Prof. Ms. Marcos Santana Prof. Dr. Marco Túlio de Mello

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Prof. Ms. Marcos Santana Prof. Dr. Marco Túlio de Mello"

Transcrição

1 Ritmos Biológicos e Exercício Físico Prof. Ms. Marcos Santana Prof. Dr. Marco Túlio de Mello

2 ... é a ciência que se preocupa com a investigação e objetivamente com a quantificação dos mecanismos da estrutura do tempo biológico, incluindo as manifestações rítmicas da vida (Haus & Touitou, 1992).

3 Cronobiologia Biologia - tempo é o cenário Cronobiologia - tempo é o Personagem

4 Ritmos Biológicos Os ritmos biológicos são alterações fisiológicas que se repetem regularmente em um mesmo tempo, e em uma mesma ordem e intervalo (Atkinson e Reilly, 1996). Ritmos importantes: Ciclo Sono/Vigília Temperatura Corporal Componentes que influenciam os ritmos biológicos: Endógenos Exógenos

5 Ritmos Biológicos Período: intervalo de tempo em que um ciclo se completa. Amplitude da oscilação: valor de uma variável rítmica que aumenta ou diminui em uma escala definida. Fase: estado de um processo ou de um ciclo ambiental Ex: fases clara/escuro. Rotenberg, Marques, Menna-Barreto, 2003

6 CLASSIFICAÇÃO DOS RITMOS BIOLÓGICOS Circadianos: ciclos de 24 4 horas Temperatura corporal, melatonina Ultradianos: ciclos menores de 20 horas Batimentos cardíacos, ciclo sono-vigília bebês Infradianos: ciclos maiores de 28 horas Ciclo menstrual, produção de plaquetas no sangue

7 Há uma estrutura interna no organismo que age como um relógio. Reilly, 2003

8 Relógio Biológico Sistema de Temporização Localização e propriedades

9

10 RHT Trato Retino-Hipotalâmico SCN Núcleo Supra Quiasmático SCG Gânglio Cervical Superior Sack e Lewy, 2001

11 Características do Ritmo Endógeno - Capacidade antecipatória: proporciona antecipação para organizar recursos e atividades que garantam a adaptação. - Harmonização das fases: harmonia entre as fases dos ritmos internos e os ciclos ambientais a fim de preservar a espécie. Marques, Golombek e Moreno, 2003

12 Os ritmos tem a sua origem a partir de um componente endógeno, no entanto não é possível distinguir as diferentes causas de sua oscilação. Reilly, 2003

13 Zeitgebers - Oscilações externas que sincronizam os ciclos endógenos - Promovem o ajustamento do ritmo biológico - Ciclo Geofísico (Claro/Escuro) - Influências Sociais - Ciclo de Alimentos - Exercício Físico

14 Componentes Exógenos Consumo alimentar: secreção de insulina; Intensidade da luz: secreção de melatonina; Ciclo Sono / Atividade: temperatura, freqüência cardíaca e secreção de adrenalina; Ingestão de água: secreção de ADH.

15 Componentes Exógenos O efeito do componente exógeno é dependente do componente endógeno. Alta: freqüência cardíaca, pressão arterial e ADH; Baixa: melatonina; Intermediários para os demais.

16 Alimentação Sono

17 A ausência de pistas externas não abole e nem desorganiza o ciclo vigília-sono.

18 O relógio biológico não é um marcador rígido. O relógio biológico pode ser ajustado pelo ciclo claro/escuro.

19 Temperatura Corporal Características - Marcador Circadiano - variação cíclica bem definida Termorregulação - Central - Periférica

20 Controle dos ritmos Sistema de Temporização Retroalimentação Variável Fisiológica

21

22 Os ritmos biológicos não são simples flutuações de reações químicas internas do organismo, mas o resultado da interação entre o mecanismo interno e os sincronizadores externos. Rotenberg, Marques, Menna-Barreto, 2003

23 Apontamentos Importantes O relógio biológico está situado no núcleo supraquiasmático; O relógio biológico é altamente influenciado pelo ciclo claro-escuro. O ritmo da melatonina é um importante marcador circadiano.

24 Ritmos Fisiológicos em Repouso

25 RITMOS CIRCADIANOS DE REPOUSO Temperatura Corporal: Mínimo: aproximadamente às 04:00 horas Máximo: aproximadamente às 18:00 horas Ritmos Cardiovasculares: Acrofase: aproximadamente às 15:00 horas Amplitude: em torno de 5 à 15% de variação em um período de 24 horas. - Exemplos: fluxo e pressão sanguínea, débito cardíaco.

26 Ritmos Ventilatórios: Resistência Aérea (Volume Expiratório Forçado e Pico de Fluxo expiratório) 03:00 e 08:00 horas. Variáveis Metabólicas: Nível de glicose: aproximadamente igual nas 24 horas diárias. - Alterações: refeições, fase final do sono dieta alimentar.

27 Função Gastrointestinal e Excreção: Variáveis que sofrem ritmicidade: padrão de motilidade, taxa de absorção intestinal, atividade enzimática gastrointestinal e secreção de ácido gástrico. Secreção Hormonal: GH: vários picos durante o sono Catecolaminas: Picos por volta das 12:00 h

28 Consumo de Oxigênio: Mínimo: aproximadamente às 04:00 h Máximo: aproximadamente às 18:00 h Estados Subjetivos do Humor: Stanford Sleepiness Scale (sonolência) e POMS (humor): melhores resultados encontrados no período da tarde

29 Existe uma variação circadiana no desempenho físico?

30 Para um melhor desempenho desportivo, os atletas ou esportistas devem produzir um maior pico em algumas capacidades Desempenho muscular Metabolismo Desempenho mental Motivação

31 VARIÁVEIS QUE APRESENTAM ALTERAÇÕES RÍTMICAS DIÁRIAS Sensório motor: tempo de reação Psicomotor: coordenação Percepção sensorial: limiar de dor Cognitiva: processamento de informações Neuromuscular: força Psicológica: humor e alerta Cardiovascular: freqüência cardíaca Funções Metabólicas: temperatura corporal Capacidade Aeróbia: consumo máximo de oxigênio

32

33

34

35

36

37

38 Post-lunch dip : - leve queda no alerta e no desempenho

39 VARIAÇÃO CIRCADIANA E DESEMPENHO Janela Circadiana do Desempenho 12:00 às 21:00 horas

40 PICO DE TEMPERATURA CORPORAL E DESEMPENHO Tempo de reação: da temperatura (1º C) condução nervosa; Flexibilidade: amplitude varia 20% nas 24 horas diárias; Força muscular: amplitude varia 6% nas 24 horas diárias; Percepção de Esforço da Taxa de Trabalho

41 HORÁRIO PARA O TREINAMENTO Melhor horário das respostas fisiológicas ao treinamento; Horário habitual de treino.

42 RESPOSTAS FISIOLÓGICAS AO TREINAMENTO Habilidades Motoras (período da manhã) Capacidade Aeróbia (período da tarde) Força Muscular (período da noite)

43 Exercício Físico e Aptidão Física Condição de Repouso Condição de Exercício: Leve, Moderado e intenso Aptidão Física: Sedentário, Treinado e Atleta

44 JET LAG Sintomas: fadiga; desorientação; dor de cabeça; cansaço da viagem. Causas: interrupção da rotina normal; desgastes associados a viagem; desidratação.

45 Direção da viagem JET LAG Número de fusos horários cruzados Alternativas que contribuem com ajustamento: Exposição a luz (solar ou bright-light ) Padrão de sono e atividade Alimentação e dieta Influência social Melatonina Tranqüilizantes e hipnóticos (menos utilizados)

46 TRABALHO EM TURNO - SHIFTWORK

47 Ciclos Ambientais Relógios Biológicos Efetor 1 Efetor 2 Efetor 3 Efetor 4

48 Ciclos Ambientais Relógios Biológicos Efetor 1 Efetor 2 Efetor 3 Efetor 4

49 DIFERENÇAS INDIVIDUAIS Cronotipo: Matutinos, Vespertinos e Indiferentes Idade Redução da amplitude dos ritmos; Aumento na variabilidade dos ritmos nas acrofases; Preferência pela matutinidade. Mudança no relógio endógeno ou influências exógenas?

50

51 Curva de Gauss Matutinos Indiferentes Vespertinos

52 CRONOTIPO E TEMPERATURA CORPORAL

53 IDADE E TEMPERATURA CORPORAL

54 Outros Posicionamentos - Youngstedt e O connor, 1999 (Sports Medicine): Os ritmos do desempenho podem ser considerados mais diurnos do que circadianos. - Fatores importantes a serem levados em consideração: - Estado nutricional (diferentes alimentações) - Flexibilidade (prejuízo após o período de sono) - Inércia do sono - Tempo usual de atividade - Repouso prévio - Temperatura ambiental e corporal - Motivação - Expectativa

55 Obrigado pela atenção!

Alexandre Sérgio Silva Laboratório de Estudos do Treinamento Físico Aplicado ao Desempenho e Saúde (LETFADS) ass974@yahoo.com.br

Alexandre Sérgio Silva Laboratório de Estudos do Treinamento Físico Aplicado ao Desempenho e Saúde (LETFADS) ass974@yahoo.com.br Alexandre Sérgio Silva Laboratório de Estudos do Treinamento Físico Aplicado ao Desempenho e Saúde (LETFADS) ass974@yahoo.com.br Cognitiva, emocional, Motivacional, lolitiva Tarefas realizadas Tarefas

Leia mais

VALÊNCIAS FÍSICAS. 2. VELOCIDADE DE DESLOCAMENTO: Tempo que é requerido para ir de um ponto a outro o mais rapidamente possível.

VALÊNCIAS FÍSICAS. 2. VELOCIDADE DE DESLOCAMENTO: Tempo que é requerido para ir de um ponto a outro o mais rapidamente possível. VALÊNCIAS FÍSICAS RESISTÊNCIA AERÓBICA: Qualidade física que permite ao organismo executar uma atividade de baixa para média intensidade por um longo período de tempo. Depende basicamente do estado geral

Leia mais

A Importância do Sono

A Importância do Sono 1 A Importância do Sono Dra. Regeane Trabulsi Cronfli É um total contra-senso o fato de que, num mundo em que cerca de 16 a 40% das pessoas em geral sofrem de insônia, haja aquelas que, iludidas pelos

Leia mais

AUMENTO DRAMÁTICO DO INTERESSE E PARTICIPAÇÃO DE CRIANÇAS NO ESPORTE DE ALTO NÍVEL

AUMENTO DRAMÁTICO DO INTERESSE E PARTICIPAÇÃO DE CRIANÇAS NO ESPORTE DE ALTO NÍVEL AUMENTO DRAMÁTICO DO INTERESSE E PARTICIPAÇÃO DE CRIANÇAS NO ESPORTE DE ALTO NÍVEL NECESSIDADE DO MELHOR CONHECIMENTO EM ÁREAS COMO: CRESCIMENTO NORMAL, DESENVOLVIMENTO, EFEITOS DO EXERCÍCIO EM CRIANÇAS

Leia mais

SAÚDE. Apresentação do tema: Saúde. É um completo bem estar físico, mental e social e não somente a ausência de doença ou enfermidade.

SAÚDE. Apresentação do tema: Saúde. É um completo bem estar físico, mental e social e não somente a ausência de doença ou enfermidade. Apresentação do tema: Saúde É um completo bem estar físico, mental e social e não somente a ausência de doença ou enfermidade. 1.Desenvolvimento das Capacidades Motoras - Resistência - Força - Velocidade

Leia mais

Centro de Estudos de Fisiologia do Exercício CEFE UNIFESP / EPM

Centro de Estudos de Fisiologia do Exercício CEFE UNIFESP / EPM Prof a. Ms. Carolina Rivolta Ackel Centro de Estudos de Fisiologia do Exercício CEFE UNIFESP / EPM DEFINIÇÃO Acúmulo de estresse provocado pelo treinamento resultando em queda persistente da capacidade

Leia mais

Trabalho em Turnos e Impactos na Saúde

Trabalho em Turnos e Impactos na Saúde Avaliação dos impactos do trabalho em turnos noturnos na produção de citocinas inflamatórias salivares e na secreção dos hormônios rítmicos melatonina e cortisol Érica Lui Reinhardt Trabalho em Turnos

Leia mais

Proposta de inserção da Cronobiologia na educação infantil

Proposta de inserção da Cronobiologia na educação infantil Proposta de inserção da Cronobiologia na educação infantil 1. Apresentação 2.Inserção da Cronobiologia na pré-escola 3.Inserção da Cronobiologia no fundamental ciclo I 4.Referências. 1. Apresentação Este

Leia mais

ANÁLISE FUNCIONAL DO FITNESS

ANÁLISE FUNCIONAL DO FITNESS ANÁLISE FUNCIONAL DO FITNESS Sobre a Avaliação: O profissional conecta os sensores nos dedos do cliente para que possam captar os sinais do sistema nervoso e enviá-los ao computador, gerando resultados

Leia mais

FIBROMIALGIA EXERCÍCIO FÍSICO: ESSENCIAL AO TRATAMENTO. Maj. Carlos Eugenio Parolini médico do NAIS do 37 BPM

FIBROMIALGIA EXERCÍCIO FÍSICO: ESSENCIAL AO TRATAMENTO. Maj. Carlos Eugenio Parolini médico do NAIS do 37 BPM FIBROMIALGIA EXERCÍCIO FÍSICO: ESSENCIAL AO TRATAMENTO Maj. Carlos Eugenio Parolini médico do NAIS do 37 BPM A FIBROMIALGIA consiste numa síndrome - conjunto de sinais e sintomas - com manifestações de

Leia mais

Todos sabemos a importância de uma boa noite de sono. O que nem todos sabem é que alternância entre o dormir e estar acordado resulta da ação

Todos sabemos a importância de uma boa noite de sono. O que nem todos sabem é que alternância entre o dormir e estar acordado resulta da ação QUÍMICA DO SONO Todos sabemos a importância de uma boa noite de sono. O que nem todos sabem é que alternância entre o dormir e estar acordado resulta da ação combinada de diversas substâncias químicas

Leia mais

Identificação dos Tipos Cronobiológicos da Equipe de

Identificação dos Tipos Cronobiológicos da Equipe de Identificação dos Tipos Cronobiológicos da Equipe de Atletismo de Paranavaí-Paraná, Qualidade do Sono e a Prática de Exercícios Físicos Identification of chronobiologycal types of athletics team of Paranavai-Parana,

Leia mais

HORÁRIO DE VERÃO. Cláudio Viveiros de Carvalho Consultor Legislativo da Área XVI Saúde e Sanitarismo ESTUDO ESTUDO

HORÁRIO DE VERÃO. Cláudio Viveiros de Carvalho Consultor Legislativo da Área XVI Saúde e Sanitarismo ESTUDO ESTUDO ESTUDO HORÁRIO DE VERÃO Cláudio Viveiros de Carvalho Consultor Legislativo da Área XVI Saúde e Sanitarismo ESTUDO NOVEMBRO/2009 Câmara dos Deputados Praça 3 Poderes Consultoria Legislativa Anexo III -

Leia mais

Ficha Informativa da Área dos Conhecimentos

Ficha Informativa da Área dos Conhecimentos Ficha Informativa da Área dos Conhecimentos 1 Organização das Aulas Uma aula de Educação Física é composta por três partes sequenciais, cada uma com objetivos específicos. 1.1 Parte Inicial A parte inicial

Leia mais

EXERCÍCIOS RESISTIDOS. Parte I

EXERCÍCIOS RESISTIDOS. Parte I EXERCÍCIOS RESISTIDOS Parte I DESEMPENHO MUSCULAR Capacidade do músculo realizar trabalho. Elementos fundamentais: Força Potência muscular Resistência à fadiga FATORES QUE AFETAM O DESEMPENHO MUSCULAR

Leia mais

FISIOLOGIA DA HIDRATAÇÃO:

FISIOLOGIA DA HIDRATAÇÃO: FISIOLOGIA DA HIDRATAÇÃO: Ed Burke, Phd. Fisiologista do Esporte da Universidade do Colorado (USA). DEFINIÇÃO: Causas de fadiga muscular: - Desidratação: Transpiração, respiração, produção de urina. -

Leia mais

Adaptações Cardiovasculares da Gestante ao Exercício

Adaptações Cardiovasculares da Gestante ao Exercício Desde as décadas de 60 e 70 o exercício promove Aumento do volume sanguíneo Aumento do volume cardíaco e suas câmaras Aumento do volume sistólico Aumento do débito cardíaco que pode ser alcançado Aumento

Leia mais

Prof. Paulo Fonseca Bioenergética do exercício

Prof. Paulo Fonseca Bioenergética do exercício Prof. Paulo Fonseca Bioenergética do exercício O exercício é uma atividade ativa, portanto, demanda muita energia. Durante o exercício, a demanda energética do muculo esquelético aumenta consumindo uma

Leia mais

DISTÚRBIOS RESPIRATÓRIOS DO SONO OBJETIVOS CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DOS DISTÚRBIOS DO SONO AASM 2006 CARLOS A A VIEGAS UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA

DISTÚRBIOS RESPIRATÓRIOS DO SONO OBJETIVOS CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DOS DISTÚRBIOS DO SONO AASM 2006 CARLOS A A VIEGAS UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA DISTÚRBIOS RESPIRATÓRIOS DO SONO CARLOS A A VIEGAS UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA OBJETIVOS Classificação dos distúrbios do sono Classificação dos distúrbios respiratórios do sono Definições: ronco, ravas (rera),

Leia mais

Fundamentos Teórico-Práticos do Aquecimento no Futsal

Fundamentos Teórico-Práticos do Aquecimento no Futsal futsalcoach.com la web para el técnico de fútbol sala C Copyright 2005, F U T S A L C O A C H, Spain Todos los derechos reservados Autor: Prof. João Carlos Romano Preparador Físico de la Selección Brasileña

Leia mais

PLANO DE ESTUDOS DE CIÊNCIAS NATURAIS - 9.º ANO

PLANO DE ESTUDOS DE CIÊNCIAS NATURAIS - 9.º ANO DE CIÊNCIAS NATURAIS - 9.º ANO Ano Letivo 2014 2015 PERFIL DO ALUNO No domínio Viver melhor na Terra, o aluno deve ser capaz de: Compreender a importância da saúde individual e comunitária na qualidade

Leia mais

A importância da alimentação no desempenho esportivo e competitivo

A importância da alimentação no desempenho esportivo e competitivo A importância da alimentação no desempenho esportivo e competitivo A alimentação adequada e nutricionalmente equilibrada é um dos fatores importantes e essenciais para a otimização do desempenho, sendo

Leia mais

PLANO DE ESTUDOS DE CIÊNCIAS NATURAIS 9.º ANO

PLANO DE ESTUDOS DE CIÊNCIAS NATURAIS 9.º ANO DE CIÊNCIAS NATURAIS 9.º ANO Ano Letivo 2015 2016 PERFIL DO ALUNO No domínio Viver melhor na Terra, o aluno deve ser capaz de: Compreender a importância da saúde individual e comunitária na qualidade de

Leia mais

DIFERENTES DIETAS ALIMENTARES E SUAS RELAÇÕES COM O DESENVOLVIMENTO.

DIFERENTES DIETAS ALIMENTARES E SUAS RELAÇÕES COM O DESENVOLVIMENTO. V EPCC Encontro Internacional de Produção Científica Cesumar 23 a 26 de outubro de 2007 DIFERENTES DIETAS ALIMENTARES E SUAS RELAÇÕES COM O DESENVOLVIMENTO. Izamara Maria Fachim Rauber 1 IZAMARA_MARIA_FACHIM_RAUBER.doc,

Leia mais

MÉTODO ADAPTATIVO. Nos métodos adaptativos, no entanto, juntamente com o exercício, associa-se um outro fator: a diminuição de oxigênio.

MÉTODO ADAPTATIVO. Nos métodos adaptativos, no entanto, juntamente com o exercício, associa-se um outro fator: a diminuição de oxigênio. MÉTODO ADAPTATIVO Em todos os métodos anteriores buscava-se a adaptação do organismo (supercompensação) através de uma estimulação por meio do stress físico. Nos métodos adaptativos, no entanto, juntamente

Leia mais

TEMPERATURA E TERMORREGULAÇÃO TERMORREGULAÇÃO ENDOTÉRMICA

TEMPERATURA E TERMORREGULAÇÃO TERMORREGULAÇÃO ENDOTÉRMICA TEMPERATURA E TERMORREGULAÇÃO TERMORREGULAÇÃO ENDOTÉRMICA Animais endotermos Geram seu próprio calor produção metabólica Possuem condutividade térmica baixa (isolamento alto) Endotermia Alto custo metabólico:

Leia mais

LITERATURA ÔMEGA 3 ÔMEGA 3

LITERATURA ÔMEGA 3 ÔMEGA 3 ÔMEGA 3 Introdução O cérebro humano representa apenas 2% do nosso peso total, mas usa aproximadamente 20% do oxigênio consumido por todo nosso corpo quando está em repouso. Ele é um órgão complexo que

Leia mais

EXERCÍCIOS RESISTIDOS : Uma visão dentro da Escola

EXERCÍCIOS RESISTIDOS : Uma visão dentro da Escola EXERCÍCIOS RESISTIDOS : Uma visão dentro da Escola Professora Mestre em Ciências Escola de Educação Física e Esporte Universidade de São Paulo CONTEÚDO Conceitos básicos. Princípios biológicos do treinamento.

Leia mais

MÉTODOS DE TREINAMENTO AERÓBICO *

MÉTODOS DE TREINAMENTO AERÓBICO * MÉTODOS DE TREINAMENTO AERÓBICO * Marlos Rodrigues Domingues Qualidades físicas divididas fisiologicamente e pedagogicamente em: - Orgânicas: as principais são as resistências aeróbica, anaeróbica lática

Leia mais

MÉTODOS DE TREINAMENTO INTERVALADOS 2 COMPONENTES DO MÉTODO DE TREINO INTERVALADO

MÉTODOS DE TREINAMENTO INTERVALADOS 2 COMPONENTES DO MÉTODO DE TREINO INTERVALADO MÉTODOS DE TREINAMENTO INTERVALADOS 1 INTRODUÇÃO O método de treino por intervalos caracteriza-se por exercícios onde o organismo é submetido a períodos curtos, regulares e repetidos de trabalho com períodos

Leia mais

A ACTIVIDADE FÍSICA F PREVENÇÃO DA IMOBILIDADE NO IDOSO EDNA FERNANDES

A ACTIVIDADE FÍSICA F PREVENÇÃO DA IMOBILIDADE NO IDOSO EDNA FERNANDES A ACTIVIDADE FÍSICA F NA PREVENÇÃO DA IMOBILIDADE NO IDOSO EDNA FERNANDES Epidemiologia do Envelhecimento O envelhecimento da população é um fenómeno de amplitude mundial, a OMS (Organização Mundial de

Leia mais

EXERCÍCIO E DIABETES

EXERCÍCIO E DIABETES EXERCÍCIO E DIABETES Todos os dias ouvimos falar dos benefícios que os exercícios físicos proporcionam, de um modo geral, à nossa saúde. Pois bem, aproveitando a oportunidade, hoje falaremos sobre a Diabetes,

Leia mais

O Papel do Professor de Educação Física na Prevenção de Lesões em Atletas

O Papel do Professor de Educação Física na Prevenção de Lesões em Atletas 1 O Papel do Professor de Educação Física na Prevenção de Lesões em Atletas Resumo: O professor de Educação Física tem uma grande importância na prevenção de lesões em atletas, se o mesmo respeitar os

Leia mais

RITMOS BIOLÓGICOS E CICLO SONO-VIG

RITMOS BIOLÓGICOS E CICLO SONO-VIG RITMOS BIOLÓGICOS E CICLO SONO-VIG VIGÍLIA Ritmos Biológicos Ritmos Biológicos Mimosa pudica Relógio endógeno Ritmos Biológicos Ritmos circadianos: ritmos que se repetem a cada dia Ritmos infradianos:

Leia mais

INTERATIVIDADE FINAL EDUCAÇÃO FÍSICA CONTEÚDO E HABILIDADES DINÂMICA LOCAL INTERATIVA AULA. Conteúdo: Sistema cardiovascular no exercício físico

INTERATIVIDADE FINAL EDUCAÇÃO FÍSICA CONTEÚDO E HABILIDADES DINÂMICA LOCAL INTERATIVA AULA. Conteúdo: Sistema cardiovascular no exercício físico Conteúdo: Sistema cardiovascular no exercício físico Habilidades: Entender o sistema cardiovascular com a prática de atividades físicas. REVISÃO A Importância do sistema Muscular e a relação do mesmo com

Leia mais

A criança, o adolescente e a prática de atividades físicas

A criança, o adolescente e a prática de atividades físicas Texto de apoio ao curso de Especialização Atividade Física Adaptada e Saúde Prof. Dr. Luzimar Teixeira A criança, o adolescente e a prática de atividades físicas A juventude americana não participa de

Leia mais

FACULDADE SETE DE SETEMBRO FASETE

FACULDADE SETE DE SETEMBRO FASETE PLANO DE CURSO 1. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO Curso: Licenciatura em Educação Física Disciplina: Fisiologia Humana Professor: Ricardo Marques Nogueira Filho e-mail: ricardonogfilho@ig.com.br Código: Carga Horária:

Leia mais

Curso: Integração Metabólica

Curso: Integração Metabólica Curso: Integração Metabólica Aula 9: Sistema Nervoso Autônomo Prof. Carlos Castilho de Barros Sistema Nervoso Sistema Nervoso Central Sistema Nervoso Periférico Sensorial Motor Somático Autônomo Glândulas,

Leia mais

Disciplina: FISIOLOGIA CELULAR CONTROLE DA HOMEOSTASE, COMUNICAÇÃO E INTEGRAÇÃO DO CORPO HUMANO (10h)

Disciplina: FISIOLOGIA CELULAR CONTROLE DA HOMEOSTASE, COMUNICAÇÃO E INTEGRAÇÃO DO CORPO HUMANO (10h) Ementário: Disciplina: FISIOLOGIA CELULAR CONTROLE DA HOMEOSTASE, COMUNICAÇÃO E INTEGRAÇÃO DO CORPO HUMANO (10h) Ementa: Organização Celular. Funcionamento. Homeostasia. Diferenciação celular. Fisiologia

Leia mais

ERGONOMIA Notas de Aula-Graduação Ponto 06

ERGONOMIA Notas de Aula-Graduação Ponto 06 ERGONOMIA Notas de Aula-Graduação Ponto 06 Ergonomia dos Sistemas de Produção FADIGA Mario S. Ferreira Abril, 2012 Caráter Multidisciplinar da Abordagem: produtividade, condições de saúde, segurança e

Leia mais

Avaliação da unidade Pontuação: 7,5 pontos

Avaliação da unidade Pontuação: 7,5 pontos Avaliação da unidade Pontuação: 7,5 pontos QUESTÃO 01 (1,5 ponto) As principais mudanças no corpo de uma pessoa ocorrem na adolescência. É nesta fase que as meninas e os meninos desenvolvem o amadurecimento

Leia mais

Treinamento Personalizado para Idosos. Discentes: Dulcineia Cardoso Laís Aguiar

Treinamento Personalizado para Idosos. Discentes: Dulcineia Cardoso Laís Aguiar Treinamento Personalizado para Idosos Discentes: Dulcineia Cardoso Laís Aguiar Idosos Indivíduos com idade superior a 60anos Segundo o estatuto do idoso -é assegurando o direito à vida, à saúde, à alimentação,

Leia mais

FISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO HUMANO

FISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO HUMANO FISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO HUMANO Controle do funcionamento do ser humano através de impulsos elétricos Prof. César Lima 1 Sistema Nervoso Função: ajustar o organismo animal ao ambiente. Perceber e

Leia mais

1 IDENTIFICAÇÃO 2 E CAUSA O QUE É O ESTRESSE? EDITORIAL INTRODUÇÃO DEFINIÇÃO EDITORIAL ÍNDICE COMBATA O ESTRESSE COMO IDENTIFICAR O ESTRESSE?

1 IDENTIFICAÇÃO 2 E CAUSA O QUE É O ESTRESSE? EDITORIAL INTRODUÇÃO DEFINIÇÃO EDITORIAL ÍNDICE COMBATA O ESTRESSE COMO IDENTIFICAR O ESTRESSE? EDITORIAL EDITORIAL INTRODUÇÃO COMBATA O ESTRESSE Sérgio Butka Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba O estresse é uma das grandes pragas do mundo moderno. Este problema sintetiza

Leia mais

CASO CLINICO. Sexo: Masculino - Peso : 90 KIlos Altura: 1,90m

CASO CLINICO. Sexo: Masculino - Peso : 90 KIlos Altura: 1,90m CASO CLINICO Cliente : A. G - 21 anos - Empresa familiar - Sexo: Masculino - Peso : 90 KIlos Altura: 1,90m Motivo da avaliação: Baixa auto estima, dificuldade em dormir, acorda várias vezes a noite. Relatou

Leia mais

CORPO MOVIMENTO; SISTEMA NERVOSO; SISTEMA CARDIORESPIRATÓRIO; SISTEMA MUSCULOESQUELÉTICO. SISTEMA ENDÓCRINO

CORPO MOVIMENTO; SISTEMA NERVOSO; SISTEMA CARDIORESPIRATÓRIO; SISTEMA MUSCULOESQUELÉTICO. SISTEMA ENDÓCRINO CORPO X MACONHA CORPO MOVIMENTO; SISTEMA NERVOSO; SISTEMA CARDIORESPIRATÓRIO; SISTEMA MUSCULOESQUELÉTICO. SISTEMA ENDÓCRINO CORPO - MOVIMENTO CORPO - MOVIMENTO Movimentos estão presentes em todas as atividades

Leia mais

TREINAMENTO FUNCIONAL PARA GESTANTES

TREINAMENTO FUNCIONAL PARA GESTANTES TREINAMENTO FUNCIONAL PARA GESTANTES Prof.ª Msc. Clarissa Rios Simoni Mestre em Atividade Física e Saúde UFSC Especialista em Personal Trainer UFPR Licenciatura Plena em Educação Física UFSC Doutoranda

Leia mais

Documento Técnico A Actividade Física e a Promoção da Saúde na 3ª Idade

Documento Técnico A Actividade Física e a Promoção da Saúde na 3ª Idade Documento Técnico A Actividade Física e a Promoção da Saúde na 3ª Idade DIVISÃO DESPORTO - CME A Actividade Física e a Promoção da Saúde na 3ª Idade 1.1. Conceito de Saúde Segundo a Organização Mundial

Leia mais

A CIÊNCIA DOS PEQUENOS JOGOS Fedato Esportes Consultoria em Ciências do Esporte

A CIÊNCIA DOS PEQUENOS JOGOS Fedato Esportes Consultoria em Ciências do Esporte A CIÊNCIA DOS PEQUENOS JOGOS Fedato Esportes Consultoria em Ciências do Esporte Prof. Antonio Carlos Fedato Filho Prof. Guilherme Augusto de Melo Rodrigues Monitorando e conhecendo melhor os trabalhos

Leia mais

Diversidade do sistema endócrino

Diversidade do sistema endócrino Diversidade do sistema endócrino Importância Biomédica - hormônio palavra de origem grega despertar para a atividade - Definição clássica Conceito célula alvo - ação bioquímica ou fisiológica Importância

Leia mais

O CALOR EXCESSIVO NO AMBIENTE DE TRABALHO A EXPOSIÇÃO AO CALOR PRODUZ REAÇÕES NO ORGANISMO

O CALOR EXCESSIVO NO AMBIENTE DE TRABALHO A EXPOSIÇÃO AO CALOR PRODUZ REAÇÕES NO ORGANISMO O CALOR EXCESSIVO NO AMBIENTE DE TRABALHO Muitos trabalhadores passam parte de sua jornada diária diante de fontes de calor. As pessoas que trabalham em fundições, siderúrgicas, padarias, - para citar

Leia mais

AGRUPAMENTO DE CLARA DE RESENDE COD. 346 779 COD. 152 870

AGRUPAMENTO DE CLARA DE RESENDE COD. 346 779 COD. 152 870 CRITÉRIOS ESPECÍFICOS DE AVALIAÇÃO (Aprovados em Conselho Pedagógico, 21 outubro de 2014) CIÊNCIAS NATURAIS 9º ano de escolaridade Saúde Individual e comunitária Indicadores do estado de saúde de uma população

Leia mais

Termorregulação. É a capacidade de manutenção da temperatura corpórea dentro de certos limites, mesmo quando a temperatura do ambiente é diferente.

Termorregulação. É a capacidade de manutenção da temperatura corpórea dentro de certos limites, mesmo quando a temperatura do ambiente é diferente. Termorregulação É a capacidade de manutenção da temperatura corpórea dentro de certos limites, mesmo quando a temperatura do ambiente é diferente. Tipos de termorregulação Fisiológica o organismo utiliza

Leia mais

A RODA DOS ALIMENTOS E OS NOVOS VALORES NUTRICIONAIS Mafra, 14 de Março de 2008. Ana Leonor DataPerdigão Nutricionista

A RODA DOS ALIMENTOS E OS NOVOS VALORES NUTRICIONAIS Mafra, 14 de Março de 2008. Ana Leonor DataPerdigão Nutricionista A RODA DOS ALIMENTOS E OS NOVOS VALORES NUTRICIONAIS Mafra, 14 de Março de 2008 Ana Leonor DataPerdigão Nutricionista A ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL É Completa Fornece energia e todos os nutrientes essenciais

Leia mais

Efeitos do exercício cio na fisiologia cardiovascular. Helena Santa-Clara

Efeitos do exercício cio na fisiologia cardiovascular. Helena Santa-Clara Efeitos do exercício cio na fisiologia cardiovascular Helena Santa-Clara Conteúdos Adaptações agudas e crónicas ao exercício Frequência cardíaca Volume sistólico e fracção de ejecção Débito cardíaco Pressão

Leia mais

Hormônio do Crescimento

Hormônio do Crescimento Texto de apoio ao curso de Especialização Atividade Física Adaptada e Saúde Prof. Dr. Luzimar Teixeira Hormônio do Crescimento O Hormônio do Crescimento Humano é um dos muitos hormônios que tem sua produção

Leia mais

3) (UFABC/2009) Leia a tirinha:

3) (UFABC/2009) Leia a tirinha: Lista de Exercícios Pré Universitário Uni-Anhanguera Aluno(a): Nº. Professor: Mário Neto Série: 2 Ano Disciplina: Biologia 11) (Fuvest-1998) Uma jovem que sempre foi saudável chegou a um hospital em estado

Leia mais

Plano de Trabalho Docente 2014. Ensino Técnico

Plano de Trabalho Docente 2014. Ensino Técnico Plano de Trabalho Docente 2014 Ensino Técnico Etec Etec: Dr Francisco Nogueira de Lima Código: 059 Município: Casa Branca Eixo Tecnológico: Ambiente, saúde e segurança. Habilitação Profissional: sem habilitação

Leia mais

47 Por que preciso de insulina?

47 Por que preciso de insulina? A U A UL LA Por que preciso de insulina? A Medicina e a Biologia conseguiram decifrar muitos dos processos químicos dos seres vivos. As descobertas que se referem ao corpo humano chamam mais a atenção

Leia mais

9/30/2014. Por que engenheiros biomédicos precisam estudar anatomia e fisiologia? Introdução. Fisiologia. Anatomia

9/30/2014. Por que engenheiros biomédicos precisam estudar anatomia e fisiologia? Introdução. Fisiologia. Anatomia Por que engenheiros biomédicos precisam estudar anatomia e fisiologia? Introdução à Anatomia e Fisiologia EN2319-Bases Biológicas para Engenharia I Reginaldo K Fukuchi Universidade Federal do ABC Por que

Leia mais

Sistema nervoso Sistema Nervoso Central (SNC) Sistema Nervoso Periférico

Sistema nervoso Sistema Nervoso Central (SNC) Sistema Nervoso Periférico SISTEMA NERVOSO Sistema nervoso Funções: Coordena o funcionamento dos outros sistemas. Controla os movimentos (voluntários e involuntários). É responsável pela recepção de estímulos externos e pela resposta

Leia mais

Planificação anual de Ciências Naturais 9º Ano de escolaridade 2013 / 14

Planificação anual de Ciências Naturais 9º Ano de escolaridade 2013 / 14 Departamento de Ciências Experimentais Grupo de recrutamento 520 - Biologia e Geologia Planificação anual de Ciências Naturais 9º Ano de escolaridade 2013 / 14 1 ESCOLA SECUNDÁRIA DR. GINESTAL MACHADO

Leia mais

EXERCÍCIO FÍSICO: ESTRATÉGIA PRIORITÁRIA NA PROMOÇÃO DA SAÚDE E DA QUALIDADE DE VIDA.

EXERCÍCIO FÍSICO: ESTRATÉGIA PRIORITÁRIA NA PROMOÇÃO DA SAÚDE E DA QUALIDADE DE VIDA. 1 EXERCÍCIO FÍSICO: ESTRATÉGIA PRIORITÁRIA NA PROMOÇÃO DA SAÚDE E DA QUALIDADE DE VIDA. Tales de Carvalho, MD, PhD. tales@cardiol.br Médico Especialista em Cardiologia e Medicina do Esporte; Doutor em

Leia mais

FACULDADE DE MEDICINA DO ABC MANTIDA PELA FUNDAÇÃO DO ABC EXAMES REALIZADOS NOS ÁRBITROS DA DO ABC FMABC

FACULDADE DE MEDICINA DO ABC MANTIDA PELA FUNDAÇÃO DO ABC EXAMES REALIZADOS NOS ÁRBITROS DA DO ABC FMABC RELATÓRIO DOS EXAMES REALIZADOS NOS ÁRBITROS DA FEDERAÇÃO PAULISTA DE FUTEBOL PELA FACULDADE DE MEDICINA DO ABC FMABC O Núcleo de Saúde no Esporte da Faculdade de Medicina do ABC FMABC, utilizando as suas

Leia mais

CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA

CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA 1 CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA LICENCIATURA EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS 2012.2 BRUSQUE (SC) 2012 2 SUMÁRIO 1ª FASE... 4 01 HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO FÍSICA... 4 02 BIOLOGIA HUMANA... 4 03 NATAÇÃO... 4 04 ESPORTE

Leia mais

Prof.º Carlos Eduardo de Oliveira

Prof.º Carlos Eduardo de Oliveira Prof.º Carlos Eduardo de Oliveira IMPORTÂNCIA POR QUE A ÁGUA É ESSENCIAL PARA O ORGANISMO? 2 IMPORTÂNCIA A água costuma ser chamada de nutriente silencioso, denominação que reflete o grau de certeza da

Leia mais

EXERCÍCIO FÍSICO E SONO

EXERCÍCIO FÍSICO E SONO EXERCÍCIO FÍSICO E SONO Prof. Ms. Carolina Ackel D Elia CENTRO DE ESTUDOS DE FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO CEFE/UNIFESP-EPM SONO Sono: consome 1/3 das nossas vidas. Necessidade de sono (descansar e revigorar):

Leia mais

Sistema Nervoso. Função: ajustar o organismo animal ao ambiente.

Sistema Nervoso. Função: ajustar o organismo animal ao ambiente. Sistema Nervoso Função: ajustar o organismo animal ao ambiente. Perceber e identificar as condições ambientais externas e as condições internas do organismo 1 LOCALIZAÇÃO: SISTEMA NERVOSO - CORPOS CELULARES:

Leia mais

Ritmos Biológicos Trabalho Noturno e em Turnos

Ritmos Biológicos Trabalho Noturno e em Turnos Ritmos Biológicos Trabalho Noturno e em Turnos Luciane L Gomes Gonçalves Abril de 2010 Ritmo Circadiano Fases: Ergotrópica (perfomance) Trofotrópica (recuperação) Trabalho noturno: Problema fisiológico

Leia mais

PROFESSOR CÉLIO SOUZA/ prof_celiosouza@oi.com.br

PROFESSOR CÉLIO SOUZA/ prof_celiosouza@oi.com.br 1 DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM MOTORA COMPORTAMENTO MOTOR O comportamento motor estuda de que maneiras seu cérebro e sistema nervoso se desenvolveram e se ajustaram a fim de melhorar seu controle e sua

Leia mais

Como prescrever o exercício no tratamento do DM. Acad. Mariana Amorim Abdo

Como prescrever o exercício no tratamento do DM. Acad. Mariana Amorim Abdo Como prescrever o exercício no tratamento do DM Acad. Mariana Amorim Abdo Importância do Exercício Físico no DM Contribui para a melhora do estado glicêmico, diminuindo os fatores de risco relacionados

Leia mais

DIABETES MELLITUS. Ricardo Rodrigues Cardoso Educação Física e Ciências do DesportoPUC-RS

DIABETES MELLITUS. Ricardo Rodrigues Cardoso Educação Física e Ciências do DesportoPUC-RS DIABETES MELLITUS Ricardo Rodrigues Cardoso Educação Física e Ciências do DesportoPUC-RS Segundo a Organização Mundial da Saúde, existem atualmente cerca de 171 milhões de indivíduos diabéticos no mundo.

Leia mais

Artigos científicos / Scientific articles

Artigos científicos / Scientific articles Artigos científicos / Scientific articles Rev. Ibirapuera, São Paulo, n. 1, p. 62-68, jan./jun. 2011 CRONOTIPAGEM DE SURFISTAS PROFISSIONAIS BRASILEIROS Leandro dos Santos Afonso Universidade de Ibirapuera

Leia mais

EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA BACHAELADO (Currículo de início em 2015)

EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA BACHAELADO (Currículo de início em 2015) EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA BACHAELADO (Currículo de início em 2015) ANATOMIA HUMANA C/H 102 Estudo da estrutura e função dos órgãos em seus respectivos sistemas no corpo humano,

Leia mais

NUTRIÇÃO APLICADA À FARMÁCIA

NUTRIÇÃO APLICADA À FARMÁCIA NUTRIÇÃO APLICADA À FARMÁCIA METABOLISMO BASAL GASTO ENERGÉTICO TOTAL Profª. Alcinira Furtado Farias METABOLISMO BASAL Conjunto de processos por meio dos quais o organismo vivo recolhe e transforma as

Leia mais

ANÁLISE CRONOBIOLÓGICO DOS ALUNOS DO 3º E 4º ANOS DO CURSO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS CESUMAR

ANÁLISE CRONOBIOLÓGICO DOS ALUNOS DO 3º E 4º ANOS DO CURSO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS CESUMAR V EPCC Encontro Internacional de Produção Científica Cesumar 3 a 6 de outubro de 007 ANÁLISE CRONOBIOLÓGICO DOS ALUNOS DO 3º E 4º ANOS DO CURSO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS CESUMAR Márcia Marta Hoff 1 ; Aline

Leia mais

Sistema Nervoso Professor: Fernando Stuchi

Sistema Nervoso Professor: Fernando Stuchi Fisiologia Animal Sistema Nervoso Sistema Nervoso Exclusivo dos animais, vale-se de mensagens elétricas que caminham pelos nervos mais rapidamente que os hormônios pelo sangue. Mantido vivo pela eletricidade,

Leia mais

O CONCEITO DA LUZ CIRCADIANA E SUAS IMPLICAÇÕES NA ARQUITETURA

O CONCEITO DA LUZ CIRCADIANA E SUAS IMPLICAÇÕES NA ARQUITETURA ANAIS DA 67ª REUNIÃO ANUAL DA SBPC - SÃO CARLOS - SP - JULHO/2015 O CONCEITO DA LUZ CIRCADIANA E SUAS IMPLICAÇÕES NA ARQUITETURA Dra. Betina Tschiedel Martau Arquiteta e Urbanista, Professora Adjunta III

Leia mais

Aperfeiçoamento em Técnicas para Fiscalização do uso de Álcool e outras Drogas no Trânsito Brasileiro

Aperfeiçoamento em Técnicas para Fiscalização do uso de Álcool e outras Drogas no Trânsito Brasileiro Aperfeiçoamento em Técnicas para Fiscalização do uso de Álcool e outras Drogas no Trânsito Brasileiro Doenças, Sono e Trânsito ObjeBvos Relacionar sintomas de doenças e efeitos de medicamentos com o perigo

Leia mais

Biomassa de Banana Verde Integral- BBVI

Biomassa de Banana Verde Integral- BBVI Biomassa de Banana Verde Integral- BBVI INFORMAÇÕES NUTRICIONAIS Porção de 100g (1/2 copo) Quantidade por porção g %VD(*) Valor Energético (kcal) 64 3,20 Carboidratos 14,20 4,73 Proteínas 1,30 1,73 Gorduras

Leia mais

Biofísica. Patrícia de Lima Martins

Biofísica. Patrícia de Lima Martins Biofísica Patrícia de Lima Martins 1. Conceito É uma ciência interdisciplinar que aplica as teorias, a metodologia, conhecimentos e tecnologias da Matemática, Química e Física para resolver questões da

Leia mais

A NEUROPSICOLOGIA E O MEDO DA DOR

A NEUROPSICOLOGIA E O MEDO DA DOR FACULDADE DA SERRA GAÚCHA PÓS-GRADUAÇÃO PSICOTERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL PSICOTERAPIAS COGNITIVAS E NEUROCIÊNCIAS PROF. MS. DANIELLE IRIGOYEN DA COSTA A NEUROPSICOLOGIA E O MEDO DA DOR CASSIANA MARTINS

Leia mais

DATA: VALOR:20 pontos NOTA: ASSUNTO: Trabalho de Recuperação Final SÉRIE: 2ª EM TURMA: NOME COMPLETO:

DATA: VALOR:20 pontos NOTA: ASSUNTO: Trabalho de Recuperação Final SÉRIE: 2ª EM TURMA: NOME COMPLETO: DISCIPLINA: Educação Física PROFESSORES: Isabel Terra/Marcelo Paiva DATA: VALOR:20 pontos NOTA: ASSUNTO: Trabalho de Recuperação Final SÉRIE: 2ª EM TURMA: NOME COMPLETO: Nº: QUESTÃO 01 O sedentarismo já

Leia mais

DCHEIMY JANAYNA BAESSA NÍVEIS DE ATIVAÇÃO E CAPACIDADE DE CONCENTRAÇÃO DE NADADORES ADULTOS COM DIFERENTES CRONOTIPOS

DCHEIMY JANAYNA BAESSA NÍVEIS DE ATIVAÇÃO E CAPACIDADE DE CONCENTRAÇÃO DE NADADORES ADULTOS COM DIFERENTES CRONOTIPOS DCHEIMY JANAYNA BAESSA NÍVEIS DE ATIVAÇÃO E CAPACIDADE DE CONCENTRAÇÃO DE NADADORES ADULTOS COM DIFERENTES CRONOTIPOS CURITIBA 2011 DCHEIMY JANAYNA BAESSA NÍVEIS DE ATIVAÇÃO E CAPACIDADE DE CONCENTRAÇÃO

Leia mais

Período de Preparação Período de Competição Período de Transição

Período de Preparação Período de Competição Período de Transição PERIODIZAÇÃO Desde que a chamada "Ciência do Esporte" passou a sistematizar e metodizar o Treinamento Desportivo, a periodização passou a ser a única forma de se organizar todo o trabalho realizado durante

Leia mais

45 3 OP - Aspectos elementares dos processos de neurotransmissão.

45 3 OP - Aspectos elementares dos processos de neurotransmissão. Código Disciplina CH CR Nat Ementa BIQ808 BIOQUÍMICA CELULAR (DOMÍNIO CONEXO) BIQ826 TÓPICOS DE BIOQUÍMICA AVANÇADA EFI804 FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO FAE914 DIDÁTICA ENSINO SUPERIOR FAR815 IMUNOFARMACOLOGIA

Leia mais

Metabolismo Basal. Julia do Valle Bargieri

Metabolismo Basal. Julia do Valle Bargieri Metabolismo Basal Julia do Valle Bargieri Complicações da obesidade mórbida Obesidade traz prejuízos à saúde, como: Dificuldades respiratórias; Problemas dermatológicos; Distúrbios do aparelho locomotor;

Leia mais

Grupo Multidiscilpinar de Desenvolvimento e Ritmos Biológicos. Escola de Artes, Ciências e Humanidades. Universidade de São Paulo

Grupo Multidiscilpinar de Desenvolvimento e Ritmos Biológicos. Escola de Artes, Ciências e Humanidades. Universidade de São Paulo Grupo Multidiscilpinar de Desenvolvimento e Ritmos Biológicos Escola de Artes, Ciências e Humanidades Universidade de São Paulo Grupo Multidiscilpinar de Desenvolvimento e Ritmos Biológicos Escola de Artes,

Leia mais

ENVELHECER COM SABEDORIA Actividade física para manter a independência MEXA-SE MAIS!

ENVELHECER COM SABEDORIA Actividade física para manter a independência MEXA-SE MAIS! ENVELHECER COM SABEDORIA Actividade física para manter a independência MEXA-SE MAIS! 1. BENEFÍCIOS DA ACTIVIDADE FÍSICA A actividade física apresenta benefícios em todas as idades, para além de contribuir

Leia mais

Bases Metodológicas do Treinamento Desportivo

Bases Metodológicas do Treinamento Desportivo Bases Metodológicas do Treinamento Desportivo Unidade II Controle e Prescrição do Treinamento Prof. Esp. Jorge Duarte Prescrição de Atividades Físicas Condições de saúde; Estado geral do aluno (cliente);

Leia mais

RECEPTORES SENSORIAIS

RECEPTORES SENSORIAIS RECEPTORES SENSORIAIS Elio Waichert Júnior Sistema Sensorial Um dos principais desafios do organismo é adaptar-se continuamente ao ambiente em que vive A organização de tais respostas exige um fluxo de

Leia mais

FARMACOTERAPIA EXCLUSIVA Nutracêuticos para o tratamento da dependência Química

FARMACOTERAPIA EXCLUSIVA Nutracêuticos para o tratamento da dependência Química FARMACOTERAPIA EXCLUSIVA Nutracêuticos para o tratamento da dependência Química NUTRACÊUTICOS PARA TRATAMENTO DAS DEPENDÊNCIAS QUÍMICAS TRATAMENTO COM ALTA EFETIVIDADE Os mais recentes estudos científicos

Leia mais

Necessidades e Restrições do Idoso Como o corpo envelhece?

Necessidades e Restrições do Idoso Como o corpo envelhece? Necessidades e Restrições do Idoso Como o corpo envelhece? Texto de apoio ao curso de Especialização Atividade Física Adaptada e Saúde Prof. Dr. Luzimar Teixeira Não está exatamente claro como nosso corpo

Leia mais

ATIVIDADE FÍSICA, APTIDÃO FÍSICA, SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA

ATIVIDADE FÍSICA, APTIDÃO FÍSICA, SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA ATIVIDADE FÍSICA, APTIDÃO FÍSICA, SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA Revolução industrial Antes da revolução industrial as pessoas eram mais ativas porque viviam constantemente se movimentando no trabalho na escola,

Leia mais

Efeitos da Inactividade e Readaptação Física do Desportista após uma lesão

Efeitos da Inactividade e Readaptação Física do Desportista após uma lesão Efeitos da Inactividade e Readaptação Física do Desportista após uma lesão por Mestre Francisco Batista Escola Superior de Educação de Almeida Garrett - Lic. Educação Física 1 Introdução Como sabemos uma

Leia mais

Qualificação dos Profissionais da Administração Pública Local RISCOS FÍSICOS RUÍDO. Formadora - Magda Sousa

Qualificação dos Profissionais da Administração Pública Local RISCOS FÍSICOS RUÍDO. Formadora - Magda Sousa Qualificação dos Profissionais da Administração Pública Local RISCOS FÍSICOS RUÍDO Formadora - Magda Sousa O Ruído no Meio Ambiente O problema do Ruído no meio ambiente tem-se tornado, cada vez mais, numa

Leia mais

Organização do sistema nervoso

Organização do sistema nervoso Sistema nervoso Organização do sistema nervoso Sistema Nervoso Central (SNC) O encéfalo: O encéfalo dos mamíferos é dividido em: telencéfalo (cérebro), diencéfalo (tálamo, epitálamo e hipotálamo), mesencéfalo

Leia mais

Saúde: Possivelmente, se perguntarmos a todos os nossos amigos e familiares quais são seus desejos para uma vida satisfatória...

Saúde: Possivelmente, se perguntarmos a todos os nossos amigos e familiares quais são seus desejos para uma vida satisfatória... Atualmente, verificamos em programas de TV, nas revistas e jornais e em sites diversos na internet, uma grande quantidade de informações para que as pessoas cuidem da sua saúde. Uma das recomendações mais

Leia mais

Educação Física 1.ª etapa- 9. o ano

Educação Física 1.ª etapa- 9. o ano Educação Física 1.ª etapa- 9. o ano CONHECENDO MEU CORPO DURANTE O EXERCÍCIO DESCUBRA PORQUE É TÃO IMPORTANTE ACOMPANHAR OS BATIMENTOS CARDÍACOS ENQUANTO VOCÊ SE EXERCITA E APRENDA A CALCULAR SUA FREQUÊNCIA

Leia mais