Plano Básico de Benefícios - PBB

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1 22/12/2014 Ativos 1 - Fundamentação da Política Plano Básico de Benefícios - PBB Política de Investimentos - Período 2015 a 2019 Alocação dos Recursos a 2019 Renda Fixa 5.083,0 81,0% 5.529,0 84,0% 5.848,1 83,8% 6.177,6 83,4% 6.533,3 82,9% Renda Variável 1.074,5 17,1% 956,0 14,5% 1.030,4 14,8% 1.122,2 15,1% 1.231,3 15,6% Investimentos Estruturados 4,7 0,1% 5,1 0,1% 5,6 0,1% 6,1 0,1% 6,6 0,1% Fundo de Investimento em Participações 4,7 0,1% 5,1 0,1% 5,6 0,1% 6,1 0,1% 6,6 0,1% Imóveis 68,8 1,1% 50,9 0,8% 51,9 0,7% 56,8 0,8% 62,1 0,8% Operações com Participantes 39,6 0,6% 37,1 0,6% 36,7 0,5% 37,8 0,5% 40,1 0,5% Outros 1/ 6,8 0,1% 6,8 0,1% 6,8 0,1% 6,8 0,1% 6,8 0,1% Recursos Garantidores 6.277,3 100% 6.584,9 100% 6.979,4 100% 7.407,2 100% 7.880,2 100% Gestão Administrativa 268,4 268,7 265,2 264,8 249,9 Total do Patrimônio 6.545, , , , ,1 Rentabilidade 2015 Alocação dos Recursos Meta Atuarial (IPCA + 4% a.a.) 10,69% 9,91% 9,61% 9,46% 1/ Provisão para dividendos, juros sobre o capital próprio - JCP e realizável Limites de Alocação dos Recursos Alocação em 2015 /1 Permitido Segmento Resolução Mínimo Alvo Máximo CMN Em R$ milhões ,29% 12,33% 12,03% 11,91% 11,93% Renda Fixa 60,0% 81,0% 84,7% 100,0% Renda Variável 14,2% 17,1% 38,8% 70,0% Investimentos Estruturados 0,0% 0,1% 0,1% 20,0% Imóveis 0,6% 1,1% 2,7% 8,0% Operações com Participantes 0,6% 0,6% 2,7% 15,0% /1 em relação aos Recursos Garantidores Com base no fluxo financeiro do passivo atuarial, que confirma a plena maturidade financeira do Plano Básico de Benefícios - PBB, a alocação dos recursos observa obrigatoriamente a liquidez e o menor risco. Nesse aspecto, a estratégia estabelecida pauta-se na prevalência da carteira de Notas do Tesouro Nacional, Série B - NTN-B em montante correspondente às exigibilidades, o que assegurará solidez financeira ao Plano. Sob esse prisma, a Centrus manterá a política de redução do segmento de renda variável e de imóveis, com direcionamento dos recursos para referidos títulos públicos. É certo que, para manter o equilíbrio frente aos compromissos atuais e futuros, os investimentos indispensavelmente terão que produzir, ao longo dos anos, rentabilidade compatível com a meta atuarial, equivalente à variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - IPCA acrescida de juros de 4% a.a. 9,46% 1

2 2 - Alocação dos Recursos Segmento de Renda Fixa No segmento de renda fixa, como as expectativas apontam para alta dos juros, os recursos serão direcionados preferencialmente para títulos públicos, priorizando-se as NTN-B, em razão de serem indexadas ao IPCA, o que resguardará o PBB da alta da inflação. Os títulos públicos que compõem a carteira própria do Plano permanecerão contabilmente classificados como mantidos até o vencimento e registrados, portanto, pela curva do papel. Observado o fluxo do passivo atuarial, poderão ser adquiridos também títulos para negociação, sujeitos à marcação a mercado, para suprir desencaixes de curto prazo e permitir estratégias de nível tático-operacional. Aplicações de recursos em Certificados de Depósito Bancário - CDB, Depósitos a Prazo com Garantia Especial - DPGE e as Letras Financeiras - LF também poderão ser realizadas, limitadas, no conjunto, a 5% dos recursos garantidores, com o objetivo de fazer face a desembolsos de curto e médio prazos, na hipótese de o vencimento dos títulos públicos ofertados pelo Tesouro Nacional e os correspondentes pagamentos de juros não se adequarem às necessidades do fluxo de caixa. Quando propostas, as alocações em CDB e LF serão obrigatoriamente realizadas em bancos de grande porte com baixo risco de crédito. No caso dos DPGE, a fim de assegurar a liquidação da operação, mesmo na hipótese de inadimplência da instituição emissora, as operações serão realizadas até o limite de garantia oferecida pelo Fundo Garantidor de Créditos - FGC. Quanto aos Fundos de Investimento em Renda Fixa - FIRF, a alocação restringe-se a montante suficiente para satisfazer as necessidades de caixa do PBB Segmento de Renda Variável No segmento de renda variável, considerou-se a continuidade das vendas nos próximos anos, buscando reduzir a representatividade da carteira no conjunto dos investimentos, em virtude da maturidade e da condição superavitária do Plano. Cabe destacar que, na realização dos ativos da carteira de ações, serão observados aspectos como perspectiva de resultado e remuneração ao acionista, o que contribuirá para a manutenção em carteira de ações que incorporem alfa ao resultado do PBB. Com o propósito de incrementar a rentabilidade do Plano, bem como atenuar impactos decorrentes da desvalorização de papéis em momentos de maior oscilação, serão realizadas operações de empréstimo de ações, bem como operações de curto prazo por meio de venda da posição detida com posterior recompra Segmento de Investimentos Estruturados Em razão da maturidade do PBB, não foram consideradas alocações de recursos nessa modalidade de investimento. Atualmente, o Plano tem apenas uma aplicação em Fundo de Investimento em Participações - FIP, o qual permanecerá em carteira com representatividade de 0,1% do patrimônio, haja vista o delicado processo de desinvestimento, que engloba pendências judiciais. 2

3 2.4 - Segmento de Imóveis No segmento de imóveis, a política continua sendo a de desimobilização, conforme Plano de Alienação de Imóveis - PAI iniciado em maio de 2006, restando apenas a venda apenas da participação em dois bens, ambos situados em Porto Alegre (RS) Segmento de Operações com Participantes A Centrus continuará com a política de conceder empréstimos aos assistidos do PBB, sendo esperada redução dessa carteira nos próximos anos, haja vista que as amortizações deverão superar a demanda prevista por crédito. Quanto aos financiamentos imobiliários, a concessão continua suspensa, de modo que a participação na composição dos recursos tenderá a zero no longo prazo. 3 - Operações com Derivativos Se e quando as condições macroeconômicas recomendarem, poderão ser utilizadas operações com derivativos de renda fixa e de renda variável em bolsa de valores, de mercadorias e de futuros nos próximos cinco anos, como instrumento de proteção e na modalidade com garantia, conforme abaixo: Discriminação Limite Máximo Para Proteção 100% /1 Para Exposição 0% /1 do valor das posições detidas à vista O objetivo da realização de tais operações é proporcionar a redução do risco a que estão expostas as carteiras integrantes dos segmentos de renda fixa e de renda variável. Na execução de operações com derivativos, serão observados os procedimentos de controle e de avaliação do risco de mercado e demais riscos envolvidos nessa modalidade de aplicação, de acordo com o previsto na Resolução nº 3.792, de 24 de setembro de 2009, do Conselho Monetário Nacional, e no Regulamento de Aplicações dos Recursos Garantidores das Reservas, Fundos e Obrigações, em especial a aprovação final pelo Conselho Deliberativo, independentemente do valor da operação. Todas as operações com derivativos devem ocorrer consoante limites e parâmetros estabelecidos na Resolução CMN nº 3.792, de 2009, com avaliações prévias contendo: a) objetivo da sua utilização; b) justificativa da utilização do derivativo; c) modelo, parâmetros e referências utilizados na precificação do derivativo; e d) impacto no risco e nos investimentos. 4 - Meta de Rentabilidade dos Segmentos de Aplicações Em relação a cada segmento de aplicação, a Centrus adota os seguintes benchmark s para monitorar o desempenho de seus investimentos: 3

4 5 - Expectativa de Rentabilidade Segmento de Aplicação Benchmark Renda Fixa Taxa Selic Renda Variável Ibovespa Imóveis Meta Atuarial /1 Investimentos Estruturados Meta Atuarial /1 Operações com Participantes Meta Atuarial /1 /1 Variação do IPCA + 5% a.a. 6 - Apreçamento dos Ativos No processo de apreçamento de seus ativos financeiros, a Fundação segue as melhores práticas de mercado, primando pela transparência, objetividade e consistência das informações e utilizando metodologias e fontes de referência a seguir descritas Renda Fixa Com relação aos investimentos em títulos públicos, adota-se como fonte de referência para negociação a taxa indicativa divulgada diariamente pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais - Anbima. Quanto à metodologia de apreçamento, no que se refere aos títulos levados a vencimento, utiliza-se o preço da curva do papel e, para os marcados a mercado, o Preço Unitário - PU divulgado pela Anbima. As operações de compra de títulos públicos com compromisso de revenda no dia seguinte, registradas no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia - Selic (operações compromissadas de um dia), são marcadas a mercado e o preço de compra dos títulos observa a taxa divulgada pela Anbima. No caso dos FIRF, utiliza-se o valor da cota repassada pelas respectivas instituições administradoras. Os CDB, os DPGE e as LF são avaliados pela taxa contratada Renda Variável Expectativa de Rentabilidade Segmento Meta Atuarial (IPCA + 4% a.a.) 10,69% 9,91% 9,61% 9,46% 9,46% PBB 13,29% 12,33% 12,03% 11,91% 11,93% Renda Fixa 12,97% 12,21% 11,85% 11,71% 11,74% Renda Variável 12,98% 13,30% 12,75% 12,91% 12,91% Investimentos Estruturados 9,04% 9,26% 8,94% 9,00% 9,00% Imóveis 30,85% 6,42% 13,22% 13,51% 13,39% Operações com Participantes 13,59% 12,72% 12,14% 12,06% 12,10% Por se tratar de mercado organizado e dinâmico, as ações são apreçadas pela cotação de fechamento divulgada pela BM&FBovespa S.A. - Bolsa de Valores, de Mercadorias & Futuros. Na hipótese de o ativo permanecer por mais de noventa dias sem negociação, será utilizado o valor patrimonial da ação, o custo de aquisição ou o valor líquido provável de realização, dentre eles o menor. As ações objeto de empréstimo são valorizadas a mercado, diariamente, pelo preço de fechamento dos ativos negociados no dia, divulgado pela BM&FBovespa. A taxa da operação é definida no momento da pactuação e calculada diariamente, pro rata temporis, até o vencimento ou a liquidação antecipada. 4

5 6.3 - Investimentos Estruturados Com referência aos fundos que permitem aquisição de ações de companhias fechadas (que não são negociadas em bolsas de valores), como os FIP, adota-se o valor patrimonial das ações calculado trimestralmente, a partir das demonstrações financeiras auditadas das empresas investidas Derivativos Os ativos são apreçados tomando-se como base a cotação de fechamento no pregão da BM&FBovespa Imóveis Todos os imóveis da carteira são reavaliados anualmente. Quando colocados à venda, são apreçados mediante avaliação específica, na forma prevista na regulamentação em vigor Operações com Participantes Os empréstimos e os financiamentos imobiliários são apreçados de acordo com as taxas contratadas, observados ainda os critérios técnicos, aprovados pela Diretoria-Executiva e pelo Conselho Deliberativo, quando de sua alçada, sob a prudência de resguardar a meta de rentabilidade atuarial. 7 - Tipo de Gestão A gestão dos ativos de renda fixa e de renda variável dos planos administrados pela Centrus é efetuada internamente (carteira própria), sendo admissível a alocação de pequena parcela dos recursos em fundos de investimento terceirizados, de modo a diversificar o risco de gestão e de mercado e maximizar a rentabilidade agregada. 8 - Limite de Concentração Os investimentos dos recursos do PBB estão sujeitos aos seguintes limites estabelecidos na Resolução CMN nº 3.792, de 2009, e nas demais instruções e regulamentos complementares: Alocação por Emissor Limite /1 Tesouro Nacional 100% Instituição financeira 2% Companhia aberta 10% Fundo referenciado /2 10% Sociedade de Propósito Específico - SPE 10% /1 em relação aos recursos garantidores do plano /2 fundo de índice referenciado em cesta de ações de companhias abertas Concentração por Emissor Limite Capital total - Companhia aberta ou SPE 25% Capital votante - Companhia aberta 25% Patrimônio Líquido 25% - Instituição financeira 25% - Fundo referenciado /1 25% - Fundo de investimento estruturado /2 25% /1 fundo de índice referenciado em cesta de ações de companhias abertas /2 fundo de investimento em participações e fundo de investimento imobiliário 5

6 9 - Participação em Assembleias de Acionistas A participação da Centrus em assembleia de acionistas será obrigatória se o investimento representar 10% ou mais dos recursos garantidores dos planos de benefícios administrados ou se a sua participação no capital votante ou total da companhia investida for igual ou superior a 10%. A Fundação poderá comparecer à assembleia de acionistas de qualquer das companhias que detenha ações, mesmo no caso de investimentos não enquadrados nos critérios de representatividade acima, conforme a sua conveniência, em face dos assuntos em pauta Avaliação e Controle de Risco Concentração por Investimento Limite Títulos e valores mobiliários - mesma série 25% Fundo de Investimento em Direitos Creditórios - FDIC - Mesma classe ou série 25% Empreendimento imobiliário - Mesmo empreendimento /1 25% /1 limite aplica-se a desenvolvimento de projetos A gestão de riscos da Centrus segue as diretrizes da Política de Gerenciamento de Risco aprovada pelo Conselho Deliberativo. Esse documento tem como meta principal possibilitar a análise dos riscos, das suas grandezas e dos seus impactos sobre as atividades da Fundação, permitindo a gestão de ocorrências de perdas e o desenvolvimento de planos de ação para correção. O gerenciamento de riscos da Centrus é de responsabilidade da própria área operacional, cabendo aos respectivos gestores o levantamento e a mitigação dos riscos envolvidos na execução de cada processo ou rotina, por meio de controles internos adequados. A prática de delegar aos gestores das áreas operacionais esse gerenciamento, ficando o Comitê de Controles Internos e Compliance - Cocic responsável pelo acompanhamento, deixa claro que essa tarefa não é exclusiva da alta administração, Centrus, mas de todas as áreas envolvidas nos processos. Com relação ao risco de mercado, em especial, a Fundação utiliza, além do Sistema de Controle da Divergência não Planejada, exigido pela Previc, o Sistema de Controle e Avaliação de Risco de Mercado (VaR). No que diz respeito ao risco de crédito de instituições financeiras e não financeiras, a Centrus leva em consideração a avaliação de, no mínimo, duas agências de reconhecida reputação em funcionamento no país, sendo consideradas aceitáveis as instituições que obtiverem as seguintes avaliações mínimas. Agência Curto Prazo Rating Longo Prazo Austin Rating AAA - A AAA - A Fitch Rating F1 (bra) AAA - A Moody's BR-1 Aaa.br - A.br Standard & Poor's A1 AAA - A Nas aplicações em depósito a prazo até o montante de cobertura do FGC regularmente disciplinado pelo CMN, é dispensada a obrigatoriedade da observância da parametrização acima disposta, sem 6

7 prejuízo da exigência de a instituição emissora contar com rating de pelo menos duas agências de classificação de risco de crédito Governança Corporativa e Responsabilidade Social Com gestão voltada para o desenvolvimento econômico-social da comunidade e zelando por boas práticas de governança corporativa, as companhias socialmente responsáveis tendem a atrair mais investimentos e, consequentemente, a proporcionar melhores retornos aos acionistas. Nesse sentido, a Centrus busca alocar recursos em ativos de empresas que atendam aos Princípios de Responsabilidade Social, levando em consideração, na tomada de decisão para seleção de investimentos, os seguintes aspectos: Governança prioriza companhias que estejam listadas no Novo Mercado, Nível 2 ou Nível 1 da BM&FBovespa; Relatórios de Sustentabilidade se a empresa publica documentos sobre suas ações de natureza socioambiental, com foco na relevância e na clareza das informações prestadas; Políticas inclusivas se a companhia adota políticas de não-discriminação e políticas afirmativas com relação a mulheres, negros e portadores de deficiência; Certificação social se a empresa adota padrão de tratamento social responsável aos seus trabalhadores, como, por exemplo, SA8000; Meio ambiente se a companhia não sofreu autuação por dano ambiental; e Investimentos sociais se a empresa adota programa de investimentos sociais. A Fundação depreende que, ao observar aspectos que envolvem responsabilidade socioambiental em seus investimentos, preservará os interesses dos participantes e assistidos, bem como altos valores éticos e morais. Soma-se a isso o fato de que empresas que adotam esses princípios com investimentos sustentáveis estão menos expostas a riscos e apresentam boa rentabilidade no médio e longo prazos. Para atestar seu compromisso em relação às boas práticas de sustentabilidade social, a Centrus aderiu, em 2006, aos Princípios para o Investimento Responsável - PRI, cujas características básicas estão relacionadas com transparência, governança e consideração das questões ambientais e sociais Administrador Estatutário Tecnicamente Qualificado - AETQ A função de Administrador Estatutário Tecnicamente Qualificado - AETQ é exercida pelo Diretor de Aplicações, o qual responde pela alocação, supervisão, controle de risco e acompanhamento dos recursos garantidores dos planos administrados pela Centrus e pela prestação de informações relativas à aplicação desses recursos. Brasília (DF), 22 de dezembro de Helio Cesar Brasileiro Diretor-Presidente 7

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