própria Terras e Reflorestamentos - Espírito Santo Brasil ES Diversos Própria Terras e Reflorestamentos - Maranhão Brasil MA Diversos Própria Terras e Reflorestamentos - Piauí Brasil PI Diversos Própria Unidade Industrial - Limeira Brasil SP Limeira Própria Terras e Reflorestamentos - São Paulo Brasil SP Diversos Própria Unidade Industrial - Maranhão Brasil MA Imperatriz Própria Terras e Reflorestamentos - Minas Gerais Brasil MG Diversos Própria Terras e Reflorestamentos - Pará Brasil PA Diversos Própria PÁGINA: 103 de 353

110 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Patentes, marcas, licenças, concessões, franquias e contratos de transferência de tecnologia Tipo de ativo Descrição do ativo Território atingido Duração Eventos que podem causar a perda dos direitos Marcas PAPERFECT CHILE 10/09/2024 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Marcas ALTA ALVURA (Nominativa) - REGISTRO INPI Nº BRASIL 25/04/2020 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Consequência da perda dos direitos A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. PÁGINA: 104 de 353

111 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Patentes, marcas, licenças, concessões, franquias e contratos de transferência de tecnologia Tipo de ativo Descrição do ativo Território atingido Duração Eventos que podem causar a perda dos direitos Marcas Marcas SUPREMO (Misto) - REGISTRO INPI Nº REPORT MULTIUSO (Nominativa) - REGISTRO INPI Nº BRASIL 07/05/2016 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. BRASIL 20/07/2020 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Consequência da perda dos direitos A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. PÁGINA: 105 de 353

112 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Patentes, marcas, licenças, concessões, franquias e contratos de transferência de tecnologia Tipo de ativo Descrição do ativo Território atingido Duração Eventos que podem causar a perda dos direitos Marcas Marcas SUPORT REPORT (Mista) - REGISTRO INPI Nº REPORT COLOR COPY (Nominativa) - REGISTRO INPI Nº BRASIL 27/07/2020 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. BRASIL 20/07/2020 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Consequência da perda dos direitos A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. PÁGINA: 106 de 353

113 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Patentes, marcas, licenças, concessões, franquias e contratos de transferência de tecnologia Tipo de ativo Descrição do ativo Território atingido Duração Eventos que podem causar a perda dos direitos Marcas Marcas SUZANO PULP (Nominativa) - REGISTRO INPI Nº TP WHITE (Mista) - PEDIDO DE REGISTRO Nº BRASIL 08/09/2020 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. BRASIL 10 anos contados da concessão Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Consequência da perda dos direitos A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. PÁGINA: 107 de 353

114 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Patentes, marcas, licenças, concessões, franquias e contratos de transferência de tecnologia Tipo de ativo Descrição do ativo Território atingido Duração Eventos que podem causar a perda dos direitos Marcas ARTWORK GUIANA 03/01/2024 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Marcas SUZANO PULP HONG KONG 30/03/2018 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Consequência da perda dos direitos A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. PÁGINA: 108 de 353

115 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Patentes, marcas, licenças, concessões, franquias e contratos de transferência de tecnologia Tipo de ativo Descrição do ativo Território atingido Duração Eventos que podem causar a perda dos direitos Marcas REPORT ITALIA 26/09/2018 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Marcas SUZANO PULP MEXICO 22/09/2018 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Consequência da perda dos direitos A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. PÁGINA: 109 de 353

116 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Patentes, marcas, licenças, concessões, franquias e contratos de transferência de tecnologia Tipo de ativo Descrição do ativo Território atingido Duração Eventos que podem causar a perda dos direitos Marcas SUZANO PULP JAPAO 19/03/2020 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Marcas REPORT PARAGUAI 16/05/2020 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Consequência da perda dos direitos A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. PÁGINA: 110 de 353

117 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Patentes, marcas, licenças, concessões, franquias e contratos de transferência de tecnologia Tipo de ativo Descrição do ativo Território atingido Duração Eventos que podem causar a perda dos direitos Marcas REPORT MEXICO 10/08/2020 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Marcas SUZANO PULP INDONESIA 08/05/2018 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Consequência da perda dos direitos A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. PÁGINA: 111 de 353

118 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Patentes, marcas, licenças, concessões, franquias e contratos de transferência de tecnologia Tipo de ativo Descrição do ativo Território atingido Duração Eventos que podem causar a perda dos direitos Marcas REPORT BARBADOS 23/08/2020 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Marcas SUZANO PULP CHINA 13/05/2020 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Consequência da perda dos direitos A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. PÁGINA: 112 de 353

119 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Patentes, marcas, licenças, concessões, franquias e contratos de transferência de tecnologia Tipo de ativo Descrição do ativo Território atingido Duração Eventos que podem causar a perda dos direitos Marcas SUZANO PULP GUATEMALA 29/03/2021 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Marcas SUZANO PULP ÍNDIA 25/04/2018 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Consequência da perda dos direitos A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. PÁGINA: 113 de 353

120 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Patentes, marcas, licenças, concessões, franquias e contratos de transferência de tecnologia Tipo de ativo Descrição do ativo Território atingido Duração Eventos que podem causar a perda dos direitos Marcas SUZANO PULP MALASIA 27/05/2018 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Marcas ARTWORK GUATEMALA 16/02/2017 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Consequência da perda dos direitos A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. PÁGINA: 114 de 353

121 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Patentes, marcas, licenças, concessões, franquias e contratos de transferência de tecnologia Tipo de ativo Descrição do ativo Território atingido Duração Eventos que podem causar a perda dos direitos Patentes Patentes Patentes Patentes MÉTODO DE TRANSF.GENÉTI CA, OBTENÇÃO DE PLANTA E USO DA PLANTA OBTIDA DE ÁRVORE LENHOSA- PI CASSETE DE EXPRESSÃO DE GENES, MÉT. DE TRANSF.GENÉTI CA CÉLULA VEGETAL E MÉT.DE MODULAÇÃO- PI OBTENÇÃO DE CARTÃO ESPECIAL COM MEIOS DE SEGURANÇA, PARA EMBALAGENS FARMACÊUTICA S-PI DISPOSIÇÃO CONSTRUTIVA EM EMBALAGENS TIPO CARTUCHO E OUTRAS (MU ) BRASIL BRASIL 20 anos contados do depósito. 20 anos contados do depósito. Expiração do prazo de vigência e falta de prorrogação; Renúncia de seu titular, ressalvado o direito de terceiros; Caducidade; Falta de pagamento da retribuição anual; Falta de uso; Processos administrativos de nulidade. Expiração do prazo de vigência e falta de prorrogação; Renúncia de seu titular, ressalvado o direito de terceiros; Caducidade; Falta de pagamento da retribuição anual; Falta de uso; Processos administrativos de nulidade. BRASIL 11/09/2018 Expiração do prazo de vigência e falta de prorrogação; Renúncia de seu titular, ressalvado o direito de terceiros; Caducidade; Falta de pagamento da retribuição anual; Falta de uso; Processos administrativos de nulidade. BRASIL 12/02/2014 Expiração do prazo de vigência e falta de prorrogação; Renúncia de seu titular, ressalvado o direito de terceiros; Caducidade; Falta de pagamento da retribuição anual; Falta de uso; Processos administrativos de nulidade. Consequência da perda dos direitos A perda dos direitos sobre patentes implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem a tecnologia ou mesmo utilizem o objeto da patente sem o pagamento de royalties. A perda dos direitos sobre patentes implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem a tecnologia ou mesmo utilizem o objeto da patente sem o pagamento de royalties. A perda dos direitos sobre patentes implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem a tecnologia ou mesmo utilizem o objeto da patente sem o pagamento de royalties. A perda dos direitos sobre patentes implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem a tecnologia ou mesmo utilizem o objeto da patente sem o pagamento de royalties. PÁGINA: 115 de 353

122 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Patentes, marcas, licenças, concessões, franquias e contratos de transferência de tecnologia Tipo de ativo Descrição do ativo Território atingido Duração Eventos que podem causar a perda dos direitos Patentes Patentes Patentes OBTENÇÃO DA BRASIL HEMICELULOSE - USO COMO ADITIVO - MATERIAL CELULÓSICO - PI PROC. PARA OBTER MATERIAL CELULÓSICO COM PROPRIEDADE APERFEIÇOADA RESISTÊNCIA E RIGIDEZ- PI PARA OBTER MATERIAL CELULÓSICO - PROPRIEDADES APERFEIÇOADA S - UTILIZAÇÃO DE PECC - PI BRASIL BRASIL 20 anos contados do depósito 20 anos contados do depósito 20 anos contados do depósito Expiração do prazo de vigência e falta de prorrogação; Renúncia de seu titular, ressalvado o direito de terceiros; Caducidade; Falta de pagamento da retribuição anual; Falta de uso; Processos administrativos de nulidade. Expiração do prazo de vigência e falta de prorrogação; Renúncia de seu titular, ressalvado o direito de terceiros; Caducidade; Falta de pagamento da retribuição anual; Falta de uso; Processos administrativos de nulidade. Expiração do prazo de vigência e falta de prorrogação; Renúncia de seu titular, ressalvado o direito de terceiros; Caducidade; Falta de pagamento da retribuição anual; Falta de uso; Processos administrativos de nulidade. Consequência da perda dos direitos A perda dos direitos sobre patentes implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem a tecnologia ou mesmo utilizem o objeto da patente sem o pagamento de royalties. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre patentes implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem a tecnologia ou mesmo utilizem o objeto da patente sem o pagamento de royalties. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre patentes implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem a tecnologia ou mesmo utilizem o objeto da patente sem o pagamento de royalties. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. PÁGINA: 116 de 353

123 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Patentes, marcas, licenças, concessões, franquias e contratos de transferência de tecnologia Tipo de ativo Descrição do ativo Território atingido Duração Eventos que podem causar a perda dos direitos Marcas PAPERFECT CHINA 06/09/2016 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Marcas PAPERFECT COLOMBIA 19/10/2024 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Patentes METHOD FOR GENETIC TRANSFORMATI ON OF WOODY TREES EUA 11/05/2022 Expiração do prazo de vigência e falta de prorrogação; Renúncia de seu titular, ressalvado o direito de terceiros; Caducidade; Falta de pagamento da retribuição anual; Falta de uso; Processos administrativos de nulidade. Consequência da perda dos direitos A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre patentes implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem a tecnologia ou mesmo utilizem o objeto da patente sem o pagamento de royalties. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. PÁGINA: 117 de 353

124 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Patentes, marcas, licenças, concessões, franquias e contratos de transferência de tecnologia Tipo de ativo Descrição do ativo Território atingido Duração Eventos que podem causar a perda dos direitos Patentes Marcas PAPERFECT COMUNIDADE EUROPEIA Marcas METHOD FOR GENETIC TRANSFORMATI ON OF WOODY TREES SUZANO (Nominativa) - REGISTRO INPI Nº CHINA 16/08/2021 Expiração do prazo de vigência e falta de prorrogação; Renúncia de seu titular, ressalvado o direito de terceiros; Caducidade; Falta de pagamento da retribuição anual; Falta de uso; Processos administrativos de nulidade. 04/03/2024 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. BRASIL 10/04/2025 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Consequência da perda dos direitos A perda dos direitos sobre patentes implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem a tecnologia ou mesmo utilizem o objeto da patente sem o pagamento de royalties. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. PÁGINA: 118 de 353

125 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Patentes, marcas, licenças, concessões, franquias e contratos de transferência de tecnologia Tipo de ativo Descrição do ativo Território atingido Duração Eventos que podem causar a perda dos direitos Marcas SUZANO PULP ARGENTINA 07/07/2019 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Marcas SUZANO PULP AUSTRALIA 28/03/2018 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Consequência da perda dos direitos A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. PÁGINA: 119 de 353

126 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Patentes, marcas, licenças, concessões, franquias e contratos de transferência de tecnologia Tipo de ativo Descrição do ativo Território atingido Duração Eventos que podem causar a perda dos direitos Marcas SUZANO PULP EQUADOR 05/05/2019 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Marcas SUZANO PULP EUA 26/05/2019 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Patentes Process to obtain a special cardboard for pharmaceutical package and other productos EPCT 001-MX México 03/03/2015 Expiração do prazo de vigência e falta de prorrogação; Renúncia de seu titular, ressalvado o direito de terceiros; Caducidade; Falta de pagamento da retribuição anual; Falta de uso; Processos administrativos de nulidade. Consequência da perda dos direitos A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre patentes implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem a tecnologia ou mesmo utilizem o objeto da patente sem o pagamento de royalties. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. PÁGINA: 120 de 353

127 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Patentes, marcas, licenças, concessões, franquias e contratos de transferência de tecnologia Tipo de ativo Descrição do ativo Território atingido Duração Eventos que podem causar a perda dos direitos Marcas SUPER 6 (Nominativa) - REGISTRO INPI Nº Marcas REPORT (Nominativa) - REGISTRO INPI Nº BRASIL 13/03/2020 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. BRASIL 10/03/2019 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Consequência da perda dos direitos A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. PÁGINA: 121 de 353

128 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Patentes, marcas, licenças, concessões, franquias e contratos de transferência de tecnologia Tipo de ativo Descrição do ativo Território atingido Duração Eventos que podem causar a perda dos direitos Marcas Patentes ARTWORK (Nominativa) - REGISTRO INPI Nº Procediemtnos para la obtencion de un carton especial para embalajes y outros productos EPRI001-AR BRASIL 09/11/2023 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Marcas PAPERFECT COSTA RICA 14/07/2024 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Argentina 10/09/2014 Expiração do prazo de vigência e falta de prorrogação; Renúncia de seu titular, ressalvado o direito de terceiros; Caducidade; Falta de pagamento da retribuição anual; Falta de uso; Processos administrativos de nulidade. Consequência da perda dos direitos A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre patentes implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem a tecnologia ou mesmo utilizem o objeto da patente sem o pagamento de royalties. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. PÁGINA: 122 de 353

129 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Patentes, marcas, licenças, concessões, franquias e contratos de transferência de tecnologia Tipo de ativo Descrição do ativo Território atingido Duração Eventos que podem causar a perda dos direitos Marcas Marcas LASERWORK (Nominativa) - REGISTRO INPI Nº SUPREMO ALTA ALVURA (Mista) - REGISTRO INPI Nº BRASIL 12/07/2024 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. BRASIL 03/08/2020 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Consequência da perda dos direitos A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. PÁGINA: 123 de 353

130 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Patentes, marcas, licenças, concessões, franquias e contratos de transferência de tecnologia Tipo de ativo Descrição do ativo Território atingido Duração Eventos que podem causar a perda dos direitos Marcas Marcas SUPER 6 HI- BULKY PREMIUM (Nominativa) - REGISTRO INPI Nº REPORT MULTIUSO ( Mista) - REGISTRO INPI Nº BRASIL 20/07/2020 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. BRASIL 20/07/2020 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Consequência da perda dos direitos A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. PÁGINA: 124 de 353

131 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Patentes, marcas, licenças, concessões, franquias e contratos de transferência de tecnologia Tipo de ativo Descrição do ativo Território atingido Duração Eventos que podem causar a perda dos direitos Marcas PAPERFECT EGITO 07/03/2024 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Marcas REPORT CARTOLINA ESCOLAR (Mista) - REGISTRO INPI Nº BRASIL 20/07/2020 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Consequência da perda dos direitos A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. PÁGINA: 125 de 353

132 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Patentes, marcas, licenças, concessões, franquias e contratos de transferência de tecnologia Tipo de ativo Descrição do ativo Território atingido Duração Eventos que podem causar a perda dos direitos Marcas PAPERFECT ARGENTINA 01/02/2016 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Marcas PAPERFECT BOLIVIA 04/05/2015 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Consequência da perda dos direitos A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. PÁGINA: 126 de 353

133 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Patentes, marcas, licenças, concessões, franquias e contratos de transferência de tecnologia Tipo de ativo Descrição do ativo Território atingido Duração Eventos que podem causar a perda dos direitos Marcas PAPERFECT CANADA 23/11/2020 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Marcas PAPERFECT EL SALVADOR 26/10/2024 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Consequência da perda dos direitos A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. PÁGINA: 127 de 353

134 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Patentes, marcas, licenças, concessões, franquias e contratos de transferência de tecnologia Tipo de ativo Descrição do ativo Território atingido Duração Eventos que podem causar a perda dos direitos Marcas PAPERFECT EQUADOR 23/06/2024 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Marcas PAPERFECT HONDURAS 19/01/2025 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Consequência da perda dos direitos A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. PÁGINA: 128 de 353

135 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Patentes, marcas, licenças, concessões, franquias e contratos de transferência de tecnologia Tipo de ativo Descrição do ativo Território atingido Duração Eventos que podem causar a perda dos direitos Marcas PAPERFECT JAMAICA 05/03/2024 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Marcas PAPERFECT JAPAO 10/09/2024 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Consequência da perda dos direitos A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. PÁGINA: 129 de 353

136 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Patentes, marcas, licenças, concessões, franquias e contratos de transferência de tecnologia Tipo de ativo Descrição do ativo Território atingido Duração Eventos que podem causar a perda dos direitos Marcas PAPERFECT LIBANO 07/04/2019 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Marcas PAPERFECT MEXICO 04/03/2024 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Consequência da perda dos direitos A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. PÁGINA: 130 de 353

137 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Patentes, marcas, licenças, concessões, franquias e contratos de transferência de tecnologia Tipo de ativo Descrição do ativo Território atingido Duração Eventos que podem causar a perda dos direitos Marcas PAPERFECT NICARAGUA 07/10/2024 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Marcas PAPERFECT PANAMA 26/02/2024 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Consequência da perda dos direitos A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. PÁGINA: 131 de 353

138 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Patentes, marcas, licenças, concessões, franquias e contratos de transferência de tecnologia Tipo de ativo Descrição do ativo Território atingido Duração Eventos que podem causar a perda dos direitos Marcas PAPERFECT PARAGUAI 03/12/2024 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Marcas PAPERFECT PERU 23/07/2024 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Consequência da perda dos direitos A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. PÁGINA: 132 de 353

139 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Patentes, marcas, licenças, concessões, franquias e contratos de transferência de tecnologia Tipo de ativo Descrição do ativo Território atingido Duração Eventos que podem causar a perda dos direitos Marcas PAPERFECT REPUBLICA DOMINICANA Marcas PAPERFECT TRINIDAD E TOBAGO 30/06/2024 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. 10/03/2024 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Consequência da perda dos direitos A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. PÁGINA: 133 de 353

140 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Patentes, marcas, licenças, concessões, franquias e contratos de transferência de tecnologia Tipo de ativo Descrição do ativo Território atingido Duração Eventos que podem causar a perda dos direitos Marcas PAPERFECT URUGUAI 30/08/2024 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Marcas PAPERFECT VENEZUELA 10/11/2024 Extinção por falta de prorrogações; Processos Administrativos de Nulidades; Caducidade por falta de uso das marcas; Ações judiciais; Falta de pagamento de contribuições. Consequência da perda dos direitos A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. A perda dos direitos sobre as marcas implica a impossibilidade de evitar que terceiros utilizem marcas idênticas ou semelhantes para assinalar, inclusive, serviços ou produtos concorrentes, uma vez que o titular deixa de deter o direito de uso exclusivo sobre as mesmas. Existe ainda, a possibilidade de o titular sofrer demandas judiciais na esfera penal e cível, por uso indevido em caso de violação de direitos de terceiros, podendo resultar na impossibilidade de utilizar as marcas na condução de suas atividades. Não é possível quantificar os impactos destas hipóteses. PÁGINA: 134 de 353

141 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.c - Participações em sociedades Razão social CNPJ Código CVM Tipo sociedade País sede UF sede Município sede Descrição das atividades desenvolvidas Exercício social Valor contábil - variação % Valor mercado - variação % AANISAN EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES LTDA / Controlada Brasil SP Suzano Atividades de Apoio a Produção Florestal 0, /12/2014 0, , ,00 Valor contábil 31/12/2012 1,00 31/12/ , , ,00 Razões para aquisição e manutenção de tal participação Montante de dividendos recebidos (Reais) 31/12/2012 0, , ,00 Extração de madeira em florestas plantadas. Essa empresa foi dissolvida em 30/09/2014. Valor mercado Data Valor (Reais) Participação do emisor (%) AMULYA EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA / Controlada Brasil SP Suzano Compra, venda e aluguel de imóveis próprios Valor mercado 100, /12/ , , ,00 Valor contábil 31/12/ ,00 31/12/ , , ,00 31/12/ , , ,00 Razões para aquisição e manutenção de tal participação Operacionalização de atividades de terras e florestas ASAPIR PRODUÇÃO FLORESTAL E COMÉRCIO LTDA / Coligada Brasil SP Limeira Produção florestal e a Comercialização de Madeira e Resíduos de Madeira Valor mercado 50, /12/ , , ,00 Valor contábil 31/12/ ,00 31/12/ , , ,00 31/12/ , , ,00 Razões para aquisição e manutenção de tal participação Gestão de Ativos Florestais BAHIA SUL HOLDING GMBH / Controlada Áustria Wien Sociedade de Participação - Holding 100, Valor mercado PÁGINA: 135 de 353

142 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.c - Participações em sociedades Razão social CNPJ Código CVM Tipo sociedade País sede UF sede Município sede Descrição das atividades desenvolvidas Exercício social Valor contábil - variação % Valor mercado - variação % Montante de dividendos recebidos (Reais) 31/12/ , , ,00 Valor contábil 31/12/ ,00 Data Valor (Reais) Participação do emisor (%) 31/12/ , , ,00 31/12/ , , ,00 Razões para aquisição e manutenção de tal participação Operacionalização de operações no exterior COMERCIAL E AGRÍCOLA PAINEIRAS LTDA / Controlada Brasil SP Suzano Atividades de apoio à produção florestal 100, Valor mercado 31/12/2014 2, , ,00 Valor contábil 31/12/ ,00 31/12/ , , ,00 31/12/2012 1, , ,00 Razões para aquisição e manutenção de tal participação Produção e comercialização de energia e eucalipto FUTURAGENE LTD / Controlada Inglaterra Pesquisa e desenvolvimento de biotecnologia Valor mercado 100, /12/ , , ,00 Valor contábil 31/12/ ,00 31/12/ , , ,00 31/12/ , , ,00 Razões para aquisição e manutenção de tal participação Pesquisa e desenvolvimento de biotecnologia direcionada para os mercados de culturas florestais, biocombustíveis, entre outros ONDURMAN EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA / Controlada Brasil SP Suzano Aluguel de imóveis próprios 100, Valor mercado 31/12/ , , ,00 Valor contábil 31/12/ ,00 31/12/ , , ,00 31/12/ , , ,00 Razões para aquisição e manutenção de tal participação PÁGINA: 136 de 353

143 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.c - Participações em sociedades Razão social CNPJ Código CVM Tipo sociedade País sede UF sede Município sede Descrição das atividades desenvolvidas Exercício social Valor contábil - variação % Valor mercado - variação % Securitização de crédito imobiliário Montante de dividendos recebidos (Reais) Data Valor (Reais) Participação do emisor (%) Paineiras Logística e Transporte Ltda / Controlada Brasil SP Suzano Serviços de Logísitca 100, Valor mercado 31/12/ , , ,00 Valor contábil 31/12/ ,00 31/12/2013 0, , ,00 31/12/2012 0, , ,00 Razões para aquisição e manutenção de tal participação Prestação de serviços de logística STENFAR S.A. IND. COM. IMP. Y EXP / Controlada Argentina Buenos Aires Importação e Comercialização de papéis e materiais plásticos Valor mercado 100, /12/ , , ,00 Valor contábil 31/12/ ,00 31/12/ , , ,00 31/12/ , , ,00 Razões para aquisição e manutenção de tal participação Operacionalização de operações no exterior SUN PAPER AND BOARD LIMITED / Controlada Inglatera Londres Comércio de papel e derivados 100, Valor mercado 31/12/ , , ,00 Valor contábil 31/12/ ,00 31/12/ , , ,00 31/12/ , , ,00 Razões para aquisição e manutenção de tal participação Operacionalização de operações no exterior SUZANO ENERGIA RENOVÁVEL S.A / Controlada Brasil SP São Paulo Produção de pellets de madeira (biomassa) e geração de energia elétrica Valor mercado 0, /12/ , , ,00 Valor contábil 31/12/ ,00 PÁGINA: 137 de 353

144 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.c - Participações em sociedades Razão social CNPJ Código CVM Tipo sociedade País sede UF sede Município sede Descrição das atividades desenvolvidas Exercício social Valor contábil - variação % Valor mercado - variação % Montante de dividendos recebidos (Reais) 31/12/ , , ,00 Data Valor (Reais) Participação do emisor (%) 31/12/ , , ,00 Razões para aquisição e manutenção de tal participação Produção de biomassa para a geração de energia renovável. Essa empresa foi incorporada à Suzano Papel e Celulose em 30/09/2014. SUZANO PULP AND PAPER AMERICA, INC / Controlada Estados Unidos Fort Lauderdale Comércio de celulose, papel e derivados 100, Valor mercado 31/12/2014 6, , ,00 Valor contábil 31/12/ ,00 31/12/ , , ,00 31/12/ , , ,00 Razões para aquisição e manutenção de tal participação Operacionalização de operações no exterior SUZANO PULP AND PAPER EUROPE SA / Controlada Suíça Nyon Comércio de celulose, papel e derivados 100, Valor mercado 31/12/ , , ,00 Valor contábil 31/12/ ,00 31/12/ , , ,00 31/12/ , , ,00 Razões para aquisição e manutenção de tal participação Operacionalização de operações no exterior SUZANO TRADING LTD / Controlada Ilhas Cayman George Town Comércio de celulose, papel e derivados 100, Valor mercado 31/12/2014 4, , ,00 Valor contábil 31/12/ ,00 31/12/ , , ,00 31/12/ , , ,00 Razões para aquisição e manutenção de tal participação Operacionalização de operações no exterior PÁGINA: 138 de 353

145 9.1 - Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.c - Participações em sociedades Razão social CNPJ Código CVM Tipo sociedade País sede UF sede Município sede Descrição das atividades desenvolvidas Exercício social Valor contábil - variação % Valor mercado - variação % VALE FLORESTAR S.A / Controlada Brasil PA Dom Eliseu Cultivo de eucalipto. 0, /12/2014 0, , ,00 Valor contábil 31/12/2014 0,00 31/12/2013 0, , ,00 31/12/2012 0, , ,00 Razões para aquisição e manutenção de tal participação Montante de dividendos recebidos (Reais) Valor mercado Abastecimento de madeira na Unidade Maranhão. Essa empresa foi incorporada à Suzano Papel e Celulose em 30/09/2014. Data Valor (Reais) Participação do emisor (%) PÁGINA: 139 de 353

146 9.2 - Outras informações relevantes Adicionalmente, a Companhia esclarece que não informou, no item 9.1 (b) do Formulário de Referência, a data de duração da marca e das patentes mencionadas abaixo, pois os pedidos de registro de tal marca e tais patentes ainda não foram deferidos pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial - INPI, estando atualmente sob análise. Dessa forma, no campo Duração do item 9.1 (b), para pedidos de depósito da marca e das patentes sob análise, informou-se o prazo legal. Patentes cujos pedidos de registro ainda não foram deferidos pelo INPI: (i) Método de transformação genética, obtenção de planta e uso das plantas obtidas de árvores lenhosas - PI ; (ii) Cassete de expressão de genes, método de transformação genética em células vegetais e método de modulação PI ; (iii) Obtenção da hemicelulose uso como aditivo - material celulósico PI ; (iv) Processo para obter um material celulósico com propriedades aperfeiçoadas de resistência e rigidez PI ; (v) Processo para obter material celulósico propriedades aperfeiçoadas utilização de PECC PI Marca cujo pedido de registro ainda não foi deferido pelo INPI: (i) TP White pedido de registro nº ; (ii) Eucafluff pedido de registro nº ; (iii) Alta Alvura Supremo pedido de registro nº ; (iv) Original Alta Alvura pedido de registro nº ; (v) Supremo Alta Alvura pedido de registro nº ; (vi) Artwork pedido de registro nº Adicionalmente, existem diversas marcas e patentes registradas ou em fase de registro que não foram informadas no Item 9.1 (b) deste Formulário de Referência por não serem considerados relevantes para Companhia. PÁGINA: 140 de 353

147 Condições financeiras e patrimoniais gerais a) Condições financeiras e patrimoniais gerais A Diretoria entende que a Companhia possui condições financeiras e patrimoniais suficientes para cumprir suas obrigações de curto e médio prazos. A Companhia tem concentrado seus esforços na busca de linhas com prazos mais longos e custos competitivos. Nos exercícios sociais encerrados em 2014, 2013 e 2012 a Companhia registrou, respectivamente, prejuízo líquido de R$ 261,5 milhões, R$ 220,5 milhões e de R$ 182,1 milhões. Estas variações no resultado da Companhia são reflexos das variações monetárias e cambiais. O EBITDA Ajustado em 2014 foi de R$ 2.452,0 milhões, enquanto que em 2013 foi de R$ 1.781,3 milhões e em 2012 foi de R$ 1.260,3 milhões. A geração de caixa, medida pelo EBITDA, em 2014 reflete principalmente: (i) o aumento de volume de celulose vendido; (ii) o aumento do preço líquido médio em Reais de papel, e (iii) a desvalorização do Real em relação ao Dólar, com impacto na receita advinda das exportações. O patrimônio líquido da Companhia em 31 de dezembro de 2014 era de R$ ,1 milhões, em 31 de dezembro de 2013 era de R$ ,2 milhões e em 31 de dezembro de 2012 de R$ ,1 milhões. A queda em relação a 31 de dezembro de 2013 e em relação a 31 de dezembro de 2012 deve-se, principalmente, pela diminuição das reservas de lucro, devido à absorção de prejuízo do período e pagamento de dividendos. Em 31 de dezembro de 2014, a Companhia tinha uma posição de caixa e equivalente de caixa de R$ 3.686,1 milhões, em 31 de dezembro de 2013 de R$ 3.689,6 milhões e em 31 de dezembro de 2012 de R$ 4.337,6 milhões. Em 31 de dezembro de 2014, a dívida líquida consolidada totalizava R$ ,5 milhões, em 31 de dezembro de 2013, R$ 9.187,3 milhões e em 31 de dezembro de 2012, R$ 6.381,5 milhões. Em 31 de dezembro de 2014, a relação dívida líquida/ebitda Ajustado ficou em 4,1x, resultado do incremento na dívida bruta, que foi parcialmente compensado pelo aumento do EBITDA Ajustado. Em 31 de dezembro de 2013, a relação dívida líquida/ebitda Ajustado ficou em 5,2x, resultado do incremento no endividamento líquido, em função dos investimentos na Unidade Maranhão, parcialmente compensado pela maior geração de EBITDA. Em 31 de dezembro de 2012, a relação dívida líquida/ebitda Ajustado foi de 5,1x, resultado do incremento do endividamento no período para investimento no projeto de celulose de mercado no Maranhão. b) Estrutura de capital e possibilidade de resgate de ações ou quotas, indicando (i) hipóteses de resgate; e (ii) fórmula de cálculo do valor de resgate O percentual do capital composto por capital próprio (Patrimônio Líquido dividido pelo Passivo Total) era de 36,7% em 2014, 39,4% em 2013 e 43,4% em O percentual do capital composto por capital de terceiros (Passivo Exigível dividido pelo Passivo Total) era de 63,3% em 2014, 60,6% em 2013 e 56,6% em Não há previsão no Estatuto Social da Companhia de resgate de ações. c) Capacidade de pagamento em relação aos compromissos financeiros assumidos A política de captação de recursos e gestão de caixa da Companhia é orientada pelo conceito de horizonte de liquidez, que fornece a medida de tempo durante o qual os recursos disponíveis em caixa, somados à geração de caixa operacional e os recursos provenientes de financiamentos contratados e não desembolsados, estimada em condições desfavoráveis de mercado, são capazes de suportar o pagamento de todas as obrigações contratadas para o período, incluindo todas as amortizações de principal e juros de financiamentos. PÁGINA: 141 de 353

148 Condições financeiras e patrimoniais gerais Pelo exposto, a Diretoria trabalha com o compromisso de manter o equilíbrio econômicofinanceiro da Companhia, e para isso conta com os recursos existentes, a geração de caixa operacional, o acesso aos mercados de capitais e de financiamentos a custos competitivos, além de diversas alternativas analisadas pela Companhia sempre que necessário. d) Fontes de financiamento para capital de giro e para investimentos em ativos não circulantes utilizadas A Companhia capta recursos, quando necessário, por meio de contratos financeiros, os quais são empregados no financiamento das necessidades de capital de giro da Companhia e investimentos de curto e longo prazo, bem como na manutenção de disponibilidades de caixa em nível que a Companhia acredita apropriado para o desempenho de suas atividades. Os financiamentos e empréstimos estão detalhados no item 10.1.f.. O financiamento de capital de giro pode ser realizado via operações de financiamento de exportações, que permite o casamento dos fluxos de recebimentos de exportações com os fluxos de pagamentos destes financiamentos, trazendo como vantagem adicional a proteção dos recebíveis de exportações contra o risco de variação cambial. Para o financiamento de projetos, a Companhia contrata, preferencialmente, empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e de outras instituições de financiamento, como Banco do Nordeste do Brasil (BNB), Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e financiamentos externos com apoio de Export Credit Agencies (ECA), que oferecem condições competitivas, incluindo prazos de pagamentos de principal e juros compatíveis com os fluxos de retornos dos projetos, de modo a evitar que sua implementação pressione a capacidade de pagamento da Companhia. A Companhia mantém, ainda, um contrato de fornecimento relacionado a equipamentos utilizados no processo industrial de fabricação de celulose, para a cidade de Mucuri-BA. Esse contrato está denominado em Dólares, sendo que o contrato possui cláusulas de opção de compra de tais ativos ao final do prazo de arrendamento, que é de 15 anos, por preços substancialmente inferiores aos seus valores justos. A administração possui a intenção de exercer a opção de compra na data prevista no contrato. e) Fontes de financiamento para capital de giro e para investimentos em ativos não circulantes que pretende utilizar para cobertura de deficiências de liquidez A Companhia possui alto nível de liquidez, geração de caixa consistente e acesso ao mercado de capitais, conforme apontado nos itens 10.1.a. e 10.1.b.. Isto garante como explicado no item 10.1.c., o cumprimento de suas obrigações de curto e médio prazo. As fontes de financiamento utilizadas pela Companhia para capital de giro e para investimentos de curto e longo prazo estão indicadas nos itens 10.1.d e f. f) Níveis de endividamento e características das dívidas, indicando (i) contratos de empréstimo e financiamento relevantes; (ii) outras relações de longo prazo com instituições financeiras; (iii) grau de subordinação entre as dívidas; e (iv) eventuais restrições impostas à Companhia Financiamentos e Empréstimos Os financiamentos e empréstimos consolidados da Companhia em 31 de dezembro de 2014 apresentavam as seguintes fontes (em milhares de Reais): PÁGINA: 142 de 353

149 Condições financeiras e patrimoniais gerais FINANCIAMENTOS E EMPRÉSTIMOS Imobilizado: Indexador Taxa média anual de juros em 31/12/2014 Vencimentos 31/12/2014 Consolidado 31/12/ /12/2012 BNDES - Finem Taxa fixa / TJLP (1) (2) 7,05% 2015 a BNDES - Finem Cesta de moedas / US$ (2) 5,76% 2015 a BNDES - Finame Taxa fixa / TJLP (1) (2) 4,64% 2015 a FNE - BNB Taxa fixa (2) 8,50% 2015 a FINEP Taxa fixa (2) 4,31% 2015 a Crédito Rural CDI / Taxa fixa 5,50% Arrendamento mercantil financeiro CDI / US$ a Financiamentos de Importações - ECA US$ (2) (3) 1,93% 2015 a Capital de giro: Financiamentos de exportações US$ (4) 4,01% 2015 a Nordic Investment Bank US$ Nota de crédito de exportação CDI / Taxa Fixa (5) 12,48% 2015 a BNDES - EXIM TJLP (1) Senior Notes US$ / Taxa fixa (6) 5,88% Desconto de Duplicatas-Vendor Empréstimo Banco do Brasil CDI (7) 12,74% Outros Parcela circulante (inclui juros a pagar) Parcela não circulante ) Termo de capitalização correspondente ao que exceder a 6% da Taxa de Juros de Longo Prazo ( TJLP ) divulgada pelo Banco Central; 2) Os financiamentos e empréstimos estão garantidos, conforme o caso, por (i) hipotecas da fábrica; (ii) propriedades rurais; (iii) alienação fiduciária de bens objeto dos financiamentos; (iv) aval de acionistas e (v) fiança bancária. 3) Em março 2004, a Companhia captou recursos junto ao BNP Paribas no valor de US$20 milhões e em outubro de 2006 firmou contrato de financiamento junto aos bancos BNP Paribas e Société Générale, na proporção de 50% para cada um no valor de US$150 milhões, com objetivo de financiar equipamentos importados para a unidade de Mucuri/BA. Em maio de 2013 a Companhia captou recursos referentes à contratação de duas operações financeiras de financiamento à importação (ECA Export Credit Agency) de equipamentos destinados às instalações da unidade de produção de celulose no Maranhão. O montante total contratado equivale a US$535 milhões, pelo prazo de até 9,5 anos, com as instituições financeiras AB Svensk Exportkredit, BNP Paribas via subsidiária Fortis Bank SA/NV, Nordea Bank Finland Plc, Nordea Bank AB e Société Générale, e com garantia das Export Credit Agency FINNVERA e EKN. Todos estes contratos possuem cláusulas definindo a manutenção de determinados níveis de alavancagem, as quais são verificadas e o atendimento é confirmado após 60 e 120 dias do fechamento dos meses de junho e dezembro de cada exercício social, respectivamente. Com relação aos resultados de junho de 2014, a Companhia cumpriu com os níveis estabelecidos. A próxima verificação ocorrerá com base nos resultados de dezembro de ) Em julho de 2014 as condições de um contrato de Financiamento de Exportação de PÁGINA: 143 de 353

150 Condições financeiras e patrimoniais gerais US$50 milhões presente na carteira foram renegociadas e o vencimento alterado de 2016 para Em outubro e novembro de 2014, a Companhia contratou duas operações de Adiantamentos sobre Contratos de Câmbio ( ACC ) no valor total de US$50 milhões e prazo de vencimento de 6 meses. 5) Em outubro de 2014 a Companhia liquidou antecipadamente três operações de Nota de Crédito à Exportação ( NCE ) na modalidade compulsória no valor total de R$102,5 milhões e contratou, na mesma data, uma nova e de mesmo valor, alterando assim o prazo médio de vencimento de 1,4 ano para 3 anos. Em novembro de 2014, as condições de dois contratos de NCE de R$1,2 bilhão presentes na carteira, foram renegociadas e o vencimento alterado de 2016 e 2017 para Adicionalmente, no mesmo mês, foi contratada uma NCE na modalidade compulsória de R$100 milhões e prazo de vencimento de 5 meses. 6) Em setembro de 2010 a Companhia, por intermédio da sua subsidiária Suzano Trading, emitiu Senior Notes no mercado internacional no valor de US$650 milhões com vencimento em 23 de janeiro de 2021, cupom com pagamento semestral de 5,875% a.a. e retorno para o investidor de 6,125% a.a. A Companhia é garantidora da emissão, a qual constitui uma obrigação sênior sem garantia real da emissora ou da Companhia e concorre igualmente com as demais obrigações dessas companhias de natureza semelhante. Entre setembro de 2013 e julho de 2014, a Companhia, através da sua subsidiária Suzano Trading, recomprou US$4,3 milhões do valor de principal das Senior Notes emitidas. 7) Devido à incorporação da Vale Florestar acrescentou-se à carteira uma dívida de R$45 milhões (principal) com vencimento em Subordinação entre as dívidas Os financiamentos contratados pela Companhia são contratualmente subordinados. As garantias prestadas pela Companhia para determinadas obrigações financeiras possuem, em alguns casos, garantia real, inclusive hipoteca e alienação fiduciária dos bens financiados, portanto preferindo outros credores. Amortizações O cronograma de amortização das obrigações financeiras vigentes em 31 de dezembro de 2014, assim como a exposição do endividamento da Companhia por indexadores são apresentados abaixo: PÁGINA: 144 de 353

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