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1 FACULDADES SPEI UNIDADE TORRES PROFESSORES COLABORADORES: MANUAL DE TCC CRIAÇÃO DE EMPRESAS Manual de TCC Elaborado pelo Professor Alexeier Pereira, Coordenador do TCC, com a colaboração do Professor Evandro Claret de Carvalho. CURITIBA 2009

2 SUMÁRIO 1 O TCC ESCOLH A DO GRUPO ORIENTAD O R PROJE TOS COM DES ENVOLVIMENTO LOC AL S U STENTÁVEL DESENVOLVIMENTO E CONÔM ICO DESENVOLVIMENTO E COLÓGICO DESENVOLVIMENTO C OM UNITÁR IO CRITÉ RIOS P AR A D ES ENVOLVIMENTO DO TC C AL UNOS AP ROV AD OS NO TCC 1 E REPROV AD O S NO TCC INTRO DU Ç ÃO... ERRO! INDICADOR NÃO D EFINIDO. 3 ASPECTOS MERC ADOL Ó GICOS MERC ADO AL VO PESQUIS A DE MERC ADO SEGM ENT AÇ AO DE M ERC AD O SEGM ENT AÇ ÃO GEOG R ÁFIC A SEGM ENT AÇ ÃO DEM OGR ÁFI C A SEGM ENT AÇ ÃO PSIC OGR ÁFI C A SEGM ENT AÇ ÃO COM P ORTAM ENTAL DEM AN DA O PRODUTO/SERVIÇO... ERRO! INDICADOR NÃO D EFINIDO. 4.1 CO NCO RRÊ NCI A POSICION AM E N TO AL M EJADO PRO DU TO PREÇO C AN AI S DE DISTRI B UIÇ ÃO COM POSTO PROM OCI ON AL SISTEM A DE INFOR M AÇ ÃO DE M AR KE TING ORÇ AM ENTO ASPECTOS ESTR ATÉGI COS AN ÁL ISE DO M AC RO - AM BIENTE FO RÇAS POLÍTICO-LEGAIS FO RÇAS TECN OLÓ G ICAS FO RÇAS ECONÔMI C AS FO RÇAS DE MOG RÁ FICAS FO RÇAS CU LTURA IS FO RÇAS ECOL ÓGI C AS ANÁLISE DA CO N C O RRÊNCIA ANÁLISE DE FO R NE CEDORES ANÁLISE CO NSIDERANDO AS CINCO FORÇAS CO MPETITIVAS DE P ORTER AN ÁL ISE SW OT ANÁLISE SW OT - AMBIENTE EXTE RNO ANÁLISE SW OT - AMBIENTE INTERNO DIRE TRIZES ORG AN IZAC ION AI S MISSÃO VISÃO VALO RES OBJETIVOS ESTR ATÉGI A ESTRATÉGIA GENÉRICA ESTRATÉGIAS ES PECÍFICAS ASPECTOS DE PRO DU Ç ÃO E OPER AÇ ÕES LOC AL IZ AÇ ÃO I MPORTÂNCIA DA LOCALIZAÇÃO FATORES QUALIT ATIVOS FATORES QUANTI TA TIVOS DESCRIÇ ÃO DOS PROCESSOS PRO CESSOS PRO CE SSOS EM LO TES OU BAT ELADAS DEFINI Ç ÃO DO AR R ANJO FÍSICO (L AYOUT) LAYOUT POR POS IÇAO FI XA EQUIP AM ENTOS DE PROCESS AM ENTO DEPRE CIAÇÃO ÍNDICE GERAL D OS PREÇOS DO MERCADO M AN U TENÇ ÃO MANU TENÇÃO PRE V ENTIVA MANU TENÇÃO COR RETIVA C AP AC I D ADE DE PRODUÇ ÃO CAPACI DADE INS TALADA CAPACI DADE UTI LIZADA PRO DUT O ESTOQUES OCI OSIDADE SAZONALI DADE... 45

3 6.7 INDI C AD ORES DE DESEM PENHO POLÍ TIC A DE QU AL I D AD E ORÇ AM ENTO DE PRO DUÇ AO INVESTIME NTOS ORÇA MENTO ÁREA ADMINISTRATIVA ORÇA MENTO ÁREA PRODU ÇÃO ORÇA MENTOS DE R ECURSOS HUMANOS ASPECTOS DE RECURS OS HUM AN OS DESCRIÇ ÃO DE C AR G OS DESCRIÇÃO DE CARGOS ÁREA ADMINISTRATIVA DESCRIÇÃO DE CARGOS ÁREA DE PRODU Ç ÃO ORGANOG RA MA AV ALI AÇ ÃO DE DES E M PENHO INDICADO RES DE AVALIAÇÃO DE DESEMPE N HO MÉTODO DE AVAL IAÇÃO DO DESE MPENHO POLÍ TIC A DE REM U NER AÇ ÃO E BENEFÍCIOS REAJUSTES POLÍ TIC A DE TREI N AM ENTO E DESENVOLVI M EN TO CO N TROLES UTILIZ ADOS PELA ÁR E A DE RE C URSOS HUM AN OS ORÇ AM ENTO RECURS OS HUM AN OS ASPECTOS JU RÍDI COS R AZ ÃO SOCI AL E FO RM A JUR ÍDI C A PORTE D A EM PRES A OBRIG AÇ ÕES FISC AI S E EXIGÊNCI AS LEG AIS E XIGÊ NCIAS LEG AI S, PRAZOS E CUSTOS PARA A ABERTURA DA E MP RESA REGIS TRO D A M AR C A DIREI TOS B ÁS ICOS DO CONSUM IDOR DI REITOS BÁSICOS DO CO NSUMIDO R AN ÁL ISES CONTR AT U AI S ASPECTOS DE SISTEM AS DE INFORM AÇ ÕES ELEM ENTOS DO SIS TEM A DE INFORM AÇ ÃO HA RDW ARE SOFTW ARE DESENVOLVIMENT O DE SOFTW ARE ESPECÍ FICO ÁREA DE PRODUÇÃ O / SERVIÇO BANC O DE DADOS DISPOSITIVO DE TELECO MU NICAÇÕES DISPOSITI VO DE SEGURANÇA SISTEMAS OPERA CI ONAIS DE REDE FLUXO DE D AD OS E INFORM AÇÕES GESTÃO DO CO NHECIMENTO ORÇ AM ENTO ASPECTOS ADM INIS T R ATIVOS ORÇ AM E N TO ÁR E AS ADM INIS TR ATIV AS POLÍ TIC AS ADM I N ISTR ATIV AS ASPECTO S COM ERCI AIS POLÍ TIC AS COM ERCI AI S ASPECTOS FIN AN C EI R OS DES CRIÇ ÃO D A NE C ESSIDAD E DE RECURSO S DES CRIÇ ÃO DOS F INAN CI AM ENTOS CONTR AT AD OS SISTEMAS DE A MO RTIZAÇÃO POLÍ TIC AS DE CRÉDITO E CO BR AN Ç A POLÍTICAS DE CRÉ DITO DEM ONS TR AÇ ÕES F I N AN CEIR AS LU CRO REAL / PRESUMIDO DEMONSTRA ÇÕES DE RESULTADO DO E XE R CÍCIO ORÇA MENT O E F L U XO DE CAI XA BALA NÇO PATRI MONIAL PONTO DE EQUILÍ B R IO PONTO DE EQUI LÍ BRIO OPERACIONA L PONTO DE EQUI LÍ BRIO FINANCEI RO PONTO DE EQUI LÍ BRIO CONTÁBIL AN ÁL ISE D AS DEM OSTR AC ÕES FIN AN C EIR AS Í NDICES DE LI Q UI DEZ RENTABILIDA DE DO ATIVO CICL O FINANCE IRO E NDIVIDA MENTO AN ÁL ISE DE INVE S TI M ENTO PAYBACK EFEITO TESOURA VALO R PRESENT E LÍQUIDO TA XA MÍ NIMA D E ATRATIVIDADE TMA TA XA INTERNA DE RETORNO FÓ RM UL AS DE PRE VIS ÃO DE F ALÊNCI AS A NÁLISE DISCR I MI NANTE - FATOR DE INSOLVÊNCIA AN ÁL ISE HO RIZO N TAL E VERTI C AL CO NCL US ÃO

4 6 1 O TCC Mesmo depois de todo o esforço para alcançar a média nas provas e ter se desdobrado para cumprir as atividades complementares como trabalhos e seminários, antes de pegar o diploma do Ensino Superior o aluno ainda tem mais uma etapa para vencer. O TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) é o teste final, que vai colocar à prova todos os conhecimentos adquiridos ao longo dos anos do curso de graduação, além de testar a capacidade do estudante fazer isso na prática com equilíbrio suficiente para manter a qualidade de seu trabalho. A pressão e o nervosismo nessa última etapa da graduação são inevitáveis e começam com a escolha do tema, passam pela realização da pesquisa, elaboração do trabalho prático e avaliação da pré-banca e terminam apenas com o aval da banca final. A importância dessa etapa extrapola o âmbito acadêmico, pois marca o início de um portfólio profissional. Todas as etapas, definidas abaixo, serão abordadas com profundidade ao longo do ano para formar um apanhado de dicas a respeito do que não se pode esquecer no desenvolvimento do seu projeto. 1.1 CRITÉRIOS PARA DESENVOLVIMENTO DO TCC O trabalho de conclusão de curso é desenvolvido ao longo de dois semestres, configurando -se em TCC 1 e TCC 2. Equipes de 3 (três) ou 4 (quatro) alunos; Aprovação da idéia de negócio pelos professores envolvidos na condução e orientação do TCC, mediante apresentação de pré - projeto;

5 7 Cumprimento dos prazos e conteúdos estabelecidos no cronograma da disciplina do TCC; Cumprimento das correções exigidas pelo orientador e pelo professor da disciplina; Defesa e aprovação na qualificação do projeto, ao final da TCC1; Defesa e aprovação na apresentação final do projeto à banca, na disciplina do TCC 2, de acordo com as datas estabe lecidas. Entrega da versão final do projeto, encadernada e em meio eletrônico ao professor da disciplina. 1.2 ALUNOS APROVADOS NO TCC 1 E REPROVADOS NO TCC 2. Os alunos reprovados no TCC 1, devem matricular -se novamente em TCC 1, iniciando um novo projeto. Os alunos que forem aprovados no TCC 1 e reprovados no TCC 2 serão matriculados no TCC 2 e têm o período daquele semestre para desenvolver e apresentar o projeto à banca, finalizando todas as etapas. Caso o aluno tenha apresentado o projeto e tenha sido considerado reprovado pela banca, o aluno deverá desenvolver um projeto diferente. No caso do aluno reprovado não ter apresentado o projeto à banca no semestre anterior, poderá dar continuidade ao mesmo projeto, caso efetue matrícula logo no semestre subseqüente, sendo essa condição válida por apenas um semestre. Se ainda assim o aluno não concluir o projeto, no semestre seguinte ele devera desenvolver um projeto diferente. Caso não haja mais nenhum aluno na mesma condição de reprovado no TCC 2 na turma, deve ser ofertada a

6 8 possibilidade ao aluno de desenvolver o projeto individualmente. O aluno matriculado em TCC 2 pode optar por juntar -se a um grupo que está desenvolvendo o TCC 1, deve declarar -se ciente de que essa condição implicará na reprovação naquele sem estre, para nova matrícula e conclusão do projeto no próximo semestre. 1.3 ESCOLHA DO GRUPO O TCC é realizado em grupos, preferencialmente de 4 integrantes. O aluno deve evitar compor grupos com amigos que demonstram desinteresse. Procure saber se todos os integrantes têm interesse pelo tema escolhido, se possuem tempo para a realização do projeto e, ainda, se conhecem o assunto. Os estudantes precisarão lidar com organização, pressão e falta de tempo. Por isso, é importante ter no grupo pessoas com os mesmos interesses e que ajudem umas às outras. 1.4 ORIENTADOR A equipe terá um orientador que será definido pela Coordenação do TCC, dentre os professores do quadro de orientadores, no início do 7º período. O papel do orientador num TCC é essencial, afinal, ele dará todo o suporte necessário para o desenvolvimento do programa. Portanto, uma boa escolha faz toda a diferença. Procure um professor especializado na área escolhida para seu projeto. Ter afinidade e bom relacionamento com o orientador também é importante p ara uma parceria de sucesso. A figura dos co - orientadores pode enriquecer muito o trabalho

7 9 1.5 PROJETOS COM DESENVOLVIMENTO LOCAL SUSTENTÁVEL a. São aqueles que atendem as necessidades das presentes gerações, sem comprometer a capacidade de desenvolvimento das n ovas gerações. b. Negócios que promovem resultados, integrando os aspectos relacionados com eficiência econômica, equidade social e o meio ambiente. c. Mantém uma perspectiva de rentabilidade econômica no médio e longo prazo. d. Opera dentro da Lei, sem passivos que possam gerar prejuízos inesperados. e. Minimiza sua dependência de recursos esgotáveis, ou sujeitos a escassez. f. Minimiza seus impactos sobre os recursos naturais e a paisagem. g. Desenvolve produtos e serviços que contribuem para o que e percebido pela sociedade como um beneficio social ou ambiental. h. Estabelece uma relação de respeito e minimiza o conflito com seus funcionários, fornecedores, clientes, acionistas e sociedade. i. Cultiva a eficiência dos recursos renováveis e não renováveis, com investimentos em tecnologia avançada e soluções de longo prazo, assim como se preocupa com os impactos de seus bens e serviços ao longo de todo o seu ciclo-de-vida. j. Reduz os resíduos e recicla os materiais que descarta. k. Tem transparência na gestão independentemente de possui r capital aberto, promovendo a confiança. l. Evita o uso de formas de propaganda maliciosa que induzam o publico a confundir a verdadeira atuação da empresa com ações beneficentes que não influenciam sua atuação. m. Relaciona-se com demandas de ordem global (o a quecimento do planeta ou surgimento de consumidores engajados em outros continentes) e local (a comunidade que sua atuação afeta), simultaneamente.

8 DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO n. Sustentar o crescimento econômico. o. Maximizar o lucro. p. Expandir mercados. q. Minimizar os custos. 1.7 DESENVOLVIMENTO ECOLÓGICO r. Respeitar a capacidade de suporte. s. Conservar e reciclar recursos. t. Reduzir desperdícios. 1.8 DESENVOLVIMENTO COMUNITÁRIO u. Aumentar a auto suficiência local. v. Satisfazer as necessidades humanas básicas. w. Aumentar a equidade. x. Garantir participação e responsabilidade social. y. Usar tecnologia adequada. 2 ETAPAS DO TCC Este manual tem o objetivo de auxiliar os alunos do 7º e 8 º período das Faculdades SPEI, servindo como um roteiro para elaboração do seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), com foco na criação de empresas. Neste manual estão contempladas todas as áreas a serem abordadas no projeto, seguindo de forma ordenada, passo a passo os aspectos importantes de um estudo de viabilidade. Iniciando pelos aspectos mercadológicos, com todo o estudo de mercado, e pesquisas

9 11 pertinentes, é feito do o desenvolvimento, e finalizando com a análise de todos os números e resultados que puderam ser extraídos do TCC. Para um aluno que está iniciando seu projeto TCC, as informações aqui contidas, são muito importantes, pois auxiliarão no desenvolvimento do trabalho, mostrando referê ncias bibliográficas, e também detalhando o que se espera de informações em cada tópico. As etapas do TCC compreendem o desenvolvimento dos aspectos mercadológicos, estratégicos, de produção, de Recursos Humanos, jurídicos, de sistemas de informação, administrativos e financeiros, que passam a ser detalhados a seguir.

10 12 3 ASPECTOS MERCADOLÓGICOS Para se iniciar um projeto, o primeiro passo e saber qual produto ou serviço serão oferecidos. Após esta definição deverá começar as analises do Mercado onde irá atuar, obedecendo os passos a seguir: 3.1 MERCADO ALVO Como o ponto central das atividades de marketing é o consumidor, nenhuma organização de marketing inicia suas estratégias globais sem descrições detalhadas do seu mercado alvo - o grupo de pessoas a quem a empresa decide dirigir seus projetos de marketing. (BOONE, 1998, p.19). As empresas estão inseridas em um mercado globalizado onde o crescimento da competitividade é co nstante, desta forma, estas devem buscar conhecer o perfil de seus consumidores, se antecipando as novas tendências e necessidades do mercado. 3.2 PESQUISA DE MERCADO Apresentar qual é o tipo de pesquisa, forma de aplicação, cálculo de tamanho de amostra que servirá de referência para entendimento de perfil do consumidor, bem como, para entendimento das características de atuação do distribuidor, concorrente e fornecedor.

11 SEGMENTAÇAO DE MERCADO A segmentação de mercado revela as oportunidades de mercado que a empresa defronta. Agora, ela precisa avaliar os vários segmentos e decidir quantos e quais deles atingir. (KOTLER, 1996, p. 249). Depois de avaliada as oportunidades de mercado, a empresa devera decidir com quais e quantos produtos/serviços vai trabalhar, para esta decisão deve-se se levar em conta a receita/preço com este produto, mercado-alvo, tendências, e finalidade do produto SEGMENTAÇÃO GEOGRÁFICA A segmentação geográfica dividir um mercado global em grupos homogêneos com base em localidades tem sido usada há centenas de anos, embora a homogeneidade das decisões de compra do consumidor não caracterize cada área geográfica, esta abordagem do processo de segmentação é útil para reconhecer não apenas os padrões específicos do produto, como também as tendências gerais de compra. (BOONE, 1998, p ). A segmentação geográfica propõe dividir o mercado em unidades geográficas diferentes como países, estados, regiões, cidades ou distritos. A empresa pode decidir operar em uma ou algumas áreas geográficas ou operar em todas, mas deve prestar atenção às variações locais em termos de necessidades e preferências geográficas (KOTLER, 1996, p. 240). É de extrema importância definir onde a empresa irá oferecer seus produtos/serviços. A empresa poderá decidir em operar apenas em uma cidade ou país, e também em todas as partes do mundo. Para esta avaliação deverá se observar se todas as regiões escolhidas têm as mesmas necessidades, pois, por exemplo, se o produto for sorvete não será válido querer atuar em uma região que tenha temperatura média anual próxima do zer o, ou vender pneus onde o meio de locomoção éo cavalo.

12 SEGMENTAÇÃO DEMOGRÁFICA Divisão dos grupos consumidores de acordo com variáveis demográficas, como sexo, idade, renda, ocupação, educação, tamanho da família e estágio no ciclo da vida da família. Algumas vezes esta abordagem de segmentação socioeconômica. (BOONE, 1998, p. 225). A segmentação demográfica consiste em dividir o mercado em grupos baseados em variáveis demográficas como idade, sexo, tamanho da família, ciclo de vida da família, renda, ocupação, formação educacional, religião, raça e nacionalidade. (KOTLER, 1996, p. 240). A Segmentação Demográfica tem como objetivo avaliar as variações demográficas do público que se deseja atingir, como idade, sexo, renda, formação, ocupação, tamanho da família, classe social, religião, raça, nacionalidade. Esta segmentação no auxilia para que não cometamos o erro de querer vender fraldas para toda a população de uma cidade, neste caso apenas conside rar a quantidade de crianças na faixa etária que utilizam este produto, lembrando de avaliar se os moradores desta cidade têm condição de comprar, pois a o risco dest es utilizarem produtos reutilizáveis SEGMENTAÇÃO PSICOGRÁFICA A segmentação psicográfica geralmente se refere à segmentação pelos perfis do estudo de vida dos diferentes consumidores. Tais perfis são desenvolvidos por pesquisas que indagam dos consumidores se eles concordam ou discordam das declarações da AIO, uma coleção de varias centenas de declarações relacionadas à atividade interesses e opiniões. A segmentação Psicográfica aborda o estilo de vida do consumidor, o seu modo de viver, como as pessoas vivem o seu cotidiano. (BOONE, 1998, p.229). Esta segmentação se faz importante, pois possibilitará a compreensão de como determinado grupo de pessoas vivem, o que pensam, a sua maneira de agir. Através de essas informações se pode vislumbrar se estes são ou não potenciais compradores de nossos produtos/serviços.

13 SEGMENTAÇÃO COMPORTAMENTAL Segundo Kotler (1996, p. 243), Na segmentação comportamental, os compradores são divididos em grupos, tomando -se como base seu conhecimento, atitude, uso ou resposta para um produto. Esta analise é importante para se identificar o comportamento dos possíveis clientes, através desta segmentação é possível avaliar se este público ira ou não se interessar pelo produto/serviço, bem como focar mais as ações neste público alvo. 3.4 DEMANDA Demanda de mercado por um produto é o volume total que seria comprado por um grupo definido de consumidores, em determinada área geográfica, em período de tempo definido, em um ambiente de mercado definido sob um determinado programa de marketing (KOTLER, 1996, p.221). Com a compilação de todas as informações de segmentação de mercado, já é possível estabelecer a demanda da empresa, levando em conta a capacidade do mercado em consumir este produto/serviço, e a capacidade instalada da empresa para este fornecimento. 3.5 CONCORRÊNCIA Administrar convenientemente a ação da concorrência é um dos grandes desafios ambientais. Isso exige negociações diretas e indiretas através de associações de classe. De qualquer maneira a graças a atuação da concorrência que uma empresa tende a organizar -se, adaptar-se e ate mesmo inovar para poder vencer a bata lha do mercado. No balanceamento dos pontos fortes e os fracos da empresa versus o da concorrência e na aferição das ameaças e oportunidades recíprocas é que uma organização se supera e até mesmo cresce (COBRA, 1992, p. 127) A concorrência de uma empresa, podemos afirmar que possui duas faces, uma delas é que pode roubar todos os nossos clientes e gerar grande dificuldade na empresa, entretanto a concorrência também faz com que atendamos cada vez melhor os

14 16 nossos clientes, isso através das melhorias dos processos internos e externos. 3.6 POSICIONAMENTO ALMEJ ADO Toda empresa tem que possuir um objetivo, este objetivo vai guiar a empresa ano a ano, até conseguir alcançá-lo. Com este objetivo ela deverá fazer todas as análises sobre o mercado que atua para identificar o caminho mais curto alcançar o sucesso almejado. 3.7 PRODUTO OU SERVIÇO Toda organização tem o objetivo de atender as necessidades de uma pessoa ou empresa. Partindo deste principio básico toda organização deve oferecer um produto ou serviço que seja útil, atrativo e que traga alguma vantagem para o consumidor, caso ele não tenha a necessidade daquele produto, cabe a o empreendedor fazer com que o consumidor tenha a necessidade daquele bem ou serviço. Consideramos como produto, todo e qualquer bem colocado a venda no comércio, desde alimento, roupa, automóvel, etc. Uma definição restrita da palavra produto enfoca as características físicas ou funcionais de um bem ou serviço. Conseqüentemente, um produto é um agregado de atributos físicos, simbólicos e de serviço, concebidos para aumentar a satisfação desejada pelo consumidor (BOONE, 1998, p.250). Produto é algo que pode ser oferecido a um mercado para sua apreciação, aquisição, uso ou consumo para satisfazer a um desejo ou necessidade (KOTLER, 1996, p.376). Quando criamos um produto ou serviço, por ser algo novo, temos que detalhar bem primeiramente qual a finalidade e utilidade do mesmo, a partir deste momento, devemos detalhar todos os atributos físicos do mesmo.

15 PREÇO Preço é o valor que se cobra sobre um produto ou serviço oferecido no comércio. O preço pode sofrer variações em conseqüência de oferta e demanda de mercado, ou pode ser de um mercado especifico que não apresenta restrições a valores altos cobrados. O preço é o único elemento do composto de m arketing que produz receita; os outros elementos geram custos. O preço é também um dos elementos mais flexíveis do composto de marketing porque pode ser rapidamente modificado, o que não ocorre com as características produto ou com os compromissos assumidos com os canais de distribuição (KOTLER, 1996, p.425). Filósofos antigos já reconheciam a importância do preço no funcionamento do Sistema econômico. Alguns documentos daquela época referem -se a tentativas de determinar preços justos e moderados. Hoje em d ia, o preço continua a servir como meio de regular a atividade econômica. O emprego de qualquer um dos quatro fatores de produção terra, capital, recursos humanos e espírito empreendedor depende do preço atribuído a cada um dos fatores. Da mesma forma, p ara uma empresa individual os preços cobrados e as quantidades correspondentes adquiridas por seus clientes representam a receita recebida. Os preços, portanto, influenciam os lucros da empresa, bem como a utilização de seus fatores de produção (BOONE 1998, p.466). Quando definimos um preço de um produto ou serviço oferecido, devemos ter um motivo. Cabe ao s autores dos projetos detalharem a forma pela qual chegaram ao preço final do produto, que deve contemplar todos os custos, despesas, tributos municipai s, estaduais e federais, deixando uma margem de lucro para o empreendedor do negócio. 3.9 CANAIS DE DISTRIBUIÇÃO Os canais de distribuição são as formas pelas quais os produtos ou serviços serão oferecidos ao consumidor final. Os canais de distribuição agrupa m varias instituições de marketing e seus inter-relacionamentos em um sistema

16 18 organizado, a fim de promover o fluxo físico e nominal dos bens e serviços desde o produtor até o consumidor ou usuário empresarial (BOONE 1998, p.320). Os tipos de canais pelos quais um produto é oferecido também influenciam a percepção dos consumidores sobre a imagem do produto. (CHURCHILL; PETER, 2003, p. 166). Após criar um produto e saber quem são os potenciais consumidores deste, cabe ao empreendedor estabelecer a forma que o mesmo será distribuído. Para fazer o transporte, no caso de produtos, a lguns critérios deve ser observados, tais como: são frágeis? Suportam altas temperaturas? Precisam ficar refrigerados? A validade do produto? Além destes pontos, é importante focar também na questão de onde o consumidor gostaria de encontrar o produto; No mercado? Numa loja de utilidades? Em prateleiras? Que lhe fosse oferecido em sua porta? Os canais de distribuição são muito importantes para venda, mas também não podemos deixar de pensar nos custos que estes irão gerar para empresa, ou para o preço de venda dos clientes potenciais da empresa COMPOSTO PROMOCIONAL Faz parte do composto promocional toda a relação que a empresa tem com o cliente, como chegar nele, como satisfazê -lo, como manter ele sempre ao lado da empresa. As empresas enfrentam a tarefa de alocar o orçamento total de promoção entre cinco ferramentas promocionais: propaganda, promoção de vendas, marketing direto, relações públicas e venda pessoal. Dentro do mesmo set or, as empresas podem diferenciar consideravelmente em como alocar o orçamento promocional (KOTLER, 1996, p.527). Marketing de relacionamento - criar, manter e aprimorar fortes relacionamentos com os clientes e outros interessados. Alem de elaborar estratégias para atrair novos clientes e criar transações com eles, as empresas empenham -se em reter os

17 19 clientes existentes e construir com eles relacionamentos lucrativos e duradouros ( KOTLER, 2004, p. 474). Os gastos com Marketing geralmente são considerados como uma despesa que a empresa tem, entretanto também podemos dizer que os gastos com Marketing são um investimento, pois através deles a empresa irá vender mais, e gerar melhores resultados. Mas antes de sair gastando em campanhas promocionais, a empresa deve estudar o quanto vai gastar, e o quanto vai gerar de resultado para saber se é valido fazer aquele gasto SISTEMA DE INFORMAÇÃO DE MARKETING Como já abordado por Churchill e Peter (2000, p.118) Hoje, a maior parte das organizações usa computadores para ajudá-las a coletar, classificar, armazenar e distribuir informações a serem usadas para tomar decisões de marketing. Um sistema de informações de marketing (SIM) é um sistema planejado, baseado em computador, projetado para prover os administradores de fluxo contínuo de informações relevantes para áreas específicas de decisão, podendo tornar mais fácil à obtenção de informações relevantes. (BOONE; KURTZ, 1998, p.145). Nos dias atuais, a tecnologia faz muita diferença na existência das organizações, falando de marketing não é diferente. Tende um software que gerencie as informações dos clientes, a empresa ganha em agilidade na tomada de decisões, pois terá um completo banco de dados.

18 ORÇAMENTO Toda a empresa deve possuir um orçamento, mensal e anual, neste prever todas as receitas, bem como a despesas, para se chegar no resultado (lucro) que o empreendedor deseja. No caso de se identificar que em determinado mês não atingiu seus objetivos, deve tomar as ações pertinentes para correção imediata. O orçamento empresarial é a tradução em termos monetários, do planejamento das atividades da empresa, sendo retratado, de forma integrada, sob os aspectos econômicos e financeiros. Para elaboração do orçamento empresarial concorrem os orçamentos setoriais. O or çamento empresarial deverá ser desenvolvido de forma integrada, sob os aspectos econômico e financeiro. (SÁ; MORAES, 2005, p.20). Quando se elabora um TCC e imprescindível que se faça um orçamento, e este não apenas para ter números e bons números, e sim para se saber se a empresa e viável ou não economicamente, utilizando para estas projeções bases concretas e resultados de pesquisas. Deve se contemplar também os investimentos que por ventura serão realizados no decorrer dos meses e dos anos. 4 ASPECTOS ESTRATÉGICOS Toda a empresa deve possuir estratégias, pois se não sabe onde quer chegar, qualquer lugar está bom, e qualquer lugar, às vezes, pode representar prejuízo e quebra da empresa. A administração estratégica é um processo contínuo de determinação da missão e objetivos da empresa no contexto de seu ambiente externo e de seus pontos fortes e fracos internos, formulação de estratégias apropriadas, implementação dessas estratégias e execução do controle para assegurar que as estratégias organizacionais sejam bem - sucedidas quanto ao alcance dos objetivos. (W RIGHT; KROLL; PARNELL, 2000, p.45).

19 21 No projeto TCC é obrigatório criar uma estratégia de atuação de três anos, para se saber onde quer chegar, e quais os caminhos ira percorrer para se alcançar seus o bjetivos. Um planejamento estratégico exige muita dedicação e aprofundamento da empresa e do mercado em que atua, para conseguir se obter um resultado que seja realizável a médio e longo prazo. 4.1 ANÁLISE DO MACRO-AMBIENTE Antes mesmo de se abrir uma empresa, deve-se estar atendo no meio em que ela ira atuar, e as forças que podem influenciar a operação da empresa, e conseqüentemente no seu resultado. Todas as empresas são afetadas por quatro forcas macro ambientais: as político-legais, as econômicas, as tec nológicas e as sociais. Embora algumas vezes organizações muito grandes (ou várias empresas associadas) tentem influenciar a legislação ou, por meio de pesquisa e desenvolvimento (P&D), abram caminho para mudanças tecnológicas ou sociais, essas forcas macro ambientais não estão, em geral, sob controle direto das organizações (W RIGHT; KROLL; PARNELL, 2000, p.47 e 48) FORÇAS POLÍTICO-LEGAIS Incluem os resultados de eleições, legislações e sentenças judiciais, bem como decisões tomadas por várias comissões e instâncias em cada nível de governo. (WRIGHT; KROLL; PARNELL, 2000, p.48). Na visão de KOTLER, (1996, p.153), O ambiente legislativo é composto de leis, órgãos governamentais e grupos de pressão que influenciam e limitam várias organizações e indivíduos na sociedade.

20 FORÇAS TECNOLÓGICAS A força tecnológica pode afetar diretamente uma empresa, tanto positivo quanto negativamente, cabe a ela sempre estar antenada para que sempre possa dar um passa a frente de seus concorrentes, e nunca ter que correr atrás deles. A estratégia de tecnologia e o método de uma empresa para o desenvolvimento e uso de tecnologia. Embora ela abranja o papel de organizações formais de P&D, também deve ser mais ampla devida ao impacto penetrante da tecnologia sobre a cadeia de valores. Como a formação tecnológica tem poder para influencia a estrutura industrial e a vantagem competitiva, a estratégia de tecnologia de uma empresa passa a ser um ingrediente essencial em sua estratégia competitiva geral. A inovação é uma das principa is formas de uma empresa atacar concorrentes bem fortificados (PORTER, 1989, p.164). O conhecimento científico, a pesquisa, as invenções e as inovações que resultem em bens e serviços novos ou aperfeiçoados constituem o ambiente tecnológico. Os desenvolvimentos tecnológicos proporcionam oportunidades importantes para melhorar o valor oferecido aos clientes. (CHURCHILL; GILBERT, 2000, p. 45) FORÇAS ECONÔMICAS As forças econômicas podem influenciar muito uma empresa de acordo com o seu ramo de atuação, m esmo que se instale uma crise financeira que não seja ligada diretamente no seu seguimento, ou no seu País, se seu produto tem como destino a exportação, com certeza ele sofrera queda nas vendas, e conseqüentemente a empresa terá que rever toda sua estrutura. Como os sistemas político-legais, as forças econômicas também têm impacto significativo sobre os negócios. Como principais exemplos serão considerados o impacto do aumento ou diminuição do produto interno bruto, bem como elevações e quedas das taxas d e juros, da inflação e do valor do dólar. Essas mudanças representam tanto oportunidades quanto

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