Fortaleza, novembro, 2013 Marema Patrício Assessora Técnica CONASEMS

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1 Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde COLÓQUIO Fortaleza, novembro, 2013 Marema Patrício Assessora Técnica CONASEMS

2 PAINEL III Subtema 2: Primeira infância e gravidez na adolescência: O Papel do Município

3 DESAFIOS PERMANENTES DA GESTÃO DO SUS ALCANÇAR MAIOR EFETIVIDADE, EFICIÊNCIA E QUALIDADE DA RESPOSTA DO SISTEMA ÀS NECESSIDADES DA POPULAÇÃO - ACESSO COM QUALIDADE. INOVAR NOS PROCESSOS E INSTRUMENTOS DE GESTÃO DO SUS. SUPERAR A FRAGMENTAÇÃO DAS POLÍTICAS DE SAÚDE. FORTALECER OS VÍNCULOS INTERFEDERATIVOS NECESSÁRIOS À CONSOLIDAÇÃO DO SUS

4 Decreto 7.508/11 Regulamenta a Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, para dispor sobre: A organização do Sistema Único de Saúde SUS O planejamento da saúde, A assistência à saúde; A articulação interfederativa e dá outras providências.

5 REGIÃO DE SAÚDE

6 Decreto 7.508/11 - Conceitos Região de Saúde - espaço geográfico contínuo, constituído por agrupamentos de municípios limítrofes, delimitado a partir de identidades culturais, econômicas e sociais e de redes de comunicação e infraestrutura de transportes compartilhados, com a finalidade de integrar a organização, o planejamento e a execução de ações e serviços de saúde.

7 Região de Saúde Art. 5º - Para ser instituída, a Região de Saúde deve conter, no mínimo, ações e serviços de: I - atenção básica; II - urgência e emergência; III - atenção psicossocial; IV - atenção ambulatorial especializada e hospitalar; e V - vigilância em saúde.

8 IDENTIDADE CULTURAL, SOCIAL, POLÍTICA, ECONÔMICA, DETERMINANTES SOCIAIS LIMITES GEOGRÁFICOS A POPULAÇÃO USUÁRIA DAS AÇÕES E SERVIÇOS ROL DE AÇÕES E SERVIÇOS QUE SERÃO OFERTADOS RESPECTIVAS RESPONSABILIDA DES CRITÉRIOS DE ACESSIBILIDADE ESCALA PARA CONFORMAÇÃO DOS SERVIÇOS AÇÕES de Atenção básica, Vigilância em Saúde, Atenção psicossocial, Urgência e Emergência, Atenção ambulatorial especializada e hospitalar RESOLUTIVIDADE/INTEGRALIDADE

9 REDES DE ATENÇÃO

10 Decreto 7.508/11- Conceitos Rede de Atenção à Saúde - conjunto de ações e serviços de saúde articulados em níveis de complexidade crescente, com a finalidade de garantir a integralidade da assistência à saúde.

11 REDES TEMÁTICAS

12 REDES TEMÁTICAS Diferentes de ação programática: não é decisão centralizada respeita diferenças locais/regionais Serviços especializados não são porta preferencial Se articulam com demais pontos de atenção: necessário haver priorização para planejamento Grande cobertura dos problemas prevalentes de saúde

13 Primeira infância e gravidez na adolescência: O Papel do Município REDE CEGONHA É uma Rede de cuidados que assegura às MULHERES o direito ao planejamento reprodutivo, à atenção humanizada à gravidez, parto e puerpério e as CRIANÇAS o direito ao nascimento seguro, crescimento e desenvolvimento saudáveis.

14 Primeira infância e gravidez na adolescência: O Papel do Município Ampliação do acesso, acolhimento e melhoria da qualidade do prénatal. Transporte tanto para o pré-natal quanto para o parto. Vinculação da gestante à unidade de referência para assistência ao parto - Gestante não peregrina! e Vaga sempre para gestantes e bebês!. Realização de parto e nascimento seguros, através de boas práticas de atenção. Acompanhante no parto, de livre escolha da gestante. Atenção à saúde da criança de 0 a 24 meses com qualidade e resolutividade. Acesso ao planejamento reprodutivo.

15 COMPONENTES: (1) Pré-Natal REDE CEGONHA FINANCIAMENTO: PRÉ-NATAL: 100% de custeio dos exames; fornecimento de kits para as UBS e para as gestantes. (2) Parto e Nascimento (3) Puerpério e Atenção Integral à Saúde da Criança (4) Sistema Logístico - Transporte Sanitário e Regulação. TRANSPORTE: 100% de custeio do transporte (vale transporte e vale táxi). CENTRO DE PARTO NORMAL (CPN) E CASA DA GESTANTE, BEBÊ E PUÉRPERA (CGB): 100% de custeio/ano, com investimento para construção nos dois primeiros anos. LEITOS: 80% de custeio para ampliação e qualificação dos leitos (UTI, UCI, Canguru). Financiamento da ambiência para os locais de parto. Investimento nos dois primeiros anos.

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17 Primeira infância e gravidez na adolescência: O Papel do Município BRASIL CARINHOSO AÇÕES DE SAÚDE Ampliação do Programa Nacional de Suplementação de Vitamina A (Portaria MS nº 729/2005) Ampliação do Programa Nacional de Suplementação de Ferro (Portaria MS nº 730/2005) Ampliação do Programa Saúde na Escola para creches e préescolas Garantia do medicamento de Asma no Aqui tem Farmácia Popular

18 Primeira infância e gravidez na adolescência: O Papel do Município Estratégia Nacional para Promoção do Aleitamento Materno e Alimentação Complementar Saudável no SUS, conhecida como Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil EAAB (Portaria MS 1.920, DE 5 DE SETEMBRO DE 2013) Método Canguru (MC) : atenção prestada ao recém-nascido prétermo (nascido com menos de 36 semanas de gestação) e de baixo peso internado nos serviços de saúde do país. Oferece uma tecnologia de saúde nos cuidados neonatais que vem mudando o paradigma da assistência neonatal no Brasil. Amplia os cuidados prestados ao bebê e agrega a necessidade de uma atenção voltada para os pais, irmãos, avós e redes de apoio familiar e social. São cinco centros de referência nacionais e 27 centros de referência estaduais

19 Primeira infância e gravidez na adolescência: O Papel do Município PROGRAMA NACIONAL DE IMUNIZAÇÃO PNI O calendário básico infantil oferece 12 vacinas que previnem mais de 20 doenças - BCG, hepatite B, penta, inativada poliomielite (VIP), oral poliomielite (VOP), rotavírus, pneumocócica 10 valente, meningocócica C conjugada, febre amarela, tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba), tetra viral (sarampo, rubéola, caxumba e varicela) e DTP (difteria, tétano e coqueluche). Nos últimos três anos, o PNI incluiu seis novas vacinais ao Calendário Nacional de Vacinação, incluindo a Varicela. A cobertura vacinal, nos últimos dez anos, foi de 95%, na média, para a maioria das vacinas do calendário infantil e em campanhas de vacinação. Para 2014, o Ministério da Saúde espera oferecer mais três vacinas no calendário nacional de vacinação: hepatite A, vacina dtpa (difteria, tétano e pertussis acelular) para gestantes e HPV.

20 Primeira infância e gravidez na adolescência: O Papel do Município Estratégia Saúde da Família Em municípios com mais de 70% de cobertura de ESF existem 34% menos crianças com baixo peso e cobertura vacinal duas vezes melhor do que municípios com baixa cobertura. (Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher (PNDS, 2009) Em setembro, no encerramento da Conferência da OMS Uma Promessa Renovada para as Américas, realizada na Cidade do Panamá, no Panamá, o governo brasileiro assinou a Declaração do Panamá para redução da mortalidade materna e infantil até O documento foi chancelado por 26 países latino-americanos e do Caribe e sete parceiros internacionais, que reafirmaram o compromisso de ampliar o acesso e de estabelecer alianças estratégicas para melhoria do atendimento às populações desfavorecidas.

21 DESAFIO Primeira infância e gravidez na adolescência: O Papel do Município - GESTANTES SEM PRÉ NATAL - SEM VINCULO PARA PARTO - GESTANTE E BEBE PEREGRINAM - BEBE SEM ACOMPANHAMENTO

22 É POSSÍVEL MUDAR... Primeira infância e gravidez na adolescência: O Papel do Município Adoção de um Modelo de Atenção à Saúde que: -Seja centrado no usuário -Considere as necessidades de saúde da população -Tenha a Atenção Básica como ordenadora do cuidado -Possibilite a Integralidade e continuidade do cuidado -Garanta o acesso e a qualidade dos serviços -Invista em condições adequadas de trabalho Financiamento Tripartite Considere a Regulação como Facilitadora de Acesso e Garantidora de Equidade Gestão comprometida com o alcance de Resultados e combate à corrupção

23 Primeira infância e gravidez na adolescência: O Papel do Município PERSPECTIVAS Elaborar Planos de Ação Regionais mais vivos e que impactem efetivamente na melhoria da atenção a saúde e que não visem apenas o aumento do financiamento; Fortalecer a Atenção Básica como coordenadora e ordenadora do cuidado; Garantir a capilarização das ações das redes nos territórios como um todo; Apoiar a implementação da educação permanente em saúde de uma forma sistêmica; Repasse regular dos recursos pelos estados e municípios aos prestadores de serviços Definir regramento para continuidade de repasse dos recursos compatível com o cumprimento dos compromissos

24 Primeira infância e gravidez na adolescência: O Papel do Município PERSPECTIVAS Fortalecer os mecanismos de governança (colegiados regionais, estaduais, conselhos de saúde - participação sociedade) COAP Estimular o Protagonismo das Comissões Intergestores Regionais; Construir o processo de pactuação menos competitivo e mais solidário e complementar papel dos gestores e sua atuação plena e articulada; cumprimento do pactuado Qualificar o cuidado em todos os níveis; Desenvolver ações para melhorar a execução dos projetos de investimento Apoiar o monitoramento e avaliação de resultados aprimoramento sistemas de informação;

25 O PAPEL DO GESTOR CONASEMS Ação técnicoadministrativa: lidar com as questões relacionadas ao planejamento, administração, organização e o financiamento dos serviços de saúde planejar e coordenar a política de desenvolvimento de recursos humanos (profissionais de saúde) controlar, supervisionar, fiscalizar as ações de saúde desenvolvidas no município (e não somente na rede municipal) Ação política do gestor: garantir a implantação das diretrizes gerais da política de saúde representar o governo municipal e, em especial a secretaria de saúde articular o setor saúde para o desenvolvimento de políticas intersetoriais que dizem respeito à saúde e a qualidade de vida: educação, saneamento, meio ambiente, trânsito, segurança, etc envolver a comunidade a fim de assegurar sua participação democrática nas decisões que lhe dizem respeito manter relações com outras esferas de governo e outros órgãos e entidades. compromisso com a defesa da vida e a cidadania

26 PLANEJAMENTO ASCENDENTE CONASEMS RENASES MAPA PLANO REGIONAL- 141 PGASS COAP CONSELHO MUNICIPAL RELATÓRIO ANUAL DE GESTÃO NA SAÚDE: DIAGNÓSTICO SITUACIONAL CONFERÊNCIA PLANO MUNICIPAL PROGRAMAÇÃO ANUAL RELATÓRIO QUADRIMESTRAL NA ADMINISTRAÇÃO PLANO DE GOVERNO PLANO PLURIANUAL LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL RELATÓRIO RESUMIDO DA EXECUÇÃO FISCAL LEGISLATIVO BIMESTRAL: Tem que informar no SIOPS

27 OBRIGADA! Marema Patrício Assessora Técnica do CONASEMS / ramal

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