UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ SETOR DE CIÊNCIAS HUMANAS, LETRAS E ARTES DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA MÁRCIO EDIMIR GONÇALVES CURITIBA

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1 UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ SETOR DE CIÊNCIAS HUMANAS, LETRAS E ARTES DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA MÁRCIO EDIMIR GONÇALVES LIBERAIS SIM, MAS SOBRETUDO REPUBLICANOS: A IDEOLOGIA DOS FARRAPOS ATRAVÉS DO PERIÓDICO O POVO. CURITIBA

2 LIBERAIS SIM, MAS SOBRETUDO REPUBLICANOS: A IDEOLOGIA DOS FARRAPOS ATRAVÉS DO PERIÓDICO O POVO. 2

3 MÁRCIO EDIMIR GONÇALVES LIBERAIS SIM, MAS SOBRETUDO REPUBLICANOS: A IDEOLOGIA DOS FARRAPOS ATRAVÉS DO PERIÓDICO O POVO. Monografia apresentado à disciplina Estágio Supervisionado em Pesquisa Histórica HH067. Orientador: Professor Doutor Renato Lopez Leite CURITIBA

4 INDÍCE INDÍCE RESUMO INTRODUÇÃO METODOLOGIA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA AMBIENTE INTELECTUAL NO PRIMEIRO REINADO E REGÊNCIA IDEOLOGIA FARROUPILHA LIBERALISMO REPUBLICANISMO ESTUDO DE CASO: O POVO CONCLUSÕES BIBLIOGRAFIA... 48

5 1 RESUMO O objetivo deste trabalho 1 é analisar e identificar a ideologia dos líderes da República Rio-Grandense durante a Guerra dos Farrapos através de uma análise comparativa entre a historiografia existente sobre o tema e uma fonte primária - no caso, 160 edições de seu periódico oficial, O Povo. Enquadrando-se em um plano geral de História das Idéias e usando como norte metodológico a História dos Conceitos, o trabalho se foca nos conceitos relacionados à ideologia farroupilha, tentando compreendê-los em seu contexto temporal de então. Primeiro se realizou uma profunda revisão bibliográfica, cobrindo tanto obras específicas sobre a Guerra dos Farrapos quanto obras ligadas à história geral do Brasil. Também se analisou a historiografia referente ao liberalismo e republicanismo no contexto do Brasil Imperial, tentando compreender o significo de cada um desses conceitos no período. Posteriormente foi feito um estudo de caso com as fontes primárias, comparando-as com a revisão bibliográfica. Cada uma das edições foi analisada individualmente, procurando identificar fatos, conceitos e discursos ligados a ideologias que a historiografia aponta como próprias dos farrapos, tais como liberalismo, republicanismo, democratismo, etc... 1 Esta monografia é uma versão revisada e ampliada do relatório resultante da bolsa de pesquisa PIBIC/CNPq no período 2006/2007. Tal relatório intitula A evolução do discurso e ideário político dos farroupilhas através da análise dos periódicos O Continentino e O Povo., tendo sido apresentado no 15º Evinci, recebendo o primeiro lugar em seu setor. 5

6 2 INTRODUÇÃO No dia 11 de setembro de 1836, após uma inesperada vitória militar em Seival, o general farroupilha Antônio de Souza Neto proclamou a separação da Província de São Pedro do Rio Grande do Sul do Império do Brasil e a fundação da República Rio- Grandense. Este foi um momento de virada na história dos revoltosos sulistas, pois marca a transformação definitiva de um movimento de protesto (ainda que com caráter militar) iniciado em 20 de setembro de 1835 (com a deposição, pelas mãos dos farrapos, de Antonio Braga da presidência do Rio Grande), para uma Nação independente e agora em guerra com a nação da qual fizera parte anteriormente. Se antes os farrapos lutavam por reinvindicações políticas dentro do sistema político do Brasil Império, agora eles lutavam pela afirmação e manutenção de sua independência. Uma mudança e tanto, que levou um número significativo de estudiosos a se debruçarem sobre o tema, bastante complexo, de como uma revolução que se iniciou com reinvindicações político-administrativas (em especial a questão de descentralização do governo) desbocou para um movimento republicano posição aparentemente contraditória, se considerarmos a posição declaradamente monarquista de várias de suas lideranças 2. Uma parte da historiografia tradicional sobre o conflito costuma dar ênfase na inevitabilidade da República: dado a intransigência do Império em relação às propostas farroupilhas e sua violenta repressão ao movimento, não havia alternativa para se alcançar tais objetivos, a não ser proclamando a própria independência. Estudos recentes sobre o assunto também aceitam uma visão semelhante, ainda que de forma mais elaborada. Para Helga Piccolo, por exemplo, a proclamação da Republica Rio-Grandense foi um fim, não um meio 3, utilizado para se garantir uma forma de governo mais coerente com a retórica liberal dos lideres farrapos. Mas será que a linha que separa o monarquista constitucional reformador (uma forma possível de se classificar os farrapos inicialmente) e o republicano separatista é tão tênue assim? Ou será que outras correntes ideológicas puderam ter influência relevante no processo, paralelamente à retórica liberal? A intenção do seguinte trabalho é analisar mais a fundo estas questões, focando no discurso e ideário político 2 Esta contradição é ilusória, como veremos mais à frente. 3 PICCOLO, Helga. A Guerra dos Farrapos e a Construção do Estado Nacional. In: FREITAS, Décio et al. A Revolução Farroupilha História e Interpretação. Porto Alegre: Mercado Aberto, p

7 dos Farrapos, através de um estudo de caso, ao se comparar o conteúdo de um dos periódicos farroupilhas com a historiografia sobre o tema. Como fonte principal do estudo me vali da cópia digitalizada 4 de quase 160 números do periódico, O Povo. Publicado durante 3 anos ( ), este pequeno jornal (entre 4 a 8 páginas por edição) fora concebido como um periódico educativo e doutrinário por seus editores, porém, com o decorrer da Guerra, se tornou gradativamente o Diário Oficial do governo Rio-Grandense, intercalando suas matérias doutrinárias e filosóficas com decretos e ofícios do governo. Sendo assim, trata-se de uma fonte riquíssima tanto sobre as posições políticas quanto sobre a prática das mesmas, pelo governo Rio-Grandense. Utilizo tal periódico como um estudo de caso, comparando seu conteúdo com as diversas posições encontradas na historiografia sobre o tema. Esta monografia se divide em três partes: metodologia, revisão bibliográfica e estudo de caso. Na primeira, discorro sobre o cabedal teórico metodológico que serviu de influência e norte durante tal pesquisa, relacionada à história das idéias e história dos conceitos. Na segunda parte, faço um resumo sistemático sobre o que a historiografia diz sobre o ideário político farroupilha, me focando tanto em trabalhos especificamente focados nos farrapos, quanto aqueles de escopo mais amplo, voltados à história do Brasil Império. Também apresento elementos historiográficos sobre o Liberalismo e Republicanismo no Brasil os dois conceitos mais recorrentes na historiografia sobre o tema além de discorrer sobre a tradição republicana como algo além de uma simples forma de governo e como tal pode ser aplicada em relação à história do Brasil Império e, conseqüentemente, da Guerra dos Farrapos. 4 Feitas pelo próprio autor desta monografia, em visita ao museu Hipólito José da Costa, em Porto Alegre. 7

8 3 METODOLOGIA Foge do escopo desse trabalho fazer uma análise geral e definitiva sobre a ideologia farroupilha e suas origens para tanto seria necessária a produção de um trabalho muito mais complexo, analisando todos os periódicos publicados antes e depois da guerra, além de discursos, atas e correspondências entre os líderes do movimento. Porém, ao compararmos uma fonte primária relevante no caso, o principal periódico farroupilha com uma compreensiva revisão bibliográfica sobre o tema, podemos ter pelo menos uma visão relevante sobre o assunto de forma que seja possível sugerir novas questões e novos caminhos de pesquisa quanto a Guerra dos Farrapos através da História das Idéias, cujo cabedal metodológico nos serve de modelo. Segundo Robert Darnton, a partir dos anos 60 houve uma intensa ramificação da História Intelectual, sendo que duas grandes tendências se destacaram. Uma deles era mais voltada à história do livro e aos estudos de difusão de idéias como força atuante na história. Era uma vertente predominantemente francesa, tendo como nomes representativos historiadores de peso como Roger Chartier, Henri Jean Martin e Roche Frederic Barber. A segunda vertente era mais forte na Inglaterra, mais voltada à história do pensamento político através do análise do discurso. John Pocok e Quentin Skinner seriam alguns dos representantes de renome desta variante 5. Meu trabalho se espelha mais na metodologia utilizada por esses últimos, em específico na preocupação quanto a análise do discurso utilizado pelos farroupilhas e definição dos conceitos utilizados por estes. A história dos conceitos, por si uma ramificação deste vertente, serve como um instrumento metodológico para se compreender a terminologia política e social relevante para um certo campo de acontecimentos históricos 6. Ou como define Reinhart Koselleck em sua obra Futuro Passado: A história dos conceitos é, em primeiro lugar, um método especializado de crítica de fontes que atenta para o emprego de termos relevantes do ponto de vista social e 5 DARTON, Robert. Best-Sellers Proibidos na França Pré-Revolucionária. São Paulo: Cia das Letras, p KOSELLECK, Reinhart. Futuro Passado. Rio de Janeiro: Editora Puc-Rio. p98 8

9 político e que analisa com particular empenho expressões fundamentais de conteúdo social ou político 7 A obrigação metodológica do historiador seria então interpretar e delimitar conceitualmente os usos de linguagem de uma época específica, para então poder compreender os conflitos políticos e sociais desta era 8. Por quanto tempo permaneceu inalterado o conteúdo suposto de determinada forma lingüística, o quanto se alterou, de modo que, ao longo do tempo, também o significado do conceito tenha sido submetido a uma alteração histórica? 9 No que diz respeito à ideologia dos farrapos, isso quer dizer primeiro identificar os conceitos utilizados pelos mesmos em fontes primárias e depois, através da pesquisa historiográfica e/ou por outras fontes, identificar o que tal conceito significava naquele contexto histórico. Isto é extremamente relevante em relação à Guerra dos Farrapos, pois a historiografia sobre o tema costuma abusar na utilização de vários conceitos (liberalismo, republicanismo, etc...) sem se preocupar em definir historicamente tais conceitos, como possuíssem significados temporalmente imutáveis. É com essas considerações método lógicas em mente que fiz a revisão bibliográfica e a posterior comparação das fontes primárias com a mesma. 7 Idem. p Ibidem. p103 9 Ibidem. p105 9

10 4 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 4.1 AMBIENTE INTELECTUAL NO PRIMEIRO REINADO E REGÊNCIA Antes de partirmos para a revisão bibliográfica sobre a ideologia farroupilha em si vale a pena gastar alguns parágrafos sobre a situação peculiar do Brasil durante a regência e início do segundo reinado (período em que ocorre a Guerra dos Farrapos) no que diz respeito à história intelectual. Ao contrário da América Espanhola, que cedo possuiu universidades e tipografias próprias, a América Portuguesa até 1808 era totalmente dependente do exterior em questão cultural, devido a legislação portuguesa que proibia a instalação de tipografias na colônia. Logo, aqueles habitantes da América Portuguesa que desejavam se informar, em geral dependiam de livros importados, sendo grande parte deles proibida devido a censura oficial (ligada a Igreja) de grande número de pensadores. Tal situação fez Moacyr Flores afirmar que, devido a isso, os farrapos não desenvolveram idéias originais próprias 10. A falta de universidades na colônia teve efeitos específicos sobre a formação da elite nacional e subseqüente formação do Estado-Nação brasileiro. José Murilo de Carvalho em seu livro A Construção da Ordem desenvolve a idéia que a necessidade de se enviar os filhos para serem educados em Coimbra gerou uma certa homogeneidade entre a elite nacional, o que limitou o desenvolvimento de fortes sentimentos nativistas/provincianos no Brasil - ao contrário do que ocorrera na América Espanhola, que acabaria se dividindo em vários países devido a estes sentimentos. Essa elite nacional em um primeiro momento se identificava não com suas províncias natais, mas com a coroa portuguesa e, a partir de 1808 e principalmente a partir da crise com as Cortes de Lisboa em 1820, passaria a se identificar com o Reino do Brasil surgido em 1808 com a vinda da corte para o Rio de janeiro. Em relação à Guerra dos Farrapos, é importante frisar o fato que a província destoava do resto do país quanto a esta formação homogênea de sua elite, sendo a província que menos enviou estudantes para Coimbra 11. Murilo de Carvalho relaciona isso a constante relação problemática que a província teria com o governo central durante todo o Império. 10 FLORES, Moacyr. Modelo Político dos Farrapos. Porto Alegre: Mercado Aberto, p16 11 CARVALHO, José Murilo de. A Construção da Ordem & O Teatro das Sombras. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, p123 10

11 A partir da chegada da Corte ao Brasil, as leis contra tipografias foram revogadas, universidades fundadas e todo um aparato cultural foi transplantado da Europa para o Brasil. A abertura dos portos a nações amigas também trouxe um influxo de estrangeiros ao Brasil, e com eles novas idéias, livros e influências. Essa situação se intensificou após o fim dos conflitos armados da independência na década de 20, como afirma Roderick Barman em sua análise do período. In Brazil the coming peace brought a decline in government vigilance and allowed an influx of migrants from continental Europe. Brazilians now experienced the full impact of the intellectual culture of Europe and North America. A key element in this new situation was the inflow into the port cities of foreigners of every calling and social rank 12 A influência estrangeira não se limitava a livros estrangeiros e visitantes em portos brasileiros. Um fato pouco citado é que, assim como a armada Argentina, a Marinha Imperial era composta de britânicos e outros elementos anglo-saxões, como nos mostra Brian Vale em sua obra War betwixt Englishmen. And when Ambassador Robert Gordon complained in 1827 that the conflict between Brazil and Argentina was essentially a war betwixt Englishmen (in which definition Gordon a Scot himself included all subjects of King George whether English, Scottish or Irish), he was nor far from the truth. At that time, one-third of officers at the sea in the Brazilian Navy and over one-sixth of the seamen were british. On the opposing side two thirds of the Argentinian Navy s officers and half of its sailors were men of Anglo Saxon origin. Most were British, but the republican hue of the regime also appealed to large numbers of North Americans 13 No caso da Armada brasileira, a sua própria reformulação como uma força profissional capaz de combater os portugueses e debelar rebeliões durante a independência deve-se a um inglês, o herói das guerras napoleônicas, Lord Cochrane - que era então o Almirante em comando da armada (e mais tarde Marques do Maranhão, por D. Pedro I). Cochrane era ligado ao movimento radical que mais tarde seria responsável pela Ato de Reforma de 1832 na Inglaterra. Ele se retirou do Brasil pouco depois da independência, mas vários de seus discípulos permaneceram, como John Pascoe Grenfell, que teria importante destaque na elite Imperial posteriormente (e sendo o responsável pelo combate naval contra os farrapos durante a revolta). 12 BARMAN, Roderick J. Brazil The Forging of a Nation, Stanford: Satanford university Press, p VALE, Brian. A War Betwixt Englishmen. New York: I.B. Taurus, Preface IX 11

12 É difícil imaginar que a presença de tantos britânicos e anglo-saxões em posição de destaque não tenha causado, ainda que indiretamente, a difusão de conceitos e idéias anglo-saxãs em terras nacionais. Obviamente que isso não explica por si só nem mesmo pode ser considerado uma das principais causas para o grande peso das idéias políticas inglesas e norte-americanas no Brasil. Mas é um elemento a mais para se compreender a difusão de tais idéias. Veremos a seguir na revisão bibliográfica que o ideário político farrapo é um amálgama de influências estrangeiras adaptado à realidade local. Porém, isso não é precisa ser encarado como uma limitação do pensamento farroupilha, mas sim uma característica comum da construção do discurso político em qualquer lugar, como nos lembra José Murilo de Carvalho: Importar modelos, ou inspirar-se em exemplos externos, não era, assim, exclusividade dos republicanos brasileiros. Os próprios founding fathers americanos buscavam inspiração em idéias e instituições da Antiguidade, da Renascença, da Inglaterra e da França contemporâneas. A Revolução Francesa, por sua vez, tivera nos clássicos e no exemplo americano pontos de referência. O fenômeno de buscar modelos externos é universal CARVALHO, José Murilo de. A Formação das Almas. São Paulo: Companhia das Letras, p22. 12

13 4.2 IDEOLOGIA FARROUPILHA Passando para o tema em si deste trabalho - a ideologia dos Farrapos - as leituras foram bastante variadas, indo desde obras produzidas no fim do Império até autores mais recentes. Não me limitei a obras que tratassem apenas da Guerra dos Farrapos, mas também analisei obras de escopo mais amplo sobre o Brasil Imperial, em especial o período regencial e início do segundo reinado épocas nas quais a questão dos farrapos se constituiu um assunto de peso na política nacional. Ao analisar cada obra, me foquei nos diversos conceitos citados liberalismo, republicanismo, federalismo, democratismo, etc... assim como na origem de tais conceitos na realidade rio-grandenses e suas possíveis procedências externas norteamericanas, italianas, inglesas, platinas, etc... É importante notar que a historiografia tradicional sobre a Guerra dos Farrapos em geral se preocupa com facetas diversas da revolta, em especial as questões militares e políticas. A questão ideológica sempre esteve presente desde os primeiros trabalhos históricos (com destaque sobre a questão republicanismo/federalismo e influências estrangeiras), mas estudos focados exclusivamente nesta questão surgiram apenas no início dos anos 80. Logo, é bom estar ciente de que em grande parte das obras citadas a seguir, a questão tratada ideologia farroupilha é muitas vezes um assunto apenas tangencial em tais livros. Durante grande parte do segundo reinado, a história da Guerra dos Farrapos foi um assunto pouco tratado, quase um tabu o que era esperado, considerando o perigo que tal revolução representou para a unidade Imperial durante a regência. A situação mudou a partir da década de 1870, quando o movimento republicano brasileiro se fortaleceu e o interesse pela Farroupilha aumentou afinal, tratava-se de um experimento republicano no Brasil Império, ainda que não bem sucedido. Neste contexto, surgiu a obra de Assis Brasil, História da Republica Rio Grandense, em Tal obra pode ser enquadrada em um óbvio ambiente de propaganda republicana, sendo o livro publicado pelo clube republicano do qual Assis fazia parte, o Clube 20 de Setembro (data em comemoração ao início da Revolta, por sinal). Mesmo assim, Assis consegue ser idôneo em sua análise da Revolução, que classifica como liberal, porém sem conotação republicana em seu início. 15 BRASIL, Assis. História da República Rio-Grandense. Porto Alegre: Erus,

14 No Rio Grande, a federação era a idéia culminante dentre todas as aspirações liberais, Nada, porém, autoriza a crer que houvesse por esse tempo definidas convicções republicanas; antes o certo é que, com excepção de Zambicari e alguns outros, discípulos seus, em pequeno número, a democracia era repelida por todos os patriotas liberais 16 Assis não se aprofunda quanto às influências externas sejam diretas ou literárias dos farrapos. Porém ele cita a influência dos italianos, principalmente representados na figura de Zambecari, como fundamentais. Tal posição seria perene na historiografia do tema por pelo menos um século, até a obra de Moacyr Flores. Zambicari fez-se amar de todos os patriotas do Rio Grande, e pode ser considerado o seu verdadeiro e real diretor mental. Assim explica-se o influxo que exerciam no Rio Grande as doutrinas da Jovem Itália de Mazzini: apareciam ali através de Zambicari 17 p55-56 Assis elabora um eficiente argumento quanto a outro tema perene na historiografia: a republicanismo como última opção dos rebeldes. Ele nos cita uma interessante passagem de um discurso de Bento Gonçalves em 1843, onde o mesmo deixa claro que foram obrigados a trocar os gritos de Viva o imperador, por Viva a República! por falta de opções 18. O autor conclui que a proclamação da republica fora a única forma de manter a integridade dos ideais liberais da revolução. Os revolucionários, porém, apenas queriam a autonomia da província, sem que fosse roto o princípio da integridade da grande nação; entretanto, a incompatibilidade entre o regime dominante e esta grande aspiração evidenciou-se desde logo. A independência e a democracia, vieram fatalmente, com a única solução das idéias liberais bem entendidas 19 (p165) Passando já para o início do século 20, mais precisamente em meados da década de 1930, temos um dos momentos mais interessante da historiografia sobre a Guerra dos Farrapos, decorrente do centenário da revolução. Neste contexto, dois autores de posições divergentes se destacaram: Alfredo Varela e Souza Doca. No tocante a história das idéias sobre o tema, a discussão entre os dois é riquíssima, pois ainda que a obra de ambos tenha um escopo muito mais amplo do que a ideologia dos 16 Idem. p54 17 Ibidem. P Discurso de Bento Gonçalves, 1843 apud BRASIL, Assis. Op. Cit. p BRASIL, Assis. Op. Cit. p

15 farrapos, a polêmica surgida se deu em torno das idéias farroupilhas, em especial em respeito a diferentes definições de conceitos como republicanismo e federação. Varela escreveu cinco obras tratando o assunto, sendo a mais famosa delas a História da Grande Revolução 20, publicada em 1933, em 6 grandes volumes. Obra densa, escrita em um português bastante rebuscado e cheio de metáforas e alusões a história clássica, tal obra não é de fácil leitura, mas consiste em uma das obras mais importantes da historiografia farroupilha, dado o escopo inigualável dela. Mais do que qualquer outra, a obra de Varela tenta embarcar todos os elementos possíveis da história da revolução farroupilha, indo dos aspectos políticos e militares, até pormenores de intrigas e episódios pitorescos. No que diz respeito ao ideário farroupilha, o autor acentua o caráter liberal dos revoltosos, chamando a rebelião de movimento armado liberal 21 e Bento Gonçalves de um caudilho liberal 22. Varela não elabora sobre as características desses liberalismo farrapo, mas deixa claro que mais do que uma posição política, tal liberalismo era também um aspecto intrínseco do caráter rio grandense, devido a sua peculiar formação. Entregues a si mesmos, na quase-anarquia do Pampa semi-deserta...os povoadores da Capitania em breve atingiram condições de dignidade pessoal...reconstituindo o caráter na vida trabalhadora e autônoma...épocas estas de tropelias e escândalos, encaminhadores ao apaixonado liberalismo, de que deu provas exuberantes, depois da independência, a forte alma popular 23 Varela se foca muito mais no republicanismo dos farrapos, que seria o elemento principal da tese que move sua obra e mais tarde seria a causa da polêmica com Souza Doca. Indo contra grande parte da historiografia publicada antes e depois de sua obra - autor coloca o republicanismo como objetivo principal e inicial da revolta a maioria dos farrapos teria sido sempre republicana 24 - com a clara intenção de se fundar uma República independente. Esse republicanismo estaria ligado ao federalismo brasileiro que resultou na abdicação do Imperador em 1831, mas cuja implementação fora abortada no período seguinte. Tal republicanismo teria ressurgido mais tarde no Rio Grande do Sul e na Banda Oriental (Uruguai). Varela vai 20 VARELLA, Alfredo. História da grande Revolução. Porto Alegre:Livraria do Globo, Idem. Vol. 1. p Ibidem. Vol. 2. p7. 23 Ibidem. Vol. 1. p Ibidem. Vol. 1. p

16 ao extremo de classificar Bento Gonçalves citado como monarquista por quase toda a historiografia - como principal proponente de tal republicanismo. Nesta altura da pesquisa histórica, é afouteza responder às formuladas perguntas sobre a filiação revolucionária de Bento Gonçalves? Por certo que nenhuma temeridade há em afirmar as suas antigas ligações com os que antes de 1831 idearam uma revolução genuinamente brasileira. Não há alguma temeridade, por igual, no asseverar que pelo ano sobreseguinte, id est, em 1832, essas ligações quase interrompido se haviam. O caudilho liberal se voltava de todo para a primitiva fonte das inspirações regeneradoras da Província, buscando ele outras alianças, para libertá-la. 25 Seguindo seu raciocínio, Varela argumenta que a intenção posterior dos Farrapos de criar uma federação brasileira se deve ao fato de não terem conseguido a independência completa, nem reconhecimento de outras nações. Sendo assim, sobrava a tentativa de transformar o resto do Brasil em uma federação de republicas. Assim se explicaria a farta documentação de periódicos e discursos farroupilhas onde eles clamam pela federação com o resto das províncias brasileiras. Varela cita várias vezes a influência norte-americana nos farrapos, que teriam uma predileção pelas instituições daquele país 26. Porém, a influência maior, aquela que definiria o republicanismo rio-grandense, seria o exemplo da Federação Argentina, cuja existência servia de modelo para os revoltosos. O programa que se atribui aos farrapos e que era indiscutivelmente o de nossa áurea época, não foi instituído por eles: herdaram-no de outros, os que já eram homens fortes, criaturas pensantes, quando rebentou em Buenos Aires a luta da emancipação americana 27 Apesar da importância da obra por seu escopo (tal obra é referência quase unânime na historiografia pós 1933, por exemplo), as conclusões de Varela são bastante polêmicas e grande parte delas não encontrou eco entre os demais historiadores. Pelo contrário, a obra gerou diversas respostas e correções na historiografia subseqüente. Entre estes, Souza Doca se destacou ao divergir das principais teses de Varela. Souza Doca produziu livros sobre diversos assuntos relacionados à região platina, indo da história geral do Rio Grande do Sul., até as causas da Guerra do Paraguai. Um tema recorrente em suas obras é demonstração do caráter luso-brasileiro 25 Ibidem. Vol. 2. p7. 26 Ibidem. Vol. 1. p244 e p Ibidem. Vol. 6. p5. 16

17 da região, em contraste àqueles que dão destaque aos elementos divergentes do Rio Grande do Sul e a influência espanhola no mesmo. Seguindo a mesma linha, tal autor escreveu O Sentido brasileiro da Revolução Farroupila 28, em 1935 em resposta ao modelo de influência platina defendido por Alfredo Varela, apresentando como teoria alternativa que o principal modelo de referência dos farrapos era o norte-americano, mais especificamente no conceito de federação. O tal sentido brasileiro da revolução seria a intenção de construir uma federação de republicas no lugar do Brasil império, tal qual os EUA eram uma república de estados autônomos (vale lembrar que a Farroupilha ocorreu antes da Guerra Civil Americana e o subseqüente fortalecimento da União). Para defender sua tese, Doca se vale principalmente de comunicações da Câmara de Alegrete e de artigos do jornal O REPUBLICANO, onde podemos ler, por exemplo que: Prescindindo porém dos exemplos que nos oferece a história antiga, vemos em nossos dias comprovadas as vantagens dessa forma de governo, pela felicidade que gozam os Estados Elvéticos e os norte-americanos. 29 Em 1935, Varela publicou um novo livro, Res Avita 30, onde melhor elabora as questões sobre o republicanismo farrapo, em especial respondendo as correções e apontamentos feitos por Souza Doca. Varela critica este último, alegando que o mesmo não sabe diferenciar separatismo e federalismo da época (1835) em contraste com o significado dos termos nos dias de hoje (no caso, em 1935). Também acusa de anacronismo a posição daqueles que dizem que o Rio Grande era intrinsecamente brasileiro na época da Farroupilha. Compara isso a situação na Inglaterra, onde a Escócia é parte da Inglaterra, mas os ingleses não negam as lutas pela independência dos escoceses e esses se orgulham de tais fatos 31. O autor diz que tais criticas são resultado de um nacionalismo burro, anacronismo e falta de conhecimento histórico. "...acastelam-se em outros os dissentaneos, para teimosos resistirem aos que percebem o scenario historico, em toda a sua ampla magnificencia. Quizeram os nossos a democracia, mas nunca jamais com a quebra da unidade nacional estatuida na Carta de 28 DOCA, Emílio Fernandes de Souza. O sentido brasileiro da Revolução Farroupilha. Porto Alegre: Globo, apud FLORES, Moacyr. Op. Cit. 29 Idem. p VARELLA, Alfredo. Res Avita. Porto Alegre: Tipografia Lisboa, Idem. p

18 23 de Março, gritam a brados. Peneiro uma a uma as rasões que formulam para não capitular, e evidencio que o residuo que nos fica é da mais lamentável insignificância." 32 Já na década de 60, Wlater Spalding produziu importantes obras sobre a guerra dos Farrapos, entre elas A Epopéia Farroupilha 33. O livro de Walter Spalding, além de trazer um pequeno resumo cronológico da guerra, tem como ponto focal duas questões comuns na historiografia, como já visto: o caráter do republicanismo farrapo (inerente ou reflexo das condições da guerra) e o separatismo do movimento. Quanto a esta última questão, Spalding se posiciona enfaticamente contra tal teoria e constrói um eficiente argumento baseado principalmente nas atas dos discursos, proclamações e documentos farroupilhas antes e durante a guerra. A retórica constante de tentativa de paz com o Império porém em termos liberais e depois da independência, a preocupação em se dirigir aos brasileiros como amigos e libertadores, tudo forma uma base sólida contra a teoria de união com as repúblicas platinas. Quanto à segunda questão, Spalding também se posiciona contrário, argumentando que os farrapos eram liberais, porém não republicanos esses seriam uma minoria sem expressão. Aqui o autor não consegue elaborar um argumento tão eficiente, se focando na retórica de farrapos notoriamente monarquistas (como bento Gonçalves) sem se aprofundar mais nos elementos republicanos do Movimento. A questão sobre as origens ideológicas dos revoltosos é colocado em segundo plano. No livro de Spalding, alguns poucos capítulos ainda são gastos sobre o assunto (fala-se brevemente sobre a influência americana 34 e italiana 35 ), inclusive com uma lista das principais obras filosóficas e/ou políticas lidas por lideres farrapos. Porém, assim como Darton diz que não é possível definir as origens ideológicas da Revolução Francesa simplesmente listando os livros proibidos mais lidos e vendidos 36, também é de pouca valia tal lista no contexto dos Farrapos se a mesma não estiver acompanhada de uma análise mais ampla o que não ocorre no livro de Spalding. 32 Ibidem p SPALDING, Walter. A Epopéia Farroupilha. Rio de Janeiro: Bibliex, Idem. p Ibidem. P DARTON, Robert. Op. Cit.. p

19 Nos final dos anos 1960 e início dos anos 1970, é publicada uma das obras mais importantes da historiografia geral brasileira, a série História Geral da Civilização Brasileira 37, organizada por Sérgio Buarque de Holanda e publicada em 11 volumes, sendo 5 deles tratando-se do Brasil Imperial. Destes, o segundo é importante para nossa pesquisa, por tratar do período no qual ocorreu a Guerra dos Farrapos. Tratando-se de um livro mais focado nas questões centrais do Brasil, a princípio a obra trata da questão dos farrapos no sul em relação ao governo do Regente Feijó e como a hesitação deste para reprimir a mesma, devido a proximidades ideológicas, acabou por enfraquecer sua posição como líder 38. Considerando a época em que foi escrito, durante a o início do domínio do marxismo em nosso meio acadêmico, o livro tenta construir um meio termo entre a visão materialista-histórica, que só enxerga razões econômicas na rebelião, e a visão mais tradicional, ligada aos ideais liberais e a questão de autonomia da província contra o governo central forte. Não basta, por certo, verificar que havia pressões do Governo Central contra a economia gaúcha para explicar a Guerra dos Farrapos, que assim ficaria reduzida a mero reflexo político de tensões econômicas. Mas não se pode, por outro lado, restringir a problemática da Revolução Farroupilha às lutas entre tendências liberais e tendências conservantistas e entre as idéias federativas-republicanas e o sistema monárquico. Sem minimizar o aspecto ideológico da revolução, é certo que havia de fato a instigá-la um anseio de reformulação da política tributária 39 Partindo deste princípio, aceitando o peso econômico na mesma, mas sem relegar a ideologia a um segundo plano, o livro se volta à questão do conceito federalista inerente ao republicanismo farrapo e se o mesmo possuía uma tendência separatista ou não, A conclusão se aproxima mais à tese de Souza Doca do que a proposta por Varela. É falaciosa, portanto, a análise da Revolução Farroupilha como um movimento separatista. Ao contrário, a revolta exprimiu uma tentativa externa para reorientar nos quadros da política imperial, as relações entre o poder central e a província HOLANDA, Sérgio Buarque de. História Geral da Civilização Brasileira 2: O Brasil Monárquico, Volume 2. São Paulo: Difusão Européia do Livro, Idem. p Ibidem. p Ibidem. p

20 O republicanismo dos farrapos é mostrado como reflexo das situações sociais, que teria criado condições para uma revolta de protesto contra o governo central monárquico se transformasse em um movimento separatista. Porém, o ideal claro em todo o movimento considerando os periódicos e discursos da época seria o de Federação (como autonomia dentro de uma União), não o de separatismo. Este teria sido uma posição imposta pelas circunstâncias. Entretanto, ainda que na exasperação das questiúnculas entre as facções e na luta pela afirmação da camada dos estancieiros e exportadores no Rio Grande tenha passado, pouco a pouco, de uma reação contra o governo provincial que se identificou com um dos partidos do Império, à constituição de uma República autônoma, o ideal subjacente aos pronunciamentos de todos, porque coincide com as possibilidades concretas de desenvolvimento social do Rio Grande, era o de Federação 41 Então, no final dos anos 1970, surge a primeira obra de peso a se debruçar exclusivamente sobre a ideologia dos farrapos o livro de Moacyr Flores, O Modelo Político dos Farrapos 42 Nele, o autor passa levemente por alguns temas comuns a historiografia tradicional, mas se atém mesmo em destrinchar e desvendar as influências políticas que moldaram o pensamento político dos lideres da República Rio-Grandense. Flores ataca frontalmente algumas teorias que considera sem fundamento histórico, tal como a grande influência dos carbonários italianos na Revolução Farroupilha para o autor, a participação de italianos como Garibaldi e Rosseti fora extremamente limitada, praticamente nula em termos ideológicos e irrelevante em termos militares. O autor é enfático nesta posição, repetindo-a enumeras vezes durante a obra. Giuseppe Garibaldi, Tito Livio Zambecari e Luigi Rosseti são apontados como fautores ou ideólogos do movimento liberal que criou a Republica Rio Grandense. No entanto, a contribuição ideológica destes três personagens foi nula, por ser antagônica aos princípios liberais dos farroupilhas e suas atuações militares classificam-se como mínimas no contexto bélico da República Rio Grandense 43 Para o autor, o modelo político dos farrapos era uma colcha de retalhos formada por diversas influências externas. 41 Ibidem. p FLORES, Moacyr. Modelo Político dos Farrapos. Porto Alegre: Mercado Aberto, Idem. p

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