Constituição da República Federativa do Brasil de 1988

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1 Porto Alegre/RS, agosto de 2011

2 Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 Art A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação. Art As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único, organizado de acordo com as seguintes diretrizes: I - descentralização, com direção única em cada esfera de governo; II - atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem prejuízo dos serviços assistenciais; III - participação da comunidade.

3 Lei 8080/90: Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências Art. 7º As ações e serviços públicos de saúde e os serviços privados contratados ou conveniados que integram o Sistema Único de Saúde (SUS), são desenvolvidos de acordo com as diretrizes previstas no art. 198 da Constituição Federal, obedecendo ainda aos seguintes princípios: I. universalidade de acesso aos serviços de saúde em todos os níveis de assistência; II. III. integralidade de assistência, entendida como conjunto articulado e contínuo das ações e serviços preventivos e curativos, individuais e coletivos, exigidos para cada caso em todos os níveis de complexidade do sistema; preservação da autonomia das pessoas na defesa de sua integridade física e moral; I V.igualdade da assistência à saúde, sem preconceitos ou privilégios de qualquer espécie; V. direito à informação, às pessoas assistidas, sobre sua saúde; V I.divulgação de informações quanto ao potencial dos serviços de saúde e a sua utilização pelo usuário;

4 IV. V. V I. utilização da epidemiologia para o estabelecimento de prioridades, a alocação de recursos e a orientação programática; participação da comunidade; descentralização político-administrativa, com direção única em cada esfera de governo: a) ênfase na descentralização dos serviços para os municípios; b) regionalização e hierarquização da rede de serviços de saúde X. X I. X II. X III. integração em nível executivo das ações de saúde, meio ambiente e saneamento básico; conjugação dos recursos financeiros, tecnológicos, materiais e humanos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios na prestação de serviços de assistência à saúde da população; capacidade de resolução dos serviços em todos os níveis de assistência; organização dos serviços públicos de modo a evitar duplicidade de meios para fins idênticos.

5 Lei 8.080/90 CAPÍTULO III: Da Organização, da Direção e da Gestão Art. 8º As ações e serviços de saúde, executados pelo SUS, seja diretamente ou mediante participação complementar da iniciativa privada, serão organizados de forma regionalizada e hierarquizada em níveis de complexidade crescente. CAPÍTULO IV: Da Competência e das Atribuições SEÇÃO I: das Atribuições Comuns Art. 15º A União, os estados, o Distrito Federal e os municípios exercerão, em seu âmbito administrativo, as seguintes atribuições: I - definição das instâncias e mecanismos de controle, avaliação e fiscalização das ações e serviços de saúde; II - administração dos recursos orçamentários e financeiros destinados, em cada ano, à saúde; III - acompanhamento, avaliação e divulgação do nível de saúde da população e das condições ambientais; VIII - elaboração e atualização periódica do plano de saúde; X - elaboração da proposta orçamentária do Sistema Único de Saúde - SUS, de conformidade com o plano de saúde; XVIII - promover a articulação da política e dos planos de saúde;

6 Lei 8.080/90 CAPÍTULO IV: Da Competência e das Atribuiçõe Seção II Da Competência Art compete à união promover a descentralização para unidades federadas e municípios, dos serviços e ações de saúde respectivamente de abrangência estadual e municipal; Art compete aos estados promover a descentralização para os municípios dos serviços e ações de saúde; Lei 8.142/90: Dispõe sobre a participação da comunidade na gestão do Sistema Único de Saúde (SUS) e sobre as transferências intergovernamentais de recursos financeiros na área da saúde e dá outras providências Art. 1 - O Sistema Único de Saúde (SUS), de que trata a Lei n 8.080, de 19 de setembro de 1990, contará, em cada esfera de governo, sem prejuízo das funções do Poder Legislativo, com as seguintes instâncias colegiadas: I - a Conferência de Saúde; e II - o Conselho de Saúde

7 Lei 8.142/90 Art. 2 Os recursos do Fundo Nacional de Saúde (FNS) serão alocados como: I - despesas de custeio e de capital do Ministério da Saúde, seus órgãos e entidades, da administração direta e indireta; II - investimentos previstos em lei orçamentária, de iniciativa do Poder Legislativo e aprovados pelo Congresso Nacional; III - investimentos previstos no Plano Qüinqüenal do Ministério da Saúde; IV - cobertura das ações e serviços de saúde a serem implementados pelos Municípios, Estados e Distrito Federal. Parágrafo único. Os recursos referidos no inciso IV deste artigo destinar-se-ão a investimentos na rede de serviços, à cobertura assistencial ambulatorial e hospitalar e às demais ações de saúde.

8 Lei 8.142/90 Art. 4 Para receberem os recursos, de que trata o art. 3 desta lei, os Municípios, os Estados e o Distrito Federal deverão contar com: I - Fundo de Saúde; II - Conselho de Saúde, com composição paritária de acordo com o Decreto n , de 7 de agosto de 1990; III - Plano de Saúde; IV - relatórios de gestão que permitam o controle de que trata o 4 do art. 33 da Lei n 8.080, de 19 de setembro de 1990; V - contrapartida de recursos para a saúde no respectivo orçamento; VI - Comissão de elaboração do Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS), previsto o prazo de dois anos para sua implantação. Parágrafo único. O não atendimento pelos Municípios, ou pelos Estados, ou pelo Distrito Federal, dos requisitos estabelecidos neste artigo, implicará em que os recursos concernentes sejam administrados, respectivamente, pelos Estados ou pela União.

9 PRINCÍPIOS E DIRETRIZES DO SUS UNIVERSALIDADE EQUIDADE x INTEGRALIDADE MODELO DE ATENÇÃO À SAÚDE DESCENTRALIZAÇÃO REGIONALIZAÇÃO x ARTICULAÇÃO INTERFEDERATIVA COORDENAÇÃO E COOPERAÇÃO CIT CIB CIR PARTICIPAÇÃO E CONTROLE SOCIAL CONFERÊNCIAS DE SAÚDE x CONSELHOS DE SAÚDE DIRETRIZES NACIONAIS PARA O PLANEJAMENTO DAS AÇÕES E SERVIÇOS DE SAÚDE

10 Saúde Direito de todos e dever do Estado Marco Normativo 1988 CF, outubro Lei 8.080, setembro e suas alterações Lei 8.142, dezembro Decreto 7.508, junho Marco Operativo intergestores 1991 NOB 1993 NOB 1996 NOB 2001 NOAS 2006 PACTO PELA SAÚDE

11 O SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE Maior política social em curso do país, sendo o único sistema de saúde universal que cobre cerca de 190 milhões de pessoas. (Outros sistemas universais Canadá, Inglaterra, Dinamarca, Noruega, França, Itália e Alemanha - cobrem, no máximo, 80 milhões de pessoas) Número de pessoas beneficiadas ( ) De 30 milhões para 190 milhões Mortalidade infantil ( ) De 47,1 para 19,3 por mil nascidos vivos Transplantes ( ) De para ao ano Pacientes em terapia anti-retroviral ( ) De para Medicamentos essenciais ( ) De 40 para 400

12 Como a sociedade brasileira avalia o SUS atendimento Pesquisa Ibope mostra que, quando passa pela porta de entrada, usuário do SUS avalia bem o atendimento Na última vez que você usou o SUS, como foi atendido? 71% Fonte: IBOPE fevereiro de 2011 Pesquisa realizada com 2002 pessoas, com margem de erro de 2.2 pontos

13 Objetivos Estratégicos do Ministério da Saúde

14 DESAFIOS PERMANENTES DA GESTÃO DO SUS LCANÇAR MAIOR EFETIVIDADE, EFICIÊNCIA E QUALIDADE DA RESPOSTA DO SISTEMA ÀS NECESSIDADES DA POPULAÇÃO - ACESSO COM QUALIDADE. NOVAR NOS PROCESSOS E INSTRUMENTOS DE GESTÃO DO SUS. UPERAR A FRAGMENTAÇÃO DAS POLÍTICAS DE SAÚDE. FORTALECER OS VÍNCULOS INTERFEDERATIVOS NECESSÁRIOS À CONSOLIDAÇÃO DO SUS

15 Decreto 7.508/11 Regulamenta a Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, para dispor sobre a organização do Sistema Único de Saúde SUS o planejamento da saúde, a assistência à saúde e a articulação interfederativa e dá outras providências.

16 Decreto 7.508/11 Capítulo I das disposições preliminares Capítulo II da Organização do SUS Seção I das Regiões de Saúde Seção II da hierarquização Capítulo III - do Planejamento da Saúde Capítulo IV da Assistência à Saúde Seção I da RENASES Seção II da RENAME Capítulo V da Articulação Interfederativa Seção I das Comissões Intergestores Seção II do Contrato Organizativo da Ação Pública da Saúde Capítulo VI das disposições finais

17 Capítulo I das disposições preliminares CONCEITOS Art. 2º I - Região de Saúde - espaço geográfico contínuo, constituído por agrupamentos de municípios limítrofes, delimitado a partir de identidades culturais, econômicas e sociais e de redes de comunicação e infraestrutura de transportes compartilhados, com a finalidade de integrar a organização, o planejamento e a execução de ações e serviços de saúde; IV - Comissões Intergestores - instâncias de pactuação consensual entre os entes federativos para definição das regras da gestão compartilhada do SUS; II - Contrato Organizativo da Ação Pública da Saúde - acordo de colaboração firmado entre entes federativos com a finalidade de organizar e integrar as ações e serviços de saúde na rede regionalizada e hierarquizada, com definição de responsabilidades, indicadores e metas de saúde, critérios de avaliação de desempenho, recursos financeiros que serão disponibilizados, forma de controle e fiscalização de sua execução e demais elementos necessários à implementação integrada das ações e serviços de saúde;

18 V - Mapa da Saúde - descrição geográfica da distribuição de recursos humanos e de ações e serviços de saúde ofertados pelo SUS e pela iniciativa privada, considerando-se a capacidade instalada existente, os investimentos e o desempenho aferido a partir dos indicadores de saúde do sistema; VI - Rede de Atenção à Saúde - conjunto de ações e serviços de saúde articulados em níveis de complexidade crescente, com a finalidade de garantir a integralidade da assistência à saúde; VIII - Protocolo Clínico e Diretriz Terapêutica - documento que estabelece: critérios para o diagnóstico da doença ou do agravo à saúde; o tratamento preconizado, com os medicamentos e demais produtos apropriados, quando couber; as posologias recomendadas; os mecanismos de controle clínico; e o acompanhamento e a verificação dos resultados terapêuticos, a serem seguidos pelos gestores do SUS.

19 CAPÍTULO II - DA ORGANIZAÇÃO DO SUS Art. 3º - O SUS é constituído pela conjugação das ações e serviços de promoção, proteção e recuperação da saúde executados pelos entes federativos, de forma direta ou indireta, mediante a participação complementar da iniciativa privada, sendo organizado de forma regionalizada e hierarquizada. Seção I - Das Regiões de Saúde Art. 4º - As Regiões de Saúde serão instituídas pelo Estado, em articulação com os Municípios, respeitadas as diretrizes gerais pactuadas na Comissão Intergestores Tripartite CIT Art. 5º - Para ser instituída, a Região de Saúde deve conter, no mínimo, ações e serviços de: atenção primária; urgência e emergência; atenção psicossocial; atenção ambulatorial especializada e hospitalar; e vigilância em saúde.

20 Art. 6º - As Regiões de Saúde serão referência para as transferências de recursos entre os entes federativos. Art. 7º Parágrafo único. Os entes federativos definirão os seguintes elementos em relação às Regiões de Saúde: I - seus limites geográficos; II - população usuária das ações e serviços; III - rol de ações e serviços que serão ofertados; e IV - respectivas responsabilidades, critérios de acessibilidade e escala para conformação dos serviços. Art. 7º - As Redes de Atenção à Saúde estarão compreendidas no âmbito de uma Região de Saúde, ou de várias delas, em consonância com diretrizes pactuadas nas Comissões Intergestores. Art A integralidade da assistência à saúde se inicia e se completa na Rede de Atenção à Saúde, mediante referenciamento do usuário na rede regional e interestadual, conforme pactuado nas Comissões Intergestores.

21 Seção II - Da Hierarquização Art. 8º - O acesso universal, igualitário e ordenado às ações e serviços de saúde se inicia pelas Portas de Entrada do SUS e se completa na rede regionalizada e hierarquizada, de acordo com a complexidade do serviço. Art O acesso universal e igualitário às ações e aos serviços de saúde será ordenado pela atenção primária e deve ser fundado na avaliação da gravidade do risco individual e coletivo e no critério cronológico, observadas as especificidades previstas para pessoas com proteção especial, conforme legislação vigente Art Ao usuário será assegurada a continuidade do cuidado em saúde, em todas as suas modalidades, nos serviços, hospitais e em outras unidades integrantes da rede de atenção da respectiva região Parágrafo único. As Comissões Intergestores pactuarão as regras de continuidade do acesso às ações e aos serviços de saúde na respectiva área de atuação.

22 Art. 13. Para assegurar ao usuário o acesso universal, igualitário e ordenado às ações e serviços de saúde do SUS, caberá aos entes federativos, além de outras atribuições que venham a ser pactuadas pelas Comissões Intergestores: I - garantir a transparência, a integralidade e a equidade no acesso às ações e aos serviços de saúde; II - orientar e ordenar os fluxos das ações e dos serviços de saúde; III - monitorar o acesso às ações e aos serviços de saúde; e IV - ofertar regionalmente as ações e os serviços de saúde.

23 bjetivos das Regiões de Saúde arantir o acesso resolutivo, em tempo oportuno e com qualidade, às ações e serviços de saúde de promoção, proteção e recuperação, organizados em rede de atenção à saúde, assegurando um padrão de integralidade; fetivar o processo de descentralização de ações e serviços de um ente da Federação para outro, com responsabilização compartilhada, favorecendo a ação solidária e cooperativa entre os gestores, impedindo a duplicação de meios para atingir as mesmas finalidades; uscar a conjugação interfederativa de recursos financeiros e outros, de modo a reduzir as desigualdades locais e regionais, buscando a racionalidade dos gastos, a otimização de recursos e eficiência na rede de atenção à saúde.

24 REGIÕES DE SAÚDE Aglomerado de municípios limítrofes IDENTIDADE CULTURAL, SOCIAL, POLÍTICA, ECONÔMICA REDE DE COMUNICAÇÃO E DE TRANSPORTE FLUXOS POPULACIONAIS NO TERRITÓRIO COMISSÃO INTERGESTORES REGIONAL UNICIDADE AO TERRITÓRIO AÇÕES de Atenção básica, Vigilância em Saúde, Atenção psicossocial, Urgência e Emergência, Atenção ambulatorial especializada e hospitalar RESOLUTIVIDADE INTEGRALIDADE

25 CAPÍTULO III - DO PLANEJAMENTO DA SAÚDE Art.15 - O processo de planejamento da saúde será ascendente e integrado, do nível local até o federal, ouvidos os respectivos Conselhos de Saúde, compatibilizando-se as necessidades das políticas de saúde com a disponibilidade de recursos financeiros. 1o O planejamento da saúde é obrigatório para os entes públicos e será indutor de políticas para a iniciativa privada. 2o A compatibilização de que trata o caput será efetuada no âmbito dos planos de saúde, os quais serão resultado do planejamento integrado dos entes federativos, e deverão conter metas de saúde. 3o O Conselho Nacional de Saúde estabelecerá as diretrizes a serem observadas na elaboração dos planos de saúde, de acordo com as características epidemiológicas e da organização de serviços nos entes federativos e nas Regiões de Saúde. Art.44 - O Conselho Nacional de Saúde estabelecerá as diretrizes de que trata o 3o do art. 15 no prazo de cento e oitenta dias a partir da publicação deste Decreto.

26 Art.16 - No planejamento devem ser considerados os serviços e as ações prestados pela iniciativa privada, de forma complementar ou não ao SUS, os quais deverão compor os Mapas da Saúde regional, estadual e nacional. Art.17 - O Mapa da Saúde será utilizado na identificação das necessidades de saúde e orientará o planejamento integrado dos entes federativos, contribuindo para o estabelecimento de metas de saúde. Art.18 - O planejamento da saúde em âmbito estadual deve ser realizado de maneira regionalizada, a partir das necessidades dos Municípios, considerando o estabelecimento de metas de saúde. Art.19 - Compete à Comissão Intergestores Bipartite CIB, pactuar as etapas do processo e os prazos do planejamento municipal em consonância com os planejamentos estadual e nacional

27 CAPÍTULO IV - DA ASSISTÊNCIA À SAÚDE Seção I - Da Relação Nacional de Ações e Serviços de Saúde - RENASES Art.21 - A Relação Nacional de Ações e Serviços de Saúde - RENASES compreende todas as ações e serviços que o SUS oferece ao usuário para atendimento da integralidade da assistência à saúde. Art.23 - A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios pactuarão nas respectivas Comissões Intergestores as suas responsabilidades em relação ao rol de ações e serviços constantes da RENASES. Art.24 - Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão adotar relações específicas e complementares de ações e serviços de saúde, em consonância com a RENASES, respeitadas as responsabilidades dos entes pelo seu financiamento, de acordo com o pactuado nas Comissões Intergestores. Seção II - Da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais - RENAME Art.25 - A Relação Nacional de Medicamentos Essenciais - RENAME compreende a seleção e a padronização de medicamentos indicados para atendimento de doenças ou de agravos no âmbito do SUS.

28 CAPÍTULO V -DA ARTICULAÇÃO INTERFEDERATIVA Seção I -Das Comissões Intergestores Art.30 - As Comissões Intergestores pactuarão a organização e o funcionamento das ações e serviços de saúde integrados em redes de atenção à saúde

29 Art. 33. O acordo de colaboração entre os entes federativos para a organização da rede interfederativa de atenção à saúde será firmado por meio de Contrato Organizativo da Ação Pública da Saúde. Art. 34. O objeto do Contrato Organizativo de Ação Pública da Saúde é a organização e a integração das ações e dos serviços de saúde, sob a responsabilidade dos entes federativos em uma Região de Saúde, com a finalidade de garantir a integralidade da assistência aos usuários. Art.35 - O Contrato Organizativo de Ação Pública da Saúde definirá as responsabilidades individuais e solidárias dos entes federativos com relação às ações e serviços de saúde, os indicadores e as metas de saúde, os critérios de avaliação de desempenho, os recursos financeiros que serão disponibilizados, a forma de controle e fiscalização da sua execução e demais elementos necessários à implementação integrada das ações e serviços de saúde. 1o O Ministério da Saúde definirá indicadores nacionais de garantia de acesso às ações e aos serviços de saúde no âmbito do SUS, a partir de diretrizes estabelecidas pelo Plano Nacional de Saúde.

30 Art. 37. O Contrato Organizativo de Ação Pública de Saúde observará as seguintes diretrizes básicas para fins de garantia da gestão participativa: I - estabelecimento de estratégias que incorporem a avaliação do usuário das ações e dos serviços, como ferramenta de sua melhoria; II - apuração permanente das necessidades e interesses do usuário; e III - publicidade dos direitos e deveres do usuário na saúde em todas as unidades de saúde do SUS, inclusive nas unidades privadas que dele participem de forma complementar. Art.38 - A humanização do atendimento do usuário será fator determinante para o estabelecimento das metas de saúde previstas no Contrato Organizativo de Ação Pública de Saúde. Art.39 - As normas de elaboração e fluxos do Contrato Organizativo de Ação Pública de Saúde serão pactuados pelo CIT, cabendo à Secretaria de Saúde Estadual coordenar a sua implementação.

31 Art.40 - O Sistema Nacional de Auditoria e Avaliação do SUS, por meio de serviço especializado, fará o controle e a fiscalização do Contrato Organizativo de Ação Pública da Saúde 1º. O Relatório de Gestão a que se refere o inciso IV do art. 4º da Lei nº 8.142, de 28 de dezembro de 1990, conterá seção específica relativa aos compromissos assumidos no âmbito do Contrato Organizativo de Ação Pública de Saúde. Art. 41. Aos partícipes caberá monitorar e avaliar a execução do Contrato Organizativo de Ação Pública de Saúde, em relação ao cumprimento das metas estabelecidas, ao seu desempenho e à aplicação dos recursos disponibilizados. Parágrafo único. Os partícipes incluirão dados sobre o Contrato Organizativo de Ação Pública de Saúde no sistema de informações em saúde organizado pelo Ministério da Saúde e os encaminhará ao respectivo Conselho de Saúde para monitoramento.

32 CAPÍTULO VI - DAS DISPOSIÇÕES FINAIS Art.42 - Sem prejuízo das outras providências legais, o Ministério da Saúde informará aos órgãos de controle interno e externo: I - o descumprimento injustificado de responsabilidades na prestação de ações e serviços de saúde e de outras obrigações previstas neste Decreto; II - a não apresentação do Relatório de Gestão a que se refere o inciso IV do art. 4º da Lei nº 8.142, de 1990; III - a não aplicação, malversação ou desvio de recursos financeiros; e IV - outros atos de natureza ilícita de que tiver conhecimento.

33 Comissões Intergestores Regional Espaços ativos de co-gestão para o planejamento regional integrado, envolvendo processos de negociação e pactuação entre os gestores, de forma a garantir o direito da população à saúde. IR GESTÃO COMPARTILHADA, firmada por meio de COAP da Saúde; INANCIAMENTO custeio e investimento; atisfação ompromissos dos usuários. a partir de diretrizes nacionais, consonante com o PNS, PES e PMS; rogramações integradas e pactuadas entre os gestores. ede física de Saúde; orça de Trabalho esenvolvimento econômico e social; eterminantes sociais da saúde - Condições de saúde da população; luxos migratórios.

34 A GESTÃO COMPARTILHADA DO SUS CONTRATO ORGANIZATIVO DA AÇÃO PÚBLICA DA SAÚDE DIRETRIZES NACIONAIS PARA O PLANEJAMENTO DIRETRIZ NACIONAL Objetivo estadual /regional Meta Compromisso federal ação/$ Compromisso estadual ação/$ Compromisso M1 ação/$ Compromisso M2 ação/$ Compromisso M3 ação/$ Compromisso M4 ação/$ Compromisso M5 - ação/$ INDICADOR NACIONAL DE ACESSO E QUALIDADE DE DESEMPENHO MAPA DA SAÚD E RENASES MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO RENAME

35 GOVERNANÇA REGIONAL SENSIBILIZAÇÃO E MOBILIZAÇÃO A articulação entre os gestores é determinante para que o processo de descentralização alcance os resultados desejados. O papel dos Estados, dos Cosems, bem como a mobilização das equipes, dos membros dos Conselhos de Saúde e da sociedade civil são fundamentais na implementação do processo de governança regional. Série Pactos pela Saúde, v.3 Regionalização Solidária e Cooperativa, 2007

36 GOVERNANÇA REGIONAL É crucial que as correlações de forças na rede sejam centradas na partilha do poder decisório e que os entes corresponsáveis tenham, em razão da interdependência que sabem existir e que reconhecem explicitamente, determinadas garantias, que evitem a insegurança de alguns ou de todos. Na rede tem que haver cooperação e coordenação compartilhada: todos colaboram e atuam ao mesmo tempo e para o mesmo fim; Redes Interfederativas de saúde: um desafio para o SUS nos seus vinte anos Santos, L.; Andrade, LOM.

37 GOVERNANÇA REGIONAL GESTÃO COMPARTILHADA Gestor Comissões Intergestores Colegiados Deliberativos Nacional Estadual Normas Ministério da Saúde Secretarias Estaduais Confronto de Posições CIT CIB Diferentes projetos políticos Pactuações Conselho Nacional de Saúde Conselho Estadual de Saúde Confluência de Interesses Regras Consensos/Dis sensos Demandas Necessidades Municipal Secretarias Municipais CIR Conselho Municipal de Saúde

38 14ª CNS Eixo central: Acesso e acolhimento com qualidade um desafio para o SUS a política de saúde na seguridade social "Todos usam o SUS! SUS na Seguridade Social - Política Pública, Patrimônio do Povo Brasileiro" a participação comunidade e controle social a gestão do SUS

39 Ministério da Saúde Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa Departamento de Articulação Interfederativa Tel. (61) Isabel Senra Coordenadora-Geral de Cooperação Interfederativa/DAI/SGEP

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