DISPONIBILIDADE OBSTÉTRICA Historico da cobranca do parto a paciente da rede suplementar MARIA INES DE MIRANDA LIMA

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1 DISPONIBILIDADE OBSTÉTRICA Historico da cobranca do parto a paciente da rede suplementar MARIA INES DE MIRANDA LIMA

2 INTRODUÇÃO Serviço oferecido a gestante onde o obstetra fica a disposição durante o pré-natal e para dar assistência ao parto em qualquer momento. Comparado a um plantão a distancia sem tempo determinado. Opção da paciente... Venda de privacidade... Interferência na vida pessoal.

3 Diferencial da Ginecologia e Obstetrícia Maioria dos atendimentos envolve aspectos preventivos, orientações, questões culturais e responsabilidade nas posturas. A maternidade passou a um evento social, programado onde eventos adversos não são fácilmente aceitáveis

4 Gravidez como situação de crise Fantasias... Medo do desconhecido Medico do plantao... Medo do desconhecido Dores do parto Medo do desequílibrio econômico Conflitos em relação a via de parto Conflitos em relação ao médico para o parto

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6 Contexto atual Nº de habitantes Brasil Nº de habitantes com plano de saúde:+47 milhões

7 Contexto atual Nº de gestantes no Brasil: +2 a 3 milhões Número de gestantes com planos de saúde: Aproximadamente 500 mil mulheres

8 Modelos de assistência obstétrica Canadá, Escandinávia, Nova Zelandia, maior parte dos países europeus: partos em maternidade, com plantonistas, modelo multiprofissional, não vinculado ao médico do pré-natal EUA: parto por plantonistas parto por equipes contrato para médicos autônomos

9 Modelos de assistência obstétrica no Brasil 1. Médicos em esquema de plantão 2. Equipes multiprofissionais 3. Médicos em equipes 4. Medicos autônomos 5. Enfermeiras com atendimento domiciliar 6. Médicos com atendimento domiciliar 7. Enfermeiras em casas de parto

10 Conflitos do obstetra Maternidade pública Maternidades privadas Suplementar Particular

11 Situaçao do Obstetra enquanto profissional liberal Fidelização do cliente Grande responsabilidade Meu médico Disponibilidade, venda da privacidade Solidão falta de tempo Baixa remuneracão Medo de processo Credibilidade questionada

12 A temática em foco envolve três relações jurídicas e que são interligadas: gestante operadora de plano de saúde, operadora de plano de saúde médico e médico gestante, sendo que a natureza jurídica da relação gestante operadora e gestante médico é de consumo. Daí a necessidade de avaliação de um só fato (pagamento da disponibilidade obstétrica) abrangendo todas essas relações, frente à legislação aplicável: Código de Defesa do Consumidor (CDC), Código Civil (CC) e Código de Ética Médica (CFM). Não dá para avaliar isoladamente.

13 Modelo de assistência obstétrica em BH rede privada Em Belo Horizonte as maternidades do setor público e privado tem médicos de plantão e auxiliar 24 hs/dia. Estes médicos recebem auxilio de todos procedimentos e realizam os partos dos pacientes de planos enfermaria ou aqueles que procuram o plantão.

14 Em Belo Horizonte é pratica estabelecida ao longo dos anos, aceita pela maioria da população, a cobrança a assistência ao parto em caráter particular pelo obstetra não plantonista, das usuárias do sistema de saúde suplementar.

15 HISTÓRICO Em 2004 a UNIMED encaminhou carta aos obstetras considerando ilegal a cobrança de honorários por médico não plantonista para assistência ao parto. A SOGIMIG considerou a disponibilidade do obstetra uma opção e um contrato de caráter liberal Contratação de advogado

16 Parecer da advogada A advogada Valéria Veloso Tribuzi em Belo Horizonte/MG elaborou Parecer no qual analisou os instrumentos jurídicos invocados pela Unimed para proibir a cobrança: O Estatuto Social da Unimed A Lei nº 9656/98 A Resolução Normativa-RN nº 71, de 17 de março de 2004 e ainda, O Contrato Particular de Prestação de Serviços Médicos e Hospitalares da Unimed- BH

17 LEGALIDADE DA COBRANÇA! O parecer baseado no estatuto da Unimed-BH, no contrato firmado com o usuário e na legislação em vigor foi favorável a tal cobrança.

18 Estatuto dos planos de Saúde É omisso sobre a matéria Não faz detalhamento Não prevê individualização, escolha

19 Parecer do CRM MG Não há impedimento ético do profissional liberal cooperado atender em sua clínica privada e de estabelecer negociação quanto à disponibilidade pela assistência obstétrica diferenciada fora dos horários de plantão. Consulta nº /2004, CRMMG.

20 Considerações da advogada A Unimed oferece consultas previamente agendadas durante o prénatal e o médico de plantão para o parto Esta discussão envolve a liberdade do médico enquanto profissional liberal, a autonomia do médico e da paciente de contratar fora do contrato dos planos de saúde.

21 Parecer do Ministério Público O direito da gestante de ter seu parto realizado pelo mesmo obstetra que a acompanhou durante o pré-natal, não está previsto no contrato da Unimed com a consumidora

22 ANS ( Agência Nacional Saúde Suplementar ) ANS: O usuário paga pelo atendimento integral da cobertura obstétrica Não fala de individualização

23 DIREITO DO CONSUMIDOR DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DE MINAS GERAIS O consumidor do plano de saúde pode escolher profissional cooperado e pagar pelo atendimento integral? Porém define que estas informações devam ser previamente acordadas e considera que esta questão não se submete a competência da ANS por ser matéria estranha aos planos de saúde.

24 Resultado 2007: Juíza de 1ª Instância julgou legal a cobrança de honorários desde que seja realizado por médico não plantonista, sem duplicidade de cobrança e previamente acordado com a paciente

25 Vitória da SOGIMIG! Primeira Associação em Ginecologia e Obstetrícia no Brasil a tomar tal atitude, valorizando o papel desta Associação na defesa de nossa especialidade

26 ANDAMENTO DO PROCESSO A UNIMED BH recorreu em com recurso contra decisão judicial de primeira instância ANS entrou no processo como litisconsorte O TJMG entendeu que diante da entrada da ANS o processo deveria ser enviado ao TRF Julgado no Tribunal Regional Federal em Brasilia em dezembro de 2008 considerou ANS parte interessada

27 ANDAMENTO DO PROCESSO O TRF anulou a sentença da Justiça Comum de Minas Gerais por entender que, depois do ingresso da ANS, o processo deveria ter sido remetido para a primeira instância da Justiça Federal de Minas Gerais para novo julgamento A SOGIMIG recorreu discordando da legitimidade da participação da ANS no feito e pela manutenção da competência da Justiça Estadual de Minas Gerais para julgar a ação

28 ANDAMENTO DO PROCESSO Em janeiro de 2010: Recurso Especial dirigido ao Superior Tribunal de Justiça Recurso solicitando a declaração da ilegitmidade da ANS para figurar no pólo passivo desta lide, ou declarar a inexistência de interesse direto da ANS, determinando em ambos os casos como competente a Justiça Estadual para julgar o feito

29 ANDAMENTO DO PROCESSO 2010: Embargos de Declaração perante o TRF e após, interposição de Recurso Especial para o Superior Tribunal de Justiça e Recurso Extraordinário para o Supremo Tribunal Federal 2011: Aceitos recursos no Supremo Tribunal Federal e Superior Tribunal de Justiça para julgar competência da ANS para participar.

30 AÇÃO SOGIMIG 2012 ANS de MG considerou que o médico que não está de plantão não tem a obrigatoriedade de dar assistencia.

31 É ético e não configura dupla cobrança o pagamento de honorário médico pela gestante referente ao acompanhamento presencial do trabalho

32 ESTRATÉGIAS NOVA VITÓRIA DA SOGIMIG! Estes documentos obtidos pela Sogimig estão sendo utilizados em todo país para o prosseguimento da questão

33 ESTRATÉGIAS Dezembro de 2011, após reunião com Unimed Bh envio da documentação para ANS, agendamento reunião objetivando validação da definição ANS MG. Ida a ANS em 02/05/2012 participaram Sogimig, Febrasgo, Sogesp e Sgorj entendimento equivocado da ANS: DUPLA COBRANÇA ANS solicitou parecer ao CFM

34 RESOLUÇÕES DO CFM O Conselho Federal de Medicina ( CFM ) emitiu parecer em 08/11/2012 Um dos consulentes ao CFM é exatamente a ANS Entretanto, há equívocos neste parecer e a SOGIMIG e SOGESP já se manifestaram e aguardam uma reavaliação por parte do CFM

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37 Alterar os contratos entre a operadora e o prestador (recontratualização), deixando claro entre as partes para qual serviço o médico estará contratualizado. As operadoras devem ter prestadores de serviço para todos os procedimentos constantes do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde. Dar transparência ao consumidor sobre a rede disponível, com a atualização dos livros e site com a identificação dos respectivos médicos e os serviços por eles prestados: médico pré-natalista e médico obstetra (pré-natal e parto).

38 CONFLITOS Médicos CFM Operadoras ANS Quem define as regras???

39 AÇÕES DA SOGIMIG DIVULAGAÇÃO DA LUTA PELA DISPONIBILIDADE NA FEBRASGO E OUTROS ESTADOS REUNIÃO COM ANS MANUTENÇÃO DO PROCESSO E LUTA PARA GANHARMOS A CAUSA

40 AÇÕES DA SOGIMIG Divulgacao do processo para varios estados Palestras, SOGIPA, Materia publicada na Febrasgo Envio do processo para outras federadas Foruns... Varias federadas.. A LUTA TOMOU FORCA!

41 Comentários finais Esta causa pretende resgatar o espaço do profissional liberal e colocar limites éticos entre a medicina suplementar e privada. Precisamos lutar por regras claras...

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43 OBRIGADA!

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