SUMÁRIO: As tarifas cobradas pela Administração dos Portos do Douro e Leixões, S.A.

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "SUMÁRIO: As tarifas cobradas pela Administração dos Portos do Douro e Leixões, S.A."

Transcrição

1 SUMÁRIO: As tarifas cobradas pela Administração dos Portos do Douro e Leixões, S.A. 1) Introdução. Em Portugal a figura dos tributos é objecto de uma divisão dicotómica entre, tributos unilaterais ou impostos e tributos bilaterais ou taxas, aliás como se verifica em sede jurídico-constitucional. Contudo, não poderemos deixar de ter em consideração outras figuras tributárias que, embora irrelevantes naquela sede, se apresentam de suma importância em outros domínios como no direito financeiro; Deste modo, surgem-nos outras figuras como as contribuições ou tributos especiais, as tarifas ou preços públicos e as contribuições, tributos ou receitas parafiscais. 2) Breves considerações sobre as tarifas. As tarifas constituem o preço que os usuários ou consumidores de um serviço público pagam pela prestação do serviço; O Estado oferece um serviço e cobra um preço por ele; Através do seu sector empresarial, o Estado cobra um valor financeiro por serviços públicos não essenciais. 3) Distinção entre taxa e tarifa A taxa é uma modalidade de tributo cuja hipótese de incidência está directamente ligada a uma contraprestação específica, acompanhada do seu carácter bilateral; O valor da taxa tem de equivaler ao benefício económico auferido pelo sujeito passivo devendo verificar-se, deste modo, uma equivalência jurídica entre o valor pago e o benefício auferido; 1

2 A taxa tem como única finalidade o financiamento da contrapartida, não havendo espaço para a obtenção de receitas com esta espécie de tributo; A contraprestação específica poderá justificar-se pela utilização de um bem de domínio público 1, pela utilização individualizada de um serviço público 2, ou ainda, pela remoção de um obstáculo jurídico 3 (art.4º/2 LGT); A liquidação e cobrança da taxa serve para que o Estado reponha nos cofres públicos, o gasto experimentado pela actividade estatal directamente dirigida ao indivíduo, ao contrário do que acontece com o imposto que se apresenta com finalidades fiscais e financeiras 4. A tarifa é um preço público pago como retorno de um serviço público prestado; Fala-se de tarifa quando se trata de uma contraprestação de actividade ou serviço público não administrativos, exercidos directamente por entes públicos, ou concessionários, que podem assumir a natureza de preço ou taxa, mas em principio cobrindo o custo dos serviços prestados. 4) Falta de consenso doutrinal e jurisprudencial. Está longe de haver consenso na doutrina e na jurisprudência relativamente à natureza jurídica deste instituto, sendo alvo de diferentes entendimentos quanto à sua qualificação; Preços autoritariamente fixados? Seguindo esta posição, destaca-se o Acórdão do Supremo Tribunal Administrativo (1º Secção) de , P (relativo às tarifas devidas pelos munícipes de Setúbal, para o financiamento de parte dos encargos camarários com o serviço de recolha e tratamento de resíduos sólidos urbanos); O referido diploma considera as tarifas preços coactivamente fixados, não havendo, por isso quaisquer negociações com os utentes; 1 Exemplos: portagens, acostagem de navios nos portos, aterragem de aeronaves nos aeroportos, ocupação do subsolo, ocupação da via pública, etc. 2 Exemplos: taxas devidas pelos serviços de justiça, serviços de educação públicas (propinas), serviços consulares, taxas cobradas aos proprietários dos postos de abastecimento de combustíveis sitos em terrenos (privados??), etc. 3 Exemplos: licenças de uso e porte de arma, de caçar, de ter cão, etc. 4 Para mais desenvolvimentos acerca do imposto, vide CASALTA NABAIS, in Direito Fiscal". 2

3 A principal distinção entre taxas e tarifas é, essencialmente, o facto de estas, em principio não deverem ser inferiores ao preço do serviço prestado, embora as duas figuras sejam fixadas coactivamente 5. CASALTA NABAIS em anotação 6 ao presente acórdão atribui quatro sentidos às tarifas, afirmando que elas integram um conceito polissémico ; Num sentido normativo, as tarifas são normas regulamentares que fixam ou disciplinam a aplicação das taxas ou preços (podendo integrar imediatamente o património estadual ou o património do concessionário, consoante a entidade que presta do serviço), como contrapartida às prestações constituídas pelos serviços públicos; Num sentido financeiro, as tarifas podem ser unitárias (elas referem-se aos quadros onde constam as unidades de consumo e os respectivos preços) ou múltiplas (se figurarem mais do que uma unidade de consumo) ou ainda, dizer respeito aos preços dos serviços públicos prestados pelas administrações públicas ou pelos concessionários, sejam preços públicos ou privados. Neste caso, as tarifas reconduzem-se aos preços dos serviços públicos, colocando-se o problema de determinar com exactidão o seu âmbito. Integrar-se-ão todos e quaisquer preços dos serviços públicos, quer sejam voluntária ou coactivamente fixados, abarcando assim, de um lado um especial tipo de taxas ou preços públicos, e de outro lado preços? Ou serão unicamente preços voluntariamente fixados, onde só se reconduzirão à figura de preços? Ou ainda, identificar-se-ão com preços autoritariamente fixados, onde nos deparamos com uma figura tributária em sentido estrito, ou seja com uma taxa? Num sentido tributário, afirma o mesmo autor que as tarifas são os preços dos serviços públicos autoritariamente fixados, sendo este, em sua opinião, o que lhe deveria ser atribuído; CASALTA NABAIS 7 considera as tarifas um especial tipo de taxas ou preços públicos, taxas essas que além de apresentarem equivalência 5 V. MARCELLO CAETANO já dizia que as normas que fixam os preços e as regras da sua aplicação e que estabeleciam a tarifa eram fixadas autoritariamente, Manual, pág V. Cadernos de Justiça Administrativa, nº6, Novembro-Dezembro de 1997, pp. 48 e ss. 7 V. JOSÉ CASALTA NABAIS, Direito Fiscal, pág

4 jurídica, comum a todas as taxas, apresentam igualmente equivalência económica, como é característico dos preços; As tarifas são assim, as taxas economicamente equivalentes, cujos serviços podem ser objecto de oferta e procura e susceptíveis, por isso, de uma avaliação em termos de mercado; O autor refere, porém que, o que distingue verdadeiramente tarifa-taxa de tarifa-preço público não é a referida equivalência económica, mas sim os respectivos regimes jurídicos. Ao contrário do que acontece com a tarifapreço, a tarifa-taxa, sendo um tributo, identifica-se como uma obrigação ex lege estando obrigada a aplicação de um regime de direito público 8 ; A especificidade deste tipo de taxas reconduz-se ao facto de não respeitarem a serviços públicos que sejam por essência da titularidade do Estado, pois não integram as funções institucionais fundamentais da administração Pública, nem visam a realização de fins estaduais primários; Num sentido fiscal, as tarifas constituem o sistema dos impostos ou direitos aduaneiros que possuem a tabela desses impostos especiais. Preços voluntariamente fixados? Acórdão do Supremo tribunal Administrativo, de 2 de Maio de 1996 (onde se coloca o problema de saber se o legislador qualificou mal, juridicamente, a quantia devida pela ligação, conservação e tratamento de esgotos, chamando-lhe tarifa); Seguindo a linha deste pensamento qualificaremos taxa como sendo uma receita de direito público, coactivamente paga pela utilização individualizada de bens semipúblicos ou preço autoritariamente fixado por esta utilização, sendo por isso, obrigações que têm origem na ocorrência de factos e não em negócios jurídicos; Em contrapartida, será uma receita de direito privado contratualmente paga pela utilização de bens semipúblicos ou o preço contratualmente 8 Apresentam-se como verdadeiras tarifas aquelas cobradas pelos municípios pelas actividades de exploração dos sistemas de públicos de distribuição de água, de drenagem de águas residuais, de recolha, depósito e tratamento de resíduos sólidos, de transporte colectivos de pessoas e mercadorias etc. São tarifas que, além de não terem de ser estabelecidas pela assembleia municipal, podendo ser fixadas pela Câmara Municipal, devem corresponder aos custos suportados com o fornecimento dos bens e com a prestação dos serviços, cf. art.20º LFL. 4

5 fixado de tal utilização, as tarifas ou preços voluntariamente fixados, sendo por isso, obrigações que têm origem em negócios jurídicos; Deste modo, a taxa será a quantia ou preço coactivamente paga pela utilização de um bem semipúblicos. Preços voluntariamente fixados ou preços autoritariamente fixados? A tarifa poderá ser um preço ou uma taxa; A tarifa é um quadro onde constam por um lado, as unidades de consumo e, de outro, os respectivos preços; Se os preços das unidades de consumo são autoritariamente fixadas, teremos taxas; se forem negocialmente estabelecidos, teremos preços 9. 5) As autoridades portuárias. Os portos constituem verdadeiros monopólios naturais, verificando-se, contudo, uma enorme concorrência entre eles, pretendendo atrair o maior número possível de embarcações, através da diminuição de custos e da melhoria da qualidade do serviço prestado; As taxas portuárias praticadas são as seguintes: tarifa de utilização de uso do porto; tarifa de reboque; tarifa de amarração e desamarração; tarifa de armazenagem; tarifa de movimentação e cargas e tráfego de passageiros; tarifa de uso de equipamento; tarifa de fornecimentos; tarifa de autoridade marítima; tarifas de autoridades de saúde e sanidade, e finalmente, tarifas de autoridade aduaneira. 6) A Administração dos Portos do Douro e de Leixões. A Administração dos Portos do Douro e de Leixões é uma Sociedade Anónima de capitais exclusivamente públicos (APDL, S.A 10 ), cujo estatuto orgânico foi aprovado pelo Decreto-lei nº 308/87, de 7 de Agosto, destinando-se à 9 Neste sentido TEIXEIRA RIBEIRO, Revista de Legislação e Jurisprudência, nº129, em anotação ao acórdão do STA (1ª Secção), de 2 de Maio de DL 335/98, de 3 de Novembro efectua a sua transformação para sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos. 5

6 administração dos portos do Douro e leixões, através da exploração económica, conservação e desenvolvimento e o exercício de competências e prerrogativas de autoridade portuárias que lhe foram atribuídas; A APDL, S.A. desenvolve actividades como: Fomentar e promover a actividade portuária nos portos de Douro e Leixões; Assegurar o regular funcionamento nas suas vertentes de económica, financeira e patrimonial, de gestão de efectivos e de exploração portuária; Atribuir licenças ou concessões nas suas áreas de jurisdição; Licenciar exercício da actividade portuária e concessão de serviços públicos portuárias; Regulamentar as taxas a cobrar pela utilização dos portos e respectivos serviços; Fiscalizar e supervisionar o uso público dos serviços inerentes à actividade portuária; Expropriar por utilidade pública, ocupação de terrenos, implantação de traçados e exercícios de servidões administrativas necessárias à expansão ou desenvolvimento portuário; Serviços prestados: ajudas à navegação; gestão de postos de acostagem; controle de tráfego marítimo, amarração, guindagem, armazenagem, aguada, recolha de resíduos, energia eléctrica, rebocadores e pilotagem; manutenção dos canais de acesso, prevenção e combate à poluição no mar; sistemas de segurança; construção e manutenção das acessibilidades terrestres ao porto; manutenção de equipamentos, cais e terraplenos e, por fim limpeza da área portuária, tudo isto dentro da sua área de jurisdição 11 ; Financiamento 11 A área de jurisdição da APDL, S.A., abrange a faixa marginal do domínio público marítimo, desde o enfiamento do eixo da Rua da Bélgica, na Praia de Lavadores, até ao paralelo do farol da Boa Nova, ao Norte do Porto de Leixões, e, compreende, além disso, as duas zonas seguintes: a) Zona do Porto do Douro, que inclui todo o estuário do Rio Douro, desde 200 metros a montante da Ponte Luís I até à Foz, com todas as suas margens, ancoradouros, cais, docas e terraplenos existentes ou que venham a ser construídos. b) Zona do Porto de Leixões, que abrange quebra-mares, a área molhada por eles circunscrita e as docas existentes ou a construir; o curso do Rio Leça até à antiga ponte dos moinhos de Guifões e a área terrestre delimitada pelo domínio público respectivo. 6

7 O porto de leixões é financiado por fundos comunitários e por verbas disponibilizadas em sede de orçamento de estado, sendo porém, o autofinanciamento a maior fatia das suas receitas; De acordo com o Regulamento do Sistema Tarifário dos Portos do Continente, publicado em anexo ao Decreto-lei 273/2000, de 9 de Novembro, cabem às autoridades portuárias a elaboração e aplicação dos regulamentos das taxas por si praticadas e devidas como contraprestação de serviços e pela utilização do domínio público sob a sua jurisdição (art.9º/a) do referido anexo). O regulamento é aplicável à área da jurisdição de cada autoridade portuária, disciplinando o fornecimento dos seus bens e a prestação dos seus serviços a satisfazer mediante o pagamento das taxas correspondentes; Apesar de ser da competência das administrações dos portos a fixação das taxas a cobrar, através da elaboração dos regulamentos tarifários, estes estão sujeitos a homologação por portaria ministerial. Seguidamente, essa aprovação será precedida de audição do Conselho Nacional Marítimo Portuário, procurando assegurar uma correcta articulação do sistema portuário, a sua sustentabilidade económica e comercial, e ainda analisar as possíveis distorções das regras da concorrência 12 ; REGULAMENTO DE TARIFAS PARA A) Tarifa de Pilotagem 1. Incidência objectiva ou facto tributário: a tarifa de pilotagem é devida como contraprestação dos serviços prestados ao navio, incluindo os sistemas de pilotagem de navios em manobras, com as devidas condições de segurança, à entrada, saída e no interior do porto ou vizinhança, e a sua disponibilidade e uso 13 ; considera-se haver serviço de pilotagem quando o serviço requisitado 12 Art.2º/3 e 4, DL 200/98, de 10 de Julho. 13 Art.12º/1 do Regulamento de Tarifas

8 exceda as três horas e quando se concluam as operações necessárias à amarração ou largada da bóia 14 ; 2. Incidência subjectiva ou sujeitos: o sujeito activo é a entidade a quem, numa relação jurídico-tributária, é devido pelo pagamento das taxas 15, sendo neste caso a autoridade portuária; enquanto que o sujeito passivo identifica-se com a entidade sobre quem, numa relação jurídico-tributária, recai a obrigação de pagamento das taxas, sendo neste caso aquele que faz a requisição do serviço portuário (art.5º/1, in fine); 3. Objecto: pagamento das tarifas por parte de quem requer o serviço de pilotagem; as taxas do serviço de pilotagem podem ser taxas de pilotagem de entrada ou amarrar a bóia, de saída ou largada da bóia, de serviço de mudanças, ou de fundear e suspender, de serviço de experiências, de correr ao longo do cais ou de estruturas de atracação, ou ainda, taxa de serviço à ordem das embarcações. 4. Base de incidência: as unidades de medida aplicáveis são: a. Quantidade: unidade de carga; b. Massa: tonelada métrica; c. Volume: metro cúbico; d. Área: metro quadrado; e. Comprimento: metro linear; f. Tempo: hora, dia, mês e ano; g. Dimensão dos navios ou embarcações: unidade de arqueação bruta (unidade de GT). 4. Taxa de pilotagem: o valor das taxas de pilotagem é calculado por manobra, segundo as fórmulas enunciadas no nº1, do art.13º do regulamento; B) Tarifa de Uso do Porto 1) Incidência objectiva ou facto tributário: a tarifa de uso do porto é devida pela disponibilidade e uso dos sistemas de entrada, estacionamento e saída de navios, 14 Art.12/2 do Regulamento de Tarifas Definição atribuída pelo art.2º/ab), do anexo do DL 273/2000, de 9 Novembro. 8

9 bem como à operação de navios, cargas e passageiros, à segurança e à conservação do ambiente; 2) Incidência subjectiva ou sujeitos: o sujeito activo é a entidade a quem, numa relação jurídico-tributária, é devido pelo pagamento das taxas 16, sendo neste caso a autoridade portuária; enquanto que, o sujeito passivo identifica-se com a entidade sobre quem, numa relação jurídico-tributária, recai a obrigação de pagamento das taxas, sendo neste caso aquele que faz a requisição da utilização das infra-estruturas portuárias, beneficiando dos seus serviços; 3) Objecto: pagamento das tarifas por quem requer a entrada no porto, calculadas em função de vários sistemas como: Obras marítimas que assegurem a estabilidade das margens e a calma das águas no interior do porto; Canais e outras vias navegáveis; Áreas de manobra, fundeadouros e bóias de amarração; Informação hidrográfica e geológica do plano de água; Ajudas a navegação, com excepção do serviço de assinalamento marítimo que o Estado, através do Sistema da Autoridade Marítima (SAM), presta a embarcações nacionais e estrangeiras nas áreas sob jurisdição marítima nacional; Radares e sistemas de controlo de tráfego marítimo. Cais, pontes-cais, duques de alba e outras obras acostáveis; Terraplenos do porto; Rodovias, ferrovias e condutas no porto, de acesso, triagem e circulação; Edifícios e estruturas do porto; Sistemas auxiliares de energia e fluidos do porto. Sistemas de salvamento marítimo; Sistema de pilotagem permanente; Sistema de reboque permanente; Sistemas de vigilância, detecção, alarme e combate a incêndios ou desastres e de limitação de avarias; Sistemas de recolha e tratamento de efluentes sólidos, líquidos e gasosos poluentes; 16 Definição atribuída pelo art.2/ab), do anexo do DL 273/2000, de 9 Novembro. 9

10 Sistemas de conservação do ambiente e detecção e limitação das consequências de acidentes ecológicos. 4) Base de incidência: as unidades de medida aplicáveis são: a. Quantidade: unidade de carga; b. Massa: tonelada métrica; c. Volume: metro cúbico; d. Área: metro quadrado; e. Comprimento: metro linear; f. Tempo: hora, dia, mês e ano; g. Dimensão dos navios ou embarcações: unidade de arqueação bruta (unidade de GT). 5) Taxa de uso do porto: a taxa de uso do porto é calculada por unidade de arqueação bruta (GT), por período indivisível de 24 horas e por tipo de navio, de acordo com o quadro plasmado no nº1, do art.9º do Regulamento. ANÁLISE DA NATUREZA JURÌDICA DAS TARIFAS REFERIDAS Por tudo o que foi exposto verifica-se que não é determinável com clareza, se realmente estamos ou não perante verdadeiros tributos. Se analisarmos cuidadosamente este regulamento das tarifas para 2010 deparamo-nos com a referência quer a taxas quer a tarifas, não operando a devida distinção. Podemos dizer ainda que, tanto as tarifas de pilotagem, como as tarifas de uso do porto contêm indicadores que nos conduzem: Para uma verdadeira taxa: 1. Apesar de formada ao abrigo do direito privado, a APDL,S.A. pertence ao sector empresarial do Estado, sendo-lhe atribuída prerrogativas de poder de autoridade, entres as quais se destaca a elaboração e a aplicação dos regulamentos relativos às taxas por si praticadas e devidas como contraprestação de fornecimento de bens e prestação de serviços e pela utilização do domínio público sob a sua jurisdição, e por isso, agindo na veste de autoridade portuária a sua actuação é regulada por normas de direito público; 2. Tratam-se de preços coactivamente fixados, que não resultam de um acordo de vontades, não entrando por isso no âmbito da contratação; 10

11 Para uma tarifa/preço: 1. Deverá haver uma equivalência económica entre o que será pago e o serviço prestado, pois a a fixação e a actualização das taxas devem ser efectuadas de modo a que os custos totais dos serviços prestados não sejam indevidamente suportados 17 ; 2. Deverá ter-se em consideração o tarifário praticado pelos portos estrangeiros concorrentes e o índice dos preços do consumidor 18, o que sugere que são fixadas consoante o mercado, estando aliás submetidas ás regras da concorrência; 3. Não estão em causa actividades que respeitarem a serviços públicos que sejam por essência da titularidade do Estado, pois não integram as funções institucionais fundamentais da administração Pública, nem visam a realização de fins estaduais primários; 4. Não são estabelecidas por uma pessoa colectiva de direito público. Seguindo os ensinamentos de CASALTA NABAIS, qualificaria as figuras em análise como um especial tipo de taxa ou preços públicos uma vez que são preços coactivamente fixados, onde não entra a negociação com o utente do serviço. Estas figuras aproximam-se então da figura das taxas, apresentando equivalência jurídica, e da figura dos preços uma vez que possuem equivalência económica. É de referir igualmente que estas tarifas são estabelecidas de acordo com as leis da oferta e da procura. A corroborar a ideia descrita, destaque-se ainda, e alias, como já foi supra referido, que o que verdadeiramente opera a distinção entre tarifa-taxa e tarifa-preço é o seu regime jurídico, verificando-se no nosso caso que as tarifas em análise se encontram no âmbito do direito público, sendo por isso preços públicos. As duas taxas em analise têm a sua base de incidência objectiva definidas de forma mais ou menos clara, sabendo o sujeito passivo quais as infra estruturas do domínio publico que estão a ser remuneradas. Poderá acontecer, porém, que haja espaços ou serviços portuários duplamente tributados, devido a dificuldade de delimitação do facto tributário em algumas taxas. 17 Art.10º/3 do anexo do DL 273/2000, 9 de Novembro. 18 Art.10º/2 do anexo do DL 273/2000, 9 de Novembro. 11

12 12

Redes de Acesso Unificado: Oportunidade ou Necessidade

Redes de Acesso Unificado: Oportunidade ou Necessidade Cisco Innovation Day 20 maio 2014 Porto Estádio do Dragão O que é a APDL? APDL Administração dos Portos do Douro e Leixões, SA - Sociedade Anónima de capitais exclusivamente públicos Tem como função a

Leia mais

Gestão Financeira do Espaço Portuário: Visão Institucional AMADEU ROCHA

Gestão Financeira do Espaço Portuário: Visão Institucional AMADEU ROCHA Gestão Financeira do Espaço Portuário: Visão Institucional AMADEU ROCHA 1. Introdução 2. Modelo de Gestão dos Portos Portugueses 3. O Regime de Gestão Financeira dos Portos 4. Conclusão 2 1. Introdução

Leia mais

Decreto-Lei n.º 200/98, de 10 de Julho

Decreto-Lei n.º 200/98, de 10 de Julho Decreto-Lei n.º 200/98, de 10 de Julho (Alterado pelo Decreto-Lei n.º 539/99, de 13 de Dezembro) ANEXO... 5 Disposições gerais... 5 Âmbito de aplicação... 5 Definições... 5 Unidades de medida... 7 Requisição

Leia mais

ESTATUTOS DA APL - ADMINISTRAÇÃO DO PORTO DE LISBOA, S. A.

ESTATUTOS DA APL - ADMINISTRAÇÃO DO PORTO DE LISBOA, S. A. ESTATUTOS DA APL - ADMINISTRAÇÃO DO PORTO DE LISBOA, S. A. CAPÍTULO I Denominação, duração, sede e objecto Artigo 1.º Denominação e duração 1 - A sociedade adopta a forma de sociedade anónima de capitais

Leia mais

Taxas de "quota de serviço" ou "termo fixo" ou de "disponibilidade" Direito Fiscal I Marta Santos 2010/2011

Taxas de quota de serviço ou termo fixo ou de disponibilidade Direito Fiscal I Marta Santos 2010/2011 Taxas de "quota de serviço" ou "termo fixo" ou de "disponibilidade" Direito Fiscal I Marta Santos 2010/2011 Banalização das Taxas A diminuição das receitas das autarquias locais e a crescente necessidade

Leia mais

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: 1º, 2º, 3º e 4º. Assunto:

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: 1º, 2º, 3º e 4º. Assunto: FICHA DOUTRINÁRIA Diploma: Artigo: Assunto: CIVA 1º, 2º, 3º e 4º Mercado interno do gás e da electricidade Contratos de concessão Taxa de ocupação de solos. Processo: nº 2258, despacho do SDG dos Impostos,

Leia mais

-- I JORNAL OFICIAL REGIAO AUTONOMA DA MADEIRA. I Série - Número 6 Quarta- feira, 28 de Janeiro de 1998. Portaria n, 6/98 SUMÁRIO

-- I JORNAL OFICIAL REGIAO AUTONOMA DA MADEIRA. I Série - Número 6 Quarta- feira, 28 de Janeiro de 1998. Portaria n, 6/98 SUMÁRIO . -...,.. ) -.:'.:» PDF elaborado pela DATAJURIS,.."./ REGIAO AUTONOMA DA MADEIRA -- I JORNAL OFICIAL I Série - Número 6 Quarta- feira, 28 de Janeiro de 1998 SUMÁRIO SECRETARIAS REGIONAIS DO PLANO E DA

Leia mais

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: 9º; 18º. Assunto:

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: 9º; 18º. Assunto: FICHA DOUTRINÁRIA Diploma: Artigo: Assunto: CIVA 9º; 18º Condomínios de imóveis Processo: nº 2773, despacho do SDG dos Impostos, substituto legal do Director - Geral, em 2011-12-15. Conteúdo: Tendo por

Leia mais

NOTIFICAÇÃO SOBRE TARIFAS REFERENTES A SERVIÇOS PORTUÁRIOS

NOTIFICAÇÃO SOBRE TARIFAS REFERENTES A SERVIÇOS PORTUÁRIOS UNITED NATIONS United Nations Transitional Administration in East Timor UNTAET NATIONS UNIES Administration Transitoire des Nations Unies au Timor Oriental UNTAET/NOT/2000/11 26 de Julho de 2000 NOTIFICAÇÃO

Leia mais

PROJETO DE LEI N.º /XII/4.ª

PROJETO DE LEI N.º /XII/4.ª Grupo Parlamentar PROJETO DE LEI N.º /XII/4.ª PROCEDE À TERCEIRA ALTERAÇÃO À LEI.º 53-E/2006, DE 29 DE DEZEMBRO, REFORÇANDO A PROIBIÇÃO DE CRIAÇÃO DE TAXAS DAS AUTARQUIAS LOCAIS POR SERVIÇOS GERAIS E DE

Leia mais

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: 9º. Assunto:

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: 9º. Assunto: FICHA DOUTRINÁRIA Diploma: Artigo: Assunto: CIVA 9º. Enquadramento - Concessão do Direito de Construção, Gestão e Exploração Comercial, em Regime de Serviço Público, da Plataforma Logística. Processo:

Leia mais

BREVE REFERÊNCIA À LEI N.º 32/2007, DE 13 DE AGOSTO E AOS ESTATUTOS DA CONSULENTE

BREVE REFERÊNCIA À LEI N.º 32/2007, DE 13 DE AGOSTO E AOS ESTATUTOS DA CONSULENTE FICHA DOUTRINÁRIA Diploma: Artigo: Assunto: CIVA 9º Entidade sem fins lucrativos e de utilidade pública Processo: nº 2155, despacho do SDG dos Impostos, substituto legal do Director - Geral, em 2011-06-28.

Leia mais

REGULAMENTO DE TARIFAS 2010 DA APDL - ADMINISTRAÇÃO DOS PORTOS DO DOURO E LEIXÕES, S.A.

REGULAMENTO DE TARIFAS 2010 DA APDL - ADMINISTRAÇÃO DOS PORTOS DO DOURO E LEIXÕES, S.A. REGULAMENTO DE TARIFAS 2010 DA APDL - ADMINISTRAÇÃO DOS PORTOS DO DOURO E LEIXÕES, S.A. DISPOSIÇÕES GERAIS Artigo 1º Âmbito de aplicação A APDL - Administração dos Portos do Douro e Leixões, SA, adiante

Leia mais

Regulamento. de Funcionamento e Utilização do Terminal RO-RO. do Porto de Setúbal

Regulamento. de Funcionamento e Utilização do Terminal RO-RO. do Porto de Setúbal Regulamento de Funcionamento e Utilização do Terminal RO-RO do Porto de Setúbal Decorridos que estão mais de 2 anos desde o início da exploração, por concessionários, dos Terminais Multiusos, Zonas 1 e

Leia mais

Serviços Autárquicos e Empresas Municipais Um Caso: Águas de Gaia, EM

Serviços Autárquicos e Empresas Municipais Um Caso: Águas de Gaia, EM Serviços Autárquicos e Empresas Municipais Um Caso: Águas de Gaia, EM José Miranda de Sousa Maciel Presidente do Conselho de Administração de Águas de Gaia, EM Nos últimos anos, os principais regimes jurídicos

Leia mais

SUMÁRIO I SÉRIE - NÚMERO 17 QUINTA-FEIRA, 28 DE ABRIL DE 2005

SUMÁRIO I SÉRIE - NÚMERO 17 QUINTA-FEIRA, 28 DE ABRIL DE 2005 I SÉRIE - NÚMERO 17 QUINTA-FEIRA, 28 DE ABRIL DE 2005 SUMÁRIO GOVERNO REGIONAL Decreto Regulamentar Regional n.º 9/2005/A, de 19 de Abril: Altera os limites geográficos e a identificação cartográfica da

Leia mais

Identificação da empresa

Identificação da empresa Identificação da empresa Missão APA Administração do Porto de Aveiro, S.A. A sustentabilidade do Porto de Aveiro é a garantia do seu futuro. A génese do Porto de Aveiro está ligada à história da Ria e

Leia mais

ESTATUTO DOS BENEFÍCIOS FISCAIS. Decreto-Lei n.º 215/89, de 1 de Julho (Revisto pelo Decreto-Lei n.º 198/2001, de 3 de Julho)

ESTATUTO DOS BENEFÍCIOS FISCAIS. Decreto-Lei n.º 215/89, de 1 de Julho (Revisto pelo Decreto-Lei n.º 198/2001, de 3 de Julho) ESTATUTO DOS BENEFÍCIOS FISCAIS Decreto-Lei n.º 215/89, de 1 de Julho (Revisto pelo Decreto-Lei n.º 198/2001, de 3 de Julho) Artigo 2.º Conceito de benefício fiscal e de despesa fiscal e respectivo controlo

Leia mais

PEDIDO DE FISCALIZAÇÃO DA CONSTITUCIONALIDADE

PEDIDO DE FISCALIZAÇÃO DA CONSTITUCIONALIDADE PEDIDO DE FISCALIZAÇÃO DA CONSTITUCIONALIDADE Meritíssimo Conselheiro Presidente do Tribunal Constitucional PEDIDO DE FISCALIZAÇÃO DA CONSTITUCIONALIDADE: R-1283/99 (A6) DATA: Assunto: Código dos Impostos

Leia mais

O PROBLEMA APRECIAÇÃO

O PROBLEMA APRECIAÇÃO Processo: R-727/06 (A2) Entidade visada: EDP Distribuição, S. A. Assunto: Consumo. Electricidade. Facturação. Contribuição para o audio visual. Incidência. Financiamento do serviço público de radiodifusão

Leia mais

NEWSLETTER I FISCAL. NEWSLETTER FISCAL I Setembro, 2013. I Legislação Nacional 2. II Instruções Administrativas 2. III Jurisprudência Europeia 5

NEWSLETTER I FISCAL. NEWSLETTER FISCAL I Setembro, 2013. I Legislação Nacional 2. II Instruções Administrativas 2. III Jurisprudência Europeia 5 NEWSLETTER I FISCAL NEWSLETTER FISCAL I Setembro, 2013 I Legislação Nacional 2 II Instruções Administrativas 2 III Jurisprudência Europeia 5 IV Jurisprudência Nacional 6 NEWSLETTER FISCAL I LEGISLAÇÃO

Leia mais

Capítulo I Disposições Gerais

Capítulo I Disposições Gerais APSS ADMINISTRAÇÃO DOS PORTOS DE SETÚBAL E SESIMBRA, S.A. REGULAMENTO DO EXERCÍCIO DA ACTIVIDADE DE AMARRAÇÃO NO PORTO DE SETÚBAL Capítulo I Disposições Gerais Artigo 1º (Objecto e âmbito de aplicação)

Leia mais

Instituto Politécnico de Tomar. Escola Superior de Gestão de Tomar. Fiscalidade (SEBENTA Nº 1) Introdução e Conceitos base

Instituto Politécnico de Tomar. Escola Superior de Gestão de Tomar. Fiscalidade (SEBENTA Nº 1) Introdução e Conceitos base Instituto Politécnico de Tomar Escola Superior de Gestão de Tomar Fiscalidade (SEBENTA Nº 1) Introdução e Conceitos base 4º Ano de Administração Pública Docente: Marco Freire Ano lectivo: 2005/2006 1.

Leia mais

DIÁRIO DA REPÚBLICA SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE S U M Á R I O. Terça-feira, 11 de Setembro de 2007 Número 44 ASSEMBLEIA NACIONAL

DIÁRIO DA REPÚBLICA SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE S U M Á R I O. Terça-feira, 11 de Setembro de 2007 Número 44 ASSEMBLEIA NACIONAL Terça-feira, 11 de Setembro de 2007 Número 44 SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE DIÁRIO DA REPÚBLICA S U M Á R I O ASSEMBLEIA NACIONAL Lei n.º 13/2007. Lei de Base de Segurança Marítima e de Prevenção contra a Poluição

Leia mais

Junta de Freguesia de Roliça REGULAMENTO E TABELA GERAL DE TAXAS

Junta de Freguesia de Roliça REGULAMENTO E TABELA GERAL DE TAXAS REGULAMENTO E TABELA GERAL DE TAXAS Em conformidade com o disposto nas alíneas d) e j) do n.º2 do artigo 17º, conjugada com a alínea b) do n.º5 do artigo 34º da Lei das Autarquias Locais (Lei n.º169/99,

Leia mais

N. o 52 2 de Março de 2002 DIÁRIO DA REPÚBLICA I SÉRIE-A 1765

N. o 52 2 de Março de 2002 DIÁRIO DA REPÚBLICA I SÉRIE-A 1765 N. o 52 2 de Março de 2002 DIÁRIO DA REPÚBLICA I SÉRIE-A 1765 e) Contribuir para as acções necessárias à qualificação dos recursos humanos envolvidos na operação portuária, sem prejuízo da competência

Leia mais

UNIÃO DAS FREGUESIAS DE VIANA DO CASTELO (SANTA MARIA MAIOR E MONSERRATE) E MEADELA REGULAMENTO E TABELA DE TAXAS 2015

UNIÃO DAS FREGUESIAS DE VIANA DO CASTELO (SANTA MARIA MAIOR E MONSERRATE) E MEADELA REGULAMENTO E TABELA DE TAXAS 2015 UNIÃO DAS FREGUESIAS DE VIANA DO CASTELO (SANTA MARIA MAIOR E MONSERRATE) E MEADELA REGULAMENTO E TABELA DE TAXAS 2015 PREÂMBULO Em conformidade com o disposto na alínea h) do n.º 1 do artigo 16 (Competência

Leia mais

ENTENDIMENTO DA EXPONENTE

ENTENDIMENTO DA EXPONENTE FICHA DOUTRINÁRIA Diploma: CIVA Artigo: 2º Assunto: Poderes de autoridade - Sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos A200 2005045 despacho do SDG dos Impostos, em substituição do Director-

Leia mais

5 Análise Orçamental RELATÓRIO E CONTAS

5 Análise Orçamental RELATÓRIO E CONTAS 5 Análise Orçamental RELATÓRIO E CONTAS 1 PRINCIPAIS DESTAQUES [Indicadores] Indicadores 2010 2011 RECEITA Crescimento da Receita Total 19,8 3,7 Receitas Correntes / Receita Total 61 67,2 Crescimento das

Leia mais

DIREITO PORTUÁRIO (ADUANEIRO) SANCIONADOR. Luciano Bushatsky A. de Alencar Advogado Aduaneiro

DIREITO PORTUÁRIO (ADUANEIRO) SANCIONADOR. Luciano Bushatsky A. de Alencar Advogado Aduaneiro DIREITO PORTUÁRIO (ADUANEIRO) SANCIONADOR Luciano Bushatsky A. de Alencar Advogado Aduaneiro SISTEMAS JURÍDICOS Existência, no Direito brasileiro, de diversos sistemas legais interdependentes. Sistema

Leia mais

REGULAMENTO DA MARINA

REGULAMENTO DA MARINA REGULAMENTO DA MARINA (Aprovado na Assembleia Geral a 16 de Abril de 1999) CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS ARTIGO 1º Objectivo e âmbito de aplicação O presente regulamento contém as disposições fundamentais

Leia mais

FICHA DOUTRINÁRIA. Operações fora do campo de incidência do imposto.

FICHA DOUTRINÁRIA. Operações fora do campo de incidência do imposto. FICHA DOUTRINÁRIA Diploma: Artigo: Assunto: CIVA Operações fora do campo de incidência do imposto. Associação em Participação - Comissão de negociação prevista no contrato de associação em participação

Leia mais

11.º Congresso Nacional ADFERSIT Sistema Portuário Português: Contributo para a Competitividade das Cadeias Logísticas Multimodais

11.º Congresso Nacional ADFERSIT Sistema Portuário Português: Contributo para a Competitividade das Cadeias Logísticas Multimodais 11.º Congresso Nacional ADFERSIT Sistema Portuário Português: Contributo para a Competitividade das Cadeias Logísticas Multimodais João Pedro Braga da Cruz 17 de Outubro de 2013 1. Introdução Uma das características

Leia mais

NEWSLETTER I FISCAL. NEWSLETTER FISCAL I Novembro, 2014. I Legislação Nacional 2. II Instruções Administrativas 3. III Jurisprudência Europeia 5

NEWSLETTER I FISCAL. NEWSLETTER FISCAL I Novembro, 2014. I Legislação Nacional 2. II Instruções Administrativas 3. III Jurisprudência Europeia 5 NEWSLETTER I FISCAL NEWSLETTER FISCAL I Novembro, 2014 I Legislação Nacional 2 II Instruções Administrativas 3 III Jurisprudência Europeia 5 IV Jurisprudência Nacional 6 V Outras informações 7 NEWSLETTER

Leia mais

REGULAMENTO DE LIQUIDAÇÃO E COBRANÇA DE TAXAS MUNICIPAIS. MUNICÍPIO DE VINHAIS Câmara Municipal ANEXO I TABELA DE TAXAS

REGULAMENTO DE LIQUIDAÇÃO E COBRANÇA DE TAXAS MUNICIPAIS. MUNICÍPIO DE VINHAIS Câmara Municipal ANEXO I TABELA DE TAXAS REGULAMENTO DE LIQUIDAÇÃO E COBRANÇA DE TAXAS MUNICIPAIS ANEXO I TABELA DE TAXAS ANEXO II - FUNDAMENTAÇÃO ECONÓMICO-FINANCEIRA RELATIVA AO VALOR DAS TAXAS (Em conformidade com a alínea c) do n.º 2 do artigo

Leia mais

REGULAMENTO DE LIQUIDAÇÃO E COBRANÇA DE TAXAS MUNICIPAIS. MUNICÍPIO DE MESÃO FRIO Câmara Municipal ANEXO I TABELA DE TAXAS

REGULAMENTO DE LIQUIDAÇÃO E COBRANÇA DE TAXAS MUNICIPAIS. MUNICÍPIO DE MESÃO FRIO Câmara Municipal ANEXO I TABELA DE TAXAS REGULAMENTO DE LIQUIDAÇÃO E COBRANÇA DE TAXAS MUNICIPAIS ANEXO I TABELA DE TAXAS ANEXO II - FUNDAMENTAÇÃO ECONÓMICO-FINANCEIRA RELATIVA AO VALOR DAS TAXAS (Em conformidade com a alínea c) do n.º 2 do artigo

Leia mais

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: alínea c) no n.º 1 do artigo 18.º. Assunto:

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: alínea c) no n.º 1 do artigo 18.º. Assunto: FICHA DOUTRINÁRIA Diploma: Artigo: Assunto: CIVA alínea c) no n.º 1 do artigo 18.º Exclusão da aplicação ao "Contrato de Gestão Discricionária de Valores Mobiliários" da alínea e) do n.º 27 do artigo 9.º

Leia mais

Entidade Visada: ANACOM Autoridade Nacional de Comunicações; PT Comunicações, S.A.; EDP Distribuição de Energia, S.A.

Entidade Visada: ANACOM Autoridade Nacional de Comunicações; PT Comunicações, S.A.; EDP Distribuição de Energia, S.A. Processo: R-36/04 Entidade Visada: ANACOM Autoridade Nacional de Comunicações; PT Comunicações, S.A.; EDP Distribuição de Energia, S.A. Assunto: Ordenamento do território servidões administrativas propriedade

Leia mais

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA Artigo: 9º; 18º.

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA Artigo: 9º; 18º. Diploma: CIVA Artigo: 9º; 18º. FICHA DOUTRINÁRIA Assunto: Isenções Taxas Direito à dedução - Complexo Desportivo de Município Piscinas municipais, aulas de hidroginástica e de ginástica diversas; prática

Leia mais

REGULAMENTO E TABELA GERAL DE TAXAS FREGUESIA DE TRAVANCA DE LAGOS CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS. Artigo 1.º Objecto. Artigo 2.

REGULAMENTO E TABELA GERAL DE TAXAS FREGUESIA DE TRAVANCA DE LAGOS CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS. Artigo 1.º Objecto. Artigo 2. REGULAMENTO E TABELA GERAL DE TAXAS FREGUESIA DE TRAVANCA DE LAGOS Em conformidade com o disposto nas alíneas d) e j) do n.º 2 do artigo 17.º, conjugada com a alínea b) do n.º 5 do artigo 34.º da Lei das

Leia mais

PROCESSO DE OPERAÇÃO Nº TF-00001 REV 01 PORTO DO AÇU FOLHA: 1 DE 5

PROCESSO DE OPERAÇÃO Nº TF-00001 REV 01 PORTO DO AÇU FOLHA: 1 DE 5 PROCESSO DE OPERAÇÃO Nº TF-00001 REV 01 SET-15 PORTO DO AÇU FOLHA: 1 DE 5 ÁREA: OPERAÇÃO GERAL TARIFAS PORTUÁRIAS DO AÇU - TERMINAL 2 (T2) ÍNDICE DE REVISÕES REV DESCRIÇÃO E/OU FOLHAS ATINGIDAS 01 INCLUÍDA

Leia mais

RECOMENDAÇÃO n.º 7/A/2007 [artigo 20.º, n.º 1, alínea a), da Lei n.º 9/91, de 9 de Abril] I INTRODUÇÃO

RECOMENDAÇÃO n.º 7/A/2007 [artigo 20.º, n.º 1, alínea a), da Lei n.º 9/91, de 9 de Abril] I INTRODUÇÃO Número: 7/A/2007 Data: 30.07.2007 Entidade visada: Presidente do Conselho de Administração dos Serviços Municipalizados de Ponta Delgada. Assunto: Taxas e tarifas. Carácter bilateral. Tarifa de disponibilidade

Leia mais

EVOLUÇÃO DO TRANSPORTE MARÍTIMO E O SEU IMPACTO NA INFRA-ESTRUTURA PORTUÁRIA EXECUÇÃO 2013

EVOLUÇÃO DO TRANSPORTE MARÍTIMO E O SEU IMPACTO NA INFRA-ESTRUTURA PORTUÁRIA EXECUÇÃO 2013 1 2 3 EVOLUÇÃO DO TRANSPORTE MARÍTIMO E O SEU IMPACTO NA INFRA-ESTRUTURA PORTUÁRIA EXECUÇÃO 2013 4 5 EVOLUÇÃO DO TRANSPORTE MARÍTIMO O COMÉRCIO INDUZ A OPERAÇÃO DE TRANSPORTE Cabe ao Transporte Marítimo

Leia mais

Regulamento de ocupação e utilização de vias públicas por motivo de obras. Artº 1º Do licenciamento

Regulamento de ocupação e utilização de vias públicas por motivo de obras. Artº 1º Do licenciamento Regulamento de ocupação e utilização de vias públicas por motivo de obras Artº 1º Do licenciamento 1. A ocupação ou utilização de vias ou locais públicos com quaisquer materiais, objectos, equipamentos

Leia mais

Sumário. Princípio da autonomia financeira. Regime de financiamento das autarquias locais e Desenvolvimento económico local

Sumário. Princípio da autonomia financeira. Regime de financiamento das autarquias locais e Desenvolvimento económico local Sumário Regime de financiamento das autarquias locais e Desenvolvimento económico local Regime financeiro das A.L. Autonomia financeira Principio Conceito Receitas municipais principais fontes Taxas municipais

Leia mais

REGULAMENTO E TABELA DE TAXAS E LICENÇAS

REGULAMENTO E TABELA DE TAXAS E LICENÇAS REGULAMENTO E TABELA DE TAXAS E LICENÇAS PREÂMBULO A Lei nº 53-E/2006, de 29 de Dezembro, aprovou o regime das taxas das Autarquias Locais e determina que o regulamento de taxas tem obrigatoriamente que

Leia mais

TARIFA PORTUÁRIA DO PORTO DE ILHÉUS

TARIFA PORTUÁRIA DO PORTO DE ILHÉUS SECRETARIA DE PORTOS DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA TARIFA PORTUÁRIA DO PORTO DE ILHÉUS TAXAS, PREÇOS, FRANQUIAS E OBSERVAÇÕES Resolução nº 4.093 ANTAQ, de 07/05/2015 Vigência: 15/05/2015 TABELA I - UTILIZAÇÃO

Leia mais

Mercados. informação regulamentar. São Tomé e Príncipe Condições Legais de Acesso ao Mercado

Mercados. informação regulamentar. São Tomé e Príncipe Condições Legais de Acesso ao Mercado Mercados informação regulamentar São Tomé e Príncipe Condições Legais de Acesso ao Mercado Abril 2010 Índice 1. Regime Geral de Importação 3 2. Regime de Investimento Estrangeiro 3 3. Quadro Legal 6 2

Leia mais

INFORMAÇÃO PRI NCI PAL LE GISL AÇÃO D O PE RÍ ODO

INFORMAÇÃO PRI NCI PAL LE GISL AÇÃO D O PE RÍ ODO INFORMAÇÃO N.º 56 P E R Í O D O DE 23 A 30 D E D E Z E M B R O DE 2011 PRI NCI PAL LE GISL AÇÃO D O PE RÍ ODO Dec. Lei n.º 119/2011, de 26 de Dezembro Estabelece com carácter permanente o limite legal

Leia mais

MAR - Registo Internacional de Navios da Madeira

MAR - Registo Internacional de Navios da Madeira MAR - Registo Internacional de Navios da Madeira MAR: Registo Internacional de Navios da Madeira S.D.M. - Sociedade de Desenvolvimento da Madeira, S.A. Rua da Mouraria, n.º 9-1.º P. O. Box 4164, 9001-801

Leia mais

NEWSLETTER I FISCAL. NEWSLETTER FISCAL I Março, 2014. I Legislação Nacional 2. II Instruções Administrativas 3. III Jurisprudência Europeia 5

NEWSLETTER I FISCAL. NEWSLETTER FISCAL I Março, 2014. I Legislação Nacional 2. II Instruções Administrativas 3. III Jurisprudência Europeia 5 NEWSLETTER I FISCAL NEWSLETTER FISCAL I Março, 2014 I Legislação Nacional 2 II Instruções Administrativas 3 III Jurisprudência Europeia 5 IV Jurisprudência Nacional 7 V Outras informações 8 NEWSLETTER

Leia mais

CONSTITUIÇÃO DE 1988

CONSTITUIÇÃO DE 1988 CONSTITUIÇÃO DE 1988 Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade,

Leia mais

A REGULAÇÃO PETROLÍFERA EM ANGOLA E O PROCESSO DE LICITAÇÃO E CONTRATAÇÃO 30/05/12

A REGULAÇÃO PETROLÍFERA EM ANGOLA E O PROCESSO DE LICITAÇÃO E CONTRATAÇÃO 30/05/12 A REGULAÇÃO PETROLÍFERA EM ANGOLA E O PROCESSO DE LICITAÇÃO E CONTRATAÇÃO 30/05/12 AGENDA 2 I. CONSIDERAÇÕES GERAIS II. PRINCIPAIS INSTRUMENTOS LEGAIS E CONTRATUAIS III. REGULAÇÃO DO SECTOR PETROLÍFERO

Leia mais

Análise de sustentabilidade da empresa nos domínios económico, social e ambiental

Análise de sustentabilidade da empresa nos domínios económico, social e ambiental Análise de sustentabilidade da empresa nos domínios económico, social e ambiental Estratégias adoptadas As estratégias adoptadas e o desempenho da APFF nos três domínios da sustentabilidade encontram-se

Leia mais

1.2. A segurança social e a Constituição Portuguesa de 1976

1.2. A segurança social e a Constituição Portuguesa de 1976 AS CONTRIBUIÇÕES PARA A SEGURANÇA SOCIAL: Ainda uma visão dicotômica dos tributos? Sumário desenvolvido por Daniela Camarço do Lago Veloso 1. A SEGURANÇA SOCIAL EM PORTUGAL 1.1. Noção de segurança social

Leia mais

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: 6º. Assunto:

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: 6º. Assunto: FICHA DOUTRINÁRIA Diploma: Artigo: Assunto: CIVA 6º. Localização de Serviços - Locação financeira e aluguer de longa duração - Meios de transporte. Processo: nº 1156, despacho do SDG dos Impostos, substituto

Leia mais

DECISÃO DE NÃO OPOSIÇÃO DO CONSELHO DA AUTORIDADE DA CONCORRÊNCIA Ccent. 10/2006 MOTA-ENGIL/SADOPORT

DECISÃO DE NÃO OPOSIÇÃO DO CONSELHO DA AUTORIDADE DA CONCORRÊNCIA Ccent. 10/2006 MOTA-ENGIL/SADOPORT DECISÃO DE NÃO OPOSIÇÃO DO CONSELHO DA AUTORIDADE DA CONCORRÊNCIA Ccent. 10/2006 MOTA-ENGIL/SADOPORT I INTRODUÇÃO 1. Em 01 de Março de 2006, a Autoridade da Concorrência recebeu uma notificação relativa

Leia mais

Por tonelada líquida de registro (TLR) de embarcação destinada ao transporte de passageiros, turismo e recreio, na área do Porto Organizado

Por tonelada líquida de registro (TLR) de embarcação destinada ao transporte de passageiros, turismo e recreio, na área do Porto Organizado Tabela I Utilização da Infraestrutura de Acesso Aquaviário (Taxas devidas pelo armador ou agente) No. Espécie Incidência Valor() 1. Carregamento, descarga ou baldeação, por tonelada ou fração 3,73 2. Carregamento,

Leia mais

FREGUESIA DE PORTO JUDEU Pessoa Colectiva N.º 512 042 926 JUNTA DE FREGUESIA Regulamento das taxas da Freguesia do Porto Judeu 1de 15 págs

FREGUESIA DE PORTO JUDEU Pessoa Colectiva N.º 512 042 926 JUNTA DE FREGUESIA Regulamento das taxas da Freguesia do Porto Judeu 1de 15 págs Regulamento das taxas da Freguesia do Porto Judeu 1de 15 págs PREÂMBULO A Lei nº 53-E/2006, de 29 de Dezembro, aprovou o regime das taxas das Autarquias Locais e determina que o regulamento de taxas tem

Leia mais

TARIFA DO PORTO DE SUAPE

TARIFA DO PORTO DE SUAPE SUAPE COMPLEXO INDUSTRIAL PORTUÁRIO TARIFA DO PORTO DE SUAPE Homologada pela RESOLUÇÃO Nº 4.091, DE 7 DE MAIO DE 2015 (D.O.U. de 08.05.15) TABELA 1 UTILIZAÇÃO DA INFRAESTRUTURA MARÍTIMA (Taxas devidas

Leia mais

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: 9º. Assunto:

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: 9º. Assunto: FICHA DOUTRINÁRIA Diploma: Artigo: Assunto: CIVA 9º. Isenções - Prestações de Serviços Médicos Refacturação Redébito - Localização de operações. Processo: nº 1163, por despacho de 2010-11-02, do SDG do

Leia mais

PORTUGAL - SISTEMA FISCAL SOBRE O PATRIMÓNIO IMOBILIÁRIO

PORTUGAL - SISTEMA FISCAL SOBRE O PATRIMÓNIO IMOBILIÁRIO PORTUGAL - SISTEMA FISCAL SOBRE O PATRIMÓNIO IMOBILIÁRIO 1 OS IMPOSTOS SOBRE O PATRIMÓNIO - IMPOSTO MUNICIPAL SOBRE IMÓVEIS (IMI) - O IMI é um imposto que incide sobre o valor patrimonial tributário dos

Leia mais

circular ifdr Noção de Organismo de Direito Público para efeitos do cálculo de despesa pública SÍNTESE: ÍNDICE

circular ifdr Noção de Organismo de Direito Público para efeitos do cálculo de despesa pública SÍNTESE: ÍNDICE N.º 01/2008 Data: 2008/07/16 Noção de Organismo de Direito Público para efeitos do cálculo de despesa pública Elaborada por: Núcleo de Apoio Jurídico e Contencioso e Unidade de Certificação SÍNTESE: A

Leia mais

Princípios de Bom Governo

Princípios de Bom Governo Princípios de Bom Governo Regulamentos internos e externos a que a empresa está sujeita Sendo a STCP uma sociedade anónima, rege-se pelo previsto nos seus estatutos, aprovados pelo Decreto-Lei 202/94,

Leia mais

ANEXO PE, EXERCÍCIO ECONÓMICO DE 2010

ANEXO PE, EXERCÍCIO ECONÓMICO DE 2010 ANEXO PE, EXERCÍCIO ECONÓMICO DE 2010 1 Identificação da entidade 1.1 Designação da entidade APOTEC Associação Portuguesa de Técnicos de Contabilidade 1.2 Sede Rua Rodrigues Sampaio, 50-3º-Esq. 1169-029

Leia mais

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: alínea c) do n.º 1 do artigo 18.º. Assunto:

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: alínea c) do n.º 1 do artigo 18.º. Assunto: FICHA DOUTRINÁRIA Diploma: Artigo: Assunto: CIVA alínea c) do n.º 1 do artigo 18.º Operações imobiliárias - Aplicação do modelo contratual de "Office Centre" Processo: nº 3778, despacho do SDG dos Impostos,

Leia mais

Assembleia Popular Nacional

Assembleia Popular Nacional REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE Assembleia Popular Nacional Lei 2-81 Aprova e põe em vigor o OGE para o ano económico de 1981 A Assembleia Popular Nacional, no uso da competência que lhe é

Leia mais

As Receitas Tributárias das Autarquias Locais os Impostos, em particular

As Receitas Tributárias das Autarquias Locais os Impostos, em particular As Receitas Tributárias das Autarquias Locais os Impostos, em particular 0 Razão de ordem O presente texto destina-se a servir de suporte a intervenção nas Jornadas Autárquicas promovidas pelo Bloco de

Leia mais

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: 18º. Assunto:

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: 18º. Assunto: FICHA DOUTRINÁRIA Diploma: Artigo: Assunto: CIVA 18º Prestação de Serviços de telemarketing Processo: nº 3109, despacho do SDG dos Impostos, substituto legal do Director - Geral, em 2012-05-18. Conteúdo:

Leia mais

REGULAMENTO DE EXPLORAÇÃO DOS PORTOS SOB JURISDIÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO DOS PORTOS DAS ILHAS DE SÃO MIGUEL E SANTA MARIA, S.A.

REGULAMENTO DE EXPLORAÇÃO DOS PORTOS SOB JURISDIÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO DOS PORTOS DAS ILHAS DE SÃO MIGUEL E SANTA MARIA, S.A. REGULAMENTO DE EXPLORAÇÃO DOS PORTOS SOB JURISDIÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO DOS PORTOS DAS ILHAS DE SÃO MIGUEL E SANTA MARIA, S.A. ÍNDICE CAPÍTULO I - DISPOSIÇÕES GERAIS SECÇÃO I- Aplicação do Regulamento de

Leia mais

VATWorld - Consultores Fiscais, S.A. Av. António Augusto de Aguiar, 130. 5º 1050-020 Lisboa. Portugal T. (+351) 213 104 040 F. (+351) 213 104 045 portugal@vatcompany.com vatcompany.com ESPECIALISTAS EM

Leia mais

Políticas de Financiamento do Sistema Desportivo

Políticas de Financiamento do Sistema Desportivo Políticas de Financiamento do Sistema Desportivo Setúbal, 28 de Introdução No âmbito das relações com o sistema desportivo, a partilha de competências entre o Estado e o movimento associativo deverá sempre

Leia mais

ESTRADAS E INFRAESTRUTURAS DE SERVIÇOS INFRA-ESTRUTURAS NO DOMÍNIO PÚBLICO RODOVIÁRIO

ESTRADAS E INFRAESTRUTURAS DE SERVIÇOS INFRA-ESTRUTURAS NO DOMÍNIO PÚBLICO RODOVIÁRIO ESTRADAS E INFRAESTRUTURAS DE SERVIÇOS ENQUADRAMENTO Enquadramento A utilização do domínio público rodoviário por serviços de utilidade pública tem acompanhado a evolução de uma sociedade em desenvolvimento

Leia mais

R-47/06 (A4) Dos elementos disponíveis, destacam-se os seguintes aspectos:

R-47/06 (A4) Dos elementos disponíveis, destacam-se os seguintes aspectos: R-47/06 (A4) Assunto: Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública. Regimes especiais de aposentação. Exercício do direito à negociação colectiva e do direito de participação dos trabalhadores da

Leia mais

Diário da República, 2.ª série N.º 109 6 de Junho de 2008 25325

Diário da República, 2.ª série N.º 109 6 de Junho de 2008 25325 Diário da República, 2.ª série N.º 109 6 de Junho de 2008 25325 Deliberação n.º 1575/2008 Nos termos do disposto na alínea c) do n.º 1 do artigo 13.º dos Estatutos do Instituto Portuário e dos Transportes

Leia mais

TATIANA SERRÃO ASSOCIADA FBL ADVOGADOS ANGOLA

TATIANA SERRÃO ASSOCIADA FBL ADVOGADOS ANGOLA TATIANA SERRÃO ASSOCIADA FBL ADVOGADOS ANGOLA 3 a 5 de Julho de 2012 Hotel EPIC Sana Luanda Angola MÓDULO I - ENQUADRAMENTO LEGAL, ÚLTIMOS DESENVOLVIMENTOS E TENDÊNCIAS FUTURAS: REFORMA FISCAL Índice 1.

Leia mais

Licenciamento de instalações de armazenamento de GPL GUIA DE PROCEDIMENTOS

Licenciamento de instalações de armazenamento de GPL GUIA DE PROCEDIMENTOS Licenciamento de instalações de armazenamento de GPL GUIA DE PROCEDIMENTOS (de acordo com Decreto-Lei nº217/2012 e Portarias nº 1188/2003 e nº 1515/2007) Introdução Por força do Programa de Simplificação

Leia mais

RITI - Regime do Iva nas Transações Intracomunitárias

RITI - Regime do Iva nas Transações Intracomunitárias RITI - Regime do Iva nas Transações Intracomunitárias CAPÍTULO I - INCIDÊNCIA ARTIGO 1º - Incidência objectiva INCIDÊNCIA - RITI Estão sujeitas a imposto sobre o valor acrescentado (IVA): a) As aquisições

Leia mais

As autarquias locais devem dispor de recursos financeiros adequados ao exercício das suas atribuições.

As autarquias locais devem dispor de recursos financeiros adequados ao exercício das suas atribuições. 12. FINANÇAS LOCAIS 12.1 A LEI DAS FINANÇAS LOCAIS O regime financeiro das freguesias está previsto na Lei n.º 2/2007, de 15 de Janeiro Lei das Finanças Locais (LFL). Este regime, cuja primeira lei data

Leia mais

Resoluções e Normativas Federais. GTT - Náutico

Resoluções e Normativas Federais. GTT - Náutico Resoluções e Normativas Federais GTT - Náutico Ministério da Fazenda Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) -Decreto nº 6.759, de 5 de fevereiro de 2009. Regulamento Aduaneiro (art. 26 ao 30; art.

Leia mais

INVESTIMENTO PRIVADO AGOSTO 2011

INVESTIMENTO PRIVADO AGOSTO 2011 AGOSTO 2011 O Papel da Iniciativa Privada tem sido crescente Reconhece-se que isso tem contribuído para que os transportes cumpram melhor os objectivos essenciais a que se destinam. Considera-se como objectivo

Leia mais

TARIFA PORTUÁRIA DOS PORTOS DE SALVADOR E ARATU-CANDEIAS

TARIFA PORTUÁRIA DOS PORTOS DE SALVADOR E ARATU-CANDEIAS SECRETARIA DE PORTOS DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA TARIFA PORTUÁRIA DOS PORTOS DE SALVADOR E ARATU-CANDEIAS TAXAS, PREÇOS, FRANQUIAS E OBSERVAÇÕES Resolução Nº 4.093 ANTAQ 07/05/2015 Vigência 15/05/2015

Leia mais

Fiscalidade de Seguros

Fiscalidade de Seguros Fiscalidade de Seguros Fiscalidade de Seguros (aplicável a partir de 01 de Janeiro de 2015) O presente documento tem natureza meramente informativa, de carácter necessariamente geral, e não constitui nem

Leia mais

Sistema de qualificação Sectores especiais

Sistema de qualificação Sectores especiais União Europeia Publicação no suplemento do Jornal Oficial da União Europeia 2, rue Mercier, 2985 Luxembourg, Luxemburgo +352 29 29 42 670 ojs@publications.europa.eu Informação e formulários em linha: http://simap.europa.eu

Leia mais

DOCUMENTAÇÃO. Acção de Formação Fiscalidade

DOCUMENTAÇÃO. Acção de Formação Fiscalidade DOCUMENTAÇÃO Acção de Formação Fiscalidade Painel Fiscalidade ENQUADRAMENTO FISCAL IRS IVA EBF IRC INCIDÊNCIA BASE DO IMPOSTO RENDIMENTOS ISENTOS DETERMINAÇÃO DA MATÉRIA COLECTÁVEL DETERMINAÇÃO DO RENDIMENTO

Leia mais

REGULAMENTO DE COMPENSAÇÕES POR NÃO CEDÊNCIA DE TERRENOS PARA EQUIPAMENTOS E ESPAÇOS VERDES PÚBLICOS DECORRENTE DA APROVAÇÃO DE OPERAÇÕES URBANÍSTICAS

REGULAMENTO DE COMPENSAÇÕES POR NÃO CEDÊNCIA DE TERRENOS PARA EQUIPAMENTOS E ESPAÇOS VERDES PÚBLICOS DECORRENTE DA APROVAÇÃO DE OPERAÇÕES URBANÍSTICAS REGULAMENTO DE COMPENSAÇÕES POR NÃO CEDÊNCIA DE TERRENOS PARA EQUIPAMENTOS E ESPAÇOS VERDES PÚBLICOS DECORRENTE DA APROVAÇÃO DE OPERAÇÕES URBANÍSTICAS 1. O Regulamento referente à compensação pela não

Leia mais

FICHA DOUTRINÁRIA. nº 29 do artº 9º; Verba 2.17 da Lista I, anexa ao CIVA, alínea a) do nº 1 do artº 18º do mesmo Código.

FICHA DOUTRINÁRIA. nº 29 do artº 9º; Verba 2.17 da Lista I, anexa ao CIVA, alínea a) do nº 1 do artº 18º do mesmo Código. FICHA DOUTRINÁRIA Diploma: Artigo: Assunto: CIVA nº 29 do artº 9º; Verba 2.17 da Lista I, anexa ao CIVA, alínea a) do nº 1 do artº 18º do mesmo Código. Locação de Imóveis - Alojamento local temporário

Leia mais

PASSAPORTE PARA ANGOLA

PASSAPORTE PARA ANGOLA PASSAPORTE PARA ANGOLA Samuel Fernandes de Almeida 17 e 18 de Fevereiro REGRAS GERAIS DE IMPOSTO INDUSTRIAL Incidência subjectiva Empresas com sede ou direcção efectiva em Angola e empresas com sede e

Leia mais

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: al.g) do n.º 27.º do art. 9.º. Assunto:

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: al.g) do n.º 27.º do art. 9.º. Assunto: FICHA DOUTRINÁRIA Diploma: Artigo: Assunto: CIVA al.g) do n.º 27.º do art. 9.º. Enquadramento - Prestação de serviços de gestão administrativa e actuariais, realizadas a Sociedades Gestoras de Fundos de

Leia mais

Reforma da Fiscalidade Ambiental Principais medidas

Reforma da Fiscalidade Ambiental Principais medidas N.º 02 09 de Janeiro 2015 Reforma da Fiscalidade Ambiental Principais medidas No quadro de uma reforma da fiscalidade ambiental, foi publicada, em 31 de Dezembro, para vigorar já em 2015, uma lei que procede

Leia mais

NORMAS ESPECIFICAS ÍNDICE

NORMAS ESPECIFICAS ÍNDICE MARB REGULAMENTO INTERNO DO MERCADO ABASTECEDOR DA REGIÃO DE BRAGA, S.A. NORMAS ESPECÍFICAS ÍNDICE NE 01: DIAS E HORÁRIOS (ART.9º DO REGULAMENTO GERAL)... 3 NE 02: ACESSO DE VEÍCULOS AO MERCADO (ART.11º

Leia mais

Tendo em conta objectivos de sistematização dos relatórios de controlo interno, em base individual e consolidada;

Tendo em conta objectivos de sistematização dos relatórios de controlo interno, em base individual e consolidada; Avisos do Banco de Portugal Aviso nº 3/2006 Considerando que todas as instituições de crédito e sociedades financeiras, bem como os grupos financeiros, devem possuir um sistema de controlo interno adaptado

Leia mais

ABRIL 2012. Reforma Fiscal Angolana. Decreto Legislativo Presidencial n.º 5/11 Revisão ao Código do Imposto sobre a Aplicação de Capitais

ABRIL 2012. Reforma Fiscal Angolana. Decreto Legislativo Presidencial n.º 5/11 Revisão ao Código do Imposto sobre a Aplicação de Capitais 1 /5 Reforma Fiscal Angolana Foram publicados no início de Março, como suplemento ao Diário da República datado de dia 30 de Dezembro de 2011, os Decretos Legislativos Presidenciais n.º 5/11, n.º 6/11

Leia mais

CAPÍTULO I DO OBJETO CAPÍTULO II DISPOSIÇÕES GERAIS. Art. 2º Para os efeitos desta Norma, considera-se:

CAPÍTULO I DO OBJETO CAPÍTULO II DISPOSIÇÕES GERAIS. Art. 2º Para os efeitos desta Norma, considera-se: ANEXO DA RESOLUÇÃO Nº 858-ANTAQ, DE 23 DE AGOSTO 2007. NORMA SOBRE A FISCALIZAÇÃO DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS PELA ADMINISTRAÇÃO PORTUÁRIA NA EXPLORAÇÃO DE PORTOS PÚBLICOS. (Alterada pela Resolução nº

Leia mais

Assunto: Reforma da tributação do património. Avaliação geral de prédios urbanos. Portaria n.º 106/2012, de 18 de abril

Assunto: Reforma da tributação do património. Avaliação geral de prédios urbanos. Portaria n.º 106/2012, de 18 de abril Exm.º Senhor Presidente do Conselho Directivo da Associação Nacional de Municípios Portugueses Av. Marnoco e Sousa, 52 3004-511 COIMBRA Vossa Ref.ª Vossa Comunicação Nossa Ref.ª Proc. R - 2550/12 (A6)

Leia mais

REGULAMENTO DE ATRIBUIÇÃO DE APOIOS ÀS COLECTIVIDADES DE CARÁCTER RECREATIVO, CULTURAL, RELIGIOSO E SOCIAL DO CONCELHO DE NORDESTE PREÂMBULO

REGULAMENTO DE ATRIBUIÇÃO DE APOIOS ÀS COLECTIVIDADES DE CARÁCTER RECREATIVO, CULTURAL, RELIGIOSO E SOCIAL DO CONCELHO DE NORDESTE PREÂMBULO REGULAMENTO DE ATRIBUIÇÃO DE APOIOS ÀS COLECTIVIDADES DE CARÁCTER RECREATIVO, CULTURAL, RELIGIOSO E SOCIAL DO CONCELHO DE NORDESTE PREÂMBULO Na sociedade cada vez mais se estabelecem parcerias e recorre-se

Leia mais

RENDIMENTOS DA CATEGORIA B REGIME SIMPLIFICADO / ACTO ISOLADO. Regime Simplificado de Tributação. Profissionais, Comerciais e Industriais

RENDIMENTOS DA CATEGORIA B REGIME SIMPLIFICADO / ACTO ISOLADO. Regime Simplificado de Tributação. Profissionais, Comerciais e Industriais MODELO EM VIGOR A PARTIR DE JANEIRO DE 2008 3 A MINISTÉRIO DAS FINANÇAS DIRECÇÃO-GERAL DOS IMPOSTOS DECLARAÇÃO DE RENDIMENTOS - IRS IDENTIFICAÇÃO DO(S) SUJEITO(S) PASSIVO(S) Sujeito passivo A NIF 06 Sujeito

Leia mais

Circular 2/2004, de 20 de Janeiro, da DSIRC

Circular 2/2004, de 20 de Janeiro, da DSIRC Circular 2/2004, de 20 de Janeiro, da DSIRC Tratamento Fiscal de Donativos Razão das instruções A Circular nº 12/2002, de 19 de Abril, veio esclarecer dúvidas relativas ao enquadramento jurídico-tributário

Leia mais