ITAÚ UNIBANCO HOLDING S.A. CNPJ / Companhia Aberta NIRE Política Corporativa de Prevenção e Combate a Atos Ilícitos

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1 ITAÚ UNIBANCO HOLDING S.A. CNPJ / Companhia Aberta NIRE Política Corporativa de Prevenção e Combate a Atos Ilícitos Estabelece os conceitos e as diretrizes do Itaú Unibanco Holding S.A. para a prevenção e combate à lavagem de dinheiro, financiamento ao terrorismo e fraudes. 1. OBJETIVO O objetivo desta política é estabelecer os conceitos e as diretrizes do Itaú Unibanco Holding S.A. para a prevenção e combate à lavagem de dinheiro, financiamento ao terrorismo e fraudes. Neste documento Itaú Unibanco Holding S.A. passa a ser substituído por Itaú Unibanco. 2. INTRODUÇÃO As instituições financeiras desempenham um papel fundamental na prevenção e no combate aos atos ilícitos, dentre os quais se destacam a lavagem de dinheiro, a corrupção, financiamento ao terrorismo e fraudes. O grande desafio é identificar e reprimir operações cada vez mais sofisticadas que procuram dissimular a origem, a propriedade e a movimentação de bens e valores provenientes de atividades ilegais. O Itaú Unibanco considera sua imagem como um dos ativos mais importantes. Com o intuito de prevenir seu envolvimento com atividades ilícitas, proteger sua reputação, conquistar a confiança de clientes e da sociedade, possui uma estrutura de governança orientada para a transparência, o rigoroso cumprimento de normas e regulamentos e a cooperação com as autoridades policial e judiciária. Também busca alinhar-se continuamente às melhores práticas nacionais e internacionais para prevenção e combate a atos ilícitos, por meio de investimentos e contínua capacitação de seus colaboradores. 3. PÚBLICO-ALVO Aplica-se ao Itaú Unibanco Holding S.A. e suas empresas controladas e coligadas, no Brasil e no exterior. Em caso de conflito entre esta política e as legislações locais onde se encontram as representações do exterior, prevalecerá o padrão mais rigoroso desde que não infrinja a legislação local. 4. RESPONSABILIDADES 4.1 Órgãos Colegiados

2 A Governança sobre a Prevenção e Combate a Atos Ilícitos é realizada por meio dos seguintes órgãos colegiados: Comitê de Auditoria; Comissão Superior de Auditoria e Gestão de Riscos Operacionais (CSAGRO); Comissão de Prevenção e Combate a Atos Ilícitos (CPCAI); Comitês Setoriais de Risco (CSR); Comitê de Prevenção à Lavagem de Dinheiro. 4.2 Diretoria de Segurança Corporativa (DSC) Definir e supervisionar as diretrizes do Programa de Prevenção a Atos Ilícitos do Itaú Unibanco, no Brasil e exterior; Executar o monitoramento visando detectar operações potencialmente suspeitas de lavagem de dinheiro e a respectiva comunicação aos órgãos competentes, no âmbito do Brasil, bem como supervisionar estas atividades no âmbito das unidades do exterior; Coordenar o Comitê de Prevenção à Lavagem de Dinheiro relativo às operações cursadas no Brasil e acompanhar e/ou participar dos Comitês de Prevenção à Lavagem de Dinheiro das unidades no exterior. 4.3 Compliance Acompanhar as alterações nas Normas Externas e Internas e suas adequações junto às unidades de negócios. 4.4 Unidades de Negócios Implantar políticas setoriais em observância às diretrizes corporativas de prevenção à lavagem de dinheiro, corrupção e de financiamento ao terrorismo; Definir procedimentos e controles compatíveis com a complexidade e riscos associados às suas operações; Designar os Pontos Focais de Prevenção à Lavagem de Dinheiro em suas respectivas Unidades de Negócios. 4.5 Pontos Focais de Prevenção à Lavagem de Dinheiro - Unidades de Negócios Garantir o cumprimento das políticas corporativas de PLD; Acompanhar os riscos de lavagem de dinheiro e respectivos controles da área de negócios, sob a supervisão direta do executivo. 4.6 Oficial de Controles Internos e Risco (OCIR) Definir, executar e analisar testes de verificação dos procedimentos referentes à prevenção a atos ilícitos em parceria com as áreas Gestoras e a Diretoria de Segurança Corporativa; Monitorar planos de ação criados para adequar as práticas existentes às normas externas e internas; Acompanhar a realização do treinamento de PLD.

3 4.7 Colaboradores Conhecer e aderir ao programa de prevenção a atos ilícitos do Itaú Unibanco; Comunicar ao superior hierárquico toda operação ou proposta suspeita de envolvimento com algum ato ilícito. 5. REGRAS O Itaú Unibanco, a fim de evitar que seus produtos e serviços sejam usados em operações ilícitas, adota uma série de medidas, normas e procedimentos, com destaque para: 5.1 Programa de Prevenção e Combate à Lavagem de Dinheiro e Financiamento ao Terrorismo Com o objetivo de viabilizar o cumprimento das diretrizes desta política, o Itaú Unibanco estabeleceu um programa de prevenção e combate a atos ilícitos. Os pilares do programa são: Processo de Identificação de Clientes: é o conjunto de ações para identificação de clientes, incluindo a captura, atualização e armazenamento de informações cadastrais. Também inclui a identificação de Beneficiários Finais e de Pessoas Expostas Politicamente. As diretrizes estão definidas na Política Corporativa de Cadastro de Clientes (HF-32) e na circular interna Prevenção e Combate ao Uso do Itaú Unibanco em Atividades Ilícitas (AG-9). O Itaú Unibanco não admite a abertura e manutenção de contas anônimas. Processo "Conheça Seu Cliente" (KYC): é o conjunto de ações que visam conhecer os clientes - suas atividades, características e necessidades. Com base nos potenciais riscos associados a atos ilícitos, aplicam-se critérios de identificação mais rigorosos e o relacionamento deve ser aprovado por nível hierárquico superior. Quanto mais precisas forem as informações coletadas e registradas tempestivamente no início do relacionamento, maior será a capacidade de identificação de riscos de ocorrência da prática de atos ilícitos e maior a segurança para os clientes que depositam sua confiança no Itaú Unibanco. Processos "Conheça Seu Fornecedor" (KYS) e "Conheça Seu Parceiro" (KYP): é o conjunto de premissas para aceitação de fornecedores e parceiros, incluindo correspondentes no país e no exterior. O Itaú Unibanco não admite o relacionamento com os denominados Bancos de Fachada (Shell Banks). Processo "Conheça Seu Funcionário" (KYE): adotam-se critérios rigorosos para contratação e acompanhamento da situação econômico-financeira dos colaboradores. Avaliação de Novos Produtos e Serviços: trata-se do processo de avaliação prévia dos novos produtos e serviços, inclusive sob a ótica de prevenção a atos ilícitos, cujas diretrizes estão definidas na Política Corporativa de Avaliação de Produtos/Operações

4 (HF-28). Monitoramento de Transações: é o processo que visa à identificação de situações suspeitas e de evidências de ocorrências de atos ilícitos. É desempenhado por profissionais especializados e, quando o caso requer Especial Atenção, são adotados procedimentos mais rigorosos de análise. O monitoramento considera o perfil, origem e destino dos recursos e capacidade financeira dos clientes. Comunicação aos Órgãos Reguladores: operações ou propostas que contêm indícios de atos ilícitos, são comunicadas em cumprimento às determinações legais e regulamentares, sendo que as comunicações de boa fé não acarretam responsabilidade civil ou administrativa ao Itaú Unibanco, nem a seus administradores responsáveis e colaboradores. O Itaú Unibanco abstém-se de fornecer aos respectivos clientes, informações sobre eventuais comunicações efetuadas em decorrência de indícios de lavagem de dinheiro ou financiamento ao terrorismo. Treinamento: é a contínua capacitação de colaboradores por meio de seminários, debates, cursos à distância e campanhas de divulgação. 5.2 Manutenção e Guarda de Informações e Registros As informações e registros das operações e serviços prestados são mantidos em sua forma original ou em arquivos eletrônicos, conforme prazos e responsabilidades estabelecidos pela legislação vigente. 5.3 Prevenção e Combate à Fraude Contábil O Itaú Unibanco adota medidas para resguardar a qualidade e a integridade de suas demonstrações financeiras, por meio de controles internos, da atuação das Auditorias Interna e Externa e da supervisão pelo Comitê de Auditoria. 5.4 Auditoria Interna e Avaliações Independentes O Itaú Unibanco conta com Auditoria Interna que avalia regularmente a efetividade do programa de prevenção e combate a atos ilícitos e propõe medidas para aprimorá-lo. O programa também é avaliado periodicamente por organizações independentes. 5.5 Transparência no Relacionamento com seus Clientes Os clientes do Itaú Unibanco possuem acesso, por intermédio de diversos canais, às suas informações financeiras, incluindo os recursos investidos, produtos contratados e limites concedidos. Com isso, o próprio cliente é um parceiro forte e atuante na prevenção e no combate a Atos Ilícitos. O Itaú Unibanco também alerta sistematicamente seus clientes, por meio dos canais de relacionamento, sobre as possibilidades de ocorrência de Atos Ilícitos e as ações e os cuidados que devem ser tomados para preveni-los.

5 5.6 Denúncias Os colaboradores do Itaú Unibanco conhecem sua obrigação de comunicar indícios ou evidências de atos ilícitos, utilizando-se dos diversos canais estabelecidos, por meio físico ou eletrônico. São disponibilizados canais para comunicações dos clientes, dos prestadores de serviços e do público em geral. Para maior eficácia do processo, é garantida a confidencialidade plena dos autores das denúncias. 6. SANÇÕES PREVISTAS O descumprimento das disposições dos Órgãos Reguladores sujeita os administradores e os colaboradores a sanções que vão desde penalidades administrativas até criminais por lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo. A negligência e a Falha Voluntária são consideradas descumprimento desta política e do Código de Ética, sendo passível de aplicação de medidas disciplinares previstas em normativos internos da Instituição. 7. DOCUMENTOS RELACIONADOS Esta política deve ser lida e interpretada em conjunto com os seguintes documentos: Lei Federal nº 9.613/98; Resolução nº 2.025/93 do Conselho Monetário Nacional; Circular nº 3.461/09 do Banco Central do Brasil; Circular nº 3.462/09 do Banco Central do Brasil; Circular nº 3.517/10 do Banco Central do Brasil; Carta-Circular nº 3.430/10 do Banco Central do Brasil; Carta-Circular nº 2.826/98 do Banco Central do Brasil; Instrução nº 301/99 da Comissão de Valores Mobiliários; Circular nº 380 da Superintendência de Seguros Privados; Instrução nº 26 da Superintendência Nacional de Previdência Complementar; Código de Ética Itaú Unibanco; Administração da Política de Ética Corporativa do Itaú (HF-5); Política de Compliance (HF-12); Política Corporativa de Segurança Corporativa (HF-18); Política de Governança Corporativa (HF-24); Política Corporativa de Avaliação de Produtos/Operações (HF-28); Política Corporativa de Cadastro de Clientes (HF-32); Wolfsberg Anti-Money Laundering Principles; e Recomendações do Grupo de Ação Financeira (GAFI). 8. GLOSSÁRIO Atos ilícitos: lavagem de dinheiro, corrupção, financiamento ao terrorismo e fraudes. Bancos de fachada (Shell Banks): banco constituído em uma jurisdição onde não há qualquer presença física e que não se encontre integrado em um grupo financeiro

6 regulamentado. Beneficiário Final: é a pessoa física que detém, em última instância, o controle da pessoa jurídica. Especial Atenção: as situações que requerem monitoramento reforçado são aquelas que envolvem: I - operações ou propostas cujas características, no que se referem às partes envolvidas, valores, formas de realização e instrumentos utilizados, ou que, pela falta de fundamento econômico ou legal, indiquem risco de ocorrência de atos ilícitos; II - propostas de início de relacionamento e operações com pessoas politicamente expostas; III - indícios de burla aos procedimentos de identificação e de comunicação; IV - clientes e operações em que não seja possível identificar o beneficiário final; V - transações oriundas de países que aplicam insuficientemente as recomendações do Grupo de Ação Financeira - GAFI; e VI - situações em que não seja possível manter atualizadas as informações cadastrais de clientes. Falha Voluntária: é o ato intencional de envolvimento com ações ilícitas, como por exemplo, estruturar ou aconselhar outras pessoas a estruturarem operações com o propósito de burlar as comunicações aos órgãos reguladores, ou envolver-se conscientemente com transações cujos recursos são provenientes de atos ilícitos. Normas Externas e Internas: regras emitidas pelos Órgãos Reguladores e pelo Itaú Unibanco, tais como leis, normativos, regulamentos, códigos de autorregulação, termos de compromisso, termos de ajustamento de conduta e políticas internas. Pessoas Expostas Politicamente (PEP): são os agentes públicos que desempenham ou tenham desempenhado, nos últimos cinco anos, no Brasil ou em países, territórios e dependências estrangeiras, cargos, empregos ou funções públicas relevantes, assim como seus representantes, familiares e outras pessoas de seu relacionamento próximo. Também são considerados PEPs, as pessoas jurídicas cujos representantes ou controladores, direto ou indireto, sejam PEPs. Esta política foi aprovada pelo Conselho de Administração em 26/05/2011.

ITAÚ UNIBANCO HOLDING S.A.

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