Faculdade Educacional de Matelândia. Curso de Administração LETICIA GONÇALVES ULBRICH

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1 Faculdade Educacional de Matelândia Curso de Administração LETICIA GONÇALVES ULBRICH PROPOSTA DE UMA ESTRATÉGIA PARA O DESENVOLVIMENTO DE NOVOS CURSOS DE ENSINO SUPERIOR PARA AS FACULDADES ISOLADAS E LOCALIZADAS NO OESTE DO PARANÁ Matelândia - PR 2014

2 LETICIA GONÇALVES ULBRICH PROPOSTA DE UMA ESTRATÉGIA PARA O DESENVOLVIMENTO DE NOVOS CURSOS DE ENSINO SUPERIOR PARA AS FACULDADES ISOLADAS E LOCALIZADAS NO OESTE DO PARANÁ Trabalho de conclusão de curso apresentado como requisito parcial para obtenção do titulo de Bacharel em Administração da Faculdade Educacional de Matelândia -FAMA PR. Orientadora: Prof a. Margarete F. Marcon, Ms. Matelândia - PR 2014

3 LETÍCIA GONÇALVES ULBRICH PROPOSTA DE UMA ESTRATÉGIA PARA O DESENVOLVIMENTO DE NOVOS CURSOS DE ENSINO SUPERIOR PARA AS FACULDADES ISOLADAS E LOCALIZADAS NO OESTE DO PARANÁ Trabalho apresentado à Faculdade Educacional de Matelândia, para obtenção do título de Bacharel em Administração. Orientadora/Presidente: Prof a. Margarete Fatima Marcon, Ms Instituição: Faculdade Educacional de Matelândia - FAMA Faculdade Educacional de Medianeira - UDC Professor Componente da banca: Ênio Alves de Oliveira Instituição: Faculdade Educacional de Matelândia - FAMA Professor Componente da banca: Instituição: MATELÂNDIA 2014

4 Dedico esse trabalho aos meus pais Cezar e Rosinéia, amigos e professores que contribuíram para a realização deste.

5 AGRADECIMENTO Primeiramente agradeço a Deus, o autor da vida, que até aqui me ajudou, a ele que sempre que precisei, renovou minhas forças para não desistir, e confortou meu coração. A meus pais que sempre torceram por mim, sempre estiveram presentes em minha vida e que hoje se alegram junto comigo por essa vitória. A professora orientadora Margarete Fátima Marcon, sinto-me privilegiada por ter- lá tido como orientadora que sempre me acompanhou neste trabalho. Obrigado pela paciência, compreensão e conselhos. A todos os professores que, durante este percurso, contribuíram para nossa formação acadêmica, o meu carinho por estes é sem exceção. Agradeço também ao meu companheiro Guilherme que esteve sempre ao meu lado disposto para me ajudar em tudo o que eu precisei e também todos os meus amigos, que sempre torceram por mim, e suportaram todos os meus momentos de estresse, em especial a Suzana minha amiga, mãe do coração. Por fim, e não menos importante a todos aqueles que direta ou indiretamente contribuíram para a realização deste trabalho.

6 Sonhos determinam o que você quer. Ação determina o que você conquista. (Aldo Novak)

7 RESUMO ULBRICH, Leticia Gonçalves. Proposta de uma estratégia para o desenvolvimento de novos cursos de ensino superior para as faculdades isoladas e localizadas no Oeste do Paraná f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharel em Administração) Faculdade Educacional de Matelândia Fama, Matelândia, Este estudo tem por finalidade apresentar uma estratégia de um modelo que sistematiza o processo de elaboração de um novo curso de ensino superior para as faculdades isoladas e localizadas no oeste do Paraná. A pesquisa justifica-se no momento em que uma Instituição de Ensino Superior oferece novos cursos de graduação, ela vai contribuir para seu próprio crescimento e desenvolvimento de sua cidade. Para identificação do profissional que o mercado de trabalho está necessitando utilizou-se a coleta de dados foi realizada por meio de questionários aplicada aos empresários das cidades localizadas no oeste do Paraná e tratados de maneira quantitativa. A partir dos fundamentos que norteiam a evolução do ensino superior no Brasil, foi possível a construção de uma proposta de estratégia, que é dividido em: antecedentes, desenvolvimento e implementação do novo curso no ensino superior. Ao final da pesquisa, apresenta-se a estratégia que deve ser seguida pelas IES. O modelo proposto orienta a oferta de novos cursos as IES por meio do profissional que o mercado de trabalho afirma estar em escassez, bem como dá um primeiro passo para a investigação científica sobre a temática. Palavras chave: Estratégia, Instituição de Ensino Superior, Profissional, Mercado.

8 ABSTRACT ULBRICH, Leticia Gonçalves. Proposal for a strategy for the development of new higher education courses for isolated and schools located in the West of Paraná f. Work of conclusion of course (Bachelor in business administration) College Matelândia Education - fame, Matelândia, This study aims to present a model strategy which systematizes the process of elaborating a new higher education course to colleges isolated and located in the West of Paraná. The research is justified at the time in an institution of higher education offers new undergraduate she will contribute to their own growth and development of their city. Professional identification that the labor market is requiring utilized the data were collected by means of questionnaires applied to the entrepreneurs of the cities located in the West of Parana and treated in a quantitative way. From the fundamentals that drive the evolution of higher education in Brazil, it was possible to construct a strategy proposal, which is divided into: background, development and implementation of the new course in higher education. At the end of the survey, it presents the strategy which should be followed by IES. The proposed model guides offering new courses the IES through the professional market that claims to be in shortage, as well as give a first step for scientific research on the subject. Keywords: strategy, higher education Institution, professional market.

9 LISTA DE QUADROS Quadro 1: Classificação da pesquisa...28 Quadro 2: Formulação da pesquisa e amostra para o questionário...30 Quadro 3: Relação entre o objetivo de pesquisa, categoria de análise e instrumento de coleta de dados...33 Quadro 4: Relação das IES/Curso e Localidades...36

10 LISTA DE TABELAS Tabela 1: Empresa que o respondente trabalha...49 Tabela 2: Instituição que os respondentes estudam ou estudaram...50 Tabela 3: Cursos que poderiam ser ofertados pela faculdade da cidade do respondente...52

11 LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1: Gênero...48 Gráfico 2: Representa a classificação de quantidade de respondentes que possuem alguma graduação...50 Gráfico 3: Cidades que os respondentes moram...51 Gráfico 4: Conhecimento dos cursos de graduação ofertados no oeste do Paraná...51 Gráfico 5: Profissional que está em falta no mercado...53

12 LISTA DE ABREVIATURAS E- MEC Portal eletrônico do Ministério da Educação LDB Lei de Diretrizes e Bases da Educação MEC Ministério da Educação CES Câmara de Educação Superior IES Instituição de Ensino Superior PDI Plano de desenvolvimento Institucional PPC Projeto Pedagógico de Curso UNESCO - United Nation Educational, Scientific and Cultural Organization(Organização para a Educação, a Ciência e a Cultura das Nações Unidas) ONGs Organizações não governamentais

13 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO TEMA PERGUNTA DE PESQUISA HIPÓTESES OBJETIVOS Objetivo geral Objetivos específicos JUSTIFICATIVA ESTRUTURA DO TRABALHO REVISÃO DE LITERATURA A EVOLUÇÃO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR NO BRASIL A educação superior Pós LDB A organização administrativa de instituições Organização acadêmica de instituições A CONTRIBUIÇÃO DO SEGMENTO PRIVADO NO MOMENTO ATUAL DA... EDUCAÇÃO SUPERIOR INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR ENQUANTO ORGANIZAÇÕES... COMPLEXAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR PRIVADAS E A SUSTENTABILIDADE FINANCEIRA GESTÃO ESTRATÉGICA Gestão estratégica em instituições de ensino superior ESTRATÉGIAS EM SERVIÇOS SERVIÇOS EDUCACIONAIS NOVOS CURSOS DE ENSINO SUPERIOR COM LIGAÇÃO COM O MERCADO MÉTODO E TÉCNICAS DE PESQUISA... 31

14 3.1 CLASSIFICAÇÃO DA PESQUISA POPULAÇÃO E AMOSTRA INSTRUMENTOS DE COLETA DE DADOS PROCEDIMENTOS DE COLETA E ANÁLISE DOS DADOS CARACTERIZAÇÃO DO AMBIENTE DE PESQUISA CARCTERIZAÇÃO E HISTÓRICO DAS IES ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS PROPOSTAS DE MELHORIAS CONSIDERAÇÕES FINAIS CONTRIBUIÇÕES TEÓRICAS CONTRIBUIÇÕES GERENCIAIS LIMITAÇÕES DA PESQUISA SUGESTÕES DE PESQUISAS FUTURAS REFERENCIAS APÊNDICE A: QUESTIONÁRIO ANEXO A: CRONOGRAMA... 68

15 15 1 INTRODUÇÃO Apresentar o princípio de Ensino Superior do Brasil é, no mínimo, uma tarefa dura e difícil devido à variedade de sua estrutura e organização. É imprescindível entender ao menos o atual conjunto da educação no Brasil, levando em conta fatores de resolução econômica, social, cultural e outros. O que se almeja alcançar no transcorrer deste texto é uma tentativa de explanar alguns conceitos e sistematizar a forma como o sistema de Ensino Superior brasileiro se apresenta nos dias de hoje. O andamento das universidades e faculdades, brasileiras tem como qualidade marcante a segurança de direitos a uma restringida parte da elite nacional. Nos dias atuais a partir das políticas públicas de âmbito nacional, o acesso aos bancos universitários ganhou mais visibilidade, embora ainda que prevaleça a esfera do ensino privado. Desse modo, na expectativa de interferir nesse cenário, o governo federal iniciou uma política de reestruturação da educação superior brasileira, popularmente conhecida como reforma universitária, ampliando o acesso ao ensino superior. A década de 1990 foi abalizada por uma densa transformação no ensino superior do Brasil, contendo como fundamentais características a implementação da nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e a política de incentivo à universalização do ensino superior do país. A proposta é poder refletir, por meio de pesquisas aplicadas como questionários, sobre o ensino superior no Brasil, em especial, as faculdades isoladas e localizadas no oeste do Paraná, a fim de que se possa chegar a elaboração de uma estratégia para a implantação de novos cursos superiores.

16 TEMA Segundo o Ministério da Educação - MEC, Conselho Nacional de Educação - CNE e a Câmara de Educação Superior - CES, nos últimos vinte anos, o Brasil assistiu a um notável processo de crescimento de seu ensino superior. No começo dos anos noventa do século passado, somavam-se estudantes matriculados no ensino superior no Brasil. Esse número saltou para de estudantes em 2000 e para em Profissionais interessados em obter crescimento na carreira devem apostar em cursos de graduação. Além das vantagens que o curso proporciona na vida pessoal e profissional, a qualificação garante ainda aumento salarial e pode ser o diferencial na hora da contratação. Com mercado de trabalho cada vez mais disputado, profissionais graduados ganham destaque e são mais valorizados pelas empresas. Dessa forma, quem se especializa e investe na formação profissional têm mais chances de encontrar boas oportunidades de emprego. De acordo com o último Censo da Educação Superior em 2012, os brasileiros já têm percebido a necessidade de dar continuidade aos estudos. Neste sentido o tema de estudo é: Oferta de Cursos de Graduação 1. 2 PERGUNTA DE PESQUISA Qual é a melhor área para se investir com alto retorno e baixo risco no que se refere a faculdades isoladas e localizadas no Oeste do Paraná? 1.3 HIPÓTESES O mercado de trabalho está exigente e busca, cada vez mais, profissionais qualificados e diferenciados com extenso conhecimento técnico. Nesse cenário, faltam candidatos preparados para ocupar as vagas disponíveis, mesmo sobrando pessoas à procura de emprego. Neste sentido a hipótese de pesquisa é: a IES precisa estar atenda as necessidades do mercado e ofertar o curso para formar o profissional que o mercado precisa.

17 OBJETIVOS A seguir apresentam-se o objetivo geral e os específicos Objetivo geral Apresentar um estudo que auxilie as IES isoladas no processo de construção de um novo curso de ensino superior Objetivos específicos a) Identificar o profissional que o mercado precisa; b) Elaborar proposta de uma estratégia para o desenvolvimento de novos cursos de ensino superior; 1.5 JUSTIFICATIVA A realidade da educação superior brasileira torna-se mais complexa à medida que esse nível de ensino, sempre em permanente expansão, é desafiado a crescer com qualidade, sendo capaz de acolher cada vez mais parcelas excluídas da sociedade. Ao formar profissionais, professores e pesquisadores, ao gerar e transmitir conhecimento, ao produzir arte, cultura, ciência e tecnologia, ao inovar, ao apoiar o amadurecimento de lideranças políticas e de vocações empresariais, a educação superior, sobretudo em todas as regiões menos favorecidas é desafiada a promover cada vez mais esta modalidade. Vale ressaltar que não há como chegar a uma qualificação para o trabalho sem educação. Não se trata da compreensão de instrução, mas sim da completa e necessária formação para o desenvolvimento de uma atividade ou aptidão, seja baseado numa potencialidade ou no desenvolvimento de um conhecimento adquirido no decorrer de anos de estudos. Nesse aspecto, o processo de formação profissional desenvolvido a partir do ensino nas instituições de ensino superior toma maior relevância, já que na melhor compreensão em termos de qualificação para o trabalho, esta se filtra na ideia da formação educacional para o

18 18 mercado, o que sempre leva a ideia de formação educacional, ou seja, a efetividade desse objetivo somente será alcançado na medida em que o trabalhador seja qualificado por meio de um processo de educação. Neste sentido a importância de identificar o profissional que o mercado de trabalho necessita é de grande relevância para toda e qualquer IES, diante do fato de que o mercado de trabalho está a cada dia mais exigente e com certa escassez de profissionais formados. Tornando necessária a elaboração de uma estratégia para a implantação de novos cursos de ensino superior para as faculdades isoladas e localizadas no oeste do Paraná. Vale lembrar também que diante de um mercado cada vez mais competitivo, as IES precisam estar sempre se adequando juntamente com o mercado de trabalho para que seja identificado o profissional que o mesmo exige, para que se elabore uma estratégia eficaz para quando decidir desenvolver um novo curso superior. 1.6 ESTRUTURA DO TRABALHO Este trabalho está organizado em sete capítulos: o primeiro vem á introdução ao tema de estudo: Introdução ao tema de estudo, é definido o tema do presente estudo, logo após, o problema e a questão de pesquisa, os objetivos, pressuposto e por fim a justificativa do estudo. Na sequencia com o segundo capítulo apresenta-se a literatura, á revisão de literatura irá pesquisar a Evolução da Educação Superior no Brasil como princípio, a Educação pós LDB e também a Organização Administrativa e Acadêmica de uma instituição de ensino superior. No terceiro capítulo, apresentar-se-á os métodos de pesquisa metodologia a qual permite alcançar o objetivo, traçando o caminho a ser seguido no contexto do trabalho, a classificação da pesquisa, definindo os procedimentos da coleta de dados, a população e amostra desta, bem como os instrumentos de coleta de dados estão presentes neste capítulo. No quarto capítulo, apresenta-se a caracterização da empresa estudada. Tendo como sequencia no quinto capítulo, será exposto à análise e interpretação dos dados, tem a finalidade de avaliar e interpretar os mesmos. A apresentação das propostas e melhorias relatam no capítulo sexto.

19 19 Na sequencia, é apresentada a conclusão do estudo. O sétimo capítulo está reservado para as conclusões e recomendações, propostas de melhorias, delimitação do estudo. As referências, os apêndices e os anexos que completam o presente estudo estão apresentados em seu final.

20 20 2 REVISÃO DE LITERATURA Neste capítulo será apresentada a fundamentação sobre a base teórica do trabalho acadêmico que se idealizou contemplando conceitos sobre a Evolução da Educação Superior no Brasil como princípio, a Educação pós LDB e também a Organização Administrativa e Acadêmica de uma instituição de ensino superior. 2.1 A EVOLUÇÃO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR NO BRASIL Em sentido equivalente, a Declaração Mundial sobre Educação Superior no Século XXI: visão e ação da UNESCO (1998) mostra o ensino superior como sendo o cume do sistema educacional e um serviço público de relevante valor social, pois promove a ação humana a níveis mais elevados. De qualquer forma, a ampliação de acesso ao ensino superior não se mostra tarefa fácil. Sousa (2003) deixa claro ser um paradoxo falar em educação superior desvinculada do sistema social e da educação em geral. o fenômeno da expansão do sistema educacional superior do Brasil seguiu uma tendência mundial, no pós-guerra. As pressões da sociedade, no sentido da ampliação de acesso ao ensino superior, levaram o seu aumento desenfreado a pontos de massificação. Assim, é necessário aprofundar no referido fenômeno, para que se possa trabalhar a questão da avaliação e do princípio do padrão de qualidade, temas atuais de extrema importância (RIBEIRO, 2002, p. 110). salienta que: Em análise ao referido processo de expansão do ensino superior, Sousa (2003, p. 15) Tal processo de consolidação aconteceu em um contexto de disputa entre as elites laicas e os grupos hegemônicos católicos que visavam o controle do ensino superior no país. A forma como o segmento privado reagiu às demandas da sociedade fez com que, na primeira metade da década de 30, este já contasse com cerca de 65,0% das instituições de ensino superior no Brasil. Ainda para Sousa (2003), a década de 50 configurou o segmento privado em duas fases. Na primeira fase, 44% de todas as matrículas inseriam-se na rede privada, cujos cursos visavam à formação de profissionais liberais nas áreas médicas, jurídicas e econômicas. Na segunda fase dos anos 50, exigiu-se uma diversificação dos cursos oferecidos, para garantir a formação de docentes em faculdades de Ciências, Filosofia e Letras, fomentando, ainda, o aparecimento de IES no interior dos Estados membros.

21 21 Teixeira (1989, p. 111), interpreta a expansão do ensino superior, no referido momento, considerando: [...] que a mesma se fez ao correr das circunstâncias, sem plano de previsão, ou mesmo propósito deliberado. Além disso, não decorreu de ato legal determinado, nem refletiu o longo debate educacional que se iniciou na década de 20 e não mais se interrompeu até a votação da Lei de Diretrizes e Bases, em 1961 Desta forma para Cunha (1983), e Ribeiro (2002), o processo de expansão do ensino superior, propriamente dito, iniciou-se com o segmento público, quando terminou a 2ª Grande Guerra. Os fenômenos do populismo, da urbanização e escolarização feminina contribuíram na ampliação da educação superior, pois as matrículas, no nível de ensino em questão, cresceram de 1945 a 1964, uma média anual de 12,5%. No período de 1954 a 1964, houve a federalização das escolas isoladas estaduais, municipais e particulares, criando-se as universidades federais, o que ensejou uma participação do segmento público na ordem de 81% das matrículas totais da educação superior. Neste sentido afirma Sousa (2003), que entre 1960 e 1980, o ensino superior público teve um acréscimo de matrículas na ordem de 480,3%, enquanto o privado atingiu o patamar de 843,7%, ou seja, quase o dobro. De maneira que a expansão do setor particular determinou a sua participação em 63% de todas as matrículas no ensino superior brasileiro, já ao final dos anos A educação superior Pós LDB A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) nº 9.394/96 foi aprovada em 20 de Dezembro de 1996 conforme descrito a seguir: Constitui-se em marco de referência para o início do processo de reestruturação da educação superior no Brasil. Na verdade, o governo Fernando Henrique Cardoso (FHC), a partir do seu primeiro mandato ( ), deu início a uma ampla reforma que objetivou modificar o panorama da educação no país, particularmente da educação superior. Nesse sentido, promoveu a elaboração e a aprovação de um arcabouço legal capaz de alterar as diretrizes e bases que davam sustentação ao modelo que vinha sendo implementado desde a reforma universitária de Além disso, introduziu mudanças concretas no padrão de avaliação, de financiamento, de gestão, de currículo e de produção do trabalho acadêmico, produzindo transformações significativas no campo universitário e na identidade das Instituições de Ensino Superior (IES) (CATANI E OLIVEIRA,s/d, p.1).

22 22 Silva (2012, p. 48), afirma que mesmo tendo passado 10 anos de LDB observa-se que existem ainda muitas diferenças sociais no Brasil e que também a sociedade não foi beneficiada com as mudanças, diante das expectativas criadas. A lei aprovada é o cumprimento de um programa ressalta Alves (2002), que se tornou um padrão simbólico de uma virada neoconservadora da educação no Brasil na década de 90, nos conformes da opinião neoliberal. Essa nova configuração possibilita a criação e expansão de universidades; centros universitários; faculdades integradas; faculdades, institutos superiores ou escolas superiores, ou seja, instituições que não tem por base a ideia da indisociabilidade da pesquisa, ensino e extensão, presente nas universidades. Para Cunha (2004, p. 795), essas mudanças, os centros universitários foram equiparados às universidades em sua autonomia para a criação, organização e extinção de novos cursos, além de outras questões definidas pelo Conselho Nacional de Educação A organização administrativa de instituições De acordo com os dados apresentados pelo site Brasil Escola (s/d) existe dois tipos de categorias para instituições de ensino superior que são: Públicas: que são criadas e mantidas pelo Poder Publico; Privadas: mantidas e comandadas por pessoas físicas ou jurídicas e são de direitos privados. Conforme Colombo e Rodrigues (2011), no art. 19 da Lei n 9.394/96 Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, tratam das entidades mantenedoras como: Publicas que são criadas, sustentadas e conduzidas pelo Poder Publico e Privadas que são conservadas e administradas por pessoas físicas e também jurídicas de direito privado Organização acadêmica de instituições De acordo com o e-mec (2014), a organização acadêmica de instituições de ensino superior são credenciadas como: Universidades, Centros Universitários ou Faculdades. Apresenta também dados que orientam as IES nessa questão, como os de que primeiramente a instituição é credenciada como faculdade. A regularização como

23 23 universidade ou centro universitário depende do credenciamento da instituição já credenciada e estando funcionando regularmente. Segundo Sampaio (2005, p. 77), o art. 16 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, define que: As instituições de ensino superior brasileiras podem assumir as seguintes configurações organizacionais: instituições de ensino mantidas pela União, instituições de educação superior, criadas e mantidas pela iniciativa privada e órgãos federais de educação. A organização acadêmica para Moura (2009, p. 28), determina as instituições de ensino superior quanto a sua competência e responsabilidade. Neste sentido as instituições estão estruturadas como: Instituições Universitárias divididas em três formas: Universidades, Universidades Especializadas e Centros Universitários. Instituições não Universitárias que se entende como: Centros Federais de Educação Tecnológica, Centros de Educação Tecnológica, Faculdades Integradas, Faculdades Isoladas e Institutos Superiores de Educação. 2.2 A CONTRIBUIÇÃO DO SEGMENTO PRIVADO NO MOMENTO ATUAL DA EDUCAÇÃO SUPERIOR Francisco, Burigo, Otani e Helou (2011, p. 12), ressaltam que as IES privadas, em 2009, representaram 74,6% do total das matrículas no ensino superior, respondendo por das matrículas brasileiras. Neste sentido Sampaio (2011, p. 41), afirma que a participação crescente do setor privado nos sistemas nacionais de ensino superior, mediante processos de internacionalização do capital e de globalização da oferta de educação superior, é um fenômeno mundial. De acordo com Bemfica (2014), a participação da IES cresceu 73% em apenas uma década. Descreve também impulsionado por políticas de governo, pelo aumento e oferta de financiamento, pela melhora geral no padrão econômico da população e por escassez no número de instituições públicas para atender o aumento da demanda, o ensino superior oferecido por instituições privadas, que vem passando por mudanças desde os anos 90, domina a oferta de cursos e vagas, para diferentes segmentos. Bemfica (2014, s/p) ainda apresenta alguns dados:

24 24 Os dados do Censo da Educação Superior de 2012 (os dados de 2013 só estarão consolidados no segundo semestre), elaborado pelo Ministério da Educação e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), deixam evidentes os tempos de bonança. Nos últimos 10 anos, o número total de matrículas em cursos de graduação no Brasil quase duplicou. Eram em 2003, quando a fatia da rede privada, de matrículas, chegava aos 70%. Em 2012, o total de matrículas saltou para E a participação das instituições particulares (com matrículas), subiu para 73%. Como a meta do Plano Nacional da Educação é dobrar o tamanho do ensino superior no país até 2020, o futuro também se mostra promissor. No parágrafo acima, o autor ressalta o grande crescimento de matrículas que houve em cursos de graduação no Brasil no ano de INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR ENQUANTO ORGANIZAÇÕES COMPLEXAS Organizações complexas segundo Mainardes, Miranda e Correia (2011), são as IES de pequeno porte que apresentam alguns pontos parecidos à gestão de Micro, Pequenas e Médias empresas, em especial a importância dada à Visão como determinante da estratégia. Morgan (1996), afirma que é difícil ter uma definição específica de uma organização devido à variedade e exclusividade de suas características, que as tornam sem uma evidência científica única para todas, considerando por meio de seus estudos que as organizações são complexas com características peculiares. Baldrigde (1983), identifica as IES sem fins lucrativos, como instituições caracterizadas por objetivos redundantes. Tem sua natureza política com base em grupos de interesses e uma estrutura complexa. 2.4 INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR PRIVADAS E A SUSTENTABILIDADE FINANCEIRA A gestão financeira das IES deve ser realizada a fim de garantir a sustentabilidade da organização. Diz respeito a uma ferramenta composta por vários apontadores úteis a tomada de decisão, apropriados de auxiliar os gestores educacionais na avaliação dos investimentos necessários ao bom funcionamento da organização. De acordo com Bittencourt e Palmeira (s/d), gestão financeira é um conjugado de atividades administrativas que abrangem as bases da administração, planejamento, análise e

25 25 controle, com a finalidade de maximizar os derivados econômicos ou financeiros provocados pelas operações empresariais. Segundo Gitman (2004), gestão financeira é um instrumento utilizado para controlar da forma mais diligente possível, no que diz respeito ao consentimento de credito para clientes, planejamento, analise de investimento e de meios viáveis para a aquisição de recursos para financiar intervenções e atividades da empresa, mirando sempre o desenvolvimento, impedindo gastos dispensáveis, desperdícios, observando as melhores alternativas para a direção financeira da organização. Capelato (2001), afirma que um dos pilares da gestão de qualquer empresa, ou seja, compreendendo também uma instituição de ensino superior privada, é justamente a sustentabilidade financeira. A busca da sustentabilidade pelas instituições de ensino algumas vezes esbarra em duas questões respeitáveis: a falta de informações para o controle financeiro e a falta de parâmetros de mercado para críticas comparativas e amarração de metas. 2.5 GESTÃO ESTRATÉGICA A partir do contexto da estrutura das IES, que prevê a racionalização e a funcionalidade, tornando-as uma organização administrável e do contexto ambiental em que estas organizações estão inseridas, a gestão estratégica se torna fundamental para a obtenção de resultados positivos nas atividades que se propõem. Neste sentido dados disponibilizados no Portal Gestão e Inovação, diz que a mesma é o processo de desenvolvimento e execução de uma série de ações competitivas para ampliar o sucesso da organização, tanto no presente como no futuro. O portal do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (s/d), afirma que a gestão estratégica é arranjar com que a estratégia da organização seja seguida, analisada e realinhada de forma ordenada por meio de um artifício eficaz, utilizando-se de reuniões com foco na tomada de decisão, incluindo como alvo essencial, a estratégia da organização. Segundo Gama Filho e Carvalho (1998), gestão estratégica é um processo aplicado e respectivo, por meio do qual uma IES, pode construir sua missão, objetivos e metas, bem como escolher as estratégias e os meios para igualar seus objetivos em certo tempo, sendo que uma das maneiras de facilitar esse processo é por meio de constante integração com o meio ambiente externo.

26 26 Por outro lado, conforme afirmam Tachizawa e Andrade (2006), o conceito de gestão pode ser mais amplo, para efeito metodológico, mediante a interação de atividades de controle estratégico de variáveis internas e externas á instituição de ensino, utilizando, principalmente indicadores de gestão, de qualidade e de desempenho. O conceito de gestão estratégica, para Braga e Monteiro (2005, p. 150), é um processo administrativo que visa dotar a instituição da capacidade de antecipar novas mudanças e ajustar as estratégias vigentes com a necessária velocidade e efetividade sempre que for necessário. No entender de Santos (2008, p. 326), o procedimento de gestão estratégica é composto por numerosos elementos e amplia-se de maneira sequencial, em dois subgrupos: a formulação da estratégia a implantação da estratégia Gestão Estratégica em Instituições de Ensino Superior Atualmente o tema Gestão da Estratégia, tornou-se um fator de grande importância para a competitividade das organizações afirma Mangels (2005), dos mais diversos setores, como ONGs, instituições sem e com fins lucrativos, entidades públicas e governos, estão cada vez mais preocupados em se garantir na atividade em que atuam, assumindo objetivos claros junto aos seus stakeholders. Mediante a complexidade das organizações escolares e sua forma de estruturação ambígua, não se pode deixar de complementar pela citação de Meyer e Lopes (2008), que este contexto complexo de organizações da educação somente pode ser enfrentado como uma gestão profissional reunindo características como visão estratégica e capacidade de inovação. Para Sabia e Rossinholi (2001), as IES proporcionam uma gestão tradicional, que possui uma composição organizacional verticalizada, com forma piramidal, na qual cada função hierarquicamente inferior está sob controle e administração da mais alta, ou seja, aquela que lhe é seguidamente superior, afirmando integração de controle. A gestão das organizações para Meyer e Lopes (2008), tem uma relevância fundamental para alcance dos objetivos e para o cumprimento de sua missão. Diversas são as razões que tornam necessária a gestão de uma organização escolar: definição de objetivos, integração de recursos, desempenho das ações integradas, liderar pessoas e atender as expectativas individuais e sociais.

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