Um Novo Paradigma para Sistemas de Informação

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1 Por Antonio Plais Antonio Plais é proprietário da Centus Consultoria, e parceiro da Knowledge Partners International, LLC (KPI) para o mercado brasileiro, possuindo mais de trinta anos de experiência no desenvolvimento de sistemas, gerência de TI, gerência de marketing e de produtos. Membro do IIBA, é professor de Análise de Negócios e palestrante nas áreas de gestão de mudanças, desenvolvimento de processos e gerenciamento de decisões.

2 Introdução Há uma importante mudança de paradigma acontecendo no campo dos sistemas de informação (SI). Isso significa que uma nova geração de sistemas de informação está surgindo, assim como novas abordagens para o seu desenvolvimento. A boa notícia é que os analistas de negócios podem ser mais importantes para este novo paradigma do que foram para os anteriores. Uma mudança de paradigma é uma mudança sutil, mas importante, de uma maneira de pensar para outra. É uma revolução, uma transformação, uma espécie de metamorfose. Ela não acontece, simplesmente; ao contrário, é conduzida por um forte impulso para a mudança. As duas principais áreas de mudança que impulsionam esta nova mudança na TI são o desejo, ou a necessidade, de: (1) gerenciar os processos de negócio e as regras de negócio como recursos distintos, mas estreitamente relacionados e conectados, e (2) decompor o código de programação ou software em módulos reutilizáveis, chamados de serviços, geridos por uma infraestrutura de Arquitetura Orientada a Serviços (SOA). A infraestrutura SOA gerencia e media os serviços usados em um processo de negócio. Pesquisa e prática comprovam que uma mudança de paradigma bem sucedida não pode acontecer sem que aqueles que estão no meio dela sejam treinados e educados. A falta de treinamento e de educação está impedindo esta mudança de paradigma em curso. Há uma escassez nas empresas, hoje, de pessoas treinadas em processos de negócios, gerenciamento de regras e SOA. Parte da razão para este déficit educacional é que os programas acadêmicos são lentos para responder às sérias mudanças que ocorrem na maioria das empresas, hoje. Este artigo tem como objetivo fornecer uma visão geral da nova geração de sistemas de informação, incluindo o que um analista de negócios precisa saber, e o que um currículo escolar ou de formação correspondente deve incluir. 1 Página

3 Os Primeiros Os primeiros sistemas de informação foram desenvolvidos como uma entidade de programação completa, que incluía o processo de negócio, a lógica do negócio, e as funções de gerenciamento de dados, misturados em um conjunto monolítico. Na década de 1960, surgiram os Sistemas de Gerenciamento de Banco de Dados (SGBD), que passaram a gerenciar os dados como um recurso separado do processo e da lógica. O gerenciamento de dados de uma forma separada criou uma série surpreendente de benefícios. Os principais são: acesso aos dados de forma mais fácil e compartilhada, maior adaptabilidade do sistema devido à independência dos dados, e maior integridade dos dados. Um benefício crítico, muitas vezes esquecido, é que os Sistemas de Gerenciamento de Banco de Dados oferecem acesso direto aos dados, através de linguagens de consulta de fácil utilização, para os usuários do negócio. No entanto, a navegação nos Sistemas de Gerenciamento de Banco de Dados da década de 1960 não era muito eficaz, porque eles foram projetados principalmente para serem usados por profissionais de TI, e não por pessoas do negócio. Assim, a separação dos dados por si só não cumpriu totalmente a promessa de gerenciamento de dados eficaz. O gerenciamento efetivo dos dados só se tornou possível com a adoção do Modelo de Dados Relacional na década de O Modelo de Dados Relacional é independente de tecnologia, o que significa que é independente de como e onde ele é executado, e se é automatizado ou não. Ele criou um novo nível de conceituação que permitiu que as pessoas do negócio, e não apenas os profissionais de TI, compreendessem, usassem e gerenciassem os dados. Foi então que a mudança de paradigma no mundo dos dados se tornou real. Assim, a partir de 1970, os sistemas de informação passaram a ser desenvolvidos com um foco orientado para banco de dados, como ilustrado na Figura 1. O componente de dados do sistema é desenvolvido e implementado utilizando um Sistema de Gerenciamento de Banco de Dados Relacional. A aplicação ou lógica de negócios era geralmente programada na linguagem de programação COBOL. Hoje, as linguagens de programação mais comuns são Java e dotnet, mais diversas outras podem ser utilizadas. Lógica da Aplicação/Negócio (Processo de Negócio + Lógica do Negócio) Sistema de Gerenciamento de Banco de Dados (Separa os dados em bancos de dados compartilhados) Figura 1: Orientados para Banco de Dados 2 Página

4 O Paradigma Emergente: a Nova Geração de Como mencionado acima, as duas grandes áreas de mudança que estão impulsionando uma nova geração de sistemas de informação são o desejo, ou a necessidade, de: (1) gerenciar os processos de negócio e as regras de negócio como recursos distintos, mas estreitamente relacionados e conectados, e (2) decompor o código de programação ou software em módulos reutilizáveis, chamados de serviços, geridos por uma infraestrutura de Arquitetura Orientada a Serviços (SOA). Estas mudanças estão dando origem a Baseados em Processos, como mostrado na Figura 2. À semelhança do que aconteceu com os dados, há 50 anos, o processo de negócio é separado e gerido por um Sistema de Gerenciamento de Processos de Negócio (BPMS), e as regras de negócio (lógica do negócio) estão separadas e geridas por um Sistema de Gerenciamento de Regras/Decisões de Negócio (BRMS/BDMS). Dentro deste novo tipo de sistema, a aplicação é o processo de negócio, executado pelo BPMS, como mostrado na Figura 3. Durante a execução, os diferentes serviços atribuídos às atividades no processo de negócio são executados, e eles podem ser um serviço de tarefa (lógica da aplicação), regra/decisão, e/ou de banco de dados. A infraestrutura SOA gerencia e media os serviços usados em um processo de negócios, fornecendo os dados e o resultado das decisões necessárias à execução dos processos. Figura 2: Uma nova geração de baseados em Processos 3 Página

5 BPMS e SOA Um BPMS é uma plataforma para desenvolvimento, execução e gerenciamento de sistemas de informação orientados para processos de negócio, sem programação. O BPMS proporciona um ambiente de software que permite que o usuário (por exemplo, um analista de negócios) modele e melhore os processos de negócio. Muitos se referem aos sistemas criados por um BPMS como aplicações/sistemas compostos, pois o usuário está compondo a aplicação, em vez de construí-la ou comprá-la. O usuário compõe a aplicação ou sistema selecionando os serviços existentes e atribuindo-os a atividades dentro do processo de negócio, que é, então, executado pelo BPMS. A analogia para isto seria usar blocos de Lego para criar a estrutura de um brinquedo. Peças de Lego podem ser montadas e conectadas de diversas maneiras, para a construção de diversos objetos, como veículos, edifícios e até mesmo robôs que realmente funcionam. Qualquer coisa construída pode então ser desmontada novamente, e as peças usadas para fazer outros objetos. Assim, um BPMS é uma plataforma para desenvolvimento de sistemas baseados em processos, e uma plataforma para a execução destes sistemas e monitoramento dos resultados em tempo real. A chave para o gerenciamento dos processos de negócio, seja a partir de uma perspectiva gerencial, seja técnica, é o desenvolvimento de um bom modelo de processos. Um modelo de processo (por exemplo, um processo de pedido) capta a sequência de atividades (capturar as informações do cliente, determinar os valores do pedido e dos descontos, calcular os impostos, etc.) desde o evento inicial do processo (um pedido do cliente é entrado) até um estado final definido (sucesso [pedido despachado] ou fracasso [pedido rejeitado devido a crédito ruim]). O modelo de processo é um mapa de todos os caminhos possíveis desde o evento inicial até todos os possíveis estados finais. Não é apenas um diagrama, o seu objetivo é transmitir significado. Partindo exclusivamente do diagrama, a lógica do processo deve ser suficientemente clara e compreensível para uma pessoa de negócio, para que seja útil no gerenciamento do processo de negócio, e ao mesmo tempo ser também semanticamente preciso o bastante para atender às necessidades do pessoal técnico (por exemplo, um analista de negócios desenvolvendo os requisitos para um sistema) ou de um sistema de software (BPMS) para o qual a aplicação/sistema será desenvolvida e executada. Durante anos, muitas representações diferentes de fluxograma capturaram os processos de negócio. No entanto, os diagramas de fluxograma resultantes não foram suficientes para captar a complexidade de um processo de negócio e para serem compreendidos facilmente por pessoas do negócio, e ainda serem precisos o suficiente para descrever detalhes técnicos para a execução do processo em um BPMS (Silver, 2011). Um exemplo das capacidades limitadas do modelo de fluxograma é a sua incapacidade para modelar um comportamento acionado por evento, como um cliente cancelando um pedido. Tal comportamento acionado por evento acontece o tempo todo, mas não é facilmente modelado em um fluxograma. Tal como aconteceu com os sistemas de gerenciamento de banco de dados iniciais, estes sistemas de fluxograma eram principalmente 4 Página

6 uma ferramenta de TI, não sendo destinados a pessoas do negócio. Assim, para o novo paradigma de se tornar real, era necessária uma nova linguagem de modelagem de processos mais poderosa. A resposta veio com BPMN-Business Process Model and Notation, ou Notação e Modelo de Processos de Negócio. A BPMN é uma linguagem de diagramação gráfica poderosa para os fluxos de processos de negócio. O benefício mais importante da BPMN é que ela é um padrão aberto, mantido pelo OMG-Object Management Group. Isso significa que a linguagem não é de propriedade ou controlada por uma única empresa, mas sim é gerida por um grupo de representantes de diferentes empresas interessadas, incluindo fornecedores de software e empresas de consultoria. A primeira especificação aprovada, BPMN 1.0, foi adotada em Fevereiro de Desde então, foram publicadas a BPMN 1.1, a BPMN 1.2, e a mais recente especificação da BPMN 2.0 foi proposta em Janeiro de Hoje, praticamente todas as ferramentas de software de modelagem de processos suportam de alguma forma a BPMN, embora poucas tenham implementado a BPMN 2.0 em sua totalidade. Para aqueles que querem aprender mais sobre BPMN, ver Silver (2011). Um dos principais benefícios de um processo padrão de modelagem é que os modelos de processo podem ser compartilhados entre ferramentas de software e, portanto, os usuários de diferentes ferramentas podem entender os modelos criados em uma ferramenta que eles não estão usando atualmente. A semântica e a notação são definidas pela norma, não por cada uma das ferramentas. A BPMN é uma linguagem rica, capaz de descrever as complexidades de um processo de negócio, de forma compacta, em um diagrama. A BPMN é também capaz de descrever o significado do processo em detalhes técnicos suficientes para permitir a execução dos processos em um BPMS. Assim, a BPMN fornece uma ponte entre os mundos dos negócios e da TI, através do uso de uma linguagem de processo comum, que pode ser usada para desenvolver modelos compartilhados usados por ambos os grupos. Como dito anteriormente, no novo paradigma de, um designer/analista compõe a aplicação ou sistema selecionando os serviços existentes e atribuindo-os a atividades dentro do processo de negócio, que é, então, executado pelo BPMS. É aqui onde a SOA (Service- Oriented Architecture) e os BPMS trabalham juntos. A SOA é um conjunto de princípios de arquitetura que utiliza padrões abertos para apresentar aplicações de software como serviços. O princípio fundamental é que cada aplicação de software no sistema é um serviço. Assim, os ativos individuais de software, os serviços, tornam-se blocos de construção que podem ser reutilizados no desenvolvimento de aplicações. O método preferido de implementação da SOA é através de Web Services, utilizando-se um Enterprise Service Bus. 5 Página

7 A relação entre um BPMS e a infraestrutura SOA é mostrada na Figura 3. Um dos princípios do desenho de um BPMS é expor a lógica dos processos BPMN em uma camada separada dos serviços utilizados para a execução deste processo. O BPMS gerencia as atividades relacionadas com o processo, enquanto a infraestrutura SOA administra e faz a mediação dos serviços utilizados pelo processo de negócio. Figura 3: Relação entre BPMS e SOA O modelo de serviços fornece os blocos de construção fundamentais para o desenvolvimento de sistemas no novo paradigma de, como mostrado na Figura 2. Cada serviço é tratado como uma caixa preta (encapsulado) pelo BPMS. Para usar um serviço, o analista/compositor só precisa saber as entradas e saídas para o serviço, e como acessar ou acionar o serviço (normalmente através de uma URL). Por exemplo, a primeira das três atividades apresentadas na Figura 3, que faz parte de um processo maior de atendimento de pedidos, pode ser acessar o banco de dados de clientes para recuperar as informações do cliente. Para implementar esta atividade, o analista entra no BPMS a URL para o serviço de banco de dados, especificando as entradas (número do cliente) e saídas (informações desejadas do cliente) para aquele serviço. O desenvolvimento composto é implementado simplesmente através da seleção dos serviços e especificação da sua localização, entradas e saídas. Quando o BPMS executa esta atividade do processo, a URL será usada para localizar o serviço e, em seguida, a infraestrutura SOA irá gerenciar e mediar a execução deste serviço. 6 Página

8 Além de ser tratado como uma caixa preta, um serviço é independente de plataforma e de sua localização. Independente de localização significa que o serviço pode existir em qualquer lugar na Internet. Independente de plataforma significa que o serviço de software pode ser desenvolvido em qualquer linguagem de programação. Uma vez que qualquer ativo de software pode ser configurado como um serviço, ou agir como um serviço, no novo paradigma de Sistemas de Informação todos os ativos de software disponíveis podem ser utilizados como blocos de construção para o desenvolvimento e execução de sistemas de informação baseados em processos. Neste novo mundo, empresas especializadas podem fornecer componentes como serviço, uma modalidade onde as empresas consumidores pagam pelas transações executadas pelos serviços utilizando a Internet como meio de comunicação. Outras empresas podem fornecer componentes que facilitem acesso aos seus dados ou serviços, como agências governamentais ou empresas de avaliação de risco. Regras de Negócio e o Modelo de Decisão Como mostrado na Figura 2, a nova geração de sistemas permite separar a lógica/regras de negócio dos processos, e gerenciá-la separadamente, usando um Sistema de Gerenciamento de Regras/Decisões de Negócio (BRMS/BDMS). O foco está em separar as regras de negócio que são compartilhadas entre os sistemas, aquelas que são susceptíveis de mudança, ou aquelas que são importantes para o pessoal de negócios ver e conhecer. Em geral, isto representa qualquer lógica de negócio que as pessoas de negócios gostariam de gerenciar através do sistema, mas sobre a qual eles querem manter a governança empresarial. As regras são criadas em uma estrutura representativa ou linguagem do BRMS/BDMS, e armazenadas em um repositório de regras. As regras são invocadas por uma aplicação de software (BPMS) e executadas por um motor de regras de negócio/componente servidor do BRMS/BDMS. Estes sistemas também fornecem ferramentas para testes e simulação de regras de negócio, e para tornar as regras disponíveis para ajuste em tempo de execução pelos usuários de negócio. Usar um BRMS/BDMS oferece uma série de benefícios: agilidade do sistema (fazer mudanças rapidamente), um melhor alinhamento do negócio com a TI, conformidade, eficiência, melhoria contínua, tomada de decisão consistente e retenção do conhecimento. Todos estes benefícios apoiam a motivação mais importante para se fazer a separação da lógica de negócios, que é permitir que os líderes gerenciem a lógica do negócio em benefício da empresa. Os BRMS existem desde a década de No entanto, eles ainda não estão sendo utilizados de forma generalizada e, assim, a separação das regras de negócio não tem sido realmente muito bem sucedida. Por que isto acontece, dado os muitos benefícios da separação? Para responder a esta questão, reveja as discussões anteriores sobre o modelo de dados relacional e modelo de processos BPMN. Em ambos os casos, a separação por si só não cumpriu a promessa do gerenciamento eficaz de dados ou de processos. A eficácia nestas áreas (e, portanto, os novos paradigmas) só foi possível com a adoção do modelo relacional e da BPMN. Os BRMS foram 7 Página

9 desenvolvidos inicialmente para serem usados pelo pessoal de TI, e seu nível principal de modelagem é o nível das regras individuais e dos grupos de regras. Este nível de modelagem está em um nível errado de abstração e de especificidade para o público de negócios (e para os analistas de negócio). É evidente que é útil separar a lógica de negócios, mas para fazê-lo de forma eficaz é necessário um novo nível de abstração, um novo modelo para o gerenciamento das regras/lógica de negócio. Com base na experiência obtida com os modelos de dados e de processos, este novo modelo tem que ser independente de tecnologia e ter a capacidade de aproximar as comunidades de negócio e de TI. Barbara von Halle e Larry Goldberg publicaram um livro em 2009, descrevendo em profundidade o tipo de modelo necessário, chamando-o de O Modelo de Decisão (The Decision Model-TDM). Ele define uma forma independente de tecnologia para organizar e modelar a lógica de negócios em termos de decisões e dos conjuntos de regras de negócio (famílias de regra) que são consideradas em uma tomada de decisão. Ele possui uma notação gráfica para fornecer uma visão de alto nível da decisão e das relações entre as famílias de regra que compõem a decisão. Este Modelo de Decisão é uma representação pura da lógica de negócios, independente de interferências dos processos, dos dados ou da tecnologia. Para mais informações sobre o Modelo de Decisão, leia o livro de von Halle e Goldberg (2010), ou acesse uma cartilha e outros recursos no site da Centus. Apesar de ser independente de tecnologia, o Modelo de Decisão é facilmente implementável em qualquer tecnologia, sendo aplicável tanto a produtos que usam as tecnologia atuais e como as futuras. Conceitos do Modelo de Decisão já estão disponíveis em produtos para o gerenciamento de regras, como o RuleGuide, e software BDMS, como o OpenRules. Um BDMS completo para modelagem e execução de decisão, baseado no Modelo de Decisão, foi lançado no final de 2011, o Sapiens Decision. Em 2013, a BiZZdesign lançou um software para modelagem de decisões chamado The Decision Modeler, parte de sua suíte de ferramentas para arquitetura empresarial Architect. Modelos de decisão completos e testados podem ser executados em BRMS diversos, como Drools, ilog e Red Hat JBoss, muitas vezes de forma completamente automatizada e sem a necessidade de interferência humana. A força do Modelo de Decisão é refletida na velocidade de sua implementação em tecnologia, e o crescimento rápido de aplicações bem sucedidas em um grande número de casos e de clientes, em áreas diversas como seguros, serviços financeiros, telacomunicações, saúde e governos. Ao mesmo tempo, o OMG anunciou no início de 2014 a aprovação de um novo padrão, chamado DMN (Notação e Modelo de Decisão), que deverá ter o mesmo impacto sobre a modelagem de decisões como o lançamento do padrão BPMN teve sobre a modelagem de processos alguns anos atrás. 8 Página

10 Antes de dar um breve exemplo de como um BDMS (Sistema de Gerenciamento de Decisões de Negócio) funciona, é útil entender como as regras de negócio e os processos de negócio se relacionam. Historicamente, as regras de negócio ou partes delas foram tratadas como partes dos processos de negócio e incorporadas no próprio modelo de processos. Esta prática muito comum leva a processos de negócios complexos que são difíceis de entender e gerenciar, e a regras e lógica de negócio que se tornam impossíveis de manter. Assim, é fundamental, na modelagem de processos, identificar as tarefas do processo que tomam uma decisão, e tratar esta decisão como uma atividade separada, não como parte do processo de negócio. A lógica de negócios por trás de cada tarefa de decisão é modelada separadamente usando o Modelo de Decisão. Para um breve exemplo de como o Modelo de Decisão se relaciona com um processo de negócio, reveja as três atividades, partes de um processo maior de atendimento de pedidos de clientes, ilustradas na Figura 3. Suponha que a segunda atividade denote uma tarefa para determinar o valor do preço do produto. O analista de negócios, em seguida, desenvolve um modelo para determinar a decisão deste valor. O analista descobre que a decisão se baseia em um conjunto de regras, ou lógica, contendo condições sobre a taxa de desconto e o preço-base do produto. A taxa de desconto é determinada por um conjunto de regras que contém condições que envolvem a classificação do cliente e valor do pedido (exemplo de regra: se a classificação do cliente é "Ouro" e valor do pedido é entre $ , então a taxa de desconto é 0,07). A classificação do cliente é determinada por um conjunto de regras que contém condições que envolvem a pontuação de crédito e o valor gasto acumulado no ano. Figura 4: Exemplo de um Diagrama de Modelo de Decisão 9 Página

11 Um modelo de decisão representa estes três conjuntos de regras através de famílias de regra em um modelo gráfico, mostrando as relações entre elas. Desenvolver, validar a integridade e testar um modelo de decisão completo ocorre no BDMS. Uma vez que o modelo é testado e considerado pronto para uso, o BDMS (dependendo da tecnologia de automação de destino) cria o código por trás do serviço de decisão que tomaria o produto, o valor do pedido, a pontuação de crédito e o valor gasto acumulado no ano como entradas, e entregaria preço do produto como uma saída. Uma URL é criada para acessar o serviço de decisão que pode, então, ser utilizado pelo processo de atendimento de pedidos (ou qualquer outro processo), simplesmente especificando a URL, as entradas e a saída para este serviço quando a atividade BPMS for requisitada. Uma vantagem de um BDMS é que o mesmo modelo de decisão pode ser implantado em várias tecnologias de automação, se necessário. O Que os Analistas de Negócios precisam Saber para Trabalhar dentro do Novo Paradigma de Sistemas As seções anteriores delinearam e discutiram a mudança de paradigma de desenvolvimento dos sistemas tradicionais baseados em bandos de dados (ver Figura 1) para o desenvolvimento e execução de sistemas de informação baseados em processos e decisões (ver Figura 2). Esta seção final resume o que os analistas de negócios precisam saber para trabalhar com sistemas de informação baseados neste novo paradigma. Primeiramente é necessário discutir o papel dos analistas de negócio neste novo cenário. O IIBA lista, entre as diversas funções que um analista de negócios pode desempenhar, o papel de analista de sistemas. Neste papel, o analista de negócios tem como responsabilidade definir uma solução de software que atenda aos requisitos de negócio anteriormente definidos pela organização, possivelmente por um outro analista de negócios. Em princípio, usando o paradigma tradicional de desenvolvimento de sistemas, não cabe ao analista de negócios efetivamente desenvolver a solução, mas apenas definir os seus requisitos com um nível de detalhes tal que permita à equipe de desenvolvedores criar o código de implementação na tecnologia alvo. No novo paradigma o analista de negócios/de sistemas assume um novo papel, o de construtor da solução a partir dos diversos componentes pré-existentes no inventário de serviços da organização (desenvolvidos internamente ou não), e aos desenvolvedores passa a caber apenas o papel de desenvolver componentes adicionais, que são então incorporados aos ativos de componentes, aumentando seu valor. Neste novo papel, o analista de negócios precisa adquirir novas capacidades e competências, que lhe permitam trabalhar mais próximo da construção do sistema, mas sem se transformar em um desenvolvedor. Estes novos conhecimentos e competências vem a se somar aos já tradicionais na análise de nagócios, como penssamento criativo e analítico, comunicação, elicitação de requisitos e contato com as partes interessadas, entre outros. 10 Página

12 Naturalmente, o gerenciamento de banco de dados continua a ser uma disciplina de caráter obrigatório. Analistas de negócio precisam ter uma fundamentação sólida no modelo de dados relacional, em modelagem de dados e no uso de sistemas de gerenciamento de banco de dados. Analistas de negócios precisam, ainda, de um entendimento básico de programação, especialmente de programação Java. O conhecimento básico em programação Java é útil para usar e entender as ferramentas de BPMS e BDMS/BRMS, já que a maioria destas ferramentas foi desenvolvida em Java. As principais alterações para a mudança do paradigma para sistemas de informação baseados em processos estão nas disciplinas ligadas à modelagem de processos e de decisões. O objetivo da disciplina de modelagem de processos é melhorar a compreensão e as habilidades do aluno em termos de modelagem, melhoria e gerência de sistemas de trabalho nas organizações, especialmente a compreensão dos processos e dos componentes de tecnologia destes sistemas. Ela tem foco no Gerenciamento de Processos de Negócio (BPM), tanto como uma abordagem de gestão como uma tecnologia de execução de processos (BPMS) (neste artigo, o foco tem sido em BPMS). O BPM, como uma abordagem de gestão, define uma organização como um conjunto de processos com foco na satisfação do cliente, gerenciando os processos através de medidas bem definidas, e melhorando continuamente os processos. A finalidade dos BPMS e outras tecnologias mostradas na Figura 2 é permitir um gerenciamento de processos de negócio mais eficaz. A disciplina BPM abrange uma gama de tópicos de gestão de processos, análise de processos de negócios, modelagem (BPMN) e simulação para a implementação em BPMS e metodologias de redesenho de processos. O coração do curso é a modelagem de processos utilizando a linguagem de modelagem BPMN. Idealmente um programa de educação em BPM deveria propiciar aos alunos experiência prática de modelagem, utilizando algum software BPMS disponível no mercado. A segunda nova disciplina se concentra na modelagem de decisões. Como indicado na seção anterior, é evidente que o Modelo de Decisão vai se tornar o modelo dominante na área de regras de negócio, e os BDMS a tecnologia de gerenciamento dominante. Os princípios deste modelo e da tecnologia são abordados em estreita sintonia com a sua integração aos modelos BPMN. A disciplina abrange, além dos aspectos relacionados à modelagem de decisões em si, temas relativos à ligação entre as decisões e os objetivos estratégicos da empresa, através de métricas, objetivos e modelos de motivação do negócio. Por último, o analista de negócios que pretende atuar neste novo ambiente para desenvolvimento e execução de sistemas de informação baseados em processos deve aprender as noções básicas da tecnologia SOA (Arquitetura Orientada a Serviços) e sua integração com os BPMS e BDMS. O analista de negócios precisa de um entendimento básico dos princípios da SOA e sua aplicação em diversas plataformas, incluindo a seleção e uso de Web services. 11 Página

13 O novo ambiente BPMS_SOA_BDMS proporciona uma nova plataforma de desenvolvimento e execução, onde os sistemas são compostos com base em serviços existentes No início, todo o desenvolvimento de adotava a abordagem de "construção", dadas as ferramentas tecnológicas disponíveis. O período "construção" foi seguido por um foco na compra de aplicativos, especialmente para sistemas não-essenciais, em particular na forma de sistemas ERP. O conceito tradicional de programação, que utiliza uma abordagem de construção dos seus próprios sistemas, não vai desaparecer, mas vai lentamente mudar para a criação de serviços que serão utilizados na composição de sistemas de informação baseados em processos, em vez da construção de sistemas aplicativos completos, abrindo uma nova era de sistemas montados de acordo com a necessidade da organização, de forma rápida e flexível, e altamente adaptável às mudanças no ambiente de negócios e nos objetivos da organização. Conclusão Finalmente, o conhecimento mais importante que um analista de negócios precisa ter para ter sucesso neste novo paradigma de é uma compreensão dos quatro modelos principais: Modelo de Processos BPMN, Modelo de Decisão, Modelo de Dados Relacional e o Modelo de Serviços SOA. Estes quatro modelos são todos independentes de tecnologia, mas são todos facilmente implementados em tecnologia. Compreender os modelos fornece o melhor mecanismo para compreender e utilizar a tecnologia que os implementa. Um conhecimento geral do Modelo de Serviços SOA é importante, mas um conhecimento detalhado não é necessário, porque este modelo tem muitos aspectos técnicos que não são essenciais para o analista de negócios. No entanto, uma compreensão detalhada dos outros três modelos (BPMN, Decisão e Relacional) é essencial para o analista de negócios. A razão para isso é que estes três modelos oferecem pontes críticas entre os mundos dos negócios e da TI, através do uso de modelos e linguagens comuns que podem ser usados para desenvolver modelos compartilhados usados por ambos os grupos. A nova geração de sistemas de informação, representada na Figura 2, fornece o ambiente de tecnologia para os analistas de negócios modelarem e automatizarem os processos essenciais de decisão e do negócio que afetam a qualidade e a eficácia do nosso trabalho e de nossas vidas. Como analistas de negócios e profissionais de, todos nós devemos aprender os modelos críticos e as habilidades e tecnologia necessárias para mover este novo paradigma adiante. Este artigo forneceu alguns primeiros passos para facilitar a emocionante mudança de paradigma dos sistemas de informação que está à nossa frente. 12 Página

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