AVALIAÇÃO DA MOTRICIDADE FINA E GLOBAL EM CRIANÇAS DE QUATRO A SEIS ANOS DE UMA ESCOLA PÚBLICA

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1 AVALIAÇÃO DA MOTRICIDADE FINA E GLOBAL EM CRIANÇAS DE QUATRO A SEIS ANOS DE UMA ESCOLA PÚBLICA Camila Rossato¹, Denise Redin¹, Naiane Imhoff¹, Pamela Marquezan¹, Paola de Almeida Mori¹, Andriele Gasparetto², Caren Schlottfeldt Fleck² Centro Universitário Franciscano-UNIFRA/R. Andradas, Centro Santa Maria, RS CEP: Acadêmicas do 5º semestre do curso de fisioterapia do Centro Universitário Franciscano-UNIFRA, Santa Maria, RS. 2. Fisioterapeutas, Docentes de Fisioterapia e a Promoção da Saúde III do Centro Universitário Franciscano-UNIFRA, Santa Maria, RS. Grupo de Pesquisa: Promoção da Saúde e Tecnologias Aplicadas à Fisioterapia. RESUMO: Esta pesquisa teve como objetivo avaliar, através de atividades motoras, a motricidade fina e global de crianças dos 4-6 anos de idade de uma escola pública. Trata-se de uma pesquisa descritiva com abordagem quantitativa realizada com 10 crianças de uma escola municipal de educação infantil de Santa Maria, RS. Utilizou-se como instrumento para coleta de dados a Escala de Desenvolvimento Motor (EDM) proposto por Francisco Rosa Neto (2002) composto por uma bateria de testes. Os participantes foram avaliados a partir do teste correspondente à sua idade cronológica nos elementos de motricidade fina e global. Comparando-se a idade cronológica e a motora pode-se determinar o atraso ou avanço motor da criança. A porcentagem de pesquisados com atraso no desenvolvimento da motricidade fina foi de 50%, com avanço: 20% e com igualdade: 30%. E a porcentagem de atraso no desenvolvimento da motricidade global: 10%, avanço: 80% e igualdade: 10%. A partir da análise dos dados relativos aos testes de motricidade fina e global, concluiu-se que a população estudada apresentou um bom desenvolvimento da coordenação motora grosseira e um atraso na aquisição da coordenação motora fina. Palavras-chaves: Motricidade fina. Motricidade global. Crianças Abstract: This research aimed to evaluate, through motor activity, traction fine and global children from 4-6 years of age of a public school. It is a descriptive research with quantitative approach held with 10 children of a municipal school of early childhood education in Santa Maria, RS. Used as an instrument for data collection of Motor development scale (EDM) proposed by Francisco Rosa Neto (2002) composed of a battery of tests. Participants were evaluated from the test corresponding to their chronological age in the elements de motricidade thin and global. Comparing the chronological age and the motor can determine

2 the delay or advance children's motor. The percentage of respondents with delayed development of thin drive was 50%, with advancement: 20%, and with equality: 30%. And the percentage of delay in the development of global movements: 10%, advancement: 80% and equality: 10%, advancement: 80% and equality: 10%. From the analysis of data on the tests de motricidade thin and global, it was concluded that the studied population showed a good development of gross motor coordination and a delay in acquisition of fine motor coordination. Keywords: Motricidade thin. Drive global. Children INTRODUÇÃO A criança em idade pré-escolar é um ser dinâmico, cheio de indagações espontâneas e com múltiplas habilidades físicas. Sua habilidade motora é utilizada para expansão de seu desenvolvimento. Muitos psicólogos acreditam que o futuro da criança depende em grande parte daquilo que ela assimila antes dos seis anos de idade [3]. Rosa Neto [5] (2002), propõe uma Escala de Desenvolvimento Motor (EDM) composta por uma bateria de testes para avaliar crianças dos dois aos onze anos de idade. Essa escala compreende um conjunto de provas diversificadas e de dificuldade graduada, conduzindo a uma exploração minuciosa de diferentes setores do desenvolvimento, permitindo avaliar o nível motor da criança de acordo com a idade cronológica [5]. A motricidade fina refere-se à capacidade de controlar um conjunto de atividades de movimento de certos segmentos do corpo, com emprego de força mínima, a fim de atingir uma resposta precisa à tarefa. Refere-se à atividade manual, guiada por meio da visão, ou seja, coordenação visuomanual. A motricidade global refere-se aos movimentos dinâmicos corporais, envolvendo a habilidade de controlar as contrações dos grandes músculos corporais na geração de movimentos amplos [5]. A fisioterapia enquanto área de conhecimento tem a responsabilidade de contribuir com as pesquisas envolvendo desenvolvimento infantil, especialmente as relacionadas à evolução da motricidade [1]. Neste contexto, o objetivo do presente estudo foi de avaliar, através de atividades motoras, a motricidade fina e global de crianças dos quatro aos seis anos de idade de uma escola pública. MATERIAIS E MÉTODOS Foi realizada uma pesquisa do tipo descritiva com abordagem quantitativa. De acordo com Cervo e Bervian [ 1] (1996), a pesquisa descritiva observa, registra, analisa e correlaciona fatos ou fenômenos (variáveis) sem manipulá-los. Os dados foram coletados no período de março a junho de 2011, através da disciplina de Fisioterapia e a Promoção da Saúde III no turno vespertino em uma escola municipal de educação infantil na cidade de Santa Maria, RS. A população pesquisada constituiu-se de 10 crianças, destas, 5 meninos e 5 meninas na faixa etária de quatro à seis anos que frequentavam a turma pré-a desta mesma escola [ 5]. Foi utilizado como instrumento para coleta de dados a Escala de Desenvolvimento Motor

3 (EDM) proposto por Rosa Neto [5] (2002). A EDM compreende a tarefas específicas para cada faixa etária nos elementos da motricidade. Os participantes foram avaliados a partir do teste correspondente à sua idade cronológica nos elementos de motricidade fina e global. Comparando-se a idade cronológica e a motora pode-se determinar o atraso ou avanço motor da criança. Os dados obtidos foram analisados e interpretados de forma quantitativa, expresso mediante símbolos numéricos, apresentados descritivamente em textos. RESULTADOS E DISCUSSÂO Foram avaliadas 10 alunos, 5 do sexo masculino e 5 do sexo feminino, na faixa etária de quatro aos seis anos, com média de idade de 5 anos. A porcentagem de pesquisados com atraso no desenvolvimento da motricidade fina foi de 50% (n=5), com avanço: 20%(n=2) e com igualdade: 30% (n=3). E a porcentagem de atraso no desenvolvimento da motricidade global: 10% (n=1), avanço: 80%(n=8) e igualdade: 10%(n=1). Segundo Godtsfriedt [4] (2010) como regra geral as habilidades motoras amplas se desenvolvem mais cedo do que as habilidades motoras finas. Uma criança de seis anos, por exemplo, é capaz de correr e saltar bem, mas ainda não é muito habilidosa ao manusear um lápis ou cortar uma gravura. Quando crianças de seis anos usam um instrumento como a tesoura, todo seu corpo está envolvido no simples cortar uma simples gravura. A Motricidade Fina, por conseqüência da dependência de uma progressiva integração e diferenciação de movimentos, só se desenvolve depois da criança ter dominado os movimentos ligados aos grandes músculos [4]. A criança A foi avaliada nas provas de anos. Ela conseguiu realizar as provas de 4, 5, 6 e 7 anos, parando na prova de 8 anos. Sua idade motora fina corresponde a 7 anos ou 84 meses. Nas provas de motricidade global começou a partir dos 4 anos e conseguiu realizar as provas de 4,5 e 6, parando na prova de 7. Sua idade motora global A criança B foi avaliada nas provas de conseguiu realizar as provas de 5 e 6, parando na prova de 7. Sua idade motora global será de 6 anos ou 72 meses. A criança C foi avaliada nas provas de conseguiu realizar as provas de 5, 6, 7 e 8, parando A criança D foi avaliada nas provas de

4 conseguiu realizar as provas de 5, 6, 7 e 8, parando A criança E foi avaliada nas provas de motricidade global começou a partir dos 4 anos e parou na prova de 5. Sua idade motora global será de 4 anos ou 48 meses. A criança F foi avaliada nas provas de anos. Ela conseguiu realizar a prova de 5 anos, parando na prova de 6 anos. Sua idade motora fina corresponde a 5 anos ou 60 meses. Nas provas de conseguiu realizar as provas de 5, 6, 7 e 8, parando A criança G foi avaliada nas provas de anos. Ela conseguiu realizar a prova de 5 anos, parando na prova de 6 anos. Sua idade motora fina corresponde a 5 anos ou 60 meses. Nas provas de conseguiu realizar as provas de 5, 6 e 7, parando na prova de 8. Sua idade motora global será de 7 anos ou 84 meses. A criança H foi avaliada nas provas de motricidade fina e começou o teste a partir dos 6 anos. Ela conseguiu realizar a prova de 6 e 7, parando na prova de 8 anos. Sua idade motora fina corresponde a 7 anos ou 84 meses. Nas provas de motricidade global começou a partir dos 6 anos e parou na prova de 7. Sua idade motora global será de 6 anos ou 72 meses. A criança I foi avaliada nas provas de motricidade fina e começou o teste a partir dos 6 anos e parou na prova de 7 anos. Sua idade motora fina corresponde a 6 anos ou 72 meses.nas provas de motricidade global começou a partir dos 6 anos e parou na prova de 7. Sua idade motora global A criança J foi avaliada nas provas de anos e parou na prova de 6 anos. Sua idade motora fina corresponde a 5 anos ou 60 meses. Nas provas de motricidade global começou a partir dos 6 anos e parou na prova de 7. Sua idade motora global Segundo Ferreira Neto [2] (1999), nas primeiras idades o desenvolvimento se processa a partir de uma estimulação casual, explicado como parte de um processo maturacional que resulta da imitação, tentativa, erro e liberdade de movimento, é também verdade que as crianças, quando expostas a uma estimulação organizada, em que as circunstâncias sejam apropriadamente encorajadoras, as suas capacidades e habilidades motoras tendem a desenvolver-se para além do que é normalmente esperado. Como relata Rosa Neto [5] (2002), para a motricidade fina é preciso uma boa coordenação visuomanual, a qual atua para pegar um objeto e lançá-lo, para escrever, desenhar, pintar, recortar, etc. Ela inclui uma fase de transporte da mão seguida de uma fase de agarre e manipulação. CONCLUSÂO

5 A partir da análise dos dados relativos aos testes de motricidade fina e global, concluiu-se que a população estudada apresentou um bom desenvolvimento da coordenação motora grosseira e um atraso na aquisição da coordenação motora fina. Ressalta-se que esta última é uma função de extrema importância, pois é requerida nas tarefas diárias, como: escrever, segurar objetos pequenos, vestir-se, alimentar-se, dentre outras. Para tanto, devem ser criadas condições que tornem possíveis a implantação mais eficaz do ensino das atividades motoras na escola infantil e primária, através de um enquadramento regular nas atividades curriculares, de modo a permitir o desenvolvimento motor das crianças. A fisioterapia pode desenvolver um importante papel no crescimento saudável das crianças, proporcionando a elas desenvolverem-se com poucas limitações futuras e com um bom desenvolvimento motor. 5. ROSA NETO, F. Manual de avaliação motora. São Paulo: editora Artmed, REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. CAETANO, M. J. D., SILVEIRA, C. R. A., CERVO, A. L., BERVIAN, P. A. Metodologia científica. 4. ed. São Paulo: editora MAKRON Books, FERREIRA NETO, C. A. Motricidade e jogo na infância. 2. ed. Rio de Janeiro: editora SPRINT, FLINCHUM, B. M. Desenvolvimento motor da criança. Rio de Janeiro: Interamericana, GODTSFRIEDT, J. Desenvolvimento motor: motricidade global e fina. Revista digital. Disponível em Acessado em: 02 jul 2011.

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