Transição da economia informal para a economia formal: o papel da Inspeção do Trabalho

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1 Transição da economia informal para a economia formal: o papel da Inspeção do Trabalho Ministério do Trabalho e Emprego Secretaria de Inspeção do Trabalho SIT Departamento de Fiscalização do Trabalho DEFIT

2 Roteiro O papel do Auditor -Fiscal do Trabalho na fiscalização da informalidade Situação atual da intervenção fiscal Trabalho informal no Brasil Distribuição regional da informalidade Consequências da informalidade Abordagem da Inspeção do Trabalho: Estratégia Tradicional X Estratégia Integrada Modelo em estudo

3 O papel do Auditor -Fiscal do Trabalho A Inspeção do Trabalho tem por finalidade assegurar a aplicação das disposições legais, incluindo as convenções internacionais ratificadas, os atos e decisões das autoridades competentes e as convenções, acordos e contratos coletivos de trabalho, no que concerne à proteção dos trabalhadores no exercício da atividade laboral.(art. 1º, Dec. Nº 4.552/2002) O Auditor-Fiscal do Trabalho têm por atribuições a verificação dos registros em CTPS, visando a redução dos índices de informalidade;(art. 11, Lei Nº /2002) A fiscalização das microempresas e empresas de pequeno porte deverá ter natureza prioritariamente orientadora. Será observado o critério de dupla visita para lavratura de autos de infração, salvo quando for constatada infração por falta de registro de empregado ou anotação da CTPS, ou, ainda, na ocorrência de reincidência, fraude, resistência ou embaraço à fiscalização. (Art. 55, Lei Comp. Nº 123/2006)

4 Situação atual A Inspeção do Trabalho formalizou diretamente vínculos nos últimos 5 anos dos quais em empresas optantes pelo Simples. Mas municípios (44%) não tiveram qualquer fiscalização rural nos últimos 5 anos! municípios (57%) não tiveram qualquer fiscalização rural nos últimos 2 anos!

5 Trabalho informal no Brasil Unidades de produção por tipo Trabalho Trabalho informal no no Brasil 2011 (Mil(Enquadramento pessoas) Segundo conceitual diretrizes segundo da diretrizes 17ª Conferência da 17ª Conferência Internacional Internacional de Estatística de Estatística do do Trabalho - ICLS) Ano 2012 Production units Jobs by status in employment by type Trabalhadores por posição na ocupação Own-account workers Employers Contributing Employees Members of producers Empregadores Trabalhadores family Assalariados cooperatives Membros de workers Trabalhadores por conta própria (d) não cooperativas de Informal formal Informal formal remunerados Informal Informal formal Informalprodução (e) Total % Formal Informal sector formal Informal formal Informal Informal formal Informal formal Total 35,1% % Empresas do enterprises setor formal ,6% Empresas do setor informal (b) Famílias (c) Informal sector enterprises(b) ,7% ,4% Households(c) ,2% ,0% Total ,0% ,0% Total ,0% ,0% % 49,2% 1,5% 7,1% 42,2% 0,0% 100,0% - % 44,2% 1,5% 9,9% 44,4% 0,0% 100,0% - Fonte: Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD 2011 Fonte: Pesquisa Notas: Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD 2012 Notas: (a) As células sombreadas em azul escuro referem-se ao trabalho que, por definição, não existem no tipo de unidade de produção em questão. Células (a) As células sombreadas em em azul azul claro escuro referem-se referem-se ao trabalho ao formal. trabalho Células que, sem por sombreado definição, representam não existem os vários no tipo tipos de de unidade trabalhos de informais. produção em questão. Células sombreadas em azul claro referem-se ao trabalho formal. Células sem sombreado representam os vários tipos de trabalhos informais. (b) Tal como definido pela 15 ª resolução ICLS (excluindo as famílias que empregam trabalhadores domésticos remunerados). (b) Tal como (c) definido As famílias pela que 15 produzem ª resolução bens ICLS exclusivamente (excluindo para as famílias seu próprio que uso empregam final e as famílias trabalhadores que contratam domésticos trabalhadores remunerados). domésticos mediante pagamento. (c) As famílias que produzem bens exclusivamente para seu próprio uso final e as famílias que contratam trabalhadores domésticos mediante pagamento. (d) Por aproximação, (d) Por aproximação, foram considerados foram considerados trabalhadores trabalhadores domésticos domésticos informais informais diaristas, ou por conta própria, própria, aqueles aqueles não que tinham não tinham CTPS assinada, CTPSassinada, não não contribuíam parra contribuiam a previdência parra a previdência e possuíam e possuiam mais de mais um de trabalho um trabalho na semana de de referência. refferência. (e) Esta posição na ocupação não faz parte da classificação do IBGE.

6 Distribuição regional da informalidade no trabalho assalariado

7 Distribuição regional da informalidade no trabalho assalariado CAPITAL INFORMAL FORMAL TAXA INFORMALIDADE Curitiba - PR ,21% Florianópolis - SC ,29% Vitória - ES ,44% Belo Horizonte - MG ,98% São Paulo - SP ,40% Porto Alegre - RS ,61% Rio de Janeiro - RJ ,68% Brasília - DF ,07% Porto Velho - RO ,61% Salvador - BA ,85% Aracaju - SE ,55% Natal - RN ,77% Cuiabá - MT ,15% Recife - PE ,58% Goiânia - GO ,90% Campo Grande - MS ,92% Manaus - AM ,36% Rio Branco - AC ,64% João Pessoa - PB ,26% Maceió - AL ,46% Fortaleza - CE ,57% São Luís - MA ,71%

8 Evolução da informalidade 80.0% Taxa de informalidade no emprego (urbano* - rural) 70.0% 60.0% 70.5% 70.0% 68.4% 68.1% 66.8% 64.9% 61.4% 64.9% 62.6% 60.2% 60.1% 50.0% 40.0% 30.0% 31.5% 30.1% 30.2% 29.2% 29.1% 27.8% 27.0% 26.5% 24.5% 22.5% 22.5% 20.0% 10.0% 0.0% Empregado urbano Empregado rural Fonte: PNAD/IBGE * Urbano, exceto doméstico.

9 Algumas consequências da informalidade do trabalhado assalariado Falta de acesso do trabalhador a benefícios previdenciários, seguro contra acidentes de trabalho e aposentadoria, além de e direitos decorrentes do contrato formal, como FGTS, férias, repouso remunerado, entre outros. Sonegação de mais de R$ 50,0 bilhões em contribuições à Previdência e ao FGTS. Concorrência desleal, uma vez que alguns empregadores reduzem seus custos por meio da sonegação.

10 Abordagem da Inspeção do Trabalho: Estratégia Tradicional X Estratégia Integrada Sete áreas importantes, identificadas pela OIT, para políticas de trabalho decente na abordagem da economia informal: estratégias de crescimento e de geração de emprego de qualidade; TRANSIÇÃO PARA A FORMALIDADE ambiente regulatório, incluindo a aplicação de normas internacionais do trabalho e os direitos fundamentais; organização, representação e diálogo social; promoção da igualdade: jovens, mulheres, população negra, PCD, imigrantes; empreendedorismo, habilidades, finanças, gestão e acesso a mercados; extensão da proteção social; e ESTRATÉGIA INTEGRADA estratégias de desenvolvimento local (urbana e rural).

11 Fundamentos do Plano 1. Diagnóstico Mapeamento preciso; 2. Informação Campanha prévia de esclarecimento e orientação; Parcerias com órgãos do Governo e entidades de Empregadores e Trabalhadores; Realização de reuniões com Contadores; 3. Intervenção Fiscalização planejada, coordenada, com procedimento uniforme em todo Brasil; Cobertura do território nacional expansão da presença fiscal; Proposição de adequação legislativa; 4. Monitoramento Medição da eficácia, eficiência, sustentabilidade e efetividade da ação da inspeção; 5. Desdobramentos Encaminhamento para as consequências dos casos de irregularidade reiterada, conforme previsão legal.

12 Plano Nacional dos Trabalhadores Rurais Empregados (PLANATRE) Portaria Interministerial Nº 2/2014

13 Plano Nacional dos Trabalhadores Rurais Empregados (PLANATRE) Portaria Interministerial Nº 2/2014

14 Algumas abordagens específicas da Inspeção do Trabalho (em estudo) 1. Meio Urbano 1. Setores econômicos específicos 2. Regiões específicas 3. Empresasdemédioegrandeporte 2. Trabalhador de fronteira 3. Micro e pequenas empresas 4. Microemprendedor individual- MEI

15 FIM Ministério do Trabalho e Emprego Secretaria de Inspeção do Trabalho SIT Departamento de Fiscalização do Trabalho DEFIT

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