IMPLEMENTAÇÃO DE UM SISTEMA DE AVISOS DE REGA NOS PERÍMETROS DE REGA DO ALENTEJO

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1 Projecto AGRO nº 5 IMPLEMENTAÇÃO DE UM SISTEMA DE AVISOS DE REGA NOS PERÍMETROS DE REGA DO ALENTEJO Boletim Informativo nº1 Beja, Agosto de 2002 Nesta Edição 1- Introdução 1- INTRODUÇÃO 2- Objectivos 3- Campos Experimentais 4- Ferramentas de Trabalho 4.1 Necessidades Hídricas 4.2 Monitorização da Água do Solo e da Rega 4.3- Avaliação de Desempenho e Funcionamento dos equipamentos de Rega 4.4- Avaliação de Desempenho de Uma Estação de Bombagem 5- Sessões de demonstração 6 Entidades Participantes no Projecto. Quinta da Saúde - Apartado BEJA Telefone: Fax: No âmbito da acção 1, Medida 8 do programa AGRO está em curso o projecto Implementação de um Sistema de Avisos de Rega nos Perímetros de Rega do Alentejo. Face à ausência de um serviço de apoio técnico ao agricultor no que respeita à gestão da rega, surge a necessidade de, e com a entrada de cerca de ha de novos regadios na área do Alqueva, criar as bases de um serviço de apoio à decisão que permita o uso racional de água na agricultura, ou o que é dizer, produzir mais com a mesma água, melhorando assim, a rendibilidade dos investimentos efectuados com melhoria das condições ambientais da zona em que se insere. A crescente pressão externa a que a agricultura está sujeita no que se refere à optimização do uso da água obriga a que as entidades responsáveis pela utilização deste bem e os agricultores actuem rapidamente criando ferramentas de apoio à tomada de decisão no que respeita a este bem. Por este motivo os Avisos de Rega fazem parte de uma actividade essencial para o desenvolvimento de uma agricultura de regadio sustentada e competitiva, com os quais se procura não só aumentar a eficiência do uso da água como também decidir com a maior exactidão possível a oportunidade da rega, com base no conhecimento da dotação de rega e da frequência de regas.

2 2 OBJECTIVOS Este projecto tem como objectivos: 1- Criar as ferramentas e as bases de dados (solos e culturas) que permitam, em termos futuros, o seu uso generalizado por áreas maiores e assim a criação de um serviço de Avisos de Rega por áreas homogéneas a implantar no Centro Operativo e de Tecnologia de Regadio em cooperação com as Associações de Regantes no futuro Perímetro do Alqueva. 2- Testar e demostrar, junto a agricultores e técnicos de campo, técnicas de gestão da água em tempo real que permitam o uso racional da água, a sua disponibilização pelas plantas em função das suas necessidades e uma melhoria das condições ambientais, principalmente na redução da poluição dos recursos hídricos, quer superficiais, quer subterrâneos, provocada pelo arrastamento involuntário de solo e produtos químicos provenientes de adubações e tratamentos fitossanitários, causados pela aplicação de excesso de água de rega. 3- Aproveitar a experiência já adquirida com modelos de gestão de Perímetros de rega e permitir, com base na experiência dos pólos de demonstração, e na rede de estações agrometeorológicas instaladas ao longo do Perímetro do Alqueva, a divulgação por diferentes patamares de informação junto aos utilizadores, em função dos dados disponíveis nas bases de dados, bem como a possibilidade de acesso a ferramentas de calculo e à base de dados via Internet. 3- CAMPOS EXPERIMENTAIS O projecto desenvolve-se em cinco Campos Experimentais: Campo Experimental da Herdade do Mélinho Localização: Elvas Proprietário: Eng. Gabriela Cruz Área: 30 ha Cultura: Milho Sistemas de Mobilização: Mobilização reduzida Campo Experimental do Mélinho Pagina 2

3 Campo Experimental da Herdade do Sardanito Localização: Zambujeira do Mar Proprietário: Sr Rui Correia Área: 37.5 ha Cultura: Milho Sistemas de Mobilização: Mobilização Tradicional Mobilização com subsolagem Campo Experimental da Herdade do Outeiro Localização: Canhestros Proprietário: ESAB Usufrutuário: COTR Área: 20 ha Cultura: Milho / Beterraba / Tomate Sistemas de Mobilização: Mobilização Tradicional Campo Experimental do Outeiro Campo Experimental da Herdade dos Lameirões Localização: Safara Proprietário: DRAAL Usufrutuário: COTR Área: 19 ha Cultura: Milho / Girassol Sistemas de Mobilização: Mobilização Tradicional Campo Experimental dos Lameirões Campo Experimental da Quinta da Saúde Localização: Beja Proprietário: DRAAL Usufrutuário: COTR Área: 7 ha Cultura: Beterraba Sistemas de Mobilização: Mobilização Tradicional Campo Experimental da Quinta da Saúde Pagina 3

4 4- FERRAMENTAS DE TRABALHO 4.1- NECESSIDADES HÍDRICAS A determinação das necessidades hídricas das culturas está a ser realizada com recurso ao modelo da FAO, apoiada na rede agrometeorológico do Sistema Agrometeorológico para Gestão da Rega no Alentejo SAGRA.- e na base de dados de solos e culturas instaladas nos campos experimentais. A previsão dos consumos de água efectuada com o modelo anterior é calibrada recorrendo ao balanço hídrico do solo. Este é efectuado com o recurso a equipamentos monitorização de água, de registo continuo, portáteis e amostras de solo. Este trabalho permite, por um lado determinar os consumos reais das culturas e por outro determinar a eficiência do uso da água. A relação entre as previsões e os consumos reais permitirá ajustar os coeficientes culturais, e assim, ajustar os modelos de previsão, de modo a que facilmente, com recurso à informática, e as ferramentas disponibilizadas pelo COTR seja possível ao agricultor fazer a sua própria gestão da rega. Actualmente está disponível no site do COTR e com o apoio das Associações de Regantes uma pequena ferramenta que permite ao regante controlar a sua rega com recurso a um simples balanço entre o que ele introduz no solo sob a forma de rega, devendo levar em conta a precipitação ocorrida (principalmente em culturas de Inverno) e o consumo ocorrido pelas plantas determinado pelas metodologias anteriormente referidas. DIVOR VIGIA CAIA OUTEIRO BEJA LAMEIRÕES ALVALADE ROXO MIRA Localização da Rede de Estações Agrometeorológicas Automáticas do SAGRA Pagina 4

5 De salientar que este balanço não entra em conta com o solo (características físicas), devendo o agricultor para a gestão da sua rega ter em conta com as características específicas do seu solo principalmente a sua capacidade de armazenamento. A informação meteorológica disponível e armazenada na base de dados, bem como a ferramenta citada anteriormente, está disponível em 4.2 MONITORIZAÇÃO DA ÁGUA DO SOLO E DA REGA A monitorização água no solo permitirá conhecer o estado hídrico do solo e a disponibilidade da agua para as plantas de forma calibrar o modelo de previsão das necessidades em água modelo da FAO descrito no ponto anterior A monitorização da água do solo permitirá ainda, não só evitar prejuízos económicos provocados por regas deficientes ou excessivas, custos ambientais provocados pelas perdas de água por escoamento superficial, e/ou contaminação de lençóis de água subterrânea, perdas de nutrientes e de energia, etc., como também ajudar na gestão da rega. - Campo Experimental da Herdade dos Lameirões Sonda Capacitiva (Enviroscan e Diviner), Sonda de Neutrões, amostras de solo - Campo Experimental da Quinta da Saúde - Sonda Capacitiva (Enviroscan, Delta-T e Diviner), Sonda de Neutrões, TDR, amostras de solo Sonda de Neutrões - Sonda TDR - Sonda Capacitiva No 1º ano de projecto a monitorização de água no solo está a ser efectuada recorrendo a: - campo experimental do Melinho Sonda capacitiva (Enviroscan e Diviner) - Campo Experimental da Herdade do Sardanito Sonda Capacitiva (Enviroscan, Delta-T e Diviner), Sonda de Neutrões, amostras de solo - Campo Experimental da Herdade do Outeiro Sonda Capacitiva (Enviroscan e Diviner), Sonda de Neutrões, amostras de solo Dado verificarem-se discrepância, por vezes importantes, entre os valores medidos pelos diversos sensores e entre estes e o consumo teórico de água pelas plantas, procede-se actualmente em todos os campos à calibração dos sensores de forma a adequar as leituras dos mesmos às características locais dos solos em que estão instaladas. Pagina 5

6 4.3 AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO E FUNCIONAMENTO DOS EQUIPAMENTOS DE REGA A fim de conhecer, o trabalho realizado pelos equipamentos de rega instalados nos campos experimentais do projecto e simultaneamente definir metodologias de avaliação do desempenho dos equipamentos que serão posteriormente utilizados como ferramenta de trabalho conducente à melhoria do desempenho dos equipamentos já instalados, proceder-se-á periodicamente à avaliação dos sistema de rega de forma a verificar o estado actual de funcionamento e compará-lo com as condições potenciais dos mesmos, traduzidas no projecto de execução, de modo a optimizar o seu funcionamento. dois conceitos essenciais em rega: - Eficiência de rega, conceito associado a perdas de água e outros factores de produção, como sejam fertilizantes e/ou pesticidas, e que reflecte a relação entre o volume de água que fica no perfil dom solo disponível para as plantas e o volume aplicado pelo sistema de rega. - Uniformidade de Rega conceito que reflecte a maior ou menor uniformidade com que a água e restantes factores de produção são aplicados pelos equipamentos de rega ao longo das parcelas. O desempenho do equipamento de rega é realizado recorrendo à avaliação do funcionamento, normalmente expressa através de O desempenho dos equipamentos será realizado recorrendo à metodologia definida por Merrian &Keller, Avaliação do sistema de rega Pagina 6

7 4.4 AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DE UMA ESTAÇÃO DE BOMBAGEM Atendendo a que a generalidade dos equipamentos de rega instalados nos campos experimentais são em pressão, torna-se necessário conhecer o desempenho das estações de bombagem associadas, normalmente determinado comparando o rendimento actual do grupo de bombagem com um rendimento normalizado. Tal como para avaliação dos equipamentos de rega, também aqui se pretende simultaneamente definir uma metodologia que possa ser futuramente usada como ferramenta a trabalho extensível a todas as estações de bombagem já instaladas. Estação de bombagem e Aparelho para Avaliação do desempenho do grupo de bombagem SESSÕES DE DEMONTRAÇÃO Englobado na realização do projecto far-se-ão em 2002 quatro sessões de apresentação do projecto. 30 de Junho de 2002 Campo Experimental do Outeiro, integrado na V Feira Nacional da Água e do Regadio 26 de Setembro de Campo Experimental do Sardanito 18 de Setembro de 2002 Campo Experimental do Mélinho 3 de Outubro de 2002 Campo Experimental dos Lameirões Pagina 7

8 ENTIDADES PARTICIPANTES NO PROJECTO Centro Operativo e de Tecnologia de Regadio Escola Superior Agrária de Elvas (ESAE) Instituto de Hidráulica e Engenharia Rural e ambiente Escola Superior Agrária de Beja (ESAB) Instituto de Hidráulica e Engenharia Rural e ambiente (IHERA) Associação dos Beneficiários da Obra de Odivelas (ABORO) Associação dos Beneficiários do Caia (ABC) DRAAL Direcção Regional de Agricultura do Alentejo Associação de Beneficiários do Mira (ABM) Direcção Regional de Agricultura do Alentejo (DRAAL) Centro Operativo e de Tec. De Regadio Quinta da Saúde Apartado BEJA Telefone: Fax: Estamos em Pagina 8

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